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29/08/2023
FONTES DE INFECÇÃO E 
CADEIA DE 
TRANSMISSÃO
Marcus Falcão
mdfalcao@gmail.com
EPIDEMIOLOGIA
Ciência que estuda a ocorrência da
doenças em populações, suas causas
determinantes, medidas profiláticas para
o seu controle e até sua erradicação.
• História natural das doenças
• Tríade epidemiológica
• Cadeia epidemiológica
• Conhecimento propagação doenças
• Adoção de medidas profiláticas
INFECÇÃO
Processo caracterizado pela
invasão do organismo do
hospedeiro, por um agente
biológico e sua subsequente
multiplicação
(Mitcherlich, 1972).
HOSPEDEIRO
Todo e qualquer ser vivo
que albergue um agente em
seu organismo ou ainda o
organismo que propicie
alimento ou abrigo a um
organismo de outra
espécie.
AGENTE ETIOLÓGICO
Qualquer substância, elemento,
variável ou fator, animado ou
inanimado, cuja presença
mediante contato efetivo com
hospedeiro, constitui-se em
estímulo para iniciar ou
perpetuar um processo doença
AMBIENTE
• Fatores físicos
• Fatores biológicos
• Fatores sócio-econômicos
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CADEIA EPIDEMIOLÓGICA 
DA DOENÇA
• Quem hospeda e transmite o A. E.?
• Como o A. E. abandona o hospedeiro?
• Que recurso utiliza o A. E. para 
alcançar um novo hospedeiro?
• Como se hospeda o A. E. em um novo 
hospedeiro?
FONTE DE 
INFECÇÃO
HOSPEDEIRO
SUSCETÍVEL
VIA DE TRANSMISSÃO
VIA DE ELIMINAÇÃO
PORTA DE ENTRADA
FONTE DE INFECÇÃO
• Qualquer hospedeiro vertebrado
que alberga um determinado agente
etiológico e pode eliminá-lo de seu
organismo, isto é, transmiti-lo.
CLASSIFICAÇÃO DAS 
FONTES DE INFECÇÃO
• Quanto à característica do
agravo
–Doentes:
–Hospedeiros que revelam sinais,
ainda que indefinidos, de
comprometimento do equilíbrio
orgânico, atribuíveis a agentes
existentes em seu organismo.
CLASSIFICAÇÃO DAS 
FONTES DE INFECÇÃO
• Quanto à característica 
do agravo
–Doentes típicos:
–Sinais clínicos BASTANTE 
característicos (Mixomatose 
coelhos; Peste Suína; Peste 
bovina; Cólera aviária)
CLASSIFICAÇÃO DAS 
FONTES DE INFECÇÃO
• Quanto à característica 
do agravo
–Doentes atípicos: 
–Sinais clínicos POUCO 
característicos. Extrema 
malignidade ou benignidade
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CLASSIFICAÇÃO DAS 
FONTES DE INFECÇÃO
• Quanto à característica do 
agravo
–Doentes em Fase 
prodrômica: 
–Doença em fase inicial. Observa-
se alterações estado de saúde.
Sinais INDEFINIDOS para
diagnóstico clínico. Quadro
clínico característico não
manifestado (raiva canina).
CLASSIFICAÇÃO DAS FONTES DE 
INFECÇÃO
• Quanto à característica do agravo
–Portadores
Hospedeiros que ALBERGAM e ELIMINAM o agente
etiológico de uma doença, em ausência de qualquer
manifestação que possa ser caracterizada como
indicativo de alteração de saúde , atribuível à presença
do agente infeccioso em seu organismo.
CLASSIFICAÇÃO DAS FONTES DE 
INFECÇÃO
• Quanto à característica do agravo
–Portadores
 Portadores sadios: Não apresentam sinais clínicos da 
doença. Não estão em período de incubação. Eliminam o 
agente etiológico
 Ex. Trichomonas foetus
CLASSIFICAÇÃO DAS FONTES DE 
INFECÇÃO
• Quanto à característica do agravo
–Portadores
 Portadores em incubação: Funcionam como F. I. antes do 
aparecimento dos sinais clínicos. Apresentarão sinais no 
espaço de tempo correspondente ao P. I. da doença. 
 Ex. Peste bovina e Raiva
CLASSIFICAÇÃO DAS FONTES DE 
INFECÇÃO
• Quanto à característica do agravo
–Portadores
• Portadores convalescente: Eliminam o agente etiológico 
após a cura clínica. 
– Ex. Laringotraqueíte aves 
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CLASSIFICAÇÃO DAS FONTES DE 
INFECÇÃO
• Quanto à característica do agravo
–Comunicantes
Introdução ou propagação do A.E. em uma população
“Contatos”
Estiveram expostos ao risco de infecção, não se podendo 
assegurar, “a priore” se estão ou não infectados
CLASSIFICAÇÃO DAS FONTES DE 
INFECÇÃO
• Quanto à característica do agravo
–Reservatórios
Dependência espécie principal considerada
Demais vertebrados que atuam na disseminação dos 
agentes das enfermidades
Enquadrado em qualquer categoria de F. I.  Portador ou 
doente
TRANSMISSÃO DAS DOENÇAS
Transmissão de agentes infecciosos é o processo pelo qual o agente infeccioso 
oriundo de um indivíduo infectado, pessoa ou animal, com passagem ou não 
por intermediários vivos ou objetos inanimados, tem acesso ao meio interno 
de um novo hospedeiro
Denomina os modos de transferência dos agentes infecciosos de um 
hospedeiro infectado à um hospedeiro suscetível.
(Rouquaryol e Almeida Filho, 2003)
PORTA DE 
ENTRADA
São consideradas como as vias,
pelas quais o agente infeccioso,
consegue penetrar no organismo
animal. As principais portas de
entrada, são: a via respiratória,
digestiva, conjuntival, galactófora,
onfaloflébica, cutânea e gênito-
urinária.
P O R T A 
D E 
E N T R A D A
http://www.mcguido.vet.br/brucel8.gif
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VIAS DE TRANSMISSÃO 
DIRETA - CONTÁGIO
• contato direto com o animal ou 
agente
INDIRETA
• ingestão: água e alimentos
• inalação: partículas de aerossóis
• contato: fômites, solo, veículos 
• vetores: biológicos
http://elplop.com/img/60183-707.jpg
http://4.bp.blogspot.com/-amKA2P8XoRE5ajqA/s1600/m3.jpg
VEÍCULOS
Qualquer elemento que transporte determinado agente infeccioso. 
• Animado: Ser vivo que possa transportar passivamente o agente infeccioso. 
• Inanimado: Elementos capazes de transportar o agente infeccioso (água, 
alimentos e objetos contaminados como as agulhas, seringas, panos, arreios, 
escovas, entre outros.
FÔMITES
Pode-se utilizar o próprio conceito de veículo inanimado, pois são os objetos
inanimados, contaminados que podem transportar agentes infecciosos para
os animais ou homem, como baldes, toalhas, seringas, entre outros.
https://bioamerica6.jimdo.com/epls-lec-4-transmisi%C3%B3n/
VETORES
Organismos vivos que propiciam proteção e condições indispensáveis à
propagação do agente etiológico.
• Vetores mecânicos
• Vetores biológicos
VETORES
• Vetores mecânicos
–Relação acidental entre agente 
e vetor
–“fômite” animado em 
movimento
–Função de carregar o agente 
etiológico
VETORES
• Vetores biológicos
–O A.E. é protegido, permanecendo 
no seu organismo, multiplica-se ou 
sofre transformações
–Participação ativa no processo de 
transmissão
–Oferece condições para a evolução 
do ciclo A.E.
–Peste bubônica, Leishmanioses, 
Doença Chagas
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CONCLUSÃO
• Inúmeras fontes de infecção e modalidades (Humanos ou animais)
• Identificação fontes para adoção de práticas sanitárias
• Conhecimento mecanismos transmissão  Aliado importante vigilância
epidemiológica
• Diagnóstico precoce  Prevenção, Controle, Erradicação
• Isolamento, tratamento ou eutanásia
• Implantação medidas sanitárias
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