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Roteiro de estudos
Aula 1
Leia a seção III do Livro Farmacologia Básica e Clínica
Utilize a IA para realizar resumos, sínteses e fazer perguntas
sobre o conteúdo.
Caso 1:
O paciente J.B.S, 58 anos, pardo, motorista de entregas e natural de São Paulo,
buscou a Unidade Básica de Saúde para acompanhamento, relatando cefaleia
na nuca, edema em membros inferiores e uma nova queixa de tosse seca e
persistente, sem febre ou secreção, iniciada após a introdução do Captopril em
substituição à Losartana em uma consulta anterior.
Com histórico de hipertensão há 10 anos, diabetes e dislipidemia, o exame físico
revelou pressão arterial de 158 x 96 mmHg, obesidade grau I (IMC 31,5 kg/m²)
e sinais de lesão de órgão-alvo, como retinopatia hipertensiva grau I e hipertrofia
ventricular esquerda confirmada por eletrocardiograma.
Os exames laboratoriais indicaram uma taxa de filtração glomerular de 58
mL/min (doença renal crônica estágio 3) e hemoglobina glicada de 7,4%.
Diante da tosse seca, identificou-se um efeito adverso clássico do Captopril,
causado pelo acúmulo de bradicinina nas vias aéreas, o que exige orientação
para que o paciente não interrompa o uso por conta própria, mas aguarde a
substituição por um BRA (Bloqueador dos Receptores de Angiotensina), como a
Losartana, que não causa esse sintoma.
Quanto à administração, o Captopril deve ser tomado preferencialmente uma
hora antes das refeições, pois a presença de alimentos reduz sua absorção em
até 40%.
A Hidroclorotiazida deve ser mantida pela manhã para evitar que a necessidade
de urinar interrompa o sono, enquanto a Metformina deve ser ingerida durante
as refeições para minimizar náuseas e diarreia.
É fundamental que o motorista utilize estratégias de adesão, como
despertadores, e receba apoio para cessação tabágica, visando controlar a
pressão e reduzir o risco cardiovascular e a progressão da lesão renal.
Quais outras condutas você pensaria para o manejo deste paciente?
Caso 2: Insuficiência Cardíaca e Risco de Toxicidade Digitálica
O paciente M.L.C, 74 anos, sexo feminino, aposentada e residente em São
Paulo, buscou a Unidade Básica de Saúde queixando-se de fraqueza extrema,
náuseas, falta de apetite e uma percepção visual alterada, descrevendo "visão
amarelada" e halos ao redor das luzes, além de palpitações e falta de ar ao
caminhar pequenos trajetos.
Com diagnóstico prévio de Hipertensão Arterial Sistêmica e Insuficiência
Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida (ICFEr), ela faz uso contínuo de
Digoxina 0,25mg, Furosemida 40mg e Captopril 25mg.
Ao exame físico, apresentou-se desidratada, com pressão arterial de 105 x 65
mmHg, frequência cardíaca irregular de 48 bpm (bradicardia) e presença de
estertores crepitantes em bases pulmonares, além de edema de membros
inferiores (2+/4+).
Os exames laboratoriais revelaram uma Digoxinemia de 2,4 ng/mL (confirmando
intoxicação digitálica), potássio sérico de 3,1 mEq/L (hipocalemia), creatinina
de 1,8 mg/dL e uma radiografia de tórax com aumento importante da silhueta
cardíaca e sinais de congestão venocapilar.
Diante da intoxicação por Digoxina, agravada pela hipocalemia gerada pelo uso
do diurético, as orientações de enfermagem e farmácia são cruciais: a Digoxina
deve ter sua dose suspensa imediatamente e o paciente monitorado, pois a
baixa do potássio aumenta a toxicidade do fármaco no músculo cardíaco.
Captopril deve ser administrado idealmente uma hora antes das refeições para
garantir absorção plena, estando a paciente alerta para o risco de tosse seca
persistente como efeito colateral.
A Furosemida deve ser tomada pela manhã para evitar a nictúria e exige
vigilância constante quanto à perda de eletrólitos (potássio e magnésio) e
desidratação.
É fundamental orientar a paciente e seus cuidadores sobre o reconhecimento
precoce de sinais gastrointestinais e visuais de toxicidade, além da aferição da
frequência cardíaca antes de cada dose de digitálico, suspendendo o uso se o
pulso estiver abaixo de 60 bpm.
• Estude o mecanismo de ação da digoxina, da furosemida e
captopril e procure discutir com seu colega o que cada um deles
contribui para o manejo da HAS e ICC
Aula 2
Leia o capítulo 62 do Livro Farmacologia Básica e Clínica
Utilize a IA para realizar resumos, sínteses e fazer perguntas
sobre o conteúdo.
Casos 1:
O paciente A.M.F, 42 anos, sexo masculino, gerente de vendas, natural de
Minas Gerais, buscou a Unidade Básica de Saúde queixando-se de dor intensa
na "boca do estômago" (epigastralgia) em queimação, que piora logo após as
refeições, acompanhada de regurgitação ácida e sensação de "bola na
garganta" ao deitar-se.
Com histórico de uso frequente de anti-inflamatórios para dores lombares e
consumo excessivo de café, o exame físico revelou dor à palpação profunda do
epigástrio, sem sinais de peritonite, e um IMC de 29 kg/m². A endoscopia
digestiva alta evidenciou pangastrite erosiva moderada e esofagite erosiva
grau B de Los Angeles, confirmando a doença do refluxo gastroesofágico
(DRGE), enquanto o teste da urease foi positivo para H. pylori.
O tratamento instituído incluiu Omeprazol 40mg, Amoxicilina 1g e Claritromicina
500mg (esquema de erradicação).
As orientações farmacológicas são fundamentais: o Omeprazol deve ser
ingerido rigorosamente de 30 a 60 minutos antes do café da manhã, pois o
medicamento necessita que as bombas de prótons estejam em repouso para
agir com eficácia máxima. Os antibióticos devem ser tomados estritamente nos
horários recomendados para evitar resistência bacteriana, preferencialmente
após as refeições para reduzir o desconforto gástrico. O paciente deve ser
orientado a não deitar-se nas duas horas seguintes à alimentação, elevar a
cabeceira da cama e evitar o uso de anti-inflamatórios, que agravam a erosão
da mucosa gástrica.
Discuta com seus colegas o mecanismo de ação das drogas citadas e
escreva uma sequência de orientações com 5 itens para este paciente
sobre a utilização desta medicação.
Caso 2
O paciente R.C.M, 34 anos, sexo masculino, auxiliar de estoque, buscou a
Unidade Básica de Saúde relatando início súbito de cólicas abdominais difusas,
mais de oito episódios de diarreia aquosa nas últimas 24 horas, náuseas e três
episódios de vômitos. Relatou ter consumido alimentação de procedência
duvidosa em um evento dois dias antes do início dos sintomas.
Ao exame físico, o paciente apresentou-se prostrado, com mucosas secas,
olhos discretamente encovados, caracterizando desidratação moderada. A
temperatura axilar era de 37,9°C, a pressão arterial de 110 x 70 mmHg e a
frequência cardíaca de 95 bpm, com o abdome apresentando ruídos
hidroaéreos aumentados (borborigmos) e dor leve à palpação difusa, sem sinais
de irritação peritoneal.
Os exames laboratoriais iniciais mostraram hemograma com leve
hemoconcentração (aumento de hematócrito devido à perda de líquidos) e
eletrólitos com sódio de 138 mEq/L e potássio de 3,4 mEq/L (limite inferior da
normalidade).
O diagnóstico de gastroenterocolite aguda (GECA) foi firmado e o tratamento
instituído com Soro de Reidratação Oral (SRO), Ondansetrona 4mg para
controle de vômitos e Racecadotril 100mg como antidiarreico.
As orientações de administração são fundamentais para a recuperação: o Soro
de Reidratação Oral deve ser ingerido em pequenos volumes e com alta
frequência (colheradas ou goles curtos), especialmente após cada evacuação
líquida, para garantir a reposição de água e sais sem estimular novos vômitos.
A Ondansetrona, se prescrita de forma sublingual, deve ser colocada sob a
língua e mantida até a completa dissolução, sem mastigar ou engolir
precocemente.
O Racecadotril deve ser tomado preferencialmente antes das refeições
principais, visando reduzir a hipersecreção intestinal de água sem causar
constipação rebote. O paciente foi orientado a manter dieta leve (arroz branco,
batata cozida, frango grelhado) eevitar leite, derivados, alimentos gordurosos
ou ricos em fibras até a normalização do hábito intestinal.
Explique a relação entre os exames laboratoriais, a clínica do
paciente, a escolha dos medicamentos e o efeito desejado para
melhora do quadro.
Que outras orientações de enfermagem você faria para o manejo
deste paciente a partir dos eventos adversos dos medicamentos
informados no caso.
Aula 2.1
Leia os capítulos 38 e 41 do livro Farmacologia Básica e Clínica
Utilize a IA para realizar resumos, sínteses e fazer perguntas
sobre o conteúdo.
Caso 1:
O paciente L.V.G, 19 anos, estudante, natural de Santos, buscou a UBS para
ajuste de insulinoterapia, relatando episódios frequentes de tremores, sudorese
fria e palpitações no meio da madrugada, seguidos por glicemias de jejum muito
elevadas (acima de 250 mg/dL).
Diagnosticado com Diabetes Mellitus tipo 1 há 8 anos, ele utiliza um esquema
basal-bolus com Insulina Glargina e Insulina Lispro. Ao exame físico, apresentou
IMC de 22 kg/m² e áreas de lipodistrofia (nódulos de gordura) em abdome e
coxas por falta de rodízio na aplicação.
Os exames laboratoriais revelaram HbA1c de 8,2% e glicemias capilares com
grande variabilidade. O quadro sugere o Fenômeno de Somogyi (hiperglicemia
reativa após hipoglicemia noturna), agravado pela má técnica de aplicação.
As orientações farmacológicas focam no rodízio dos locais de aplicação para
garantir a absorção correta e na técnica de armazenamento da insulina, que
deve ser mantida sob refrigeração (2°C a 8°C) antes de aberta, e em temperatura
ambiente por até 28 dias após o início do uso para evitar desconforto.
Qual a relação entre o processo inflamatório e o surgimento de
lipodistrofia?
Que tipos de cuidados devem ser realizados na administração de insulina
por via EV e SC?
Associe o mecanismo de ação dos diferentes tipos de insulina com a curva
glicêmica.
Caso 2
O paciente M.A.S, 54 anos, vigilante, residente em São Bernardo do Campo,
compareceu à unidade relatando visão turva, muita sede e aumento na
frequência urinária (poliúria).
Paciente com Diabetes Mellitus tipo 2 há 6 anos, obeso e sedentário, faz uso
de Metformina 850mg (3x ao dia) e Gliclazida 60mg (1x ao dia). No exame físico,
apresentou PA de 142 x 92 mmHg, peso de 105 kg (IMC 34 kg/m²) e acantose
nigricans (manchas escuras) na região da nuca, sinal de resistência insulínica.
Seus exames mostraram HbA1c de 9,1% e glicemia de jejum de 198 mg/dL. As
orientações medicamentosas reforçam que a Metformina deve ser tomada
sempre após as refeições para reduzir as náuseas e gases.
Já a Gliclazida (sulfonilureia) deve ser administrada rigorosamente antes do café
da manhã, alertando o paciente sobre o risco de hipoglicemia caso ele pule
refeições após tomar o remédio. O paciente foi orientado sobre o cuidado com
os pés, devendo examiná-los diariamente em busca de pequenas lesões.
Quais diagnósticos de enfermagem podem ser utilizados neste paciente?
Que tipos de resultados esperados podem ser pensados para ele?
Existem eventos adversos para estes medicamentos?
Existem interações medicamentosas para estes medicamentos?
O que é resistência insulínica?
Caso 3
A paciente C.R.P, 48 anos, professora, natural de São Paulo, buscou a UBS
com queixas de cansaço excessivo, ganho de peso mesmo com dieta restritiva,
intolerância ao frio, queda de cabelo e obstipação intestinal. Com antecedente
familiar de tireoidopatia, o exame físico revelou bradicardia (FC 56 bpm), pele
seca e fria, além de reflexos osteotendinosos lentificados.
Os exames laboratoriais confirmaram Hipotireoidismo primário, com TSH de
14,5 mUI/L (elevado) e T4 Livre de 0,6 ng/dL (baixo).
Foi prescrita Levotiroxina Sódica 50mcg.
A orientação de administração é a mais crítica deste caso: o medicamento deve
ser tomado em jejum, pelo menos 30 a 60 minutos antes do café da manhã,
apenas com água, para garantir a absorção completa. A paciente foi alertada
para nunca ingerir o comprimido com leite ou sucos, nem junto com outros
remédios como carbonato de cálcio ou sulfato ferroso, que impedem a entrada
do hormônio no organismo.
Qual o mecanismo de ação deste medicamento?
Qual a relação do hipotireoidismo com os sinais e sintomas clínicos
apresnetados pela pacidente?
Quais os eventos adversos e interações medicamentosas podem
acontecer com este medicamento?
Aula 3
Veja a aula anexa sobre fármacos do sistema respiratório. Depois estudo
os casos mostrados a seguir.
Caso 1
A paciente M.S.L, 26 anos, arquiteta, buscou a UBS com queixa de falta de ar
súbita, aperto no peito e chiado audível após exposição a mofo em reforma.
Diagnosticada com asma na infância, não utiliza medicação de controle há anos.
Ao exame físico, apresentou taquipneia (24 irpm), uso de musculatura acessória,
fala entrecortada e sibilos expiratórios difusos à ausculta pulmonar, com
saturação de O2 em 93% em ar ambiente. Foi medicada na unidade com
nebulização de Salbutamol (5mg) e Brometo de Ipratrópio (0,5mg), além
de Prednisolona oral (20 mg), apresentando melhora clínica imediata.
As orientações de enfermagem focaram na técnica correta do uso do inalador
dosimetrado ("bombinha") com espaçador, essencial para garantir que o
fármaco chegue aos pulmões e não fique retido na garganta, além da
importância da higienização bucal após o uso de corticoides inalatórios para
evitar candidíase oral.
Discuta com seu grupo a interação de cada uma das medicações para o efeito
desejado no manejo deste paciente (como elas agiram para controlar os sinais
e sintomas).
Quais são as orientações relacionadas a eventos adversos e sinais de alerta
para eles?
Que tipos de interações medicamentosas devem ser observadas para estes
medicamentos?
Caso 2
O paciente J.G.T, 68 anos, aposentado e ex-tabagista (50 anos/maço),
compareceu à UBS para acompanhamento de dispneia progressiva aos
mínimos esforços e tosse produtiva crônica.
Ao exame físico, apresentou tórax "em tonel" (aumento do diâmetro
anteroposterior), tempo expiratório prolongado e ausculta com murmúrio
vesicular reduzido, compatível com enfisema.
A espirometria confirmou DPOC com padrão obstrutivo irreversível (VEF1/CVF
rigoroso de enzimas
hepáticas (TGO/TGP) na UBS a cada mês, devido ao alto risco de
hepatotoxicidade, devendo ser tomado sempre com alimentos para reduzir a
diarreia, seu principal efeito colateral.
Pesquise utilizando IA a fisiopatologia da fibrose pulmonar, o tratamento
recomendado, verifique se os medicamentos utilizados neste caso estão
corretos e qual a dosagem terapêutica.
Também siga os mesmos passos dos casos anteriores, veja se existe
algum sinal de alerta importante de eventos adversos e interações
medicamentosas.
Identifiquem também o mecanismo de ação do Nintedanibe e como
funcionam as vacinas neste caso.
Caso 4
O lactente B.H, de 7 meses, levado à UBS com coriza, febre e batimento de asa
de nariz, evoluiu com um quadro de bronquiolite viral aguda associado
a broncoespasmo severo, identificado por sibilos expiratórios audíveis e
tiragem intercostal (esforço da musculatura das costelas). Embora a base do
tratamento seja a lavagem nasal com Soro Fisiológico 0,9% (fundamental
para reduzir a resistência ao fluxo de ar em bebês, que são respiradores nasais
preferenciais), a presença de sibilos e desconforto respiratório importante
motivou o uso de medicamentos para alívio do espasmo brônquico. Foi
realizado o "teste terapêutico" na unidade com Salbutamol (Aerolin),
administrado via inalador dosimetrado com espaçador valvulado e máscara
facial adequada (técnica de 5 a 10 jatos com intervalos, conforme protocolo
local), para avaliar se o lactente apresenta resposta clínica (diminuição da
frequência respiratória e dos sibilos).
Como o paciente apresentou melhora parcial, foi prescrita a manutenção
domiciliar com o Salbutamol, orientando a mãe a realizar 2 jatos a cada 6 ou 8
horas nos primeiros dias. Adicionalmente, para reduzir a inflamação das vias
aéreas e a produção de muco que obstrui os bronquíolos, foi instituído o uso
de Prednisolona (Prelone/Pediapred) em gotas, na dose de 1 a 2 mg/kg/dia
por um período curto de 3 a 5 dias.
As orientações farmacológicas reforçam que o corticoide oral deve ser
administrado preferencialmente pela manhã para evitar irritabilidade e insônia
no bebê, e que o Salbutamol pode causar tremores leves e taquicardia
transitória, reações esperadas do medicamento. A mãe foi alertada de que se o
bebê apresentar gemência, cianose (lábios roxos) ou incapacidade de mamar
mesmo após a medicação, deve procurar imediatamente a emergência
hospitalar, pois a bronquiolite tem caráter dinâmico e pode evoluir para
insuficiência respiratória rapidamente.
Procure diferenciar a bronquiolite da ASMA.
Explique como fazem efeito os medicamentos citados no caso.
Porque estes medicamentos podem desenvolver alguns dos eventos
adversos citados no caso?
Veja agora quais são as doses terapêuticas de cada um deles.
Aula 4
Leia o capitlulo 55 do Livro Farmacologia Básica e Clínica
Utilize a IA para realizar resumos, sínteses e fazer perguntas
sobre o conteúdo.
Caso 1
A paciente M.C.F, 28 anos, vegetariana e com histórico de fluxo menstrual
intenso (hipermenorreia), procurou a UBS relatando cansaço extremo,
irritabilidade, unhas quebradiças e desejo de comer gelo (pagofagia).
Ao exame físico, apresentou palidez cutâneo-mucosa (2+/4+), queilite angular
(rachadura nos cantos da boca) e frequência cardíaca de 96 bpm.
Os exames laboratoriais confirmaram Anemia Ferropriva, com Hemoglobina de
9,2 g/dL, ferritina de 8 ng/mL (muito baixa) e VCM de 72 fL (anemia microcítica
e hipocrômica).
Foi prescrito o Sulfato Ferroso (40mg de ferro elementar, 3x ao dia). A
orientação de administração é vital: o medicamento deve ser tomado,
idealmente, uma hora antes das refeições com uma fonte de Vitamina
C (como suco de laranja) para acidificar o meio gástrico e dobrar a absorção. A
paciente foi alertada de que o ferro causa fezes escurecidas e pode gerar
obstipação ou náuseas; caso o desconforto gástrico seja intolerável, a dose
pode ser tomada logo após as refeições, ciente de que a absorção será menor.
Ela foi instruída a evitar o consumo de leite, chás ou café próximo à tomada,
pois o cálcio e os taninos impedem a absorção do ferro.
Porque a falta do ferro provoca anemia? Qual a sua relação com a medula
e efeitos em outros sistemas?
Quais são as orientações básicas que devem ser feitas para pacientes em
uso destas drogas?
Caso 2
O paciente R.J.N, 45 anos, motorista, realizou um transplante renal há 2 anos
devido a uma nefropatia diabética e mantém acompanhamento compartilhado
entre a UBS e o centro de transplantes. Ele compareceu à unidade para
renovação de receitas e monitoramento de rotina.
Faz uso contínuo de um esquema imunossupressor com Tacrolimus (2mg, 2x
ao dia), Micofenolato de Sódio (720mg, 2x ao dia) e Prednisona(5mg/dia). Ao
exame, apresentava PA 138 x 88 mmHg e ausência de edema.
Os exames mostraram Creatinina de 1,2 mg/dL e níveis séricos de Tacrolimus
estáveis. As orientações farmacológicas são críticas para evitar a rejeição do
órgão: o Tacrolimus deve ser tomado rigorosamente nos mesmos horários
(intervalos de 12h) e preferencialmente de estômago vazio, pois a gordura
dos alimentos altera sua absorção. O Micofenolato deve ser ingerido inteiro,
sem partir ou mastigar. O paciente foi alertado sobre a alta vulnerabilidade a
infecções e a necessidade de proteção solar rigorosa, devido ao risco
aumentado de câncer de pele associado aos imunossupressores, além de
nunca iniciar novos medicamentos (como anti-inflamatórios ou antibióticos) sem
consultar a equipe, devido ao risco de interações que podem lesar o rim
transplantado.
Explique juntamente com seus colegas como agem estes medicamentos
para prevenir a rejeição do órgão transplantado.
Qual o tipo de reação de hipersensibilidade está envolvida com este
quadro?
Releia as orientações para uso destes medicamentos e escreva uma
prescrição de enfermagem para este paciente que envolva todos os
cuidados com a utilização destes medicamentos.
Caso 3
A paciente S.A.M, 35 anos, advogada, procurou a UBS com queixas de dor e
inchaço nas articulações das mãos e punhos, rigidez matinal que dura mais de
uma hora e fadiga.
Após avaliação especializada e exames de fator reumatoide e anti-CCP
positivos, foi diagnosticada com Artrite Reumatóide (doença autoimune). O
tratamento instituído na UBS, via Protocolos do Ministério da Saúde,
inclui Metotrexato (15mg, 1x por semana) e Ácido Fólico (5mg, 1x por
semana).
A orientação de administração é o ponto de maior erro: o Metotrexato deve ser
tomado em dose única semanal (ex: toda segunda-feira), e o Ácido Fólico deve
ser tomado 24 horas após o Metotrexato (ex: na terça-feira) para reduzir os
efeitos colaterais como feridas na boca e queda de cabelo, sem anular o efeito
do remédio. A paciente foi informada de que o Metotrexato é hepatotóxico,
sendo proibido o consumo de álcool durante o tratamento, e que o
monitoramento de hemograma e enzimas do fígado será feito mensalmente.
Além disso, por ser uma droga teratogênica, o uso de métodos contraceptivos
eficazes é obrigatório.
Explique o que é uma doença auto-imune tendo por base a imunidade
celular e humoral.
Como os medicamentos citados agem no organismo para impedir esta
reação auto-imune?
Aula 5
Leia os capítulos 26 e 36 do Livro Farmacologia Básica e Clínica
Utilize a IA para realizar resumos, sínteses e fazer perguntas
sobre o conteúdo.
Caso 1
O paciente M.R.T, 62 anos, pedreiro aposentado, procurou a UBS com dor
intensa no joelho direito (osteoartrite). Relatou que, por conta própria,
tomou Diclofenaco de Potássio 50mg de 8/8h nos últimos 10 dias.
Ao exame físico, apresentou PA de 162 x 100 mmHg (elevação aguda) e dor à
palpação do epigástrio. O paciente tem histórico de hipertensão e faz uso de
Enalapril.
Os exames laboratoriais revelaram um aumento súbito da creatinina (de 1,0 para
1,6 mg/dL), indicando uma Injúria Renal Aguda induzida porAINEs. A
orientação farmacológica foi a suspensão imediata do anti-inflamatório,
explicando que esses fármacos reduzem a proteção do estômago e "fecham"
os vasos dos rins, além de anularem o efeito do remédio de pressão. Foi
orientado a utilizar apenas analgésicos simples (Paracetamol) e compressas
mornas.
Caso 2
A paciente V.S.A, 55 anos, costureira, em tratamento para uma crise de lúpus
eritematoso sistêmico, compareceu à consulta de retorno em uso
de Prednisona 40mg/dia há dois meses. Queixou-se de insônia, ganho de peso
e "rosto inchado".
Ao exame, apresentou fácies em "lua cheia" (giba dorsal e acúmulo de gordura
facial), estrias abdominais e glicemia de jejum de 126 mg/dL (pré-diabetes
induzido por corticoide).
A conduta foi iniciar o desmame gradual do corticoide, pois a interrupção
abrupta pode causar insuficiência adrenal grave (crise de Addison). A orientação
de administração foi para tomar o comprimido sempre pela manhã, imitando o
pico natural de cortisol do corpo, o que reduz a insônia e o impacto no eixo
hormonal.
Caso 3
O paciente J.L.M, 70 anos, com diagnóstico de câncer de próstata metastático
para os ossos, utiliza Morfina de liberação imediata (10mg) para controle da dor
oncológica.
Buscou a UBS com queixa de dor abdominal e ausência de evacuações há 5
dias. Ao exame físico, o abdome estava distendido e com ruídos hidroaéreos
reduzidos.
O diagnóstico foi de constipação induzida por opioides, um efeito adverso
quase universal nessa classe, já que os opioides paralisam os movimentos do
intestino. A orientação farmacológica incluiu a prescrição profilática de lactulose
(laxante osmótico) e o estímulo à ingestão hídrica. O paciente foi alertado de
que, embora a sonolência inicial possa passar com o tempo (tolerância), a
constipação não melhora sem auxílio medicamentoso.
Caso 4
A paciente L.C.B, 29 anos, buscou a UBS para realização de uma pequena
cirurgia ambulatorial (exérese de um cisto sebáceo no dorso). Durante o
procedimento, foi utilizada Lidocaína 2% com Epinefrina para anestesia local
e controle de sangramento.
Após a infiltração, a paciente referiu palpitações e leve tontura. O exame físico
mostrou FC de 110 bpm, sem sinais de anafilaxia (sem urticária ou
broncoespasmo).
O quadro foi identificado como uma reação sistêmica leve à adrenalina
(epinefrina) presente no anestésico, que auxilia na vasoconstrição para o
cirurgião ver melhor o campo. A orientação pós-procedimento foi de repouso
até a passagem do efeito anestésico (cerca de 1 a 2 horas), alertando-a para o
risco de traumas ou queimaduras na região insensibilizada, já que ela não sentirá
dor ou calor no local por esse período.
Em cada um dos casos citados explique como os medicamentos eliminam
a dor, explique o mecanismo de ação de cada um deles e os seus efeitos
desejados e adversos.