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Hipersensibilidade do tipo II: Isoeritrólise Neonatal e Eritroblastose Fetal
17 pág.

Hematologia Universidade Estadual do CearáUniversidade Estadual do Ceará

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Resumo sobre Hipersensibilidade do Tipo II A hipersensibilidade do tipo II, também conhecida como hipersensibilidade citotóxica, é um fenômeno imunológico que ocorre quando anticorpos, em conjunto com o sistema complemento, atacam e destroem células ou tecidos normais do organismo. Esse tipo de hipersensibilidade pode ser desencadeado por autoanticorpos, que são anticorpos que reagem contra componentes do próprio corpo, ou por anticorpos que, inicialmente, se ligam a microrganismos, mas que reagem de forma cruzada com estruturas normais dos tecidos. As consequências dessa reação incluem a inflamação, a opsonização e a fagocitose, que são processos que visam eliminar as células danificadas ou invasoras. Os mecanismos principais envolvidos na hipersensibilidade do tipo II incluem a produção de anticorpos que podem levar a diversas doenças. Um exemplo notável é a reação a grupos sanguíneos, onde os antígenos expressos na superfície dos eritrócitos são fundamentais. A expressão desses antígenos é controlada por genes e é herdada de forma convencional. A transfusão de sangue é uma situação crítica, pois se os eritrócitos do doador não forem compatíveis com os do receptor, pode ocorrer uma reação adversa. Anticorpos preexistentes, geralmente da classe IgM, podem causar aglutinação ou hemólise, resultando em complicações que vão desde uma leve febre até a morte súbita. Um caso específico de hipersensibilidade do tipo II é a isoeritrólise neonatal em equinos, que ocorre quando a égua é sensibilizada a antígenos estranhos presentes nos eritrócitos. Após a ingestão do colostro, os anticorpos maternos são absorvidos pelo potro, levando à destruição das hemácias do neonato. Essa condição pode ser desencadeada por hemorragias transplacentárias ou transfusões sanguíneas. Os sinais clínicos incluem fraqueza, icterícia e anemia hemolítica severa, que podem se manifestar de 2 a 24 horas após o nascimento. O diagnóstico é feito através da análise do histórico clínico, sinais clínicos e testes laboratoriais, como o teste de Coombs. Outro exemplo relevante é a eritroblastose fetal em humanos, que ocorre quando uma mãe Rh-negativo carrega um feto Rh-positivo. Nesse caso, os anticorpos maternos (IgG) atravessam a placenta e atacam os eritrócitos fetais, levando a um processo hemolítico. O feto tenta compensar a hemólise acelerando a eritropoese, resultando na presença de hemácias imaturas na circulação. Os efeitos dessa condição podem variar de leves a severos, com a possibilidade de hiperbilirrubinemia e anemia no útero. O diagnóstico é realizado através do teste de antiglobulina (Coombs) e a avaliação dos níveis de bilirrubina. Destaques A hipersensibilidade do tipo II é caracterizada pela destruição de células normais por anticorpos e sistema complemento. Exemplos incluem reações a grupos sanguíneos e isoeritrólise neonatal em equinos. A transfusão de sangue pode causar reações adversas se houver incompatibilidade entre doador e receptor. A eritroblastose fetal em humanos é uma condição onde anticorpos maternos atacam eritrócitos fetais, levando a hemólise. O diagnóstico de condições relacionadas à hipersensibilidade do tipo II envolve histórico clínico e testes laboratoriais específicos.

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