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PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR 
Prof. Carlos Alfama 
INQUÉRITO POLICIAL – PARTE III 
 
14) DILIGÊNCIAS INVESTIGATIVAS 
 
Após o recebimento da Notitia Criminis, a autoridade policial 
providenciará uma série de diligências para apuração do crime. 
 
O art. 6°, do CPP, apresenta, de forma exemplificativa, as 
diligências a que a autoridade policial pode proceder diante da 
notícia de um fato delituoso, são elas: 
 
I – Preservação do local do crime 
 
Diante da notícia do crime a autoridade policial deve dirigir-se ao 
local, providenciando para que não se alterem o estado e 
conservação das coisas, até a chegada dos peritos criminais; 
 
Em caso de acidente de trânsito, a autoridade ou agente policial que 
primeiro tomar conhecimento do fato poderá autorizar, independente 
de exame do local, a imediata remoção das pessoas que tenham 
sofrido lesão, bem como dos veículos nele envolvidos se estiverem no 
leito da via pública e prejudicarem o tráfego (Lei nº 5.970/83). 
 
II - Apreensão dos objetos que tiverem relação com o fato, 
após liberados pelos peritos criminais: É possível a apreensão de 
quaisquer objetos que guardem relação com o fato delituoso, pouco 
importando sua origem lícita ou ilícita. 
 
III - Colheita todas as provas que servirem para o 
esclarecimento do fato e suas circunstâncias; 
 
IV - Ouvir o ofendido: O ofendido que, devidamente injustificado, 
injustificadamente não comparece, é passível de condução 
coercitiva (art. 201, §1º, CPP). 
 
V – Oitiva do Indiciado: A autoridade policial deve ouvir o 
indiciado, com observância, no que for aplicável, do disposto no 
regramento legal do CPP atinente ao interrogatório do acusado na 
instrução processual penal, devendo o respectivo termo ser assinado 
por duas testemunhas que lhe tenham ouvido a leitura. 
A presença de advogado é direito do investigado, mas não é 
obrigatória. O investigado pode optar por não exercer seu 
direito. 
PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR 
Prof. Carlos Alfama 
CURADOR PARA INDICADO MAIOR DE 18 E MENOS DE 21 
ANOS: Em face do novo Código Civil, houve revogação tácita do art. 
15 do CPP, que previa a necessidade de o maior de 18 e menor de 21 
anos ter nomeado um curador. 
VI - Reconhecimento de pessoas e coisas e a acareações: 
Aplica-se, por analogia, o procedimento previsto no CPP para o 
reconhecimento de pessoas e coisas na instrução processual penal. 
 
VII - Determinar, se for caso, que se proceda a exame de 
corpo de delito e a quaisquer outras perícias: Quando a infração 
penal deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, 
não podendo supri-lo a confissão do acusado (art. 158, CPP). 
 
ATENÇÃO! O exame de sanidade mental apenas pode ser 
determinado pelo juiz (art. 149, CPP). 
 
VIII - Identificação do indiciado pelo processo datiloscópico, 
se possível, e juntada aos autos da folha de antecedentes; 
 
A identificação pelo processo datiloscópico, após o advento da CF/88 
não é mais regra a ser seguida em todos os inquéritos policiais. Isso 
porque a atual Carta Magna (CF/88, art. 5º, LVIII) é expressa no 
sentido de que “o civilmente identificado não será submetido à 
identificação criminal, salvo nos casos previstos em lei”. 
 
A identificação criminal do civilmente identificado, que abrange a 
identificação datiloscópica, a identificação fotográfica e a 
identificação genética, somente é possível nas hipóteses 
excepcionais previstas na Lei nº 12.037/09 (Lei de Identificação 
Criminal). 
 
Isso porque a Lei nº 12.037/09 (art. 1º) dispõe que a identificação 
criminal somente será possível nas hipóteses excepcionais previstas 
nela (“O civilmente identificado não será submetido a identificação 
criminal, salvo nos casos previstos nesta Lei”). 
 
ATENÇÃO! A Súmula nº 568 do STF, editada em 1977, que aduz 
que “A identificação criminal não constitui constrangimento ilegal, 
ainda que o indiciado já tenha sido identificado civilmente”, não é 
mais válida diante da atual ordem constitucional. 
 
Em relação à juntada da folha de antecedentes, deve-se observar 
o parágrafo único, do art. 20, CPP (não fazer constar informações 
relativas a inquéritos policiais instaurados contra o investigado). 
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Prof. Carlos Alfama 
IX - averiguar a vida pregressa do indiciado, sua condição 
econômica, sua atitude e estado de ânimo antes e depois do 
crime e durante ele, e quaisquer outros elementos que 
contribuírem para a apreciação do seu temperamento e 
caráter. 
 
A autoridade policial deve averiguar: 
 
• A vida pregressa do indiciado, sob o ponto de vista individual, 
familiar e social; 
• Sua condição econômica; 
• Sua atitude e estado de ânimo antes e depois do crime e 
durante ele; e 
• Quaisquer outros elementos que contribuírem para a 
apreciação do seu temperamento e caráter. 
 
X - colher informações sobre a existência de filhos, 
respectivas idades e se possuem alguma deficiência e o nome 
e o contato de eventual responsável pelos cuidados dos filhos, 
indicado pela pessoa presa: Trata-se de alteração legislativa 
recente promovida no art. 6º do CPP pelo MARCO LEGAL DA 
PRIMEIRA INFÂNCIA (Lei nº 13.257/16). A finalidade da diligência é 
a proteção dos filhos menores e/ou deficientes do investigado. 
 
Art. 7º - Reconstituição do fato delituoso: Para verificar a 
possibilidade de haver a infração sido praticada de determinado 
modo, a autoridade policial poderá proceder à reprodução simulada 
dos fatos, desde que esta não contrarie a moralidade ou a ordem 
pública. Requisitos: Não contrariar a moralidade ou a ordem 
pública. 
 
IMPORTANTE! Em virtude do direito a não-autoincriminação, o 
investigado não pode ser obrigado a participar ativamente da 
reprodução simulada dos fatos. Assim, não pode ser compelido a 
demonstrar a dinâmica dos fatos. 
 
15) DILIGÊNCIAS INVESTIGATIVAS EM CRIMES QUE 
ENVOLVAM PRIVAÇÃO DA LIBERDADE DA VÍTIMA 
 
A Lei nº 13.344/16 incluiu no CPP a autorização para que a 
autoridade policial ou o membro do MP requisite de quaisquer órgãos 
do poder público ou de empresas da iniciativa privada, dados e 
informações cadastrais da vítima ou de suspeitos em alguns 
crimes que envolvem a privação de liberdade da vítima (sequestro, 
redução à condição análoga a de escravo, tráfico de pessoas (do CP e 
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do ECA), extorsão mediante restrição de liberdade e extorsão 
mediante sequestro. 
 
O prazo de que dispõe o órgão público ou a empresa privada para 
enviar à autoridade policial ou ao MP os dados cadastrais é de 24 
horas. 
Art. 13-A. Nos crimes previstos nos arts. 148, 149 e 149-A, no § 3º 
do art. 158 e no art. 159 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro 
de 1940 (Código Penal), e no art. 239 da Lei no 8.069, de 13 de julho 
de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), o membro do 
Ministério Público ou o delegado de polícia poderá requisitar, de 
quaisquer órgãos do poder público ou de empresas da iniciativa 
privada, dados e informações cadastrais da vítima ou de 
suspeitos. 
Parágrafo único. A requisição, que será atendida no prazo de 24 
(vinte e quatro) horas, conterá: 
I - o nome da autoridade requisitante; 
II - o número do inquérito policial; e 
III - a identificação da unidade de polícia judiciária responsável pela 
investigação. 
 
Vale ressaltar que, no caso de informações relacionadas à 
localização da vítima ou do suspeito de crime relacionado ao tráfico 
de pessoas, é necessária a autorização judicial para o 
fornecimento das informações. 
 
Nesse caso, o as empresas prestadoras de serviço de 
telecomunicações e/ou telemática devem disponibilizar 
imediatamente os meios técnicos adequados à localização da vítima. 
 
Art. 13-B. Se necessário à prevenção e à repressão dos crimes 
relacionados ao tráfico de pessoas, o membro do Ministério Público ou 
o delegado de polícia poderão requisitar, mediante autorizaçãoa 
requisição de instauração recebida não fornecer o mínimo 
indispensável para se proceder à investigação. 
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c) Sendo o crime de ação penal privada, o arquivamento do 
inquérito policial depende de decisão do juiz, após pedido do 
Ministério Público. 
d) O inquérito pode ser arquivado pela autoridade policial se ela 
verificar ter havido a extinção da punibilidade do indiciado. 
e) Sendo o arquivamento ordenado em razão da ausência de 
elementos para basear a denúncia, a autoridade policial poderá 
empreender novas investigações se receber notícia de novas 
provas. 
 
74. (MPE/SC – 2016 - MPE/SC – PROMOTOR DE 
JUSTIÇA) Há previsão de recurso de ofício em caso de 
arquivamento do inquérito policial e da absolvição que 
verse sobre crime contra a economia popular ou contra a 
saúde pública regrado pela Lei n. 1.521/51. 
 
ARQUIVAMENTO IMPLÍCITO E ARQUIVAMENTO INDIRETO 
 
75. (CESPE – 2017 – MPE/RR – PROMOTOR DE JUSTIÇA 
SUBSTITUTO) A jurisprudência dos tribunais superiores 
admite o arquivamento implícito, quando o promotor de 
justiça deixa de denunciar réu indiciado em inquérito policial. 
 
76. (CESPE – 2015 – TJDFT – JUIZ DE DIREITO) A 
doutrina e a jurisprudência majoritárias admitem o 
denominado arquivamento implícito, que consiste no fato 
de o oferecimento de denúncia pelo Ministério Público por 
apenas alguns dos crimes imputados ao indiciado 
impedir que os demais sejam objeto de futura ação penal. 
 
77. (FUNIVERSA - 2015 - SAPeJUS/GO - Agente de 
Segurança Prisional) Segundo a doutrina, arquivamento 
indireto do inquérito policial é o fenômeno de ordem 
processual que decorre de quando o titular da ação penal 
deixa de incluir na denúncia algum fato investigado ou 
algum dos indiciados, sem expressa manifestação desse 
procedimento, e o juiz recebe a denúncia sem remeter a 
questão ao chefe institucional do Ministério Público. 
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78. (FCC – 2015 – DPE/SP – DEFENSOR PÚBLICO) O 
arquivamento implícito do inquérito policial é: 
 
a) consequência lógica da rejeição parcial da denúncia. 
 
b) o fenômeno decorrente de o MP deixar de incluir na denúncia 
algum fato investigado ou algum suspeito, sem expressa 
justificação. 
 
c) o arquivamento promovido fundamentadamente pelo 
Procurador-Geral da República dos inquéritos que tratam de 
suposta prática de crimes de competência originária do Supremo 
Tribunal Federal. 
 
d) o arquivamento operado de ofício pelo delegado de polícia, 
quando este entende estarem ausentes prova da materialidade 
delitiva e indícios mínimos de autoria. 
 
e) o arquivamento promovido pelo Procurador-Geral de Justiça, 
após a remessa dos autos pelo juiz de direito que discorda do 
pedido de arquivamento requerido pelo órgão do Ministério Público 
em primeiro grau. 
 
79. (CESPE - 2013 - Polícia Federal - Escrivão da Polícia 
Federal) O princípio que rege a atividade da polícia 
judiciária impõe a obrigatoriedade de investigar o fato e a 
sua autoria, o que resulta na imperatividade da autoridade 
policial de instaurar inquérito policial em todos os casos em 
que receber comunicação da prática de infrações penais. 
A ausência de instauração do procedimento investigativo 
policial enseja a responsabilidade da autoridade e dos 
demais agentes envolvidos, nos termos da legislação de 
regência, vez que resultará em arquivamento indireto de 
peça informativa. 
 
 
 
 
 
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80. (MPE/MA – 2014 – MPE/MA – PROMOTOR DE 
JUSTIÇA) Ao receber autos de inquérito policial remetidos 
pela Justiça Federal, que acolheu pedido de remessa para 
a Justiça Estadual formulado pelo procurador da 
República, o promotor de Justiça entende que o crime 
investigado é de alçada federal, requerendo ao juízo 
estadual que devolva os autos ao juízo federal. O juiz não 
concorda com o formulado pela promotoria, o que 
acarretará: 
a) Conflito de competência entre o juiz da Justiça Federal e o 
magistrado da Justiça Estadual, a ser dirimido pelo Superior 
Tribunal de Justiça, na forma da Constituição Federal; 
b) Arquivamento indireto do inquérito policial, a ser deliberado 
pela Procuradoria- Geral da República; 
c) Conflito de atribuições entre os Ministérios Públicos Estadual 
e Federal, a ser solucionado pela Procuradoria- Geral da 
República; 
d) Conflito de atribuições entre os Ministérios Públicos Estadual 
e Federal, a ser dirimido pelo Superior Tribunal de Justiça, 
conforme preceituado na Constituição Federal; 
e) Arquivamento indireto do inquérito policial, a ser examinado 
pela Procuradoria- Geral do Ministério Público Estadual. 
 
TRANCAMENTO DO INQUÉRITO POLICIAL 
 
81. CESPE – 2012 – Agente de Polícia – PC/AL) 
Considere que a autoridade policial tenha instaurado 
inquérito para apurar a prática de crime cuja 
punibilidade fora extinta pela decadência. Nessa situação, 
ao tomar conhecimento da investigação, o acusado 
poderá se valer do habeas corpus para impedir a 
continuação da investigação e obter o trancamento do 
inquérito policial. 
 
MISTO 
 
82. (IBFC – 2017 – POLÍCIA CIENTÍFICA/PR – PERITO 
CRIMINAL) Considere as regras básicas aplicáveis ao 
Direito Penal e ao Direito Processual Penal para assinalar a 
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alternativa correta sobre o inquérito policial. 
 a) A polícia judiciária será exercida pelas autoridades judiciais no 
território de suas respectivas circunscrições e terá por fim a apuração 
das infrações penais e da sua autoria 
 b) Nos crimes de ação pública, o inquérito policial só será iniciado 
mediante requisição da autoridade judiciária ou do Ministério Público 
 c) Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a 
autoridade policial deverá, se possível e conveniente, dirigir-se ao 
local, providenciando para que se não alterem o estado e 
conservação das coisas, enquanto necessário 
 d) Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a 
autoridade policial deverá apreender os objetos que tiverem relação 
com o fato, após liberados pelos peritos criminais. 
 e) Todas as peças do inquérito policial serão, num só processo, 
reduzidas a escrito ou datilografadas e, neste caso, rubricadas pelo 
perito. 
 
83. (NUCEPE – 2017 – SEJUS/PI – AGENTE 
PENITENCIÁRIO) Em relação ao inquérito policial, marque 
a resposta CORRETA. 
 a) Iniciado o inquérito, e observando a autoridade policial que não 
existem provas suficientes para condenação do acusado, a autoridade 
policial deverá arquivá-lo. 
 b) Crimes que se processam por meio de ação penal pública 
incondicionada podem ter a instauração do inquérito policial 
solicitados pela vítima ou ofendido. 
 c) Iniciado o inquérito, e observando a autoridade policial que não 
existem provas suficientes para condenação do acusado, a autoridade 
policial poderá arquivá-lo. 
 d) Quando o crime for contra honra do Presidente da República, o 
Inquérito Policial é instaurado somente por requisição do próprio 
Presidente. 
 e) Qualquer do povo poderá solicitar a instauração de inquérito em 
relação aos crimes ocorridos contra a honra do Presidente da 
República. 
 
84. (IBEG – 2017 – IPREV – PROCURADOR 
PREVIDENCIÁRIO) Considerando o disposto no Código de 
Processo Penal acerca do inquérito policial, indique a 
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alternativa correta. 
 a) A autoridade policial poderá mandar arquivar o inquérito para 
evitar lesão a direitos fundamentais do indiciado; 
 b) O ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado poderão 
requerer qualquer diligência, que será realizada, ou não, a juízo da 
autoridade. 
 c) Uma vez arquivado o inquérito por falta de base para a denúncia, 
pelo princípio da segurança jurídica, a autoridade policial não poderáfazer novas diligências. 
 d) Para o desarquivamento do inquérito policial a autoridade policial 
necessita de novas provas. 
 e) O arquivamento implícito na ação penal pública é admitido pela 
jurisprudência do STF. 
 
85. (VUNESP – 2017 – CÂMARA DE COTIA – PROCURADOR 
LEGISLATIVO) A respeito do Inquérito Policial, assinale a 
alternativa correta. 
 a) Nas ações penais públicas, condicionadas à representação, os 
inquéritos policiais podem ser iniciados por provocação das vítimas 
ou, de ofício, pela Autoridade Policial. 
 b) O Delegado, encerrada as investigações, convencido da 
inexistência de crime, poderá determinar o arquivamento do inquérito 
policial. 
 c) Nos inquéritos policiais que apuram crime de tráfico de pessoas, 
a Autoridade Policial poderá requisitar diretamente às empresas 
prestadoras de serviço de telecomunicações, informações sobre 
posicionamento de estações de cobertura, a fim de permitir a 
localização da vítima ou do suspeito do delito em curso. 
 d) Nas comarcas em que houver mais de uma circunscrição policial, 
diligências em circunscrição diversa da que tramita o inquérito policial 
dependerá de expedição de carta precatória. 
 e) As diligências requeridas pelo ofendido, no curso do inquérito 
policial, serão ou não realizadas a juízo da Autoridade Policial. 
 
 
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GABARITO 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
E E D B B E C E E E 
 
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 
E C E E E E E C E C 
 
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 
E C E E C E E E E E 
 
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 
E E C C C C E C E C 
 
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 
C C E E E C E C E E 
 
51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 
E E E C C C E E E C 
 
61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 
C E C E C D C E E E 
 
71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 
E D E C E E E B E E 
 
81 82 83 84 85 
C D B B Ejudicial, às empresas prestadoras de serviço de telecomunicações 
e/ou telemática que disponibilizem imediatamente os meios técnicos 
adequados – como sinais, informações e outros – que permitam a 
localização da vítima ou dos suspeitos do delito em curso. 
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§ 1o Para os efeitos deste artigo, sinal significa posicionamento da 
estação de cobertura, setorização e intensidade de radiofrequência. 
§ 2o Na hipótese de que trata o caput, o sinal: 
I - não permitirá acesso ao conteúdo da comunicação de qualquer 
natureza, que dependerá de autorização judicial, conforme disposto 
em lei; 
 
II - deverá ser fornecido pela prestadora de telefonia móvel celular 
por período não superior a 30 (trinta) dias, renovável por uma única 
vez, por igual período; 
 
III - para períodos superiores àquele de que trata o inciso II, será 
necessária a apresentação de ordem judicial. 
§ 3o Na hipótese prevista neste artigo, o inquérito policial deverá ser 
instaurado no prazo máximo de 72 (setenta e duas) horas, contado 
do registro da respectiva ocorrência policial. 
§ 4o Não havendo manifestação judicial no prazo de 12 (doze) horas, 
a autoridade competente requisitará às empresas prestadoras de 
serviço de telecomunicações e/ou telemática que disponibilizem 
imediatamente os meios técnicos adequados – como sinais, 
informações e outros – que permitam a localização da vítima ou dos 
suspeitos do delito em curso, com imediata comunicação ao juiz. 
A doutrina tem apontado que o art. 13-B, §4º do CPP é 
inconstitucional, por permitir que o delegado de polícia ou o membro 
do MP obtenha as informações sobre a localização da vítima ou do 
suspeito sem autorização judicial, quando o juiz não se manifestar 
sobre o pedido no prazo de 12 horas. 
 
 
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16) INDICIAMENTO 
 
Indiciamento é um ato privativo da autoridade policial que consiste 
em atribuir a autoria da infração penal a determinada pessoa! 
 
ATENÇÃO! Prevalece o entendimento de que o indiciamento é ato 
vinculado, ou seja, a autoridade policial, ao se convencer da autoria 
do crime por determinada pessoa, deve indiciá-la. 
 
A) REQUISITOS DO INDICIAMENTO (Lei nº 12.830/13. Art. 
2º, § 6o): 
1. Deve ser um ato formal. 
2. Deve ser fundamentado, mediante análise técnico-jurídica 
do fato; 
3. Deve indicar a materialidade, autoria e as circunstâncias da 
infração penal. 
 
B) REQUISIÇÃO DE INDICIAMENTO PELO MP E PELO JUIZ: O 
indiciamento é ato privativo da autoridade policial, não sendo 
possível ao Ministério Público ou ao juiz requisitar o 
indiciamento à autoridade policial (Informativo nº 552, STJ). 
 
C) SUJEITO PASSIVO DO INDICIAMENTO: Em regra, qualquer 
pessoa pode ser indiciada, exceções: 
 
1. Os membros do MP (Lei nº 8.625/93); 
2. Os membros da magistratura (Lei Complementar nº 35/79). 
3. Menores de 18 anos. 
 
D) INDICIAMENTO DE PESSOAS COM FORO POR 
PRERROGATIVA DE FUNÇÃO 
 
Os tribunais superiores possuem entendimento divergente sobre a 
matéria. 
 
Para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), o indiciamento e a 
investigações de pessoas com foro por prerrogativa de função 
depende de autorização do órgão jurisdicional competente 
para julgamento da ação penal (STF, Inq. 2411 QO/MT). O 
tribunal, após a autorização, passa a exercer a supervisão judicial 
das investigações. 
 
Vale ressaltar ainda que, de acordo com o STF, para se concluir pelo 
envolvimento de autoridade com foro por prerrogativa de função são 
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exigidos elementos objetivos, não bastando a simples menção ao 
nome dessas autoridades no curso das investigações. Nesse sentido: 
 
A simples menção ao nome de autoridades detentoras de 
prerrogativa de foro, seja em depoimentos prestados por 
testemunhas ou investigados, seja em diálogos telefônicos 
interceptados, assim como a existência de informações, 
até então, fluidas e dispersas a seu respeito, são 
insuficientes para o deslocamento da competência para o 
Tribunal hierarquicamente superior. (STF. 2ª Turma. Rcl 
25497 AgR/RN, rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 
14/2/2017) – Informativo nº 854. 
 
Além disso, também de acordo com o entendimento do STF, caso o 
inquérito tenha apurado envolvimento de autoridade com foro por 
prerrogativa de função sem a devida autorização do STF, eventual 
declaração de imprestabilidade dos elementos de prova 
angariados em suposta usurpação da competência criminal do 
Supremo Tribunal Federal não alcança aqueles destituídos de 
foro por prerrogativa de função (STF. 2ª Turma. Rcl 25497 AgR/RN, 
rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 14/2/2017) – Informativo nº 854. 
 
Já para o SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA (STJ), no que 
concerne às investigações relativas a pessoas com foro por 
prerrogativa de função, tem-se que, embora possuam a prerrogativa 
de serem processados perante o Tribunal, a lei não excepciona a 
forma como se procederá à investigação, devendo ser aplicada, 
assim, a regra geral trazida no art. 5º, inciso II, do Código de 
Processo Penal, a qual não requer prévia autorização do Judiciário. 
Com efeito, na hipótese, a única particularidade se deve ao fato de 
que o controle dos prazos do inquérito será exercido pelo foro 
por prerrogativa de função e não pelo Magistrado a quo (REsp 
1563962 / RN, STJ). 
 
E) MOMENTO 
 
O indiciamento pode ser feito durante toda a investigação (desde a 
peça inaugural até o relatório final da autoridade policial). 
 
Importante! O indiciamento formal após o recebimento da denúncia 
gera constrangimento ilegal (STJ, 6ª Turma, HC 182.455 SP). 
 
 
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F) ESPÉCIES 
 
A doutrina classifica o indiciamento em duas espécies: 
 
• Indiciamento Direto: Ocorre quando o indiciamento é 
feito na presença do investigado; é a regra. 
• Indiciamento Indireto: Ocorre quando o indiciamento 
não é feito na presença do investigado; Pode ser feito 
quando o investigado não é encontrado. 
 
G) DESINDICIAMENTO 
 
E a desconstituição de prévio indiciamento. Pode ser feito pelo 
próprio delegado de polícia ou pelo Poder Judiciário, quando houver 
ilegalidade no indiciamento (STJ, HC 43.599). 
 
H) INDICIAMENTO NA LEI DE LAVAGEM DE CAPITAIS 
 
Segundo a Lei de Lavagem de Capitais (Lei nº 9.613/98, art. 17-D), o 
indiciamento de servidor público gera seu afastamento automático de 
suas funções até que o juiz autorize o seu retorno. Todavia, há o 
entendimento na doutrina de que esse dispositivo é inconstitucional 
(Gustavo Badaró, Renato Brasileiro, dentre outros). 
 
17) INCOMUNICABILIDADE DO INDICIADO 
 
O art. 21 do CPP dispõe que “A incomunicabilidade do indiciado 
dependerá sempre de despacho nos autos e somente será permitida 
quando o interesse da sociedade ou a conveniência da investigação o 
exigir. 
 
A doutrina é unanime no entendimento de que a incomunicabilidade 
do indiciado não foi recepcionada pela CF/88. 
 
Isso porque a CF/88 assegura ao preso a assistência da família e de 
advogado (art. 5º, LXIII, CF/88). 
 
Além disso, a atual Carta Magna não permitiu a incomunicabilidade 
do preso nem mesmo durante a vigência do Estado de Defesa (art. 
136, §3º, IV, CF/88), não se pode entender, portanto, que a 
permitiria em um estado de normalidade! 
 
CONCLUSÃO: Não se admite a decretação da incomunicabilidade do 
indiciado no curso do inquérito policial. O art. 21 do CPP, apesar de 
vigente, não é válido por violar a CF/88. 
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18) PRAZO PARA A CONCLUSÃO DO INQUÉRITO 
POLICIAL 
O Código de Processo Penal determina que o inquérito policial deve 
terminar no prazo de 10 dias, se o indiciado tiver sido preso em 
flagrante, ou estiver preso preventivamente, contado o prazo, 
nesta hipótese, a partir do dia em que se executar a ordem de prisão, 
ou no prazo de30 dias, quando estiver solto, mediante fiança ou 
sem ela. 
Apenas pode ser prorrogado o prazo do inquérito policial no caso de 
investigado solto! 
PRAZOS DO INQUÉRITO POLICIAL NO CPP 
INDICIADO PRESO (PRISÃO 
EMFLAGRANTE OU PREVENTIVA) 
INDICIADO SOLTO 
10 dias 30 dias 
Contados da data em que se executar a 
ordem de prisão. 
Contados da data do ato inaugural do 
inquérito policial. 
Não há previsão legal para prorrogação do 
inquérito policial. 
O mero descumprimento do prazo não 
enseja revogação da prisão, no entanto o 
excesso desarrazoado do prazo pode sim 
ensejar revogação da prisão preventiva 
(STJ, 6ª T., HC 44.604/RN). 
O I.P. pode ser prorrogado pelo 
prazo assinalado pelo juiz nos 
casos em que a complexidade da 
investigação ou o número de 
investigados exigirem. 
ATENÇÃO! Estes são os prazos gerais, que se aplicam caso não haja 
previsão diversa em lei específica. 
A) Prazos especiais do inquérito policial 
Além dos prazos previstos no CPP, há prazos diferenciados previstos 
em leis especiais, situações em que deixa de valer o prazo geral 
previsto no CPP e passam a ser aplicados os prazos especiais. A 
conclusão deriva do princípio da especialidade, utilizado para resolver 
o conflito aparente de leis, segundo o qual a norma especial afasta a 
aplicação da norma geral (lex especialis derrogat Lex generalis). 
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Os prazos especiais do inquérito policial são os seguintes: 
 
PRAZOS ESPECIAIS DO INQUÉRITO POLICIAL 
 
INDICIADO PRESO INDICIADO SOLTO 
CRIMES FEDERAIS 
(Lei nº 5.010/1996) 
15 dias prorrogáveis por 
até mais 15 dias (art. 66). 
30 dias (Como a Lei nº 
5.010/1996 não dispõe, 
aplica-se o prazo do CPP, 
cabendo ampliação). 
Lei de Drogas 
30 dias (duplicável, 
ouvido o MP). 
90 dias (duplicável, 
ouvido o MP). 
Código de Processo 
Penal Militar (art. 
20) 
20 dias 
40 dias, prorrogável por 
mais 20 pela autoridade 
militar superior. 
Crimes contra a 
Economia Popular 
(Lei nº 1.521/51) 
10 dias, preso ou solto. 
Prisão Temporária 
(Lei nº 7.960/89) 
O prazo do IP 
equivale ao prazo 
máximo da prisão 
temporária. 
(5 +5): 05 dias prorrogáveis por mais 05 dias em 
caso de extrema e comprovada necessidade (CRIMES 
COMUNS) - Art. 2º, caput. – Art. 2º, Lei nº 7.960/89. 
(30 + 30): 30 dias prorrogáveis por mais 30 dias em 
caso de extrema e comprovada necessidade (CRIMES 
HEDIONDOS E EQUIPARADOS) – Art. 2º, §4º, Lei nº 
8.072/90. 
 
 
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B) NATUREZA JURÍDICA DO PRAZO 
Em relação ao prazo do inquérito policial no caso de investigado 
solto, não há dúvida de que se trata de um prazo de natureza 
processual. Conta-se na forma do art. 798, CPP: despreza-se o dia do 
início e computa-se o dia de término. 
Em relação ao prazo do inquérito policial no caso de investigado 
preso, há duas correntes: 
• 1ª Corrente (Nucci): O prazo do IP em caso de investigado 
preso é de natureza material. Conta-se, portanto, na forma do 
art. 10, CP: computa-se o dia do início e despreza-se o dia de 
término. 
 
• 2ª Corrente (Mirabete, Renato Brasileiro e Denilson 
Feitosa): O prazo em caso de investigado preso também é de 
natureza processual, pois o fato de estar privado da liberdade o 
investigado não retira a natureza jurídica de procedimento 
administrativo persecutório do IP. 
Prevalece a corrente que entende que o prazo do inquérito 
policial é sempre de natureza processual, seja no caso de 
investigado preso ou solto. 
19) CONCLUSÃO DO INQUÉRITO POLICIAL 
 
A) RELATÓRIO FINAL 
 
O Inquérito Policial se conclui com o relatório da autoridade policial, 
conforme preceitua o art. 10, §1°, do CPP: “A autoridade fará 
minucioso relatório do que tiver sido apurado e enviará autos ao juiz 
competente”. 
 
DESTINATÁRIO: Apesar de o destinatário imediato do Inquérito ser 
o titular da ação penal, o Código de Processo Penal prevê que os 
autos do IP devem ser remetidos ao juiz. 
 
Não obstante a determinação do CPP, na justiça federal, a Resolução 
nº 63/2009 – CJF determina que a remessa seja feita diretamente ao 
MPF. 
 
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• De acordo com o STJ, não é ilegal a portaria editada por Juiz 
Federal que, fundada na Resolução nº 63/2009 do 
CJF, estabelece a tramitação direta de inquérito policial entre a 
Polícia Federal e o Ministério Público Federal (STJ, 5ª Turma. 
RMS 46.165-SP – Inf. 574, STJ – 04/12/2015). 
 
• Todavia, para o STF, é INCONSTITUCIONAL lei estadual que 
preveja a tramitação direta do inquérito policial entre a polícia e 
o Ministério Público (ADI 2886, STF). 
 
QUESTÃO DE PROVA 
 
(CESPE – 2017 – PREFEITURA DE BELO HORIZONTE – 
PROCURADOR MUNICIPAL) É ilegal portaria que, editada por juiz 
federal, estabelece a tramitação direta de inquérito policial entre a 
Polícia Federal e o MPF. 
 
TESTEMUNHAS NÃO INQUIRIDAS (art. 10, §2º): Serão indicadas 
no relatório, bem como o lugar em que possam ser encontradas. 
 
 
INFORMAÇÃO IMPORTANTE! 
 
O relatório é DISPENSÁVEL para o oferecimento da denúncia! Isso 
porque se o próprio inquérito é peça dispensável, o que dizer então 
do relatório final. 
 
 
B) PROCEDIMENTO EM CRIMES DE AÇÃO PENAL PRIVADA 
 
Nos crimes em que não couber ação pública, os autos do inquérito 
serão remetidos ao juízo competente, onde aguardarão a iniciativa do 
ofendido ou de seu representante legal, ou serão entregues ao 
requerente, se o pedir, mediante traslado (art. 19, CPP). 
 
 
C) PROCEDIMENTO EM CRIMES DE AÇÃO PENAL PÚBLICA 
 
Depois de remetidos ao juiz, este abrirá vista ao Ministério 
Público. 
 
Aberta vista dos autos ao Ministério Público, este poderá 
adotar uma das seguintes medidas: 
 
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a) Oferecer denúncia. 
 
b) Requisitar diligências imprescindíveis ao oferecimento da 
denúncia à autoridade policial: CPP, art. 16. O Ministério 
Público não poderá requerer a devolução do inquérito à 
autoridade policial, senão para novas diligências, 
imprescindíveis ao oferecimento da denúncia. 
 
c) Requerer o arquivamento: O CPP não lista as situações em 
que o inquérito policial deve ser arquivado, no entanto, 
entende-se que o procedimento deve ser arquivado nas 
hipóteses de rejeição da peça acusatória (art. 395, CPP) e de 
absolvição sumária (art. 397, CPP). 
 
d) Requerer a declinação de competência: Caso entenda que o 
juízo perante o qual atua é incompetente para o julgamento da 
causa, deverá requerer ao juiz que remeta a causa ao juiz 
competente. 
 
e) Suscitar conflito de competência: Pressupõe anterior 
declinação de competência de outro MP. Recebido o IP pelo MP 
após declinação de competência, se o órgão ministerial que 
receber os autos entender que o juízo competente é aquele que 
declinou a competência, não deverá devolvê-los, mas sim 
suscitar conflito de competência. 
 
# CONFLITO DE COMPETÊNCIA X CONFLITO DE ATRIBUIÇÕES: 
Enquanto o conflito de competência se dá entre duas ou mais 
autoridades judiciárias, o conflito de atribuições se dá entre membros 
do Ministério Público. 
 
• Se o conflito for entre dois membros do mesmo órgão do MP 
Estadual, a solução compete ao chefe institucional daquele 
órgão (PGJ). 
 
• Se o conflito for entre dois membros do MPF, a solução 
compete à Câmara de Coordenação e Revisão do MPF. 
 
• Se o conflito for entre membros do MPU de ramos diferentes 
(MPF x MPM x MPDFT), a solução compete ao Procurador-Geral 
da República. 
 
 
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• SE O CONFLITO DE ATRIBUIÇÃO FOR ENTRE O MPF E O 
MP ESTADUAL: 
 
o 1ª Corrente: Deve-se tratar esse conflito de atribuições 
como se fosse um conflito de competência (conflito 
virtual de competência). A solução seria dada, 
portanto, pelo STJ. 
 
o 2ª Corrente: Era a antiga posição do STF. Deve-se tratar 
tal conflitocomo um conflito entre unidades 
federativas (art. 102, I, ‘f’ da CF/88). Logo, a solução 
deveria ser dada pelo STF. 
 
o 3ª Corrente: A solução deve ser dada pelo Procurador-
Geral da República (PGR). TRATA-SE DO ATUAL 
ENTENDIMENTO DO STF (STF, ACO 924). O STF entendeu 
que, como a questão é administrativa, não poderia um 
órgão jurisdicional resolvê-la. A decisão fica por conta do 
chefe institucional do MP. Doutrina: O PGR não é chefe 
de todo o MP, mas apenas do MPU. Entende que foi 
equivocada a decisão do STF. 
 
20) ARQUIVAMENTO DO INQUÉRITO POLICIAL 
 
A) PROCEDIMENTO DE ARQUIVAMENTO 
 
Conforme vimos, a autoridade policial não pode arquivar o Inquérito 
Policial, pois o arquivamento do inquérito policial é uma decisão 
judicial, sempre a pedido do titular da ação penal. 
Não há dúvida de que, se o juiz concordar com o pedido de 
arquivamento, o inquérito será arquivado. 
 
Todavia, se o juiz não concordar com o pedido de arquivamento do 
Inquérito Policial feito pelo Ministério Público deverá remetê-lo ao 
Procurador-Geral para que este: 
 
• Ofereça denúncia; 
• Designe outro órgão do MP para oferecer a denúncia; 
• Insista no arquivamento (só então o juiz estará vinculado a 
arquivar o I.P.) 
 
Esse é exatamente o conteúdo do art. 28, do CPP, que consagra o 
princípio da devolução. PRINCÍPIO DA DEVOLUÇÃO: A remessa da 
promoção de arquivamento ao Procurador-Geral é denominada de 
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“princípio da devolução”. Para simplificar o entendimento do 
procedimento, segue o mapa mental: 
 
 
Apesar de não haver previsão legal, a doutrina entende que o 
Procurador-Geral de Justiça pode também requisitar diligências 
imprescindíveis. 
ATENÇÃO! No âmbito da Justiça Federal, da Justiça Comum do DF e 
na Justiça Militar, discordando o Juiz do pedido de arquivamento, 
deverá remeter os autos à Câmara de Coordenação e Revisão, 
salvo nos casos de atribuição originária do Procurador-Geral 
(Lei Complementar nº 75/93). 
ATENÇÃO 02! No âmbito da Justiça Eleitoral, discordando o juiz 
eleitoral do pedido de arquivamento do promotor eleitoral, compete à 
Câmara de Coordenação e Revisão do MPF a análise da divergência. 
Foi derrogado o art. 357, §1º do Código Eleitoral pelo art. 62, inciso 
IV da Lei Complementar nº 75/93 (Enunciado nº 26, 2ª CCR, 
MPF). 
# NÃO SE APLICA O ART. 28 NOS CASOS DE COMPETÊNCIA 
ORIGINÁRIA DO STF E DO STJ: 
I. No caso de requerimento de arquivamento do IP nas hipóteses 
de atribuição originária do PGR ou do PGJ, é inviável a 
aplicação do procedimento do art. 28 do CPP. A decisão de 
arquivamento nessa hipótese pode ser administrativa, pois se 
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remetida ao Poder Judiciário este será obrigado a arquivar o 
inquérito policial (STF, Inq. 2054). 
 
II. No caso de requerimento de arquivamento do IP nas hipóteses 
de atribuição de membro do MPF que atua perante o STJ, 
não se aplica o art. 28 do CPP, pois a jurisprudência do STJ é 
no sentido de que os membros do MPF atuam por delegação do 
Procurador-Geral da República na instância especial 
(Informativo nº 558, STJ). 
 
B) COISA JULGADA NO ARQUIVAMENTO DO INQUÉRITO 
Coisa julgada é a imutabilidade das decisões judiciais. Por questões 
de segurança jurídica, uma vez que uma decisão judicial é proferida, 
após o fim do prazo para recurso (se couber), essa decisão se torna 
imodificável. 
 
O arquivamento do inquérito policial, que é uma decisão judicial, 
pode ter diversos fundamentos, a depender desse fundamento gerará 
coisa julgada formal e material ou apenas coisa julgada formal. 
 
• A COISA JULGADA FORMAL torna imutável a decisão 
somente no mesmo processo em se insere, sendo possível que 
nova decisão sobre os mesmos fatos se sobrevierem novos 
fatos. Trata-se de um fenômeno endoprocessual. 
 
Quando a decisão de arquivamento do inquérito policial gerar apenas 
coisa julgada formal serão possíveis novas investigações, se surgirem 
notícias de novas provas. 
 
• A COISA JULGADA MATERIAL é a imutabilidade da decisão 
dentro e fora do processo em que se insere. Pressupõe a coisa 
julgada formal, ou seja, sempre que a decisão gerar coisa 
julgada material irá gerar também coisa julgada formal. 
 
Quando a decisão de arquivamento do inquérito policial gerar coisa 
julgada material isso significa que a autoridade não poderá 
sequer investigar mais o mesmo fato delituoso, sob pena de 
ofensa ao princípio do ne bis in idem! Ocorre quando houver decisão 
sobre o mérito da causa. 
 
 
 
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FUNDAMENTO DO 
ARQUIVAMENTO 
GERA COISA 
JULGADA 
MATERIAL? 
PREVISÃO LEGAL 
FALTA DE BASE 
PARA A DENÚNCIA 
 
Não gera coisa 
julgada material, 
mas apenas coisa 
julgada formal. 
 
Depois de ordenado 
o arquivamento do 
inquérito pela 
autoridade 
judiciária, por falta 
de base para a 
denúncia, a 
autoridade policial 
poderá proceder a 
novas pesquisas, se 
de outras provas 
tiver notícia (CPP, 
art. 18). 
 
AUSÊNCIA DE 
CONDIÇÃO DA 
AÇÃO 
Não gera coisa 
julgada material, 
mas apenas coisa 
julgada formal. 
 
 
Não há. 
MANIFESTA 
ATIPICIDADE DA 
CONDUTA 
 
GERA COISA 
JULGADA FORMAL E 
MATERIAL! 
 
Obs.: Gera coisa 
julgada material ainda 
que tenha sido 
tomada por juiz 
absolutamente 
incompetente (STJ, 
HC 173.397/RS e STF, 
HC 83.346/SP). 
 
Não há. 
 
 
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FUNDAMENTO DO 
ARQUIVAMENTO 
GERA COISA JULGADA 
MATERIAL? 
PREVISÃO 
LEGAL 
MANIFESTA 
EXCLUDENTE DE 
ILICITUDE 
 
DIVERGÊNCIA NOS 
TRIBUNAIS SUPERIORES 
 
STJ: GERA COISA JULGADA 
FORMAL E MATERIAL (STJ, 
REsp 791.471/RJ)! 
 
STF: GERA APENAS COISA 
JULGADA FORMAL 
(Informativo nº 538 e 
Informativo nº 796). 
 
O tema foi analisado pelo 
Pleno do STF no HC 
87.395/PR. 
 
Não há. 
 
MANIFESTA 
EXCLUDENTE DE 
CULPABILIDADE, 
SALVO 
INIMPUTABILIDADE 
 
GERA COISA JULGADA 
FORMAL E MATERIAL! 
Não há. 
MANIFESTA 
EXCLUDENTE DE 
PUNIBILIDADE 
GERA COISA JULGADA 
FORMAL E MATERIAL! 
Exceção: Se for 
fundamentada em documento 
falso não gera coisa julgada 
material (STF, HC 84.525). 
Não há. 
 
C) DESARQUIVAMENTO DO IP 
 
É a reabertura das investigações após o arquivamento do IP. 
 
Requisitos: A decisão de arquivamento não ter gerado coisa julgada 
material e notícia de novas provas (art. 18, CPP). 
 
ATENÇÃO! Para oferecimento da denúncia após o arquivamento do 
IP, são necessárias novas provas, não bastando notícias de novas 
provas (Súmula nº 524, STF). 
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Atribuição para o desarquivamento: Há duas correntes. Parte da 
doutrina entende que é atribuição da autoridade policial o 
desarquivamento do inquérito para prosseguimento das 
investigações. Todavia, há entendimento de que como a decisão de 
arquivamento é uma decisão judicial, somente o juiz poderia 
desarquivar o procedimento. 
Prevalece o entendimento de que a própria autoridade policial 
pode reiniciar, de ofício, as investigações diante de notícia de 
novas provas, pois o art. 18 do CPP dispõe que “...a autoridade 
policial poderá proceder a novas pesquisas se de outras provas tiver 
notícia”. 
D) ARQUIVAMENTO IMPLÍCITO 
 
O arquivamento implícito ocorre quando, havendo mais de um 
investigado ou mais de um crime sendo apurado no Inquérito Policial, 
o Ministério Público deixa de incluir um ou outro na denúncia bem 
como deixa de requerer o arquivamento em relação a um ou a outro 
e o juiz recebe a denúncia sem se manifestar sobre a omissão do 
parquet. ESPÉCIES: 
 
• ARQUIVAMENTO IMPLÍCITO OBJETIVO: Ocorre quando, 
havendo mais de um crime sendo apurado no Inquérito Policial, 
o Ministério Público deixa de requerer o arquivamento em 
relação a um ou a outro e o juiz recebe a denúncia sem se 
manifestar sobre a omissão do parquet. 
 
• ARQUIVAMENTOIMPLÍCITO SUBJETIVO: O arquivamento 
implícito ocorre quando, havendo mais de um investigado 
sendo investigado no Inquérito Policial, o Ministério Público 
deixa de incluir um ou outro na denúncia e o juiz recebe a 
denúncia sem se manifestar sobre a omissão do parquet. 
 
A doutrina e a jurisprudência são pacíficas em não admitir o 
arquivamento implícito, pois todas as decisões do Ministério 
Público devem ser fundamentadas (STF, RHC 95.141/RJ). 
 
Para que o MP deixe de incluir algum crime apurado ou algum 
indiciado no IP, deve requerer o arquivamento em relação ao crime 
ou indiciado não incluído na denúncia. 
 
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STJ, HC 21.074: É inadmissível o oferecimento de ação penal 
privada subsidiária da pública no caso de arquivamento implícito. O 
juiz deve adotar o procedimento do art. 28 do CPP. 
 
E) ARQUIVAMENTO INDIRETO 
 
Ocorre quando o juiz não concorda com o pedido de declinação de 
competência formulado pelo MP. Como o juiz não pode obrigar o MP a 
oferecer a denúncia deve adotar, por analogia, o procedimento do 
art. 28, CPP para solucionar a controvérsia. 
 
F) IRRECORRIBILIDADE DA DECISÃO DE ARQUIVAMENTO 
 
A decisão de arquivamento, em regra, é irrecorrível! 
 
Além disso, não é possível ação penal privada subsidiária da pública 
em face da decisão de arquivamento, pois não há inércia do 
Ministério Público nessa situação. EXCEÇÕES: 
 
HIPÓTESE 
EXCEPCIONAL 
RECURSO CABÍVEL PREVISÃO LEGAL 
 
Lei de Crimes Contra a 
Economia Popular 
 
Recurso de ofício 
 
Lei nº 1.521/51 
(art. 7º) 
 
Contravenções penais 
do Jogo do Bicho e de 
corrida de cavalo fora 
do hipódromo. 
 
 
Recurso em Sentido 
Estrito. 
 
 
Lei nº 1.508/51 
 
Arquivamento de ofício 
pelo juiz. 
 
 
Correição parcial. 
Trata-se de erro de 
procedimento para o 
qual não há recurso 
específico previsto em 
lei. 
Casos de atribuição 
originária do 
Procurador-Geral de 
Justiça. 
Recurso ao Colégio de 
Procuradores de 
Justiça. 
Lei nº 8.625/93 
(art.12). 
 
 
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21) TRANCAMENTO DO INQUÉRITO POLICIAL 
 
O trancamento também é denominado de encerramento anômalo 
do inquérito policial. O trancamento é medida a ser determinada 
pelo Poder Judiciário que acarreta a paralisação imediata de uma 
investigação criminal em andamento. 
 
Trata-se de uma medida de natureza excepcional, somente 
possível em hipóteses excepcionais, como, por exemplo, as 
seguintes: 
 
1. Manifesta atipicidade da conduta investigada; 
2. Presença de causa extintiva da punibilidade 
3. Instauração de Inquérito Policial em crime de ação penal 
pública condicionada ou de ação penal privada sem a 
representação ou requerimento, respectivamente. 
 
22) CONTROLE EXTERNO DA ATIVIDADE POLICIAL PELO 
MINISTÉRIO PÚBLICO 
 
Controle externo é a fiscalização da atividade policial exercida pelo 
Ministério Público. Abrange o controle: 
 
i. Da investigação criminal; 
ii. Da preservação dos direitos de presos sob a custódia 
policial; 
iii. Do cumprimento de determinações judiciais. 
 
O controle externo não decorre de subordinação das polícias ao 
Ministério Público, tendo em vista que não há tal hierarquia. Decorre, 
na verdade, do sistema de freios e contrapesos estabelecido na 
Constituição Federal de 1988. É previsto no art. 9º, da Lei 
Complementar nº 75/93 e regulamentado pela Resolução nº 20/2007 
do CNMP. 
 
ESPÉCIES DE CONTROLE EXTERNO: 
 
• Controle difuso: É aquele exercido por todos os órgãos do MP 
com atribuição criminal quando da análise dos procedimentos 
que lhe são atribuídos. 
 
• Controle concentrado: É aquele exercido por órgãos do MP 
com atribuição específica para a fiscalização da atividade 
policial. 
 
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JURISPRUDÊNCIA STJ 
 
O controle externo da atividade policial exercido pelo Ministério 
Público Federal não lhe garante o acesso irrestrito a todos os 
relatórios de inteligência produzidos pela Diretoria de Inteligência do 
Departamento de Polícia Federal, mas somente aos de natureza 
persecutório-penal. 
 
O controle externo da atividade policial exercido pelo Parquet deve 
circunscrever-se à atividade de polícia judiciária, conforme a dicção 
do art. 9º da LC n. 75/93, cabendo-lhe, por essa razão, o acesso aos 
relatórios de inteligência policial de natureza persecutório-penal, ou 
seja, relacionados com a atividade de investigação criminal. 
 
O poder fiscalizador atribuído ao Ministério Público não lhe confere o 
acesso irrestrito a "todos os relatórios de inteligência" produzidos 
pelo Departamento de Polícia Federal, incluindo aqueles não 
destinados a aparelhar procedimentos investigatórios criminais 
formalizados. 
 
STJ. 1ª Turma. REsp 1.439.193-RJ, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgado 
em 14/6/2016 (Info 587) 
 
 
 
 
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ESTUDO DIRIGIDO 
 
01) O art. 6º do CPP traz todas as diligências 
investigativas que a autoridade policial pode realizar no 
curso do inquérito policial? 
 
02) Na oitiva do indiciado na fase inquisitorial, a 
presença de advogado é obrigatória? 
 
03) Qual o conteúdo do art. 15 do CPP? Esse dispositivo 
ainda é válido? 
 
04) A autoridade policial pode determinar perícias? 
Existe alguma exceção? 
 
05) A identificação criminal deve ser realizada como 
regra no curso do inquérito policial? 
 
06) Quais são os requisitos da reprodução simulada dos 
fatos? 
 
07) O investigado é obrigado a participar ativamente da 
reprodução simulada dos fatos? 
 
08) O que é o indiciamento? 
 
09) O indiciamento é ato vinculado ou discricionário? 
 
10) O MP e o Juiz podem requisitar o indiciamento? 
 
11) Quais são os requisitos do indiciamento? 
 
12) Quem pode ser indiciado no inquérito policial? 
 
13) Autoridades com foro por prerrogativa de função 
podem sem indiciadas? 
 
14) Quais são as espécies de indiciamento? 
 
15) É possível a decretação da incomunicabilidade do 
indiciado no curso do inquérito policial? 
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16) Qual o prazo para conclusão do inquérito policial 
previsto no CPP? 
 
17) Esse prazo se aplica no caso de a legislação prever 
prazo especial em lei extravagante? 
 
18) Qual a natureza jurídica do prazo do inquérito 
policial? Como é feita a contagem desse prazo? 
 
19) O que é o relatório final? 
 
20) A quem o relatório final é remetido? 
 
21) Qual o procedimento de conclusão do inquérito 
policial nos crimes de ação penal privada? 
 
22) Qual o procedimento de conclusão do inquérito 
policial nos crimes de ação penal pública? 
 
23) Quem pode requerer o arquivamento do inquérito 
policial ao juiz? 
 
24) Qual o procedimento do arquivamento do inquérito? 
 
25) O que é o “princípio da devolução”? 
 
26) Qual o procedimento do arquivamento do inquérito 
no âmbito da justiça federal e da justiça do DF? 
 
27) Quais são as hipóteses em que não se aplica o 
art.28? 
 
28) O que é a coisa julgada formal? 
 
29) O que é a coisa julgada material? 
 
30) Quando a decisão de arquivamento gera apenas 
coisa julgada formal? 
 
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31) Quando a decisão de arquivamento gera coisa 
julgada material? 
 
32) O que é o desarquivamento do inquérito policial? 
 
33) O que é o arquivamento implícito? 
 
34) O arquivamento implícito é admitido? 
 
35) O que é o arquivamento indireto? 
 
36) Cabe recurso contra a decisão de arquivamento do 
inquérito policial? 
 
37) O que é o trancamento do inquérito policial? 
 
38) Quem realiza o controle externo da atividade 
policial? 
 
39) Quais são as espécies de controle externo? 
 
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QUESTÕES ANTERIORES 
 
DILIGÊNCIAS INVESTIGATIVAS 
 
1. (PUC/PR –2017 - TJMS – ANALISTA JUDICIÁRIO) 
Visando à prevenção e à repressão aos crimes relacionados 
ao tráfico de pessoas, somente o membro do Ministério 
Público poderá requisitar às empresas prestadoras de 
serviço de telecomunicações e/ou telemática que 
disponibilizem imediatamente os meios técnicos adequados 
(como sinais e informações) que permitam a localização da 
vítima ou dos suspeitos do delito em curso. 
 
2. (FAPEMS – 2017 – PCMS – DELEGADO DE POLÍCIA) 
Conforme disposição expressa no Código de Processo Penal 
vigente, o Delegado de Polícia que preside investigação 
policial sobre o crime previsto no artigo 149-A (Tráfico de 
Pessoas) do Código Penal-Decreto- Lei n° 2.848/1940, 
dentre as providências a serem adotadas, poderá: 
 a) requisitar dados e informações cadastrais da vítima ou dos 
suspeitos, diretamente de quaisquer órgãos do poder público ou 
representar junto à autoridade judicial, de empresas de iniciativa 
privada. 
 b) requisitar, após o parecer obrigatório do Ministério Público, de 
quaisquer órgãos do poder público ou de empresas de iniciativa 
privada, dados e informações cadastrais da vítima ou dos suspeitos. 
 c) requisitar, somente por meio de autorização judicial, de 
quaisquer órgãos do poder público ou de empresas de iniciativa 
privada, dados e informações cadastrais da vítima ou dos suspeitos. 
 d) requisitar, de qualquer órgãos do poder público ou de empresas 
de iniciativa privada, dados e informações cadastrais dos suspeitos, 
os quais deverão ser concedidos no prazo de 48 horas. 
e) requisitar, de quaisquer órgãos do poder público ou de empresas 
de iniciativa privada, dados e informações cadastrais da vítima ou dos 
suspeitos. 
 
 
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3. (FAPEMS – 2017 – PCMS – DELEGADO DE POLÍCIA) 
Sobre as diligências que podem ser realizadas pelo Delegado 
de Polícia, é correto afirmar que 
 a) caso o ofendido ou seu representante legal apresente 
requerimento para instauração de inquérito policial, a autoridade 
policial deve atender ao pedido, em observância do princípio da 
obrigatoriedade. 
 b) deparando-se com uma noticia na imprensa que relate um fato 
delituoso, a autoridade policial deve instaurar inquérito policial de 
ofício, elaborando, conforme determina o Código de Processo Penal 
vigente, um relatório sobre a forma como tomou conhecimento do 
crime. 
 c) conforme disposição expressa no Código de Processo Penal 
vigente, o Delegado de Polícia não é obrigado a determinar a 
realização de perícia requerida pelo investigado, ofendido ou seu 
representante legal, quando não for necessária ao esclarecimento da 
verdade, ainda que se trate de exame de corpo de delito, pois a 
investigação é conduzida de forma discricionária. 
 d) o inquérito policial é um procedimento discricionário, portanto, 
cabe ao Delegado de Polícia conduzir as diligências de acordo com as 
especificidades do caso concreto, não estando obrigado a seguir uma 
sequência predeterminada de atos. 
 e) poderá a autoridade policial determinar em todas as espécies de 
crimes, atendidos os requisitos legais e suas peculiaridades, a 
reconstituição do fato delituoso, desde que não contrarie a 
moralidade ou a ordem pública, com a participação obrigatória do 
investigado. 
 
4. (IBADE – 2017 – PC-AC – DELEGADO DE POLÍCIA 
CIVIL) Logo que tiver conhecimento da prática da infração 
penal, a autoridade policial deverá: 
 a) em todos os casos, proceder ao exame de corpo de delito. 
 b) colher informações sobre a existência de filhos, respectivas 
idades e se possuem alguma deficiência e o nome e o contato de 
eventual responsável pelos cuidados dos filhos, indicado pela pessoa 
presa. 
 c) prender o réu e proceder a identificação criminal. 
 d) proceder a busca domiciliar independentemente de autorização 
judicial. 
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 e) determinar que o inspetor de polícia se dirija ao local do crime e 
recolha todas as informações e provas, preservando o local até a 
chegada dos peritos. 
 
5. (CESPE – 2015 – TJ/PB – JUIZ DE DIREITO) A 
autoridade policial foi informada da descoberta de um 
cadáver, com perfurações por toda a região abdominal, 
às margens de uma rodovia. Próximo ao local, havia 
também uma faca com marcas de sangue e garrafas de 
bebida alcoólica. Em face dessa situação, e 
considerando-se o disposto no CPP, a autoridade policial 
deverá: 
a) oficiar ao Poder Judiciário a fim de que se efetue a retirada do 
corpo do local. 
b) dirigir-se ao local e providenciar que o estado e a 
conservação das coisas não sejam alterados até a chegada 
de peritos criminais. 
c) determinar de imediato a higienização da faca para 
proceder a reprodução simulada dos fatos. 
d) requerer autorização judicial para que a área seja
isolada e para o deslocamento de peritos criminais. 
e) pedir autorização judicial para abertura do inquérito policial. 
 
6. (CESPE – 2016 – PCPE – AGENTE DE POLÍCIA) Um 
policial encontrou, no interior de um prédio abandonado, um 
cadáver que apresentava sinais aparentes de violência, com 
afundamento do crânio, o que indicava provável ação de 
instrumento contundente. 
 
Nesse caso, cabe à autoridade policial, 
 
a) providenciar a imediata remoção do cadáver e o seu 
encaminhamento ao necrotério e aguardar o eventual 
reconhecimento por parentes. 
b) comunicar o fato à autoridade judiciária se o local estiver fora da 
circunscrição da delegacia onde esteja lotado, devendo-se manter 
afastado e não podendo impedir o fluxo de pessoas. 
c) promover a realização de perícia somente depois de 
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autorizado pelo Ministério Público ou pelo juiz de direito. 
d) comunicar o fato imediatamente ao Ministério Público, que 
determinará as providências a serem adotadas. 
e) providenciar para que não se alterem o estado e o local até a 
chegada dos peritos criminais e ordenar a realização das perícias 
necessárias à identificação do cadáver e à determinação da causa 
da morte. 
 
7. (FUNIVERSA – 2015 – PCDF – PAPILOSCOPISTA) 
Quando a autoridade policial tiver conhecimento da prática 
da infração penal, deverá averiguar a vida pregressa do 
indiciado, sob o ponto de vista individual, familiar e social, 
sua condição econômica, sua atitude e seu estado de 
ânimo antes e depois do crime e durante ele, além de 
quaisquer outros elementos que contribuírem para a 
apreciação do seu temperamento e do seu caráter. 
 
8. (CESPE - 2014 - TJ-DF - Titular de Serviços de Notas e 
de Registros – Remoção) Ao interrogatório do indiciado 
na fase inquisitiva são aplicadas as mesmas regras do 
interrogatório judicial, sendo obrigatória a presença de 
defensor com direito a interferência, em atendimento ao 
princípio da ampla defesa. 
 
9. (CESPE – 2016 – PCPE – DELEGADO DE POLÍCIA) 
Havendo fundada dúvida sobre a sanidade mental do 
indiciado, o delegado de polícia poderá determinar de ofício 
a realização do competente exame, com o objetivo de 
aferir a sua imputabilidade. 
 
10. (CESPE - 2013 - PC-BA - Delegado de Polícia) A 
autoridade policial que, na fase de investigação criminal, 
desconfiar da integridade mental do acusado, poderá, sem 
suspender o andamento do inquérito policial, determinar, 
de ofício, que o acusado se submeta a exame de 
sanidade mental, a ser realizado por peritos oficiais. 
 
 
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11. (CESPE - 2013 - DPE-RR - Defensor Público) Se a 
autoridade policial tiver dúvida quanto à integridade 
mental dos presos, ela pode determinar que eles sejam 
submetidos a exame de sanidade mental, a fim de 
esclarecer a culpabilidade, em autos apartados ao do 
inquérito policial, desde que nomeado curador aos 
acusados e, se não tiverem constituído advogado, desde 
que patrocinados por DP. 
 
12. (FMP– 2015 – DPE/PA – DEFENSOR PÚBLICO) O 
Delegado de Polícia poderá determinar a reprodução 
simulada dos fatos objeto de sua investigação, desde que 
essa reprodução não contrarie a moralidade ou a ordem 
pública. 
 
13. (CESPE – 2016 – PCPE – AGENTE DE POLÍCIA) O 
reconhecimento de pessoas no âmbito do inquérito policial 
poderá ser feito pessoalmente, com a apresentação do 
suspeito, ou por meio de fotografias, com idêntico valor 
probante, conforme disciplinado no Código de Processo 
Penal. 
 
14. (CESPE - APF/2004) A reprodução simulada dos fatos ou 
reconstituição do crime pode ser determinada durante o 
inquérito policial, caso em que o indiciado é obrigado a 
comparecer e participar da reconstituição, em prol do 
princípio da verdade real. 
INCOMUNICABILIDADE DO INDICIADO 
 
15. (CESPE – 2015 – TRE/RS – ANALISTA JUDICIÁRIO) A 
incomunicabilidade do indiciado somente será permitida 
quando o interesse da sociedade ou a conveniência da 
investigação o exigir. 
 
16. (CESPE - 2013 - DEPEN - Agente Penitenciário) O 
delegado de polícia, mediante despacho nos autos do 
inquérito policial, poderá determinar a incomunicabilidade 
do indiciado sempre que o interesse da sociedade ou a 
conveniência da investigação o permitir. 
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17. (CESPE - 2008 - TJ-RJ - Analista Judiciário - 
Adaptada) A autoridade policial poderá decretar a 
incomunicabilidade do indiciado, pelo prazo máximo de três 
dias. 
 
INDICIAMENTO 
 
18. (FUNCAB – 2016 – SEGEP/MA – AGENTE 
PEITENCIÁRIO) O ato de indiciamento em um inquérito 
policial por crime comum é de atribuição: 
 
a) de qualquer agente de polícia judiciária, seja civil ou federal. 
b) do delegado de polícia ou do Ministério Público. 
c) exclusiva do delegado de polícia. 
d) do delegado de polícia ou do juiz de direito. 
e) do delegado de polícia, do juiz de direito ou do Ministério Público. 
 
19. (FUNIVERSA – 2015 – PCDF – DELEGADO DE POLÍCIA) 
Conforme a lei, o indiciamento é ato privativo do delegado 
de polícia ou do órgão do Ministério Público, devendo 
ocorrer por meio de ato fundamentado, que, mediante 
análise técnico-jurídica do fato, deverá indicar a autoria, a 
materialidade e suas circunstâncias. 
 
20. (CESPE – 2016 – PCPE – AGENTE DE POLÍCIA) O 
indiciamento do suspeito de prática de crime é ato privativo 
do delegado de polícia, mediante ato fundamentado do qual 
constarão a análise técnico-jurídica do fato criminoso e suas 
circunstâncias e a indicação da materialidade e da autoria. 
 
21. (FUNIVERSA – 2015 – PCDF – PAPILOSCOPISTA) 
Cabe ao promotor ou ao juiz, mediante requisição, 
determinar o indiciamento de alguém pela autoridade 
policial. 
 
22. (CESPE – 2015 – TRE – Analista Judiciário) Após a 
realização de inquérito policial iniciado mediante 
requerimento da vítima, Marcos foi indiciado pela 
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autoridade policial pela prática do crime de furto qualificado 
por arrombamento. Nessa situação hipotética, de acordo 
com o disposto no Código de Processo Penal e na atual 
jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça acerca de 
inquérito policial. Embora fosse possível a instauração do 
inquérito mediante requisição do juiz, somente a 
autoridade policial poderia indiciar Marcos como o autor do 
delito. 
 
23. (FUNIVERSA – 2015 – PCDF – PAPILOSCOPISTA) O 
indiciamento é um ato discricionário da autoridade policial. 
 
24. (CESPE – 2016 – PCPE – DELEGADO DE POLÍCIA) Por 
substanciar ato próprio da fase inquisitorial da persecução 
penal, é possível o indiciamento, pela autoridade policial, 
após o oferecimento da denúncia, mesmo que esta já tenha 
sido admitida pelo juízo a quo. 
 
 
PRAZO DO INQUÉRITO POLICIAL NO CPP 
 
25. (IBADE – 2017 – PC-AC – AGENTE DE POLÍCIA CIVIL) 
Sobre o inquérito policial, assinale a alternativa correta. 
 a) No caso de réu solto, o prazo para a conclusão de inquérito é 
de 45 dias. 
 b) No caso de réu solto, o inquérito deve terminar em 30 dias, 
prorrogáveis por autorização do Ministério Público. 
 c) No caso de réu preso, o prazo pera terminar o inquérito é de 
10 dias, contados a partir da execução da prisão. 
 d) No caso de réu preso, o prazo para terminar o inquérito é de 
10 dias, contados a partir da expedição do mandado de prisão. 
 e) No caso de réu solto, o inquérito deve terminar em 90 dias, 
prorrogáveis por autorização do juiz. 
 
26. (FMP – 2015 – MPE/MA – PROMOTOR DE JUSTIÇA) 
O inquérito deverá terminar no prazo de 10 dias, se o 
indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver preso 
preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a partir 
do dia em que o juízo houver expedido a ordem de prisão, 
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ou no prazo de 30 dias, quando estiver solto, mediante 
fiança ou sem ela. 
 
27. (FUNIVERSA - 2015 - SAPeJUS/GO - Agente de 
Segurança Prisional) Segundo o CPP, o inquérito deverá 
terminar no prazo de 5 dias, se o indiciado tiver sido preso 
em flagrante, ou estiver preso preventivamente, contado o 
prazo, nessa hipótese, a partir do dia em que se executar a 
ordem de prisão, ou no prazo de 15 dias, quando estiver 
solto, mediante fiança ou sem ela. 
 
28. (FCC – 2015 – DPE/MA – DEFENSOR PÚBLICO) O 
inquérito policial independentemente do crime investigado 
deverá ser impreterivelmente concluído no prazo de 30 dias 
se o investigado estiver solto. 
 
29. (CESPE - 2014 - TJ-DF - Titular de Serviços de Notas e 
de Registros – Remoção) O decêndio legalmente 
determinado para o fim das investigações policiais no caso 
de prisão preventiva poderá ser prorrogado com vistas à 
realização de diligências complementares necessárias à 
acusação. 
 
30. (CESPE - 2013 - DPE-ES) O inquérito deverá terminar 
no prazo de trinta dias, se o indiciado tiver sido preso 
em flagrante, ou estiver preso preventivamente, contado o 
prazo, nesta hipótese, a partir do dia em que for executada 
a ordem de prisão, ou no prazo de noventa dias, quando 
estiver solto, mediante fiança ou sem ela. 
PRAZOS ESPECIAIS DO IP 
 
31. (IADES – 2016 – PCDF – PERITO CRIMINAL) A respeito 
dos prazos para a conclusão do inquérito policial, 
considerando as normas processuais penais, é correto 
afirmar que, se o réu está preso, o prazo é de 
 
a) 10 dias; estando o réu solto, o prazo é de 20 dias, no âmbito da 
Justiça Federal. 
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b) 15 dias; estando o réu solto, o prazo é de 15 dias, tratando-se 
de crimes contra a economia popular. 
c) 10 dias; estando o réu solto, o prazo é de 30 dias, conforme o 
Código de Processo Penal Militar. 
d) 15 dias; estando o réu solto, o prazo é de 45 dias, segundo a lei 
de drogas. 
e) 10 dias; estando o réu solto, o prazo é de 30 dias, em 
consonância com o Código de Processo Penal. 
 
32. (CESPE – 2016 – PCPE – DELEGADO DE POLÍCIA) De 
acordo com a Lei de Drogas, estando o indiciado preso por 
crime de tráfico de drogas, o prazo de conclusão do 
inquérito policial é de noventa dias, prorrogável por igual 
período desde que imprescindível para as investigações. 
 
33. (TRF - 4ª REGIÃO - 2010 - TRF - 4ª REGIÃO - Juiz 
Federal) Em caso de indiciado preso por ordem da Justiça 
Federal, o prazo para término do inquérito é de 15 (quinze) 
dias, prorrogáveis por igual tempo. 
 
34. (TRF - 4ª REGIÃO - 2010 - TRF - 4ª REGIÃO - Juiz 
Federal) Em se tratando de tráfico ilícito de drogas, 
previsto na Lei 11.343/2006, o prazo para o término do 
inquérito é de 30 (trinta) dias em caso de acusado preso e 
de 90 (noventa) dias em caso de acusado solto, 
podendo os prazos ser duplicados por decisão judicial, 
ouvido o Ministério Público, se houver pedido justificado da 
autoridade policial. 
 
35. (CESPE - 2008 - PC-TO - Delegado de Polícia) O prazo 
do inquérito policial, se o indiciado estiverpreso em virtude 
de prisão temporária, será de cinco dias, prorrogáveis por 
mais cinco dias, havendo exceção para determinados 
casos, a exemplo dos crimes de tráfico de entorpecentes 
ou tortura, em que o prazo se estende para 30 dias, 
prorrogáveis por igual período, em caso de extrema e 
comprovada necessidade. 
 
36. (CESPE – 2016 – PCPE – DELEGADO DE POLÍCIA) 
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Havendo conversão de prisão temporária em prisão 
preventiva no curso da investigação policial, o prazo para 
a conclusão das investigações, no âmbito do competente 
inquérito policial, iniciar-se-á a partir da decretação da 
prisão preventiva. 
 
CONCLUSÃO DO INQUÉRITO POLICIAL 
 
37. (IBADE – 2017 – PC-AC – DELEGADO DE POLÍCIA 
CIVIL) À luz do que dispõe o código de processo penal 
sobre inquérito policial assinale a alternativa correta. 
 a) No relatório, a autoridade policial não poderá indicar 
testemunhas que não tiverem sido inquiridas no inquérito. 
 b) Quando o fato for de difícil elucidação, estando o indiciado solto 
ou preso, a autoridade poderá requerer ao juiz a devolução dos 
autos, para ulteriores diligências, que serão realizadas no prazo 
marcado pelo juiz. 
 c) O delegado poderá delegar a oitiva do indiciado e de eventuais 
testemunhas ao inspetor de polícia. 
 d) O inquérito deverá terminar no prazo de 03 dias, se o indiciado 
tiver sido preso em flagrante ou preso preventivamente; contado o 
prazo, nesta hipótese, a partir do dia em que se executar a ordem de 
prisão. 
 e) O inquérito policial deve terminar no prazo de 30 dias, quando o 
indiciado estiver solto, mediante fiança ou sem ela. 
 
38. (CESPE – 2013 – ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL – 
DPF) A conclusão do inquérito policial é precedida de 
relatório final, no qual é descrito todo o procedimento 
adotado no curso da investigação para esclarecer a 
autoria e a materialidade. A ausência desse relatório e 
de indiciamento formal do investigado não resulta em 
prejuízos para persecução penal, não podendo o juiz ou 
órgão do Ministério Público determinar o retorno da 
investigação à autoridade para concretizá-los, já que 
constitui mera irregularidade funcional a ser apurada na 
esfera disciplinar. 
 
 
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39. (FUNIVERSA – 2015 – PCDF – DELEGADO DE POLÍCIA) 
O relatório de inquérito policial, a ser redigido pela 
autoridade que o preside, é indispensável para o 
oferecimento da denúncia ou da queixa-crime pelo titular 
da ação penal. 
 
40. (CESPE - 2013 - TRF - 2ª REGIÃO - Juiz Federal) 
Mesmo em caso de sigilo decretado no IP, a autoridade 
policial terá de encaminhar ao instituto de identificação os 
dados relativos à infração penal e à pessoa do indiciado. 
 
41. (CESPE - 2008 - OAB - Exame de Ordem Unificado) 
O MP, caso entenda serem necessárias novas diligências, 
por considerá-las imprescindíveis ao oferecimento da 
denúncia, poderá requerer a devolução do inquérito à 
autoridade policial. 
 
ARQUIVAMENTO DO INQUÉRITO POLICIAL 
 
42. (CESPE – 2017 – PC/MT – DELEGADO DE POLÍCIA) O 
requerimento de arquivamento do inquérito policial formulado 
pelo MP: 
 a) está sujeito, exclusivamente, a controle interno do próprio 
MP, de ofício ou por provocação do ofendido. 
 b) não poderá ser indeferido, em respeito aos princípios da 
independência funcional e do promotor natural. 
 c) não está sujeito a controle jurisdicional nos casos de 
competência originária do STF ou do STJ. 
 d) está sujeito a controle jurisdicional, devendo o juiz do feito, 
no caso de considerar improcedentes as razões invocadas, 
designar outro membro do MP para o oferecimento da denúncia. 
 e) defere ao ofendido, quando acolhido pelo juiz, o direito de 
ingressar com ação penal subsidiária por via de queixa-crime. 
 
43. (FUNIVERSA – 2015 – PCDF – PAPILOSCOPISTA) Como 
o inquérito policial não constitui fase da ação penal, não 
é necessário o seu arquivamento, bastando que não se 
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ofereça a respectiva denúncia ou queixa. 
 
44. (FUNIVERSA – 2015 – PCDF – PAPILOSCOPISTA) Em 
não havendo ação penal, o arquivamento do inquérito 
policial é ato complexo que envolve ato do delegado e do 
promotor, não sendo necessária decisão judicial de 
arquivamento. 
 
45. (FUNIVERSA – 2015 – PCDF – PAPILOSCOPISTA) 
Sendo o inquérito policial destinado a embasar a opinio 
delicti do titular da ação penal, não pode o juiz discordar 
de pedido de arquivamento formulado por promotor. 
 
46. (CESPE - 2013 - PC-BA - Investigador de Polícia) O 
juiz poderá discordar do pedido de arquivamento do 
inquérito policial requerido pelo MP, oportunidade em que 
encaminhará os autos ao procurador-geral e, caso este 
insista no pedido de arquivamento, o juiz será obrigado a 
arquivar o inquérito. 
 
47. (FUNIVERSA - 2015 - SAPeJUS/GO - Agente de 
Segurança Prisional) Em regra, admite-se recurso 
contra a decisão que arquiva os autos do inquérito 
policial. 
 
48. (CESPE – 2014 – Procurador do Estado da Bahia) De 
acordo com a jurisprudência do STF, é vedado ao juiz 
requisitar novas diligências probatórias caso o MP tenha-
se manifestado pelo arquivamento do feito. 
 
49. (CESPE - 2013 - TJ-RR - Titular de Serviços de Notas e 
de Registros) O juiz pode requisitar de ofício novas 
diligências probatórias a despeito de manifestação do 
promotor de justiça pelo arquivamento do inquérito policial. 
 
50. (CESPE - 2013 - TRE-MS - Analista Judiciário - Área 
Judiciária) Caso o membro do Ministério Público requeira 
o arquivamento de inquérito policial ou de quaisquer 
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peças de informação, o juiz, se discordar dessa 
manifestação ministerial, poderá ordenar a remessa do 
inquérito ou das peças de informação a outro 
representante do MP, para que este ofereça a denúncia. 
 
51. (CESPE - 2008 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Se 
o órgão do MP, em vez de apresentar a denúncia, requerer 
o arquivamento do inquérito policial, o juiz determinará a 
remessa de oficio ao tribunal de justiça para que seja 
designado outro órgão de MP para oferecê-la. 
 
52. (CESPE - APF/"REGIONALIZADO"/2004) Considere a 
seguinte situação hipotética. Um promotor de justiça 
requereu o arquivamento de um inquérito policial 
fundamentado na prescrição da pretensão punitiva. Nessa 
situação, caso o juiz discorde, considerando improcedentes 
as razões invocadas, deverá encaminhar os autos a 
outro promotor para que este ofereça a denúncia. 
 
53. (CESPE - 2013 - TJ-DF - Técnico Judiciário - Área 
Administrativa) Na hipótese de o MP arquivar os autos 
de um inquérito policial, poderá o ofendido ajuizar ação 
penal privada subsidiária da pública. 
 
HIPÓTESES EM QUE NÃO SE APLICA O ART. 28 DO CPP 
 
54. (FUNIVERSA - 2015 - SAPeJUS/GO - Agente de 
Segurança Prisional) Se um procurador da República 
atuante em primeira instância requer o arquivamento do 
inquérito policial e o juiz federal discorda, ele deverá 
remeter os autos para: 
a) o procurador-geral de Justiça. 
b) o procurador-geral da República. 
c) a câmara de coordenação e revisão. 
d) outro juiz federal. 
e) outro procurador da República. 
 
 
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55. (MPE/SP – 2015 – MPR/SP – PROMOTOR DE JUSTIÇA) 
O Tribunal está obrigado a acolher a manifestação de 
arquivamento de investigação criminal formulada pelo 
Procurador-geral de Justiça, na hipótese de competência 
originária. 
 
COISA JULGADA NA DECISÃO DE ARQUIVAMENTO DO IP 
 
56. (CESPE – 2017 – DPU – DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL) 
A homologação, pelo juízo criminal competente, do 
arquivamento de inquérito forma coisa julgada 
endoprocessual. 
 
57. (CESPE – 2017 – DPU – DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL) 
Situação hipotética: Pedro, servidor público federal, foiindiciado pela Polícia Federal por suposta prática de 
corrupção passiva no exercício de suas atribuições. O 
inquérito policial, após remessa ao órgão do MPF, foi 
arquivado, por requerimento do procurador da República, 
em razão da atipicidade da conduta, e o arquivamento foi 
homologado pelo juízo criminal 
competente. Assertiva: Nessa situação, o ato de 
arquivamento do inquérito fez exclusivamente coisa 
julgada formal, o que impossibilita posterior 
desarquivamento pelo parquet, ainda que diante da 
existência de novas provas. 
 
58. (CESPE – 2017 – DPU – DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL) 
Situação hipotética: Lino foi indiciado por tentativa de 
homicídio. Após remessa dos autos ao órgão do MP, o 
promotor de justiça requereu o arquivamento do inquérito 
em razão da conduta de Lino ter sido praticada em 
legítima defesa, o que foi acatado pelo juízo criminal 
competente. Assertiva: Nessa situação, de acordo com o 
STF, o ato de arquivamento com fundamento em 
excludente de ilicitude fez coisa julgada formal e material, 
o que impossibilita posterior desarquivamento 
pelo parquet, ainda que diante da existência de novas 
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provas. 
 
59. (CESPE – 2016 – PCPE – DELEGADO DE POLÍCIA) O 
arquivamento de inquérito policial mediante promoção do MP 
por ausência de provas impede a reabertura das 
investigações: a decisão que homologa o arquivamento 
faz coisa julgada material. 
 
60. (FUNIVERSA – 2015 – PCDF – PAPILOSCOPISTA) 
Mesmo depois de ordenado pela autoridade judiciária, em 
caso de arquivamento do inquérito por falta de base para a 
denúncia, a autoridade policial poderá, se de outras provas 
tiver notícia, proceder a novas pesquisas. 
 
61. (FUNIVERSA - 2015 - SAPeJUS/GO - Agente de 
Segurança Prisional) Na visão do pretório excelso, a 
decisão que determina o arquivamento do inquérito 
policial, a pedido do Ministério Público, quando o fato nele 
apurado for considerado atípico, produz, mais que 
preclusão, coisa julgada material, impedindo ulterior 
instauração de processo que tenha por objeto o mesmo 
episódio, mesmo com a existência de novas provas. 
 
62. (VUNESP – 2016 – TJSP – JUIZ DE DIREITO) O 
arquivamento do inquérito policial, por atipicidade do fato, 
não faz coisa julgada, não podendo ser invocado como 
exceção de coisa julgada. 
 
63. (CESPE – 2015 – TRE/RS – ANALISTA JUDICIÁRIO) O 
arquivamento do inquérito policial embasado no princípio 
da insignificância faz coisa julgada material, o que impede 
seu desarquivamento diante do surgimento de novas 
provas. 
 
64. (MPE/SP – 2015 – MPR/SP – PROMOTOR DE 
JUSTIÇA) O arquivamento do inquérito, pautado na 
atipicidade do fato, não impede o seu desarquivamento, 
desde que sejam produzidas novas provas. 
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65. (CESPE/PCDF/Escrivão de Polícia/2013) Se o IP for 
arquivado pelo juiz, a requerimento do promotor de justiça, 
sob o argumento de que o fato é atípico, a decisão que 
determinar o arquivamento do IP impedirá a instauração 
de processo penal pelo mesmo fato, ainda que tenha sido 
tomada por juiz absolutamente incompetente. 
 
66. (FGV – 2015 – TJRO – OFICIAL DE JUSTIÇA) No dia 30 
de março de 2014, Marta foi vítima de um crime de 
homicídio, razão pela qual foi instaurado inquérito policial 
para identificação do autor do delito. Após diversas 
diligências, não foi possível identificar a autoria, razão pela 
qual foi realizado o arquivamento do procedimento, pela 
falta de justa causa, de acordo com as exigências legais. 
Ocorre que, em abril de 2015, a filha de Marta localizou o 
aparelho celular de Marta e descobriu que seu irmão, Lúcio, 
havia enviado uma mensagem de texto para sua mãe, no dia 
29 de março de 2014, afirmando para a vítima “se você 
não me emprestar dinheiro novamente, arcará com as 
consequências”. Diante disso, a filha de Marta apresentou 
o celular de sua mãe para a autoridade policial. 
 
Considerando a situação narrada, é correto afirmar que o 
arquivamento do inquérito policial: 
 
a) fez coisa julgada material, de modo que não mais é possível 
seu desarquivamento; 
b) não fez coisa julgada, mas não é possível o desarquivamento 
porque a mensagem de texto não pode ser considerada prova 
nova, já que existia antes mesmo da instauração do inquérito 
policial; 
c) foi realizado diretamente pela autoridade policial, de modo 
que não faz coisa julgada material; 
d) não fez coisa julgada material, podendo o inquérito ser 
desarquivado, tendo em vista que a mensagem de texto pode ser 
considerada prova nova; 
e) não fez coisa julgada material, mas não mais caberá 
desarquivamento, pois passados mais de 06 meses desde a 
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decisão. 
 
67. (CESPE - 2013 - TRE-MS - Analista Judiciário - Área 
Judiciária) Mesmo depois de ordenado o arquivamento 
do inquérito pela autoridade judiciária, por falta de base 
para a denúncia, a autoridade policial poderá prosseguir 
com as investigações, se tiver notícia de outras provas. 
 
68. (MPE/SP – 2015 – MPR/SP – PROMOTOR DE 
JUSTIÇA) A promoção de arquivamento do inquérito, 
apresentada no prazo legal, não impede a propositura da 
ação penal privada subsidiária à pública (CPP, artigo 29). 
 
DESARQUIVAMENTO 
 
69. (FUNIVERSA - 2013 - PM-DF - Soldado da Polícia 
Militar – Combatente) O Código de Processo Penal 
impossibilita o desarquivamento do inquérito policial. 
 
70. (FCC – 2015 – DPE/MA – DEFENSOR PÚBLICO) O 
inquérito policial após seu arquivamento, poderá ser 
desarquivado a qualquer momento para possibilitar novas 
investigações, desde que haja concordância do Ministério 
Público. 
 
71. (MPE/SP – 2015 – MPR/SP – PROMOTOR DE 
JUSTIÇA) A possibilidade de se produzirem novas provas 
autoriza o desarquivamento do inquérito policial pelo 
Ministério Público. 
 
72. (TRF 4ª REGIÃO – 2016 – TRF 4ª REGIÃO – JUIZ 
FEDERAL) 
Dadas as assertivas abaixo, assinale a alternativa correta. 
 
De acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: 
 
I. Se o pedido de arquivamento do inquérito formulado pelo 
Ministério Público se funda na extinção da punibilidade, o juiz há 
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de proferir decisão a respeito, para declará-la ou para denegá-
la, caso em que o julgado vinculará a acusação: há, então, 
julgamento definitivo. 
 
II. Se o pedido de arquivamento traduz, na verdade, recusa de 
promover a ação penal, por entender que o fato, embora 
apurado, não constitui crime, o juiz há de decidir a respeito e, se 
acolher o fundamento do pedido, a decisão terá a mesma 
eficácia de coisa julgada da rejeição da denúncia por motivo 
idêntico, impedindo denúncia posterior com base na imputação 
que se reputou não criminosa. 
 
III. Se o arquivamento é requerido por falta de base empírica para 
o oferecimento da denúncia, de cuja suficiência é o Ministério 
Público árbitro exclusivo, o juiz, conforme o art. 28 do Código 
de Processo Penal, pode submeter o caso ao chefe da instituição, 
o procurador-geral, que, no entanto, se insistir nele, fará o 
arquivamento irrecusável. 
 
IV. Arquivado o inquérito policial, por despacho do juiz, a 
requerimento do promotor de justiça, não pode a ação penal ser 
iniciada sem novas provas. 
 
a) Estão corretas apenas as assertivas I e III. 
b) Estão corretas apenas as assertivas II e IV. 
c) Estão corretas apenas as assertivas III e IV. 
d) Estão corretas todas as assertivas. 
e) Nenhuma assertiva está correta. 
 
73. (CESPE – 2016 – PCPE – ESCRIVÃO DE POLÍCIA) No 
que se refere ao arquivamento do inquérito policial, assinale 
a opção correta. 
 
a) Membro do Ministério Público ordenará o arquivamento do 
inquérito policial se verificar que o fato investigado é atípico. 
b) Cabe à autoridade policial ordenar o arquivamento quando

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