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DIREITOS DIFUSOS E COLETIVOS 
por Concu rsei ro Fora da Caixa 
RESUMO 
Direitos Difusos e Coletivos 
C o n c u r s e i r o F o r a d a C a i x a 
concurseiroforadacaixa.com.br | 01 
Sumário 
Direitos Transindividuais .............................................................................................................................................................................. 2 
Microssistema de Tutela Coletiva ................................................................................................................................................................. 2 
Princípios do Processo Coletivo ..................................................................................................................................................................... 3 
Modelos Estrangeiros de Tutela Coletiva ..................................................................................................................................................... 4 
Lei 7.347/85 – Ação Civil Pública .................................................................................................................................................................. 5 
Lei 4.717/65 – Ação Popular .......................................................................................................................................................................... 7 
Lei 12.016/09 – Mandado de Segurança ...................................................................................................................................................... 9 
Lei 13.300/16 – Mandado de Injunção ....................................................................................................................................................... 12 
Lei 8.078/90 – Código de Defesa do Consumidor (Título III).................................................................................................................. 13 
Jurisprudências ............................................................................................................................................................................................. 15 
Extra – Questões (TEC) .................................................................................................................................................................................. 17 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Direitos Difusos e Coletivos 
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DIREITOS TRANSINDIVIDUAIS 
CO N CEI TO E CLAS SI FI CAÇÃO 
Os direitos transindividuais não se inserem estritamente em interesses públicos ou privados, pois trata-se de uma categoria 
autônoma. Pertencem a um grupo de pessoas que compartilham um vínculo comum, seja de natureza jurídica ou fática. 
 
 
 
MICROSSISTEMA DE TUTELA COLETIVA 
O que é o microssistema de tutela coletiva? 
Trata-se de um conjunto de normas processuais, materiais e heterotópicas, com peculiaridades específicas de cada uma, 
mas que, em harmonia protegem direitos coletivos, difusos e individuais homogêneos. 
 
As principais normas que compõe esse microssistema são: 
1) Código de Defesa do Consumidor (CDC, em especial seu Título III) 
2) Lei da Ação Civil Pública (ACP) 
Pode-se citar, ainda, outras normas como a Lei de Ação Popular, a Lei do Mandado de Segurança, o ECA, a Lei de Crimes 
Ambientais, entre outras. 
 
D
ir
ei
to
s 
T
ra
ns
in
di
vi
du
ai
s
REAIS
Direitos Difusos
São aqueles direitos que pertencem a um grupo de pessoas, não sendo possível
identificar exatamente quais são. Trata-se, portanto, de interesse indivisível,
com titularidade ampla e indeterminada.
Ex: imagine uma empresa que polui um rio, prejudicando a qualidade da água.
O interesse é indivisível porque não há como proteger apenas uma das pessoas
expostas sem preservar as demais. Uma decisão favorável ao fechamento dessa
empresa geraria benefício a todos que utilizam dessa água.
Direitos Coletivos
São direitos pertencentes a um grupo específico de pessoas ligadas entre si. Em
suma, trata-se de interesse indivisível, com vínculo jurídico comum a um
grupo.
Ex: imagine que clientes de uma empresa estão sujeitos à uma cláusula abusiva
em um contrato de adesão. Em eventual ação coletiva, seu resultado positivo
não poderia beneficiar apenas alguns, mas sim a todos os clientes, isto é,
pessoas determináveis (sentença com eficácia ultra partes).
ARTIFICIAIS
Direitos Individuais Homogêneos
São os direitos pertencentes a cada pessoa de forma individualizada, mas com
origem em uma relação jurídica comum, isto é, possuem objeto divisível e
titularidade determinada.
Ex: diversas pessoas adquirem um produto que pode apresentar defeitos. Cada
indivíduo pode buscar reparação, entretanto o que os une não é o produto ou a
relação com a empresa, mas sim a ocorrência do defeito.
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PRINCÍPIOS DO PROCESSO COLETIVO 
QUA DRO- R ESU MO (RO L E XE MP LI FI CAT IVO ) 
Abaixo fizemos um quadro-resumo dos principais princípios que regem o processo coletivo. Cabe ressaltar que a lista é 
exemplificativa, e que foram listados aqueles mais cobrados em prova. 
 
PRINCÍPIO DEFINIÇÃO 
Atipicidade da Tutela 
Coletiva 
Prega que quaisquer ações podem ser utilizadas para a tutela dos interesses coletivos. 
Fundamenta-se no art. 83 do CDC: “para a defesa dos direitos e interesses protegidos por este código 
são admissíveis todas as espécies de ações capazes de propiciar sua adequada e efetiva tutela” 
Sinônimos: máxima amplitude, não taxatividade do processo coletivo. 
Primazia do Mérito do 
Processo Coletivo 
Tem uma forte ligação com o princípio da instrumentalidade das formas. Ele visa uma maior 
flexibilização das regras sobre a admissibilidade da ação a bem da análise do mérito do pedido. 
Indisponibilidade 
Mitigada da Ação 
Coletiva 
Em linhas gerais, esse princípio determina que o conteúdo do processo coletivo não pode ser 
renunciado pelo ente que ajuíza a ação, pois o interesse não é dele, mas da coletividade. Por isso, 
não se admite a desistência injustificada da demanda coletiva; se acontecer, o processo não se 
extingue, mas há a possibilidade de substituição processual. Se a desistência foi motivada e 
razoável, o magistrado poderá homologá-la. 
Máxima Efetividade do 
Processo Coletivo 
Estabelece que o julgador, com amplos poderes instrutórios, aja de ofício para buscar a verdade 
e proteger eficazmente os interesses coletivos, podendo determinar provas, conceder liminares 
e antecipar tutelas sem se limitar à iniciativa das partes. 
Máximo Benefício da 
Tutela Coletiva 
Nas ações coletivas, se o pedido é julgado procedente, a coisa julgada favorável pode ser 
estendida a demandas individuais, permitindo que os interessados aproveitem o resultado 
POSITIVO da sentença (= transporte in utilibus da coisa julgada coletiva  art. 103, §3º do CDC). 
Disponibilidade 
Controlada 
Possibilita que uma associação dissolvida seja substituída, no polo ativo da ação civil pública, 
por outra cuja finalidade temática seja a mesma. 
Precaução 
Pressupõe a inversão do ônus probatório, competindo a quem supostamente promoveu o dano 
ambiental comprovar que não o causou (em linha com a Súmula 618 do STJ). 
Representatividade 
Adequada 
No Brasil, estabelece que a legitimação decorre diretamente da lei (ope legis). 
Não Taxatividade das 
Ações Coletivas 
Estabelece que todos os direitos difusos e coletivos podem ser tutelados pela ação coletiva, 
mesmo que não hajaprevisão expressa em lei. Deriva da parte final do art. 129, III da CF/88: “São 
funções institucionais do Ministério Público: promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a 
proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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MODELOS ESTRANGEIROS DE TUTELA COLETIVA 
Não vamos entrar em detalhes sobre cada um dos sistemas, pois nosso objetivo é focar no que as bancas mais cobram em prova. 
Basicamente há dois sistemas cobrados: “Class Action” (EUA) e “Verbandsklage” (Europa Ocidental). As questões dão ênfase 
especialmente na comparação entre eles. 
 
Class Action 
Permite-se que um membro do grupo cujos interesses foram 
violados ingresse com a ação em nome de todos, de modo que 
a decisão produza efeitos até para aqueles que não 
participaram do processo, desde que haja representação 
adequada do grupo ou classe. 
Verbandsklage 
Conhecidas como “ações associativas”, essas ações envolvem 
uma legitimação especial dada às associações, que 
defendem em nome próprio um direito reconhecido como 
seu. Contudo, é necessária a autorização do titular do direito 
levado a juízo para que a associação possa atuar. Em regra, 
visam obrigações de fazer e não fazer, e não de indenizar. 
 
Sistema de opt-out e opt-in 
Opt-out (sistema de exclusão da Class Action): direito de optar por não se submeter aos efeitos da sentença, permitindo 
que qualquer interessado requeira, em tempo hábil, ficar fora do alcance da decisão futura. Se não houver essa manifestação, 
o interessado será atingido pelos efeitos do julgamento, seja favorável ou desfavorável. 
Opt-in (sistema adotado no Brasil): é o inverso do sistema opt-out. O efeito da sentença depende de uma conduta ativa do 
interessado no sentido de buscar a efetivação do resultado em sua esfera individual (EX: art 104 do CDC) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LEI 7.347/85 – AÇÃO CIVIL PÚBLICA 
ACP busca responsabilidade por danos morais e patrimoniais causados (art. 1º): 
1. Ao Meio-ambiente; 
2. Ao Consumidor; 
3. A qualquer outro interesse difuso ou coletivo; 
4. Aos bens e direitos de valor artístico, estético, 
histórico, turístico e paisagístico; 
5. Por infração da ordem econômica; 
6. Ordem urbanística 
7. Ao patrimônio público e social. 
8. À honra e à dignidade de grupos raciais, étnicos ou 
religiosos. 
 
 
NÃO SERÁ CABÍVEL para veicular pretensões que envolvam tributos, contribuições previdenciárias, FGTS ou 
outros fundos institucionais cujos beneficiários podem ser individualmente determinados (art. 1º, §único) 
 
Local da ACP 
 
 
ACP será proposta no foro do LOCAL onde ocorrer o DANO, cujo juízo terá competência funcional para processar 
e julgar a causa (art. 2º). 
STJ (Súmula 489): Reconhecida a continência, devem ser reunidas na Justiça FEDERAL as ações civis públicas 
propostas nesta e na Justiça estadual. 
 
Legitimados (art. 5º) 
 
Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar, bem como assumir a titularidade em caso de desistência 
infundada ou abandono: 
 
 
 
L
E
G
IT
IM
A
D
O
S
Ministério Público
Se não intervier como parte, atuará obrigatoriamente como fiscal da lei
STJ (Súmula 601): O Ministério Público tem legitimidade ativa para atuar na
defesa de direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos dos
consumidores, ainda que decorrentes da prestação de serviço público.
Defensoria Pública
União, Estados, DF e Municípios
Autarquia, Empresa Pública, Fundação ou Sociedade de Economia Mista - depende da pertinência temática
entre suas finalidades institucionais e o interesse tutelado.
Associação que, concomitantemente:
1. Constituída há pelo menos 1 ano nos termos da lei civil ➤ PODE ser dispensado pelo juiz, quando houver
manifesto interesse social ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido.
2. Inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao patrimônio público e social, ao meio ambiente,
ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos
ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.
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Facultado ao Poder Público e associações legitimadas habilitar-se como litisconsortes de qualquer das partes (art. 5º, §2º) 
 
Termo de Ajustamento de Conduta 
Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às 
exigências legais, mediante cominações, que terá eficácia de título executivo extrajudicial (art. 5º, §6º). 
➤ STF (ADPF 165): A associação privada autora de uma ACP pode fazer transação com o réu e pedir a extinção do processo. 
 
 
Inquérito Civil (IC) 
 
 
Procedimento administrativo para apurar fato que possa autorizar a tutela dos interesses ou direitos a cargo do 
MP, servindo como preparação para o exercício das atribuições inerentes às suas funções institucionais. 
 
➤ Legitimidade exclusiva do Ministério Público para instauração e condução (art. 8º, §1º); 
➤ Procedimento FACULTATIVO (art. 8º, §1º); 
➤ IC não é condição de procedibilidade para ajuizamento das ações a cargo do MP (art. 1º, §único | Res. 23/2007 do CNMP); 
➤ Em regra, não há ampla defesa ou contraditório. 
➤ Autos do IC arquivado serão remetidos, sob pena de falta grave, ao CSMP, em 3 dias (art. 9º, §1º) 
 
Objeto e Sentença 
 
ACP poderá ter por objeto (art. 3º): 
 Cumprimento de obrigação de FAZER ou NÃO FAZER 
 Condenação em DINHEIRO 
Indenização reverterá a um fundo gerido por um Conselho Federal ou por Conselhos Estaduais, com participação 
do MP e representantes da comunidade, sendo os recursos destinados à reconstituição dos bens lesados (art. 13). 
 
 
Regra: sentença civil fará coisa julgada erga omnes (art. 16) 
Exceção: se a ação for julgada improcedente por deficiência de provas, hipótese em que qualquer legitimado 
poderá intentar outra ação com idêntico fundamento, valendo-se de nova prova. 
 
STF (RE 1.101.937): INCONSTITUCIONAL a delimitação dos efeitos da sentença proferida em sede de ação civil pública 
aos limites da competência territorial de seu órgão prolator. 
É possível a concessão de liminar? SIM, cabendo AGRAVO contra a decisão, podendo a execução da liminar ser suspensa pelo 
Presidente do Tribunal a que competir o conhecimento do recurso (art. 12 cc §1º). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LEI 4.717/65 – AÇÃO POPULAR 
 
 
 
Disposições importantes: 
• Ação de natureza COLETIVA de caráter PREVENTIVO ou REPRESSIVO 
• Prescrição da ação: 5 anos (art. 21) 
• O mandado de segurança não substitui a ação popular (Súmula 101, STF) 
 
 Processo 
 
Rito: ORDINÁRIO. 
 
Competência: juiz de primeiro grau, ficando a jurisdição preventa (art. 5º, caput cc §3º). 
 
Despacho da inicial: cita os réus, intima o MP e requisita documentos a serem apresentadosno prazo de 30 dias (art. 7º, I). 
 
Prazos: 
➤ Contestação: 20 dias prorrogáveis por mais 20 dias (art. 7º, IV) 
➤ Alegações Finais: 10 dias (art. 7º, V) 
➤ Sentença (art. 7º, V) 
a) Caso não requerida produção probatória: 48 horas 
b) Caso requerida produção probatória: 15 dias (= RITO ORDINÁRIO) 
 
Desistência: serão publicados editais, ficando assegurado a qualquer cidadão, bem como o Ministério Público, dentro de 90 dias 
da última publicação, promover o prosseguimento da ação (art. 9º, caput) 
 
Ação 
Popular
Objetivo (art. 5º, LXXIII, CF/88): ANULAÇÃO ou DECLARAÇÃO de NULIDADE de ato lesivo à(ao):
1. Patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe | cabe suspensão liminar (art. 5º, §4º)
2. Moralidade administrativa
3. Meio ambiente
4. Patrimônio histórico e cultural
Sujeito Ativo: qualquer CIDADÃO é parte legítima para propor ação popular (art. 1º, caput).
➤ Prova de cidadania: título eleitoral ou documento correspondente (art. 1º, §3º)
➤ Qualquer cidadão pode habilitar-se como litisconsorte ou assistente do autor (art. 6º, §5º)
➤ Pessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular (Súmula 365, STF)
Sujeito Passivo: pessoas públicas ou privadas, autoridades, funcionários ou administradores, sendo
que a pessoa JURÍDICA de direito público ou privado, cujo ato seja objeto de impugnação, PODERÁ
abster-se de contestar o pedido (art. 6º, caput cc §3º)
Ministério Público (art. 6º, §4º): acompanhará a ação.
➤ Apressa a produção da prova
➤ Promove a responsabilidade civil ou criminal
➤ VEDADO, em qualquer caso, assumir a defesa do ato impugnado ou dos seus autores
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Custas: autor isento das custas e do ônus de sucumbência, SALVO má-fé (art. 5º, LXXIII, CF/88) 
• Lide julgada manifestamente temerária: condena autor ao pagamento do DÉCUPLO das custas (art. 13) 
• As partes só pagarão custas e preparo a final (art. 10) 
 
 Sentença, Recursos e Execução 
 
Sentença: terá eficácia de coisa julgada oponível "erga omnes" (art. 18). 
Exceção: se ação julgada improcedente por deficiência de prova, caso em que qualquer cidadão poderá intentar outra 
ação com idêntico fundamento, valendo-se de nova prova. 
 
Pedido improcedente: sentença sujeita ao duplo grau de jurisdição (art. 19, caput) 
 
Recursos: 
a) Sentença que julga pedido procedente caberá APELAÇÃO com efeito suspensivo (art. 19, caput) 
b) Decisões interlocutórias: AGRAVO DE INSTRUMENTO (art. 19, §1º) 
Das sentenças e decisões proferidas contra o autor da ação e suscetíveis de recurso, poderá RECORRER qualquer 
cidadão e também o MP (art. 19, §2º) 
 
Execução: se após 60 dias da publicação da sentença de segunda instância o autor ou terceiro não promover a execução, o 
representante do MP a promoverá os 30 dias seguintes, sob pena de falta grave. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LEI 12.016/09 – MANDADO DE SEGURANÇA 
Conceder-se-á mandado de segurança para (art. 1º): 
 
Proteger direito líquido e certo, NÃO AMPARADO por habeas corpus ou habeas data 
 
Sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer PF ou PJ SOFRER violação ou houver justo RECEIO DE 
SOFRÊ-LA por parte de AUTORIDADE, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. 
 
NÃO cabimento do mandado de segurança contra (art. 1º, §2º cc art. 5º): 
× Atos de gestão comercial de adm. de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de concessionárias; 
× Ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente de caução; 
× Decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; 
× Decisão judicial transitada em julgado. 
 
Procedimentos 
 
Despacho da Inicial 
No despacho da inicial, o juiz ordenará (art. 7º): 
1. Que se notifique o coator a fim de que, no prazo de 10 dias, preste as informações; 
2. Que se dê ciência ao órgão de representação judicial da PJ interessada; 
3. Que suspenda o ato, caso haja fundamento relevante. 
 IMPORTANTE O ingresso de litisconsorte ativo não será admitido após o despacho da inicial (art. 10, §2º) 
 
Medida Liminar 
• Na ADI 4296 o STF considerou inconstitucionais as hipóteses de não cabimento de liminar em MS do art. 7º, §2º 
• Os efeitos da medida liminar, salvo se revogada ou cassada, persistirão até a prolação da sentença (art. 7º, §3º) 
• Perempção ou caducidade de liminar concedida (art. 8º): 
o De ofício OU a requerimento do MP; 
o Hipótese 1: impetrante cria obstáculo ao normal andamento do processo; ou 
o Hipótese 2: impetrante deixa de promover por mais de 3 dias úteis atos e diligências que lhe cumprirem. 
 
Segurança Concedida 
• Sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de jurisdição (art. 14, §1º) 
• Sentença pode ser executada provisoriamente (art. 14, §3º) 
 
Decadência 
Após 120 dias, contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado (art. 23) 
O pedido poderá ser renovado dentro do prazo decadencial, se a decisão denegatória não lhe houver 
apreciado o mérito (art. 6º, §6º). 
 
NÃO cabem, no processo de mandado de segurança (art. 25): 
1. Interposição de embargos infringentes; 
2. Condenação em honorários, sem prejuízo da aplicação de sanções no caso de litigância de má-fé. 
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Recursos em Mandado de Segurança 
Objeto Instrumento 
INDEFERIMENTO da inicial em 1º grau (art. 10, §1º) Apelação 
Decisão de 1º grau que CONCEDER ou DENEGAR a 
liminar (art. 7º, §1º) 
Agravo de Instrumento 
Interposição de AI nas ações contra o poder público e seus 
agentes não prejudica nem condiciona o julgamento do pedido 
de suspensão da execução de liminar (art. 15, §3º) 
Sentença que CONCEDER ou DENEGAR o MS (art. 14, 
caput) 
Apelação 
INDEFERIMENTO da inicial pelo relator, se MS 
originário do Tribunal (art. 10, §1º) 
Agravo 
Decisão de relator que CONCEDER ou DENEGAR a 
liminar, se MS originário do Tribunal (art. 16, §único) 
Agravo 
Decisão do Presidente do Tribunal que SUSPENDA a 
execução de liminar ou de sentença (art. 15, caput) 
Agravo 
Decisão em única instância pelos Tribunais, 
CONCEDENDO a segurança (art. 18, caput) 
Recurso Extraordinário / Especial 
Decisão em única instância pelos Tribunais, 
DENEGANDO a segurança (art. 18, caput) 
Recurso Ordinário 
• STJ: quando TRF ou TJs (art. 105, II, “b” | CF/88) 
• STF: quando Tribunais Superiores (art. 102, II, “a” | CF/88) 
 
Obs: Estende-se à autoridade coatora o direito de recorrer (art. 14, §2º) 
 
Mandado de Segurança Coletivo 
 
 
O MS Coletivo não induz litispendência em relação aos individuais, mas os efeitos da coisa julgada não 
beneficiarão o impetrante que não requerer a desistência de seu MS no prazo de 30 dias da ciência comprovada 
da impetração da segurança coletiva (art. 22, §1º) 
 
 
 
 
 
 
 
Le
gi
ti
m
ad
os
 (a
rt
. 2
1,
 ca
pu
t)
Partido político com representação no
Congresso Nacional
Na defesa de seus interesses legítimos relativos a seus
integrantes ou à finalidade partidária.
Organização sindical, entidade de classe
ou associação legalmente constituída e em
funcionamento há, pelo menos, 1 ano
Em defesa de direitos líquidos e certos da totalidade, ou
de parte, dos seus membros ou associados,na forma
dos seus estatutos e desde que pertinentes às suas
finalidades, DISPENSADA autorização especial.
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Súmulas do STF e do STJ 
Súmula Enunciado 
STF, 101 O Mandado de Segurança não substitui a Ação Popular. 
STF, 266 Não cabe Mandado de Segurança contra lei em tese. 
STF, 267 Não Cabe Mandado de Segurança contra ato judicial passível de recurso ou correição. 
STF, 268 Não cabe Mandado de Segurança contra decisão judicial com trânsito em julgado. 
STF, 269 O mandado de segurança não é substitutivo de ação de cobrança. 
STF, 271 
Concessão de mandado de segurança não produz efeitos patrimoniais em relação a período pretérito, os quais 
devem ser reclamados administrativamente ou pela via judicial própria. 
STF, 405 
Denegado o mandado de segurança pela sentença, ou no julgamento do agravo, dela interposto, fica sem efeito 
a liminar concedida, retroagindo os efeitos da decisão contrária. 
STF, 429 
A existência de recurso administrativo com efeito suspensivo não impede impetração do MS contra omissão 
administrativa. 
STF, 430 Pedido de reconsideração na via administrativa não interrompe o prazo para o mandando de segurança. 
STF, 510 
Praticado o ato por autoridade, no exercício de competência delegada, contra ela cabe o mandado de segurança 
ou a medida judicial. 
STF, 512 Não cabe condenação em honorários de advogado na ação de mandado de segurança. 
STF, 624 
Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer originariamente de mandado de segurança contra atos de 
outros tribunais. 
STF, 625 Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão de mandado de segurança. 
STF, 626 
A suspensão da liminar em mandado de segurança, salvo determinação em contrário da decisão que a deferir, 
vigorará até o trânsito em julgado da decisão definitiva de concessão da segurança ou, havendo recurso, até a 
sua manutenção pelo Supremo Tribunal Federal, desde que o objeto da liminar deferida coincida, total ou 
parcialmente, com o da impetração. 
STF, 629 
A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos associados independe da 
autorização destes. 
STF, 630 
A entidade de classe tem legitimação para o mandado de segurança ainda quando a pretensão veiculada 
interesse apenas a uma parte da respectiva categoria. 
STF, 632 É constitucional lei que fixa prazo decadencial para a impetração de mandado de segurança. 
STJ, 105 Na ação de mandado de segurança não se admite condenação em honorários advocatícios. 
STJ, 202 A impetração de segurança por terceiro, contra ato judicial, não se condiciona a interposição de recurso. 
STJ, 333 
Cabe mandado de segurança contra ato praticado em licitação promovida por sociedade de economia mista ou 
empresa pública. 
STJ, 376 Compete à turma recursal processar e julgar o mandado de segurança contra ato de juizado especial. 
STJ, 460 É incabível o mandado de segurança para convalidar a compensação tributária realizada pelo contribuinte. 
STJ, 604 O mandado de segurança não se presta para atribuir efeito suspensivo a recurso criminal interposto pelo 
Ministério Público. 
STJ, 628 
A teoria da encampação é aplicada no mandado de segurança quando presentes, cumulativamente, os seguintes 
requisitos: a) existência de vínculo hierárquico entre a autoridade que prestou informações e a que ordenou a 
prática do ato impugnado; b) manifestação a respeito do mérito nas informações prestadas; e c) ausência de 
modificação de competência estabelecida na Constituição Federal. 
 
 
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LEI 13.300/16 – MANDADO DE INJUNÇÃO 
Sempre que a falta TOTAL OU PARCIAL1 de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades 
constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania (art. 2º). 
1Parcial: quando forem insuficientes as normas editadas (parágrafo único). 
 
Petição, Deferimento e seus Efeitos 
 
 Da decisão do relator que INDEFERIR a petição inicial, caberá AGRAVO, em 5 dias (art. 6º, parágrafo único) 
 
 A injunção será DEFERIDA para (art. 8º): 
1. Determinar PRAZO RAZOÁVEL para que o impetrado promova a edição da norma regulamentadora, sendo DISPENSADO 
quando comprovado que o impetrado deixou de atender, em MI anterior, ao prazo estabelecido para a edição da norma. 
 
2. Estabelecer as CONDIÇÕES em que se dará o exercício dos direitos, das liberdades ou das prerrogativas reclamados ou, se for o 
caso, as condições em que poderá o interessado promover ação própria visando a exercê-los, caso não seja suprida a mora 
legislativa no prazo determinado. 
 
Eficácia da Decisão 
 
 
Regra: eficácia subjetiva LIMITADA ÀS PARTES, até advento da norma regulamentadora (art. 9º). 
 
Eficácia ultra partes ou erga omnes (art. 9º, §1º) 
Quando INDISPENSÁVEL ao exercício do direito, liberdade ou 
prerrogativa objeto da impetração. 
Trânsito em Julgado da decisão (art. 9º, §2º) 
Efeitos poderão ser ESTENDIDOS aos casos análogos por decisão 
monocrática do relator. 
Indeferimento por insuficiência de prova (art. 9º, §3º) 
NÃO IMPEDE a renovação da impetração fundada em outros 
elementos probatórios. 
 
Norma Regulamentadora Superveniente 
 
 
Produzirá efeitos EX NUNC (= não retroativos) em relação aos beneficiados por decisão transitada em julgado, 
SALVO se a aplicação da norma editada lhes for mais favorável (art. 11º). 
E se a norma for editada ANTES da decisão? Ficará PREJUDICADA a impetração, caso em que o processo será extinto sem 
resolução de mérito (art. 11º, parágrafo único). 
 
Mandado de Injunção Coletivo – MIC 
 
São competentes para promover o MIC (art. 12): 
1. Ministério Público e Defensoria Pública 
2. Partido com Representação no Congresso 
3. Organização Sindical, entidade de classe ou associação em funcionamento há pelo menos 1 ano | DISPENSADA AUTORIZAÇÃO 
 
 
MIC não induz litispendência em relação aos individuais, mas os efeitos da coisa julgada não beneficiarão o 
impetrante que não requerer a desistência da demanda individual no prazo de 30 dias a contar da ciência 
comprovada da impetração coletiva (art. 13, parágrafo único) 
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LEI 8.078/90 – CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR (TÍTULO III) 
DA DE FESA DO CON SUMI DOR EM JUÍZ O 
DIS POS I ÇÕ ES G ER AI S 
A defesa dos interesses e direitos poderá ser exercida INDIVIDUALMENTE ou a título COLETIVO (art. 81, caput). A defesa 
COLETIVA será exercida quando se tratar de interesses ou direitos (art. 81, §único): 
 
DIFUSOS 
Os transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam titulares 
pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato. 
 
COLETIVOS 
Os transindividuais, de natureza indivisível de que seja titular grupo, 
categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte 
contrária por uma relação jurídica base. 
INDIVIDUAIS 
HOMOGÊNEOS 
Assim entendidos os decorrentes de origem comum. 
• MP, se não ajuizar, atuará sempre como fiscal da lei (art. 92) 
• Procedência do pedido: condenação genérica, fixando a responsabilidade do réu pelos danos (art. 95) 
• Execução: pode ser promovida pela vítima / sucessores e pelos legitimados no art. 82 9 (art. 97) 
• Competência para execução (art. 98, §2º): Execução individual: Juízo da liquidação da sentença ou da ação condenatória 
 Execução coletiva: juízo da ação condenatória 
 
Legitimados CONCORRENTES para a defesa coletiva (art. 82): 
1. Ministério Público. 
2. União, Estados / DF e Municípios. 
3. Entidades e órgãos da Adm. Pública, direta ou indireta, ainda que sem personalidade jurídica, especificamente destinados 
à defesa dos interesses e direitos protegidos pelo CDC (ex: Procon). 
 
4. Associações legalmente constituídas há pelo menos 1 ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos 
interesses e direitos protegidos pelo CDC, dispensada a autorização assemblear. 
 
Nas ações COLETIVAS (art. 87) 
o NÃO haverá adiantamento de custas, emolumentos, honorários periciais e outras despesas; 
o NÃO haverá condenação da associação em honorários de advogados, custas e despesas, SALVO má-fé, caso em que a 
associação e os diretores responsáveis pela propositura responderão solidariamente por honorários + 10x as custas. 
 
Ações com objeto obrigação de FAZER ou NÃO FAZER (art. 84) 
o Juiz concederá tutela específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente. 
o Para obtenção do resultado, juiz pode determinar medidas como busca e apreensão, remoção, requisição policial, etc. 
o Conversão em perdas e danos: SE optar o autor OU impossível tutela específica ou obtenção do resultado prático. 
o Indenização por perdas e danos: será feita sem prejuízo da multa. 
o LÍCITO ao juiz conceder tutela liminarmente ou após justificação prévia, podendo impor multa diária, 
independentemente de pedido do autor. 
NÃO induzem 
litispendência para 
as ações individuais. 
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AÇÕ ES DE R ES PONS ABI LI DA DE DO FO R NE CE DOR DE PR O DU TOS E SE RVI ÇOS 
 
A ação de responsabilidade civil do fornecedor PODERÁ ser proposta no domicílio do AUTOR (art. 101, I) 
 
O réu que houver contratado seguro de responsabilidade: 
 PODERÁ chamar ao processo o segurador 
× VEDADA a integração do contraditório pelo Instituto de Resseguros do brasil (IRB) 
CO ISA JU LGA DA 
Nas AÇÕES COLETIVAS, a sentença fará coisa julgada (art. 103): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Coisa 
Julgada
ERGA OMNES
EXCETO se julgado improcedente por insuficiência de provas, hipótese em que qualquer
legitimado poderá intentar outra ação, com idêntico fundamento valendo-se de nova prova, na
hipótese de interesses ou direitos DIFUSOS.
 Efeito da coisa julgada não prejudica interesses e direitos individuais
ULTRA PARTES
LIMITADAMENTE ao grupo, categoria ou classe, SALVO improcedência por insuficiência de
provas, nos termos do inciso anterior, quando interesses ou direitos COLETIVOS.
 Efeito da coisa julgada não prejudica interesses e direitos individuais
ERGA OMNES
APENAS no caso de PROCEDÊNCIA do pedido, para beneficiar todas as vítimas e seus
sucessores, na hipótese de interesses ou direitos INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS.
 Improcedência: interessados que não foram litisconsortes poderão propor ação individual.
Efeitos não beneficiam autores das ações individuais, se não for requerida sua suspensão 
no prazo de 30 dias, a contar da ciência nos autos do ajuizamento da ação coletiva. 
 
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JURISPRUDÊNCIAS 
STF – SU PR EM O T RI BUN AL FE DE RAL 
STF, ADI 3.943: A Defensoria Pública pode propor ação civil pública na defesa de direitos difusos, coletivos e individuais 
homogêneos. É constitucional a Lei nº 11.448/2007, que alterou a Lei 7.347/85, prevendo a Defensoria Pública como um dos 
legitimados para propor ação civil pública. 
 
STF, RE 733.433: A Defensoria Pública tem legitimidade para a propositura de ação civil pública em ordem a promover a tutela 
judicial de direitos difusos e coletivos de que sejam titulares, em tese, as pessoas necessitadas. 
 
STF, RE 612.043: A eficácia subjetiva da coisa julgada formada a partir de ação coletiva, de rito ordinário, ajuizada por 
associação civil na defesa de interesses dos associados, somente alcança os filiados, residentes no âmbito da jurisdição do órgão 
julgador, que o fossem em momento anterior ou até a data da propositura da demanda, constantes da relação jurídica juntada 
à inicial do processo de conhecimento. 
 
STF, RE 1.101.937: 
I - É inconstitucional o art. 16 da Lei nº 7.347/85, alterada pela Lei nº 9.494/97. 
II - Em se tratando de ação civil pública de efeitos nacionais ou regionais, a competência deve observar o art. 93, II, da Lei nº 
8.078/90 (CDC). 
III - Ajuizadas múltiplas ações civis públicas de âmbito nacional ou regional, firma-se a prevenção do juízo que primeiro 
conheceu de uma delas, para o julgamento de todas as demandas conexas. 
 
STF, RE 573.232: O disposto no artigo 5º, inciso XXI, da Carta da República encerra representação específica, não alcançando 
previsão genérica do estatuto da associação a revelar a defesa dos interesses dos associados. As balizas subjetivas do título 
judicial, formalizado em ação proposta por associação, é definida pela representação no processo de conhecimento, presente a 
autorização expressa dos associados e a lista destes juntada à inicial. 
STJ – SU PE RI OR TRI BUN AL DE J USTI ÇA 
STJ, AREsp 2.159.586: No microssistema de tutela coletiva, aplica-se a norma específica que prevê a impugnação de decisões 
interlocutórias mediante agravo de instrumento (art. 19 da Lei n. 4.717/65), não sendo afastada pelo rol taxativo do art. 1.015 
do CPC/2015, uma vez que o inciso XIII deste dispositivo contempla o cabimento do recurso em outros casos expressamente 
referidos em lei. 
 
STJ, AgInt no AgInt no AgInt no AREsp 2.189.867: Não havendo delimitação expressa dos seus limites subjetivos, a coisa 
julgada advinda da ação coletiva proposta por sindicato deve alcançar todas as pessoas abrangidas pela categoria profissional, 
e não apenas pelos seus filiados, podendo, ainda, ser aproveitada por trabalhadores vinculados a outro ente sindical, desde que 
contidos no universo daquele mais abrangente. 
 
STJ, EREsp 1.367.220: Nas ações coletivas em que a associação representa seus associados por legitimação ordinária, nos 
termos do art. 5º, XXI, da CF/88, o entendimento que deve ser aplicado é o firmado no Tema n. 499 do STF. A eficácia subjetiva 
da coisa julgada formada a partir de ação coletiva, de rito ordinário, ajuizada por associação civil na defesa de interesses dos 
associados, somente alcança os filiados, residentes no âmbito da jurisdição do órgão julgador, que o fossem em momento 
anterior ou até a data da propositura da demanda, constantes da relação jurídica juntada à inicial do processo de conhecimento. 
 
STJ, EREsp 1.367.220: O juízo de verificação da pertinência temática para a proposição de ações civis públicas há de ser 
responsavelmente flexível e amplo, em contemplação ao princípio constitucional do acesso à justiça, mormente a considerar-
se a máxima efetividade dos direitos fundamentais. 
 
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STJ, REsp 1.678.925: Ainda que o processo esteja em curso no Superior Tribunal de Justiça, o Ministério Público Federal não 
possui legitimidade para substituir associação extinta por decisão judicial em ação civilpública proposta perante a Justiça 
estadual. 
 
STJ, REsp 1.438.263: Em ação civil pública proposta por associação, na condição de substituta processual, possuem 
legitimidade para a liquidação e execução da sentença todos os beneficiados pela procedência do pedido, independentemente 
de serem filiados à associação promovente. 
 
STJ, EDcl no REsp 1.405.697: Caso ocorra dissolução da associação que ajuizou ação civil pública, é possível sua substituição 
no polo ativo por outra associação. O microssistema de defesa dos interesses coletivos privilegia o aproveitamento do processo 
coletivo, possibilitando a sucessão da parte autora pelo Ministério Público ou por algum outro colegitimado (ex: associação), 
mormente em decorrência da importância dos interesses envolvidos em demandas coletivas. 
 
STJ, REsp 1.736.091: O prazo de 5 (cinco) anos para o ajuizamento da ação popular não se aplica às ações coletivas de consumo. 
 
STJ, EREsp 1.378.938: O Ministério Público possui legitimidade ativa para postular em juízo a defesa de direitos 
transindividuais de consumidores que celebram contratos de compra e venda de imóveis com cláusulas pretensamente 
abusivas. 
 
STJ, REsp 1.509.586: Município tem legitimidade ad causam para ajuizar ação civil pública em defesa de direitos consumeristas 
questionando a cobrança de tarifas bancárias. Em relação ao Ministério Público e aos entes políticos, que têm como finalidades 
institucionais a proteção de valores fundamentais, como a defesa coletiva dos consumidores, não se exige pertinência temática 
e representatividade adequada. 
 
STJ, REsp 1.091.756: Uma associação que tenha fins específicos de proteção ao consumidor não possui legitimidade para o 
ajuizamento de ação civil pública com a finalidade de tutelar interesses coletivos de beneficiários do seguro DPVAT. Isso porque 
o seguro DPVAT não tem natureza consumerista, faltando, portanto, pertinência temática. 
 
STJ, EREsp 1.192.577: A Defensoria Pública tem legitimidade para propor ação civil pública em defesa de interesses individuais 
homogêneos de consumidores idosos que tiveram plano de saúde reajustado em razão da mudança de faixa etária, ainda que os 
titulares não sejam carentes de recursos econômicos. 
 
STJ, REsp 1.468.734: A associação não tem legitimidade ativa para defender os interesses dos associados que vierem a se 
agregar somente após o ajuizamento da ação de conhecimento. 
 
STJ, REsp 1.302.596: Após o trânsito em julgado de decisão que julga improcedente ação coletiva proposta em defesa de direitos 
individuais homogêneos, independentemente do motivo que tenha fundamentado a rejeição do pedido, não é possível a 
propositura de nova demanda com o mesmo objeto por outro legitimado coletivo, ainda que em outro Estado da federação. 
 
STJ, REsp 1.353.801: É possível determinar a suspensão do andamento de processos individuais até o julgamento, no âmbito 
de ação coletiva, da questão jurídica de fundo neles discutida. 
 
STJ, REsp 1.254.428: Em ação civil pública, a formação de litisconsórcio ativo facultativo entre o Ministério Público Estadual e 
o Federal depende da demonstração de alguma razão específica que justifique a presença de ambos na lide. 
 
STJ, AgInt no REsp 1.582.243: Em caso de dissolução, por decisão judicial, da associação autora de ação civil pública, é possível 
a substituição processual pelo Ministério Público. 
 
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STJ, REsp 1.372.593: Na ação civil pública, reconhecido o vício na representação processual da associação autora, deve-se, antes 
de proceder à extinção do processo, conferir oportunidade ao Ministério Público para que assuma a titularidade ativa da 
demanda. 
 
STJ, REsp 1.464.567: Na execução de título judicial oriundo de ação coletiva promovida por sindicato na condição de substituto 
processual, não é possível destacar os honorários contratuais do montante da condenação sem que haja autorização expressa 
dos substituídos ou procuração outorgada por eles aos advogados. 
 
STJ, REsp 1.318.917: No caso em que duas ações coletivas tenham sido propostas perante juízos de competência territorial 
distinta contra o mesmo réu e com a mesma causa de pedir e, além disso, o objeto de uma, por ser mais amplo, abranja o da 
outra, competirá ao juízo da ação de objeto mais amplo o processamento e julgamento das duas demandas, ainda que ambas 
tenham sido propostas por entidades associativas distintas. 
 
STJ, REsp 1.593.142: O autor da ACP, ao propor a ação, não precisa adiantar o pagamento das custas judiciais. 
 
STJ, REsp 978.706: Os autores de ações individuais em cujos autos não foi dada ciência do ajuizamento de ação coletiva e que 
não requereram a suspensão das demandas individuais podem se beneficiar dos efeitos da coisa julgada formada na ação 
coletiva. 
 
STJ, Súmula 601: O Ministério Público tem legitimidade ativa para atuar na defesa de direitos difusos, coletivos e individuais 
homogêneos dos consumidores, ainda que decorrentes da prestação de serviço público. 
 
STJ, Súmula 602: O Código de Defesa do Consumidor é aplicável aos empreendimentos habitacionais promovidos pelas 
sociedades cooperativas. 
EXTRA – QUESTÕES (TEC) 
 
São questões de várias bancas (basta excluir das questões as bancas que não te interessam) e níveis (questões 
simples às complexas). Complemente esse caderno com questões que você já selecionou como favoritas / 
importantes, para revisar nas semanas anteriores à prova. Aliando este resumo com a resolução de questões 
você certamente estará MUITO bem preparado(a)! Link: https://www.tecconcursos.com.br/s/Q4ShCN 
 
 
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