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CADERNO DE LEI SECA SEMANA 04 ES TU DA Q UE P AS SA FÉ FÉ ES TU DA Q UE P AS SA FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 Sumário SEGUNDA-FEIRA ..................................................................................................................................... 4 Leitura do Código Penal (Lei nº 2.848/1940) - Artigos nº 59 a 76 ............................................................... 4 Leitura da Lei de Interceptação Telefônica (Lei nº 9.296/1996) ................................................................ 16 TERÇA-FEIRA ........................................................................................................................................ 26 Leitura do Código Penal (Lei nº 2.848/1940) - Artigos nº 100 a 120 ......................................................... 26 Leitura do Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997) – Artigos nº 1 a 6 ....................................... 38 QUARTA-FEIRA ..................................................................................................................................... 41 Leitura do Código Penal (Lei nº 2.848/1940) - Artigos nº 121 a 128 ......................................................... 41 Leitura do Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997) – Artigos nº 7 a 16 ..................................... 55 QUINTA-FEIRA ..................................................................................................................................... 64 Leitura do Código Penal (Lei nº 2.848/1940) - Artigos nº 129 a 136 ......................................................... 64 Leitura do Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997) – Artigos nº 17 a 21 ................................... 73 SEXTA-FEIRA ........................................................................................................................................ 82 Leitura do Código Penal (Lei nº 2.848/1940) - Artigos nº 137 a 145 ......................................................... 82 Leitura do Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997) – Artigos nº 22 a 25 ................................... 88 ES TU DA Q UE P AS SA FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 4 SEGUNDA-FEIRA Leitura do Código Penal (Lei nº 2.848/1940) - Artigos nº 59 a 76 CAPÍTULO III DA APLICAÇÃO DA PENA Fixação da pena Art. 59. O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e consequências do crime, bem como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime: I - as penas aplicáveis dentre as cominadas; II - a quantidade de pena aplicável, dentro dos limites previstos; III - o regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade; IV - a substituição da pena privativa da liberdade aplicada, por outra espécie de pena, se cabível. • Teoria adotada pelo CPB: eclética/mista/unificadora/conciliatória. As teorias unitárias ecléticas ou mistas, majoritárias na atualidade, visam conciliar a finalidade de retribuição jurídica da pena com os fins de prevenção geral e especial, de sorte que a pena apenas será legítima se for justa e útil, isto é, além de justa deve ser necessária para a preservação de bens jurídicos. FÉ • Súmula Vinculante nº 26. Para efeito de progressão de regime no cumprimento de pena por crime hediondo, ou equiparado, o juízo da execução observará a inconstitucionalidade do art. 2º da Lei n. 8.072, de 25 de julho de 1990, sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche, ou não, os requisitos objetivos e subjetivos do benefício, podendo determinar, para tal fim, de modo fundamentado, a realização de exame criminológico. • Súmula nº 231, STJ. A incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal. • Súmula nº 269, STJ. É admissível a adoção do regime prisional semiaberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a 4 (quatro) anos se FAVORÁVEIS as circunstâncias judiciais. • Súmula nº 440, STJ. Fixada a pena-base no mínimo legal, é VEDADO o estabelecimento de regime prisional mais gravoso do que o cabível em razão da sanção imposta, com base apenas na gravidade abstrata do delito. • Súmula nº 444, STJ. É VEDADA a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena-base. ↳ Fundamento: princípio da presunção de inocência (art. 5º, LVII, CF/88). • Súmula nº 636, STJ. A folha de antecedentes criminais é documento suficiente a comprovar os maus antecedentes e a reincidência. STJ, 6ª T, 21/09/2021 - Condenação por fato posterior ao crime em julgamento não gera maus antecedentes. É manifestamente ilegal a negativação dos antecedentes e a aplicação da agravante da ES TU DA Q UE P AS SA FÉ https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/dd77279f7d325eec933f05b1672f6a1f?categoria=11&subcategoria=96&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/dd77279f7d325eec933f05b1672f6a1f?categoria=11&subcategoria=96&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 5 reincidência, quando fundamentadas em condenações, ainda que transitadas em julgado, por fatos posteriores àquele sob julgamento. Critérios especiais da pena de multa Art. 60. Na fixação da pena de multa o juiz deve atender, principalmente, à situação econômica do réu. § 1º. A multa pode ser AUMENTADA até o TRIPLO, se o juiz considerar que, em virtude da situação econômica do réu, é ineficaz, embora aplicada no máximo. Multa substitutiva § 2º. A pena privativa de liberdade aplicada, não superior a 6 meses, pode ser substituída pela de multa, observados os critérios dos incisos II e III do art. 44 deste Código. Circunstâncias agravantes ↳ As circunstâncias agravantes genéricas não se aplicam aos crimes culposos, exceto a reincidência. Art. 61. São circunstâncias que sempre AGRAVAM a pena, quando não constituem ou qualificam o crime: I - a reincidência; A reincidência específica como único fundamento só justifica o agravamento da pena em fração mais gravosa que 1/6 em casos excepcionais e mediante detalhada fundamentação baseada em dados concretos do caso. STJ. REsp 2.003.716-RS, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Terceira Seção, por unanimidade, julgado em 25.10.23. (Info 793) II - ter o agente cometido o crime: a) por motivo fútil ou torpe; b) para facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime; c) à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação, ou outro recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa do ofendido; d) com emprego de veneno, fogo, explosivo, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que podia resultar perigo comum; e) contra ascendente, descendente, irmão ou cônjuge; (CADI) f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade, ou com violência contra a mulher na forma da lei específica; A aplicação da agravante prevista no art. 61, II, "f", do Código Penal, em condenação pelo delito do art. 129, § 9º, do CP, por si só, não configura bis in idem. STJ. AgRg no REsp 1.998.980-GO, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 8/5/2023, DJe 10/5/2023. (Info 775) g) com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo, ofício, ministério ou profissão; h) contra criança, maior de 60 (sessenta) anos, enfermo ou mulher grávida; i) quando o ofendido estava sobdo processo penal. II - pela anistia, graça ou indulto; • Súmula nº 631, STJ. O indulto extingue os efeitos primários da condenação (pretensão executória), mas NÃO atinge os efeitos secundários, penais ou extrapenais. ANISTIA GRAÇA (ou indulto individual) INDULTO (ou indulto coletivo) É um benefício concedido pelo Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República (art. 48, VIII, CF/88), por meio do qual se “perdoa” a prática de um fato criminoso. Concedidos por Decreto do Presidente da República. Apagam o efeito executório da condenação. A atribuição para conceder pode ser delegada ao(s): • Procurador Geral da República; • Advogado Geral da União; E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 29 Normalmente, incide sobre crimes políticos, mas também pode abranger outras espécies de delito. • Ministros de Estado. É concedida por meio de uma lei federal ordinária. Concedidos por meio de um Decreto. Pode ser concedida: • antes do trânsito em julgado (anistia própria); • depois do trânsito em julgado (anistia imprópria). Tradicionalmente, a doutrina afirma que tais benefícios só podem ser concedidos após o trânsito em julgado da condenação. Esse entendimento, no entanto, está cada dia mais superado, considerando que o indulto natalino, por exemplo, permite que seja concedido o benefício desde que tenha havido o trânsito em julgado para a acusação ou quando o MP recorreu, mas não para agravar a pena imposta (art. 5º, I e II, do Decreto 7.873/2012). Classificação a) Propriamente dita: quando concedida antes da condenação. b) Impropriamente dita: quando concedida após a condenação. a) Irrestrita: quando atinge indistintamente todos os autores do fato punível. b) Restrita: quando exige condição pessoal do autor do fato punível. Ex.: exige primariedade. a) Incondicionada: não se exige condição para a sua concessão. b) Condicionada: exige-se condição para a sua concessão. Ex.: reparação do dano. a) Comum: atinge crimes comuns. b) Especial: atinge crimes políticos. Classificação a) Pleno: quando extingue totalmente a pena. b) Parcial: quando somente diminui ou substitui a pena (comutação). a) Incondicionado: quando não impõe qualquer condição. b) Condicionado: quando impõe condição para sua concessão. a) Restrito: exige condições pessoais do agente. Ex.: exige primariedade. b) Irrestrito: quando não exige condições pessoais do agente. Extingue os EFEITOS PENAIS (principais e secundários) do crime. Os efeitos de natureza civil permanecem íntegros. Só extinguem o EFEITO PRINCIPAL do crime (a sanção penal). Os efeitos penais secundários e os efeitos de natureza civil permanecem íntegros. O réu condenado que foi anistiado, se cometer novo crime, NÃO será reincidente. O réu condenado que foi beneficiado por graça ou indulto, se cometer novo crime, será REINCIDENTE. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 30 É um benefício coletivo que, por referir-se somente a fatos, atinge apenas os que o cometeram. É um benefício individual (com destinatário certo). Depende de pedido do sentenciado. É um benefício coletivo (sem destinatário certo). É concedido de ofício (não depende de provocação). III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso; (Abolitio criminis). IV - pela prescrição, decadência ou perempção; • Súmula nº 438, STJ. É inadmissível a extinção de punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com fundamento em pena hipotética, independentemente da existência ou sorte do processo penal. ↳ A Súmula 438-STJ veda a chamada “prescrição virtual”, “em perspectiva”, “por prognose”, “projetada” ou “antecipada”. ↳ Apesar de ser comum na prática, o STF e o STJ afirmam que é inadmissível a prescrição virtual em virtude da ausência de previsão legal V - pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de ação privada; VI - pela retratação do agente, nos casos em que a lei a admite; VII - (Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005). VIII - (Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005). IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei. • Súmula nº 18, STJ. A sentença concessiva do perdão judicial é declaratória da extinção da punibilidade, não subsistindo qualquer efeito condenatório. Art. 108. A extinção da punibilidade de crime que é pressuposto, elemento constitutivo ou circunstância agravante de outro não se estende a este. Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles não impede, quanto aos outros, a agravação da pena resultante da conexão. PRESCRIÇÃO ANTES DE TRANSITAR EM JULGADO A SENTENÇA (PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA) ⇾ A prescrição da pretensão punitiva pode ser: • Propriamente dita; • Superveniente/intercorrente; • Retroativa. Art. 109. A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, SALVO o disposto no § 1º do art. 110 deste Código, regula-se pelo MÁXIMO da pena privativa de liberdade cominada ao crime, verificando-se: I - em 20 anos, se o máximo da pena é SUPERIOR a 12 (doze); II - em 16 anos, se o máximo da pena é SUPERIOR a 8 (oito) anos e não excede a 12 (doze); III - em 12 anos, se o máximo da pena é SUPERIOR a 4 (quatro) anos e não excede a 8 (oito); IV - em 8 anos, se o máximo da pena é SUPERIOR a 2 (dois) anos e não excede a 4 (quatro); E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11106.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11106.htm#art5 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 31 V - em 4 anos, se o máximo da pena é igual a 1 (um) ano ou, sendo superior, não excede a 2 (dois); VI - em 3 anos, se o máximo da pena é INFERIOR a 1 (um) ano. • Súmula nº 191, STJ. A pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a desclassificar o crime. • Súmula nº 338, STJ. A prescrição penal é aplicável nas medidas socioeducativas. • Súmula nº 415, STJ. O período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena cominada. • Súmula nº 438, STJ. É inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com fundamento em pena hipotética, independentemente da existência ou sorte do processo penal. • Súmula nº 527, STJ. O tempo de duração da medida de segurança não deve ultrapassar o limite máximo da pena abstratamente cominada ao delito praticado. PRAZOS DA PRESCRIÇÃO (Antes de transitar em julgado a sentença) 20 anos Máximo da pena é SUPERIOR a 12 anos. 16 anos Máximo da pena é SUPERIOR a 8 anos e NÃO EXCEDE a 12 anos. 12 anos Máximo da pena é SUPERIOR a 4 anos e NÃO EXCEDE a 8 anos. FÉ 08 anos Máximo da pena é SUPERIOR a 2 anos e NÃO EXCEDE a 4 anos. 04 anos Máximo da pena é igual a 1 ano ou, sendo superior, NÃO EXCEDE a 2 anos. 03 anos Máximo da pena é INFERIOR a 1 ano. Prescrição das penas restritivas de direito Parágrafo único. Aplicam-se às penas restritivas de direito os mesmos prazos previstos para as privativas de liberdade. Prescrição depois de transitar em julgado sentença final condenatória Art. 110. A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela pena aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se AUMENTAM de 1/3, se o condenado é reincidente. § 1º. A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou depois de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa.§ 2º. (Revogado pela Lei nº 12.234, de 2010). • Súmula nº 220, STJ. A reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12234.htm#art4 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 32 ⚠ Não confundir! A reincidência influencia no prazo da prescrição da pretensão EXECUTÓRIA. Segundo o art. 110 do CP, os prazos necessários para que ocorra a prescrição executória são aumentados de 1/3, no caso de o condenado ser reincidente. ↳ O que a súmula diz é que esse aumento previsto no art. 110, CP não se aplica no caso da prescrição da pretensão punitiva. Termo inicial da prescrição antes de transitar em julgado a sentença final (prescrição da pretensão punitiva) Art. 111. A prescrição, ANTES de transitar em julgado a sentença final, começa a correr: ↳ Adota-se a teoria do resultado. I - do dia em que o crime se consumou; • Súmula Vinculante nº 24. Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no art. 1º, incisos I a IV, da Lei nº 8.137/90, ANTES do lançamento definitivo do tributo. INFO 672, STJ, 13/05/2020 - Na falsidade ideológica, o termo inicial da contagem do prazo da prescrição da pretensão punitiva é o momento da consumação do delito (e não o momento da eventual reiteração de seus efeitos) II - no caso de tentativa, do dia em que cessou a atividade criminosa; III - nos crimes permanentes, do dia em que cessou a permanência; • Súmula nº 711, STF. A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência. IV - nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do registro civil, da data em que o fato se tornou conhecido. V - nos crimes contra a dignidade sexual ou que envolvam violência contra a criança e o adolescente, previstos neste Código ou em legislação especial, da data em que a vítima completar 18 (dezoito) anos, SALVO se a esse tempo já houver sido proposta a ação penal. (Redação dada pela Lei nº 14.344, de 2022) Termo inicial da prescrição após a sentença condenatória IRRECORRÍVEL Art. 112. No caso do art. 110 deste Código, a PRESCRIÇÃO COMEÇA A CORRER: I - do dia em que transita em julgado a sentença condenatória, para a acusação, ou a que revoga a suspensão condicional da pena ou o livramento condicional; A prescrição da execução da pena começa a contar da decisão definitiva para todas as partes. Expressão “para a acusação” não recepcionada pela CF/88. STF. Plenário. ARE 848.107/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 01/7/2023 (Repercussão Geral – Tema 788) (Info 1101). II - do dia em que se interrompe a execução, SALVO quando o tempo da interrupção deva computar- se na pena. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/54eea69746513c0b90bbe6227b6f46c3?categoria=11&numero_informativo=672&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/54eea69746513c0b90bbe6227b6f46c3?categoria=11&numero_informativo=672&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/54eea69746513c0b90bbe6227b6f46c3?categoria=11&numero_informativo=672&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 33 O prazo para a prescrição da execução da pena concretamente aplicada somente começa a correr do dia em que a sentença condenatória transita em julgado para ambas as partes, momento em que nasce para o Estado a pretensão executória da pena, conforme interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal ao princípio da presunção de inocência (art. 5º, inciso LVII, da Constituição Federal) nas ADC 43, 44 e 54. Assim, é incompatível com a atual ordem constitucional a aplicação meramente literal do art. 112, I, do Código Penal. Por isso, é necessário interpretá-lo sistemicamente, com a fixação do trânsito em julgado para ambas as partes (acusação e defesa) como marco inicial da prescrição da pretensão executória estatal pela pena concretamente aplicada em sentença condenatória. O Estado não pode determinar a execução da pena contra condenado com base em título executivo não definitivo, dada a prevalência do princípio da não culpabilidade ou da presunção de inocência. Assim, a constituição definitiva do título judicial condenatório é condição de exercício da pretensão executória do Estado. A prescrição da pretensão executória pressupõe a inércia do titular do direito de punir. Portanto, a única interpretação do inciso I do art. 112 do Código Penal compatível com esse entendimento é a que elimina do dispositivo a locução “para a acusação” e define como termo inicial o trânsito em julgado para ambas as partes, visto que é nesse momento que surge o título penal passível de ser executado pelo Estado. Ademais, a aplicação da literalidade do dispositivo impugnado, além de contrária à ordem jurídico-normativa, apenas fomenta a interposição de recursos com fins meramente procrastinatórios, frustrando a efetividade da jurisdição penal. Diante disso, o STF declarou a não recepção pela Constituição Federal da locução “para a acusação”, contida art. 112, inciso I (primeira parte), do Código Penal, conferindo-lhe interpretação conforme a Constituição no sentido de que a prescrição começa a correr do dia em que transita em julgado a sentença condenatória para ambas as partes. Modulação dos efeitos. Esse entendimento se aplica aos casos em que: i) a pena não foi declarada extinta pela prescrição; e ii) cujo trânsito em julgado para a acusação tenha ocorrido após 12/11/2020. STF. Plenário. ARE 848.107/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 01/7/2023 (Repercussão Geral – Tema 788) (Info 1101). CAVALCANTE, Márcio André Lopes. A prescrição da execução da pena começa a contar da decisão definitiva para todas as partes. Buscador Dizer o Direito, Manaus. O termo inicial da contagem do prazo da prescrição da pretensão executória é o trânsito em julgado para ambas as partes. STJ. 3ª Seção. AgRg no REsp 1.983.259-PR, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado 26/10/2022 (Info 755). Prescrição no caso de evasão do condenado ou de revogação do livramento condicional Art. 113. No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional, a prescrição é regulada pelo tempo que resta da pena. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 34 Prescrição da multa Art. 114. A PRESCRIÇÃO DA PENA DE MULTA ocorrerá: I - em 2 (dois) anos, quando a multa for a única cominada ou aplicada; II - no mesmo prazo estabelecido para prescrição da pena privativa de liberdade, quando a multa for alternativa ou cumulativamente cominada ou cumulativamente aplicada. Redução dos prazos de prescrição Art. 115. São REDUZIDOS de METADE os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos. • Súmula nº 74, STJ. Para efeitos penais, o reconhecimento da menoridade do réu requer prova por documento hábil. INFO 652, STJ, 25/06/2019 - O termo “sentença” contido no art. 115 do CP se refere à primeira decisão condenatória, seja a do juiz singular ou a proferida pelo Tribunal, não se operando a redução do prazo prescricional quando a sentença condenatória é confirmada em sede de apelação. Ex.: Na sentença absolutória o réu possuía 68 anos. MP recorreu e o Tribunal condenou. Na condenação, em sede de apelação, o réu tinha 70 anos. Nesse caso,ele fará jus à redução da prescrição pois o termo “sentença” refere-se à PRIMEIRA DECISÃO CONDENATÓRIA! Causas IMPEDITIVAS da prescrição Art. 116. ANTES DE PASSAR EM JULGADO a sentença final, a PRESCRIÇÃO NÃO CORRE: ↳ Impede o início da prescrição da pretensão punitiva. I - enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o reconhecimento da existência do crime; II - enquanto o agente cumpre pena no exterior. (Redação dada pela Lei nº 13.964/2019 – Pacote Anticrime). • Súmula nº 415, STJ. O período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena cominada. ↳ Em caso de inatividade processual decorrente de citação por edital, ressalvados os crimes previstos na Constituição Federal como imprescritíveis, é constitucional limitar o período de suspensão do prazo prescricional ao tempo de prescrição da pena máxima em abstrato cominada ao crime, a despeito de o processo permanecer suspenso. STF. Plenário. RE 600851, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 04/12/2020 (Repercussão Geral – Tema 438). A prescrição ficará SUSPENSA enquanto o agente cumpre pena NO EXTERIOR. Atenção com as pegadinhas aqui, pois o Pacote Anticrime substituiu a palavra “estrangeiro” por “exterior”. III - na pendência de embargos de declaração ou de recursos aos Tribunais Superiores, quando inadmissíveis; e E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/0e2db0cb2c4645904a054261104b7a14?categoria=11&subcategoria=101&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/0e2db0cb2c4645904a054261104b7a14?categoria=11&subcategoria=101&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/0e2db0cb2c4645904a054261104b7a14?categoria=11&subcategoria=101&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 35 (Incluído pela Lei nº 13.964/2019 – Pacote Anticrime). As decisões proferidas pelo Superior Tribunal Justiça, em recurso interposto contra o acórdão confirmatório da pronúncia, NÃO se inserem no conceito do art. 117, inciso III, do Código Penal como causa interruptiva da prescrição. Não é possível nem recomendável inserir, como regra, as decisões proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça como marcos interruptivos da prescrição, quer no inciso III quer no inciso IV do art. 117 do Código Penal, haja vista se tratar de dispositivos legais que devem ser interpretados restritivamente e que guardam estreita relação com a formação da culpa, a qual não é propriamente examinada nos recursos para os Tribunais Superiores. STJ. HC 826.977-SP, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Rel. para acórdão Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por maioria, julgado em 5/12/2023. (Info 798). IV - enquanto não cumprido ou não rescindido o acordo de não persecução penal. (Incluído pela Lei nº 13.964/2019 – Pacote Anticrime). Parágrafo único. DEPOIS DE PASSADA EM JULGADO a sentença condenatória, a prescrição não corre durante o tempo em que o condenado está preso por outro motivo. ↳ Impede o início da prescrição da pretensão executória. ⇾ “Preso por outro motivo” inclui quem está: - Em regime aberto - Em prisão domiciliar - Em livramento condicional. INFO 670, STJ, 13/04/2020 - O cumprimento de pena imposta em outro processo, ainda que em regime aberto ou em prisão domiciliar, impede o curso da prescrição executória. Causas INTERRUPTIVAS da prescrição Art. 117. O curso da prescrição INTERROMPE-SE: I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa; ⚠ O recebimento da denúncia por juiz incompetente NÃO interrompe a prescrição (decisão nula) • A interrupção da prescrição produz efeitos relativamente a TODOS os autores do crime. Nos crimes conexos, que sejam objeto do mesmo processo, estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles. • Interrompida a prescrição, todo o prazo começa a correr, novamente, do dia da interrupção. II - pela pronúncia; • Súmula nº 191, STJ. A pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a desclassificar o crime. • A interrupção da prescrição produz efeitos relativamente a TODOS os autores do crime. Nos crimes conexos, que sejam objeto do mesmo processo, estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles. • Interrompida a prescrição, todo o prazo começa a correr, novamente, do dia da interrupção. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/439fca360bc99c315c5882c4432ae7a4?categoria=11&subcategoria=101&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/439fca360bc99c315c5882c4432ae7a4?categoria=11&subcategoria=101&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 36 III - pela decisão confirmatória da pronúncia; • A interrupção da prescrição produz efeitos relativamente a TODOS os autores do crime. Nos crimes conexos, que sejam objeto do mesmo processo, estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles. • Interrompida a prescrição, todo o prazo começa a correr, novamente, do dia da interrupção. IV - pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios RECORRÍVEIS; • A interrupção da prescrição produz efeitos relativamente a TODOS os autores do crime. Nos crimes conexos, que sejam objeto do mesmo processo, estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles. • Interrompida a prescrição, todo o prazo começa a correr, novamente, do dia da interrupção. ⚠ Acórdão que CONFIRMA ou REDUZ a pena INTERROMPE a prescrição (INFO. 672, STJ) V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; VI - pela reincidência. (Redação dada pela Lei nº 9.268, de 1º.4.1996) • Interrompida a prescrição, todo o prazo começa a correr, novamente, do dia da interrupção. ATENÇÃO: Incisos V e VI estão relacionados à prescrição da pretensão executória. • Súmula nº 592, STF. Nos crimes falimentares, aplicam-se as causas interruptivas da prescrição, previstas no Código Penal. • Súmula nº 535, STJ. A prática de falta grave não interrompe o prazo para fim de comutação de pena ou indulto. § 1º. Excetuados os casos dos incisos V e VI deste artigo, a interrupção da prescrição produz efeitos relativamente a TODOS os autores do crime. Nos crimes conexos, que sejam objeto do mesmo processo, estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles. § 2º. Interrompida a prescrição, SALVO a hipótese do inciso V deste artigo, todo o prazo começa a correr, novamente, do dia da interrupção. Art. 118. As penas mais leves prescrevem com as mais graves. Art. 119. No caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de cada um, isoladamente. • Súmula nº 497, STF. Quando se tratar de crime continuado, a prescrição regula-se pela pena imposta na sentença, não se computando o acréscimo decorrente da continuação. Perdão judicial Art. 120. A sentença que conceder perdão judicial não será considerada para efeitos de reincidência. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9268.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 37 • Súmula nº 18, STJ. A sentença concessiva do perdão judicial é declaratória da extinção da punibilidade, não subsistindo qualquer efeito condenatório. E S TU D A Q U E PA S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 38 Leitura do Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997) – Artigos nº 1 a 6 Institui o Código de Trânsito Brasileiro. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º. O trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres do território nacional, abertas à circulação, rege-se por este Código. § 1º. Considera-se TRÂNSITO a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga. § 2º. O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito. § 3º. Os órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito respondem, no âmbito das respectivas competências, objetivamente, por danos causados aos cidadãos em virtude de ação, omissão ou erro na execução e manutenção de programas, projetos e serviços que garantam o exercício do direito do trânsito seguro. § 4º. (VETADO) § 5º. Os órgãos e entidades de trânsito pertencentes ao Sistema Nacional de Trânsito darão prioridade em suas ações à defesa da vida, nela incluída a preservação da saúde e do meio-ambiente. Art. 2º. São VIAS TERRESTRES URBANAS E RURAIS as ruas, as avenidas, os logradouros, os caminhos, as passagens, as estradas e as rodovias, que terão seu uso regulamentado pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre elas, de acordo com as peculiaridades locais e as circunstâncias especiais. Parágrafo único. Para os efeitos deste Código, são consideradas VIAS TERRESTRES as praias abertas à circulação pública, as vias internas pertencentes aos condomínios constituídos por unidades autônomas e as vias e áreas de estacionamento de estabelecimentos privados de uso coletivo. (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) Art. 3º. As disposições deste Código são aplicáveis a qualquer veículo, bem como aos proprietários, condutores dos veículos nacionais ou estrangeiros e às pessoas nele expressamente mencionadas. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art109 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 39 Art. 4º. Os conceitos e definições estabelecidos para os efeitos deste Código são os constantes do Anexo I. CAPÍTULO II DO SISTEMA NACIONAL DE TRÂNSITO Seção I Disposições Gerais Art. 5º. O SISTEMA NACIONAL DE TRÂNSITO é o conjunto de órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios que tem por finalidade o exercício das atividades de planejamento, administração, normatização, pesquisa, registro e licenciamento de veículos, formação, habilitação e reciclagem de condutores, educação, engenharia, operação do sistema viário, policiamento, fiscalização, julgamento de infrações e de recursos e aplicação de penalidades. Art. 6º. São objetivos básicos do Sistema Nacional de Trânsito: I - estabelecer diretrizes da Política Nacional de Trânsito, com vistas à segurança, à fluidez, ao conforto, à defesa ambiental e à educação para o trânsito, e fiscalizar seu cumprimento; II - fixar, mediante normas e procedimentos, a padronização de critérios técnicos, financeiros e administrativos para a execução das atividades de trânsito; III - estabelecer a sistemática de fluxos permanentes de informações entre os seus diversos órgãos e entidades, a fim de facilitar o processo decisório e a integração do Sistema. SISTEMA NACIONAL DE TRÂNSITO OBJETIVOS BÁSICOS DO SISTEMA NACIONAL DE TRÂNSITO • é o conjunto de órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios • que tem por finalidade o exercício: ↳ das atividades de planejamento, administração, normatização, pesquisa, registro e licenciamento de veículos, formação, habilitação e reciclagem de condutores, educação, engenharia, operação do sistema viário, policiamento, • estabelecer diretrizes da Política Nacional de Trânsito, com vistas à segurança, à fluidez, ao conforto, à defesa ambiental e à educação para o trânsito, e fiscalizar seu cumprimento; • fixar, mediante normas e procedimentos, a padronização de critérios técnicos, financeiros e administrativos para a execução das atividades de trânsito; • estabelecer a sistemática de fluxos permanentes de informações entre os seus E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 40 fiscalização, julgamento de infrações e de recursos e aplicação de penalidades. diversos órgãos e entidades, a fim de facilitar o processo decisório e a integração do Sistema. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 41 QUARTA-FEIRA Leitura do Código Penal (Lei nº 2.848/1940) - Artigos nº 121 a 128 PARTE ESPECIAL TÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A PESSOA CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A VIDA Homicídio simples Art. 121. Matar alguém: Pena - RECLUSÃO, de 6 (seis) a 20 (vinte) anos. • Será crime hediondo quando praticado em atividade de grupo de extermínio, ainda que só por 1 agente (art. 1º, I, Lei nº 8.072/1990). Observe que o grupo de extermínio NÃO precisa existir, bastando que haja a atividade típica de grupo de extermínio. Iniciado o trabalho de parto, não há falar mais em aborto, mas em homicídio ou infanticídio, conforme o caso, pois não se mostra necessário que o nascituro tenha respirado para configurar o crime de homicídio, notadamente quando existem nos autos outros elementos para demonstrar a vida do ser nascente. STJ. 5ª Turma. HC 228998-MG, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 23/10/2012. Caso de diminuição de pena - HOMICÍDIO PRIVILEGIADO ⚠ Não é hediondo. ⚠ Não se comunica aos coautores e partícipes. § 1º. Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode REDUZIR a pena de 1/6 a 1/3. • A injusta provocação da vítima não precisa ser dirigida ao sujeito ativo do homicídio. Pode ser dirigida a terceiros ou a animais. HOMICÍDIO QUALIFICADO [CRIME HEDIONDO] • Homicídio híbrido = homicídio qualificado-privilegiado: é possível, desde que as qualificadoras sem de ordem objetiva (referentes aos meios e modos de execução) § 2º. Se o homicídio é cometido: I - mediante paga ou promessa de recompensa [homicídio mercenário], ou por outro motivo torpe; – qualificadoras subjetivas (não comunica a coautores e partícipes) E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 42 • Outro motivo torpe: transfobia e homofobia (STF/2021) ⇾ Pergunta-se: O homicídio mercenário se comunica ao mandante? Trata-se de tema divergente na jurisprudência (atenção às decisões mais recentes). • 1ª Posição: Em regra, é incomunicável, por ser uma qualificadora de caráter pessoal. No entanto, é preciso analisar a motivação do crime. Se o mandante contratou o homicídio por um motivo nobre, não será possível estender esta qualificadora a ele. Por outro lado, se o motivo pelo qual o mandante quis o crime for um motivo torpe/repugnante, poderá incidir a qualificadora. É a posição da 5ª Turma do STJ. Ex.1: homem que contrata pistoleiro para matar o estuprador de sua filha.Neste caso, o executor responderá por homicídio qualificado (art. 121, § 2º, I) e o mandante por homicídio simples, podendo até mesmo ser beneficiado com o privilégio do §1º. Ex.2: O indivíduo contrata alguém para matar seu pai para que possa receber a herança. Nesse caso, ambos respondem por homicídio qualificado. • 2ª Posição: Se comunica. No homicídio mercenário, a qualificadora da paga ou promessa de recompensa é elementar do tipo qualificado, comunicando-se ao mandante do delito. É a posição da 6ª Turma do STJ II - por motivo fútil; – qualificadora subjetiva (não comunica a coautores e partícipes) • Motivo fútil consiste na reação desproporcional do agente à uma ação/omissão da vítima. • Homicídio decorrente da prática de racha não atrai a qualificadora do motivo fútil. • Homicídio qualificado por motivo fútil é compatível com dolo eventual e incompatível com motivo torpe. De acordo com a doutrina majoritária, a ausência de motivo NÃO caracteriza motivo fútil. A qualificadora do motivo fútil (art. 121, § 2º, II, do CP) é compatível com o homicídio praticado com dolo eventual? SIM. O fato de o réu ter assumido o risco de produzir o resultado morte (dolo eventual), não exclui a possibilidade de o crime ter sido praticado por motivo fútil, uma vez que o dolo do agente, direto ou indireto, não se confunde com o motivo que ensejou a conduta. STJ. 5ª Turma. REsp 912.904/SP, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 06/03/2012. STJ. 6ª Turma. REsp 1601276/RJ, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 13/06/2017. CAVALCANTE, Márcio André Lopes. A qualificadora do motivo fútil é compatível com o homicídio praticado com dolo eventual. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: . III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; – qualificadora objetiva (comunica a coautores e partícipes) • Meio cruel: sofrimento incomum + desnecessidade • Para o STJ, a reiteração de golpes é indício de meio cruel (Info 537) • Homicídio qualificado pelo meio cruel é compatível com dolo eventual. • Meio insidioso: pressupõe uma dissimulação. A vítima não pode saber. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/cd758e8f59dfdf06a852adad277986ca https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/cd758e8f59dfdf06a852adad277986ca RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 43 • Veneno: a vítima precisa desconhecer que está ingerindo veneno. Caso saiba, pode incidir em outra qualificadora (ex.: meio cruel), mas não em razão do emprego de veneno de forma insidiosa. • Tortura: Os crimes de homicídio qualificado pela tortura (art. 121, § 3º, III do CP) e de tortura qualificada pela morte (art. 1º, § 3º da Lei 9.455/97) não se confundem. No segundo, a intenção do agente é torturar, ocorrendo a morte de forma culposa (crime preterdoloso). Ou seja, a tortura é meio e não fim. No primeiro, a intenção é matar, sendo a tortura o meio de execução eleito. IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; – [Com exceção da “traição”, que é uma qualificadora de ordem subjetiva por consistir em quebra de confiança, as demais são qualificadoras objetivas, que se comunicam a coautores e partícipes.] • Compatível apenas com dolo direto (não cabe dolo eventual nesta qualificadora) • A dificuldade/impossibilidade de defesa deve ser em razão do MEIO ADOTADO pelo agente, e não pelas características pessoais da vítima (ex.: paraplégico) V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime: (não inclui contravenção penal) • Para assegurar execução: conexão teleológica • Para assegurar ocultação, impunidade ou vantagem: conexão consequencial • Se o indivíduo praticar o crime para assegurar a execução, ocultação, impunidade ou vantagem de outra contravenção penal, NÃO incidirá a presente qualificadora. • A premeditação, por si só, NÃO qualifica o homicídio. Muitas vezes a premeditação pode ser uma resistência à prática do crime. Pena - RECLUSÃO, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos. Feminicídio (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) VI - contra a mulher por razões da condição de sexo feminino: qualificadora objetiva (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) • Consequências de ser considerada uma qualificadora objetiva (para a jurisprudência): • Comunica aos coautores e partícipes • Coexiste com a qualificadora do motivo fútil/torpe (não há bis in idem – Info. 625) • Admite-se, em tese, feminicídio privilegiado. • Novidade legislativa: a Lei nº 14.717/2023 institui pensão especial aos filhos e dependentes crianças ou adolescentes, órfãos em razão do crime de feminicídio tipificado no inciso VI do § 2º do art. 121 do CP, cuja renda familiar mensal per capita seja igual ou inferior a 1/4 (um quarto) do salário-mínimo. NÃO CARACTERIZA bis in idem o reconhecimento das qualificadoras de motivo torpe e de feminicídio no crime de homicídio praticado contra mulher em situação de violência doméstica e familiar. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13104.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13104.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 44 Isso se dá porque o feminicídio é uma qualificadora de ordem OBJETIVA - vai incidir sempre que o crime estiver atrelado à violência doméstica e familiar propriamente dita, enquanto que a torpeza é de cunho subjetivo, ou seja, continuará adstrita aos motivos (razões) que levaram um indivíduo a praticar o delito. STJ. 6ª Turma. HC 433898-RS, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 24/04/2018 (Info 625). Não há dúvidas acerca da natureza subjetiva da qualificadora do motivo torpe, ao passo que a natureza do feminicídio, por se ligar à condição especial da vítima, é objetiva, não havendo, assim, qualquer óbice à sua imputação simultânea. É inviável o afastamento da qualificadora do feminicídio mediante a análise de aspectos subjetivos da motivação do crime, dada a natureza objetiva da referida qualificadora, ligada à condição de sexo feminino. STJ. 5ª Turma. REsp 1739704/RS, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 18/09/2018. CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Motivo torpe e feminicídio: inexistência de bis in idem. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: . Pergunta-se: É possível figurar como vítima de feminicídio as mulheres transexuais? R.: Quanto ao tema, há duas correntes: • 1ª Corrente: A qualificadora do feminicídio se aplica apenas contra a violência contra a mulher biológica cisgênero, excluindo a aplicação dos crimes cometidos contra as mulheres trans, não sendo cabível analogia in malam partem no direito penal (entende-se que o legislador tinha a opção de equiparar e não o fez, não cabendo tal atividade ao intérprete). O legislador, negou-se a usar a palavra “gênero”, adotando a expressão “sexo feminino”, logo, essa corrente aponta a necessidade de que o sexo seja feminino do ponto de vista genético. Também há quem admite vítimas transexuais, desde que se submetem à cirurgia de readequação genital. • 2ª Corrente: Essa segunda corrente, adota a possibilidade de aplicação da qualificadora, no caso de o sujeito passivo ser uma mulher transexual ou transgênero. O autor Rogério Sanches defende essa posição, defendendo a desnecessidade de intervenção cirúrgica, conforme foi decidido na ADI 4275, no que diz respeito a dignidade da pessoahumana, o STF afirmou que as mulheres transgênero podem alterar o nome e o sexo no registro civil sem que se submetam a intervenção cirúrgica de redesignação sexual. A segunda corrente tem prevalecido, haja vista que o STJ decidiu que a qualificação de feminicídio em crime contra mulher transexual é decisão do júri. (HC 541.237) É inconstitucional — por contrariar os princípios da dignidade da pessoa humana (CF/1988, art. 1º, III), da proteção à vida (CF/1988, art. 5º, “caput”) e da igualdade de gênero (CF/1988, art. 5º, I) — o uso da tese da “legítima defesa da honra” em crimes de feminicídio ou de agressão contra mulheres, seja no curso do processo penal (fase pré-processual ou processual), seja no âmbito de julgamento no Tribunal do Júri. STF. ADPF 779/DF, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento finalizado em 1º.8.2023. (Info 1105) VII - contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/166cee72e93a992007a89b39eb29628b https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/166cee72e93a992007a89b39eb29628b http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art142 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 45 ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até 3º (terceiro) grau, em razão dessa condição: (Incluído pela Lei nº 13.142, de 2015) • Abrange guarda municipal. • Abrange agente público aposentado se o motivo do homicídio relaciona-se com a época em que exercia a função. VIII - com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido: (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) Homicídio contra menor de 14 (quatorze) anos (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022) IX - contra menor de 14 (quatorze) anos: (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022) Houve derrogação da causa de aumento do art. 121, §4º no que tange ao crime praticado contra menor de 14 anos em decorrência da qualificadora do inciso IX com o advento da Lei 14.344/22? Não. 1) Em usando a acusação a qualificadora do artigo 121, § 2º., IX, CP, não poderá lançar mão da majorante do artigo 121, § 4º., “in fine”, CP, pois configuraria “bis in idem”. Pensa-se nestes casos em situações em que a única qualificadora seja a da idade da vítima; 2) Havendo, porém, mais de uma qualificadora e dentre elas a de que a vítima é menor de 14 anos, deverá o acusador, na busca da pena mais justa e rigorosa, qualificar o crime com a outra figura e utilizar a condição etária da vítima como causa e de aumento de pena. Pena - RECLUSÃO, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos. (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022) Art. 1º, Lei nº 8.072/1990. São considerados HEDIONDOS os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto- Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, CONSUMADOS OU TENTADOS: I - HOMICÍDIO (art. 121), quando PRATICADO EM ATIVIDADE TÍPICA DE GRUPO DE EXTERMÍNIO, ainda que cometido por um só agente, e HOMICÍDIO QUALIFICADO (art. 121, § 2º, incisos I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII e IX); (Redação dada pela Lei nº 14.344, de 2022) § 2º-A. Considera-se que há RAZÕES DE CONDIÇÃO DE SEXO FEMININO quando o crime envolve: (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) I - violência doméstica e familiar; [unidade doméstica/ vínculo familiar/ relação íntima de afeto] (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) II - menosprezo ou discriminação à condição de mulher. [nesse caso, dispensa a existência de violência doméstica] (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) Juris em Teses: A qualificadora do feminicídio, art. 121, § 2º-A, II, do Código Penal, deve incidir nos casos em que o delito é praticado contra mulher em situação de violência doméstica e familiar por possuir natureza de ordem objetiva, o que dispensa a análise do animus do agente. § 2º-B. A pena do homicídio contra menor de 14 (quatorze) anos é AUMENTADA de: (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022) E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13142.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14344.htm#art31 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14344.htm#art31 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14344.htm#art31 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13104.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13104.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13104.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 46 I - 1/3 até a metade se a vítima é pessoa com deficiência ou com doença que implique o aumento de sua vulnerabilidade; (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022) II - 2/3 se o autor é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade sobre ela. (Incluído pela Lei nº 14.344, de 2022) III - 2/3 (dois terços) se o crime for praticado em instituição de educação básica pública ou privada. (Incluído pela Lei nº 14.811, de 2024) HOMICÍDIO CULPOSO [violação ao dever objetivo de cuidado: negligência, imperícia ou imprudência] § 3º. Se o homicídio é culposo: Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos. Aumento de pena § 4º. No HOMICÍDIO CULPOSO, a pena é AUMENTADA de 1/3, se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. // Sendo DOLOSO o homicídio, a pena é AUMENTADA de 1/3 se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante (§ 4º do art. 121 do CP). Se a vítima tiver morte instantânea, tal circunstância, por si só, é suficiente para afastar a causa de aumento de pena prevista no § 4º do art. 121? NÃO. No homicídio culposo, a morte instantânea da vítima não afasta a causa de aumento de pena prevista no art. 121, § 4º, do CP, a não ser que o óbito seja evidente, isto é, perceptível por qualquer pessoa. STJ. 5ª Turma. HC 269038-RS, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 2/12/2014 (Info 554). § 5º. Na hipótese de homicídio CULPOSO, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as consequências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. (Perdão judicial) A sentença que concede o perdão judicial é chamada de sentença autofágica, vez que o juiz condena e extingue automaticamente a punibilidade. • Súmula nº 18, STJ. A sentença concessiva do perdão judicial é declaratória da extinção da punibilidade, não subsistindo qualquer efeito condenatório. § 6º. A pena é AUMENTADA de 1/3 ATÉ A METADE se o crime for praticado por MILÍCIA PRIVADA, sob o pretexto de prestação de serviço de segurança, ou por GRUPO DE EXTERMÍNIO. (Incluído pela Lei nº 12.720, de 2012) § 7º. A pena do FEMINICÍDIO é AUMENTADA de 1/3 ATÉ A METADE se o crime for praticado: (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) I - durante a gestação ou nos 3 (três) meses posteriores ao parto; – (ainda que não nasça com vida) (Incluído pela Lei nº 13.104, de 2015) E S TU D A Q U E PA S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2024/Lei/L14811.htm#art5 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12720.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13104.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13104.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 47 II - contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos, com deficiência ou com doenças degenerativas que acarretem condição limitante ou de vulnerabilidade física ou mental; (Redação dada pela Lei nº 14.344, de 2022) Obs.: em caso de feminicídio majorado pelo inciso I e aborto tentado ou consumado – haverá concurso formal impróprio de crimes. Trata-se de bens jurídicos diferentes. III - na presença física ou virtual de descendente ou de ascendente da vítima; (Redação dada pela Lei nº 13.771, de 2018) • Exige a capacidade de compreensão da vítima. Não inclui, portanto, recém-nascido. • Inclui avó, neto, etc. A majorante do art. 121, §7º, III, do CP, incide ainda que os descendentes da vítima não tenham presenciado todo o caminho do crime. Não se mostra necessário, para a incidência da causa de aumento de pena prevista no inciso III do § 7º do art. 121 do CP, que os descendentes presenciem todo o iter criminis. STF. 1ª Turma. RHC 189.088/DF AgR, Relatora Ministra Rosa Weber, julgado em 3/08/2021. IV - em descumprimento das medidas protetivas de urgência previstas nos incisos I, II e III do caput do art. 22 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. (Incluído pela Lei nº 13.771, de 2018) Art. 22, Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha). Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos desta Lei, o juiz poderá aplicar, de imediato, ao agressor, em conjunto ou separadamente, as seguintes medidas protetivas de urgência, entre outras: I - suspensão da posse ou restrição do porte de armas, com comunicação ao órgão competente, nos termos da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003; II - afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida; III - proibição de determinadas condutas, entre as quais: a) aproximação da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor; b) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação; c) frequentação de determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da ofendida; HOMICÍDIO Matar alguém: Pena - RECLUSÃO, de 6 (seis) a 20 (vinte) anos. CASO DE DIMINUIÇÃO DE PENA ⇾ Se o agente comete o crime impelido por: • motivo de relevante valor social ou moral; ou • sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima ↳ o juiz pode REDUZIR a pena de 1/6 a 1/3. HOMICÍDIO QUALIFICADO ⇾ Se o homicídio é cometido: E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13771.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13771.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22i http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22ii http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22iii http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22iii http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22iii http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22iii http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13771.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.826.htm RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 48 Pena - RECLUSÃO, de 12 a 30 anos. • mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; • por motivo fútil; • com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; • à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; • para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime. Pena - RECLUSÃO, de 12 a 30 anos. • contra a mulher por razões da condição de sexo feminino (feminicídio); • contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até 3º (terceiro) grau, em razão dessa condição; • com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido: Considera-se que há razões de condição de sexo feminino quando o crime envolve: • violência doméstica e familiar; • menosprezo ou discriminação à condição de mulher. HOMICÍDIO CULPOSO ⇾ Se o homicídio é culposo: Pena - detenção, de 1 a 3 anos. AUMENTO DE PENA ⇾ No homicídio culposo, a pena é AUMENTADA de 1/3, se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. ⇾ Sendo doloso o homicídio, a pena é AUMENTADA de 1/3 se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 ou maior de 60 anos. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art142 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 49 PERDÃO JUDICIAL Na hipótese de homicídio CULPOSO, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as consequências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. A pena é AUMENTADA de 1/3 ATÉ A METADE: ⇾ se o crime for praticado por: • milícia privada, sob o pretexto de prestação de serviço de segurança; ou • por grupo de extermínio. A pena do feminicídio (RECLUSÃO, de 12 a 30 anos) é AUMENTADA de 1/3 ATÉ A METADE se o crime for praticado: • durante a gestação ou nos 3 meses posteriores ao parto; • contra pessoa menor de 14 anos, maior de 60 anos, com deficiência ou portadora de doenças degenerativas que acarretem condição limitante ou de vulnerabilidade física ou mental; • na presença física ou virtual de descendente ou de ascendente da vítima; • em descumprimento das medidas protetivas de urgência previstas nos incisos I, II e III do caput do art. 22 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. ↳ Suspensão da posse ou restrição do porte de armas, com comunicação ao órgão competente; ↳ afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida; ↳ proibição de determinadas condutas, entre as quais: a) aproximação da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor; b) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação; c) frequentação de determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da ofendida; Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22i http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22i http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22ii http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22iii http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22iiihttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22iii http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm#art22iii RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 50 (Redação dada pela Lei nº 13.968, de 2019) Art. 122. Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar automutilação ou prestar-lhe auxílio material para que o faça: (Redação dada pela Lei nº 13.968, de 2019) Pena - RECLUSÃO, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. (Redação dada pela Lei nº 13.968, de 2019) • Induzir: o agente cria a ideia do suicídio ou da automutilação que não existia na vítima. • Instigar: o agente apenas incentiva uma ideia anterior de matar-se ou automutilar-se, oriunda da própria vítima. • Auxiliar: existe uma participação material do autor. Ex.: fornece uma arma ou veneno. (Formas qualificadas) § 1º. Se da automutilação ou da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, nos termos dos §§ 1º e 2º do art. 129 deste Código: (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019) Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 3 (três) anos. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019) § 2º. Se o suicídio se consuma ou se da automutilação resulta MORTE: (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019) Pena - RECLUSÃO, de 2 (dois) a 6 (seis) anos. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019) (Causas de aumento de pena) § 3º. A pena é DUPLICADA: (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019) I - se o crime é praticado por motivo egoístico, torpe ou fútil; (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019) II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência. [vítima menor = maior de 14 e menor de 18 anos] (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019) Doutrina majoritária: essa vítima menor é o menor de 18 e maior de 14 anos. Isso porque, em uma interpretação sistemática do Código Penal, os que estivessem abaixo dos 14 anos não apresentariam nenhuma capacidade de resistência a influências externas, de modo que seriam então vítimas de homicídio ou de lesão corporal (neste último caso, considerando a nova figura da automutilação). § 4º. A pena é AUMENTADA ATÉ O DOBRO se a conduta é realizada por meio da rede de computadores, de rede social ou transmitida em tempo real. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019) • O meio em que é realizada a conduta exaspera a reprovabilidade, pois tais canais têm o condão de alcançar mais pessoas. § 5º. Aplica-se a pena EM DOBRO se o autor é líder, coordenador ou administrador de grupo, de comunidade ou de rede virtual, ou por estes é responsável. (Redação dada pela Lei nº 14.811, de 2024) E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13968.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13968.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13968.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13968.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13968.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13968.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13968.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13968.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13968.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13968.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13968.htm#art2 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2024/Lei/L14811.htm#art5 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 51 • O meio em que é realizada a conduta exaspera a reprovabilidade, pois tais canais têm o condão de alcançar mais pessoas. • Não há bis in idem entre os §§ 4º e 5º se o líder pratica crime por meio da rede de computadores. Segundo a doutrina, podem ser aplicadas cumulativamente. • As causas de aumento dos §§ 3º, 4º e 5º somente se aplicam ao caput e aos §§1º e 2º, por razões topográficas. § 6º. Se o crime de que trata o § 1º deste artigo resulta em lesão corporal de natureza GRAVÍSSIMA e é cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou contra quem, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, responde o agente pelo crime descrito no § 2º do art. 129 deste Código. (lesão corporal gravíssima – “autoria mediata”) (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019) § 7º. Se o crime de que trata o § 2º deste artigo é cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou contra quem não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, responde o agente pelo crime de homicídio, nos termos do art. 121 deste Código. (homicídio – “autoria mediata”) (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019) • Os §§ 6º e 7º só punem a autoria mediata pela LC GRAVÍSSIMA e MORTE. Se da conduta acarretar LC grave ou leve, o fundamento será com base no art. 129. ⇾ Questões de prova: • Roleta russa: Uma arma, com apenas uma munição no tambor e os participantes vão atirando “na sorte” até que chega um momento em que o projétil é disparado na própria cabeça do atirador (a vítima, neste caso). Os sobreviventes responderão pelo art. 122. • Testemunhas de Jeová: O autor Rogério Greco com maestria, explica a denominação religiosa das Testemunhas de Jeová que, após ferir-se gravemente em um acidente de trânsito, necessitando uma transfusão de sangue, recusa-se a fazê-lo sob o argumento de que prefere morrer ao ser contaminado com sangue de outra pessoa. Sendo indispensável a transfusão, mesmo sendo a vítima maior e capaz, tal comportamento deve ser encarado como tentativa de suicídio, devendo o médico intervir, pois está na posição de garantidor; os pais, subtraindo o filho menor da imprescindível intervenção cirúrgica, responderão por homicídio, pois naturais garantidores do filho, sendo inaceitável a tese da inexigibilidade de conduta diversa. • Duelo americano: Duas pessoas, duas armas e apenas uma municiada. Escolhem a arma “na sorte” e atiram na própria cabeça. O sobrevivente responde pelo art. 122. • Pacto de morte ou ambicídio: Duas ou mais pessoas combinam de tirarem a própria vida conjuntamente. Via de regra, caso alguém sobreviva, responderá pelo art. 122 em relação ao que morreu. No entanto, caso o sobrevivente tenha praticado atos executórios responsáveis pelo resultado morte da outra pessoa, o crime será de homicídio. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13968.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13968.htm#art2 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 52 Ex.: A e B se trancam em uma sala com gás e A abre a torneira de gás. Caso A sobreviva e B morra, o crime será de homicídio. Caso B sobreviva e A morra, o crime será de induzimento, por ter sido B que praticou o ato executório responsável por sua morte. Atenção: No caso acima, caso os dois sobrevivam, ainda que sem lesão alguma, A responde por tentativa de homicídio (pois praticou o ato executório de abrir a torneira de gás) e B responderá pelo art. 122. INFANTICÍDIO Art. 123. Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após: Pena - detenção, de 2 (dois) a 6 (seis) anos. • Todo mundo que concorrer de for por infanticídio, por ele responde, pois o estado puerperal é elementar do crime e se comunica com coautores e partícipes. • Não há modalidade culposa. ABORTO PROVOCADO PELA GESTANTE OU COM SEU CONSENTIMENTO Art. 124. Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena - detenção, de 1 (um)a 3 (três) anos. • Crime de mão própria: admite participação, mas não admite coautoria. • Se o auxílio for material, sem adentrar nos meios executórios, responderá como partícipe no autoaborto. Exemplos de partícipe do art. 124: - Namorado empresta dinheiro para a namorada fazer aborto - Namorado leva a namorada para fazer o aborto - Namorado compra remédio abortivo para namorada fazer aborto ≠ Se o namorado contrata diretamente o médico para fazer o aborto. Nesse caso, ele colabora com a conduta do médico e responde como partícipe do art. 126. ABORTO PROVOCADO POR TERCEIRO Art. 125. Provocar aborto, SEM o consentimento da gestante: Pena - RECLUSÃO, de 3 (três) a 10 (dez) anos. Art. 126. Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 4 (quatro) anos. Parágrafo único. Aplica-se a pena do artigo anterior (RECLUSÃO, de 3 a 10 anos), se a gestante não é maior de 14 (quatorze) anos, ou é alienada ou débil mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou violência. [consentimento viciado] #DICA: A gestante consente com o aborto e, já na mesa de cirurgia, em momento que a cessação do aborto era irreversível, se arrepende e diz que não quer prosseguir. Porém, o médico não a atende e realiza o E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 53 procedimento abortivo mesmo assim. Resultado: o médico responde por aborto COM consentimento da gestante, pois a conduta já era irreversível e de nada valeria seu consentimento, e a gestante RESPONDE pelo art. 124 consumado, tendo em vista que se tratou de ARREPENDIMENTO INEFICAZ, conforme entendimento da doutrina majoritária. FORMA QUALIFICADA Art. 127. As penas cominadas nos dois artigos anteriores são AUMENTADAS de 1/3, se, em consequência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza GRAVE; e são DUPLICADAS, se, por qualquer dessas causas, lhe sobrevém a MORTE. *A forma qualificada NÃO SE APLICA ao art. 124!!! Logo, se o partícipe do autoaborto causa lesão corporal ou morte da gestante, ele não vai responder pelo art. 127! Ele irá responder em concurso de crimes pelo aborto + lesão/morte. Art. 128. NÃO SE PUNE o aborto praticado por médico: Aborto necessário (= aborto profilático = aborto terapêutico) I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante; Aborto no caso de gravidez resultante de estupro ↳ Também conhecido como abordo humanitário, sentimental, ético ou piedoso. II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal. • Aborto sentimental não exige autorização judicial e nem sentença penal condenatória! • Não existe aborto culposo! Se praticado pela gestante, será conduta atípica. Se praticado por 3º em decorrência de lesão corporal dolosa, ele responderá pela LC gravíssima. Info 849, STF - A interrupção da gravidez no primeiro trimestre da gestação provocada pela própria gestante (art. 124) ou com o seu consentimento (art. 126) não é crime. É preciso conferir interpretação conforme a Constituição aos arts. 124 a 126 do Código Penal – que tipificam o crime de aborto – para excluir do seu âmbito de incidência a interrupção voluntária da gestação efetivada no primeiro trimestre. A criminalização, nessa hipótese, viola diversos direitos fundamentais da mulher, bem como o princípio da proporcionalidade. STF. 1ª Turma. HC 124306/RJ, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso, julgado em 29/11/2016 (Info 849). ADPF 54 – O STF entendeu que o aborto de feto anencéfalo é conduta atípica. Obs. a 5ª Turma do STJ, por unanimidade, nos autos do HC 932.495-SC, julgado em 6/8/2024 e publicado no Info 820, decidiu pela IMPOSSIBILIDADE de aplicação, por analogia, do entendimento firmado no julgamento da ADPF n. 54/STF, quando, embora o feto esteja acometido de condição genética com prognóstico grave (Síndrome de Edwards e cardiopatia grave), com alta probabilidade de letalidade, não for possível extrair da documentação médica a impossibilidade de vida fora do útero. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 54 E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 55 Leitura do Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997) – Artigos nº 7 a 16 Seção II Da Composição e da Competência do Sistema Nacional de Trânsito Art. 7º. Compõem o Sistema Nacional de Trânsito os seguintes órgãos e entidades: I - o Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, coordenador do Sistema e órgão máximo normativo e consultivo; II - os Conselhos Estaduais de Trânsito - CETRAN e o Conselho de Trânsito do Distrito Federal - CONTRANDIFE, órgãos normativos, consultivos e coordenadores; III - os órgãos e entidades executivos de trânsito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; IV - os órgãos e entidades executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; V - a Polícia Rodoviária Federal; VI - as Polícias Militares dos Estados e do Distrito Federal; e VII - as Juntas Administrativas de Recursos de Infrações - JARI. ÓRGÃOS E ENTIDADES QUE COMPÕEM O SISTEMA NACIONAL DE TRÂNSITO • Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN FÉ ↳ coordenador do Sistema e órgão máximo normativo e consultivo. • Conselhos Estaduais de Trânsito - CETRAN e o Conselho de Trânsito do Distrito Federal - CONTRANDIFE ↳ órgãos normativos, consultivos e coordenadores. • órgãos e entidades executivos de trânsito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; • órgãos e entidades executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; • Polícia Rodoviária Federal; • Polícias Militares dos Estados e do Distrito Federal; e • Juntas Administrativas de Recursos de Infrações - JARI. Art. 7º-A. A autoridade portuária ou a entidade concessionária de porto organizado poderá celebrar convênios com os órgãos previstos no art. 7º, com a interveniência dos Municípios e Estados, juridicamente interessados, para o fim específico de facilitar a autuação por descumprimento da legislação de trânsito. (Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009) § 1º. O convênio valerá para toda a área física do porto organizado, inclusive, nas áreas dos terminais alfandegados, nas estações de transbordo, nas instalações portuárias públicas de pequeno porte e nos respectivos estacionamentos ou vias de trânsito internas. (Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009) E S TU D A Q U E P A S S A FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12058.htm#art4 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12058.htm#art4 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 56 § 2º. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009) § 3º. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009) Art. 8º. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão os respectivos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários, estabelecendo os limites circunscricionais de suas atuações. Art. 9º. O Presidente da República designará o ministério ou órgão da Presidência responsável pela coordenação máxima do Sistema Nacional de Trânsito, ao qual estará vinculado o CONTRAN e subordinado o órgão máximo executivo de trânsito da União. Art. 10. O Contran, com sede no Distrito Federal, é composto dos Ministros de Estado responsáveis pelas seguintes áreas de competência: (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) I - (VETADO); II - (VETADO);II-A - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) III - ciência, tecnologia e inovações; (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) IV - educação; (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) V - defesa; (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) VI - meio ambiente; (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) VII - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020) VIII - (VETADO); IX - (VETADO); X - (VETADO); XI - (VETADO); XII - (VETADO); XIII - (VETADO); XIV - (VETADO); XV - (VETADO); E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12058.htm#art4 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12058.htm#art4 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 57 XVI - (VETADO); XVII - (VETADO); XVIII - (VETADO); XIX - (VETADO); XX - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020) XXI - (VETADO) XXII - saúde; (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) XXIII - justiça; (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) XXIV - relações exteriores; (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) XXV - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020) XXVI - indústria e comércio; (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) XXVII - agropecuária; (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) XXVIII - transportes terrestres; (Incluído pela Lei nº 14.599, de 2023) XXIX - segurança pública; (Incluído pela Lei nº 14.599, de 2023) XXX - mobilidade urbana. (Incluído pela Lei nº 14.599, de 2023) ⇾ O CONTRAN, com sede no Distrito Federal, é composto pelos Ministros de Estado responsáveis pelas seguintes áreas de competência: • ciência, tecnologia e inovações; • educação; • defesa; • meio ambiente; • saúde; • justiça; • relações exteriores; • indústria e comércio; • agropecuária; • transportes terrestres; • segurança pública; e • mobilidade urbana. § 1º. (VETADO). § 2º. (VETADO). E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 58 § 3º. (VETADO). § 3º-A. O Contran será presidido pelo Ministro de Estado ao qual estiver subordinado o órgão máximo executivo de trânsito da União. (Incluído pela Lei nº 14.599, de 2023) § 4º. Os Ministros de Estado poderão fazer-se representar por servidores de nível hierárquico igual ou superior ao Cargo Comissionado Executivo (CCE) nível 17, ou por oficial-general, na hipótese de tratar- se de militar. (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) § 5º. Compete ao dirigente do órgão máximo executivo de trânsito da União atuar como Secretário- Executivo do Contran. (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020) § 6º. O quórum de votação e de aprovação no Contran é o de MAIORIA ABSOLUTA. (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020) Art. 10-A. Poderão ser convidados a participar de reuniões do Contran, SEM direito a voto, representantes de órgãos e entidades setoriais responsáveis ou impactados pelas propostas ou matérias em exame. (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020) Art. 11. (VETADO). Art. 12. Compete ao CONTRAN: I - estabelecer as normas regulamentares referidas neste Código e as diretrizes da Política Nacional de Trânsito; II - coordenar os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito, objetivando a integração de suas atividades; III - (VETADO); IV - criar Câmaras Temáticas; V - estabelecer seu regimento interno e as diretrizes para o funcionamento dos CETRAN e CONTRANDIFE; VI - estabelecer as diretrizes do regimento das JARI; VII - zelar pela uniformidade e cumprimento das normas contidas neste Código e nas resoluções complementares; VIII - estabelecer e normatizar os procedimentos para o enquadramento das condutas expressamente referidas neste Código, para a fiscalização e a aplicação das medidas administrativas e das penalidades por infrações e para a arrecadação das multas aplicadas e o repasse dos valores arrecadados; (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020) IX - responder às consultas que lhe forem formuladas, relativas à aplicação da legislação de trânsito; E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 59 X - normatizar os procedimentos sobre a aprendizagem, habilitação, expedição de documentos de condutores, e registro e licenciamento de veículos; XI - aprovar, complementar ou alterar os dispositivos de sinalização e os dispositivos e equipamentos de trânsito; XII - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020) XIII - avocar, para análise e soluções, processos sobre conflitos de competência ou circunscrição, ou, quando necessário, unificar as decisões administrativas; e XIV - dirimir conflitos sobre circunscrição e competência de trânsito no âmbito da União, dos Estados e do Distrito Federal. XV - normatizar o processo de formação do candidato à obtenção da Carteira Nacional de Habilitação, estabelecendo seu conteúdo didático-pedagógico, carga horária, avaliações, exames, execução e fiscalização. (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016) COMPETÊNCIAS DO CONTRAN • estabelecer as normas regulamentares referidas neste Código e as diretrizes da Política Nacional de Trânsito; ↳ As propostas de normas regulamentares serão submetidas a prévia consulta pública, por meio da rede mundial de computadores, pelo período mínimo de 30 (trinta) dias, antes do exame da matéria pelo Contran. • coordenar os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito, objetivando a integração de suas atividades; • criar Câmaras Temáticas; • estabelecer seu regimento interno e as diretrizes para o funcionamento dos CETRAN e CONTRANDIFE; • estabelecer as diretrizes do regimento das JARI; • zelar pela uniformidade e cumprimento das normas contidas neste Código e nas resoluções complementares; • estabelecer e normatizar os procedimentos para o enquadramento das condutas expressamente referidas neste Código, para a fiscalização e a aplicação das medidas administrativasa imediata proteção da autoridade; ES TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 6 j) em ocasião de incêndio, naufrágio, inundação ou qualquer calamidade pública, ou de desgraça particular do ofendido; l) em estado de embriaguez preordenada. • Súmula nº 241, STJ. A reincidência penal não pode ser considerada como circunstância agravante e, simultaneamente, como circunstância judicial. ↳ Essa proibição existe para evitar o bis in idem. CIRCUNSTÂNCIAS AGRAVANTES ▷ Reincidência. ▷ Ter o agente cometido o crime: a) por motivo fútil ou torpe; b) para facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime; c) à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação, ou outro recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa do ofendido; d) com emprego de veneno, fogo, explosivo, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que podia resultar perigo comum; e) contra ascendente, descendente, irmão ou cônjuge; f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas, de coabit FÉ ação ou de hospitalidade, ou com violência contra a mulher na forma da lei específica; g) com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo, ofício, ministério ou profissão; h) contra criança, maior de 60 (sessenta) anos, enfermo ou mulher grávida; i) quando o ofendido estava sob a imediata proteção da autoridade; j) em ocasião de incêndio, naufrágio, inundação ou qualquer calamidade pública, ou de desgraça particular do ofendido; l) em estado de embriaguez preordenada. Agravantes no caso de concurso de pessoas Art. 62. A pena será ainda AGRAVADA em relação ao agente que: I - promove, ou organiza a cooperação no crime ou dirige a atividade dos demais agentes; II - coage ou induz outrem à execução material do crime; (coação moral irresistível) III - instiga ou determina a cometer o crime alguém sujeito à sua autoridade ou não-punível em virtude de condição ou qualidade pessoal; IV - executa o crime, ou nele participa, mediante paga ou promessa de recompensa. Reincidência Art. 63. Verifica-se a REINCIDÊNCIA quando o agente comete novo crime, depois de TRANSITAR EM JULGADO a sentença que, no País ou no estrangeiro, o tenha condenado por crime anterior. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 7 ⚠ Cuidado! O art. 63 do CP prevê que a condenação anterior por crime, no Brasil ou no estrangeiro, gera reincidência. Contudo, não é necessária a homologação da sentença penal condenatória proferida no estrangeiro. Basta que haja prova do trânsito em julgado desta sentença. REINCIDÊNCIA FICTA/PRESUMIDA REAL Adotado pelo CP. Para haver reincidência, basta a prática de novo crime depois da sentença penal condenatória com trânsito em julgado, mesmo que o réu não tenha cumprido a pena do crime anterior. Para haver a reincidência, o agente deve praticar novo crime após ter cumprido pena pelo delito anterior Art. 64. Para EFEITO DE REINCIDÊNCIA: I - não prevalece a condenação anterior, se entre a data do cumprimento ou extinção da pena e a infração posterior tiver decorrido período de tempo superior a 5 (cinco) anos, computado o período de prova da suspensão ou do livramento condicional, se não ocorrer revogação; II - não se consideram os crimes militares próprios e políticos. • Súmula nº 636, STJ - A folha de antecedentes criminais é documento suficiente a comprovar os maus antecedentes e a reincidência. Info 1048, STF, 22/03/2022 - A condenação pelo art. 28 da Lei 11.343/2006 (porte de droga para uso próprio) NÃO configura reincidência. Circunstâncias atenuantes Art. 65. São circunstâncias que sempre ATENUAM a pena: I - ser o agente menor de 21 (vinte e um), na data do fato, ou maior de 70 (setenta) anos, na data da sentença; • Súmula nº 74, STJ. Para efeitos penais, o reconhecimento da menoridade do réu requer prova por documento hábil. II - o desconhecimento da lei; III - ter o agente: a) cometido o crime por motivo de relevante valor social ou moral; b) procurado, por sua espontânea vontade e com eficiência, logo após o crime, evitar-lhe ou minorar- lhe as consequências, ou ter, antes do julgamento, reparado o dano; c) cometido o crime sob coação a que podia resistir, ou em cumprimento de ordem de autoridade superior, ou sob a influência de violenta emoção, provocada por ato injusto da vítima; d) confessado espontaneamente, perante a autoridade, a autoria do crime; E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/4d215ab7508a3e089af43fb605dd27d1?categoria=11&palavra-chave=reincid%C3%AAncia&criterio-pesquisa=e&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/4d215ab7508a3e089af43fb605dd27d1?categoria=11&palavra-chave=reincid%C3%AAncia&criterio-pesquisa=e&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 8 • Súmula nº 630, STJ. A incidência da atenuante da confissão espontânea no crime de tráfico ilícito de entorpecentes exige o reconhecimento da traficância pelo acusado, não bastando a mera admissão da posse ou propriedade para uso próprio. ↳ Como se trata de atenuante, a confissão serve para diminuir a pena do condenado, o que é feito na 2ª fase da dosimetria da pena. e) cometido o crime sob a influência de multidão em tumulto, se não o provocou. • Súmula nº 231, STJ. A incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal. • Súmula nº 545, STJ. Quando a confissão for utilizada para a formação do convencimento do julgador, o réu fará jus à atenuante prevista no artigo 65, III, d, do Código Penal. CIRCUNSTÂNCIAS ATENUANTES ▷ Ser o agente menor de 21 (vinte e um), na data do fato, ou maior de 70 (setenta) anos, na data da sentença; ▷ Desconhecimento da lei; ▷ Ter o agente: a) cometido o crime por motivo de relevante valor social ou moral; b) procurado, por sua espontânea vontade e com eficiência, logo após o crime, evitar-lhe ou minorar-lhe as consequências, ou ter, antes do julgamento, reparado o dano; c) cometido o crime sob coação a que podia resistir, ou em cumprimento de ordem de autoridade superior, ou sob a influência de violenta emoção, provocada por ato injusto da vítima; d) confessado espontaneamente, perante a autoridade, a autoria do crime; e) cometido o crime sob a influência de multidão em tumulto, se não o provocou. Art. 66. A pena poderá ser ainda ATENUADA em razão de circunstância relevante, anterior ou posterior ao crime, embora não prevista expressamente em lei. ⚠ Cuidado! A pena não poderá ser agravada, pois o rol de agravantes é TAXATIVO! Concurso de circunstâncias agravantes e atenuantes Art. 67. No concurso de agravantes e atenuantes, a pena deve aproximar-se do limite indicado pelas circunstâncias preponderantes, entendendo-se como tais as que resultam dos motivos determinantes do crime, da personalidade do agente e da reincidência. Info. 724, STJ, 22/06/2022 - Reincidência x confissão: qual das duas prepondera? É possível, na segunda fase da dosimetria da pena, a compensação integral da atenuante da confissão espontânea com a agravante da reincidência, seja ela específica ou não. Todavia, nos casos de multirreincidência, deve ser reconhecida a preponderância da agravante prevista no art. 61, I, do Código Penal, sendo admissível a sua compensação E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/6a971e08a01e6676d0f1a6e0dacbbd67?categoria=11&subcategoria=96&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=ee das penalidades por infrações e para a arrecadação das multas aplicadas e o repasse dos valores arrecadados; • responder às consultas que lhe forem formuladas, relativas à aplicação da legislação de trânsito; • normatizar os procedimentos sobre a aprendizagem, habilitação, expedição de documentos de condutores, e registro e licenciamento de veículos; • aprovar, complementar ou alterar os dispositivos de sinalização e os dispositivos e equipamentos de trânsito; E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13281.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 60 • avocar, para análise e soluções, processos sobre conflitos de competência ou circunscrição, ou, quando necessário, unificar as decisões administrativas; e • dirimir conflitos sobre circunscrição e competência de trânsito no âmbito da União, dos Estados e do Distrito Federal. • normatizar o processo de formação do candidato à obtenção da Carteira Nacional de Habilitação, estabelecendo seu conteúdo didático-pedagógico, carga horária, avaliações, exames, execução e fiscalização. § 1º. As propostas de normas regulamentares de que trata o inciso I do caput deste artigo serão submetidas a prévia consulta pública, por meio da rede mundial de computadores, pelo período mínimo de 30 (trinta) dias, antes do exame da matéria pelo Contran. (Incluído pela Lei nº 14.071, de 2020) § 2º. As contribuições recebidas na consulta pública de que trata o § 1º deste artigo ficarão à disposição do público pelo prazo de 2 (dois) anos, contado da data de encerramento da consulta pública. (Incluído pela Lei nº 14.071, de 2020) § 3º. Em caso de urgência e de relevante interesse público, o presidente do Contran poderá editar deliberação, ad referendum do Plenário, para fins do disposto no inciso I do caput deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) § 4º. A deliberação de que trata o § 3º deste artigo: (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) I - na hipótese de não ser aprovada pelo Plenário do Contran no prazo de 120 (cento e vinte) dias, PERDERÁ SUA EFICÁCIA, com manutenção dos efeitos dela decorrentes; e (Incluído pela Lei nº 14.599, de 2023) II - não está sujeita ao disposto nos §§ 1º e 2º deste artigo, VEDADA sua reedição. (Incluído pela Lei nº 14.599, de 2023) § 5º. Norma do Contran poderá dispor sobre o uso de sinalização horizontal ou vertical que utilize técnicas de estímulos comportamentais para a redução de sinistros de trânsito. (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) Art. 13. As Câmaras Temáticas, órgãos técnicos vinculados ao CONTRAN, são integradas por especialistas e têm como objetivo estudar e oferecer sugestões e embasamento técnico sobre assuntos específicos para decisões daquele colegiado. § 1º. Cada Câmara é constituída por especialistas representantes de órgãos e entidades executivos da União, dos Estados, ou do Distrito Federal e dos Municípios, em igual número, pertencentes ao Sistema Nacional de Trânsito, além de especialistas representantes dos diversos segmentos da sociedade relacionados com o trânsito, todos indicados segundo regimento específico definido pelo CONTRAN e designados pelo ministro ou dirigente coordenador máximo do Sistema Nacional de Trânsito. CÂMARAS TEMÁTICAS • Órgãos técnicos vinculados ao CONTRAN E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 61 • são integradas por especialistas; e • têm como objetivo estudar e oferecer sugestões e embasamento técnico sobre assuntos específicos para decisões daquele colegiado. ⇾ Cada Câmara é constituída por especialistas representantes de órgãos e entidades executivos da União, dos Estados, ou do Distrito Federal e dos Municípios ↳ em igual número ↳ pertencentes ao Sistema Nacional de Trânsito, ↳ além de especialistas representantes dos diversos segmentos da sociedade relacionados com o trânsito ↳ todos indicados segundo regimento específico definido pelo CONTRAN e designados pelo ministro ou dirigente coordenador máximo do Sistema Nacional de Trânsito. § 2º. Os segmentos da sociedade, relacionados no parágrafo anterior, serão representados por pessoa jurídica e devem atender aos requisitos estabelecidos pelo CONTRAN. § 3º. A coordenação das Câmaras Temáticas será exercida por representantes do órgão máximo executivo de trânsito da União ou dos Ministérios representados no Contran, conforme definido no ato de criação de cada Câmara Temática. (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020) § 4º. (VETADO). Art. 14. Compete aos Conselhos Estaduais de Trânsito - CETRAN e ao Conselho de Trânsito do Distrito Federal - CONTRANDIFE: I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito das respectivas atribuições; II - elaborar normas no âmbito das respectivas competências; III - responder a consultas relativas à aplicação da legislação e dos procedimentos normativos de trânsito; IV - estimular e orientar a execução de campanhas educativas de trânsito; V - julgar os recursos interpostos contra decisões: a) das JARI; b) dos órgãos e entidades executivos estaduais, nos casos de inaptidão permanente constatados nos exames de aptidão física, mental ou psicológica; • Dos casos previstos no inciso V, julgados pelo órgão, NÃO CABE RECURSO NA ESFERA ADMINISTRATIVA. VI - indicar um representante para compor a comissão examinadora de candidatos portadores de deficiência física à habilitação para conduzir veículos automotores; VII - (VETADO); VIII - acompanhar e coordenar as atividades de administração, educação, engenharia, fiscalização, policiamento ostensivo de trânsito, formação de condutores, registro e licenciamento de veículos, articulando os órgãos do Sistema no Estado, reportando-se ao CONTRAN; IX - dirimir conflitos sobre circunscrição e competência de trânsito no âmbito dos Municípios; e E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 62 X - informar o CONTRAN sobre o cumprimento das exigências definidas nos §§ 1º e 2º do art. 333. Art. 333, CTB. O CONTRAN estabelecerá, em até 120 dias após a nomeação de seus membros, as disposições previstas nos arts. 91 e 92, que terão de ser atendidas pelos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários para exercerem suas competências. § 1º. Os órgãos e entidades de trânsito já existentes terão prazo de 1 ano, após a edição das normas, para se adequarem às novas disposições estabelecidas pelo CONTRAN, conforme disposto neste artigo. § 2º. Os órgãos e entidades de trânsito a serem criados exercerão as competências previstas neste Código em cumprimento às exigências estabelecidas pelo CONTRAN, conforme disposto neste artigo, acompanhados pelo respectivo CETRAN, se órgão ou entidade municipal, ou CONTRAN, se órgão ou entidade estadual, do Distrito Federal ou da União, passando a integrar o Sistema Nacional de Trânsito. XI - designar, em caso de recursos deferidos e na hipótese de reavaliação dos exames,junta especial de saúde para examinar os candidatos à habilitação para conduzir veículos automotores. (Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998) Parágrafo único. Dos casos previstos no inciso V, julgados pelo órgão, NÃO CABE RECURSO NA ESFERA ADMINISTRATIVA. COMPETÊNCIAS CONSELHOS ESTADUAIS DE TRÂNSITO – CETRAN CONSELHO DE TRÂNSITO DO DISTRITO FEDERAL - CONTRANDIFE • cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito das respectivas atribuições; • elaborar normas no âmbito das respectivas competências; • responder a consultas relativas à aplicação da legislação e dos procedimentos normativos de trânsito; • estimular e orientar a execução de campanhas educativas de trânsito; • julgar os recursos interpostos contra decisões: ↳ Dos casos previstos no inciso V, julgados pelo órgão, NÃO CABE RECURSO NA ESFERA ADMINISTRATIVA. a) das JARI; b) dos órgãos e entidades executivos estaduais, nos casos de inaptidão permanente constatados nos exames de aptidão física, mental ou psicológica; • indicar um representante para compor a comissão examinadora de candidatos portadores de deficiência física à habilitação para conduzir veículos automotores; • acompanhar e coordenar as atividades de administração, educação, engenharia, fiscalização, policiamento ostensivo de trânsito, formação de condutores, registro e licenciamento de veículos, articulando os órgãos do Sistema no Estado, reportando-se ao CONTRAN; • dirimir conflitos sobre circunscrição e competência de trânsito no âmbito dos Municípios; e E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9602.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 63 • informar o CONTRAN sobre o cumprimento das exigências definidas nos §§ 1º e 2º do art. 333. • designar, em caso de recursos deferidos e na hipótese de reavaliação dos exames, junta especial de saúde para examinar os candidatos à habilitação para conduzir veículos automotores. Art. 15. Os presidentes dos CETRAN e do CONTRANDIFE são nomeados pelos Governadores dos Estados e do Distrito Federal, respectivamente, e deverão ter reconhecida experiência em matéria de trânsito. § 1º. Os membros dos CETRAN e do CONTRANDIFE são nomeados pelos Governadores dos Estados e do Distrito Federal, respectivamente. § 2º. Os membros do CETRAN e do CONTRANDIFE deverão ser pessoas de reconhecida experiência em trânsito. § 3º. O mandato dos membros do CETRAN e do CONTRANDIFE é de 2 (dois) anos, admitida a recondução. Art. 16. Junto a cada órgão ou entidade executivos de trânsito ou rodoviário funcionarão Juntas Administrativas de Recursos de Infrações - JARI, órgãos colegiados responsáveis pelo julgamento dos recursos interpostos contra penalidades por eles impostas. Parágrafo único. As JARI têm regimento próprio, observado o disposto no inciso VI do art. 12, e apoio administrativo e financeiro do órgão ou entidade junto ao qual funcionem. Art. 12, CTB. Compete ao CONTRAN: [...] VI - estabelecer as diretrizes do regimento das JARI; E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 64 QUINTA-FEIRA Leitura do Código Penal (Lei nº 2.848/1940) - Artigos nº 129 a 136 CAPÍTULO II DAS LESÕES CORPORAIS • Trata-se de bem jurídico relativamente disponível em caso de lesão leve + não contrarie a moral e os bons costumes. • O caput e os §§ 1º e 2º referem-se apenas à lesões DOLOSAS que causam os resultados a título de culpa (crime preterdoloso). Lesão corporal (LEVE) Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano. (IMPO) • Para oferecer denúncia por LC leve: o exame de corpo de delito é DISPENSÁVEL, bastando boletim médico ou prova equivalente (art. 77, §1º, Lei 9099/95) • Para condenação: exige perícia. Em caso de desaparecimento dos vestígios, a prova testemunhal pode suprir a falta (art. 167, CPP). • Súmula nº 542, STJ. A ação penal relativa ao crime de lesão corporal resultante de violência doméstica contra a mulher é pública incondicionada Lesão corporal de natureza GRAVE § 1º. Se resulta: I - incapacidade para as ocupações habituais, por mais de 30 (trinta) dias; • Exige exame complementar, cf. art. 168, CPP. A falta de exame complementar pode ser suprida pela prova testemunhal. II - perigo de vida; III - debilidade permanente de membro, sentido ou função; (ex.: perda de 2 dentes caracteriza LC grave) IV - aceleração de parto: (criança nasce viva e continua a viver) Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 5 (cinco) anos. (Lesões gravíssimas) § 2º. Se resulta: I - incapacidade permanente para o trabalho; (para qualquer trabalho). II - enfermidade incurável; (ex.: Aids) III perda ou inutilização do membro, sentido ou função; Obs.: reimplante com êxito afasta a qualificadora, diferentemente de meios ortopédicos e próteses: nesse caso não afasta a qualificadora. Obs.: órgãos duplos: E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 65 • Perda de 1 deles – LC grave (debilidade permanente) • Perda de ambos – LC gravíssima (perda/inutilidade de membro) IV - deformidade permanente; Info 728, STJ (2022) – A qualificadora do inc. IV abrange somente lesões corporais que resultam em danos físicos, não abrangendo “alteração permanente de personalidade” • Info 562 - Para o STJ, a qualificadora “deformidade permanente” do crime de lesão corporal não é afastada por posterior cirurgia estética reparadora que elimine ou minimize a deformidade na vítima. Isso porque, o fato criminoso é valorado no momento de sua consumação, não o afetando providências posteriores, notadamente quando não usuais (pelo risco ou pelo custo, como cirurgia plástica ou de tratamentos prolongados, dolorosos ou geradores do risco de vida) e promovidas a critério exclusivo da vítima. V - aborto: Pena - RECLUSÃO, de 2 (dois) a 8 (oito) anos. Lesão corporal seguida de morte § 3º Se resulta MORTE e as circunstâncias evidenciam que o agente não quis o resultado, nem assumiu o risco de produzi-lo: Pena - RECLUSÃO, de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. • LC dolosa + morte – responde pela lesão corporal qualificada pela morte (crime preterdoloso) • LC culposa + morte – responde por homicídio culposo (dolo de perigo) • LC culposa + omissão de socorro + morte – responde por homicídio culposo majorado Art. 1º, Lei nº 8.072/1990. São considerados HEDIONDOS os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto- Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, CONSUMADOS OU TENTADOS: I-A - LESÃO CORPORAL DOLOSA DE NATUREZA GRAVÍSSIMA (art. 129, § 2º) e LESÃO CORPORAL SEGUIDA DE MORTE (art. 129, § 3º), quando praticadas contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 (Forças Armadas) e 144 (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ferroviária Federal, Polícias Civis, Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Miliares) da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até 3º grau, em razão dessa condição; Diminuição de pena § 4º. Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode REDUZIR a pena de 1/6 a 1/3. Substituição da pena § 5º. O juiz, não sendo graves as lesões, pode ainda substituir a pena de detenção pela de multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis: I - se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior; ↳ Agente cometeu o crime impelido por motivo de relevantevalor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima. II - se as lesões são recíprocas. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/4aee31b0ec9f7bb7885473d95961e9a6?categoria=11&subcategoria=103&assunto=260&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/4aee31b0ec9f7bb7885473d95961e9a6?categoria=11&subcategoria=103&assunto=260&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art142 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 66 Lesão corporal culposa § 6º. Se a lesão é CULPOSA: Pena - detenção, de 2 (dois) meses a 1 (um) ano. Aumento de pena § 7º. AUMENTA-SE a pena de 1/3 se ocorrer qualquer das hipóteses dos §§ 4º e 6º do art. 121 deste Código. (Redação dada pela Lei nº 12.720, de 2012) Art. 121, CP. [...] § 4º. No homicídio culposo, a pena é AUMENTADA de 1/3 (um terço), se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é AUMENTADA de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. [...] § 6º. A pena é AUMENTADA de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado por milícia privada, sob o pretexto de prestação de serviço de segurança, ou por grupo de extermínio. CAUSAS DE AUMENTO DE PENA LC DOLOSA FÉ LC CULPOSA • Menor de 14 anos e maior de 60: (1/3) • Milícia privada: (1/3 a 1/2) • Contra agentes de segurança pública: (1/3 a 2/3) • Inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício: (1/3) • Não prestar socorro: (1/3) • Não diminuir as consequências do crime: (1/3) • Fugir para evitar a prisão: (1/3) § 8º. Aplica-se à lesão culposa o disposto no § 5º do art. 121. (Perdão judicial) Art. 121, § 5º, CP. Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as consequências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. Violência Doméstica § 9º. Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos. § 10. Nos casos previstos nos §§ 1º a 3º deste artigo, se as circunstâncias são as indicadas no § 9º deste artigo, AUMENTA-SE a pena em 1/3. ↳ Lesão corporal grave; gravíssima ou seguida de morte em circunstâncias de violência doméstica. § 11. Na hipótese do § 9º deste artigo, a pena será AUMENTADA de 1/3 se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12720.htm#art3 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 67 § 12. Se a lesão for praticada contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até 3º (terceiro) grau, em razão dessa condição, a pena é AUMENTADA de 1/3 a 2/3. (Incluído pela Lei nº 13.142, de 2015) • Se acarretar LC GRAVÍSSIMA – será crime hediondo! Art. 1º, Lei nº 8.097/1990. São considerados HEDIONDOS os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto- Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, CONSUMADOS OU TENTADOS: I-A - LESÃO CORPORAL DOLOSA DE NATUREZA GRAVÍSSIMA (art. 129, § 2º) e LESÃO CORPORAL SEGUIDA DE MORTE (art. 129, § 3º), quando praticadas contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 (Forças Armadas) e 144 (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ferroviária Federal, Polícias Civis, Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Miliares) da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até 3º grau, em razão dessa condição; § 13. Se a lesão for praticada contra a mulher, por razões da condição do sexo feminino, nos termos do § 2º-A do art. 121 deste Código: (Incluído pela Lei nº 14.188, de 2021) Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 4 (quatro) anos. (Incluído pela Lei nº 14.188, de 2021) • Norma penal interpretativa: por razões de sexo feminino consiste em: (1) no âmbito da violência doméstica e familiar contra a mulher (2) Menosprezo ou discriminação à condição de mulher. LESÃO CORPORAL Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano. LESÃO CORPORAL DE NATUREZA GRAVE Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 5 (cinco) anos. ⇾ Se resulta: • incapacidade para as ocupações habituais, por mais de 30 (trinta) dias; • perigo de vida; • debilidade permanente de membro, sentido ou função; • aceleração de parto. Se for em circunstância de violência doméstica (§9º), aumenta-se a pena em 1/3. LESÕES CORPORAIS GRAVÍSSIMAS Pena - RECLUSÃO, de 2 (dois) a 8 (oito) anos. ⇾ Se resulta: • incapacidade permanente para o trabalho; • enfermidade incurável; • perda ou inutilização do membro, sentido ou função; E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art142 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14188.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art142 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14188.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14188.htm#art4 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 68 • deformidade permanente; • aborto. Se for em circunstância de violência doméstica (§9º), aumenta-se a pena em 1/3. LESÃO CORPORAL SEGUIDA DE MORTE ⇾ Se resulta MORTE e as circunstâncias evidenciam que o agente não quis o resultado, nem assumiu o risco de produzi- lo: Pena - RECLUSÃO, de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. Se for em circunstância de violência doméstica (§9º), aumenta-se a pena em 1/3. DIMINUIÇÃO DE PENA ⇾ Se o agente comete o crime: • impelido por motivo de relevante valor social ou moral; • ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ↳ o juiz pode reduzir a pena de 1/6 a 1/3. SUBSTITUIÇÃO DA PENA ⇾ O juiz, não sendo graves as lesões, pode ainda substituir a pena de detenção pela de multa: • se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior; ↳ Agente cometeu o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima. • se as lesões são recíprocas. LESÃO CORPORAL CULPOSA ⇾ Se a lesão é culposa: Pena - detenção, de 2 (dois) meses a 1 (um) ano. VIOLÊNCIA DOMÉSTICAPena - detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos. ⇾ Se a lesão for praticada contra: • ascendente; • descendente; • irmão; • cônjuge ou companheiro; • ou com quem conviva ou tenha convivido; ou, ainda E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 69 • prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade: A pena será AUMENTADA de 1/3 (um terço) se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. ⇾ Se a lesão for praticada contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal (segurança pública), integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição, a pena é AUMENTADA de 1/3 a 2/3. ⇾ Se a lesão for praticada contra a mulher, por razões da condição do sexo feminino, nos termos do § 2º-A do art. 121 deste Código: Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 4 (quatro) anos. CAPÍTULO III DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE Perigo de contágio venéreo Art. 130. Expor alguém, por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio de moléstia venérea, de que sabe ou deve saber que está contaminado: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, OU multa. • Crime de perigo abstrato • Crime de forma vinculada • Dolo de perigo: há crime mesmo que o agente não queira transmitir a doença • A aceitação da vítima de praticar relação sabendo da doença é irrelevante. • Não há crime se for impossível o contágio (uso de preservativo) ou se a pessoa já for contaminada (não há perigo de contágio) • AIDS não é considerada doença venérea, pois há outras formas de transmissão. Como vimos, caracteriza lesão corporal gravíssima. § 1º. Se é INTENÇÃO do agente transmitir a moléstia: Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. § 2º. Somente se procede mediante representação. Perigo de contágio de moléstia grave Art. 131. Praticar, com o fim de transmitir a outrem moléstia grave de que está contaminado, ato capaz de produzir o contágio: Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art142 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 70 • Crime de perigo abstrato • Crime de forma livre • Dolo de dano Perigo para a vida ou saúde de outrem Art. 132. Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, se o fato não constitui crime mais grave. Parágrafo único. A pena é AUMENTADA de 1/6 a 1/3 se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza, em desacordo com as normas legais. • Crime de perigo concreto • Dolo de perigo • Crime próprio • Abandono real: exige o distanciamento físico Abandono de incapaz Art. 133. Abandonar pessoa que está sob seu cuidado, guarda, vigilância ou autoridade, e, por qualquer motivo, incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos. § 1º. Se do abandono resulta lesão corporal de natureza GRAVE: Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 5 (cinco) anos. § 2º. Se resulta a MORTE: Pena - RECLUSÃO, de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. Em relação aos §§ 1º e 2º, se o agente agir com dolo de dano, ou seja, se a pessoa puder prever que do seu abandono acarretará lesão corporal ou morte, deve imputar o crime mais grave. Isso porque, nesse caso, há dolo de dano na lesão/morte, e não dolo de perigo no abandono. Aumento de pena § 3º. As penas cominadas neste artigo AUMENTAM-SE de 1/3: I - se o abandono ocorre em lugar ermo; II - se o agente é ascendente ou descendente, cônjuge, irmão, tutor ou curador da vítima. III - se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos. • Abandono de incapaz de idoso – aumento de pena • Abandono de incapaz de pessoa com deficiência – art. 90 do Estatuto da Pessoa com deficiência Exposição ou abandono de recém-nascido Art. 134. Expor ou abandonar recém-nascido, para ocultar desonra própria: E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 71 ↳ Especial fim de agir Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. § 1º. Se do fato resulta lesão corporal de natureza GRAVE: Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos. § 2º. Se resulta a MORTE: Pena - detenção, de 2 (dois) a 6 (seis) anos. • Crime de perigo concreto. • Dolo de perigo . Omissão de socorro Art. 135. Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada [crime de perigo abstrato], ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo [crime de perigo concreto]; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública: Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, OU multa. Parágrafo único. A pena é AUMENTADA de METADE, se da omissão resulta lesão corporal de natureza GRAVE, e TRIPLICADA, se resulta a MORTE. • Crime omissivo próprio • Não admite tentativa • Admite concurso de pessoas (coautoria e participação) Condicionamento de atendimento médico-hospitalar emergencial (Incluído pela Lei nº 12.653, de 2012). Art. 135-A. Exigir cheque-caução, nota promissória ou qualquer garantia, bem como o preenchimento prévio de formulários administrativos, como CONDIÇÃO para o atendimento médico- hospitalar EMERGENCIAL: (Incluído pela Lei nº 12.653, de 2012) Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa. (Incluído pela Lei nº 12.653, de 2012) Parágrafo único. A pena é AUMENTADA ATÉ O DOBRO se da negativa de atendimento resulta lesão corporal de natureza GRAVE, e ATÉ O TRIPLO se resulta a MORTE. (Incluído pela Lei nº 12.653, de 2012) Maus-tratos Art. 136. Expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilância, para fim de educação, ensino, tratamento ou custódia, quer privando-a de alimentação ou cuidados E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12653.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14188.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14188.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14188.htm#art4 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 72 indispensáveis, quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado, quer abusando de meios de correção ou disciplina: Pena - detenção, de 2 (dois) meses a 1 (um) ano, OU multa. § 1º. Se do fato resulta lesão corporal de natureza GRAVE: Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 4 (quatro) anos. § 2º. Se resulta a MORTE: Pena - RECLUSÃO, de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. § 3º. AUMENTA-SE a pena de 1/3, se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (catorze) anos. • Crime de perigo concreto • Dolo de perigo • Crime de forma vinculada ATENÇÃO! Qual a diferença entre a tortura castigo e o crime de maus tratos, previsto no art. 136 do Código Penal? O elemento subjetivo! Na tortura castigo, há no agente ativo um ânimo de “fazer padecer”, enquanto o dolo do delito de maus tratos é um dolo de abandono, que não necessariamente pretende causar intenso sofrimento físico ao agente passivo, mas apenas privá-lo de meios adequados, quer pela ausência de educação,ensino, alimentação, ou sujeitando-o a trabalho excessivo e inadequado. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 73 Leitura do Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997) – Artigos nº 17 a 21 Art. 17. Compete às JARI: I - julgar os recursos interpostos pelos infratores; II - solicitar aos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários informações complementares relativas aos recursos, objetivando uma melhor análise da situação recorrida; III - encaminhar aos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários informações sobre problemas observados nas autuações e apontados em recursos, e que se repitam sistematicamente. JARI – JUNTAS ADMINISTRATIVAS DE RECURSOS DE INFRAÇÕES • Funcionarão junto a cada órgão ou entidade executivos de trânsito ou rodoviário • São órgãos colegiados responsáveis pelo julgamento dos recursos interpostos contra penalidades por eles impostas. ⇾ Compete às JARI: • julgar os recursos interpostos pelos infratores; • solicitar aos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários informações complementares relativas aos recursos, objetivando uma melhor análise da situação recorrida; • encaminhar aos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários informações sobre problemas observados nas autuações e apontados em recursos, e que se repitam sistematicamente. Art. 18. (VETADO). Art. 19. Compete ao órgão máximo executivo de trânsito da União: I - cumprir e fazer cumprir a legislação de trânsito e a execução das normas e diretrizes estabelecidas pelo CONTRAN, no âmbito de suas atribuições; II - proceder à supervisão, à coordenação, à correição dos órgãos delegados, ao controle e à fiscalização da execução da Política Nacional de Trânsito e do Programa Nacional de Trânsito; III - articular-se com os órgãos dos Sistemas Nacionais de Trânsito, de Transporte e de Segurança Pública, objetivando o combate à violência no trânsito, promovendo, coordenando e executando o controle de ações para a preservação do ordenamento e da segurança do trânsito; IV - apurar, prevenir e reprimir a prática de atos de improbidade contra a fé pública, o patrimônio, ou a administração pública ou privada, referentes à segurança do trânsito; V - supervisionar a implantação de projetos e programas relacionados com a engenharia, educação, administração, policiamento e fiscalização do trânsito e outros, visando à uniformidade de procedimento; VI - estabelecer procedimentos sobre a aprendizagem e habilitação de condutores de veículos, a expedição de documentos de condutores, de registro e licenciamento de veículos; E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 74 VII - expedir a Permissão para Dirigir, a Carteira Nacional de Habilitação, os Certificados de Registro e o de Licenciamento Anual mediante delegação aos órgãos executivos dos Estados e do Distrito Federal; VIII - organizar e manter o Registro Nacional de Carteiras de Habilitação - RENACH; IX - organizar e manter o Registro Nacional de Veículos Automotores - RENAVAM; X - organizar a estatística geral de trânsito no território nacional, definindo os dados a serem fornecidos pelos demais órgãos e promover sua divulgação; ↳ Os órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios fornecerão, obrigatoriamente, mês a mês, os dados estatísticos para os fins previstos no inciso X. XI - estabelecer modelo padrão de coleta de informações sobre as ocorrências de sinistros de trânsito e as estatísticas de trânsito; (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) XII - administrar fundo de âmbito nacional destinado à segurança e à educação de trânsito; XIII - coordenar a administração do registro das infrações de trânsito, da pontuação e das penalidades aplicadas no prontuário do infrator, da arrecadação de multas e do repasse de que trata o § 1º do art. 320; (Redação dada pela Lei nº 13.281, de 2016) Art. 320, CTB. A receita arrecadada com a cobrança das multas de trânsito será aplicada, exclusivamente, em sinalização, em engenharia de tráfego, em engenharia de campo, em policiamento, em fiscalização, em FÉrenovação de frota circulante e em educação de trânsito. (Redação dada pela Lei nº 14.440, de 2022) § 1º. O percentual de 5% do valor das multas de trânsito arrecadadas será depositado, mensalmente, na conta de fundo de âmbito nacional destinado à segurança e educação de trânsito. XIV - fornecer aos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito informações sobre registros de veículos e de condutores, mantendo o fluxo permanente de informações com os demais órgãos do Sistema; XV - promover, em conjunto com os órgãos competentes do Ministério da Educação, de acordo com as diretrizes do Contran, a elaboração e a implementação de programas de educação de trânsito nos estabelecimentos de ensino; (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) XVI - elaborar e distribuir conteúdos programáticos para a educação de trânsito; XVII - promover a divulgação de trabalhos técnicos sobre o trânsito; XVIII - elaborar, juntamente com os demais órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito, e submeter à aprovação do CONTRAN, a complementação ou alteração da sinalização e dos dispositivos e equipamentos de trânsito; XIX - organizar, elaborar, complementar e alterar os manuais e normas de projetos de implementação da sinalização, dos dispositivos e equipamentos de trânsito aprovados pelo CONTRAN; XX - expedir a permissão internacional para conduzir veículo e o certificado de passagem nas alfândegas mediante delegação aos órgãos executivos dos Estados e do Distrito Federal ou a entidade habilitada para esse fim pelo poder público federal; E S TU D A Q U E P A S S A FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13281.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14440.htm#art15 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 75 (Redação dada pela lei nº 13.258, de 2016) XXI - promover a realização periódica de reuniões regionais e congressos nacionais de trânsito, bem como propor a representação do Brasil em congressos ou reuniões internacionais; XXII - propor acordos de cooperação com organismos internacionais, com vistas ao aperfeiçoamento das ações inerentes à segurança e educação de trânsito; XXIII - elaborar projetos e programas de formação, treinamento e especialização do pessoal encarregado da execução das atividades de engenharia, educação, policiamento ostensivo, fiscalização, operação e administração de trânsito, propondo medidas que estimulem a pesquisa científica e o ensino técnico-profissional de interesse do trânsito, e promovendo a sua realização; XXIV - opinar sobre assuntos relacionados ao trânsito interestadual e internacional; XXV - elaborar e submeter à aprovação do CONTRAN as normas e requisitos de segurança veicular para fabricação e montagem de veículos, consoante sua destinação; XXVI - estabelecer procedimentos para a concessão do código marca-modelo dos veículos para efeito de registro, emplacamento e licenciamento; XXVII - instruir os recursos interpostos das decisões do CONTRAN, ao ministro ou dirigente coordenador máximo do Sistema Nacional de Trânsito; XXVIII - estudar os casos omissos na legislação de trânsito e submetê-los, com proposta de solução, ao Ministério ou órgão coordenador máximo do Sistema Nacional de Trânsito; XXIX - prestar suporte técnico,jurídico, administrativo e financeiro ao CONTRAN. XXX - organizar e manter o Registro Nacional de Infrações de Trânsito (Renainf). (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016) XXXI - organizar, manter e atualizar o Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). (Incluído pela Lei nº 14.071, de 2020) XXXII - organizar e manter o Registro Nacional de Sinistros e Estatísticas de Trânsito (Renaest). (Incluído pela Lei nº 14.599, de 2023) § 1º. Comprovada, por meio de SINDICÂNCIA, a DEFICIÊNCIA TÉCNICA OU ADMINISTRATIVA ou a PRÁTICA CONSTANTE DE ATOS DE IMPROBIDADE CONTRA A FÉ PÚBLICA, CONTRA O PATRIMÔNIO OU CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, o órgão executivo de trânsito da União, mediante aprovação do CONTRAN, assumirá diretamente ou por delegação, a execução total ou parcial das atividades do órgão executivo de trânsito estadual que tenha motivado a investigação, até que as irregularidades sejam sanadas. § 2º. O regimento interno do órgão executivo de trânsito da União disporá sobre sua estrutura organizacional e seu funcionamento. § 3º. Os órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios fornecerão, obrigatoriamente, mês a mês, os dados estatísticos para os fins previstos no inciso X. § 4º. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016) § 5º. As informações constantes do Renach e do Renavam deverão ser disponibilizadas na internet para consulta, pelo motorista habilitado, dos dados de sua habilitação, e, pelo proprietário de veículo, dos dados de veículo de sua propriedade. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13258.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13281.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13281.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 76 (Incluído pela Lei nº 14.861, de 2024) COMPETE AO ÓRGÃO MÁXIMO EXECUTIVO DE TRÂNSITO DA UNIÃO • cumprir e fazer cumprir a legislação de trânsito e a execução das normas e diretrizes estabelecidas pelo CONTRAN, no âmbito de suas atribuições; • proceder à supervisão, à coordenação, à correição dos órgãos delegados, ao controle e à fiscalização da execução da Política Nacional de Trânsito e do Programa Nacional de Trânsito; • articular-se com os órgãos dos Sistemas Nacionais de Trânsito, de Transporte e de Segurança Pública, objetivando o combate à violência no trânsito, promovendo, coordenando e executando o controle de ações para a preservação do ordenamento e da segurança do trânsito; • apurar, prevenir e reprimir a prática de atos de improbidade contra a fé pública, o patrimônio, ou a administração pública ou privada, referentes à segurança do trânsito; • supervisionar a implantação de projetos e programas relacionados com a engenharia, educação, administração, policiamento e fiscalização do trânsito e outros, visando à uniformidade de procedimento; • estabelecer procedimentos sobre a aprendizagem e habilitação de condutores de veículos, a expedição de documentos de condutores, de registro e licenciamento de veículos; • expedir a Permissão para Dirigir, a Carteira Nacional de Habilitação, os Certificados de Registro e o de Licenciamento Anual mediante delegação aos órgãos executivos dos Estados e do Distrito Federal; • organizar e manter o Registro Nacional de Carteiras de Habilitação - RENACH; • organizar e manter o Registro Nacional de Veículos Automotores - RENAVAM; • organizar a estatística geral de trânsito no território nacional, definindo os dados a serem fornecidos pelos demais órgãos e promover sua divulgação; ↳ Os órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios fornecerão, obrigatoriamente, mês a mês, os dados estatísticos para os fins previstos no inciso X. • estabelecer modelo padrão de coleta de informações sobre as ocorrências de sinistros de trânsito e as estatísticas de trânsito; • administrar fundo de âmbito nacional destinado à segurança e à educação de trânsito; • coordenar a administração do registro das infrações de trânsito, da pontuação e das penalidades aplicadas no prontuário do infrator, da arrecadação de multas e do repasse de que trata o § 1º do art. 320; • fornecer aos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito informações sobre registros de veículos e de condutores, mantendo o fluxo permanente de informações com os demais órgãos do Sistema; E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 77 • promover, em conjunto com os órgãos competentes do Ministério da Educação, de acordo com as diretrizes do Contran, a elaboração e a implementação de programas de educação de trânsito nos estabelecimentos de ensino; • elaborar e distribuir conteúdos programáticos para a educação de trânsito; • promover a divulgação de trabalhos técnicos sobre o trânsito; • elaborar, juntamente com os demais órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito, e submeter à aprovação do CONTRAN, a complementação ou alteração da sinalização e dos dispositivos e equipamentos de trânsito; • organizar, elaborar, complementar e alterar os manuais e normas de projetos de implementação da sinalização, dos dispositivos e equipamentos de trânsito aprovados pelo CONTRAN; • expedir a permissão internacional para conduzir veículo e o certificado de passagem nas alfândegas mediante delegação aos órgãos executivos dos Estados e do Distrito Federal ou a entidade habilitada para esse fim pelo poder público federal; • promover a realização periódica de reuniões regionais e congressos nacionais de trânsito, bem como propor a representação do Brasil em congressos ou reuniões internacionais; • propor acordos de cooperação com organismos internacionais, com vistas ao aperfeiçoamento das ações inerentes à segurança e educação de trânsito; • elaborar projetos e programas de formação, treinamento e especialização do pessoal encarregado da execução das atividades de engenharia, educação, policiamento ostensivo, fiscalização, operação e administração de trânsito, propondo medidas que estimulem a pesquisa científica e o ensino técnico-profissional de interesse do trânsito, e promovendo a sua realização; • opinar sobre assuntos relacionados ao trânsito interestadual e internacional; • elaborar e submeter à aprovação do CONTRAN as normas e requisitos de segurança veicular para fabricação e montagem de veículos, consoante sua destinação; • estabelecer procedimentos para a concessão do código marca-modelo dos veículos para efeito de registro, emplacamento e licenciamento; • instruir os recursos interpostos das decisões do CONTRAN, ao ministro ou dirigente coordenador máximo do Sistema Nacional de Trânsito; • estudar os casos omissos na legislação de trânsito e submetê-los, com proposta de solução, ao Ministério ou órgão coordenador máximo do Sistema Nacional de Trânsito; • prestar suporte técnico, jurídico, administrativo e financeiro ao CONTRAN. • organizar e manter o Registro Nacional de Infrações de Trânsito (Renainf). • organizar, manter e atualizar o Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). • organizar e manter o Registro Nacional de Sinistros e Estatísticas de Trânsito (Renaest). Art. 20. Compete à Polícia Rodoviária Federal, no âmbito das rodovias e estradas federais: I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito de suas atribuições; E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNODE LEI SECA - SEMANA 04 78 II - realizar o patrulhamento ostensivo, executando operações relacionadas com a segurança pública, com o objetivo de preservar a ordem, incolumidade das pessoas, o patrimônio da União e o de terceiros; III - executar a fiscalização de trânsito, aplicar as penalidades de advertência por escrito e multa e as medidas administrativas cabíveis, com a notificação dos infratores e a arrecadação das multas aplicadas e dos valores provenientes de estadia e remoção de veículos, objetos e animais e de escolta de veículos de cargas superdimensionadas ou perigosas; (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020) IV - efetuar levantamento dos locais de sinistros de trânsito e dos serviços de atendimento, socorro e salvamento de vítimas; (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) V - credenciar os serviços de escolta, fiscalizar e adotar medidas de segurança relativas aos serviços de remoção de veículos, escolta e transporte de carga indivisível; VI - assegurar a livre circulação nas rodovias federais, podendo solicitar ao órgão rodoviário a adoção de medidas emergenciais, e zelar pelo cumprimento das normas legais relativas ao direito de vizinhança, promovendo a interdição de construções e instalações não autorizadas; VII - coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre sinistros de trânsito e suas causas, adotando ou indicando medidas operacionais preventivas e encaminhando-os ao órgão rodoviário federal; (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) VIII - implementar as medidas da Política Nacional de Segurança e Educação de Trânsito; IX - promover e participar de projetos e programas de educação e segurança, de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo CONTRAN; X - integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito para fins de arrecadação e compensação de multas impostas na área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento, à simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuários de condutores de uma para outra unidade da Federação; XI - fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos pelos veículos automotores ou pela sua carga, de acordo com o estabelecido no art. 66, além de dar apoio, quando solicitado, às ações específicas dos órgãos ambientais. XII - aplicar a penalidade de suspensão do direito de dirigir, quando prevista de forma específica para a infração cometida, e comunicar a aplicação da penalidade ao órgão máximo executivo de trânsito da União. (Incluído pela Lei nº 14.071, de 2020) XIII - realizar perícia administrativa nos locais de sinistros de trânsito. (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) COMPETE À POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL no âmbito das rodovias e estradas federais • cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito de suas atribuições; E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 79 • realizar o patrulhamento ostensivo, executando operações relacionadas com a segurança pública, com o objetivo de preservar a ordem, incolumidade das pessoas, o patrimônio da União e o de terceiros; • executar a fiscalização de trânsito, aplicar as penalidades de ADVERTÊNCIA POR ESCRITO E MULTA E AS MEDIDAS ADMINISTRATIVAS CABÍVEIS, com a notificação dos infratores e a arrecadação das multas aplicadas e dos valores provenientes de estadia e remoção de veículos, objetos e animais e de escolta de veículos de cargas superdimensionadas ou perigosas; • efetuar levantamento dos locais de sinistros de trânsito e dos serviços de atendimento, socorro e salvamento de vítimas; • credenciar os serviços de escolta, fiscalizar e adotar medidas de segurança relativas aos serviços de remoção de veículos, escolta e transporte de carga indivisível; • assegurar a livre circulação nas rodovias federais, podendo solicitar ao órgão rodoviário a adoção de medidas emergenciais, e zelar pelo cumprimento das normas legais relativas ao direito de vizinhança, promovendo a interdição de construções e instalações não autorizadas; • coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre sinistros de trânsito e suas causas, adotando ou indicando medidas operacionais preventivas e encaminhando-os ao órgão rodoviário federal; • implementar as medidas da Política Nacional de Segurança e Educação de Trânsito; • promover e participar de projetos e programas de educação e segurança, de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo CONTRAN; • integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito para fins de arrecadação e compensação de multas impostas na área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento, à simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuários de condutores de uma para outra unidade da Federação; • fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos pelos veículos automotores ou pela sua carga, de acordo com o estabelecido no art. 66, além de dar apoio, quando solicitado, às ações específicas dos órgãos ambientais. • aplicar a penalidade de suspensão do direito de dirigir, quando prevista de forma específica para a infração cometida, e comunicar a aplicação da penalidade ao órgão máximo executivo de trânsito da União. • realizar perícia administrativa nos locais de sinistros de trânsito. Art. 21. Compete aos órgãos e entidades executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição: I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito de suas atribuições; II - planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas; E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 80 III - implantar, manter e operar o sistema de sinalização, os dispositivos e os equipamentos de controle viário; IV - coletar dados e elaborar estudos sobre os sinistros de trânsito e suas causas; (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) V - estabelecer, em conjunto com os órgãos de policiamento ostensivo de trânsito, as respectivas diretrizes para o policiamento ostensivo de trânsito; VI - executar a fiscalização de trânsito, autuar, aplicar as penalidades de advertência, por escrito, e ainda as multas e medidas administrativas cabíveis, notificando os infratores e arrecadando as multas que aplicar; VII - arrecadar valores provenientes de estada e remoção de veículos e objetos, e escolta de veículos de cargas superdimensionadas ou perigosas; VIII - fiscalizar, autuar, aplicar as penalidades e medidas administrativas cabíveis, relativas a infrações por excesso de peso, dimensões e lotação dos veículos, bem como notificar e arrecadar as multas que aplicar; IX - fiscalizar o cumprimento da norma contida no art. 95, aplicando as penalidades e arrecadando as multas nele previstas; Art. 95, CTB. Nenhuma obra ou evento que possa perturbar ou interromper a livre circulação de veículos e pedestres, ou colocar em risco sua segurança, será iniciada sem permissão prévia do órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via. X - implementar as medidas da Política Nacional de Trânsito e do Programa Nacional de Trânsito; XI - promover e participar de projetos e programas de educação e segurança, de acordo com asdiretrizes estabelecidas pelo CONTRAN; XII - integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito para fins de arrecadação e compensação de multas impostas na área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento, à simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuários de condutores de uma para outra unidade da Federação; XIII - fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos pelos veículos automotores ou pela sua carga, de acordo com o estabelecido no art. 66, além de dar apoio às ações específicas dos órgãos ambientais locais, quando solicitado; XIV - vistoriar veículos que necessitem de autorização especial para transitar e estabelecer os requisitos técnicos a serem observados para a circulação desses veículos. XV - aplicar a penalidade de suspensão do direito de dirigir, quando prevista de forma específica para a infração cometida, e comunicar a aplicação da penalidade ao órgão máximo executivo de trânsito da União. (Incluído pela Lei nº 14.071, de 2020) Parágrafo único. (VETADO). COMPETE AOS ÓRGÃOS E ENTIDADES EXECUTIVOS RODOVIÁRIOS DA UNIÃO, DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS MUNICÍPIOS no âmbito de sua circunscrição E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 81 • cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito de suas atribuições; • planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas; • implantar, manter e operar o sistema de sinalização, os dispositivos e os equipamentos de controle viário; • coletar dados e elaborar estudos sobre os sinistros de trânsito e suas causas; • estabelecer, em conjunto com os órgãos de policiamento ostensivo de trânsito, as respectivas diretrizes para o policiamento ostensivo de trânsito; • executar a fiscalização de trânsito, autuar, aplicar as penalidades de advertência, por escrito, e ainda as multas e medidas administrativas cabíveis, notificando os infratores e arrecadando as multas que aplicar; • arrecadar valores provenientes de estada e remoção de veículos e objetos, e escolta de veículos de cargas superdimensionadas ou perigosas; • fiscalizar, autuar, aplicar as penalidades e medidas administrativas cabíveis, relativas a infrações por excesso de peso, dimensões e lotação dos veículos, bem como notificar e arrecadar as multas que aplicar; • fiscalizar o cumprimento da norma contida no art. 95, aplicando as penalidades e arrecadando as multas nele previstas; • implementar as medidas da Política Nacional de Trânsito e do Programa Nacional de Trânsito; • promover e participar de projetos e programas de educação e segurança, de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo CONTRAN; • integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito para fins de arrecadação e compensação de multas impostas na área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento, à simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuários de condutores de uma para outra unidade da Federação; • fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos pelos veículos automotores ou pela sua carga, de acordo com o estabelecido no art. 66, além de dar apoio às ações específicas dos órgãos ambientais locais, quando solicitado; • vistoriar veículos que necessitem de autorização especial para transitar e estabelecer os requisitos técnicos a serem observados para a circulação desses veículos. • aplicar a penalidade de suspensão do direito de dirigir, quando prevista de forma específica para a infração cometida, e comunicar a aplicação da penalidade ao órgão máximo executivo de trânsito da União. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 82 SEXTA-FEIRA Leitura do Código Penal (Lei nº 2.848/1940) - Artigos nº 137 a 145 CAPÍTULO IV DA RIXA Rixa Art. 137. Participar de rixa, SALVO para separar os contendores: Pena - detenção, de 15 (quinze) dias a 2 (dois) meses, OU multa. Parágrafo único. Se ocorre morte ou lesão corporal de natureza grave, aplica-se, pelo fato da participação na rixa, a pena de detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. ↳ responsabilidade objetiva CAPÍTULO V DOS CRIMES CONTRA A HONRA CALÚNIA Art. 138. Caluniar alguém, imputando-lhe FALSAMENTE fato definido como CRIME: ↳ Não engloba contravenção penal Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. ⚠ Atenção: É insuficiente a imputação falsa de qualquer fato, pois este deve ser fato definido como CRIME. Ademais, caso a imputação falsa seja de CONTRAVENÇÃO PENAL configura difamação. ⚠ Atenção! Segundo o STF, pessoa jurídica pode ser vítima de difamação (honra objetiva). § 1º. Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga. § 2º. É punível a calúnia contra os mortos. Exceção da verdade § 3º. Admite-se a prova da verdade, SALVO: I - se, constituindo o fato imputado crime de ação privada, o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível; II - se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I do art. 141; ↳ Presidente da República ou Chefe de governo estrangeiro. III - se do crime imputado, embora de ação pública, o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível. CALÚNIA Caluniar alguém, imputando-lhe FALSAMENTE fato definido como crime: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 83 • Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga. ⚠ É punível a calúnia contra os mortos. ⇾ Exceção da verdade Admite-se a prova da verdade, SALVO: • se, constituindo o fato imputado crime de ação privada, o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível; • se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I do art. 141; ↳ Presidente da República ou Chefe de governo estrangeiro. • se do crime imputado, embora de ação pública, o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível. NÃO SE ADMITE EXCEÇÃO DA VERDADE CRIME DE AÇÃO PENAL PRIVADA CRIMEFÉ DE AÇÃO PENAL PÚBLICA Não foi condenado por sentença irrecorrível Foi absolvido por sentença irrecorrível DIFAMAÇÃO Art. 139. Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa. Exceção da verdade Parágrafo único. A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. DIFAMAÇÃO Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa. ⇾ Exceção da verdade • Somente se admite se o ofendido é: ↳ funcionário público; e ↳ a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. EXCEÇÃO DA VERDADE CALÚNIA DIFAMAÇÃO REGRA: Admite. EXCEÇÃO: • Crime de ação privada: Não foi condenado • Crime de ação pública: Foi absolvido • Fato imputado ao Presidente da República ou chefe de governo estrangeiro REGRA: Não admite EXCEÇÃO: se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções E S TU D A Q U E P A S S A FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 84 INJÚRIA (Ofensa à honra subjetiva) Art. 140. Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidadeou o decoro: Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, OU multa. § 1º. O juiz pode deixar de aplicar a pena: I - quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria; II - no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria. § 2º. Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se considerem aviltantes: [INJÚRIA REAL] – ação penal pública incondicionada Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa, além da pena correspondente à violência. § 3º. Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a religião ou à condição de pessoa idosa ou com deficiência: (Redação dada pela Lei nº 14.532, de 2023) Pena - RECLUSÃO, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 14.532, de 2023) ⇾ A Lei nº 14.532/2023 promoveu importantes mudanças, dentre elas: ↳ Transportou a injúria racial do Código Penal para a Lei do Crime Racial (Lei nº 7.716/89), afirmando expressamente que a injúria racial é uma forma de racismo; ↳ Promoveu mudanças no crime de racismo do art. 20 da Lei nº 7.716/89 com a inclusão de figuras equiparadas e causas de aumento de pena; ↳ Previu pena para o racismo religioso e recreativo e para o praticado por funcionário público. ⇾ Depois da Lei nº 14.532/2023: • Essa conduta (injúria racial) passou a ser um crime autônomo tipificado no art. 2º-A da Lei nº 7.716/89: Art. 2º-A. Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro, em razão de raça, cor, etnia ou procedência nacional. (Incluído pela Lei nº 14.532, de 2023). Pena: reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 14.532, de 2023). Parágrafo único. A pena é aumentada de metade se o crime for cometido mediante concurso de 2 (duas) ou mais pessoas. (Incluído pela Lei nº 14.532, de 2023). CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Lei 14.532/2023: alterações na Lei do Crime Racial. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: . INJÚRIA Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro: detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, OU multa. ⇾ O juiz pode deixar de aplicar a pena: • quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria; • no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14532.htm#art2 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14532.htm#art2 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 85 Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se considerem aviltantes: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa, além da pena correspondente à violência. Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a religião ou à condição de pessoa idosa ou com deficiência: RECLUSÃO, de 1 (um) a 3 (três) anos e multa. • Não há exceção da verdade na injúria • Não há retratação na injúria • Não admite causa de aumento de pena em caso de vítima maior de 60 anos Obs.1: injúria verbal é crime de fato transitório, pois não deixa vestígios. Obs.2: Imputação falsa de crime dirigida exclusivamente à vítima, sem chegar ao conhecimento de terceiros, de modo a não ofender a honra objetiva, configura o crime de injúria e não calúnia. Disposições comuns Art. 141. As penas cominadas neste Capítulo AUMENTAM-SE de 1/3, se qualquer dos crimes é cometido: I - contra o Presidente da República, ou contra chefe de governo estrangeiro; II - contra funcionário público, em razão de suas funções, ou contra os Presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados ou do Supremo Tribunal Federal; (Redação dada pela Lei nº 14.197, de 2021) Crime contra a honra de funcionário público, majorado (art. 141, II) x Desacato (art. 331): A doutrina majoritária sustenta que se diferem pelo fato de que no primeiro, o servidor está ausente. Já no segundo, o servidor presente (vendo ou ouvindo). III - na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria. IV - contra criança, adolescente, pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou pessoa com deficiência, EXCETO na hipótese prevista no § 3º do art. 140 deste Código. (Redação dada pela Lei nº 14.344, de 2022) § 1º. Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa, aplica-se a pena EM DOBRO. (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) § 2º. Se o crime é cometido ou divulgado em quaisquer modalidades das redes sociais da rede mundial de computadores, aplica-se EM TRIPLO a pena. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) DISPOSIÇÕES COMUNS QUANTO AOS CRIMES CONTRA A HONRA • contra o Presidente da República, ou contra chefe de governo estrangeiro; E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14197.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 86 As penas cominadas neste Capítulo AUMENTAM-SE de 1/3, se qualquer dos crimes é cometido: • contra funcionário público, em razão de suas funções, ou contra os Presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados ou do STF; • na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria. • contra criança, adolescente, pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou pessoa com deficiência, EXCETO na hipótese prevista no § 3º do art. 140 deste Código. Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa: aplica-se a pena EM DOBRO. Se o crime é cometido ou divulgado em quaisquer modalidades das redes sociais da rede mundial de computadores: aplica-se EM TRIPLO a pena. Exclusão do crime Art. 142. NÃO CONSTITUEM injúria ou difamação punível: ↳ Pode constituir o crime de CALÚNIA! I - a ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador; ↳ Responde pela injúria ou pela difamação quem lhe dá publicidade. II - a opinião desfavorável da crítica literária, artística ou científica, SALVO quando inequívoca a intenção de injuriar ou difamar; III - o conceito desfavorável emitido por funcionário público, em apreciação ou informação que preste no cumprimento de dever do ofício. ↳ Responde pela injúria ou pela difamação quem lhe dá publicidade. Parágrafo único. Nos casos dos ns. I e III, responde pela injúria ou pela difamação quem lhe dá publicidade. Retratação [não se estende aos demais ofensores] Art. 143. O querelado que, ANTES DA SENTENÇAFÉ, se retrata cabalmente da CALÚNIA ou da DIFAMAÇÃO, fica isento de pena. Parágrafo único. Nos casos em que o querelado tenha praticado a calúnia ou a difamação utilizando- se de meios de comunicação, a retratação dar-se-á, se assim desejar o ofendido, pelos mesmos meios em que se praticou a ofensa. (Incluído pela Lei nº 13.188, de 2015). E S TU D A Q U E P A S S A FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 87 • A retratação da calúnia, feita antes da sentença, acarreta a extinção da punibilidade do agente independente de aceitação do ofendido Art. 144. Se, de referências, alusões ou frases, seinfere calúnia, difamação ou injúria, quem se julga ofendido pode pedir explicações em juízo. Aquele que se recusa a dá-las ou, a critério do juiz, não as dá satisfatórias, responde pela ofensa. Art. 145. Nos crimes previstos neste Capítulo somente se procede mediante queixa, SALVO quando, no caso do art. 140, § 2º, da violência resulta lesão corporal. Parágrafo único. Procede-se mediante requisição do Ministro da Justiça, no caso do inciso I do caput do art. 141 deste Código, e mediante representação do ofendido, no caso do inciso II do mesmo artigo, bem como no caso do § 3º do art. 140 deste Código. • Súmula nº 714, STF. É concorrente a legitimidade do ofendido, mediante queixa, e do Ministério Público, condicionada à representação do ofendido, para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão do exercício de suas funções. Info 1036, STF/2021 (Plenário) - O crime de injúria racial, espécie do gênero racismo, é imprescritível Info 724, STJ/2022 - O crime de injúria praticado pela internet por mensagens privadas, as quais somente o autor e o destinatário têm acesso ao seu conteúdo, consuma-se no local em que a vítima tomou conhecimento do conteúdo ofensivo Info 738, STJ/2022 - Manifestações por parte da imprensa de natureza crítica, satírica, agressiva, grosseira ou deselegante não autorizam, por si sós, o uso do direito penal para, mesmo que de forma indireta, silenciar a atividade jornalística E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/cbf4d310ea68b3933521ba359d33ed5e?categoria=11&subcategoria=104&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/cbf4d310ea68b3933521ba359d33ed5e?categoria=11&subcategoria=104&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/212ab20dbdf4191cbcdcf015511783f4?categoria=11&subcategoria=104&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/5747a0021eb349e9c8d3667cf1a5e9ec?categoria=11&subcategoria=104&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/5747a0021eb349e9c8d3667cf1a5e9ec?categoria=11&subcategoria=104&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/5747a0021eb349e9c8d3667cf1a5e9ec?categoria=11&subcategoria=104&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/cd163419a5f4df0ba7e252841f95fcc1?categoria=11&subcategoria=104&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/cd163419a5f4df0ba7e252841f95fcc1?categoria=11&subcategoria=104&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/cd163419a5f4df0ba7e252841f95fcc1?categoria=11&subcategoria=104&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 88 Leitura do Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997) – Artigos nº 22 a 25 Art. 22. Compete aos órgãos ou entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, no âmbito de sua circunscrição: I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito das respectivas atribuições; II - realizar, fiscalizar e controlar o processo de formação, de aperfeiçoamento, de reciclagem e de suspensão de condutores e expedir e cassar Licença de Aprendizagem, Permissão para Dirigir e Carteira Nacional de Habilitação, mediante delegação do órgão máximo executivo de trânsito da União; (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020) III - vistoriar, inspecionar as condições de segurança veicular, registrar, emplacar e licenciar veículos, com a expedição dos Certificados de Registro de Veículo e de Licenciamento Anual, mediante delegação do órgão máximo executivo de trânsito da União; (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020) IV - estabelecer, em conjunto com as Polícias Militares, as diretrizes para o policiamento ostensivo de trânsito; V - executar a fiscalização de trânsito, autuar e aplicar as medidas administrativas cabíveis pelas infrações previstas neste Código, EXCETUADAS aquelas de competência privativa dos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios previstas no § 4º do art. 24 deste Código, no exercício regular do poder de polícia de trânsito; (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) Art. 24, § 4º, CTB. Compete privativamente aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição, executar a fiscalização de trânsito, autuar e aplicar as medidas administrativas e penalidades previstas nos arts. 95, 181, 182, 183, 218 e 219, nos incisos V e X do caput do art. 231 e nos arts. 245, 246 e 279-A deste Código. (Incluído pela Lei nº 14.599, de 2023) VI - aplicar as penalidades por infrações previstas neste Código, EXCETUADAS aquelas de competência privativa dos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios previstas no § 4º do art. 24 deste Código, notificando os infratores e arrecadando as multas que aplicar; (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) VII - arrecadar valores provenientes de estada e remoção de veículos e objetos; VIII - comunicar ao órgão executivo de trânsito da União a suspensão e a cassação do direito de dirigir e o recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação; IX - coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre sinistros de trânsito e suas causas; (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) X - credenciar órgãos ou entidades para a execução de atividades previstas na legislação de trânsito, na forma estabelecida em norma do CONTRAN; XI - implementar as medidas da Política Nacional de Trânsito e do Programa Nacional de Trânsito; XII - promover e participar de projetos e programas de educação e segurança de trânsito de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo CONTRAN; E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 89 XIII - integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito para fins de arrecadação e compensação de multas impostas na área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento, à simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuários de condutores de uma para outra unidade da Federação; XIV - fornecer, aos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários municipais, os dados cadastrais dos veículos registrados e dos condutores habilitados, para fins de imposição e notificação de penalidades e de arrecadação de multas nas áreas de suas competências; XV - fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos pelos veículos automotores ou pela sua carga, de acordo com o estabelecido no art. 66, além de dar apoio, quando solicitado, às ações específicas dos órgãos ambientais locais; ↳RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 9 proporcional com a atenuante da confissão espontânea, em estrito atendimento aos princípios da individualização da pena e da proporcionalidade. Cálculo da pena (Critério trifásico) Art. 68. A pena-base será fixada atendendo-se ao critério do art. 59 deste Código; em seguida serão consideradas as circunstâncias atenuantes e agravantes; por último, as causas de diminuição e de aumento. Parágrafo único. No concurso de causas de aumento ou de diminuição previstas na parte especial, pode o juiz limitar-se a um só aumento ou a uma só diminuição, prevalecendo, todavia, a causa que mais aumente ou diminua. • 1ª fase: fixação da pena base ⇾ Circunstâncias judiciais. • 2ª fase: atenuantes e agravantes ⇾ Circunstâncias legais • 3ª fase: causas de aumento e de diminuição ⇾ circunstâncias legais. Concurso material (soma das penas) Art. 69. Quando o agente, mediante MAIS DE UMA ação ou omissão, pratica 2 (dois) ou mais crimes, idênticos ou não, aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido. No caso de aplicação cumulativa de penas de RECLUSÃO e de detenção FÉ, executa -se primeiro aquela (RECLUSÃO). CONCURSO MATERIAL ⇾ Agente: • Mediante MAIS DE UMA ação ou omissão • Pratica 2 ou mais crimes (idênticos ou não) ⇾ Aplicam-se: • Cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido. ⇾ Aplicação cumulativa de penas de RECLUSÃO e de detenção: executa-se primeiro a de RECLUSÃO. § 1º. Na hipótese deste artigo, quando ao agente tiver sido aplicada pena privativa de liberdade, não suspensa, por um dos crimes, para os demais será incabível a substituição de que trata o art. 44 deste Código. Art. 44, CP. As penas restritivas de direitos são autônomas e SUBSTITUEM as privativas de liberdade, QUANDO: I - aplicada pena privativa de liberdade NÃO SUPERIOR a 4 (quatro) anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo; II - o réu não for reincidente em crime DOLOSO; III - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente. § 2º. Quando forem aplicadas penas restritivas de direitos, o condenado cumprirá simultaneamente as que forem compatíveis entre si e sucessivamente as demais. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 10 • Concurso material: mais de uma ação ou omissão. • Concurso formal: uma só ação ou omissão. • Súmula nº 243, STJ. O benefício da suspensão do processo não é aplicável em relação às infrações penais cometidas em concurso material, concurso formal ou continuidade delitiva, quando a pena mínima cominada, seja pelo somatório, seja pela incidência da majorante, ultrapassar o limite de 01 ano. Concurso formal Art. 70. Quando o agente, mediante UMA SÓ ação ou omissão, pratica 2 (dois) ou mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas AUMENTADA, em qualquer caso, de 1/6 até 1/2 (metade) [concurso formal próprio]. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos, consoante o disposto no artigo anterior [concurso formal impróprio]. CONCURSO FORMAL ⇾ Agente: • Mediante UMA SÓ ação ou omissão • Pratica 2 ou mais crimes (idênticos ou não) ⇾ Aplicam-se: • A maior das penas cabíveis. • Se penas iguais: somente uma delas, aumentada, em qualquer caso, de 1/6 até 1/2. ⇾ Penas aplicam-se cumulativamente: se a ação ou omissão é DOLOSA e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos. Parágrafo único. Não poderá a pena exceder a que seria cabível pela regra do art. 69 deste Código. Atenção! A distinção entre o concurso formal próprio e o impróprio relaciona-se com o elemento subjetivo do agente, ou seja, a existência ou não de desígnios autônomos. Para o STJ, o roubo praticado dentro do ônibus em que se subtrai o patrimônio de várias vítimas, caracteriza concurso formal próprio. STJ, 5ª T, 09/02/2021 - O crime de corrupção de menor foi cometido no mesmo contexto fático e momento da prática do crime de roubo, razão pela qual se mostra mais correto o reconhecimento do concurso formal de crimes. Crime continuado Art. 71. Quando o agente, mediante MAIS DE UMA ação ou omissão, pratica 2 ou mais crimes da MESMA ESPÉCIE e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os subsequentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, AUMENTADA, em qualquer caso, de 1/6 a 2/3. • Súmula nº 659, STJ. A fração de aumento em razão da prática de crime continuado deve ser fixada de acordo com o NÚMERO DE DELITOS COMETIDOS, aplicando-se 1/6 pela prática E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/7867d6557b82ed3b5d61e6591a2a2fd3?categoria=11&subcategoria=97&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/7867d6557b82ed3b5d61e6591a2a2fd3?categoria=11&subcategoria=97&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/7867d6557b82ed3b5d61e6591a2a2fd3?categoria=11&subcategoria=97&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 11 de duas infrações, 1/5 para três, 1/4 para quatro, 1/3 para cinco, 1/2 para seis e 2/3 para sete ou mais infrações. 1/6 • prática de 2 infrações; 1/5 • prática de 3 infrações; 1/4 • prática de 4 infrações; 1/3 • prática de 5 infrações; 1/2 • prática de 6 infrações; 2/3 • prática de 7 ou mais infrações; Parágrafo único. Nos CRIMES DOLOSOS, contra vítimas diferentes, cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa, poderá o juiz, considerando a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstâncias, aumentar a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, até o triplo (3x), observadas as regras do parágrafo único do art. 70 e do art. 75 deste Código. ⇾ O CP adotou, em relação à natureza jurídica e para fins de aplicação da pena, a teoria da ficção jurídica acerca do crime continuado. ⇾ No crime continuado, a competência é fixada por prevenção! Não se confunde com as hipóteses de continência. ⇾ No concurso de crimes, o cálculo da prescrição da pretensão punitiva é feito considerando cada crime isoladamente, não se computando o acréscimo decorrente do concurso formal, material ou da continuidade delitiva. • NÃO incide a regra a continuidade delitiva específica nos crimes de estupro praticados com violência presumida. STJ. Processo em segredo de justiça, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 5/9/2023, DJe 8/9/2023. (Info 786) • De fato, "A violência de que trata a continuidade delitiva especial (art. 71, parágrafo único, do Código Penal) é real, sendo inviável aplicar limites mais gravosos do benefício penal da continuidade delitiva com base, exclusivamente, na ficção jurídica de violência do legislador utilizada para criar o tipo penal de estupro de vulnerável, se efetivamente a conjunção carnal ou ato libidinoso executado contra vulnerável foi desprovido de qualquer violência real." (PET no REsp 1.659.662/CE, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma,Art. 66: vetado. XVI - articular-se com os demais órgãos do Sistema Nacional de Trânsito no Estado, sob coordenação do respectivo CETRAN. XVII - criar, implantar e manter escolas públicas de trânsito, destinadas à educação de crianças, adolescentes, jovens e adultos, por meio de aulas teóricas e práticas sobre legislação, sinalização e comportamento no trânsito. (Redação dada pela Lei nº 14.440, de 2022) § 1º. As competências descritas no inciso II do caput deste artigo relativas ao processo de suspensão de condutores serão exercidas quando: (Incluído pela Lei nº 14.599, de 2023) I - o condutor atingir o limite de pontos estabelecido no inciso I do art. 261 deste Código; (Incluído pela Lei nº 14.599, de 2023) Art. 261, CTB. A penalidade de suspensão do direito de dirigir será imposta nos seguintes casos: I - sempre que, conforme a pontuação prevista no art. 259 deste Código, o infrator atingir, no período de 12 (doze) meses, a seguinte contagem de pontos: (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020) a) 20 (vinte) pontos, caso constem 2 (duas) ou mais infrações gravíssimas na pontuação; (Incluído pela Lei nº 14.071, de 2020) b) 30 (trinta) pontos, caso conste 1 (uma) infração gravíssima na pontuação; (Incluído pela Lei nº 14.071, de 2020) c) 40 (quarenta) pontos, caso não conste nenhuma infração gravíssima na pontuação; (Incluído pela Lei nº 14.071, de 2020) II - a infração previr a penalidade de suspensão do direito de dirigir de forma específica e a autuação tiver sido efetuada pelo próprio órgão executivo estadual de trânsito. (Incluído pela Lei nº 14.599, de 2023) § 2º. Compete privativamente aos órgãos ou entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal executar a fiscalização de trânsito, autuar e aplicar as medidas administrativas e penalidades previstas nos arts. 165-D, 233, 240, 241, 242 e 243 e no § 5º do art. 330 deste Código. (Incluído pela Lei nº 14.599, de 2023) Art. 165-D, CTB. (VETADO). E S TU D A Q U E P A S S A FÉFÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14440.htm#art15 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 90 (Incluído pela Lei nº 14.599, de 2023) Art. 233, CTB. Deixar de efetuar o registro de veículo no prazo de 30 (trinta) dias, junto ao órgão executivo de trânsito, ocorridas as hipóteses previstas no art. 123: Infração - média; (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020) Penalidade - multa; (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020) Medida administrativa - remoção do veículo. (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020) Art. 240, CTB. Deixar o responsável de promover a baixa do registro de veículo irrecuperável ou definitivamente desmontado: Infração - grave; Penalidade - multa; Medida administrativa - Recolhimento do Certificado de Registro e do Certificado de Licenciamento Anual. Art. 241, CTB. Deixar de atualizar o cadastro de registro do veículo ou de habilitação do condutor: Infração - leve; Penalidade - multa. Art. 242, CTB. Fazer falsa declaração de domicílio para fins de registro, licenciamento ou habilitação: Infração - gravíssima; Penalidade - multa. Art. 243, CTB. Deixar a empresa seguradora de comunicar ao órgão executivo de trânsito competente a ocorrência de perda total do veículo e de lhe devolver as respectivas placas e documentos: Infração - grave; Penalidade - multa; Medida administrativa - Recolhimento das placas e dos documentos. Art. 330, § 5º, CTB. A falta de escrituração dos livros, o atraso, a fraude ao realizá-lo e a recusa de sua exibição serão punidas com a multa prevista para as infrações gravíssimas, independente das demais cominações legais cabíveis. COMPETE AOS ÓRGÃOS OU ENTIDADES EXECUTIVOS DE TRÂNSITO DOS ESTADOS E DO DISTRITO FEDERAL no âmbito de sua circunscrição • cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito das respectivas atribuições; • realizar, fiscalizar e controlar o processo de formação, de aperfeiçoamento, de reciclagem e de suspensão de condutores e expedir e cassar Licença de Aprendizagem, Permissão para E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 91 Dirigir e Carteira Nacional de Habilitação, mediante delegação do órgão máximo executivo de trânsito da União; • vistoriar, inspecionar as condições de segurança veicular, registrar, emplacar e licenciar veículos, com a expedição dos Certificados de Registro de Veículo e de Licenciamento Anual, mediante delegação do órgão máximo executivo de trânsito da União; • estabelecer, em conjunto com as Polícias Militares, as diretrizes para o policiamento ostensivo de trânsito; • executar a fiscalização de trânsito, autuar e aplicar as medidas administrativas cabíveis pelas infrações previstas neste Código, EXCETUADAS aquelas de competência privativa dos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios previstas no § 4º do art. 24 deste Código, no exercício regular do poder de polícia de trânsito; • aplicar as penalidades por infrações previstas neste Código, EXCETUADAS aquelas de competência privativa dos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios previstas no § 4º do art. 24 deste Código, notificando os infratores e arrecadando as multas que aplicar; • arrecadar valores provenientes de estada e remoção de veículos e objetos; • comunicar ao órgão executivo de trânsito da União a suspensão e a cassação do direito de dirigir e o recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação; • coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre sinistros de trânsito e suas causas; • credenciar órgãos ou entidades para a execução de atividades previstas na legislação de trânsito, na forma estabelecida em norma do CONTRAN; • implementar as medidas da Política Nacional de Trânsito e do Programa Nacional de Trânsito; • promover e participar de projetos e programas de educação e segurança de trânsito de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo CONTRAN; • integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito para fins de arrecadação e compensação de multas impostas na área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento, à simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuários de condutores de uma para outra unidade da Federação; • fornecer, aos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários municipais, os dados cadastrais dos veículos registrados e dos condutores habilitados, para fins de imposição e notificação de penalidades e de arrecadação de multas nas áreas de suas competências; • fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos pelos veículos automotores ou pela sua carga, de acordo com o estabelecido no art. 66, além de dar apoio, quando solicitado, às ações específicas dos órgãos ambientais locais; • articular-se com os demais órgãos do Sistema Nacionalde Trânsito no Estado, sob coordenação do respectivo CETRAN. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 92 • criar, implantar e manter escolas públicas de trânsito, destinadas à educação de crianças, adolescentes, jovens e adultos, por meio de aulas teóricas e práticas sobre legislação, sinalização e comportamento no trânsito. Art. 23. Compete às Polícias Militares dos Estados e do Distrito Federal: I - (VETADO); II - (VETADO); III - executar a fiscalização de trânsito, quando e conforme convênio firmado, como agente do órgão ou entidade executivos de trânsito ou executivos rodoviários, concomitantemente com os demais agentes credenciados; IV - (VETADO); V - (VETADO); VI - (VETADO); VII - (VETADO); VIII - (VETADO). (Incluído pela Lei nº 14.599, de 2023) Parágrafo único. (VETADO). COMPETE ÀS POLÍCIAS MILITARES DOS ESTADOS E DO DISTRITO FEDERAL • executar a fiscalização de trânsito, quando e conforme convênio firmado, como agente do órgão ou entidade executivos de trânsito ou executivos rodoviários, concomitantemente com os demais agentes credenciados. Art. 24. Compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição: (Redação dada pela Lei nº 13.154, de 2015) I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito de suas atribuições; II - planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais e promover o desenvolvimento, temporário ou definitivo, da circulação, da segurança e das áreas de proteção de ciclistas; (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020) III - implantar, manter e operar o sistema de sinalização, os dispositivos e os equipamentos de controle viário; IV - coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre os sinistros de trânsito e suas causas; (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) V - estabelecer, em conjunto com os órgãos de polícia ostensiva de trânsito, as diretrizes para o policiamento ostensivo de trânsito; VI - executar a fiscalização de trânsito em vias terrestres, edificações de uso público e edificações privadas de uso coletivo, autuar e aplicar as penalidades de advertência por escrito e multa e as medidas administrativas cabíveis pelas infrações previstas neste Código, EXCETUADAS aquelas de competência E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13154.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 93 privativa dos órgãos ou entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal previstas no § 2º do art. 22 deste Código, notificando os infratores e arrecadando as multas que aplicar; (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) ↳ O exercício das atribuições previstas no inciso VI do caput deste artigo no âmbito de edificações privadas de uso coletivo somente se aplica para infrações de uso de vagas reservadas em estacionamentos. VII - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) VIII - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) IX - fiscalizar o cumprimento da norma contida no art. 95, aplicando as penalidades e arrecadando as multas nele previstas; Art. 95, CTB. Nenhuma obra ou evento que possa perturbar ou interromper a livre circulação de veículos e pedestres, ou colocar em risco sua segurança, será iniciada sem permissão prévia do órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via. X - implantar, manter e operar sistema de estacionamento rotativo pago nas vias; XI - arrecadar valores provenientes de estada e remoção de veículos e objetos, e escolta de veículos de cargas superdimensionadas ou perigosas; XII - credenciar os serviços de escolta, fiscalizar e adotar medidas de segurança relativas aos serviços de remoção de veículos, escolta e transporte de carga indivisível; XIII - integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito para fins de arrecadação e compensação de multas impostas na área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento, à simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuários dos condutores de uma para outra unidade da Federação; XIV - implantar as medidas da Política Nacional de Trânsito e do Programa Nacional de Trânsito; XV - promover e participar de projetos e programas de educação e segurança de trânsito de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo CONTRAN; XVI - planejar e implantar medidas para redução da circulação de veículos e reorientação do tráfego, com o objetivo de diminuir a emissão global de poluentes; XVII - registrar e licenciar, na forma da legislação, veículos de tração e propulsão humana e de tração animal, fiscalizando, autuando, aplicando penalidades e arrecadando multas decorrentes de infrações; (Redação dada pela Lei nº 13.154, de 2015) XVIII - conceder autorização para conduzir veículos de propulsão humana e de tração animal; XIX - articular-se com os demais órgãos do Sistema Nacional de Trânsito no Estado, sob coordenação do respectivo CETRAN; XX - fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos pelos veículos automotores ou pela sua carga, de acordo com o estabelecido no art. 66, além de dar apoio às ações específicas de órgão ambiental local, quando solicitado; XXI - vistoriar veículos que necessitem de autorização especial para transitar e estabelecer os requisitos técnicos a serem observados para a circulação desses veículos. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13154.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 94 XXII - aplicar a penalidade de SUSPENSÃO DO DIREITO DE DIRIGIR, quando prevista de forma específica para a infração cometida, e comunicar a aplicação da penalidade ao órgão máximo executivo de trânsito da União; (Incluído dada pela Lei nº 14.071, de 2020) XXIII - criar, implantar e manter escolas públicas de trânsito, destinadas à educação de crianças, adolescentes, jovens e adultos, por meio de aulas teóricas e práticas sobre legislação, sinalização e comportamento no trânsito. (Redação dada pela Lei nº 14.440, de 2022) § 1º. As competências relativas a órgão ou entidade municipal serão exercidas no Distrito Federal por seu órgão ou entidade executivos de trânsito. § 2º. Para exercer as competências estabelecidas neste artigo, os Municípios deverão integrar-se ao Sistema Nacional de Trânsito, por meio de órgão ou entidade executivos de trânsito ou diretamente por meio da prefeitura municipal, conforme previsto no art. 333 deste Código. (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020) Art. 333, CTB. O CONTRAN estabelecerá, em até 120 dias após a nomeação de seus membros, as disposições previstas nos arts. 91 e 92, que terão de ser atendidas pelos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários para exercerem suas competências. § 1º. Os órgãos e entidades de trânsito já existentes terão prazo de 1 ano, após a edição das normas, para se adequarem às novas disposições estabelecidas pelo CONTRAN, conforme disposto neste artigo. § 2º. Os órgãos e entidades de trânsito a serem criados exercerão as competências previstas neste Código em cumprimento às exigências estabelecidas peloCONTRAN, conforme disposto neste artigo, acompanhados pelo respectivo CETRAN, se órgão ou entidade municipal, ou CONTRAN, se órgão ou entidade estadual, do Distrito Federal ou da União, passando a integrar o Sistema Nacional de Trânsito. § 3º. O exercício das atribuições previstas no inciso VI do caput deste artigo no âmbito de edificações privadas de uso coletivo somente se aplica para infrações de uso de vagas reservadas em estacionamentos. (Incluído pela Lei nº 14.599, de 2023) § 4º. Compete privativamente aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição, executar a fiscalização de trânsito, autuar e aplicar as medidas administrativas e penalidades previstas nos arts. 95, 181, 182, 183, 218 e 219, nos incisos V e X do caput do art. 231 e nos arts. 245, 246 e 279-A deste Código. (Incluído pela Lei nº 14.599, de 2023) Art. 181, CTB. Estacionar o veículo: I - nas esquinas e a menos de cinco metros do bordo do alinhamento da via transversal: Infração - média; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo; II - afastado da guia da calçada (meio-fio) de cinquenta centímetros a um metro: Infração - leve; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo; E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14440.htm#art15 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 95 III - afastado da guia da calçada (meio-fio) a mais de um metro: Infração - grave; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo; IV - em desacordo com as posições estabelecidas neste Código: Infração - média; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo; V - na pista de rolamento das estradas, das rodovias, das vias de trânsito rápido e das vias dotadas de acostamento: Infração - gravíssima; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo; VI - junto ou sobre hidrantes de incêndio, registro de água ou tampas de poços de visita de galerias subterrâneas, desde que devidamente identificados, conforme especificação do CONTRAN: Infração - média; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo; VII - nos acostamentos, salvo motivo de força maior: Infração - leve; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo; VIII - no passeio ou sobre faixa destinada a pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou jardim público: Infração - grave; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo; IX - onde houver guia de calçada (meio-fio) rebaixada destinada à entrada ou saída de veículos: Infração - média; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo; X - impedindo a movimentação de outro veículo: Infração - média; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo; XI - ao lado de outro veículo em fila dupla: Infração - grave; E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 96 Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo; XII - na área de cruzamento de vias, prejudicando a circulação de veículos e pedestres: Infração - grave; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo; XIII - onde houver sinalização horizontal delimitadora de ponto de embarque ou desembarque de passageiros de transporte coletivo ou, na inexistência desta sinalização, no intervalo compreendido entre dez metros antes e depois do marco do ponto: Infração - média; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo; XIV - nos viadutos, pontes e túneis: Infração - grave; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo; XV - na contramão de direção: Infração - média; Penalidade - multa; XVI - em aclive ou declive, não estando devidamente freado e sem calço de segurança, quando se tratar de veículo com peso bruto total superior a três mil e quinhentos quilogramas: Infração - grave; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo; XVII - em desacordo com as condições regulamentadas especificamente pela sinalização (placa - Estacionamento Regulamentado): Infração - grave; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo; XVIII - em locais e horários proibidos especificamente pela sinalização (placa - Proibido Estacionar): Infração - média; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo; XIX - em locais e horários de estacionamento e parada proibidos pela sinalização (placa - Proibido Parar e Estacionar): Infração - grave; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 97 XX - nas vagas reservadas às pessoas com deficiência ou idosos, sem credencial que comprove tal condição: Infração - gravíssima; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo. § 1º. Nos casos previstos neste artigo, a autoridade de trânsito aplicará a penalidade preferencialmente após a remoção do veículo. § 2º. No caso previsto no inciso XVI é proibido abandonar o calço de segurança na via. Art. 182, CTB. Parar o veículo: I - nas esquinas e a menos de cinco metros do bordo do alinhamento da via transversal: Infração - média; Penalidade - multa; II - afastado da guia da calçada (meio-fio) de cinquenta centímetros a um metro: Infração - leve; Penalidade - multa; III - afastado da guia da calçada (meio-fio) a mais de um metro: Infração - média; Penalidade - multa; IV - em desacordo com as posições estabelecidas neste Código: Infração - leve; Penalidade - multa; V - na pista de rolamento das estradas, das rodovias, das vias de trânsito rápido e das demais vias dotadas de acostamento: Infração - grave; Penalidade - multa; VI - no passeio ou sobre faixa destinada a pedestres, nas ilhas, refúgios, canteiros centrais e divisores de pista de rolamento e marcas de canalização: Infração - leve; Penalidade - multa; VII - na área de cruzamento de vias, prejudicando a circulação de veículos e pedestres: Infração - média; Penalidade - multa; VIII - nos viadutos, pontes e túneis: Infração - média; Penalidade - multa; IX - na contramão de direção: Infração - média; Penalidade - multa; X - em local e horário proibidos especificamente pela sinalização (placa - Proibido Parar): Infração - média; E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 98 Penalidade - multa. XI - sobre ciclovia ou ciclofaixa: (Incluído pela Lei nº 14.071, de 2020) Infração - grave; (Incluído pela Lei nº 14.071, de 2020) Penalidade - multa. (Incluído pela Lei nº 14.071, de 2020) Art. 183, CTB. Parar o veículo sobre a faixa de pedestres na mudança de sinal luminoso: Infração - média; Penalidade - multa. Art. 218, CTB. Transitar em velocidade superior à máxima permitida para o local, medida por instrumento ou equipamento hábil, em rodovias, vias de trânsito rápido, vias arteriais e demais vias: I - quando a velocidade for superior à máxima em até 20% (vinte por cento): Infração - média; Penalidade - multa; II - quando a velocidade for superior à máxima em mais de 20% (vinte por cento)até 50% (cinquenta por cento): Infração - grave; Penalidade - multa; III - quando a velocidade for superior à máxima em mais de 50% (cinquenta por cento): Infração - gravíssima; (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020) Penalidade - multa (três vezes) e suspensão do direito de dirigir. (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020) Art. 219, CTB. Transitar com o veículo em velocidade inferior à metade da velocidade máxima estabelecida para a via, retardando ou obstruindo o trânsito, a menos que as condições de tráfego e meteorológicas não o permitam, salvo se estiver na faixa da direita: Infração - média; Penalidade - multa. Art. 231, CTB. Transitar com o veículo: [...] V - com excesso de peso, admitido percentual de tolerância quando aferido por equipamento, na forma a ser estabelecida pelo CONTRAN: Infração - média; Penalidade - multa acrescida a cada duzentos quilogramas ou fração de excesso de peso apurado, constante na seguinte tabela: a) até 600 kg (seiscentos quilogramas) - R$ 5,32 (cinco reais e trinta e dois centavos); b) de 601 (seiscentos e um) a 800 kg (oitocentos quilogramas) - R$ 10,64 (dez reais e sessenta e quatro centavos); E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 99 c) de 801 (oitocentos e um) a 1.000 kg (mil quilogramas) - R$ 21,28 (vinte e um reais e vinte e oito centavos); d) de 1.001 (mil e um) a 3.000 kg (três mil quilogramas) - R$ 31,92 (trinta e um reais e noventa e dois centavos); e) de 3.001 (três mil e um) a 5.000 kg (cinco mil quilogramas) - R$ 42,56 (quarenta e dois reais e cinquenta e seis centavos); f) acima de 5.001 kg (cinco mil e um quilogramas) - R$ 53,20 (cinquenta e três reais e vinte centavos); Medida administrativa - retenção do veículo e transbordo da carga excedente; X - excedendo a capacidade máxima de tração: Infração - de média a gravíssima, a depender da relação entre o excesso de peso apurado e a capacidade máxima de tração, a ser regulamentada pelo CONTRAN; Penalidade - multa; Medida Administrativa - retenção do veículo e transbordo de carga excedente. Art. 245, CTB. Utilizar a via para depósito de mercadorias, materiais ou equipamentos, sem autorização do órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via: Infração - grave; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção da mercadoria ou do material. Parágrafo único. A penalidade e a medida administrativa incidirão sobre a pessoa física ou jurídica responsável. Art. 246, CTB. Deixar de sinalizar qualquer obstáculo à livre circulação, à segurança de veículo e pedestres, tanto no leito da via terrestre como na calçada, ou obstaculizar a via indevidamente: Infração - gravíssima; Penalidade - multa, agravada em até cinco vezes, a critério da autoridade de trânsito, conforme o risco à segurança. Parágrafo único. A penalidade será aplicada à pessoa física ou jurídica responsável pela obstrução, devendo a autoridade com circunscrição sobre a via providenciar a sinalização de emergência, às expensas do responsável, ou, se possível, promover a desobstrução. Art. 279-A, CTB. O veículo em estado de abandono ou sinistrado poderá ser removido para o depósito fixado pelo órgão ou entidade competente do Sistema Nacional de Trânsito independentemente da existência de infração à legislação de trânsito, nos termos da regulamentação do Contran. (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) § 1º. A remoção do veículo sinistrado será realizada quando não houver responsável por ele no local do sinistro. (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) § 2º. Aplicam-se à remoção de veículo em estado de abandono ou sinistrado as disposições constantes do art. 328, sem prejuízo das demais disposições deste Código. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 100 (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023) COMPETE AOS ÓRGÃOS E ENTIDADES EXECUTIVOS DE TRÂNSITO DOS MUNICÍPIOS, NO ÂMBITO DE SUA CIRCUNSCRIÇÃO • cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito de suas atribuições; • planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais e promover o desenvolvimento, temporário ou definitivo, da circulação, da segurança e das áreas de proteção de ciclistas; • implantar, manter e operar o sistema de sinalização, os dispositivos e os equipamentos de controle viário; • coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre os sinistros de trânsito e suas causas; • estabelecer, em conjunto com os órgãos de polícia ostensiva de trânsito, as diretrizes para o policiamento ostensivo de trânsito; • executar a fiscalização de trânsito em vias terrestres, edificações de uso público e edificações privadas de uso coletivo, autuar e aplicar as penalidades de advertência por escrito e multa e as medidas administrativas cabíveis pelas infrações previstas neste Código, EXCETUADAS aquelas de competência privativa dos órgãos ou entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal previstas no § 2º do art. 22 deste Código, notificando os infratores e arrecadando as multas que aplicar; ↳ O exercício das atribuições previstas no inciso VI do caput deste artigo no âmbito de edificações privadas de uso coletivo somente se aplica para infrações de uso de vagas reservadas em estacionamentos. • fiscalizar o cumprimento da norma contida no art. 95, aplicando as penalidades e arrecadando as multas nele previstas; • implantar, manter e operar sistema de estacionamento rotativo pago nas vias; • arrecadar valores provenientes de estada e remoção de veículos e objetos, e escolta de veículos de cargas superdimensionadas ou perigosas; • credenciar os serviços de escolta, fiscalizar e adotar medidas de segurança relativas aos serviços de remoção de veículos, escolta e transporte de carga indivisível; • integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito para fins de arrecadação e compensação de multas impostas na área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento, à simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuários dos condutores de uma para outra unidade da Federação; • implantar as medidas da Política Nacional de Trânsito e do Programa Nacional de Trânsito; • promover e participar de projetos e programas de educação e segurança de trânsito de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo CONTRAN; • planejar e implantar medidas para redução da circulação de veículos e reorientação do tráfego, com o objetivo de diminuir a emissão global de poluentes; E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 101 • registrar e licenciar, na forma da legislação, veículos de tração e propulsão humana e de tração animal, fiscalizando, autuando, aplicando penalidades e arrecadando multas decorrentes de infrações; • conceder autorização para conduzir veículos de propulsão humana e de tração animal; • articular-se com os demais órgãos do Sistema Nacional de Trânsito no Estado, sob coordenação do respectivo CETRAN; • fiscalizar o nível de emissãode poluentes e ruído produzidos pelos veículos automotores ou pela sua carga, de acordo com o estabelecido no art. 66, além de dar apoio às ações específicas de órgão ambiental local, quando solicitado; • vistoriar veículos que necessitem de autorização especial para transitar e estabelecer os requisitos técnicos a serem observados para a circulação desses veículos. • aplicar a penalidade de SUSPENSÃO DO DIREITO DE DIRIGIR, quando prevista de forma específica para a infração cometida, e comunicar a aplicação da penalidade ao órgão máximo executivo de trânsito da União; • criar, implantar e manter escolas públicas de trânsito, destinadas à educação de crianças, adolescentes, jovens e adultos, por meio de aulas teóricas e práticas sobre legislação, sinalização e comportamento no trânsito. Art. 24-A. Compete concorrentemente aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios executar a fiscalização de trânsito, autuar e aplicar as medidas administrativas e penalidades previstas neste Código, observado o disposto no § 2º do art. 22 e no § 4º do art. 24 deste Código. (Incluído pela Lei nº 14.599, de 2023) Parágrafo único. As competências privativas previstas no § 2º do art. 22 e no § 4º do art. 24 podem ser delegadas por meio do convênio de que trata o art. 25 deste Código. (Incluído pela Lei nº 14.599, de 2023) ⇾ Compete concorrentemente aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios executar a fiscalização de trânsito, autuar e aplicar as medidas administrativas e penalidades previstas neste Código. Art. 25. Os órgãos e entidades executivos do Sistema Nacional de Trânsito poderão celebrar convênio delegando as atividades previstas neste Código, com vistas à maior eficiência e à segurança para os usuários da via. § 1º. Os órgãos e entidades de trânsito poderão prestar serviços de capacitação técnica, assessoria e monitoramento das atividades relativas ao trânsito durante prazo a ser estabelecido entre as partes, com ressarcimento dos custos apropriados. (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020) § 2º. Quando não houver órgão ou entidade executivos de trânsito no respectivo Município, o convênio de que trata o caput deste artigo poderá ser celebrado diretamente pela prefeitura municipal com E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14599.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 102 órgão ou entidade que integre o Sistema Nacional de Trânsito, permitido, inclusive, o consórcio com outro ente federativo. (Incluído pela Lei nº 14.071, de 2020) ⇾ Os órgãos e entidades executivos do Sistema Nacional de Trânsito poderão celebrar convênio delegando as atividades previstas neste Código, com vistas à maior eficiência e à segurança para os usuários da via. ↳ Os órgãos e entidades de trânsito poderão prestar serviços de capacitação técnica, assessoria e monitoramento das atividades relativas ao trânsito durante prazo a ser estabelecido entre as partes, com ressarcimento dos custos apropriados. ↳ Quando não houver órgão ou entidade executivos de trânsito no respectivo Município, o convênio poderá ser celebrado diretamente pela prefeitura municipal com órgão ou entidade que integre o Sistema Nacional de Trânsito, permitido, inclusive, o consórcio com outro ente federativo. Art. 25-A. Os agentes dos órgãos policiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, a que se referem o inciso IV do caput do art. 51 e o inciso XIII do caput do art. 52 da Constituição Federal , respectivamente, mediante convênio com o órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via, poderão lavrar auto de infração de trânsito e remetê-lo ao órgão competente, nos casos em que a infração cometida nas adjacências do Congresso Nacional ou nos locais sob sua responsabilidade comprometer objetivamente os serviços ou colocar em risco a incolumidade das pessoas ou o patrimônio das respectivas Casas Legislativas. (Incluído pela Lei nº 14.071, de 2020) Art. 51, CF. Compete privativamente à Câmara dos Deputados: [...] IV - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; Art. 52, CF. Compete privativamente ao Senado Federal: XIII - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; ⇾ Os agentes dos órgãos policiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, mediante convênio com o órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via, poderão lavrar auto de infração de trânsito e remetê-lo ao órgão competente: • nos casos em que a infração cometida nas adjacências do Congresso Nacional ou nos locais sob sua responsabilidade ↳ comprometer objetivamente os serviços; ou ↳ colocar em risco a incolumidade das pessoas ou o patrimônio das respectivas Casas Legislativas. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art51iv https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art52xiii https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 103 • Para atuarem na fiscalização de trânsito, os agentes dos órgãos policiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal deverão receber treinamento específico para o exercício das atividades, conforme regulamentação do Contran. Parágrafo único. Para atuarem na fiscalização de trânsito, os agentes mencionados no caput deste artigo deverão receber treinamento específico para o exercício das atividades, conforme regulamentação do Contran. (Incluído pela Lei nº 14.071, de 2020) E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14071.htm#art1 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 104 E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉDJe de 14/5/2021). Nesse sentido, "A jurisprudência desta Corte Superior decidiu que, nas hipóteses de crimes de estupro ou de atentado violento ao pudor praticados com violência presumida, não incide a regra do concurso material nem da continuidade delitiva específica. (REsp 1.602.771/MG, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe de 27/10/2017). • É proporcional a aplicação da fração máxima de 2/3 na hipótese de a conduta criminosa corresponder a 7 ou mais infrações em continuidade delitiva. STJ. AgRg no REsp 1.945.790-MS, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 13/09/2022. (Info 749) E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 12 • A jurisprudência do STJ entende que "a fração a ser aplicada a título de continuidade delitiva deve ser proporcional ao número de infrações cometidas, sendo aplicada a fração máxima de 2/3 no caso de 7 ou mais infrações." (AgRg no AREsp n. 2.067.269/SP, Ministro Olindo Menezes (Desembargador convocado do TRF 1ª Região), Sexta Turma, DJe de 5/8/2022). • O reconhecimento da continuidade delitiva NÃO importa na obrigatoriedade de redução da pena definitiva fixada em cúmulo material, porquanto há possibilidade de aumento do delito mais gravoso em até o triplo, nos termos do art. 71, parágrafo único, in fine, do Código Penal. STJ. 6ª Turma. AgRg no HC 301.882-RJ, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 19/04/2022, DJe 26/04/2022. (Info 734) • Os delitos de apropriação indébita previdenciária e de sonegação de contribuição previdenciária, previstos, respectivamente, nos arts. 168-A e 337-A do CP, embora sejam do mesmo gênero, são de espécies diversas; obstando a benesse da continuidade delitiva. STJ. 5ª Turma. AgRg no REsp 1868826/CE, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 09/02/2021. • NÃO há continuidade delitiva entre os crimes de roubo e extorsão, ainda que praticados em conjunto. Isso porque, os referidos crimes, apesar de serem da mesma natureza, são de espécies diversas. STF. 1ª Turma. HC 190909, rel. org. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Dias Toffoli, julgado em 26/10/2020. Mesmo sentido: STJ. 5ª Turma. HC 435.792/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 24/05/2018. STF. 1ª Turma. HC 114667/SP, rel. org. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso, julgado em 24/4/2018 (Info 899). TJ. 5ª Turma. AgInt no AREsp 908.786/PB, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 06/12/2016. CRIME CONTINUADO ⇾ Agente: • Mediante MAIS DE UMA ação ou omissão • Pratica 2 ou mais crimes da MESMA ESPÉCIE • Pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes • Devem os crimes subsequentes ser havidos como continuação do primeiro crime ⇾ Aplicam-se: • A pena de um só dos crimes – se idênticas; ou • A mais grave, se penas diversas: aumentada, em qualquer caso, de 1/6 a 2/3. • Súmula nº 497, STF. Quando se tratar de crime continuado, a prescrição regula-se pela pena imposta na sentença, não se computando o acréscimo decorrente da continuação. • Súmula nº 711, STF. A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência. • Súmula nº 723, STF. Não se admite a suspensão condicional do processo por crime continuado, se a soma da pena mínima da infração mais grave com o aumento mínimo de 1/6 for superior a 1 (um) ano. STF, 1ª T - 26/10/2020 - Não há continuidade delitiva entre os crimes de roubo e extorsão! A prática sucessiva de roubo e, no mesmo contexto fático, de extorsão, com subtração violenta de bens e posterior E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 13 constrangimento da vítima a entregar o cartão bancário e a respectiva senha, revela duas condutas distintas, praticadas com desígnios autônomos, devendo-se reconhecer, portanto, o concurso material. Multas no concurso de crimes Art. 72. No concurso de crimes, as penas de multa são aplicadas distinta e integralmente. Erro na execução (aberratio ictus) Art. 73. Quando, POR ACIDENTE OU ERRO NO USO DOS MEIOS DE EXECUÇÃO, o agente, ao invés de atingir a pessoa que pretendia ofender, ATINGE PESSOA DIVERSA, responde como se tivesse praticado o crime CONTRA AQUELA, atendendo-se ao disposto no § 3º do art. 20 deste Código. No caso de ser também atingida a pessoa que o agente pretendia ofender, aplica-se a regra do art. 70 deste Código (concurso formal). • Erro na execução com unidade simples (atinge somente pessoa diversa) – considera as características da vítima virtual, em razão da Teoria da equivalência dos bens jurídicos. • Erro na execução com unidade complexa (atinge tanto a pessoa pretendida quanto pessoa diversa) – aplica-se o concurso formal próprio (responde pelo crime tentado + crime consumado). Erro sobre elementos do tipo Art. 20. O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime EXCLUI O DOLO, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei. Erro sobre a pessoa § 3º. O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado NÃO ISENTA DE PENA. Não se consideram, neste caso, as condições ou qualidades da vítima, senão as da PESSOA CONTRA QUEM O AGENTE QUERIA PRATICAR O CRIME (vítima virtual). Resultado diverso do pretendido (aberratio criminis ou delicti) Art. 74. Fora dos casos do artigo anterior, quando, por acidente ou erro na execução do crime, sobrevém resultado diverso do pretendido, o agente responde por culpa, se o fato é previsto como crime culposo; se ocorre também o resultado pretendido, aplica-se a regra do art. 70 deste Código (concurso formal). ⇾ E se o fato não for previsto como crime culposo? Nesse caso, o agente deve responder pela tentativa do resultado efetivamente produzido! ABERRATIO CRIMINIS E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 14 UNIDADE SIMPLES • Regra: Responde pelo resultado PRODUZIDO a título de culpa. • Exceção: Responde pelo resultado PRETENDIDO na forma tentada, quando: - O resultado produzido for MENOS GRAVE que o pretendido ou - Não houver previsão culposa UNIDADE COMPLEXA Aplica-se a regra do concurso formal próprio Limite das penas Art. 75. O tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade não pode ser superior a 40 (quarenta) anos. (Redação dada pela Lei nº 13.964/2019 – Pacote Anticrime). • Súmula nº 527, STJ. O tempo de duração da medida de segurança não deve ultrapassar o limite máximo da pena abstratamente cominada ao delito praticado. ↳ À luz dos princípios da adequação, da razoabilidade e da proporcionalidade, na fixação da espécie de medida de segurança a ser aplicada não deve ser considerada a natureza da pena privativa de liberdade aplicável, mas sim a periculosidade do agente, cabendo ao julgador a faculdade de optar pelo tratamento que melhor se adapte ao inimputável. Desse modo, mesmo em se tratando de delito punível com reclusão, é facultado ao magistrado a escolha do tratamento mais adequado ao inimputável. STJ. 3ª Seção. EREsp 998.128-MG, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 27/11/2019 (Info 662). Posição do STF: 40 anos* Posição do STJ: máximo da pena abstratamente cominada ao delito praticado O STF possui julgados afirmando que a medida de segurança deverá obedecer a um prazo máximo de 40 anos*, estabelecendo uma analogia ao art. 75 do CP, e considerando que a CF/88 veda as penas de caráter perpétuo. Art. 75. O tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade não pode ser superior a 40 (quarenta) anos. (redação dada pela Lei 13.964/2019) § 1º Quando o agente for condenadoa penas privativas de liberdade cuja soma seja superior a 40 (quarenta) anos, devem elas ser unificadas para atender ao limite máximo deste artigo. (redação dada pela Lei 13.964/2019) (...) Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que o prazo máximo de duração da Súmula 527-STJ: O tempo de duração da medida de segurança não deve ultrapassar o limite máximo da pena abstratamente cominada ao delito praticado. Ex.: João, inimputável, pratica fato previsto como furto simples (art. 155, caput, do CP); o juiz aplica a ele medida de segurança de internação; após 4 anos cumprindo medida de segurança, o magistrado deverá determinar a desinternação de João, considerando que foi atingido o máximo da pena abstratamente cominada para o furto (“reclusão, de um a quatro anos, e multa”). ↳ A conclusão do STJ é baseada nos princípios da isonomia e proporcionalidade (proibição de excesso). Não se pode tratar de forma mais E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 15 medida de segurança é o previsto no art. 75 do CP (...) (STF. 1ª Turma. HC 107432, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 24/05/2011) *Art. 75 do CP previa o prazo máximo de 30 anos de cumprimento de pena. Este dispositivo foi, contudo, alterado pela Lei nº 13.964/2019, de sorte que o prazo passou a ser de 40 anos. gravosa o infrator inimputável quando comparado ao imputável. Ora, se o imputável somente poderia ficar cumprindo a pena até o máximo previsto na lei para aquele tipo penal, é justo que essa mesma regra seja aplicada àquele que recebeu medida de segurança. § 1º. Quando o agente for condenado a penas privativas de liberdade cuja soma seja superior a 40 (quarenta) anos, devem elas ser unificadas para atender ao limite máximo deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 13.964/2019 – Pacote Anticrime). • Súmula nº 715, STF. A pena unificada para atender ao limite de 30 (trinta) 40 (quarenta) anos de cumprimento, determinado pelo art. 75 do Código Penal, não é considerada para a concessão de outros benefícios, como o livramento condicional ou regime mais favorável de execução. § 2º. Sobrevindo condenação por fato posterior ao início do cumprimento da pena, far-se-á nova unificação, desprezando-se, para esse fim, o período de pena já cumprido. Concurso de infrações Art. 76. No concurso de infrações, executar-se-á primeiramente a pena mais grave. • Súmula nº 443 STJ. O aumento na terceira fase de aplicação da pena no crime de roubo circunstanciado exige fundamentação concreta, não sendo suficiente para a sua exasperação a mera indicação do número de majorantes. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 16 Leitura da Lei de Interceptação Telefônica (Lei nº 9.296/1996) Regulamenta o inciso XII, parte final, do art. 5º da Constituição Federal. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: • STJ: conversas realizadas em salas de bate-papo da Internet não estão amparadas pelo sigilo das comunicações, tendo em vista que o ambiente virtual é de acesso irrestrito e destinado a conversas informais (RHC 18116). Como já manifestou a jurisprudência, a Lei nº 9.296/96 é aplicável apenas às interceptações telefônicas (atuais, presentes), não alcançando os registros telefônicos relacionados às comunicações passadas. Isso, contudo, não significa dizer que o Delegado de Polícia e o Ministério Público podem requisitar o registro telefônico diretamente, pois se trata de matéria que exige autorização judicial, mas sim que a proteção do sigilo de dados não se fundamenta na Lei de Interceptação Telefônica, mas na proteção constitucional relativa à intimidade, constante do art. 5, inc. X, CF/88. CUIDADO! O fundamento constitucional é o inciso X da CF/88! E não o inciso XII! Art. 1º. A interceptação de comunicações telefônicas, de qualquer natureza, para prova em investigação criminal e em instrução processual penal, observará o disposto nesta Lei e DEPENDERÁ DE ORDEM DO JUIZ COMPETENTE DA AÇÃO PRINCIPAL, SOB SEGREDO DE JUSTIÇA. Parágrafo único. O disposto nesta Lei aplica-se à interceptação do fluxo de comunicações em sistemas de informática e telemática. Art. 2º. NÃO SERÁ ADMITIDA a interceptação de comunicações telefônicas quando ocorrer qualquer das seguintes hipóteses: I - NÃO houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal; II - a prova puder ser feita por outros meios disponíveis; III - o fato investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção. ↳ Tem que ser de reclusão. ↳ Não inclui contravenção (pena: prisão simples). A interceptação telefônica demanda ordem judicial fundamentada em elementos concretos que justifiquem sua necessidade, bem como que afastem a possibilidade de obtenção das provas por outros meios. STJ. 6ª Turma. AgRg no RHC 183.085-SP, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, julgado em 16/4/2024 (Info). E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 17 Se a autoridade policial, em decorrência de interceptações telefônicas legalmente autorizadas, tem notícia do cometimento de novos ilícitos por parte daqueles cujas conversas foram monitoradas ou mesmo de terceiros, é sua obrigação e dever funcional apurá-los, ainda que não possuam liame algum com os delitos cuja suspeita originariamente ensejou a quebra do sigilo telefônico. Tal entendimento é aplicável ainda que as infrações descobertas fortuitamente sejam punidas com detenção, pois o que a Lei nº 9.296/96 veda é o deferimento da quebra do sigilo telefônico para apurar delito que não seja apenado com reclusão, não proibindo, todavia, que o referido meio de prova seja utilizado quando há, durante a implementação da medida, a descoberta fortuita de eventuais ilícitos que não atendem a tal requisito. No caso dos autos, as interceptações telefônicas foram inicialmente autorizadas para apurar os crimes de corrupção ativa e passiva e organização criminosa, sendo que, no curso da medida, logrou-se descobrir que os investigados também eram responsáveis por fraudes a licitações em diversos Municípios, não havendo que se falar, assim, em nulidade das provas obtidas com a quebra de sigilo telefônico. STJ. 5ª Turma. AgRg no RHC 114973/SC, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 19/05/2020. É ilegal a quebra do sigilo telefônico mediante a habilitação de chip da autoridade policial em substituição ao do investigado titular da linha. A Lei nº 9.296/96 não autoriza a suspensão do serviço telefônico ou do fluxo da comunicação telemática mantida pelo usuário, tampouco a substituição do investigado e titular da linha por agente indicado pela FÉautoridade policial. STJ. 6ª Turma. REsp 1806792-SP, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 11/05/2021 (Info 696). São lícitas as sucessivas renovações de interceptação telefônica, desde que, verificados os requisitos do art. 2º da Lei nº 9.296/96 e demonstrada a necessidade da medida diante de elementos concretos e a complexidade da investigação, a decisão judicial inicial e as prorrogações sejam devidamente motivadas, com justificativa legítima, AINDA QUE SUCINTA, a embasar a continuidade das investigações. São ilegais as motivações padronizadas ou reproduções de modelos genéricos sem relação com o caso concreto. STF. Plenário. RE 625263/PR, Rel. Min. Gilmar Mendes, redator do acórdão Min. Alexandre de Moraes, julgado em 11/5/2021 (Repercussão Geral – Tema 661) (Info 1047). Uma questão interessante se dá quanto à possibilidade Interceptação telefônica e crimes de responsabilidade: Na medida em que o art. 2º, inciso III, daLei nº 9.296/96, demanda que a infração penal seja punida com pena de reclusão, depreende-se que não é possível a decretação de interceptação telefônica para investigar crimes de responsabilidade em sentido estrito (Lei nº 1.079/50 e Decreto-Lei nº 201/67). Afinal, tais crimes não têm natureza jurídica de infração penal, mas sim de infração político-administrativa, passível de sanções político-administrativas, aplicadas por órgãos jurisdicionais políticos (normalmente órgãos mistos, compostos por parlamentares ou por parlamentares e magistrados). Logicamente, se ao crime de responsabilidade corresponder uma infração penal comum, punida com pena de reclusão, não haverá E S TU D A Q U E P A S S A FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 18 qualquer óbice à autorização para a interceptação telefônica, respeitada a competência legalmente atribuída para o deferimento da medida cautelar. Parágrafo único. Em qualquer hipótese deve ser descrita com clareza a situação objeto da investigação, inclusive com a indicação e qualificação dos investigados, SALVO impossibilidade manifesta, devidamente justificada. Art. 3º. A interceptação das comunicações telefônicas poderá ser determinada pelo JUIZ, DE OFÍCIO ou A REQUERIMENTO: I - da autoridade policial, na investigação criminal; II - do representante do Ministério Público, na investigação criminal e na instrução processual penal. Art. 5º, XII, CF/88 - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal; Art. 4º. O pedido de interceptação de comunicação telefônica conterá a demonstração de que a sua realização é necessária à apuração de infração penal, com indicação dos meios a serem empregados. Segundo a jurisprudência do STJ e do STF, não há ilegalidade em iniciar investigações preliminares com base em "denúncia anônima" a fim de se verificar a plausibilidade das alegações contidas no documento apócrifo. No caso concreto, a Polícia, com base em diligências preliminares para atestar a veracidade dessas “denúncias” e também lastreada em informações recebidas pelo Ministério da Justiça e pela CGU, requereu ao juízo a decretação da interceptação telefônica do investigado. O STF entendeu que a decisão do magistrado foi correta considerando que a decretação da interceptação telefônica não foi feita com base unicamente na "denúncia anônima" e sim após a realização de diligências investigativas e também com base nas informações recebidas dos órgãos públicos de fiscalização. A Lei nº 9.296/96 prevê que a interceptação telefônica "não poderá exceder o prazo de quinze dias, renovável por igual tempo uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova." (art. 5º). A interceptação telefônica não pode exceder 15 dias. Contudo, pode ser renovada por igual período, NÃO HAVENDO RESTRIÇÃO LEGAL AO NÚMERO DE VEZES PARA TAL RENOVAÇÃO, se comprovada a sua necessidade. STF. 2ª Turma. RHC 132115/PR, Rel. Min. Dias Tóffoli, julgado em 6/2/2018 (Info 890). CAVALCANTE, Márcio André Lopes. “Denúncia anônima”, quebra de sigilo e renovação das interceptações. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: . § 1º. EXCEPCIONALMENTE, o juiz poderá admitir que o pedido seja formulado VERBALMENTE, desde que estejam PRESENTES OS PRESSUPOSTOS QUE AUTORIZEM A INTERCEPTAÇÃO, caso em que A CONCESSÃO SERÁ CONDICIONADA À SUA REDUÇÃO A TERMO. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/82836ca597a373e6c3cd5ae2d466161e https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/82836ca597a373e6c3cd5ae2d466161e RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 19 § 2º. O juiz, no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas, decidirá sobre o pedido. Art. 5º. A decisão será FUNDAMENTADA, sob pena de NULIDADE, indicando também a forma de execução da diligência, que NÃO poderá exceder o prazo de 15 (quinze) dias, renovável por igual tempo uma vez comprovada a INDISPENSABILIDADE do meio de prova. É possível a fundamentação per relationem para decretar ou prorrogar a interceptação telefônica, desde que o magistrado faça considerações autônomas, AINDA QUE SUCINTAS, justificando a medida. Em decisões que autorizem a interceptação das comunicações telefônicas de investigados, é inválida a utilização da técnica da fundamentação per relationem (por referência) SEM tecer nenhuma consideração autônoma, ainda que sucintamente, justificando a indispensabilidade da autorização de inclusão ou de prorrogação de terminais em diligência de interceptação telefônica. STJ. 6ª Turma. RHC 119342-SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 20/09/2022 (Info 751). Admite-se o uso da motivação per relationem para justificar a quebra do sigilo das comunicações telefônicas. No entanto, as decisões que deferem a interceptação telefônica e respectiva prorrogação devem prever, expressamente, os fundamentos da representação que deram suporte à decisão - o que constituiria meio apto a promover a formal incorporação, ao ato decisório, da motivação reportada como razão de decidir - sob pena de ausência de fundamento idôneo para deferir a medida cautelar. STJ. 6ª Turma. HC 654131-RS, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 16/11/2021 (Info 723). O prazo de 15 dias das interceptações telefônicas deve ser contado a partir da efetiva implementação da medida, e não da respectiva decisão. STJ. 5ª Turma. AgRg no RHC 114.973/SC, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 19/05/2020. STJ. 6ª Turma. HC 113477-DF, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 20/3/2012. • Prazo para a interceptação: 15 dias, podendo ser renovado sucessivas vezes, desde que fundamentada a decisão. ⇾ A partir de quando começa a contar o prazo de 15 dias: da decisão que defere a interceptação ou do efetivo início da implementação da medida? • Este prazo é contado a partir do dia em que se iniciou a escuta, e não da data da decisão judicial que a autorizou. • Vale ressaltar que não pode haver delonga (demora) injustificada para o começo da efetiva interceptação e deve-se atentar sempre para o princípio da proporcionalidade. No caso concreto analisado pelo STJ, a Turma entendeu que a demora de 3 meses entre a data da decisão que deferiu a interceptação e o início das escutas foi justificado em razão de uma greve da Polícia Federal no período, o que interrompeu as investigações. Desse modo, concluiu-se que não houve violação ao princípio da proporcionalidade. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 20 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Prazo das interceptações e início da contagem. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: . A Lei nº 9.296/96 prevê que a interceptação telefônica "não poderá exceder o prazo de quinze dias, renovável por igual tempo uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova." (art. 5º). A interceptação telefônica não pode exceder 15 dias. Contudo, pode ser renovada por igual período, não havendo restrição legal ao número de vezes para tal renovação, se comprovada a sua necessidade. STF. 2ª Turma. HC 133148/ES, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 21/2/2017 (Info 855). • Jurisprudência em Teses, STJ (Ed. 117): 2) É admissível a utilização da técnica de fundamentação per relationem para a prorrogação de interceptação telefônica quando mantidosos pressupostos que autorizaram a decretação da medida originária. Art. 6º. DEFERIDO o pedido, a AUTORIDADE POLICIAL conduzirá os procedimentos de interceptação, dando ciência ao Ministério Público, que poderá acompanhar a sua realização. § 1º. No caso de a diligência possibilitar a gravação da comunicação interceptada, será determinada a sua transcrição. O Plenário do STF reafirmou o entendimento de que não é imprescindível que a transcrição de interceptações telefônicas seja feita integralmente, SALVO nos casos em que esta for determinada pelo relator do processo. Além disso, acolheu o pedido do MP para que a redação da ementa do acórdão seja revista com o objetivo de ser mais clara sobre o entendimento do STF e afastar a ambiguidade. STF. Plenário. AP 508 AgR/AP, rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 08/02/2019. CAVALCANTE, Márcio André Lopes. STF retifica ementa de acórdão deixando expresso o entendimento de que, em regra, não é necessária a transcrição integral das interceptações. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: . § 2º. Cumprida a diligência, a autoridade policial encaminhará o resultado da interceptação ao juiz, acompanhado de auto circunstanciado, que deverá conter o resumo das operações realizadas. § 3º. Recebidos esses elementos, o juiz determinará a providência do art. 8º, ciente o Ministério Público. Art. 7º. Para os procedimentos de interceptação de que trata esta Lei, a autoridade policial poderá requisitar serviços e técnicos especializados às concessionárias de serviço público. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/f516dfb84b9051ed85b89cdc3a8ab7f5 https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/f516dfb84b9051ed85b89cdc3a8ab7f5 https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/c783eed3cfc1c978fe76e15af007e0d0 https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/c783eed3cfc1c978fe76e15af007e0d0 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 21 Art. 8º. A interceptação de comunicação telefônica, de qualquer natureza, ocorrerá em AUTOS APARTADOS, apensados aos autos do inquérito policial ou do processo criminal, preservando-se o SIGILO das diligências, gravações e transcrições respectivas. Segundo o art. 8º da Lei 9.296/96, o procedimento de interceptação telefônica (requerimento, decisão, transcrição dos diálogos etc.) deverá ser instrumentalizado em autos apartados. Haverá nulidade caso a interceptação não seja formalizada em autos apartados? NÃO. Preenchidas as exigências previstas na Lei nº 9.296/96 (ex: autorização judicial, prazo etc.), não deve ser considerada ilícita a interceptação telefônica pela simples ausência de autuação. A ausência de autos apartados configura mera irregularidade que não viola os elementos essenciais à validade da interceptação. STF. 1ª Turma. HC 128102/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 9/12/2015 (Info 811). CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Ausência de autos apartados configura mera irregularidade. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: . Não é necessária a transcrição integral das conversas interceptadas, desde que possibilitado ao investigado o pleno acesso a todas as conversas captadas, assim como disponibilizada a totalidade do material que, direta e indiretamente, àquele se refira, sem prejuízo do poder do magistrado em determinar a transcrição da integralidade ou de partes do áudio. STF. Plenário. Inq 3693/PA, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 10/4/2014 (Info 742). FÉ A conversão do conteúdo das interceptações telefônicas em formato escolhido pela defesa NÃO é ônus atribuído ao Estado. Caso concreto: o juízo disponibilizou acesso integral aos arquivos digitais com os áudios das interceptações telefônicas. Ocorre que a defesa pediu para ter acesso aos arquivos do sistema Vigia, software utilizado pelas companhias de telefonia para viabilizar os procedimentos de interceptação telefônica autorizados pela Justiça no curso de investigações criminais. O pedido se fundou em alegada quebra de cadeia de custódia da prova, cuja comprovação, segundo a defesa, depende de acesso aos dados armazenados pelas operadoras de telefonia no mencionado sistema. A Lei nº 9.296/96 exige apenas que se confira às partes acesso aos diálogos interceptados. No caso concreto, os elementos de prova estão disponíveis para a defesa, de maneira que não se pode falar em vício por ser um formato de arquivo preferível a outro. A disponibilização dos arquivos com os diálogos interceptados supre a demanda da defesa quanto ao acesso do conteúdo das interceptações, em observância às garantias constitucionais no âmbito do processo penal democrático, não sendo viável a imposição de ônus ao Estado quanto à conversão dos arquivos digitais contendo os elementos de prova para o formato mais conveniente para a defesa. O reconhecimento do vício depende de demonstração concreta do prejuízo suportado pela parte, o que não ocorreu no caso sob exame. A alegação de quebra de cadeia de custódia é feita de forma genérica e, portanto, não traz elementos que permitam vislumbrar qualquer ocorrência que comprometa a idoneidade das provas. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/f976b57bb9dd27aa2e7e7df2825893a6 https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/f976b57bb9dd27aa2e7e7df2825893a6 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 22 STJ. 5ª Turma. AgRg no RHC 155813-PE, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 15/02/2022 (Info 731). Parágrafo único. A apensação somente poderá ser realizada imediatamente antes do relatório da autoridade, quando se tratar de inquérito policial (Código de Processo Penal, art. 10, § 1º) ou na conclusão do processo ao juiz para o despacho decorrente do disposto nos arts. 407, 502 ou 538 do Código de Processo Penal. Art. 10, CPP. O inquérito deverá terminar no prazo de 10 dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver preso preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a partir do dia em que se executar a ordem de prisão, ou no prazo de 30 dias, quando estiver solto, mediante fiança ou sem ela. § 1º. A autoridade fará minucioso relatório do que tiver sido apurado e enviará autos ao juiz competente. Art. 407, CPP. As exceções serão processadas em apartado, nos termos dos arts. 95 a 112 deste Código. (Redação dada pela Lei nº 11.689, de 2008) Art. 502, CPP. (Revogado pela Lei nº 11.719/2008). Art. 538, CPP. Nas infrações penais de menor potencial ofensivo, quando o juizado especial criminal encaminhar ao juízo comum as peças existentes para a adoção de outro procedimento, observar-se-á o procedimento sumário previsto neste Capítulo. (Redação dada pela Lei nº 11.719, de 2008). Art. 8º-A. Para investigação ou instrução criminal, poderá ser autorizada pelo juiz, a requerimento da autoridade policial ou do Ministério Público, a CAPTAÇÃO AMBIENTAL DE SINAIS ELETROMAGNÉTICOS, ÓPTICOS OU ACÚSTICOS, quando: (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019 – Pacote Anticrime) I - a prova não puder ser feita por outros meios disponíveis e igualmente eficazes; e (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019 – Pacote Anticrime) II - houver elementos probatórios razoáveis de autoria e participação em infrações criminais cujas penas máximas sejam SUPERIORES a 4 (quatro) anos ou em infrações penais conexas. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019 – Pacote Anticrime) § 1º. O requerimento deverá descrever circunstanciadamente o local e a forma de instalação do dispositivode captação ambiental. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019 – Pacote Anticrime) § 2º. A instalação do dispositivo de captação ambiental poderá ser realizada, quando necessária, por meio de operação policial disfarçada ou no período noturno, EXCETO na casa, nos termos do inciso XI do caput do art. 5º da Constituição Federal. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019 – Pacote Anticrime) Art. 5º, XI, CF - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, SALVO em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial; E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art10%C2%A71 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art407 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art502 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art538 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art538 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art95 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11689.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11719.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art7 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art7 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art7 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art7 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art7 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 23 § 3º. A captação ambiental não poderá exceder o prazo de 15 (quinze) dias, renovável por decisão judicial por iguais períodos, se comprovada a INDISPENSABILIDADE do meio de prova e QUANDO PRESENTE ATIVIDADE CRIMINAL PERMANENTE, HABITUAL OU CONTINUADA. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019 – Pacote Anticrime) § 4º. A captação ambiental feita por um dos interlocutores SEM o prévio conhecimento da autoridade policial ou do Ministério Público poderá ser utilizada, em MATÉRIA DE DEFESA, quando demonstrada a INTEGRIDADE da gravação. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019 – Pacote Anticrime) A participação dos órgãos de persecução estatal na gravação ambiental realizada por um dos interlocutores, SEM prévia autorização judicial, acarreta a ILICITUDE da prova. STJ, RHC 150.343-GO, 6ª Turma, Julgado em 15/08/2023. § 5º. Aplicam-se subsidiariamente à captação ambiental as regras previstas na legislação específica para a interceptação telefônica e telemática. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019 – Pacote Anticrime) Art. 9º. A gravação que NÃO INTERESSAR À PROVA será INUTILIZADA POR DECISÃO JUDICIAL, durante o inquérito, a instrução processual ou após esta, em virtude de requerimento do Ministério Público ou da parte interessada. Parágrafo único. O incidente de inutilização será assistido pelo Ministério Público, sendo facultada a presença do acusado ou de seu representante legal. O réu estava sendo investigado pela prática do crime de tráfico de drogas. Presentes os requisitos constitucionais e legais, o juiz autorizou a interceptação telefônica para apurar o tráfico. Por meio dos diálogos, descobriu-se que o acusado foi o autor de um homicídio. A prova obtida a respeito da prática do homicídio é LÍCITA, mesmo a interceptação telefônica tendo sido decretada para investigar outro delito que não tinha relação com o crime contra a vida. Na presente situação, tem-se aquilo que o Min. Alexandre de Moraes chamou de “crime achado”, ou seja, uma infração penal desconhecida e não investigada até o momento em que, apurando-se outro fato, descobriu-se esse novo delito. Para o Min. Alexandre de Moraes, a prova é considerada lícita, mesmo que o “crime achado” não tenha relação (não seja conexo) com o delito que estava sendo investigado, desde que tenham sido respeitados os requisitos constitucionais e legais e desde que não tenha havido desvio de finalidade ou fraude. STF. 1ª Turma. HC 129678/SP, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 13/6/2017 (Info 869). O fato de a interceptação telefônica ter visado elucidar outra prática delituosa não impede a sua utilização em persecução criminal diversa por meio do compartilhamento da prova. STF. 1ª Turma. HC 128102/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 9/12/2015 (Info 811). E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art7 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art7 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art7 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 24 Art. 10. Constitui CRIME realizar interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática, promover escuta ambiental ou quebrar segredo da Justiça, SEM autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei: (Redação dada pela Lei nº 13.869 de 2019 – Pacote Anticrime) Pena - RECLUSÃO, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 13.869 de 2019 – Pacote Anticrime) Parágrafo único. Incorre na mesma pena a autoridade judicial que determina a execução de conduta prevista no caput deste artigo com objetivo não autorizado em lei. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019 – Pacote Anticrime) Art. 10-A. Realizar captação ambiental de sinais eletromagnéticos, ópticos ou acústicos para investigação ou instrução criminal SEM autorização judicial, quando esta for EXIGIDA: (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019 – Pacote Anticrime) Pena - RECLUSÃO, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019 – Pacote Anticrime) § 1º. NÃO HÁ CRIME se a captação é realizada por um dos interlocutores. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019 – Pacote Anticrime) § 2º. A pena será aplicada EM DOBRO ao funcionário público que descumprir determinação de sigilo das investigações que envolvam a captação ambiental ou revelar o conteúdo das gravações enquanto mantido o sigilo judicial. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019 – Pacote Anticrime) Jurisprudência em Teses do STJ EDIÇÃO N. 117: INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA - I 1) A alteração da competência não torna inválida a decisão acerca da interceptação telefônica determinada por juízo inicialmente competente para o processamento do feito. 2) É admissível a utilização da técnica de fundamentação per relationem para a prorrogação de interceptação telefônica quando mantidos os pressupostos que autorizaram a decretação da medida originária. 3) O art. 6º da Lei n. 9.296/1996 não restringe à polícia civil a atribuição para a execução de interceptação telefônica ordenada judicialmente. 4) É possível a determinação de interceptações telefônicas com base em denúncia anônima, desde que corroborada por outros elementos que confirmem a necessidade da medida excepcional. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13869.htm#art41 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13869.htm#art41 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art7 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art7 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art7 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art7 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art7 RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 25 5) A interceptação telefônica só será deferida quando não houver outros meios de prova disponíveis à época na qual a medida invasivafoi requerida, sendo ônus da defesa demonstrar violação ao disposto no art. 2º, inciso II, da Lei n. 9. 296/1996. 6) É legítima a prova obtida por meio de interceptação telefônica para apuração de delito punido com detenção, se conexo com outro crime apenado com reclusão. 7) A garantia do sigilo das comunicações entre advogado e cliente não confere imunidade para a prática de crimes no exercício da advocacia, sendo lícita a colheita de provas em interceptação telefônica devidamente autorizada e motivada pela autoridade judicial. 8) É desnecessária a realização de perícia para a identificação de voz captada nas interceptações telefônicas, SALVO quando houver dúvida plausível que justifique a medida. 9) Não há necessidade de degravação dos diálogos objeto de interceptação telefônica, em sua integralidade, visto que a Lei n. 9.296/1996 não faz qualquer exigência nesse sentido. 10) Em razão da ausência de previsão na Lei n. 9.296/1996, é desnecessário que as degravações das escutas sejam feitas por peritos oficiais. Art. 11. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 12. Revogam-se as disposições em contrário. Brasília, 24 de julho de 1996; 175º da Independência e 108º da República. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 26 TERÇA-FEIRA Leitura do Código Penal (Lei nº 2.848/1940) - Artigos nº 100 a 120 TÍTULO VII DA AÇÃO PENAL • Súmula nº 714, STF. É concorrente a legitimidade do ofendido, mediante queixa, e do Ministério Público, condicionada à representação do ofendido, para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão do exercício de suas funções. Ação pública e de iniciativa privada Art. 100. A ação penal é pública, SALVO quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido. § 1º. A ação pública é promovida pelo Ministério Público, dependendo, quando a lei o exige, de representação do ofendido ou de requisição do Ministro da Justiça. • Ação penal é pública. ↳ Exceção: quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido. ⇾ Ação penal é promovida pelo Ministério Público (titular da ação penal). ↳ Dependendo, quando a lei o exige, de representação do ofendido ou de requisição do Ministro da Justiça. • Súmula nº 146, STF. A prescrição da ação penal regula-se pela pena concretizada na sentença, quando não há recurso da acusação. • Súmula nº 234, STJ. A participação de membro do Ministério Público na fase investigatória criminal não acarreta o seu impedimento ou suspeição para o oferecimento da denúncia. ↳ Esse também é o entendimento do STF (HC 85011, Rel. p/ Acórdão Min. Teori Zavascki, 1ª Turma, j. em 26/05/2015). § 2º. A ação de iniciativa privada é promovida mediante queixa do ofendido ou de quem tenha qualidade para representá-lo. § 3º. A ação de iniciativa privada pode intentar-se nos crimes de ação pública, se o Ministério Público não oferece denúncia no prazo legal. § 4º. No caso de morte do ofendido ou de ter sido declarado ausente por decisão judicial, o direito de oferecer queixa ou de prosseguir na ação passa ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão. *CADI (Cônjuge, Ascendente, Descentes e Irmão). A ação penal no crime complexo Art. 101. Quando a lei considera como elemento ou circunstâncias do tipo legal fatos que, por si mesmos, constituem crimes, cabe ação pública em relação àquele, desde que, em relação a qualquer destes, se deva proceder por iniciativa do Ministério Público. E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 27 • Na ocorrência de um crime complexo, no qual separadamente os delitos seriam um de ação pública e outro de ação privada ou de ação pública condicionada, o titular da ação penal será o MP. Irretratabilidade da representação Art. 102. A representação será IRRETRATÁVEL depois de oferecida a denúncia. • Na Lei Maria da Penha, a retratação da vítima demanda audiência especial, com oitiva do juiz e MP, e é admissível até o recebimento da inicial acusatória. Decadência do direito de queixa ou de representação Art. 103. SALVO disposição expressa em contrário, o ofendido decai do direito de queixa ou de representação se não o exerce dentro do prazo de 6 (seis) meses, contado do dia em que veio a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do § 3º do art. 100 deste Código (ação penal privada subsidiária da pública), do dia em que se esgota o prazo para oferecimento da denúncia. Renúncia expressa ou tácita do direito de queixa Art. 104. O direito de queixa NÃO pode ser exercido quando renunciado expressa ou tacitamente. Parágrafo único. Importa renúncia tácita ao direito de queixa a prática de ato incompatível com a vontade de exercê-lo; não a implica, todavia, o fato de receber o ofendido a indenização do dano causado pelo crime. Receber indenização não configura renúncia ao direito de queixa! Perdão do ofendido Art. 105. O perdão do ofendido, nos crimes em que somente se procede mediante queixa, OBSTA ao prosseguimento da ação. Art. 106. O PERDÃO, no processo ou fora dele, expresso ou tácito: I - se concedido a qualquer dos querelados, a todos aproveita; II - se concedido por um dos ofendidos, NÃO prejudica o direito dos outros; III - se o querelado o recusa, NÃO produz efeito. § 1º. Perdão tácito é o que resulta da prática de ato incompatível com a vontade de prosseguir na ação. § 2º. NÃO É ADMISSÍVEL O PERDÃO depois que passa em julgado a sentença condenatória. TÍTULO VIII E S TU D A Q U E P A S S A FÉ FÉ RETA FINAL PC-MG INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 04 28 DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE Extinção da punibilidade Art. 107. EXTINGUE-SE A PUNIBILIDADE: I - pela morte do agente; (ou morte do ofendido em ação penal personalíssima, já que esta não admite sucessão processual) Ocorrendo a extinção da punibilidade pela morte do corréu, a quem foi imputado o crime contra a vida, ocorrida no juízo de acusação, é devida a remessa dos autos ao Juízo singular para o julgamento do crime conexo, não havendo que se falar prorrogação da competência do Tribunal do Júri para o julgamento desse delito. STJ. REsp 2.131.258-RJ, Rel. Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 23/4/2024, DJe 29/4/2024. (Ed. Extra nº 21) ⚠ Atenção ao Informativo 746 do STJ: Extinção da punibilidade de Pessoas Jurídicas: O princípio da intranscendência da pena, previsto no art. 5º, XLV da Constituição Federal, tem aplicação às pessoas jurídicas, de modo que, extinta legalmente a pessoa jurídica - sem nenhum indício de fraude -, aplica-se analogicamente o art. 107, I, do Código Penal, com a consequente extinção de sua punibilidade. STJ, REsp 1.977.172-PR, julgado em 24/08/2022 Prescrição da pretensão punitiva virtual (antecipada ou em perspectiva ou prognose): Sem previsão legal. Faz-se uma análise hipotética considerando as circunstâncias que seriam levadas em conta quando o juiz fosse graduar a pena, para que se chegue a uma provável condenação, sendo tal pena virtualmente considerada como base para se averiguar uma possível prescrição, de modo que, caso presente essa possibilidade, não haveria interesse do Estado em dar andamento a uma ação penal que levaria à extinção da punibilidade. Alega-se a ausência do interesse de agir. Não é admitida. Entendimento sumulado pelo STJ, enunciado 438. • Súmula nº 438, STJ. É inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com fundamento em pena hipotética, independentemente da existência ou sorte