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🎬 📖 1. LEI PENAL NO TEMPO João comete um crime em 2020. Naquele momento, existia uma lei prevendo determinada pena. Em 2022, surge uma nova lei: · pode ser mais grave · ou mais leve João quer saber qual lei será aplicada. O juiz explica: 👉 “A regra é aplicar a lei do momento do crime.” Isso se chama: 👉 Tempus regit actum (o tempo rege o ato) Mas existe uma EXCEÇÃO muito importante: 👉 Se a nova lei for mais benéfica, ela volta no tempo e beneficia o réu 📌 Tipos de lei no tempo: ✔️ Lei mais grave 👉 NÃO retroage ✔️ Lei mais benéfica (novatio legis in mellius) 👉 RETROAGE ✔️ Abolitio criminis 👉 O fato deixa de ser crime → RETROAGE 🧠 Explicação completa: A lei penal no tempo busca definir qual norma será aplicada quando há mudança legislativa entre o momento do fato e o julgamento. A regra é a irretroatividade da lei penal, salvo quando for mais favorável ao réu. 📝 EXPLICAÇÃO FINAL (PROVA) “A lei penal no tempo rege-se pelo princípio do tempus regit actum, aplicando-se a lei vigente ao tempo do fato. Excepcionalmente, admite-se a retroatividade da lei penal mais benéfica ao réu, bem como nos casos de abolitio criminis.” 🎬 📖 2. LEI PENAL NO ESPAÇO Maria comete um crime no Brasil. 👉 Aplica-se a lei brasileira. Isso segue o princípio da territorialidade. Mas imagine: Um brasileiro comete crime fora do país. O Estado pode dizer: 👉 “Mesmo fora, você pode responder aqui.” 📌 Princípios envolvidos: ✔️ Territorialidade 👉 Regra geral → crime no Brasil = lei brasileira ✔️ Extraterritorialidade 👉 Exceção → aplica-se a lei brasileira fora do país 🧠 Explicação completa: A lei penal no espaço define onde a lei penal brasileira será aplicada. A regra é a territorialidade, mas existem hipóteses em que a lei brasileira alcança fatos ocorridos no exterior. 📝 EXPLICAÇÃO FINAL (PROVA) “A lei penal no espaço adota o princípio da territorialidade, aplicando-se a lei brasileira aos crimes cometidos no território nacional, admitindo-se exceções de extraterritorialidade previstas em lei.” 🎬 📖 3. PENA CUMPRIDA NO ESTRANGEIRO E PRAZO Carlos comete um crime fora do Brasil. Ele é preso e cumpre pena no exterior. Quando retorna ao Brasil, surge a dúvida: 👉 Ele será punido novamente? O juiz decide: 👉 A pena já cumprida deve ser considerada Isso evita: 👉 punição dupla (bis in idem) Agora sobre PRAZO: Ana comete um crime no dia 1. No Direito Penal: 👉 esse dia já conta 📌 Regra do prazo penal: 👉 inclui o dia do começo 🧠 Explicação completa: A pena cumprida no estrangeiro deve ser levada em consideração para evitar dupla punição pelo mesmo fato. Já os prazos penais seguem regra própria, incluindo o dia inicial na contagem. 📝 EXPLICAÇÃO FINAL (PROVA) “A pena cumprida no estrangeiro deve ser considerada para evitar o bis in idem, podendo ser abatida da pena no Brasil. Quanto aos prazos penais, estes são contados incluindo-se o dia do começo.” 🎬 📖 4. CONFLITO APARENTE DE NORMAS Pedro comete um ato que parece encaixar em duas leis diferentes. Surge a dúvida: 👉 Qual lei aplicar? O juiz resolve usando critérios: 📌 Critérios: ✔️ Especialidade 👉 a lei mais específica prevalece ✔️ Subsidiariedade 👉 uma lei só se aplica se a outra não ✔️ Consunção 👉 um crime “absorve” o outro ✔️ Alternatividade 👉 aplica-se apenas uma das condutas previstas 🧠 Explicação completa: O conflito aparente de normas ocorre quando mais de uma norma parece incidir sobre o mesmo fato. Entretanto, apenas uma será aplicada, conforme critérios jurídicos. 📝 EXPLICAÇÃO FINAL (PROVA) “O conflito aparente de normas ocorre quando duas ou mais normas parecem incidir sobre o mesmo fato, sendo resolvido pelos critérios da especialidade, subsidiariedade, consunção e alternatividade.” 🎬 📖 5. PRINCÍPIOS LIMITADORES DO PODER PUNITIVO O Estado quer punir alguém. Mas não pode fazer isso de qualquer forma. Existem limites: 📌 PRINCÍPIOS: ✔️ Legalidade 👉 só há crime se houver lei ✔️ Anterioridade 👉 lei deve existir antes do fato ✔️ Intervenção mínima 👉 penal é última opção ✔️ Fragmentariedade 👉 só protege bens importantes ✔️ Humanidade 👉 proíbe penas cruéis 🧠 Explicação completa: Esses princípios limitam o poder punitivo do Estado, garantindo proteção aos direitos fundamentais e evitando abusos. 📝 EXPLICAÇÃO FINAL (PROVA) “Os princípios limitadores do poder punitivo estabelecem restrições à atuação do Estado, destacando-se a legalidade, anterioridade, intervenção mínima, fragmentariedade e humanidade.” 🎬 📖 6. TEORIA GERAL DO CRIME Um fato chega ao juiz. Ele faz três perguntas: 1️⃣ É fato típico? 👉 está na lei 2️⃣ É ilícito? 👉 é proibido mesmo? 3️⃣ É culpável? 👉 pode punir a pessoa? Se faltar um → não é crime 🧠 Explicação completa: A teoria tripartida define o crime como fato típico, ilícito e culpável, sendo necessária a presença de todos esses elementos. 📝 EXPLICAÇÃO FINAL (PROVA) “Segundo a teoria tripartida, o crime é composto por fato típico, ilicitude e culpabilidade, sendo indispensável a presença de todos para sua configuração.” 🎬 📖 7. CONDUTA (AÇÃO E OMISSÃO) Lucas empurra alguém → ação Mas também pode cometer crime sem agir: Ex: mãe não alimenta filho 👉 omissão 📌 Tipos: ✔️ Ação 👉 fazer ✔️ Omissão 👉 não fazer ✔️ Omissão imprópria 👉 tinha dever de agir 🧠 Explicação completa: A conduta é o comportamento humano voluntário, podendo ocorrer por ação ou omissão, sendo penalmente relevante quando há dever jurídico de agir. 📝 EXPLICAÇÃO FINAL (PROVA) “A conduta é o comportamento humano voluntário, podendo manifestar-se por ação ou omissão, sendo esta relevante quando o agente tinha o dever jurídico de agir.” 🎬 📖 8. RELAÇÃO DE CAUSALIDADE João empurra alguém A pessoa cai → bate a cabeça → morre O juiz pergunta: 👉 “A ação causou o resultado?” Se tirar o empurrão → não teria morte 👉 então há causalidade 📌 Teoria: 👉 equivalência dos antecedentes causais 🧠 Explicação completa: A relação de causalidade é o vínculo entre a conduta e o resultado, sendo adotada a teoria da conditio sine qua non. 📝 EXPLICAÇÃO FINAL (PROVA) “A relação de causalidade é o vínculo entre a conduta do agente e o resultado, sendo adotada a teoria da equivalência dos antecedentes causais (conditio sine qua non).