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PROCESSO DE 
CONFORMAÇÃO
Marcelo Quadros
 
Forjamento
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Definir os processos de forjamento direto e indireto. 
  Reconhecer as variáveis do processo de forjamento.
  Identificar as aplicações do processo de forjamento.
Introdução
O processo de forjamento, um dos mais antigos e importantes processos 
de conformação mecânica, teve início há muitos anos, com os ferreiros. 
Atualmente, está presente nas indústrias mecânica, automotiva, agrícola, 
naval, aeroespacial, etc. Essa tecnologia mecânica é capaz de produzir 
peças dos mais variados tamanhos e formatos. São forjados desde os 
componentes mais simples, como parafusos e chaves de boca, até os 
mais complexos, como grandes eixos e rotores. 
O forjamento pode ser efetuado de forma direta ou indireta, por 
meio de martelamento ou prensagem em matrizes abertas ou fechadas. 
Embora certos metais possam ser forjados a frio, como peças de pequeno 
porte, a maioria das operações de forjamento é feita a quente, por meio 
do esforço de compressão sobre um material dúctil, de tal modo que 
o seu produto final assuma o contorno ou o perfil das ferramentas de 
trabalho.
Neste capítulo, você vai aprender a identificar as variáveis e particula-
ridades de cada método, como o material a ser forjado, a resistência me-
cânica do material, a quantidade de peças a serem forjadas, a precisão de 
dimensionamento e de acabamento superficial, e as máquinas e matrizes 
a serem utilizadas no processo. Ainda, você vai estudar a aplicabilidade 
do forjamento em comparação a outros processos. Ao final, deverá ser 
capaz de determinar qual é o melhor processo a ser desenvolvido para 
a manufatura de cada produto, levando em conta a sua aplicabilidade, 
viabilidade técnica-econômica e eficiência produtiva, atentando para 
fatores econômicos, técnicos, operacionais, dimensionais e tecnológicos.
Processo de forjamento
O processo de forjamento inicialmente parece simples: consiste em pegar um 
lingote e deformá-lo plasticamente entre duas matrizes para obter a confi gu-
ração fi nal desejada. Porém, na prática, não é tão simples. Nesse processo, 
se apenas uma das escolhas de método, tipo ou temperatura for realizada de 
forma errônea, teremos um produto com um custo altíssimo, sem precisão 
nas medidas, com péssimo acabamento, ou com falhas internas, porosidades 
e trincas.
Dependendo do tipo de processo adotado no forjamento, pode-se gerar 
mínima perda de material, bom acabamento superficial e ótima precisão 
dimensional. Diversas técnicas produtivas são adotadas para forjar peças e 
melhorar as suas características metalúrgicas. Algumas dessas técnicas são 
executadas por meio de um simples forjamento, enquanto outras utilizam 
máquinas e processos de última geração. Para que nosso processo seja viável, 
precisamos entender e otimizar os métodos de forjamento, classificando-os 
de maneira sistemática, como veremos a seguir.
Quanto à temperatura da peça de trabalho
Com relação à temperatura de trabalho do produto a ser forjado, o processo 
de forjamento é classifi cado em forjado a quente (mais comum) e forjado a 
frio. Veremos ambos a seguir.
Forjado a quente 
A maioria das operações de forjamento de metal é realizada a quente, devido 
à necessidade de se produzir uma grande quantidade de deformação plástica 
no produto e de eliminar o problema da deformação do metal. O forjamento 
a quente tem como vantagens a maior ductilidade e a menor resistência 
do material de trabalho. A temperatura de trabalho nesse tipo de forjado 
está acima da zona de recristalização do material. Essa temperatura é 
variável, sendo diretamente relacionada à estrutura do aço que desejamos 
forjar (Figura 1). 
Forjamento2
Figura 1. Peça sendo forjada a quente.
Fonte: SvedOliver/Shutterstock.com.
Nesse processo, é extremamente necessário conhecer detalhadamente as 
tensões de escoamento e de tração e as zonas de transformação de fase em 
função da temperatura. Uma vez ajustados os parâmetros do forjamento, 
evitamos defeitos e otimizamos todo o processo.
Forjado a frio
Apesar de o processo se chamar forjado a frio, o material também é aquecido, 
mas abaixo da temperatura de recristalização. Nos casos em que é desejável 
criar um endurecimento de tensão favorável da peça, além de precisão nas 
medidas e no acabamento superfi cial, o forjamento a frio é o processo mais 
aconselhável.
Esse método, embora exija forças mais altas, tem uma grande vantagem: 
o material, depois de forjado, apresenta um ótimo acabamento superficial, 
bem como mantém a exatidão das medidas geradas no processo (Figura 2). 
3Forjamento
Figura 2. Peças de grande precisão e acabamento forjadas a frio.
Fonte: Aumm graphixphoto/Shutterstock.com.
Alguns processos específicos de forjamento de metal são sempre exe-
cutados a frio, como a cunhagem, o recalque e a extrusão. Outros exemplos 
bem conhecidos de forjamento a frio são as peças produzidas para a indústria 
automotiva, produzidas em enormes lotes. Elas requerem grande precisão, 
ótimo acabamento e resistências mecânicas compatíveis às suas funções.
Quanto ao tipo de matriz de forjamento
Com relação à matriz de forjamento, podemos escolher entre a matriz aberta 
e a matriz fechada.
Matriz aberta
Nesse tipo de forjamento, o material é conformado entre matrizes planas de 
formatos geralmente simples, conforme mostra a Figura 3. Também podemos 
forjar utilizando mandris, pinos, matrizes de forma e ferramentas independen-
tes, que normalmente não se fecham completamente. Dessa forma, o processo 
faz com que o material seja deformado livremente nas direções laterais da 
carga aplicada. 
Forjamento4
Figura 3. Exemplo de matriz aberta.
As matrizes abertas são utilizadas geralmente para fabricar peças de 
grande porte, com formatos relativamente simples (Figuras 4 e 5), em pe-
quena quantidade. 
Figura 4. Exemplo de matriz aberta para peças de grandes 
dimensões. 
Fonte: Milos Zvicer/Shutterstock.com. 
5Forjamento
Figura 5. Exemplo de matriz aberta para peças de 
grandes dimensões.
Fonte: Khrushchev Georgy/Shutterstock.com. 
Como exemplos, temos eixos navais e aeroespaciais, turbinas, ganchos, 
correntes, âncoras e ferramentas agrícolas. Também é realizada por esse 
processo a pré-conformação de peças que serão submetidas posteriormente a 
operações de forjamento mais complexas. Mesmo sendo o processo mais sim-
ples de forjamento, esse método exige uma grande habilidade dos operadores.
Matriz fechada
Nesse tipo de forjamento, a matriz possui o formato da peça a ser forjada 
(Figura 6), ocorrendo a deformação sob alta pressão em cavidades. 
Figura 6. Exemplo de matriz fechada.
Forjamento6
Figura 7. Processo de forjamento utilizando matriz fechada.
Fonte: Aumm graphixphoto/Shutterstock.com.
O processo de forjamento em matriz fechada requer extrema precisão nos cálculos 
de volume, pois o material deverá preencher completamente as cavidades da matriz. 
Erros nos cálculos podem gerar quantidade insuficiente de material da peça, ou 
ainda excesso de material, gerando sobrecarga na força aplicada pela máquina e, 
consequentemente, sua possível quebra, além de danos na matriz.
Quanto aos equipamentos de forjamento
O forjamento pode ser dividido em dois métodos, com relação à aplicação 
de carga sobre o produto a ser desenvolvido: por impacto, conhecido como 
martelamento, ou por pressão. Nesse tipo de prensagem, os componentes 
forjados são moldados por martelos ou por prensas mecânicas e hidráulicas, 
que veremos a seguir.
Martelamento
O forjamento com martelamento é realizado com a aplicação de golpes rápidos 
e sucessivos no metal, tendo pressão máxima no primeiro contato do martelo 
7Forjamento
com a peça. Em seguida, rapidamente se normalizam a força e a intensidade 
do golpe, gerando uma deformação direcionada às camadas superfi ciais da 
peça, conforme mostra a Figura 8. 
Figura 8. Material sendo martelado.
Fonte: OSDG/Shutterstock.com.Nesse método, é aplicada uma força de 200 Kgf até 3.000 Kgf. O marte-
lamento pode ocasionar deformações irregulares caso os parâmetros de força 
e posição estejam fora dos parâmetros do processo.
A qualidade final do produto, o custo e a produtividade desse método 
dependem do ferramental e da habilidade do operador. Peças como pontas 
de eixo, virabrequins e discos de turbinas utilizam esse tipo de forjamento. 
Os requisitos desse processo devem ser compatíveis com as características de 
carga, energia, tempo e precisão do martelo de forjamento.
Prensagem
A prensagem é realizada com a aplicação de uma única ação de compressão 
contínua, em menor velocidade, se comparada ao martelamento. É realizada 
por meio de prensas mecânicas, que atingem forças entre 100 Kgf e 8.000 Kgf, 
e prensas hidráulicas, que exercem forças bem superiores, podendo chegar 
até 50.000 toneladas-força. Nessas prensas, são realizados tanto o forjado a 
quente quanto o forjado a frio, devido à sua capacidade de carga. A Figura 9 
mostra os diferentes equipamentos de forjamento.
Forjamento8
Figura 9. Equipamentos de forjamento: a) martelo pneumático, b) prensa mecânica e c) 
prensa hidráulica.
Fonte: a) Alibaba (2018, documento on-line); b) SARIN KUNTHONG/Shutterstock.com; c) Prabhjit S. 
Kalsi/Shutterstock.com.
Na prensagem, a pressão máxima é atingida gradativamente; dessa forma, a 
deformação se torna mais regular, porém tem um custo inicial maior que o do 
processo de martelamento. Como exemplo de aplicação desse método temos 
as peças de grande porte, como mostra a Figura 10. Na escolha da prensa para 
esse processo devemos levar em consideração a flexibilidade, a capacidade, 
9Forjamento
a velocidade e o custo. A prensa hidráulica tem as vantagens de flexibilidade 
e capacidade, já a prensa mecânica tem como vantagens ser uma máquina 
mais rápida e de menor custo.
Figura 10. Prensagem de uma peça de grande porte.
Fonte: Milos Zvicer/Shutterstock.com.
Variáveis do processo
No forjamento, como em qualquer outro processo de conformação e transfor-
mação de metais, existem inúmeras variáveis a serem verifi cadas, das quais 
destacam-se, pela sua importância:
  o material a ser forjado;
  a resistência mecânica do material;
  a quantidade de peças a serem forjadas;
  a precisão do dimensionamento e do acabamento superficial;
  as máquinas e matrizes a serem utilizadas no processo de forjamento.
Levando-se em consideração essas características, teremos um processo 
que garante a qualidade do produto forjado e melhora a sua microestrutura, 
mantendo resistências mecânicas aptas à função das peças obtidas e respeitando 
as especificações de dimensões e acabamento superficial do projeto.
Forjamento10
Material a ser forjado
Um dos fatores determinantes do forjamento é o material que será forjado. 
Praticamente todos os materiais metálicos podem ser forjados. Em alguns 
casos, as ligas metálicas são ajustadas em função da conformabilidade do 
material, pois todos os outros fatores dependem desse quesito. Para cada tipo 
de material teremos uma temperatura diferente, conforme mostra a Tabela 1.
 Fonte: Adaptada de Chiaverini (1986). 
Metais ou ligas
Faixa aproximada de temperatura 
de forjamento, em C°
Ligas de alumínio 400–550
Ligas de cobre 600–900
Aços carbono e de baixa liga 850–1.150
Aços inoxidáveis martensíticos 1.100–1.250
Aços maraging 1.100–1.250
Aços inoxidáveis austeníticos 1.100–1.125
Ligas de níquel 1.000–1.150
Aços inoxidáveis semiausteníticos PH 1.100–1.250
Ligas de titânio 700–950
Superligas à base de ferro 1.050–1.180
Superligas à base de cobalto 1.180–1.250
Ligas de nióbio 950–1.150
Ligas de tântalo 1.050–1.350
Ligas de molibdênio 1.150–1.350
Superligas à base de níquel 1.050–1.200
Ligas de tungstênio 1.220–1.300
 Tabela 1. Faixa de temperatura de forjamento 
No forjamento, o material bruto terá sempre uma geometria relativamente sim-
ples. Esse material deve ser plasticamente deformado em uma ou mais operações 
quando necessitamos de um produto final de configuração relativamente complexa. 
11Forjamento
Resistência mecânica do material
O processo de forjamento produz peças com propriedades mecânicas superiores 
em relação a outros processos, com o mínimo desperdício de material. Apli-
cações que demandam elevada resistência mecânica, ductilidade, resistência 
à fl uência e tenacidade dependerão do tipo de aço e suas ligas.
Quantidade de peças a serem forjadas
A quantidade de peças a serem forjadas é um dos fatores determinantes do 
tipo de processo dentro do forjamento — a frio ou a quente, em matriz aberta 
ou matriz fechada. Dessa forma, o processo se tornará economicamente atra-
ente quando um grande número de peças for produzido ou, ainda, quando as 
propriedades mecânicas exigidas no produto fi nal puderem ser obtidas em um 
processo simples de forjamento.
Precisão do dimensionamento e acabamento superficial 
Entre as variáveis mais importantes do processo estão a precisão no dimen-
sionamento, o grau de acabamento superfi cial e a precisão geométrica da peça 
obtida. As tabelas das Figuras 11 e 12 apresentam um demonstrativo desses 
parâmetros em comparação a outros processos mecânicos.
Figura 11. Tolerâncias de precisão e de acabamento conforme o processo empregado.
Fonte: Esperança (c2018, documento on-line).
Forjamento12
Figura 12. Graus de tolerância geométrica conforme o processo empregado.
Fontes: Grupo Setorial de Metalurgia do Pó (2011).
Máquinas e matrizes utilizadas no processo 
de forjamento
As máquinas utilizadas no processo de forjamento são o martelo e as prensas 
— subdivididas em prensa mecânica e prensa hidráulica. 
Uma vez determinada a máquina, teremos que desenvolver a matriz de 
forjamento. O primeiro passo é a seleção do material da matriz, que depende 
principalmente do tamanho, da composição e das propriedades da peça a 
serem forjadas. Em seguida, devemos verificar a complexidade da forma da 
matriz e, a seguir, o número de etapas de execução e o número de peças a 
serem forjadas. Outros fatores de extrema importância são a temperatura de 
forjamento e o tipo de operação a ser realizado. 
Para se aprofundar no conhecimento de projetos de matrizes, consulte o livro Tecnologia 
Mecânica V. 2: Processos de Fabricação e Tratamento, de Vicente Chiaverini.
13Forjamento
Selecionado o material da matriz e as suas características iniciais, o 
conhecimento da força e da ductilidade do material, da taxa de deformação 
e das características de resistência mecânica e térmica, como desgaste, 
atrito, compressão e elasticidade, deve ser levado em consideração durante 
o processo. A Figura 13 mostra as matrizes empregadas em cada método 
de forjamento.
Figura 13. Matrizes de forjamento: a) martelamento, b) matriz aberta e c) matriz fechada.
Fonte: Adaptada de Aumm graphixphoto/Shutterstock.com.
Aplicações do forjamento
O processo de forjamento é aplicado em vários segmentos industriais. A 
correta aplicação do método e, principalmente, a escolha desse processo 
em detrimento de outros, como fundição, usinagem e metalurgia do pó, são 
desafi os para o profi ssional que trabalha no desenvolvimento de produtos. 
Veremos a seguir as vantagens de aplicação do forjamento em relação a outros 
processos de fabricação.
Forjamento14
Forjamento ou fundição?
O produto forjado, sem dúvidas, oferece uma resistência maior do que a peça 
fundida, em função dos efeitos dos trabalhos a quente e a frio na estrutura, 
que fortalecem o material, vedam fi ssuras, fecham espaços vazios e refi nam 
os grãos, deixando-os corretamente orientados. A Figura 14 mostra uma 
comparação da estrutura interna dos materiais de acordo com o processo a 
que foram submetidos. 
Figura 14. Estrutura interna do material: a) forjado e b) fundido.
Com o refinamento dos grãos, cria-se alta resistência e ductilidade, deixando 
os produtos forjados mais confiáveis e oferecendo melhor performance no 
tratamento térmico. O material fundido não tem fibramentoe resistência dire-
cional. Consequentemente, a fundição ocasiona alguns defeitos metalúrgicos.
Outra vantagem de utilizar o processo de forjamento é que os custos de 
produção para peças em série e o controle do processo são mais flexíveis, 
gerando uma redução do custo conforme a demanda. Em alguns processos 
de fundição, como os de performance especial, são necessários materiais de 
alto custo e maior controle do processo.
Por fim, as grandes vantagens do processo de forjamento em relação à 
fundição, em especial do forjado a frio, são a precisão no dimensionamento 
e o melhor acabamento superficial do produto gerado. Atualmente os avan-
ços tecnológicos do forjamento de metal e do projeto de matriz permitem o 
desenvolvimento do chamado de forjamento de precisão.
15Forjamento
A desvantagem do forjamento de precisão é a necessidade de maquinário especial, 
de matriz e de um controle extremo do processo de fabricação. O posicionamento 
da peça de trabalho na cavidade deve ser realizado de forma precisa, e a quantidade 
de material de trabalho e o fluxo desse material no molde devem ser determinados 
com precisão.
Por essas razões, o processo de forjamento de metal proporciona vantagens 
distintas nas propriedades mecânicas, menor custo em produções seriadas e 
melhores tolerâncias dimensionais e geométricas e de acabamento superfícial 
em relação ao processo de fundição.
Forjamento ou usinagem?
É difícil descrever qual desses processos é o melhor, pois, na maioria das 
vezes eles se completam: várias peças produzidas iniciam pelo forjamento e 
depois passam pela usinagem de precisão.
Porém a grande vantagem das peças forjadas é ter seu grão orientado 
ao perfil, gerando maior resistência. As barras e tarugos usinados são mais 
suscetíveis à fadiga e à corrosão, em função de a usinagem cortar o formato 
do grão do material, conforme mostra a Figura 15. Na maioria dos casos, o 
forjado gera uma estrutura de grão orientada pela forma da peça, resultando 
em maior ductilidade e resistência ao impacto e à fadiga.
Figura 15. Estrutura do material: a) forjado e b) usinado.
Forjamento16
O processo de forjamento é mais econômico do que a usinagem, em 
função de resultar em uma peça com formato aproximado ao desejado, 
evitando a presença de material onde não é solicitado. Já o processo de 
usinagem consome mais material que o necessário na remoção de cavaco, 
aumentando os custos de produção, em função do tempo maior de usinagem, 
e os desgastes de ferramentas e máquinas. Como exemplo de peças que 
passam por esses processos temos os anéis, os virabrequins e as bielas.
Outra grande vantagem do forjamento em peças é que este requer menos 
operações secundárias. Dessa forma, as peças não necessitam de opera-
ções como torneamento, fresamento, furação ou retificação para remover 
irregularidades de superfície e gerar o acabamento desejado, respeitando 
as tolerâncias dimensionais, geométricas e de acabamento superficial.
Entretanto, quando necessitamos de peças extremamente precisas 
e com grande resistência aos esforços (como peças automotivas como 
juntas homocinéticas, cardans e virabrequins), é preciso utilizar os dois 
processos concomitantemente, para que se obtenha o melhor de cada 
um deles. Nesse caso, obtêm-se peças com grande resistência mecânica, 
tolerâncias dimensionais e geométricas garantidas e um excelente aca-
bamento superficial.
Forjamento ou metalurgia do pó?
O refi namento e a orientação dos grãos nos pontos críticos de tensão de 
uma peça forjada asseguram maior resistência do que o processo de meta-
lurgia do pó, uma vez que as propriedades mecânicas como a tenacidade 
e a ductilidade são muito baixas nas peças produzidas por meio desse 
último. Outro fator que devemos levar em consideração é que o processo 
de forjamento utiliza materiais menos dispendiosos; a matéria prima para 
peças de metalurgia do pó de alta qualidade tem um custo bem maior do 
que a dos materiais forjados.
Assim como na comparação com o processo de usinagem, os forjados 
requerem menos operações secundárias do que a metalurgia do pó. No mé-
todo de metalurgia do pó, furos H7 e rosqueamento necessitam de usinagens 
externas especiais; já no forjamento, seus acabamentos superficiais se tornam 
excelentes e consistentes, principalmente no forjado a frio, como verificamos 
nos comparativos anteriores.
17Forjamento
A grande vantagem do forjamento frente à metalurgia do pó é a flexibi-
lidade, já que as peças da metalurgia têm suas formas limitadas àquelas que 
podem ser ejetadas na direção de prensagem.
Forjamento ou soldagem?
O produto forjado sem dúvida oferece uma resistência maior do que as peças 
soldadas, devido à uniformidade do grão e às suas propriedades metalúrgicas, 
consequentemente mais consistentes. O excesso de calor no aquecimento em 
determinados pontos seletivos e o resfriamento não uniforme que ocorrem 
no processo de soldagem provocam propriedades metalúrgicas indesejáveis, 
como estrutura de grão inconsistente. Essa inconsistência, na prática, gera 
uma união soldada que pode conduzir a uma falha da peça nesse determi-
nado ponto. Isso não acontece no processo de forjamento, pois as peças não 
apresentam defeitos internos, o que elimina possíveis falhas causadas por 
impactos e sobretensões da peça em campo.
Outra desvantagem da soldagem é que o processo de inspeção deve ser 
rigoroso. Uniões soldadas podem gerar trincas e porosidade. Nesse caso, o 
processo de inspeção se torna mais dispendioso em comparação ao forjamento. 
Além disso, temos um elevado custo no processo de soldagem em função da 
escolha do tipo de união e devido aos materiais sólidos e gasosos aplicados 
ao processo e aos riscos de explosão.
Embora o forjamento origine um produto de resistência superior se 
comparado a outros processos de fabricação, como fundição, soldagem, 
usinagem e metalurgia do pó, podem ocorrer algumas falhas ou defei-
tos, se não forem tomados os devidos cuidados no projeto e no processo 
de forjamento. São elas: a falta de redução, as trincas superficiais, as 
trincas internas, as rebarbas, as gotas frias, as incrustações de óxido e a 
descarbonetação.
Forjamento18
1. Quando é utilizado o processo 
de forjamento a frio?
a) No forjamento de peças simples.
b) No forjamento de peças 
de grandes dimensões.
c) No forjamento de peças de 
grande precisão e acabamento.
d) No forjamento de peças 
não metálicas.
e) Somente nos processos de 
cunhagem e recalque.
2. Quando é utilizado o processo de 
forjamento em matriz fechada?
a) Nos processos de forjamento 
a quente, em peças simples 
e de pequenas dimensões.
b) Quando é necessário 
evitar excesso de material 
no forjamento.
c) Quando a peça tem grandes 
dimensões e precisa estar 
em uma matriz fechada.
d) Quando se deseja diminuir 
os custos de produção.
e) Nos processos de maior 
exatidão e formato complexo.
3. Quais são as variáveis do 
processo de forjamento que o 
profissional precisa conhecer?
a) Material a ser forjado, resistência 
à fadiga do material, precisão do 
dimensionamento e acabamento, 
precisão do acabamento 
superficial, máquinas e 
matrizes a serem utilizadas 
no processo de forjamento.
b) Material a ser forjado, 
resistência à oxidação do 
material, quantidade de peças 
a serem forjadas, precisão do 
dimensionamento e acabamento 
superficial, máquinas e 
matrizes a serem utilizadas 
no processo de forjamento.
c) Material a ser forjado, 
resistência mecânica do 
material, quantidade de peças 
a serem forjadas, precisão do 
dimensionamento e acabamento 
superficial, máquinas e 
matrizes a serem utilizadas 
no processo de forjamento.
d) Tipo de forjamento, resistência 
mecânica do material, número 
de peças a serem forjadas, 
precisão do dimensionamento 
e acabamento superficial, 
máquinas e matrizes 
a serem utilizadas no 
processo de forjamento.
e) Tipo de forjamento, resistência 
mecânica do material, 
quantidade de peças a 
serem forjadas, precisão 
do dimensionamento e 
acabamento superficial,temperaturas a serem utilizadas 
no processo de forjamento.
4. Quando comparamos o processo de 
forjamento ao de fundição, por que 
escolhemos aplicar o forjamento?
19Forjamento
a) A aplicação do processo de 
forjamento é favorável, nesse 
caso, porque a estrutura dos 
grãos forma sulcos internos que 
reforçam a dureza do material.
b) A aplicação do processo de 
forjamento é favorável, nesse 
caso, porque a matriz fechada 
tem baixo custo; porém, a 
produção deve ser baixa.
c) A aplicação do processo de 
forjamento é favorável quando 
necessitamos de peças que 
não exijam precisão.
d) A aplicação do processo de 
forjamento é favorável, nesse 
caso, devido às propriedades 
mecânicas, ao menor custo 
em produções seriadas e 
às melhores tolerâncias 
dimensionais e geométricas.
e) A aplicação do processo de 
forjamento é favorável, nesse 
caso, porque o processo 
de fundição requer altas 
temperaturas no processo, 
gerando alto risco de explosão.
5. Quando comparamos o processo de 
forjamento ao de usinagem, por que 
escolhemos aplicar o forjamento?
a) A aplicação do processo de 
forjamento é favorável, nesse 
caso, porque há um rompimento 
da estrutura do material, 
auxiliando nas resistências 
à flexão dos materiais.
b) A aplicação do processo de 
forjamento é favorável, nesse 
caso, devido à necessidade de 
vários processos posteriores, 
garantindo as dimensões e 
a qualidade do produto.
c) A aplicação do processo 
de forjamento é favorável, 
nesse caso, porque produz 
economicamente componentes 
com forma muito próxima à 
forma final, evitando a presença 
de material onde não é solicitado. 
d) A aplicação do processo de 
forjamento é favorável, nesse 
caso, devido à simplicidade 
do processo, pois todas as 
peças são simples de forjar e 
não requerem maquinário.
e) A aplicação do processo 
de forjamento é favorável, 
nesse caso, porque a mão 
de obra não precisa ser 
especializada, pois todas 
operações são automatizadas.
Forjamento20
ALIBABA. Martelo de ar C41-250Kg. c2018. Disponível em: . Acesso em: 2 jul. 2018.
CHIAVERINI, V. Tecnologia mecânica. 2. ed. São Paulo: McGraw-Hill, 1986.
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2009. Disponível em: . Acesso em: 27 maio 2018.
HELMAN, H.; CETLIN, P. R. Fundamentos da conformação mecância dos metais. 2. ed. 
São Paulo: Artliber, 2005.
21Forjamento
https://portuguese.alibaba/
http://rancaforjados.com.br/acabamento.php
http://www.metalurgiadopo.com.br/Downloads/Metalur-
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