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Mecanismos do parto

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MECANISMO DE PARTO E 
FASES CLÍNICAS DO PARTO
P R O F . A N A S O U Z A , 
P R O F . M A R I N A A Y A B E E
P R O F . N A T Á L I A C A R V A L H O
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Estratégia
MED
Prof.s Ana Souza, Marina Ayabe e Natalia Carvalho | Mecanismo de parto e fases clínicas do parto 2OBSTETRÍCIA 
PROFs. ANA SOUZA, 
MARINA AYABE E 
NATALIA CARVALHO
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/estrategiamed Estratégia MED
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APRESENTAÇÃO:
@profnataliacarvalho
O que trazemos, neste livro, fará com que entenda a 
evolução do trabalho de parto e a realização do diagnóstico 
das distocias, bem como saiba como é a assistência adequada à 
parturiente. 
Os mecanismos de parto descrevem os movimentos 
fetais observados durante sua passagem pelo canal de parto, até 
seu total desprendimento do corpo materno. Já as fases clínicas 
do parto caracterizam os diferentes momentos da evolução 
do trabalho de parto, desde as contrações mais iniciais até os 
fenômenos que ocorrem no corpo materno durante a primeira 
hora após o nascimento.
 Seu entendimento dos conceitos apresentados a respeito 
dos Mecanismos de Parto será facilitado se você já tiver estudado o 
livro digital sobre BACIA OBSTÉTRICA, PELVIMETRIA E ESTÁTICA 
FETAL. Caso ainda não tenha feito isso, sugiro que interrompa sua 
leitura por aqui e faça a leitura sobre bacia obstétrica e estática 
fetal. 
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SUMÁRIO
1.0 MECANISMO DE PARTO 5
1.1 INSINUAÇÃO 6
1.2 DESCIDA 7
1.3 ROTAÇÃO INTERNA 9
1.4 DESPRENDIMENTO CEFÁLICO 12
1.5 ROTAÇÃO EXTERNA 13
1.6 DESPRENDIMENTO DAS ESPÁDUAS 14
2.0 CONTRATILIDADE 15
3.0 FASES CLÍNICAS DO PARTO 20
3.1 1º PERÍODO – DILATAÇÃO 21
3.1.1 DIAGNÓSTICO DO TRABALHO DE PARTO 23
3.1.2 GRÁFICO DE FRIEDMAN 24
3.2 2O PERÍODO – EXPULSÃO 26
3.3 3O PERÍODO – DEQUITAÇÃO OU SECUNDAMENTO 28
3.4 4O PERÍODO – PRIMEIRA HORA PÓS-PARTO (GREENBERG) 31
4.0 LISTA DE QUESTÕES 34
5.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 35
6.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 35
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Mecanismo de parto e fases clínicas do partoOBSTETRÍCIA 
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1.0 MECANISMO DE PARTO
CAPÍTULO
Mecanismos de parto são movimentos passivos que as contrações uterinas provocam no feto 
quando o impulsionam contra os pontos de resistência da pelve materna. Tais movimentos fazem com 
que os maiores diâmetros fetais coincidam com os maiores diâmetros da bacia obstétrica e, dessa 
forma, a apresentação fetal possa progredir pelos planos da bacia. 
MOTOR CONTRAÇÕES
OBJETO FETO
TRAJETO PELVE MATERNA
Note, portanto, que os mecanismos de parto dependem de três fatores:
O motor são as contrações uterinas, que estudaremos detalhadamente no capítulo sobre as fases clínicas do parto. Tanto o objeto, 
representado pelo feto, quanto o trajeto, definido pelas características da bacia óssea, têm suas características detalhadas no livro digital BACIA 
OBSTÉTRICA, PELVIMETRIA E ESTÁTICA FETAL. Neste livro, estudaremos os movimentos que resultam da influência desses três componentes 
uns sobre os outros e que culminam no nascimento do concepto e recebem o nome de "mecanismo de parto".
Fernando Magalhães propôs uma divisão em três tempos, 
insinuação, descida e desprendimento, que, eventualmente, 
é tema de questões de prova. Porém, a divisão do parto em seis 
tempos é a mais utilizada para descrever os processos envolvidos 
na evolução do parto. Os seis tempos do mecanismo de parto são:
• Insinuação
• Descida
• Rotação interna
• Desprendimento cefálico
• Rotação externa
• Desprendimento das espáduas
Figura 1. Tempos do mecanismo de parto
 É muito importante que fique claro para você que, embora nosso estudo vá se ater individualmente a cada um desses tempos, eles 
ocorrem sucessivamente e de forma contínua à medida em que o trabalho de parto progride, e não de forma estanque. Então, vamos 
conhecer melhor a nomenclatura dos tempos do mecanismo de parto.
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TEMPOS DO MECANISMO DE PARTO
Neste primeiro momento, iremos avaliar os tempos do mecanismo de parto com ênfase nos movimentos relacionados à apresentação 
fetal cefálica fletida, uma vez que ela é a mais frequente na prática clínica e nas provas. 
Então, vamos começar! O primeiro tempo do mecanismo de parto é a insinuação.
1.1 INSINUAÇÃO
Insinuação caracteriza-se pela passagem do maior diâmetro transverso da apresentação fetal pelo 
estreito superior da bacia materna ou, ainda, na maioria das mulheres, pelo ponto de referência ósseo da 
apresentação fetal atingir o estreito médio da bacia obstétrica, ou seja, o nível das espinhas isquiáticas.
Figura 2. Primeiro tempo – insinuação.
A insinuação, na variedade de apresentação cefálica fletida, 
é quando o diâmetro biparietal ultrapassa o estreito superior da 
bacia materna ou quando for possível tocar seu vértice na altura 
das espinhas isquiáticas. 
A partir da definição apresentada acima, perceba que, para 
compreender o conceito de insinuação, você precisa ter clareza 
sobre o que é o estreito superior da bacia obstétrica e notar que o 
ponto de referência fetal, para definir se houve insinuação, varia de 
acordo com a variedade de apresentação do feto. 
Figura 3. Estreito Superior da bacia. 
Esteja atento a que, embora a insinuação possa ser sugerida pelo exame físico abdominal ao realizar-se a terceira e a quarta manobras 
de Leopold-Zweifel, é o toque vaginal que permite perceber que o ponto de referência ósseo da apresentação fetal alcançou o nível das 
espinhas isquiáticas, ou seja, o plano zero de De Lee ou plano III de Hodge, os quais demarcam o estreito médio da bacia obstétrica.
Figura 4. Vértice fetal e planos de De Lee.
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Ainda pensando sobre a insinuação fetal, perceba que, uma vez que os movimentos que o feto apresenta durante sua evolução pelo 
canal de parto são passivos, a insinuação resulta da pressão que as contrações uterinas exercem sobre o feto, impulsionando-o contra a 
resistência óssea da pelve. Tal mecanismo promove, na maioria das vezes, a flexão do polo cefálico, embora também possa acontecer a 
deflexão do mesmo, conforme descrito pela teoria de Zweifel.
ATENÇÃO! A insinuação fetal permite afirmar que o estreito superior é adequado à passagem do feto. 
Mas, não quer dizer que os estreitos médio e inferior também sejam compatíveis.
1.2 DESCIDA
Descida caracteriza-se pela progressão do feto pelo canal de parto, passando do estreito superior ao estreito 
inferior da bacia obstétrica, até sua completa expulsão. 
A descida da apresentação fetal está relacionada ao impulso que as contrações uterinas geram sobre o feto, impelindo-o a passar do 
estreito superior em direção ao estreito inferior da bacia obstétrica. 
A descida fetal durante o trabalho de parto é avaliada a partir da determinação da altura da 
apresentação do feto segundo os planos de DeLee ou de Hodge e é um importante parâmetro na avaliação 
da evolução do parto.
As contrações uterinas, ao impulsionar o feto pelo canal de 
parto, também promovem movimentos de flexão lateral do polo 
cefálico. Saiba que esses movimentos permitem que o feto se 
acomode progressivamente ao trajeto de parto e, dessa forma, possa 
progredir por ele. Minha dica é que você pense nesse movimento 
como se fosse um “jeitinho”, que permite à apresentação fetal se 
acomodar e atravessar o trajeto de parto.
Perceba ainda que, se o feto está fazendo movimentos de 
flexão lateral com a cabeça, isso significa que um osso parietal se 
antecipa ao outro, isto é, desce primeiro do que o outro, durante 
a progressão do feto pelo canal de parto. 
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Assinclitismo é o nome dado para esse movimento de flexão lateral do polo cefálico, com o posicionamento 
assimétrico do polo cefálico fetal dentro do canal de parto, caracterizado pela maior proximidade da sutura sagital 
das estruturas anteriores ou posteriores da pelve materna.
Chegamos em um ponto que os examinadores adoram abordar na prova! Então, antes de 
continuarmos e apesar do nome esquisito, acorde seus neurônios que já entraram no modo automático 
de leitura para estar com a concentração redobrada agora. 
Quando o osso parietal anterior é o primeiro a descer, 
denomina-se essa condição de assinclitismo anterior ou 
obliquidade de Näegele. Nesse caso, a sutura sagital fica mais 
próxima do sacro materno. O assinclitismo anterior ocorre com 
maior frequência na presença de flacidez abdominal, sendo mais 
comum em multíparas.
Por outro lado, chama-se de assinclitismo posterior ou 
obliquidade de Litzmann quando o osso parietal posterior é o que 
desce primeiro. Nessa situação, a sutura sagital está mais próxima 
da sínfise púbica materna. O assinclitismo posterior relaciona-se 
mais comumente a primíparas devido à prensa abdominal tender 
a ser mais forte.
Vale ressaltar que, embora o assinclitismo seja um movimento fisiológico, se ele for exacerbado e o polo cefálico 
não retornar à posição de sinclitismo, isso pode impedir a progressão do trabalho de parto por aumentar o diâmetro 
fetal apresentado à bacia obstétrica, acarretando um parto distociado por desproporção cefalopélvica. 
Em contrapartida, quando os dois parietais progridem simultaneamente pelo canal de parto e a sutura sagital fica equidistante do sacro 
e da sínfise púbica, denomina-se sinclitismo. 
Figura 5. Assinclitismo e sinclitismo.
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Estrategista, para ajudá-lo a guardar essa “decoreba” que os examinadores adoram cobrar nas provas:
- O “A” vem antes no nome NAegele do que LitzmAnn, logo NAegele é o assinclitismo Anterior.
ATENÇÃO!!!
A classificação em anterior e posterior do assinclitismo costuma causar bastante confusão. 
Para isso não acontecer com você, perceba que a denominação do assinclitismo depende de que 
parietal desce e fica mais exposto no canal de parto, e não da posição da sutura sagital. Repare ainda 
que o nome do assinclitismo será sempre contrário ao posicionamento da sutura sagital. 
Para lembrar:
· Assinclitismo Posterior – sutura sagital mais perto da Pube materna
· Assinclitismo Anterior – sutura sagital mais perto do sAcro materno
O movimento de descida do feto é documentado no partograma por meio de uma circunferência, , e é determinante no diagnóstico 
das distocias do período pélvico, também chamadas distocias de descida. A avaliação da descida fetal e as possíveis repercussões relacionadas 
a ela, quando não ocorre da maneira prevista, são um dos temas explorados no livro digital PARTOGRAMA E DISTOCIA.
1.3 ROTAÇÃO INTERNA
Rotação interna é o movimento no sentido horário ou anti-horário que a apresentação fetal realiza ao 
ser impulsionada pelas contrações uterinas contra os pontos de resistência da pelve materna e que permite 
que o feto adapte seu maior diâmetro ao maior diâmetro da bacia obstétrica.
É importante lembrar a definição da variedade de posição do 
feto, isto é, a relação entre o ponto de referência da apresentação 
fetal e o ponto de referência da pelve materna, o que você aprendeu 
durante o estudo da estática fetal.
Nas fases iniciais do parto, o feto encontra-se, na maioria 
das vezes, na variedade transversa, de modo a adaptar-se ao 
maior diâmetro do estreito superior da pelve materna. À medida 
em que a descida pelo canal de parto avança, percebe-se, mais 
frequentemente, a variedade oblíqua. Ao atingir o estreito inferior, 
a variedade de posição direta, isto é, quando o occipício fetal 
está voltado para a pube (OP) ou para o sacro (OS) materno, é a 
variedade de posição mais comum, permitindo que o feto acomode 
seu maior diâmetro ao diâmetro anteroposterior da bacia. Perceba 
que ocorre o alinhamento do eixo anteroposterior fetal com o 
anteroposterior materno.
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Posto que a variedade de posição com melhor prognóstico para o desprendimento do polo cefálico é a occipitopúbica (OP), 
é esperado que a rotação interna ocorra no sentido da menor rotação possível para atingi-la durante a descida do feto pelo canal de 
parto.
Figura 6. Variedade de posição occipitopúbica (OP)
Retomando o foco de nossa atenção nesse momento: a rotação que a apresentação fetal 
realiza DENTRO do canal de parto é denominada rotação INTERNA. 
Uma vez que esse assunto despenca nas provas, respire fundo e vamos entender definitivamente esse movimento para garantir seus 
pontinhos preciosos em sua prova.
Para responder às questões sobre rotação interna, lembre-se 
de que o feto deve girar e posicionar-se na variedade occipitopúbica 
(OP). O próximo passo é saber reconhecer as variedades de posição 
fetal por meio de uma ilustração, ou imaginar como o feto está 
posicionado se for apresentada a você a descrição da variedade de 
posição. 
Você deve imaginar um relógio e a movimentação de seus 
ponteiros pode ajudar bastante seu raciocínio nessas situações. 
Imagine que os números do relógio são as diferentes variedades 
de posição. 
Lembre-se ainda de que cada quadrante em uma 
circunferência representa uma rotação de 90 graus. A figura abaixo 
foi pensada para ajudá-lo a memorizar esse conceito e ajudar em 
seu raciocínio, já que ela o auxiliará a visualizar todas as variedades 
de posições.
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DICA DE PROVA D E S E N H E !!!
Quando você estiver diante de questões relativas aos graus e/ou sentido de rotação da apresentação fetal, 
seja na prova escrita, seja na prova prática, nossa dica é: DESENHE e sempre imagine a paciente em posição 
ginecológica a sua frente. Traços simples podem ajudá-lo a guiar seu raciocínio e evitar erros, especialmente em 
um momento estressante como o da prova.
Figura 7. Variedade de posição com a respectiva simbologia.
Neste momento, para reforçar o conteúdo, pratique e resolva muitas questões sobre esse tópico para não cair nas pegadinhas de 
provas.
Por fim, apesar de termos estudado os três primeiros tempos do mecanismo de parto separadamente, 
entenda que insinuação,descida e rotação interna ocorrem de forma contínua e simultânea, à semelhança de 
uma espiral. A imagem de um parafuso sendo preso pode ajudá-lo a imaginar essa dinâmica (Figura 8).
Ah... e caso você tenha se deparado consigo mesmo movendo a cabeça de um lado para o outro ao resolver essas 
questões, fique tranquilo! Você não está enlouquecendo de tanto estudar. Esse é um bom caminho para raciocinar 
também.
Figura 8.
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1.4 DESPRENDIMENTO CEFÁLICO
Desprendimento cefálico, como o nome sugere, relaciona-se ao movimento que permite que a cabeça fetal 
se desprenda do corpo materno. 
Como já mencionado anteriormente, a maneira mais favorável para que o polo cefálico se desprenda do corpo materno consiste em o 
occipício fetal estar posicionado abaixo da pube da parturiente, isto é, na variedade de posição occipitopúbica (OP). 
Figura 9. Hipomóclio.
Isso ocorre porque, quando o feto atinge o estreito inferior 
da pelve materna, as contrações uterinas o impulsionam para fora 
do canal de parto enquanto a musculatura do períneo materno 
oferece resistência a esse movimento. 
Quando a variedade de posição fetal é a occipitopúbica, essas 
forças contrárias uma a outra sobre o feto acarretam um processo 
de alavanca, em que o occipício do feto é pressionado contra a 
região subpúbica da bacia materna, promovendo a deflexão da 
cabeça fetal e sua consequente exteriorização do canal de parto. 
Fique atento, porque algumas bancas utilizam o termo deflexão 
cefálica como sinônimo de desprendimento cefálico.
É importante ainda que você saiba que esse movimento de alavanca recebe o nome de hipomóclio. Lembre-se 
também de que as videoaulas são um bom recurso para ajudá-lo a compreender os movimentos relativos a cada tempo 
do mecanismo de parto. 
Concluindo: por facilitar a mecânica necessária para o desprendimento cefálico, isto é, o hipomóclio, a 
variedade de posição occipitopúbica (OP) é a de melhor prognóstico para ultimação do parto vaginal. 
Vamos estudar agora o quarto tempo do parto: o desprendimento cefálico. 
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Antes de terminarmos esse tópico, lembre-se de que, no momento do desprendimento fetal, 
ocorre a retropulsão do cóccix, promovendo o aumento desse diâmetro, que passa a ser chamado 
de conjugata exitus, permitindo a passagem do feto. Olhe aí a importância dos estudos da bacia 
obstétrica, alinhando os conceitos. Se esqueceu, volte a revisar esse conceito no estudo da bacia 
obstétrica para prosseguir os estudos.
O próximo tempo do mecanismo de parto que você precisa conhecer é o quinto tempo, a rotação externa.
1.5 ROTAÇÃO EXTERNA
Rotação externa consiste no movimento que restitui o dorso fetal para posição em que estava inicialmente 
no interior do canal de parto.
 A rotação externa ocorre após o desprendimento do polo cefálico, quando se observa a 
cabeça fetal, que já está fora do corpo materno, girar. Associado a esse movimento do polo cefálico, 
o dorso do feto rotaciona também e retorna para o lado ao qual estava voltado durante o trajeto 
do parto. Esse tempo do mecanismo de parto também pode ser chamado de restituição, fazendo 
menção ao movimento do dorso que restitui sua posição inicial.
Figura 11. Quinto tempo - Rotação externa.
Dessa forma, o movimento de rotação externa é importante para que o diâmetro biacromial, que estava posicionado transversalmente 
no canal de parto durante o hipomóclio, possa rotacionar e posicionar-se no sentido anteroposterior de forma a acomodar-se ao maior 
diâmetro do estreito inferior, permitindo o desprendimento do ovoide córmico. Esse movimento é chamado de rotação interna das espáduas. 
Rotação interna das espáduas ocorre concomitantemente à rotação externa da apresentação fetal.
Figura 10. Retropulsão do cóccix.
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Enquanto na rotação interna o movimento da apresentação fetal acontece dentro do canal de 
parto, na rotação externa, o movimento giratório do polo fetal que se desprendeu do corpo materno 
realiza-se fora do corpo materno, sendo possível observá-lo facilmente. 
Cuidado para não confundir a ordem dessas duas rotações. Primeiro, o feto está INTERNO 
para, depois, estar EXTERNO.
Além disso, perceba que, se a rotação externa restitui o dorso fetal à posição em que ele estava 
antes de ocorrer a rotação interna, portanto, a rotação externa ocorrerá em sentido CONTRÁRIO ao 
da rotação interna.
Muito bem! Chegamos ao sexto e último tempo do mecanismo de parto, o desprendimento das espáduas. Vamos lá?
1.6 DESPRENDIMENTO DAS ESPÁDUAS
O desprendimento das espáduas caracteriza-se pelo movimento que resulta na exteriorização dos ombros 
fetais, sendo que, geralmente, o ombro anterior se desprende primeiro, seguido pelo ombro posterior.
O diâmetro biacromial é o diâmetro fetal que pode representar empecilho ao desprendimento do feto do corpo materno após os 
diâmetros cefálicos terem se desprendido do canal de parto. A impactação do ombro anterior do feto sob a pube materna, impedindo que o 
desprendimento fetal se complete, recebe o nome de distocia de ombro ou distocia bisacromial e é estudada detalhadamente no livro digital 
ASSISTÊNCIA AO PARTO. 
Figura 12. Sexto tempo – desprendimento das espáduas.
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O desprendimento dos ombros fetais caracteriza o 
desprendimento da cintura escapular do feto. Após isso, o próximo 
diâmetro fetal a desprender-se é o diâmetro bitrocantérico, 
relacionado à cintura pélvica. 
Apesar de esse diâmetro também passar pelos mecanismos 
de parto observados no polo cefálico e na cintura escapular, por 
Concluímos nosso estudo a respeito do mecanismo de parto. A partir de agora, estudaremos as fases clínicas do parto. Mas, para isso, 
preciso de muita paciência sua para revisar os pontos importantes sobre a contratilidade uterina, que também pode estar em sua prova. 
Prometo que vou direto ao ponto.
2.0 CONTRATILIDADE
CAPÍTULO
O útero é composto por músculo liso, isto é, não há fibras 
transversais nos miofilamentos, como no músculo estriado. A 
contração muscular baseia-se no deslizamento do filamento. 
Vou deixar, abaixo, alguns termos que serão necessários para a 
compreensão da contratilidade uterina.
• TÔNUS UTERINO: é o menor valor registrado entre 
as contrações.
• INTENSIDADE: elevação da pressão intrauterina 
provocada pela contração acima do nível definido 
como tônus.
• FREQUÊNCIA: número de contrações em 10 minutos. Figura 14. Representação do gráfico de contratilidade uterina.
não oferecer grandes resistências à passagem pelo canal de parto, 
tende a ocorrer de forma rápida e não representar problemas 
para o nascimento. Chamamos esse momento do parto de 
desprendimento do ovoide córmico. 
E, para fechar, aquela figura com todos os movimentos dos 
mecanismos de parto:
Figura 13. Resumo mecanismo de parto.
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ATIVIDADE UTERINA: é o produto da intensidade das contrações x frequência em 10 minutos 
(unidades de Montevidéu – mmHg/10 minutos).
Para entender como ocorre o estímulo contrátil e a propagação dessa contração no útero, é preciso que você entenda o tríplice 
gradiente descendente.
TRÍPLICE GRADIENTE DESCENDENTE
Figura 15. Disposição das fibras musculares miometriais.
 Em cada inserção tubária no útero, existem dois marca-passos (esquerdo e direito) que iniciam os estímulos elétricos. Esse estímulo 
elétrico deflagraria a atividade muscular e percorreria todo o útero em torno de 15 segundos. O marca-passo direito parece ser soberano, 
mas eles podem agir independente ou conjuntamente ao esquerdo. 
A onda contrátil uterina é mais intensa e duradoura no FUNDO UTERINO e vai descendo até as áreas mais 
baixas uterinas, o que é denominado TRÍPLICE GRADIENTE DESCENDENTE. A capacidade contrátil vai descendo 
pelo corpo, segmento uterino e termina no orifício interno do colo uterino. O orifício externo do colo não apresenta 
atividade contrátil.
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E por que isso é importante? Porque a onda contrátil descendente auxilia na dilatação e expulsão fetal e não atua como uma força 
constritiva ao feto. 
Abaixo, deixo as principais alterações que a contratilidade provoca no organismo materno:
Efeito da contratilidade no organismo materno
Aumento da pressão arterial
PAS aumento de 30 a 40 mmHg
PAD sobe 20 a 25 mmHg
Aumento da frequência cardíaca Oscila entre 145 a 155 bpm
Aumento do retorno venoso
Sangue da placenta e do miométrio para a veia cava 
inferior
Lembre-se de que o decúbito materno também provoca repercussões hemodinâmicas. O 
decúbito dorsal provoca compressão da veia cava inferior, diminuindo o retorno venoso, levando à 
hipotensão arterial e à síndrome da hipotensão supina. A conduta é manter a gestante em DECÚBITO 
LATERAL ESQUERDO com a descompressão da veia cava inferior, melhora dos parâmetros e recuperação 
hemodinâmica.
E como se comportam as contrações uterinas durante o ciclo gravídico puerperal?
Existem 2 tipos de atividade contrátil durante a gestação:
• TIPO A: são contrações de alta frequência e baixa amplitude; intensidade de 2 a 4 mmHg. São contrações localizadas que 
ocorrem durante a gestação, em torno de 1 contração/min. 
• TIPO B: são contrações de alta amplitude, inicialmente com intensidade de 10 a 20 mmHg, chamadas de Braxton Hicks, que 
se difundem parcial ou totalmente pelo útero. Ocorre um aumento gradual da intensidade com a evolução da gestação e 
coordenação de sua frequência, principalmente 4 semanas antes do parto. Ao iniciar o trabalho de parto, atingem intensidade 
de 20 a 40 mmHg e frequência de 2 contrações em 10 minutos.
Para ajudá-lo, montei uma tabela a seguir, para facilitar seus estudos, com as principais características do padrão contrátil durante o 
ciclo gravídico puerperal. Isso já caiu em provas, então fique atento.
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O que você deve saber sobre o TÔNUS UTERINO?
O tônus uterino é o menor valor registrado entre as contrações. 
Durante a gestação, geralmente o TÔNUS UTERINO é inferior a 10 mmHg.
DICA DA CORUJA: o tônus é o menor valor registrado 
entre as contrações. Então, fique atento à base da onda 
contrátil.
Em algumas situações, existem alterações da onda 
contrátil chamadas de DISCINESIA. Ela pode variar de uma onda 
contrátil ineficiente para dilatar o colo ou uma contratilidade 
exagerada levando a um parto rápido ou taquitócico.
Pode ser encontrada uma elevação do tônus uterino, 
principalmente na HIPERDISTENSÃO UTERINA, em gestações 
múltiplas ou no polidrâmnio, e, assim, o tônus uterino pode 
chegar a 20 mmHg. 
 Além disso, no caso do descolamento prematuro de placenta, o tônus pode elevar-se a 30 mmHg. A característica típica é 
a HIPERTONIA AUTÊNTICA, sendo imperceptível a diferença entre tônus e a contração uterina. Observe a elevação do tônus pelas 
imagens:
28 semanas
Fase ativa
Contrações de
Braxton Hicks
Expulsivo
• Atividade uterina baixa
• Contações discretas e indolores
• Intensidade de 2 a 8 mmHg
• Contrações mais frequentes
• 3 contrações por hora
• Intensidade de 10 a 20 mmHg
• 2 a 3 contrações em 10 minutos
• Intensidade de 50 mmHg
• 5 contrações em 10 minutos
• Intensidade de 50 mmHg
• Somadas aos puxos maternos
• Contrações mais frequentes
• Contrações mais perceptíveis
TIPO A
TIPO B
GESTAÇÃO
PRÉ-PARTO
(4 semanas antes)
TRABALHO
DE PARTO
Figura 16: Padrão contrátil durante o ciclo gravídico-puerperal.
Figura 17. Contratilidade uterina.
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Figura 18. Comparativo do tônus uterino normal e em situações de distensão uterina (A) ou no descolamento prematuro de placenta (B).
Aproveitando essa avaliação da onda contrátil, veja um outro padrão contrátil no parto taquitócico. É o parto com duração da 
fase ativa menor do que 4 horas de evolução. Ele ocorre devido à taquissistolia com aumento da frequência das contrações (mais do 
que 5 contrações em 10 minutos). Veja o padrão contrátil encontrado:
Figura 19. Padrão das ondas contráteis no parto taquitócico (taquissistolia). 
Espero que esse direcionamento sobre contratilidade o ajude a responder as questões ligadas a esse tema. 
Então, vamos iniciar, e agora é de verdade, o estudo dos quatro períodos clínicos do parto: a dilatação, a expulsão fetal, a dequitação 
e a primeira hora pós-parto.
A. B.
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CAPÍTULO
3.0 FASES CLÍNICAS DO PARTO
Já iniciamos com aquele quadro que deve estar firme em seus conceitos ou deve estar colado em sua 
parede do quarto até o final de suas provas. As fases ou períodos clínicos do parto são divididos em:
1° Período
Dilatação
2° Período
Expulsão
3° Período
Dequitação
4° Período
Primeira hora
pós-parto ou
GREENBERG
Golden hour
Mas, antes de detalhar as fases clínicas do parto, preciso que 
você entenda 4 etapas que ocorrem durante a gestação e puerpério 
como um processo fisiológico e de transição. 
Fase 1 – QUIESCÊNCIA: período que dura quase toda a 
gestação, útero não responde a agentes que provocam contrações 
e as poucas contrações que ocorrem não provocam alterações do 
colo uterino.
Fase 2 – ATIVAÇÃO: é a fase de preparo para a dilatação do 
trabalho de parto. É considerada uma fase pré-parto, que dura de 
6 a 8 semanas. 
Uma característica dessa fase é a descida do fundo uterino 
e, observada no exame físico, a diminuição da altura uterina de 2 a 
4 cm, conhecida como a “queda do ventre materno”. 
É nessa etapa que ocorre o início das contrações uterinas de baixa intensidade e com frequência variável chamadas de 
contrações de Braxton Hicks, que se mantêm até o início do trabalho de parto. Elas surgem geralmente no terceiro trimestre da 
gestação e “preparam” o colo uterino para a fase de dilatação.
Essas contrações irregulares e de menor intensidade provocam pequenas alterações cervicais. Durante as modificações cervicais 
iniciais, a gestante refere a eliminação do tampão mucoso pela percepção de um material mucoide mais espessoacompanhado ou não por 
pequenas raias de sangue pela via vaginal.
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Fase 3 – ESTIMULAÇÃO: nessa etapa, ocorre o início das contrações efetivas, levando à dilatação cervical progressiva, expulsão fetal e 
dequitação. 
"Professora, quando é considerada uma contração efetiva?" A CONTRAÇÃO EFETIVA é aquela que provoca modificação cervical com 
dilatação e esvaecimento, além da expulsão fetal. 
CONTRAÇÕES EFETIVAS: apresentam frequência regular, de 2 a 5 contrações a cada 10 minutos com 
intensidade de 20 a 60 mmHg (média de 40 mmHg) e cada uma com duração de 30 a 90 segundos.
Contração
uterina efetiva
Dilatação cervical
Expulsão fetal
Observe que as contrações das fibras musculares do fundo e corpo uterino levam a uma força resultante que empurra o feto para baixo, 
e as fibras do segmento e colo uterino são tracionadas para cima pela tensão do ligamento redondo e do ligamento uterosacro, fazendo com 
que ocorra a dilatação cervical e incorporação do colo para o segmento uterino.
Figura 20: Esquema de força resultante da contração no período expulsivo do parto.
Fase 4 – INVOLUÇÃO: é a fase de retorno ao estado pré-gravídico, que corresponde ao período do puerpério.
3.1 1º PERÍODO – DILATAÇÃO
Esse é o primeiro período do parto e corresponde ao período de modificação cervical. Essa etapa inclui tanto a fase latente quanto 
a fase ativa do trabalho de parto. 
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Essa fase tem início desde as modificações cervicais iniciais e termina com a dilatação completa (10 cm). 
Para entender as alterações do colo uterino, existem duas 
modificações bem distintas: a dilatação e o esvaecimento. Ao 
realizar um toque vaginal, a diferença entre elas deve estar bem 
firme em sua avaliação.
A dilatação é o diâmetro cervical encontrado por meio do 
toque bidigital. Varia de impérvio (fechado) até a dilatação completa 
do colo uterino (10 cm). Observe essa evolução da dilatação por 
meio da figura 21 e perceba que os “10 cm”, na realidade, advém 
da percepção apenas do polo cefálico fetal que já ultrapassou o 
colo uterino, e esse não se torna mais perceptível. Com a dilatação 
completa, todo o canal de parto está formado. 
Figura 21. Demonstração, ao toque vaginal, da percepção da dilatação cervical.
Já o esvaecimento ou apagamento cervical ocorre pela ação das contrações e compressão do polo cefálico contra o colo uterino, 
levando à incorporação do colo à cavidade uterina. A sensação ao toque é de diferentes espessuras do colo uterino até a polpa digital do 
examinador atingir o polo cefálico fetal. O esvaecimento vai variar de colo uterino grosso até um colo 100% esvaecido ou também chamado 
de colo fino ou apagado. Veja, pela figura abaixo, como é a avaliação do esvaecimento.
Figura 22. Representação do esvaecimento. Observe a mesma dilatação com diferentes espessuras do colo uterino.
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O processo de dilatação e esvaecimento cervical ocorre de forma diferente em nulíparas e multíparas. 
Geralmente, em nulíparas, o esvaecimento é antes da dilatação e, em multíparas, é simultâneo.
Estrategista, você entendeu que, ao iniciar as modificações do colo uterino, estamos diante do trabalho de parto. Então, vamos falar 
um pouco mais sobre essa etapa.
3.1.1 DIAGNÓSTICO DO TRABALHO DE PARTO
É realmente difícil definir exatamente qual é o momento da transição da fase latente para a fase ativa do trabalho de parto. 
O segredo para o diagnóstico correto é combinar tanto a percepção de contrações efetivas quanto o resultado provocado no colo 
uterino por meio da dilatação e esvaecimento.
ATENÇÃO DA CORUJA: NÃO considerar isoladamente as contrações uterinas ou a dilatação cervical. Você deve COMBINAR os 
dois resultados: 
Contração
>2 Contrações em 10
minutos
Dilatação
Mínimo de 3cm
Modificação cervical
PROGRESSIVA
(dilatação + esvaecimento)
Um ponto importante que preciso que fique claro para você: 
DICA DA CORUJA: o TEMPO é um dos parâmetros mais importantes para o acompanhamento do trabalho de parto. 
Para isso, é preciso que você entenda a evolução da dilatação do colo uterino descrita por Friedman em 1954. Por isso, preciso que você 
se esforce e entenda o gráfico de Friedman. Aguente firme, preste atenção e vamos lá!
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3.1.2 GRÁFICO DE FRIEDMAN
Para você finalmente entender as curvas descritas por Friedman, saiba que ele estudou 500 nulíparas em trabalho de parto e demonstrou 
a evolução da dilatação cervical pelo tempo por meio de uma CURVA SIGMOIDE e outra curva em HIPÉRBOLE, que indica a descida. Vamos 
avaliar cada curva separadamente.
CURVA EM SIGMOIDE: perceba, em uma visão geral, que, 
na primeira etapa ou fase latente do trabalho de parto, o colo 
apresenta uma modificação da dilatação muito lenta ou mínima. 
Quando se inicia a fase ativa, a dilatação atinge uma velocidade bem 
mais rápida. Perceba que ela é dividida em 3 etapas (aceleração, 
dilatação máxima e desaceleração). Alcançada a dilatação completa 
(10 cm), termina o primeiro período de dilatação e inicia o segundo 
estágio ou período de expulsão fetal. Observe a curva em sigmoide.
A dilatação cervical na fase latente é descrita como um 
período de preparação do colo uterino. No entanto, a fase ativa ou 
de dilatação propriamente dita é dividida em 3 etapas:
• Aceleração: existe tanto a dilatação quanto o esvaecimento do colo uterino (modificações plásticas do colo). Nessa etapa, se 
for indicada a analgesia, ela pode interromper o início da fase ativa do trabalho de parto.
• Aceleração máxima: é o período de dilatação rápida, que vai de 3 a 9 cm. Quando indicada a analgesia, não há interferência 
na dilatação.
• Desaceleração: momento que antecede a dilatação completa (10 cm).
• Preparação
• Aceleração
• Aceleração máxima
• Desaceleração
FASE LATENTE FASE ATIVA
DILATAÇÃO
Considera-se FASE LATENTE do trabalho de parto, ou também 
chamado de falso trabalho de parto, quando as contrações se 
tornam mais regulares e pouco dolorosas, porém com duração 
e intensidade ainda variáveis e que não provocam modificações 
significativas na dilatação cervical. A velocidade de dilatação ainda 
é lenta, em torno de 0,35 cm/h. A característica é uma dilatação 
lenta e que pouco se modifica ao longo do tempo. Segundo 
Friedman, a fase latente dura em torno de 8 até 20 horas. 
Não se sabe exatamente o momento de transição da fase 
latente para a fase ativa do trabalho de parto. O diagnóstico de 
FASE ATIVA ocorre por meio da percepção de contrações regulares, 
mais frequentes, intensas e que se tornam mais dolorosas. 
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Considera-se FASE ATIVA do trabalho de parto quando há em torno de 3 contrações em 10 minutos e 
4 a 6 cm de dilatação cervical, mas cuidado, porque isso não é uma regra! Fique atento principalmente para a 
efetividade da contração, istoé, aquela que provoca a modificação progressiva do colo uterino (esvaecimento 
e dilatação). 
Segundo Friedman, a velocidade da fase ativa do trabalho de parto é diferente para nulíparas e multíparas:
• Nulíparas: dilatação cervical em média de 1,2 cm/h.
• Multíparas: dilatação cervical em média de 1,5 cm/h.
Deixo uma tabela resumo para ajudar em seus estudos e revisões:
ETAPA CONTRAÇÃO COLO DILATAÇÃO VELOCIDADE
FASE 
LATENTE
Preparação
Regular e pouco dolorosa
( 6 cm de dilatação: destacou um novo marco de transição da FASE LATENTE para FASE ATIVA. Na fase ativa, a velocidade de 
dilatação em nulíparas demorava de 1,4 a 2,2 horas para cada centímetro de dilatação e, em multíparas, de 0,8 a 1,8 hora para cada 
centímetro.
Aumento em torno de 1 hora no período expulsivo estabelecido por Friedman. Zhang descreve a duração do período expulsivo 
para primigesta de 3,6 horas com analgesia e 2,8 horas sem analgesia. 
Sem analgesia
2,8 horas
PRIMÍPARA
PERÍODO EXPULSIVO POR ZHANG
Com analgesia
1 hora a mais
que FRIEDMAN
3,6 horas
Conclusão:
 Por que um estudo mais atual não deve ser recomendado e alterado como conduta geral? Porque o trabalho de Zhang refere pontos 
importantes no processo de assistência que encorajam um trabalho de parto mais longo do que os assistidos nos dias de hoje, tanto para a 
fase de dilatação quanto para o período expulsivo, mas não oferece evidências de segurança materna e/ou perinatal. 
3.2 2O PERÍODO – EXPULSÃO
O segundo período corresponde ao período em que o feto 
será totalmente expelido do útero através do canal de parto. 
Após a dilatação cervical completa, imagine o canal de parto 
totalmente formado unindo o segmento inferior do útero, o colo do 
útero totalmente dilatado e a vagina formando um canal completo. 
O que há de diferença nessa etapa quanto às contrações? 
Nessa etapa, ocorrem tanto as contrações uterinas mais frequentes 
e intensas quanto as contrações voluntárias maternas, conhecidas 
como puxos, realizados pela parturiente. Os puxos são contrações 
voluntárias da musculatura abdominal materna e espontâneas 
que irão adicionar força às contrações uterinas para a expulsão 
fetal. 
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É nesse período que ocorre a maioria dos fenômenos mecânicos do parto: 
- descida
- término da rotação interna
- desprendimento cefálico
- rotação externa 
- desprendimento das espáduas
Além disso, durante a descida do período expulsivo, existem duas etapas, a chamada FASE PÉLVICA e FASE PERINEAL. Lá vem teoria, 
mas veja que não é nada complicado. Observe que a grande descida do feto ocorre quando a dilatação se completa. 
Figura 24. Etapas da descida do período expulsivo.
“Mas, professora, quanto tempo será necessário para o feto 
progredir pelo canal de parto nessa etapa?” Fique atento, porque 
o tempo de descida pelo canal de parto depende das contrações 
uterinas, da adequada proporção cefalopélvica e do efeito da 
analgesia.
A fase pélvica é estimada, em média, em 30 minutos em 
multíparas e 1 hora em primíparas. O Colégio Americano de 
Ginecologia e Obstetrícia (ACOG) relatou ser difícil orientar o 
período máximo seguro para o período expulsivo do parto. Se 
houver preservação da vitalidade fetal, o período expulsivo pode 
ser mantido por um tempo maior.
O período expulsivo prolongado depende de três fatores principais: da paridade, da proporção cefalopélvica e do uso ou não 
de analgesia de parto. 
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A figura a seguir vai ajudar na estimativa de tempo, que você deve saber para acompanhar o período expulsivo 
e para responder às questões de partograma baseadas nas orientações de Friedman.
Primípara Multípara Primípara Multípara
2 horas 1 hora 3 horas 2 horas
SEM ANALGESIA COM ANALGESIA
TEMPO LIMITE DE OBSERVAÇÃO NO PERÍODO EXPULSIVO
No momento da expulsão cefálica, deve-se realizar a manobra de Ritgen, uma manobra de proteção do 
períneo, utilizando o apoio com uma compressa no períneo e mantendo o desprendimento lento do polo cefálico 
como um “freio” bem lento. Ela está indicada para diminuir as lacerações perineais com a expulsão abrupta do 
polo cefálico. Após o desprendimento cefálico, o feto realiza espontaneamente a rotação externa e, na sequência, é 
realizado o desprendimento das espáduas e do ovoide córmico, culminando no nascimento e encerrando o período 
expulsivo. 
Muito bem! Terminamos o segundo período do parto com a expulsão completa do feto e iniciamos a expulsão da placenta, chamada 
de dequitação ou secundamento, que compõe o terceiro período do parto. 
3.3 3O PERÍODO – DEQUITAÇÃO OU SECUNDAMENTO
O terceiro período ou período de dequitação ou, também, chamado de secundamento é o período com início após a expulsão completa 
fetal e vai até a eliminação completa da placenta e membranas. 
Nesse momento, não podemos nos esquecer de dois pontos principais detalhados no livro de assistência ao parto:
1. Indicação profilática da ocitocina logo após o nascimento como medida de prevenção primária para redução da hemorragia 
pós-parto (redução de 50% das causas de hemorragias provocadas pela atonia uterina).
Indicação universal 10 UI intramuscular
(parto vaginal ou cesariana) logo após o nascimentoOcitocina
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2. Indicação do clampeamento tardio do cordão umbilical.BENEFÍCIO:
• Maior reserva de ferro
• Menor risco de transfusão sanguínea
• Melhor estabilidade circulatória
• Menos hemorragia intraventricular
• Menos risco de enterocolite necrotizante
INDICAÇÃO:
• Alteração de vitalidade do RN
• Risco materno
TARDIO ou OPORTUNO
(1 a 3 minutos)
IMEDIATO
(logo ao nascimento)
CLAMPEAMENTO DO CORDÃO UMBILICAL
3. Manter a TRAÇÃO CONTROLADA da placenta por profissional treinado com o objetivo de diminuir o tempo de dequitação 
e sangramento. Fica aqui a lembrança de evitar a tração vigorosa da placenta pelo risco de inversão uterina ou de romper o 
cordão umbilical.
A dequitação espontânea varia de 10 minutos a 1 hora pós-parto. Ela geralmente deve ocorrer em até 30 minutos, porém, 
em 80% dos casos, ela ocorre nos primeiros 10 minutos. Por definição, é considerada como dequitação prolongada quando ocorre 
acima de 30 minutos pelo aumento do risco hemorrágico. Nesse momento, pode-se indicar a extração manual da placenta mediante 
analgesia, mas, se a puérpera não apresentar intercorrências no parto ou patologias maternas que aumentem o risco para sangramento 
pós-parto, pode-se aguardar até 1 hora para dequitação espontânea sem a necessidade de extração manual. 
O descolamento da placenta ocorre por meio de duas formas clássicas: a mais comum, que ocorre em 85% dos casos, com o 
descolamento central da placenta por meio de seu descolamento pelo fundo uterino, com a visualização da face fetal da placenta chamada de 
Baudelocque-Schultze (BS). E a segunda forma de expulsão é por meio do descolamento lateral e periférico da placenta, com a visualização 
da exteriorização da placenta pela face materna e saída de coágulos antes da expulsão placentária, chamada de Baudelocque-Duncan (BD). 
Veja a figura abaixo.
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Quando a área placentária se exterioriza pelo introito vaginal, 
o assistente ao parto deve rodar a placenta com o objetivo de 
desprender a membrana aderida na parede uterina, um movimento 
conhecido por manobra de Jacob Dublin.
Figura 25. Manobra de Jacob ou Jacob Dublin. 
Dessa forma, após sua expulsão total, deve-se realizar a revisão sistemática da placenta com o objetivo de avaliar tanto a face materna 
(área dos cotilédones) quanto a face fetal (área com o cordão umbilical e membranas), avaliando se houve a saída completa de suas partes 
e se não ocorreu a retenção de restos placentários.
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Face fetal (inserção do cordão umbilical) b. Face materna (cotilédones)
Figura 26. Imagem face materna e face fetal da placenta. Fonte: acervo pessoal.
Estamos quase terminando, mas, agora, chegamos na hora de ouro da obstetrícia, ou 4º período de Greenberg ou primeira hora pós-
parto. Fique atento a esse tópico, já que o cuidado com o risco de sangramento é redobrado.
3.4 4O PERÍODO – PRIMEIRA HORA PÓS-PARTO (GREENBERG)
É também conhecido como o quarto período de Greenberg, porém muitos consideram esse termo incorreto, pois, na verdade, trata-
se da primeira hora do puerpério. 
Essa primeira hora de puerpério é considerada a golden hour da obstetrícia. É o momento em que ocorre o maior risco de 
hemorragia da puérpera e sua vigília deve ser maior.
Para que o sangramento uterino diminua após o descolamento da placenta, os dois principais mecanismos que ocorrem são o 
miotamponamento e o trombotamponamento. 
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O MIOTAMPONAMENTO ocorre por meio da contração das 
fibras musculares de forma fixa e constante, levando à compressão 
dos vasos sanguíneos miometriais, conhecidos como ligaduras 
vivas de Pinard. É um dos mecanismos mais importantes para a 
contenção do sangramento do pós-parto imediato.
Conseguimos perceber a ação do miotamponamento pelo 
exame físico abdominal, por meio da palpação do fundo uterino 
contraído próximo à cicatriz umbilical, conhecido como globo de 
segurança de Pinard. É nesse momento que precisamos lembrar que 
ocorre tanto a ação da ocitocina endógena produzida pela paciente 
quanto a da ocitocina realizada na dose profilática para todas as 
pacientes logo após o nascimento (10 UI, via intramuscular). 
Figura 27. Palpação do útero contraído próximo da cicatriz umbilical (globo de 
segurança de Pinard). 
Um segundo mecanismo para conter o sangramento é o TROMBOTAMPONAMENTO. Ocorre por meio da formação de coágulos 
intrauterinos que recobrem o leito uteroplacentário, logo após o desprendimento da placenta.
Nesse período, é importante manter a paciente em um local de maior vigilância, controlando os sinais vitais maternos e o volume de 
sangramento vaginal. 
Deixo, abaixo, o quadro com a regra dos 4 “Ts”, que você deve memorizar sobre as principais causas de hemorragia pós-parto e que 
deve estar em sua parede de revisões, mas que será detalhado no livro digital sobre hemorragia pós-parto.
TÔNUS
70%
• Atonia uterina
*Globo de segurança de
Pinard
(miotamponamento/
trombotamponamento)
TRAUMA
19%
• Lacerações
• Hematomas
*Checar canal de parto
TECIDO
10%
• Retenção de tecidos 
placentários
TROMBINA
1%
• Coagulopatias
• Uso de anticoagulantes
Figura 28. Principais causas de hemorragia pós-parto (regra dos 4 “Ts”).
É com esse quadro que encerro a descrição dos quatro períodos clínicos do parto, que é alvo frequente de questões de prova. 
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CAPÍTULO
5.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. MONTENEGRO, Carlos Antonio Barbosa; REZENDE FILHO, Jorge de. Obstetrícia fundamental, Rezende. 14.ed. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2019. 
2. MORAIS, R.M.; ROCHA, J.E.S.; TISSIANE, M.P.; FILHO, R.M.M. Tratado de Obstetrícia FEBRASGO. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
3. ZUGAIB, M.; CABAR, F.R.; CODARIN, R.R.; BUNDUKI, V. Zugaib Obstetrícia. São Paulo: Atheneu, 2020.
CAPÍTULO
6.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Você terminou o estudo de temas teóricos de menor incidência nas provas, mas que são base para o raciocínio de vários outros temas, 
como partograma e assistência ao parto vaginal. Esteja atento para não confundir as nomenclaturas que se referem aos seis tempos do 
mecanismo de parto com as quatro fases clínicas do parto. 
A dica de ouro é: não deixe de resolver as listas de questões preparadas para você. Elas contribuirão bastante para quesedimente 
esse conhecimento, além de serem uma ótima ferramenta para que você perceba se alguma dúvida ainda precisa ser sanada. Nesse caso, não 
hesite em nos procurar, pois qualquer esclarecimento é importante para seu aprendizado.
Esperamos ter atingido sua expectativa com este material. Contamos com seu estudo e empenho, para logo comemorarmos sua 
aprovação. 
@dra.marinamoraes
@profa.anasouza
@profnataliacarvalho
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