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SANEAMENTO E INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS PREDIAIS OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM > Identificar os principais pontos da legislação de combate a incêndio. > Descrever o uso de água no combate aos incêndios. > Dimensionar uma bomba de combate a incêndio. Introdução O domínio do fogo trouxe grandes avanços para a humanidade; no entanto, sempre houve receio quanto a perdas de vidas e destruição de bens físicos com relação à ocorrência de incêndios, que perdura até os dias atuais. As instalações prediais de combate a incêndio têm a função de proteger os usuários e oferecer um combate inicial ao incêndio, impedindo que se alastre e cause danos para a vida das pessoas e seus bens materiais. Sabe-se que uma edificação é composta por diversas instalações prediais que contribuem para o seu funcionamento harmonioso, como a de água fria, água quente, esgoto sanitário e águas pluviais, que quando projetadas e executadas de forma inadequada, podem ocasionar prejuízos materiais, comprometer o bem- -estar e a vida dos usuários. Por outro lado, nas instalações prediais de combate a incêndio, as consequências podem ser imediatas e sinistras. Neste capítulo, vamos abordar os conceitos iniciais sobre a legislação de combate a incêndio no país e seus pontos mais importantes, o uso da água como Instalações prediais de combate a incêndio Eduarda Pereira Barbosa agente extintor com foco nos sistemas automáticos e sob comando, assim como o processo de dimensionamento de uma bomba de incêndio. Legislação de combate a incêndio As instalações prediais de combate à incêndio têm a função de detectar, in- formar o local de início de um incêndio e combatê-lo imediatamente para que seja interrompido de forma breve, o que evita sua propagação. Dessa forma, reduz a possibilidade de grandes prejuízos físicos e de algum tipo de dano. Em grande parte da vida de uma edificação, essas instalações permanecem inativas e espera-se que nunca haja necessidade de recorrer a elas; isso faz com que exista uma tendência ao desprezo quanto à ocorrência de incêndios, principalmente na economia com o projeto e na execução de instalações ina- dequadas (MACINTYRE, 2020). As instalações prediais de combate a incêndio devem atender aos seguintes requisitos (CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2019a): � proteger a vida dos ocupantes das edificações e das áreas de risco, em caso de incêndio; � dificultar a propagação do incêndio, reduzindo danos ao meio ambiente e ao patrimônio; � proporcionar meios de controle e extinção de incêndio; � dar condições de acesso para as operações do corpo de bombeiros; � proporcionar a continuidade dos serviços nas edificações e áreas de risco. Tendo em vista a importância das instalações prediais de combate a incêndio, primeiro é importante falar sobre a legislação vigente, cujo surgi- mento está atrelado à industrialização e aos grandes acidentes ocorridos no país. Ao longo do século XIX e meados do século XX, a economia nacional era fundamentalmente rural; com a chegada da industrialização e de maior possi- bilidade de emprego, os trabalhadores passaram a migrar da zona rural para os grandes centros urbanos da época, principalmente a cidade de São Paulo. Isso levou à necessidade de construção de mais moradias para atender à população; no entanto, grande parte dessas construções acabaram ocorrendo de forma desordenada, sem a preocupação com a segurança contra incêndios. A razão disso é a ausência, na época, de grandes incêndios ou de incêndios que causassem elevado número de vítimas; até o início da década de 1970, essa questão era vista como restrita ao corpo de bombeiros. Instalações prediais de combate a incêndio2 A urbanização alucinante de São Paulo resultou na elevação do risco de incêndios na cidade, que posteriormente culminou em grandes incêndios, como dos edifícios Andraus e Joelma, que resultaram em muitas vítimas. O primeiro grande incêndio em prédios elevados ocorreu no dia 24 de fevereiro de 1972, no edifício Andraus, na cidade de São Paulo. Este era um edifício comercial com 31 andares, e o incêndio resultou em 335 vítimas, das quais seis foram a óbito e 329 ficaram feridas. O segundo e mais conhecido grande incêndio ocorreu no dia 1 de fevereiro de 1974, no edifício Joelma, também na cidade de São Paulo (Figura 1). Ele tinha 25 andares de estacionamentos e escritórios. As imagens desse acontecimento foram marcantes e geraram grande comoção, pois as pessoas em desespero acabavam por projetar-se pela fachada do prédio na tentativa de salvar suas vidas. Disso resultaram 189 vítimas fatais e 320 feridos. Figura 1. Incêndio no Edifício Joelma. Fonte: Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (2019a, documento on-line). De forma indireta, toda a população brasileira foi afetada, pois esses acontecimentos tomavam conta dos noticiários e havia um clamor por uma resposta do poder público (SEITO et al., 2008). Assim, as legislações de combate a incêndio no Brasil surgiram a partir da ocorrência dos grandes incêndios que alteraram a maneira de encarar e operar a segurança contra incêndio da sociedade brasileira. Diante desse cenário, a cidade de São Paulo destaca-se no que diz respeito à legislação de combate a incêndio no país, sendo pioneira. A Prefeitura Mu- Instalações prediais de combate a incêndio 3 nicipal da cidade, uma semana após o incêndio no edifício Joelma e dois anos após o ocorrido do edifício Andraus, editou o Decreto Municipal nº 10.878, que instituiu as normas especiais para segurança dos edifícios a serem observadas na elaboração do projeto e na execução. Em 1975, as regras estabelecidas por esse decreto foram incorporadas na Lei nº 8.266, passando a fazer parte do novo Código de Edificações do Município de São Paulo, em 1992. Em termos de legislação a nível estadual, o estado do Rio de Janeiro regulamentou em 1975 o Decreto-Lei nº 247, que dispõe sobre a segurança contra incêndio e pânico. O estado de São Paulo, palco das grandes tragédias, somente estabeleceu uma legislação a nível estadual em 1983, com o Decreto nº 20.811, que indica exigências quanto a saídas, compartimentação horizontal e vertical, além de sistemas de chuveiros automáticos, alarme, iluminação de emergência e outras, sete anos após o Rio de Janeiro e aproximadamente nove anos após o incêndio do edifício Joelma (SEITO et al., 2008). Antes da promulgação do Decreto nº 20.811, a cidade de São Paulo ainda vivenciou mais uma tragédia, em 14 de fevereiro de 1981, no Edifício Grande Avenida, que resultou em 17 vítimas fatais. No ano de 2001, entrou em vigor o Decreto Estadual nº 46.076, que instituiu 38 instruções técnicas do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de São Paulo (CBMESP), as quais, posteriormente, foram revisadas em 2004. No ano de 2011, essa legislação foi aprimorada com a publicação do Decreto Estadual nº 56.819, instituindo cerca de 44 instruções técnicas, aumentadas para 45 em 2018 (CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2019b). Tendo em vista o fato de cada estado ter suas legislações específicas, neste capítulo são consideradas as legislações do Estado de São Paulo, bem como legislações nacionais e normas técnicas vigentes. Além disso, é importante que o projeto das instalações prediais de combate a incêndio atenda à legislação municipal, quando houver, assim como aos códigos e posturas dos órgãos oficiais competentes que tenham jurisdição na localidade onde será executada a obra. As medidas de segurança contra incêndio nas edificações e áreas de risco deverão ser apresentadas ao Corpo de Bombeiros para devida análise. De acordo com a Instrução Técnica nº 01, denominada procedimentos administrativos, as medidas de segurança contra incêndio nas edificações e áreas de risco devem ser apresentadas ao Corpo de Bombeiros para análise, Instalações prediais de combate a incêndio4 por meio de (CORPO DE BOMBEIROS DAPOLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2019b): � projeto técnico (PT); � projeto técnico simplificado (PTS); � projeto técnico para instalação e ocupação temporária (PTIOT); � projeto técnico para ocupação temporária em edificação permanente (PTOTEP). O PT deve ser utilizado para apresentar as medidas de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco, nos seguintes casos (CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2019b, documento on-line): A edificação ou área de risco que possuir área construída maior que 750 m² com mais de três pavimentos ou área construída maior que 1.500 m² com mais de 6 m de altura, exceto os casos que se enquadram nas regras para Projeto Técnico Simplificado, Projeto Técnico para Instalação e Ocupação Temporária e Projeto Técnico para Ocupação Temporária em Edificação Permanente. Para fins do cômputo da quantidade de pavimentos, desconsidera-se os subsolos quando usados exclusivamente para estacionamento de veículos. Qualquer edificação que apresente riscos que necessitem de proteção por sis- temas como hidrantes, chuveiros automáticos, alarme e detecção de incêndio, independente da área. Edificações cuja ocupação é do Grupo “L”, do ramo de explosivos. Deve ser composto dos seguintes documentos (CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2019a): � formulário de segurança contra incêndio de projeto técnico; � procuração do proprietário, quando este transferir seu poder de signatário; � comprovante de responsabilidade técnica do responsável técnico pela elaboração do projeto técnico; � documentos complementares, quando necessários; � implantação, quando houver mais de uma edificação ou área de risco, dentro do mesmo lote, ou conjunto de edificações, instalações e áreas de risco; � planta das medidas de segurança contra incêndio. Instalações prediais de combate a incêndio 5 O PTS é utilizado para a regularização de edificações com área de constru- ção de até 750 m² e com altura de até três pavimentos. A edificação considerada para esse projeto deve atender aos requisitos listados a seguir (CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2020). � Possuir área construída menor ou igual a 750 m² de área construída com, no máximo, três pavimentos ou até 1500 m² de área construída com, no máximo, 6 m de altura. Para computar a área, podem ser desconsiderados os seguintes casos (CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2020): ■ telheiros, com laterais abertas, destinados à proteção de utensílios, caixas d’água, tanques e outras instalações, desde que não tenham área superior a 10 m²; ■ platibandas e beirais de telhado até 3 m de projeção; ■ passagens cobertas, de laterais abertas, com largura máxima de 3 m, destinadas apenas à circulação de pessoas ou mercadorias; ■ coberturas de bombas de combustível e de praças de pedágio, desde que não sejam utilizadas para outros fins e sejam abertas lateralmente; ■ reservatórios de água, escadas enclausuradas e dutos de ventilação das saídas de emergência; ■ piscinas, banheiros, vestiários e assemelhados. � Não possuir subsolo ocupado como local de reunião de público (Grupo F), independentemente da área, bem como outra ocupação diversa de estacionamento com área superior a 50 m². � Ter lotação máxima de 250 pessoas, quando se tratar de local de reunião de público (Grupo F). � Ter, no caso de comércio de gás liquefeito de petróleo (GLP) (revenda), armazenamento de até 12.480 kg (equivalente a 960 botijões de 13 kg). � Armazenar, no máximo, 20 m³ de líquidos inflamáveis ou combustíveis em tanques aéreos ou fracionados, para qualquer finalidade. � Armazenar, no máximo, 10 m³ de gases inflamáveis em tanques ou cilindros, para qualquer finalidade. � Não manipular ou armazenar produtos perigosos à saúde humana, ao meio ambiente ou ao patrimônio, como: explosivos, peróxidos orgânicos, substâncias oxidantes, substâncias tóxicas, substâncias radioativas, substâncias corrosivas e substâncias perigosas diversas. Instalações prediais de combate a incêndio6 O PTIOT deve ser utilizado para regularizar edificações como circos, par- ques de diversões, feiras de exposições, feiras agropecuárias, rodeios, shows artísticos e assemelhados instalados em área externa. O prazo máximo da licença é de até seis meses, que podem ser prorrogados por igual período, apenas uma vez. Deve ser composto dos seguintes documentos (CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2019b): � formulário de segurança contra incêndio de projeto técnico; � memorial descritivo do evento; � atestado de brigada de incêndio; � comprovante de responsabilidade técnica sobre a elaboração do PTIOT e das plantas das medidas de segurança contra incêndio ou planta de instalação e ocupação temporária. O PTOTEP deve ser utilizado para regularizar as ocupações do grupo F (local de reunião público) para eventos temporários localizados no interior das edificações permanentes; o prazo máximo da licença deve ser de até seis meses, prorrogável uma única vez, por igual período (CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2019b). As licenças emitidas pelo Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, mediante aprovação em processo de segurança contra incêndio, são as se- guintes (CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2019b; 2019c): � Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) — é o documento emitido pelo CBMESP certificando que, no ato da vistoria técnica, a edificação ou área de risco atende às exigências quanto às medidas de segurança contra incêndio, nos termos do Regulamento de Segurança Contra Incêndio. � Certificado de Licenciamento do Corpo de Bombeiros (CLCB) — é o documento emitido pelo CBMESP, após apresentação dos documentos comprobatórios, certificando que a edificação ou área de risco atende às exigências quanto às medidas de segurança contra incêndio, nos termos do Regulamento de Segurança Contra Incêndio. � Termo de Autorização para Adequação do Corpo de Bombeiros (TAACB) — documento emitido pelo CBMESP certificando que, após aprovação de cronograma físico para ajustamento das medidas de segurança contra incêndio, a edificação ou área de risco pode manter as atividades por Instalações prediais de combate a incêndio 7 atender nível mínimo de segurança de acordo com as exigências do Regulamento de Segurança Contra Incêndio. Na próxima seção, será abordado o uso da água no combate a incêndio. Uso da água no combate a incêndio A água representa um agente extintor dos mais completos; ela pode levar à extinção completa do incêndio, auxilia no isolamento dos riscos e facilita a aproximação dos bombeiros perante o fogo para empregar outros agentes extintores (SEITO et al., 2008). Essa substância é a mais utilizada como agente extintor por diversas razões (BRENTANO, 2011): � é a mais difundida na natureza e, portanto, a mais disponível; � é a mais efetiva no combate ao fogo, pois tem grande capacidade de absorção de calor; � é um agente extintor seguro, não tóxico, não corrosivo e estável. Atua principalmente nos métodos de extinção do fogo como o resfriamento e o abafamento, conforme o seu estado físico. Em sua forma líquida, pode ser usada por meio de jatos compactos e jatos de neblina, agindo sobre o fogo por resfriamento, absorvendo calor e aquecendo até se transformar em vapor, que, por sua vez, age por abafamento, reduzindo a taxa de oxigênio, o que diminui a sua inflamabilidade. A forma de vapor é utilizada em indústrias que já a utilizam em seus processos produtivos. Como fonte de água para o combate a incêndio, pode ser utilizada água armazenada em reservatórios de consumo doméstico, reservatórios exclusivos da rede pública, rios, lagos e piscina, assim como pode ser levada até o local do incêndio por uma rede de canalizações apropriadas (BRENTANO, 2011). Instalações prediais de combatea incêndio8 Além da água, existem outras substâncias que são utilizadas na extinção de incêndios, sendo escolhidas de acordo com as classes de incêndio. Podem ser utilizadas substâncias como espumas, gás carbônico e o pó químico seco. Dessa forma, os extintores portáteis de incêndio são classificados de acordo com a substância extintora e a classe de fogo a extinguir, de acordo com os seguintes tipos (BARSANO; BARBOSA, 2014). � Extintor de água: indicado para extinguir fogos da classe A, utiliza o resfria- mento como método. � Extintor de espuma: indicado para extinguir fogos das classes A e B, utiliza como métodos o resfriamento e o abafamento. � Extintor de gás carbônico: indicado para extinguir fogos das classes B e C, além da classe A em seu início, utiliza como método o abafamento. � Extintor de pó químico seco: indicado para extinguir fogos das classes B e C, utiliza como método o abafamento. As instalações de combate a incêndio com o uso de água podem fun- cionar segundo dois sistemas, o automático e o sob comando. Os sistemas automáticos são aqueles que funcionam automaticamente na ocorrência de um incêndio independentemente da intervenção de um operador, sendo acionados pelo calor do fogo; os dispositivos acionam quando são atingidas determinadas faixas de temperatura ou comprimentos de onda de radiações térmicas ou luminosas, bem como pela presença de fumaça no ambiente. Por sua vez, os sistemas sob comando são constituídos por hidrantes, também conhecidos como tomadas de água, localizados estrategicamente na área que deve ser protegida. Eles são acionados de forma manual — o movimento da água é possível pela manobra de registros localizados em abrigos ou caixas de incêndio — e permitem a utilização de mangueiras específicas para uso em incêndio (MACINTYRE, 2020; BRENTANO, 2011). Os principais dispositivos utilizados no sistema automático são os sprink- lers, também conhecidos como chuveiros automáticos, dispostos por uma rede de encanamentos ligados a um reservatório ou bomba (MACINTYRE, 2020). Esses dispositivos têm como principal vantagem o tempo decorrido entre a detecção e o início das ações de combate a incêndio; essa característica evita que o incêndio se propague para os demais cômodos edificação. Além disso, os alarmes são acionados com o início das operações, o que proporciona a possibilidade de fuga dos usuários com segurança (SEITO et al., 2008). Veja o exemplo de um sprinkler na Figura 2. Instalações prediais de combate a incêndio 9 Figura 2. Sprinkler. Fonte: Eduard Darchinyan/Shutterstock.com. Os requisitos para os sistemas de sprinklers são especificados pela NBR 10897 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2020a), na qual são classificados em sistemas de tubo molhado, sistema de tubo seco, sistema de ação prévia, sistema de dilúvio e sistema combinado de tubo seco e ação prévia. Veja a seguir as principais características de cada um deles (MACINTYRE, 2020; ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2020a). � Sistema de tubo molhado: nesse sistema, os sprinklers são fixados a tubulações que permanecem sempre preenchidas com água e ligadas a uma fonte de abastecimento, de forma que a água seja descarregada imediatamente pelos sprinklers, quando acionados pelo calor de um incêndio. Sendo, por isso, o sistema mais adotado. � Sistema de tubo seco: nesse sistema, os sprinklers são fixados a tubula- ções preenchidas por ar ou nitrogênio comprimido. Quando o sprinkler é acionado, o ar comprimido é liberado e permite que a pressão da água abra uma válvula conhecida como válvula para sistema a seco, que libera a entrada de água na tubulação para controle do incêndio, sendo descarregada pelos sprinklers acionados. Esse tipo de sistema é mais utilizado em locais onde há risco de congelamento da água nas tubulações. � Sistema de ação prévia: nesse sistema, os sprinklers são fixados em tubulações preenchidas por ar, que pode ou não estar comprimido, e Instalações prediais de combate a incêndio10 um sistema suplementar de detectores instalados no mesmo local que os sprinklers e que têm maior sensibilidade que esses dispositivos. � Sistema de dilúvio: nesse sistema, os sprinklers estão sempre abertos e conectados a tubulações secas. O sistema é acionado por um sistema de detecção instalado na mesma área dos sprinklers; quando é detec- tado um incêndio, é acionada a válvula de dilúvio, também chamada de válvula de inundação, que permite a entrada de água na tubulação e escoa até os sprinklers. É recomendado o uso do sistema automático nas seguintes situações (CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2019d): � quando é impraticável a evacuação rápida e total do edifício, assim como quando o combate a incêndio é difícil; � quando se deseja projetar edif ícios com pavimentos sem compartimentação. O sistema de sprinklers é dividido nos seguintes subsistemas: � subsistema de abastecimento de água — composto pela fonte do sistema, que deve ter pelo menos uma fonte exclusiva capaz de atender à vazão requerida; podem ser reservatórios elevados, no nível do solo, açudes, represa, rios, lagoas e outros; � subsistema de pressurização — deve garantir ao sistema a vazão e a pressão adequadas, sendo constituído de um conjunto motobomba; � subsistema de distribuição — compreende a rede de tubulações desde a válvula de governo e o alarme até os chuveiros automáticos. Os sistemas sob comando, por sua vez, são compostos basicamente pelos seguintes sistemas. � Sistema de hidrantes: é constituído por tomadas de água que são es- trategicamente distribuídas pela edificação e dotadas de saída de água que pode ser simples ou dupla, contendo válvulas angulares com seus respectivos adaptadores, tampões, mangueiras de incêndio e demais acessórios (BRENTANO, 2011; CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2019c). Esses sistemas podem ser divididos nos seguintes subsistemas que auxiliam o seu funcionamento (SEITO Instalações prediais de combate a incêndio 11 et al., 2008; CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2019a). ■ Subsistema de reservação: composto pelo reservatório, que pode ser do tipo do tipo elevado, no nível do solo, semienterrado ou enterrado e tem a função principal de reservar um determinado volume de água para servir exclusivamente ao combate a incêndio. ■ Subsistema de pressurização: geralmente é constituído de bombas de incêndio, dimensionadas para promover as pressão e vazão, conforme o dimensionamento do sistema necessita. Tem como função principal fornecer a energia de transporte da água, para que atinja o foco de incêndio com vazões e pressões adequadas para extinguir o fogo. ■ Subsistema de comando: o acionamento dos hidrantes pode ocorrer de forma manual, por botoeiras do tipo liga-desliga, chaves de fluxo, pressostato ou bomba auxiliar de pressurização, também chamada de jockey. � Sistema de distribuição: composto pelas tubulações e pelos hidrantes. As tubulações representam o conjunto de tubos e conexões utilizadas para conduzir a água no sistema; enquanto os hidrantes são os pontos de tomada de água munidos de uma ou duas saídas contendo válvula angular com adaptadores, tampões, mangueiras de incêndio e esgui- chos. As válvulas dos hidrantes têm a função de controlar e bloquear o fluxo de água na tubulação. É importe que você, como projetista, compreenda as diferenças entre os principais tipos de hidrantes, que podem ser (CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2019a): � hidrantes de coluna — são dispositivos ligados à rede pública de distri- buição de água que permitem a adaptação de bombas ou mangueiras para o serviço de combate a incêndio (Figura 3a); � hidrantes de parede — são pontos de tomada de água instalados na rede particular, embutidos em parede ou no interior de abrigos de mangueiras; podem ser instalados tanto na parte interna, quantoexterna da edificação (Figura 3b). Instalações prediais de combate a incêndio12 Figura 3. (a) Hidrante de coluna; (b) hidrante de parede. Fonte: (a) Yurii Onyshchenko/Shutterstock.com; (b) Moskovenko21/Shutterstock.com. A B � Sistema de mangotinhos: é constituído por tomadas de água que são estrategicamente distribuídas pela edificação, dotadas de uma saída de água simples, contendo uma válvula de abertura rápida, de pas- sagem plena, mangueira semirrígida, esguichos reguláveis e demais acessórios (BRENTANO, 2011; CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILI- TAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2019c). Os mangotinhos apresentam a vantagem de poderem ser operados de maneira mais rápida por uma única pessoa. Em função de suas baixas vazões, permite que o operador tenha mais autonomia sobre o sistema. Dessa forma, os mangotinhos são recomendados para locais em que o manuseio dos equipamentos é realizado por pessoas não habilitadas (CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2019a). Veja o exemplo de um mangotinho na Figura 4. Instalações prediais de combate a incêndio 13 Figura 4. Mangotinho. Fonte: Marcel Derweduwen/Shutterstock.com. A norma brasileira que estabelece os requisitos necessários para o sis- tema de hidrantes e mangotinhos é a NBR 13714 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2000b), além da Instrução Técnica nº 22 do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo (CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2019e). São recomendados os seguintes requisitos para o projeto desses sistemas. � Devem ser protegidas pelos sistemas de hidrantes ou mangotinhos as edificações com área construída superior a 750 m² ou altura superior a 12 m. Instalações prediais de combate a incêndio14 � Os pontos de tomada de água devem ser posicionados de acordo com as seguintes condições: a) nas proximidades das portas externas e/ou acessos à área a ser protegida, a não mais de 5 m; b) em posições centrais nas áreas protegidas; c) fora das escadas ou antecâmaras de fumaça; d) de 1,0 m a 1,5 m do piso. � Para casos em que são utilizados hidrantes externos, deve-se prever no projeto um afastamento de no mínimo 15 m ou 1,5 vezes a altura da parede externa da edificação a ser protegida. � Poderão ser utilizados até 60 m de mangueira, preferencialmente em lances de 15 m. Recomenda-se que sejam utilizadas mangueiras de 65 mm de diâmetro para redução da perda de carga do sistema e o último lance de 40 mm para facilitar seu manuseio. � O sistema deve ser projetado para proteger toda a edificação, sem que haja a necessidade de utilizar os locais determinados para servirem como rota de fuga dos ocupantes, como escadas e antecâmaras. � Os hidrantes e mangotinhos devem ser distribuídos de tal forma que qualquer ponto da área a ser protegida seja alcançado por um ou dois esguichos. � Todos os pontos de hidrantes e mangotinhos devem estar devidamente sinalizados para permitir a sua rápida localização. Na próxima seção, será abordado o dimensionamento de uma bomba de combate a incêndio. Dimensionamento de uma bomba de combate a incêndio A água fornecida aos hidrantes, mangotinhos e sprinklers deve ser adequada em volume, qualidade, vazão e pressão. Geralmente, utilizam-se reservató- rios juntamente com um sistema de bombas. O sistema de bombas de uma instalação de combate a incêndio é composto por uma bomba principal, ou bomba de incêndio, e uma bomba de pressurização, conhecida como bomba jockey. A bomba de incêndio tem como principal função impulsionar a água que abastece os reservatórios para os hidrantes ou mangotinhos; sendo utilizada somente para esta finalidade, deve possuir motor elétrico ou de explosão. Por sua vez, a bomba jockey tem a função de manter o sistema pressurizado Instalações prediais de combate a incêndio 15 em uma faixa preestabelecida, assim como compensar pequenas perdas de pressão (SEITO et al., 2008). A Instrução Técnica nº 22 (CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2019e) do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo especifica que a bomba de incêndio deve ser do tipo centrífuga, acionada por motor elétrico ou combustão. Veja, na Figura 5, o exemplo de uma bomba de incêndio. Figura 5. Bomba de incêndio. Fonte: ETAJOE/Shutterstock.com. As bombas centrífugas devem ser utilizadas exclusivamente para o abas- tecimento do sistema de combate a incêndio e são utilizadas nas seguintes situações (BRENTANO, 2011): � quando se usa somente o reservatório inferior para abrigar a reserva técnica de incêndio e a água é recalcada automaticamente para os hidrantes, mangotinhos ou sprinklers, na ocasião de incêndios; � quando o sistema de combate a incêndio é abastecido pelo reservatório superior, de uso misto ou não, e a pressão é insuficiente para produzir a vazão mínima requerida nas tomadas de incêndio. As bombas localiza- das junto ao reservatório superior servem para aumentar a pressão nas tomadas de incêndio mais desfavoráveis, sendo as demais localizadas em pavimentos inferiores e alimentadas diretamente pela gravidade. Instalações prediais de combate a incêndio16 Além disso, o sistema de bombas deve ser instalado em recinto apro- priado, chamado de casa de bombas, onde a possibilidade de incêndio seja remota e o sistema esteja protegido contra fogo externo, danos mecânicos, intempéries, agentes químicos, umidades e outros fatores que possam afetar o seu funcionamento. As dimensões desse recinto devem permitir o acesso fácil em volta do sistema e ter espaço suficiente para realizar operações de instalação, substituição e manutenção (BRENTANO, 2011). Deve-se atentar também para as condições de sucção da bomba de incên- dio, pois, preferencialmente, devem ser instaladas em condição de sucção positiva para que a canalização de sucção e bomba estejam sempre cheias de água. A canalização de sucção de uma bomba corresponde ao trecho da canalização que vai da tomada de água no reservatório até a entrada da bomba. O abastecimento pode ocorrer por sucção positiva ou bomba afogada, quando o nível da água do reservatório que abastece a canalização de sucção encontra-se acima do corpo da bomba; ou por sucção negativa, quando o nível da água do reservatório encontra-se abaixo da bomba (BRENTANO, 2011; CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2019e). Veja, na Figura 6, o esquema de uma bomba de incêndio em sucção positiva. Figura 6. Bomba de sucção positiva. Fonte: Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (2019, documento on-line). A capacidade das bombas, em vazão e pressão, deve ser suficiente para manter a demanda do sistema de hidrantes e mangotinhos. Não é recomen- dada a instalação de bombas de incêndio com pressões superiores a 100 mca ou 1 Mpa (CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2019e). Dessa forma, é muito importante que você, como projetista, atente-se para o dimensionamento da bomba de incêndio, principalmente Instalações prediais de combate a incêndio 17 na determinação da potência necessária. São utilizados parâmetros como a vazão dos hidrantes, as perdas de carga ao longo das tubulações e da man- gueira, bem como o desnível, a pressão residual no hidrante e o rendimento estimado da bomba. Veja, a seguir, o roteiro de dimensionamento. 1. Determinação das perdas de carga na canalização e na mangueira do hidrante ■ Perda de carga na canalização — utiliza-se a seguinte expressão: Onde: � = perda de carga total na canalização, em m; � = perda de carga unitária na tubulação, em m/m; � = comprimento real da tubulação, em m; � = comprimento virtual da tubulação, em m. ■ Perda de carga na mangueira do hidrante Onde: � = perda de carga total na mangueira, em m; � = perda de carga unitária na mangueira, em m/m; � = comprimento da mangueira, em m; 2. Determinação da altura manométrica: após a determinação das perdas de carga, deve-se proceder coma definição da altura manométrica, de acordo com a seguinte expressão: Onde: � = altura manométrica, em m; � = perda de carga total na canalização, em m; � = perda de carga total na mangueira, em m; � = pressão residual no hidrante, em mca. Instalações prediais de combate a incêndio18 3. Determinação da potência da bomba: por fim, após definida a altura manométrica, define-se a potência necessária para a bomba abastecer a instalação, de acordo com a expressão a seguir: Onde: � = potência da bomba, em cv; � = peso específico da água igual a 1000 kgf/m³; � = vazão requerida para o hidrante, em m³. Atente-se para esse parâ- metro, pois no dimensionamento de sistemas com mais de um hidrante simples deve ser considerado o uso simultâneo dos dois jatos de água mais desfavoráveis (CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2019e). Além disso, considera-se nesse cálculo a vazão total, obtida pela multiplicação da vazão pela quantidade de hidrantes especificadas; � = altura manométrica, em m; � = rendimento da bomba de incêndio, em %. Quando o sistema utilizar reservatório inferior e superior para o abas- tecimento, a altura manométrica total será determinada pela soma de duas parcelas — a altura manométrica de recalque e a altura manométrica de sucção (CREDER, 2006). Para a melhor compreensão do conteúdo, veja um exemplo de di- mensionamento da bomba de incêndio de uma edificação. Dimensione a potência de uma bomba de incêndio, prevendo o seu funcio- namento no pavimento mais elevado de um prédio de escritório, para abastecer duas mangueiras de 30 m cada, sendo estas ligadas a hidrantes de caixas de incêndio no hall do pavimento. Esses hidrantes são abastecidos por tubulações de recalque com 60 m de comprimento e instalados a 36 m acima do nível do reservatório inferior. Considere os seguintes dados: � Vazão no hidrante (Q) = 250 L/min. � Perda de carga unitária na canalização = 0,16 m/m. � Comprimento total da canalização = 72,0 m. � Perda de carga unitária na mangueira = 0,4 m/m. � Comprimento total da mangueira = 30,0 m. � Pressão no hidrante = 22,60 mca. Instalações prediais de combate a incêndio 19 � Desnível entre o hidrante e a bomba = 36 m. � Rendimento da bomba = 60%. Com esses dados, a potência da bomba é dimensionada com a determinação dos parâmetros a seguir. 1. Perda de carga na canalização 2. Perda de carga na mangueira do hidrante 3. Altura manométrica 4. Potência da bomba Primeiro, antes da determinação da potência da bomba, deve-se atentar para a vazão do hidrante, pois a vazão necessária para uma mangueira é igual a 250 L/min. Considerando o abastecimento das duas mangueiras, a vazão total é igual a 500 L/min. Após isso, deve-se transformar a unidade de L/min para m³/s, isso ocorre dividindo-se o valor da vazão total por 60.000; assim, a vazão total é igual a 0,00833 m³/s. Então pode ser determinada a potência da bomba. Dessa forma, a potência requerida para a bomba de incêndio é igual a 15,20 cv. Neste capítulo, você estudou a importância das instalações prediais de combate a incêndio para resguardar a vida das pessoas e seus bens materiais, a evolução da legislação no país e a sua relação com a ocorrências de grandes incêndios. Além disso, foi apresentado ao uso da água, que representa o principal agente extintor utilizado e as características principais do sistema automático representado pelo sistema de sprinklers, assim como o sistema Instalações prediais de combate a incêndio20 sob comando representado pelos hidrantes e mangotinhos. Por fim, foram abordadas as principais características das bombas de incêndio e seu roteiro de dimensionamento. Referências ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 10897:2020: sistemas de proteção contra incêndio por chuveiro automático. Rio de Janeiro: ABNT, 2020a. (E-book). ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 13714:2020: sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio. Rio de Janeiro: ABNT, 2000b. (E-book). BARSANO, P. R.; BARBOSA, R. P. Controle de riscos: prevenção de acidentes no ambiente ocupacional. São Paulo: Saraiva, 2014. (Série Eixos). BRENTANO, T. Instalações hidráulicas de combate a incêndios nas edificações. 4. ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2011. CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. Instrução técnica nº 02/2019: conceitos básicos de segurança contra incêndio. 2019a. Disponível em: http://www.ccb.policiamilitar.sp.gov.br/dsci_publicacoes2/_lib/file/doc/IT-02-19.pdf. Acesso em: 21 set. 2021. CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. Instrução técnica nº 01/2019: procedimentos administrativos. 2019b. Disponível em: http://www.ccb. policiamilitar.sp.gov.br/dsci_publicacoes2/_lib/file/doc/IT-01-19.pdf. Acesso em: 21 set. 2021. CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. Instrução técnica nº 42/2020: projeto técnico simplificado (PTS). 2020. Disponível em: http://www.ccb. policiamilitar.sp.gov.br/dsci_publicacoes2/_lib/file/doc/IT-42-20.pdf. Acesso em: 21 set. 2021. CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. Instrução técnica nº 03/2019: terminologia de segurança contra incêndio. São Paulo, 2019c. Disponível em: http://www.ccb.policiamilitar.sp.gov.br/dsci_publicacoes2/_lib/file/doc/IT-03-19. pdf. Acesso em: 21 set. 2021. CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. Instrução téc- nica nº 23/2019: sistemas de chuveiros automáticos. São Paulo, 2019d. Disponível em: http://www.ccb.policiamilitar.sp.gov.br/dsci_publicacoes2/_lib/file/doc/IT-23-19.pdf. Acesso em: 21 set. 2021. CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. Instrução técnica nº 22/2019: sistemas de hidrantes e mangotinhos para combate a incêndio. 2019e. Disponível em: http://www.ccb.policiamilitar.sp.gov.br/dsci_publicacoes2/_lib/file/ doc/IT-22-19.pdf. Acesso em: 21 set. 2021. CREDER, H. Instalações hidráulicas e sanitárias. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2006. MACINTYRE, A. J. Manual de instalações hidráulicas e sanitárias. Rio de Janeiro: LTC, 2020. SEITO, A. et al. A segurança contra incêndio no Brasil. São Paulo: Projeto, 2008. Instalações prediais de combate a incêndio 21 Leituras recomendadas CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. Instrução téc- nica nº 04/2019: símbolos gráficos para projeto de segurança contra incêndio. 2019. Disponível em: http://www.ccb.policiamilitar.sp.gov.br/dsci_publicacoes2/_lib/file/ doc/IT-04-19.pdf. Acesso em: 22 set. 2021. CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. Instrução Técnica nº 21/2019: sistemas de proteção por extintores de incêndio. 2019. Disponível em: http://www.ccb.policiamilitar.sp.gov.br/dsci_publicacoes2/_lib/file/doc/IT-21-19.pdf. Acesso em: 22 set. 2021. Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links. Instalações prediais de combate a incêndio22