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CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI 
 
 
 Rodovia BR 470 - 
 Km 71 - 
 n 
o 
 1.040 
 – Bairro Benedito – 
 Caixa 
Postal 191 – 
 89130 - 000 
 – Indaial/SC 
 
 Fone (47) 3281 - 9000 
 – Fax (47) 3281 - 9090 
 – Site: 
www.uniasselvi.com.b r 
 
 
 
 
 O PAPEL DAS PRÁTICAS DE PESQUISA NA FORMAÇÃO INICIAL DO PROFESSOR 
 
 Ketlyn Lazzarotto 
 Mariana Correia 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI 
 Curso Pedagogia (FLD6668635HUM) - Projeto de Ensino em Educação 
27/11/2025 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
A formação inicial de professores é um processo complexo que articula conhecimentos 
teóricos, vivências práticas, experiências reflexivas e, sobretudo, a capacidade de compreender a 
realidade educacional de maneira crítica. Nesse contexto, as práticas de pesquisa têm ganhado espaço 
significativo no campo educacional, não apenas como um requisito acadêmico, mas como uma 
ferramenta essencial para que o futuro professor possa interpretar, compreender e intervir de forma 
qualificada no espaço escolar. A pesquisa, quando incorporada desde os primeiros semestres da 
graduação, amplia a sensibilidade do acadêmico para observar fenômenos educativos, analisar 
problemáticas e buscar soluções embasadas, fortalecendo uma postura investigativa e ética. 
Além disso, ao participar de processos investigativos, o estudante de Pedagogia desenvolve 
habilidades fundamentais para o exercício profissional, como a autonomia intelectual, a capacidade 
de sistematização, o pensamento crítico e a habilidade de argumentar com base em evidências. Esses 
elementos são indispensáveis em uma sociedade marcada por constantes transformações, onde o 
professor é chamado a interpretar novos desafios, lidar com demandas diversas e repensar suas práticas 
de forma contínua. Nesse sentido, a pesquisa na formação inicial não se restringe à produção 
acadêmica, mas se configura como um elemento formador que possibilita ao futuro educador 
compreender seu papel social e pedagógico. 
Outro aspecto relevante diz respeito ao fortalecimento da relação entre teoria e prática, 
frequentemente apontado como um dos principais desafios dos cursos de formação docente. A 
pesquisa promove essa articulação ao aproximar os estudantes da realidade escolar e ao incentivá-los 
a olhar criticamente para o cotidiano da sala de aula, compreendendo-o como objeto de análise. Essa 
 
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aproximação não ocorre apenas em estágios, mas em atividades como observações sistemáticas, 
produções de relatórios, análises documental e participação em projetos de iniciação científica, que 
contribuem para a ampliação da compreensão sobre o processo educativo. 
Além disso, a inserção da pesquisa na formação inicial permite ao estudante perceber que a 
prática docente não é estática, mas construída de forma contínua, sustentada por reflexões e 
aprendizagens constantes. Ao vivenciar práticas de investigação, o acadêmico desenvolve a 
consciência de que ser professor implica aprender ao longo de toda a vida, revisitando suas crenças, 
atualizando-se com novos estudos, analisando criticamente suas ações e buscando caminhos que 
favoreçam o desenvolvimento integral dos alunos. Dessa forma, a pesquisa atua como um instrumento 
que impulsiona o crescimento profissional e pessoal do futuro educador. 
Portanto, discutir o papel das práticas de pesquisa na formação inicial do professor é essencial 
para compreender como esse processo contribui para a construção de uma prática pedagógica mais 
reflexiva, fundamentada e transformadora. Ao valorizar a investigação como princípio formativo, a 
instituição educativa promove uma cultura acadêmica que fortalece a autonomia e a criticidade, 
preparando profissionais capazes de analisar a realidade, propor alternativas e atuar de forma 
consciente e comprometida com a qualidade da educação. 
 
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
A formação de professores no Brasil tem passado por diversas transformações ao longo das 
últimas décadas, especialmente no que se refere à necessidade de integrar práticas investigativas ao 
percurso formativo. Autores da área da educação destacam que pesquisar não é uma atividade isolada 
ou exclusiva do ambiente acadêmico, mas um exercício contínuo de observação, reflexão e análise 
que deve acompanhar o professor em toda sua trajetória profissional. Assim, a pesquisa torna-se um 
elemento estruturante e não apenas complementar dentro dos cursos de Pedagogia. 
Nesse contexto, compreende-se que a pesquisa possibilita ao futuro docente desenvolver uma 
visão ampliada sobre os processos educativos. Quando o estudante se envolve em atividades 
investigativas, ele fortalece sua capacidade de compreender diferentes realidades escolares e de 
 
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problematizar situações que, muitas vezes, passam despercebidas em uma observação superficial. 
Com isso, o acadêmico aprende a identificar conflitos, necessidades, avanços e desafios que permeiam 
o cotidiano escolar, construindo uma postura analítica e sensível. “Pesquisar significa compreender, 
intervir e transformar a prática educativa de forma consciente e fundamentada.” (FAZENDA, 2012, 
p. 29). 
Além disso, as práticas de pesquisa contribuem para a consolidação da identidade docente, 
uma vez que possibilitam ao professor em formação compreender os fundamentos teóricos que 
sustentam a prática pedagógica. Ao estudar autores, teorias e metodologias de investigação, o futuro 
educador passa a reconhecer que sua atuação não se resume à execução de técnicas, mas envolve 
escolhas fundamentadas que dialogam com concepções pedagógicas e sociais. Essa consciência 
reforça a responsabilidade do professor diante do processo de ensino e aprendizagem. 
Outro aspecto importante diz respeito ao desenvolvimento do pensamento crítico. A pesquisa 
estimula o estudante a questionar, comparar informações, validar dados e compreender diferentes 
perspectivas acerca do fenômeno educativo. Essa postura crítica é essencial para que o docente possa 
atuar diante das situações complexas que surgem no ambiente escolar, evitando respostas simplistas e 
adotando decisões fundamentadas. 
 
“Pesquisar na educação não é um ato isolado ou pontual, mas um exercício contínuo 
de questionamento, interpretação e reconstrução da prática. O professor que pesquisa 
desenvolve a capacidade de ler criticamente a realidade escolar, identificando seus 
desafios e criando caminhos possíveis de intervenção. Nesse sentido, a pesquisa se 
converte em um ato formativo, pois amplia a consciência do educador e reafirma seu 
papel como sujeito ativo na produção de conhecimento.” (DEMO, 2011, p. 45). 
 
A construçãoda autonomia intelectual também é fortalecida por meio das práticas de pesquisa. 
Ao realizar projetos investigativos, o acadêmico aprende a escolher temas relevantes, formular 
problemas de estudo, selecionar métodos adequados e interpretar resultados de forma coerente. Esse 
processo contribui para que o futuro professor desenvolva iniciativa, organização e capacidade de 
tomar decisões fundamentadas, habilidades indispensáveis para a prática pedagógica. 
Ademais, a pesquisa na formação inicial estimula a criatividade e a inovação. Ao se deparar 
com problemas do cotidiano escolar, o estudante precisa buscar soluções possíveis, testar hipóteses e 
 
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criar alternativas pedagógicas, o que favorece o desenvolvimento de uma prática docente mais 
diversificada e dinâmica. Essa capacidade de propor novas estratégias é essencial em uma escola que 
busca atender às necessidades de diferentes perfis de alunos. 
A relação entre teoria e prática também se estreita significativamente por meio das práticas 
investigativas. Quando o estudante observa a realidade escolar com a intenção de analisá-la, ele 
percebe como os conceitos estudados em sala de aula se materializam (ou não) no cotidiano. Essa 
compreensão crítica fortalece a capacidade de articular saberes teóricos aos desafios reais da prática 
educacional, tornando a formação mais significativa. “A curiosidade é o que move a pesquisa e 
sustenta a ação pedagógica reflexiva.” (FREIRE, 1996, p. 88). 
Além disso, a pesquisa possibilita que o acadêmico compreenda melhor o papel da escola como 
instituição social. Ao investigar temas como inclusão, diversidade, evasão, políticas públicas e 
currículo, o futuro professor amplia sua visão sobre as finalidades da educação e sobre o impacto que 
o trabalho docente exerce na vida dos alunos e da comunidade. Essa compreensão reforça o 
compromisso ético que deve orientar a prática profissional. 
Outro ponto fundamental é que as práticas investigativas promovem a valorização da escrita 
acadêmica e da comunicação científica. Ao produzir relatórios, artigos e resumos, o estudante aprende 
a sistematizar ideias, argumentar de forma clara e fundamentada, organizar dados e comunicar 
resultados com coerência. Essa competência é essencial para o professor, que constantemente precisa 
registrar observações, elaborar relatórios e justificar suas práticas. 
“A formação do professor que pesquisa é marcada pela articulação entre teoria e 
prática, permitindo compreender a escola como um espaço vivo e complexo. A 
investigação auxilia o docente em formação a questionar verdades cristalizadas, 
analisar diferentes dimensões do cotidiano educativo e construir intervenções mais 
coerentes com as necessidades dos alunos. Trata-se de um processo formativo que 
favorece o desenvolvimento da autonomia intelectual e da reflexão crítica.” (ANDRÉ, 
2013, p. 62). 
 
Além disso, o contato com metodologias científicas permite ao estudante compreender 
diferentes abordagens de pesquisa, como estudos de caso, pesquisas bibliográficas, análises 
documentais e investigações qualitativas. Esse conhecimento amplia suas possibilidades de análise e 
o prepara para desenvolver estudos mais robustos durante sua trajetória profissional, sejam eles em 
 
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cursos de especialização, mestrado ou simplesmente na prática cotidiana da escola. Segundo Tardif 
(2014), a inserção da pesquisa no processo formativo contribui para que o docente reconheça que o 
saber profissional é construído continuamente, por meio da reflexão e da análise crítica de sua própria 
prática. 
A pesquisa também contribui para o desenvolvimento da ética profissional, uma vez que exige 
a observância de critérios rigorosos relacionados à honestidade intelectual, respeito aos participantes 
e responsabilidade com a produção de conhecimento. Essas atitudes éticas são fundamentais para o 
exercício docente e devem ser construídas desde os primeiros anos de formação. 
Outro elemento relevante é o fortalecimento do trabalho colaborativo. Muitas pesquisas no 
campo da educação são realizadas em duplas ou grupos, o que estimula o desenvolvimento de 
habilidades de cooperação, diálogo e escuta. Essas habilidades são essenciais na atuação docente, que 
frequentemente exige parceria com colegas, gestores e outros profissionais da escola. Gatti (2014) 
destaca que a pesquisa na formação inicial permite ao futuro professor compreender a complexidade 
da escola e desenvolver uma postura investigativa capaz de fortalecer decisões pedagógicas mais 
conscientes. 
As práticas investigativas também possibilitam ao estudante reconhecer a importância da 
formação continuada. Ao vivenciar o processo de pesquisa, o acadêmico compreende que a produção 
de conhecimento está em constante evolução e que o professor precisa se manter atualizado para 
oferecer um ensino de qualidade. Essa percepção favorece a construção de uma postura de constante 
aprendizagem. 
Por fim, a fundamentação teórica evidencia que a pesquisa é um instrumento indispensável na 
formação inicial do professor, pois possibilita a construção de uma prática pedagógica crítica, 
reflexiva e fundamentada. Ao integrar a investigação ao processo formativo, os cursos de Pedagogia 
promovem o desenvolvimento de competências essenciais para uma atuação docente comprometida 
com a transformação social e com a qualidade da educação. 
 
 
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REFERÊNCIAS 
ANDRÉ, Marli. Formação de professores: pesquisa, representações e práticas. Campinas: Papirus, 
2013. 
 
DEMO, Pedro. Pesquisa: princípio científico e educativo. 14. ed. São Paulo: Cortez, 2011. 
 
FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Metodologia da pesquisa educacional. 18. ed. São Paulo: Cortez, 
2012. 
 
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 34. ed. São Paulo: 
Paz e Terra, 1996. 
 
GATTI, Bernardete Angelina. Formação de professores: condições e problemas atuais. São Paulo: 
Autores Associados, 2014. 
 
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 14. ed. Petrópolis: Vozes, 2014. 
 
 
	1 INTRODUÇÃO
	2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
	REFERÊNCIAS

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