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METODOLOGIA DO ENSINO DE
HISTÓRIA E GEOGRAFIA NO
ENSINO FUNDAMENTAL I
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AULA 2. METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA NO
ENSINO FUNDAMENTAL I
Este resumo aborda a trajetória da disciplina de História no Brasil, desde o período
colonial até as reformas que tornaram o ensino obrigatório e crítico no século XX.
1. Período Jesuíta (1500 - 1759)
A educação era controlada pela Igreja Católica e servia como ferramenta de
colonização.
• Monopólio Religioso: Os jesuítas dominavam o ensino com o objetivo principal
de converter e civilizar.
• Eurocentrismo: O conteúdo era baseado na visão europeia, branca, masculina
e cristã.
• Método de Decoreba: O foco era memorizar datas ocidentais, nomes de papas
e líderes políticos.
• Unificação: O ensino era centralizado, garantindo o mesmo currículo em todo o
território.
2. Reformas Pombalinas (A partir de 1759)
O Marquês de Pombal expulsou os jesuítas e mudou o foco da educação para os
interesses do Estado.
• Escola Útil ao Estado: O ensino deixou de servir à fé para servir à Coroa
Portuguesa (imperativos da Coroa).
• Foco Político: O currículo focava na História da Península Ibérica e nas
linhagens de reis portugueses.
• Descentralização: A Igreja saiu, mas o governo não criou uma estrutura central
forte, gerando um ensino desigual entre as regiões do país.
3. Império e Elite (1808 - 1889)
Com a vinda da Família Real e a Independência, a educação continuou excludente.
• Ensino para a Elite: A História servia para preparar os filhos dos ricos para a
universidade, mantendo o método de decorar nomes e datas.
• Ausência de Crítica: Não se buscava formar cidadãos pensantes, apenas
futuros líderes da elite.
• Ensino Popular: Para as camadas pobres, restava apenas o ensino técnico,
mas quase sem investimento.
4. Avanços na República (1930 - 1961)
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Neste período, surgiram as bases da educação moderna que conhecemos hoje.
• Constituição de 1934: Estabeleceu a gratuidade e a obrigatoriedade do ensino
primário, além da liberdade de ensinar.
• A Escola Nova: Um movimento que trouxe cinco diretrizes revolucionárias:
o Educação como transformação social (não apenas para a elite).
o Escola pública, laica e sem segregação (cor, sexo, etc.).
o Currículo Nacional Comum para unir o país educacionalmente.
o Foco no interesse do aluno e utilidade para o cotidiano.
o Exigência de Ensino Superior para todos os professores.
• Nascimento da História Crítica: A partir daqui a disciplina deixa de ser apenas
repetição de nomes e passa a ser reflexiva.
5. A Lei de 1961 (LDB)
A Lei n. 4.024 consolidou a estrutura das disciplinas escolares no Brasil.
• Disciplinas Obrigatórias: Estabeleceu-se que História, Geografia, Português,
Matemática, Ciências e Educação Física fariam parte da base nacional.
Ideia Central para Memorizar:
O ensino de História no Brasil evoluiu de uma ferramenta de dominação religiosa e
política (decorar nomes de reis) para um instrumento de formação crítica e social após
a década de 1930.
Este resumo explica como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) organiza o
ensino para crianças de 6 a 11 anos, focando na transição suave e no papel do aluno
no aprendizado.
1. A Transição entre Ciclos
O Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano) não deve ser visto como uma separação
brusca da Educação Infantil.
• Continuidade: É uma etapa nova, mas que continua o que foi feito antes.
• Sem Ruptura: A escola deve evitar que a criança se sinta intimidada por
mudanças repentinas nas atividades ou na linguagem.
• Do Lúdico ao Acadêmico: O brincar ainda é essencial. Ele gera curiosidade e
ajuda a criança a aceitar, aos poucos, conhecimentos mais formais e
sistemáticos.
2. Valorização do Conhecimento Prévio
A BNCC defende que o ensino deve partir do que a criança já viveu e conhece.
• Ponto de Partida: Use as vivências imediatas do aluno para construir conceitos
mais complexos.
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• Participação Constante: O professor não deve ouvir o aluno apenas no início
da aula (momento de motivação).
• Espaço Aberto: Comentários, dúvidas e experiências de vida devem ser
incentivados em qualquer momento da aula.
• Protagonismo: Se o aluno sente que há uma "hora certa" (curta) para falar, ele
perde o interesse e a coragem de participar.
3. Os Dois Ciclos do Fundamental I
O documento divide esses cinco anos em dois momentos principais:
• 1º e 2º anos: O foco total é a alfabetização.
• 3º ao 5º ano: Considera-se que o aluno já está alfabetizado. O foco passa a ser
consolidar o aprendizado e ampliar horizontes.
• Ampliação do Mundo: A criança começa a estudar culturas, tradições e grupos
sociais distantes da sua realidade (novos tempos e espaços).
4. Organização por Áreas de Conhecimento
O currículo não é pensado em caixas isoladas, mas sim de forma integrada.
• Interdisciplinaridade: As disciplinas conversam e se dividem em 5 áreas de
conhecimento.
• Foco na História: Dentro dessas áreas, a História possui objetivos específicos
que respeitam a faixa etária e a necessidade de conexão com o cotidiano do
aluno.
Ideia Central para Memorizar:
O Ensino Fundamental I deve ser um ambiente acolhedor e lúdico, onde o
conhecimento é construído a partir das experiências do aluno, garantindo que a
alfabetização nos anos iniciais abra caminho para uma visão crítica do mundo nos
anos finais.
Este resumo explica como a área de Ciências Humanas (História e Geografia) deve
ser trabalhada nos anos iniciais, focando na formação de cidadãos críticos, éticos e
conscientes de seu papel no mundo.
1. O Raciocínio Espaço-Temporal
As Ciências Humanas unem o Tempo (História) e o Espaço (Geografia) para ajudar o
aluno a entender a realidade.
• Produção do Espaço: O ser humano não apenas vive no mundo, ele
transforma o espaço de acordo com o momento histórico.
• Contextualização: É a ferramenta principal. Ajuda a criança a entender as
razões das ações (causa e consequência).
• Sujeito Histórico: O aluno deve perceber que ele é um agente que influencia o
tempo e o espaço, e não apenas uma "vítima" dos acontecimentos.
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2. A História Não é um Círculo
Existe uma ideia comum de que a história se repete ("história cíclica"), mas a BNCC
faz um alerta importante:
• Sem Repetições Reais: Não existem fatos idênticos que voltam a acontecer.
• Contextos Semelhantes: O que acontece são situações parecidas (como
insatisfação popular) que geram reações parecidas (protestos), mas cada
momento é único.
3. Ética e Poder
As aulas de CiênciasHumanas são o espaço ideal para discutir como a sociedade se
organiza.
• Discussão de Poder: Refletir sobre quem detém o poder político e econômico e
como isso afeta a vida de todos.
• Desigualdade e Equidade: Entender os contrastes sociais para buscar uma
educação e uma sociedade mais justas.
• Formação Ética: Debater o que é "certo" ou "errado" com base no respeito aos
Direitos Humanos e à coletividade.
4. O Papel do Professor como mediador
A postura do educador é fundamental para desenvolver a autonomia do aluno.
• Neutralidade Inicial: O professor deve evitar dar sua opinião logo de cara.
• Provocador de Reflexões: O objetivo é instigar a turma a pensar e chegar às
próprias conclusões.
• Foco Socioemocional: Estimular valores como solidariedade, participação e
empatia com grupos sociais diferentes.
5. Identidade e Cultura Local
O ensino deve partir do que é próximo para o que é distante.
• Escala do Conhecimento: Assim como na Educação Infantil, o estudo começa
na história pessoal, passa pelo bairro/cidade e chega ao país/mundo.
• Valorização da Cultura: O aluno deve aprender a identificar-se e valorizar as
tradições e a história do lugar onde vive.
6. Espaços de Aprendizagem e Fontes Reais
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A aprendizagem se torna "significativa" quando sai apenas do livro didático.
• Fora da Sala de Aula: Uso de pátios, praças, parques, museus e bibliotecas.
• Contato Direto: Ver documentos e objetos históricos "ao vivo" ajuda a criança a
entender que a História é real e feita por pessoas de verdade.
Ideia Central para Memorizar:
As Ciências Humanas ensinam que o aluno é um sujeito histórico capaz de
transformar o mundo. Através da ética e do raciocínio espaço-temporal, ele aprende a
respeitar a diversidade e a agir com responsabilidade social.
Este resumo detalha as competências e objetivos que a BNCC estabelece para o
ensino de História e Ciências Humanas, focando em como transformar o aluno em um
"pequeno historiador".
1. Competências Gerais das Ciências Humanas
A História e a Geografia trabalham juntas para que o aluno desenvolva habilidades
sociais e intelectuais:
• Respeito à Diversidade: Compreender que as identidades são diferentes e
promover os direitos humanos.
• Intervenção no Mundo: Usar o conhecimento para entender problemas atuais e
propor soluções.
• Raciocínio Espaço-Temporal: Entender como o ser humano transforma a
natureza e a sociedade ao longo do tempo.
• Linguagens Diversas: Aprender a ler mapas (cartografia), gráficos, fotos e usar
tecnologias digitais.
2. A Natureza da História
A BNCC deixa claro que a História não é um campo neutro:
• Conhecimento do Presente: O passado é estudado por pessoas que vivem no
agora. Nossas perguntas ao passado dependem dos nossos interesses atuais.
• Fim da Neutralidade: Como quem escreve a história são pessoas, ela carrega
intenções políticas, econômicas e culturais.
• Pensamento Crítico: Sem reflexão, o estudo da História perde o sentido. Não
se trata de aceitar fatos, mas de questioná-los.
3. Fontes Históricas e a Noção de Tempo
O tempo cronológico não é algo natural para a criança; ele precisa ser ensinado
através de vestígios:
• Vestígios da Experiência: Móveis, músicas, fotos e ferramentas são "pedaços"
da experiência humana que sobraram.
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• Atividade Prática: Trazer objetos antigos para a aula ajuda a diagnosticar o que
o aluno entende por "antigo".
• Exemplo Tecnológico: Analisar um disco de vinil versus um MP3 ajuda a
criança a entender a obsolescência (como as coisas deixam de ser usadas) e a
evolução das técnicas.
4. A "Atitude Historiadora"
É o conjunto de habilidades que o professor deve incentivar no aluno:
• Elaborar Hipóteses: Questionar documentos e criar argumentos próprios.
• Empatia e Diálogo: Respeitar visões de diferentes sujeitos e povos sobre um
mesmo evento.
• Historicidade: Perceber que as estruturas sociais e políticas mudam, mas
algumas também se mantêm.
5. Progressão nos Anos Iniciais (1º ao 5º ano)
O ensino segue uma escala que amplia o horizonte da criança:
Período Foco Principal Eixos Temáticos (Exemplos)
1º e 2º Anos O Eu e o Outro Mundo pessoal, meu grupo social e registros da
comunidade.
3º e 4º Anos Expandindo o Universo Vida urbana e rural, espaços públicos e privados,
migrações.
5º Ano Cidadania e Grupos Povos e culturas, consciência de grupo e registros da
história.
Ideia Central para Memorizar:
O ensino de História na BNCC busca criar a atitude historiadora: o aluno aprende a
analisar fontes, comparar tempos e espaços e respeitar a diversidade, tornando-se um
cidadão crítico e consciente de seu papel na sociedade.
Este resumo aborda a obrigatoriedade legal e a importância ética de ensinar a história
e a cultura africana, afro-brasileira e indígena nas escolas.
1. As Leis e a Obrigatoriedade
O ensino desses temas não é opcional para o professor; é uma exigência legal em
todas as escolas (públicas e privadas).
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• Lei n. 10.639/2003: Tornou obrigatório o ensino da história e cultura africana e
afro-brasileira em todos os níveis da educação básica.
• Lei n. 11.645/2008: Ampliou a lei anterior, incluindo a obrigatoriedade do
ensino da história e cultura indígena.
• Dia da Consciência Negra (20 de novembro): Foi incluído no calendário escolar
como uma data para reflexão profunda, e não apenas celebração.
• Disciplinas Foco: Embora deva estar em todo o currículo, a lei destaca as
áreas de Artes, Literatura e História do Brasil.
2. Conteúdo e Abordagem Crítica
A lei exige que se vá além do básico, resgatando as contribuições reais desses povos.
• Resgate da Luta: É necessário falar sobre a resistência desses povos. A
formação do Brasil não foi uma "mistura pacífica", mas fruto de invasões de
terras (indígenas) e escravidão forçada (africanos).
• Não "Higienizar" a História: O professor não deve esconder a violência do
passado para as crianças. Omitir conflitos impede que o aluno entenda a
realidade atual e as consequências da exploração.
• Protagonismo além da Europa: O ensino deve mostrar negros e indígenas
como inventores, cientistas e pensadores, e não apenas como mão de obra,
combatendo a ideia de que apenas europeus criaram a sociedade.
3. Identidade e Estereótipos
O objetivo é construir uma imagem positiva e respeitosa desses grupos.
• Educação Contínua: Esses temas devem aparecer o ano todo, e não apenas
em datas comemorativas (como o Dia do Índio ou da Consciência Negra).
• Evitar Estereótipos: Trabalhar esses temas apenas com fantasias ou visões
superficiais reforça preconceitos e caricaturas negativas.
• Apropriação Cultural: Ocorre quando grupos dominantes usam elementos de
culturas marginalizadas sem entender seu significado, o que pode soar como
uma nova forma de dominação histórica.
4. Etnocentrismo vs. Diversidade
O ensino busca quebrar a visão de que a cultura europeia é a única "correta" ou
superior.
• Relação Hegemônica: A escola deve discutir a exclusão histórica sofrida por
grupos marginalizados.
• Identidade Brasileira: Entender a contribuição indígena e africana é essencial
para que o aluno entenda quem ele mesmo é e como a sociedade brasileira se
formou.
Ideia Central para Memorizar:
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Ensinar história africana e indígena é um dever legal que serve para reconhecer a luta
desses povos e valorizar suas contribuições intelectuais e sociais, combatendo o
racismo e o eurocentrismo desde a infância.
Este resumo explica como o ensino de Geografia no Brasil deixou deser uma simples
"decoreba" patriótica para se tornar uma ferramenta de pensamento crítico e social.
1. Origens e o Sentimento Patriótico (Séc. 19)
A Geografia Escolar nasceu na Europa (França e Alemanha) com objetivos políticos
muito claros.
• Interesses do Estado: O ensino servia para criar um sentimento de amor à
pátria.
• Foco na Descrição: As aulas focavam em descrever paisagens e usar mapas
para fortalecer a identidade do território e o poder da nação.
• Chegada ao Brasil: O marco inicial foi o Colégio Dom Pedro II (1837), no Rio
de Janeiro.
• Influência Francesa: O Brasil seguiu o modelo francês, que era muito descritivo
e baseado na memorização de nomes e dados, sem espaço para críticas.
2. A Consolidação Acadêmica (1934)
A criação de cursos superiores ajudou a oficializar a Geografia no país.
• Fundação da USP: A criação da Faculdade de Geografia na USP contou com
geógrafos franceses (como Pierre Monbeig).
• Método Mnemônico: Mesmo com o avanço acadêmico, o ensino escolar ainda
era focado na memória (mnemônico) e na repetição de informações
"fechadas".
3. A Ruptura na Ditadura Militar (1964 - 1985)
Durante o regime militar, o ensino de Geografia sofreu um forte golpe por ser
considerado "perigoso" pelos governantes.
• Substituição por Estudos Sociais: A Geografia e a História foram retiradas do
currículo e fundidas em uma única disciplina chamada Estudos Sociais (que
durou de 1971 até os anos 90).
• Medo de Militância: Os militares temiam que essas disciplinas formassem
cidadãos críticos e militantes contra o regime.
• Vigilância: Havia perseguição e infiltração de espiões nas escolas para
monitorar professores e alunos.
4. A Renovação e a Geografia Radical (Anos 80 e 90)
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Com a redemocratização do Brasil, surgiu um novo jeito de ensinar, focado na
realidade e na crítica.
• Geografia Radical/Crítica: Defende que o ensino deve ir além da aparência das
coisas (o que é visível) para entender as contradições do espaço (quem ganha,
quem perde, por que é assim).
• Saber do Aluno: A realidade vivida pelo estudante passou a ser o ponto de
partida para o estudo.
• Ensino Significativo: O objetivo mudou: em vez de decorar dados, o aluno deve
entender como a sociedade e a economia transformam o espaço onde ele vive.
5. Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN (1998)
Os PCNs foram um divisor de águas para organizar o que é ensinado em todo o
Brasil.
• Guia Nacional: Estabeleceram um modelo para estados e municípios seguirem.
• Material Didático: Orientaram a produção dos livros escolares para que
seguissem essa nova visão crítica e integrada da Geografia.
Ideia Central para Memorizar:
A Geografia Escolar brasileira evoluiu de um modelo descritivo e patriótico para uma
fase de apagamento na Ditadura, até chegar à Geografia Crítica, que valoriza a
realidade do aluno e a compreensão das contradições sociais.
Este resumo explica as diretrizes dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e
como eles moldaram o ensino de Geografia para ser mais conectado com a realidade
e outras ciências.
1. O que são os PCN?
Os Parâmetros Curriculares Nacionais funcionam como um guia para a educação em
todo o Brasil.
• Diretrizes de Planejamento: São instrumentos que orientam as secretarias de
educação e escolas na criação de seus currículos.
• Base Comum: O objetivo é garantir que todo aluno brasileiro tenha uma
formação básica mínima, respeitando as diferenças culturais de cada região.
• Respaldo Legal: Eles surgiram para cumprir o que diz a Constituição de 1988 e
a LDB (Lei de Diretrizes e Bases).
2. A "Nova" Geografia dos PCN
Os PCN propuseram uma mudança no jeito de ensinar Geografia, saindo de modelos
antigos e limitados.
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• Fim da Decoreba: A Geografia deixa de ser apenas descritiva (decorar nomes
de rios e cidades).
• Equilíbrio Crítico: Não foca apenas na política ou economia, mas busca
entender o mundo de forma ampla.
• Interdisciplinaridade: A Geografia passa a dialogar com outras áreas, como
Antropologia, Sociologia, Biologia e Política.
• Relação Sociedade/Natureza: O foco é entender como o ser humano e o meio
ambiente interagem e se transformam.
3. Práticas Pedagógicas e o Papel do Aluno
O ensino deve ser dinâmico e partir da vivência de quem aprende.
• Valorização da Experiência: O conhecimento deve começar com o que o aluno
já vive e conhece em seu lugar de moradia.
• Construção do Saber: O objetivo é que o aluno construa compreensões novas
e mais complexas sobre a realidade.
• Atitude Investigativa: O professor deve incentivar procedimentos como:
o Problematização (fazer perguntas sobre o mundo).
o Observação e registro.
o Pesquisa e formulação de hipóteses.
• Entender as Mudanças: O aluno deve ser capaz de identificar o que
permanece igual e o que muda na paisagem e no espaço ao longo do tempo.
4. Formação para a Cidadania
A Geografia escolar nos PCN tem uma função social clara.
• Visão do Todo: Capacita o aluno a fazer conexões entre diferentes fenômenos
(ex: como uma chuva afeta a economia e a vida social de um bairro).
• Cidadão Ativo: Ao compreender o espaço geográfico, o aluno desenvolve
habilidades para refletir criticamente e atuar na sociedade de forma consciente.
Ideia Central para Memorizar:
Os PCN transformaram a Geografia em uma disciplina interdisciplinar, que usa a
vivência do aluno e a investigação científica para explicar as relações entre sociedade
e natureza, focando na formação de um cidadão crítico.
Este resumo detalha como a BNCC estrutura o ensino de Geografia, desde a
Educação Infantil até o final dos Anos Iniciais, focando no desenvolvimento do
pensamento espacial e na formação cidadã.
1. Geografia na Educação Infantil (Campos de Experiência)
A Geografia não aparece como disciplina isolada, mas sim diluída em campos de
experiência.
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• Noções Espaciais: Trabalha-se a orientação (frente/atrás, alto/baixo) através
de brincadeiras no campo "Corpo, Gestos e Movimentos".
• Identidade e Cultura: O respeito a diferentes modos de vida é explorado em "O
eu, o outro e o nós".
• Fenômenos Naturais: Observar chuva, sol e vento faz parte de "Espaços,
Tempos, Quantidades, Relações e Transformações".
• Aprendizado Cotidiano: O foco é usar situações do dia a dia para despertar a
curiosidade geográfica.
2. O Raciocínio Geográfico no Ensino Fundamental
A BNCC propõe que o aluno aprenda a "pensar geograficamente" para interpretar o
mundo.
• O que é Raciocínio Geográfico? É a capacidade de entender como os
fenômenos se distribuem na Terra e como a sociedade e a natureza se
conectam.
• Pensamento Espacial: Estimula o aluno a representar e interpretar o mundo em
transformação.
• Princípios Fundamentais: O raciocínio baseia-se em conceitos como:
o Localização e Distribuição: Onde as coisas estão e como se espalham?
o Conexão: Como um fato se liga a outro? (Ex: desmatamento e seca).
o Analogia: Comparar dois lugares ou fenômenos diferentes.
3. Unidades Temáticas (As 5 Áreas da Geografia)
A BNCC organiza o conteúdo do 1º ao 5º ano em cinco grandes eixos:
• O sujeito e seu lugar no mundo: Foca na identidade e na relação do aluno com
o espaço vivido (casa, escola, bairro).
• Conexões e escalas: Ensina a relação entre o local e o global.
• Mundo do trabalho: Explora as profissões, processos de produção e a
economia.
• Formas de representação e pensamento espacial: Foca na alfabetização
cartográfica (ler mapas, fotos e gráficos).
• Natureza, ambientes e qualidade de vida: Discute a preservação ambiental e
como o ser humano impacta o meio ambiente.
4. CompetênciasEspecíficas e Cidadania
O objetivo final é que o aluno saiba usar o conhecimento para agir na sociedade.
• Interação Sociedade/Natureza: Entender que as ações humanas produzem o
espaço.
• Argumentação e Ética: Defender ideias que promovam os direitos humanos e a
consciência socioambiental.
• Autonomia: Desenvolver senso crítico para resolver problemas reais utilizando
tecnologias e mapas.
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5. O Papel do Professor e o Saber Prévio
A aprendizagem só é significativa se fizer sentido para a realidade do aluno.
• Continuidade: O professor deve aproveitar o que a criança aprendeu na
Educação Infantil (como reconhecer fotos antigas ou saber horários).
• Perguntas Investigativas: Estimular o aluno a perguntar: Onde se localiza? Por
que está ali? Como isso mudou?
• Mediação: O professor articula o conteúdo acadêmico com a vivência prática
do estudante, tornando-o protagonista do seu saber.
Ideia Central para Memorizar:
Na BNCC, a Geografia deixa de ser memorização para se tornar raciocínio geográfico.
O aluno aprende a interpretar o espaço através de cinco unidades temáticas,
desenvolvendo autonomia e ética para compreender sua posição como cidadão no
mundo.
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MAPA MENTAL: METODOLOGIA DE
HISTÓRIA E GEOGRAFIA
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SIMULADO: METODOLOGIA DE HISTÓRIA E
GEOGRAFIA
1. Qual era o foco do ensino de História no Período Jesuíta (1500-1759)?
A) Formação crítica e política dos indígenas.
B) Catequização e conversão sob visão eurocêntrica.
C) Promoção da cultura africana.
D) Criação de uma identidade nacional independente.
Resposta: ( )
2. Qual foi a principal mudança educacional das Reformas Pombalinas (1759)?
A) Aumento do poder da Igreja nas escolas.
B) Ensino laico a serviço dos interesses da Coroa.
C) Obrigatoriedade do ensino de línguas indígenas.
D) Criação de universidades federais no Brasil.
Resposta: ( )
3. Como a História era ensinada no Colégio Pedro II durante o Império?
A) Debates sobre a abolição da escravidão.
B) Ferramenta de inclusão social para todos.
C) Memorização de nomes e datas para os filhos da elite.
D) Foco exclusivo na história da América Latina.
Resposta: ( )
4. O que ocorreu com a História no currículo durante a Ditadura Militar?
A) Substituição pelas disciplinas de EMC e OSPB.
B) Tornou-se base para o pensamento revolucionário.
C) Unificação com a Filosofia para debater a democracia.
D) Extinção total da disciplina em todos os níveis.
Resposta: ( )
5. Qual era a proposta central do movimento da Escola Nova?
A) Volta ao ensino tradicional e uso da palmatória.
B) Escola pública, laica e voltada à transformação social.
C) Educação como privilégio exclusivo das elites.
D) Foco exclusivo no ensino religioso confessional.
Resposta: ( )
6. Como a BNCC orienta a transição da Ed. Infantil para o Ensino Fundamental I?
A) Ruptura imediata para focar em conteúdos teóricos.
B) Transição suave preservando o lúdico e o brincar.
C) Alfabetização obrigatória antes do ingresso no 1º ano.
D) Descarte do conhecimento prévio da criança.
Resposta: ( )
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7. O que define a "Atitude Historiadora" do aluno segundo a BNCC?
A) Decoração da ordem cronológica dos presidentes.
B) Aceitação do livro didático como verdade absoluta.
C) Curiosidade e questionamento de documentos e fontes.
D) Foco restrito ao estudo de guerras e batalhas.
Resposta: ( )
8. Qual o foco principal dos dois primeiros anos (1º e 2º) do Ensino
Fundamental?
A) Processo de alfabetização.
B) História da Europa Medieval.
C) Análise de índices econômicos globais.
D) Cartografia digital avançada e GPS.
Resposta: ( )
9. O que representa o "Raciocínio Geográfico" na visão da BNCC?
A) Memorização das capitais de todos os países.
B) Entendimento do espaço por conexão e localização.
C) Habilidade de desenhar mapas perfeitos à mão.
D) Estudo do clima ignorando a ação humana.
Resposta: ( )
10. Qual o objetivo das Unidades Temáticas de Geografia na BNCC?
A) Separação total entre natureza e sociedade.
B) Compreensão de que o humano produz o espaço.
C) Isolamento do aluno sobre problemas comunitários.
D) Memorização de conceitos técnicos sem prática.
Resposta: ( )
11. O que se espera do aluno no processo de alfabetização cartográfica?
A) Apenas a leitura passiva de mapas prontos.
B) Representar e interpretar o espaço por fotos e desenhos.
C) Uso exclusivo de GPS, abandonando o papel.
D) Localização apenas de pontos turísticos globais.
Resposta: ( )
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GABARITO OFICIAL: PÁGINAS DO SABER
Questão Resposta
Correta
Assunto Principal
1 B Período Jesuíta: Foco na catequização e visão eurocêntrica.
2 B Reformas Pombalinas: Ensino laico a serviço da Coroa Portuguesa.
3 C Império: Memorização de fatos da elite no Colégio Pedro II.
4 A Ditadura Militar: Substituição de História por EMC e OSPB.
5 B Escola Nova: Proposta de escola pública, laica e social.
6 B Transição BNCC: Manutenção do lúdico entre Ed. Infantil e Fundamental.
7 C Atitude Historiadora: Protagonismo do aluno e análise de fontes.
8 A Foco 1º e 2º ano: Prioridade absoluta ao processo de alfabetização.
9 B Raciocínio Geográfico: Uso de princípios como analogia e conexão.
10 B Unidades Temáticas: O ser humano como produtor do espaço.
11 B Alfabetização Cartográfica: Interpretação por fotos e desenhos.