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RESUMO_AULA 2_METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL I

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© 2026 Páginas do Saber. Proibida a revenda ou distribuição. Direitos Autorais Reservados. 
 
 
METODOLOGIA DO ENSINO DE 
HISTÓRIA E GEOGRAFIA NO 
ENSINO FUNDAMENTAL I 
_______________________ 
RESUMO PREMIUM 
 
 
 
 
 
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AULA 2. METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA NO 
ENSINO FUNDAMENTAL I 
Este resumo aborda a trajetória da disciplina de História no Brasil, desde o período 
colonial até as reformas que tornaram o ensino obrigatório e crítico no século XX. 
 
1. Período Jesuíta (1500 - 1759) 
A educação era controlada pela Igreja Católica e servia como ferramenta de 
colonização. 
• Monopólio Religioso: Os jesuítas dominavam o ensino com o objetivo principal 
de converter e civilizar. 
• Eurocentrismo: O conteúdo era baseado na visão europeia, branca, masculina 
e cristã. 
• Método de Decoreba: O foco era memorizar datas ocidentais, nomes de papas 
e líderes políticos. 
• Unificação: O ensino era centralizado, garantindo o mesmo currículo em todo o 
território. 
 
2. Reformas Pombalinas (A partir de 1759) 
O Marquês de Pombal expulsou os jesuítas e mudou o foco da educação para os 
interesses do Estado. 
• Escola Útil ao Estado: O ensino deixou de servir à fé para servir à Coroa 
Portuguesa (imperativos da Coroa). 
• Foco Político: O currículo focava na História da Península Ibérica e nas 
linhagens de reis portugueses. 
• Descentralização: A Igreja saiu, mas o governo não criou uma estrutura central 
forte, gerando um ensino desigual entre as regiões do país. 
 
3. Império e Elite (1808 - 1889) 
Com a vinda da Família Real e a Independência, a educação continuou excludente. 
• Ensino para a Elite: A História servia para preparar os filhos dos ricos para a 
universidade, mantendo o método de decorar nomes e datas. 
• Ausência de Crítica: Não se buscava formar cidadãos pensantes, apenas 
futuros líderes da elite. 
• Ensino Popular: Para as camadas pobres, restava apenas o ensino técnico, 
mas quase sem investimento. 
 
4. Avanços na República (1930 - 1961) 
 
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Neste período, surgiram as bases da educação moderna que conhecemos hoje. 
• Constituição de 1934: Estabeleceu a gratuidade e a obrigatoriedade do ensino 
primário, além da liberdade de ensinar. 
• A Escola Nova: Um movimento que trouxe cinco diretrizes revolucionárias: 
o Educação como transformação social (não apenas para a elite). 
o Escola pública, laica e sem segregação (cor, sexo, etc.). 
o Currículo Nacional Comum para unir o país educacionalmente. 
o Foco no interesse do aluno e utilidade para o cotidiano. 
o Exigência de Ensino Superior para todos os professores. 
• Nascimento da História Crítica: A partir daqui a disciplina deixa de ser apenas 
repetição de nomes e passa a ser reflexiva. 
 
5. A Lei de 1961 (LDB) 
A Lei n. 4.024 consolidou a estrutura das disciplinas escolares no Brasil. 
• Disciplinas Obrigatórias: Estabeleceu-se que História, Geografia, Português, 
Matemática, Ciências e Educação Física fariam parte da base nacional. 
Ideia Central para Memorizar: 
O ensino de História no Brasil evoluiu de uma ferramenta de dominação religiosa e 
política (decorar nomes de reis) para um instrumento de formação crítica e social após 
a década de 1930. 
 
Este resumo explica como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) organiza o 
ensino para crianças de 6 a 11 anos, focando na transição suave e no papel do aluno 
no aprendizado. 
1. A Transição entre Ciclos 
O Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano) não deve ser visto como uma separação 
brusca da Educação Infantil. 
• Continuidade: É uma etapa nova, mas que continua o que foi feito antes. 
• Sem Ruptura: A escola deve evitar que a criança se sinta intimidada por 
mudanças repentinas nas atividades ou na linguagem. 
• Do Lúdico ao Acadêmico: O brincar ainda é essencial. Ele gera curiosidade e 
ajuda a criança a aceitar, aos poucos, conhecimentos mais formais e 
sistemáticos. 
 
2. Valorização do Conhecimento Prévio 
A BNCC defende que o ensino deve partir do que a criança já viveu e conhece. 
• Ponto de Partida: Use as vivências imediatas do aluno para construir conceitos 
mais complexos. 
 
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• Participação Constante: O professor não deve ouvir o aluno apenas no início 
da aula (momento de motivação). 
• Espaço Aberto: Comentários, dúvidas e experiências de vida devem ser 
incentivados em qualquer momento da aula. 
• Protagonismo: Se o aluno sente que há uma "hora certa" (curta) para falar, ele 
perde o interesse e a coragem de participar. 
 
3. Os Dois Ciclos do Fundamental I 
O documento divide esses cinco anos em dois momentos principais: 
• 1º e 2º anos: O foco total é a alfabetização. 
• 3º ao 5º ano: Considera-se que o aluno já está alfabetizado. O foco passa a ser 
consolidar o aprendizado e ampliar horizontes. 
• Ampliação do Mundo: A criança começa a estudar culturas, tradições e grupos 
sociais distantes da sua realidade (novos tempos e espaços). 
 
4. Organização por Áreas de Conhecimento 
O currículo não é pensado em caixas isoladas, mas sim de forma integrada. 
• Interdisciplinaridade: As disciplinas conversam e se dividem em 5 áreas de 
conhecimento. 
• Foco na História: Dentro dessas áreas, a História possui objetivos específicos 
que respeitam a faixa etária e a necessidade de conexão com o cotidiano do 
aluno. 
Ideia Central para Memorizar: 
O Ensino Fundamental I deve ser um ambiente acolhedor e lúdico, onde o 
conhecimento é construído a partir das experiências do aluno, garantindo que a 
alfabetização nos anos iniciais abra caminho para uma visão crítica do mundo nos 
anos finais. 
 
Este resumo explica como a área de Ciências Humanas (História e Geografia) deve 
ser trabalhada nos anos iniciais, focando na formação de cidadãos críticos, éticos e 
conscientes de seu papel no mundo. 
1. O Raciocínio Espaço-Temporal 
As Ciências Humanas unem o Tempo (História) e o Espaço (Geografia) para ajudar o 
aluno a entender a realidade. 
• Produção do Espaço: O ser humano não apenas vive no mundo, ele 
transforma o espaço de acordo com o momento histórico. 
• Contextualização: É a ferramenta principal. Ajuda a criança a entender as 
razões das ações (causa e consequência). 
• Sujeito Histórico: O aluno deve perceber que ele é um agente que influencia o 
tempo e o espaço, e não apenas uma "vítima" dos acontecimentos. 
 
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2. A História Não é um Círculo 
Existe uma ideia comum de que a história se repete ("história cíclica"), mas a BNCC 
faz um alerta importante: 
• Sem Repetições Reais: Não existem fatos idênticos que voltam a acontecer. 
• Contextos Semelhantes: O que acontece são situações parecidas (como 
insatisfação popular) que geram reações parecidas (protestos), mas cada 
momento é único. 
 
3. Ética e Poder 
As aulas de CiênciasHumanas são o espaço ideal para discutir como a sociedade se 
organiza. 
• Discussão de Poder: Refletir sobre quem detém o poder político e econômico e 
como isso afeta a vida de todos. 
• Desigualdade e Equidade: Entender os contrastes sociais para buscar uma 
educação e uma sociedade mais justas. 
• Formação Ética: Debater o que é "certo" ou "errado" com base no respeito aos 
Direitos Humanos e à coletividade. 
 
4. O Papel do Professor como mediador 
A postura do educador é fundamental para desenvolver a autonomia do aluno. 
• Neutralidade Inicial: O professor deve evitar dar sua opinião logo de cara. 
• Provocador de Reflexões: O objetivo é instigar a turma a pensar e chegar às 
próprias conclusões. 
• Foco Socioemocional: Estimular valores como solidariedade, participação e 
empatia com grupos sociais diferentes. 
 
5. Identidade e Cultura Local 
O ensino deve partir do que é próximo para o que é distante. 
• Escala do Conhecimento: Assim como na Educação Infantil, o estudo começa 
na história pessoal, passa pelo bairro/cidade e chega ao país/mundo. 
• Valorização da Cultura: O aluno deve aprender a identificar-se e valorizar as 
tradições e a história do lugar onde vive. 
 
6. Espaços de Aprendizagem e Fontes Reais 
 
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A aprendizagem se torna "significativa" quando sai apenas do livro didático. 
• Fora da Sala de Aula: Uso de pátios, praças, parques, museus e bibliotecas. 
• Contato Direto: Ver documentos e objetos históricos "ao vivo" ajuda a criança a 
entender que a História é real e feita por pessoas de verdade. 
Ideia Central para Memorizar: 
As Ciências Humanas ensinam que o aluno é um sujeito histórico capaz de 
transformar o mundo. Através da ética e do raciocínio espaço-temporal, ele aprende a 
respeitar a diversidade e a agir com responsabilidade social. 
 
Este resumo detalha as competências e objetivos que a BNCC estabelece para o 
ensino de História e Ciências Humanas, focando em como transformar o aluno em um 
"pequeno historiador". 
1. Competências Gerais das Ciências Humanas 
A História e a Geografia trabalham juntas para que o aluno desenvolva habilidades 
sociais e intelectuais: 
• Respeito à Diversidade: Compreender que as identidades são diferentes e 
promover os direitos humanos. 
• Intervenção no Mundo: Usar o conhecimento para entender problemas atuais e 
propor soluções. 
• Raciocínio Espaço-Temporal: Entender como o ser humano transforma a 
natureza e a sociedade ao longo do tempo. 
• Linguagens Diversas: Aprender a ler mapas (cartografia), gráficos, fotos e usar 
tecnologias digitais. 
 
2. A Natureza da História 
A BNCC deixa claro que a História não é um campo neutro: 
• Conhecimento do Presente: O passado é estudado por pessoas que vivem no 
agora. Nossas perguntas ao passado dependem dos nossos interesses atuais. 
• Fim da Neutralidade: Como quem escreve a história são pessoas, ela carrega 
intenções políticas, econômicas e culturais. 
• Pensamento Crítico: Sem reflexão, o estudo da História perde o sentido. Não 
se trata de aceitar fatos, mas de questioná-los. 
 
3. Fontes Históricas e a Noção de Tempo 
O tempo cronológico não é algo natural para a criança; ele precisa ser ensinado 
através de vestígios: 
• Vestígios da Experiência: Móveis, músicas, fotos e ferramentas são "pedaços" 
da experiência humana que sobraram. 
 
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• Atividade Prática: Trazer objetos antigos para a aula ajuda a diagnosticar o que 
o aluno entende por "antigo". 
• Exemplo Tecnológico: Analisar um disco de vinil versus um MP3 ajuda a 
criança a entender a obsolescência (como as coisas deixam de ser usadas) e a 
evolução das técnicas. 
 
4. A "Atitude Historiadora" 
É o conjunto de habilidades que o professor deve incentivar no aluno: 
• Elaborar Hipóteses: Questionar documentos e criar argumentos próprios. 
• Empatia e Diálogo: Respeitar visões de diferentes sujeitos e povos sobre um 
mesmo evento. 
• Historicidade: Perceber que as estruturas sociais e políticas mudam, mas 
algumas também se mantêm. 
 
5. Progressão nos Anos Iniciais (1º ao 5º ano) 
O ensino segue uma escala que amplia o horizonte da criança: 
Período Foco Principal Eixos Temáticos (Exemplos) 
1º e 2º Anos O Eu e o Outro Mundo pessoal, meu grupo social e registros da 
comunidade. 
3º e 4º Anos Expandindo o Universo Vida urbana e rural, espaços públicos e privados, 
migrações. 
5º Ano Cidadania e Grupos Povos e culturas, consciência de grupo e registros da 
história. 
 
Ideia Central para Memorizar: 
O ensino de História na BNCC busca criar a atitude historiadora: o aluno aprende a 
analisar fontes, comparar tempos e espaços e respeitar a diversidade, tornando-se um 
cidadão crítico e consciente de seu papel na sociedade.
 
Este resumo aborda a obrigatoriedade legal e a importância ética de ensinar a história 
e a cultura africana, afro-brasileira e indígena nas escolas. 
1. As Leis e a Obrigatoriedade 
O ensino desses temas não é opcional para o professor; é uma exigência legal em 
todas as escolas (públicas e privadas). 
 
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• Lei n. 10.639/2003: Tornou obrigatório o ensino da história e cultura africana e 
afro-brasileira em todos os níveis da educação básica. 
• Lei n. 11.645/2008: Ampliou a lei anterior, incluindo a obrigatoriedade do 
ensino da história e cultura indígena. 
• Dia da Consciência Negra (20 de novembro): Foi incluído no calendário escolar 
como uma data para reflexão profunda, e não apenas celebração. 
• Disciplinas Foco: Embora deva estar em todo o currículo, a lei destaca as 
áreas de Artes, Literatura e História do Brasil. 
 
2. Conteúdo e Abordagem Crítica 
A lei exige que se vá além do básico, resgatando as contribuições reais desses povos. 
• Resgate da Luta: É necessário falar sobre a resistência desses povos. A 
formação do Brasil não foi uma "mistura pacífica", mas fruto de invasões de 
terras (indígenas) e escravidão forçada (africanos). 
• Não "Higienizar" a História: O professor não deve esconder a violência do 
passado para as crianças. Omitir conflitos impede que o aluno entenda a 
realidade atual e as consequências da exploração. 
• Protagonismo além da Europa: O ensino deve mostrar negros e indígenas 
como inventores, cientistas e pensadores, e não apenas como mão de obra, 
combatendo a ideia de que apenas europeus criaram a sociedade. 
 
3. Identidade e Estereótipos 
O objetivo é construir uma imagem positiva e respeitosa desses grupos. 
• Educação Contínua: Esses temas devem aparecer o ano todo, e não apenas 
em datas comemorativas (como o Dia do Índio ou da Consciência Negra). 
• Evitar Estereótipos: Trabalhar esses temas apenas com fantasias ou visões 
superficiais reforça preconceitos e caricaturas negativas. 
• Apropriação Cultural: Ocorre quando grupos dominantes usam elementos de 
culturas marginalizadas sem entender seu significado, o que pode soar como 
uma nova forma de dominação histórica. 
 
4. Etnocentrismo vs. Diversidade 
O ensino busca quebrar a visão de que a cultura europeia é a única "correta" ou 
superior. 
• Relação Hegemônica: A escola deve discutir a exclusão histórica sofrida por 
grupos marginalizados. 
• Identidade Brasileira: Entender a contribuição indígena e africana é essencial 
para que o aluno entenda quem ele mesmo é e como a sociedade brasileira se 
formou. 
Ideia Central para Memorizar: 
 
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Ensinar história africana e indígena é um dever legal que serve para reconhecer a luta 
desses povos e valorizar suas contribuições intelectuais e sociais, combatendo o 
racismo e o eurocentrismo desde a infância. 
 
Este resumo explica como o ensino de Geografia no Brasil deixou deser uma simples 
"decoreba" patriótica para se tornar uma ferramenta de pensamento crítico e social. 
1. Origens e o Sentimento Patriótico (Séc. 19) 
A Geografia Escolar nasceu na Europa (França e Alemanha) com objetivos políticos 
muito claros. 
• Interesses do Estado: O ensino servia para criar um sentimento de amor à 
pátria. 
• Foco na Descrição: As aulas focavam em descrever paisagens e usar mapas 
para fortalecer a identidade do território e o poder da nação. 
• Chegada ao Brasil: O marco inicial foi o Colégio Dom Pedro II (1837), no Rio 
de Janeiro. 
• Influência Francesa: O Brasil seguiu o modelo francês, que era muito descritivo 
e baseado na memorização de nomes e dados, sem espaço para críticas. 
 
2. A Consolidação Acadêmica (1934) 
A criação de cursos superiores ajudou a oficializar a Geografia no país. 
• Fundação da USP: A criação da Faculdade de Geografia na USP contou com 
geógrafos franceses (como Pierre Monbeig). 
• Método Mnemônico: Mesmo com o avanço acadêmico, o ensino escolar ainda 
era focado na memória (mnemônico) e na repetição de informações 
"fechadas". 
 
3. A Ruptura na Ditadura Militar (1964 - 1985) 
Durante o regime militar, o ensino de Geografia sofreu um forte golpe por ser 
considerado "perigoso" pelos governantes. 
• Substituição por Estudos Sociais: A Geografia e a História foram retiradas do 
currículo e fundidas em uma única disciplina chamada Estudos Sociais (que 
durou de 1971 até os anos 90). 
• Medo de Militância: Os militares temiam que essas disciplinas formassem 
cidadãos críticos e militantes contra o regime. 
• Vigilância: Havia perseguição e infiltração de espiões nas escolas para 
monitorar professores e alunos. 
 
4. A Renovação e a Geografia Radical (Anos 80 e 90) 
 
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Com a redemocratização do Brasil, surgiu um novo jeito de ensinar, focado na 
realidade e na crítica. 
• Geografia Radical/Crítica: Defende que o ensino deve ir além da aparência das 
coisas (o que é visível) para entender as contradições do espaço (quem ganha, 
quem perde, por que é assim). 
• Saber do Aluno: A realidade vivida pelo estudante passou a ser o ponto de 
partida para o estudo. 
• Ensino Significativo: O objetivo mudou: em vez de decorar dados, o aluno deve 
entender como a sociedade e a economia transformam o espaço onde ele vive. 
 
5. Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN (1998) 
Os PCNs foram um divisor de águas para organizar o que é ensinado em todo o 
Brasil. 
• Guia Nacional: Estabeleceram um modelo para estados e municípios seguirem. 
• Material Didático: Orientaram a produção dos livros escolares para que 
seguissem essa nova visão crítica e integrada da Geografia. 
Ideia Central para Memorizar: 
A Geografia Escolar brasileira evoluiu de um modelo descritivo e patriótico para uma 
fase de apagamento na Ditadura, até chegar à Geografia Crítica, que valoriza a 
realidade do aluno e a compreensão das contradições sociais. 
 
Este resumo explica as diretrizes dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e 
como eles moldaram o ensino de Geografia para ser mais conectado com a realidade 
e outras ciências. 
1. O que são os PCN? 
Os Parâmetros Curriculares Nacionais funcionam como um guia para a educação em 
todo o Brasil. 
• Diretrizes de Planejamento: São instrumentos que orientam as secretarias de 
educação e escolas na criação de seus currículos. 
• Base Comum: O objetivo é garantir que todo aluno brasileiro tenha uma 
formação básica mínima, respeitando as diferenças culturais de cada região. 
• Respaldo Legal: Eles surgiram para cumprir o que diz a Constituição de 1988 e 
a LDB (Lei de Diretrizes e Bases). 
 
2. A "Nova" Geografia dos PCN 
Os PCN propuseram uma mudança no jeito de ensinar Geografia, saindo de modelos 
antigos e limitados. 
 
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• Fim da Decoreba: A Geografia deixa de ser apenas descritiva (decorar nomes 
de rios e cidades). 
• Equilíbrio Crítico: Não foca apenas na política ou economia, mas busca 
entender o mundo de forma ampla. 
• Interdisciplinaridade: A Geografia passa a dialogar com outras áreas, como 
Antropologia, Sociologia, Biologia e Política. 
• Relação Sociedade/Natureza: O foco é entender como o ser humano e o meio 
ambiente interagem e se transformam. 
 
3. Práticas Pedagógicas e o Papel do Aluno 
O ensino deve ser dinâmico e partir da vivência de quem aprende. 
• Valorização da Experiência: O conhecimento deve começar com o que o aluno 
já vive e conhece em seu lugar de moradia. 
• Construção do Saber: O objetivo é que o aluno construa compreensões novas 
e mais complexas sobre a realidade. 
• Atitude Investigativa: O professor deve incentivar procedimentos como: 
o Problematização (fazer perguntas sobre o mundo). 
o Observação e registro. 
o Pesquisa e formulação de hipóteses. 
• Entender as Mudanças: O aluno deve ser capaz de identificar o que 
permanece igual e o que muda na paisagem e no espaço ao longo do tempo. 
 
4. Formação para a Cidadania 
A Geografia escolar nos PCN tem uma função social clara. 
• Visão do Todo: Capacita o aluno a fazer conexões entre diferentes fenômenos 
(ex: como uma chuva afeta a economia e a vida social de um bairro). 
• Cidadão Ativo: Ao compreender o espaço geográfico, o aluno desenvolve 
habilidades para refletir criticamente e atuar na sociedade de forma consciente. 
Ideia Central para Memorizar: 
Os PCN transformaram a Geografia em uma disciplina interdisciplinar, que usa a 
vivência do aluno e a investigação científica para explicar as relações entre sociedade 
e natureza, focando na formação de um cidadão crítico. 
 
Este resumo detalha como a BNCC estrutura o ensino de Geografia, desde a 
Educação Infantil até o final dos Anos Iniciais, focando no desenvolvimento do 
pensamento espacial e na formação cidadã. 
1. Geografia na Educação Infantil (Campos de Experiência) 
A Geografia não aparece como disciplina isolada, mas sim diluída em campos de 
experiência. 
 
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• Noções Espaciais: Trabalha-se a orientação (frente/atrás, alto/baixo) através 
de brincadeiras no campo "Corpo, Gestos e Movimentos". 
• Identidade e Cultura: O respeito a diferentes modos de vida é explorado em "O 
eu, o outro e o nós". 
• Fenômenos Naturais: Observar chuva, sol e vento faz parte de "Espaços, 
Tempos, Quantidades, Relações e Transformações". 
• Aprendizado Cotidiano: O foco é usar situações do dia a dia para despertar a 
curiosidade geográfica. 
 
2. O Raciocínio Geográfico no Ensino Fundamental 
A BNCC propõe que o aluno aprenda a "pensar geograficamente" para interpretar o 
mundo. 
• O que é Raciocínio Geográfico? É a capacidade de entender como os 
fenômenos se distribuem na Terra e como a sociedade e a natureza se 
conectam. 
• Pensamento Espacial: Estimula o aluno a representar e interpretar o mundo em 
transformação. 
• Princípios Fundamentais: O raciocínio baseia-se em conceitos como: 
o Localização e Distribuição: Onde as coisas estão e como se espalham? 
o Conexão: Como um fato se liga a outro? (Ex: desmatamento e seca). 
o Analogia: Comparar dois lugares ou fenômenos diferentes. 
 
3. Unidades Temáticas (As 5 Áreas da Geografia) 
A BNCC organiza o conteúdo do 1º ao 5º ano em cinco grandes eixos: 
• O sujeito e seu lugar no mundo: Foca na identidade e na relação do aluno com 
o espaço vivido (casa, escola, bairro). 
• Conexões e escalas: Ensina a relação entre o local e o global. 
• Mundo do trabalho: Explora as profissões, processos de produção e a 
economia. 
• Formas de representação e pensamento espacial: Foca na alfabetização 
cartográfica (ler mapas, fotos e gráficos). 
• Natureza, ambientes e qualidade de vida: Discute a preservação ambiental e 
como o ser humano impacta o meio ambiente. 
 
4. CompetênciasEspecíficas e Cidadania 
O objetivo final é que o aluno saiba usar o conhecimento para agir na sociedade. 
• Interação Sociedade/Natureza: Entender que as ações humanas produzem o 
espaço. 
• Argumentação e Ética: Defender ideias que promovam os direitos humanos e a 
consciência socioambiental. 
• Autonomia: Desenvolver senso crítico para resolver problemas reais utilizando 
tecnologias e mapas. 
 
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5. O Papel do Professor e o Saber Prévio 
A aprendizagem só é significativa se fizer sentido para a realidade do aluno. 
• Continuidade: O professor deve aproveitar o que a criança aprendeu na 
Educação Infantil (como reconhecer fotos antigas ou saber horários). 
• Perguntas Investigativas: Estimular o aluno a perguntar: Onde se localiza? Por 
que está ali? Como isso mudou? 
• Mediação: O professor articula o conteúdo acadêmico com a vivência prática 
do estudante, tornando-o protagonista do seu saber. 
Ideia Central para Memorizar: 
Na BNCC, a Geografia deixa de ser memorização para se tornar raciocínio geográfico. 
O aluno aprende a interpretar o espaço através de cinco unidades temáticas, 
desenvolvendo autonomia e ética para compreender sua posição como cidadão no 
mundo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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MAPA MENTAL: METODOLOGIA DE 
HISTÓRIA E GEOGRAFIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SIMULADO: METODOLOGIA DE HISTÓRIA E 
GEOGRAFIA
 
1. Qual era o foco do ensino de História no Período Jesuíta (1500-1759)? 
A) Formação crítica e política dos indígenas. 
B) Catequização e conversão sob visão eurocêntrica. 
C) Promoção da cultura africana. 
D) Criação de uma identidade nacional independente. 
Resposta: ( ) 
2. Qual foi a principal mudança educacional das Reformas Pombalinas (1759)? 
A) Aumento do poder da Igreja nas escolas. 
B) Ensino laico a serviço dos interesses da Coroa. 
C) Obrigatoriedade do ensino de línguas indígenas. 
D) Criação de universidades federais no Brasil. 
Resposta: ( ) 
3. Como a História era ensinada no Colégio Pedro II durante o Império? 
A) Debates sobre a abolição da escravidão. 
B) Ferramenta de inclusão social para todos. 
C) Memorização de nomes e datas para os filhos da elite. 
D) Foco exclusivo na história da América Latina. 
Resposta: ( ) 
4. O que ocorreu com a História no currículo durante a Ditadura Militar? 
A) Substituição pelas disciplinas de EMC e OSPB. 
B) Tornou-se base para o pensamento revolucionário. 
C) Unificação com a Filosofia para debater a democracia. 
D) Extinção total da disciplina em todos os níveis. 
Resposta: ( ) 
5. Qual era a proposta central do movimento da Escola Nova? 
A) Volta ao ensino tradicional e uso da palmatória. 
B) Escola pública, laica e voltada à transformação social. 
C) Educação como privilégio exclusivo das elites. 
D) Foco exclusivo no ensino religioso confessional. 
Resposta: ( ) 
6. Como a BNCC orienta a transição da Ed. Infantil para o Ensino Fundamental I? 
A) Ruptura imediata para focar em conteúdos teóricos. 
B) Transição suave preservando o lúdico e o brincar. 
C) Alfabetização obrigatória antes do ingresso no 1º ano. 
D) Descarte do conhecimento prévio da criança. 
Resposta: ( ) 
 
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7. O que define a "Atitude Historiadora" do aluno segundo a BNCC? 
A) Decoração da ordem cronológica dos presidentes. 
B) Aceitação do livro didático como verdade absoluta. 
C) Curiosidade e questionamento de documentos e fontes. 
D) Foco restrito ao estudo de guerras e batalhas. 
Resposta: ( ) 
8. Qual o foco principal dos dois primeiros anos (1º e 2º) do Ensino 
Fundamental? 
A) Processo de alfabetização. 
B) História da Europa Medieval. 
C) Análise de índices econômicos globais. 
D) Cartografia digital avançada e GPS. 
Resposta: ( ) 
9. O que representa o "Raciocínio Geográfico" na visão da BNCC? 
A) Memorização das capitais de todos os países. 
B) Entendimento do espaço por conexão e localização. 
C) Habilidade de desenhar mapas perfeitos à mão. 
D) Estudo do clima ignorando a ação humana. 
Resposta: ( ) 
10. Qual o objetivo das Unidades Temáticas de Geografia na BNCC? 
A) Separação total entre natureza e sociedade. 
B) Compreensão de que o humano produz o espaço. 
C) Isolamento do aluno sobre problemas comunitários. 
D) Memorização de conceitos técnicos sem prática. 
Resposta: ( ) 
11. O que se espera do aluno no processo de alfabetização cartográfica? 
A) Apenas a leitura passiva de mapas prontos. 
B) Representar e interpretar o espaço por fotos e desenhos. 
C) Uso exclusivo de GPS, abandonando o papel. 
D) Localização apenas de pontos turísticos globais. 
Resposta: ( ) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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GABARITO OFICIAL: PÁGINAS DO SABER 
 
 
Questão Resposta 
Correta 
Assunto Principal 
1 B Período Jesuíta: Foco na catequização e visão eurocêntrica. 
2 B Reformas Pombalinas: Ensino laico a serviço da Coroa Portuguesa. 
3 C Império: Memorização de fatos da elite no Colégio Pedro II. 
4 A Ditadura Militar: Substituição de História por EMC e OSPB. 
5 B Escola Nova: Proposta de escola pública, laica e social. 
6 B Transição BNCC: Manutenção do lúdico entre Ed. Infantil e Fundamental. 
7 C Atitude Historiadora: Protagonismo do aluno e análise de fontes. 
8 A Foco 1º e 2º ano: Prioridade absoluta ao processo de alfabetização. 
9 B Raciocínio Geográfico: Uso de princípios como analogia e conexão. 
10 B Unidades Temáticas: O ser humano como produtor do espaço. 
11 B Alfabetização Cartográfica: Interpretação por fotos e desenhos.

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