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O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO
FISIOLÓGICO E PSICOSSOCIAL
APRESENTAR AS TEORIAS QUE DESCREVEM O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E AS ALTERAÇÕES
PSICOSSOCIAIS, MORFOLÓGICAS E FUNCIONAIS DO ENVELHECIMENTO HUMANO.
AUTOR(A): PROF. MARCELO GEOVANE PERSEGUINO
As fases do ciclo vital, as quais aprendemos na escola desde a infância, são uma realidade do
desenvolvimento humano. O nascer, crescer, envelhecer e morrer sofreram inúmeras modificações durante
o desenvolvimento da raça humana. Atualmente vivemos uma realidade nunca antes vista na história da
humanidade, o envelhecimento ativo. A conquista do envelhecimento é bastante recente e denota do final
do século XIX e início do século XX, com um destaque especial para o período pós-guerra, pela melhoria na
qualidade de vida e avanços nos cuidados à saúde. 
O envelhecimento consiste em um processo absolutamente heterogêneo, ou seja, cada pessoa vivencia um
processo de envelhecimento individual, com velocidade, forma e intensidade baseados em fatores
familiares e socioambientais. Hoje, sabemos que os fatores comportamentais e ambientais são os mais
importantes quando relacionados à qualidade de vida e consequente longevidade, o que possibilita aos
profissionais de saúde uma extensa  variedade de intervenções coletivas e individuais que  permitem um
envelhecimento mais saudável e ativo. 
A presença de doenças crônicas e a sua possibilidade de controle também são fatores importantes quando
pensamos em qualidade de vida e longevidade. Atualmente devemos considerar não só o acúmulo dos anos,
mas a qualidade de vida e independência da pessoa idosa, assim o envelhecimento deixa de ter o aspecto
quantitativo de “cada vez mais velhos” e passa a ter uma visão mais qualitativa quando pensamos em
Envelhecimento Funcional, onde o cuidado deve favorecer o aumento dos anos onde as pessoas ainda se
mantem independentes. 
Segundo a OMS, 2015, as mudanças que constituem e influenciam o envelhecimento são complexas e estão
associadas ao acúmulo de uma grande variedade de danos moleculares e celulares, que tendem a levar a
uma perda gradual nas reservas fisiológicas, um aumento do risco de contrair diversas doenças e um
declínio geral na capacidade intrínseca do indivíduo, resultando no falecimento. Este processo também
inclui mudanças nos papéis e posições sociais, bem como na necessidade de lidar com perdas de relações
afetivas. 
Algumas teorias buscam entender e explicar os múltiplos fatores que envolvem o processo de
envelhecimento, porém nenhuma, individualmente, é capaz de explicar este processo devido a sua grande
complexidade. Atualmente ainda existem poucos estudos, os quais são muito recentes e com grande
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variedade de abordagens metodológicas, que demandam alto custo e técnicas sofisticadas, o que faz com
que o envelhecimento ainda não tenha uma definição clara e de aceitação geral. 
Arking, 1998, divide as teorias do envelhecimento em estocásticas e sistêmicas:
As Teorias estocásticas descrevem como danos aleatórios e acidentais podem causar danos nas moléculas
celulares, e consequentemente alterações funcionais e deterioração.
As Teorias Sistêmicas estão relacionadas a herança genética e fatores ambientais, os quais levam a eventos
sequenciais e em cascata que alteram os processos fisiológicos e funcionais do organismo.
 
As teorias Psicossociais descrevem como o fator idade pode influenciar na maneira de agir e pensar
individual e coletiva, o que pode modificar comportamentos e criar alterações funcionais importantes.
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TEORIAS DO ENVELHECIMENTO
Teorias Estocásticas
Teorias de Uso e Desgaste: Acúmulo excessivo de lesão celular diária levaria a perda de
funcionalidade celular:
Dano Oxidativo e Radicais Livres: Múltiplas lesões celulares causadas por radicais livres (íons e
O²).
Mutações Somáticas: Alterações no DNA provocam levam a modificações na informação genética
e consequente mal funcionamento celular.
Ligações cruzadas: Ligações entre moléculas do DNA podem levar a modificações nas moléculas
de colágeno, elastina e glicose causando modificações sitêmicas.
Proteínas Alteradas: Alterações proteicas levariam a mal funcionamento celular de forma
acumulativa.
Lipofuccina e Acúmulo de Detritos: Acúmulo de material proteico ou pigmentos que podem levar
a mal funcionamento ou morte celular.
Erro Catastrófico: Erros na transcrição do DNA, durante a reprodução celular, levam a erros
genéticos e consequente envelhecimento celular
 
Teorias Sistêmicas
Teorias metabólicas: Acredita-se que taxas metabólicas menores são o segredo da longevidade.
Teorias imunológicas: refere-se à diminuição progressiva da reprodução celular dos linfócitos e
consequente retardamento da resposta imunológica.
Apoptose: Sinais extracelulares que poderiam controlar a capacidade de divisão celular.
Fagocitose: Células envelhecidas são identificadas como alteradas e destruídas pelo sistema
imunológico.
Teorias genéticas: Refere a influência do DNA sobre o tempo de vida e capacidade limitada de
divisões celulares
 
Teorias Psicossociais
Teoria da continuidade: O processo de envelhecimento leva a situações que dificultam a
continuidade das atividades e comportamentos habituais e substituição por outros novos.
Teoria de atividade: A idade não pode, sozinho, ser um fator que limite a capacidade da pessoa
idosa de realizar novas atividades físicas e sociais.
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Teoria de desinserção: O envelhecimento não pode ser visto como uma fase de perda de papeis e
mudança nos valores sociais. O reconhecimento e participação sociais precisam ser mantidos e
valorizados.
ATIVIDADE
As teorias do envelhecimento buscam explicar como ocorrem as
modificações funcionais e morfológicas características do processo de
envelhecimento, podemos afirmar correto:
A. As teorias estocásticas  relacionadas a herança genética e fatores ambientais.
B. A teoria genética diz que taxas metabólicas menores são o segredo da longevidade.
C. A teoria imunológica  refere-se à diminuição progressiva da reprodução celular dos linfócitos e
consequente retardamento da resposta imunológica.
D. As teorias sistêmicas descrevem como danos aleatórios e acidentais podem causar danos nas
moléculas celulares, e consequentemente alterações funcionais e deterioração.
Conhecer as alterações fisiológicas do envelhecimento nos possibilita o planejamento de ações em saúde
que visem a promoção, prevenção e tratamento de problemas antes mesmo destes influenciarem na
funcionalidade da pessoa idosa. Devemos sempre lembrar que a senescência é um processo natural, e suas
alterações nunca devem ser tratadas como doenças, pois envelhecimento não é doença. 
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CUIDADOS DE ENFERMAGEM
Atenção aos cuidados!!!
Devemos nos atentar para alguns cuidados importantes quanto ás alterações citadas acima:
Incentivar a atividade física leve e diária.
Estimular a participação em grupos de socialização.
Manter a pele hidratada e protegida dos raios solares.
Beber água frequentemente.
Valorizar as queixas de dor.
Atenção para a febre (que pode não acontecer).
Identificar déficits visuais e auditivos.
ATIVIDADE
Algumas alterações do envelhecimento podem ser observadas
imediatamente em uma pessoa. Mesmo parecendo bastante comuns
elas podem causar problemas e disfunções importantes. Podemos
considerar correto:
A. A pele tende a se tornar mais elástica e hidratada.
B. Idosos tendem a reter menos líquido pela diminuição da massa muscular.
C. Idosos apresentam febre frequentemente.
D. Idosos sentem mais dor.
Podemos identificar alterações fisiológicas do envelhecimento em todos os sistemas do corpo humano,as
quais podem levar a problemas funcionais graves caso não tenhamos uma atenção quanto á prevenção de
complicações. Para isto devemos investigar as possíveis alterações mais frequentes e termos a capacidade
de distinguir elas de problemas de saúde ou doenças. Alterações fisiológicas do envelhecimento podem
causar desconforto ou perda de funcionalidade, cabe aos profissionais de saúde criar estratégias, junto à
pessoa idosa, para a adaptação da vida a estas mudanças e possíveis limitações.
Veremos algumas alterações nos diferentes sistemas, como:
 
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Lembre-se que:
Em casos de quedas e possível trauma craniano a pessoa idosa tem um maior risco de
hemorragias subdurais.
Atividades de socialização são um ótimo estimulante cerebral.
Pequenas sonecas durante o dia são saudáveis para a pessoa idosa.
A atividade física é importante para a manutenção da funcionalidade cardiovascular, hídrica e
musculo-esquelética, mas deve ser orientada por um profissional.
A hidratação deve ser gradual. Idosos não suportam grandes volumes em pequenos espaços de
tempo.
Verifique a Pressão Arterial em três posições diferentes para a possível identificação da
Hipotensão Postural.
Exercícios e hidratação fortalecem a musculatura torácica e fluidificam as secreções pulmonares.
Alimentação variada, fracionada, de fácil mastigação e digestão, e rica em fibras são importantes
para pessoas idosas.
Incontinência urinária e urina com odor concentrado, nunca são normais.
Pessoas idosas fazem sexo, devemos nos atentar para o conforto, satisfação sexual e prevenção de
doenças
ATIVIDADE FINAL
As alterações fisiológicas do envelhecimento necessitam de uma
atenção especial dos profissionais de saúde pois nunca devemos
confundir envelhecimento com doença. Podemos identificar como um
cuidado importante quanto estas alterações:
A. Devemos estimular a realização de exercícios moderados e intensos para estimular a formação
muscular em idosos.
B. A identificar Hipertensão arterial em idosos é normal.
C. Evitar que o idoso durma durante o dia ajuda em melhores noites de sono.
D. Estimular atividades de socialização é importante para a manutenção da saúde do idoso.
REFERÊNCIA
Freitas, E.V.; Py, L.; Cançado, F.A.X.; Doll, J.; Gorzoni, M.L. Tratado de Geriatria e Gerontologia. Guanabara
Koogan, 2ª edição, 2006.
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Papaléo Netto, M. Tratado de Gerontologia. Atheneu, 2ª edição, 2007.
Carvalho Filho, ET & Papaléo Netto, M. Geriatria: fundamentos, clínica e terapêutica. 2. ed. São Paulo:
Atheneu, 2005. p. 43-62.
Roach, Sally. Introdução à enfermagem gerontológica. Rio de Janeiro; Guanabara Koogan; 2003.
Arking, R.. Biology of Aging: Observations and Principles, 2nd edition. Sinauer Press, Mass;1998.
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