Logo Passei Direto
Buscar

Roteiros de casos FAE 2026 1

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Roteiro de estudos 
Aula 1 
Leia a seção III do Livro Farmacologia Básica e Clínica 
Utilize a IA para realizar resumos, sínteses e fazer perguntas 
sobre o conteúdo. 
Caso 1: 
O paciente J.B.S, 58 anos, pardo, motorista de entregas e natural de São Paulo, 
buscou a Unidade Básica de Saúde para acompanhamento, relatando cefaleia 
na nuca, edema em membros inferiores e uma nova queixa de tosse seca e 
persistente, sem febre ou secreção, iniciada após a introdução do Captopril em 
substituição à Losartana em uma consulta anterior. 
Com histórico de hipertensão há 10 anos, diabetes e dislipidemia, o exame físico 
revelou pressão arterial de 158 x 96 mmHg, obesidade grau I (IMC 31,5 kg/m²) 
e sinais de lesão de órgão-alvo, como retinopatia hipertensiva grau I e hipertrofia 
ventricular esquerda confirmada por eletrocardiograma. 
Os exames laboratoriais indicaram uma taxa de filtração glomerular de 58 
mL/min (doença renal crônica estágio 3) e hemoglobina glicada de 7,4%. 
Diante da tosse seca, identificou-se um efeito adverso clássico do Captopril, 
causado pelo acúmulo de bradicinina nas vias aéreas, o que exige orientação 
para que o paciente não interrompa o uso por conta própria, mas aguarde a 
substituição por um BRA (Bloqueador dos Receptores de Angiotensina), como a 
Losartana, que não causa esse sintoma. 
Quanto à administração, o Captopril deve ser tomado preferencialmente uma 
hora antes das refeições, pois a presença de alimentos reduz sua absorção em 
até 40%. 
A Hidroclorotiazida deve ser mantida pela manhã para evitar que a necessidade 
de urinar interrompa o sono, enquanto a Metformina deve ser ingerida durante 
as refeições para minimizar náuseas e diarreia. 
É fundamental que o motorista utilize estratégias de adesão, como 
despertadores, e receba apoio para cessação tabágica, visando controlar a 
pressão e reduzir o risco cardiovascular e a progressão da lesão renal. 
Quais outras condutas você pensaria para o manejo deste paciente? 
 
 
Caso 2: Insuficiência Cardíaca e Risco de Toxicidade Digitálica 
O paciente M.L.C, 74 anos, sexo feminino, aposentada e residente em São 
Paulo, buscou a Unidade Básica de Saúde queixando-se de fraqueza extrema, 
náuseas, falta de apetite e uma percepção visual alterada, descrevendo "visão 
amarelada" e halos ao redor das luzes, além de palpitações e falta de ar ao 
caminhar pequenos trajetos. 
 
Com diagnóstico prévio de Hipertensão Arterial Sistêmica e Insuficiência 
Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida (ICFEr), ela faz uso contínuo de 
Digoxina 0,25mg, Furosemida 40mg e Captopril 25mg. 
 
Ao exame físico, apresentou-se desidratada, com pressão arterial de 105 x 65 
mmHg, frequência cardíaca irregular de 48 bpm (bradicardia) e presença de 
estertores crepitantes em bases pulmonares, além de edema de membros 
inferiores (2+/4+). 
 
Os exames laboratoriais revelaram uma Digoxinemia de 2,4 ng/mL (confirmando 
intoxicação digitálica), potássio sérico de 3,1 mEq/L (hipocalemia), creatinina 
de 1,8 mg/dL e uma radiografia de tórax com aumento importante da silhueta 
cardíaca e sinais de congestão venocapilar. 
 
Diante da intoxicação por Digoxina, agravada pela hipocalemia gerada pelo uso 
do diurético, as orientações de enfermagem e farmácia são cruciais: a Digoxina 
deve ter sua dose suspensa imediatamente e o paciente monitorado, pois a 
baixa do potássio aumenta a toxicidade do fármaco no músculo cardíaco. 
 
Captopril deve ser administrado idealmente uma hora antes das refeições para 
garantir absorção plena, estando a paciente alerta para o risco de tosse seca 
persistente como efeito colateral. 
 
A Furosemida deve ser tomada pela manhã para evitar a nictúria e exige 
vigilância constante quanto à perda de eletrólitos (potássio e magnésio) e 
desidratação. 
 
É fundamental orientar a paciente e seus cuidadores sobre o reconhecimento 
precoce de sinais gastrointestinais e visuais de toxicidade, além da aferição da 
frequência cardíaca antes de cada dose de digitálico, suspendendo o uso se o 
pulso estiver abaixo de 60 bpm. 
• Estude o mecanismo de ação da digoxina, da furosemida e 
captopril e procure discutir com seu colega o que cada um deles 
contribui para o manejo da HAS e ICC 
 
 
Aula 2 
Leia o capítulo 62 do Livro Farmacologia Básica e Clínica 
Utilize a IA para realizar resumos, sínteses e fazer perguntas 
sobre o conteúdo. 
Casos 1: 
O paciente A.M.F, 42 anos, sexo masculino, gerente de vendas, natural de 
Minas Gerais, buscou a Unidade Básica de Saúde queixando-se de dor intensa 
na "boca do estômago" (epigastralgia) em queimação, que piora logo após as 
refeições, acompanhada de regurgitação ácida e sensação de "bola na 
garganta" ao deitar-se. 
Com histórico de uso frequente de anti-inflamatórios para dores lombares e 
consumo excessivo de café, o exame físico revelou dor à palpação profunda do 
epigástrio, sem sinais de peritonite, e um IMC de 29 kg/m². A endoscopia 
digestiva alta evidenciou pangastrite erosiva moderada e esofagite erosiva 
grau B de Los Angeles, confirmando a doença do refluxo gastroesofágico 
(DRGE), enquanto o teste da urease foi positivo para H. pylori. 
O tratamento instituído incluiu Omeprazol 40mg, Amoxicilina 1g e Claritromicina 
500mg (esquema de erradicação). 
As orientações farmacológicas são fundamentais: o Omeprazol deve ser 
ingerido rigorosamente de 30 a 60 minutos antes do café da manhã, pois o 
medicamento necessita que as bombas de prótons estejam em repouso para 
agir com eficácia máxima. Os antibióticos devem ser tomados estritamente nos 
horários recomendados para evitar resistência bacteriana, preferencialmente 
após as refeições para reduzir o desconforto gástrico. O paciente deve ser 
orientado a não deitar-se nas duas horas seguintes à alimentação, elevar a 
cabeceira da cama e evitar o uso de anti-inflamatórios, que agravam a erosão 
da mucosa gástrica. 
 
Discuta com seus colegas o mecanismo de ação das drogas citadas e 
escreva uma sequência de orientações com 5 itens para este paciente 
sobre a utilização desta medicação. 
Caso 2 
O paciente R.C.M, 34 anos, sexo masculino, auxiliar de estoque, buscou a 
Unidade Básica de Saúde relatando início súbito de cólicas abdominais difusas, 
mais de oito episódios de diarreia aquosa nas últimas 24 horas, náuseas e três 
episódios de vômitos. Relatou ter consumido alimentação de procedência 
duvidosa em um evento dois dias antes do início dos sintomas. 
 
Ao exame físico, o paciente apresentou-se prostrado, com mucosas secas, 
olhos discretamente encovados, caracterizando desidratação moderada. A 
temperatura axilar era de 37,9°C, a pressão arterial de 110 x 70 mmHg e a 
frequência cardíaca de 95 bpm, com o abdome apresentando ruídos 
hidroaéreos aumentados (borborigmos) e dor leve à palpação difusa, sem sinais 
de irritação peritoneal. 
 
Os exames laboratoriais iniciais mostraram hemograma com leve 
hemoconcentração (aumento de hematócrito devido à perda de líquidos) e 
eletrólitos com sódio de 138 mEq/L e potássio de 3,4 mEq/L (limite inferior da 
normalidade). 
 
O diagnóstico de gastroenterocolite aguda (GECA) foi firmado e o tratamento 
instituído com Soro de Reidratação Oral (SRO), Ondansetrona 4mg para 
controle de vômitos e Racecadotril 100mg como antidiarreico. 
 
As orientações de administração são fundamentais para a recuperação: o Soro 
de Reidratação Oral deve ser ingerido em pequenos volumes e com alta 
frequência (colheradas ou goles curtos), especialmente após cada evacuação 
líquida, para garantir a reposição de água e sais sem estimular novos vômitos. 
 
A Ondansetrona, se prescrita de forma sublingual, deve ser colocada sob a 
língua e mantida até a completa dissolução, sem mastigar ou engolir 
precocemente. 
 
O Racecadotril deve ser tomado preferencialmente antes das refeições 
principais, visando reduzir a hipersecreção intestinal de água sem causar 
constipação rebote. O paciente foi orientado a manter dieta leve (arroz branco, 
batata cozida, frango grelhado) eevitar leite, derivados, alimentos gordurosos 
ou ricos em fibras até a normalização do hábito intestinal. 
Explique a relação entre os exames laboratoriais, a clínica do 
paciente, a escolha dos medicamentos e o efeito desejado para 
melhora do quadro. 
Que outras orientações de enfermagem você faria para o manejo 
deste paciente a partir dos eventos adversos dos medicamentos 
informados no caso. 
 
 
Aula 2.1 
Leia os capítulos 38 e 41 do livro Farmacologia Básica e Clínica 
Utilize a IA para realizar resumos, sínteses e fazer perguntas 
sobre o conteúdo. 
Caso 1: 
O paciente L.V.G, 19 anos, estudante, natural de Santos, buscou a UBS para 
ajuste de insulinoterapia, relatando episódios frequentes de tremores, sudorese 
fria e palpitações no meio da madrugada, seguidos por glicemias de jejum muito 
elevadas (acima de 250 mg/dL). 
 
Diagnosticado com Diabetes Mellitus tipo 1 há 8 anos, ele utiliza um esquema 
basal-bolus com Insulina Glargina e Insulina Lispro. Ao exame físico, apresentou 
IMC de 22 kg/m² e áreas de lipodistrofia (nódulos de gordura) em abdome e 
coxas por falta de rodízio na aplicação. 
 
Os exames laboratoriais revelaram HbA1c de 8,2% e glicemias capilares com 
grande variabilidade. O quadro sugere o Fenômeno de Somogyi (hiperglicemia 
reativa após hipoglicemia noturna), agravado pela má técnica de aplicação. 
 
As orientações farmacológicas focam no rodízio dos locais de aplicação para 
garantir a absorção correta e na técnica de armazenamento da insulina, que 
deve ser mantida sob refrigeração (2°C a 8°C) antes de aberta, e em temperatura 
ambiente por até 28 dias após o início do uso para evitar desconforto. 
 
Qual a relação entre o processo inflamatório e o surgimento de 
lipodistrofia? 
Que tipos de cuidados devem ser realizados na administração de insulina 
por via EV e SC? 
Associe o mecanismo de ação dos diferentes tipos de insulina com a curva 
glicêmica. 
 
 
Caso 2 
 
O paciente M.A.S, 54 anos, vigilante, residente em São Bernardo do Campo, 
compareceu à unidade relatando visão turva, muita sede e aumento na 
frequência urinária (poliúria). 
 
Paciente com Diabetes Mellitus tipo 2 há 6 anos, obeso e sedentário, faz uso 
de Metformina 850mg (3x ao dia) e Gliclazida 60mg (1x ao dia). No exame físico, 
apresentou PA de 142 x 92 mmHg, peso de 105 kg (IMC 34 kg/m²) e acantose 
nigricans (manchas escuras) na região da nuca, sinal de resistência insulínica. 
 
Seus exames mostraram HbA1c de 9,1% e glicemia de jejum de 198 mg/dL. As 
orientações medicamentosas reforçam que a Metformina deve ser tomada 
sempre após as refeições para reduzir as náuseas e gases. 
 
Já a Gliclazida (sulfonilureia) deve ser administrada rigorosamente antes do café 
da manhã, alertando o paciente sobre o risco de hipoglicemia caso ele pule 
refeições após tomar o remédio. O paciente foi orientado sobre o cuidado com 
os pés, devendo examiná-los diariamente em busca de pequenas lesões. 
 
Quais diagnósticos de enfermagem podem ser utilizados neste paciente? 
Que tipos de resultados esperados podem ser pensados para ele? 
Existem eventos adversos para estes medicamentos? 
Existem interações medicamentosas para estes medicamentos? 
O que é resistência insulínica? 
 
Caso 3 
 
A paciente C.R.P, 48 anos, professora, natural de São Paulo, buscou a UBS 
com queixas de cansaço excessivo, ganho de peso mesmo com dieta restritiva, 
intolerância ao frio, queda de cabelo e obstipação intestinal. Com antecedente 
familiar de tireoidopatia, o exame físico revelou bradicardia (FC 56 bpm), pele 
seca e fria, além de reflexos osteotendinosos lentificados. 
Os exames laboratoriais confirmaram Hipotireoidismo primário, com TSH de 
14,5 mUI/L (elevado) e T4 Livre de 0,6 ng/dL (baixo). 
Foi prescrita Levotiroxina Sódica 50mcg. 
A orientação de administração é a mais crítica deste caso: o medicamento deve 
ser tomado em jejum, pelo menos 30 a 60 minutos antes do café da manhã, 
apenas com água, para garantir a absorção completa. A paciente foi alertada 
para nunca ingerir o comprimido com leite ou sucos, nem junto com outros 
remédios como carbonato de cálcio ou sulfato ferroso, que impedem a entrada 
do hormônio no organismo. 
Qual o mecanismo de ação deste medicamento? 
Qual a relação do hipotireoidismo com os sinais e sintomas clínicos 
apresnetados pela pacidente? 
Quais os eventos adversos e interações medicamentosas podem 
acontecer com este medicamento? 
 
Aula 3 
Veja a aula anexa sobre fármacos do sistema respiratório. Depois estudo 
os casos mostrados a seguir. 
Caso 1 
 
A paciente M.S.L, 26 anos, arquiteta, buscou a UBS com queixa de falta de ar 
súbita, aperto no peito e chiado audível após exposição a mofo em reforma. 
Diagnosticada com asma na infância, não utiliza medicação de controle há anos. 
 
Ao exame físico, apresentou taquipneia (24 irpm), uso de musculatura acessória, 
fala entrecortada e sibilos expiratórios difusos à ausculta pulmonar, com 
saturação de O2 em 93% em ar ambiente. Foi medicada na unidade com 
nebulização de Salbutamol (5mg) e Brometo de Ipratrópio (0,5mg), além 
de Prednisolona oral (20 mg), apresentando melhora clínica imediata. 
 
As orientações de enfermagem focaram na técnica correta do uso do inalador 
dosimetrado ("bombinha") com espaçador, essencial para garantir que o 
fármaco chegue aos pulmões e não fique retido na garganta, além da 
importância da higienização bucal após o uso de corticoides inalatórios para 
evitar candidíase oral. 
 
Discuta com seu grupo a interação de cada uma das medicações para o efeito 
desejado no manejo deste paciente (como elas agiram para controlar os sinais 
e sintomas). 
Quais são as orientações relacionadas a eventos adversos e sinais de alerta 
para eles? 
Que tipos de interações medicamentosas devem ser observadas para estes 
medicamentos? 
 
Caso 2 
 
O paciente J.G.T, 68 anos, aposentado e ex-tabagista (50 anos/maço), 
compareceu à UBS para acompanhamento de dispneia progressiva aos 
mínimos esforços e tosse produtiva crônica. 
 
Ao exame físico, apresentou tórax "em tonel" (aumento do diâmetro 
anteroposterior), tempo expiratório prolongado e ausculta com murmúrio 
vesicular reduzido, compatível com enfisema. 
A espirometria confirmou DPOC com padrão obstrutivo irreversível (VEF1/CVF 
rigoroso de enzimas 
hepáticas (TGO/TGP) na UBS a cada mês, devido ao alto risco de 
hepatotoxicidade, devendo ser tomado sempre com alimentos para reduzir a 
diarreia, seu principal efeito colateral. 
 
Pesquise utilizando IA a fisiopatologia da fibrose pulmonar, o tratamento 
recomendado, verifique se os medicamentos utilizados neste caso estão 
corretos e qual a dosagem terapêutica. 
Também siga os mesmos passos dos casos anteriores, veja se existe 
algum sinal de alerta importante de eventos adversos e interações 
medicamentosas. 
Identifiquem também o mecanismo de ação do Nintedanibe e como 
funcionam as vacinas neste caso. 
 
Caso 4 
 
O lactente B.H, de 7 meses, levado à UBS com coriza, febre e batimento de asa 
de nariz, evoluiu com um quadro de bronquiolite viral aguda associado 
a broncoespasmo severo, identificado por sibilos expiratórios audíveis e 
tiragem intercostal (esforço da musculatura das costelas). Embora a base do 
tratamento seja a lavagem nasal com Soro Fisiológico 0,9% (fundamental 
para reduzir a resistência ao fluxo de ar em bebês, que são respiradores nasais 
preferenciais), a presença de sibilos e desconforto respiratório importante 
motivou o uso de medicamentos para alívio do espasmo brônquico. Foi 
realizado o "teste terapêutico" na unidade com Salbutamol (Aerolin), 
administrado via inalador dosimetrado com espaçador valvulado e máscara 
facial adequada (técnica de 5 a 10 jatos com intervalos, conforme protocolo 
local), para avaliar se o lactente apresenta resposta clínica (diminuição da 
frequência respiratória e dos sibilos). 
 
Como o paciente apresentou melhora parcial, foi prescrita a manutenção 
domiciliar com o Salbutamol, orientando a mãe a realizar 2 jatos a cada 6 ou 8 
horas nos primeiros dias. Adicionalmente, para reduzir a inflamação das vias 
aéreas e a produção de muco que obstrui os bronquíolos, foi instituído o uso 
de Prednisolona (Prelone/Pediapred) em gotas, na dose de 1 a 2 mg/kg/dia 
por um período curto de 3 a 5 dias. 
 
As orientações farmacológicas reforçam que o corticoide oral deve ser 
administrado preferencialmente pela manhã para evitar irritabilidade e insônia 
no bebê, e que o Salbutamol pode causar tremores leves e taquicardia 
transitória, reações esperadas do medicamento. A mãe foi alertada de que se o 
bebê apresentar gemência, cianose (lábios roxos) ou incapacidade de mamar 
mesmo após a medicação, deve procurar imediatamente a emergência 
hospitalar, pois a bronquiolite tem caráter dinâmico e pode evoluir para 
insuficiência respiratória rapidamente. 
 
Procure diferenciar a bronquiolite da ASMA. 
Explique como fazem efeito os medicamentos citados no caso. 
Porque estes medicamentos podem desenvolver alguns dos eventos 
adversos citados no caso? 
Veja agora quais são as doses terapêuticas de cada um deles. 
 
 
Aula 4 
 
Leia o capitlulo 55 do Livro Farmacologia Básica e Clínica 
Utilize a IA para realizar resumos, sínteses e fazer perguntas 
sobre o conteúdo. 
 
Caso 1 
 
A paciente M.C.F, 28 anos, vegetariana e com histórico de fluxo menstrual 
intenso (hipermenorreia), procurou a UBS relatando cansaço extremo, 
irritabilidade, unhas quebradiças e desejo de comer gelo (pagofagia). 
 
Ao exame físico, apresentou palidez cutâneo-mucosa (2+/4+), queilite angular 
(rachadura nos cantos da boca) e frequência cardíaca de 96 bpm. 
 
Os exames laboratoriais confirmaram Anemia Ferropriva, com Hemoglobina de 
9,2 g/dL, ferritina de 8 ng/mL (muito baixa) e VCM de 72 fL (anemia microcítica 
e hipocrômica). 
 
Foi prescrito o Sulfato Ferroso (40mg de ferro elementar, 3x ao dia). A 
orientação de administração é vital: o medicamento deve ser tomado, 
idealmente, uma hora antes das refeições com uma fonte de Vitamina 
C (como suco de laranja) para acidificar o meio gástrico e dobrar a absorção. A 
paciente foi alertada de que o ferro causa fezes escurecidas e pode gerar 
obstipação ou náuseas; caso o desconforto gástrico seja intolerável, a dose 
pode ser tomada logo após as refeições, ciente de que a absorção será menor. 
Ela foi instruída a evitar o consumo de leite, chás ou café próximo à tomada, 
pois o cálcio e os taninos impedem a absorção do ferro. 
 
Porque a falta do ferro provoca anemia? Qual a sua relação com a medula 
e efeitos em outros sistemas? 
Quais são as orientações básicas que devem ser feitas para pacientes em 
uso destas drogas? 
 
Caso 2 
 
O paciente R.J.N, 45 anos, motorista, realizou um transplante renal há 2 anos 
devido a uma nefropatia diabética e mantém acompanhamento compartilhado 
entre a UBS e o centro de transplantes. Ele compareceu à unidade para 
renovação de receitas e monitoramento de rotina. 
 
Faz uso contínuo de um esquema imunossupressor com Tacrolimus (2mg, 2x 
ao dia), Micofenolato de Sódio (720mg, 2x ao dia) e Prednisona(5mg/dia). Ao 
exame, apresentava PA 138 x 88 mmHg e ausência de edema. 
 
Os exames mostraram Creatinina de 1,2 mg/dL e níveis séricos de Tacrolimus 
estáveis. As orientações farmacológicas são críticas para evitar a rejeição do 
órgão: o Tacrolimus deve ser tomado rigorosamente nos mesmos horários 
(intervalos de 12h) e preferencialmente de estômago vazio, pois a gordura 
dos alimentos altera sua absorção. O Micofenolato deve ser ingerido inteiro, 
sem partir ou mastigar. O paciente foi alertado sobre a alta vulnerabilidade a 
infecções e a necessidade de proteção solar rigorosa, devido ao risco 
aumentado de câncer de pele associado aos imunossupressores, além de 
nunca iniciar novos medicamentos (como anti-inflamatórios ou antibióticos) sem 
consultar a equipe, devido ao risco de interações que podem lesar o rim 
transplantado. 
 
Explique juntamente com seus colegas como agem estes medicamentos 
para prevenir a rejeição do órgão transplantado. 
Qual o tipo de reação de hipersensibilidade está envolvida com este 
quadro? 
Releia as orientações para uso destes medicamentos e escreva uma 
prescrição de enfermagem para este paciente que envolva todos os 
cuidados com a utilização destes medicamentos. 
 
Caso 3 
 
A paciente S.A.M, 35 anos, advogada, procurou a UBS com queixas de dor e 
inchaço nas articulações das mãos e punhos, rigidez matinal que dura mais de 
uma hora e fadiga. 
 
Após avaliação especializada e exames de fator reumatoide e anti-CCP 
positivos, foi diagnosticada com Artrite Reumatóide (doença autoimune). O 
tratamento instituído na UBS, via Protocolos do Ministério da Saúde, 
inclui Metotrexato (15mg, 1x por semana) e Ácido Fólico (5mg, 1x por 
semana). 
 
A orientação de administração é o ponto de maior erro: o Metotrexato deve ser 
tomado em dose única semanal (ex: toda segunda-feira), e o Ácido Fólico deve 
ser tomado 24 horas após o Metotrexato (ex: na terça-feira) para reduzir os 
efeitos colaterais como feridas na boca e queda de cabelo, sem anular o efeito 
do remédio. A paciente foi informada de que o Metotrexato é hepatotóxico, 
sendo proibido o consumo de álcool durante o tratamento, e que o 
monitoramento de hemograma e enzimas do fígado será feito mensalmente. 
Além disso, por ser uma droga teratogênica, o uso de métodos contraceptivos 
eficazes é obrigatório. 
 
Explique o que é uma doença auto-imune tendo por base a imunidade 
celular e humoral. 
Como os medicamentos citados agem no organismo para impedir esta 
reação auto-imune? 
 
 
Aula 5 
 
Leia os capítulos 26 e 36 do Livro Farmacologia Básica e Clínica 
Utilize a IA para realizar resumos, sínteses e fazer perguntas 
sobre o conteúdo. 
 
Caso 1 
 
O paciente M.R.T, 62 anos, pedreiro aposentado, procurou a UBS com dor 
intensa no joelho direito (osteoartrite). Relatou que, por conta própria, 
tomou Diclofenaco de Potássio 50mg de 8/8h nos últimos 10 dias. 
 
Ao exame físico, apresentou PA de 162 x 100 mmHg (elevação aguda) e dor à 
palpação do epigástrio. O paciente tem histórico de hipertensão e faz uso de 
Enalapril. 
 
Os exames laboratoriais revelaram um aumento súbito da creatinina (de 1,0 para 
1,6 mg/dL), indicando uma Injúria Renal Aguda induzida porAINEs. A 
orientação farmacológica foi a suspensão imediata do anti-inflamatório, 
explicando que esses fármacos reduzem a proteção do estômago e "fecham" 
os vasos dos rins, além de anularem o efeito do remédio de pressão. Foi 
orientado a utilizar apenas analgésicos simples (Paracetamol) e compressas 
mornas. 
 
Caso 2 
 
A paciente V.S.A, 55 anos, costureira, em tratamento para uma crise de lúpus 
eritematoso sistêmico, compareceu à consulta de retorno em uso 
de Prednisona 40mg/dia há dois meses. Queixou-se de insônia, ganho de peso 
e "rosto inchado". 
 
Ao exame, apresentou fácies em "lua cheia" (giba dorsal e acúmulo de gordura 
facial), estrias abdominais e glicemia de jejum de 126 mg/dL (pré-diabetes 
induzido por corticoide). 
 
A conduta foi iniciar o desmame gradual do corticoide, pois a interrupção 
abrupta pode causar insuficiência adrenal grave (crise de Addison). A orientação 
de administração foi para tomar o comprimido sempre pela manhã, imitando o 
pico natural de cortisol do corpo, o que reduz a insônia e o impacto no eixo 
hormonal. 
 
Caso 3 
 
O paciente J.L.M, 70 anos, com diagnóstico de câncer de próstata metastático 
para os ossos, utiliza Morfina de liberação imediata (10mg) para controle da dor 
oncológica. 
 
Buscou a UBS com queixa de dor abdominal e ausência de evacuações há 5 
dias. Ao exame físico, o abdome estava distendido e com ruídos hidroaéreos 
reduzidos. 
 
O diagnóstico foi de constipação induzida por opioides, um efeito adverso 
quase universal nessa classe, já que os opioides paralisam os movimentos do 
intestino. A orientação farmacológica incluiu a prescrição profilática de lactulose 
(laxante osmótico) e o estímulo à ingestão hídrica. O paciente foi alertado de 
que, embora a sonolência inicial possa passar com o tempo (tolerância), a 
constipação não melhora sem auxílio medicamentoso. 
 
Caso 4 
 
A paciente L.C.B, 29 anos, buscou a UBS para realização de uma pequena 
cirurgia ambulatorial (exérese de um cisto sebáceo no dorso). Durante o 
procedimento, foi utilizada Lidocaína 2% com Epinefrina para anestesia local 
e controle de sangramento. 
 
Após a infiltração, a paciente referiu palpitações e leve tontura. O exame físico 
mostrou FC de 110 bpm, sem sinais de anafilaxia (sem urticária ou 
broncoespasmo). 
 
O quadro foi identificado como uma reação sistêmica leve à adrenalina 
(epinefrina) presente no anestésico, que auxilia na vasoconstrição para o 
cirurgião ver melhor o campo. A orientação pós-procedimento foi de repouso 
até a passagem do efeito anestésico (cerca de 1 a 2 horas), alertando-a para o 
risco de traumas ou queimaduras na região insensibilizada, já que ela não sentirá 
dor ou calor no local por esse período. 
 
Em cada um dos casos citados explique como os medicamentos eliminam 
a dor, explique o mecanismo de ação de cada um deles e os seus efeitos 
desejados e adversos.

Mais conteúdos dessa disciplina