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Aula 10
CRMV-RJ (Auxiliar Administrativo)
Arquivologia (Item 5) - 2022 (Pós-Edital)
Autor:
Ricardo Campanario
29 de Maio de 2022
14522352794 - WEVERSON NASCIMENTO DE OLIVEIRA
Ricardo Campanario
Aula 10
Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Gestão Arquivística Digital - AULA COMPLETA 3
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GESTÃO ARQUIVÍSTICA DIGITAL 
Documentos Eletrônicos e Digitalização 
 Antes de entrarmos nos documentos eletrônicos é bom retomarmos o conceito de documentos. 
Documentos são registros de informações, independente do suporte e do formato que as contém. 
Informações, por sua vez, são mensagens contidas em um documento. Suporte são os materiais nos quais 
estão registradas as informações. Formato, por último, são as características físicas de apresentação do 
documento. Veja abaixo. 
 
 
Documento Digital 
 Para o Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística (DBTA), documento digital é 
Documento codificado em dígitos binários, acessível por meio de sistema computacional. 
 Atenção para não se confundir com a definição de documento eletrônico, que é um gênero 
documental, ok? Está diretamente ligado ao tema de classificação dos documentos mas, aqui, estamos 
falando dos documentos digitais, que fazem parte do gênero documentos eletrônicos. 
 Veja o que o DBTA entende por documento eletrônico: 
Gênero documental integrado por documentos em meio eletrônico ou somente 
acessíveis por equipamentos eletrônicos, como cartões perfurados, disquetes e 
documentos digitais. 
 Note que os documentos digitais fazem parte do gênero documento eletrônico, ao lado de outros 
documentos como disquetes, cartões, etc. 
DOCUMENTO
INFORMAÇÃO SUPORTE / 
FORMATO
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 Bem, dentro desse contexto, quando falamos de documentos digitais, ao invés de falarmos de dois 
componentes (como estávamos acostumados para os documentos "comuns"), precisamos falar de três: a 
mesma informação (que já existe no documento tradicional), o hardware e o software. 
 
 
 O Hardware é o conjunto de elementos físicos que permitem a gravação e acesso às informações 
contidas no suporte (atenção pois o suporte não é parte do hardware). 
 O Software é o sistema específico que, funcionando com base nas capacidades físicas do hardware 
permite o registro, recuperação e utilização das informações contidas no suporte (as informações não são 
parte do software). 
 Por fim, a informação é o conjunto de bits registrados digitalmente em um suporte (contém, 
portanto, bits e suporte) e que pode ser registrada, acessada e trabalhada por meio de um hardware e 
software, de maneira totalmente integrada. 
Para fechar esse ponto, importante conhecer as definições de documento arquivístico e 
documento arquivístico digital estabelecidas pela CTDE (Câmara Técnica de Documentos 
Eletrônicos, do Conarq). Essas definições nos ajudam a entender um pouco mais o tema e nos 
darão mais segurança para avançarmos: 
 
 
 
Documento 
Digital
Hardware Software
Informação
(bits + suporte)
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O que é documento arquivístico? 
É um documento produzido e/ou recebido e mantido por pessoa física ou jurídica, no 
decorrer das suas atividades, qualquer que seja o suporte, e dotado de organicidade. 
O que é documento digital? 
É a informação registrada, codificada em dígitos binários e acessível por meio de sistema 
computacional. 
O que é documento arquivístico digital? 
É um documento digital que é tratado e gerenciado como um documento arquivístico, ou 
seja, incorporado ao sistema de arquivos. 
O que é documento arquivístico convencional? 
É um documento arquivístico não digital. 
 Bem, indo adiante, é muito comum vermos as pessoas falando que o documento digital é muito 
melhor, mais simples e etc. É bom sabermos que ele tem vantagens e desvantagens em relação ao 
documento tradicional ou físico. Embora tenha muitos benefícios, às vezes ele nos traz dificuldades que não 
tínhamos antes...Veja as grandes vantagens e desvantagens dos documentos digitais para você entender 
melhor o que estamos falando. 
 
(VUNESP/CODEN/Escriturário/2021) Toda informação produzida ou recebida por uma pessoa física ou 
jurídica, como resultado do exercício de suas atividades, codificada em dígitos binários e acessível por 
meio de sistema computacional, e que é utilizada como fonte de prova e/ou informação, é denominada 
documento 
a) Eletrônico 
b) Convencional 
c) Arquivístico Digital 
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d) Arquivístico Analógico 
e) Nato-digital 
Comentário: 
A alternativa C é a CORRETA e é o gabarito da questão. 
Note que o documento arquivístico digital nada mais é do que uma fusão das características mais 
importantes do documento arquivístico (produzido/recebido como resultado das atividades da organização) 
e do documento digital (codificado em dígitos binários e acessível por meio de sistema computacional), 
conforme vimos acima. 
 
 
VANTAGENS DESVANTAGENS 
Economia de espaço físico Fragilidade do armazenamento -> degradação física 
do suporte 
Ganho de produtividade Rápida obsolescência da tecnologia digital: 
hardware, software e formatos 
Otimização dos fluxos de trabalho Dificuldade em garantir a integridade dos 
documentos - acesso facilitado 
Facilidade de acesso aos estoques de informação Complexidade e custos da preservação digital 
Facilidade de geração e distribuição de dados e 
informações digitais 
Dependência social da informação digital: 
dependência do documento digital como fonte de 
prova das funções e atividades de indivíduos, 
instituições e governos 
 
Digitalização 
 
 Para começar o tema, vale a pena vermos o que o DBTA entende por digitalização: 
Processo de conversão de um documento para o formato digital por meio de dispositivo 
apropriado, como um escâner. 
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 Atenção para não confundir documento nato digital com documento digitalizado! 
DOCUMENTO NATO-DIGITAL DOCUMENTO DIGITALIZADO 
Documento que já nasce em suporte eletrônico e 
em código binário. Apresenta-se na forma original. 
Documento que nasce em outro suporte (papel, 
filme, etc.) e depois é reproduzido (cópia, imagem) 
e inserido no computador. 
 
 A digitalização deverá sempre ser realizada buscando preservar a integridade, a autenticidade e, 
quando necessária, a confidencialidade do documento digital, com emprego de certificado digital emitido 
no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira ICP Brasil. Para isso, seus meios de armazenamento 
devem protegê-lo de acessos, usos, alterações, reproduções ou destruições não autorizadas. 
 Porém, veja só, não basta digitalizarmos os documentos e não termos um sistema que os consiga 
gerenciar com o intuito de proporcionar sua rápida localização e acesso as informações desejadas. Dessa 
forma é necessário que os usuários da tecnologia possuam sistemas e processos de indexação que 
possibilitem sua eficiente localização, tramitação e controle. 
 Essa indexação deveeletrônica, das aplicações de suporte e das aplicações habilitadas que utilizem certificados 
digitais, bem como a realização de transações eletrônicas seguras. 
Art. 2o. - A ICP-Brasil, cuja organização será definida em regulamento, será composta por 
uma autoridade gestora de políticas e pela cadeia de autoridades certificadoras composta 
pela Autoridade Certificadora Raiz - AC Raiz, pelas Autoridades Certificadoras - AC e pelas 
Autoridades de Registro - AR. 
 
Assinatura eletrônica (Lei 14.063/2020 e Decreto 10.543/2020) 
Em 2020 o Governo Federal regulamentou o cenário das assinaturas eletrônicas, tema diretamente 
ligado aos documentos eletrônicos e cobrado com alguma frequência em provas de Arquivologia, seja no 
tema Gestão Eletrônica de Documentos ou mesmo em Legislação Arquivística. 
Primeiro houve a edição da Lei 14.063/2020 e, logo em seguida, a publicação do Decreto 
10.543/2020, que regulamenta o uso e aceitação das assinaturas eletrônicas pelos entes públicos. 
Vamos entender os principais pontos das normativas vigentes, começando pela Lei 14.063/2020. Em 
linhas gerais a lei dispõe sobre o uso de assinaturas eletrônicas em interações com entes públicos, em atos 
de pessoas jurídicas e em questões de saúde e sobre as licenças de softwares desenvolvidos por entes 
públicos, com o objetivo de proteger as informações pessoais e sensíveis dos cidadãos. 
 
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Logo no início o legislador já deixa claro a quem se aplica e a quem não se aplica a norma. Perceba 
que ela se volta preferencialmente para as interações entre os entes públicos e entre as pessoas naturais 
e/ou jurídicas com os entes públicos. 
Por outro lado, não se aplica a processos judiciais e a interações, de modo geral, entre pessoas 
naturais ou jurídicas do direito privado e situações que prezem pela preservação do sigilo. 
Art. 2º Este Capítulo estabelece regras e procedimentos sobre o uso de assinaturas 
eletrônicas no âmbito da: 
I - interação interna dos órgãos e entidades da administração direta, autárquica e 
fundacional dos Poderes e órgãos constitucionalmente autônomos dos entes federativos; 
II - interação entre pessoas naturais ou pessoas jurídicas de direito privado e os entes 
públicos de que trata o inciso I do caput deste artigo; 
III - interação entre os entes públicos de que trata o inciso I do caput deste artigo. 
Parágrafo único. O disposto neste Capítulo não se aplica: 
I - aos processos judiciais; 
II - à interação: 
a) entre pessoas naturais ou entre pessoas jurídicas de direito privado; 
b) na qual seja permitido o anonimato; 
c) na qual seja dispensada a identificação do particular; 
III - aos sistemas de ouvidoria de entes públicos; 
IV - aos programas de assistência a vítimas e a testemunhas ameaçadas; 
V - às outras hipóteses nas quais deva ser dada garantia de preservação de sigilo da 
identidade do particular na atuação perante o ente público. 
A Lei em seguida traz definições importantes de termos relativos ao tema, o que geralmente é 
cobrado em prova. Vejamos abaixo: 
Art. 3º Para os fins desta Lei, considera-se: 
I - autenticação: o processo eletrônico que permite a identificação eletrônica de uma 
pessoa natural ou jurídica; 
II - assinatura eletrônica: os dados em formato eletrônico que se ligam ou estão 
logicamente associados a outros dados em formato eletrônico e que são utilizados pelo 
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signatário para assinar, observados os níveis de assinaturas apropriados para os atos 
previstos nesta Lei; 
III - certificado digital: atestado eletrônico que associa os dados de validação da assinatura 
eletrônica a uma pessoa natural ou jurídica; 
IV - certificado digital ICP-Brasil: certificado digital emitido por uma Autoridade 
Certificadora (AC) credenciada na Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), 
na forma da legislação vigente. 
Ainda falando sobre definições, o Decreto 10.543/2020 em seu artigo 3o traz também definições 
importantes sobre o tema, que serão abordadas mais adiante quando nos aprofundarmos no tema. Veja 
abaixo: 
I - interação eletrônica - o ato praticado por particular ou por agente público, por meio de 
edição eletrônica de documentos ou de ações eletrônicas, com a finalidade de: 
a) adquirir, resguardar, transferir, modificar, extinguir ou declarar direitos; 
b) impor obrigações; ou 
c) requerer, peticionar, solicitar, relatar, comunicar, informar, movimentar, consultar, 
analisar ou avaliar documentos, procedimentos, processos, expedientes, situações ou 
fatos; 
II - validação biométrica - confirmação da identidade da pessoa natural mediante aplicação 
de método de comparação estatístico de medição biológica das características físicas de 
um indivíduo com objetivo de identificá-lo unicamente com alto grau de segurança; 
III - validação biográfica - confirmação da identidade da pessoa natural mediante 
comparação de fatos da sua vida, tais como nome civil ou social, data de nascimento, 
filiação, naturalidade, nacionalidade, sexo, estado civil, grupo familiar, endereço e vínculos 
profissionais, com o objetivo de identificá-la unicamente com médio grau de segurança; e 
IV - validador de acesso digital - órgão ou entidade, pública ou privada, autorizada a 
fornecer meios seguros de validação de identidade biométrica ou biográfica em processos 
de identificação digital. 
Indo adiante, a Lei diferencia os níveis de assinaturas eletrônicas. Note que temos as assinaturas 
eletrônicas simples, avançadas e qualificadas. Esse é um tema que deve passar a ser fruto de cobrança em 
provas. Preste atenção! 
 
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I - assinatura eletrônica simples: 
a) a que permite identificar o seu signatário; 
b) a que anexa ou associa dados a outros dados em formato eletrônico do signatário; 
II - assinatura eletrônica avançada: a que utiliza certificados não emitidos pela ICP-Brasil 
ou outro meio de comprovação da autoria e da integridade de documentos em forma 
eletrônica, desde que admitido pelas partes como válido ou aceito pela pessoa a quem for 
oposto o documento, com as seguintes características: 
... 
III - assinatura eletrônica qualificada: a que utiliza certificado digital, nos termos do § 1º 
do art. 10 da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 (ICP-Brasil) 
... 
 
Apenas complementando, veja o que diz o artigo 10 da MP 2200-2/2001: 
Art. 10. Consideram-se documentos públicos ou particulares, para todos os fins legais, os 
documentos eletrônicos de que trata esta Medida Provisória. 
§ 1o As declarações constantes dos documentos em forma eletrônica produzidos com a 
utilização de processo de certificação disponibilizado pela ICP-Brasil presumem-se 
verdadeiros em relação aos signatários, na forma do art. 131 da Lei no 3.071, de 1o de 
janeiro de 1916 - Código Civil. 
O artigo 5o da Lei entra em um de seus pontos mais importantes, ou seja, a utilização e aceitação 
das assinaturas e seus respectivos níveis. 
As assinaturas em seus diferentes níveis são adotadas em ocasiões distintas (elencadas pelo Decreto 
10.543/2020) e, em muitas delas, é exigida a utilização de certificação emitida pela ICP Brasil, conforme MP 
que estudamos acima. A partir daqui a Lei 14.063/2020 e o Decreto 10.543/2020 atuam em conjunto. Vamos 
entender: 
Art. 5º No âmbito de suas competências, ato do titular do Poder ou do órgão 
constitucionalmente autônomo de cada ente federativo estabelecerá o nível mínimo 
exigido paraa assinatura eletrônica em documentos e em interações com o ente público. 
... 
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I - a assinatura eletrônica simples poderá ser admitida nas interações com ente público de 
menor impacto e que não envolvam informações protegidas por grau de sigilo; 
II - a assinatura eletrônica avançada poderá ser admitida, inclusive: 
a) nas hipóteses de que trata o inciso I deste parágrafo; 
... 
c) no registro de atos perante as juntas comerciais; 
III - a assinatura eletrônica qualificada será admitida em qualquer interação eletrônica com 
ente público, independentemente de cadastramento prévio, inclusive nas hipóteses 
mencionadas nos incisos I e II deste parágrafo. 
§ 2º É obrigatório o uso de assinatura eletrônica qualificada: 
I - nos atos assinados por chefes de Poder, por Ministros de Estado ou por titulares de 
Poder ou de órgão constitucionalmente autônomo de ente federativo; 
... 
III - nas emissões de notas fiscais eletrônicas, com exceção daquelas cujos emitentes sejam 
pessoas físicas ou Microempreendedores Individuais (MEIs), situações em que o uso torna-
se facultativo; 
IV - nos atos de transferência e de registro de bens imóveis, ressalvado o disposto na alínea 
“c” do inciso II do § 1º deste artigo; 
... 
VI - nas demais hipóteses previstas em lei. 
§ 3º (VETADO). 
§ 4º O ente público informará em seu site os requisitos e os mecanismos estabelecidos 
internamente para reconhecimento de assinatura eletrônica avançada. 
§ 5º No caso de conflito entre normas vigentes ou de conflito entre normas editadas por 
entes distintos, prevalecerá o uso de assinaturas eletrônicas qualificadas. 
§ 6º As certidões emitidas por sistema eletrônico da Justiça Eleitoral possuem fé pública e, 
nos casos dos órgãos partidários, substituem os cartórios de registro de pessoas jurídicas 
para constituição dos órgãos partidários estaduais e municipais, dispensados quaisquer 
registros em cartórios da circunscrição do respectivo órgão partidário. 
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Veja que a Lei prevê o uso da assinatura eletrônica simples para as interações com ente público de 
menor impacto e que não envolvam informações protegidas por grau de sigilo. O Decreto 10.543/2020 vai 
além e exemplifica algumas situações nas quais a assinatura eletrônica simples é suficiente: 
 
I - assinatura simples - admitida para as hipóteses cujo conteúdo da interação não envolva 
informações protegidas por grau de sigilo e não ofereça risco direto de dano a bens, 
serviços e interesses do ente público, incluídos: 
a) a solicitação de agendamentos, atendimentos, anuências, autorizações e licenças para a 
prática de ato ou exercício de atividade; 
b) a realização de autenticação ou solicitação de acesso a sítio eletrônico oficial que 
contenha informações de interesse particular, coletivo ou geral, mesmo que tais 
informações não sejam disponibilizadas publicamente; 
c) o envio de documentos digitais ou digitalizados e o recebimento de número de protocolo 
decorrente da ação; 
d) a participação em pesquisa pública; e 
e) o requerimento de benefícios assistenciais, trabalhistas ou previdenciários diretamente 
pelo interessado; 
Na mesma linha o Decreto 10.543/2020 prevê e exemplifica as ocasiões nas quais as assinaturas 
eletrônicas avançada e qualificada devem ser utilizadas: 
II - assinatura eletrônica avançada - admitida para as hipóteses previstas no inciso I e nas 
hipóteses de interação com o ente público que, considerada a natureza da relação jurídica, 
exijam maior garantia quanto à autoria, incluídos: 
a) as interações eletrônicas entre pessoas naturais ou pessoas jurídicas de direito privado 
e os entes públicos que envolvam informações classificadas ou protegidas por grau de 
sigilo; 
b) os requerimentos de particulares e as decisões administrativas para o registro ou a 
transferência de propriedade ou de posse empresariais, de marcas ou de patentes; 
c) a manifestação de vontade para a celebração de contratos, convênios, acordos, termos 
e outros instrumentos sinalagmáticos bilaterais ou plurilaterais congêneres; 
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d) os atos relacionados a autocadastro, como usuário particular ou como agente público, 
para o exercício de atribuições, em sistema informatizado de processo administrativo 
eletrônico ou de serviços; 
e) as decisões administrativas referentes à concessão de benefícios assistenciais, 
trabalhistas, previdenciários e tributários que envolvam dispêndio direto ou renúncia de 
receita pela administração pública; 
f) as declarações prestadas em virtude de lei que constituam reconhecimento de fatos e 
assunção de obrigações; 
g) o envio de documentos digitais ou digitalizados em atendimento a procedimentos 
administrativos ou medidas de fiscalização; e 
h) a apresentação de defesa e interposição de recursos administrativos; e 
III - assinatura eletrônica qualificada - aceita em qualquer interação eletrônica com entes 
públicos e obrigatória para: 
a) os atos de transferência e de registro de bens imóveis, ressalvados os atos realizados 
perante as juntas comerciais; 
b) os atos assinados pelo Presidente da República e pelos Ministros de Estado; e 
c) as demais hipóteses previstas em lei. 
Por fim, lembre-se que, no caso de conflito entre normas vigentes ou de conflito entre normas 
editadas por entes distintos, prevalecerá o uso de assinaturas eletrônicas qualificadas. 
 
Daí em diante a Lei 14.063/2020 passa a abordar questões relativas a períodos de exceção (como a 
pandemia de COVID) ou voltados especificamente para o ambiente da saúde, o que pode ser muito 
importante caso sua prova seja para um órgão desse segmento. Veja o principal ponto relativo à saúde: 
Art. 13. Os receituários de medicamentos sujeitos a controle especial e os atestados 
médicos em meio eletrônico, previstos em ato do Ministério da Saúde, somente serão 
válidos quando subscritos com assinatura eletrônica qualificada do profissional de saúde. 
Parágrafo único. As exigências de nível mínimo de assinatura eletrônica previstas 
no caput deste artigo e no art. 14 desta Lei não se aplicam aos atos internos do ambiente 
hospitalar. 
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Art. 14. Com exceção do disposto no art. 13 desta Lei, os documentos eletrônicos subscritos 
por profissionais de saúde e relacionados à sua área de atuação são válidos para todos os 
fins quando assinados por meio de: 
I - assinatura eletrônica avançada; ou 
II - assinatura eletrônica qualificada. 
... 
Para finalizar o tema, o Decreto 10.543/2020 lista os critérios que devem ser respeitados pela 
Administração Pública na adoção de mecanismos para prover aos usuários a capacidade de utilizar 
assinaturas eletrônicas para as interações com entes públicos. Vejamos: 
Art. 5º A administração pública federal direta, autárquica e fundacional adotará 
mecanismos para prover aos usuários a capacidade de utilizar assinaturas eletrônicas para 
as interações com entes públicos, respeitados os seguintes critérios: 
I - para a utilização de assinatura simples, o usuário poderá fazer seu cadastro pela 
internet, mediante autodeclaração validada em bases de dados governamentais; 
II - para a utilização de assinatura avançada, o usuário deverá realizar o cadastro com 
garantia de identidade a partir de validadorde acesso digital, incluída a: 
a) validação biográfica e documental, presencial ou remota, conferida por agente público; 
b) validação biométrica conferida em base de dados governamental; ou 
c) validação biométrica, biográfica ou documental, presencial ou remota, conferida por 
validador de acesso digital que demonstre elevado grau de segurança em seus processos 
de identificação; e 
III - para utilização de assinatura qualificada, o usuário utilizará certificado digital, nos 
termos da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001. 
... 
 
Resolução Conarq 25/2007 
 
 Vamos agora a Resolução Conarq que recomenda aos órgãos e entidades integrantes do Sistema 
Nacional de Arquivos - SINAR a adoção do Modelo de Requisitos para Sistemas Informatizados de Gestão 
Arquivística de Documentos - e-ARQ Brasil. 
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Art. 1º Recomendar aos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Arquivos 
- SINAR a adoção do Modelo de Requisitos para Sistemas Informatizados de Gestão 
Arquivística de Documentos - e-ARQ Brasil, Versão 1.0, aprovado na 43ª reunião plenária 
do CONARQ, realizada no dia 4 de dezembro de 2006, de que trata esta Resolução, 
disponibilizada em pdf na página web do CONARQ, www.conarq.arquivonacional.gov.br. 
§1º Considera-se gestão arquivística de documentos o conjunto de procedimentos e 
operações técnicas referentes à produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento de 
documentos em fase corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento 
para guarda permanente. 
§2º Consideram-se requisitos o conjunto de condições a serem cumpridas pela 
organização produtora/recebedora de documentos, pelo sistema de gestão arquivística e 
pelos próprios documentos a fim de garantir a sua confiabilidade e autenticidade, bem 
como seu acesso. 
§3º Considera-se sistema informatizado de gestão arquivística de documentos o sistema 
desenvolvido para produzir, receber, armazenar, dar acesso e destinar documentos 
arquivísticos em ambiente eletrônico. 
 Note que neste primeiro artigo e em seus parágrafos, o legislador recomenda a adoção do modelo 
de requisitos trazido pelo e-ARQ para todos os órgãos e entidades integrantes do SINAR. 
 Dessa forma, as maiores instituições arquivísticas do país que lidam com arquivos eletrônicos e 
sistemas digitais de gestão de documentos devem se adequar aos requisitos do e-ARQ, que estudaremos 
mais adiante. 
 Vamos ver o que vem mais à frente na norma: 
Art. 2º O e-ARQ Brasil tem por objetivo orientar a implantação da gestão arquivística de 
documentos, fornecer especificações técnicas e funcionais, bem como metadados para 
orientar a aquisição e/ou desenvolvimento de sistemas informatizados, independentes 
da plataforma tecnológica em que forem desenvolvidos e/ou implantados, referidos no 
parágrafo 3º do art. 3º da Resolução nº 20, de 16 de julho de 2004. 
Parágrafo único. Os metadados mencionados no caput desse artigo serão incluídos na 
próxima versão. 
 O artigo 2o da Resolução fala sobre outro ponto importante do e-ARQ, a identificação dos 
documentos digitais por meio do uso de metadados. 
Art. 3º O e-ARQ Brasil é aplicável para os sistemas que produzem e mantém somente 
documentos digitais ou para sistemas que compreendem documentos digitais e 
convencionais ao mesmo tempo. 
§1º Para documentos convencionais o sistema inclui apenas o registro das referências nos 
metadados. 
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§2º Para documentos digitais, o sistema inclui os próprios documentos. 
Art. 4º O CONARQ, por intermédio de sua Câmara Técnica de Documentos Eletrônicos, 
poderá subsidiar os órgãos e entidades integrantes do SINAR na aplicação do e-ARQ Brasil. 
Art. 5º Caberá ao CONARQ, por intermédio de sua Câmara Técnica de Documentos 
Eletrônicos, proceder à atualização periódica do e-ARQ Brasil. 
Art. 6º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. 
 Por fim, a Resolução deixa clara a abrangência do e-ARQ, ou seja, deve ser adotado tanto por 
sistemas 100% digitais ou por aqueles híbridos, que envolvem documentos físicos e digitais ao mesmo 
tempo. Neste caso, para os documentos físicos o sistema deverá incluir apenas os registros das referências 
enquanto, para os documentos digitais, os próprios documentos. 
 
(CONSULPAM/Pref. Mun. Paulo Afonso-BA/Agente Administrativo/2020) É permitido por lei o 
armazenamento em meio eletrônico, óptico ou equivalente, de documentos públicos ou privados, 
compostos por dados ou imagens, observado o disposto em Lei. Para a garantia de preservação da 
integridade, da autenticidade e da confidencialidade de documentos públicos será usada: 
a) Autenticação mediante ato notarial pelo qual um documento é reconhecido como verdadeiro. 
b) Certificação digital no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP - Brasil). 
c) Reconhecimento de firma no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP - Brasil). 
d) Auditoria, através da coleta de informações sobre o uso dos recursos de um sistema realizado pelo usuário. 
Comentário: 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
A Lei 12.682 traz isso em sua literalidade. Veja o que diz o seu artigo 3o: 
Art. 3º - O processo de digitalização deverá ser realizado de forma a manter a integridade, a autenticidade 
e, se necessário, a confidencialidade do documento digital, com o emprego de certificado digital emitido 
no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP - Brasil. 
Nas demais alternativa a banca traz requisitos que não garantem a preservação da integridade, da 
autenticidade e da confidencialidade de documentos públicos conforme solicita o enunciado. 
 
(Inst. AOCP/UNIR/Arquivista/2018) O uso de assinaturas digitais e de certificação digital na administração 
pública foi padronizado e normalizado com a criação da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-
Brasil). 
a) CERTO 
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b) ERRADO 
Comentário: 
A afirmativa está CORRETA. 
A criação do ICP-Brasil não só padroniza o uso de assinaturas eletrônicas como passa a ser extensivamente 
explorado pela nova normatização vigente (Lei 14.063/2020 e Decreto 10.543/2020), tornando-se, por 
exemplo, requisito básico para as assinaturas eletrônicas qualificadas. 
 
(CESGRANRIO/BNDES/Profissional Básico/2013) A Resolução no 25 do CONARQ, que dispõe sobre a 
adoção de Modelo de Requisitos para Sistemas Informatizados, considera a gestão arquivística de 
documentos "o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à produção, tramitação, uso, 
avaliação e arquivamento de documentos em fase corrente e intermediária". A esse respeito, a Resolução 
nº 25 define que a Gestão Arquivística de Documentos tem como objetivo principal o recolhimento de 
documentos para guarda permanente ou, então, a sua 
a) eliminação 
b) transferência 
c) custódia 
d) conservação 
e) armazenagem 
Comentário: 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
A questão se refere a definição de gestão de documentos, que segue a definição adotada tanto pela Lei 
8.159/1991 como pelo DBTA, atribuindo à Gestão de Documentos o objetivo final de definir a destinação 
final do documento, seja ela a eliminação ou seu recolhimento para guarda permanente. Vejamos o que diz 
a Resolução em seu artigo 1o: 
Art. 1º ... 
§1º Considera-se gestão arquivística de documentos o conjunto de procedimentos e operações técnicas 
referentes à produção,tramitação, uso, avaliação e arquivamento de documentos em fase corrente e 
intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente. 
Nas demais alternativas a banca traz procedimentos que tecnicamente não se encaixam às possíveis 
destinações finais de um documento como a transferência, custódia, conservação ou armazenagem. 
 
 
 
 
 
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Governo Digital - Lei 14.129/2021 
 
 Outro tema importante e muito atual relativo à legislação aplicada à Arquivística é a implantação do 
Governo Digital ou E-Gov. Esse é um tema que começa a aparecer em editais de Arquivologia e baseia-se 
especialmente na Lei 14.129/2021. 
Vamos examinar seus principais pontos a partir de agora. Note que a Lei já começa estabelecendo 
claramente quais são os seus principais objetivos: 
 
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre princípios, regras e instrumentos para o aumento da 
eficiência da administração pública, especialmente por meio da desburocratização, da 
inovação, da transformação digital e da participação do cidadão. 
Logo em seguida o legislador define o universo de aplicabilidade da Lei, voltado aos órgãos públicos 
da administração direta e indireta. Melhor estudá-lo ao contrário, ou seja, a quem a Lei não se aplica. 
Vejamos especialmente o parágrafoo 1o e 2o do artigo: 
Art. 2º Esta Lei aplica-se: 
I - aos órgãos da administração pública direta federal, abrangendo os Poderes Executivo, 
Judiciário e Legislativo, incluído o Tribunal de Contas da União, e o Ministério Público da 
União; 
II - às entidades da administração pública indireta federal, incluídas as empresas públicas e 
sociedades de economia mista, suas subsidiárias e controladas, que prestem serviço 
público, autarquias e fundações públicas; e 
III - às administrações diretas e indiretas dos demais entes federados, nos termos dos 
incisos I e II do caput deste artigo, desde que adotem os comandos desta Lei por meio de 
atos normativos próprios. 
§ 1º Esta Lei não se aplica a empresas públicas e sociedades de economia mista, suas 
subsidiárias e controladas, que não prestem serviço público. 
§ 2º As referências feitas nesta Lei, direta ou indiretamente, a Estados, Municípios e ao 
Distrito Federal são cabíveis somente na hipótese de ter sido cumprido o requisito previsto 
no inciso III do caput deste artigo. 
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Mais adiante temos uma extensa lista das diretrizes do que a Lei entende por Governo Digital e um 
dos seus principais objetivos, ou seja, a busca pela eficiência pública. Vou listar apenas alguns pois a lista 
completa traz 26 diretrizes... 
Art. 3º São princípios e diretrizes do Governo Digital e da eficiência pública: 
I - a desburocratização, a modernização, o fortalecimento e a simplificação da relação do 
poder público com a sociedade, mediante serviços digitais, acessíveis inclusive por 
dispositivos móveis; 
II - a disponibilização em plataforma única do acesso às informações e aos serviços 
públicos, observadas as restrições legalmente previstas e sem prejuízo, quando 
indispensável, da prestação de caráter presencial; 
III - a possibilidade aos cidadãos, às pessoas jurídicas e aos outros entes públicos de 
demandar e de acessar serviços públicos por meio digital, sem necessidade de solicitação 
presencial; 
IV - a transparência na execução dos serviços públicos e o monitoramento da qualidade 
desses serviços; 
V - o incentivo à participação social no controle e na fiscalização da administração pública; 
... 
VIII - o uso da tecnologia para otimizar processos de trabalho da administração pública; 
... 
X - a simplificação dos procedimentos de solicitação, oferta e acompanhamento dos 
serviços públicos, com foco na universalização do acesso e no autosserviço; 
XI - a eliminação de formalidades e de exigências cujo custo econômico ou social seja 
superior ao risco envolvido; 
... 
XV - a presunção de boa-fé do usuário dos serviços públicos; 
... 
XVII - a proteção de dados pessoais, nos termos da Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei 
Geral de Proteção de Dados Pessoais); 
... 
XXII - o estímulo ao uso das assinaturas eletrônicas nas interações e nas comunicações 
entre órgãos públicos e entre estes e os cidadãos; 
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... 
XXVI - a promoção do desenvolvimento tecnológico e da inovação no setor público. 
 
Note que a Lei é muito clara na busca pela eficiência por meio da desburocratização, simplificação dos 
processos, presunção de boa fé e análise de risco, tudo isso incentivando processos de inovação e intenso 
uso da tecnologia. 
Agora, mais uma vez o legislador traz definições de termos relacionados com a norma, o que as bancas 
de concurso adoram cobrar, muitas vezes em sua literalidade. Grifei alguns que são bastante utilizados pela 
lei mais adiante: 
 
Art. 4º Para os fins desta Lei, considera-se: 
I - (VETADO); 
II - autosserviço: acesso pelo cidadão a serviço público prestado por meio digital, sem 
necessidade de mediação humana; 
III - base nacional de serviços públicos: base de dados que contém as informações 
necessárias sobre a oferta de serviços públicos de todos os prestadores desses serviços; 
IV - dados abertos: dados acessíveis ao público, representados em meio digital, 
estruturados em formato aberto, processáveis por máquina, referenciados na internet e 
disponibilizados sob licença aberta que permita sua livre utilização, consumo ou 
tratamento por qualquer pessoa, física ou jurídica; 
V - dado acessível ao público: qualquer dado gerado ou acumulado pelos entes públicos 
que não esteja sob sigilo ou sob restrição de acesso nos termos da Lei nº 12.527, de 18 de 
novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação); 
VI - formato aberto: formato de arquivo não proprietário, cuja especificação esteja 
documentada publicamente e seja de livre conhecimento e implementação, livre de 
patentes ou de qualquer outra restrição legal quanto à sua utilização; 
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VII - governo como plataforma: infraestrutura tecnológica que facilite o uso de dados de 
acesso público e promova a interação entre diversos agentes, de forma segura, eficiente e 
responsável, para estímulo à inovação, à exploração de atividade econômica e à prestação 
de serviços à população; 
VIII - laboratório de inovação: espaço aberto à participação e à colaboração da sociedade 
para o desenvolvimento de ideias, de ferramentas e de métodos inovadores para a gestão 
pública, a prestação de serviços públicos e a participação do cidadão para o exercício do 
controle sobre a administração pública; 
IX - plataformas de governo digital: ferramentas digitais e serviços comuns aos órgãos, 
normalmente ofertados de forma centralizada e compartilhada, necessárias para a oferta 
digital de serviços e de políticas públicas; 
X - registros de referência: informação íntegra e precisa oriunda de uma ou mais fontes de 
dados, centralizadas ou descentralizadas, sobre elementos fundamentais para a prestação 
de serviços e para a gestão de políticas públicas; e 
XI - transparência ativa: disponibilização de dados pela administração pública 
independentemente de solicitações. 
Avançando, a Lei 14.129/2021 do Governo Digital entra agora na seara da própria Digitalização. Os 
artigos 5o, 6o e 7o deixam clara apreferência pelo uso de soluções, atos e assinaturas digitais. Confira: 
Art. 5º A administração pública utilizará soluções digitais para a gestão de suas políticas 
finalísticas e administrativas e para o trâmite de processos administrativos eletrônicos. 
... 
Art. 6º Nos processos administrativos eletrônicos, os atos processuais deverão ser 
realizados em meio eletrônico, exceto se o usuário solicitar de forma diversa, nas situações 
em que esse procedimento for inviável, nos casos de indisponibilidade do meio eletrônico 
ou diante de risco de dano relevante à celeridade do processo. 
... 
Art. 7º Os documentos e os atos processuais serão válidos em meio digital mediante o 
uso de assinatura eletrônica, desde que respeitados parâmetros de autenticidade, de 
integridade e de segurança adequados para os níveis de risco em relação à criticidade da 
decisão, da informação ou do serviço específico, nos termos da lei. 
Por fim o artigo 13 traz um tema querido das bancas em provas de Arquivologia: a guarda dos 
documentos digitais. Veja o que a Lei diz sobre o tema. Como sempre, os documentos de valor permanente 
deverão seguir a normativa vigente, ou seja, deverão ser preservados. 
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Art. 13. A guarda dos documentos digitais e dos processos administrativos eletrônicos 
considerados de valor permanente deverá estar de acordo com as normas previstas pela 
instituição arquivística pública responsável por sua custódia. 
 
Na definição sobre o próprio Governo Digital a Lei diz que a prestação de serviços eletrônicos deverá 
ser de amplo acesso e que o atendimento presencial deve ser preservado para quem dele precisar. 
Art. 14. A prestação digital dos serviços públicos deverá ocorrer por meio de tecnologias 
de amplo acesso pela população, inclusive pela de baixa renda ou residente em áreas 
rurais e isoladas, sem prejuízo do direito do cidadão a atendimento presencial. 
Mais adiante a norma explica o termo Rede de Conhecimento, listando seus objetivos. Tema novo, 
bastante ligado ao processo de inovação que rege a Lei e que pode vir a ser fonte de cobrança. Vale ficar 
atento: 
Art. 17. O Poder Executivo federal poderá criar redes de conhecimento, com o objetivo 
de: 
I - gerar, compartilhar e disseminar conhecimento e experiências; 
II - formular propostas de padrões, políticas, guias e manuais; 
III - discutir sobre os desafios enfrentados e as possibilidades de ação quanto ao Governo 
Digital e à eficiência pública; 
IV - prospectar novas tecnologias para facilitar a prestação de serviços públicos 
disponibilizados em meio digital, o fornecimento de informações e a participação social por 
meios digitais. 
... 
Avançando na constituição do Governo Digital, o legislador agora lista os componentes essenciais para 
a prestação dos serviços digitais. Veja quais são eles: 
Art. 18. São componentes essenciais para a prestação digital dos serviços públicos na 
administração pública: 
I - a Base Nacional de Serviços Públicos; 
II - as Cartas de Serviços ao Usuário, de que trata a Lei nº 13.460, de 26 de junho de 2017; e 
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III - as Plataformas de Governo Digital. 
Dois desses componentes são bastante explorados na própria Lei. Vamos conhecê-los: 
Art. 19. Poderá o Poder Executivo federal estabelecer Base Nacional de Serviços Públicos, 
que reunirá informações necessárias sobre a oferta de serviços públicos em cada ente 
federado. 
Art. 20. As Plataformas de Governo Digital, instrumentos necessários para a oferta e a 
prestação digital dos serviços públicos de cada ente federativo, deverão ter pelo menos as 
seguintes funcionalidades: 
I - ferramenta digital de solicitação de atendimento e de acompanhamento da entrega dos 
serviços públicos; e 
II - painel de monitoramento do desempenho dos serviços públicos. 
 
O painel de monitoramento deve conter as seguintes informações: 
Art. 22. O painel de monitoramento do desempenho dos serviços públicos de que trata o 
inciso II do caput do art. 20 desta Lei deverá conter, no mínimo, as seguintes informações, 
para cada serviço público ofertado: 
I - quantidade de solicitações em andamento e concluídas anualmente; 
II - tempo médio de atendimento; e 
III - grau de satisfação dos usuários. 
 
A Lei preocupa-se em proteger o cidadão na migração para esta nova modalidade/formato de 
prestação de serviços e atendimento. Em relação aos direitos do usuário na prestação digital de serviços 
públicos, o legislador é também bastante específico, prevendo a gratuidade dos serviços, o atendimento 
padronizado, a geração de protocolos e a indicação de canais de comunicação com o prestador. Confira a 
seguir: 
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Art. 27. São garantidos os seguintes direitos aos usuários da prestação digital de serviços 
públicos, além daqueles constantes das Leis nºs 13.460, de 26 de junho de 2017, e 13.709, de 
14 de agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais): 
I - gratuidade no acesso às Plataformas de Governo Digital; 
II - atendimento nos termos da respectiva Carta de Serviços ao Usuário; 
III - padronização de procedimentos referentes à utilização de formulários, de guias e de 
outros documentos congêneres, incluídos os de formato digital; 
IV - recebimento de protocolo, físico ou digital, das solicitações apresentadas; e 
V - indicação de canal preferencial de comunicação com o prestador público para o 
recebimento de notificações, de mensagens, de avisos e de outras comunicações relativas 
à prestação de serviços públicos e a assuntos de interesse público. 
Migrando agora para o campo da geração, disponibilização e utilização dos dados eletrônicos, 
incialmente prevê o legislador que os dados disponibilizados na prestação de serviços digital são públicos e 
livres para utilização: 
Art. 29. Os dados disponibilizados pelos prestadores de serviços públicos, bem como 
qualquer informação de transparência ativa, são de livre utilização pela sociedade, 
observados os princípios dispostos no art. 6º da Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei 
Geral de Proteção de Dados Pessoais). 
Ainda nesse tema (chamado a esta altura de Interoperabilidade dos Dados), mais adiante a Lei mostra 
preocupação quanto a utilização dos dados coletados pelo órgão público ao longo do processo de prestação 
de serviço digital listando como importantes diretrizes as restrições legais, a segurança, o 
reaproveitamento/otimização de custos e a proteção de dados pessoais. 
Art. 38. Os órgãos e as entidades responsáveis pela prestação digital de serviços públicos 
detentores ou gestores de bases de dados, inclusive os controladores de dados pessoais, 
conforme estabelecido pela Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de 
Dados Pessoais), deverão gerir suas ferramentas digitais, considerando: 
I - a interoperabilidade de informações e de dados sob gestão dos órgãos e das entidades 
referidos no art. 2º desta Lei, respeitados as restrições legais, os requisitos de segurança 
da informação e das comunicações, as limitações tecnológicas e a relação custo-benefício 
da interoperabilidade; 
II - a otimização dos custos de acesso a dados e o reaproveitamento, sempre que possível, 
de recursos de infraestrutura de acesso a dados por múltiplos órgãos e entidades; 
III - a proteção de dados pessoais, observada a legislação vigente, especialmente a Lei nº 
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Caminhando para o final a Lei define a questão do Domicílio Eletrônico, definindo que todas as 
notificações, intimações, etc, poderão ser feitas por via digital, desde que o usuário opte por isso. 
 
Art. 42. Os órgãos e as entidades referidos no art. 2º desta Lei, mediante opção do usuário, 
poderão realizar todas as comunicações, as notificações e as intimações por meio 
eletrônico. 
 
Indo adiante, o legislador traz o conceito novo de Laboratórios de Inovação, abertos a toda a sociedade 
para o desenvolvimento e teste de conceitos e ferramentas inovadoras na gestão da prestação de serviços 
públicos, incluindo as atividades de controle da gestão pela sociedade. 
Art. 44. Os entes públicos poderão instituir laboratórios de inovação, abertos à 
participação e à colaboração da sociedade para o desenvolvimento e a experimentação de 
conceitos, de ferramentas e de métodos inovadores para a gestão pública, a prestação de 
serviços públicos, o tratamento de dados produzidos pelo poder público e a participação 
do cidadão no controle da administração pública. 
No artigo 47 é estabelecida a governança de todo o novo processo de prestação de serviços digitais. 
Vejamos os seus principais pontos que objetivam de maneira direta o monitoramento dos resultados em 
busca da melhoria do desempenho e da criação de processo decisório baseado em dados. 
Art. 47. Caberá à autoridade competente dos órgãos e das entidades referidos no art. 2º 
desta Lei, observados as normas e os procedimentos específicos aplicáveis, implementar e 
manter mecanismos, instâncias e práticas de governança, em consonância com os 
princípios e as diretrizes estabelecidos nesta Lei. 
Parágrafo único. Os mecanismos, as instâncias e as práticas de governança referidos 
no caput deste artigo incluirão, no mínimo: 
I - formas de acompanhamento de resultados; 
II - soluções para a melhoria do desempenho das organizações; 
III - instrumentos de promoção do processo decisório fundamentado em evidências. 
Ao final a Lei abre ao Governo a possibilidade de subsidiar o acesso e conexão às novas tecnologias 
com o intuito de incluir o maior número possível de usuários ao menor custo. Confira: 
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Art. 50. O acesso e a conexão para o uso de serviços públicos poderão ser garantidos total 
ou parcialmente pelo governo, com o objetivo de promover o acesso universal à prestação 
digital dos serviços públicos e a redução de custos aos usuários, nos termos da lei. 
 
(INÉDITA) A Lei 14.129/2021 que implanta o Governo Digital na gestão dos serviços públicos aplica-se, 
inclusive, a empresas públicas e sociedades de economia mista 
a) CERTO 
b) ERRADO 
Comentário: 
A afirmativa está ERRADA. 
De acordo com o artigo 2o, ao contrário, a Lei não se aplica a empresas públicas e sociedades de economia 
mista. Vejamos: 
Art. 2º Esta Lei aplica-se: 
I - aos órgãos da administração pública direta federal, abrangendo os Poderes Executivo, Judiciário e 
Legislativo, incluído o Tribunal de Contas da União, e o Ministério Público da União; 
II - às entidades da administração pública indireta federal, incluídas as empresas públicas e sociedades de 
economia mista, suas subsidiárias e controladas, que prestem serviço público, autarquias e fundações 
públicas; e 
III - às administrações diretas e indiretas dos demais entes federados, nos termos dos incisos I e II 
do caput deste artigo, desde que adotem os comandos desta Lei por meio de atos normativos próprios. 
§ 1º Esta Lei não se aplica a empresas públicas e sociedades de economia mista, suas subsidiárias e 
controladas, que não prestem serviço público. 
§ 2º As referências feitas nesta Lei, direta ou indiretamente, a Estados, Municípios e ao Distrito Federal são 
cabíveis somente na hipótese de ter sido cumprido o requisito previsto no inciso III do caput deste artigo. 
 
(INÉDITA) De acordo com a legislação vigente o Governo Digital não tem como um dos princípios e/ou 
diretrizes: 
a) a desburocratização. 
b) a transparência. 
c) a presunção da boa-fé do usuário. 
d) o estímulo ao uso das assinaturas eletrônicas. 
e) a impressão de cópias físicas dos documentos eletrônicos. 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
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Obviamente o Governo Digital caminha para a digitalização dos serviços e não para a geração paralela de 
cópias físicas de documentos conforme proposto pela alternativa. 
As demais diretrizes: desburocratização, transparência, presunção da boa-fé do usuário e estímulo ao uso 
das assinaturas eletrônicas estão todas elencadas no artigo 3o da Lei. 
 
(INÉDITA) Entre os direitos garantidos aos usuários da prestação digital de serviços públicos estão: 
I. a gratuidade no acesso às Plataformas de Governo Digital; 
II. o atendimento nos termos da respectiva Carta de Serviços ao Usuário; 
III. o direito ao parcelamento do pagamento quando o serviço for, excepcionalmente, taxado. 
IV. o recebimento de protocolo, físico ou digital, das solicitações apresentadas 
V. a indicação de canal preferencial de comunicação com o prestador público para o recebimento de 
notificações, de mensagens, de avisos e de outras comunicações relativas à prestação de serviços públicos 
e a assuntos de interesse público. 
a) apenas I e II 
b) apenas I, II e III 
c) apenas II, III e IV 
d) apenas I, II, IV e V. 
e) Todas 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
A afirmativa III não está correta. Não há exceção em relação à cobrança quanto aos serviços públicos digitais. 
O artigo 27 garante que o acesso as Plataformas do Governo Digital são totalmente gratuitas: 
Art. 27. São garantidos os seguintes direitos aos usuários da prestação digital de serviços públicos, além 
daqueles constantes das Leis nºs 13.460, de 26 de junho de 2017, e 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei Geral de 
Proteção de Dados Pessoais): 
I - gratuidade no acesso às Plataformas de Governo Digital; 
II - atendimento nos termos da respectiva Carta de Serviços ao Usuário; 
III - padronização de procedimentos referentes à utilização de formulários, de guias e de outros documentos 
congêneres, incluídos os de formato digital; 
IV - recebimento de protocolo, físico ou digital, das solicitações apresentadas; e 
V - indicação de canal preferencial de comunicação com o prestador público para o recebimento de 
notificações, de mensagens, de avisos e de outras comunicações relativas à prestação de serviços públicos e 
a assuntos de interesse público. 
 
 
 
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Microfilmagem 
Introdução 
A microfilmagem, segundo o Dicionário de Terminologia Arquivística (DTA) é: 
Produção de imagens fotográficas de um documento em tamanho altamente reduzido 
Completando o quadro, vamos ver o que agora o DBTA, entende por microfilme (não há definição para 
microfilmagem no DBTA): 
Filme resultante do processo de reprodução de documentos, dados e imagens, por meios 
fotográficos ou eletrônicos, em diferentes graus de redução, cuja leitura só é possível por 
meio de leitor de microformas. 
 Em linhas gerais a microfilmagem é uma técnica de substituição do material original por uma cópia 
em miniatura em um filme de material translúcido, flexível e estável, servindo como base para projeçãoposterior da imagem. 
 O acesso aos documentos micrográficos é feito por meio de leitoras de microfilmes ou leitoras de 
microfichas. 
Por representar exatamente o documento original, o documento em microfilme possui 
validade legal como prova (valor probatório), tendo exatamente a mesma validade do 
documento original, conforme Lei 5.433/1968 e Decreto 1.799/1996). 
 Dessa forma, o principal objetivo da utilização da microfilmagem é a economia de espaço. Essa 
redução de espaço tem como garantia o valor legal do microfilme. 
 Antes de avançar, vejamos quais são as principais vantagens e desvantagens da microfilmagem: 
VANTAGENS DESVANTAGENS 
Validade legal, como veremos na legislação a seguir Baixa velocidade de recuperação 
Redução do espaço e custos referentes ao 
armazenamento 
Necessidade do emprego de máquinas para a 
visualização 
Confiável quanto a autenticidade Acesso individualizado a cada documento 
Segurança - filmes armazenados em cofres Cuidados na guarda devido a natureza do suporte 
Confidencialidade - invisível a olho nu Perda de resolução devido a cópias sucessivas 
Durabilidade do suporte 
 Vamos ver o que a legislação a respeito do tema nos diz. 
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Legislação 
 Importante você conhecer os principais pontos da Lei 5.433/1968 e do Decreto 1.799/1996 que 
regulam a microfilmagem de documentos oficiais e dão demais providências. Vamos aos pontos mais 
relevantes (não estranhe pois eliminei vários trechos das normas para irmos só no que interessa): 
Lei 5.433/1968 
Art 1º É autorizada, em todo o território nacional, a microfilmagem de documentos 
particulares e oficiais arquivados, estes de órgãos federais, estaduais e municipais. 
§ 1º Os microfilmes de que trata esta Lei, assim como as certidões, os traslados e as cópias 
fotográficas obtidas diretamente dos filmes produzirão os mesmos efeitos legais dos 
documentos originais em juízo ou fora dele. 
 A microfilmagem é legalmente autorizada e os filmes gerados possuem efeitos legais iguais aos dos 
documentos originais. Isso diferenciava o microfilme das cópias digitalizadas até que em 2019 a Lei 
13.874/2019, alterou a Lei 12.682/2012 e atribui também ao documento digitalizado o valor probatório do 
original. 
Lei 5.433/1968, artigo 1o. 
§ 2º Os documentos microfilmados poderão, a critério da autoridade competente, ser 
eliminados por incineração, destruição mecânica ou por outro processo adequado que 
assegure a sua desintegração. 
§ 5º A eliminação ou transferência para outro local dos documentos microfilmados far-se-
á mediante lavratura de termo em livro próprio pela autoridade competente. 
Lei 5.433/1968, artigo 2o. 
Os documentos de valor histórico não deverão ser eliminados, podendo ser arquivados em 
local diverso da repartição detentora dos mesmos. 
Decreto 1.799/1996 
Art. 12. A eliminação de documentos, após a microfilmagem, dar-se-á por meios que 
garantam sua inutilização, sendo a mesma precedida de lavratura de termo próprio e após 
a revisão e a extração de filme cópia. 
Parágrafo único. A eliminação de documentos oficiais ou públicos só deverá ocorrer se 
prevista na tabela de temporalidade do órgão, aprovada pela autoridade competente na 
esfera de sua atuação e respeitado o disposto no art. 9° da Lei n° 8.159, de 8 de janeiro de 
1991. 
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Art. 13. Os documentos oficiais ou públicos, com valor de guarda permanente, não poderão 
ser eliminados após a microfilmagem, devendo ser recolhidos ao arquivo público de sua 
esfera de atuação ou preservados pelo próprio órgão detentor. 
 A eliminação deverá seguir a legislação vigente e não é permitida para os documentos de guarda 
permanente. 
Lei 5.433/1968, artigo 1o. 
§ 4º Os filmes negativos resultantes de microfilmagem ficarão arquivados na repartição 
detentora do arquivo, vedada sua saída sob qualquer pretexto. 
§ 6º Os originais dos documentos ainda em trânsito, microfilmados não poderão ser 
eliminados antes de seu arquivamento. 
Decreto 1.799/1996 
Art. 11. Os documentos, em tramitação ou em estudo, poderão, a critério da autoridade 
competente, ser microfilmados, não sendo permitida a sua eliminação até a definição de 
sua destinação final. 
 Em relação a movimentação dos documentos, os filmes produzidos devem ficar arquivados e têm 
sua saída terminantemente vedada, assim como a eliminação dos originais microfilmados ainda em trânsito 
é proibida. 
 Sendo assim, a microfilmagem, embora permitida para documentos em trânsito, é recomendável na 
maioria dos casos somente após o encerramento e arquivamento do documento. 
Decreto 1.799/1996 
Art. 18. Os microfilmes originais e os filmes cópias resultantes de microfilmagem de 
documentos sujeitos à fiscalização, ou necessários à prestação de contas, deverão ser 
mantidos pelos prazos de prescrição a que estariam sujeitos os seus respectivos originais. 
 Os prazos de guarda dos documentos físicos devem ser aplicados aos microfilmados, no caso de 
documentos sujeitos à fiscalização, ou necessários à prestação de contas. 
Decreto 1.799/1996 
Art. 5° A microfilmagem, de qualquer espécie, será feita sempre em filme original, com o 
mínimo de 180 linhas por milímetro de definição, garantida a segurança e a qualidade de 
imagem e de reprodução. 
 Por fim temos o estabelecimento do mínimo de 180 linhas por milímetro de definição para o processo 
de microfilmagem e já vi isso em questão de prova! 
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Tipos de Microfilmagem 
De acordo com o DTA temos 5 tipos de microfilmagem: 
 
• Microfilmagem de Complemento - para complementação de acervos. 
• Microfilmagem de Referência - tem como objeto os instrumentos de pesquisa, para facilitar 
a consulta de documentos. 
• Microfilmagem de Segurança - visa a produção de cópias de segurança. Usada como medida 
de segurança em caso de sinistros como incêndios, inundações, etc. 
• Microfilmagem de Conservação (ou Preservação) - visa a conservação das informações 
contidas em documentos de valor permanente que se encontrem danificados ou sejam objeto 
de constante manuseio. Vale ressaltar que documentos históricos, mesmo que microfilmados, 
não podem ser eliminados. 
• Microfilmagem de Substituição - para documentos de valor temporário, eliminados com vista 
ao aproveitamento de espaço e equipamento. Aplicada a documentos não históricos, ao 
contrário da microfilmagem de conservação ou preservação. 
Sinalética 
Há um conjunto de sinais visuais relacionados à microfilmagem que você precisa conhecer para a 
prova. Ele deriva da Resolução 10/1999 do Conarq, que dispõe sobre a adoção de símbolos ISO 9878/1990 
nas sinaléticas a serem utilizadas no processo de microfilmagem de documentos arquivísticos. 
Vamos aos sinais adotados: 
 
 
 
 
 
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(QUADRIX/CRP14-MS/Assessor Técnico/2021) Validade legal, segurança, acesso fácil e rápido e 
confidencialidade das informações são benefícios da microfilmagem. 
a) Certo 
b) Errado 
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Comentário: 
A afirmativa está CORRETA. 
Estudamos diversas vantagens e benefícios da microfilmagem,entre eles a sua validade legal, a segurança, 
o acesso fácil e rápido e a confidencialidade das informações. 
Atenção, pois, algumas bancas cobram o acesso individualizado ao documento como "difícil" visto que um 
microfilme possui milhares de documentos e é necessário encontrá-lo dentro do suporte, porém, de modo 
geral, o acesso genérico ao microfilme é fácil e rápido. Fique atento apenas se a banca mencionar o acesso 
"individualizado" ao documento. Neste caso, muito provavelmente a percepção do examinador é de que ele 
não é bom! 
 
(IADES/ALE-GO/Arquivista/2019) O resultado do processo de reprodução, em filme, de documentos, 
dados e imagens, por meios fotográficos ou eletrônicos, em diferentes graus de redução, é denominado 
a) emulação. 
b) reformatação. 
c) microfilmagem. 
d) digitalização. 
e) telecinagem. 
Comentário: 
A alternativa C é a correta e é o gabarito da questão. 
Essa é exatamente a definição atribuída à microfilmagem no artigo 3o do Decreto 1.799/1996. Vejamos: 
"Art. 3° Entende-se por microfilme, para fins deste Decreto, o resultado do processo de reprodução em filme, 
de documentos, dados e imagens, por meios fotográficos ou eletrônicos, em diferentes graus de redução". 
Vamos analisar as demais alternativas: 
Na A, entende-se por emulação de acordo com o Glossário de Documentos Arquivísticos Digitais (2016), "A 
estratégia de preservação digital que se baseia na utilização de recursos computacionais para fazer uma 
tecnologia atual funcionar com as características de uma obsoleta, aceitando as mesmas entradas e 
produzindo as mesmas saídas.” 
Na letra B temos reformatação, ou “a mudança da forma de apresentação de um documento para fins de 
acesso ou manutenção dos dados. Exemplo: Impressão ou transformação de documentos digitais em 
microfilme, ou ainda, a captura de um documento para o meio digital por meio da digitalização”, segundo o 
mesmo Glossário. 
Na alternativa D temos a digitalização que já vimos que é o processo que consiste na conversão de um 
documento em formato físico para o formato digital através de um meio adequado, por exemplo, um 
escâner. 
Por fim, na letra E a banca traz o termo telecinagem, que é o processo de transformar filmes em película 
para outros formatos de vídeo. 
 
(QUADRIX/CREF20-SE/Assistente Administrativo/2019) A microfilmagem de documentos é a técnica 
adequada para a preservação dos documentos, mas não tem amparo legal. 
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a) Certo 
b) Errado 
Comentário: 
A afirmativa está ERRADA. 
A microfilmagem tem sim amparo legal. Vejamos o que diz a Lei 5.433/1968 em seu artigo 1o.: 
Art 1º É autorizada, em todo o território nacional, a microfilmagem de documentos particulares e oficiais 
arquivados, estes de órgãos federais, estaduais e municipais. 
§ 1º Os microfilmes de que trata esta Lei, assim como as certidões, os traslados e as cópias fotográficas 
obtidas diretamente dos filmes produzirão os mesmos efeitos legais dos documentos originais em juízo ou 
fora dele. 
Além disso é difícil considerar que ela é, de forma isolada, a técnica adequada para a preservação de 
documentos considerando sua complexidade e custos. Pode e deve ser utilizada em conjunto com outras 
técnicas porém difícil assumir que, isoladamente é a melhor alternativa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Terminologia Arquivística Aplicada 
Bem, estamos chegando ao final de mais uma aula. 
A partir daqui vamos discutir temas diretamente ligados à Terminologia Arquivística. 
Como também já é de costume, vamos trazer definições do DBTA, pois é sempre comum termos ao 
menos uma pergunta de Terminologia Arquivística nas provas de Arquivologia. 
Desta vez relacionaremos os termos aqui trazidos com o conteúdo de Gestão Arquivística Digital, que 
acabamos de estudar. 
Vamos aos termos! 
ACESSO 
Função arquivística destinada a tornar acessíveis os documentos e a promover sua utilização. 
Mesmo no formato digital, a principal preocupação dos sistemas de gestão de documentos 
arquivísticos permanece sendo o acesso a informação demandada pelo usuário cidadão, 
contribuinte ou qualquer outro interessado. Com a digitalização dos documentos ou com os 
documentos nato-digitais, há grande possibilidade do processo de acesso aos documentos se 
tornar mais ágil e menos custoso. 
ARMAZENAMENTO 
Guarda de documentos em depósito. 
O armazenamento precisa cumprir uma série de requisitos quando falamos do documento digital. 
Vimos em aula que os órgãos e entidades devem dispor de políticas e diretrizes para conversão 
ou migração desses documentos de maneira a garantir sua autenticidade, acessibilidade e 
utilização. Os procedimentos de conversão e migração devem detalhar as mudanças ocorridas 
nos sistemas e nos formatos dos documentos. 
ARMAZENAMENTO DE DADOS 
Guarda de documentos e informações em meio eletrônico. 
É exatamente a metodologia que estamos usando nesta aula. 
 
ASSINATURA DIGITAL 
 
Assinatura em meio eletrônico, que permite aferir a origem e a integridade do documento. 
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É um dos procedimentos elencados entre as medidas de segurança necessárias para a correta 
gestão dos documentos digitais. 
 
AUTENTICAÇÃO 
 
Atestação de que um documento é verdadeiro ou de que uma cópia reproduz fielmente o original, 
de acordo com as normas legais de validação. 
Trago o termo aqui para relembrar que o documento digitalizado desde 2019 tem a mesma força 
legal do original com base nas alterações introduzidas pela Lei 13.874/2019 que alterou a Lei 
12.682/2012. 
 
BACKUP 
 
Cópia de segurança em meio eletrônico. 
 
Mais um instrumento de controle que deve ser previsto pelo SIGAD proporcionando a salvaguarda 
regular dos documentos arquivísticos e dos seus metadados. 
 
 
BANCO DE DADOS 
 
Conjunto de dados relacionados entre si, estruturados em forma de base de dados, gerenciado por 
programa específico. 
 
Importante notar a diferença entre banco e base de dados. O banco de dados é a matéria prima 
de uma base de dados, que será processada eletronicamente. 
 
BASE DE DADOS 
 
Conjunto de dados estruturados, processados eletronicamente, e organizados de acordo com uma 
sequência lógica que permite o acesso a eles de forma direta, por meio de programas de aplicação. 
 
Importante diferenciar os conceitos de banco e base de dados. 
 
CD 
 
Disco ótico usado para armazenamento digital de áudio ou de dados e aplicações em meio 
eletrônico. Abreviatura de compact disc. 
 
Suporte bastante popular para o armazenamento de documentos digitais. 
 
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CIFRA 
 
Sistema de escrita organizado a partir de uma chave ou conjunto de regras ou símbolos previamente 
escolhidos, destinado a comunicações secretas. 
 
Termo diretamente ligado ao processo de criptografia, estudado no quesito segurança. 
 
 
CIM 
 
Microfilme utilizado para introduzir dados em computadores. Abreviatura de computer input 
microfilm . 
 
Entrada de dados em um computador via microfilme -> input 
 
 
COM 
 
Microfilme produzido por computador. Abreviatura de computer output microfilm . 
 
Ao contrário do CIM, o COM é a "saída" das informações em formato de microfilme do 
computador -> output. 
 
 
 
 
CÓPIA DE SEGURANÇA 
 
Cópia feita com vistas a preservaras informações no caso de perda ou destruição do original 
 
Em relação a microfilmagem é a chamada microfilmagem de segurança, usada como medida de 
segurança em caso de sinistros como incêndios, inundações, etc. 
 
 
CRIPTOGRAFIA 
 
Escrita que usa abreviaturas, cifras ou códigos para comunicação secreta. 
 
Outro procedimento de segurança aguardado dos SIGADs. 
 
 
DADO 
 
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Representação de todo e qualquer elemento de conteúdo cognitivo, passível de ser comunicada, 
processada e interpretada de forma manual ou automática. 
 
Componente básico do processo de gestão de documentos digitais. 
 
 
DIGITALIZAÇÃO 
 
Processo de conversão de um documento para o formato digital por meio de dispositivo apropriado, 
como um escâner. 
 
Tema e definição favoritos das bancas em provas de concurso. 
 
 
DISCO 
 
Suporte circular plano, onde são gravados sons. 
Suporte clássico para armazenagem de documentos digitais sonoros. 
 
 
DISCO MAGNÉTICO 
 
Suporte circular plano, revestido por camada magnetizada que permite o armazenamento de 
dados 
Mais um suporte para a armazenagem de documentos digitais. 
 
DISCO ÓTICO 
 
Suporte circular plano, com grande capacidade de armazenamento, em que se registram sinais 
visuais, sonoros ou audiovisuais, por gravação digital. Também chamado disco laser. 
Outro suporte para a armazenagem de documentos digitais. 
 
 
DOCUMENTO DIGITAL 
 
Documento codificado em dígitos binários, acessível por meio de sistema computacional. 
 
Base de quase tudo que estudamos na aula de hoje. Faz parte do grupo de documentos 
eletrônicos, que formam um gênero documental. 
 
 
DOCUMENTO ELETRÔNICO 
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Gênero documental integrado por documentos em meio eletrônico ou somente acessíveis 
por equipamentos eletrônicos, como cartões perfurados, disquetes e documentos digitais. 
 
Gênero documental que engloba os documentos digitais. Importante saber essa diferença. 
 
 
DOCUMENTO MICROGRÁFICO 
 
Gênero documental integrado por documentos em microforma, como cartões-janela, 
microfilmes e tab-jacks. 
 
Os microfilmes fazem parte deste gênero documental. 
 
 
INDEXAÇÃO 
 
Processo pelo qual documentos ou informações são representados por termos, palavras-chave 
ou descritores, propiciando a recuperação da informação. 
 
Processo crítico dentro da gestão arquivística digital que permite a localização e acesso dos 
documentos em formato eletrônico. 
 
 
 
METADADOS 
 
Dados estruturados e codificados, que descrevem e permitem acessar, gerenciar, compreender 
e/ou preservar outros dados ao longo do tempo. 
 
Outro elemento do processo de indexação, que permite a localização e acesso dos documentos 
digitais. 
 
 
MICROFICHA 
 
Microforma em filme, cujas imagens ou fotogramas são dispostos em linhas paralelas ou 
colunas. 
Semelhante ao microfilme, permite a captura dos dados em outro formato, agora minimizado. 
 
 
MICROFILMAGEM 
 
Produção de imagens fotográficas de um documento em formato altamente reduzido. 
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Processo importante e muito cobrado dentro de gestão de documentos digitais. 
 
 
Veja agora as diversas definições trazidas pelo DBTA em relação a microfilmes: 
MICROFILME - Filme resultante do processo de reprodução de documentos, dados e 
imagens, por meios fotográficos ou eletrônicos, em diferentes graus de redução, cuja 
leitura só é possível por meio de leitor de microformas. 
MICROFILME DE COMPLEMENTO - Microfilme cujo conteúdo serve para complementar ou 
suplementar acervo. 
MICROFILME DE PRESERVAÇÃO - Microfilme que serve à preservação de documentos, 
protegendo os do uso e manuseio constantes. 
MICROFILME DE SEGURANÇA - Microfilme que serve de cópia de segurança, devendo ser 
armazenado em local distinto daquele dos originais(1), de preferência em câmara de 
segurança. 
MICROFILME DE SUBSTITUIÇÃO - Microfilme que serve à preservação das informações 
contidas em documentos que são eliminados, tendo em vista a racionalização e o 
aproveitamento de espaço. 
MICROFILME NEGATIVO - Microfilme no qual os tons claros e escuros do original aparecem 
invertidos. 
MICROFILME POSITIVO - Microfilme cuja polaridade é a mesma do original. 
MICROFORMA - Termo genérico para designar todos os tipos de suporte contendo 
microimagens. 
MICROGRAFIA - Conjunto de técnicas e procedimentos usados para o registro de 
informações em microforma. 
TIRA DE MICROFILME - Segmento de um rolo de microfilme, geralmente inserido numa 
jaqueta. 
ULTRAFICHA - Microficha contendo imagem(ns) reduzida(s) mais que noventa vezes. 
 
PROCESSAMENTO DE DADOS 
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Desempenho sistemático de uma operação ou sequência de operações sobre dados, por um ou 
mais computadores, para atingir um resultado final desejado. 
Processo do base de dados, apoiada no banco de dados original. 
 
 
PROTEÇÃO DE DADOS 
 
Procedimentos derivados de legislação específica, que objetivam impedir o acesso(1) de pessoas 
não autorizadas a informações sigilosas ou relativas à privacidade de outrem. 
 
Procedimento relacionado ao quesito segurança 
 
 
RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO 
 
Identificação ou localização da informação desejada. 
 
Resultado crítico para o processo de gestão documental digital. Informação continua tendo a 
necessidade de ser localizada de maneira ágil e sistemática, o que exige emprego dos requisitos 
do e-ARQ, sistematizando e trazendo eficiência e velocidade ao processo. 
 
RESOLUÇÃO 
 
Medida da nitidez de uma imagem, expressa no número de linhas discerníveis por milímetro. 
Também chamada definição. 
Lembre-se que de acordo com o artigo 5o do Decreto 1.799/1996, a microfilmagem, de qualquer 
espécie, será feita sempre em filme original, com o mínimo de 180 linhas por milímetro de 
definição, garantida a segurança e a qualidade de imagem e de reprodução. 
 
 
RESTRIÇÃO DE ACESSO 
 
Limitação do acesso em virtude do estado de conservação, do estágio de organização ou da 
natureza do conteúdo. 
O sistema de gestão arquivística precisa limitar ou autorizar o acesso a documentos por usuário 
e/ou grupos de usuários. 
 
 
SINALÉTICA 
 
Recurso de comunicação utilizado em microfilmagem, contendo informações pertinentes ao 
conteúdo da microforma. 
 
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Importante para a prova conhecer os principais sinais adotados na microfilmagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LISTA DE QUESTÕES 
 
1. (IDIB/CREMEPE/Assistente Técnico/2021) “É uma especificação de requisitos a serem cumpridos 
pela organização produtora/recebedora de documentos, pelo sistema de gestão arquivística e 
pelos próprios documentos, a fim de garantir sua confiabilidade e autenticidade, assim como sua 
acessibilidade.” A definição acima se refere ao: 
a) e-ARQ Brasil. 
b) Dublin Core. 
c) OAISTER. 
d) GED. 
2. (CEBRASPE/PF/Escrivão/2021) A legislação brasileira reconhecea gestão de documentos de 
arquivo como instrumento de apoio à administração, à cultura, ao desenvolvimento científico e 
como elemento de prova e informação. Acerca da arquivologia, julgue o item que se seguem. Os 
sistemas informatizados de gestão arquivística de documentos prescindem da aplicação da 
classificação de documentos devido à existência dos metadados. 
a) Certo 
b) Errado 
3. (OBJETIVA CONCURSOS/Pref. Mun. Santa Maria-RS/Arquivista/2021) O Sistema Informatizado de 
Gestão Arquivística de Documentos (SIGAD) deve prever controles de acesso e procedimentos de 
segurança. O conjunto de informações registradas, que permite o rastreamento de intervenções 
ou tentativas de intervenção no documento digital ou SIGAD, chama-se: 
a) Recolhimento. 
b) Captura. 
c) Trilhas de auditoria. 
d) Metadados de preservação. 
e) Cópia de segurança. 
4. (CEV URCA/Pref. Mun. Crato-CE/Arquivista/2021) O e-ARQ Brasil pode ser usado para orientar a 
identificação de documentos arquivísticos digitais e estabelece requisitos mínimos para um 
Sistema Informatizado de Gestão Arquivística de Documentos (SIGAD). Sobre este sistema 
é incorreto afirmar: 
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a) Deve ser capaz de gerenciar, simultaneamente, os documentos digitais e os convencionais. 
b) Inclui um sistema de protocolo informatizado, entre outras funções da gestão arquivística de documentos. 
c) É um documento digital que é tratado e gerenciado como um documento arquivístico, ou seja, incorporado 
ao sistema de arquivos. 
d) É um conjunto de procedimentos e de operações técnicas, característico do sistema de gestão arquivística 
de documentos, processado por computador. 
e) Desempenha todas as atividades e operações técnicas da gestão arquivística de documentos, desde a 
produção, tramitação, utilização e arquivamento até a sua destinação final. 
5. (CEV URCA/Pref. Mun. Crato-CE/Arquivista/2021) O Sistema Informatizado de Gestão Arquivística 
de Documentos (SIGAD) possui requisitos arquivísticos que o caracteriza. Entre os indicados 
abaixo, não pode ser considerado requisito: 
a) Captura, armazenamento, indexação e recuperação de todos os tipos de documentos arquivísticos. 
b) Produção e recebimento de documentos mantidos por pessoa física ou jurídica, no decorrer das suas 
atividades em suporte digital, dotado de organicidade. 
c) Gestão dos documentos a partir do plano de classificação para manter a relação orgânica entre os 
documentos. 
d) Implementação de metadados associados aos documentos, visando a sua descrição contextual (jurídico-
administrativo, de proveniência, de procedimentos, documental e tecnológico). 
e) Captura, armazenamento, indexação e recuperação de todos os componentes digitais do documento 
arquivístico como uma unidade complexa. 
6. (QUADRIX/CRESS PB/Assistente Administrativo/2021) A respeito das tipologias documentais e dos 
suportes físicos, julgue o item. Para que um sistema possa ser chamado de sistema informatizado 
de gestão arquivística de documentos (SIGAD), ele precisa ter os requisitos estabelecidos pelo e-
ARQ Brasil. 
a) Certo 
b) Errado 
7. (QUADRIX/CRESS 18 SE/Assistente Administrativo/2021) No que se refere às tipologias 
documentais e aos suportes físicos, julgue o item. A gestão eletrônica de documentos (GED) é uma 
ferramenta que tem como objetivo controlar o fluxo de documentos e a organização dos arquivos, 
embora não se relacione à promoção da transparência dos atos administrativos. 
a) Certo 
b) Errado 
8. (VUNESP/FITO/Analista de Gestão/2020) Tratando-se de Gestão de Documentos, a tecnologia que 
provê um meio de facilmente gerar, controlar, armazenar, compartilhar e recuperar informações 
existentes em documentos é denominada GED que significa: 
a) Gestão Estratégica de Documentos. 
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b) Gestão Efetiva de Documentos. 
c) Gestão Estrutural de Documentos. 
d) Gestão Eletrônica de Documentos. 
e) Gestão Específica de Documentos. 
9. (CEBRASPE/ME/Atividades Técnicas/2020) Acerca dos sistemas informatizados de gestão 
arquivística de documentos (SIGAD), das políticas de acesso e da microfilmagem, julgue o itens que 
se segue. A informação registrada, codificada em forma analógica ou em dígitos binários, acessível 
e interpretável por meio de um equipamento eletrônico é um documento arquivístico digital. 
a) Certo 
b) Errado 
10. (VUNESP/CM Mogi Mirim-SP/Analista Legislativo/2020) Uma das medidas mais tomadas pelas 
organizações atualmente é a solução informatizada para a gestão de documentos. Isso se deve em 
função da necessidade de redução de custos e da otimização dos processos permitida pelas novas 
tecnologias da informação. Uma das ferramentas mais utilizadas, possibilitada pelo apoio de 
softwares especializados e plataformas de gestão de documentos, é: 
a) a Microfilmagem. 
b) o Gerenciamento Eletrônico de Documentos. 
c) a Transformação Digital. 
d) o Fluxo de Trabalho Simplificado. 
e) a Automação Robótica de Processos. 
11. (CEBRASPE/ÁREA 10/Oficial Técnico Inteligência/2018) A finalidade do modelo de requisitos para 
sistemas informatizados de gestão arquivística de documentos (e-ARQ Brasil) é estabelecer 
políticas relativas à gestão formal de documentos. 
a) Certo 
b) Errado 
12. (CEBRASPE/SEDF/Analista de Gestão Educacional Arquivologia/2017) Um documento arquivístico 
digital é aquele que tem a informação resultante das atividades de pessoas físicas ou jurídicas 
registrada em dígitos binários, acessível em sistemas computacionais gerenciados. 
a) Certo 
b) Errado 
13. (CEBRASPE/SEDF/Analista de Gestão Educacional Arquivologia/2017) Os requisitos necessários 
para se identificar um sistema informatizado de gestão arquivística de documentos são: 
autenticidade, confiabilidade, rastreabilidade e originalidade. 
a) Certo 
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b) Errado 
14. (CEBRASPE/SEDF/Analista de Gestão Educacional Arquivologia/2017) O sistema informatizado de 
gestão arquivística de documentos (SIGAD) é aplicado em ambientes digitais, com repositórios 
digitais. 
a) Certo 
b) Errado 
15. (CEBRASPE/DPU/Arquivista/2016) O modelo de requisitos do e-ARQ Brasil não se aplica ao setor 
privado, mas a todas as esferas do setor público. 
a) Certo 
b) Errado 
16. (CEBRASPE/DPU/Arquivista/2016) Registro, classificação e arquivamento são etapas da captura de 
documentos. 
a) Certo 
b) Errado 
17. (CEBRASPE/DPU/Arquivista/2016) O uso de assinaturas e marcas d’água digitais nos documentos 
está contemplado nos requisitos de gestão. 
a) Certo 
b) Errado 
18. (CEBRASPE/DPU/Arquivista/2016) Os documentos arquivísticos digitais, nas três idades, devem 
ser gerenciados por meio de um sistema informatizado de gestão arquivística de documentos 
(SIGAD). 
a) Certo 
b) Errado 
19. (CEBRASPE/FUB/Arquivista/2015) No tratamento da documentação, o gerenciamento eletrônico 
de documentos (GED) difere do SIGAD: a documentação é organizada a partir de, no primeiro, uma 
política temporal e sempre de maneira orgânica; e, no segundo, uma política arquivística e de 
maneira compartimentada. 
a) Certo 
b) Errado 
20. (CEBRASPE/STJ/Analista Judiciário/2015) O SIGAD pode ser um software particular, um conjunto 
de softwares integrados, adquiridos ou desenvolvidos por encomenda, ou uma combinação 
destes. 
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178832514522352794 - WEVERSON NASCIMENTO DE OLIVEIRApartir de uma organização já estabelecida para os documentos originais, ou 
seja, aplicando possivelmente os mesmos instrumentos que já são utilizados para a estrutura documental 
física como planos de classificação e tabelas de temporalidade. 
 
(FUNDATEC/Pref. Mun. Santa Rosa-RS/Recepcionista/2019) O processo de conversão de um documento 
para o formato digital por meio de dispositivo apropriado, como um escâner, denomina-se: 
a) Ampliação 
b) Armazenamento 
c) Digitalização 
d) Duplicação 
e) Planificação 
Comentário: 
A alternativa C é a CORRETA e é o gabarito da questão. 
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Aqui temos a definição literal de digitalização. 
 
(QUADRIX/CRM-AC/Assistente Administrativo/2019) A digitalização dos documentos destinados ao 
arquivamento só deve ser feita para os documentos mais vulneráveis à deterioração pela ação do tempo, 
no caso em que, ocorrendo, a organização estará sujeita a penalidades. 
a) CERTO 
b) ERRADO 
Comentário: 
A afirmativa está ERRADA. 
Vimos que a digitalização possui várias vantagens como a economia de espaço, facilidade de acesso 
simultâneo, preservação dos documentos digitalizados, entre outros e não apenas a proteção a documentos 
que possam ser deteriorados pela ação do tempo e demais agentes. 
 
Legislação relativa à Digitalização 
Um ponto que é fundamental explorarmos em relação a legislação de documentos eletrônicos, e que 
cada vez mais é cobrado em provas de concursos, é a validade do documento digitalizado como prova. 
Preste atenção nisso pois a mudança legislativa é recente e data de 2019. 
 Até 2018, a Lei 12.682/2012 regulamentava a questão e não atribuía ao documento digitalizado o 
mesmo valor do documento original. 
 Além disso, veja quais são os principais pontos da lei, antes de voltarmos ao tema: 
Art. 1º - A digitalização, o armazenamento em meio eletrônico, óptico ou equivalente e a 
reprodução de documentos públicos e privados serão regulados pelo disposto nesta Lei. 
Parágrafo único. Entende-se por digitalização a conversão da fiel imagem de um 
documento para código digital. 
Art. 3º - O processo de digitalização deverá ser realizado de forma a manter a integridade, 
a autenticidade e, se necessário, a confidencialidade do documento digital, com o 
emprego de certificado digital emitido no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas 
Brasileira - ICP - Brasil. 
Parágrafo único. Os meios de armazenamento dos documentos digitais deverão protegê-
los de acesso, uso, alteração, reprodução e destruição não autorizados. 
Art. 4º - As empresas privadas ou os órgãos da Administração Pública direta ou indireta que 
utilizarem procedimentos de armazenamento de documentos em meio eletrônico, óptico 
ou equivalente deverão adotar sistema de indexação que possibilite a sua precisa 
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localização, permitindo a posterior conferência da regularidade das etapas do processo 
adotado. 
... 
Art. 6º Os registros públicos originais, ainda que digitalizados, deverão ser preservados de 
acordo com o disposto na legislação pertinente. 
 Note que a Lei 12.682/2012 já previa a necessidade da manutenção da integridade, da autenticidade 
e, se necessário, da confidencialidade do documento digital, tudo isso por meio da utilização do certificado 
digital emitido pelo ICP Brasil, cuja normatização veremos logo abaixo. 
 Em 2019, a chamada Lei da Liberdade Econômica - Lei 13.874/2019, alterou a Lei 12.682/2012 que 
regulava este tema e trouxe a ela a seguinte nova redação (vou concentrar no que nos interessa, a respeito 
deste tema): 
 
" Art. 10. A Lei nº 12.682, de 9 de julho de 2012, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 2º-A: 
“Art. 2º-A. Fica autorizado o armazenamento, em meio eletrônico, óptico ou equivalente, de documentos 
públicos ou privados, compostos por dados ou por imagens, observado o disposto nesta Lei, nas legislações 
específicas e no regulamento. 
§ 1º Após a digitalização, constatada a integridade do documento digital nos termos estabelecidos no 
regulamento, o original poderá ser destruído, ressalvados os documentos de valor histórico, cuja 
preservação observará o disposto na legislação específica. 
§ 2º O documento digital e a sua reprodução, em qualquer meio, realizada de acordo com o disposto nesta 
Lei e na legislação específica, terão o mesmo valor probatório do documento original, para todos os fins 
de direito, inclusive para atender ao poder fiscalizatório do Estado. 
§ 3º Decorridos os respectivos prazos de decadência ou de prescrição, os documentos armazenados em 
meio eletrônico, óptico ou equivalente poderão ser eliminados. 
§ 4º Os documentos digitalizados conforme o disposto neste artigo terão o mesmo efeito jurídico conferido 
aos documentos microfilmados, nos termos da Lei nº 5.433, de 8 de maio de 1968, e de regulamentação 
posterior." 
 Note alguns pontos importantes: 
• O documento digitalizado passa a ter o mesmo valor probatório do documento original, para todos 
os fins de direito, inclusive para atender ao poder fiscalizatório do Estado. 
• Os originais de valor histórico (secundário) devem ser preservados de acordo com a legislação. 
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• Os originais sem valor secundário podem ser destruídos. 
• Os documentos digitalizados terão os mesmos efeitos jurídicos dos documentos microfilmados. 
 Ainda na direção que estamos estudando, em 2020 o Decreto 10.278/2020 vem para regulamentar 
o tema em relação ao disposto na Lei 13.874/2019 e na alteração realizada na Lei 12.682/2012, tudo no que 
diz respeito ao processo de digitalização documental. 
 Vamos conhecer os principais pontos da normativa. Perceba que logo no início o legislador já deixa 
claro que o objetivo da norma é a produção dos mesmos efeitos legais quando o documento digitalizado é 
comparado ao documento original. 
Objeto 
Art. 1º Este Decreto regulamenta o disposto no inciso X do caput do art. 3º da Lei nº 13.874, 
de 20 de setembro de 2019, e no art. 2º-A da Lei nº 12.682, de 9 de julho de 2012, para 
estabelecer a técnica e os requisitos para a digitalização de documentos públicos ou 
privados, a fim de que os documentos digitalizados produzam os mesmos efeitos legais 
dos documentos originais. 
 Indo adiante o texto legal enfatiza os seus destinatários e, sobretudo, explicita que não se aplica a 
documentos nato digitais, derivados de operações financeiras, de identificação e/ou porte obrigatório, 
entre outros. Vejamos: 
Âmbito de aplicação 
 
Art. 2º Aplica-se o disposto neste Decreto aos documentos físicos digitalizados que sejam 
produzidos: 
I - por pessoas jurídicas de direito público interno, ainda que envolva relações com 
particulares; e 
II - por pessoas jurídicas de direito privado ou por pessoas naturais para comprovação 
perante: 
a) Pessoas jurídicas de direito público interno; ou 
b) Outras pessoas jurídicas de direito privado ou outras pessoas naturais. 
Parágrafo único. O disposto neste Decreto não se aplica a: 
I - documentos nato-digitais, que são documentos produzidos originalmente em formato 
digital; 
II - documentos referentes às operações e transações realizadas no sistema financeiro 
nacional; 
III - documentos em microfilme; 
IV - documentos audiovisuais; 
V - documentos de identificação; e 
VI - documentos de porte obrigatório. 
 Mais à frente o artigo 3º traz importantes definições relativas aos temas abordados. Atenção pois são 
expressões que costumam ser bastante cobradas76
146
 
a) Certo 
b) Errado 
21. (CEBRASPE/STJ/Analista Judiciário/2015) O e-ARQ Brasil deve ser utilizado para desenvolver um 
sistema informatizado ou para avaliar um já existente, cuja atividade principal seja a gestão de 
documentos de arquivo. 
a) Certo 
b) Errado 
22. (CEBRASPE/CGM - João Pessoa-PB/Técnico Municipal Controle Interno/2018) Uma das indicações 
para a digitalização de documentos é a necessidade do múltiplo acesso ou a grande demanda pela 
documentação. 
a) Certo 
b) Errado 
23. (CEBRASPE/Área 10/Oficial Técnico Inteligência/2018) Em um sistema informatizado de gestão 
arquivística de documentos, a atividade de registro de protocolo é realizada no procedimento de 
captura. 
a) Certo 
b) Errado 
24. (CEBRASPE/Área 10/Oficial Técnico Inteligência/2018) No ambiente digital, os metadados têm 
papel fundamental na função criação. 
a) Certo 
b) Errado 
25. (CEBRASPE/IPHAN/Auxiliar Institucional/2018) Documentos eletrônicos, ao contrário dos 
convencionais, não podem ser considerados completos em relação à sua forma intelectual 
somente pela inclusão de data e assinatura. 
a) Certo 
b) Errado 
26. (CEBRASPE/IPHAN/Auxiliar Institucional/2018) O conteúdo de bases de dados dinâmicas não pode 
ser considerado documento arquivístico. 
a) Certo 
b) Errado 
27. (CEBRASPE/SEDF/Técnico de Gestão Educacional/2017) Documento resultante do processo de 
digitalização deve ser considerado como documento original. 
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a) Certo 
b) Errado 
28. (CEBRASPE/PCie PE/Auxiliar Legista/2016) A digitalização, apesar de muito utilizada para a 
preservação de documentos de arquivo, apresenta como desvantagem a: 
a) possibilidade de acesso múltiplo. 
b) possibilidade de eliminação do original. 
c) dificuldade de se gerar muitas cópias. 
d) dificuldade de captura dos documentos. 
e) obsolescência de hardware e de software. 
29. (CEBRASPE/FUB/Arquivista/2015) São duas as formas de se gerarem documentos digitais 
(eletrônicos): diretamente, com o uso de um software ou sistema específico; ou por processo de 
digitalização. Em ambos os casos, a visualização dos documentos digitais independe do uso de 
softwares específicos ou de computadores. 
a) Certo 
b) Errado 
30. (CEBRASPE/MTE/Agente Administrativo/2014) Os documentos digitais produzidos e(ou) recebidos 
no desenvolvimento das atividades do MTE, por não serem considerados arquivísticos, devem 
receber tratamento fornecido pela área de tecnologia da informação. 
a) Certo 
b) Errado 
31. (CEBRASPE/CADE/Agente Administrativo/2014) A digitalização de documentos de arquivo é 
aconselhada quando existe um conjunto documental volumoso que será acessado 
simultaneamente por diferentes usuários. 
a) Certo 
b) Errado 
32. (CEBRASPE/TC-DF/Analista de Administração Pública/2014) Uma das vantagens da digitalização 
de documentos é preservar o original do manuseio intenso. 
a) Certo 
b) Errado 
33. (CEBRASPE/CNJ/Analista Judiciário/2013) A gestão de documentos não se aplica a documentos 
eletrônicos. 
a) Certo 
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b) Errado 
34. (CEBRASPE/CADE/Agente Administrativo/2014) No que se refere aos conceitos fundamentais de 
arquivologia, julgue o item subsequente. Um documento de arquivo deve, inicialmente, ser 
submetido ao processo de fase corrente; em seguida, esse documento deve ser digitalizado e, após 
cinco anos, transferido ao arquivo permanente. 
a) Certo 
b) Errado 
35. (CEBRASPE/PF/Arquivista/2014) Acerca da certificação digital, julgue o item subsecutivo, com base 
na legislação que regulamenta a ICP-Brasil. De acordo com os procedimentos da ICP-Brasil, a 
assinatura é garantia de que o conteúdo do documento digital será inacessível a quem não possuir 
a chave correspondente para verificar sua integridade. 
a) Certo 
b) Errado 
36. (CEBRASPE/IPHAN/Auxiliar Institucional/2018) Acerca da gestão eletrônica de documentos 
arquivísticos e de sistemas informatizados de gestão arquivística, julgue o item subsecutivo. O uso 
de sistemas informatizados de gestão arquivística de documentos supre a carência de gestão 
documental. 
a) Certo 
b) Errado 
37. (CEBRASPE/IPHAN/Auxiliar Institucional/2018) Acerca da gestão eletrônica de documentos 
arquivísticos e de sistemas informatizados de gestão arquivística, julgue o item subsecutivo. É alto 
o custo de armazenamento de documentos arquivísticos tramitados em sistemas informatizados 
de gestão arquivística, o que dificulta a adoção desses sistemas. 
a) Certo 
b) Errado 
38. (CEBRASPE/IPHAN/Auxiliar Institucional/2018) Acerca da gestão eletrônica de documentos 
arquivísticos e de sistemas informatizados de gestão arquivística, julgue o item subsecutivo. Uma 
vez que cada instituição possui uma realidade arquivística específica, não é possível padronizar 
normas para uso de sistemas informatizados de gestão de documentos. 
a) Certo 
b) Errado 
39. (CEBRASPE/IPHAN/Técnico I/2018) Acerca da gestão eletrônica de documentos e da certificação 
digital, julgue o item que se segue. Um sistema informatizado de gestão arquivística de 
documentos (SIGAD) é aplicável a sistemas híbridos, devendo, portanto, ser capaz de gerenciar 
simultaneamente documentos digitais e convencionais. 
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a) Certo 
b) Errado 
40. (CEBRASPE/TJ AM/Analista Judiciário/2019) A respeito da criação e aquisição de documentos, 
julgue o item a seguir. A informática foi, e continua a ser, uma das ciências que mais impactaram 
a criação de documentos de arquivo: ela permitiu, entre outras vantagens, a utilização dos tipos 
documentais. 
a) Certo 
b) Errado 
41. (CEBRASPE/TJ AM/Analista Judiciário/2019) A respeito da criação e aquisição de documentos, 
julgue o item a seguir. A utilização da informática na criação dos documentos de arquivo levou à 
geração de metadados. 
a) Certo 
b) Errado 
42. (CEBRASPE/ABIN/Oficial Técnico de Inteligência/2018) Acerca de princípios e de conceitos 
arquivísticos, julgue o item que se segue. Entre as principais características do documento de 
arquivo, a autenticidade é a que tem ganhado maior destaque com o cenário digital. 
a) Certo 
b) Errado 
43. (CEBRASPE/ABIN/Oficial Técnico de Inteligência/2018) No que concerne às funções arquivísticas, 
julgue o item subsecutivo. A preservação de documentos digitais de arquivo independe da 
existência de um repositório digital confiável e pode ser feita normalmente 
em storages provisórios. 
a) Certo 
b) Errado 
44. (CEBRASPE/ABIN/Oficial Técnico de Inteligência/2018) Julgue o item subsequente, relativo aos 
sistemas informatizados de gestão arquivística de documentos. É recomendável que as instituições 
detentoras de acervos permanentes realizem acordos de cooperação com organizações 
especializadas em tecnologia para elaborar projetos de digitalização. 
a) Certo 
b) Errado 
45. (CEBRASPE/ABIN/Oficial Técnico de Inteligência/2018) Julgue o item subsequente, relativo aos 
sistemas informatizados de gestão arquivística de documentos. Redução de espaços físicos e 
ganhos de produtividade são vantagens da geração de documentos arquivísticos digitais, mas 
dificultam o acesso aos estoques de informações e a distribuição de dados e informações. 
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a) Certo 
b) Errado 
46. (CEBRASPE/IPHAN/Técnico I/2018) Acerca dagestão eletrônica de documentos e da certificação 
digital, julgue o item que se segue. Apesar da segurança que o certificado digital proporciona, um 
contrato assinado digitalmente não possui o mesmo valor jurídico que aquele firmado em cartório 
e na presença do tabelião. 
a) Certo 
b) Errado 
47. (CEBRASPE/IPHAN/Técnico I/2018) A respeito do escopo do gerenciamento e da preservação de 
documentos digitais arquivísticos, julgue o item a seguir. Na fase corrente, a preservação digital 
deve estar associada a um repositório digital confiável. 
a) Certo 
b) Errado 
48. (CEBRASPE/SEDF/Técnico de Gestão Educacional/2017) No que se refere à digitalização de 
documentos arquivísticos, julgue o item seguinte. Entre os fatores que determinam a qualidade da 
imagem digital incluem-se as características dos equipamentos, o nível de compressão e a 
resolução óptica adotada no escaneamento. 
a) Certo 
b) Errado 
49. (CEBRASPE/TC DF/Analista de Administração Pública/2014) A respeito dos sistemas 
informatizados de gestão arquivística de documentos (SIGAD), julgue o item. A captura, o 
armazenamento, a indexação e a recuperação de todos os tipos de documentos arquivísticos são 
requisitos que caracterizam um SIGAD. 
a) Certo 
b) Errado 
50. (CEBRASPE/TC DF/Analista de Administração Pública/2014) A respeito dos sistemas 
informatizados de gestão arquivística de documentos (SIGAD), julgue o item. A integração de 
documentos digitais com os documentos convencionais constitui um dos objetivos do SIGAD. 
a) Certo 
b) Errado 
51. (CEBRASPE/TC DF/Analista de Administração Pública/2014) A respeito dos sistemas 
informatizados de gestão arquivística de documentos (SIGAD), julgue o item. O SIGAD abrange os 
documentos armazenados nos arquivos permanentes. 
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a) Certo 
b) Errado 
52. (CEBRASPE/ANATEL/Técnico Administrativo/2014) Julgue o próximo item, relativo à digitalização 
de documentos de arquivo. A digitalização de documentos de arquivo é dirigida ao acesso, à 
difusão e à preservação do acervo documental. 
a) Certo 
b) Errado 
53. (CEBRASPE/SEDF/Técnico de Gestão Educacional/2017) A respeito da microfilmagem de 
documentos de arquivo, julgue o item subsequente. A liberação do espaço ocupado anteriormente 
por documentos em suporte papel é o objetivo primordial da microfilmagem. 
a) Certo 
b) Errado 
54. (CEBRASPE/SEDF/Técnico de Gestão Educacional/2017) A respeito da microfilmagem de 
documentos de arquivo, julgue o item subsequente. A eliminação de microfilmes deve ser feita 
por meio da destruição mecânica, devendo a incineração ser descartada para evitar que o material 
do microfilme polua o ambiente. 
a) Certo 
b) Errado 
55. (CEBRASPE/SEDF/Analista de Gestão Educacional/2017) A respeito dos sistemas informatizados de 
gestão arquivística de documentos, julgue o item seguinte. A técnica da microfilmagem tem como 
limitação a dificuldade de acesso múltiplo, uma das vantagens da digitalização de documentos. 
a) Certo 
b) Errado 
56. (CEBRASPE/FUB/Técnico/2015) Julgue o item seguinte acerca das tecnologias aplicadas aos 
arquivos. O uso de microfilmes contribui para que a recuperação da informação ocorra de maneira 
ágil. 
a) Certo 
b) Errado 
57. (CEBRASPE/MPOG/Arquivista/2015) Acerca da microfilmagem de documentos de arquivo, julgue 
o item subsequente. Documentos oficiais ou públicos de trâmite concluído, uma vez 
microfilmados, podem ser eliminados. 
a) Certo 
b) Errado 
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58. (CEBRASPE/MTE/Agente Administrativo/2014) No que diz respeito a tipologias documentais e a 
suportes físicos, julgue o item subsequente. A microfilmagem, que garante a autenticidade de 
documentos, é uma maneira legalmente aceita de substituição do suporte documental. 
a) Certo 
b) Errado 
59. (CEBRASPE/TC DF/Técnico de Administração Pública/2014) A respeito de microfilmagem, 
automação e preservação dos documentos de arquivo, julgue o próximo item. A microfilmagem, 
técnica de custo elevado, deve ser realizada em grandes volumes documentais cujo prazo de 
guarda seja longo. 
a) Certo 
b) Errado 
60. (CEBRASPE/TJ AM/Analista Judiciário/2019) Julgue o item a seguir, acerca da microfilmagem de 
documentos de arquivo. A figura a seguir ilustra a sinalética utilizada para indicar encadernação 
defeituosa. 
a) Certo 
b) Errado 
 
61. (QUADRIX/CRM-AC/Assistente Administrativo/2019) A digitalização dos documentos destinados 
ao arquivamento só deve ser feita para os documentos mais vulneráveis à deterioração pela ação 
do tempo, no caso em que, ocorrendo, a organização estará sujeita a penalidades. 
a) Certo 
b) Errado 
62. (VUNESP/Pref. Itapevi-SP/Analista Documental Arquivologia/2019) O conjunto de procedimentos 
e operações técnicas característico de gestão arquivística de documentos, processado 
eletronicamente e aplicável em ambientes digitais ou em ambientes híbridos, isto é, em que 
existem documentos digitais e não digitais ao mesmo tempo, é o: 
a) SGBD. 
b) SIGAD. 
c) PDF/A. 
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d) OCR. 
e) DOI. 
63. (QUADRIX/CONRERP-2 (SP PR)/Assistente Administrativo/2019) A digitalização dos documentos 
destinados ao arquivo morto é importante para possibilitar a inutilização ou incineração desses 
documentos. 
a) Certo 
b) Errado 
64. (FCC/TRT - 11a Região/Apoio Especializado Arquivologia/2017) O e-ARQ Brasil, elaborado pelo 
Conselho Nacional de Arquivos (Rio de Janeiro, 2011), estabelece requisitos para os sistemas 
informatizados de gestão arquivística de documentos. Considere, em relação à aplicação da tabela 
de temporalidade e à destinação de documentos, as seguintes afirmações: 
 
I. Quando um documento digital estiver associado a mais de um processo ou dossiê, o sistema 
deverá criar um registro para cada referência desse documento, e cada registro estará vinculado 
ao mesmo objeto digital. 
 
II. Quando um documento digital estiver associado a mais de um processo ou dossiê, e tiver prazos 
de guarda diferentes associados a ele, o sistema deverá verificar automaticamente todos os prazos 
de guarda e as destinações previstas para esse documento, garantindo que ele seja mantido em 
cada processo ou dossiê pelo tempo definido na tabela de temporalidade e destinação de 
documentos. 
 
III. No momento da eliminação, o objeto digital não poderá ser eliminado sem que antes se 
verifique a temporalidade de todas as referências associadas a ele. O objeto digital só poderá ser 
eliminado quando os prazos de guarda de todas as referências tiverem sido cumpridos. Antes 
disso, só se pode fazer a eliminação de cada registro individualmente. 
 
Está correto o que se afirma em: 
a) I, II e III. 
b) I e II, apenas. 
c) I e III, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) III, apenas. 
65. (FCC/TRT - 11a Região/Apoio Especializado Arquivologia/2017) No âmbito da preservação de 
documentos digitais, emulação é: 
a) o processo de transferência de dados de um sistema informatizado para outro, independentemente de 
eventuais conversões. 
b) a estratégia que se baseia no uso de recursos computacionais para fazer com que uma nova tecnologia 
possa funcionar com as características de outra que se tornou obsoleta. 
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c) a técnica de migração que consiste em mudar a maneira como se apresentaum documento para fins de 
acesso ou manutenção dos dados nele contidos. 
d) o processo de conversão de um documento para o formato analógico, por meio de dispositivo apropriado. 
e) o rastreamento de intervenções ou tentativas de intervenções feitas no sistema computacional. 
66. (FCC/MANAUSPREV/Analista Previdenciário Arquivologia/2015) O modelo de requisitos destinado 
a fornecer, na área arquivística brasileira, especificações (técnicas e funcionais) e metadados que 
orientem a aquisição e o desenvolvimento de sistemas informatizados, independentemente da 
plataforma tecnológica em que forem desenvolvidos ou implantados, é conhecido como: 
a) e-ARQ Brasil. 
b) NOBRADE. 
c) ISAD(G). 
d) EAD. 
e) SINAR. 
67. (FCC/TRT 3a Região/Apoio Especializado Arquivologia/2015) A preservação de documentos em 
suporte-papel implica, principalmente, sua proteção contra agentes químicos e biológicos, 
enquanto que a preservação do documento digital depende: 
a) da existência prévia do documento em suporte-papel. 
b) da realização diária de downloads. 
c) do uso de fontes adequadas. 
d) da solicitação antecipada de copyright. 
e) da atualização de equipamentos. 
68. (FCC/TRT 3a Região/Apoio Especializado Arquivologia/2015) O e-ARQ Brasil − modelo de requisitos 
para sistemas informatizados de gestão arquivista de documentos estabeleceu metadados para 
uma série de entidades: documento, evento de gestão, classe, agente, componente digital e 
evento de preservação. Quanto ao tipo de meio, o documento pode ser: 
a) manuscrito, impresso ou desenhado. 
b) textual, sonoro ou iconográfico. 
c) digital, não digital ou híbrido. 
d) bibliográfico, museológico ou arquivístico. 
e) manual, mecânico ou misto. 
69. (VUNESP/CRO-SP/Assistente Administrativo/2015) Assinale a alternativa que apresenta 
corretamente a solução de tecnologia da informação para gestão arquivística que controla o ciclo 
de vida dos documentos. 
a) OWL. 
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b) HTML. 
c) RDF. 
d) SIGAD. 
e) XML. 
70. (QUADRIX/CRA-PR/Secretária I/2019) Captura é uma tecnologia relacionada ao gerenciamento 
eletrônico de documentos que propicia a conversão de documentos do meio físico para o digital. 
a) Certo 
b) Errado 
71. (VUNESP/FUNDUNESP/Historiógrafo/2016) De acordo com o CONARQ, uma vez reconhecida como 
documento arquivístico, a mensagem de correio eletrônico corporativo deverá ser dotada das 
qualidades inerentes a esse documento, quais sejam: organicidade, unicidade, confiabilidade, 
autenticidade e acessibilidade. Nesse sentido, são documentos arquivísticos as mensagens de 
correio eletrônico corporativo: 
a) cujo conteúdo é de caráter pessoal, sem relação com as atividades do órgão ou entidade. 
b) cujo conteúdo se refere a correntes, propagandas, promoções e afins. 
c) cujo conteúdo inicia, autoriza ou completa uma ação de um órgão ou entidade. 
d) enviadas para grupos de trabalho ou coordenações, com a finalidade de informação. 
e) com material de referência, isto é, documentos usados para subsídio teórico no desenvolvimento de uma 
atividade. 
72. (FCC/MANAUSPREV/Analista Previdenciário/2015) De acordo com a Câmara Técnica de 
Documentos Eletrônicos do Conselho Nacional de Arquivos, o sistema de controles que se estende 
por todo o ciclo de vida dos documentos, assegurando sua autenticidade ao longo do tempo, 
configura a chamada: 
a) linha de temporalidade. 
b) teoria das três idades. 
c) cadeia de preservação. 
d) jurisdição arquivística. 
e) integridade arquivística. 
73. (VUNESP/BNDES/Profissional Básico Arquivologia/2002) De acordo com o Decreto 1.799, de 30 de 
janeiro de 1996, que regulamenta a lei 5433, sobre a microfilmagem de documentos oficiais, 
microfilmagem é: 
a) um processo de reprodução em filme, de documentos, dados e imagens, por meios fotográficos ou 
eletrônicos. 
b) um processo de reprodução fotográfica, de quaisquer documentos em graus de redução ínfimos. 
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c) um processo de reprodução em filme ou em microfichas, de documentos arquivísticos com grau de 
redução de 96,5%. 
d) qualquer processo de reprodução ótica de documentos e imagens com grau de redução superior a 95%. 
e) qualquer processo de transferência de quaisquer informações documentais para suportes mais reduzidos. 
74. (FCC/TRT 2a Região/Analista Judiciário/2014) Para microfilmes e microfichas, recomenda-se 
reprodução: 
a) em cores e resolução mínima de 600 dpi. 
b) bitonal e resolução mínima de 300 dpi. 
c) em tons de cinza e resolução mínima de 300 dpi. 
d) em tons de cinza e resolução mínima de 600 dpi. 
e) bitonal e resolução mínima de 600 dpi. 
75. (FCC/TRT 2a Região/Apoio Especializado/2012) De acordo com o Conselho Nacional de Arquivos 
(Resolução nº 31, de 28 de abril de 2010), a digitalização obedece a padrões de coloração, formato 
e resolução mínima. No caso da digitalização de microfilmes e microfichas, tais padrões são, 
respectivamente, 
a) escala de cinza, GIF e 300 dpi. 
b) preto e branco, WMF e 600 dpi. 
c) escala de cores, BMP e 3.000 dpi. 
d) escala de cinza, TIFF e 300 dpi. 
e) preto e branco, JPEG e 600 dpi. 
76. (FCC/TRT 1a Região/Apoio Especializado/2011) No processo de microfilmagem, 
 
 
significa: 
a) repetição de imagem. 
b) documento restaurado. 
c) página retirada. 
d) papel rasgado. 
e) rolo inicial. 
77. (VUNESP/BNDES/Profissional Básico Arquivologia/2002) A resolução nº 10 do CONARQ dispõe 
sobre a adoção de símbolos ISO nas sinaléticas a serem utilizadas no processo de microfilmagem 
de documentos arquivísticos. Ela determina que, nas situações em que os documentos tenham 
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continuidade em mais de um rolo, é necessário encerrar o primeiro rolo com um símbolo que 
represente "continua em outro rolo". Assinale a alternativa que indica este símbolo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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QUESTÕES COMENTADAS 
 
1. (IDIB/CREMEPE/Assistente Técnico/2021) “É uma especificação de requisitos a serem cumpridos 
pela organização produtora/recebedora de documentos, pelo sistema de gestão arquivística e 
pelos próprios documentos, a fim de garantir sua confiabilidade e autenticidade, assim como sua 
acessibilidade.” A definição acima se refere ao: 
a) e-ARQ Brasil. 
b) Dublin Core. 
c) OAISTER. 
d) GED. 
Comentário: 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. O enunciado traz a definição de e-ARQ Brasil. Vejamos 
para o próprio e-ARQ: 
 
A alternativa B está incorreta. A banca se refere ao e-ARQ e não ao Dublin Core. Veja a definição completa 
no gabarito da questão. 
A alternativa C está incorreta. A banca se refere ao e-ARQ e não ao OAISTER. Veja a definição completa no 
gabarito da questão. 
A alternativa D está incorreta. A banca se refere ao e-ARQ e não ao GED. Veja a definição completa no 
gabarito da questão e confira abaixo a definição de GED para o e-ARQ: 
 
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2. (CEBRASPE/PF/Escrivão/2021) A legislação brasileira reconhece a gestão de documentos de 
arquivo como instrumento de apoio à administração, à cultura, ao desenvolvimento científico ecomo elemento de prova e informação. Acerca da arquivologia, julgue o item que se seguem. Os 
sistemas informatizados de gestão arquivística de documentos prescindem da aplicação da 
classificação de documentos devido à existência dos metadados. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
Ao contrário, os sistemas informatizados de gestão arquivística de documentos dependem (e não 
prescindem!) da aplicação da classificação de documentos. É apenas por meio da correta classificação de 
documentos que instrumentos como a Tabela de Temporalidade podem ser aplicados permitindo toda a 
aplicação correta dos processos de avaliação, eliminação e guarda documental. 
3. (OBJETIVA CONCURSOS/Pref. Mun. Santa Maria-RS/Arquivista/2021) O Sistema Informatizado de 
Gestão Arquivística de Documentos (SIGAD) deve prever controles de acesso e procedimentos de 
segurança. O conjunto de informações registradas, que permite o rastreamento de intervenções ou 
tentativas de intervenção no documento digital ou SIGAD, chama-se: 
a) Recolhimento. 
b) Captura. 
c) Trilhas de auditoria. 
d) Metadados de preservação. 
e) Cópia de segurança. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. O enunciado faz referência à trilha de auditoria e não ao recolhimento. 
 
A alternativa B está incorreta. O enunciado faz referência à trilha de auditoria e não à captura. 
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A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. A questão refere-se diretamente a trilha de auditoria. 
Vamos a sua definição no e-ARQ Brasil: 
Trilhas de auditoria - A trilha de auditoria é o conjunto de informações registradas que permite o 
rastreamento de intervenções ou tentativas de intervenção no documento arquivístico digital ou no SIGAD. 
A trilha de auditoria deve registrar o movimento e o uso dos documentos arquivísticos dentro de um SIGAD 
(captura, registro, classificação, indexação, arquivamento, armazenamento, recuperação da informação, 
acesso e uso, preservação e destinação), informando quem operou, a data e a hora, e as ações realizadas. A 
trilha de auditoria tem o objetivo de fornecer informações sobre o cumprimento das políticas e regras da 
gestão arquivística de documentos do órgão ou entidade, e serve para: 
• identificar os autores de cada operação realizada nos documentos; 
• prevenir a perda de documentos; 
• monitorar todas as operações realizadas no SIGAD; 
• garantir a segurança e a integridade do SIGAD. 
 
No caso de procedimentos que exijam prazo a ser cumprido pelo órgão ou entidade, devem ser 
implementadas ações de rastreamento, de forma a: 
• determinar os passos a serem dados em resposta às atividades ou ações registradas no documento; 
• atribuir a uma pessoa a responsabilidade por cada ação; 
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• registrar a data em que uma ação deve ser executada e a data em que ocorreu. 
 
A alternativa D está incorreta. O enunciado faz referência à trilha de auditoria e não aos metadados de 
preservação. 
 
A alternativa E está incorreta. O enunciado faz referência à trilha de auditoria e não a cópia de segurança. 
 
4. (CEV URCA/Pref. Mun. Crato-CE/Arquivista/2021) O e-ARQ Brasil pode ser usado para orientar a 
identificação de documentos arquivísticos digitais e estabelece requisitos mínimos para um 
Sistema Informatizado de Gestão Arquivística de Documentos (SIGAD). Sobre este sistema 
é incorreto afirmar: 
a) Deve ser capaz de gerenciar, simultaneamente, os documentos digitais e os convencionais. 
b) Inclui um sistema de protocolo informatizado, entre outras funções da gestão arquivística de documentos. 
c) É um documento digital que é tratado e gerenciado como um documento arquivístico, ou seja, incorporado 
ao sistema de arquivos. 
d) É um conjunto de procedimentos e de operações técnicas, característico do sistema de gestão arquivística 
de documentos, processado por computador. 
e) Desempenha todas as atividades e operações técnicas da gestão arquivística de documentos, desde a 
produção, tramitação, utilização e arquivamento até a sua destinação final. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. O e-ARQ é mesmo um sistema híbrido e isso costuma ser muito cobrado em 
provas! 
A alternativa B está incorreta. 
 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Essa é a definição de documento arquivístico digital e 
não de documento digital. Confira a diferença com base nas definições do e-ARQ: 
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A alternativa D está incorreta. É a definição de SIGAD para o e-ARQ. Vejamos: 
 
A alternativa E está incorreta. O SIGAD desempenha atividades de gestão arquivística durante todo o ciclo 
de vida dos documentos (da produção até a destinação final). 
5. (CEV URCA/Pref. Mun. Crato-CE/Arquivista/2021) O Sistema Informatizado de Gestão Arquivística 
de Documentos (SIGAD) possui requisitos arquivísticos que o caracteriza. Entre os indicados abaixo, 
não pode ser considerado requisito: 
a) Captura, armazenamento, indexação e recuperação de todos os tipos de documentos arquivísticos. 
b) Produção e recebimento de documentos mantidos por pessoa física ou jurídica, no decorrer das suas 
atividades em suporte digital, dotado de organicidade. 
c) Gestão dos documentos a partir do plano de classificação para manter a relação orgânica entre os 
documentos. 
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d) Implementação de metadados associados aos documentos, visando a sua descrição contextual (jurídico-
administrativo, de proveniência, de procedimentos, documental e tecnológico). 
e) Captura, armazenamento, indexação e recuperação de todos os componentes digitais do documento 
arquivístico como uma unidade complexa. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. É um dos requisitos arquivísticos do SIGAD. Veja no gabarito da questão a lista 
completa. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Vejamos abaixo os requisitos arquivísticos que 
caracterizam um SIGAD. Note que a produção e recebimento de documentos mantidos por pessoa física ou 
jurídica, no decorrer das suas atividades em suporte digital, dotado de organicidade não está entre eles. 
 
A alternativa C está incorreta. É um dos requisitos arquivísticos do SIGAD. Veja no gabarito da questão a lista 
completa. 
A alternativa D está incorreta. É um dos requisitos arquivísticos do SIGAD. Veja no gabarito da questão a lista 
completa. 
A alternativa E está incorreta. É um dos requisitos arquivísticos do SIGAD. Veja no gabarito da questão a lista 
completa. 
6. (QUADRIX/CRESS PB/Assistente Administrativo/2021) A respeito das tipologias documentais e dos 
suportes físicos, julgue o item. Para que um sistema possa ser chamado de sistema informatizado 
de gestão arquivística de documentos (SIGAD), ele precisa ter os requisitos estabelecidos pelo e-
ARQ Brasil. 
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a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
Vejamos o que diz o próprio e-ARQ a respeito dos requisitos mínimos de um SIGAD, no parágrafo final do 
texto abaixo: 
 
7. (QUADRIX/CRESS 18 SE/Assistente Administrativo/2021) No que se refere às tipologiasdocumentais e aos suportes físicos, julgue o item. A gestão eletrônica de documentos (GED) é uma 
ferramenta que tem como objetivo controlar o fluxo de documentos e a organização dos arquivos, 
embora não se relacione à promoção da transparência dos atos administrativos. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
Vejamos inicialmente a definição de GED para o e-ARQ Brasil: 
 
E agora vamos a Bernardes e Delatorre sobre os objetivos da gestão de documentos: 
Objetivos da gestão de documentos: 
• Agilizar o acesso aos arquivos e as informações 
• Controlar o fluxo de documentos e a organização dos arquivos 
• Racionalizar a produção dos documentos 
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• Promovendo a transparência das ações administrativas 
• Normalizar os procedimentos para avaliação 
8. (VUNESP/FITO/Analista de Gestão/2020) Tratando-se de Gestão de Documentos, a tecnologia que 
provê um meio de facilmente gerar, controlar, armazenar, compartilhar e recuperar informações 
existentes em documentos é denominada GED que significa: 
a) Gestão Estratégica de Documentos. 
b) Gestão Efetiva de Documentos. 
c) Gestão Estrutural de Documentos. 
d) Gestão Eletrônica de Documentos. 
e) Gestão Específica de Documentos. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. O enunciado se refere ao GED: Gerenciamento Eletrônico de Documentos ou 
Gestão Eletrônica de Documentos, mas não Gestão Estratégica de Documentos. 
A alternativa B está incorreta. O enunciado se refere ao GED: Gerenciamento Eletrônico de Documentos ou 
Gestão Eletrônica de Documentos, mas não Gestão Efetiva de Documentos. 
A alternativa C está incorreta. O enunciado se refere ao GED: Gerenciamento Eletrônico de Documentos ou 
Gestão Eletrônica de Documentos, mas não Gestão Estrutural de Documentos. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. O GED pode ser chamado de Gerenciamento 
Eletrônico de Documentos ou Gestão Eletrônica de Documentos, embora o primeiro termo seja mais usado 
que o segundo: 
 
A alternativa E está incorreta. O enunciado se refere ao GED: Gerenciamento Eletrônico de Documentos ou 
Gestão Eletrônica de Documentos, mas não Gestão Específica de Documentos. 
9. (CEBRASPE/ME/Atividades Técnicas/2020) Acerca dos sistemas informatizados de gestão 
arquivística de documentos (SIGAD), das políticas de acesso e da microfilmagem, julgue o itens que 
se segue. A informação registrada, codificada em forma analógica ou em dígitos binários, acessível 
e interpretável por meio de um equipamento eletrônico é um documento arquivístico digital. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
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A afirmativa está ERRADA. 
Essa é a definição de documento digital (não necessariamente arquivístico) e não documento arquivístico 
digital. 
Confira abaixo e, muito cuidado, pois essa é uma troca comum efetuada pelas bancas! 
 
10. (VUNESP/CM Mogi Mirim-SP/Analista Legislativo/2020) Uma das medidas mais tomadas pelas 
organizações atualmente é a solução informatizada para a gestão de documentos. Isso se deve em 
função da necessidade de redução de custos e da otimização dos processos permitida pelas novas 
tecnologias da informação. Uma das ferramentas mais utilizadas, possibilitada pelo apoio de 
softwares especializados e plataformas de gestão de documentos, é: 
a) a Microfilmagem. 
b) o Gerenciamento Eletrônico de Documentos. 
c) a Transformação Digital. 
d) o Fluxo de Trabalho Simplificado. 
e) a Automação Robótica de Processos. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. O enunciado se refere ao GED e não a microfilmagem: 
 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Estamos falando do GED. Relembre abaixo a definição: 
 
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A alternativa C está incorreta. O enunciado se refere ao GED e não a transformação digital. 
A alternativa D está incorreta. O enunciado se refere ao GED e não ao Fluxo de Trabalho Simplificado. 
A alternativa E está incorreta. O enunciado se refere ao GED e não a a Automação Robótica de Processos. 
11. (CEBRASPE/ÁREA 10/Oficial Técnico Inteligência/2018) A finalidade do modelo de requisitos para 
sistemas informatizados de gestão arquivística de documentos (e-ARQ Brasil) é estabelecer 
políticas relativas à gestão formal de documentos. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
Segundo o próprio e-ARQ Brasil, o e-ARQ é "uma especificação de requisitos a serem cumpridos pela 
organização produtora/recebedora de documentos, pelo sistema de gestão arquivística e pelos próprios 
documentos, a fim de garantir sua confiabilidade e autenticidade, assim como sua acessibilidade.” 
Dessa forma o e-ARQ tem a finalidade de estabelecer requisitos mínimos para os sistemas de gestão 
arquivística, acompanhado de suas devidas especificações e não estabelecer políticas relativas a gestão 
formal de documentos como traz a banca no enunciado da questão. 
12. (CEBRASPE/SEDF/Analista de Gestão Educacional Arquivologia/2017) Um documento arquivístico 
digital é aquele que tem a informação resultante das atividades de pessoas físicas ou jurídicas 
registrada em dígitos binários, acessível em sistemas computacionais gerenciados. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
Veja qual é a definição de documento arquivístico digital elencada pelo e-ARQ Brasil: "informação registrada, 
codificada em dígitos binários, acessível e interpretável por meio de sistema computacional". 
13. (CEBRASPE/SEDF/Analista de Gestão Educacional Arquivologia/2017) Os requisitos necessários 
para se identificar um sistema informatizado de gestão arquivística de documentos são: 
autenticidade, confiabilidade, rastreabilidade e originalidade. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
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Os requisitos necessários para se identificar um sistema informatizado de gestão arquivística de documentos 
são: captura, armazenamento, indexação e recuperação (lembre-se da sigla -> CAIR!). 
A captura consiste em declarar um documento como um documento arquivístico, incorporando-o ao sistema 
de gestão arquivística. 
O armazenamento, que permeia todo o ciclo de vida do documento, deve garantir a autenticidade e o acesso 
aos documentos pelo tempo estipulado na tabela de temporalidade e destinação. 
Indexação é a atribuição de termos à descrição do documento, utilizando vocabulário controlado e/ou lista 
de descritores, tesauro e o próprio plano de classificação. 
Por fim, a recuperação é o processo de pesquisa, localização e apresentação de documentos em um sistema 
de informação. 
14. (CEBRASPE/SEDF/Analista de Gestão Educacional Arquivologia/2017) O sistema informatizado de 
gestão arquivística de documentos (SIGAD) é aplicado em ambientes digitais, com repositórios 
digitais. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
O sistema informatizado de gestão arquivística de documentos é o conjunto de procedimentos e operações 
técnicas característico do sistema de gestão arquivística de documentos, processado eletronicamente. 
É aplicável em ambientes digitais ou híbridos, isto é, composto de documentos somente digitais ou digitais 
e não digitais de forma simultânea. 
15. (CEBRASPE/DPU/Arquivista/2016) O modelo de requisitos do e-ARQBrasil não se aplica ao setor 
privado, mas a todas as esferas do setor público. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
O e-ARQ Brasil é uma especificação de requisitos a serem cumpridos pela organização produtora/recebedora 
de documentos, pelo sistema de gestão arquivística e pelos próprios documentos, a fim de garantir sua 
confiabilidade e autenticidade, assim como sua acessibilidade. 
Importante ressaltar que a política nacional é de arquivos públicos e privados, em conformidade com as 
diretrizes e normas emanadas pelo CONARQ. 
Dessa forma, o modelo de requisitos do e-ARQ Brasil se aplica tanto ao setor privado como a todas as esferas 
do setor público. 
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16. (CEBRASPE/DPU/Arquivista/2016) Registro, classificação e arquivamento são etapas da captura de 
documentos. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
A captura consiste em declarar um documento como documento arquivístico ao incorporá-lo num SIGAD por 
meio das ações de registro, classificação, indexação, atribuição de metadados (ou restrição de 
acesso) e arquivamento. 
A captura de documentos digitais em um SIGAD pode ser feita de diversas formas: 
• captura individual de documento produzido em arquivo digital fora do SIGAD, em aplicativo e formato 
específicos (.doc, .pdf, .rtf) – o registro inicial é feito pelo usuário ao capturar o documento para o 
SIGAD; 
• captura individual de documento produzido em workflow ou em outro sistema de forma integrada 
ao SIGAD – o registro e a anexação ao sistema de gestão podem ser automáticos, complementados 
pelo usuário do SIGAD; 
• captura em lote – inclusão, no sistema, de um grupo de documentos do mesmo tipo oriundos de 
outro SIGAD ou de um GED. Ex.: faturas diárias, dossiês, processos. 
17. (CEBRASPE/DPU/Arquivista/2016) O uso de assinaturas e marcas d’água digitais nos documentos 
está contemplado nos requisitos de gestão. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
Assinaturas e marcas d´água estão contempladas entre os requisitos de segurança e não de gestão. 
De acordo com o e-ARQ Brasil, fazem parte dos requisitos para serviços de segurança: 
• Cópias de segurança 
• Controle de acesso 
• Classificação da informação quanto ao grau de sigilo e restrição de acesso à informação sensível 
• Trilhas de auditoria 
• Assinaturas digitais 
• Criptografia 
• Marcas d’água digitais 
• Acompanhamento de transferência 
• Autoproteção 
• Alterar, apagar e truncar documentos arquivísticos digitais 
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18. (CEBRASPE/DPU/Arquivista/2016) Os documentos arquivísticos digitais, nas três idades, devem 
ser gerenciados por meio de um sistema informatizado de gestão arquivística de documentos 
(SIGAD). 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
De acordo com a Resolução Conarq 25/2007, o SIGAD aplica-se somente as fases corrente e intermediária. 
Relembremos a norma: 
Resolução Conarq 25/2007 
Art. 1º Recomendar aos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Arquivos - 
SINAR a adoção do Modelo de Requisitos para Sistemas Informatizados de Gestão 
Arquivística de Documentos - e-ARQ Brasil, Versão 1.0, aprovado na 43ª reunião plenária 
do CONARQ, realizada no dia 4 de dezembro de 2006, de que trata esta Resolução, 
disponibilizada em pdf na página web do CONARQ, www.conarq.arquivonacional.gov.br. 
§1º Considera-se gestão arquivística de documentos o conjunto de procedimentos e 
operações técnicas referentes à produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento de 
documentos em fase corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento 
para guarda permanente. 
Dessa forma, com a gestão arquivística de documentos ocorre apenas nas fases corrente e intermediária e o 
SIGAD é um sistema de gestão arquivística de documentos, ele não pode ser admitido nas três idades 
documentais, mas somente nas duas primeiras. 
19. (CEBRASPE/FUB/Arquivista/2015) No tratamento da documentação, o gerenciamento eletrônico 
de documentos (GED) difere do SIGAD: a documentação é organizada a partir de, no primeiro, uma 
política temporal e sempre de maneira orgânica; e, no segundo, uma política arquivística e de 
maneira compartimentada. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
O enunciado da questão praticamente inverte as características de cada um dos sistemas. SIGAD e GED tem 
objetivos e características diferentes. 
O SIGAD pode ser considerado um conjunto de procedimentos e operações técnicas que visam o controle 
do ciclo de vida dos documentos, desde a produção até a destinação final, seguindo os princípios da gestão 
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arquivística de documentos e apoiado em um sistema informatizado, dessa forma, trata os documentos de 
maneira temporal e orgânica e não compartimentada. 
Já o GED é o conjunto de tecnologias utilizadas para organização da informação não estruturada de um órgão 
ou entidade, que pode ser dividido nas seguintes funcionalidades: captura, gerenciamento, armazenamento 
e distribuição, podendo agir, portanto, de forma compartimentada. 
Resumindo: 
- SIGAD: política temporal e orgânica. 
- GED: política arquivística compartimentada. 
20. (CEBRASPE/STJ/Analista Judiciário/2015) O SIGAD pode ser um software particular, um conjunto 
de softwares integrados, adquiridos ou desenvolvidos por encomenda, ou uma combinação 
destes. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
Relembre a definição do e-ARQ - do Conarq - para SIGAD: 
É um conjunto de procedimentos e operações técnicas, característico do sistema de 
gestão arquivística de documentos, processado por computador. 
 
Pode compreender um software particular, um determinado número de softwares 
integrados, adquiridos ou desenvolvidos por encomenda, ou uma combinação destes. 
 
O sucesso do SIGAD dependerá, fundamentalmente, da implementação prévia de um 
programa de gestão arquivística de documentos. 
21. (CEBRASPE/STJ/Analista Judiciário/2015) O e-ARQ Brasil deve ser utilizado para desenvolver um 
sistema informatizado ou para avaliar um já existente, cuja atividade principal seja a gestão de 
documentos de arquivo. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
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Em relação ao escopo de aplicação do e-ARQ, ele deve ser utilizado para desenvolver um sistema 
informatizado ou para avaliar um já existente, cuja atividade principal seja a gestão arquivística de 
documentos, assim como é aplicável aos sistemas que produzem e mantêm somente documentos digitais e 
aos que compreendem documentos digitais e convencionais. 
22. (CEBRASPE/CGM - João Pessoa-PB/Técnico Municipal Controle Interno/2018) Uma das indicações 
para a digitalização de documentos é a necessidade do múltiplo acesso ou a grande demanda pela 
documentação. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
A digitalização tem diversas demandas, entre elas: 
• Visualização de documentos em alta resolução, permitindo ampliações; 
• Praticidade no manuseio e localização rápida dos arquivos; 
• Redução do risco de fraudes, pela maior transparência na exposição destes documentos; 
• Redução de gastos com cópias; 
• Garantia de preservação e segurançados documentos originais; 
• Visualização e acesso simultâneo por diferentes usuários (alta demanda). 
O mais importante é que antes de qualquer processo de digitalização os documentos passem pela atividade 
de avaliação para que se possa determinar a sua destinação final. Digitalizar documentos, por exemplo, que 
serão eliminados em futuro próximo, provavelmente não é uma boa decisão em função do custo da atividade 
de digitalização. 
23. (CEBRASPE/Área 10/Oficial Técnico Inteligência/2018) Em um sistema informatizado de gestão 
arquivística de documentos, a atividade de registro de protocolo é realizada no procedimento de 
captura. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
A captura consiste em declarar um documento como um documento arquivístico, incorporando-o 
(registrando-o) ao sistema de gestão arquivística por meio das ações abaixo e, portanto, efetuando a 
atividade de registro de protocolo: 
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• registro; 
• classificação; 
• indexação; 
• atribuição de restrição de acesso; 
• arquivamento. 
Os objetivos da captura são: 
• identificar o documento como documento arquivístico; 
• demonstrar a relação orgânica dos documentos. 
24. (CEBRASPE/Área 10/Oficial Técnico Inteligência/2018) No ambiente digital, os metadados têm 
papel fundamental na função criação. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
Primeiro vamos ver o que o DBTA entende por Metadados: "Dados estruturados e codificados, que 
descrevem e permitem acessar, gerenciar, compreender e/ou preservar outros dados ao longo do tempo." 
Adicionando à definição, segundo CAMPOS (2007, p.34-35): “Metadados referentes à administração, acesso, 
preservação e uso das coleções são constantemente empregados em repositórios. Isso é particularmente 
notável em bibliotecas e arquivos digitais. 
Nesses ambientes, os metadados não apenas descrevem e identificam um objeto informacional, mas 
explicitam as condições corretas ou ideais de seu gerenciamento, as relações do objeto com outros na 
coleção, sua função, utilização, comportamento, contexto de criação e condições de preservação. 
À medida que a utilização da informação em ambientes digitais sofistica-se, é esperado que haja uma 
ampliação no escopo das funcionalidades dos metadados. A direção que seu desenvolvimento tomará está 
fortemente relacionada às características da comunidade que os utiliza e às tarefas a serem desempenhadas. 
O certo é que a criação e a manutenção de metadados tendem a ser um componente fundamental para a 
maioria das estratégias de preservação digital”. 
Portanto, é possível dizer que os metadados têm papel fundamental na função criação. 
25. (CEBRASPE/IPHAN/Auxiliar Institucional/2018) Documentos eletrônicos, ao contrário dos 
convencionais, não podem ser considerados completos em relação à sua forma intelectual 
somente pela inclusão de data e assinatura. 
a) Certo 
b) Errado 
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Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
De acordo com Rosely Rondinelli: "Em relação ao grau de completude da forma intelectual, observe-se que 
enquanto nos documentos convencionais elementos como data e assinatura são considerados suficientes 
para que os mesmos sejam considerados completos, o mesmo não acontece com os documentos 
eletrônicos, os quais precisam de complementos. Assim, à data do documento faz-se necessário acrescentar 
a hora de sua transmissão aos destinatários (...). Da mesma maneira, em relação à assinatura (...) é preciso 
que seja reforçada pelo acréscimo automático (...) do nome do autor no cabeçalho do documento, ou ainda 
por meio de uma assinatura eletrônica ou digital." 
26. (CEBRASPE/IPHAN/Auxiliar Institucional/2018) O conteúdo de bases de dados dinâmicas não pode 
ser considerado documento arquivístico. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
De acordo com Rosely Rondinelli "...para existir o documento arquivístico tem que estar afixado num 
suporte. Isso quer dizer que dados contidos em bases de dados dinâmicas, isto é, que mudam 
constantemente, não podem ser considerados documentos arquivísticos. Para tanto, esses dados teriam que 
ser reunidos e seu conteúdo, devidamente articulado, fixado num suporte." 
Dessa forma, o conteúdo das bases de dados dinâmicas não é considerado um documento de arquivo 
justamente em função de sua dinamicidade e por sua falta de fixação em um suporte. 
27. (CEBRASPE/SEDF/Técnico de Gestão Educacional/2017) Documento resultante do processo de 
digitalização deve ser considerado como documento original. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
A documento digitalizado, embora goze dos mesmos efeitos legais do seu original, não deve ser considerado 
um documento original, mas sim uma cópia. 
28. (CEBRASPE/PCie PE/Auxiliar Legista/2016) A digitalização, apesar de muito utilizada para a 
preservação de documentos de arquivo, apresenta como desvantagem a: 
a) possibilidade de acesso múltiplo. 
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b) possibilidade de eliminação do original. 
c) dificuldade de se gerar muitas cópias. 
d) dificuldade de captura dos documentos. 
e) obsolescência de hardware e de software. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. Esta é uma vantagem da digitalização. 
A alternativa B está incorreta. Outra vantagem da digitalização. 
A alternativa C está incorreta. Não é uma desvantagem pois a digitalização na verdade não apresenta essa 
dificuldade na geração de cópias, tornando-as inclusive, mais fáceis. 
A alternativa D está incorreta. Essa dificuldade também não existe no processo de digitalização. 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. A obsolescência de software e hardware é um dos 
principais problemas para a preservação dos documentos digitais, que são o resultado final de um processo 
de digitalização. 
Por outro lado a digitalização apresenta uma série de vantagens, muitas delas listadas nas demais 
alternativas desta mesma questão: 
• a diminuição de espaço físico para armazenamento de documentos; 
• a facilidade de acesso, com a possibilidade de acesso remoto e utilização simultânea; 
• a busca a informação (sistema de indexação); 
• a segurança, pela inviolabilidade dos dados; 
• a preservação e durabilidade do acervo; e 
• a transparência das informações. 
29. (CEBRASPE/FUB/Arquivista/2015) São duas as formas de se gerarem documentos digitais 
(eletrônicos): diretamente, com o uso de um software ou sistema específico; ou por processo de 
digitalização. Em ambos os casos, a visualização dos documentos digitais independe do uso de 
softwares específicos ou de computadores. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
É correta a afirmação de que "são duas as formas de se gerarem documentos digitais (eletrônicos): 
diretamente, com o uso de um software ou sistema específico; ou por processo de digitalização". 
Porém, a questão peca ao informar que "Em ambos os casos, a visualização dos documentos digitais 
independe do uso de softwares específicos ou de computadores". Os documentos digitais em regra 
dependem do uso de softwares específicos e do próprio computador para poderem ser visualizados. 
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30. (CEBRASPE/MTE/AgenteAdministrativo/2014) Os documentos digitais produzidos e(ou) recebidos 
no desenvolvimento das atividades do MTE, por não serem considerados arquivísticos, devem 
receber tratamento fornecido pela área de tecnologia da informação. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
De acordo com a Resolução nº 20, de 16 julho de 2004, em seu artigo 3º, a gestão arquivística de documentos 
digitais deverá prever a implantação de um sistema eletrônico de gestão arquivística de documentos, que 
adotará requisitos funcionais, requisitos não funcionais e metadados estabelecidos pelo Conselho Nacional 
de Arquivos, que visam garantir a integridade e a acessibilidade de longo prazo dos documentos 
arquivísticos. 
Dessa forma, os documentos digitais produzidos e(ou) recebidos no desenvolvimento das atividades do 
MTE também são considerados documentos arquivísticos e devem ser tratados como tal, e não 
exclusivamente pela área de TI. 
31. (CEBRASPE/CADE/Agente Administrativo/2014) A digitalização de documentos de arquivo é 
aconselhada quando existe um conjunto documental volumoso que será acessado 
simultaneamente por diferentes usuários. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
A digitalização é indicada em várias ocasiões e tem uma lista significativa benefícios, veja abaixo: 
• Visualização de documentos em alta resolução, permitindo ampliações; 
• Praticidade no manuseio e localização rápida dos arquivos; 
• Redução do risco de fraudes, pela maior transparência na exposição destes documentos; 
• Redução de gastos com cópias; 
• Garantia de preservação e segurança dos documentos originais; 
• Visualização e acesso simultâneo por diferentes usuários (alta demanda). 
Dessa forma, a digitalização é sim indicada quando existe um conjunto documental volumoso que será 
acessado simultaneamente por diferentes usuários. 
O mais importante é que antes de qualquer processo de digitalização os documentos passem pela atividade 
de avaliação para que se possa determinar a sua destinação final. Digitalizar documentos, por exemplo, que 
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serão eliminados em futuro próximo, provavelmente não é uma boa decisão em função do custo da atividade 
de digitalização. 
32. (CEBRASPE/TC-DF/Analista de Administração Pública/2014) Uma das vantagens da digitalização 
de documentos é preservar o original do manuseio intenso. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
Ao lado de outras indicações, como as listadas abaixo, a preservação do original do manuseio intenso é um 
dos casos recomendados para a aplicação do processo de digitalização. Isso é importante, especialmente, 
para documentos históricos e de valor secundário, que deverão ser preservados de maneira permanente 
(lembrando que, mesmo após digitalizados, os originais de documentos de valor secundário não devem ser 
eliminados). 
Veja outras ocasiões nas quais a digitalização é bem-vinda: 
• Visualização de documentos em alta resolução, permitindo ampliações; 
• Praticidade no manuseio e localização rápida dos arquivos; 
• Redução do risco de fraudes, pela maior transparência na exposição destes documentos; 
• Redução de gastos com cópias; 
• Garantia de preservação e segurança dos documentos originais; 
• Visualização e acesso simultâneo por diferentes usuários (alta demanda). 
33. (CEBRASPE/CNJ/Analista Judiciário/2013) A gestão de documentos não se aplica a documentos 
eletrônicos. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
A gestão de documentos aplica-se a qualquer tipo de documentos. Veja sua definição na Lei 8.159/1991, a 
chamada Lei Nacional de Arquivos, em seu artigo 3o.: 
“Art. 3º Considera-se gestão de documentos o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes 
à sua produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase corrente e intermediária, visando a sua 
eliminação ou recolhimento para guarda permanente.” 
Não há, portanto, nenhum tipo de exclusão em relação a qualquer tipo de documento. 
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34. (CEBRASPE/CADE/Agente Administrativo/2014) No que se refere aos conceitos fundamentais de 
arquivologia, julgue o item subsequente. Um documento de arquivo deve, inicialmente, ser 
submetido ao processo de fase corrente; em seguida, esse documento deve ser digitalizado e, após 
cinco anos, transferido ao arquivo permanente. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
O procedimento estabelecido pelo enunciado não é real. Após o documento transitar pela fase dos arquivos 
correntes ele não deve necessariamente ser digitalizado. A digitalização, se acontecer, pode se dar a 
qualquer momento, desde que traga ganhos para o processo de gestão documental. 
Além disso, não existe o limite estipulado de cinco anos para que o documentos seja recolhido (e não 
transferido, outro erro aqui) para o arquivo permanente. 
A questão tem, portanto, ao menos 3 erros conceituais. 
35. (CEBRASPE/PF/Arquivista/2014) Acerca da certificação digital, julgue o item subsecutivo, com base 
na legislação que regulamenta a ICP-Brasil. De acordo com os procedimentos da ICP-Brasil, a 
assinatura é garantia de que o conteúdo do documento digital será inacessível a quem não possuir 
a chave correspondente para verificar sua integridade. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
A questão trazida pelo enunciado trata da criptografia, e não da assinatura. 
A criptografia é o método de codificação de dados com base em algoritmo específico e chave secreta, de 
forma que somente os usuários autorizados possam restabelecer a forma original dos dados. Dessa forma, a 
criptografia é a garantia de que o conteúdo do documento digital será inacessível a quem não possuir a chave 
correspondente para verificar sua integridade. 
Já a assinatura digital é a modalidade de assinatura eletrônica resultante de uma operação matemática que 
utiliza algoritmos de criptografia e permite aferir, com segurança, a origem e a integridade do documento. 
36. (CEBRASPE/IPHAN/Auxiliar Institucional/2018) Acerca da gestão eletrônica de documentos 
arquivísticos e de sistemas informatizados de gestão arquivística, julgue o item subsecutivo. O uso 
de sistemas informatizados de gestão arquivística de documentos supre a carência de gestão 
documental. 
a) Certo 
b) Errado 
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Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
Ao contrário. Vejamos a definição do SIGAD de acordo com o e-ARQ Brasil: 
O SIGAD é um conjunto de procedimentos e operações técnicas, característico do sistema de gestão 
arquivística de documentos, processado por computador. Pode compreender um software particular, um 
determinado número de softwares integrados, adquiridos ou desenvolvidos por encomenda, ou uma 
combinação destes. O sucesso do SIGAD dependerá, fundamentalmente, da implementação prévia de um 
programa de gestão arquivística de documentos. 
Perceba que, ao final, o e-ARQ deixa claro que mesmo um sistema informatizado de gestão arquivística 
depende, fundamentalmente, de um programa anterior e eficiente de gestão documental, caso contrário, 
não será ele que, sozinho, irá suprir a carência de gestão documental, conforme trazido pelo enunciado. 
37. (CEBRASPE/IPHAN/Auxiliar Institucional/2018) Acerca da gestão eletrônica de documentos 
arquivísticos e de sistemas informatizados de gestão arquivística, julgue o item subsecutivo. É alto 
o custode armazenamento de documentos arquivísticos tramitados em sistemas informatizados 
de gestão arquivística, o que dificulta a adoção desses sistemas. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
Ao contrário do que muitos imaginam, o processo de gestão arquivística informatizado vem acompanhado 
de custos relevantes sobretudo em relação a atividade de armazenamento de documentos. 
De acordo com o e-ARQ Brasil: "além do custo dos dispositivos de armazenamento, devem ser considerados, 
para sua manipulação, os valores dos equipamentos e do software de controle. Pelo previsível alto custo, 
pode-se considerar a possibilidade de terceirização do armazenamento. Nesse caso, porém, surgem outros 
problemas, como garantias legais sobre a custódia, restrições de acesso e capacidade tecnológica. Recursos 
como o uso de criptografia podem impedir o acesso não autorizado, assim como a utilização de checksum 
permite rastrear eventuais comprometimentos de conteúdo". 
Note portanto que o custo de armazenamento e de manipulação dos documentos digitais pode sim ser um 
dificultador na adoção desse tipo de sistema. 
38. (CEBRASPE/IPHAN/Auxiliar Institucional/2018) Acerca da gestão eletrônica de documentos 
arquivísticos e de sistemas informatizados de gestão arquivística, julgue o item subsecutivo. Uma 
vez que cada instituição possui uma realidade arquivística específica, não é possível padronizar 
normas para uso de sistemas informatizados de gestão de documentos. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
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A afirmativa está ERRADA. 
Em verdade as normas utilizadas para uso de sistemas informatizados de gestão de documentos já estão 
padronizadas pois, em grande parte, são as mesmas utilizadas para os documentos físicos, ancoradas nos 
principais princípios e conceitos da Arquivologia. 
Mesmo as normatizações específicas devem seguir um padrão visando a uniformização de procedimentos, 
sua gestão, a busca pela eficiência e o respeito aos princípios da Arquivologia. 
39. (CEBRASPE/IPHAN/Técnico I/2018) Acerca da gestão eletrônica de documentos e da certificação 
digital, julgue o item que se segue. Um sistema informatizado de gestão arquivística de 
documentos (SIGAD) é aplicável a sistemas híbridos, devendo, portanto, ser capaz de gerenciar 
simultaneamente documentos digitais e convencionais. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
De acordo com o e-ARQ Brasil um SIGAD é um conjunto de procedimentos e operações técnicas 
característico do sistema de gestão arquivística de documentos, processado eletronicamente e aplicável em 
ambientes digitais ou híbridos, isto é, composto de documentos digitais e não digitais. 
40. (CEBRASPE/TJ AM/Analista Judiciário/2019) A respeito da criação e aquisição de documentos, 
julgue o item a seguir. A informática foi, e continua a ser, uma das ciências que mais impactaram 
a criação de documentos de arquivo: ela permitiu, entre outras vantagens, a utilização dos tipos 
documentais. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
Ao contrário, a tipologia documental já vem sendo utilizada há séculos, muito antes do surgimento da 
informática. 
 Segundo SILVA e TRANCOSO (2015): “A tipologia documental vem sendo utilizada pela arquivologia como 
consequência dos métodos da diplomática surgida no século XVII para crítica e análise da autenticidade dos 
documentos da Igreja. Hoje a arquivologia se utiliza da diplomática para realizar uma análise dos tipos 
documentais, chamada de análise tipológica, que tem por objetivo analisar o documento de arquivo em sua 
constituição, considerando o suporte, o conteúdo e a estrutura. ” 
Nesse contexto, a informática foi sim uma das ciências que mais impactaram os documentos arquivísticos 
ao longo dos últimos anos, mas certamente não foi a informática que permitiu a utilização dos tipos 
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documentais. Os tipos documentais já existiam antes do surgimento da informática e de sua aplicação aos 
arquivos, sendo assim, os tipos documentais compõem a base da arquivística. 
41. (CEBRASPE/TJ AM/Analista Judiciário/2019) A respeito da criação e aquisição de documentos, 
julgue o item a seguir. A utilização da informática na criação dos documentos de arquivo levou à 
geração de metadados. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
De acordo com o DBTA metadados são dados estruturados e codificados, que descrevem e permitem 
acessar, gerenciar, compreender e/ou preservar outros dados ao longo do tempo. 
Avançando, Lopez afirma que “O metadado é uma das inovações impostas pela informática nos arquivos, 
cumprindo a função de garantir que o documento eletrônico não se transforme apenas em informação 
eletrônica e mantenha sua fidedignidade, assegurando seu valor probatório legal”. 
Veja portanto que, em relação aos metadados, a informática tem sim papel fundamental na geração e 
utilização dos metadados. 
42. (CEBRASPE/ABIN/Oficial Técnico de Inteligência/2018) Acerca de princípios e de conceitos 
arquivísticos, julgue o item que se segue. Entre as principais características do documento de 
arquivo, a autenticidade é a que tem ganhado maior destaque com o cenário digital. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
O princípio da Autenticidade diz respeito à qualidade de um documento e não se relaciona com o seu 
conteúdo. Diz o princípio que o documento não sofreu qualquer tipo de alteração, corrompimento ou 
adulteração. 
Como não se relaciona ao conteúdo, não garante a veracidade, mas apenas que foi de fato criado pela pessoa 
e pelo propósito ali registrados, além de possuir todos os elementos que lhe atribuem a legitimidade para 
que possa exercer a função para a qual foi criado. 
Para Rosely Rondinelli, documentos são autênticos quando “criados e conservados de acordo com 
procedimentos regulares que podem ser comprovados a partir de rotinas estabelecidas”. Note que o 
conceito da Autenticidade se refere não só à criação, mas também à conservação do documento. 
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Nessa direção, no cenário digital, como proposto pelo enunciado, a autenticidade ganha ainda mais 
relevância em face das "facilidades" trazidas pela informática para a forja ou a fraude de documentos 
arquivísticos. 
Para combater esse cenário o e-ARQ Brasil traz uma lista de requisitos que devem ser seguidos por sistemas 
arquivísticos digitais com o objetivo de garantir a autenticidade e confiabilidade do processo e dos 
documentos envolvidos. Os principais requisitos listados são: cópias de segurança, controle de acesso (tanto 
baseado em papéis de usuário como em grupos de usuários), classes de sigilo, trilhas de auditoria de 
sistemas, criptografia para sigilo, assinatura digital e marcas d’água digitais. 
43. (CEBRASPE/ABIN/Oficial Técnico de Inteligência/2018) No que concerne às funções arquivísticas, 
julgue o item subsecutivo. A preservação de documentos digitais de arquivo independe da 
existência de um repositório digital confiável e pode ser feita normalmente 
em storages provisórios. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
Um repositório arquivístico digital é um repositório digital que armazena e gerencia documentos, seja nas 
fases corrente e intermediária, seja na fase permanente. O repositório digital que é capaz de manter 
autênticos os materiais digitais, de preservá-los e prover acesso a elespelo tempo necessário é chamado 
de repositório digital confiável, justamente o que é descartado pelo enunciado da questão. 
Ao contrário do que diz a banca, a implantação de um repositório digital confiável é fundamental para 
assegurar a preservação, o acesso e a autenticidade de longo prazo dos materiais digitais. Portanto, 
a preservação de documentos digitais de arquivo depende da existência de um repositório digital confiável 
e não pode ser substituído por storages provisórios, sejam eles simples HDs ou grandes equipamentos de 
armazenamento de dados. 
44. (CEBRASPE/ABIN/Oficial Técnico de Inteligência/2018) Julgue o item subsequente, relativo aos 
sistemas informatizados de gestão arquivística de documentos. É recomendável que as instituições 
detentoras de acervos permanentes realizem acordos de cooperação com organizações 
especializadas em tecnologia para elaborar projetos de digitalização. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
A questão se baseia em recomendação literal do Conarq presente na publicação "Recomendações para 
Digitalização de Documentos Arquivísticos Permanentes" 
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Diz o organismo arquivístico: “Devido à natureza complexa de um ambiente tecnológico de rápidas 
mudanças e, em geral, de custos elevados para sua implementação e manutenção, sugere-se elaborar 
projetos cooperativos com outras organizações possuidoras de infraestrutura tecnológica e pessoal 
especializado, que ofereçam estrutura tecnológica adequada à captura digital, ao acesso e ao 
armazenamento com garantias de segurança e preservação a longo prazo. ” 
45. (CEBRASPE/ABIN/Oficial Técnico de Inteligência/2018) Julgue o item subsequente, relativo aos 
sistemas informatizados de gestão arquivística de documentos. Redução de espaços físicos e 
ganhos de produtividade são vantagens da geração de documentos arquivísticos digitais, mas 
dificultam o acesso aos estoques de informações e a distribuição de dados e informações. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
Na verdade a redução de espaços físicos e ganhos de produtividade são vantagens da geração de 
documentos arquivísticos digitais, assim como a facilidade de acesso aos estoques de informações e a 
distribuição de dados e informações, agora ao contrário do trazido pelo enunciado. 
De acordo com o Conarq as maiores vantagens do documento arquivístico digital são: 
✓ Economia de espaço físico 
✓ Ganho de produtividade 
✓ Otimização dos fluxos de trabalho 
✓ Facilidade de acesso aos estoques de informação 
✓ Facilidade de geração e distribuição de dados e informações digitais 
46. (CEBRASPE/IPHAN/Técnico I/2018) Acerca da gestão eletrônica de documentos e da certificação 
digital, julgue o item que se segue. Apesar da segurança que o certificado digital proporciona, um 
contrato assinado digitalmente não possui o mesmo valor jurídico que aquele firmado em cartório 
e na presença do tabelião. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
De acordo com o e-ARQ Brasil o certificado digital é o conjunto de dados de computador, gerados por uma 
autoridade certificadora (AC), que se destina a registrar, de forma única, exclusiva e intransferível, a relação 
existente entre uma chave de criptografia e uma pessoa física, jurídica, máquina ou aplicação, dando 
segurança e valor jurídico ao documento, comparável aquele firmado em cartório e na presença do tabelião. 
 
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Veja que conforme a normatização que Institui a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, 
institui-se “a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, para garantir a autenticidade, a 
integridade e a validade jurídica de documentos em forma eletrônica, das aplicações de suporte e das 
aplicações habilitadas que utilizem certificados digitais, bem como a realização de transações eletrônicas 
seguras”. 
47. (CEBRASPE/IPHAN/Técnico I/2018) A respeito do escopo do gerenciamento e da preservação de 
documentos digitais arquivísticos, julgue o item a seguir. Na fase corrente, a preservação digital 
deve estar associada a um repositório digital confiável. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
Na fase corrente e em todas as demais fases do ciclo de vida documental, a preservação digital deve estar 
associada a um repositório digital confiável. 
Um repositório arquivístico digital é um repositório digital que armazena e gerencia documentos, seja nas 
fases corrente e intermediária, seja na fase permanente. O repositório digital que é capaz de manter 
autênticos os materiais digitais, de preservá-los e prover acesso a eles pelo tempo necessário é chamado 
de repositório digital confiável, justamente o que é descartado pelo enunciado da questão. 
A implantação de um repositório digital confiável é fundamental para assegurar a preservação, o acesso e a 
autenticidade de longo prazo dos materiais digitais. Portanto, a preservação de documentos digitais de 
arquivo depende da existência de um repositório digital confiável não podendo nunca, inclusive, ser 
substituído por storages provisórios, sejam eles simples HDs ou grandes equipamentos de armazenamento 
de dados. 
48. (CEBRASPE/SEDF/Técnico de Gestão Educacional/2017) No que se refere à digitalização de 
documentos arquivísticos, julgue o item seguinte. Entre os fatores que determinam a qualidade da 
imagem digital incluem-se as características dos equipamentos, o nível de compressão e a 
resolução óptica adotada no escaneamento. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
Citação literal da publicação "Recomendações para Digitalização de Documentos Arquivísticos Permanentes 
- CONARQ". De acordo com o organismo arquivístico, a qualidade da imagem digital é o resultado dos 
seguintes fatores: 
✓ resolução óptica adotada no escaneamento 
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✓ profundidade de bit 
✓ processos de interpolação (quando utilizados) 
✓ níveis de compressão 
✓ características dos próprios equipamentos e técnicas utilizadas nos procedimentos que resultam no 
objeto digital 
49. (CEBRASPE/TC DF/Analista de Administração Pública/2014) A respeito dos sistemas 
informatizados de gestão arquivística de documentos (SIGAD), julgue o item. A captura, o 
armazenamento, a indexação e a recuperação de todos os tipos de documentos arquivísticos são 
requisitos que caracterizam um SIGAD. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
De acordo com o e-ARQ Brasil os requisitos arquivísticos que caracterizam um SIGAD são a captura, o 
armazenamento, a indexação e a recuperação de todos os tipos de documentos arquivísticos. 
50. (CEBRASPE/TC DF/Analista de Administração Pública/2014) A respeito dos sistemas 
informatizados de gestão arquivística de documentos (SIGAD), julgue o item. A integração de 
documentos digitais com os documentos convencionais constitui um dos objetivos do SIGAD. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
De acordo com o e-ARQ Brasil o SIGAD é um conjunto de procedimentos e operações técnicas característico 
do sistema de gestão arquivística de documentos, processado eletronicamente e aplicável em ambientes 
digitais ou híbridos, isto é, composto de documentos digitais e não digitais. 
Dessa forma, considerando que a premissa é que o SIGAD atue em sistemas híbridos, é natural admitir que 
a integração de documentos digitais comem provas e diferem das definições trazidas, por exemplo, 
pelo Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística (DBTA): 
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Definições 
Art. 3º Para fins do disposto neste Decreto, considera-se: 
I - documento digitalizado - representante digital do processo de digitalização do 
documento físico e seus metadados; 
II - metadados - dados estruturados que permitem classificar, descrever e gerenciar 
documentos; 
III - documento público - documentos produzidos ou recebidos por pessoas jurídicas de 
direito público interno ou por entidades privadas encarregadas da gestão de serviços 
públicos; e 
IV - integridade - estado dos documentos que não foram corrompidos ou alterados de 
forma não autorizada. 
 Agora, entrando na parte mais prática do processo, o Decreto lista quais as propriedades 
documentais que a digitalização deve assegurar. São elas: integridade, rastreabilidade/auditabilidade, 
qualidade/legibilidade, confidencialidade e interoperabilidade. 
Regras gerais de digitalização 
Art. 4º Os procedimentos e as tecnologias utilizados na digitalização de documentos físicos 
devem assegurar: 
I - a integridade e a confiabilidade do documento digitalizado; 
II - a rastreabilidade e a auditabilidade dos procedimentos empregados; 
III - o emprego dos padrões técnicos de digitalização para garantir a qualidade da imagem, 
da legibilidade e do uso do documento digitalizado; 
IV - a confidencialidade, quando aplicável; e 
V - a interoperabilidade entre sistemas informatizados. 
 Em complemento, traz ainda os requisitos que o documento digitalizado deve ter para se equiparar 
ao físico do ponto de vista legal, quando envolvendo entidades públicas. Os requisitos compreendem a 
certificação digital no padrão ICP-Brasil e os padrões técnicos mínimos de resolução, cor, formato e 
metadados disponíveis, tudo listado nos Anexos do Decreto. 
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Requisitos na digitalização que envolva entidades públicas 
Art. 5º O documento digitalizado destinado a se equiparar a documento físico para todos 
os efeitos legais e para a comprovação de qualquer ato perante pessoa jurídica de direito 
público interno deverá: 
I - ser assinado digitalmente com certificação digital no padrão da Infraestrutura de Chaves 
Públicas Brasileira - ICP-Brasil, de modo a garantir a autoria da digitalização e a integridade 
do documento e de seus metadados; 
II - seguir os padrões técnicos mínimos previstos no Anexo I; e 
III - conter, no mínimo, os metadados especificados no Anexo II. 
 Na sequência a norma traz os requisitos que regem a relação entre particulares que, na verdade, os 
delega para acordo entre as partes ou, na sua ausência, remete para os mesmos requisitos impostos as 
entidades públicas. 
Requisito na digitalização entre particulares 
Art. 6º Na hipótese de documento que envolva relações entre particulares, qualquer meio 
de comprovação da autoria, da integridade e, se necessário, da confidencialidade de 
documentos digitalizados será válido, desde que escolhido de comum acordo pelas partes 
ou aceito pela pessoa a quem for oposto o documento. 
Parágrafo único. Na hipótese não ter havido acordo prévio entre as partes, aplica-se o 
disposto no art. 5º. 
 O artigo seguinte (7º) traz ponto muito importante sob a ótica da eficiência. Obriga o interessado na 
digitalização dos documentos a realizar processo prévio de avaliação documental, para que documentos 
com prazos próximos de eliminação não sejam desnecessariamente digitalizados, onerando ainda mais o 
órgão público ou o eventual interessado. 
 
Desnecessidade da digitalização 
Art. 7º A digitalização de documentos por pessoas jurídicas de direito público interno será 
precedida da avaliação dos conjuntos documentais, conforme estabelecido em tabelas de 
temporalidade e destinação de documentos, de modo a identificar previamente os que 
devem ser encaminhados para descarte. 
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 O artigo seguinte mostra que a digitalização pode ser feita tanto por quem tiver a posse do 
documento como por terceiro, desde que garantidas as respectivas responsabilidades e condições de 
segurança e proteção de dados. 
Responsabilidade pela digitalização 
Art. 8º O processo de digitalização poderá ser realizado pelo possuidor do documento físico 
ou por terceiros. 
§ 1º Cabe ao possuidor do documento físico a responsabilidade perante terceiros pela 
conformidade do processo de digitalização ao disposto neste Decreto. 
§ 2º Na hipótese de contratação de terceiros pela administração pública federal, o 
instrumento contratual preverá: 
I - a responsabilidade integral do contratado perante a administração pública federal e a 
responsabilidade solidária e ilimitada em relação ao terceiro prejudicado por culpa ou dolo; 
e 
II - os requisitos de segurança da informação e de proteção de dados, nos termos da 
legislação vigente. 
 Caminhando para seu final o Decreto mantém a condição de descarte apenas para os documentos 
físicos já digitalizados e que não possuam valor histórico. Daí em diante, para suas versões digitalizadas 
deverão ser observados os prazos de guarda já previstos nas tabelas de temporalidade. 
 Os documentos históricos continuam destinados a guarda permanente em suas versões físicas, pré 
digitalização, o que não impede que, mesmo assim, sejam digitalizados para sua própria preservação. 
 Salienta ainda o Decreto que o armazenamento digital deverá garantir tanto proteção contra acesso 
e alteração indevidos como a correta indexação que garanta a localização e devida gestão do documento: 
Descarte dos documentos físicos 
Art. 9º Após o processo de digitalização realizado conforme este Decreto, o documento 
físico poderá ser descartado, ressalvado aquele que apresente conteúdo de valor 
histórico. 
Manutenção dos documentos digitalizados 
Art. 10. O armazenamento de documentos digitalizados assegurará: 
I - a proteção do documento digitalizado contra alteração, destruição e, quando cabível, 
contra o acesso e a reprodução não autorizados; e 
II - a indexação de metadados que possibilitem a localização e o gerenciamento do 
documento digitalizado; e a conferência do processo de digitalização adotado. 
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Preservação dos documentos digitalizados 
Art. 11. Os documentos digitalizados sem valor histórico serão preservados, no mínimo, 
até o transcurso dos prazos de prescrição ou decadência dos direitos a que se referem. 
Preservação de documento digitalizados e entes públicos 
Art. 12. As pessoas jurídicas de direito público interno observarão o disposto na Lei nº 
8.159, de 8 de janeiro de 1991, e nas tabelas de temporalidade e destinação de 
documentos aprovadas pelas instituições arquivísticas públicas, no âmbito de suas 
competências, observadas as diretrizes do Conselho Nacional de Arquivos - Conarq quanto 
à temporalidade de guarda, à destinação e à preservação de documentos. 
 
(OBJETIVA/Pref. Mun. Santa Maria-RS/Arquivista/2021) De acordo com a Lei nº 12.682/2012, entende-se 
por digitalização: 
a) A conservação física das mídias digitais armazenadas em banco de dados. 
b) A conservação física das mídias digitais armazenadas em banco de dados. 
c) O sistema informatizado contido nos gerenciadores de bancos de dados. 
d) Aos documentos convencionais seja um dos principais objetivos do 
SIGAD. 
51. (CEBRASPE/TC DF/Analista de Administração Pública/2014) A respeito dos sistemas 
informatizados de gestão arquivística de documentos (SIGAD), julgue o item. O SIGAD abrange os 
documentos armazenados nos arquivos permanentes. 
a) Certo 
b) Errado 
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==1b49a5==
 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
De acordo com a Lei 8.159/1991 em seu artigo 3o, considera-se gestão de documentos o conjunto de 
procedimentos e operações técnicas referentes à sua produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento 
em fase corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente. 
O SIGAD, por sua vez e de acordo com o e-ARQ Brasil é um conjunto de procedimentos e operações técnicas, 
característico do sistema de gestão arquivística de documentos, processado por computador. Pode 
compreender um software particular, um determinado número de softwares integrados, adquiridos ou 
desenvolvidos por encomenda, ou uma combinação destes. 
Dessa forma, considerando que o SIGAD é um sistema de gestão arquivística de documentos e que a gestão 
de documentos se aplica as fases corrente e intermediária, conclui-se que o SIGAD não abrange os 
documentos armazenados nos arquivos permanentes. 
52. (CEBRASPE/ANATEL/Técnico Administrativo/2014) Julgue o próximo item, relativo à digitalização 
de documentos de arquivo. A digitalização de documentos de arquivo é dirigida ao acesso, à 
difusão e à preservação do acervo documental. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
De acordo com o DBTA a digitalização é o processo de conversão de um documento para o formato digital 
por meio de dispositivo apropriado, como um escâner. 
Indo adiante, com base no CONARQ, a digitalização de acervos é uma das ferramentas essenciais ao acesso e 
à difusão dos acervos arquivísticos, além de contribuir para a sua preservação, uma vez que restringe o 
manuseio aos originais, constituindo-se como instrumento capaz de dar acesso simultâneo local ou remoto 
aos seus representantes digitais como os documentos textuais, cartográficos e iconográficos em suportes 
convencionais, objeto desta recomendação. 
Portanto, conforme traz a banca, a digitalização de documentos de arquivo é mesmo dirigida ao acesso, à 
difusão e à preservação do acervo documental. 
53. (CEBRASPE/SEDF/Técnico de Gestão Educacional/2017) A respeito da microfilmagem de 
documentos de arquivo, julgue o item subsequente. A liberação do espaço ocupado anteriormente 
por documentos em suporte papel é o objetivo primordial da microfilmagem. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentário: 
A afirmativa está ERRADA. 
Ricardo Campanario
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O principal objetivo da microfilmagem é a preservação e o acesso ao documento e não a liberação de espaço 
anteriormente ocupado por documentos em papel. Para exemplificar, a microfilmagem de documentos com 
valor secundário não exime o custodiador de preservar o original em papel. 
54. (CEBRASPE/SEDF/Técnico de Gestão Educacional/2017) A respeito da microfilmagem de 
documentos de arquivo, julgue o item subsequente. A eliminação de microfilmes deve ser feita 
por meio da destruição mecânica, devendo a incineração ser descartada para evitar que o material 
do microfilme polua o ambiente. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentário: 
A afirmativa está ERRADA. 
De acordo com a Lei 5.433 os documentos microfilmados poderão ser destruídos inclusive por meio da 
incineração: 
Art. 1º É autorizada, em todo o território nacional, a microfilmagem de documentos 
particulares e oficiais arquivados, estes de órgãos federais, estaduais e municipais. 
§ 1º Os microfilmes de que trata esta Lei, assim como as certidões, os traslados e as cópias 
fotográficas obtidas diretamente dos filmes produzirão os mesmos efeitos legais dos 
documentos originais em juízo ou fora dele. 
§ 2º Os documentos microfilmados poderão, a critério da autoridade competente, ser 
eliminados por incineração, destruição mecânica ou por outro processo adequado que 
assegure a sua desintegração. 
55. (CEBRASPE/SEDF/Analista de Gestão Educacional/2017) A respeito dos sistemas informatizados de 
gestão arquivística de documentos, julgue o item seguinte. A técnica da microfilmagem tem como 
limitação a dificuldade de acesso múltiplo, uma das vantagens da digitalização de documentos. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentário: 
A afirmativa está CORRETA. 
A microfilmagem de documentos é uma metodologia utilizada especialmente para a preservação da 
informação e da imagem documental em microfilme. 
A digitalização por sua vez, consiste na captura de imagem documental gerando mídia tecnológica 
possibilitando rapidez no acesso a partir do gerenciamento eletrônico das imagens. 
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146
 
Dessa forma, na microfilmagem é gerada uma única microficha, sem condições de mais de um acesso por 
vez. Já na digitalização, temos várias possibilidades de acesso simultâneo. 
Segundo o CONARQ, a digitalização de acervos é uma das ferramentas essenciais ao acesso e à difusão dos 
acervos arquivísticos, além de contribuir para a sua preservação, uma vez que restringe o manuseio aos 
originais, constituindo-se como instrumento capaz de dar acesso simultâneo local ou remoto aos seus 
representantes digitais. 
56. (CEBRASPE/FUB/Técnico/2015) Julgue o item seguinte acerca das tecnologias aplicadas aos 
arquivos. O uso de microfilmes contribui para que a recuperação da informação ocorra de maneira 
ágil. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentário: 
A afirmativa está CORRETA. 
Muita atenção com essa questão pois ela tem uma pegadinha muito sutil. 
A microfilmagem é uma técnica que permite criar uma cópia do documento em formato micrográfico. 
Consiste na captação da imagem através de processo fotográfico. Esse sistema ainda permite a conversão 
do microfilme em imagem digital, possibilitando rapidez no acesso à informação a partir do gerenciamento 
eletrônico de documentos, ou seja, a consulta diretamente no seu computador. 
Note que o microfilme contempla o acesso rápido à informação contida no documento, e não ao documento 
em si. 
Fique atento pois é comum o CEBRASPE considerar incorreta a afirmação de que a microfilmagem garante o 
acesso rápido "aos documentos" em geral, ao contrário do acesso rápido a informação. 
Aliás, em relação ao acesso aos documentos é comum considerá-lo uma das desvantagens da microfilmagem 
pois o acesso é normalmente vagaroso e feito um a um. 
57. (CEBRASPE/MPOG/Arquivista/2015) Acerca da microfilmagem de documentos de arquivo, julgue 
o item subsequente. Documentos oficiais ou públicos de trâmite concluído, uma vez 
microfilmados, podem ser eliminados. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentário: 
A afirmativa está ERRADA. 
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De acordo com os artigos 12 e 13 do Decreto 1799/1996, nem todos os Documentos oficiais ou públicos de 
trâmite concluído, uma vez microfilmados, podem ser eliminados. Confira abaixo: 
Art. 12. A eliminação de documentos, após a microfilmagem, dar-se-á por meios que 
garantam sua inutilização, sendo a mesma precedida de lavratura de termo próprio e após 
a revisão e a extração de filme cópia. 
Parágrafo único. A eliminação de documentosoficiais ou públicos só deverá ocorrer se 
prevista na tabela de temporalidade do órgão, aprovada pela autoridade competente na 
esfera de sua atuação e respeitado o disposto no art. 9° da Lei n° 8.159, de 8 de janeiro de 
1991. 
Art. 13. Os documentos oficiais ou públicos, com valor de guarda permanente, não poderão 
ser eliminados após a microfilmagem, devendo ser recolhidos ao arquivo público de sua 
esfera de atuação ou preservados pelo próprio órgão detentor. 
58. (CEBRASPE/MTE/Agente Administrativo/2014) No que diz respeito a tipologias documentais e a 
suportes físicos, julgue o item subsequente. A microfilmagem, que garante a autenticidade de 
documentos, é uma maneira legalmente aceita de substituição do suporte documental. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentário: 
A afirmativa está CORRETA. 
De acordo com o artigo 1o da Le 5.433 de 1968 sim: a microfilmagem é uma maneira legalmente aceita de 
substituição do suporte documental. Veja abaixo: 
Art. 1º É autorizada, em todo o território nacional, a microfilmagem de documentos 
particulares e oficiais arquivados, estes de órgãos federais, estaduais e municipais. 
§ 1º Os microfilmes de que trata esta Lei, assim como as certidões, os traslados e as cópias 
fotográficas obtidas diretamente dos filmes produzirão os mesmos efeitos legais dos 
documentos originais em juízo ou fora dele. 
59. (CEBRASPE/TC DF/Técnico de Administração Pública/2014) A respeito de microfilmagem, 
automação e preservação dos documentos de arquivo, julgue o próximo item. A microfilmagem, 
técnica de custo elevado, deve ser realizada em grandes volumes documentais cujo prazo de 
guarda seja longo. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentário: 
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A afirmativa está CORRETA. 
A microfilmagem é um processo realizado mediante captação da imagem por meio fotográfico ou eletrônico, 
tendo como objetivos principais reduzir o tamanho do acervo e preservar os documentos originais. Tal 
processo de fato tem um custo significativo e deve ter sua realização evitada em documentos prestes a serem 
eliminados ou com curtos prazos de guarda. 
A microfilmagem é mais indicada para grande conjunto documental com longo prazo de guarda, com valor 
fiscal e legal e demanda relativamente pequena, que não exige acesso múltiplo e simultâneo, 
pois apresenta elevado custo de produção e alguma dificuldade no manuseio e acesso. 
60. (CEBRASPE/TJ AM/Analista Judiciário/2019) Julgue o item a seguir, acerca da microfilmagem de 
documentos de arquivo. A figura a seguir ilustra a sinalética utilizada para indicar encadernação 
defeituosa. 
a) Certo 
b) Errado 
 
Comentário: 
A afirmativa está CORRETA. 
Segundo a Resolução 10/1999 do Conarq a figura trazida pela banca realmente sinaliza texto deteriorado 
e/ou encadernação defeituosa. Veja a seguir: 
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61. (QUADRIX/CRM-AC/Assistente Administrativo/2019) A digitalização dos documentos destinados 
ao arquivamento só deve ser feita para os documentos mais vulneráveis à deterioração pela ação 
do tempo, no caso em que, ocorrendo, a organização estará sujeita a penalidades. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
Não há restrições em relação a que tipo de documento deva passar pelo processo de digitalização. Na 
verdade, o mais importante é que antes de qualquer processo de digitalização os documentos passem pela 
atividade de avaliação para que se possa determinar a sua destinação final. Digitalizar documentos, por 
exemplo, que serão eliminados em futuro próximo, provavelmente não é uma boa decisão em função do 
custo da atividade de digitalização. Dentro desse contexto porém, os documentos mais sujeitos à 
deterioração pela ação do tempo certamente são bons candidatos ao processo de digitalização, mas não 
apenas eles, já que o processo é aberto e extensível a qualquer tipo de documento, cabendo a organização 
produtora ou acumuladora tomar a decisão. 
62. (VUNESP/Pref. Itapevi-SP/Analista Documental Arquivologia/2019) O conjunto de procedimentos 
e operações técnicas característico de gestão arquivística de documentos, processado 
eletronicamente e aplicável em ambientes digitais ou em ambientes híbridos, isto é, em que 
existem documentos digitais e não digitais ao mesmo tempo, é o: 
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a) SGBD. 
b) SIGAD. 
c) PDF/A. 
d) OCR. 
e) DOI. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. O SGBD é um Sistema Gerenciador de Banco de Dados. Segundo o e-ARQ 
Brasil (2011), é “software que implementa o banco de dados e permite a realização de operações de 
manipulação de dados (inclusão, alteração, exclusão, consulta) e administrativas (gestão de usuários, cópia 
e restauração de dados, alterações no modelo de dados)”. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. É uma ótima definição do SIGAD. Note que cita os 
"procedimentos e operações técnicas", o "processamento eletrônico", e a aplicação em ambientes somente 
"digitais" ou "´híbridos". 
A alternativa C está incorreta. O PDF (Portable Document Format/Archive) é um formato de arquivo 
eletrônico muito utilizado em organizações públicas e privadas devido aos seus recursos e facilidade de 
exibição e compartilhamento. É possível incluir proteção no arquivo para restringir edições, de modo a 
aumentar a confidencialidade e integridade dos documentos. 
A alternativa D está incorreta. O OCR (optical character recognition) é uma tecnologia de reconhecimento 
óptico de caracteres dos arquivos, criando assim textos editáveis. Por exemplo, ao escanear a página de um 
livro impresso em formato imagem, pode-se utilizar OCR posteriormente para que o texto seja reconhecido, 
facilitando assim a busca por determinados termos. 
A alternativa E está incorreta. O DOI (Digital Object Identifier) é um identificador único para objetos digitais, 
como por exemplo, artigos, livros e outras publicações científicas disponíveis na web, de forma a preservar 
a autenticidade dos arquivos. 
63. (QUADRIX/CONRERP-2 (SP PR)/Assistente Administrativo/2019) A digitalização dos documentos 
destinados ao arquivo morto é importante para possibilitar a inutilização ou incineração desses 
documentos. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
Em primeiro lugar, o fato do documento ter sido digitalizado não quer dizer que seu original poderá ser 
eliminado. Os documentos de valor secundário e de guarda permanente, por exemplo, mesmo após 
digitalizados, precisam ter os seus originais preservados. 
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Dessa forma, a digitalização, embora muitas vezes importante pelo caráter preventivo, não justifica por si só 
a destruição da versão original do documento. 
Além disso, o procedimento correto para a inutilização de documentos é a fragmentação manual ou 
mecânica do papel para reciclagem e nunca a incineração, o que também contraria o enunciado 
apresentado. 
Note ainda na questão a utilização do termo arquivo "morto" no lugar de "permanente", tema polêmico na 
comunidade de arquivologia. 
64. (FCC/TRT - 11a Região/Apoio Especializado Arquivologia/2017) O e-ARQ Brasil, elaborado pelo 
Conselho Nacional de Arquivos (Rio de Janeiro, 2011), estabelece requisitos para os sistemas 
informatizados de gestão arquivística de documentos. Considere,em relação à aplicação da tabela 
de temporalidade e à destinação de documentos, as seguintes afirmações: 
 
I. Quando um documento digital estiver associado a mais de um processo ou dossiê, o sistema 
deverá criar um registro para cada referência desse documento, e cada registro estará vinculado 
ao mesmo objeto digital. 
 
II. Quando um documento digital estiver associado a mais de um processo ou dossiê, e tiver prazos 
de guarda diferentes associados a ele, o sistema deverá verificar automaticamente todos os prazos 
de guarda e as destinações previstas para esse documento, garantindo que ele seja mantido em 
cada processo ou dossiê pelo tempo definido na tabela de temporalidade e destinação de 
documentos. 
 
III. No momento da eliminação, o objeto digital não poderá ser eliminado sem que antes se 
verifique a temporalidade de todas as referências associadas a ele. O objeto digital só poderá ser 
eliminado quando os prazos de guarda de todas as referências tiverem sido cumpridos. Antes 
disso, só se pode fazer a eliminação de cada registro individualmente. 
 
Está correto o que se afirma em: 
a) I, II e III. 
b) I e II, apenas. 
c) I e III, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) III, apenas. 
Comentários: 
Vamos analisar cada uma das afirmativas antes de buscar a alternativa correta. 
I. Quando um documento digital estiver associado a mais de um processo ou dossiê, o sistema deverá criar 
um registro para cada referência desse documento, e cada registro estará vinculado ao mesmo objeto digital. 
- CORRETO. O sistema deve ser capaz de registrar os vínculos do documento digital com cada um dos 
processos ou dossiês com os quais ele estiver associado. 
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II. Quando um documento digital estiver associado a mais de um processo ou dossiê, e tiver prazos de guarda 
diferentes associados a ele, o sistema deverá verificar automaticamente todos os prazos de guarda e as 
destinações previstas para esse documento, garantindo que ele seja mantido em cada processo ou dossiê 
pelo tempo definido na tabela de temporalidade e destinação de documentos. - CORRETO. O sistema deve 
ser capaz de identificar e alertar o usuário sobre os diferentes prazos de guarda e/ou destinação, permitindo 
que o documento digital cumpra todos eles, junto aos diferentes processos e/ou dossiês aos quais está 
associado. A alternativa seguinte exemplifica muito bem essa questão. 
III. No momento da eliminação, o objeto digital não poderá ser eliminado sem que antes se verifique a 
temporalidade de todas as referências associadas a ele. O objeto digital só poderá ser eliminado quando os 
prazos de guarda de todas as referências tiverem sido cumpridos. Antes disso, só se pode fazer a eliminação 
de cada registro individualmente. CORRETO. Esta afirmativa tem ligação direta com a anterior. O documento 
digital só poderá ser eliminado individualmente, permanecendo vinculado aos demais processos e/ou 
dossiês que possuem prazos de guarda mais extensos ou mesmo que preveem guarda permanente. Neste 
último caso não serão nunca eliminados, mesmo que a destinação de outros processos e/ou dossiês aos 
quais estivessem atrelados fossem a eliminação após o cumprimento dos respectivos prazos de guarda. 
Desta forma as afirmativas I, II e III estão corretas. 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
65. (FCC/TRT - 11a Região/Apoio Especializado Arquivologia/2017) No âmbito da preservação de 
documentos digitais, emulação é: 
a) o processo de transferência de dados de um sistema informatizado para outro, independentemente de 
eventuais conversões. 
b) a estratégia que se baseia no uso de recursos computacionais para fazer com que uma nova tecnologia 
possa funcionar com as características de outra que se tornou obsoleta. 
c) a técnica de migração que consiste em mudar a maneira como se apresenta um documento para fins de 
acesso ou manutenção dos dados nele contidos. 
d) o processo de conversão de um documento para o formato analógico, por meio de dispositivo apropriado. 
e) o rastreamento de intervenções ou tentativas de intervenções feitas no sistema computacional. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. Essa é a definição do processo de exportação de dados, que admite ou não 
conversões. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Segundo o Modelo de Requisitos para Sistemas 
Informatizados de Gestão Arquivística de Documentos, emulação é a estratégia de preservação digital que 
se baseia na utilização de recursos computacionais para fazer uma tecnologia atual funcionar com as 
características de uma obsoleta, aceitando as mesmas entradas e produzindo as mesmas saídas, literalmente 
o que a banca traz na alternativa correta. 
A alternativa C está incorreta. Esse é o processo de reformatação, técnica de migração que consiste na 
mudança da forma de apresentação de um documento para fins de acesso ou preservação dos dados, como, 
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por exemplo, a impressão ou transformação de documentos digitais em microfilme (tecnologia COM) ou a 
transferência de documentos de um sistema computacional para uma mídia móvel (tecnologia COLD). 
A alternativa D está incorreta. Essa é quase a definição de digitalização, trocando o termo "formato digital" 
por "formato analógico". 
A alternativa E está incorreta. Desta feita o examinador está se referindo à trilha de auditoria que é o 
conjunto de informações registradas que permite o rastreamento de intervenções ou tentativas de 
intervenção no documento arquivístico digital ou no sistema computacional. 
66. (FCC/MANAUSPREV/Analista Previdenciário Arquivologia/2015) O modelo de requisitos destinado 
a fornecer, na área arquivística brasileira, especificações (técnicas e funcionais) e metadados que 
orientem a aquisição e o desenvolvimento de sistemas informatizados, independentemente da 
plataforma tecnológica em que forem desenvolvidos ou implantados, é conhecido como: 
a) e-ARQ Brasil. 
b) NOBRADE. 
c) ISAD(G). 
d) EAD. 
e) SINAR. 
Comentários: 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. O enunciado refere-se claramente ao e-ARQ Brasil, 
uma especificação de requisitos a serem cumpridos pela organização produtora/recebedora de documentos, 
pelo sistema de gestão arquivística e pelos próprios documentos, a fim de garantir sua confiabilidade e 
autenticidade, assim como sua acessibilidade. 
 
O e-ARQ Brasil estabelece requisitos mínimos para um Sistema Informatizado de Gestão Arquivística de 
Documentos (SIGAD), independentemente da plataforma tecnológica em que for desenvolvido e/ou 
implantado. 
A alternativa B está incorreta. NOBRADE é a Norma Brasileira de Descrição Arquivística. Não tem qualquer 
relação com o tema. 
A alternativa C está incorreta. ISAD(G) é uma norma internacional de descrição arquivística. Não tem 
qualquer relação com a questão em tela. 
A alternativa D está incorreta. EAD é a sigla utilizada para representar Educação a Distância. É uma forma de 
ensino/aprendizagem mediados por tecnologias que permitem que o professor e o aluno estejam em 
ambientes físicos diferentes. Também sem relação com a questão. 
A alternativa E está incorreta. O SINAR é o Sistema Nacional de Arquivos. Também não tem relação qualquer 
com o enunciado. 
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67. (FCC/TRT 3a Região/Apoio Especializado Arquivologia/2015) A preservação de documentos em 
suporte-papel implica, principalmente, sua proteção contra agentes químicos e biológicos,enquanto que a preservação do documento digital depende: 
a) da existência prévia do documento em suporte-papel. 
b) da realização diária de downloads. 
c) do uso de fontes adequadas. 
d) da solicitação antecipada de copyright. 
e) da atualização de equipamentos. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. A preservação do documento digital independe da existência prévia do 
documento em suporte papel. 
A alternativa B está incorreta. A preservação do documento digital não está vinculada a realização diária de 
downloads. 
A alternativa C está incorreta. A preservação do documento digital também não está vinculada ao uso de 
fontes adequadas. 
A alternativa D está incorreta. Não há relação entre a solicitação antecipada de copyright e a preservação 
de documentos em formato digital. 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. Segundo o e-ARQ Brasil, os documentos arquivísticos 
têm de se manter acessíveis e utilizáveis pelo tempo que for necessário, garantindo-se sua longevidade, 
funcionalidade e acesso contínuo. 
Devem ser asseguradas as características dos documentos, tais como autenticidade e acessibilidade, pela 
adoção de estratégias institucionais e técnicas proativas de produção e preservação que garantam sua 
perenidade. Essas estratégias são estabelecidas por uma política de preservação. 
 
Tradicionalmente, a preservação de documentos arquivísticos concentra-se na obtenção da estabilidade do 
suporte da informação. Nos documentos convencionais, conteúdo e suporte estão intrinsecamente ligados, 
de modo que a manutenção do suporte garante a preservação do documento. 
Por outro lado, nos documentos digitais, o foco da preservação é a manutenção do acesso, que pode implicar 
mudança de suporte e formato, bem como atualização do ambiente tecnológico. Para completar, a 
fragilidade do suporte digital e a obsolescência tecnológica de hardware, software e formato exigem 
intervenções periódicas. 
68. (FCC/TRT 3a Região/Apoio Especializado Arquivologia/2015) O e-ARQ Brasil − modelo de 
requisitos para sistemas informatizados de gestão arquivista de documentos estabeleceu 
metadados para uma série de entidades: documento, evento de gestão, classe, agente, 
componente digital e evento de preservação. Quanto ao tipo de meio, o documento pode ser: 
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a) manuscrito, impresso ou desenhado. 
b) textual, sonoro ou iconográfico. 
c) digital, não digital ou híbrido. 
d) bibliográfico, museológico ou arquivístico. 
e) manual, mecânico ou misto. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. Os Tipos de Meio estabelecidos pelo e-ARQ em seu item 1.8 são digital, não 
digital ou híbrido. 
A alternativa B está incorreta. Os Tipos de Meio estabelecidos pelo e-ARQ em seu item 1.8 são digital, não 
digital ou híbrido. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. O item 1.8 do e-ARQ estabelece os Tipos de Meio 
possíveis para um documento. São eles: digital, não digital ou híbrido. 
Veja abaixo: 
 
A alternativa D está incorreta. Os Tipos de Meio estabelecidos pelo e-ARQ em seu item 1.8 são digital, não 
digital ou híbrido. 
A alternativa E está incorreta. Os Tipos de Meio estabelecidos pelo e-ARQ em seu item 1.8 são digital, não 
digital ou híbrido. 
69. (VUNESP/CRO-SP/Assistente Administrativo/2015) Assinale a alternativa que apresenta 
corretamente a solução de tecnologia da informação para gestão arquivística que controla o ciclo 
de vida dos documentos. 
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a) OWL. 
b) HTML. 
c) RDF. 
d) SIGAD. 
e) XML. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. OWL é uma extensão de documentos de arquivo eletrônico. 
A alternativa B está incorreta. HTML também é uma extensão de documentos de arquivo eletrônico. 
A alternativa C está incorreta. RDF é, mais uma vez, uma extensão de documentos de arquivo eletrônico. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. O SIGAD pode ser considerado um conjunto de 
procedimentos e operações técnicas que visam o controle do ciclo de vida dos documentos, desde a 
produção até a destinação final, seguindo os princípios da gestão arquivística de documentos e apoiado em 
um sistema informatizado, dessa forma, trata os documentos de maneira temporal e orgânica e não 
compartimentada. 
A alternativa E está incorreta. Por fim, XML é de novo uma extensão de documentos de arquivo eletrônico. 
70. (QUADRIX/CRA-PR/Secretária I/2019) Captura é uma tecnologia relacionada ao gerenciamento 
eletrônico de documentos que propicia a conversão de documentos do meio físico para o digital. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
A banca está conferindo à captura o significado de digitalização. 
A captura consiste em declarar um documento como um documento arquivístico, incorporando-o ao sistema 
de gestão arquivística por meio das seguintes ações: 
• registro; 
• classificação; 
• indexação; 
• atribuição de restrição de acesso; 
• arquivamento. 
Os objetivos da captura são: 
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• identificar o documento como documento arquivístico; 
• demonstrar a relação orgânica dos documentos. 
71. (VUNESP/FUNDUNESP/Historiógrafo/2016) De acordo com o CONARQ, uma vez reconhecida como 
documento arquivístico, a mensagem de correio eletrônico corporativo deverá ser dotada das 
qualidades inerentes a esse documento, quais sejam: organicidade, unicidade, confiabilidade, 
autenticidade e acessibilidade. Nesse sentido, são documentos arquivísticos as mensagens de 
correio eletrônico corporativo: 
a) cujo conteúdo é de caráter pessoal, sem relação com as atividades do órgão ou entidade. 
b) cujo conteúdo se refere a correntes, propagandas, promoções e afins. 
c) cujo conteúdo inicia, autoriza ou completa uma ação de um órgão ou entidade. 
d) enviadas para grupos de trabalho ou coordenações, com a finalidade de informação. 
e) com material de referência, isto é, documentos usados para subsídio teórico no desenvolvimento de uma 
atividade. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. Não é um documento eletrônico. Veja a explicação na alternativa correta. 
A alternativa B está incorreta. Não é um documento eletrônico. Veja a explicação na alternativa correta. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Veja as situações nas quais a ONU (Organização das 
Nações Unidas) identifica a mensagem eletrônica como um documento arquivístico: 
- mensagem cujo conteúdo inicia, autoriza ou completa uma ação de um órgão ou entidade. 
- mensagem trocada entre pessoas da mesma equipe ou de outras equipes, em trabalho conjunto, e cujo 
conteúdo se refere à atividade do órgão ou entidade. 
- mensagem recebida de fonte externa (pessoa física ou jurídica) que compõe um documento arquivístico 
oficial. 
- mensagem cujo conteúdo refere-se à pauta ou registro de reunião. 
- mensagem cujo conteúdo é nota, relatório final ou recomendação para uma ação em desenvolvimento ou 
finalizada. 
Há também situações em que a ONU considera que a mensagem eletrônica não é um documento 
arquivístico: 
- mensagem cujo conteúdo é de caráter pessoal (não tem relação com as atividades do órgão ou entidade). 
- mensagem cujo conteúdo se refere a “correntes”, propagandas, promoções e afins. 
- cópia de mensagem enviada para grupos de trabalho ou coordenações, com a única finalidade de 
referência ou informação. 
- material de referência, isto é, documentos usados apenas para subsídio teórico no desenvolvimento deuma atividade. 
A alternativa D está incorreta. Não é um documento eletrônico. Veja a explicação na alternativa correta. 
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A alternativa E está incorreta. Não é um documento eletrônico. Veja a explicação na alternativa correta. 
72. (FCC/MANAUSPREV/Analista Previdenciário/2015) De acordo com a Câmara Técnica de 
Documentos Eletrônicos do Conselho Nacional de Arquivos, o sistema de controles que se estende 
por todo o ciclo de vida dos documentos, assegurando sua autenticidade ao longo do tempo, 
configura a chamada: 
a) linha de temporalidade. 
b) teoria das três idades. 
c) cadeia de preservação. 
d) jurisdição arquivística. 
e) integridade arquivística. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. Linha de temporalidade não é um conceito apresentado nem no DBTA e nem 
no Glossário da CTDE, do Conarq. Possivelmente está aí apenas para confundir o candidato com o termo 
Tabela de Temporalidade, que também não tem qualquer relação com o tema abordado. 
A alternativa B está incorreta. Segundo o DBTA a teoria das três idades é a teoria de acordo com a qual os 
arquivos são considerados arquivos correntes, intermediários ou permanentes, de acordo com a frequência 
de uso por suas entidades produtoras e a identificação de seus valores primário e secundário. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. A cadeia de preservação é o sistema de controles que 
se estende por todo o ciclo de vida dos documentos, a fim de assegurar sua autenticidade ao longo do tempo. 
A alternativa D está incorreta. A jurisdição arquivística é a competência de arquivos sobre a produção, 
tramitação, entrada de documentos, avaliação, eliminação, preservação e/ou acesso, definida por leis ou 
regulamentos. 
A alternativa E está incorreta. Integridade arquivística, segundo o Glossário da Câmara Técnica de 
Documentos Eletrônicos - CTDE, é o estado dos documentos que se encontram completos e que não 
sofreram nenhum tipo de corrupção ou alteração não autorizada nem documentada. 
73. (VUNESP/BNDES/Profissional Básico Arquivologia/2002) De acordo com o Decreto 1.799, de 30 de 
janeiro de 1996, que regulamenta a lei 5433, sobre a microfilmagem de documentos oficiais, 
microfilmagem é: 
a) um processo de reprodução em filme, de documentos, dados e imagens, por meios fotográficos ou 
eletrônicos. 
b) um processo de reprodução fotográfica, de quaisquer documentos em graus de redução ínfimos. 
c) um processo de reprodução em filme ou em microfichas, de documentos arquivísticos com grau de 
redução de 96,5%. 
d) qualquer processo de reprodução ótica de documentos e imagens com grau de redução superior a 95%. 
e) qualquer processo de transferência de quaisquer informações documentais para suportes mais reduzidos. 
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Comentários: 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. De acordo com o artigo 3o. do Decreto nº 
1.799/1996, “Entende-se por microfilme, para fins deste Decreto, o resultado do processo de reprodução 
em filme, de documentos, dados e imagens, por meios fotográficos ou eletrônicos, em diferentes graus de 
redução.” 
A alternativa B está incorreta. A legislação não define ou especifica o grau de redução: " em diferentes graus 
de redução". Além disso não é um processo de reprodução fotográfica, mas em filme por meio fotográfico. 
A alternativa C está incorreta. A legislação não define ou especifica o grau de redução: " em diferentes graus 
de redução", além de abranger dados e imagens, não listados na alternativa. 
A alternativa D está incorreta. A legislação não define ou especifica o grau de redução: " em diferentes graus 
de redução" e não fala sobre processo de reprodução ótica, mas sim em filme por meio fotográfico ou 
eletrônico. 
A alternativa E está incorreta. Não se refere a "qualquer processo de transferência", mas sim um processo 
de reprodução em filme, de documentos, dados e imagens, por meios fotográficos ou eletrônicos. 
74. (FCC/TRT 2a Região/Analista Judiciário/2014) Para microfilmes e microfichas, recomenda-se 
reprodução: 
a) em cores e resolução mínima de 600 dpi. 
b) bitonal e resolução mínima de 300 dpi. 
c) em tons de cinza e resolução mínima de 300 dpi. 
d) em tons de cinza e resolução mínima de 600 dpi. 
e) bitonal e resolução mínima de 600 dpi. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. Não é recomendável o uso de cores e a resolução mínima é de 300 dpi e não 
600. 
A alternativa B está incorreta. A recomendação é do uso de tons cinza e não bitonal. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. A publicação do Conarq que trata sobre o tema 
(Recomendações para Digitalização de Documentos Arquivísticos Permanentes) indica, para microfilmes e 
microfichas, o uso de tons de cinza e resolução mínima de 300 dpi, veja abaixo: 
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A alternativa D está incorreta. A resolução mínima a ser adotada é de 300 dpi. 
A alternativa E está incorreta. A recomendação é do uso de tons cinza e não bitonal, além da resolução 
mínima ser de 300 e não de 600 dpi. 
75. (FCC/TRT 2a Região/Apoio Especializado/2012) De acordo com o Conselho Nacional de Arquivos 
(Resolução nº 31, de 28 de abril de 2010), a digitalização obedece a padrões de coloração, formato 
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e resolução mínima. No caso da digitalização de microfilmes e microfichas, tais padrões são, 
respectivamente, 
a) escala de cinza, GIF e 300 dpi. 
b) preto e branco, WMF e 600 dpi. 
c) escala de cores, BMP e 3.000 dpi. 
d) escala de cinza, TIFF e 300 dpi. 
e) preto e branco, JPEG e 600 dpi. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. Veja as recomendações do Conarq nos comentários da alternativa correta ou 
na própria tabela. 
A alternativa B está incorreta. Veja as recomendações do Conarq nos comentários da alternativa correta ou 
na própria tabela. 
A alternativa C está incorreta. Veja as recomendações do Conarq nos comentários da alternativa correta ou 
na própria tabela. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Mais uma questão sobre o tema e, mais uma vez, 
temos que recorrer a tabela do Conarq. Note que ela indica a adoção de tons de cinza TIFF e resolução 
mínima de 300 dpi. 
A alternativa E está incorreta. Veja as recomendações do Conarq nos comentários da alternativa correta ou 
na própria tabela. 
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76. (FCC/TRT 1a Região/Apoio Especializado/2011) No processo de microfilmagem, 
 
 
significa: 
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a) repetição de imagem. 
b) documento restaurado. 
c) página retirada. 
d) papel rasgado. 
e) rolo inicial. 
Comentários: 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
Veja na tabela abaixo que o símbolo trazido pelo enunciado se refere exatamente à repetição de imagem. 
 
 
A alternativa B está incorreta. NO Anexo I da Resolução 10/1999 do Conarq, que trata de SÍMBOLOS 
UTILIZADOS – ISO 9878/1990, não há mençãoà símbolo aplicado a documento restaurado. 
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A alternativa C está incorreta. Este seria o símbolo correto para "página retirada". 
 
 
A alternativa D está incorreta. Este seria o símbolo correto para "papel rasgado". 
 
A alternativa E está incorreta. Estes seriam os símbolos a ser utilizados no rolo inicial (o primeiro, à 
esquerda) e nos demais rolos (o segundo, a direita); 
 
 
 
 
77. (VUNESP/BNDES/Profissional Básico Arquivologia/2002) A resolução nº 10 do CONARQ dispõe 
sobre a adoção de símbolos ISO nas sinaléticas a serem utilizadas no processo de microfilmagem 
de documentos arquivísticos. Ela determina que, nas situações em que os documentos tenham 
continuidade em mais de um rolo, é necessário encerrar o primeiro rolo com um símbolo que 
represente "continua em outro rolo". Assinale a alternativa que indica este símbolo. 
 
 
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Comentários: 
A alternativa A está incorreta. Este símbolo indica o "fim do rolo". 
A alternativa B está incorreta. Este símbolo indica "numeração e/ou data incorreta". 
A alternativa C está incorreta. Este símbolo indica "início do rolo". 
A alternativa D está incorreta. Este símbolo indica "páginas e/ou números em falta". 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. Este é o símbolo que representa "continua em outro 
rolo". Veja abaixo: 
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GABARITO 
 
1. A 36. ERRADA 71. C 
2. ERRADA 37. CORRETA 72. C 
3. C 38. ERRADA 73. A 
4. C 39. CORRETA 74. C 
5. B 40. ERRADA 75. D 
6. CORRETA 41. CORRETA 76. A 
7. ERRADA 42. CORRETA 77. E 
8. D 43. ERRADA 
9. ERRADA 44. CORRETA 
10. B 45. ERRADA 
11. ERRADA 46. ERRADA 
12. CORRETA 47. CORRETA 
13. ERRADA 48. CORRETA 
14. ERRADA 49. CORRETA 
15. ERRADA 50. CORRETA 
16. CORRETA 51. ERRADA 
17. ERRADA 52. CORRETA 
18. ERRADA 53. ERRADA 
19. ERRADA 54. ERRADA 
20. CORRETA 55. CORRETA 
21. CORRETA 56. CORRETA 
22. CORRETA 57. ERRADA 
23. CORRETA 58. CORRETA 
24. CORRETA 59. CORRETA 
25. CORRETA 60. CORRETA 
26. CORRETA 61. ERRADA 
27. ERRADA 62. B 
28. E 63. ERRADA 
29. ERRADA 64. A 
30. ERRADA 65. B 
31. CORRETA 66. A 
32. CORRETA 67. E 
33. ERRADA 68. C 
34. ERRADA 69. D 
35. ERRADA 70. ERRADA 
 
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RESUMO 
 Documentos Eletrônicos 
 Documentos: registros de informações, independente do suporte e do formato que as contém. 
Informações, por sua vez, são mensagens contidas em um documento. 
 Documento Eletrônico: gênero documental integrado por documentos em meio eletrônico ou 
somente acessíveis por equipamentos eletrônicos, como cartões perfurados, disquetes e 
documentos digitais. 
 Documento Digital: documento codificado em dígitos binários, acessível por meio de sistema 
computacional. 
• Hardware: é o conjunto de elementos físicos que permitem a gravação e acesso às 
informações contidas no suporte (atenção pois o suporte não é parte do hardware). 
• Software: é o sistema específico que, funcionando com base nas capacidades físicas do 
hardware permite o registro, recuperação e utilização das informações contidas no suporte 
(as informações não são parte do software). 
• Informação: é o conjunto de bits registrados digitalmente em um suporte (contém, portanto, 
bits e suporte) e que pode ser registrada, acessada e trabalhada por meio de um hardware e 
software, de maneira totalmente integrada. 
 Digitalização: processo de conversão de um documento para o formato digital por meio de 
dispositivo apropriado, como um escâner. 
 
• Em 2019, a chamada Lei da Liberdade Econômica - Lei 13.874/2019, alterou a Lei 12.682/2012 
que regulava este tema e trouxe a ela a seguinte nova redação (vou concentrar no que nos 
interesse, a respeito do tema): Artigo 2o-A, § 2º O documento digital e a sua reprodução, em 
qualquer meio, realizada de acordo com o disposto nesta Lei e na legislação específica, terão 
o mesmo valor probatório do documento original, para todos os fins de direito, inclusive para 
atender ao poder fiscalizatório do 
• O documento digitalizado passa a ter o mesmo valor probatório do documento original, para 
todos os fins de direito, inclusive para atender ao poder fiscalizatório do Estado. 
• Os originais de valor histórico (secundário) devem ser preservados de acordo com a legislação. 
• Em 2020 o Decreto 10.278/2020 aprofunda o detalha o tema, garantindo ao documento 
digitalizado o mesmo valor probatório de seu original físico, desde que garantidas a 
integridade, rastreabilidade/auditabilidade, qualidade/legibilidade, confidencialidade e 
interoperabilidade da versão digital. 
• Além disso o mesmo Decreto impõe o uso de certificação digital no padrão ICP-Brasil e os 
padrões técnicos mínimos de resolução, cor, formato e metadados disponíveis, tudo listado 
nos Anexos do próprio Decreto. 
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• Por fim o Decreto 10.278/2020 impõe a atividade de avaliação previamente à digitalização e 
admite o descarte dos originais apenas daqueles documentos não providos de valor histórico, 
esses, custodiados de forma definitiva em seu formato físico, como já anteriormente previsto. 
 Digitalização (Leis 12.682/2012 e 13.874/2019): possui o mesmo valor probatório do documento 
original (Lei 13.874/2019); original de valor histórico deve ser preservado e os sem valor secundário 
podem ser destruídos; possuem o mesmo efeito jurídico dos documentos microfilmados. 
 Digitalização (Decreto 10.278/2020): 
• Em 2020 o Decreto 10.278/2020 aprofunda o detalha o tema, garantindo ao documento 
digitalizado o mesmo valor probatório de seu original físico, desde que garantidas a 
integridade, rastreabilidade/auditabilidade, qualidade/legibilidade, confidencialidade e 
interoperabilidade da versão digital. 
• Além disso o mesmo Decreto impõe o uso de certificação digital no padrão ICP-Brasil e os 
padrões técnicos mínimos de resolução, cor, formato e metadados disponíveis, tudo listado 
nos Anexos do próprio Decreto. 
• Por fim o Decreto 10.278/2020 impõe a atividade de avaliação previamente à digitalização e 
admite o descarte dos originais apenas daqueles documentos não providos de valor histórico, 
esses, custodiados de forma definitiva em seu formato físico, como já anteriormente previsto. 
 GED (Gerenciamento Eletrônico de Documentos): conjunto de tecnologias utilizadas para organização da 
informação não estruturada de um órgão ou entidade, que pode ser dividido nas seguintes funcionalidades: 
captura, gerenciamento, armazenamento e distribuição 
• Possui as seguintes funcionalidades: captura (ou entrada), armazenamento, apresentação (ou 
saída) e gerenciamento, e cita as tecnologias de digitalização, automação de fluxos de 
trabalho (workflow) etc. como possibilidades, não como componentes obrigatórios. 
•Não confundir com GDE: tecnologia utilizada para gerenciar documentos nato digitais 
incorporando elementos como : metadados, controle de versão, autorias declaradas (não 
repúdio), trilhas de auditoria e assim por diante. 
• O GDE é a criação, uso e trâmite de documentos, processos e informações geradas nas 
atividades de uma empresa ou instituição por meio de ferramentas digitais, como intranets, 
portais e ferramentas de workflow, dentre outros componentes. 
 SIGAD (Sistema Informatizado de Gestão Arquivística de Documentos): conjunto de procedimentos e 
operações técnicas, característico do sistema de gestão arquivística de documentos, processado por 
computador. 
• Pode compreender um software particular, um determinado número de softwares 
integrados, adquiridos ou desenvolvidos por encomenda, ou uma combinação destes. 
• Depende fundamentalmente, da implementação prévia de um programa de gestão 
arquivística de documentos. 
• Deve ser capaz de gerenciar, simultaneamente, os documentos digitais e os convencionais. É 
aplicável em sistemas híbridos, isto é, que utilizam documentos digitais e documentos 
convencionais. 
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• Inclui operações como: captura de documentos, aplicação do plano de classificação, controle 
de versões, controle sobre os prazos de guarda e destinação, armazenamento seguro e 
procedimentos que garantam o acesso e a preservação a médio e longo prazo de documentos 
arquivísticos digitais e não digitais confiáveis e autênticos. 
 e-ARQ (Sistema Informatizado de Gestão Arquivística de Documentos): especificação de requisitos a 
serem cumpridos pela organização produtora/recebedora de documentos, pelo sistema de gestão 
arquivística e pelos próprios documentos, a fim de garantir sua confiabilidade e autenticidade, assim como 
sua acessibilidade. Pode ser usado para orientar a identificação de documentos arquivísticos digitais 
 Objetivos: 
• implantação da gestão arquivística de documentos arquivísticos digitais e não digitais. 
• Fornecer especificações técnicas e funcionais, além de metadados, para orientar a aquisição 
e/ou a especificação e desenvolvimento de sistemas informatizados de gestão arquivística de 
documentos. 
 Requisitos Arquivísticos: 
• captura, armazenamento, indexação e recuperação de todos os tipos de documentos 
arquivísticos; 
• captura, armazenamento, indexação e recuperação de todos os componentes digitais do 
documento arquivístico como uma unidade complexa; 
• gestão dos documentos a partir do plano de classificação para manter a relação orgânica entre 
os documentos. 
 Procedimentos e Operações Técnicas 
• Captura 
• Avaliação, Temporalidade e Destinação 
• Pesquisa, Localização e Apresentação de Documentos 
• Segurança 
• Armazenamento 
• Preservação 
 Legislação Documentos Eletrônicos: 
 
 ICP-Brasil (MP 2.200-2/2001): garantem a autenticidade, a integridade e a validade jurídica de 
documentos em forma eletrônica e a realização de transações seguras, além de disporem sobre a 
prestação de serviços de certificação digital. 
 Assinatura Eletrônica (Lei 14.063/2020 e Decreto 10.543/2020) : regulamentam o uso e aceitação 
das assinaturas eletrônicas pelos entes públicos. Níveis de assinaturas 
• Simples - identifica o signatário e associa dados. Usada nas interações com ente público de 
menor impacto e que não envolvam informações protegidas por grau de sigilo. 
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• Avançada - usa certificação digital não ICP-Brasil. Usada para o registro de aos junto as Juntas 
Comerciais além das ocasiões em que se aplica a simples. 
• Qualificada - usa certificação digital ICP-Brasil. Requerida em atos assinados por chefes de 
poderes, emissões de NFEs, transferência e registro de bens imóveis e demais situações 
anteriores. 
 Resolução Conarq 25/2007: recomenda aos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional 
de Arquivos - SINAR a adoção do Modelo de Requisitos para Sistemas Informatizados de Gestão 
Arquivística de Documentos - e-ARQ Brasil. 
 Governo Digital (Lei 14.129/2021): busca o aumento da eficiência da administração pública, 
especialmente por meio da desburocratização, da inovação, da transformação digital e da participação do 
cidadão. Algumas diretrizes: 
• a desburocratização, a modernização, o fortalecimento e a simplificação da relação do poder 
público com a sociedade, mediante serviços digitais, acessíveis inclusive por dispositivos 
móveis; 
• a disponibilização em plataforma única do acesso às informações e aos serviços públicos, 
observadas as restrições legalmente previstas e sem prejuízo, quando indispensável, da 
prestação de caráter presencial; 
• a possibilidade aos cidadãos, às pessoas jurídicas e aos outros entes públicos de demandar e 
de acessar serviços públicos por meio digital, sem necessidade de solicitação presencial; 
• o uso da tecnologia para otimizar processos de trabalho da administração pública; 
• a simplificação dos procedimentos de solicitação, oferta e acompanhamento dos serviços 
públicos, com foco na universalização do acesso e no autosserviço; 
• a eliminação de formalidades e de exigências cujo custo econômico ou social seja superior ao 
risco envolvido; 
• a presunção de boa-fé do usuário dos serviços públicos; 
• a proteção de dados pessoais, nos termos da Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei Geral 
de Proteção de Dados Pessoais); 
• o estímulo ao uso das assinaturas eletrônicas nas interações e nas comunicações entre órgãos 
públicos e entre estes e os cidadãos; 
• a promoção do desenvolvimento tecnológico e da inovação no setor público. 
 Microfilmagem: produção de imagens fotográficas de um documento em tamanho altamente reduzido. 
 Legislação: 
• legalmente autorizada e os filmes gerados possuem efeitos legais iguais aos dos documentos 
originais. 
• A eliminação deverá seguir a legislação vigente e não é permitida para os documentos de 
guarda permanente. 
• Em relação a movimentação dos documentos, os filmes produzidos devem ficar arquivados e 
têm sua saída terminantemente vedada, assim como a eliminação dos originais microfilmados 
ainda em trânsito é proibida. 
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• Os prazos de guarda dos documentos físicos devem ser aplicados aos microfilmados, no caso 
de documentos sujeitos à fiscalização, ou necessários à prestação de contas. 
 Tipos de Microfilmagem: 
• Complemento - complementação de acervos. 
• Referência - instrumentos de pesquisa. 
• Segurança - cópias de segurança. 
• Conservação (ou Preservação) - visa a conservação das informações contidas em documentos 
de valor permanente. Documentos históricos, mesmo que microfilmados, não podem ser 
eliminados. 
• Substituição - documentos de valor temporário, eliminados com vista ao aproveitamento de 
espaço e equipamento. 
 Sinalética: 
 
 
 Terminologia Arquivística: volte à lista da aula e confira as principais definições e os comentários de 
acordo com o contexto estudado nesta aula! 
 
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146conversão da fiel imagem de um documento para código digital. 
e) O processo de geração de uma imagem a partir de uma matriz digital. 
Comentário: 
A alternativa C é a CORRETA e é o gabarito da questão. 
Vejamos o parágrafo único do artigo 1o da Lei: 
Art. 1º - A digitalização, o armazenamento em meio eletrônico, óptico ou equivalente e a reprodução de 
documentos públicos e privados serão regulados pelo disposto nesta Lei. 
Parágrafo único. Entende-se por digitalização a conversão da fiel imagem de um documento para código 
digital.. 
 
(FCC/TRT 11a Região/Analista Judiciário Arquivologia /2017) Entre outras medidas, a Lei nº 12.682/2012, 
que dispõe sobre a elaboração e o arquivamento de documentos em meios eletromagnéticos, 
a) permite livre acesso do cidadão brasileiro aos depósitos em que estão armazenados. 
b) dispensa o emprego de certificado emitido no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira. 
c) determina que se mantenham, no processo de digitalização, seus atributos de integridade e autenticidade. 
d) recomenda a eliminação dos registros públicos, uma vez digitalizados. 
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e) veda o emprego de indexação para localizá-los no repositório em que se encontram. 
Comentário: 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
Mais uma vez relembre o artigo 3o da lei, em sua literalidade: 
Art. 3º - O processo de digitalização deverá ser realizado de forma a manter a integridade, a autenticidade 
e, se necessário, a confidencialidade do documento digital, com o emprego de certificado digital emitido 
no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP - Brasil. 
Na alternativa A, os meios de armazenamento dos documentos digitais deverão protegê-los de acesso, uso, 
alteração, reprodução e destruição não autorizados. Veja o parágrafo único do artigo 3o.: 
Parágrafo único. Os meios de armazenamento dos documentos digitais deverão protegê-los de acesso, uso, 
alteração, reprodução e destruição não autorizados. 
Já na letra B o examinador fala na dispensa do emprego de certificado emitido no âmbito da Infraestrutura 
de Chaves Públicas Brasileira. Note que é exatamente o contrário, como já vimos no artigo 3o acima. 
A alternativa D contraria o artigo 6o da mesma lei. Veja o que diz o texto legal: 
Art. 6º Os registros públicos originais, ainda que digitalizados, deverão ser preservados de acordo com o 
disposto na legislação pertinente. 
Por fim, a letra E contraria o artigo 4o, que fala sobre a adoção de sistema de indexação. Observe: 
Art. 4º - As empresas privadas ou os órgãos da Administração Pública direta ou indireta que utilizarem 
procedimentos de armazenamento de documentos em meio eletrônico, óptico ou equivalente deverão 
adotar sistema de indexação que possibilite a sua precisa localização, permitindo a posterior conferência da 
regularidade das etapas do processo adotado. 
 
Suportes Digitais 
 Como vimos acima, todo documento digital está armazenado fisicamente sobre alguma espécie de 
suporte. Os principais suportes disponíveis e que podem ser cobrados em prova são: 
• Suporte magnético: o registro digital é feito por meio de ondas eletromagnéticas sobre suportes que 
registram suas alterações, tais como discos rígidos, disquetes, e fitas. No seu arquivamento, é 
importante que estejam sempre protegidos da ação de campos magnéticos relevantes com o intuito 
de preservar a sua operacionalidade e integridade. 
O disco magnético é definido pelo DBTA como "Suporte circular plano, revestido por 
camada magnetizada que permite o armazenamento de dados” 
• Suporte ótico: o registro digital é feito por meio de alteração nas características de um suporte que 
reage à luz e, assim, registra as informações. Inclui os CD-ROMS, CD-Rs, DVDs (ROM, R e RW), etc. 
Possui validade estimada de cerca de 200 anos. 
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Já o disco ótico é definido pelo DBTA como Suporte circular plano, com grande capacidade 
de armazenamento, em que se registram sinais visuais, sonoros ou audiovisuais, por 
gravação digital. Também chamado disco laser. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Gerenciamento Eletrônico de Documentos 
 
 Outro conceito bastante cobrado quando se fala em gestão arquivística digital é o GED ou 
Gerenciamento Eletrônico de Documentos (as vezes chamado também de Gestão Eletrônica de 
Documentos). 
 Vamos entender como o Conarq define o GED em sua publicação "e-ARQ Brasil - Modelo de 
Requisitos para Sistemas Informatizados de Gestão Arquivística de Documentos", que trataremos de e-ARQ 
daqui em diante. 
 Para o e-ARQ, GED é: 
Conjunto de tecnologias utilizadas para organização da informação não estruturada de 
um órgão ou entidade, que pode ser dividido nas seguintes funcionalidades: captura, 
gerenciamento, armazenamento e distribuição. 
 
Entende-se por informação não estruturada aquela que não está armazenada em banco 
de dados, como mensagens de correio eletrônico, arquivo de texto, imagem ou som, 
planilha etc. 
 O GED pode englobar tecnologias de digitalização, automação de fluxos de trabalho (workflow), 
processamento de formulários, indexação, gestão de documentos, repositórios, entre outras. 
 A literatura sobre GED distingue, geralmente, as seguintes funcionalidades: captura (ou entrada), 
armazenamento, apresentação (ou saída) e gerenciamento, e cita as tecnologias de digitalização, 
automação de fluxos de trabalho (workflow) etc. como possibilidades, não como componentes obrigatórios. 
Uma outra comparação que às vezes é feita pelas bancas e que é necessário você estar atento para 
não se confundir é a que ocorre entre GED e GDE (Gerenciamento de Documentos Eletrônicos). Veja o que 
se entendo por GDE: 
Tecnologia utilizada para gerenciar documentos nato digitais incorporando elementos 
como : metadados, controle de versão, autorias declaradas (não repúdio), trilhas de 
auditoria e assim por diante. 
O GDE é a criação, uso e trâmite de documentos, processos e informações geradas nas 
atividades de uma empresa ou instituição por meio de ferramentas digitais, como 
intranets, portais e ferramentas de workflow, dentre outros componentes. 
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(VUNESP/Pref. Mun. Várzea Paulista-SP/Assistente Administrativo/2021) A tecnologia que provê um meio 
de facilmente gerar, controlar, armazenar, compartilhar e recuperar informações existentes em 
documentos é denominada 
a) GED – Guarda Específica de Documentos. 
b) GED - Gestão Eletrônica de Documentos 
c) GED – Gerenciamento Especial de Documentos. 
d) GED – Geração Executiva de Documentos. 
e) GED – Gerenciamento Estratégico de Documentos. 
Comentário: 
O GED é conhecido por Gerenciamento Eletrônico de Documentos ou Gestão Eletrônica de Documentos. 
Dessa forma a alternativa B é a CORRETA e é o gabarito da questão. 
 
(AOCP/CM Cabo Santo Agostinho-PE/Arquivista/2019) O GED – Gerenciamento Eletrônico de Documentos 
ou Gestão Eletrônica de Documentos – é um conjunto de tecnologias que permite o gerenciamento de 
forma eletrônica ou digital de documentos, os quais podem ser das mais variadas origens e mídias. Uma 
das formas destacadas do GED é 
a) Word. 
b) Hardware. 
c) Workflow. 
d) T.I. 
Comentário: 
Esse é um bom conceitode GED, conforme estudamos. Veja que o enunciado fala em "conjunto de 
tecnologias" que permite o "gerenciamento de forma eletrônica ou digital" de documentos que podem ter 
as mais "variadas origens e mídias". Perfeito. 
Relembre a definição que usamos no texto: 
"Conjunto de tecnologias utilizadas para organização da informação não estruturada de um órgão ou 
entidade, que pode ser dividido nas seguintes funcionalidades: captura, gerenciamento, armazenamento e 
distribuição, etc.". 
Por fim, as funcionalidades do GED são a captura (ou entrada), o armazenamento, a apresentação (ou saída) 
e gerenciamento, além das tecnologias de digitalização, automação de fluxos de trabalho (ou workflow), 
conforme trazido pela banca. 
Dessa forma a alternativa C é a CORRETA e é o gabarito da questão. 
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SIGAD - Sistema Informatizado de Gestão Arquivística de 
Documentos 
 
 Prosseguindo, devemos falar agora do SIGAD, Sistema Informatizado de Gestão Arquivística de 
Documentos. 
 Mais uma vez vamos começar entendendo como o e-ARQ do Conarq define SIGAD: 
 
 
 
É um conjunto de procedimentos e operações técnicas, característico do sistema de 
gestão arquivística de documentos, processado por computador. 
 
Pode compreender um software particular, um determinado número de softwares 
integrados, adquiridos ou desenvolvidos por encomenda, ou uma combinação destes. 
 
O sucesso do SIGAD dependerá, fundamentalmente, da implementação prévia de um 
programa de gestão arquivística de documentos. 
 O SIGAD deve ser capaz de gerenciar, simultaneamente, os documentos digitais e os convencionais. 
No caso dos documentos convencionais, o sistema registra apenas as referências sobre os documentos e, 
para os documentos digitais, a captura, o armazenamento e o acesso são feitos por meio do SIGAD. 
 Os requisitos impostos pelo e-ARQ (veremos mais adiante na aula) dirigem-se a todos que fazem uso 
de sistemas informatizados como parte do seu trabalho rotineiro de produzir, receber, armazenar e acessar 
documentos arquivísticos. Um SIGAD inclui um sistema de protocolo informatizado, entre outras funções 
da gestão arquivística de documentos. 
 O e-ARQ Brasil especifica todas as atividades e operações técnicas da gestão arquivística de 
documentos, desde a produção, tramitação, utilização e arquivamento até a sua destinação final. Todas 
essas atividades poderão ser desempenhadas pelo SIGAD, o qual, tendo sido desenvolvido em conformidade 
com os requisitos apresentados pelo e-ARQ, conferirá credibilidade à produção e à manutenção de 
documentos arquivísticos. 
 A produção de documentos digitais levou à criação de sistemas informatizados de gerenciamento 
de documentos. Entretanto, para se assegurar que documentos arquivísticos digitais sejam confiáveis e 
autênticos e possam ser preservados com essas características, é fundamental que os sistemas acima 
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referidos incorporem os conceitos arquivísticos e suas implicações no gerenciamento dos documentos 
digitais. 
 Nesse sentido, é importante estabelecer a diferença entre sistema de informação, gestão arquivística 
de documentos, sistema de gestão arquivística de documentos, gerenciamento eletrônico de documentos 
(GED) e sistema informatizado de gestão arquivística de documentos (SIGAD). 
 Veja abaixo os principais conceitos e definições: 
Sistema de informação 
Conjunto organizado de políticas, procedimentos, pessoas, equipamentos e programas 
computacionais que produzem, processam, armazenam e proveem acesso à informação 
proveniente de fontes internas e externas para apoiar o desempenho das atividades de um 
órgão ou entidade. 
Gestão arquivística de documentos 
Conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à produção, tramitação, uso, 
avaliação e arquivamento dos documentos em fase corrente e intermediária, visando sua 
eliminação ou recolhimento para guarda permanente. 
Sistema de gestão arquivística de documentos 
Conjunto de procedimentos e operações técnicas, cuja interação permite a eficiência e a 
eficácia da gestão arquivística de documentos. 
Gerenciamento eletrônico de documentos (GED) 
Conjunto de tecnologias utilizadas para organização da informação não estruturada de um 
órgão ou entidade, que pode ser dividido nas seguintes funcionalidades: captura, 
gerenciamento, armazenamento e distribuição. Entende-se por informação não 
estruturada aquela que não está armazenada em banco de dados, como mensagem de 
correio eletrônico, arquivo de texto, imagem ou som, planilha etc. 
O GED pode englobar tecnologias de digitalização, automação de fluxos de trabalho 
(workflow), processamento de formulários, indexação, gestão de documentos, 
repositórios, entre outras. 
A literatura sobre GED distingue, geralmente, as seguintes funcionalidades: captura (ou 
entrada), armazenamento, apresentação (ou saída) e gerenciamento, e cita as tecnologias 
de digitalização, automação de fluxos de trabalho (workflow) etc. como possibilidades, não 
como componentes obrigatórios. 
Sistema informatizado de gestão arquivística de documentos (SIGAD) 
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É um conjunto de procedimentos e operações técnicas que visam o controle do ciclo de 
vida dos documentos, desde a produção até a destinação final, seguindo os princípios da 
gestão arquivística de documentos e apoiado em um sistema informatizado. 
 Um SIGAD tem que ser capaz de manter a relação orgânica entre os documentos e de garantir a 
confiabilidade, a autenticidade e o acesso, ao longo do tempo, aos documentos arquivísticos, ou seja, seu 
valor como fonte de prova das atividades do órgão produtor. 
 O SIGAD é aplicável em sistemas híbridos, isto é, que utilizam documentos digitais e documentos 
convencionais. 
 Um SIGAD inclui operações como: captura de documentos, aplicação do plano de classificação, 
controle de versões, controle sobre os prazos de guarda e destinação, armazenamento seguro e 
procedimentos que garantam o acesso e a preservação a médio e longo prazos de documentos arquivísticos 
digitais e não digitais confiáveis e autênticos. 
 No caso dos documentos digitais, um SIGAD deve abranger todos os tipos de documentos 
arquivísticos digitais do órgão ou entidade, ou seja, textos, imagens fixas e em movimento, gravações 
sonoras, mensagens de correio eletrônico, páginas web, bases de dados. 
 
 Com base nestas definições, veja as relações que podem ser estabelecidas entre sistemas de 
informação, SIGAD e GED: 
• Um sistema de informação abarca todas as fontes de informação existentes no órgão ou 
entidade, incluindo o sistema de gestão arquivística de documentos, biblioteca, centro de 
documentação, serviço de comunicação, entre outros. 
• Um GED trata os documentos de maneira compartimentada, enquanto o SIGAD parte de 
uma concepção orgânica, qual seja, a de que os documentos possuem uma inter-relação 
que reflete as atividades da instituição que os criou. Além disso, diferentemente do SIGAD, 
o GED nem sempre incorpora o conceito arquivístico de ciclo de vida dos documentos. 
• Um SIGAD é um sistema informatizado de gestão arquivística de documentos e, como tal, 
sua concepção tem que se dar a partir da implementação de uma política arquivística no 
órgão ou entidade. 
 
 
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146(CEV URCA/Pref. Mun. do Crato-CE/Arquivista/2021) O e-ARQ Brasil pode ser usado para orientar a 
identificação de documentos arquivísticos digitais e estabelece requisitos mínimos para um Sistema 
Informatizado de Gestão Arquivística de Documentos (SIGAD). Sobre este sistema é incorreto afirmar: 
a) Deve ser capaz de gerenciar, simultaneamente, os documentos digitais e os convencionais. 
b) Inclui um sistema de protocolo informatizado, entre outras funções da gestão arquivística de documentos. 
c) É um documento digital que é tratado e gerenciado como um documento arquivístico, ou seja, incorporado 
ao sistema de arquivos. 
d) É um conjunto de procedimentos e de operações técnicas, característico do sistema de gestão arquivística 
de documentos, processado por computador. 
e) Desempenha todas as atividades e operações técnicas da gestão arquivística de documentos, desde a 
produção, tramitação, utilização e arquivamento até a sua destinação final. 
Comentário: 
Estamos falando do SIGAD. A alternativa C é a CORRETA e é o gabarito da questão pois traz a definição de 
documento arquivístico digital e não do SIGAD. 
As demais alternativas, todas, trazem características do SIGAD e portanto estão corretas, ao contrário do 
que busca o enunciado. 
 
(IBADE/Pref. Mun. de Vila Velha-ES/Arquivista/2020) Acerca do SIGAD trata-se de um: 
a) conjunto de procedimentos e operações técnicas que integram o sistema de gestão arquivística de 
documentos, processados por computadores. Geralmente são constituídos por um ou mais softwares, 
incluindo um particular, integrado a outros, adquiridos ou desenvolvidos por encomenda, ou combinados. 
b) conjunto de procedimentos e operações técnicas cuja interação permite a eficiência e a eficácia da gestão 
arquivística de documentos. 
c) conjunto de procedimento formalizadores da captura do documento arquivístico no sistema de gestão 
arquivística por atribuição de um identificador único e de metadados utilizados para a descrição do 
documento. 
d) conjunto organizado de políticas, procedimentos, pessoas, equipamentos e programas computacionais 
envolvidos na produção, processamento, armazenagem e acesso à informação. 
e) processo de pesquisa, localização e apresentação de documentos em um sistema de informação por meio 
da formulação de estratégias de busca para identificação e localização de documentos e/ou seus metadados. 
Comentário: 
A alternativa A é a CORRETA e é o gabarito da questão. Traz a definição literal de SIGAD, que estudamos 
acima. 
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(AOCP/UFPB/Arquivista/2019) De acordo com a literatura arquivística, o sistema capaz de manter a 
relação orgânica entre os documentos e de garantir a confiabilidade, a autenticidade e o acesso, ao longo 
do tempo, aos documentos arquivísticos, ou seja, seu valor como fonte de prova das atividades do órgão 
produtor, é denominado 
a) SINAR – Sistema Nacional de Arquivos. 
b) GED – Gerenciamento Eletrônico de Documentos. 
c) SEI – Sistema Eletrônico de Informação. 
d) SIGAD – Sistema Informatizado de Gestão Arquivística de Documentos. 
e) SIGA – Sistema de Gestão de Documentos de Arquivo. 
Comentário: 
Estamos falando do SIGAD. A alternativa D é a CORRETA e é o gabarito da questão. 
Como vimos em aula, um SIGAD tem que ser capaz de manter a relação orgânica entre os documentos e de 
garantir a confiabilidade, a autenticidade e o acesso, ao longo do tempo, aos documentos arquivísticos, ou 
seja, seu valor como fonte de prova das atividades do órgão produtor. 
Essa é uma citação literal do Conarq que foi aproveitada pela banca no enunciado da questão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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e-ARQ 
 
 A resolução Conarq 25/2007, dispõe sobre a adoção do Modelo de Requisitos para Sistemas 
Informatizados de Gestão Arquivística de Documentos - e-ARQ Brasil pelos órgãos e entidades integrantes 
do Sistema Nacional de Arquivos - SINAR. 
 A resolução é curta e vale a pena entendermos seus principais pontos para a prova. 
Resolução Conarq 25/2007 
 Acompanhe comigo os principais pontos da norma: 
Art. 1º Recomendar aos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Arquivos 
- SINAR a adoção do Modelo de Requisitos para Sistemas Informatizados de Gestão 
Arquivística de Documentos - e-ARQ Brasil, Versão 1.0, aprovado na 43ª reunião plenária 
do CONARQ, realizada no dia 4 de dezembro de 2006, de que trata esta Resolução, 
disponibilizada em pdf na página web do CONARQ, www.conarq.arquivonacional.gov.br. 
§1º Considera-se gestão arquivística de documentos o conjunto de procedimentos e 
operações técnicas referentes à produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento de 
documentos em fase corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento 
para guarda permanente. 
§2º Consideram-se requisitos o conjunto de condições a serem cumpridas pela 
organização produtora/recebedora de documentos, pelo sistema de gestão arquivística e 
pelos próprios documentos a fim de garantir a sua confiabilidade e autenticidade, bem 
como seu acesso. 
§3º Considera-se sistema informatizado de gestão arquivística de documentos o sistema 
desenvolvido para produzir, receber, armazenar, dar acesso e destinar documentos 
arquivísticos em ambiente eletrônico. 
 Note que neste primeiro artigo e em seus parágrafos, o legislador recomenda a adoção do modelo 
de requisitos trazido pelo e-ARQ para todos os órgãos e entidades integrantes do SINAR. 
 Dessa forma, as maiores instituições arquivísticas do país que lidam com arquivos eletrônicos e 
sistemas digitais de gestão de documentos devem se adequar aos requisitos do e-ARQ, que estudaremos 
mais adiante. 
 Vamos ver o que vem mais a frente na norma: 
Art. 2º O e-ARQ Brasil tem por objetivo orientar a implantação da gestão arquivística de 
documentos, fornecer especificações técnicas e funcionais, bem como metadados para 
orientar a aquisição e/ou desenvolvimento de sistemas informatizados, independentes 
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da plataforma tecnológica em que forem desenvolvidos e/ou implantados, referidos no 
parágrafo 3º do art. 3º da Resolução nº 20, de 16 de julho de 2004. 
Parágrafo único. Os metadados mencionados no caput desse artigo serão incluídos na 
próxima versão. 
 O artigo 2o da Resolução fala sobre outro ponto importante do e-ARQ, a identificação dos 
documentos digitais por meio do uso de metadados. 
Art. 3º O e-ARQ Brasil é aplicável para os sistemas que produzem e mantém somente 
documentos digitais ou para sistemas que compreendem documentos digitais e 
convencionais ao mesmo tempo. 
§1º Para documentos convencionais o sistema inclui apenas o registro das referências nos 
metadados. 
§2º Para documentos digitais, o sistema inclui os próprios documentos. 
Art. 4º O CONARQ, por intermédio de sua Câmara Técnica de Documentos Eletrônicos, 
poderá subsidiar os órgãos e entidades integrantes do SINAR na aplicação do e-ARQ Brasil. 
Art. 5º Caberá ao CONARQ, por intermédio de sua Câmara Técnica de Documentos 
Eletrônicos, proceder à atualização periódica do e-ARQ Brasil. 
Art. 6º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. 
 Por fim, a Resolução deixa clara a abrangência do e-ARQ, ou seja, deve ser adotado tanto por 
sistemas 100% digitais ou por aqueles híbridos, que envolvem documentos físicos e digitais ao mesmo 
tempo. Neste caso, para os documentos físicos o sistema deverá incluir apenas os registros das referências 
enquanto,para os documentos digitais, os próprios documentos. 
Definições e Conceitos 
 Para a publicação do Conarq, o e-ARQ pode ser definido como: 
Uma especificação de requisitos a serem cumpridos pela organização 
produtora/recebedora de documentos, pelo sistema de gestão arquivística e pelos 
próprios documentos, a fim de garantir sua confiabilidade e autenticidade, assim como sua 
acessibilidade. 
Além disso, o e-ARQ Brasil pode ser usado para orientar a identificação de documentos 
arquivísticos digitais. 
 O e-ARQ Brasil estabelece requisitos mínimos para um Sistema Informatizado de Gestão Arquivística 
de Documentos (SIGAD), independentemente da plataforma tecnológica em que for desenvolvido e/ ou 
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implantado. Tem como objeto o documento arquivístico digital, porém não trata de processos de 
digitalização. 
 Os principais objetivos do e-ARQ são: 
• Orientar a implantação da gestão arquivística de documentos arquivísticos digitais e não 
digitais; 
• Fornecer especificações técnicas e funcionais, além de metadados, para orientar a 
aquisição e/ou a especificação e desenvolvimento de sistemas informatizados de gestão 
arquivística de documentos. 
 Em relação ao seu escopo de aplicação, deve ser utilizado para desenvolver um sistema 
informatizado ou para avaliar um já existente, cuja atividade principal seja a gestão arquivística de 
documentos, assim como é aplicável aos sistemas que produzem e mantêm somente documentos digitais e 
aos que compreendem documentos digitais e convencionais (como vimos na própria Resolução Conarq). 
 Com relação aos documentos convencionais, o sistema inclui apenas o registro das referências nos 
metadados, já no caso dos documentos digitais, o sistema inclui os próprios documentos. 
 Ainda, o e-ARQ é dirigido especialmente a: 
• fornecedores e programadores: para orientar o desenvolvimento de um SIGAD em 
conformidade com os requisitos exigidos; 
• profissionais da gestão arquivística de documentos: para orientar a execução desses 
serviços a partir de uma abordagem arquivística; 
• usuários de um SIGAD: como base para auditoria ou inspeção do SIGAD instalado; 
• potenciais usuários de um SIGAD: como apoio na elaboração de edital para apresentação 
de propostas de fornecimento de software; 
• potenciais compradores de serviços externos de gestão de documentos: como material 
auxiliar para a especificação dos serviços a serem comprados; 
• organizações de formação: como um documento de referência para a formação em gestão 
arquivística de documentos; 
• instituições acadêmicas: como recurso de ensino. 
 
 Por fim, o e-ARQ Brasil está dividido em duas partes: a Parte I, Gestão arquivística de documentos, 
pretende fornecer um arcabouço para que cada órgão ou entidade possa desenvolver um programa de 
gestão arquivística de documentos, e a Parte II, Especificação de requisitos para sistemas informatizados de 
gestão arquivística de documentos, descreve os requisitos necessários para desenvolver o SIGAD. 
 
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(IDIB/CREMEPE/Assistente Técnico/2021) “É uma especificação de requisitos a serem cumpridos pela 
organização produtora/recebedora de documentos, pelo sistema de gestão arquivística e pelos próprios 
documentos, a fim de garantir sua confiabilidade e autenticidade, assim como sua acessibilidade.” A 
definição acima se refere ao 
a) e-ARQ Brasil 
b) Dublin Core 
c) OAISTER 
d) GED 
Comentário: 
A alternativa A é a CORRETA e é o gabarito da questão. 
Relembremos a definição do e-ARQ Brasil para o Conarq: 
Uma especificação de requisitos a serem cumpridos pela organização produtora/recebedora de 
documentos, pelo sistema de gestão arquivística e pelos próprios documentos, a fim de garantir sua 
confiabilidade e autenticidade, assim como sua acessibilidade. Além disso, o e-ARQ Brasil pode ser usado 
para orientar a identificação de documentos arquivísticos digitais. 
 
 
Requisitos 
 Os requisitos foram classificados em obrigatórios, altamente desejáveis e facultativos, de acordo 
com o grau maior ou menor de exigência para que o SIGAD possa desempenhar suas funções. 
 No e-ARQ Brasil, os requisitos foram considerados: 
• obrigatórios quando indicados pela frase: “O SIGAD tem que...” 
• altamente desejáveis quando indicados pela frase: “O SIGAD deve...” 
• facultativos quando indicados pela frase: “O SIGAD pode...” 
 Cada requisito numerado é classificado como: 
(O) = obrigatório = “O SIGAD tem que ...” 
(AD) = altamente desejável = “O SIGAD deve ...” 
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(F) = facultativo = “O SIGAD pode ...” 
Tem = o requisito é imprescindível. 
Deve = podem existir razões válidas em circunstâncias particulares para ignorar um 
determinado item, mas a totalidade das implicações deve ser cuidadosamente examinada 
antes de se escolher uma proposta diferente. 
Pode = o requisito é opcional. 
 Tanto para os requisitos considerados altamente desejáveis como para os requisitos facultativos, é 
preciso observar que uma implementação que não inclua determinado item altamente desejável ou 
facultativo deve estar preparada para interoperar com outra implementação que inclui o item, mesmo tendo 
funcionalidade reduzida. 
 De forma inversa, uma implementação que inclua um item altamente desejável ou facultativo deve 
estar preparada para interoperar com outra implementação que não inclui o item. 
 Nós não veremos a fundo essa classificação dos requisitos, até porque eles se dividem em inúmeros 
subitens e são esses subitens que são classificados quanto a sua exigibilidade. Não seria produtivo 
estudarmos todos eles, mas é bom você saber que existe essa classificação para efeito de prova. 
 Apenas como ilustração, veja um exemplo da classificação dos requisitos "Organização dos 
Documentos Arquivísticos" e a utilização dos indicadores (O), (AD) e (F): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Em resumo, seguem abaixo os requisitos arquivísticos que caracterizam um SIGAD: 
• captura, armazenamento, indexação e recuperação de todos os tipos de documentos 
arquivísticos; 
• captura, armazenamento, indexação e recuperação de todos os componentes digitais 
do documento arquivístico como uma unidade complexa; 
• gestão dos documentos a partir do plano de classificação para manter a relação 
orgânica entre os documentos; 
• implementação de metadados associados aos documentos para descrever os contextos 
desses mesmos documentos (jurídico-administrativo, de proveniência, de 
procedimentos, documental e tecnológico); 
• integração entre documentos digitais e convencionais; 
• foco na manutenção da autenticidade dos documentos; 
• avaliação e seleção dos documentos para recolhimento e preservação daqueles 
considerados de valor permanente; 
• aplicação de tabela de temporalidade e destinação de documentos; 
• transferência e recolhimento dos documentos por meio de uma função de exportação; 
• gestão de preservação dos documentos. 
 
 
 
 
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(IADES/ALE-GO/Arquivista/2019) Considerando-se os requisitos obrigatórios para um Sistema 
Informatizado de Gestão Arquivística de Documentos (SIGAD), é correto afirmar que um SIGAD 
a) deve permitir que usuários autorizados tornem inativa uma classe em que não sejam mais classificados 
documentos. 
b) tem de incluir e ser compatível com o plano de classificação do órgão ou entidade. 
c) pode prever pesquisa e navegação na estrutura do plano de classificação por meio de uma interface 
gráfica. 
d) deve ser capaz de importar e exportar, total ou parcialmente, um plano de classificação. 
e) deve possibilitar a consulta ao plano de classificação, a partir de qualquer atributo ou combinação de 
atributos, e gerar relatório com os resultados obtidos. 
Comentário: 
A alternativa B é a correta e é o gabarito da questão. Entre as alternativas, a inclusão e compatibilidade com 
um plano de classificação é o único dos requisitos elencados nos requisitos característicos de um SIGAD. 
Relembre quais são os requisitos (de forma resumida) que caracterizam um SIGAD: 
- captura, armazenamento, indexação e recuperação de todos os tipos de documentos arquivísticos; 
- captura, armazenamento, indexação e recuperação de todos os componentes digitais do documento 
arquivístico como uma unidade complexa; 
- gestão dos documentos a partir do plano de classificação para manter a relação orgânica entre os 
documentos; 
- implementação de metadados associados aos documentos para descrever os contextos desses mesmos 
documentos (jurídico-administrativo, de proveniência, de procedimentos, documental e tecnológico); 
- integração entre documentos digitais e convencionais; 
- foco na manutenção da autenticidade dos documentos; 
- avaliação e seleção dos documentos para recolhimento e preservação daqueles considerados de valor 
permanente; 
- aplicação de tabela de temporalidade e destinação de documentos; 
- transferência e recolhimento dos documentos por meio de uma função de exportação; 
- gestão de preservação dos documentos. 
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Procedimentos e Operações Técnicas 
 Levando-se em conta os principais requisitos acima estudados, é importante conhecer quais os 
procedimentos técnicos que permitem ao gestor do sistema atendê-los. 
CAPTURA 
 A captura consiste em declarar um documento como um documento arquivístico, incorporando-o ao 
sistema de gestão arquivística por meio das seguintes ações: 
• registro; 
• classificação; 
• indexação; 
• atribuição de restrição de acesso; 
• arquivamento. 
Os objetivos da captura são: 
• identificar o documento como documento arquivístico; 
• demonstrar a relação orgânica dos documentos. 
AVALIAÇÃO, TEMPORALIDADE E DESTINAÇÃO 
 A avaliação é uma atividade vital em um programa de gestão arquivística de documentos, pois 
permite racionalizar o acúmulo de documentos nas fases corrente e intermediária, facilitando a constituição 
dos arquivos permanentes. 
 Já a destinação dos documentos é efetivada após a atividade de seleção, que consiste na separação 
dos documentos de valor permanente daqueles passíveis de eliminação, mediante critérios e técnicas 
estabelecidos na tabela de temporalidade e destinação. 
 O sistema de gestão arquivística de documentos, particularmente no caso de um SIGAD, deve 
identificar a temporalidade e a destinação previstas para o documento no momento da captura e do 
registro, de acordo com os prazos e ações estabelecidos na tabela de temporalidade e destinação do órgão 
ou entidade. Essa informação deve ser registrada em um metadado associado ao documento. 
 O sistema de gestão arquivística de documentos também deve poder identificar os documentos que 
já cumpriram sua temporalidade, para implementar a destinação prevista. Se for um SIGAD, esse sistema 
deve ser capaz de listar os documentos que tenham cumprido o prazo previsto na tabela de temporalidade 
e destinação. 
 
Ricardo Campanario
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PESQUISA, LOCALIZAÇÃO E APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS 
 O sistema de gestão arquivística deve prever funções de recuperação e acesso aos documentos e às 
informações neles contidas, de forma a facilitar a condução das atividades e satisfazer os requisitos relativos 
à transparência do órgão ou entidade. A recuperação inclui pesquisa, localização e apresentação dos 
documentos 
SEGURANÇA 
 O sistema de gestão arquivística deve prever controles de acesso e procedimentos de segurança que 
garantam a integridade dos documentos. Entre esses procedimentos, podem-se destacar o uso de controles 
técnicos e programáticos, diferenciando tipos de documentos, perfis de usuários e características de acesso 
aos dados, e a manutenção de trilhas de auditoria e de rotinas de cópias de segurança. 
 Além disso, também devem ser levados em conta exigências e procedimentos de segurança da 
infraestrutura das instalações, entre outras: 
• Controle de acesso - O sistema de gestão arquivística precisa limitar ou autorizar o acesso a 
documentos por usuário e/ou grupos de usuários. 
• Uso e rastreamento - O uso dos documentos pelos usuários deve ser registrado pelo sistema nos seus 
respectivos metadados. 
• Trilhas de auditoria - A trilha de auditoria é o conjunto de informações registradas que permite o 
rastreamento de intervenções ou tentativas de intervenção no documento arquivístico digital ou no 
SIGAD. A trilha de auditoria deve registrar o movimento e o uso dos documentos arquivísticos dentro 
de um SIGAD (captura, registro, classificação, indexação, arquivamento, armazenamento, 
recuperação da informação, acesso e uso, preservação e destinação), informando quem operou, a 
data e a hora, e as ações realizadas. A trilha de auditoria tem o objetivo de fornecer informações 
sobre o cumprimento das políticas e regras da gestão arquivística de documentos do órgão ou 
entidade 
• Cópias de segurança - O SIGAD deve prever controles para proporcionar a salvaguarda regular dos 
documentos arquivísticos e dos seus metadados. Deve também poder recuperá-los rapidamente em 
caso de perda devido a sinistro, falha no sistema, contingência, quebra de segurança ou degradação 
do suporte. Nos sistemas de gestão arquivística de documentos digitais, o SIGAD deve prover meios 
de realização de cópias de segurança (becape, do inglês backup). 
• Segurança da Infraestrutura - A natureza das medidas de segurança da infraestrutura de instalações 
do acervo digital diz respeito a requisitos operacionais e não é muito diferente daquela do acervo 
convencional. 
 
 
Ricardo Campanario
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(OBJETIVA/Pref. Mun. Santa Maria-RS/Recepcionista/2021) O Sistema Informatizado de Gestão 
Arquivística de Documentos (SIGAD) deve prever controles de acesso e procedimentos de segurança. O 
conjunto de informações registradas, que permite o rastreamento de intervenções ou tentativas de 
intervenção no documento digital ou SIGAD, chama-se: 
a) Recolhimento 
b) Captura 
c) Trilhas de Auditoria 
d) Metadados de Preservação 
e) Cópia de Segurança 
Comentário: 
A alternativa C é a CORRETA e é o gabarito da questão. 
Como acabamos de estudar, a trilha de auditoria é o conjunto de informações registradas que permite o 
rastreamento de intervenções ou tentativas de intervenção no documento arquivístico digital ou no SIGAD. 
A trilha de auditoria deve registrar o movimento e o uso dos documentosarquivísticos dentro de um SIGAD 
(captura, registro, classificação, indexação, arquivamento, armazenamento, recuperação da informação, 
acesso e uso, preservação e destinação), informando quem operou, a data e a hora, e as ações realizadas. A 
trilha de auditoria tem o objetivo de fornecer informações sobre o cumprimento das políticas e regras da 
gestão arquivística de documentos do órgão ou entidade. 
Atenção, pois, este é um conceito bastante cobrado em provas! 
 
 Outros procedimentos importantes no quesito segurança e que são cobrados em prova são os 
seguintes: 
• Assinaturas digitais - Assinatura digital é uma sequência de bits que usa algoritmos específicos, 
chaves criptográficas e certificados digitais para autenticar a identidade do assinante e confirmar a 
integridade de um documento. Certificação digital é uma técnica, baseada em uma infraestrutura de 
chaves públicas, de garantia da validade de assinaturas digitais. 
O uso de assinaturas digitais e de certificação digital na administração pública foi padronizado e 
normalizado com a criação da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil). 
Os requisitos só são aplicáveis quando há necessidade de utilizar assinaturas digitais para assegurar 
autenticação, imputabilidade e irretratabilidade (ou irrefutabilidade). 
• Criptografia - Criptografia é um método de codificação de objetos digitais segundo um código secreto 
(chave), de modo que não possam ser apresentados de forma legível ou inteligível por uma aplicação 
e somente usuários autorizados sejam capazes de restabelecer sua forma original. 
ARMAZENAMENTO 
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 As considerações e ações relativas ao armazenamento dos documentos arquivísticos convencionais 
e digitais permeiam todo o seu ciclo de vida. Esse armazenamento deve garantir a autenticidade e o acesso 
aos documentos pelo tempo estipulado na tabela de temporalidade e destinação. 
 Documentos de valor permanente, independentemente do formato, requerem um armazenamento 
criterioso desde o momento da sua produção, para garantir sua preservação no longo prazo. 
 Num cenário híbrido, isto é, que envolve ao mesmo tempo documentos arquivísticos convencionais 
e digitais, devem-se considerar requisitos de armazenamento que atendam igualmente às necessidades 
desses dois tipos de documentos. 
 No caso dos documentos arquivísticos digitais, os órgãos e entidades devem dispor de políticas e 
diretrizes para conversão ou migração desses documentos de maneira a garantir sua autenticidade, 
acessibilidade e utilização. Os procedimentos de conversão e migração devem detalhar as mudanças 
ocorridas nos sistemas e nos formatos dos documentos. 
PRESERVAÇÃO 
 Os documentos arquivísticos têm de se manter acessíveis e utilizáveis pelo tempo que for 
necessário, garantindo-se sua longevidade, funcionalidade e acesso contínuo. Devem ser asseguradas as 
características dos documentos, tais como autenticidade e acessibilidade, pela adoção de estratégias 
institucionais e técnicas proativas de produção e preservação que garantam sua perenidade. Essas 
estratégias são estabelecidas por uma política de preservação. 
 Tradicionalmente, a preservação de documentos arquivísticos concentra-se na obtenção da 
estabilidade do suporte da informação. Nos documentos convencionais, conteúdo e suporte estão 
intrinsecamente ligados, de modo que a manutenção do suporte garante a preservação do documento. 
 Por outro lado, nos documentos digitais, o foco da preservação é a manutenção do acesso, que pode 
implicar mudança de suporte e formato, bem como atualização do ambiente tecnológico. A fragilidade do 
suporte digital e a obsolescência tecnológica de hardware, software e formato exigem intervenções 
periódicas. 
 As estratégias de preservação de documentos arquivísticos devem ser selecionadas com base em sua 
capacidade de manter as características desses documentos e na avaliação custo-benefício. Podem incluir 
monitoramento e controle ambiental, restrições de acesso, cuidados no manuseio direto e obtenção de 
suportes e materiais mais duráveis (papel, tinta, disco óptico, fita magnética). No caso específico dos 
documentos digitais, essas estratégias incluem a prevenção da obsolescência tecnológica e de danos físicos 
ao suporte, por meio de procedimentos de migração, como atualização (refreshing) e conversão. 
 Outras técnicas utilizadas na preservação de documentos digitais são emulação, encapsulamento e 
preservação da tecnologia. A adoção de formatos digitais abertos configura-se, adicionalmente, como 
medida de preservação recomendável e necessária. 
 Qualquer que seja a estratégia de preservação adotada, é preciso documentar os procedimentos e as 
estruturas de metadados. 
Ricardo Campanario
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 O desenvolvimento de novas tecnologias pode tornar disponíveis outros procedimentos para 
preservar documentos digitais por longos períodos. 
 
(VUNESP/CM Mauá-SP/Arquivista/2019) Modelo com especificação de requisitos a serem cumpridos pela 
entidade titular do arquivo no sistema de gestão arquivística com a finalidade de garantir a confiabilidade, 
autenticidade e acesso aos documentos, orientar a implantação da gestão em acervos híbridos e fornecer 
especificações técnicas, funcionais e metadados para orientar a avaliação/aquisição de sistema pré-
existente, a especificação e o desenvolvimento de um sistema. Trata-se da definição de 
a) SIGAD. 
b) e-ARQ. 
c) ISAD(G). 
d) NOBRADE. 
e) PCD. 
Comentário: 
A alternativa B é a correta e é o gabarito da questão. 
Essa é uma ótima definição para o e-ARQ Brasil. Vejamos: 
- Modelo com especificação de requisitos 
- Garante a confiabilidade, autenticidade e acesso aos documentos 
- Atua em acervos híbridos 
- Fornece especificações técnicas, funcionais e metadados para orientar a avaliação/aquisição de sistema pré 
existente. 
Ou seja, em outras palavras, resume muito bem a definição com a qual vínhamos trabalhando, do Conarq: 
"especificação de requisitos a serem cumpridos pela organização produtora/recebedora de documentos, 
pelo sistema de gestão arquivística e pelos próprios documentos, a fim de garantir sua confiabilidade e 
autenticidade, assim como sua acessibilidade. Além disso, o e-ARQ Brasil pode ser usado para orientar a 
identificação de documentos arquivísticos". 
Relembre ainda quais são os principais objetivos do e-ARQ, também listados pelo Conarq: 
- Orientar a implantação da gestão arquivística de documentos arquivísticos digitais e não digitais; 
- Fornecer especificações técnicas e funcionais, além de metadados, para orientar a aquisição e/ou a 
especificação e desenvolvimento de sistemas informatizados de gestão arquivística de documentos. 
 
 
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Legislação Documentos Eletrônicos 
 
 
CP-Brasil (MP 2.200-2/2001) 
 A Medida Provisória 2.200-2/2001 institui a infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, 
e dá outras providências. 
Veja abaixo os artigos mais importantes do texto legal e note que nos temas a seguir citaremos com 
alguma frequência a necessidade da obtenção do certificado digital com base no estabelecido pela MP, ou 
seja, a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, especialmente quando nos referirmos as 
assinaturas eletrônicas. 
Art. 1o. - Fica instituída a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, para 
garantir a autenticidade, a integridade e a validade jurídica de documentos em forma

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