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Fontes de pesquisa em Direito Penal - Legislação: Códigos (Penal, Processo Penal, Constituição e leis especiais) ou Vade Mecum digital/impresso - Doutrina: livros, manuais e artigos que aprofundam teoria, conceitos e debates - Jurisprudência: posicionamentos de tribunais (STF/STJ) para fundamentar petições e estudos Fundamentos e conceitos básicos - Crime como fenômeno social exclusivo do ser humano - Bem jurídico: valor social protegido (vida, integridade, honra, patrimônio, meio ambiente, administração pública) - Violação de bem jurídico gera sanção penal (reclusão, detenção, multa) Direito Penal x Direito Civil - Penal: ramo público, interessa à sociedade, punição compulsória pelo Estado - Civil: ramo privado, regula relações entre particulares, depende de iniciativa das partes *Cuidado para não confundir fontes e aplicações de cada disciplina Material de referência recomendado - Manual de Direito Penal (Andreucci), 17ª edição (Saraiva/Grupo Genio, 2025) - Vade Mecum atualizado ou versões pocket com leis penais complementares - Opções de compra: Amazon, site Editor do Direito ou livrarias (atualização a cada 2–3 meses) Teoria geral do crime - Aula 01 Teoria geral do crime - Aula 02 1.Conceito do direito penal 2.Caracteres do direito penal 3. Fontes do direito penal 3.1 Fontes materiais 3.2 Fontes formais 1. O direito penal pode ser conceituado como o conjunto de normas jurídicas que estabelecem as infrações penais, fixam sanções e regulam as relações da sociedade. Assim, cumpre ao direito penal selecionar as condutas consideradas lesivas à coletividade, transformando-as em um dado de comportamento proibido denominado crime, e estabelecendo punições para quem as infringir, chamadas sanções penais. 2. O direito penal tem diversas características, sendo as principais as seguintes: a) Ramo do direito público b) Valorativo c) Normativo d) Finalista e) Sancionador Direito privado ← DIREITO → Direito público a) O direito é um ramo do direito público, em razão de prestar-se à regulamentação da relação entre o indivíduo e a sociedade, visando à preservação das condições mínimas de subsistência do grupo social. b) O direito penal é valorativo porque estabelece, por meio de normas, uma escala de valores de bens jurídicos tutelados (protegidos), mensurando mais severamente aqueles cuja proteção jurídica considera indispensável. Assim se dá que, para o crime grave, pena mais severa; e, para crimes menos graves, penas brandas. c) O direito penal é normativo porque se preocupa com a criação da norma de lei penal, como conjunto de preceitos indicativos de reações de condutas e de sanções em casos de descumprimento. d) O direito é finalista porque tem como finalidade a tutela dos bens jurídicos eleitos pela sociedade como merecedores de maior proteção. e) O direito penal é sancionador porque estabelece sanções em caso de agressão aos bens jurídicos. (2.Conteúdo de prova) 3. Fonte significa o manancial, de onde parte alguma coisa. No direito penal, há duas fontes principais: fontes materiais e fontes formais. 3.1 Fontes materiais são reconhecidas como fonte de produção ou fonte substancial, pois dizem respeito à gênese, à elaboração e criação do direito penal. No Brasil, a única fonte material do direito penal é o Estado, através da competência legislativa exclusiva atribuída à União pelo artigo 22, I, CF. Assim, somente a União pode legislar sobre direito penal. A lei penal é feita para vigorar em todo o território nacional, no âmbito federal. Estados e municípios não podem legislar sobre direito penal. 3.2 As fontes formais são consideradas como fontes de conhecimento, fontes de expressão e divulgação da forma pela qual o direito penal se faz conhecer. As fontes formais podem ser imediatas e mediatas. Teoria geral do crime - Aula 03 1.Princípio da legalidade 2.Eficácia da lei penal no tempo 2.1 Eficácia e derrogação da lei penal 2.2 Conflito de disposições no tempo 2.3 Hipóteses de conflito de leis penais no tempo 1. Previsto no art. 5º, XXXIX, CF, o princípio da legalidade está estampado no artigo do Código Penal. Segundo este princípio, não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal. Este princípio impõe que ninguém pode ser punido sem antes existir uma lei que considere o fato praticado como crime. Portanto, o crime só é punido quando estiver previsto em lei. O princípio da legalidade é chamado de princípio da reserva legal e de anterioridade. O princípio da legalidade está expresso no direito romano, traduzido no brocardo latino: “Nullum crimen, nulla poena sine praevia lege” 2. A eficácia da lei penal no tempo vem regulada no art. 2º, CP. Neste ponto, ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixou de considerar como crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. Além disso, qualquer nova lei que favoreça o agente aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. Teoria geral do crime - Aula 04 2.4 eficácia das leis penais temporárias e excepcionais 2.5 tempo do crime 3. Eficácia da lei penal do espaço 3.1 princípios relativos a lei penal no espaço 3.2 príncipes adotados pelo Brasil 3.3 Território 3.4 lugar do crime 3.5 Extraterritorialidade 3.6 pena cumprida no estrangeiro 2.4 a eficácia das leis penais temporárias e excepcionais vem prevista no artigo 3 do código penal. Leis penais temporárias são aquelas que possuem vigência previamente fixada pelo legislador. O próprio legislador determina que a lei terá vigência até certa data. Ou seja, a lei temporária tem data de inicio e data de fim de sua vigência. Leis penais excepcionais em caso de calamidade publica, guerras, revoluções epidemias e etc. As leis penais excepcionas vigem enquanto durar a situação de anormalidade. 2.5 O tempo do crime vem regulado no Art 4º do código penal. Assim, considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja a momento do resultado. O brasil adotou a teoria da atividade, art 4, CP (Assunto de prova) 3. A eficácia da lei penal no espaço vem regulada pelo Art 5º do CP. Nesse sentido, aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e normas de direito internacional ao crime cometido no território nacional. 3.1 Princípios importantes acerca da eficácia da lei penal no espaço. Existem cinco princípios fundamentais: Princípio da territorialidade Princípio da nacionalidade (ou da personalidade) Princípio da defesa (ou real ou da proteção) Princípio da justiça universal (ou justiça penal universal) Princípio da representação 3.2 O Brasil adota o princípio da territorialidade como regra e os demais princípios como exceção. Assim, entende-se que o princípio adotado pelo Brasil denomina-se princípio da territorialidade temperada, também chamado de princípio da territorialidade mitigada ou abrandada. 3.3 Território deve ser entendido em seu sentido jurídico. Assim, o território brasileiro engloba o espaço terrestre, o espaço aéreo, o espaço fluvial e o espaço marítimo, onde é exercida a soberania nacional. 3.4 De acordo com o disposto no artigo 6º do Código Penal, considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como no lugar onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. Com relação ao lugar do crime, o Brasil adotou a Teoria Mista ou da Ubiquidade. (Assunto de prova) -Lei 12.663/2012 lei temporária da copa do mundo -pesquisar termo: transito em julgado. -Art.. 7, CPI Teoria geral do crime - 22/09 3.5 São hipóteses em que a lei brasileira adotou, como exceção os princípios já mencionados relativos a lei penal no espaço ( princípio da nacionalidade ou personalidade, princípio da defesa, princípio da justiça universal e princípio da representação) 3.6 De acordo com o disposto no Art 8º do Código Penal, a pena cumprida no estrangeiro atenua a pena impostano Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas. 4. Outras disposições 4.1 Eficácia da sentença estrangeira 4.2 Contagem dos prazos 4.3 Frações não computáveis da pena 4.4 Legislação Especial 4.1 A execução de pena é ato de soberania de um país, razão pela qual, no brasil somente pode ser admitida a sentença estrangeira nas hipóteses previstas no artigo 9 do código penal, sendo homologada pelo superior tribunal de justiça (art 105, I, “i”,CF) 4.2 De acordo com o disposto no artigo 10 do código penal, o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. Contam-se os dias, os meses e os anos pelo calendário comum (O calendário comum é o calendário gregoriano, que foi estabelecido pelo papa gregório XIII). Trata-se da contagem de prazos penais. No caso de prazos processuais penais, aplica-se a regra do artigo 798, I, do código de processo penal, contando-se o o prazo a partir do primeiro dia útil após a intimação ou citação. 4.3 De acordo com o disposto no artigo 11 do código penal, desprezam-se, nas penas privativas de liberdade e nas restritivas de diretos, as frações de dia e, na pena de multa, as frações de cruzeiro ($). 4.4 De acordo com o disposto no artigo 12 do código penal, as regras gerais desse código aplicam-se ao fatos incriminados por lei especial, se esta não dispuser de modo contrário.