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Uso do Inventário Portage na Avaliação Psicopedagógica – Orientação Clínica
1. O Portage deve ser usado nesse caso?
Sim. O Inventário Portage pode ser utilizado como instrumento de triagem para mapear o desenvolvimento global da criança. Porém, ele não deve ser utilizado como único instrumento de avaliação psicopedagógica.
2. O que o Portage avalia
Cognição
Linguagem
Socialização
Autocuidado
Desenvolvimento motor
Essas áreas ajudam a identificar se existe atraso no desenvolvimento ou se as dificuldades estão mais relacionadas a aspectos específicos da aprendizagem.
3. Limitações do Portage
Não avalia profundamente atenção
Não avalia memória de trabalho
Não avalia consciência fonológica
Não avalia pré-requisitos específicos de alfabetização
Por esse motivo, o Portage deve ser combinado com atividades psicopedagógicas estruturadas.
4. Como usar o Portage de forma estratégica
Aplicar itens selecionados da faixa etária de 5 a 6 anos durante as primeiras sessões de avaliação. Normalmente, entre 15 e 25 itens já oferecem um bom panorama do desenvolvimento.
5. Estrutura recomendada de avaliação
Anamnese com a família
Observação lúdica da criança
Aplicação de itens do Portage
Avaliação psicopedagógica específica (atenção, memória, consciência fonológica, pré-alfabetização e grafomotricidade)
6. Interpretação no caso do Theodoro
Considerando as informações da anamnese, é provável que a criança apresente desenvolvimento global adequado no Portage. Caso isso se confirme, as dificuldades relatadas podem estar relacionadas à imaturidade atencional e a processos fonológicos esperados para a idade.
7. Estratégia clínica recomendada
Utilizar o Portage como triagem e complementar a avaliação com atividades psicopedagógicas que investiguem atenção, memória, linguagem, consciência fonológica e habilidades pré-alfabetização.

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