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BC - BASE DE CONHECIMENTOS TUTORIA
A Base de Conhecimentos (BC) da Tutoria foi criada para oferecer uma formação teórica e 
metodológica para quem irá contribuir com sua implementação na escola. Com exemplos, casos 
e convites à reflexão, ela irá ajudá-lo a se apropriar dessa prática pedagógica tão importante 
para as escolas do Programa Ensino Integral (PEI) e, assim, realizar uma Tutoria de excelência. 
Aproveite essa oportunidade de formação!
Introdução da BC - Base de Conhecimento
Durante a sua adolescência, você recebeu algum tipo de apoio para analisar 
seus comportamentos, buscando desenvolver suas habilidades e construir 
um projeto de vida? Se sim, o que essa experiência lhe ensinou? Se não, como 
você acha que teria sido essa etapa da sua vida se tivesse recebido esse tipo 
de apoio? 
Vamos começar!
Pesquisas contemporâneas revelam que adolescentes que recebem o apoio dos adultos 
durante essa fase da vida, apresentam melhores resultados em relação à saúde mental, bem-
estar psicológico, desempenho acadêmico, maiores chances de conquistar seus objetivos e de 
desenvolver a resiliência necessária para se adaptar às circunstâncias da vida.
Se apoiá-los parece ser tão benéfico, por que ainda não temos uma cultura de Tutoria bem 
estabelecida em todas as instituições de ensino? Para entender essa questão, faremos um 
mergulho nas nossas crenças. 
Quais crenças você tem sobre a adolescência e os adolescentes?
Para refletir...
Você já parou para pensar que as nossas crenças são responsáveis, em grande medida, pela forma 
como nos sentimos e agimos? Veja, se você acredita que a adolescência é uma fase turbulenta 
e que os adolescentes não querem nada da vida, é muito provável que a Tutoria seja entendida 
por você como uma missão impossível, uma causa perdida. E que, por isso, você não se sinta 
encorajado nem motivado a realizá-la. Agora, se você acredita que a adolescência é uma fase de 
muito potencial exploratório e que os adolescentes são capazes de fazer escolhas e criar coisas 
incríveis e surpreendentes, a Tutoria será uma prática que irá lhe motivar e lhe trazer muita 
satisfação.
Se você faz parte do primeiro grupo, seria muito interessante que pudesse se aproximar dos 
adolescentes, ouvir suas histórias, seus dilemas, suas conquistas e seus sonhos para o futuro. 
Se permita ser afetado por seus relatos, pois eles podem lhe oferecer experiências potentes de 
transformação de crenças. Aproveite e leia o relato a seguir.
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Após esse relato, podemos partir de um ponto comum: a crença de que os adolescentes são 
capazes de aprender e de se inserir de forma saudável e positiva na sociedade, certo? Mas não é 
apenas a crença sobre os adolescentes que irá impactar o processo de Tutoria.
Um caso perdido?
Todo professor e toda escola já conheceu, em algum momento de sua trajetória, 
um adolescente considerado “um caso perdido”. Agora, imagine uma política 
pública educacional que decidisse reunir todos esses estudantes em uma 
escola criada para eles, com o objetivo de virar esse jogo! Foi isso o que a região 
da Catalunha, na Espanha, fez: criou as Unidades de Ensino Compartilhadas, 
que funcionam no contraturno para compartilhar a responsabilidade da 
formação desses jovens com as escolas regulares. O que eles fazem de 
diferente? Confiam nesses estudantes. Confiam tanto que lhes atribuem a 
tarefa de escutar os desejos da comunidade escolar e do entorno e atendê-los, 
enquanto desenvolvem as competências curriculares. Alguns exemplos: 
Cozinhas para a educação infantil: as crianças da educação infantil tinham 
poucos brinquedos na escola e pediram aos adolescentes para lhes fazerem 
“cozinhinhas” de madeira. As aulas de trigonometria foram o alicerce para a 
construção dos móveis pensados exclusivamente para as crianças, que claro, 
amaram os presentes!
Andar de bicicleta: as pessoas com deficiência de uma instituição localizada 
no bairro da escola queriam aprender a andar de bicicleta. No parque do 
bairro, os adolescentes lhes ensinaram sobre frequência cardíaca, consciência 
corporal, regras de trânsito e claro, cada um deles ensinou alguém a andar de 
bicicleta. Uma bela conquista!Você consegue imaginar quais são os resultados 
das Unidades de Ensino Compartilhadas?
Você consegue imaginar quais são os resultados das Unidades de Ensino 
Compartilhadas?
Adolescentes que eram vistos pela comunidade como “casos perdidos” passam 
a ser vistos como responsáveis, confiáveis, competentes e talentosos.
A mudança da visão que os outros têm sobre eles, muda a percepção que têm 
de si mesmos. Antes, se viam como pouco inteligentes e pouco capazes e se 
sentiam excluídos e fracassados. Depois, se viam como capazes, merecedores, 
reconhecidos e incluídos.
Essa é a prova de que as crenças que os educadores têm sobre os estudantes 
são cruciais para uma escolarização exitosa. Então, que tal avaliar suas crenças 
sobre os adolescentes e se abrir para a possibilidade de torna-las mais positivas?
sobre os adolescentes e se abrir para a possibilidade de torna-las mais positivas?
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As crenças que temos sobre nós mesmos e a capacidade de ajudar os adolescentes, também 
interferem no processo de Tutoria. Veja, se você acredita que não tomou boas decisões em 
sua vida e que não é capaz de fazer isso, ou que não possui jeito para lidar com adolescentes, 
provavelmente você não conseguirá ser um tutor que confia em si mesmo e em sua capacidade 
de orientar a vida de alguém mais jovem que você. Agora, se você crê que toma as decisões 
possíveis diante das oportunidades e desafios da vida e que tem condições de acolher e orientar 
os adolescentes para que eles analisem seus comportamentos e tomem atitudes que irão lhes 
ajudar a construir um percurso formativo consistente e coerente com seus objetivos, a Tutoria 
tenderá a fluir com naturalidade.
Talvez você ainda não se sinta plenamente seguro e confiante, e é exatamente por isso que 
estamos realizando essa formação. Sabemos que ser professor é diferente de ser tutor e que por 
isso, você precisará desenvolver as competências específicas para essa atividade. Com o estudo 
e a prática você irá construir uma nova identidade: a de tutor, e isso poderá ampliar a percepção 
que você tem de si mesmo e do seu papel no mundo, fortalecendo seu senso de pertencimento, 
reconhecimento e responsabilidade. 
Se você chegou na Base de Conhecimento da Tutoria, já sabe que ela é uma prática pedagógica 
baseada na relação entre um estudante e seu tutor, que o acolhe, escuta, orienta, acompanha e o 
desenvolve. Mas você sabe o significado de cada uma dessas ações?
E você, acredita que é capaz de orientar os adolescentes em seu percurso 
escolar, visando a construção do seu futuro?
Para refletir...
Para melhor aproveitar essa leitura, sugerimos que reserve 30 minutos em sua 
agenda em um local tranquilo. Anotações são muito bem-vindas, pois exigem 
um nível mais avançado de reflexão e produzem um aprendizado mais eficiente 
(você sabe!). Por fim, mas não menos importante: aproveite sua formação!
Vamos lá?
é criar um clima de integração e proximidade, no primeiro e em todos os demais 
momentos de contato.
Acolher
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Chame o estudante pelo nome, desde o primeiro dia.
Deseje que ele tenha um bom dia.
Cumprimente o estudante, com bom humor e usando palavras amigáveis.
Faça perguntas para captar o estado emocional do estudante.
Ofereça um copo de água e uma cadeira, demonstrando que se preocupa com 
o bem-estar do estudante.
Seja gentil, oferecendo um sorriso, um olhar carinhoso, um aperto de mãos, 
entre outros gestos de cuidado e apoio.
Parabenize o estudante pelos bons resultados e acolha seus sentimentos em 
relação aos resultados menos positivos.
Demonstre que você confia no estudante e na sua capacidade, dizendo isso 
explicitamente para ele.
É assim que se faz!
Olhe em seus olhos e não faça nada além de prestar atençãono que ele diz. 
Pergunte como o estudante está e permita que ele responda livremente, 
demonstrando atenção e legitimando seus sentimentos.
Verifique se o estudante quer começar contando alguma coisa, antes de iniciar 
perguntas.
Ao fazer perguntas, cuide para não o intimidar, de modo que ele não sinta que 
deveria ter sempre respostas prontas.
Pergunte sobre temas que o ajudem a conhecê-lo melhor: seus interesses, 
sonhos, desafios, vida escolar, vida familiar, sentimentos etc.
Se desejar anotar algo, peça licença para isso, explicando que é uma informação 
importante que você gostaria de registrar para retomar em outros momentos.
É assim que se faz!
é ouvir com atenção e empatia, sem julgamentos.
Escutar
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é construir de modo colaborativo um percurso de metas a serem atingidas e formas 
de fazer isso.
Orientar
Analisem juntos o desempenho acadêmico do estudante e seus comportamentos 
na vida pessoal e escolar, entendendo o que deve ser mantido e o que precisa 
ser mudado.
Estabeleçam uma ordem de prioridades para o que precisa mudado.
Estabeleçam metas de curto, médio e longo prazo para o que precisa ser 
mudado.
Dê exemplos e/ou pesquisem de formas de mudar comportamentos e melhorar 
o desempenho acadêmico e escolham juntos as que serão inicialmente.
É assim que se faz!
Mantenha o estudante ciente de que você irá observá-lo e buscar informações 
com outras pessoas sobre seu comportamento e que isso tem a finalidade de 
ajudá-lo, não de controlá-lo.
Lembre-o que o maior interessado em seguir o plano feito na Tutoria é ele.
Observe nos encontros de Tutoria, mas também nos demais espaços escolares, 
se o comportamento do estudante está coerente com o que planejaram.
Converse com os professores e familiares que possam lhe dar informações 
sobre as ações do estudante após o início da Tutoria.
Registre nos documentos da Tutoria, informações que o ajudem a elogiar e 
incentivar o estudante, assim como pontos de melhoria sobre os quais será 
preciso conversar.
Ao comunicar observações negativas, não demonstre decepção ou faça 
qualquer tipo de punição. Pelo contrário, acolha o estudante perguntando por 
que ele acha que está agindo dessa forma, e retorne para a etapa de orientação.
É assim que se faz!
é observar as ações do estudante, identificando se ele está atingindo as metas 
combinadas e quais são suas dificuldades. 
Acompanhar
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Essas ações, em conjunto, tem o objetivo de contribuir com a integração dos aprendizados 
dos estudantes, visando desenvolver o protagonismo, a formação integral e o Projeto de Vida 
deles. A integração é necessária para que o estudante tenha visibilidade das habilidades que 
já possui e das que necessita desenvolver, fazendo uma análise acurada sobre seu processo de 
aprendizagem de modo geral, dentro e fora da escola. 
Mas você sabe de onde vieram essas ideias e essa definição de Tutoria?
Um pouco de história 
A Tutoria é uma prática pedagógica amplamente defendida pelo educador e filósofo Antônio 
Gomes da Costa, que criou o modelo de Ensino Integral implementado em todo o território 
nacional. Para ele a Tutoria é mais que um recurso técnico para melhorar o desempenho dos 
estudantes, ela é um modo de oferecer o acompanhamento individualizado e contínuo necessário 
para valorizar os estudantes e fortalecer o vínculo deles com a escola e com o aprendizado. 
Criem juntos um instrumento de registro e acompanhamento para o estudante, 
que pode ser um portfólio, um diário, um planner, entre outras possibilidades. 
Ensine-o a usá-lo.
Ao definirem uma estratégia para atingir um objetivo, testem-na juntos para 
verificar o entendimento do estudante e demonstrar como se faz.
A cada encontro, avaliem a pertinência de manter as metas e as estratégias.
Peça para que ele lhe ensine as estratégias definidas e explique por que 
definiram cada um dos objetivos.
Pergunte se ele está satisfeito com o que está sendo abordado na Tutoria ou se 
gostaria de focar em outro aspecto.
É assim que se faz!
é fazer junto com o estudante, de modo que ele tenha uma referência quando 
precisar agir sozinho.
Desenvolver
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TUTORIA
Veja a seguir algumas de suas frases 
sobre a tutoria, presentes nas obras 
“Pedagogia da presença: da solidão 
ao encontro” e “Protagonismo 
juvenil: adolescência, educação e 
participação”.
A tutoria é a arte de acompanhar o 
outro na construção de um projeto 
de vida.
A tutoria é um exercício de cuidado e, 
portanto, de transformação.
Todo adolescente precisa de um adulto 
que lhe diga: ‘eu acredito em você’. A 
tutoria é essa forma de dizer com ações.
A escola deve ser um lugar onde os 
adolescentes possam ser reconhecidos 
em sua dignidade e potencial. A tutoria é 
uma estratégia para isso.
E para onde vamos?
Agora que já conhecemos com a definição e os objetivos da Tutoria, vamos nos dedicar a 
compreender o papel do tutor nessa prática. Ou seja, quem é o bom tutor?
Para isso, iremos recorrer à ideia de “bom profissional” formulada pelos renomados pesquisadores 
Howard Gardner da Universidade de Harvard, William Damon, da Universidade Stanford e Mihaly 
Csikszentmihalyi, da Universidade de Chicago, todas localizadas nos Estados Unidos. Para eles 
o bom profissional apresenta três características, também conhecidas como três “E’s”, devido ao 
fato de todas iniciarem com a letra “E”.
Os três E’s:
Excelência é atingir um objetivo mantendo altos padrões técnicos e éticos.
Observar que suas orientações, ao serem colocadas em prática pelos estudantes, 
fazem com que eles atinjam seus objetivos.
Na vida do tutor é...
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Ética é lidar com situações complexas agindo de modo consciente e responsável 
em relação a si mesmo e aos demais.
Engajamento é o envolvimento profundo com uma atividade, que é nutrido pela 
motivação gerada por ela ou por seus resultados.
Preparar os encontros de Tutoria previamente, motivado pelos efeitos que 
estão tendo na vida dos estudantes.
Na vida do tutor é...
Construir vínculos de confiança e respeito mútuo, mesmo diante de desafios e 
frustrações.
Na vida do tutor é...
O Project Zero, que deu origem à ideia de que um bom profissional precisa 
apresentar excelência, engajamento e ética, foi explicado pela equipe do Porvir.
Conheça mais
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Elena é uma estudante do primeiro ano do Ensino Médio. Durante uma seção 
de Tutoria, ela contou que estava com dificuldade de organizar sua rotina: 
tinha muitas atividades para fazer e temas para estudar, mas não conseguia 
usar o momento de Orientações de estudos para fazer essas atividades. Seu 
tutor pediu que ela descrevesse como esses momentos estavam sendo e, entre 
muitas coisas, ela disse que ficava envolvida com as atividades que os colegas 
consideravam prioritárias, mas que para ela não eram e que isso a deixava 
sobrecarregada depois. A assertividade do tutor identificou que a dificuldade 
de Elena era anterior à organização, pois o que a prejudicava era a dificuldade 
de se posicionar no grupo ou até mesmo de se afastar dele para realizar 
atividades de modo mais individualizado. Então ele sugeriu que ela pedisse 
para o grupo para começar a organizar a rotina deles, estabelecendo atividades 
coletivas e individuais. Juntos, eles construíram uma programação coletiva 
que atendesse à necessidade da maioria. Quem não era atendido, usava esse 
tempo para priorizar suas atividades. O resultado disso foi que todos passaram 
a agradecer Elena pela iniciativa, pois sentiam o mesmo que ela. Além disso, 
ela passou a assumir uma postura de liderança no grupo, postura essa muito 
diferente daquela que originou essa medida. Seu tutor ficou bastante satisfeito 
ao perceber que foi assertivo ao identificar a causa da dificuldade de Elena e de 
propor uma ação que transformou o modo como Elena via a si mesma dentro 
de seu grupo. Ponto para o tutor e o tutorado!
Aconteceuna escola
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Agora é com você!
Um tutor de respeito não apenas ajuda os estudantes a alinharem seus comportamentos de 
modo a conquistarem seus objetivos, como também olha para si mesmo, buscando ter mais 
coerência pessoal e profissional.
Por isso, aproveite esse momento para cuidar do que importa para você. Comece analisando seus 
comportamentos em relação a:
Depois, estabeleça objetivos em relação a cada uma dessas áreas e um plano de execução e 
acompanhamento para atingi-los. E não se esqueça, buscar ajuda, é sempre válido! Você também 
pode ser acompanhado por alguém. Converse com seus colegas e Vice-diretor sobre isso. 
Esse documento formativo se encerra aqui. Esperamos que ele tenha ajudado você a compreender 
o processo de Tutoria e quais ações pode realizar para torná-la uma prática geradora de mudanças 
positivas dentro da sua escola!
Para saber ainda mais sobre esse tema, acesse os documentos e vídeos da Tutoria para ajudá-lo a 
aprimorar cada vez mais a sua prática!
Até lá!
Autocuidado 
ações que uma pessoa realiza para cuidar de si mesma, englobando o bem-
estar físico, mental, emocional e social.
1
Família 
ações de atenção, proteção e promoção do bem-estar de todos os membros 
da família, abrangendo aspectos físicos, emocionais, sociais e espirituais.
2
Trabalho 
ações de atenção e cuidado com as tarefas e responsabilidades no trabalho, 
buscando a qualidade e a excelência em seu desempenho. 
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Referências
Costa, Antonio Gomes da. Pedagogia da presença: da solidão ao encontro. São 
Paulo: Editora Global, 2002.
Costa, Antonio Gomes da. Protagonismo juvenil: adolescência, educação e 
participação. Editora Odebrecht, 2010.
García, Xus Martín; Puig, Josep Maria. As sete competências básicas para educar 
em valores. São Paulo: Summus, 2010.
Gardner, Howard. Good work: theory and practice. Cambridge: The Good Work 
Project, 2010.

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