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TEORIA GERAL DO ESTADO 
 
Sociedade - o que é uma sociedade? 
Um conjunto de pessoas que vive em uma certa faixa de tempo e de espaço, segundo normas 
comuns, que são unidades pelas necessidades de um grupo. É uma entidade que nasce da 
existência da vida coletiva e possui características próprias, que são maiores do que somente 
aos indivíduos que ela pertençam. 
Agrupamento humano que é organizado que coopera entre si com um objeto fim, sendo ele ter 
a melhoria de uma vida individual garantindo a continuidade do seu grupo. 
 
E a sociedade naturalmente muda, pois naturalmente o ser humano muda, mesmo que haja 
desavenças, divergências, contendas, não significa que a sociedade se desfaz, ela somente se 
autorregula para suportar as diferenças. 
 
ARÍSTOTELES gera a afirmação o “homem é naturalmente um animal político” criando assim 
uma ideia de que o homem é um ser SOCIAL, e conviver com outros humanos, é essencial para 
a vida. 
Já THOMAS HOBBES diz que o homem NÃO é em sua natureza um ser sociável, o lobo é o lobo 
do homem. 
Visões diferentes em épocas diferentes 
 
SOCIEDADE está inteiramente ligada com o CONTRATUALISMO 
Vem JOHN LOCKE desenvolve o contratualismo em bases liberais, unificando pensamentos, e 
ajudando a dividir a vida social relações externas e o direito básico a vida que precede o direito 
natural. 
 
Todos devem concordar com as condições e obrigações estabelecidas pelo contrato, mesmo que 
o indivíduo existe ANTES da sociedade e do estado. 
Todos devem ter a livre intenção de firmar o contrato / Todos devem concordar com as 
condições estabelecidas pelo contrato. Então alguns devem abrir mão do direito ou vontade 
pessoal para não gerar o caos. 
 
A partir desse entendimento, surge o ESTADO, por meio de três fases: 
1 O estado de Natureza 
2 O contrato social 
3 O Estado e a sociedade Civil 
 
ROUSSEAU unifica as ideias todas, e diz que o estado é convencional pois ele soma a vontade 
manifestada da maioria dos indivíduos, 
A NAÇÃO (povo organizado) é superior ao rei, portanto não há direito sobre o povo, e sim o povo 
possui direito legal sobre o estado. 
O governo, só é suportado enquanto for JUSTO, então caso ele não supere as expectativas do 
povo, o povo pode fazer um novo contrato, então não mais a coroa manda na sociedade, mais 
sim o governo precisa ser aprovado. 
 
A SOCIEDADE E SEUS ELEMENTOS CARACTERISTICOS 
1- Preciso de uma finalidade ou valor social 
2- Manifestação de conjunto ordenadas 
3- O poder social 
A sociedade tem a finalidade o BEM COMUM, porém, se algum grupo possui mais BEM do que 
outro, a sociedade fica mal organizada. 
Se isso acontece, ocorrem as manifestações em conjunto dos grupos de forma ordenada, elas 
pedem por reiteração, ordem e adequação do que a sociedade pode organizar. 
Tudo isso é feito para manter a ORDEM, e se o a vontade individual, quebra a regra geral, é 
aplicada a devida punição definida na ordem. 
Adequação significa que dependendo dos tipos de manifestações, devem haver as adequações 
das ordens, códigos, para reger melhor a sociedade e adequar a real realidade do grupo como 
um todo. 
 
Tudo isso acontece por que existe o PODER SOCIAL 
a) O poder social é necessário, possui legitimidade, que obtém mediante o consentimento 
do que perante a eles se submetem (ex. professor); 
b) Embora o poder social não chegue a ser puramente jurídico, ele possui uma 
regulamentação entre as leis, pensamentos comuns para um todo; 
c) Há um processo de objetivação, que da procedência a vontade objetive dos governados 
ou da lei, desaparecendo a característica da vontade pessoal nos governantes; 
d) Atendendo a uma aspiração a racionalidade, desenvolveu-se uma técnica do poder 
social e ele se torna despersonalizado (poder do grupo, poder no sistema) ao mesmo 
tempo que busca poder individuais de acerto coerção, colocando a autuação como 
forma extrema de resolução do problema inicial (ex. retirar o aluno da sala). 
 
ORIGEM E FORMAÇÃO DO ESTADO 
A denominação Estado (do latim status estar firme), significa “a situação permanente de 
convivência e ligada à sociedade política”. 
 
Sob o ponto de vista da época que esse termo ESTADO apareceu, as inúmeras teorias existentes 
podem ser reduzidas a três teorias fundamentais: 
a) Para muitos autores, o Estado, assim como a própria sociedade, sempre existiu, pois 
desde que o homem vive sobre a Terra acha-se integrado numa organização social, 
dotada de poder e com autoridade para determinar o comportamento de todo o grupo; 
b) Outros dizem que o Estado não existiu durante um período de tempo, depois, por 
motivos diversos, que serão indicados quando tratarmos das causas que levaram à 
formação do Estado, este foi constituído para atender às necessidades ou às 
conveniências dos grupos sociais. 
 
 Teorias que afirmam a formação natural ou espontânea do Estado, não havendo causas 
igualitárias, mas tendo todas em comum a afirmação de que, o Estado se formou 
naturalmente, não por um ato puramente voluntário. 
 Outras teorias que sustentam a formação contratual dos Estados, tendo em comum 
alguns pontos, apesar de também divergirem entre si quanto às causas, a crença em 
que a criação do estado foi por vontade de alguns homens, ou então de todos os 
homens, que levou à criação do Estado. De maneira geral, os adeptos da formação 
contratual da sociedade é que defendem a tese da criação contratualista do Estado. 
 
Origem familial ou patriarcal. Segundo essa explicação, defendida principalmente por ROBERT 
FILMER, cada família primitiva se ampliou e deu origem a um Estado. 
Origem em atos de força, de violência ou de conquista. Com pequenas variantes, essas teorias 
sustentam, em síntese, que a superioridade de força de um grupo social permitiu-lhe submeter 
um grupo mais fraco, nascendo o Estado dessa conjunção de dominantes e dominados. 
Origem em causas econômicas ou patrimoniais. Há quem defenda que essa tenha sido a origem 
indicada por PLATÃO, quando nos "Diálogos", no Livro II de "A República", assim se expressa: 
"Um Estado nasce das necessidades dos homens; ninguém basta a si mesmo, mas todos nós 
precisamos de muitas coisas". 
 
FORMAS DE GOVERNO 
O QUE É GOVERNO - um modo pelo qual o poder político é adquirido e exercido. Definindo a 
relação entre governantes e governados. 
Existem 2 tipos: MONARQUIA / REPUBLICA 
Quem governa? Indivíduo, grupo ou povo 
Como se governa? Hereditariedade ou eletividade 
Por quanto tempo? Vitalício ou temporário 
 
Conceitos que NÃO podem se Confundir: 
Formas de Estado: Como o poder se distribui no território Unitário × Federado × Confederado 
 
Formas de Governo: Como o poder se adquire e se exerce Monarquia × República 
Sistema de Governo - Como o poder se relaciona entre os órgãos Presidencialismo × 
Parlamentarismo 
Erro comum: confundir "república federativa" (forma de governo + forma de Estado) com 
"sistema presidencialista" (sistema de governo). São dimensões distintas e acumuláveis. 
 
MONARQUIA: 
Chefia de Estado vitalícia e hereditária / Poder concentrado no monarca / Legitimidade dinástica 
Modalidades: 
a) Absoluta: poder ilimitado do rei 
b) Constitucional: rei sujeito à constituição 
c) Parlamentar: rei reina, mas não governa 
 
REPUBLICA: 
Chefia de Estado eletiva e temporária / Responsabilidade dos governantes / Res publica: coisa 
do povo 
Ideias chaves: 
a) Eletividade - mandatos com prazo definido 
b) Responsabilidade - prestação de contas 
c) Representatividade - legitimidade popular 
 
 
 
A CONSTITUIÇÃO FEDERAL 88 e a Forma de Governo Brasileira 
Forma de Governo: República Art. 1º, caput, CF/88 
Forma de Estado: Federação Art. 1º, caput, CF/88 
Sistema de Governo: Presidencialismo Art. 76 e ss., CF/88 
 
O plebiscito de 1993 (art. 2º, ADCT) confirmou a república e o presidencialismo por voto 
popular direto. 
O que estava em jogo nessa decisão: 
• Monarquia ou República? • Parlamentarismo ou Presidencialismo? 
Resultado República: 66% dos votos Presidencialismo: 55% dos votosFEDERAÇÃO 
 
É uma forma de organização do ESTADO que combina com a existência de um governo central 
com governos subnacionais autônomos (estados, províncias ou cantões), todos submetidos a 
uma única Constituição soberana. Diferencia-se da confederação — em que os entes conservam 
soberania própria — e do Estado unitário, no qual há centralização absoluta do poder. A essência 
do federalismo reside na repartição constitucional de competências sem relação de hierarquia 
entre os entes federados, garantindo autonomia política, administrativa e financeira a cada nível 
de governo 
 
 
CARACTERISTICAS FUNDAMENTATIS DO FEDERALISMO 
 
 
 
A Constituição Federal de 1988 e o Pacto Federativo 
 
Representa uma ruptura com o centralismo autoritário do regime militar (1964–1985) e 
consagra o federalismo cooperativo. Inovação central: os municípios são elevados à condição de 
entes federados, ao lado da União, dos estados e do Distrito Federal (art. 1º e art. 18), criando 
uma estrutura federativa trina única no direito comparado. 
 
Competências Privativas da União - Art. 21 e 22: relações exteriores, defesa nacional, direito 
civil, penal, processual, eleitoral, previdência social e legislação sobre energia, telecomunicações 
e trânsito. 
Competências Comuns (Art. 23) Saúde, educação, habitação, meio ambiente e combate à 
pobreza - executadas cooperativamente por todos os entes, com normas de cooperação 
definidas em lei complementar 
Competências Concorrentes (Art. 24) União edita normas gerais; estados e DF suplementam. Na 
ausência de norma federal, o estado exerce competência plena (§3º) 
Competências dos Municípios Art. 30: assuntos de interesse local, suplementação da legislação 
federal e estadual, serviços públicos locais, transporte coletivo, ordenamento territorial e ensino 
fundamental. 
 
O STF Guarda o PACTO FEDERATIVO 
Ele exerce um papel central de arbitragem de conflitos federativos do Brasil. As principais 
ferramentas processuais são a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), a Ação Declaratória 
de Constitucionalidade (ADC) e a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 
Ele media o conflito, entre os estados, união. 
Controle Concentrado STF julga, em abstrato, leis e atos normativos federais e estaduais, 
preservando a hierarquia constitucional e os limites da competência de cada ente. 
Conflitos Federativos Diretos Disputas entre estados ou entre estados e a União têm foro 
privativo no STF (art. 102, I, f), reforçando seu papel de árbitro federativo. 
Guarda fiscal e ICMS - STF tem reiteradamente arbitrado conflitos de guerra f iscal entre estados, 
especialmente sobre benefícios tributários unilaterais do ICMS concedidos sem aprovação do 
CONFAZ. 
 
Vantagens e Desvantagens do Federalismo 
Vantagens: Acomodação da diversidade: políticas adaptadas às realidades regionais distintas 
Laboratório de democracia: inovações políticas nos estados servem de modelo para o nível 
federal Freios e contrapesos: dispersão do poder previne a tirania central Participação cidadã: 
maior proximidade entre governantes e governados nos níveis locais Competição saudável: 
estados competem por investimentos, estimulando eficiência 
Desvantagens e Críticas: Desigualdades regionais: autonomia pode aprofundar disparidades 
entre entes ricos e pobres Guerra fiscal: concorrência predatória por incentivos tributários 
(especialmente no Brasil) Fragmentação de políticas: dificuldade de coordenação em crises 
nacionais (ex.: pandemia COVID-19) Duplicação de estruturas: redundância burocrática e custos 
de coordenação elevados Captura local: oligarquias regionais podem bloquear direitos 
fundamentais

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