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28/02/2024 PROCESSO SAÚDE DOENÇA Prof Marcus Falcão mdfalcao@gmail.com Modelos de estudo saúde-doença Modelo Biomédico Modelo sistêmico Processo saúde-doença ou história natural da doença Modelos em Epidemiologia Duração Agudas ou crônicas Etiopatogenia Infecciosas ou não infecciosas Modelo Biomédico Doença desajuste ou falha orgânica ocasionada na reação a um estímulo a cuja ação o organismo está exposto. Modelo Biomédico Desvantagens do modeloVantagens do modelo 1. Reduzir a saúde a um funcionamento mecânico. 2. A medicina tradicional é o total de conhecimento técnico e procedimentos baseado nas teorias. 3. Crenças e as experiências de diferentes culturas sejam ou não explicáveis pela ciência. 4. O motivo da exclusão do fenômeno da cura 5. Desajustamento ou falha nos mecanismos de adaptação do organismo ou uma ausência de reação aos estímulos a cuja ação está exposto. 1. Concentrar-se em partes cada vez menores do corpo. 2. Em alguns países utilizam-se indistintamente os termos medicina complementar, medicina alternativa ou medicina não convencional, e medicina tradicional, desenvolvimento inicial da prática médica em conjunto a cura. 3. Explicação de doenças associadas ao empirismo. Modelos em Epidemiologia Mudança de qualquer elemento provoca mudança no estado dos demais elementos Modelo Sistêmico: Ecossistema A doença ou agravo está relacionado a um desequilíbrio dos elementos que estão relacionados. A mudança de qualquer elemento provoca mudança no estado dos demais elementos. Processo Modelos em Epidemiologia Modelo Sistêmico: Desvantagens do modeloVantagens do modelo 1. Reduzir a saúde a um funcionamento mecânico. 2. Epidemia está relacionada a quebra no equilíbrio no ecossistema, pensamento errôneo. 3. Haveria o risco de aumentar a desigualdade de acesso ao sistema 4. Disparidades entre as diferentes camadas da população, o que, então, a médio e longo prazo, afeta negativamente sua saúde. 1. Papel do Doente; Doença; Conhecimentos. 2. Atitudes e Prática em Saúde; Ciências Sociais. 3. Conhecimento sobre o conjunto formado por agente patogênico, suscetível e ambiente. 4. Explicação de doenças cientificamente. 5. O uso do modelo suscetível é aquele em que a doença se desenvolverá e terá oportunidade de se manifestar clinicamente. 1 2 3 4 5 6 28/02/2024 Modelos em Epidemiologia Processo saúde- doença ou história natural da doença. Meio externo e meio interno Risco A doença ou agravo é resultado de fatores sociais, culturais e ambientais que estão relacionados ao hospedeiro, e não meramente a relação entre agente e hospedeiro. Modelos em Epidemiologia Modelo Processual: Desvantagens do modeloVantagens do modelo 1. Meio externo – atuam agentes e determinantes. 2. Meio Interno – se desenvolve a doença. 3. Haveria o risco de aumentar a desigualdade de acesso ao sistema. 4. Alterações bioquímicas, histológicas e fisiológicas, modelo já desconsiderado. 1. Dar sentido aos diferentes métodos de prevenção e controle de doenças e problemas de saúde. 2. Atitudes e Prática em Saúde; Ciências Sociais. 3. A expectativa é que a produção do conhecimento epidemiológico possibilite a prevenção. 4. Explicação de doenças cientificamente. Saúde “Ausência de Doença” OMS – Completo estado de bem-estar físico, mental e social, e não meramente a ausência de doença. Doença: Falta ou perturbação da Saúde Em seu sentido mais abrangente, a Saúde é a resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra, acesso a serviços de saúde... resultado de formas de organização social de produção, as quais podem gerar profundas desigualdades nos níveis de vida. (8ª Conferência Nacional de Saúde). Progressão das Doenças a) Aguda fatal: Raiva b) Aguda com recuperação rápida: Viroses respiratórias c) Subclínica: Hepatite anictérica d) Crônica letal: Doenças cardiovasculares e) Crônica com exarcebações clínicas: Doenças psiquiátricas. f) Assintomáticas História Natural da Doença Fases: Inicial: Condições que favorecem o aparecimento Patológica ou pré-clínica: Alterações no organismo, porém sem sinais clínicos. Evolução para cura ou fase seguinte. Clínica: Doença em estado avançado. Atuação curativa. Incapacidade residual: Reestabelecimento do organismo ou óbito 7 8 9 10 11 12 28/02/2024 HISTÓRIA NATURAL DAS DOENÇAS Período de pré-patogênese Período de patogênese Antes de o homem adoecer O curso da doença no homem Interação de: Agente da doença Hospedeiro humano Fatores ambientais que produzem ESTÍMULO à doença HORIZONTE CLÍNICO Doença precoce discernível Doença avançada Convalescença Patogênese precoce Interação HOSPEDEIRO - ESTÍMULO Morte Estado crônico Invalidez Recuperação Fonte: Leavell HR, Gurney Clark E. Medicina preventiva. McGraw-Hill do Brasil, FENAME, 1977. Cadeia de Eventos Figura do agente: Elemento que serve de estímulo ao início ou à perpetuação do processo patológico. Qualquer substância, elemento, variável ou fator, animado ou inanimado, cuja presença mediante contato efetivo com hospedeiro, constitui-se em estímulo para iniciar ou perpetuar um processo doença Cadeia de Eventos Tipos de Agente: 1. Biológicos: Bactérias, vírus 2. Genéticos: Translocação de cromossomos (polimorfismos) 3. Químicos: Nutrientes, gases, drogas, fumo, álcool, ácido úrico 4. Físico: Radiação, acidente automobilístico 5. Psíquico ou psicossocial: Estresse do emprego e da migração Cadeia de Eventos Hospedeiro: Todo e qualquer ser vivo que albergue um agente em seu organismo ou ainda o organismo que propicie alimento ou abrigo a um organismo de outra espécie. - Definitivo - Intermediário - Paratênico - Acidental Cadeia de Eventos Espécie (suscetibilidade individual) Raça (zebuínos piroplasmose) Sexo (anatomia Brucelose) Idade (animais jovens) Estado fisiológico (suscetibilidade) Densidade populacional (contato) Resistência (natural ou artificial) RELAÇÃO AGENTE-HOSPEDEIRO Infectividade: Capacidade que têm certos organismos de penetrar e de se desenvolver ou de se multiplicar no novo hospedeiro, ocasionando infecção. Patogenicidade: Qualidade que tem o agente infeccioso de, uma vez instalado no organismo do homem e de outros animais, produzir sintomas em maior ou menor proporção dentre os hospedeiros infectados. 13 14 15 16 17 18 28/02/2024 RELAÇÃO AGENTE-HOSPEDEIRO Virulência: Capacidade de um bioagente produzir casos graves ou fatais. Poder invasivo: Capacidade que tem o bioagente de se difundir, através de tecidos, órgãos e sistemas anatomofisiológicos do hospedeiro. Imunogenicidade: Capacidade que tem o bioagente para induzir imunidade no hospedeiro. RELAÇÃO AGENTE-HOSPEDEIRO Resistência: Sistema de defesa com o qual o organismo impede a difusão ou a multiplicação de agentes infecciosos que o invadiram, ou os efeitos nocivos dos seus produtos tóxicos. Suscetibilidade: Ausência de resistência a determinado agente patogênico. RELAÇÃO AGENTE-HOSPEDEIRO Resistência natural: Capacidade de resistir à doença independente de anticorpos ou de reação específica dos tecidos, resultando de fatores intrínsecos do hospedeiro, anatômicos ou fisiológicos (pode ser genética ou adquirida, permanente ou temporária). Imunidade: Estado de resistência, geralmente associado à presença de anticorpos que possuem ação específica sobre o microrganismo responsável por determinada doença infecciosa ou sobre suas toxinas. RELAÇÃO AGENTE-HOSPEDEIRO Infectividade Patogenicidade Virulência Poder invasivo Imunogenicidade Resistência Suscetibilidade Resistência natural Imunidade AGENTEAGENTE HOSPEDEIROHOSPEDEIROX PROCESSO SAÚDE-DOENÇA v TEORIA UNICAUSAL: desenvolvimento das ciências naturais. Princípios da bacteriologia. Concepção estritamente biológica da doença. v TEORIADA MULTICAUSALIDADE: desequilíbrio entre o organismo e o ambiente. Surgimento dos conceitos de higiene e medicina social. Modelos Ecológicos Dupla Ecológica Ambiente Físico Ambiente Físico Ambiente Biológico Ambiente Biológico Ambiente Social Ambiente Social HOMEM Estilo de Vida Herança Genética Anatomia Fisiologia 19 20 21 22 23 24 28/02/2024 Modelos Ecológicos Tríade Ecológica HOSPEDEIRO AMBIENTE AGENTE ETIOLÓGICO Fatores do Hospedeiro a) Herança Genética Epidemiologia genética b) Anatomia e Fisiologia do organismo Crescimento, desenvolvimento, amadurecimento, envelhecimento Condições alterantes: má nutrição, alcoolismo, diabetes, hormônios, obstruções c) Estilo de Vida Controle social e autocontrole; estilo de vida Fatores do meio-ambiente Fatores intrínsecos e extrínsecos relativos ao hospedeiro • Ambiente físico (Temperatura doenças respiratórias; Calor e umidade helmintoses; Topografia acúmulo água: ovos / larvas; Composição do solo doenças carenciais) Fatores do meio-ambiente Fatores intrínsecos e extrínsecos relativos ao hospedeiro • Ambiente biológico (Artrópodes babesiose, anaplasmose; Roedores leptospirose, salmonelose; Reservatórios raiva rural e urbana; Animais suscetíveis; Hospedeiros intermediários hidatidose Fatores do meio-ambiente Fatores intrínsecos e extrínsecos relativos ao hospedeiro • Ambiente social (Práticas de promoção em saúde; Nível cultural comunidade ou criador; Nível econômico produtor / criador; Condições higiênico-sanitárias local; Tamanho e distribuição propriedades; Manejo e tipo de exploração; Nível tecnificação agropecuária) Epidemiologia Social Processo Saúde-Doença Modo de vida Processos sociais, econômicos, políticos e fatores de comportamento 25 26 27 28 29 30 28/02/2024 Definições e Conceitos Fundamentais ENDEMIA: Ocorrência da doença nas populações em espaços característicos e determinados, no decorrer de um longo período (temporalmente ilimitada). Incidência relativamente constante, permitindo variações cíclicas e sazonais. Definições e Conceitos Fundamentais EPIDEMIA: Elevação inesperada e descontrolada dos coeficientes de incidência de determinada doença, ultrapassando valores do limiar epidêmico preestabelecido para aquela circunstância e doença. Definições e Conceitos Fundamentais PANDEMIA: Caracterizada por uma epidemia com larga distribuição geográfica, atingindo mais de um país ou de um continente (AIDS). http://medicablogs.diariomedico.com/micro/2009/04/30/%C2%BFtienes-las-preguntas-margaret/ Definições e Conceitos Fundamentais Surto: É a ocorrência de dois ou mais casos epidemiologicamente relacionados. Pode estar restrita a um espaço extremamente delimitado: colégio, quartel, creches, grupos reunidos em uma festa, um quarteirão, uma favela, um bairro etc. Definições e Conceitos Fundamentais CLASSIFICAÇÃO DAS DOENÇAS: Antroponoses: Homem é o único reservatório, único hospedeiro e único susceptível (gripes, DST, febre tifóide). Zoonoses: São infecções comuns aos homens e outros animais. Anfixenoses: Onde homens e animais são reservatórios (leishmaniose). Fitenoses: As plantas são os reservatórios e o homem susceptível (blastomicose). Antropozoonose: doenças próprias de animais que são transmitidas a humanos. Zooantroponose: doenças próprias de humanos que são transmitidas a animais. Definições e Conceitos Fundamentais CLASSIFICAÇÃO DAS DOENÇAS: Zoonoses diretas: o agente causador necessita apenas de uma espécie para se manter. São transmitidas aos seres humanos por contato direto, indireto, veículos ou vetores. Ciclozoonoses: quando o agente etiológico sofre alterações morfológicas e necessita de mais de um hospedeiro para completar o ciclo. Podendo ser classificada ainda de acordo com a presença obrigatória ou não do ser humano em seu ciclo: - Euzoonose: requerem a participação do ser humano. - Parazoonose: não necessitam da participação do ser humano. Ex.: Complexo teníase-cisticercose; equinococose-hidatidose. 31 32 33 34 35 36 28/02/2024 Definições e Conceitos Fundamentais CLASSIFICAÇÃO DAS DOENÇAS: Metazoonoses: a perpetuação do agente causador requer o envolvimento de vertebrados e invertebrados para transmissão da doença. Compreende enfermidades que são veiculadas aos humanos por meio de vetores. Ex.: febre amarela, encefalites equinas, etc. Saprozoonoses: além da exigência de hospedeiro vertebrado no ciclo de desenvolvimento, requerem também um local inanimado para concluir o processo evolutivo e tornar-se infeccioso. O local inanimado pode ser representado por matéria orgânica, alimentos, solo, água, plantas, etc. Ex.: Fasciolose, tungíase, etc. Definições e Conceitos Fundamentais DOENÇAS EMERGENTES E REEMERGENTES: Emergentes Doenças novas, desconhecidas Novos hospedeiros e/ou regiões Doenças que se espalharam recentemente ou doenças que apareceram recentemente numa área geográfica Surgimento ou a identificação de um novo problema de saúde ou um novo agente infeccioso Febre do Nilo Ocidental, o hantavírus e o vírus da influenza aviária (A/H5N1) Definições e Conceitos Fundamentais DOENÇAS EMERGENTES E REEMERGENTES: Reemergentes Anteriormente controladas, mas voltaram a representar risco à saúde pública (Mudança no comportamento de doenças já conhecidas) Tuberculose, Febre Amarela, Cólera 37 38 39