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IMUNIDADE INATA E ADAPTATIVA 
1. O que é imunidade? 
Imunidade é a capacidade do corpo de se defender contra agentes estranhos, principalmente 
microrganismos (vírus, bactérias, parasitas e fungos). 
● O sistema imune não é uma estrutura única, mas um conjunto de células, órgãos e moléculas 
que trabalham juntos. 
 
● Ele reage contra o que é “não próprio” (estranho ao corpo), mas normalmente não reage 
contra nossas próprias células (quando isso falha → doenças autoimunes). 
 
👉 Pense nele como um exército interno, que detecta, combate e “memoriza” os invasores para 
proteger o corpo em futuras batalhas. 
 
2. Divisão do sistema imune 
O sistema de defesa funciona em duas grandes frentes: 
🔹 Imunidade Inata (Natural) 
● É a primeira linha de defesa. 
 
● Funciona sempre do mesmo jeito, desde o nascimento, independentemente de já ter visto o 
invasor antes. 
 
● Exemplo prático: quando uma bactéria entra em um corte na pele, imediatamente chegam 
neutrófilos, macrófagos e proteínas do sangue para tentar conter a invasão → essa reação é a 
inflamação. 
 
● Características: 
 
○ Atua em horas. 
 
○ Reconhece “padrões gerais” de microrganismos (como um alarme de fumaça, que não 
diferencia se o fogo é de madeira ou de papel, apenas detecta que existe perigo). 
 
○ Componentes principais: 
 
■ Barreiras físicas (pele, mucosas). 
 
■ Células fagocíticas (neutrófilos, macrófagos). 
 
■ Células dendríticas, mastócitos e NK (natural killers). 
 
■ Proteínas → complemento, citocinas inflamatórias. 
 
● Limitação: não melhora com o tempo. Uma segunda exposição ao mesmo microrganismo terá 
a mesma resposta. 
 
 
🔹 Imunidade Adaptativa (Adquirida) 
● É a segunda linha de defesa, mais sofisticada. 
 
● Surge quando o organismo é exposto ao invasor. 
 
● Exemplo prático: quando você toma uma vacina contra gripe, seu corpo “aprende” a 
reconhecer aquele vírus. Se no futuro ele tentar te infectar, a resposta será muito mais rápida e 
eficiente. 
 
● Características: 
 
○ Atua em dias (mais lenta na primeira vez). 
 
○ Reconhece detalhes específicos de cada invasor (chamados antígenos). 
 
○ Gera memória: nas próximas vezes, reage mais rápido e mais forte. 
 
○ Tem diversidade enorme: consegue reconhecer milhões de moléculas diferentes. 
 
○ Mantém autotolerância: normalmente não ataca nossas próprias células. 
 
● Componentes principais: 
 
○ Linfócitos B → produzem anticorpos (imunidade humoral). 
 
○ Linfócitos T → atacam células infectadas e coordenam a resposta (imunidade 
celular). 
 
 
3. Tipos de resposta da imunidade adaptativa 
🔸 Imunidade Humoral (anticorpos) 
● Mediadas pelos linfócitos B. 
 
● Quando ativados, eles se transformam em plasmócitos que produzem anticorpos. 
 
● Funções dos anticorpos: 
 
○ Neutralizar toxinas e vírus (impedir que entrem nas células). 
 
○ Marcar microrganismos para destruição por fagócitos (opsonização). 
 
○ Ativar o complemento, que perfura a membrana de bactérias. 
 
● Classes de anticorpos (imunoglobulinas): 
 
○ IgM → primeira produzida, eficaz mas pouco específica. 
 
○ IgG → mais abundante, atravessa a placenta e protege o feto. 
 
○ IgA → encontrada em secreções (saliva, leite materno, lágrimas, mucosas). 
 
○ IgE → atua contra parasitas e em alergias. 
 
👉 Principal função: defesa contra microrganismos extracelulares (que ficam fora das células). 
 
🔸 Imunidade Celular (linfócitos T) 
● Mediadas pelos linfócitos T, que não produzem anticorpos, mas reconhecem antígenos ligados 
a moléculas MHC na superfície de células. 
 
● Subtipos de linfócitos T: 
 
○ T auxiliares (CD4+) → secretam citocinas que: 
 
■ ativam macrófagos (para matar microrganismos ingeridos). 
 
■ ajudam linfócitos B a produzir anticorpos. 
 
■ recrutam outras células de defesa. 
 
○ T citotóxicos (CD8+) → destroem células infectadas por vírus ou tumorais. 
 
○ T reguladores → freiam respostas exageradas e mantêm equilíbrio. 
 
👉 Principal função: defesa contra microrganismos intracelulares (como vírus e algumas bactérias). 
 
4. Tipos de imunidade quanto à origem 
● Ativa → adquirida pelo próprio organismo (infecção natural ou vacina). 
 
○ Tem memória e dura bastante. 
 
● Passiva → recebida de fora (anticorpos maternos via placenta, leite materno, ou soroterapia). 
 
○ É imediata, mas temporária, sem memória. 
 
 
5. Etapas de uma resposta adaptativa 
1. Antígeno entra no corpo (ex.: bactéria). 
 
2. APCs (células apresentadoras de antígeno), como dendríticas, capturam o invasor. 
 
3. APCs levam o antígeno para órgãos linfóides (linfonodos, baço). 
 
4. Linfócitos naive (que nunca viram aquele antígeno) são ativados. 
 
5. Ocorre expansão clonal (multiplicação dos linfócitos específicos). 
 
6. Diferenciação em: 
 
○ Células efetoras → atacam o invasor. 
 
○ Células de memória → ficam “guardadas” para a próxima vez. 
 
7. Após a eliminação, a maioria dos linfócitos morre, mas a memória permanece. 
 
 
6. Citocinas – a comunicação das células 
● São mensageiros químicos que permitem que as células do sistema imune conversem entre si. 
 
● Funções: 
 
○ Ativar células. 
 
○ Estimular multiplicação. 
 
○ Guiar células até o local da infecção (quimiotaxia). 
 
● Quimiocinas → subgrupo de citocinas que orientam o movimento das células. 
 
● Importância clínica: 
 
○ Muitas doenças inflamatórias envolvem citocinas em excesso. 
 
○ Remédios modernos bloqueiam citocinas específicas (ex.: anti-TNF para artrite 
reumatoide). 
 
 
✅ Resumo didático: 
● Imunidade inata é como uma tropa de choque → rápida, geral, mas sem memória. 
 
● Imunidade adaptativa é como uma tropa de elite → mais lenta na primeira vez, mas 
específica, com memória e capacidade de aprender. 
 
● Juntas, formam um sistema de defesa coordenado e extremamente eficiente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COMO OCORRE A IMUNIZAÇÃO INATA E ADAPTATIVA 
🔹 1. Imunização Inata (defesa imediata) 
➡ É a primeira resposta quando um microrganismo entra no corpo. 
Funciona como um sistema de alarme e ação rápida. 
Etapas principais: 
1. Entrada do microrganismo → por pele, mucosa respiratória, trato gastrointestinal etc. 
 
2. Reconhecimento inicial: 
 
○ Células da imunidade inata (macrófagos, neutrófilos, células dendríticas, mastócitos) 
possuem receptores especiais (PRRs – pattern recognition receptors). 
 
○ Esses receptores identificam padrões comuns em microrganismos (PAMPs – 
pathogen-associated molecular patterns), como lipopolissacarídeos de bactérias ou 
RNA viral. 
 
3. Ação imediata: 
 
○ Liberação de citocinas e quimiocinas, que atraem outras células de defesa. 
 
○ Indução da inflamação (vermelhidão, calor, dor, inchaço). 
 
○ Fagocitose → macrófagos e neutrófilos engolem e destroem microrganismos. 
 
○ Células NK → matam células infectadas por vírus. 
 
○ Sistema complemento → perfura bactérias e facilita a fagocitose. 
 
4. Resultado: 
 
○ Muitas vezes a imunidade inata resolve a infecção sozinha. 
 
○ Se não for suficiente, ela ativa e orienta a imunidade adaptativa (próxima etapa). 
 
⚡ Características: rápida, geral, sem memória (a cada invasão, reage igual). 
 
🔹 2. Imunização Adaptativa (defesa aprendida) 
➡ É ativada quando a inata sozinha não dá conta. 
Funciona como um aprendizado especializado do corpo. 
Etapas principais: 
1. Apresentação do antígeno: 
 
○ As células dendríticas capturam fragmentos do microrganismo. 
 
○ Viajam até os linfonodos (ou baço) e apresentam esses fragmentos aos linfócitos T e 
B. 
 
○ Esse passo é chamado apresentação de antígeno. 
 
2. Ativação dos linfócitos: 
 
○ Linfócitos T naive (nunca ativados antes) reconhecem o antígeno apresentado no 
MHC. 
 
■ CD4+ → se tornam T auxiliares (coordenam resposta). 
 
■ CD8+ → se tornam T citotóxicos (destroem células infectadas). 
 
○ Linfócitos B naive reconhecem antígenos solúveis → se diferenciam em plasmócitos, 
produzindo anticorpos. 
 
3. Expansão clonal: 
 
○ Os linfócitos ativadosse multiplicam para formar um exército específico contra 
aquele invasor. 
 
4. Resposta efetora: 
 
○ Imunidade humoral (anticorpos): 
 
■ Neutralizam vírus e toxinas. 
 
■ Marcam microrganismos para fagocitose. 
 
■ Ativam o complemento. 
 
○ Imunidade celular (linfócitos T): 
 
■ T CD4+ → secretam citocinas que ativam macrófagos e linfócitos B. 
 
■ T CD8+ → destroem células infectadas ou tumorais. 
 
5. Resolução e memória: 
 
○ Depois da eliminação do invasor, a maioria dos linfócitos morre. 
 
○ Mas uma parte se transforma em células de memória. 
 
○ Se o mesmo invasor voltar, a resposta será muito mais rápida e forte (base das 
vacinas). 
 
⚡ Características: mais lenta no início, mas altamente específica, duradoura e com memória. 
 
🔄 Relação entre Inata e Adaptativa 
● A inata é como um alarme + primeira patrulha policial: detecta o invasor e tenta neutralizar 
rápido. 
 
● Se não bastar, ela chama a adaptativa, que é como uma tropa de elite altamente treinada, que 
aprende, elimina e deixa guardado um “manual de instrução” (memória) para a próxima vez. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
🔹 PAMPs (Pathogen-Associated Molecular Patterns) 
● São padrões moleculares associados a patógenos. 
 
● Exemplos: lipopolissacarídeos (LPS) de bactérias Gram-negativas, peptidoglicano de 
bactérias Gram-positivas, RNA viral de fita dupla. 
 
● Características: 
 
○ Estruturas essenciais à sobrevivência do microrganismo. 
 
○ Conservadas em muitos microrganismos (não sofrem mutações fáceis). 
 
○ Não estão presentes em células humanas normais. 
 
🔹 DAMPs (Damage-Associated Molecular Patterns) 
● São padrões moleculares associados a dano tecidual. 
 
● Não vêm de microrganismos, mas sim de nossas próprias células lesionadas, estressadas ou 
em morte não controlada (necrose). 
 
● Exemplos: ATP extracelular, DNA ou RNA liberados no meio extracelular, proteínas 
nucleares como HMGB1. 
 
● Indicam perigo mesmo na ausência de infecção. 
 
 
🔹 Reconhecimento na membrana plasmática 
O processo ocorre por meio de receptores chamados PRRs (Pattern Recognition Receptors), presentes 
na membrana plasmática de células do sistema imune inato (macrófagos, células dendríticas, 
neutrófilos, mastócitos). 
1. Ligação inicial: 
 
○ PAMPs (vindos de microrganismos) ou DAMPs (vindos de células lesadas) se ligam a 
receptores específicos nos PRRs. 
 
○ Exemplo clássico: Toll-like receptors (TLRs), que reconhecem LPS, flagelina ou 
ácidos nucleicos virais. 
 
2. Ativação de sinalização intracelular: 
 
○ Essa ligação ativa cascatas de sinalização dentro da célula (ex.: NF-κB, MAPK). 
 
○ Isso leva à produção de citocinas inflamatórias, quimiocinas e interferons antivirais. 
 
3. Resposta efetora: 
 
○ A célula imune passa a secretar mediadores que: 
 
■ recrutam mais células de defesa (inflamação); 
 
■ ativam fagocitose e morte do invasor; 
 
■ alertam o sistema imune adaptativo. 
 
 
🔄 Diferença essencial 
● PAMPs → sinalizam a presença de um microrganismo. 
 
● DAMPs → sinalizam dano tecidual mesmo sem infecção. 
 
Ambos são reconhecidos por PRRs, que podem estar: 
● na membrana plasmática (reconhecem estruturas expostas, como carboidratos de bactérias). 
 
● nos endossomos (reconhecem ácidos nucleicos virais). 
 
● no citoplasma (detectam DNA ou RNA estranhos). 
 
 
👉 Em resumo: 
O processo de reconhecimento de PAMPs e DAMPs na membrana plasmática consiste na ligação 
dessas estruturas conservadas a receptores PRRs, desencadeando uma cascata de sinalização 
intracelular que resulta na ativação da resposta imune inata, especialmente inflamação e recrutamento 
de células de defesa. 
 
	IMUNIDADE INATA E ADAPTATIVA 
	1. O que é imunidade? 
	2. Divisão do sistema imune 
	🔹 Imunidade Inata (Natural) 
	🔹 Imunidade Adaptativa (Adquirida) 
	3. Tipos de resposta da imunidade adaptativa 
	🔸 Imunidade Humoral (anticorpos) 
	🔸 Imunidade Celular (linfócitos T) 
	4. Tipos de imunidade quanto à origem 
	5. Etapas de uma resposta adaptativa 
	6. Citocinas – a comunicação das células 
	COMO OCORRE A IMUNIZAÇÃO INATA E ADAPTATIVA 
	🔹 1. Imunização Inata (defesa imediata) 
	Etapas principais: 
	🔹 2. Imunização Adaptativa (defesa aprendida) 
	Etapas principais: 
	🔄 Relação entre Inata e Adaptativa 
	 
	🔹 PAMPs (Pathogen-Associated Molecular Patterns) 
	🔹 DAMPs (Damage-Associated Molecular Patterns) 
	🔹 Reconhecimento na membrana plasmática 
	🔄 Diferença essencial

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