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ATIVIDADE 1 - SER - OFICINA SERVIÇO SOCIAL E FORMAÇÃO PROFISSIONAL - 51_2026 Seu parceiro nos TRABALHOS ACADÊMICOS. Entre em contato com a nossa equipe. E-mail: alfaassessoriaacademica10@gmail.com Instagram:@Alfa_assessoriaacademica_ (15) 99706-0728 Da Caridade à Profissão: Rupturas Necessárias: Acompanhe a história fictícia a seguir: Casa Santa Luzia é uma instituição filantrópica tradicional (legalmente constituída) criada por um grupo religioso na década de 1960, em uma comunidade de baixa renda. Sua missão sempre foi “acolher e ajudar os mais necessitados”. Durante muitos anos, a atuação da instituição era baseada em doações de alimentos, roupas e visitas fraternas realizadas por voluntárias da igreja local. Com o passar dos anos, a demanda da comunidade aumentou. Famílias chegavam à instituição com problemas complexos: desemprego, violência doméstica, dificuldade de acesso a serviços públicos, ausência de documentação, crianças fora da escola e insegurança alimentar crônica. Diante disso, a instituição decidiu contratar uma assistente social — Ana — acreditando que ela pudesse “continuar o trabalho de ajuda” e organizar melhor a entrega de doações. No entanto, quando Ana começou, percebeu várias situações preocupantes: * As doações eram entregues mediante critérios morais (“merece ou não merece”). * Algumas voluntárias registravam quem “comportava-se bem” para ganhar mais cestas. * Os atendimentos eram baseados em conselhos comportamentais e julgamentos. * Não havia registros técnicos, fluxo de atendimento ou articulação com a rede pública. * Muitos problemas sociais complexos eram tratados somente com orientações religiosas e cesta básica. Quando Ana tentou implementar mudanças — como prontuários, entrevistas, articulação com o CRAS e encaminhamento para serviços formais previstos na Política Nacional de Assistência Social (PNAS), Política Nacional de Saúde (PNS) entre outros —, alguns voluntários resistiram, dizendo: “Aqui a gente ajuda por amor, não precisa dessa burocracia”. “O pobre não pode ficar dependendo do governo, tem que aprender a se comportar”. “Você complica o trabalho simples que sempre fizemos”. "Você que é assistente social deveria ajudar, e não dificultar". Ana percebeu que o modelo assistencialista baseado na caridade estava dificultando o enfrentamento das desigualdades e limitando a atuação técnica e ética do Serviço Social. Agora ela precisa apresentar uma proposta de reorganização da prática institucional para romper com o modelo moralizante e aproximar a instituição de uma lógica de direitos, alinhada às Políticas Públicas e sociais e ao projeto ético-político do Serviço Social. Atividade: Com base no estudo de caso apresentado e nos temas 1 e 2 do livro Serviço Social e Formação Profissional, produza um texto discursivo (de, no máximo, 30 linhas) explicando: A) Por que o modelo caritativo/moralizante é insuficiente para responder às demandas sociais atuais. B) Quais mudanças a assistente social deve propor para transformar a prática institucional em uma atuação baseada em direitos. C) Como o Serviço Social contemporâneo rompe com práticas assistencialistas e se fundamenta em princípios críticos e profissionais. Orientação para Construção do Texto Dissertativo: A) INÍCIO – Apresentação da problemática (5 a 7 linhas): apresente a situação da instituição e contextualize a caridade, o assistencialismo e a moralização como práticas históricas. Mostre que essas práticas não dão conta da complexidade da questão social contemporânea. B) MEIO – Análise crítica fundamentada (15 a 18 linhas): explique por que o modelo caritativo é insuficiente diante das demandas estruturais. Descreva quais mudanças profissionais Ana deve propor. Mostre as contradições institucionais e os desafios para essa ruptura. C) FIM – Síntese e conclusão propositiva (5 a 7 linhas): conclua reforçando a importância da atuação crítica e profissionalizada. Aponte como a ruptura com a caridade fortalece a defesa dos direitos sociais. Finalize com uma posição clara sobre o papel contemporâneo do Serviço Social. 01 image1.jfif