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HOSPITAL REGIONAL DRª LAURA 
VASCONCELOS (HRLV)
SETOR: AGÊNCIA TRANSFUSIONAL (AT) 
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ELABORAÇÃO
RESPONSÁVEL: Fernanda Carolyne Obem Gonçalves de Castro Costa
(Biomédica) 
Assinatura:
Data:
RESPONSÁVEL: Thays dos Santos Araújo
(Biomédica)
Assinatura:
Data:
RESPONSÁVEL: Maria do Socorro Gomes Lima
(Farmacêutica / Supervisora)
Assinatura:
Data:
APROVAÇÃO
RESPONSÁVEL Eduarda Karolynne Lopes de Sá
(Enfermeira / Núcleo de Qualidade Hospitalar)
Assinatura:
Data:
RESPONSÁVEL: Ivana Lopes Carvalhal de Almeida
(Médico / Direção Clínica)
Assinatura:
Data:
RESPONSÁVEL Antônio Alves Magalhães Júnior
(Farmacêutico / Coordenador)
Assinatura:
Data:
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Lista de Tabelas, Quadros e Figuras Pág.
Figura 1 – Modelo de solicitação de Hemocomponentes 8
Tabela 1 – Compatibilidade ABO para CH e PFC 14
Tabela 2 – Principais Reações Transfusionais 20
Tabela 3 – Graus de aglutinação
 
 46
Tabela 4 – Interpretação dos graus de reação 52
Tabela 5 – Interpretação dos graus de reação – Teste de compatibilidade 58
 
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APRESENTAÇÃO 
A Agência Transfusional utiliza os critérios rigorosos impostos pela Legislação em vigor para 
selecionar hemocomponentes e testar com as amostras dos receptores. No entanto, a transfusão é um 
procedimento que envolve riscos, mesmo sendo realizada por meio de indicação precisa, respeitando 
todas as normas técnicas preconizadas. Contudo, há sempre um risco potencial de ocorrer reações 
transfusionais, quer sejam imediatas ou tardias.
Para garantir segurança e qualidade do sangue e hemocomponentes oferecidos aos pacientes é 
necessário um rígido controle das ações realizadas pelos profissionais responsáveis, desde a captação 
dos doadores até a administração no paciente. É imprescindível o uso racional de hemocomponentes e 
hemoderivados, com envolvimento do médico assistente na indicação correta da transfusão, além do 
devido preenchimento das requisições de transfusão que norteiam a seleção do hemocomponente 
ideal. Medidas estas, indispensáveis para evitar a troca de pacientes e de amostras coletadas, 
garantindo que o hemocomponente ideal também chegue ao paciente correto.
Este Manual foi elaborado por profissionais integrantes da Agência Transfusional com o 
objetivo de normatizar a prescrição e aplicação dos hemocomponentes e unificar as informações em 
um manual que possa servir de referência, com diretrizes na conduta transfusional, juntamente com as 
regulamentações técnicas do Ministério da Saúde.
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OBJETIVO
Normatizar e disciplinar os procedimentos hemoterápicos realizados na Agência Transfusional 
do Hospital Regional Drª Laura Vasconcelos (HRLV). 
RESPONSABILIDADES
• Biomédica (o) / Farmacêutica (o) – Bioquímica (o): Coordenação, fiscalização e orientação do 
trabalho realizado pela equipe e administração do setor.
• Enfermeira (o): transfusão de hemocomponentes
• Técnica (o) de Laboratório: Coleta de sangue, realização de exames pré-transfusionais e busca 
de hemocomponentes no HEMOMAR.
• Técnica (o) de Enfermagem: Coleta de sangue, transfusão de hemocomponentes e busca de 
hemocomponentes no HEMOMAR.
• Técnica (o) administrativo: Realização de serviços técnico-burocráticos e busca de 
hemocomponentes no HEMOMAR.
EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS
• Equipamentos de Proteção Individual (luvas descartáveis, jaleco, sapato fechado e 
touca descartável) 
DEFINIÇÕES, SIGLAS E ABREVIATURAS
AT – Agência transfusional
AGH – Antiglobulina Humana
BLP – Boas práticas de laboratório
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Coombs Direto - Teste direto da antiglobulina humana (soro de coombs) que detecta anticorpos 
aderidos às membranas das hemácias.
CH – Concentrados de hemácias
CHL – Concentrados de hemácias lavadas
CHF – Concentrados de hemácias filtrado
CRIO – Crioprecipitado
CP – Concentrados de plaquetas
DCI – Documento Complementar Interno
ECA - Enzima Conversora da Angiotensina
EPI´s - Equipamentos de proteção individual.
EDTA – Ácido etilenodiamino tetra-acético
HRLV – Hospital Regional Dra. Laura Vasconcelos
HEMOMAR – Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão.
NÃO-CONFORMIDADE: Situação em que todo processo, produto ou equipamento está fora do 
padrão pré-estabelecido de conformidade.
PFC – Plasma fresco congelado
POP – Procedimento Operacional Padrão
P.A.I – Pesquisa a presença de anticorpos Irregulares / imunes no soro/plasma do paciente.
Prova de Compatibilidade: Exame realizado entre as hemácias do doador e o soro ou plasma do 
receptor.
RhD – refere-se a presença do antígeno “D” do sistema Rh
SUS – Sistema Único de Saúde
SV – Sinais vitais
Sistema ABO - refere-se à presença ou ausência dos antígenos A, B na superfície das hemácias.
Sistema Rh (D) - refere-se à presença ou ausência do antígeno D na superfície das hemácias.
TAD – Teste Direto da Antiglobulina Humana
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CONCEITOS HEMOTERÁPICOS
Os Hemocomponentes e hemoderivados são produtos distintos. Os produtos gerados um a um 
nos serviços de hemoterapia, a partir do sangue total, por meio de processos físicos (centrifugação, 
congelamento) são denominados hemocomponentes. Já os produtos obtidos em 
escala industrial, a partir do fracionamento do plasma por processos físico‑químicos são chamados 
hemoderivados.
Há duas formas para obtenção dos hemocomponentes. A mais comum é a coleta do sangue 
total. A outra forma, mais específica e de maior complexidade, é a coleta por meio de aférese¹.
¹ Aférese é um procedimento caracterizado pela retirada do sangue do doador, seguida da separação de 
seus componentes por um equipamento próprio, retenção da porção do sangue que se deseja retirar na 
máquina e devolução dos outros componentes ao doador.
• Concentrado de hemácias (CH) - São eritrócitos obtidos por meio dado material utilizado podem causar 
reações falsas positivas ou falsas negativas.
6. Amostras
• Suspensão de hemácias a 5% do macarrão da bolsa de concentrado de hemácias.
• Soro ou plasma do receptor 
 
7. Insumos e/ou reagentes 
• Soro fisiológico a 0,9%
• Potencializador de reação 
• Antiglobulina Humana Poliespecifico – Anti-IgG+ C3d (Anti-Humano)
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8. Equipamentos e acessórios
• EPI’ s (luvas, jaleco, touca ou gorro)
• Visor de aglutinação/lupa
• Centrífuga com capacidade para atingir 3.500 RPM.
• Banho-maria a 37ºC.
• Tubos de hemólise 
• Estantes para tubos de hemólise
• Pipetas plásticas de Pasteur capacidade entre 1 a 3ml.
• Pissetas de 250 ou 500 ml
• Cronômetro
• Caneta/Lápis marcador
• Ficha e/ou livro de registro
• Papel absorvente ou gaze
• Tampas de borrachas para tubos de hemólise
9. Procedimento
a) Identificar 01(um) tubo de hemólise com nome/número da amostra e número da bolsa 
de sangue do doador e sigla PC - prova de compatibilidade.
b) Colocar no tubo 2 (duas) gotas do soro/plasma do paciente, 1 (uma) gota da suspensão 
de hemácias a 5% do doador e 2 (duas) gotas do potencializador de reação. 
Homogeneizar e centrifugar 15 segundos a 3.400rpm. 
c) Observar a presença de hemólise no sobrenadante.
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d) Ressuspender delicadamente o botão de hemácias e verificar a presença de aglutinação 
com ajuda do visor de aglutinação/lupa. 
e) Interpretar e anotar os resultados em graus de aglutinação.
f) Incubar a reação do tubo por 15 minutos em banho-maria a 37ºC.
g) Após o término da incubação centrifugar a reação por 15 segundos a 3.400 rpm.
h) Observar a presença de hemólise no sobrenadante.
i) Ressuspender delicadamente o botão de hemácias e verificar a presença de aglutinação 
com ajuda do visor de aglutinação/lupa.
j) Interpretar e anotar os resultados em graus de aglutinação.
k) Lavar as reações do tubo 3(três) vezes com soro fisiológico a 0,9% aquecido a 37ºC 
decantando totalmente o sobrenadante por inversão após cada lavagem. 
l) Ressuspender o botão de hemácias a cada adição de soro fisiológico. 
m) Após a última lavagem, enxugar a borda do tubo invertido com papel absorvente e 
adicionar 2 (duas) gotas de soro Antiglobulina Humana Poliespecífico. Homogeneizar.
n) Centrifugar a reação por 15 segundos a 3.400 rpm. Observar a presença de hemólise no 
sobrenadante.
o) Ressuspender delicadamente o botão de hemácias e verificar a presença de aglutinação 
com ajuda do visor de aglutinação/lupa. 
p) Interpretar e anotar os resultados em graus de aglutinação (ver Tabela 5).
CONTROLE DA REATIVIDADE DO SORO ANTIGLOBULINA HUMANA- 
CONTROLE DE COOMBS.
• Adicionar, somente após interpretação, ao teste negativo 1 (uma) gota de suspensão de 
hemácias sensibilizadas (Controle de Coombs). 
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• Centrifugar por 15 segundos a 3.400 rpm, interpretar e anotar os resultados. Este teste 
deverá ser POSITIVO para validar a prova cruzada compatível. 
ATENÇÃO: Se o resultado ao contrário, for NEGATIVO a técnica da prova de 
compatibilidade deverá ser refeita.
Interpretação e expressão de resultados
PROVA CRUZADA COMPATÍVEL – AUSÊNCIA de hemólise e/ou aglutinação no tubo em 
todas as fases do teste e PRESENÇA de aglutinação no tubo após adição das hemácias 
sensibilizadas (Controle de Coombs).
PROVA CRUZADA INCOMPATÍVEL – PRESENÇA de hemólise e/ou aglutinação no tubo 
em qualquer uma ou em todas as fases do teste.
OBSERVAÇÕES:
• Na ausência da antiglobulina poliespecífica - anti-humano, pode-se utilizar a 
antiglobulina monoespecífica (SORO DE COOMBS), sobretudo em casos urgentes, 
entretanto, cabe a ressalva que é muito importante na prova de compatibilidade e no 
Coombs indireto a utilização do anti-humano por conter, além da anti-IgG, anti-C3d.
• O concentrado de hemácias (bolsa do doador) deverá ser retipado utilizando-se somente 
os soros anti – A, anti – B, anti – D. Se o resultado do tubo “D” for negativo com 
rótulo da bolsa positivo, entrar em contato com o Hemocentro ou Hemonúcleo para 
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confirmar se a pesquisa de “D” fraco foi realizada, ou, proceder está pesquisa se assim 
preferir.
• As provas de compatibilidade deverão ser registradas em formulários próprios.
Tabela 5 – Interpretação dos graus de reação – Teste de compatibilidade
4 cruzes (4+)
++++ Um grumo sólido com fundo claro
3 cruzes (3+)
+++
Vários grumos grandes
 com fundo claro
2 cruzes (2+)
++
Grumos menores, fundo 
 levemente róseo 
1 cruz (1+)
+
Poucos grumos pequenos 
 e fundo bem róseo 
0 cruz (0) Reação negativa 
 (suspensão uniforme)
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ENTRADA DE HEMOCOMPONENTES 
1. Objetivo
• Incluir no estoque, por meio de registro legível e seguro, os hemocomponentes 
recebidos dos Hemonúcleos e ou Hemocentro, necessários para atender a demanda de 
transfusões dos Hospital Regional em Bacabal.
2. Justificativa
• Manter atualizado o estoque de Hemocomponentes.
3. Campo de aplicação
• Na Agência Transfusional por existir Câmara de conservação dos componentes 
sanguíneos torna-se apropriadas para esta finalidade e de uso exclusivo.
4. Procedimento
• Retirar os hemocomponentes da caixa térmica usada no transporte;
• Separar os hemocomponentes por tipo sanguíneo na (s) bandeja(s);
• Anotar no livro de registro de entrada de hemocomponentes os campos existentes: nº de 
ordem, data, tipo de hemocomponente, nº do doador, tipo sanguíneo, data da coleta e da 
validade, volume, origem e técnico responsável pelo registro.
• Realizar a retipagem ABO de todas as bolsas e das Rh negativos também o sistema Rh 
registrando a conformidade e inconformidade quando houver.
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• Realizar a inspeção visual da bolsa e registrar a conformidade ou inconformidade 
quando houver.
• Registrar o número do lote dos reagentes utilizados para realizar a retipagem.
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DESCARTE DE HEMOCOMPONENTES 
1. Objetivo
• Regulamentar o descarte de Sangue total e Hemocomponentes que encontram-se não 
conforme com a legislação vigente. 
2. Justificativa
• Realizar o descarte de forma adequada e segura.
3. Campo de aplicação
• Este procedimento aplica-se ao sangue total e seus hemocomponentes que estão não 
conformes com as normas estabelecidas.
4. Método
• Manual
5. Limitações do Método
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6. Amostras
• Todos os hemocomponentes que, ao serem recebidos para fracionamento, apresentarem 
desvios da padronização.
7. Materiais
• Sacos de lixo branco para coleta de lixo biológico
• Cestos de lixo
8. Equipamentos e Acessórios
• EPI’s (luvas, jaleco, touca ou gorro) 
9. Controle de qualidade
Os seguintes critérios são adotados de rejeição dos hemocomponentes:
• Hemólise: Presença de hemoglobina livre percebida ao exame visual da bolsa.
• Coágulos: Presença de coágulo em ST e concentrado de hemácias.
• Alteração de coloração do ST e Plasma.
• Lipemia: Turbidez do plasma, que apresenta-se com aspecto leitoso.
• Abertura acidental da bolsa: perda da esterilidade do hemocomponente.
• Volume inadequado: insuficiente ou excessivo.
• Unidades de hemocomponentes com voto de auto-exclusão.
• Sorologia Positiva
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• PAI Positivo
• Armazenamento inadequado
• Descongelamento de plasmas
• Congelamento de hemácias
10. Procedimento
CONCENTRADO DE HEMÁCIAS
a) Após a liberação dos CH selecionar as bolsas que serão expurgadas por não-
conformidade na inspeção visual (hemólise, lipemia, coágulos, sistema aberto e 
etc.) e/ou bloqueados por sorologia positiva e/ou notificados pela 
imunohematologia por apresentarem PAI positivo.
b) Pegar uma bolsa de cada vez utilizando o sistema manual. .
c) Registrar o motivo do descarte nas opções cadastradas no livro de expurgo.
d) Colocar as bolsas no cesto de lixo com sacos plásticos brancos duplos e não encher 
até a borda.
e) Avisar a equipe de limpeza para recolher os sacos e armazenar temporariamente no 
abrigo de resíduos de onde serão destinados a tratamento pela empresa contratada.
PLASMA FRESCO CONGELADO
a) Após a liberação dos PFC selecionar as bolsas que serão expurgadas por não-
conformidade na inspeção visual (contaminação por hemácias, coloração 
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esverdeada, icterícia, lipemia, sistema aberto, etc.) e/ou bloqueados por sorologia 
positiva e/ou notificados pela imunohematologia por apresentarem PAI positivo.
b) Pegar uma bolsa de cada vez utilizando o sistema manual.
c) Registrar o motivo do descarte nas opções cadastradas no livro de expurgo.
d) Colocar as bolsas no cesto de lixo com sacos plásticos brancos duplos e não encher 
até a borda.
e) Avisar a equipe de limpeza para recolher os sacos e armazenar temporariamente no 
abrigo de resíduos de onde serão destinados a tratamento, pela empresa contratada.
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REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Saúde.Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução - RDC nº 
57, de 16 de dezembro de 2010. Determina o Regulamento Sanitário para Serviços que 
desenvolvem atividades relacionadas ao ciclo produtivo do sangue humano e componentes e 
procedimentos transfusionais. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF,16 dez. 
2010.
_______. Ministério da saúde. Portaria nº 1.353, de 13 de junho de 2011. Aprova o 
Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos. Diário Oficial da União, Poder 
Executivo, Brasília, DF, 13 de jun. 2011.
_______. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria 2.712, de 12 de novembro de 
2013. (Revogada pela PRT GM/MS nº 158 de 04.02.2016). Redefine o regulamento técnico de 
procedimentos hemoterápicos. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 12 nov. 
2013.
_______. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da 
Diretoria Colegiada (RDC) nº 34, de 11 de junho de 2014. Dispõe sobre as boas práticas no 
ciclo do sangue. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 16 jun. 2014.
_______. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria nº 158 de 04 de fevereiro de 
2016. Redefine o regulamento técnico de procedimentos hemoterápicos. Diário Oficial da União 
da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 04 fev. 2016.
_______. Ministério do Trabalho. Portaria nº 3.214, de 06 de julho de 1978. NR 06 - 
Equipamento de Proteção Individual - EPI. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, 
Brasília, DF. 06 jul. 1978.
 
_______. Ministério da Saúde, Gabinete do Ministro. Portaria de Consolidação MS/GM nº 5, de 
28 de setembro de 2017. Consolidação das normas sobre as ações e os serviços de saúde do 
Sistema Único de Saúde. ANEXO IV – DO SANGUE, COMPONENTES E DERIVADOS. 
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(Origem: PRT MS/GM 158/2016). Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 3 de 
outubro de 2017.
Guia para uso de hemocomponentes / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, 
Departamento de Atenção Especializada e Temática. – 2. ed., 1. reimpr. – Brasília: Ministério 
da Saúde, 2015.
OLIVEIRA, Maria do Carmo Valgueiro; GÓES, Sônia Maria Pires Meira. Práticas em 
Imunologia eritrocitária. Rio de janeiro: Medsi, 1999. 268p.centrifugação de uma bolsa 
de sangue total (ST) e da remoção da maior parte do plasma transferido para uma bolsa satélite. 
Devem ser armazenados à temperatura de 2 a 6ºC.
O CH também pode ser obtido por aférese, coletado de doador único. Nesse caso, frequentemente 
o procedimento permite a obtenção de duas unidades em um único procedimento (coleta de 
hemácias duplas). Seu volume varia entre 220mL e 280mL. Sua validade varia entre 35 e 42 dias, 
dependendo da solução conservadora. Os concentrados de hemácias sem solução aditiva devem ter 
hematócrito entre 65% e 80%. No caso de bolsas com solução aditiva, o hematócrito pode variar 
de 50% a 70%. Os CH podem ser desleucocitados com a utilização de filtros para leucócitos ou 
desplamatizados pela técnica de lavagem com solução salina fisiológica preferencialmente em 
sistema fechado.
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• Concentrado de hemácias lavadas (CHL): são concentrados de hemácias que se obtêm depois de 
efetuar lavagens com solução isotônica de cloreto de sódio, com a finalidade de eliminar a maior 
quantidade possível de plasma.
• Concentrado de hemácias desleucocitado ou leucorreduzido (CHF): são concentrados de hemácias 
dos quais foram retirados mais de 99,9% dos leucócitos originalmente presentes nos componentes. 
Esta remoção é obtida através de filtros de leucócitos. Sua validade é de 24 horas quando 
preparado em sistema aberto. Preparados em sistema fechado mantêm a validade original do 
componente.
• Plasma fresco congelado (PFC): é o plasma separado de uma unidade de sangue total por 
centrifugação e totalmente congelado até 8 horas depois da coleta.
• Crioprecipitado (CRIO): é a fração de plasma insolúvel em frio, obtida a partir do plasma fresco 
congelado.
• Concentrados de plaquetas (CP): é uma suspensão de plaquetas em plasma, preparado mediante 
dupla centrifugação de uma unidade de sangue total, coletada em tempo não maior que 15 
minutos. Pode também ser obtido por aférese.
SOLICITAÇÃO DE HEMOCOMPONENTES
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As solicitações de hemocomponentes deverão ser feitas em formulário próprio e não serão 
aceitas solicitações verbais, por telefone ou em ficha que não a padronizada do setor e seu 
encaminhamento à AT é de responsabilidade da equipe de Enfermagem.
No formulário deve constar, pelo menos, os seguintes dados: nome e sobrenome do paciente, 
sexo, idade, número do registro do paciente, número do leito e enfermaria, diagnóstico, antecedentes 
transfusionais, hemocomponente solicitado (com o respectivo volume ou quantidade), tipo da 
transfusão, resultados laboratoriais que justifiquem indicação de hemocomponente, data, assinatura e 
número do CRM do médico solicitante (ver Figura 1).
De acordo com a Legislação vigente “Uma requisição incompleta, inadequada ou ilegível 
não deve ser aceita pelo serviço de hemoterapia”. Logo, as solicitações incompletas deverão ser 
recusadas, até que sejam resolvidas as inconformidades. Deverá ser anotado na requisição o dia, horário 
e o técnico responsável pelo recebimento.
Toda transfusão de sangue traz em si um risco, seja imediato ou tardio, devendo, portanto, ser 
criteriosamente indicada e sua indicação poderá ser objeto de análise pelo serviço de hemoterapia 
(RDC 153/2004).
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Figura 1 – Modelo de solicitação de Hemocomponentes (frente)
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Figura 1 - Modelo de solicitação de Hemocomponentes (verso)
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RECEBIMENTO E ARMAZENAGEM DE HEMOCOMPONENTES
O estoque deve ser verificado diariamente, ao início de cada plantão, e completado se houver 
necessidade.
Os hemocomponentes são requisitados ao HEMOMAR de acordo com necessidade, em 
solicitação em duas vias e devem vir acondicionados em caixas térmicas e acompanhados de seus 
relatórios de transfusão. Todo hemocomponente recebido deve ser registrado no livro “Registro de 
Entrada de Sangue e seus Componentes”.
Todos os concentrados de hemácia devem ser reclassificados para o sistema ABO, sendo 
desnecessária a realização de prova reversa, e os resultados devem ser anotados no livro “Retipagem de 
Bolsa”.
Estes concentrados devem ser armazenados à temperatura de 2,8º a 7,3ºC e só podem 
permanecer à temperatura ambiente por 30 minutos. Após este período, se não estiver instalado para 
transfusão deve voltar imediatamente à câmara de conservação.
Os concentrados de plaquetas devem ser conservados de 22 a 24ºC, sob agitação constante e 
devem ser transfudidos no máximo até 24 horas após ter sido retirados do agitador de plaquetas.
Os plasmas frescos congelados e os crioprecipitados devem ser mantidos em freezer a -22ºC ou 
inferior até a data de validade. Podem ser utilizados até 6 horas após o descongelamento, se mantido 
entre 20 e 24ºC, e 24 horas se a 2 a 4ºC. Se não utilizado neste prazo, o material deve ser desprezado. 
Deve ser mantido um estoque mínimo da Agência Transfusional, para casos de urgências, que 
contemple duas unidades de plasma A, B, O e AB e 2 unidades de concentrado de hemácias A ++, 
O++, B+ e O-. Se possível, deve-se manter também uma bolsa de CH A-, B- e AB ++.
Antes de começar a transfusão, conferir os dados da prescrição médica de transfusão com o 
paciente ou com acompanhante (nome completo, leito, TS). Redobrar a atenção se criança, idoso ou 
paciente impossibilitado de se comunicar, inconsciente ou confuso e sempre que possível, completar a 
conferência da identificação por intermédio de familiar ou responsável;
• Comunicar ao paciente e ao acompanhante o procedimento a ser executado. 
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• Checar a bolsa de hemocomponente em relação ao aspecto e integridade, sinais indicativos de 
deterioração, hemólise, violação ou coloração anormal. Nestes casos NUNCA transfundir e 
devolver o material para AT; 
• Conferir dados da etiqueta da bolsa: nome e registro do paciente, numeração da bolsa, volume, 
tipagem sanguínea, assinatura do técnico da AT;
• No prontuário do paciente conferir e comparar: nome e registro hospitalar, número do leito, 
tipagem sanguínea anterior (quando houver), prescrição médica;
• Comunicar à Enfermagem e anotar SEMPRE no prontuário se os SV estejam alterados ouqualquer condição que resulte na não-aplicação.
COLETA E PREPARO DE AMOSTRAS
• As amostras pré-transfusionais de sangue devem ser cuidadosamente coletadas em tubo com 
anticoagulante EDTA (tampa de cor roxa).
• Confirme os dados de identificação com o paciente ou acompanhante e realize a coleta. Todos 
os tubos devem ser rotulados no momento da coleta com o nome completo do receptor, seu 
número de identificação e data da coleta. 
• Na AT, as amostras serão centrifugadas a 3.400 RPM por 5 minutos e o plasma separado para 
outro tubo que deverá ser identificado com etiqueta com nome do paciente, data da coleta, 
número do prontuário, localização (enfermaria/leito) e assinatura do responsável pela coleta e 
terá validade de 48 horas, desde que o paciente não tenha tomado nenhum hemocomponente no 
período e se conservado na geladeira de amostras.
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PREPARO E TRANSPORTE DE HEMOCOMPONENTES
• O Hemocomponente será liberado para a transfusão após resultado e registro dos resultados dos 
testes pré-transfusionais e deve ter um rótulo com nome e sobrenome, número do prontuário e 
localização do paciente, sua tipagem ABO/ Rh, número de identificação da unidade, seu grupo 
ABO/Rh (D), a conclusão da prova cruzada e a data do envio do hemocomponente para a 
transfusão.
• No caso de Plasma Fresco Congelado ou Crioprecipitado, deverá ser degelado em temperatura 
ambiente no banho-maria exclusivo para esta finalidade com temperatura controlada em 37º C, 
protegendo a bolsa em saco plástico de maneira que o local de entrada do equipo não entre em 
contato com a água. As bolsas devem ser transportadas em caixas térmicas próprias para este 
fim.
RESUMO DA ROTINA TRANSFUSIONAL
a) Receber requisição de transfusão devidamente preenchida e assinada pelo médico solicitante. 
b) Nunca esquecer de anotar hora recebimento. 
c) Conferir os dados da requisição da transfusão se não estiverem corretamente preenchidos, 
devolver ao portador. Caso a requisição de transfusão esteja corretamente preenchida, verificar se 
o paciente já é cadastrado no Serviço de Hemoterapia – Ficha transfusional ou no computador. 
d) Colher amostra de sangue do receptor se for a primeira vez que tomará sangue no hospital, em 
casos de já ter recebido transfusão colher nova amostra após 72 horas da realização da transfusão. 
e) A identificação dos tubos para coleta das amostras deve ser com nome do receptor, registro, 
Clínica, data coleta, assinatura de quem colheu. Caso o paciente já tenha a classificação ABO/Rh 
anterior fazer a comparação com o resultado atual, realizar também pesquisa de anticorpos. 
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Ambas as classificações estão conformes? IGUAIS? Se NÃO colher nova amostra. Se SIM 
selecionar o hemocomponente a ser transfundido. 
f) Retipar o hemocomponente (com HEMÁCIAS), se NÃO houver concordância na classificação 
anotar o resultado e pegar nova bolsa para realizar a reclassificação. Comunicar ao responsável 
pelo setor que tomará as providências cabíveis. Se a retipagem confere, realizar a PROVA DE 
COMPATIBILIDADE (PC) e a PESQUISA DE ANTICORPOS IRREGULARES DO 
PACIENTE (PAI) (ver Tabela 1. Compatibilidade ABO para CH e PFC). 
▪ PC compatível e PAI negativo anotar o resultado, identificar e liberar a bolsa para 
transfusão. 
▪ PC Incompatível anotar o resultado, selecionar outra bolsa e repetir o PAI. 
▪ PAI positivo, anotar o resultado e ENVIAR AMOSTRA para o Hemocentro 
(HEMOMAR / São Luís - MA) direcionado ao setor de Imunohematologia para 
identificação de anticorpos e provas de compatibilidade até encontrar sangue compatível 
com o receptor para realizar a transfusão. 
▪ Quando os resultados das provas pré-transfusionais demonstrarem que não há sangue 
compatível para o receptor o Serviço de Hemoterapia deve comunicar este fato ao médico 
solicitante.
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Tabela 1 - Compatibilidade ABO para CH e PFC
CONCENTRADO DE HEMÁCIAS*
RECEPTOR DOADOR
A+ A+, A NEG., O+, O NEG.
B+ B+, B NEG., O+, O NEG.
AB+ A+, B+, AB+, O+, A NEG., B NEG, AB NEG., 
O NEG.
O+ O+, O NEG.
A NEG. A NEG., O NEG
B NEG. B NEG., O NEG
AB NEG. A NEG., B NEG., AB NEG.
O NEG. O NEG.
COMPONENTES PLASMÁTICOS (PLASMA FRESCO CONGELADO, CONC. DE 
PLAQUETAS E CRIOPRECIPITADOS) *, **
RECEPTOR DOADOR
A+ A, AB
B+ B, AB
AB+ AB
O+ A, B, AB, O
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* OBS 1: As transfusões devem ser preferencialmente ISOGRUPOS, quando não for possível, o 
médico assistente deve ser informado das opções.
** OBS 2: Se o receptor de Plaquetas for Rh(D) negativo, sendo do sexo feminino em idade fértil, optar 
por fazer Plaquetas Rh(D) negativas.
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ATO TRANSFUSIONAL – ROTINAS 
1. CONFERÊNCIA E REGISTRO DOS DADOS DOS HEMOCOMPONENTES 
• Hemocomponente no Hemocentro, recusa do paciente, quadro febril, dificuldade de acesso 
venoso e etc.
OBS: Quando houver discrepância na conferência dos dados, o técnico ou enfermeiro 
responsável pelo paciente deve ser comunicado e o técnico retornará à AT com sangue e/ ou 
hemocomponente devolvidos.
2. ATO TRANSFUSIONAL 
• O paciente deve estar acomodado confortavelmente no leito; 
• Verificar os SV (pulso, frequência respiratória e temperatura), as condições do acesso venoso 
do paciente e se há medicação prescrita antes da transfusão e se a mesma já foi realizada;
• Puncionar acesso venoso do paciente antes de montar a bolsa de hemocomponente, sendo que a 
via de acesso deve ser exclusiva para transfusão; 
• Durante todo o processo, utilize luvas de procedimento; 
• Conectar a bolsa no paciente, e acompanhar os primeiros 10 minutos de transfusão, para a 
detecção precoce de possíveis reações;
• Avisar ao técnico de enfermagem ou enfermeira do setor sobre o procedimento efetuado e o 
horário de início da transfusão e anotar no prontuário do paciente o horário da transfusão, tipo 
de hemocomponente, o número e volume da bolsa e o técnico responsável pela instalação; 
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• A bolsa de hemocomponentes pode ser transfundida sem perda em até 4 horas. Caso não 
termine no tempo máximo a bolsa deve ser suspensa e descartada;
• Nenhum medicamento pode ser adicionado à bolsa do hemocomponente e nemser infundido 
em paralelo (na mesma linha venosa);
• Orientar o paciente e acompanhante a comunicar à equipe de enfermagem qualquer alteração e/ 
ou reação diferente durante a transfusão. 
• Solicitar à Enfermagem que suspenda a transfusão e comunique imediatamente à AT e ao 
médico assistente caso o paciente apresente alterações do tipo: ansiedade, inquietação, tosse 
frequente, tremores, calafrios, febre, rubor, prurido, dor intensa, principalmente em região 
lombar, torácica e membros superiores.
TRANSFUSÕES: Casos Especiais
1. TRANSFUSÃO DE EXTREMA URGÊNCIA:
Em situação de EMERGÊNCIA ABSOLUTA, que é definida como o caso em que o retardo no 
início da hemotransfusão possa levar o paciente ao óbito, é obrigatório que o médico assistente assine e 
carimbe o Termo de Responsabilidade, presente no verso da Ficha de Solicitação de Hemocomponentes 
no qual afirme expressamente concordar com o procedimento.
Nestes casos, na existência de amostra e/ou havendo tipagem anterior, será encaminhada uma 
(01) unidade de CH do mesmo grupo do paciente, sem prova cruzada. Na ausência de amostra, será 
encaminhada uma (01) unidade de CH do grupo O preferencialmente Rh negativo, sem prova cruzada e 
uma nova amostra será colhida logo que possível. Na ausência deste tipo de sangue, será seguido o 
exposto na Legislação vigente:
 “Nos casos de transfusão em caráter de extrema urgência, em que não há tempo para 
tipificar o sangue do receptor, é recomendável o uso de sangue O negativo. Não 
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havendo este tipo de sangue em estoque no serviço, poderá ser usado sangue O 
positivo, sobretudo em pacientes do sexo masculino ou em pacientes de qualquer sexo 
com mais de 45 anos de idade. ” (RDC 153,2004. MS)
O envio da bolsa não implica na interrupção das provas pré-transfusionais, que deverão ser 
realizadas mesmo que a transfusão já tenha encerrado e o médico solicitante deverá ser informado do 
resultado.
No caso da não-assinatura do termo de responsabilidade, o hemocomponente só será liberado 
APÓS a realização dos exames pré-transfusionais necessários. 
2. TRANSFUSÃO EM PRESENÇA DE HIPERTEMIA
A transfusão em pacientes febris não é contraindicação absoluta à transfusão de 
hemocomponentes. Porém, só deverá ser efetuada se houver urgência e após avaliação médica e 
solicitação escrita, assinada e carimbada pelo médico, autorizando a transfusão mesmo na presença de 
hipertermia.
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REAÇÕES TRANSFUSIONAIS 
A transfusão é um evento irreversível que acarreta benefícios e riscos potenciais ao receptor. 
Apesar da indicação precisa e administração correta, reações às transfusões podem ocorrer. Portanto, é 
importante que todos profissionais envolvidos na prescrição e administração de hemocomponentes 
estejam capacitados a prontamente identificar e utilizar estratégias adequadas para resolução e 
prevenção de novos episódios de reação transfusional. 
A ocorrência destas reações está associada a diferentes causas, dentre as quais fatores de 
responsabilidade da equipe hospitalar como erros de identificação de pacientes, amostras ou produtos, 
utilização de insumos inadequados (equipos, bolsa, etc.), fatores relacionados ao receptor e/ou doador 
como existência de anticorpos irregulares não detectados em testes pré-transfusionais de rotina.
1. Definição
A reação transfusional é toda e qualquer intercorrência que ocorra como consequência da 
transfusão sanguínea, durante ou após a sua administração.
2. Classificação 
As reações transfusionais podem ser classificadas em imediatas (até 24 horas da transfusão) ou 
tardias (após 24 horas da transfusão), imunológicas e não-imunológicas, conforme apresentado na 
Tabela 2. 
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TABELA 2 – Principais reações transfusionais 
IMUNE NÃO-IMUNE
Reação febril não-hemolítica (RFNH) Sobrecarga volêmica
Reação hemolítica aguda (RHA) Contaminação bacteriana
Reação alérgica (RA)- (leve, moderada, 
grave)
Hipotensão por inibidor da 
ECA
Hemólise não-imune
Hipocalcemia
Embolia aérea
IMEDIATA
TRALI (Transfusion Related LungInjury / 
Injúria pulmonar relacionada a transfusão)
Hipotermia
Aloimunização eritrocitária(ALO/PAI)
Aloimunização HLA
Hemossiderose (HEMOS)
Doença do enxerto-contra-hospedeiro 
pós-transfusional (DECH/ GVHD)
Púrpura pós transfusional(PTT)
TARDIA
Imunomodulação
Transmissão de doenças 
infecciosas (DT)
* A seguir, detalhamento das reações transfusionais imediatas
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Reação Sinais/Sintomas Incidência Conduta 
Laboratorial
Conduta 
Clínica
Prevenção
RHA Febre, Tremores 
Calafrios, 
Hipotensão 
Taquicardia Dor 
(tórax, local da 
infusão, abdome, 
flancos) 
Hemoglobinúria 
I.Renal e CID
1:38. 000 
1:70. 000
Enviar 
amostras para 
o Banco de 
Sangue; repetir 
testes 
imunohematol
ógicos, cultura 
do componente 
e do receptor.
Hidratação 
(manter diurese 
100ml/h). 
Cuidados de 
terapia intensiva.
Seguir 
rigorosament
e todas as 
normas 
preconizadas 
desde a 
coleta até a 
transfusão.
RFNH Febre (≥ 1°C) 
Calafrios, 
tremores
Variável 0,5-
1%
Afastar 
hemólise e 
contaminação 
bacteriana. 
Enviar 
amostras para 
o Banco de 
Sangue; repetir 
testes 
imunohema-
tológicos, 
cultura da 
bolsa e 
receptor.
Antipiréticos no 
caso de calafrios 
intensos 
Meperidina.
Pré-
medicação 
com 
antipiréticos 
Produtos 
desleucocita-
dos para 
casos 
recorrentes.
RA Leve ou 
Moderada
Prurido, Urticária, 
Eritema, Pápulas, 
Tosse, Rouquidão, 
Dispnéia, Sibilos, 
Náuseas e 
vômitos, 
Hipotensão e 
choque
1-3% Não se aplica A maioria das 
reações é 
benigna e pode 
cessar sem 
tratamento. Anti-
histamínicos.
Nada até pré 
medicar com 
anti-
histamínico. 
Se RA leve 
pode 
reinstalar o 
componente.
Grave 
(Anafilática)
Prurido Urticária 
Eritema Pápulas 
Rouquidão, tosse 
Broncoespamo 
1:20.000 
1:50.000
Dosar 
Anticorpo anti-
IgA
Instituir cuidados 
de terapia 
intensiva 
(epinefrina, 
Componente
s celulares 
lavados ou 
deficientes 
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Hipotensão e 
choque
antihistamíni-
cos, 
corticosteróide)
em IgA.
TRALI Qualquer 
insuficiência 
respiratória aguda 
relacionada à 
transfusão (até 6 
horas após) 
Febre
1:5000- 
190.0000 
transfusões
Afastar 
sobrecarga de 
volume, RHA 
e 
contaminação 
bacteriana. RX 
tórax 
Ecocardio-
grama 
Pesquisa de 
Acantileuco-
citário doador 
e/ou receptor
Suporte 
respiratório
Não há 
unanimidade. 
Evitar uso de 
plasma 
feminino e 
relacionado.
Sobrecarga 
volêmica
Dispnéia, cianose. 
Taquicardia,Hipertensão. 
Edema pulmonar
Direto, 
autocontrole, Provas Cruzadas e retipagens de bolsas de concentrado de hemácias e pacientes.
2. Justificativa
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Proceder a correta preparação da concentração ideal para realização dos testes 
imunohematológicos.
3. Campo de Aplicação
Em amostra de sangue destinada aos testes imunohematológicos que requerem suspensão de 
hemácias.
4. Método
• Reação de aglutinação antígeno-anticorpo in vitro
5. Limitações do método
a) Bactérias ou outras formas de contaminação do material utilizado podem causar reações falso 
positivas ou falso negativas.
b) Resíduos de fibrina nas suspensões de hemácias.
c) É essencial que os procedimentos e a correta utilização dos equipamentos sejam rigorosamente 
observados. Os equipamentos devem ser periodicamente checados e controlados de acordo com 
as normas BPL (Boas Práticas de Laboratório).
d) Suspensões de hemácias muito concentradas ou muito diluídas podem causar falsos resultados 
falsos resultados.
e) Soro fisiológico com precipitados.
6. Amostras
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• Sangue de receptores/pacientes em tubos com EDTA ou sem anticoagulante.
OBS.: Para a realização da prova cruzada deve-se cortar dois segmentos (macarrão) da bolsa para a 
realização desta lavagem. Em amostras sem anticoagulantes pode-se preparar a suspensão de 
hemácias utilizando o coágulo (usar pipeta de Pasteur para obtenção dessas hemácias).
7. Insumos e/ou reagentes
• Solução salina isotônica (NaCl) 0,9%
8. Equipamentos, materiais e Acessórios
• EPI’s (luvas, jaleco, touca, gorro, sapato fechado e calça comprida).
• Centrífuga de bancada com capacidade para atingir 3.500 rpm.
• Tubos de hemólise (descartáveis)
• Estantes para tubos de hemólise
• Pipetas plásticas de Pasteur com capacidade entre 1 a 3mL.
• Almotolias (pissetas) de 250 ou 500 mL contendo Solução Fisiológica (NaCl) 0,9%
• Amotolias (pissetas) de 250 ou 500 ml permanente no banho-maria a 37º C contendo 
Solução Fisiológica (NaCl) 0,9%.
• Caneta/Lápis marcador
• Papel absorvente ou gazes
• Tampas de borracha para tubos de hemólise.
9. Procedimento
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• Centrifugue a amostra de sangue (com ou sem anticoagulante), por 5 minutos, a 3.400 rpm;
• Identificar um tubo de hemólise e com auxílio da pipeta de Pasteur coloque 
aproximadamente 10 gotas das hemácias sedimentadas. Em seguida, adicione ao tubo de 
hemólise soro fisiológico a 0,9% até 1 (um) cm da borda.;
• Homogeneizar com auxílio da pipeta de Pasteur e centrifugar por 2 minutos 3.400 rpm.
• Retirar o sobrenadante do tubo da lavagem utilizando-se a pipeta de Pasteur, aspirando o 
sobrenadante e a camada leucocitária, nas três lavagens.
• Na última lavagem deve-se aspirar totalmente o sobrenadante com a pipeta de Pasteur.
OBS1.: É importante manter o plasma da amostra satélite límpido, se necessário tornar a 
centrifugar.
OBS2.: Para a realização da prova cruzada deve-se cortar um ou dois segmentos (macarrão) da 
bolsa para a realização desta lavagem por 3 vezes e retirar o sobrenadante com a pipeta de Pasteur. 
Preparação da suspensão de hemácias a 5%
• Em um tubo de hemólise devidamente identificado com o nome ou número do paciente/doador, 
utilizando pipeta de Pasteur coloque 19 gotas de solução fisiológica a 0,9%. 
• Adicione com pipeta de Pasteur 1 (uma) gota do concentrado de hemácias lavadas. Homogeneíze 
bem. A suspensão está pronta.
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TESTE DE CLASSIFICAÇÃO ABO/Rh (D) EM TUBO
1. Objetivo
• Identificar a tipagem sanguínea ABO/Rh (D) em pacientes e doadores.
2. Justificativa
• Classificar os quatros tipos sanguíneos do sistema ABO (A, B, AB, O) e o antígeno D do 
sistema Rh.
3. Campo de aplicação
• Toda e qualquer amostra de sangue para exame de classificação sanguínea ABO/RhD.
4. Método
• Reação de aglutinação antígeno-anticorpo in vitro
5. Limitações do método
• Bactérias ou outras formas de contaminação do material utilizado podem causar reações falso 
positivas ou falso negativas. 
• Resíduos de fibrina nas suspensões de hemácias.
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• É essencial que os procedimentos e a correta utilização dos equipamentos sejam 
rigorosamente observados. Os equipamentos devem ser periodicamente checados e 
controlados de acordo com as normas BLP (Boas Práticas de Laboratório).
• Suspensões de hemácias muito concentradas ou muito diluídas podem causar falsos 
resultados.
6. Amostras
• Suspensão de hemácias a 5% do paciente e/ou doador para prova direta;
• Soro ou plasma do paciente e/ou doador para prova reversa. 
7. Insumos e/ou reagentes
• Suspensão de hemácias a 5%
• Soro ANTI-A, ANTI-B, ANTI- D, Controle de Rh
• Hemácias testes A1 e B para prova reversa
8. Equipamentos e Acessórios
• EPI´s (luvas, jaleco, touca ou gorro)
• Visor de aglutinação/lupa
• Centrífuga com capacidade para atingir 3500 R.P.M.
• Banho-maria a 37ºC.
• Tubos de hemólise
• Estantes para tubos de hemólise
• Pipetas plásticas de Pasteur capacidade entre 1 a 3 ml.
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• Almotolias (pissetas) de 250 ou 500 ml contendo Solução Fisiológica (NaCl) 0,9%
• Cronômetro
• Caneta/Lápis marcador
• Ficha e /ou livro de registro
• Papel absorvente ou gaze
• Tampas de borracha para tubos de hemólise
9. Procedimento
a) Identificar os tubos de hemólise com nome ou número da amostra e as letras A, B, D, CRh, 
HA e HB;
b) Adicionar aos tubos uma gota dos antissoros ANTI-A, ANTI-B, ANTI-D, Controle de Rh e 
uma gota das hemácias A1 e B nos tubos identificados como HA e HB.
c) Colocar uma gota da suspensão das hemácias a 5% nos tubos A, B, D, CRh e duas gotas do 
plasma ou soro nos tubos da prova reversa (HA e HB).
d) Homogeneizar e colocar para centrifugar a 3.400 rpm por 15 segundos.
e) Retirar da centrífuga e proceder a leitura agitando de forma delicada para não interferir no 
grau de aglutinação (4+, 3+, 2+, 1+ e fraco (w)).
f) Interpretar e anotar a leitura.
Interpretação e expressão de resultados
Reação Positiva: as hemácias formam aglutinados em diversas intensidades.
Reação Negativa: as hemácias não formam aglutinação.
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LEITURAS
PROVA DIRETA
• Reação positiva no tubo A = grupo A
• Reação positiva no tubo B = grupo B
• Reação positiva nos tubos A e B = grupo AB
• Reação negativa nos tubos A e B = grupo “O”
• Reação positiva no tubo D = Rh (D) positivo
• Reação negativa no tubo D = Rh (D) negativo
PROVA REVERSA
• Reação positiva no tubo HA e no tubo HB: grupo “O”
• Reação positiva no tubo HA e negativa no tubo HB: grupo “B”
• Reação negativa no tubo HA e no tubo positiva no tubo HB: grupo “A”
• Reação negativa nos tubos HA e HB: grupo “AB”
Observações:
➢ Proceder a pesquisa de D fraco em amostras Rh (D) negativa.
➢ O Ctl-Rh (Controle de Rh) deve ser sempre negativo. Caso apresente reação positiva fazer 
a Pesquisa de Coombs Direto para verificar presença de auto-anticorpo e não liberar o 
resultado.
➢ As Provas Direta e Reversa devem ser concordantes.
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➢ As Provas Direta e Reversa devem ser concordantes, porém algumas técnicas são utilizadas 
para resolução de discrepâncias. Quando não houver concordâncias da prova direta com a 
prova reversa por falta de reação deve-se refazer o teste deixando 1(uma) hora em 
temperatura entre 2°e 6°C. Quando a discordância for por excesso de reação o teste refeito 
deverá ser incubado a 37°C por 1(uma) hora. Se não resolver entrar em contato com 
Hemocentro Coordenador. 
➢ O controle (C) do reagente deve ser feito em paralelo com o teste de tipagem Rh (inclusive 
ambos deverão ser do mesmo fabricante), para evitar falsos resultados Rh positivos. Se o 
controle for positivo, o resultado da tipagem Rh deve ser revisto. Normalmente indivíduos 
que possuem anticorpos aderidos às hemácias (Coombs Direto positivo) apresentam 
controles positivos. 
➢ As amostras com discrepância ABO deverão ser encaminhadas ao centro de pesquisa 
(Hemomar – São Luís/MA). Em relação ao Rh, os indivíduos podem ser: Rh positivo/ Rh 
negativo CDE positivo/ Rh negativo CDE negativo. 
➢ À todos os resultados de Tipagem Rh “D” negativo se aplica confirmação de “D fraco”.
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TESTE DE CONFIRMAÇÃO DO ANTÍGENO D FRACO
1. Objetivo
• Confirmar a presença ou ausência do antígeno D fraco através do Teste Indireto da 
AGH, nas amostras classificadas inicialmente como Rh (D) negativas pela técnica de 
tubo.
2. Justificativa 
• Garantir a classificação RhD correta especialmente em doadores para evitar a 
sensibilização de receptores RhD negativo com hemácias RhD positivas.
3. Campo de aplicação
• Toda e qualquer amostra que na classificação sanguínea inicial demonstrou ausência de 
aglutinação com o soro anti-D. 
4. Método
• Reação de aglutinação antígeno-anticorpo in vitro.
5. Limitações do método
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• Bactérias ou outras formas de contaminação do material utilizado podem causar reações 
falso positivas ou falso negativas. 
• Resíduos de fibrina nas suspensões de hemácias.
• É essencial que os procedimentos e a correta utilização dos equipamentos sejam 
rigorosamente observados. Os equipamentos devem ser periodicamente checados e 
controlados de acordo com as normas BLP (Boas Práticas de Laboratório).
• Suspensões de hemácias muito concentradas ou muito diluídas podem causar falsos 
resultados.
6. Amostras
• Suspensão de hemácias a 5% do paciente ou doador.
7. Insumos e/ou reagentes
• Solução salina isotônica 0,9%
• Soro anti-D monoclonal
• Soro controle Rh monoclonal
• Soro antiglobulina humana (IgG) monoespecífico
• Hemácias-testes sensibilizadas (controle de Coombs)
8. Equipamentos e acessórios
• EPI’ s (luvas, jaleco, touca ou gorro)
• Visor de aglutinação/lupa
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• Centrífuga com capacidade para atingir 3.500 RPM.
• Banho-maria a 37ºC.
• Tubos de hemólise 
• Estantes para tubos de hemólise
• Pipetas de 250 ou 500 mL
• Cronômetro
• Caneta/Lápis marcador
• Ficha e/ou livro de registro
• Papel absorvente ou gaze
• Tampas de borrachas para tubos de hemólise
9. Procedimento
a) Retirar os tubos D e Controle de Rh da galeria da classificação sanguínea ABO/RhD 
realizada anteriormente;
b) Incubar os tubos D e controle por 15 minutos a 37°C;
c) Centrifugar por 15 segundos a 3.400 rpm;
d) Observar presença de aglutinação em qualquer grau. Se o resultado do tubo D 
apresentar-se POSITIVO e o controle NEGATIVO pode-se encerrar o teste e classificar 
o fator RhD como POSITIVO. Se NEGATIVO proceder a lavagem dos dois tubos com 
soro fisiológico aquecido por 3X;
e) Decantar totalmente o sobrenadante das três lavagens por inversão dos tubos, os tubos 
da última lavagem deveram ter suas bordas enxugadas em papel absorvente;
f) Colocar duas gotas da antiglobulina humana monoespecifíca nos dois tubos;
g) Centrifugar por 15 segundos a 3.400rpm;
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h) Observar a presença de Aglutinação nos dois tubos;
Interpretação dos Resultados
RhD POSITIVO: Presença de aglutinação em qualquer grau no tubo D e ausência de 
aglutinação no tubo controle. 
RhD NEGATIVO: Ausência de aglutinação nos tubos D e Controle de Rh.
OBSERVAÇÕES:
• Presença de aglutinação no tubo Controle RhD pode ser presença de autoanticorpos, 
neste caso, a classificação RhD é inconclusiva.
• Pacientes classificados como “RhD positivo” somente após o teste da Antiglobulina 
humana, são considerados “RhD fraco”, logo, na medida do possível, recomenda-se no 
caso de transfusão de concentrado de hemácias que estas sejam RhD negativas.
• Atentar para etiquetar como RhD positivo bolsa de doadores classificados como “RhD 
positivo” somente após o teste da Antiglobulina humana.
Controle da Reatividade do soro Antiglobulina Humana:
• Adicionar aos tubos D e Controle NEGATIVOS, 1 (uma) gota de suspensão de 
hemácias sensibilizadas (Controle de Coombs);
• Centrifugar 15 (quinze) segundos a 3.400 rpm;
• O resultado deste controle deverá estar positivo, caso contrário deve-se refazer o teste.
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PESQUISA DE ANTICORPOS IRREGULARES – P.A.I - TUBO (Coombs Indireto)
1. Objetivo
• Verificara presença de anticorpos antieritrocitários circulante no soro ou plasma da 
amostra em análise.
 
2. Justificativa
• É um exame obrigatório no paciente que irá transfundir concentrado de hemácia, na 
triagem imuno hematológica de doadores de sangue. É realizado no acompanhamento 
de gestantes Rh (-) para verificar sensibilização feto-materna; para pesquisa de “D 
fraco” na classificação RhD negativo e nas investigações de reações transfusionais 
febris.
3. Campo de aplicação
• Toda e/ou qualquer amostra que necessitar deste procedimento.
4. Método
• Reação de aglutinação antígeno-anticorpo in vitro.
5. Limitações do método
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a) Bactérias ou outras formas de contaminação do material utilizado podem causar 
reações falso positivas ou falso negativas.
b) Resíduos de fibrina na amostra.
c) É essencial que os procedimentos e a correta utilização dos equipamentos sejam 
rigorosamente observados. Os equipamentos devem ser periodicamente checados e 
controlados de acordo com as normas BLP (Boas Práticas de Laboratório).
6. Amostras
• Soro ou plasma
7. Insumos e/ou reagentes
• Soro fisiológico a 0,9% 
• Suspensão de hemácias-teste I a 3%
• Suspensão de hemácias-teste II a 3%
• Potencializador de reação (Albumina Bovina 22%, Liss ADD, etc.)
• Soro antiglobulina humana (poliespecífico) ou soro de Coombs (monoespecífico)
8. Equipamentos e acessórios
• EPI’s (luvas, jaleco, touca ou gorro) 
• Visor de aglutinação/lupa/aglutinoscópio
• Centrífuga para tubos de ensaio e hemólise com capacidade para atingir 3400 rpm.
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• Tubos de hemólise 
• Estantes para tubos
• Banho maria a 37°C
• Pipetas plásticas de Pasteur com capacidade para 3ml.
• Pissetas de 250 ou 500 ml
• Cronômetro
• Caneta/Lápis marcador 
• Ficha e/ou livro de registro 
• Papel absorvente ou gaze
• Tampas de borracha para tubos de hemólise
9. Procedimento
A. Fase salina e fase proteica - leitura imediata 
• Identificar dois tubos de hemólise I e II com nome ou número da amostra a testar.
• Colocar nos dois tubos duas gotas do soro ou plasma a testar.
• Adicionar aos tubos respectivos uma gota das hemácias-teste I e II e 2 gotas do 
potencializador nos dois tubos. Homogeneizar e centrifugar 15 segundos a 3.400 rpm. 
Observar a presença de hemólise no sobrenadante.
• Ressuspender delicadamente o botão de hemácias e verificar a presença de aglutinação 
com ajuda do visor de aglutinação ou lupa. 
• Interpretar e anotar os resultados em graus de aglutinação.
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B. Fase protéica a 37 °C
• Incubar as reações dos tubos I, II por 15 minutos em banho-maria a 37ºC, independente 
de estar negativo ou positivo.
• Após esse tempo centrifugar os tubos por 15 segundos a 3.400 rpm. Observar a presença 
de hemólise no sobrenadante.
• Ressuspender delicadamente o botão de hemácias e verificar a presença de aglutinação 
com ajuda do visor de aglutinação ou lupa. 
• Interpretar e anotar os resultados em graus de aglutinação (ver Tabela 3).
C. Fase da antiglobulina humana 
• Lavar as reações dos tubos I e II por 3 vezes, com soro fisiológico a 0,9% aquecido a 
37ºC centrifugando por 2 minutos a 3.400 rpm, e decantando totalmente o sobrenadante 
por inversão, homogeneizar o botão de hemácias e adicionar soro fisiológico.
• Após a última lavagem, enxugar a borda do tubo invertido em papel absorvente para 
decantar todo o sobrenadante.
• Adicionar 2 gotas de soro antiglobulina humana poliespecífico. Homogeneizar e 
centrifugar por 15 segundos a 3.400 rpm.
• Interpretar e anotar os resultados em graus de aglutinação.
Interpretação e expressão de resultados
➢ Presença de hemólise e/ou aglutinação nos tubos I,II em qualquer uma ou em todas as 
fases do teste - pesquisa de anticorpos irregulares positiva.
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➢ Ausência de hemólise e/ou aglutinação nos tubos I,II em qualquer uma ou em todas as 
fases do teste - pesquisa de anticorpos irregulares negativa.
D. Controle da Reatividade do Soro Antiglobulina Humana
• Adicionar aos tubos D e Controle NEGATIVOS, 1 (uma) gota de suspensão de 
hemácias sensibilizadas (Controle de Coombs);
• Centrifugar 15 (quinze) segundos a 3.400 rpm;
• O resultado deste controle deverá estar positivo, caso contrário deve-se refazer o teste.
Observações:
– É importante anotar em qual fase a pesquisa foi positiva, pois anticorpos que só reagem em 
fase salina e fase proteica-Leitura imediata não tem importância clínica transfusional.
– Enviar ao Hemocentro Coordenador a amostra para identificação do anticorpo quando a PAI 
for positivo.
– Na ausência do soro antiglobulina humana poliespecífico poderá ser utilizada a soro 
antiglobulina humana monoespecífico.
- Para precipitar um P.A.I Positivo realize a técnica: 
a) em um tubo preparar a suspensão de hemácias, colocar 5 gotas do plasma do receptor e 2 
gotas de anti-D; 
b) Preparar 2 tubos, um para PAI I e outro para o PAI II; 
c) em cada tubo colocar 2 gotas do plasma preparado em cada tubo (I e II), 1 gota do Reagente I 
no tubo I e 1 gota do Reagente II no tubo II. 
d) Centrifugar e observar a aglutinação; 
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e) Incubar por 45 minutos a 37º C (observar a cada 15 minutos a aglutinação)/ pesquisar se os 
anticorpos reagem a quente (37ºC) ou a frio (25ºC);
f) efetuar a leitura: 37ºC – reagindo a 37ºC deve-se pesquisar anticorpo quente; 25ºC – reagindo 
a 25ºC deve-se pesquisar anticorpos a frio.
Tabela 3 – Graus de Aglutinação
4 cruzes (4+)
++++ Um grumo sólido com fundo claro
3 cruzes (3+)
+++
Vários grumos grandes
 com fundo claro
2 cruzes (2+)
++
Grumos menores, fundo 
 levemente róseo 
1 cruz (1+)
+
Poucos grumos pequenos 
 e fundo bem róseo 
 
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TESTE DIRETO DA ANTIGLOBULINA HUMANA (TAD) - COOMBS DIRETO-TUBO-
1. Objetivo
• Verificar a presença de anticorpos antieritrocitários fixados às membranas das 
hemácias.
2. Justificativa
O teste de Coombs Direto contribui diretamente para o diagnóstico da anemia 
autoimune, pois sua positividade confirma que o anticorpo foi fixado in vivo às hemácias do 
paciente, auxiliando dessa forma o diagnóstico diferencial comoutras anemias hemolíticas, 
como as causadas por alterações da hemoglobina ou da estrutura das hemácias.
É importante também no diagnóstico das anemias hemolíticas do recém-nascido e das 
anemias induzidas por drogas. Utiliza-se ainda este exame para validar a classificação RhD 
quando a pesquisa do “D fraco” for positiva. Utilizado ainda para investigação de reações 
transfusionais e esclarecer incompatibilidades com concentrado de hemácias quando a PAI do 
paciente for negativa.
3. Campo de aplicação
• Toda e/ou qualquer amostra que necessitar deste procedimento.
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4. Método
Reação de aglutinação antígeno-anticorpo in vitro.
5. Limitações do método
a) Bactérias ou outras formas de contaminação do material utilizado podem causar reações falso 
positivas ou falso negativas.
b) Resíduos de fibrina nas suspensões de hemácias.
c) É essencial que os procedimentos e a correta utilização dos equipamentos sejam 
rigorosamente observados. Os equipamentos devem ser periodicamente checados e controlados 
de acordo com as normas BLP (Boas Práticas de Laboratório).
d) Suspensões de hemácias muito concentradas ou muito diluídas podem causas falsos 
resultados.
6. Amostras
• Sangue total com anticoagulante.
7. Insumos e/ou reagentes
• Soro fisiológico a 0,9%
• Soro antiglobulina humana mono e poliespecífico
• Hemácias-teste sensibilizadas (controle de Coombs)
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8. Equipamentos
• EPI’s (luvas, jaleco, touca ou gorro) 
• Visor de aglutinação/lupa
• Centrífuga com capacidade para atingir 3500 rpm.
• Tubos de hemólise 
• Estantes para tubos 
• Banho-maria a 37ºC
• Pipetas plásticas de Pasteur capacidade entre 1 a 3ml.
• Pissetas de 250 ou 500 ml
• Cronômetro
• Caneta/Lápis marcador 
• Ficha e/ou livro de registro 
• Papel absorvente ou gaze
• Tampas de borracha para tubos de hemólise
9. Procedimento
• Rotular 3 (três) tubos de hemólise: P (poliespecífico), M (monoespecífico) e C 
(controle) com a identificação da amostra a testar. 
• Colocar nos 3 (três) tubos 1 gota da suspensão de hemácias a 5% a testar.
• Lavar a “gota”, contida nos três tubos, 1 vez com soro fisiológico aquecido a 37ºC.
• Decantar completamente o sobrenadante, por inversão, enxugando a borda dos tubos 
com papel absorvente.
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• Adicionar ao tubo P 2 (duas) gotas de soro antiglobulina poliespecífico, ao tubo M 2 
(duas) gotas de soro antiglobulina monoespecifico e ao tubo C 2 (duas) gotas de soro 
fisiológico a 0,9%.
• Homogeneizar e centrifugar os tubos por 15 segundos a 3.400 rpm, e observar presença 
de hemólise no sobrenadante.
• Ressuspender delicadamente o botão de hemácias e verificar a presença de aglutinação, 
com ajuda do visor de aglutinação/lupa.
• Interpretar e anotar os resultados em graus de aglutinação (ver Tabela 4).
Interpretação
COOMBS DIRETO POSITIVO - Presença de aglutinação nos tubos P e/ou M e ausência de 
 aglutinação no tubo C.
COOMBS DIRETO NEGATIVO - Ausência de aglutinação nos tubos P, M e C.
OBSERVAÇÃO:
• O TUBO CONTROLE (C) deve ser sempre NEGATIVO caso contrário invalida os 
resultados dos tubos P e M. Neste caso, enviar a amostra para o Hemocentro 
Coordenador para testes adicionais.
Controle Da Reatividade Do Soro Antiglobulina Humana – Controle De Coombs Ou Hemácias 
Sensibilizadas.
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• Após interpretar e anotar os resultados dos testes, adicionar aos testes negativos, exceto 
ao tubo C, 1 (uma) gota da suspensão de hemácias sensibilizadas (Controle de 
Coombs).
• Centrifugar por 15 segundos a 3.400 rpm e ler.
• Interpretar e anotar os resultados.
• A reação com as hemácias sensibilizadas deve ser “POSITIVA”. Caso contrário, repetir 
o teste.
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VASCONCELOS (HRLV)
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Tabela 4 – Interpretação dos graus de reação
4 cruzes (4+)
++++ Um grumo sólido com fundo claro
3 cruzes (3+)
+++
Vários grumos grandes
 com fundo claro
2 cruzes (2+)
++
Grumos menores, fundo 
 levemente róseo 
1 cruz (1+)
+
Poucos grumos pequenos 
 e fundo bem róseo 
0 cruz (0) Reação negativa 
 (suspensão uniforme)
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TESTE DE COMPATIBILIDADE SANGUÍNEA –TUBO (Prova Cruzada Maior)
1. Objetivo
• Verificar a compatibilidade sanguínea entre doador e receptor de concentrado de 
hemácias, visando maior segurança no ato transfusional.
2. Justificativa
Toda transfusão sanguínea de concentrado de hemácias só poderá ser realizada após 
a execução da prova de compatibilidade entre as hemácias do doador e o soro ou plasma do 
receptor visando minimizar reações transfusionais por presença de antígenos no sangue do 
doador os quais o receptor tenha o anticorpo correspondente. 
Em situações de extrema urgência será liberado sem a conclusão da prova cruzada 
concentrado de hemácias do grupo sanguíneo do paciente, se conhecido pela instituição, ou 
“O negativo” se o paciente não tiver classificação sanguínea conhecida pela instituição, 
entretanto assim que possível deve-se obter uma amostra do paciente para realizar os testes 
pré-transfusionais mesmo que a transfusão já tenha ocorrido.
3. Campo de aplicação
• Toda amostra com solicitação de concentrado de hemácias.
4. Método
• Reação de aglutinação antígeno-anticorpo in vitro.
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5. Limitações do método
• Resíduos de fibrina nas suspensões de hemácias e no plasma.
• É essencial que os procedimentos e a correta utilização dos equipamentos sejam 
rigorosamente observados. 
• Os equipamentos devem ser periodicamente checados e controlados de acordo com 
as normas BLP (Boas Práticas de Laboratório).
• Suspensões de hemácias muito concentradas ou muito diluídas podem causas falsos 
resultados.
• Reagentes com pouca reatividade (mal acondicionamento dos reagentes).
• Bactérias ou outras formas de contaminação

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