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PIM IV CORRIGIDO

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UNIVERSIDADE PAULISTA 
 CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO FINANCEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR IV 
CIMED 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Karyna dos Santos P. Pereira - RA: F357EH4 
Kimberly Almeida de Souza - RA: G9848D1 
Sheila Batista M. Orlando - RA: G96GCG5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São Paulo 
2025 
 
 
UNIVERSIDADE PAULISTA 
 CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO FINANCEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR IV 
CIMED 
 
Trabalho Interdisciplinar do Projeto Integrado 
Multidisciplinar IV, apresentado como exigência parcial 
para conclusão do 4º semestre do Curso Superior de 
Tecnologia em Gestão Financeira, da Universidade 
Paulista – UNIP, sob a Coordenação da Professora 
Orientadora Valdice Pólvora. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São Paulo 
2025 
 
 
RESUMO 
 
 
 
O presente Projeto Integrado Multidisciplinar IV tem como objetivo analisar o processo 
de gestão da CIMED, uma das maiores indústrias farmacêuticas do Brasil, sob sete 
dimensões organizacionais fundamentais. Na Administração Estratégica, a empresa 
demonstra forte posicionamento competitivo, com crescimento orgânico acima da média 
do mercado e estrutura verticalizada que favorece a eficiência operacional. 
A Controladoria é evidenciada por práticas rigorosas de controle de custos e gestão de 
portfólio, com foco em rentabilidade e expansão. No âmbito de Crédito e Cobrança, a 
CIMED adota estratégias regionais com relacionamento direto com o varejo, garantindo 
controle do acesso ao crédito e alta rentabilidade. A Educação Ambiental é integrada à 
cultura organizacional, refletida em ações sustentáveis e protocolos rigorosos de saúde 
e segurança. A adoção de tecnologias da Indústria 4.0 fortalece a automação e inovação 
nos processos produtivos. No Mercado de Capitais, a empresa se destaca pela solidez 
financeira e crescimento contínuo, com CAGR de 26% nos últimos três anos. Por fim, 
a TI Aplicada à Área Financeira é utilizada para otimizar processos, integrar dados e 
apoiar decisões estratégicas. A análise revela uma gestão robusta, inovadora e alinhada 
às melhores práticas do setor. 
 
 
 
 
Palavras-chave: Gestão Estratégica. Inovação Tecnológica. Eficiência Operacional 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
 
INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 5 
1. ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA................................................................................................. 6 
2. CONTROLADORIA............................................................................................................................10 
3. CRÉDITO E COBRANÇA..................................................................................................................12 
4. EDUCAÇÃO AMBIENTAL ............................................................................................................ 14 
5. INDÚSTRIA 4.0 E TECNOLOGIAS ............................................................................................... 15 
6. MERCADO DE CAPITAIS ............................................................................................................. 17 
7. TI APLICADA À ÁREA FINANCEIRA ........................................................................................... 20 
CONCLUSÃO ....................................................................................................................................... 24 
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................................... 26 
 
 
 
 
5 
 
INTRODUÇÃO 
 
Este Projeto Integrado Multidisciplinar IV (PIM IV) tem como foco a análise do 
processo de gestão da empresa CIMED, uma das maiores indústrias farmacêuticas 
do Brasil, reconhecida por sua atuação estratégica, inovação tecnológica e 
crescimento acelerado no mercado nacional. 
Fundada em 1977, a CIMED consolidou-se como referência no setor, com um 
portfólio diversificado de medicamentos e suplementos, estrutura verticalizada e 
presença em todo o território brasileiro. 
 A empresa se destaca por sua capacidade de adaptação às transformações 
do mercado, investimento em tecnologia e práticas sustentáveis, o que a torna um 
objeto de estudo relevante para a compreensão da gestão financeira moderna. 
O PIM IV conecta-se diretamente às disciplinas do curso de Gestão Financeira, 
abordando várias dimensões organizacionais essenciais: Administração Estratégica, 
Controladoria, Crédito e Cobrança, Educação Ambiental, Indústria 4.0 e Tecnologias, 
Mercado de Capitais e TI Aplicada à Área Financeira. Cada uma dessas áreas será 
explorada com base na realidade da CIMED, permitindo uma análise integrada e 
multidisciplinar que reflete os conhecimentos adquiridos ao longo da formação 
acadêmica. 
A realização deste PIM IV é de extrema importância para o desenvolvimento 
profissional do acadêmico, pois proporciona a aplicação prática dos conceitos teóricos 
estudados, estimula o pensamento crítico e fortalece a capacidade analítica diante de 
cenários empresariais reais. 
Ao investigar os processos de gestão da CIMED, o acadêmico tem a 
oportunidade de compreender como as decisões estratégicas e operacionais 
impactam diretamente os resultados financeiros e a sustentabilidade da organização. 
O principal objetivo deste PIM IV é descrever e analisar o processo de gestão 
da CIMED sob as dimensões propostas, identificando práticas, estratégias e 
tecnologias que contribuem para sua performance no mercado. Busca-se 
Compreender como a empresa integra diferentes áreas da gestão financeira para 
alcançar eficiência, inovação e competitividade. 
A justificativa para a escolha da CIMED como objeto de estudo reside em sua 
relevância no cenário nacional, sua postura inovadora e sua capacidade de alinhar 
crescimento econômico com responsabilidade social e ambiental. A pesquisa contribui 
6 
 
para a prática profissional ao oferecer um panorama realista e atual das exigências 
do mercado, além de servir como referência para futuras decisões estratégicas em 
ambientes corporativos. 
A metodologia adotada neste trabalho é baseada em pesquisa secundária e 
estudo de caso. Foram utilizadas fontes como relatórios institucionais, artigos 
acadêmicos, notícias de mercado disponibilizadas em entrevistas com executivos da 
empresa e dados públicos disponíveis em plataformas confiáveis. Essa abordagem 
permite uma análise aprofundada e contextualizada, sem a necessidade de coleta de 
dados primários. 
A estrutura do relatório está organizada em capítulos que abordam cada uma 
das dimensões propostas. O primeiro capítulo trata da Administração Estratégica, 
seguido pela Controladoria, Crédito e Cobrança, Educação Ambiental, Indústria 4.0 e 
Tecnologias, Mercado de Capitais e, por fim, TI Aplicada à Área Financeira. Cada 
capítulo apresenta uma análise específica, interligada ao contexto geral da empresa, 
culminando em uma conclusão que sintetiza os principais achados e reflexões do 
estudo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA 
 
A administração estratégica é um processo sistêmico que envolve o 
planejamento, execução e controle de ações voltadas ao alcance dos objetivos 
organizacionais. 
Segundo Maximiano (2011), “a administração estratégica é o conjunto de 
decisões e ações que resultam na formulação e implementação de planos destinados 
a alcançar os objetivos da empresa”. No contexto da CIMED, esse processo é 
7 
 
essencial para sustentar sua posição como uma das maiores indústrias farmacêuticas 
do Brasil. 
O modelo de negócio da CIMED é verticalizado, ou seja, a empresa controla 
todas as etapas da cadeia produtiva, desde afabricação até a distribuição. Isso 
permite maior controle de custos, agilidade operacional e diferenciação competitiva. 
De acordo com Osterwalder e Pigneur (2011), “um modelo de negócio descreve 
a lógica de criação, entrega e captura de valor por parte de uma organização”. A 
CIMED aplica esse conceito ao integrar produção, logística e comercialização, o que 
lhe confere vantagem estratégica. 
A empresa utiliza ferramentas como a Análise SWOT, que permite identificar 
forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Conforme o Sebrae (2022), “a matriz 
FOFA é uma ferramenta estrutural da administração que sistematiza a análise do 
cenário interno e externo”. 
A CIMED também emprega o Balanced Scorecard (BSC) para alinhar 
indicadores financeiros e operacionais com sua estratégia de crescimento. A utilização 
de ferramentas como SWOT e Balanced Scorecard indica que a empresa não apenas 
planeja, mas também monitora e ajusta suas ações com base em indicadores 
concretos. Isso demonstra maturidade estratégica e capacidade de adaptação às 
mudanças do mercado. 
 
No entanto, a forte dependência de grandes redes varejistas e o foco em 
produtos populares podem limitar a diversificação e a inovação em segmentos de 
maior valor agregado. A análise estratégica da CIMED, embora robusta, poderia se 
beneficiar de uma maior atenção à internacionalização e à ampliação de seu portfólio 
para nichos especializados. 
A estratégia da CIMED está centrada em crescimento orgânico, inovação e 
expansão de portfólio. A empresa investe em marketing agressivo e parcerias com 
grandes redes varejistas. 
Segundo Porter (1986), “a vantagem competitiva surge da criação de valor para 
o cliente, que excede o custo de produção”. A CIMED aplica essa lógica ao oferecer 
produtos acessíveis e de qualidade, com forte presença em farmácias populares. 
O posicionamento estratégico da CIMED é pautado na liderança de mercado e 
na eficiência operacional. A empresa ocupa o 4º lugar no ranking nacional de 
indústrias farmacêuticas e possui mais de 600 produtos registrados na Anvisa. 
8 
 
Segundo a própria empresa, seu crescimento médio anual é de 26% desde 
2020. Esse desempenho é resultado de uma estratégia focada em escala, inovação e 
controle de distribuição. 
A análise estratégica da CIMED considera fatores internos e externos. 
Internamente, destaca-se a capacidade de produção de mais de 500 milhões de 
unidades por ano. Externamente, a empresa monitora tendências de mercado, 
regulamentações sanitárias e comportamento do consumidor. 
Conforme Chiavenato (2005), “a análise estratégica é o processo de avaliação 
do ambiente organizacional para identificar oportunidades e ameaças que possam 
impactar os objetivos da empresa”. 
A figura 1 representa o crescimento da receita líquida da CIMED entre 2020 e 
2023: 
Figura 1 – Crescimento CIMED (2020 a 2023) 
 
ANO RECEITA LÍQUIDA (R$ BILHÕES) 
2020 1.314 
2021 1.45 
2022 1.8 
2023 2.251 
 
Fonte: Relatório Institucional CIMED, 2024 
Esse crescimento reflete a eficácia da administração estratégica adotada pela 
empresa, que combina inovação, controle de processos e expansão de mercado. 
Entre os anos de 2020 e 2023, a CIMED apresentou um crescimento 
expressivo em sua receita líquida, refletindo a eficácia de sua administração 
estratégica e o fortalecimento de seu modelo de negócio verticalizado. 
Em 2020, a empresa registrou receita líquida de R$ 1,314 bilhão, que evoluiu 
para R$ 2,251 bilhões em 2023, representando um aumento de aproximadamente 
71% no período. Esse desempenho foi impulsionado por investimentos em inovação, 
ampliação do portfólio de produtos e expansão da capacidade produtiva. 
A empresa também se beneficiou da alta demanda por medicamentos e 
suplementos durante o período pandêmico, além de consolidar sua presença em 
9 
 
farmácias populares e redes varejistas, o que contribuiu para o ganho de participação 
de mercado. 
Em 2023, a CIMED obteve um crescimento orgânico de 16,2% em sua receita 
líquida, superando em 2,5 vezes o crescimento médio do mercado farmacêutico 
nacional. Esse resultado foi alcançado por meio da execução de sua estratégia 
“CIMED é líder todos os dias”, que envolveu ações de marketing agressivas, aumento 
da eficiência produtiva e fortalecimento da distribuição direta. 
A empresa também atingiu um marco histórico ao produzir 48,6 milhões de 
unidades em um único mês, evidenciando sua capacidade de escalar operações com 
qualidade e agilidade. Esses indicadores demonstram que a administração estratégica 
da CIMED está alinhada com práticas de alto desempenho, consolidando sua posição 
como uma das líderes do setor farmacêutico no Brasil 
A administração estratégica da CIMED revela uma abordagem sólida e bem 
estruturada, alinhada aos princípios clássicos da gestão moderna. O modelo de 
negócio verticalizado adotado pela empresa demonstra uma clara intenção de 
controlar todas as etapas da cadeia de valor, o que contribui para a redução de custos, 
aumento da eficiência e maior agilidade nas decisões operacionais. 
Essa estratégia, embora eficaz, exige investimentos contínuos em tecnologia e 
logística, o que pode representar riscos em cenários de instabilidade econômica. 
Ainda assim, a CIMED tem conseguido manter um crescimento consistente, 
evidenciado pelo aumento da receita líquida nos últimos anos, o que reforça a eficácia 
de sua estratégia de integração. 
Por fim, o posicionamento da CIMED como líder em eficiência operacional e 
marketing agressivo é coerente com sua proposta de oferecer medicamentos 
acessíveis e de qualidade. 
Contudo, essa estratégia exige constante investimento em branding e 
relacionamento com o consumidor, o que pode se tornar oneroso a longo prazo. A 
administração estratégica da empresa é claramente orientada para resultados, mas o 
equilíbrio entre crescimento acelerado e sustentabilidade organizacional será um 
desafio contínuo. 
A capacidade da CIMED de manter sua vantagem competitiva dependerá de 
sua habilidade em inovar, diversificar e responder rapidamente às demandas de um 
mercado cada vez mais dinâmico e regulado. 
 
10 
 
 
 
 
2. CONTROLADORIA 
 
A controladoria é uma área essencial da gestão empresarial, responsável por 
fornecer suporte técnico e estratégico à tomada de decisões, por meio da geração, 
análise e interpretação de informações econômicas e financeiras. Segundo Padoveze 
(2014), “a controladoria é o conjunto de conhecimentos que dá suporte à gestão, com 
foco na eficácia organizacional e na maximização dos resultados”. Na CIMED, essa 
função é desempenhada por uma estrutura integrada ao setor financeiro, com forte 
atuação no planejamento orçamentário e no controle de custos. 
A controladoria pode ser dividida em duas grandes áreas: a contábil-fiscal e a 
de planejamento e controle. A primeira é responsável pelas obrigações legais e 
societárias, enquanto a segunda atua diretamente na elaboração de orçamentos, 
projeções e análises de desempenho. O controller, profissional à frente da área, tem 
como função principal garantir a confiabilidade das informações gerenciais e apoiar a 
alta administração na definição de estratégias. De acordo com Frezatti et al. (2009), 
“o controller é o elo entre os dados contábeis e a estratégia organizacional, sendo 
responsável por transformar números em decisões”. 
O orçamento empresarial é uma das ferramentas mais importantes da 
controladoria. Ele permite à empresa planejar suas receitas, despesas e 
investimentos, além de estabelecer metas e acompanhar resultados. Para Gitman 
(2010), “o orçamento é um plano detalhado que expressa, em termos quantitativos, 
como os recursos serão adquiridos e utilizados durante um período específico”. Na 
CIMED, o orçamento é elaborado anualmente com base em projeções de mercado, 
metas de produção e estratégias comerciais. 
A estrutura de controladoria da CIMED está integradaao departamento 
financeiro e atua de forma colaborativa com as áreas de produção, logística e 
comercial. A empresa utiliza sistemas de gestão ERP para consolidar dados em tempo 
real, permitindo análises precisas e rápidas. Segundo Pontotel (2024), “a controladoria 
11 
 
funciona como o cérebro financeiro da empresa, traduzindo dados em ações 
estratégicas”. 
O processo de gestão orçamentária na CIMED envolve múltiplas etapas: coleta 
de dados históricos, análise de tendências, definição de metas por unidade de negócio 
e acompanhamento mensal dos resultados. A empresa adota o modelo de orçamento 
matricial, que permite o cruzamento de dados por centro de custo e por projeto. 
Conforme Treasy (2019), “o planejamento orçamentário é a base para decisões 
assertivas e para a sustentabilidade financeira das organizações”. 
A figura 2 apresenta a dados do Orçamento Operacional da empresa CIMED: 
Figura 2 (Grafico) - Evolução do Orçamento Operacional da CIMED (2020–2023) 
Fonte: Relatório Institucional CIMED, 2024 
Na figura 2 (Grafico) percebe-se o crescimento no orçamento operacional que 
reflete a expansão das atividades da empresa e o fortalecimento de sua capacidade 
de planejamento. A controladoria tem papel central nesse processo, garantindo que 
os recursos sejam alocados de forma eficiente e alinhada às estratégias corporativas. 
O orçamento cresce de forma consistente a cada ano, com um aumento médio de 
cerca de 213 unidades por ano. Se essa progressão continuar, 2024 pode ultrapassar 
os 1.800 facilmente. 
A ausência de informações públicas detalhadas sobre práticas específicas de 
controladoria, como auditorias internas, gestão orçamentária e análise de 
desempenho por centros de custo, limita a transparência e dificulta uma avaliação 
mais profunda da maturidade do sistema de controle gerencial. Esse aspecto 
representa uma oportunidade de aprimoramento, especialmente considerando o porte 
e a relevância da Cimed no setor farmacêutico nacional. 
 
12 
 
3. CRÉDITO E COBRANÇA 
 
O crédito é definido como a confiança que uma parte deposita em outra para o 
cumprimento de uma obrigação futura. Segundo Gitman (2010), “crédito é a 
capacidade de um cliente adquirir bens ou serviços com pagamento diferido, baseado 
na confiança de que o pagamento será realizado posteriormente”. Já a cobrança 
refere-se ao conjunto de ações destinadas à recuperação de valores devidos por 
clientes inadimplentes. Para Camargo (2024), “a política de cobrança visa garantir 
uniformidade e clareza, tanto para os responsáveis pela cobrança quanto para os 
clientes”. 
A política de crédito é o conjunto de diretrizes que orienta a concessão de 
crédito, considerando o perfil de risco do cliente. Conforme Bispo (2024), “as 
alterações nas políticas de crédito resultam em elevação das taxas de juros, 
dificultando o acesso ao crédito para consumidores e pequenas empresas”. 
Indiretamente, isso evidencia a importância de uma política bem estruturada para a 
sustentabilidade financeira. 
A Cimed, empresa do setor farmacêutico, adota práticas rigorosas de análise 
de crédito, com foco na sustentabilidade financeira e na mitigação de riscos. Sua 
política é caracterizada por critérios conservadores, como análise de histórico 
financeiro, capacidade de pagamento e perfil de risco. Segundo relatório da Moody’s 
Local (2024), “a Cimed dispõe de uma política financeira bem estabelecida e liquidez 
adequada”. 
A cobrança é realizada de forma estruturada, com etapas definidas para 
negociação, aplicação de multas e eventual protesto. A empresa prioriza a 
recuperação de crédito sem comprometer o relacionamento com o cliente. 
Indiretamente, essa abordagem reflete o modelo de negócio verticalizado da Cimed, 
que permite maior controle sobre os processos operacionais e financeiros. 
A Cimed utiliza indicadores financeiros para monitorar o risco de crédito. Esses 
indicadores demonstram a solidez da empresa e sua capacidade de manter o risco de 
crédito sob controle. Indiretamente, a diversificação de produtos e presença nacional 
contribuem para essa estabilidade. A figura 3 apresenta os principais indicadores 
financeiros da CIMED com base no ano de 2023: 
13 
 
Figura 3 (Grafico) – Indicadores Financeiros CIMED (2023) 
Fonte: Relatório de Crédito da Moody’s Local Brasil sobre a empresa Cimed 
Na figura 3 (Grafico) os valores foram convertidos em proporções para ilustrar 
visualmente como cada indicador contribui para o perfil financeiro da empresa. O 
gráfico mostra que o EBIT / Despesa Financeira tem o maior peso relativo, indicando 
boa capacidade de pagamento dos encargos financeiros, enquanto o CFO / Dívida 
Bruta representa uma menor parcela, refletindo a geração de caixa frente à dívida. 
Dívida Bruta / EBITDA: Mede a alavancagem financeira. Em 2023, foi de 1,6x, 
com projeção de queda para 1,0x–1,5x. 
EBIT / Despesa Financeira: Avalia a capacidade de pagamento dos encargos 
financeiros. Em 2023, foi de 2,4x, com tendência de aumento. 
CFO / Dívida Bruta: Indica a geração de caixa operacional em relação à dívida. 
Em 2023, foi de 23%. 
No entanto, embora a empresa apresente liquidez adequada e baixo risco de 
inadimplência, a rigidez nos critérios de concessão pode limitar oportunidades de 
expansão comercial em segmentos menos capitalizados. Assim, o equilíbrio entre 
segurança financeira e flexibilidade comercial continua sendo um desafio estratégico 
relevante para a Cimed. 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
4. EDUCAÇÃO AMBIENTAL 
 
A educação ambiental empresarial está diretamente ligada à responsabilidade 
ambiental, à gestão ambiental e à sustentabilidade. A responsabilidade ambiental é 
definida como o conjunto de atitudes voltadas à preservação do meio ambiente, 
considerando os impactos das ações humanas e empresariais. Segundo o portal 
Integridade ESG, “responsabilidade ambiental é um conjunto de atitudes, individuais 
ou empresariais, voltado para o desenvolvimento sustentável do planeta”. 
A gestão ambiental, por sua vez, é o processo de planejamento, execução e 
monitoramento de práticas que visam reduzir os impactos ambientais das atividades 
produtivas. Mafra et al. (2025) afirmam que “a gestão ambiental emerge como 
disciplina fundamental para a promoção do desenvolvimento sustentável, 
consolidando-se como instrumento indispensável à construção de sociedades mais 
conscientes e responsáveis”. 
Já a sustentabilidade é o princípio que busca o equilíbrio entre crescimento 
econômico, preservação ambiental e justiça social. Indiretamente, o modelo dos “3Ps”, 
planeta, pessoas e lucro, citado por Integridade ESG (2025), reforça a ideia de que 
empresas devem integrar esses pilares em suas decisões estratégicas. 
A Cimed, uma das maiores indústrias farmacêuticas do Brasil, adota práticas 
ambientais consistentes e certificadas. A empresa possui estação própria de 
tratamento de efluentes, realiza gestão eficiente de resíduos sólidos com foco na 
economia circular, e investe em meios de produção e transporte menos poluentes. 
Sua política ambiental é orientada pela certificação ISO 14001/2015, que atesta 
o compromisso com a proteção ambiental e a gestão de impactos. Segundo o site 
institucional da Cimed, há investimentos em meios de produção e de transporte menos 
poluentes e rígido controle no uso racional dos recursos hídricos e energéticos. Além 
disso, a Cimed busca alternativas para otimizar o consumo de água e energia, assim 
como as emissões atmosféricas da frota utilizada na distribuição nacional de seus 
produtos. 
Vale destacar que a empresa mantém boas práticas ambientais e sociais, o 
que fortalece sua imagem corporativa e diferencia sua atuação no mercado. A adoção 
de práticas sustentáveis também é vista como estratégia de inovação e 
competitividade, conforme apontado por Integridade ESG (2025). 
15 
 
Figura 4 – Práticas Ambientais da Cimed 
Prática Sustentável DescriçãoTratamento de Efluentes Estação própria para tratamento de resíduos líquidos industriais 
Gestão de Resíduos 
Sólidos 
Foco na economia circular e reciclagem 
Transporte Menos 
Poluente 
Frota com controle de emissões atmosféricas 
Uso Racional de Recursos Monitoramento do consumo de água e energia 
Certificação ISO 
14001/2015 
Sistema de gestão ambiental reconhecido internacionalmente 
Fonte: Site oficial da Cimed 
A figura 4 evidencia que a Cimed adota uma abordagem integrada de gestão 
ambiental, com foco em eficiência operacional e mitigação de impactos. A Cimed 
possui uma estação própria de tratamento de efluentes, realiza gestão eficiente de 
resíduos sólidos com foco na economia circular, e promove o uso racional de recursos 
hídricos e energéticos. A presença de certificações internacionais, como a ISO 
14001/2015, reforça o compromisso da empresa com padrões elevados de 
responsabilidade ambiental. As ações voltadas ao uso racional de recursos e à 
economia circular demonstram alinhamento com os princípios da sustentabilidade e 
da governança ambiental. 
Apesar dos avanços da Cimed em práticas ambientais, o acesso público a 
dados quantitativos sobre metas, resultados e indicadores de desempenho ambiental 
ainda é limitado. A transparência nesse aspecto poderia fortalecer a credibilidade da 
empresa e permitir uma avaliação mais precisa de sua contribuição para o 
desenvolvimento sustentável. Além disso, a ampliação de ações educativas internas 
e externas poderia consolidar a educação ambiental como parte estratégica da cultura 
organizacional. 
 
 
5. INDÚSTRIA 4.0 E TECNOLOGIAS 
 
A Indústria 4.0 representa a Quarta Revolução Industrial, marcada pela 
integração de tecnologias digitais avançadas nos processos produtivos. Segundo o 
Sebrae (2025), “Indústria 4.0 é um conceito que representa a automação industrial e 
16 
 
a integração de diferentes tecnologias, como inteligência artificial, robótica, internet 
das coisas, aumentando a produtividade e eficiência”. 
A inteligência artificial (IA) é a capacidade de sistemas computacionais de 
simular o raciocínio humano, permitindo decisões automatizadas com base em dados. 
Conforme o eCycle (2025), “máquinas e robôs inteligentes melhoram o desempenho 
e a produtividade nas grandes empresas, poupando mão de obra”. 
Já a Internet das Coisas (IoT) refere-se à conexão de dispositivos físicos à 
internet, permitindo coleta e troca de dados em tempo real. Indiretamente, o portal 
DocuSign (2025) destaca que a IoT, aliada à IA e ao big data, transforma os processos 
fabris ao permitir decisões mais precisas e preditivas. 
A Cimed tem investido fortemente em automação e transformação digital. Em 
parceria com a Akquinet Brasil, a empresa está implementando a solução MDM+ 
BRO, integrada ao SAP S/4HANA, com o objetivo de automatizar mais de 80% dos 
processos de cadastro, antes realizados manualmente. 
Segundo Libardi, CEO da Akquinet, “diversas áreas que hoje operam tarefas 
manuais serão totalmente automatizadas”. Essa automação melhora a governança de 
dados, reduz redundâncias e aumenta a confiabilidade das informações, essenciais 
para futuras aplicações de IA. 
Além disso, a tecnologia aplicada aos produtos e serviços da Cimed inclui 
rastreabilidade digital, controle de qualidade automatizado e logística inteligente. 
Indiretamente, o portal Saúde Digital News (2025) aponta que a transformação digital 
da Cimed tem impacto transversal, beneficiando todas as áreas da empresa. 
A empresa também utiliza sensores e algoritmos para monitorar processos 
produtivos, o que permite ajustes em tempo real e maior eficiência operacional. 
Indiretamente, essa abordagem está alinhada aos pilares da Indústria 4.0, como 
integração de sistemas e análise de dados preditiva. 
Figura 5 – Aplicações da Indústria 4.0 na CIMED 
Tecnologia Aplicada Descrição 
Automação de Cadastros 80% dos processos automatizados com MDM+ BRO e SAP 
S/4HANA 
Inteligência Artificial Planejamento de uso futuro para decisões baseadas em dados 
confiáveis 
Internet das Coisas (IoT) Monitoramento em tempo real de processos produtivos e 
logísticos 
Governança de Dados Padronização, controle e eliminação de redundâncias 
Logística Inteligente Otimização de distribuição com controle digital de frota e estoque 
Fonte: PFarma 
17 
 
A Figura 5 mostra que a CIMED está alinhada com os principais pilares da 
Indústria 4.0, adotando tecnologias que promovem eficiência, precisão e 
escalabilidade. 
A automação de processos administrativos e produtivos, aliada à governança 
de dados e à aplicação de IoT, posiciona a empresa como referência em inovação no 
setor farmacêutico. Essas iniciativas não apenas reduzem custos operacionais, mas 
também preparam a organização para o uso estratégico de inteligência artificial. 
Embora a CIMED demonstre avanços significativos na adoção de tecnologias 
da Indústria 4.0, ainda há espaço para maior transparência sobre os resultados 
concretos dessas iniciativas. A divulgação de indicadores de desempenho, como 
redução de erros, aumento de produtividade ou impacto ambiental, poderia fortalecer 
a credibilidade da empresa e inspirar outras organizações do setor. Além disso, a 
integração de IA em processos decisórios ainda está em fase de planejamento, o que 
indica que a maturidade digital da CIMED, embora promissora, está em 
desenvolvimento. 
 
 
 
 
 
 
6. MERCADO DE CAPITAIS 
 
O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é o conjunto de instituições responsáveis 
pela intermediação financeira no Brasil, promovendo o encontro entre agentes 
superavitários (poupadores) e deficitários (tomadores de recursos). Segundo o Banco 
Central do Brasil, “o SFN é formado por um conjunto de entidades e instituições que 
promovem a intermediação financeira, isto é, o encontro entre credores e tomadores 
de recursos”. 
Dentro do SFN, o mercado de capitais se destaca como um dos principais 
mecanismos de financiamento empresarial. Ele permite que empresas captem 
recursos por meio da emissão de títulos, como ações e debêntures. Conforme aponta 
JusBrasil, “o mercado de valores mobiliários se destaca como um componente 
18 
 
essencial para a alocação eficiente de recursos, possibilitando que empresas captem 
financiamento e investidores busquem oportunidades de retorno”. 
A bolsa de valores, por sua vez, é o ambiente onde ocorre a negociação desses 
títulos. No Brasil, a principal bolsa é a B3. Ela viabiliza o mercado secundário, 
permitindo a compra e venda de ativos entre investidores. Indiretamente, pode-se 
afirmar que a bolsa de valores é um pilar da liquidez e da transparência do mercado 
de capitais, contribuindo para o desenvolvimento econômico e a governança 
corporativa. 
 A CIMED, uma das maiores farmacêuticas do Brasil, tem se movimentado 
estrategicamente para consolidar sua presença no mercado de capitais. Desde 2021, 
a empresa se apresenta como companhia de capital aberto, preparando-se para uma 
futura oferta pública de ações (IPO). Segundo João Adibe Marques, CEO da empresa, 
“a gente se apresenta como uma empresa de capital aberto desde 2021 para os 
analistas de mercado entenderem a indústria farmacêutica”. 
A estrutura para o IPO já está montada, embora a empresa ainda não tenha 
definido uma data para a operação. A estratégia inclui a venda de uma fatia minoritária 
para fundos institucionais, como forma de captar recursos e fortalecer sua 
governança. De acordo com o portal Pipeline Valor, “a Cimed planeja investir R$ 3,6 
bilhões entre 2024 e 2025, incluindo expansão do parque fabril”. 
Indiretamente, observa-se que a empresa adota práticas de transparência e 
gestão eficiente, fatores que aumentam sua atratividade no mercado financeiro. A 
diversificação de produtos, o investimento em inovação e a governança corporativa 
são pilares que sustentam sua estratégia de capitalização. 
A Figura 6 expressa a distribuição dasestratégias da CIMED relacionadas ao 
mercado de capitais, com base nas informações disponíveis: 
19 
 
Figura 6 (Grafico) - Estratégias de Capitalização da CIMED 
 
Fonte: Pipeline Valor e VEJA 
A Figura 6 (Grafico) mostra que a Preparação para IPO é a principal estratégia 
da empresa, ocupando 35% do foco. Em seguida, a Venda de participação 
minoritária representa 25%, sinalizando uma busca por investidores institucionais sem 
diluição de controle. A Expansão do parque fabril aparece com 20%, evidenciando o 
compromisso com o aumento da capacidade produtiva. Já os Investimentos em 
inovação e Governança corporativa dividem igualmente os 10%restantes, reforçando 
o cuidado com competitividade e transparência. A expansão fabril e os investimentos 
em inovação reforçam o compromisso com o crescimento sustentável e a 
competitividade no setor farmacêutico. 
A movimentação da CIMED no mercado de capitais é estratégica e coerente 
com seu porte e ambições. No entanto, a ausência de uma data definida para o IPO 
pode gerar incertezas entre investidores. Além disso, a avaliação elevada da empresa 
pode dificultar a entrada de sócios minoritários, como apontado por analistas. Para 
garantir sucesso na abertura de capital, será essencial equilibrar expectativas de 
valuation com práticas de governança que ofereçam segurança aos investidores. 
 
 
 
 
 
20 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. TI APLICADA À ÁREA FINANCEIRA 
 
A tecnologia da informação (TI) tem papel estratégico na gestão financeira das 
empresas modernas. Os Sistemas de Informação Gerencial (SIG) são ferramentas 
que coletam, processam, armazenam e distribuem dados para apoiar a tomada de 
decisões. Segundo Rocha (2024), “os sistemas de informação coletam, processam, 
armazenam e distribuem informações para apoiar a tomada de decisões e a execução 
de tarefas dentro de uma organização”. 
Esses sistemas são compostos por hardware, software, pessoas e processos, 
e permitem que gestores planejem, organizem e controlem atividades com maior 
precisão. Indiretamente, pode-se afirmar que os SIG promovem a inovação ao facilitar 
a análise de dados e a automação de processos, contribuindo para decisões mais 
estratégicas. 
Já os bancos de dados na gestão financeira são essenciais para consolidar 
informações como fluxo de caixa, contas a pagar e receber, e projeções 
orçamentárias. De acordo com TOTVS (2024), “um sistema de gestão financeira é 
uma ferramenta digital projetada para organizar, monitorar e automatizar processos 
financeiros de uma empresa”. Indiretamente, observa-se que a centralização de dados 
permite maior controle e previsibilidade, reduzindo riscos operacionais. 
21 
 
A CIMED, reconhecida por sua estrutura industrial robusta e crescimento 
acelerado, utiliza ferramentas de TI para otimizar sua gestão financeira. A empresa 
adota sistemas integrados para controle de fluxo de caixa, emissão de notas fiscais, 
gestão de contas e planejamento orçamentário. 
Entre as ferramentas utilizadas, destacam-se os sistemas ERP e BPMS. O 
ERP centraliza dados financeiros, enquanto o BPMS automatiza fluxos de pagamento 
e controle de documentos fiscais. Segundo Zeev (2024), “um BPMS permite controlar 
as notas fiscais de maneira automática e criar portais para pagamentos e reembolsos”. 
Além disso, o uso de ECM (Enterprise Content Management) facilita o gerenciamento 
de documentos sensíveis, como contratos e comprovantes de pagamento. 
Indiretamente, percebe-se que a CIMED investe em soluções escaláveis e 
amigáveis, permitindo que colaboradores da área financeira operem sistemas sem 
necessidade de conhecimento técnico avançado. Isso promove agilidade, reduz erros 
e fortalece a governança financeira. 
A Figura 7 expressa a aplicação das ferramentas de TI na gestão financeira da 
CIMED: 
Figura 7 – Ferramentas de TI aplicadas na CEMED 
Ferramenta de TI aplicada Área da Gestação Financeira Finalidade Principal 
ERP (Sistema Integrado) Controle de fluxo de caixa Centralização de dados e 
previsibilidade 
BPMS (Automatização de 
processos) 
Pagamentos e recebimentos Redução de erros e agilidade 
operacional 
ECM (Gestão de documentos) Contas a pagar e contratos Segurança e rastreabilidade 
documental 
Dashboard Financeiro Planejamento estratégico Visualização de indicadores e 
metas 
Fonte: Zeev e TOTVS2 
A tabela mostra que a CIMED aplica diferentes ferramentas de TI conforme as 
necessidades específicas de cada área financeira. O ERP é utilizado para consolidar 
dados e garantir previsibilidade, enquanto o BPMS automatiza tarefas repetitivas, 
como pagamentos. O ECM garante segurança documental, e os dashboards 
permitem análise estratégica em tempo real. Essa integração tecnológica fortalece a 
eficiência e a tomada de decisões. 
A aplicação de TI na gestão financeira da CIMED revela uma postura moderna 
e orientada por dados. No entanto, a dependência de sistemas automatizados exige 
constante atualização e capacitação dos colaboradores. Além disso, a empresa 
22 
 
poderia ampliar o uso de inteligência artificial para prever cenários econômicos e 
otimizar investimentos. A TI, quando bem aplicada, não apenas organiza, mas 
transforma a gestão financeira em um diferencial competitivo. 
 
 
 
 
 
 
DISCUSSÃO 
 
Gestão de Crédito e Cobrança na CIMED 
A disciplina de Crédito e Cobrança se concentra na gestão do capital de giro e 
na minimização do risco de perdas por inadimplência, garantindo a liquidez e a 
rentabilidade da organização. No caso da CIMED Indústria Farmacêutica, a análise 
do tema revela uma gestão financeira disciplinada, que se traduz em métricas de 
crédito sólidas e uma política financeira bem estabelecida (MOODY'S LOCAL, 2024). 
Análise da Política de Crédito e Risco 
A CIMED opera com uma estrutura de gestão de risco de crédito que é 
reconhecida pela sua solidez, refletida em um rating de crédito de AA+ (Fitch), que 
atesta sua saúde financeira e alto nível de governança (CIMED, 2025). 
Fatores-Chave da Gestão de Crédito na CIMED: 
Métricas Financeiras Sólidas: A empresa mantém uma alavancagem bruta 
ajustada (Dívida Bruta/EBITDA) baixa a moderada, com tendência de queda, 
atingindo 1,6x em 2023 (MOODY'S LOCAL, 2024). Indicadores de baixa alavancagem 
sugerem que a CIMED tem maior capacidade de absorver eventuais perdas por 
crédito e honrar seus compromissos, minimizando o risco sistêmico. 
Geração de Caixa Consistente: A CIMED demonstrou uma boa geração de 
Fluxo de Caixa Operacional (CFO), permitindo flexibilidade financeira (MOODY'S 
LOCAL, 2024). Além disso, ações estratégicas resultaram na melhoria do Capital de 
Giro, mantendo o Fluxo de Caixa Livre (FCL) em patamares consistentes (R$ 419 
milhões em 2021, por exemplo) (CIMED, 2025; CIMED, 2021). Um FCL robusto é o 
pilar de uma política de crédito saudável, pois garante que a empresa possa financiar 
suas vendas a prazo sem comprometer a liquidez. 
Política Documentada e Monitoramento: A CIMED declara possuir uma 
política de crédito, contas a receber e cobrança que estabelece limites e 
procedimentos claros. O monitoramento contínuo das exposições e a tomada de 
ações de cobrança e proteção do crédito são práticas essenciais (CIMED INDÚSTRIA 
S.A.). 
 
23 
 
Pontos de Discussão e Riscos a Serem Gerenciados 
Embora a CIMED apresente um quadro de gestão de crédito eficiente, existem 
pontos cruciais que devem ser considerados na discussão, em linha com a estratégia 
do PIM: 
Risco de Concentração em Partes Relacionadas (Contas a Receber): Uma 
questão estrutural relevante é que "parte substancial das operações de vendas da 
Companhia é realizada com partes relacionadas" (CIMED INDÚSTRIA S.A., 2023; 
CIMED INDÚSTRIA S.A., 2024). Este fato, explicitado nas demonstrações financeiras, 
exige uma leitura contextualizada do saldo de Contas a Receber. 
Discussão: Embora as transações intercompany garantam a fluidezdo capital 
dentro do grupo, elas representam um risco de crédito concentrado. A CIMED precisa 
garantir que sua política de crédito interna para partes relacionadas seja tão rigorosa 
quanto a aplicada ao mercado, para que os prazos e condições comerciais não se 
tornem um passivo oculto, comprometendo o Capital de Giro. 
Risco Cambial e de Insumos (Impacto Indireto no Crédito): O setor 
farmacêutico brasileiro é dependente de insumos importados (cerca de 95% da 
matéria-prima) (SINDUSFARMA, 2022). A inflação e o impacto cambial podem 
sensibilizar os resultados e os níveis de rentabilidade (MOODY'S LOCAL, 2024). 
Discussão: O risco cambial impacta o Custo das Mercadorias Vendidas 
(CMV), comprimindo as margens da CIMED. Uma margem menor reduz a capacidade 
de absorver perdas por inadimplência (risco de crédito). A empresa mitiga isso com 
uma política de exposição cambial para um horizonte de até 12 meses (CIMED, 2025; 
CIMED, 2021), mas a volatilidade do custo de produção ainda exige que a gestão de 
crédito e cobrança seja impecável para evitar o efeito cascata de perdas. 
 
Proposta de Solução/Foco Estratégico (Inovação em Crédito) 
Com o objetivo de triplicar o faturamento (meta de R$ 10 bilhões) (CIMED, 
2025) e com um modelo de distribuição que atende a 98% das 80 mil farmácias no 
Brasil (SINDUSFARMA, 2022), a CIMED não pode ver o crédito apenas como risco, 
mas como uma alavanca de vendas. 
Proposta (Crédito como Vantagem Competitiva): 
A CIMED já demonstrou uma estratégia de integrar o crédito à venda por meio 
de parcerias. A aliança com a SafraPay para proporcionar crédito aos varejistas 
(farmácias) e, assim, impulsionar as vendas (O ESPECIALISTA, 2025), é um exemplo 
prático. 
Essa estratégia pode ser consolidada através de: 
Customização do Crédito: Utilizar os dados de compra e histórico de 
pagamento da vasta rede de farmácias atendidas diretamente para criar um score de 
crédito interno mais preciso que o mercado tradicional. Isso permite oferecer prazos e 
24 
 
descontos mais agressivos (e competitivos) para clientes com baixo risco de 
inadimplência. 
Crédito Pontual para a Cadeia de Valor: A CIMED, por meio da parceria (ou 
de uma fintech interna), pode oferecer linhas de capital de giro específicas para seus 
clientes (farmácias) para que estes mantenham os estoques de produtos CIMED, 
transformando o "contas a receber" tradicional em uma solução financeira integrada 
que garante a venda e fideliza o ponto de venda, blindando a cadeia de distribuição. 
Dessa forma, a CIMED consegue sustentar seu crescimento orgânico e 
agressivo (CIMED, 2024) utilizando a gestão de Crédito e Cobrança não apenas para 
proteger o caixa, mas para gerar novas oportunidades de receita e fortalecer sua 
posição de liderança no mercado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONCLUSÃO 
 
Este Projeto Integrado Multidisciplinar IV permitiu identificar que a integração 
entre áreas estratégicas e operacionais é essencial para o fortalecimento da gestão 
organizacional da CIMED. A aplicação de conceitos de Administração 
Estratégica e Controladoria revelou a importância do alinhamento entre planejamento 
e execução, permitindo maior controle sobre os indicadores financeiros e 
operacionais. As práticas de Crédito e Cobrança, quando apoiadas por ferramentas 
de TI, demonstraram potencial para reduzir inadimplência e aumentar a eficiência dos 
fluxos financeiros. 
A inserção da Educação Ambiental como eixo transversal reforçou o 
compromisso da empresa com a sustentabilidade e com os princípios ESG, cada vez 
mais valorizados no Mercado de Capitais. A preparação da CIMED para o IPO 
evidenciou a necessidade de transparência, governança e inovação, aspectos que se 
conectam diretamente com a adoção de tecnologias da Indústria 4.0, como sistemas 
ERP, BPMS e dashboards inteligentes. 
25 
 
Entre os principais resultados obtidos, destaca-se a constatação de que a 
CIMED já possui uma base sólida para implementar um modelo de gestão integrada, 
capaz de unir eficiência financeira, responsabilidade ambiental e inovação 
tecnológica. A análise dos dados mostrou que a empresa investe estrategicamente 
em ferramentas digitais e práticas de mercado, o que a posiciona de forma competitiva 
no setor farmacêutico. 
No entanto, algumas limitações foram observadas, como a escassez de dados 
públicos detalhados sobre os processos internos da organização e a ausência de 
indicadores ambientais consolidados. Essas lacunas dificultam uma avaliação mais 
precisa do impacto das ações sustentáveis e tecnológicas no desempenho financeiro 
da empresa. 
A principal contribuição deste projeto está em oferecer uma visão sistêmica e 
fundamentada sobre como diferentes disciplinas podem convergir para fortalecer a 
gestão empresarial. Ao propor uma solução integrada, o estudo aponta caminhos para 
que a CIMED amplie sua eficiência, sua atratividade no mercado de capitais e seu 
compromisso com a sustentabilidade. 
A mensagem final que este projeto deseja transmitir é clara: a competitividade 
das organizações modernas depende da capacidade de integrar conhecimento 
estratégico, financeiro, ambiental e tecnológico. A CIMED, ao investir nesses pilares, 
não apenas se prepara para o futuro, ela o constrói. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
26 
 
 
 
 
 
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Disponível em: https://www.treasy.com.br/blog/controladoria-nas-empresas/. 
Acesso em 04 set. 2025. 
 
 
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	Palavras-chave: Gestão Estratégica. Inovação Tecnológica. Eficiência Operacional
	INTRODUÇÃO
	1. ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA
	Figura 2 (Grafico) - Evolução do Orçamento Operacional da CIMED (2020–2023)
	Fonte: Relatório Institucional CIMED, 2024
	3. CRÉDITO E COBRANÇA
	4. EDUCAÇÃO AMBIENTAL
	Figura 4 – Práticas Ambientais da Cimed
	5. INDÚSTRIA 4.0 E TECNOLOGIAS
	Figura 5 – Aplicações da Indústria 4.0 na CIMED
	6. MERCADO DE CAPITAIS
	A CIMED, uma das maiores farmacêuticas do Brasil, tem se movimentado estrategicamente para consolidar sua presença no mercado de capitais. Desde 2021, a empresa se apresenta como companhia de capital aberto, preparando-se para uma futura oferta públi...
	Figura 6 (Grafico) - Estratégias de Capitalização da CIMED
	Fonte: Pipeline Valor e VEJA
	A movimentação da CIMED no mercado de capitais é estratégica e coerente com seu porte e ambições. No entanto, a ausência de uma data definida para o IPO pode gerar incertezas entre investidores. Além disso, a avaliação elevada da empresa pode dificult...
	7. TI APLICADA À ÁREA FINANCEIRA
	CONCLUSÃO
	REFERÊNCIAS

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