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AULA 1 - DISCIPULADO COMEÇA COM CONTEMPLAÇÃO

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Craque NetoCraque Neto

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DISCIPULADO – CASA MINISTERIAL SANTIDADE 
AULA 1: DISCIPULADO COMEÇA COM CONTEMPLAÇÃO 
 
1. NOSSA PRINCIPAL TAREFA NESTA ERA É DISCIPULAR PESSOAS 
O discipulado não é apenas um programa ou uma estratégia ministerial: é a 
essência da missão da Igreja. Samuel Whitefield, em Discipulado Começa com 
Contemplação, afirma que a contemplação de Cristo é o ponto de partida para 
todo discipulado autêntico. Essa perspectiva confronta uma tendência comum: 
reduzir o discipulado a atividades e conteúdos, esquecendo que ele nasce da visão 
clara de Jesus. 
A Grande Comissão (Mateus 28:18-20) não é apenas um chamado para 
evangelizar, mas para formar discípulos que reflitam Cristo. John Stott, em 
Discipulado Radical, reforça que esse processo exige radicalidade e contracultura, 
enquanto Richard Baxter, em Pastor Aprovado, lembra que pastores e líderes 
devem cuidar das almas individualmente, promovendo santificação e maturidade. 
É fácil envolver-se em atividades “Cristãs” que geram baixo impacto, pois, em 
última instância, não cumprem o seu papel de discipular um povo; e são muitas as 
tarefas que causam pouco impacto. Precisamos encarar o fato de que boa parte 
do nosso ministério atual é, nas palavras de William Shakespeare: “Cheio de som e 
fúria, significando nada” 
2. FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA 
 Mateus 28:18-20 – A ordem de Jesus é clara: “Ide e fazei discípulos”. Não é 
opcional; é a tarefa central da Igreja. 
 João 15:4 – “Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós”. O discipulado 
começa na comunhão com Cristo. 
 Hebreus 12:2 – “Olhando firmemente para o autor e consumador da fé, Jesus”. 
A contemplação é o combustível da missão. 
“A contemplação de Jesus não é uma fuga da missão, mas o combustível para ela.” 
(Samuel Whitefield) 
Isso nos mostra que discipular não é apenas ensinar doutrina, mas formar 
pessoas que veem e refletem Cristo (João 20:29). 
3. PARA LEVAR NA BAGAGEM 
O discipulado é a tarefa principal que Jesus deu à Igreja nesta era (Mateus 
28:18-20). 
Não se trata apenas de informação ou comportamento, mas de transformação 
pela contemplação da beleza de Deus em Cristo. 
O discipulado exige radicalidade: inconformismo (Rm 12:2), semelhança com 
Cristo (Rm 8:29; 2Co 3:18), maturidade espiritual, simplicidade e dependência 
de Deus. 
 
 O discipulado é contracultural, rejeitando materialismo e relativismo ético 
(doutrina que afirma que a moralidade é relativa a cada indivíduo ou cultura, 
negando verdades morais absolutas). 
4. VOCÊ SE TORNA AQUILO QUE ADORA OU CONTEMPLA 
O objetivo do discipulado não é comportamento, mas transformação: 
 Você será transformado à imagem daquilo que contempla. 
 Deus não busca um povo que apenas se comporte como Ele, mas um povo que 
se torne como Ele. 
 Essa transformação acontece à medida que contemplamos Jesus, 
individualmente e coletivamente. 
 Se as pessoas adotam disciplinas sem serem fascinadas pela beleza de Deus, 
não estão sendo discipuladas. 
 O discipulado é um processo que produz transformação pela contemplação, não 
pelo esforço humano. 
5. POR QUE COMEÇAR COM CONTEMPLAÇÃO? 
A Escritura revela um princípio espiritual fundamental: a direção da nossa 
contemplação determina a forma da nossa transformação. O ser humano não é 
neutro; ele foi criado para refletir. Por isso, tudo o que fixamos nossos olhos — seja 
Deus ou ídolos — exerce um poder formativo sobre nós. 
 Se contemplamos Cristo, somos progressivamente conformados à Sua 
imagem: 
 “E todos nós, com o rosto descoberto, contemplando a glória do Senhor, 
somos transformados de glória em glória na mesma imagem” (2Co 3:18). 
 Paulo conecta visão espiritual à transformação moral e espiritual. Não é um 
processo mecânico, mas relacional: quanto mais vemos Cristo, mais nos 
tornamos como Ele. 
 Se contemplamos ídolos, nos tornamos como eles: 
 “Tornam-se semelhantes a eles os que os fazem, e todos os que neles 
confiam” (Salmos 115:8). 
Ídolos são impotentes, cegos e mudos — e quem os adora absorve essas 
características espirituais: insensibilidade, esterilidade e cegueira. 
6. CONCLUSÃO 
Nossa principal tarefa nesta era é discipular pessoas, mas isso só será possível se 
começarmos com contemplação. 
A Igreja será tão eficaz quanto sua visão de Cristo for clara. 
O discipulado exige radicalidade e cuidado pastoral. 
A interpretação bíblica nos mostra que discipulado não é um método, mas um 
chamado para formar vidas centradas em Cristo. 
 
Janeiro/2026

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