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Projeto Vertical No lançamento do greide leva-se em conta as condições estabelecidas pelas Normas Técnicas para a Classe de Projeto da Estrada: A cota inicial e final do greide deve concordar com a cota do eixo do pavimento existente ou do terreno natural, para não criar um patamar; Considerar as rampas mínimas e máximas estabelecidas pelas Normas, considerando que uma rampa mais suave é sempre mais desejável que uma mais íngreme, entretanto a principal limitação ao emprego de rampas suaves é constituída pelo fator econômico, quando existe aumento do custo de construção em regiões topograficamente desfavoráveis, ressaltando também as condições favoráveis para o escoamento da água de chuva. Rampas máximas recomendadas – em função da velocidade diretriz que varia de acordo com a Classe de Projeto e com as condições topográficas - variam de 3% até 8%; Otimização das massas, equilibrando os volumes de cortes e aterros; Critérios para o Lançamento do Greide (continuação) Cuidados especiais nas travessias, devendo assegurar um vão livre de 5,50 m para a passagem sobre rodovia federal e de 2,00 m sobre a máxima enchente (no caso de pontes); Garantir amplas condições de visibilidade; Com referência aos aspectos geológicos, procurar evitar cortes mais profundos onde existam afloramentos de rocha; Com relação aos aspectos de drenagem, deve-se evitar que pontos de cotas mais baixas fiquem situados dentro de trechos em cortes (encarecendo o sistema de drenagem de águas superficiais). Assim como também, evitar trechos com declividade nula ou com valor inferior a 1% dentro de trechos de corte ou menor que 0,5% em aterros; Critérios para o Lançamento do Greide (continuação) Cuidados com a seção transversal do terreno, buscando evitar situações em que a plataforma tenha um greide em altura tal que possa comprometer a estabilidade da plataforma por deslizamento da mesma sobre o talude de aterro (ou exigir a construção de obras de contenção, elevando o custo da construção; Harmonizar projeto geométrico horizontal e vertical, procurando fazer com que a concordância vertical se dê em trecho de curva horizontal; Preferir curvas verticais suaves e bem concordantes com as tangentes verticais, em vez de perfis com numerosas quebras (a sucessão de pequenas lombadas e depressões pode ocultar veículos nos pontos baixos, pode dar uma falsa impressão de oportunidade de ultrapassagem; Critérios para o Lançamento do Greide (continuação) Em trechos longos em rampa, é conveniente dispor as rampas mais íngremes na parte inferior e as rampas mais suaves no topo, para tirar proveito do impulso acumulado no segmento plano ou descendente anterior à subida; Nas proximidades das interseções o greide deve ser abrandado; Onde houver rampas de comprimento acima do crítico e se o volume de tráfego de veículos lentos for considerável, prever a 3ª faixa para uso deste tipo de veículo; Critérios para o Lançamento do Greide Greide (%) Comprimento Crítico de Rampa Rampa precedida por trecho plano (m) Rampa precedida por trecho descendente (m) 3 480 660 4 330 450 5 240 330 6 210 270 7 180 240 8 150 210 (continuação) Para maior facilidade no cálculo das ordenadas da curva de concordância vertical, deve-se projetar os greides retos de forma que o PIV coincida com uma estaca inteira ou uma estaca intermediária (inteira + 10); Rampas máximas com até 6% têm pouca influência no movimento dos veículos de passeio, mas afetam bastante o movimento de caminhões, especialmente caminhões pesados, e são aconselháveis para estradas com baixa velocidade de projeto. Rampas com inclinação superior a 7% só devem ser utilizadas em estradas secundárias, com baixo volume de tráfego. Critérios para o Lançamento do Greide