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Poder constituinte: É uma teoria para justificar o poder do Estado. Há duas divisões no poder constituinte: I. Poder constituinte originário: É o poder que CRIA a constituição. É o poder inicial ou inaugural, pois é este poder que inaugurará a ordem jurídica. É ilimitado (está no topo da pirâmide, pode criar todos os direitos que desejar). Incondicionado. É um poder de fato (não há nenhuma ordem jurídica que dirá como deve ser a sua atuação). Constituição: possui normas constitucionais originárias, ou seja, que não se submetem ao controle de constitucionalidade. II. Poder constituinte derivado: É um poder secundário, pois derivou-se do poder originário. É um poder LIMITADO, deve observar as condições estabelecidas na constituição. É um poder de direito, pois é regulamentado pela constituição. Ex.: A Constituição possui cláusulas pétreas (CF 60, §4°, I a IV), que são conteúdos indisponíveis, que não podem ser abolidos. Esses direitos fundamentais só podem ser acrescidos, de acordo com o Princípio da Vedação ao Retrocesso Social. Ex’.: para que a CF seja alterada, é necessária votação de 3/5 em 2 turnos, nas 2 casas. Ex’’.: o Estado é proibido de alterar a CF na vigência do Estado de Defesa, Estado de Sítio e Intervenção Federal. → Espécies de poder constituinte derivado: a. Poder reformador (CF 60): É o poder que pode emendar a CF. A Emenda à CF está na mesma hierarquia que a CF. As Emendas Constitucionais estão sujeitas ao controle de constitucionalidade e, logo, podem ser declaradas inconstitucionais. b. Poder decorrente (CF 25): É o poder que os Estados têm, em face da autonomia dos entes federativos (União, Municípios, DF e Estado) de criar uma Constituição Estadual. c. Poder revisor (ADCT, 3°): Após 5 anos da promulgação da CF, este poder pode fazer uma grande revisão da Constituição como um todo. Uma vez exercido, não poderá mais o ser. d. Poder difuso: É o poder de alterar a CF sem alteração formal em seu texto, ou seja, somente através da interpretação constitucional. Quando ocorreria? Quando houver uma mutação constitucional: momento em que a sociedade evolui e a CF precisa acompanhar tal evolução. Ex.: conceito de família que deixou de ser no modelo tradicional. Usa-se o método da hermenêutica, chamada de interpretação conforme a CF. O poder judiciário escolhe um sentido que considera compatível com o texto constitucional. Ex.: ADPF 54 – hipóteses de aborto permitidas: a anencefalia foi incluída como uma hipótese condizente com a CF, mas não está em seu texto legal. Logo, com a inclusão da anencefalia, alterou-se o sentido, sem mudar o texto legal. Consequência Prática: - Neoconstitucionalismo (constitucionalismo contemporâneo): o Os Direitos Fundamentais devem ser concretizados; o Todos os poderes estão vinculados aos Direitos Fundamentais; o A CF é formada por princípios e regras. Os princípios requerem maior interpretação; o A CF tem força normativa; o Judicialização e ativismo (postura mais interventiva/pró ativa do poder judiciário); o Constitucionalização do direito (tudo passa pelo filtro da própria CF). Eficácia das normas constitucionais: Há três tipos de normas constitucionais: 1) Norma de eficácia plena (CF 5°, §1°): Também conhecida como direta e imediata. A norma como está posta na CF, já está apta a produzir seus efeitos diretos e imediatos. 2) Norma de eficácia contida: É plena no sentido de estar apta a produzir efeitos, mas normas infraconstitucionais podem “criar exigências” para o seu exercício. Ex: liberdade de profissão – a norma de eficácia contida cria exigências para o exercício da profissão, como a exigência de carteirinha da OAB para advogar, por exemplo. 3) Norma de eficácia limitada ou programática: É aquela que, para produzir integralmente seus efeitos, necessita do programa normativo (da norma integralizadora), que é uma legislação dizendo como será exercido esse direito. Podem ser atacadas via mandado de injunção, porque ele surge para atacar uma omissão legislativa. Constituições do Brasil: 1. 1824 (Constituição do Império): • 4 poderes (Moderador + 3 poderes) 2. 1891 (Constituição Federalista Republicana): • Federalista; • Separação de Poderes • Criação do STF 3. 1934 (Constituição Getulista): • Direitos Sociais e Trabalhistas; • Evolução do controle de constitucionalidade • Ampliação dos Direitos e Garantias Individuais (habeas corpus, mandado de segurança). 4. 1937 (Constituição Polaca): • O CN faria em última instância o controle de constitucionalidade; • Retirou várias garantias (inclusive o Mandado de Segurança). 5. 1946 (Redemocratização): • Ampliação dos Direitos e Garantias Individuais, Sociais e Controle de Constitucionalidade 6. 1967 (Ditadura): • EC 69: atos institucionais; • Antidemocracia. 7. 1968 (Constituição cidadã): • Ampliação de Direitos Fundamentais e Sociais; • Promulgada; • Formal (documento solene) • Heterodoxa (vários dogmas) • Amplia o controle e participação popular. • Remédios constitucionais (habeas corpus, habeas data). • Dirigente/ compromissária; • Rígida: só pode ser alterada mediante Emenda. Divisão interna da Constituição: Preâmbulo: parte inaugural; O STF decidiu que o preâmbulo não tem força normativa, porque continha a palavra (sobre a proteção de Deus) e o Brasil possui um Estado laico. Assim, o STF “resolveu o problema” decidindo que o preâmbulo não possui força normativa e, portanto, não pode ser base para a declaração de inconstitucionalidade de uma norma. Corpo: regras e princípios; ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias). 1ª – Direitos Civis e Políticos: Surge no período pós Revoluções Liberais (Revolução Americana de 1776 e Revolução Francesa de 1789). A 1ª geração é marcada por: • Titularidade individual; • Direitos de cunho negativo; • Maior abstenção do Estado/ negativa (não fazer); • Estado deve ser mínimo; • Direitos de liberdade e igualdade formal; 2ª – Direitos Sociais e Econômicos: • Direitos Coletivos (exercer em coletivo); • Direitos de cunho positivo (exigem “fazer” do Estado – atuação interventiva do Estado); • Estados Sociais; • Prestação de Serviços Públicos; • Direitos que geram mais custos ao Estado (Reserva do possível: o Estado deve realizar dentro de seus limites econômicos); • CF 6°: Direito do Trabalhador, Direito da Previdência Social, Direito à Educação, Saúde, Moradia, Alimentação, Proteção à maternidade (Direitos que buscam explorar a igualdade material); • Políticas Públicas; • Ações afirmativas 3ª – Transindividual: Direito de humanidade. • CF 225: Proteção ao Meio Ambiente Ecologicamente Equilibrado; Autodeterminação dos Povos. → Titularidade ativa (CF 5°) Quem possui Direitos Fundamentais? • Brasileiros natos e naturalizados; • Estrangeiros residentes: porém, não possui o direito de votar ou ser votado (é inalistável) Teoria da compatibilidade: possibilita que mais pessoas possuam Direitos Fundamentais, tais como: • Estrangeiros não residentes; • Pessoas Jurídicas; → Titularidade passiva: Demanda-se contra: • Estado: - Estado - Privado (cidadãos) = Eficácia vertical • Privados: - Privado (cidadãos) Privado (cidadãos) = Eficácia horizontal → Os Direitos Fundamentais são um Catálogo Aberto: São meramente exemplificativos, pois além do artigo 5° da CF, pode haver direitos fundamentais em outros artigos também. → Características dos Direitos Fundamentais: - É norma de eficácia plena; - É Cláusula Pétrea. → Qual a força de um Tratado Internacional em matéria de Direitos Humanos? Tratados ratificados... ANTES DE 2004 APÓS 2004 CF 5°, §2° CF 5°, §3° (EC 45/04) STF: oObservações: A CF de 1967 foi revogada com a CF de 1988. Porém, isso não ocorrerá com as normas infraconstitucionais, como exemplo há o Código Penal de 1960, o CTN, o CPC etc. A linha do tempo será a CF de 1988. • ANTERIOR À CF 88: Tudo o que for ANTERIOR a CF é averiguado pelo seguinte sistema: a norma será recepcionada se for compatível com a CF de 88. Se for incompatível, não será recepcionada. Atenção aos termos usados: compatível e incompatível. Obs.: Não cabe ADI para normas ANTERIORES à CF de 88. Há dois tipos de recepção: I. Material: conteúdo compatível com a CF de 88. II. Formal: forma compatível com a CF de 88. • POSTERIOR À CF 88: Se estiver de acordo com a CF, será constitucional. Se não estiver de acordo com a CF, será inconstitucional. Atenção aos termos usados: constitucional, inconstitucional. Inconstitucionalidades: a. Formal: Tem a ver com a forma/procedimento/processo legislativo. Exemplo: podem estar errados... - iniciativa - quórum de votação - competência de quem poderia fazer a lei - quórum de abertura - veto ou sanção faltantes b. Material: Conteúdo fere a Constituição. Exemplo: Presidente da República propõe extinguir o STF (é cláusula pétrea, logo, fere a constituição materialmente). → Momentos do controle de constitucionalidade: É importante pois há supremacia e rigidez constitucional. 1) CONTROLE PREVENTIVO: Ocorre ANTES da aprovação/ antes de surtir efeito. Ocorre durante o processo legislativo. Visa evitar que algo inconstitucional seja produzido. Tende a ser exercido pelo poder político, pois ocorre durante o processo legislativo, quando o poder judiciário ainda não está presente. Formas de exercer o controle preventivo: a. Comissão de Constituição e Justiça (CF 58): um grupo de parlamentares emite um parecer sobre a constitucionalidade de uma norma. Estando a norma aprovada em cada uma das casas do parlamento, segue-se para o momento de... b. Veto ou sanção do Presidente da República: governador e prefeito também vetam. O veto pode ocorrer por razões jurídicas (pois contraria a CF). O veto deve ser expresso e fundamentado, no prazo constitucional de 15 dias. Obs.: A Emenda a Constituição não sofre veto ou sanção do PR pois é promulgada pelas próprias casas legislativas, e não pelo PR. Assim, não há veto ou sanção do PR pois o PR não pode interferir neste processo. É possível controle/ intervenção judicial durante o processo legislativo? É possível a impetração de Mandado de Segurança para garantir direito líquido e certo, por parlamentar (Senador ou Deputado Federal) em duas hipóteses: I) Quando houver um vício formal do processo legislativo. II) Quando houver uma proposta de emenda à constituição tendente a abolir cláusula pétrea. 2) CONTROLE REPRESSIVO: Ocorre após a norma produzir efeitos e ser válida, e tende a ser exercido pelo Poder Judiciário. A CF de 88 adotou um sistema misto, pois ela permite que o controle repressivo de constitucionalidade seja exercido tanto pelo controle difuso, quanto pelo controle concentrado. Divide-se em: a. CONTROLE DIFUSO: Sinônimos: Difuso/ Incidental / Concreto / Via de exceção Histórico: surgiu com o caso Marbury x Madison – EUA, 1803. É difuso porque qualquer juiz ou tribunal pode declarar a inconstitucionalidade de uma norma ou de um ato concreto. É chamado também de controle incidental porque a inconstitucionalidade é a causa de pedir, e não o pedido central¸ logo, trata-se de um incidente de inconstitucionalidade. É chamado de controle concreto porque há interessados diretos na causa, sendo que qualquer pessoa pode propor o controle difuso. Atos atacáveis: - Atos concretos (ato destinado para um sujeito concreto/ individualizado) - Atos normativos (atos que tendem a produzir efeitos para todos, como MP e Decretos Normativos). O controle difuso tem efeitos inter partes (exceto quando for em recurso extraordinário!) O controle difuso em última instância é apreciado pelo STF. Chega-se no STF via recurso extraordinário (CF 102, III, a, b, c, d). Nota: no controle de constitucionalidade, a regra é o efeito EX TUNC (retroage até ali, até o ato). MAS... é possível a modulação temporal dos efeitos (Lei 9868/99 art. 27): O STF, através do voto de 2/3 dos ministros em situação de relevante interesse social + razões de segurança jurídica, poderia aplicar a modulação temporal dos efeitos. Ao invés dar um efeito ex tunc, poderia dar um efeito ex nunc (que não retroage) ou um efeito pró futuro (em a norma passará a valer a partir de uma data específica no futuro). Ex: um concurso público é feito em 2010, Joana é aprovada e trabalha nele durante 5 anos. Em 2016 o concurso é declarado ilícito. Diante disso, Joana não poderia ser prejudicada tendo que devolver todo o valor recebido como remuneração. É em casos como esse que a modulação temporal dos efeitos se aplica. • Recurso Extraordinário (CF 102, III, a, b, c e d): Tem 15 dias para ser impetrado o juiz a quo ou no juiz ad quem (STF). No Rex, as partes deverão demonstrar repercussão geral, ou seja, demonstrar que há relevância + transcendência (afetar diversas pessoas) na matéria. Não havendo repercussão geral, não ocorrerá recurso extraordinário. Caberá Recurso Extraordinário toda vez que uma decisão de um tribunal contrariar conteúdo da CF. Será a última palavra em termos de controle difuso de constitucionalidade. Tem efeito pan processual: para todas as partes que possuem um processo semelhante, mas praticamente com efeitos erga omnes. A repercussão geral será apreciada pelo STF, somente podendo recusá-la pelo voto de 2/3 dos ministros (pelo menos 8 votos contrários a tese da repercussão geral para haver sua recusa). Observação: seria possível controle político relativo a constitucionalidade após o ato normativo/norma já estar surtindo efeitos no ordenamento? Haveria como ter controle político depois que a norma JÁ está produzindo efeitos no ordenamento? Sim, há 02 casos: I. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: CF 49, V. sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa; Este artigo já caiu 03 vezes na OAB. Lembrar dele!!! II. Medida Provisória: O CN deve aprovar MP para que ela seja convertida em lei. O CN pode reprovar MP por considerá-la inconstitucional. b. CONTROLE CONCENTRADO: Sinônimos: controle abstrato/ em tese/ objetivo/ via de ação. Ler: são poucos artigos!!! Lei 9.868/99 (ADI por omissão + Ação Declaratória de Constitucionalidade) Lei 9.882/99 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental). Tudo que não for discutido no âmbito do controle concentrado, será discutido no âmbito do controle difuso. → Ações do controle concentrado: • ADI: Ação direta de inconstitucionalidade • ADIO: Ação direta de inconstitucionalidade por omissão • ADC: Ação declaratória de constitucionalidade • ADPF: Arguição de descumprimento de preceito fundamental → Histórico do controle concentrado: Em 1920, nascido em um debate entre Hans Kelsen e Schmidt sobre quem é o guardião da CF Modelo europeu austríaco alemão. → Características gerais: • Competência originária: STF. • O que se quer analisar é CONTEÚDO da norma, e não a sua incidência no caso concreto. • A constitucionalidade ou a inconstitucionalidade são o pedido central nessa norma, de modo que não se quer discutir a aplicação da norma, e sim ela em tese. • É um controle objetivo pois o que for decidido valerá para todos!!! Tem efeito erga omnes e vinculante. - Erga omnes = terá efeito para todos. - Vinculante = para administração pública direta e indireta em todas as suas instâncias (município, estado e união), e para o poder judiciário.- Quem não está vinculado? Legislativo. Aquele que exerce função legislativa não está vinculado. Pleno do STF: pode mudar suas decisões. • Efeito ex tunc (retroage). Art. 27 da Lei 9.869/99. Mas é possível que o STF module temporalmente os efeitos, ou seja, que passe a dar o efeito ex nunc ou pró futuro, ao invés do ex tunc, nos casos em que houver voto de 2/3 dos ministros por razões de relevante interesse social e segurança jurídica. • Não cabe desistência nessas ações: é uma questão de ordem pública. • É comum o amicus curiae /“amigo da corte”: não é parte do processo, é convidado a fazer parte da causa por ter um conhecimento muito grande sobre aquela questão Art. 7° §2° da lei 9.868/99. • Não há partes interessadas, o que existe são legitimados ativos. Os legitimados ativos atuam em prol da preservação constitucional, representando o interesse da coletividade no sentido de não ter uma norma inconstitucional na CF. CF 103. Os Legitimados Ativos são os mesmos para todas as ações do controle concentrado: Legitimados universais: Tem legitimidade para propor QUALQUER TEMA nas ações do controle concentrado. Ps.: decorar apenas os legitimados que devem demonstrar pertinência temática. I. Presidente da República; II. Mesa da Câmara dos Deputados; III. Mesa do Senado Federal; IV. Ordem dos Advogados do Brasil/ Federal; V. Procurador Geral da República; VI. Partido Político com representação no Congresso Nacional (PELO MENOS um deputado, ou PELO MENOS um senador, não é necessário todos os membros). Legitimados que devem demonstrar pertinência temática: É preciso demonstrar aderência, pertinência, relação com a matéria. Decorar por exclusão: apenas alguns devem demonstrar pertinência temática, todo o resto será legitimado universal. I. Mesa da Assembleia Legislativa do Estado; II. Governador do Estado/ DF; III. Associações ou entidades de classe de âmbito NACIO; deve ter caráter NACIONAL e deve estar PELO MENOS há 01 ano em funcionamento. Observação para a pegadinha!!! Quando o parâmetro de controle de constitucionalidade for a Constituição Estadual É UMA PEGADINHA, pois a COMPETÊNCIA SERÁ DIFERENTE. Se o parâmetro de controle de constitucionalidade for Constituição Estadual, a competência para julgamento será do TRIBUNAL DE JUSTIÇA (CF 125, §2°). Pode haver uma Lei Municipal, que afrontará a Constituição Estadual. Pode haver uma Lei Estadual, que afrontará a Constituição Estadual. E se for a contrariedade de uma norma de reprodução obrigatória? Ou seja, que está na Constituição Estadual e está na Constituição Federal? O STF decidiu que se o parâmetro for a Constituição Estadual, ainda assim, a competência será do Tribunal de Justiça. E se a decisão do Tribunal contrariar a CF? R: Recurso Extraordinário! ADI Quando cabe Quando NÃO cabe Lei ou ato normativo (CF 102, I, a) Ato concreto Lei ou ato normativo Estadual ou Federal Lei ou ato normativo Municipal Quando cabe ADI Quando NÃO cabe ADI Leis ou atos normativos Posteriores a CF de 1988 Leis ou atos normativos anteriores a CF de 1988 Leis ou atos normativos primários: Decorrem da CF (lei) Leis ou atos normativos secundários: Decorrem da lei (decreto, portaria) Contra veto de PR e contra parecer da comissão de constituição e justiça (porque são atos políticos) e contra Súmulas vinculantes (tem mecanismo próprio de alteração) Obs.: ADI por omissão. - Omissão parcial: deixou de regulamentar parte da lei. - Omissão total: deixou de regulamentar toda a lei. ADI por omissão pode ser uma inconstitucionalidade produzida pelo: I. Poder legislativo; II. Poder administrativo/executivo. Na decisão, o STF não suprirá a decisão, por isso é tão diferente do mandado de injunção! ADC Quando cabe Lei ou ato normativo Lei ou ato normativo Federal Posterior a CF de 1988 Primário É requisito para proposição da ADC haver: Controvérsia Judicial relevante (art. 114 inciso III da Lei 9.868/99). ADPF Quando cabe Ato do poder público = ato normativo ou ato concreto + Descumprimento de Preceito Fundamental (aquilo que está vinculado a ordem de direitos fundamentais) Lei ou ato normativo Municipal Leis ou atos normativos anteriores à CF de 1988 Atos normativos secundários: decretos regulamentares e portarias → Princípio da subsidiariedade: A ADPF é uma ação subsidiária. Assim, caberá ADPF quando não houver outro meio para sanar a lesividade a preceito fundamental. Se couber outra ação, não caberá ADPF.tratado tem força de norma supralegal (acima da lei ordinária e abaixo da CF) Se for ratificado por 3/5 em 2 turnos nas 2 casas, terá força de norma constitucional (força de emenda) Se não atingir a votação de 3/5 em 2 turnos nas 2 casas, terá força de norma supralegal. IGUALDADE: I. Igualdade formal: aplicação da lei em forma igual àqueles que se encontram em iguais condições. II. Igualdade material: tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida da desigualdade (reconhecer as diferenças). Exemplos: - cotas raciais e sociais; - cota para deficientes em concursos Súmula 683 do STF: admite tratamentos “desiguais” em concursos públicos, de modo que só se admitem distinções decorrentes de lei e em razão do exercício da atividade. Ex.: boa visão para ser piloto de avião. LIBERDADES: a) Liberdade de expressão: A manifestação do pensamento é livre. • Vedação do anonimato; • Reparação por danos materiais ou morais decorrentes de manifestação Limitações à manifestação de pensamento: - Discurso de ódio; - Incitação à violência; - Propagandas envolvendo tabaco, medicamento, bebida alcóolica, criança e adolescente. É vedada: qualquer forma de censura (política, de ideias e cultural). Todos têm direito à manifestação de pensamento, resguardado o direito de resposta: direito que a vítima ganha de responder, no mesmo meio midiático, ofensa ou crítica sofrida por ela. b) Liberdade de informação: Direito de acesso a informações públicas, coletivo, privadas. É dever do Estado prestar informações de caráter público e coletivo. Lei de acesso à informação: O sigilo da informação é pedido nos casos de: - Segurança do Estado - Segurança da Sociedade - Jornalista: ao jornalista é garantido o sigilo da fonte. Tempo de sigilo: - 05 anos se a informação for reservada; - 15 anos se a informação for secreta; - 25 anos se a informação for ultra secreta. Habeas data: informação do impetrante. Pode haver quebra de sigilo telefônico desde que haja fundadas razões para tal (crimes puníveis com penas de reclusão E tipificados no Código Penal). O juiz competente que dará autorização para a quebra do sigilo telefônico. c) Liberdade de reunião: É a liberdade de protestar. • Precisa ser em local público; • Não pode ter armas/violência; • Precisa ter comunicado às autoridades competentes; • Não pode frustrar outra reunião já agendada. - Comunicação NÃO é pedir autorização!!! d) Liberdade religiosa: O Estado é laico, não possui religião oficial. • O Estado deve garantir o livre exercício; • Deve proteger os locais de culto; • Deve garantir prestação religiosa em locais de confinamento (ex.: presídios); • O ensino religioso é facultativo nas escolas públicas, mas pode ser confessional; • É constitucional a prática religiosa com sacrifícios de animais. e) Liberdade de associação: Ocorre no ambiente privado. • Ninguém é obrigado a se associar ou se manter associado; • O Estado não pode intervir na associação; • A CF veda associação de caráter paramilitar; Sobre a suspensão e dissolução das associações: - Suspensão: é temporária, para que haja suspensão só é necessária uma decisão judicial. - Dissolução: é definitiva, para que haja dissolução é necessária uma decisão judicial transitada em julgado. f) Liberdade de locomoção: Há liberdade de locomoção em tempos de paz. Em Estado de Sítio, não é livre a liberdade de locomoção. g) Liberdade de profissão: É uma norma de eficácia contida. → Proteção à propriedade na CF: É possível que haja perda da propriedade privada para o Estado, de duas formas: i. Desapropriação para interesse público: a. Indenização prévia, justa e em dinheiro, independentemente da concordância do proprietário. ii. Desapropriação para fins de reforma agrária: Ocorre quando a propriedade não atinge a função social. Obs.: expropriação é a perda da propriedade privada para o Estado sem qualquer direito de indenização, ademais, pode haver confisco de todos os bens que foram frutos de trabalho escravo ou cultivo de plantas psicotrópicas. → Proteção ao domicílio: O domicílio é impenetrável, SALVO em caso de: • Flagrante delito; • Prestação de socorro; • Desastre • Mandado judicial durante o DIA. → Nacionalidade Originária: Brasileiro nato (CF 12, I, a, b e c): - jus soli: nascido em solo brasileiro. - jus sanguinis: vínculo sanguíneo com quem possui nacionalidade brasileira. Assim, para ser brasileiro NATO, a pessoa deve nascer em solo brasileiro e seus pais não podem estar a serviço de seu país estrangeiro. Também são brasileiros NATOS aqueles nascidos no estrangeiro, desde que pai e mãe estejam a serviço do Brasil. É brasileiro nato aquele nascido no estrangeiro, de pai ou mãe brasileira que, após o nascimento, é registrado em repartição competente. Também será brasileiro nato aquele nascido no estrangeiro, filho de pai e mãe brasileira que, após a maioridade, venha a residir no Brasil e opte pela nacionalidade brasileira. → Nacionalidade Derivada: Brasileiro naturalizado. - de modo ordinário (Lei 13.445 – Lei da Migração + CF 12, II, a): menos tempo, mais requisitos. - de modo extraordinário (CF 12, II, b): deve residir 15 anos ininterruptos no Brasil e não haver condenação criminal. Devem requerer a nacionalidade brasileira. CF 12, § 1º. Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta Constituição. → Distinções admitidas: CF 5°, inciso LI: extradição: • Brasileiro nato: NÃO poderá ser extraditado. • Naturalizado: poderá ser extraditado em 02 hipóteses: o Crime comum cometido antes da naturalização o Tráfico de entorpecentes Obs.: O Brasil não extradita estrangeiro em caso de crime político ou de opinião (conexão com os Princípios Fundamentais – Asilo Político). O Brasileiro Naturalizado terá uma reserva em se tratando de direitos políticos, de modo que é proibidos brasileiros naturalizados ocuparem os cargos de: • Presidente da República e vice • Presidente da Câmara dos Deputados • Presidente do Senado • Ministro do STF • Oficial das forças armadas • Ministro da Defesa • Diplomata Ministro da Justiça Brasileiro Naturalizado pode!!! → Perda da nacionalidade: É possível que brasileiro nato e naturalizado percam a sua nacionalidade. • Nato: o brasileiro nato perde a sua nacionalidade ao optar por outra. Salvo nos casos previstos nas alíneas a e b da CF 12. a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis; • Naturalizado: perderá a nacionalidade ao praticar atividade nociva ao interesse nacional. → CF 89, inciso VII: É reservado a brasileiros natos participar do Conselho da República. → CF 222: Propriedade de empresa de rádio, televisão: para ser proprietário de tais empresas, deve ser brasileiro naturalizado há pelo menos 10 anos. Obs.: é permitido que cada Estado e Município tenham seu próprio hino, bandeira e símbolos. CF 14. O Brasil exercerá seus direitos políticos a partir da soberania popular, a qual é exercida por meio do sufrágio universal. No Brasil, a democracia é do tipo... → Democracia semidireta: É dividida em... Direta: por meio do voto direto. Ou, por meio de... - Plebiscito: ocorre sempre antes da decisão. É uma consulta ao povo anterior à aplicação da medida. - Referendo: é uma medida posterior. Implementa-se a mudança, e apenas depois a população se manifesta acerca daquela decisão. - Iniciativa popular: é a possibilidadede 1% do eleitorado nacional, dividido em pelo menos 05 Estados da Federação, manifestando-se em pelo menos 3/10 de cada Estado PROPOR uma Lei Ordinária ou Lei Complementar. Ex.: lei do ficha limpa, foi implementada por iniciativa popular. Representativa: há escolha dos representantes pelo povo. - Prefeito municipal / Governador / Presidente - Vereador / Deputados / Senador Indireta: quando os próprios representantes eleitos escolherão um representante. - Caso de vacância do chefe do Executivo após segundo ano de mandato. Nesse caso, há eleição indireta pelo Congresso Nacional. Sufrágio Universal: O voto é secreto, universal, periódico e direto (Cláusula Pétrea). O voto é obrigatório para aqueles que tiverem 18 até 70 anos. E é facultativo de 16 a 18 anos incompletos e para quem tiver mais de 70 anos. Ademais, para o ANALFABETO o voto é FACULTATIVO. → Condições de alistamento: Quem pode se alistar e votar no Brasil? i. Direitos políticos ativos (direito de voto): Para possuir direito de voto, é preciso ter alistamento eleitoral. Para tanto, é preciso: • Ter nacionalidade brasileira; • Ter a idade exigida (16 anos completos). É inalistável no Brasil: • O estrangeiro; • Conscrito durante serviço militar obrigatório. ii. Direitos políticos passivos (ser votado): Deve ser elegível. Para tanto, é preciso: • Ter nacionalidade brasileira; • Estar em pleno gozo dos Direitos Políticos; • Alistamento eleitoral; • Circunscrição eleitoral (domicílio eleitoral): Para que eu concorra a prefeita de Porto Alegre, devo ter meu domicílio eleitoral em Porto Alegre, ou seja, devo MORAR no local onde irei me candidatar. • Filiação partidária (para se candidatar, é preciso que se esteja filiado a partidos políticos. Idades mínimas: Para... • Vereador: 18 anos no momento da candidatura; • Prefeito/ Deputado Federal e Estadual: 21 anos; • Governador: 30 anos; • Presidente/Senador: 35 anos. Inelegibilidades: • CF 14, §5°: inelegibilidade decorrente do 3° mandato: § 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subsequente. Só se pode concorrer para prefeito e reeleger-se 1x. Logo, é PROIBIDO O 3° MANDATO. Depois de 04 anos, se o indivíduo quiser se candidatar novamente, pode. • Para concorrer a outros cargos: deve haver renúncia 06 meses antes do pleito. CF 14, § 6º. Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito. • Parentes até o 2° grau são inelegíveis no território de jurisdição do titular. § 7º São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. Exceto: se meu parente já foi eleito e concorre a reeleição (nesse caso não se aplica a inelegibilidade). Súmula 18: A dissolução da União e Casamento no curso do mandato, não torna elegível o ex cônjuge. A menos que a dissolução da União tenha se dado por morte de um dos cônjuges. • Militares: §8° O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições: I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade; II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade. CF 142, inciso V. o militar, enquanto em serviço ativo, não pode estar filiado a partidos políticos; - Ao militar não é exigida a filiação partidária prévia. A filiação partidária do militar conta apenas a partir do registro de sua candidatura. Obs.: Lei Complementar pode definir outros tipos de inelegibilidade. Porém, apenas inelegibilidades RELATIVAS, pois inelegibilidades absolutas não podem ser acrescidas por lei complementar. → Perda ou suspensão de direitos políticos: Haverá perda ou suspensão de direitos políticos... • Daquele que perder sua nacionalidade; • Por incapacidade civil absoluta; • Daquele que não tiverem cumprido com serviço militar obrigatório; • Quem tiver sentença judicial com trânsito em julgado; • Por improbidade administrativa. Prazo da Lei Eleitoral: PRAZO DOS 12 MESES. A lei que alterar processo eleitoral entrará em vigor na data da publicação, MAS não pode ser aplicada em uma eleição que ocorra em até 01 ano de sua aplicação. DEVE-SE AGUARDAR 01 ANO DA DATA DE SUA VIGÊNCIA PARA SER APLICADA. → Partidos Políticos: Os partidos políticos têm caráter nacional, são Pessoa Jurídica de Direito Privado, devem ter valores democráticos, republicanos e de respeito a dignidade humana. É proibida a criação de partidos políticos de caráter paramilitar ( é proibido poder paralelo às forças do Estado). A criação, fusão, incorporação e extinção dos Partidos Políticos é LIVRE. Partidos Políticos possuem acesso gratuito à rádio e televisão. Horizontalização das coligações partidárias: É possível que no âmbito federal o partido X e Y sejam aliados, e que no âmbito estadual sejam adversários políticos. Não é obrigado manter as mesmas coligações no âmbito federal, estadual e municipal. Proibição de coligações para cargos da proporcional: Novidade de 2020! Não temos obrigatoriedade de formar coligações, mas temos possibilidade de formar coligações para cargos de prefeito, governador, presidente da república e senador. Não se pode coligar para cargos da proporcional: vereadores, deputados estaduais e deputados federais. Fidelidade partidária: A infidelidade pode gerar perda de mandato quando for de cargos da proporcional. CF 17, §1°. É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna e estabelecer regras sobre escolha, formação e duração de seus órgãos permanentes e provisórios e sobre sua organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações nas eleições majoritárias, vedada a sua celebração nas eleições proporcionais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária. → Atenção! Não se pode ter financiamento eleitoral por órgão ou país estrangeiro. Empresas também não podem financiar campanhas políticas. Ademais, Pessoas Físicas também tem um limite para fazerem doações para campanhas políticas. O Brasil é uma República: não existem nobres e escravos e não pode haver hierarquia de poder. O sistema de governo do Brasil é o Presidencialismo. A forma de Estado do Brasil é uma Federação (não é um Estado unitário, em que há apenas um centro de poder). A Federação é organizada em União, Estados e Municípios e Distrito Federal. O Brasil é a soma destes entes federativos. O Brasil é soberano, já os entes federativos, são autônomos. Atenção! Confederação não é federação!! Na confederação, há uma união de países em virtude de um tratado internacional, geralmente para fins militares ou fins de comércio. Na confederação é dado as partes o direito de secessão/saída da confederação. → Características da Federação: Assim, na Federação, os entes federativos não têm direito de saída, pois são parte do todo (soberania). Na Federação, há uma Constituição conectando as partes, e não um tratado internacional. É a Constituição a responsável por organizar as competências de cada entefederativo. É uma organização rígida de competências. União: cuida das forças armadas e da diplomacia do país, por exemplo. Representa o todo (Brasil). O Senado é uma representação dos Estados-membros. Tipos de Federação: - Por agregação: EUA – 13 colônias que se reuniram e formaram um país. - Por desagregação: Brasil – 1 país que se subdividiu em entes federativos. Há uma separação horizontal de poderes entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Porém, o Federalismo é uma separação vertical de poderes: - União - Estados - Municípios Atenção! A União não é soberana, o BRASIL é soberano. → Pessoas Jurídicas de Direito Público interno: União, Estados e Municípios (todos estão em pé de igualdade). Autonomias das PJs de DPI: • Política • Legislativa • Administrativa • Tributária • Financeira Lei Fund. Executivo Legislativ. Judiciári. União Federal CF Presidente Ministros CN - Senado Federal - Câmara dos Deput. Tribunais Superiores Justiças: milit., eleit., trab., e fed. Estados membros CF 25 Const. Estadual* Governador Secretários Assembleia Legislativa - Tribunal de Justiça - Juízes Municípios CF 29/30 Lei Orgânica Prefeito Secretários Câmara de Vereadores - Distrito Federal* CF 32 Lei Orgânica Gov. Distrital Secretários Câmara Legislativa Mantido pela União Territórios CF 33 Lei Complem. Federal. Gov. territot. nomeado pelo PR* Câmara Territorial Judiciário *É o poder constituinte derivado decorrente é o poder que cria uma Constituição Estadual. *O DF é uma mistura de Estado + Município, em que não há divisão interna em Municípios, mas sim regiões administrativas (cidades administradas pelo governo). *Presidente da República. → Alteração territorial (CF 18, §3°): É possível alterar os estados-membros (criar e dividir estados). O que não pode é a secessão (saída do Brasil). 1° passo para alteração: plebiscito. 2° passo: ouvir as Assembleias Legislativas. 3° passo: Lei Complementar Federal. Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se e desmembrar-se para anexação ou criação. → Alteração dos Municípios: (CF 18, §4°): 1° passo: Lei Complementar Federal; 2° passo: estudos de viabilidade; 3° passo: plebiscito; 4° passo: lei ordinária estadual. Os Municípios podem se incorporar, criar-se, fundir-se e desmembrar-se. → Limitações do Poder Público (CF 19): I – Secular / Laico; II – Recusar fé aos documentos públicos; III – Distinções entre brasileiros; → Competências federativas: Predominância de interesse: • Nacional: é da União; • Regional: é dos Estados; • Local: é dos Municípios. A competência é um “poder-dever”. ❖ Compete a União: Ler artigos: CF 21. Competência exclusiva. CF 22. Competência privativa e Legislativa - a União pode delegar aos Estados o poder de legislar sobre determinada matéria, através de Lei Complementar. CF 23. Competência administrativa e comum (União + Estados + DF + Municípios). Lista aberta. CF 24. Competência concorrente (andar junto). Competência para legislar. Apenas União + Estado + DF (o Município não está na competência concorrente). §1° União cria normas gerais; §2° Estados criam normas suplementares (específicas). §3° Inexistindo lei federal sobre o tema, os Estados podem exercer a competência plena. §4° Superveniência de lei federal: suspenderá a eficácia da lei estadual. ❖ Compete aos Estados membros: CF 25, §1°. Competência reservada/remanescente (sobra). Compete aos Estados tudo o que não for da União e dos Municípios. CF. §2°. Gás canalizado. CF §3°. Regiões metropolitanas (Lei Complementar Estadual) ❖ Compete aos Municípios: CF 30. I. Assuntos de interesse local; II. Suplementação de legislações; III. Tributos; IV. Distritos; V. Serviços locais; VI. Educação; VII. Saúde; VIII. Urbanismo; IX. Patrimônio Histórico; ❖ Compete aos Distritos Federais: CF 32. Tem as mesmas competências dos Estados e Municípios. → Intervenção Federal: • Características: A Intervenção de um ente federativo no outro é uma exceção, havendo, portanto, uma lista das hipóteses em que caberá a intervenção federal, que caberá sempre de modo restrito. • Intervenção da União nos Estados e no Distrito Federal: Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para: I - manter a integridade nacional; II - repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra; III - pôr termo a grave comprometimento da ordem pública; IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação; (poder coagido); V - reorganizar as finanças da unidade da Federação que: (crise financeira) a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior; b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição, dentro dos prazos estabelecidos em lei; VI - prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial; VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais: a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático; b) direitos da pessoa humana; c) autonomia municipal; d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta. e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. Procedimentos pelos quais a União intervirá nos Estados: I. Presidente da República decreta de modo discricionário: escolhe intervir ou não a. Haverá o controle político do Congresso Nacional (CF 36, §1° ou 2°); II. Solicitação do poder coacto ao Presidente, o qual decreta se quiser (legislativo ou executivo coagido). a. Haverá o controle político do Congresso Nacional (CF 36, §1° ou 2°); III. Requisição do STF ao Presidente. Nesse caso, o Presidente DEVE intervir (judiciário coagido): a. Haverá o controle político do Congresso Nacional (CF 36, §1° ou 2°); IV. Requisição do STF, STJ e TSE ao Presidente (inciso VI) a. Nesse caso, não há controle do Congresso Nacional. V. PGR ajuíza Ação Direta Interventiva (ADI) no STF. Se procedente, será decretada a intervenção (inciso VII: princípios constitucionais sensíveis e VI: Estado não obedecendo Lei Federal). a. Não há controle do Congresso Nacional. • Intervenção dos Estados nos Municípios: I. Município em dívida financeira II. Não prestação de contas III. Mínimo em saúde e educação não aplicado. Nesses 03 primeiros casos, o governador discricionariamente decreta. E a Assembleia Legislativa faz o controle (aprova/reprova). IV. Não observância de princípio constitucional estadual e não observância de lei + decisão judicial. Nesse caso, o Procurador Geral de Justiça ajuíza ação no Tribunal de Justiça. Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território Federal, exceto quando: I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada; II - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei; III - não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde; IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial. Hipótese da União intervindo em Município situado em território: os territórios não são considerados entes federativos. Princípios da Ordem Econômica – Ideologia econômica de 1988. Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorizaçãodo trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: I - soberania nacional; II - propriedade privada; III - função social da propriedade; IV - livre concorrência; V - defesa do consumidor; VI - defesa do meio ambiente; VII - redução das desigualdades regionais e sociais; VIII - busca do pleno emprego; IX - tratamento favorecido para as empresas brasileiras de capital nacional de pequeno porte. Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei. Súmula vinculante 49: Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área. Atividade Econômica Serviço Público Ator principal Privados Poder Público Papel Do poder público: - Fiscalizar - Induzir - Planejar Subsidiariamente: - Explorar atv. econ: No caso de defesa nacional ou relevante interesse coletivo. Há serviços públicos: - Privativos (atribuições dos poderes públicos); o poder público pode conceder, permitir ou autorizar a prestação (CF 175) - Exclusivos (não podem ser delegados) - Sociais: saúde, educação, previdência Exploração (CF 176) Jazidas Potenciais de energia hidrelétrica (exploração concessionada a empresas privadas). Monopólios (atv. Exclusiva da União): - Hidrocarbonetos: pesquisa, extração, refino, importação e exportação. - Energia nuclear (CF 21, inciso XXIII): pode ser, contudo, vendido por privados. → Política urbana (CF 182): O órgão executor da Política urbana é o Município, que é responsável pela função social da propriedade e da cidade (lazer, trabalho, descanso, circulação, ambientamento). Plano diretor: é obrigatório para CIDADES com mais de 20 mil habitantes. - Função social da propriedade: cumpre sua função quando está de acordo com o plano diretor. Caso exista Lei Federal, plano diretor e lei local específica, o Município poderá tomar iniciativas para obrigar um proprietário a fazer uso da terra. As iniciativas são progressivas para construção: i. Edificação ou parcelamento compulsório; ii. IPTU progressivo (no tempo); iii. Desapropriação/sanção. → Política agrária (CF 184 a 186): Ator chave: União. A propriedade rural deve cumprir sua função social: • Ser produtiva • Obedecer a relações trabalhistas • Respeitar o meio ambiente Se a propriedade não obedecer sua função social, haverá desapropriação/sanção rural. O valor da terra será pago em Títulos da Dívida Agrária, cujo prazo é de 20 anos. Art. 184. Compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social, mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária, com cláusula de preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até vinte anos, a partir do segundo ano de sua emissão, e cuja utilização será definida em lei. § 1º As benfeitorias úteis e necessárias serão indenizadas em dinheiro. § 2º O decreto que declarar o imóvel como de interesse social, para fins de reforma agrária, autoriza a União a propor a ação de desapropriação. § 3º Cabe à lei complementar estabelecer procedimento contraditório especial, de rito sumário, para o processo judicial de desapropriação. § 4º O orçamento fixará anualmente o volume total de títulos da dívida agrária, assim como o montante de recursos para atender ao programa de reforma agrária no exercício. § 5º São isentas de impostos federais, estaduais e municipais as operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária. A propriedade PRODUTIVA não pode ser desapropriada para fins de reforma agrária. Desapropriação x Expropriação: Na desapropriação o sujeito recebe algo ($). Na expropriação o sujeito não recebe nada. Ex.: envolvimento com tráfico de drogas e ser dono de escravos. CF 194: Seguridade social. É um conceito formado por 03 categorias: I. Saúde: É universal, igualitária e será prestada pelo SUS. O privado pode prestar serviços, mas será fiscalizado pelo SUS. II. Previdência Social: É contributiva (o cidadão só a recebe se paga por ela), é solidária, e está conectada ao trabalho. Regime Geral: para todos os trabalhadores, administrado pelo INSS. Regimes próprios: dos servidores. Previdência complementar: dos bancos/ é facultativa. III. Assistência Social: Dirigida a quem necessita do serviço (população vulnerável). - Benefício de prestação continuada (1 salário- mínimo por mês dado para pessoas idosas (65+) e deficientes. → Educação: É dever do poder público. Princípios: - Liberdade - Pluralidade - Democracia nas escolas públicas - Gratuidade do ensino público Há autonomia universitária e facultatividade do ensino confessional. Em caso de insuficiência da rede pública, o poder público pode comprar vagas da rede privada. → Desporto: CF 217, §1°: os tribunais desportivos são privados. CF 217 § 1º. O Poder Judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às competições desportivas após esgotarem-se as instâncias da justiça desportiva, regulada em lei. → População indígena: Multiculturalismo, os indígenas devem ser protegidos, assim como suas terras. É possível a exploração das terras indígenas, desde que haja autorização do Congresso Nacional e oitiva da tribo. 1. Habeas corpus: • CF 5°, LXVIII • CPP 647 e ss. Protege a liberdade de locomoção de qualquer ameaça ou violação. No Brasil, há o Habeas corpus: • Repressivo: quando já ocorreu a violação da liberdade de locomoção e busca-se a liberdade. • Preventivo: há um salvo conduto para impedir que a violação da liberdade aconteça. → Polo passivo do Habeas corpus: autoridade coatora (Estado). Excepcionalmente: um privado pode ser a autoridade coatora/polo passivo. Ex: paciente detido no hospital não pagou a sua conta e, por isso, não recebe alta. → Polo ativo/ aquele que demanda o habeas corpus: Impetrante: é aquele que demandará o habeas corpus em nome de pessoa física. O habeas corpus poderá ser impetrado sem requisição da vítima. Paciente: é aquele que sofreu a violação Atenção! Uma restrição de liberdade amparada pela lei não gerará pedido de habeas corpus. É preciso que NÃO haja amparo legal para que a prisão seja ILEGAL. → Competência para apreciar habeas corpus: LER!!! CF 102, 105 e 109 – o que não estiver nestes artigos será de competência dos Estados. NÃO há produção de prova complexa, pois é um processo sumaríssimo (é o mais célere). Cabe pedido de LIMINAR em habeas corpus, apesar de ser célere. É um remédio GRATUITO. Não necessita capacidade postulatória (não necessita de advogado para pleiteá-lo. CF 142, §2°. Não caberá habeas corpus em relação a punições disciplinares militares (LEGALMENTE IMPOSTAS). 2. HABEAS DATA: • CF 5°, LXII. • Lei 9.507/97. • Lei 12.507/2011. Voltado para a proteção e acesso à informação. Pode-se entrar com habeas data para descobrir e complementar informação ou para alterar informações. É SUMÁRIO e GRATUITO, mas NECESSITA capacidade postulatória (precisa-se de um advogado). A informação protegida via habeas data é aquela relativa à PESSOA do impetrante, a qual pode ser: PF ou PJ. E pode ser um caso de substituição de entes despersonalizados, como no caso do espólio e da massa falida. → Legitimado ativo = impetrante. → Polo passivo = detentor da informação de caráter público (pode ser um ente privado, mas que está agindo em nome do poder público). → PEDIDO NA VIA ADMINISTRATIVA: É necessário para que se entre com o habeas data.O pedido na via administrativa pode ser: - Recusado: - Pode haver transcurso do prazo sem manifestação: há 30 dias para responderem. Obs.: quando envolver informação pública, geralmente será Mandado de Segurança, e não habeas data. → Competência: LER!!! CF 102, 105 e 109 – o que não estiver nestes artigos será de competência dos Estados. Subsidiária: CF 125 (Justiça Estadual). 3. MANDADO DE SEGURANÇA: • CF 5°, LXIX • Lei 12.016/2009 É uma AÇÃO SUBSIDIÁRIA: caberá MS quando não for o caso de habeas corpus ou habeas data. Palavra-chave: direito líquido e certo. Se há direito líquido e certo significa que não cabe prova complexa ou dilação probatória. Súmula 625: matéria complexa em termos de direito não impede o MS. O que impede é complexidade na prova. → Sujeito ativo: I. MS individual: proposto por qualquer um. II. MS coletivo: age-se “em nome de” partido político, organização, associação, entidade de classe. O MS precisa ter relação com o que se está impetrando. → Sujeito passivo: Autoridade coatora que comete violação ou abuso de poder. → Competência: LER!!! CF 102, 105 e 109 – o que não estiver nestes artigos será de competência dos Estados. Subsidiária: CF 125 (Justiça Estadual). → Prazo decadencial: 120 dias, contados a partir do conhecimento do fato. Ordem de apreciação dos remédios constitucionais: Habeas corpus, mandado de segurança e depois habeas data. 4. MANDADO DE INJUNÇÃO: • CF 5° LXXI • Lei 13.300/ 2016 É impetrado quando houver OMISSÃO: falta de norma regulamentadora que inviabilize as prerrogativas de soberania, liberdade, nacionalidade e cidadania). Cabe Mandado de Injunção contra Norma de Eficácia Limitada (Programática): necessita de norma integralizadora para surtir seus efeitos. → Polo passivo: autoridade ou órgão público (pois não existe o dever de legislar para o ente privado). → Polo ativo: MI individual MI coletivo: MP, Defensoria Pública, Associações ou entidades e partidos políticos. → Competência: CF 102 ou 105. → Pedidos: I. Que se notifique o poder para sanar a omissão da norma. II. Dizer como viabilizar o direto no caso (legislação positiva). Aqueles que foram beneficiados por uma decisão em um MI poderão usufruir desta decisão até advir a lei regulamentadora. A lei regulamentadora tem efeito ex nunc, valerá a partir do momento que é implementada. A lei que regulamentou uma situação que havia sido objeto de MI só retroage para beneficiar aqueles que tinham tido uma decisão judicial. 5. AÇÃO POPULAR: • CF 5°, LXXIII • Lei 4.717/65 → Palavra-chave: proteção ao patrimônio público. Busca-se a anulação do ato lesivo ao patrimônio público + perdas e danos. → Legitimidade ativa: EXCLUSIVAMENTE O CIDADÃO (comprovação com título de eleitor, o cidadão deve estar no gozo de seus direitos políticos). → Legitimado passivo: aquele que cometeu um dano ou violação ao patrimônio público. → CABE LIMINAR. → Competência: local do DANO. → NÃO cabe desistência da ação. 6. AÇÃO CIVIL PÚBLICA: • CF 129, III. • Lei 7.347/83. → Palavra-chave: direitos coletivos e difusos. Busca-se a aplicação de direitos coletivos e difusos. → Legitimidade ativa: MP, DF, Associações, Órgãos da administração Pública. → Legitimado passivo: aquele que cometeu um dano ou violação ao interesse público. → Pedido: refazer, anular, fazer (OBRIGAÇÃO que deve ser prestada à sociedade). → CABE LIMINAR. → Competência: local do DIREITO. → NÃO cabe desistência da ação. Princípio da Separação de Poderes (CF 2°): Deve haver independência e harmonia entre os poderes no exercício da sua função pública. Além da separação de poderes, a separação de FUNÇÕES é importante. Funções típicas Funções atípicas Legislativo Legislar e fiscalizar Julgar autoridades por crime de responsabilidade e Administração (licitação). Executivo Administrar e executar as leis Jurisdição em processo administrativo e Legislação (MP ou Lei Delegada) Judiciário Julgar Funções administrativas e legislativas Um poder não pode ser impedido de fazer aquilo que é tipicamente a sua função. Ex.: o Legislativo não pode ser impedido de legislar. → Do Poder Legislativo: Poder Legislativo Poder Legislativo Sistema Bicameral no âmbito Federal Senador Deputado Federal CF 46 03 Senadores/ Estado Depende do n° da população Mín. 8 | Máx. 70 Sistema Unicameral no âmbito Estadual Deputado Estadual CF 27 Depende do n° de deputados federais Sistema Unicameral no âmbito Municipal Câmara dos Vereadores CF 29 Depende do n° de habitantes no Municípios → Mandato e forma de eleição: O mandato não tem limites de recondução. • Senador: 08 anos – eleito pelo voto MAJORITÁRIO (se elege o mais votado). o Idade mínima: 35 anos quando for empossado. o Subsídio em parcela única: até 95%, fixado por eles mesmos. • Deputado Federal: 04 anos – eleito pelo voto PROPORCIONAL (um coeficiente eleitoral precisa ser atingido). o Idade mínima: 21 anos quando for empossado. o Subsídio em parcela única: até 95%, fixado por eles mesmos. No sistema proporcional, muitas vezes o mais votado não será eleito. • Deputado Estadual: 04 anos – eleito pelo voto PROPORCIONAL. o Idade mínima: 21 anos quando for empossado. o Subsídio em parcela única: até 75% dos subsídios dos deputados federais. • Vereador: 04 anos – eleito pelo voto PROPORCIONAL. o Idade mínima: 18 anos já quando irá concorrer. Deve ter 18 anos COMPLETOS no momento do registro da candidatura. o Subsídio em parcela única: de 25% até 75% dos subsídios dos deputados federais, a depender do número da população. Alterações!!! Para as eleições a partir do ano de 2020, não poderá haver coligação partidária para firmar legendas para cargos da PROPORCIONAL. Logo, cada partido político terá que apresentar os seus candidatos, de modo que não poderão coligar partidariamente para eleger cargos da PROPORCIONAL. Embora possa haver cargos para a MAJORITÁRIA, que se elegem pelo voto majoritário. Organização: Sessão legislativa = período anual. • Mesa diretora: organizar a pauta de trabalho do Congresso e montar a ordem do dia. o Composta por: Presidente do senado, presidente da câmara dos deputados, presidente da assembleia legislativa, presidente da câmara dos vereadores. o A mesa deve ser o mais plural possível (composta por diversos partidos) o A mesa pode ser eleita por um único mandato de 02 anos, vedada a recondução na mesma legislatura. • Plenário (reunião de todos): deliberação e votação dos projetos • Comissões: agilizam o funcionamento interno de cada uma das casas o Comissões permanentes (prevista no Regimento Interno). Ex: Comissão de constituição e justiça – é obrigatória em TODOS os projetos de lei, pois tem a função de fazer o controle preventivo de constitucionalidade. o Comissões temporárias ▪ Geral: algo muito relevante sendo discutido (ex. comissão dos royalties do pré-sal) ▪ Especial: quando houver uma Emenda Constitucional e no caso de Projeto de Código. Atenção! → Comissão Parlamentar de Inquérito (CF 58, §3°) – “CPI”: Possui PODERES INVESTIGATÓRIOS. Para Instaurar uma CPI: É necessário o pedido e 1/3 dos membros. A Comissão pode ser do Senado, da Câmara dos Deputados, conjunta, da Assembleia Legislativa e da Câmara dos Legisladores. Função da CPI: Produzir um relatório e encaminhar ao MP, que irá decidir se irá ou não promover uma Ação Penal com base naqueles fatos. A CPI não pode ser sobre fatos da vida privada, seu objeto deve sempre estar relacionado com a competência do ente e seu fato deve ser CERTO e DETERMINADO. Prazo: 120 dias entre instauração da CPI e finalização. Poderes da CPI:Pode fazer a quebra de sigilo bancário sem autorização judicial. → Organização da estrutura através dos: • Regimentos internos: chamados de atos interna corporis. → Artigos importantes: Competências do Congresso Nacional: Sem sanção, pois não há necessidade da anuência do Presidente da República. CF 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional; II - autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente, ressalvados os casos previstos em lei complementar; III - autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País, quando a ausência exceder a quinze dias; IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender qualquer uma dessas medidas; V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa; VI - mudar temporariamente sua sede; VII - fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; VIII - fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; IX - julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo; X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta; XI - zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes; XII - apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão; XIII - escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União; XIV - aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades nucleares; XV - autorizar referendo e convocar plebiscito; XVI - autorizar, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e lavra de riquezas minerais; XVII - aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares • Competência + sanção do presidente: CF 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias de competência da União, especialmente sobre: I - sistema tributário, arrecadação e distribuição de rendas; II - plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, operações de crédito, dívida pública e emissões de curso forçado; III - fixação e modificação do efetivo das Forças Armadas; IV - planos e programas nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento; V - limites do território nacional, espaço aéreo e marítimo e bens do domínio da União; VI - incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou Estados, ouvidas as respectivas Assembleias Legislativas; VII - transferência temporária da sede do Governo Federal; VIII - concessão de anistia; IX - organização administrativa, judiciária, do Ministério Público e da Defensoria Pública da União e dos Territórios e organização judiciária e do Ministério Público do Distrito Federal; X - criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas, observado o que estabelece o art. 84, VI, b XI - criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública; XII - telecomunicações e radiodifusão; XIII - matéria financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e suas operações; XIV - moeda, seus limites de emissão, e montante da dívida mobiliária federal. XV - fixação do subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, observado o que dispõem os arts. 39, § 4º; 150, II; 153, III; e 153, § 2º, I. • Competência da Câmara dos Deputados: CF 51. Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputados: I - autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente e o Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado; II - proceder à tomada de contas do Presidente da República, quando não apresentadas ao Congresso Nacional dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa; III - elaborar seu regimento interno; IV - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços e fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; IV - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; V - eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII • Competência do Senado: CF 52. Compete privativamente ao Senado Federal: I - processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade, bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles; II - processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade; (também por 2/3). III - aprovar previamente, por voto secreto, após argüição pública, a escolha de: a) Magistrados, nos casos estabelecidos nesta Constituição; b) Ministros do Tribunal de Contas da União indicados pelo Presidente da República; c) Governador de Território; d) Presidente e diretores do banco central; e) Procurador-Geral da República; f) titulares de outros cargos que a lei determinar; IV - aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em sessão secreta, a escolha dos chefes de missão diplomática de caráter permanente; V - autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios; VI - fixar, por proposta do Presidente da República, limites globais para o montante da dívida consolidada da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; VII - dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de suas autarquias e demais entidades controladas pelo Poder Público federal; VIII - dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União em operações de crédito externo e interno; IX - estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; X - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal; XI - aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, de ofício, do Procurador-Geral da República antes do término de seu mandato; XII - elaborar seu regimento interno; XIII - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços e fixação da respectivaremuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; XIII - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; XIV - eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII. XV - avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional, em sua estrutura e seus componentes, e o desempenho das administrações tributárias da União, dos Estados e do Distrito Federal e dos Municípios. Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis. CF 53. As imunidades dos deputados estaduais serão aplicadas às mesmas imunidades dos deputados federais e senadores. Imunidade material: é uma imunidade de ordem penal e civil A expressão deve ter conexão com o mandato. Se possuir conexão com o mandato, não necessitará estar no recinto do Congresso Nacional. Logo, as três figuras abaixo podem estar em QUALQUER lugar para gozar de imunidade civil e parlamentar: • Deputados federais • Senadores • Deputados estaduais A única condição é que haja conexão com o mandato. • Vereadores: nesse caso, as imunidades estão limitadas à circunscrição municipal. Então DENTRO do município, o vereador poderá gozar de imunidade penal e cível, desde que a expressão seja conectada com o mandato. Imunidade formal: • Deputados federais • Senadores • Deputados estaduais → Direito de não ser preso: CF 53 § 2º. Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. → Direito de sustar o andamento da ação: CF 53, § 3º. Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação Vereador não possui imunidade formal! → Foro privilegiado ou prerrogativa de foro. CF 53, § 1º. Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal. O foro privilegiado deve representar as seguintes CONDIÇÕES: i. O crime deve ter sido cometido APÓS a diplomação. Os crimes cometidos antes da diplomação permanecem na justiça a qual estavam vinculados. ii. O crime deve ter relação com o mandato. Ocasionado por: 1. Incompatibilidade do artigo 54 da CF. 2. Quebra de decoro parlamentar. 3. Deixar de comparecer a 3ª parte da sessão legislativa. 4. Que tiver suspensos seus direitos políticos (CF 15). 5. Quando decretar Justiça eleitoral 6. Quando sofrer condenação criminal transitada em julgado. CF 55. §2° - Definido o caso, ainda haverá VOTAÇÃO sobre a perda do mandato nos casos de: - Incompatibilidade - Quebra de decoro parlamentar - Condenação Penal transitada em julgado. §3° - Perda de mandato por DECLARAÇÃO (sem votação): - Deixar de comparecer a 3ª parte da sessão legislativa. - Que tiver suspensos seus direitos políticos (CF 15). - Quando houver decreto pela Justiça Eleitoral CF 59 a 67 + 47+ 84, inciso IV e VI. → Fases do Processo Legislativo: 1. Iniciativa: O Processo Legislativo se inicia com a Iniciativa, a qual determinará quem tem competência para propor. A Iniciativa gera um vício insanável. 2. Comissões: Devem emitir pareceres sobre a viabilidade e vantagens do projeto. - Comissão de Constituição e Justiça: é muito importante, pois avaliará se o Projeto é Constitucional ou não. 3. Deliberações: O Projeto de Lei poderá ser discutido no plenário. 4. Votação: Regra geral: CF 47. Em exigindo quórum diferenciado, haverá menção no texto constitucional. CF 47. Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos, presente a maioria absoluta de seus membros. Abrir a sessão: maioria absoluta. Votar: maioria simples. 5. Veto/Sanção: Exercidos pelo Poder Executivo. 6. Promulgação e Publicação do Projeto. Quem pode propor Emenda Constitucional? • 1/3 da Câmara dos Deputados ou Senado • Presidente da República • Mais da metade das Assembleias Legislativas Votação: 3/5 em 2 turnos nas 2 casas, com decisão do STF. Não é necessário interstício de tempo entre uma votação e outra; Não se pode Emendar a Constituição em: • Estado de sítio; • Defesa • Intervenção Cláusulas Pétreas: Não podem ser abolidas, em nome do Princípio da vedação ao retrocesso social. Rejeição de uma EC: Uma Emenda Constitucional rejeitada, somente poderá ser reapresentada na próxima Sessão Legislativa. • Leis Complementares: Complementam conteúdo na CF. Novas inelegibilidades devem ser criadas por Lei Complementar. Logo, se uma questão dissesse que Lei Ordinária criou novas inelegibilidades, haveria um vício formal, pois a CF é clara em dizer que novas inelegibilidades devem ser criadas por Lei Complementar. • Leis Ordinárias: Tendem a regular matéria infraconstitucional. Quando a CF não fala a Lei, pode-se escolher fazer por Lei Complementar ou Ordinária. Mas no momento de ALTERAR, importará o CONTEÚDO, e não propriamente qual das espécies de Lei. Se o conteúdo é de Lei Ordinária e eu optei por regulamentar via Lei Complementar, eu poderia alterar essa Lei Complementar através de uma Lei Ordinária, pois o CONTEÚDO não era de Lei Complementar, e sim de Lei Ordinária. O que importa é CONTEÚDO da Lei. Porém, o contrário não é verdadeiro. Se a CF exige Lei Complementar para um determinado conteúdo, ela só poderá ser alterada diante de Lei Complementar. • STF: Não há hierarquia entre Lei Ordinária e Lei Complementar!!!!!! - Pois ela tem OBJETOS diferentes. Lei Ordinária Lei Complementar Votação: maioria SIMPLES. maioria ABSOLUTA A quem cabe iniciativa: Membros do Senado, Câmara dos Deputados, Presidente da República, Procurador Geral, Tribunais Superiores e cidadãos* Membros do Senado, Câmara dos Deputados, Presidente da República, Procurador Geral, Tribunais Superiores e cidadãos* *Lei Ordinária Proposta por cidadãos = Iniciativa Popular. Âmbito Federal: 1% do eleitorado Nacional no âmbito Federal, dividido em pelo menos 5 Estados da Federação, com pelo menos 3/10 em cada Estado. Exemplo: Lei do Ficha Limpa, Lei dos Crimes Hediondos. Âmbito Municipal: Para ter Inciativa de Lei MUNICIPAL Popular, são necessários 5% do eleitorado. • É de iniciativa PRIVATIVA do Presidente da República: Inciso I: Forças Armadas!!! CF 61, § 1º. São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: I - fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas; (COMPETÊNCIA SÓ DO PRESIDENTE) II - disponham sobre: (Inciso II: TAMBÉM É DE COMPETÊNCIA DE GOVERNADORES DO ESTADO E DE PREFEITOS MUNICIPAIS) a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração; b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios; c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico,provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria de civis, reforma e transferência de militares para a inatividade; c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria; d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União, bem como normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios; e) criação, estruturação e atribuições dos Ministérios e órgãos da administração pública; e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública, observado o disposto no art. 84, VI; f) militares das Forças Armadas, seu regime jurídico, provimento de cargos, promoções, estabilidade, remuneração, reforma e transferência para a reserva. Não é uma lei, é um ato normativo que tem força de lei e, por isso, é proposta pelo Presidente da República. A Medida Provisória se justificaria por 2 razões: • Caso de RELEVÂNCIA e URGÊNCIA. O Presidente da República submete a medida à apreciação do Congresso Nacional. Prazo para ser convertida em lei: 60 dias, prorrogáveis por + 60 dias. Porém... CF 62, §6°: em 45 dias contados de sua publicação, a MP entrará em regime de urgência, ou seja, a Medida Provisória irá perder o prazo sem que haja a sua devida apreciação. CF 62, § 6º Se a medida provisória não for apreciada em até quarenta e cinco dias contados de sua publicação, entrará em regime de urgência, subsequentemente, em cada uma das Casas do Congresso Nacional, ficando sobrestadas, até que se ultime a votação, todas as demais deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando. Passados 60 dias contados da data da publicação da MP, podem ocorrer diversas hipóteses: I. Congresso apreciará, votará, converterá em lei e passará a vigorar Lei Ordinária. II. Passaram-se 120 dias e a MP não foi apreciada. Assim, a MP perderá a validade. III. Congresso apreciará e rejeitará a MP. As relações jurídicas criadas durante a MP que foi rejeitada pelo Congresso Nacional serão analisadas pelo próprio CN, que decidirá dentro de 60 dias o que será feito, do contrário, as relações jurídicas seguem possuindo efeitos. Via de regra, o CN não dispõe sobre tais relações jurídicas, então uma vez transcorrido o prazo de 60 dias, os efeitos produzidos durante a vigência da MP, manter-se-ão. CF 62, § 11. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta dias após a rejeição ou perda de eficácia de medida provisória, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas. CF 62, §10. A MP rejeitada ou a que teve seu prazo transcorrido, não poderá ser apresentada na mesma sessão legislativa. É a mesma regra da Emenda Constitucional, uma vez rejeitada, 1 ano deve transcorrer para que possa ser reapresentada. Atenção! CF 62, §1°. Matérias vedadas para edição de MP: CF 62, §1°. É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria I - relativa a: a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral; b) direito penal, processual penal e processual civil; - Direito Civil pode! c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros; d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares, ressalvado o previsto no art. 167, § 3º; II - que vise a detenção ou seqüestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro; III - reservada a lei complementar; IV - já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República. Tipos de decreto: I. Decreto Legislativo: Feito pelo próprio poder legislativo (CN, matérias da CF 49). São atos primários (se submetem ao controle concentrado de constitucionalidade). II. Decretos regulamentares: São de competência do Presidente da República. Busca ESPECIFICAR algo JÁ previsto em lei. São atos normativos secundários, pois dependem da própria lei para existir. O Decreto Regulamentar não pode criar direito novo, ele apenas regulamenta/especifica a lei. CF 49, inciso V. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa; Assim, se o Presidente da República regulamentar a mais, o próprio Congresso Nacional poderá suspender os atos regulamentares exorbitantes. III. Decretos Autônomos: São de competência do Presidente da República. Cria algo novo. Constituem atos normativos primários, podendo ser atacados via ação direta de inconstitucionalidade (ADI). O Presidente da República solicita ao Congresso Nacional para que ele possa legislar sobre uma matéria que seria de competência do Congresso Nacional. Não será objeto de Lei Delegada: CF 68, §1°. - Atos de competência exclusiva do CN. - Os de competência privativa da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal; - A matéria reservada à lei complementar, nem a legislação sobre: I - organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros; II - nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos e eleitorais; III - planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos. Compete ao CN sustar os atos do Presidente da República que exorbitem os limites da delegação (CF 49, V). CF 64: Quando um projeto for de iniciativa do Presidente da República, ele poderá requerer urgência na apreciação dos projetos de sua iniciativa/ nos projetos que ele encaminhou. CF 65: Quando o projeto inicia em uma casa, se houver alteração/emenda, tende a terminar naquela casa em que se iniciou. Art. 65. O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela outra, em um só turno de discussão e votação, e enviado à sanção ou promulgação, se a Casa revisora o aprovar, ou arquivado, se o rejeitar. Parágrafo único. Sendo o projeto emendado, voltará à Casa iniciadora. CF 66: Relação entre veto e sanção: Ambos são uma prerrogativa do Presidente da República. Atenção! Emenda à Constituição não sofre veto ou sanção. • Veto total: o projeto inteiro é vetado. • Veto parcial: não se pode vetar uma palavra, deve-se vetar todo o artigo, todo o caput, ou todo o parágrafo, por exemplo, a fim de não inverter o sentido do projeto. → Razões do veto: I. Por razões jurídicas: o projeto é considerado inconstitucional. II. Por falta de interesse público. → O veto deve ser fundamentado e expresso: No prazo de 15 dias (sanção expressa). Se não houver fundamentação do veto em 15 dias, o silencio importa a sanção tácita. → O veto deve ser apreciado: Em sessão conjunta, no prazo de 30 dias, podendo ser derrubado pela maioria absoluta. CF 67: Uma matéria constante no Projeto de Lei que tenha sido rejeitado naquela sessão legislativa, somente poderia ser reapresentado na mesma sessão (no mesmo ANO) se houvesse proposta da maioria absoluta por parte das casas do Congresso Nacional. Tais propostas não podem ocorrer para MP e EC. Atenção: O controle concentrado é apenas uma das formas de controle, de modo que o controle de constitucionalidade é muito mais amplo que o controle concentrado. → Do controle de constitucionalidade: O STF inventou o conceito de norma supralegal (abaixo da CF, mas acima de Lei Ordinária). Tudo que está abaixo da Constituição precisa passar por um filtro de constitucionalidade. É como se a constituição fosse um grande funil, em que as demais normas precisam passar pelo seu filtro. Assim, normas de acordo com o sistema jurídico serão normas constitucionais.