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 Poder constituinte: 
É uma teoria para justificar o poder do Estado. 
Há duas divisões no poder constituinte: 
I. Poder constituinte originário: 
É o poder que CRIA a constituição. 
É o poder inicial ou inaugural, pois é este poder que inaugurará 
a ordem jurídica. 
É ilimitado (está no topo da pirâmide, pode criar todos os 
direitos que desejar). 
Incondicionado. 
É um poder de fato (não há nenhuma ordem jurídica que dirá 
como deve ser a sua atuação). 
Constituição: possui normas constitucionais originárias, ou 
seja, que não se submetem ao controle de 
constitucionalidade. 
II. Poder constituinte derivado: 
É um poder secundário, pois derivou-se do poder originário. 
É um poder LIMITADO, deve observar as condições 
estabelecidas na constituição. 
É um poder de direito, pois é regulamentado pela constituição. 
Ex.: A Constituição possui cláusulas pétreas (CF 60, §4°, I a IV), 
que são conteúdos indisponíveis, que não podem ser abolidos. 
Esses direitos fundamentais só podem ser acrescidos, de 
acordo com o Princípio da Vedação ao Retrocesso Social. 
Ex’.: para que a CF seja alterada, é necessária votação de 3/5 
em 2 turnos, nas 2 casas. 
Ex’’.: o Estado é proibido de alterar a CF na vigência do Estado 
de Defesa, Estado de Sítio e Intervenção Federal. 
→ Espécies de poder constituinte derivado: 
 
a. Poder reformador (CF 60): 
É o poder que pode emendar a CF. 
A Emenda à CF está na mesma hierarquia que a CF. 
As Emendas Constitucionais estão sujeitas ao controle de 
constitucionalidade e, logo, podem ser declaradas 
inconstitucionais. 
b. Poder decorrente (CF 25): 
É o poder que os Estados têm, em face da autonomia dos entes 
federativos (União, Municípios, DF e Estado) de criar uma 
Constituição Estadual. 
c. Poder revisor (ADCT, 3°): 
Após 5 anos da promulgação da CF, este poder pode fazer uma 
grande revisão da Constituição como um todo. 
Uma vez exercido, não poderá mais o ser. 
d. Poder difuso: 
É o poder de alterar a CF sem alteração formal em seu texto, 
ou seja, somente através da interpretação constitucional. 
Quando ocorreria? 
Quando houver uma mutação constitucional: momento 
em que a sociedade evolui e a CF precisa acompanhar tal 
evolução. Ex.: conceito de família que deixou de ser no 
modelo tradicional. 
Usa-se o método da hermenêutica, chamada de 
interpretação conforme a CF. O poder judiciário escolhe 
um sentido que considera compatível com o texto 
constitucional. 
Ex.: ADPF 54 – hipóteses de aborto permitidas: a 
anencefalia foi incluída como uma hipótese condizente 
com a CF, mas não está em seu texto legal. Logo, com a 
inclusão da anencefalia, alterou-se o sentido, sem mudar 
o texto legal. 
Consequência Prática: 
- Neoconstitucionalismo (constitucionalismo 
contemporâneo): 
o Os Direitos Fundamentais devem ser 
concretizados; 
o Todos os poderes estão vinculados aos Direitos 
Fundamentais; 
o A CF é formada por princípios e regras. Os 
princípios requerem maior interpretação; 
o A CF tem força normativa; 
o Judicialização e ativismo (postura mais 
interventiva/pró ativa do poder judiciário); 
o Constitucionalização do direito (tudo passa 
pelo filtro da própria CF). 
 
 Eficácia das normas constitucionais: 
Há três tipos de normas constitucionais: 
1) Norma de eficácia plena (CF 5°, §1°): 
Também conhecida como direta e imediata. 
A norma como está posta na CF, já está apta a produzir seus 
efeitos diretos e imediatos. 
2) Norma de eficácia contida: 
É plena no sentido de estar apta a produzir efeitos, mas 
normas infraconstitucionais podem “criar exigências” para o 
seu exercício. 
Ex: liberdade de profissão – a norma de eficácia contida cria 
exigências para o exercício da profissão, como a exigência de 
carteirinha da OAB para advogar, por exemplo. 
3) Norma de eficácia limitada ou programática: 
É aquela que, para produzir integralmente seus efeitos, 
necessita do programa normativo (da norma integralizadora), 
que é uma legislação dizendo como será exercido esse direito. 
 
 
Podem ser atacadas via mandado de injunção, porque ele 
surge para atacar uma omissão legislativa. 
 Constituições do Brasil: 
 
1. 1824 (Constituição do Império): 
 
• 4 poderes (Moderador + 3 poderes) 
 
2. 1891 (Constituição Federalista Republicana): 
 
• Federalista; 
• Separação de Poderes 
• Criação do STF 
 
3. 1934 (Constituição Getulista): 
 
• Direitos Sociais e Trabalhistas; 
• Evolução do controle de constitucionalidade 
• Ampliação dos Direitos e Garantias Individuais 
(habeas corpus, mandado de segurança). 
 
4. 1937 (Constituição Polaca): 
 
• O CN faria em última instância o controle de 
constitucionalidade; 
• Retirou várias garantias (inclusive o Mandado de 
Segurança). 
 
5. 1946 (Redemocratização): 
 
• Ampliação dos Direitos e Garantias Individuais, 
Sociais e Controle de Constitucionalidade 
 
6. 1967 (Ditadura): 
 
• EC 69: atos institucionais; 
• Antidemocracia. 
 
7. 1968 (Constituição cidadã): 
 
• Ampliação de Direitos Fundamentais e Sociais; 
• Promulgada; 
• Formal (documento solene) 
• Heterodoxa (vários dogmas) 
• Amplia o controle e participação popular. 
• Remédios constitucionais (habeas corpus, habeas 
data). 
• Dirigente/ compromissária; 
• Rígida: só pode ser alterada mediante Emenda. 
 
 Divisão interna da Constituição: 
Preâmbulo: parte inaugural; 
 O STF decidiu que o preâmbulo não tem força normativa, 
porque continha a palavra (sobre a proteção de Deus) e o Brasil 
possui um Estado laico. Assim, o STF “resolveu o problema” 
decidindo que o preâmbulo não possui força normativa e, portanto, 
não pode ser base para a declaração de inconstitucionalidade de 
uma norma. 
Corpo: regras e princípios; 
ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias). 
 
1ª – Direitos Civis e Políticos: 
Surge no período pós Revoluções Liberais (Revolução Americana de 
1776 e Revolução Francesa de 1789). 
A 1ª geração é marcada por: 
• Titularidade individual; 
• Direitos de cunho negativo; 
• Maior abstenção do Estado/ negativa (não fazer); 
• Estado deve ser mínimo; 
• Direitos de liberdade e igualdade formal; 
2ª – Direitos Sociais e Econômicos: 
• Direitos Coletivos (exercer em coletivo); 
• Direitos de cunho positivo (exigem “fazer” do Estado – 
atuação interventiva do Estado); 
• Estados Sociais; 
• Prestação de Serviços Públicos; 
• Direitos que geram mais custos ao Estado (Reserva do 
possível: o Estado deve realizar dentro de seus limites 
econômicos); 
• CF 6°: Direito do Trabalhador, Direito da Previdência 
Social, Direito à Educação, Saúde, Moradia, Alimentação, 
Proteção à maternidade (Direitos que buscam explorar a 
igualdade material); 
• Políticas Públicas; 
• Ações afirmativas 
3ª – Transindividual: 
Direito de humanidade. 
• CF 225: Proteção ao Meio Ambiente Ecologicamente 
Equilibrado; Autodeterminação dos Povos. 
 
 
 
 
 
 
→ Titularidade ativa (CF 5°) 
Quem possui Direitos Fundamentais? 
• Brasileiros natos e naturalizados; 
• Estrangeiros residentes: porém, não possui o direito de 
votar ou ser votado (é inalistável) 
Teoria da compatibilidade: possibilita que mais pessoas possuam 
Direitos Fundamentais, tais como: 
• Estrangeiros não residentes; 
• Pessoas Jurídicas; 
 
→ Titularidade passiva: 
Demanda-se contra: 
• Estado: 
- Estado 
 
 
- Privado (cidadãos) 
= Eficácia vertical 
 
• Privados: 
- Privado (cidadãos) Privado (cidadãos) 
= Eficácia horizontal 
 
→ Os Direitos Fundamentais são um Catálogo Aberto: 
São meramente exemplificativos, pois além do artigo 5° da CF, pode 
haver direitos fundamentais em outros artigos também. 
→ Características dos Direitos Fundamentais: 
- É norma de eficácia plena; 
- É Cláusula Pétrea. 
→ Qual a força de um Tratado Internacional em 
matéria de Direitos Humanos? 
Tratados ratificados... 
ANTES DE 2004 APÓS 2004 
CF 5°, §2° CF 5°, §3° (EC 45/04) 
STF: oObservações: 
A CF de 1967 foi revogada com a CF de 1988. Porém, isso não 
ocorrerá com as normas infraconstitucionais, como exemplo há o 
Código Penal de 1960, o CTN, o CPC etc. 
A linha do tempo será a CF de 1988. 
• ANTERIOR À CF 88: 
Tudo o que for ANTERIOR a CF é averiguado pelo seguinte 
sistema: a norma será recepcionada se for compatível com a 
CF de 88. Se for incompatível, não será recepcionada. 
Atenção aos termos usados: compatível e incompatível. 
Obs.: Não cabe ADI para normas ANTERIORES à CF de 88. 
Há dois tipos de recepção: 
I. Material: conteúdo compatível com a CF de 88. 
 
II. Formal: forma compatível com a CF de 88. 
 
• POSTERIOR À CF 88: 
Se estiver de acordo com a CF, será constitucional. 
Se não estiver de acordo com a CF, será inconstitucional. 
Atenção aos termos usados: constitucional, inconstitucional. 
Inconstitucionalidades: 
a. Formal: 
Tem a ver com a forma/procedimento/processo legislativo. 
Exemplo: podem estar errados... 
 - iniciativa 
 - quórum de votação 
 - competência de quem poderia fazer a lei 
 - quórum de abertura 
 - veto ou sanção faltantes 
b. Material: 
Conteúdo fere a Constituição. 
Exemplo: Presidente da República propõe extinguir o STF (é 
cláusula pétrea, logo, fere a constituição materialmente). 
 
→ Momentos do controle de constitucionalidade: 
É importante pois há supremacia e rigidez constitucional. 
 
1) CONTROLE PREVENTIVO: 
Ocorre ANTES da aprovação/ antes de surtir efeito. 
Ocorre durante o processo legislativo. 
Visa evitar que algo inconstitucional seja produzido. 
Tende a ser exercido pelo poder político, pois ocorre durante 
o processo legislativo, quando o poder judiciário ainda não 
está presente. 
Formas de exercer o controle preventivo: 
a. Comissão de Constituição e Justiça (CF 58): um grupo de 
parlamentares emite um parecer sobre a 
constitucionalidade de uma norma. 
Estando a norma aprovada em cada uma das casas do 
parlamento, segue-se para o momento de... 
 
b. Veto ou sanção do Presidente da República: governador 
e prefeito também vetam. 
 
 
 
 
O veto pode ocorrer por razões jurídicas (pois contraria a 
CF). O veto deve ser expresso e fundamentado, no prazo 
constitucional de 15 dias. 
Obs.: A Emenda a Constituição não sofre veto ou sanção do PR pois 
é promulgada pelas próprias casas legislativas, e não pelo PR. 
Assim, não há veto ou sanção do PR pois o PR não pode interferir 
neste processo. 
É possível controle/ intervenção judicial durante o processo 
legislativo? 
É possível a impetração de Mandado de Segurança para garantir 
direito líquido e certo, por parlamentar (Senador ou Deputado 
Federal) em duas hipóteses: 
I) Quando houver um vício formal do processo 
legislativo. 
II) Quando houver uma proposta de emenda à 
constituição tendente a abolir cláusula pétrea. 
 
2) CONTROLE REPRESSIVO: 
Ocorre após a norma produzir efeitos e ser válida, e tende a 
ser exercido pelo Poder Judiciário. 
A CF de 88 adotou um sistema misto, pois ela permite que o 
controle repressivo de constitucionalidade seja exercido tanto 
pelo controle difuso, quanto pelo controle concentrado. 
Divide-se em: 
a. CONTROLE DIFUSO: 
Sinônimos: Difuso/ Incidental / Concreto / Via de exceção 
Histórico: surgiu com o caso Marbury x Madison – EUA, 1803. 
É difuso porque qualquer juiz ou tribunal pode declarar a 
inconstitucionalidade de uma norma ou de um ato concreto. 
É chamado também de controle incidental porque a 
inconstitucionalidade é a causa de pedir, e não o pedido 
central¸ logo, trata-se de um incidente de 
inconstitucionalidade. 
É chamado de controle concreto porque há interessados 
diretos na causa, sendo que qualquer pessoa pode propor o 
controle difuso. 
Atos atacáveis: 
- Atos concretos (ato destinado para um sujeito concreto/ 
individualizado) 
- Atos normativos (atos que tendem a produzir efeitos 
para todos, como MP e Decretos Normativos). 
O controle difuso tem efeitos inter partes (exceto quando for 
em recurso extraordinário!) 
O controle difuso em última instância é apreciado pelo STF. 
Chega-se no STF via recurso extraordinário (CF 102, III, a, b, c, 
d). 
Nota: no controle de constitucionalidade, a regra é o efeito EX 
TUNC (retroage até ali, até o ato). 
MAS... é possível a modulação temporal dos efeitos (Lei 9868/99 
art. 27): 
O STF, através do voto de 2/3 dos ministros em situação 
de relevante interesse social + razões de segurança 
jurídica, poderia aplicar a modulação temporal dos 
efeitos. 
Ao invés dar um efeito ex tunc, poderia dar um efeito ex nunc (que 
não retroage) ou um efeito pró futuro (em a norma passará a valer 
a partir de uma data específica no futuro). 
Ex: um concurso público é feito em 2010, Joana é aprovada e 
trabalha nele durante 5 anos. Em 2016 o concurso é declarado 
ilícito. Diante disso, Joana não poderia ser prejudicada tendo que 
devolver todo o valor recebido como remuneração. É em casos 
como esse que a modulação temporal dos efeitos se aplica. 
• Recurso Extraordinário (CF 102, III, a, b, c e d): 
Tem 15 dias para ser impetrado o juiz a quo ou no juiz ad quem 
(STF). 
No Rex, as partes deverão demonstrar repercussão geral, ou seja, 
demonstrar que há relevância + transcendência (afetar diversas 
pessoas) na matéria. 
Não havendo repercussão geral, não ocorrerá recurso 
extraordinário. 
Caberá Recurso Extraordinário toda vez que uma decisão de um 
tribunal contrariar conteúdo da CF. Será a última palavra em 
termos de controle difuso de constitucionalidade. 
Tem efeito pan processual: para todas as partes que possuem um 
processo semelhante, mas praticamente com efeitos erga omnes. 
A repercussão geral será apreciada pelo STF, somente podendo 
recusá-la pelo voto de 2/3 dos ministros (pelo menos 8 votos 
contrários a tese da repercussão geral para haver sua recusa). 
 
Observação: seria possível controle político relativo a 
constitucionalidade após o ato normativo/norma já 
estar surtindo efeitos no ordenamento? 
Haveria como ter controle político depois que a norma JÁ está 
produzindo efeitos no ordenamento? 
Sim, há 02 casos: 
I. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: 
CF 49, V. sustar os atos normativos do Poder Executivo que 
exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação 
legislativa; 
Este artigo já caiu 03 vezes na OAB. 
Lembrar dele!!! 
II. Medida Provisória: 
O CN deve aprovar MP para que ela seja convertida em lei. O 
CN pode reprovar MP por considerá-la inconstitucional. 
 
b. CONTROLE CONCENTRADO: 
Sinônimos: controle abstrato/ em tese/ objetivo/ via de ação. 
Ler: são poucos artigos!!! 
 
 
Lei 9.868/99 (ADI por omissão + Ação Declaratória de 
Constitucionalidade) 
Lei 9.882/99 (Arguição de Descumprimento de Preceito 
Fundamental). 
Tudo que não for discutido no âmbito do controle concentrado, 
será discutido no âmbito do controle difuso. 
→ Ações do controle concentrado: 
• ADI: Ação direta de inconstitucionalidade 
• ADIO: Ação direta de inconstitucionalidade por omissão 
• ADC: Ação declaratória de constitucionalidade 
• ADPF: Arguição de descumprimento de preceito 
fundamental 
 
→ Histórico do controle concentrado: 
Em 1920, nascido em um debate entre Hans Kelsen e Schmidt sobre 
quem é o guardião da CF 
Modelo europeu austríaco alemão. 
→ Características gerais: 
 
• Competência originária: STF. 
• O que se quer analisar é CONTEÚDO da norma, e não a 
sua incidência no caso concreto. 
 
• A constitucionalidade ou a inconstitucionalidade são o 
pedido central nessa norma, de modo que não se quer 
discutir a aplicação da norma, e sim ela em tese. 
 
• É um controle objetivo pois o que for decidido valerá para 
todos!!! Tem efeito erga omnes e vinculante. 
- Erga omnes = terá efeito para todos. 
- Vinculante = para administração pública 
direta e indireta em todas as suas instâncias 
(município, estado e união), e para o poder 
judiciário.- Quem não está vinculado? 
Legislativo. Aquele que exerce função 
legislativa não está vinculado. 
Pleno do STF: pode mudar suas decisões. 
• Efeito ex tunc (retroage). 
Art. 27 da Lei 9.869/99. Mas é possível que o STF module 
temporalmente os efeitos, ou seja, que passe a dar o efeito ex 
nunc ou pró futuro, ao invés do ex tunc, nos casos em que 
houver voto de 2/3 dos ministros por razões de relevante 
interesse social e segurança jurídica. 
• Não cabe desistência nessas ações: é uma questão de 
ordem pública. 
 
• É comum o amicus curiae /“amigo da corte”: não é parte 
do processo, é convidado a fazer parte da causa por ter 
um conhecimento muito grande sobre aquela questão 
Art. 7° §2° da lei 9.868/99. 
 
 
• Não há partes interessadas, o que existe são legitimados 
ativos. 
 
Os legitimados ativos atuam em prol da preservação 
constitucional, representando o interesse da 
coletividade no sentido de não ter uma norma 
inconstitucional na CF. 
 
CF 103. Os Legitimados Ativos são os mesmos para todas 
as ações do controle concentrado: 
 
Legitimados universais: 
Tem legitimidade para propor QUALQUER TEMA nas ações do 
controle concentrado. 
Ps.: decorar apenas os legitimados que devem demonstrar 
pertinência temática. 
I. Presidente da República; 
II. Mesa da Câmara dos Deputados; 
III. Mesa do Senado Federal; 
IV. Ordem dos Advogados do Brasil/ Federal; 
V. Procurador Geral da República; 
VI. Partido Político com representação no Congresso 
Nacional (PELO MENOS um deputado, ou PELO MENOS 
um senador, não é necessário todos os membros). 
 
Legitimados que devem demonstrar pertinência 
temática: 
É preciso demonstrar aderência, pertinência, relação com a 
matéria. 
Decorar por exclusão: apenas alguns devem demonstrar 
pertinência temática, todo o resto será legitimado universal. 
I. Mesa da Assembleia Legislativa do Estado; 
II. Governador do Estado/ DF; 
III. Associações ou entidades de classe de âmbito NACIO; 
deve ter caráter NACIONAL e deve estar PELO MENOS há 
01 ano em funcionamento. 
Observação para a pegadinha!!! 
Quando o parâmetro de controle de constitucionalidade 
for a Constituição Estadual É UMA PEGADINHA, pois a 
COMPETÊNCIA SERÁ DIFERENTE. 
Se o parâmetro de controle de constitucionalidade for Constituição 
Estadual, a competência para julgamento será do TRIBUNAL DE 
JUSTIÇA (CF 125, §2°). 
Pode haver uma Lei Municipal, que afrontará a Constituição 
Estadual. 
Pode haver uma Lei Estadual, que afrontará a Constituição 
Estadual. 
E se for a contrariedade de uma norma de reprodução obrigatória? 
Ou seja, que está na Constituição Estadual e está na Constituição 
Federal? 
O STF decidiu que se o parâmetro for a Constituição Estadual, ainda 
assim, a competência será do Tribunal de Justiça. 
E se a decisão do Tribunal contrariar a CF? 
R: Recurso Extraordinário! 
 
 
ADI 
Quando cabe Quando NÃO cabe 
 
Lei ou ato normativo 
(CF 102, I, a) 
 
 
Ato concreto 
Lei ou ato normativo Estadual 
ou Federal 
 
Lei ou ato normativo 
Municipal 
Quando cabe ADI Quando NÃO cabe ADI 
 
Leis ou atos normativos 
Posteriores a CF de 1988 
 
Leis ou atos normativos 
anteriores a CF de 1988 
 
 
Leis ou atos normativos 
primários: 
Decorrem da CF 
(lei) 
 
 
Leis ou atos normativos 
secundários: 
Decorrem da lei 
(decreto, portaria) 
 
Contra veto de PR e contra 
parecer da comissão de 
constituição e justiça 
(porque são atos políticos) 
e contra Súmulas vinculantes 
(tem mecanismo próprio de 
alteração) 
 
 
Obs.: ADI por omissão. 
 - Omissão parcial: deixou de regulamentar parte da lei. 
 - Omissão total: deixou de regulamentar toda a lei. 
ADI por omissão pode ser uma inconstitucionalidade produzida 
pelo: 
I. Poder legislativo; 
II. Poder administrativo/executivo. 
Na decisão, o STF não suprirá a decisão, por isso é tão 
diferente do mandado de injunção! 
ADC 
Quando cabe 
Lei ou ato normativo 
Lei ou ato normativo Federal 
Posterior a CF de 1988 
Primário 
 
É requisito para proposição da ADC haver: 
Controvérsia Judicial relevante (art. 114 inciso III da Lei 9.868/99). 
ADPF 
Quando cabe 
Ato do poder público = ato 
normativo ou ato concreto 
+ 
Descumprimento de Preceito 
Fundamental (aquilo que está 
vinculado a ordem de direitos 
fundamentais) 
Lei ou ato normativo 
Municipal 
Leis ou atos normativos 
anteriores à CF de 1988 
Atos normativos secundários: 
decretos regulamentares e 
portarias 
 
→ Princípio da subsidiariedade: 
A ADPF é uma ação subsidiária. Assim, caberá ADPF quando não 
houver outro meio para sanar a lesividade a preceito fundamental. 
Se couber outra ação, não caberá ADPF.tratado tem força de 
norma supralegal (acima da 
lei ordinária e abaixo da CF) 
Se for ratificado por 3/5 em 2 
turnos nas 2 casas, terá força 
de norma constitucional 
(força de emenda) 
 
Se não atingir a votação de 
3/5 em 2 turnos nas 2 casas, 
terá força de norma 
supralegal. 
 
 IGUALDADE: 
I. Igualdade formal: aplicação da lei em forma igual 
àqueles que se encontram em iguais condições. 
II. Igualdade material: tratar igualmente os iguais e 
desigualmente os desiguais, na medida da 
desigualdade (reconhecer as diferenças). 
Exemplos: 
 - cotas raciais e sociais; 
 - cota para deficientes em concursos 
Súmula 683 do STF: admite tratamentos “desiguais” em concursos 
públicos, de modo que só se admitem distinções decorrentes de lei 
e em razão do exercício da atividade. Ex.: boa visão para ser piloto 
de avião. 
 LIBERDADES: 
a) Liberdade de expressão: 
A manifestação do pensamento é livre. 
• Vedação do anonimato; 
• Reparação por danos materiais ou morais decorrentes de 
manifestação 
Limitações à manifestação de pensamento: 
 - Discurso de ódio; 
 - Incitação à violência; 
 - Propagandas envolvendo tabaco, medicamento, bebida 
alcóolica, criança e adolescente. 
É vedada: qualquer forma de censura (política, de ideias e cultural). 
Todos têm direito à manifestação de pensamento, resguardado o 
direito de resposta: direito que a vítima ganha de responder, no 
mesmo meio midiático, ofensa ou crítica sofrida por ela. 
b) Liberdade de informação: 
Direito de acesso a informações públicas, coletivo, privadas. 
É dever do Estado prestar informações de caráter público e 
coletivo. 
Lei de acesso à informação: 
O sigilo da informação é pedido nos casos de: 
- Segurança do Estado 
- Segurança da Sociedade 
- Jornalista: ao jornalista é garantido o sigilo da fonte. 
Tempo de sigilo: 
 - 05 anos se a informação for reservada; 
 - 15 anos se a informação for secreta; 
 - 25 anos se a informação for ultra secreta. 
Habeas data: informação do impetrante. 
Pode haver quebra de sigilo telefônico desde que haja fundadas 
razões para tal (crimes puníveis com penas de reclusão E tipificados 
no Código Penal). O juiz competente que dará autorização para a 
quebra do sigilo telefônico. 
c) Liberdade de reunião: 
É a liberdade de protestar. 
• Precisa ser em local público; 
 
 
 
• Não pode ter armas/violência; 
• Precisa ter comunicado às autoridades competentes; 
• Não pode frustrar outra reunião já agendada. 
 
- Comunicação NÃO é pedir autorização!!! 
d) Liberdade religiosa: 
O Estado é laico, não possui religião oficial. 
• O Estado deve garantir o livre exercício; 
• Deve proteger os locais de culto; 
• Deve garantir prestação religiosa em locais de 
confinamento (ex.: presídios); 
• O ensino religioso é facultativo nas escolas públicas, mas 
pode ser confessional; 
• É constitucional a prática religiosa com sacrifícios de 
animais. 
 
e) Liberdade de associação: 
Ocorre no ambiente privado. 
• Ninguém é obrigado a se associar ou se manter 
associado; 
• O Estado não pode intervir na associação; 
• A CF veda associação de caráter paramilitar; 
Sobre a suspensão e dissolução das associações: 
 - Suspensão: é temporária, para que haja suspensão só é 
necessária uma decisão judicial. 
 - Dissolução: é definitiva, para que haja dissolução é 
necessária uma decisão judicial transitada em julgado. 
f) Liberdade de locomoção: 
Há liberdade de locomoção em tempos de paz. 
Em Estado de Sítio, não é livre a liberdade de locomoção. 
g) Liberdade de profissão: 
É uma norma de eficácia contida. 
→ Proteção à propriedade na CF: 
É possível que haja perda da propriedade privada para o Estado, de 
duas formas: 
i. Desapropriação para interesse público: 
a. Indenização prévia, justa e em dinheiro, 
independentemente da concordância do 
proprietário. 
ii. Desapropriação para fins de reforma agrária: 
Ocorre quando a propriedade não atinge a função 
social. 
Obs.: expropriação é a perda da propriedade privada para o Estado 
sem qualquer direito de indenização, ademais, pode haver confisco 
de todos os bens que foram frutos de trabalho escravo ou cultivo 
de plantas psicotrópicas. 
→ Proteção ao domicílio: 
O domicílio é impenetrável, SALVO em caso de: 
• Flagrante delito; 
• Prestação de socorro; 
• Desastre 
• Mandado judicial durante o DIA. 
→ Nacionalidade Originária: 
Brasileiro nato (CF 12, I, a, b e c): 
 - jus soli: nascido em solo brasileiro. 
 - jus sanguinis: vínculo sanguíneo com quem possui 
nacionalidade brasileira. 
Assim, para ser brasileiro NATO, a pessoa deve nascer em solo 
brasileiro e seus pais não podem estar a serviço de seu país 
estrangeiro. 
Também são brasileiros NATOS aqueles nascidos no estrangeiro, 
desde que pai e mãe estejam a serviço do Brasil. 
É brasileiro nato aquele nascido no estrangeiro, de pai ou mãe 
brasileira que, após o nascimento, é registrado em repartição 
competente. 
Também será brasileiro nato aquele nascido no estrangeiro, filho 
de pai e mãe brasileira que, após a maioridade, venha a residir no 
Brasil e opte pela nacionalidade brasileira. 
→ Nacionalidade Derivada: 
Brasileiro naturalizado. 
 - de modo ordinário (Lei 13.445 – Lei da Migração + CF 12, 
II, a): menos tempo, mais requisitos. 
 - de modo extraordinário (CF 12, II, b): deve residir 15 
anos ininterruptos no Brasil e não haver condenação criminal. 
Devem requerer a nacionalidade brasileira. 
CF 12, § 1º. Aos portugueses com residência permanente no País, 
se houver reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos 
os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta 
Constituição. 
→ Distinções admitidas: 
CF 5°, inciso LI: extradição: 
• Brasileiro nato: NÃO poderá ser extraditado. 
• Naturalizado: poderá ser extraditado em 02 hipóteses: 
o Crime comum cometido antes da naturalização 
o Tráfico de entorpecentes 
Obs.: O Brasil não extradita estrangeiro em caso de crime político 
ou de opinião (conexão com os Princípios Fundamentais – Asilo 
Político). 
O Brasileiro Naturalizado terá uma reserva em se tratando de 
direitos políticos, de modo que é proibidos brasileiros naturalizados 
ocuparem os cargos de: 
• Presidente da República e vice 
• Presidente da Câmara dos Deputados 
• Presidente do Senado 
• Ministro do STF 
 
 
 
 
• Oficial das forças armadas 
• Ministro da Defesa 
• Diplomata 
Ministro da Justiça Brasileiro Naturalizado pode!!! 
→ Perda da nacionalidade: 
É possível que brasileiro nato e naturalizado percam a sua 
nacionalidade. 
• Nato: o brasileiro nato perde a sua nacionalidade ao 
optar por outra. 
Salvo nos casos previstos nas alíneas a e b da CF 12. 
a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei 
estrangeira; 
b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao 
brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para 
permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis; 
• Naturalizado: perderá a nacionalidade ao praticar 
atividade nociva ao interesse nacional. 
 
→ CF 89, inciso VII: 
É reservado a brasileiros natos participar do Conselho da 
República. 
→ CF 222: 
Propriedade de empresa de rádio, televisão: para ser 
proprietário de tais empresas, deve ser brasileiro naturalizado 
há pelo menos 10 anos. 
Obs.: é permitido que cada Estado e Município tenham seu 
próprio hino, bandeira e símbolos. 
CF 14. 
O Brasil exercerá seus direitos políticos a partir da soberania 
popular, a qual é exercida por meio do sufrágio universal. 
No Brasil, a democracia é do tipo... 
→ Democracia semidireta: 
É dividida em... 
Direta: por meio do voto direto. Ou, por meio de... 
 - Plebiscito: ocorre sempre antes da decisão. É uma 
consulta ao povo anterior à aplicação da medida. 
 - Referendo: é uma medida posterior. Implementa-se a 
mudança, e apenas depois a população se manifesta acerca 
daquela decisão. 
 - Iniciativa popular: é a possibilidadede 1% do eleitorado 
nacional, dividido em pelo menos 05 Estados da Federação, 
manifestando-se em pelo menos 3/10 de cada Estado PROPOR uma 
Lei Ordinária ou Lei Complementar. Ex.: lei do ficha limpa, foi 
implementada por iniciativa popular. 
Representativa: há escolha dos representantes pelo povo. 
 - Prefeito municipal / Governador / Presidente 
 - Vereador / Deputados / Senador 
Indireta: quando os próprios representantes eleitos escolherão um 
representante. 
- Caso de vacância do chefe do Executivo após segundo 
ano de mandato. Nesse caso, há eleição indireta pelo Congresso 
Nacional. 
Sufrágio Universal: 
O voto é secreto, universal, periódico e direto (Cláusula Pétrea). 
O voto é obrigatório para aqueles que tiverem 18 até 70 anos. E é 
facultativo de 16 a 18 anos incompletos e para quem tiver mais de 
70 anos. Ademais, para o ANALFABETO o voto é FACULTATIVO. 
→ Condições de alistamento: 
Quem pode se alistar e votar no Brasil? 
i. Direitos políticos ativos (direito de voto): 
Para possuir direito de voto, é preciso ter alistamento 
eleitoral. 
Para tanto, é preciso: 
• Ter nacionalidade brasileira; 
• Ter a idade exigida (16 anos completos). 
É inalistável no Brasil: 
• O estrangeiro; 
• Conscrito durante serviço militar obrigatório. 
 
ii. Direitos políticos passivos (ser votado): 
Deve ser elegível. Para tanto, é preciso: 
• Ter nacionalidade brasileira; 
• Estar em pleno gozo dos Direitos Políticos; 
• Alistamento eleitoral; 
• Circunscrição eleitoral (domicílio eleitoral): 
Para que eu concorra a prefeita de Porto Alegre, 
devo ter meu domicílio eleitoral em Porto Alegre, ou seja, 
devo MORAR no local onde irei me candidatar. 
• Filiação partidária (para se candidatar, é preciso que 
se esteja filiado a partidos políticos. 
Idades mínimas: 
Para... 
• Vereador: 18 anos no momento da candidatura; 
• Prefeito/ Deputado Federal e Estadual: 21 anos; 
• Governador: 30 anos; 
• Presidente/Senador: 35 anos. 
 
Inelegibilidades: 
 
• CF 14, §5°: inelegibilidade decorrente do 3° mandato: 
§ 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do 
Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou 
substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um 
único período subsequente. 
Só se pode concorrer para prefeito e reeleger-se 1x. 
 
 
 
 
 
 
 
Logo, é PROIBIDO O 3° MANDATO. 
Depois de 04 anos, se o indivíduo quiser se candidatar novamente, 
pode. 
• Para concorrer a outros cargos: deve haver renúncia 06 
meses antes do pleito. 
CF 14, § 6º. Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da 
República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os 
Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis 
meses antes do pleito. 
• Parentes até o 2° grau são inelegíveis no território de 
jurisdição do titular. 
§ 7º São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge 
e os parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por 
adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou 
Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja 
substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já 
titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. 
Exceto: se meu parente já foi eleito e concorre a reeleição (nesse 
caso não se aplica a inelegibilidade). 
Súmula 18: A dissolução da União e Casamento no curso do 
mandato, não torna elegível o ex cônjuge. A menos que a 
dissolução da União tenha se dado por morte de um dos cônjuges. 
• Militares: 
§8° O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições: 
I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da 
atividade; 
II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela 
autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato 
da diplomação, para a inatividade. 
CF 142, inciso V. o militar, enquanto em serviço ativo, não pode 
estar filiado a partidos políticos; 
 - Ao militar não é exigida a filiação partidária prévia. A 
filiação partidária do militar conta apenas a partir do registro de sua 
candidatura. 
Obs.: Lei Complementar pode definir outros tipos de 
inelegibilidade. Porém, apenas inelegibilidades RELATIVAS, pois 
inelegibilidades absolutas não podem ser acrescidas por lei 
complementar. 
→ Perda ou suspensão de direitos políticos: 
Haverá perda ou suspensão de direitos políticos... 
• Daquele que perder sua nacionalidade; 
• Por incapacidade civil absoluta; 
• Daquele que não tiverem cumprido com serviço militar 
obrigatório; 
• Quem tiver sentença judicial com trânsito em julgado; 
• Por improbidade administrativa. 
Prazo da Lei Eleitoral: 
PRAZO DOS 12 MESES. 
A lei que alterar processo eleitoral entrará em vigor na data da 
publicação, MAS não pode ser aplicada em uma eleição que ocorra 
em até 01 ano de sua aplicação. DEVE-SE AGUARDAR 01 ANO DA 
DATA DE SUA VIGÊNCIA PARA SER APLICADA. 
→ Partidos Políticos: 
Os partidos políticos têm caráter nacional, são Pessoa Jurídica de 
Direito Privado, devem ter valores democráticos, republicanos e de 
respeito a dignidade humana. 
É proibida a criação de partidos políticos de caráter paramilitar ( é 
proibido poder paralelo às forças do Estado). 
A criação, fusão, incorporação e extinção dos Partidos Políticos é 
LIVRE. 
Partidos Políticos possuem acesso gratuito à rádio e televisão. 
Horizontalização das coligações partidárias: 
É possível que no âmbito federal o partido X e Y sejam 
aliados, e que no âmbito estadual sejam adversários políticos. 
Não é obrigado manter as mesmas coligações no âmbito federal, 
estadual e municipal. 
Proibição de coligações para cargos da proporcional: 
Novidade de 2020! 
Não temos obrigatoriedade de formar coligações, mas temos 
possibilidade de formar coligações para cargos de prefeito, 
governador, presidente da república e senador. 
Não se pode coligar para cargos da proporcional: vereadores, 
deputados estaduais e deputados federais. 
Fidelidade partidária: 
A infidelidade pode gerar perda de mandato quando for de 
cargos da proporcional. 
CF 17, §1°. É assegurada aos partidos políticos autonomia para 
definir sua estrutura interna e estabelecer regras sobre escolha, 
formação e duração de seus órgãos permanentes e provisórios e 
sobre sua organização e funcionamento e para adotar os critérios 
de escolha e o regime de suas coligações nas eleições majoritárias, 
vedada a sua celebração nas eleições proporcionais, sem 
obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito 
nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos 
estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária. 
→ Atenção! 
Não se pode ter financiamento eleitoral por órgão ou país 
estrangeiro. 
Empresas também não podem financiar campanhas políticas. 
Ademais, Pessoas Físicas também tem um limite para fazerem 
doações para campanhas políticas. 
 
 
 
 
 
 
 
O Brasil é uma República: não existem nobres e escravos e não 
pode haver hierarquia de poder. 
O sistema de governo do Brasil é o Presidencialismo. 
A forma de Estado do Brasil é uma Federação (não é um Estado 
unitário, em que há apenas um centro de poder). 
A Federação é organizada em União, Estados e Municípios e Distrito 
Federal. 
O Brasil é a soma destes entes federativos. O Brasil é soberano, já 
os entes federativos, são autônomos. 
Atenção! Confederação não é federação!! Na confederação, há 
uma união de países em virtude de um tratado internacional, 
geralmente para fins militares ou fins de comércio. Na 
confederação é dado as partes o direito de secessão/saída da 
confederação. 
→ Características da Federação: 
Assim, na Federação, os entes federativos não têm direito de saída, 
pois são parte do todo (soberania). 
Na Federação, há uma Constituição conectando as partes, e não um 
tratado internacional. É a Constituição a responsável por organizar 
as competências de cada entefederativo. É uma organização rígida 
de competências. 
União: cuida das forças armadas e da diplomacia do país, por 
exemplo. Representa o todo (Brasil). O Senado é uma 
representação dos Estados-membros. 
Tipos de Federação: 
 - Por agregação: EUA – 13 colônias que se reuniram e 
formaram um país. 
 - Por desagregação: Brasil – 1 país que se subdividiu em 
entes federativos. 
Há uma separação horizontal de poderes entre Executivo, 
Legislativo e Judiciário. Porém, o Federalismo é uma separação 
vertical de poderes: 
 - União 
 - Estados 
 - Municípios 
Atenção! A União não é soberana, o BRASIL é soberano. 
 
→ Pessoas Jurídicas de Direito Público interno: 
União, Estados e Municípios (todos estão em pé de igualdade). 
Autonomias das PJs de DPI: 
• Política 
• Legislativa 
• Administrativa 
• Tributária 
• Financeira 
 Lei Fund. Executivo Legislativ. Judiciári. 
União 
Federal 
CF Presidente 
Ministros 
CN 
- Senado 
Federal 
- Câmara 
dos Deput. 
Tribunais 
Superiores 
Justiças: 
milit., eleit., 
trab., e fed. 
Estados 
membros 
CF 25 
Const. 
Estadual* 
 
Governador 
Secretários 
 
Assembleia 
Legislativa 
- Tribunal 
de Justiça 
- Juízes 
Municípios CF 29/30 
Lei 
Orgânica 
Prefeito 
Secretários 
Câmara de 
Vereadores 
 
- 
Distrito 
Federal* 
CF 32 
Lei 
Orgânica 
 
Gov. 
Distrital 
Secretários 
Câmara 
Legislativa 
Mantido 
pela 
União 
Territórios CF 33 
Lei 
Complem. 
Federal. 
Gov. 
territot. 
nomeado 
pelo PR* 
Câmara 
Territorial 
Judiciário 
 
*É o poder constituinte derivado decorrente é o poder que cria 
uma Constituição Estadual. 
*O DF é uma mistura de Estado + Município, em que não há divisão 
interna em Municípios, mas sim regiões administrativas (cidades 
administradas pelo governo). 
*Presidente da República. 
→ Alteração territorial (CF 18, §3°): 
É possível alterar os estados-membros (criar e dividir estados). O 
que não pode é a secessão (saída do Brasil). 
1° passo para alteração: plebiscito. 
2° passo: ouvir as Assembleias Legislativas. 
3° passo: Lei Complementar Federal. 
Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se e 
desmembrar-se para anexação ou criação. 
→ Alteração dos Municípios: (CF 18, §4°): 
1° passo: Lei Complementar Federal; 
2° passo: estudos de viabilidade; 
3° passo: plebiscito; 
4° passo: lei ordinária estadual. 
Os Municípios podem se incorporar, criar-se, fundir-se e 
desmembrar-se. 
→ Limitações do Poder Público (CF 19): 
I – Secular / Laico; 
II – Recusar fé aos documentos públicos; 
III – Distinções entre brasileiros; 
 
 
 
 
→ Competências federativas: 
Predominância de interesse: 
• Nacional: é da União; 
• Regional: é dos Estados; 
• Local: é dos Municípios. 
A competência é um “poder-dever”. 
❖ Compete a União: 
Ler artigos: 
CF 21. Competência exclusiva. 
CF 22. Competência privativa e Legislativa 
- a União pode delegar aos Estados o poder de legislar 
sobre determinada matéria, através de Lei 
Complementar. 
CF 23. Competência administrativa e comum (União + Estados 
+ DF + Municípios). Lista aberta. 
CF 24. Competência concorrente (andar junto). Competência 
para legislar. Apenas União + Estado + DF (o Município não 
está na competência concorrente). 
 §1° União cria normas gerais; 
 §2° Estados criam normas suplementares (específicas). 
 §3° Inexistindo lei federal sobre o tema, os Estados 
podem exercer a competência plena. 
 §4° Superveniência de lei federal: suspenderá a eficácia 
da lei estadual. 
 
❖ Compete aos Estados membros: 
CF 25, §1°. Competência reservada/remanescente (sobra). 
 Compete aos Estados tudo o que não for da União e dos 
Municípios. 
CF. §2°. Gás canalizado. 
CF §3°. Regiões metropolitanas (Lei Complementar Estadual) 
 
❖ Compete aos Municípios: 
CF 30. 
I. Assuntos de interesse local; 
II. Suplementação de legislações; 
III. Tributos; 
IV. Distritos; 
V. Serviços locais; 
VI. Educação; 
VII. Saúde; 
VIII. Urbanismo; 
IX. Patrimônio Histórico; 
 
❖ Compete aos Distritos Federais: 
CF 32. Tem as mesmas competências dos Estados e 
Municípios. 
→ Intervenção Federal: 
 
• Características: 
A Intervenção de um ente federativo no outro é uma exceção, 
havendo, portanto, uma lista das hipóteses em que caberá a 
intervenção federal, que caberá sempre de modo restrito. 
• Intervenção da União nos Estados e no Distrito Federal: 
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, 
exceto para: 
I - manter a integridade nacional; 
II - repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação 
em outra; 
III - pôr termo a grave comprometimento da ordem pública; 
IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades 
da Federação; (poder coagido); 
V - reorganizar as finanças da unidade da Federação que: (crise 
financeira) 
a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos 
consecutivos, salvo motivo de força maior; 
b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas 
nesta Constituição, dentro dos prazos estabelecidos em lei; 
VI - prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial; 
VII - assegurar a observância dos seguintes princípios 
constitucionais: 
a) forma republicana, sistema representativo e regime 
democrático; 
b) direitos da pessoa humana; 
c) autonomia municipal; 
d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta. 
e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos 
estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na 
manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços 
públicos de saúde. 
Procedimentos pelos quais a União intervirá nos Estados: 
I. Presidente da República decreta de modo 
discricionário: escolhe intervir ou não 
a. Haverá o controle político do Congresso 
Nacional (CF 36, §1° ou 2°); 
 
II. Solicitação do poder coacto ao Presidente, o qual 
decreta se quiser (legislativo ou executivo coagido). 
a. Haverá o controle político do Congresso 
Nacional (CF 36, §1° ou 2°); 
 
 
 
 
 III. Requisição do STF ao Presidente. Nesse caso, o 
Presidente DEVE intervir (judiciário coagido): 
a. Haverá o controle político do Congresso 
Nacional (CF 36, §1° ou 2°); 
 
IV. Requisição do STF, STJ e TSE ao Presidente (inciso VI) 
a. Nesse caso, não há controle do Congresso 
Nacional. 
 
V. PGR ajuíza Ação Direta Interventiva (ADI) no STF. Se 
procedente, será decretada a intervenção (inciso VII: 
princípios constitucionais sensíveis e VI: Estado não 
obedecendo Lei Federal). 
a. Não há controle do Congresso Nacional. 
 
 
• Intervenção dos Estados nos Municípios: 
 
I. Município em dívida financeira 
II. Não prestação de contas 
III. Mínimo em saúde e educação não aplicado. 
Nesses 03 primeiros casos, o governador discricionariamente 
decreta. E a Assembleia Legislativa faz o controle 
(aprova/reprova). 
IV. Não observância de princípio constitucional 
estadual e não observância de lei + decisão judicial. 
Nesse caso, o Procurador Geral de Justiça ajuíza ação no 
Tribunal de Justiça. 
Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União 
nos Municípios localizados em Território Federal, exceto quando: 
I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos 
consecutivos, a dívida fundada; 
II - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei; 
III - não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal 
na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços 
públicos de saúde; 
IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para 
assegurar a observância de princípios indicados na Constituição 
Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão 
judicial. 
Hipótese da União intervindo em Município situado em território: 
os territórios não são considerados entes federativos. 
Princípios da Ordem Econômica – Ideologia econômica de 1988. 
Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorizaçãodo trabalho 
humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos 
existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados 
os seguintes princípios: 
I - soberania nacional; 
II - propriedade privada; 
III - função social da propriedade; 
 IV - livre concorrência; 
V - defesa do consumidor; 
VI - defesa do meio ambiente; 
VII - redução das desigualdades regionais e sociais; 
VIII - busca do pleno emprego; 
IX - tratamento favorecido para as empresas brasileiras de capital 
nacional de pequeno porte. 
Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer 
atividade econômica, independentemente de autorização de 
órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei. 
Súmula vinculante 49: 
Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede 
a instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em 
determinada área. 
 Atividade Econômica Serviço Público 
Ator principal Privados Poder Público 
Papel Do poder público: 
- Fiscalizar 
- Induzir 
- Planejar 
Subsidiariamente: 
- Explorar atv. econ: 
No caso de defesa 
nacional ou relevante 
interesse coletivo. 
Há serviços 
públicos: 
- Privativos 
(atribuições dos 
poderes públicos); 
o poder público 
pode conceder, 
permitir ou 
autorizar a 
prestação (CF 175) 
- Exclusivos (não 
podem ser 
delegados) 
- Sociais: saúde, 
educação, 
previdência 
Exploração (CF 
176) 
Jazidas 
Potenciais de energia 
hidrelétrica 
(exploração 
concessionada a 
empresas privadas). 
 
 Monopólios (atv. 
Exclusiva da União): 
- Hidrocarbonetos: 
pesquisa, extração, 
refino, importação e 
exportação. 
- Energia nuclear (CF 
21, inciso XXIII): pode 
ser, contudo, 
vendido por 
privados. 
 
 
→ Política urbana (CF 182): 
O órgão executor da Política urbana é o Município, que é 
responsável pela função social da propriedade e da cidade (lazer, 
trabalho, descanso, circulação, ambientamento). 
Plano diretor: é obrigatório para CIDADES com mais de 20 mil 
habitantes. 
 - Função social da propriedade: cumpre sua função 
quando está de acordo com o plano diretor. Caso exista Lei Federal, 
plano diretor e lei local específica, o Município poderá tomar 
iniciativas para obrigar um proprietário a fazer uso da terra. 
 
 
 
 
As iniciativas são progressivas para construção: 
i. Edificação ou parcelamento compulsório; 
ii. IPTU progressivo (no tempo); 
iii. Desapropriação/sanção. 
 
→ Política agrária (CF 184 a 186): 
Ator chave: União. 
A propriedade rural deve cumprir sua função social: 
• Ser produtiva 
• Obedecer a relações trabalhistas 
• Respeitar o meio ambiente 
Se a propriedade não obedecer sua função social, haverá 
desapropriação/sanção rural. O valor da terra será pago em Títulos 
da Dívida Agrária, cujo prazo é de 20 anos. 
Art. 184. Compete à União desapropriar por interesse social, para 
fins de reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo 
sua função social, mediante prévia e justa indenização em títulos 
da dívida agrária, com cláusula de preservação do valor real, 
resgatáveis no prazo de até vinte anos, a partir do segundo ano de 
sua emissão, e cuja utilização será definida em lei. 
§ 1º As benfeitorias úteis e necessárias serão indenizadas em 
dinheiro. 
§ 2º O decreto que declarar o imóvel como de interesse social, para 
fins de reforma agrária, autoriza a União a propor a ação de 
desapropriação. 
§ 3º Cabe à lei complementar estabelecer procedimento 
contraditório especial, de rito sumário, para o processo judicial de 
desapropriação. 
§ 4º O orçamento fixará anualmente o volume total de títulos da 
dívida agrária, assim como o montante de recursos para atender ao 
programa de reforma agrária no exercício. 
§ 5º São isentas de impostos federais, estaduais e municipais as 
operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de 
reforma agrária. 
A propriedade PRODUTIVA não pode ser desapropriada para fins de 
reforma agrária. 
Desapropriação x Expropriação: 
Na desapropriação o sujeito recebe algo ($). 
Na expropriação o sujeito não recebe nada. Ex.: envolvimento com 
tráfico de drogas e ser dono de escravos. 
CF 194: Seguridade social. 
É um conceito formado por 03 categorias: 
I. Saúde: 
É universal, igualitária e será prestada pelo SUS. 
O privado pode prestar serviços, mas será fiscalizado 
pelo SUS. 
 
II. Previdência Social: 
É contributiva (o cidadão só a recebe se paga por 
ela), é solidária, e está conectada ao trabalho. 
Regime Geral: para todos os trabalhadores, 
administrado pelo INSS. 
Regimes próprios: dos servidores. 
Previdência complementar: dos bancos/ é 
facultativa. 
 
III. Assistência Social: 
Dirigida a quem necessita do serviço (população 
vulnerável). 
- Benefício de prestação continuada (1 salário-
mínimo por mês dado para pessoas idosas (65+) e 
deficientes. 
 
→ Educação: 
É dever do poder público. 
Princípios: 
- Liberdade 
- Pluralidade 
- Democracia nas escolas públicas 
- Gratuidade do ensino público 
 
Há autonomia universitária e facultatividade do ensino 
confessional. 
 
Em caso de insuficiência da rede pública, o poder público 
pode comprar vagas da rede privada. 
 
→ Desporto: 
CF 217, §1°: os tribunais desportivos são privados. 
CF 217 § 1º. O Poder Judiciário só admitirá ações relativas à 
disciplina e às competições desportivas após esgotarem-se as 
instâncias da justiça desportiva, regulada em lei. 
 
→ População indígena: 
Multiculturalismo, os indígenas devem ser protegidos, 
assim como suas terras. 
É possível a exploração das terras indígenas, desde que 
haja autorização do Congresso Nacional e oitiva da tribo. 
1. Habeas corpus: 
• CF 5°, LXVIII 
• CPP 647 e ss. 
Protege a liberdade de locomoção de qualquer ameaça ou violação. 
No Brasil, há o Habeas corpus: 
• Repressivo: quando já ocorreu a violação da liberdade de 
locomoção e busca-se a liberdade. 
 
• Preventivo: há um salvo conduto para impedir que a 
violação da liberdade aconteça. 
 
→ Polo passivo do Habeas corpus: autoridade coatora 
(Estado). 
Excepcionalmente: um privado pode ser a autoridade 
coatora/polo passivo. 
 
 
 
Ex: paciente detido no hospital não pagou a sua conta e, 
por isso, não recebe alta. 
 
→ Polo ativo/ aquele que demanda o habeas corpus: 
Impetrante: é aquele que demandará o habeas corpus em 
nome de pessoa física. O habeas corpus poderá ser impetrado 
sem requisição da vítima. 
Paciente: é aquele que sofreu a violação 
Atenção! 
Uma restrição de liberdade amparada pela lei não gerará 
pedido de habeas corpus. É preciso que NÃO haja amparo legal 
para que a prisão seja ILEGAL. 
→ Competência para apreciar habeas corpus: 
LER!!! CF 102, 105 e 109 – o que não estiver nestes artigos 
será de competência dos Estados. 
NÃO há produção de prova complexa, pois é um processo 
sumaríssimo (é o mais célere). 
Cabe pedido de LIMINAR em habeas corpus, apesar de ser 
célere. 
É um remédio GRATUITO. 
Não necessita capacidade postulatória (não necessita de 
advogado para pleiteá-lo. 
CF 142, §2°. Não caberá habeas corpus em relação a punições 
disciplinares militares (LEGALMENTE IMPOSTAS). 
 
2. HABEAS DATA: 
• CF 5°, LXII. 
• Lei 9.507/97. 
• Lei 12.507/2011. 
Voltado para a proteção e acesso à informação. 
Pode-se entrar com habeas data para descobrir e complementar 
informação ou para alterar informações. 
É SUMÁRIO e GRATUITO, mas NECESSITA capacidade postulatória 
(precisa-se de um advogado). 
A informação protegida via habeas data é aquela relativa à PESSOA 
do impetrante, a qual pode ser: PF ou PJ. E pode ser um caso de 
substituição de entes despersonalizados, como no caso do espólio 
e da massa falida. 
→ Legitimado ativo = impetrante. 
 
→ Polo passivo = detentor da informação de caráter público 
(pode ser um ente privado, mas que está agindo em 
nome do poder público). 
 
→ PEDIDO NA VIA ADMINISTRATIVA: 
 
É necessário para que se entre com o habeas data.O pedido na via administrativa pode ser: 
- Recusado: 
- Pode haver transcurso do prazo sem manifestação: há 
30 dias para responderem. 
Obs.: quando envolver informação pública, geralmente será 
Mandado de Segurança, e não habeas data. 
→ Competência: 
LER!!! CF 102, 105 e 109 – o que não estiver nestes artigos 
será de competência dos Estados. 
Subsidiária: CF 125 (Justiça Estadual). 
 
3. MANDADO DE SEGURANÇA: 
• CF 5°, LXIX 
• Lei 12.016/2009 
É uma AÇÃO SUBSIDIÁRIA: caberá MS quando não for o caso de 
habeas corpus ou habeas data. 
Palavra-chave: direito líquido e certo. Se há direito líquido e certo 
significa que não cabe prova complexa ou dilação probatória. 
Súmula 625: matéria complexa em termos de direito não impede o 
MS. O que impede é complexidade na prova. 
→ Sujeito ativo: 
 
I. MS individual: proposto por qualquer um. 
II. MS coletivo: age-se “em nome de” partido político, 
organização, associação, entidade de classe. O MS 
precisa ter relação com o que se está impetrando. 
 
→ Sujeito passivo: 
Autoridade coatora que comete violação ou abuso de poder. 
→ Competência: 
LER!!! CF 102, 105 e 109 – o que não estiver nestes artigos 
será de competência dos Estados. 
Subsidiária: CF 125 (Justiça Estadual). 
→ Prazo decadencial: 120 dias, contados a partir do 
conhecimento do fato. 
Ordem de apreciação dos remédios constitucionais: Habeas corpus, 
mandado de segurança e depois habeas data. 
4. MANDADO DE INJUNÇÃO: 
• CF 5° LXXI 
• Lei 13.300/ 2016 
É impetrado quando houver OMISSÃO: falta de norma 
regulamentadora que inviabilize as prerrogativas de soberania, 
liberdade, nacionalidade e cidadania). 
Cabe Mandado de Injunção contra Norma de Eficácia Limitada 
(Programática): necessita de norma integralizadora para surtir seus 
efeitos. 
→ Polo passivo: autoridade ou órgão público (pois não 
existe o dever de legislar para o ente privado). 
→ Polo ativo: 
MI individual 
MI coletivo: MP, Defensoria Pública, Associações ou entidades e 
partidos políticos. 
 
 
 
→ Competência: 
CF 102 ou 105. 
→ Pedidos: 
I. Que se notifique o poder para sanar a omissão da 
norma. 
II. Dizer como viabilizar o direto no caso (legislação 
positiva). 
Aqueles que foram beneficiados por uma decisão em um MI 
poderão usufruir desta decisão até advir a lei regulamentadora. 
A lei regulamentadora tem efeito ex nunc, valerá a partir do 
momento que é implementada. 
A lei que regulamentou uma situação que havia sido objeto de MI 
só retroage para beneficiar aqueles que tinham tido uma decisão 
judicial. 
5. AÇÃO POPULAR: 
• CF 5°, LXXIII 
• Lei 4.717/65 
 
→ Palavra-chave: proteção ao patrimônio público. 
Busca-se a anulação do ato lesivo ao patrimônio público + perdas e 
danos. 
→ Legitimidade ativa: EXCLUSIVAMENTE O CIDADÃO 
(comprovação com título de eleitor, o cidadão deve estar 
no gozo de seus direitos políticos). 
 
→ Legitimado passivo: aquele que cometeu um dano ou 
violação ao patrimônio público. 
 
→ CABE LIMINAR. 
 
→ Competência: local do DANO. 
 
→ NÃO cabe desistência da ação. 
 
 
6. AÇÃO CIVIL PÚBLICA: 
• CF 129, III. 
• Lei 7.347/83. 
 
→ Palavra-chave: direitos coletivos e difusos. 
Busca-se a aplicação de direitos coletivos e difusos. 
→ Legitimidade ativa: MP, DF, Associações, Órgãos da 
administração Pública. 
 
→ Legitimado passivo: aquele que cometeu um dano ou 
violação ao interesse público. 
 
→ Pedido: refazer, anular, fazer (OBRIGAÇÃO que deve ser 
prestada à sociedade). 
 
→ CABE LIMINAR. 
 
→ Competência: local do DIREITO. 
 
→ NÃO cabe desistência da ação. 
 
Princípio da Separação de Poderes (CF 2°): 
Deve haver independência e harmonia entre os poderes no 
exercício da sua função pública. 
Além da separação de poderes, a separação de FUNÇÕES é 
importante. 
 Funções típicas Funções atípicas 
Legislativo Legislar e fiscalizar Julgar autoridades 
por crime de 
responsabilidade e 
Administração 
(licitação). 
Executivo Administrar e 
executar as leis 
Jurisdição em 
processo 
administrativo e 
Legislação (MP ou Lei 
Delegada) 
Judiciário Julgar Funções 
administrativas e 
legislativas 
 
Um poder não pode ser impedido de fazer aquilo que é tipicamente 
a sua função. Ex.: o Legislativo não pode ser impedido de legislar. 
→ Do Poder Legislativo: 
 Poder Legislativo Poder Legislativo 
Sistema 
Bicameral no 
âmbito Federal 
 
Senador 
 
 
Deputado Federal 
CF 46 
03 Senadores/ 
Estado 
 
Depende do n° da 
população 
Mín. 8 | Máx. 70 
Sistema 
Unicameral no 
âmbito Estadual 
 
Deputado Estadual 
CF 27 
Depende do n° de 
deputados federais 
Sistema 
Unicameral no 
âmbito Municipal 
 
Câmara dos 
Vereadores 
CF 29 
Depende do n° de 
habitantes no 
Municípios 
 
→ Mandato e forma de eleição: 
O mandato não tem limites de recondução. 
• Senador: 08 anos – eleito pelo voto MAJORITÁRIO (se 
elege o mais votado). 
o Idade mínima: 35 anos quando for empossado. 
o Subsídio em parcela única: até 95%, fixado por 
eles mesmos. 
 
• Deputado Federal: 04 anos – eleito pelo voto 
PROPORCIONAL (um coeficiente eleitoral precisa ser 
atingido). 
o Idade mínima: 21 anos quando for empossado. 
o Subsídio em parcela única: até 95%, fixado por 
eles mesmos. 
 
No sistema proporcional, muitas vezes o mais votado não 
será eleito. 
 
 
 
 
 
• Deputado Estadual: 04 anos – eleito pelo voto 
PROPORCIONAL. 
o Idade mínima: 21 anos quando for empossado. 
o Subsídio em parcela única: até 75% dos 
subsídios dos deputados federais. 
 
• Vereador: 04 anos – eleito pelo voto PROPORCIONAL. 
o Idade mínima: 18 anos já quando irá concorrer. 
Deve ter 18 anos COMPLETOS no momento do 
registro da candidatura. 
o Subsídio em parcela única: de 25% até 75% dos 
subsídios dos deputados federais, a depender 
do número da população. 
Alterações!!! 
Para as eleições a partir do ano de 2020, não poderá haver 
coligação partidária para firmar legendas para cargos da 
PROPORCIONAL. 
Logo, cada partido político terá que apresentar os seus 
candidatos, de modo que não poderão coligar 
partidariamente para eleger cargos da PROPORCIONAL. 
Embora possa haver cargos para a MAJORITÁRIA, que se 
elegem pelo voto majoritário. 
 Organização: 
Sessão legislativa = período anual. 
• Mesa diretora: organizar a pauta de trabalho do 
Congresso e montar a ordem do dia. 
o Composta por: Presidente do senado, 
presidente da câmara dos deputados, 
presidente da assembleia legislativa, 
presidente da câmara dos vereadores. 
o A mesa deve ser o mais plural possível 
(composta por diversos partidos) 
o A mesa pode ser eleita por um único mandato 
de 02 anos, vedada a recondução na mesma 
legislatura. 
 
• Plenário (reunião de todos): deliberação e votação dos 
projetos 
 
• Comissões: agilizam o funcionamento interno de cada 
uma das casas 
o Comissões permanentes (prevista no 
Regimento Interno). 
Ex: Comissão de constituição e justiça – é 
obrigatória em TODOS os projetos de lei, pois tem 
a função de fazer o controle preventivo de 
constitucionalidade. 
 
o Comissões temporárias 
▪ Geral: algo muito relevante sendo 
discutido (ex. comissão dos royalties 
do pré-sal) 
▪ Especial: quando houver uma 
Emenda Constitucional e no caso de 
Projeto de Código. 
 
Atenção! 
→ Comissão Parlamentar de Inquérito (CF 58, §3°) – “CPI”: 
Possui PODERES INVESTIGATÓRIOS. 
Para Instaurar uma CPI: 
É necessário o pedido e 1/3 dos membros. 
A Comissão pode ser do Senado, da Câmara dos Deputados, 
conjunta, da Assembleia Legislativa e da Câmara dos Legisladores. 
Função da CPI: 
Produzir um relatório e encaminhar ao MP, que irá decidir se irá ou 
não promover uma Ação Penal com base naqueles fatos. 
A CPI não pode ser sobre fatos da vida privada, seu objeto deve 
sempre estar relacionado com a competência do ente e seu fato 
deve ser CERTO e DETERMINADO. 
Prazo: 
120 dias entre instauração da CPI e finalização. 
Poderes da CPI:Pode fazer a quebra de sigilo bancário sem autorização judicial. 
 
→ Organização da estrutura através dos: 
• Regimentos internos: chamados de atos interna corporis. 
 
→ Artigos importantes: 
Competências do Congresso Nacional: 
Sem sanção, pois não há necessidade da anuência do 
Presidente da República. 
CF 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: 
 I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos 
internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos 
ao patrimônio nacional; 
 II - autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a 
celebrar a paz, a permitir que forças estrangeiras transitem pelo 
território nacional ou nele permaneçam temporariamente, 
ressalvados os casos previstos em lei complementar; 
 III - autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a 
se ausentarem do País, quando a ausência exceder a quinze dias; 
 IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, 
autorizar o estado de sítio, ou suspender qualquer uma dessas 
medidas; 
 V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que 
exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação 
legislativa; 
 VI - mudar temporariamente sua sede; 
 VII - fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os 
Senadores, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, 
II, 153, III, e 153, § 2º, I; 
 VIII - fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da 
República e dos Ministros de Estado, observado o que dispõem os 
arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; 
 
 
 
 
 
 
 
 IX - julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente 
da República e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos 
de governo; 
 X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas 
Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração 
indireta; 
 XI - zelar pela preservação de sua competência legislativa em 
face da atribuição normativa dos outros Poderes; 
 XII - apreciar os atos de concessão e renovação de concessão 
de emissoras de rádio e televisão; 
 XIII - escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas 
da União; 
 XIV - aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a 
atividades nucleares; 
 XV - autorizar referendo e convocar plebiscito; 
 XVI - autorizar, em terras indígenas, a exploração e o 
aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e lavra de 
riquezas minerais; 
 XVII - aprovar, previamente, a alienação ou concessão de 
terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares 
 
• Competência + sanção do presidente: 
CF 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente 
da República, não exigida esta para o especificado nos arts. 49, 51 
e 52, dispor sobre todas as matérias de competência da União, 
especialmente sobre: 
I - sistema tributário, arrecadação e distribuição de rendas; 
II - plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, 
operações de crédito, dívida pública e emissões de curso forçado; 
III - fixação e modificação do efetivo das Forças Armadas; 
IV - planos e programas nacionais, regionais e setoriais de 
desenvolvimento; 
V - limites do território nacional, espaço aéreo e marítimo e bens 
do domínio da União; 
VI - incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de 
Territórios ou Estados, ouvidas as respectivas Assembleias 
Legislativas; 
VII - transferência temporária da sede do Governo Federal; 
VIII - concessão de anistia; 
IX - organização administrativa, judiciária, do Ministério Público e 
da Defensoria Pública da União e dos Territórios e organização 
judiciária e do Ministério Público do Distrito Federal; 
X - criação, transformação e extinção de cargos, empregos e 
funções públicas, observado o que estabelece o art. 84, VI, b 
XI - criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração 
pública; 
XII - telecomunicações e radiodifusão; 
XIII - matéria financeira, cambial e monetária, instituições 
financeiras e suas operações; 
XIV - moeda, seus limites de emissão, e montante da dívida 
mobiliária federal. 
XV - fixação do subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, 
observado o que dispõem os arts. 39, § 4º; 150, II; 153, III; e 153, § 
2º, I. 
• Competência da Câmara dos Deputados: 
CF 51. Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputados: 
I - autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de 
processo contra o Presidente e o Vice-Presidente da República e 
os Ministros de Estado; 
II - proceder à tomada de contas do Presidente da República, 
quando não apresentadas ao Congresso Nacional dentro de 
sessenta dias após a abertura da sessão legislativa; 
III - elaborar seu regimento interno; 
IV - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, 
transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus 
serviços e fixação da respectiva remuneração, observados os 
parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; 
IV - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, 
transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus 
serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva 
remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de 
diretrizes orçamentárias; 
V - eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 
89, VII 
 
• Competência do Senado: 
CF 52. Compete privativamente ao Senado Federal: 
I - processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República 
nos crimes de responsabilidade, bem como os Ministros de Estado 
e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos 
crimes da mesma natureza conexos com aqueles; 
II - processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, 
os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho 
Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República 
e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade; 
(também por 2/3). 
III - aprovar previamente, por voto secreto, após argüição pública, 
a escolha de: 
a) Magistrados, nos casos estabelecidos nesta Constituição; 
b) Ministros do Tribunal de Contas da União indicados pelo 
Presidente da República; 
c) Governador de Território; 
d) Presidente e diretores do banco central; 
e) Procurador-Geral da República; 
f) titulares de outros cargos que a lei determinar; 
 
 
 
 
 
 
IV - aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em 
sessão secreta, a escolha dos chefes de missão diplomática de 
caráter permanente; 
V - autorizar operações externas de natureza financeira, de 
interesse da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios 
e dos Municípios; 
VI - fixar, por proposta do Presidente da República, limites globais 
para o montante da dívida consolidada da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios; 
VII - dispor sobre limites globais e condições para as operações de 
crédito externo e interno da União, dos Estados, do Distrito Federal 
e dos Municípios, de suas autarquias e demais entidades 
controladas pelo Poder Público federal; 
VIII - dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia 
da União em operações de crédito externo e interno; 
IX - estabelecer limites globais e condições para o montante da 
dívida mobiliária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; 
X - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada 
inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal 
Federal; 
XI - aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, 
de ofício, do Procurador-Geral da República antes do término de 
seu mandato; 
XII - elaborar seu regimento interno; 
XIII - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, 
transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus 
serviços e fixação da respectivaremuneração, observados os 
parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; 
XIII - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, 
transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus 
serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva 
remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de 
diretrizes orçamentárias; 
XIV - eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 
89, VII. 
XV - avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário 
Nacional, em sua estrutura e seus componentes, e o desempenho 
das administrações tributárias da União, dos Estados e do Distrito 
Federal e dos Municípios. 
Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará 
como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a 
condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos 
do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito 
anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais 
sanções judiciais cabíveis. 
CF 53. 
As imunidades dos deputados estaduais serão aplicadas às mesmas 
imunidades dos deputados federais e senadores. 
Imunidade material: é uma imunidade de ordem penal e civil 
A expressão deve ter conexão com o mandato. Se possuir conexão 
com o mandato, não necessitará estar no recinto do Congresso 
Nacional. Logo, as três figuras abaixo podem estar em QUALQUER 
lugar para gozar de imunidade civil e parlamentar: 
• Deputados federais 
• Senadores 
• Deputados estaduais 
A única condição é que haja conexão com o mandato. 
• Vereadores: nesse caso, as imunidades estão limitadas à 
circunscrição municipal. Então DENTRO do município, o 
vereador poderá gozar de imunidade penal e cível, desde 
que a expressão seja conectada com o mandato. 
Imunidade formal: 
• Deputados federais 
• Senadores 
• Deputados estaduais 
 
→ Direito de não ser preso: 
CF 53 § 2º. Desde a expedição do diploma, os membros do 
Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de 
crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de 
vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da 
maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. 
→ Direito de sustar o andamento da ação: 
CF 53, § 3º. Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, 
por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal 
dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político 
nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, 
poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação 
Vereador não possui imunidade formal! 
→ Foro privilegiado ou prerrogativa de foro. 
CF 53, § 1º. Os Deputados e Senadores, desde a expedição do 
diploma, serão submetidos a julgamento perante o Supremo 
Tribunal Federal. 
O foro privilegiado deve representar as seguintes CONDIÇÕES: 
i. O crime deve ter sido cometido APÓS a diplomação. 
Os crimes cometidos antes da diplomação permanecem na justiça 
a qual estavam vinculados. 
ii. O crime deve ter relação com o mandato. 
Ocasionado por: 
1. Incompatibilidade do artigo 54 da CF. 
2. Quebra de decoro parlamentar. 
3. Deixar de comparecer a 3ª parte da sessão legislativa. 
4. Que tiver suspensos seus direitos políticos (CF 15). 
5. Quando decretar Justiça eleitoral 
6. Quando sofrer condenação criminal transitada em 
julgado. 
 
 
 
 
CF 55. 
§2° - Definido o caso, ainda haverá VOTAÇÃO sobre a perda do 
mandato nos casos de: 
 - Incompatibilidade 
- Quebra de decoro parlamentar 
- Condenação Penal transitada em julgado. 
§3° - Perda de mandato por DECLARAÇÃO (sem votação): 
- Deixar de comparecer a 3ª parte da sessão legislativa. 
- Que tiver suspensos seus direitos políticos (CF 15). 
- Quando houver decreto pela Justiça Eleitoral 
 CF 59 a 67 + 47+ 84, inciso IV e VI. 
 
→ Fases do Processo Legislativo: 
 
1. Iniciativa: 
O Processo Legislativo se inicia com a Iniciativa, a qual 
determinará quem tem competência para propor. 
A Iniciativa gera um vício insanável. 
2. Comissões: 
Devem emitir pareceres sobre a viabilidade e vantagens do 
projeto. 
 - Comissão de Constituição e Justiça: é muito importante, 
pois avaliará se o Projeto é Constitucional ou não. 
3. Deliberações: 
O Projeto de Lei poderá ser discutido no plenário. 
4. Votação: 
Regra geral: CF 47. 
Em exigindo quórum diferenciado, haverá menção no texto 
constitucional. 
CF 47. Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações 
de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos 
votos, presente a maioria absoluta de seus membros. 
Abrir a sessão: maioria absoluta. 
Votar: maioria simples. 
5. Veto/Sanção: 
Exercidos pelo Poder Executivo. 
6. Promulgação e Publicação do Projeto. 
 
 
 
Quem pode propor Emenda Constitucional? 
• 1/3 da Câmara dos Deputados ou Senado 
• Presidente da República 
• Mais da metade das Assembleias Legislativas 
Votação: 
3/5 em 2 turnos nas 2 casas, com decisão do STF. 
Não é necessário interstício de tempo entre uma votação e outra; 
Não se pode Emendar a Constituição em: 
• Estado de sítio; 
• Defesa 
• Intervenção 
Cláusulas Pétreas: 
Não podem ser abolidas, em nome do Princípio da vedação ao 
retrocesso social. 
Rejeição de uma EC: 
Uma Emenda Constitucional rejeitada, somente poderá ser 
reapresentada na próxima Sessão Legislativa. 
• Leis Complementares: 
Complementam conteúdo na CF. 
Novas inelegibilidades devem ser criadas por Lei 
Complementar. Logo, se uma questão dissesse que Lei 
Ordinária criou novas inelegibilidades, haveria um vício 
formal, pois a CF é clara em dizer que novas inelegibilidades 
devem ser criadas por Lei Complementar. 
• Leis Ordinárias: 
Tendem a regular matéria infraconstitucional. 
Quando a CF não fala a Lei, pode-se escolher fazer por 
Lei Complementar ou Ordinária. Mas no momento de 
ALTERAR, importará o CONTEÚDO, e não propriamente 
qual das espécies de Lei. 
Se o conteúdo é de Lei Ordinária e eu optei por 
regulamentar via Lei Complementar, eu poderia alterar 
essa Lei Complementar através de uma Lei Ordinária, pois 
o CONTEÚDO não era de Lei Complementar, e sim de Lei Ordinária. 
O que importa é CONTEÚDO da Lei. 
Porém, o contrário não é verdadeiro. Se a CF exige Lei 
Complementar para um determinado conteúdo, ela só 
poderá ser alterada diante de Lei Complementar. 
• STF: 
Não há hierarquia entre Lei Ordinária e Lei Complementar!!!!!! 
 
 
 
 
 
 
 - Pois ela tem OBJETOS diferentes. 
 Lei Ordinária Lei Complementar 
Votação: maioria SIMPLES. maioria ABSOLUTA 
A quem cabe 
iniciativa: 
Membros do 
Senado, Câmara 
dos Deputados, 
Presidente da 
República, 
Procurador Geral, 
Tribunais 
Superiores e 
cidadãos* 
Membros do 
Senado, Câmara 
dos Deputados, 
Presidente da 
República, 
Procurador Geral, 
Tribunais 
Superiores e 
cidadãos* 
 
*Lei Ordinária Proposta por cidadãos = Iniciativa Popular. 
Âmbito Federal: 
1% do eleitorado Nacional no âmbito Federal, dividido 
em pelo menos 5 Estados da Federação, com pelo menos 
3/10 em cada Estado. 
Exemplo: Lei do Ficha Limpa, Lei dos Crimes Hediondos. 
Âmbito Municipal: 
Para ter Inciativa de Lei MUNICIPAL Popular, são necessários 
5% do eleitorado. 
• É de iniciativa PRIVATIVA do Presidente da República: 
Inciso I: Forças Armadas!!! 
CF 61, § 1º. São de iniciativa privativa do Presidente da República 
as leis que: 
I - fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas; 
(COMPETÊNCIA SÓ DO PRESIDENTE) 
II - disponham sobre: (Inciso II: TAMBÉM É DE COMPETÊNCIA DE 
GOVERNADORES DO ESTADO E DE PREFEITOS MUNICIPAIS) 
a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na 
administração direta e autárquica ou aumento de sua 
remuneração; 
b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e 
orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos 
Territórios; 
c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico,provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria de civis, 
reforma e transferência de militares para a inatividade; 
c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, 
provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria; 
d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da 
União, bem como normas gerais para a organização do Ministério 
Público e da Defensoria Pública dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Territórios; 
e) criação, estruturação e atribuições dos Ministérios e órgãos da 
administração pública; 
e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração 
pública, observado o disposto no art. 84, VI; 
f) militares das Forças Armadas, seu regime jurídico, provimento de 
cargos, promoções, estabilidade, remuneração, reforma e 
transferência para a reserva. 
Não é uma lei, é um ato normativo que tem força de lei e, por isso, 
é proposta pelo Presidente da República. 
A Medida Provisória se justificaria por 2 razões: 
• Caso de RELEVÂNCIA e URGÊNCIA. 
O Presidente da República submete a medida à apreciação do 
Congresso Nacional. 
Prazo para ser convertida em lei: 
60 dias, prorrogáveis por + 60 dias. 
Porém... 
CF 62, §6°: em 45 dias contados de sua publicação, a MP entrará 
em regime de urgência, ou seja, a Medida Provisória irá perder o 
prazo sem que haja a sua devida apreciação. 
CF 62, § 6º Se a medida provisória não for apreciada em até 
quarenta e cinco dias contados de sua publicação, entrará em 
regime de urgência, subsequentemente, em cada uma das Casas do 
Congresso Nacional, ficando sobrestadas, até que se ultime a 
votação, todas as demais deliberações legislativas da Casa em que 
estiver tramitando. 
Passados 60 dias contados da data da publicação da MP, podem 
ocorrer diversas hipóteses: 
I. Congresso apreciará, votará, converterá em lei e 
passará a vigorar Lei Ordinária. 
 
II. Passaram-se 120 dias e a MP não foi apreciada. 
Assim, a MP perderá a validade. 
 
III. Congresso apreciará e rejeitará a MP. 
As relações jurídicas criadas durante a MP que foi rejeitada pelo 
Congresso Nacional serão analisadas pelo próprio CN, que decidirá 
dentro de 60 dias o que será feito, do contrário, as relações jurídicas 
seguem possuindo efeitos. 
Via de regra, o CN não dispõe sobre tais relações jurídicas, então 
uma vez transcorrido o prazo de 60 dias, os efeitos produzidos 
durante a vigência da MP, manter-se-ão. 
CF 62, § 11. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º 
até sessenta dias após a rejeição ou perda de eficácia de medida 
provisória, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos 
praticados durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas. 
CF 62, §10. A MP rejeitada ou a que teve seu prazo transcorrido, 
não poderá ser apresentada na mesma sessão legislativa. 
É a mesma regra da Emenda Constitucional, uma vez rejeitada, 1 
ano deve transcorrer para que possa ser reapresentada. 
Atenção! 
CF 62, §1°. Matérias vedadas para edição de MP: 
CF 62, §1°. É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria 
I - relativa a: 
 
 
 
 
 
 
 
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e 
direito eleitoral; 
b) direito penal, processual penal e processual civil; 
 - Direito Civil pode! 
c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a 
carreira e a garantia de seus membros; 
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e 
créditos adicionais e suplementares, ressalvado o previsto no art. 
167, § 3º; 
II - que vise a detenção ou seqüestro de bens, de poupança popular 
ou qualquer outro ativo financeiro; 
 
III - reservada a lei complementar; 
IV - já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso 
Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da 
República. 
Tipos de decreto: 
I. Decreto Legislativo: 
Feito pelo próprio poder legislativo (CN, matérias da CF 49). 
São atos primários (se submetem ao controle concentrado de 
constitucionalidade). 
II. Decretos regulamentares: 
São de competência do Presidente da República. 
Busca ESPECIFICAR algo JÁ previsto em lei. 
São atos normativos secundários, pois dependem da própria lei 
para existir. 
O Decreto Regulamentar não pode criar direito novo, ele apenas 
regulamenta/especifica a lei. 
CF 49, inciso V. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: 
V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do 
poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa; 
Assim, se o Presidente da República regulamentar a mais, o próprio 
Congresso Nacional poderá suspender os atos regulamentares 
exorbitantes. 
III. Decretos Autônomos: 
São de competência do Presidente da República. 
Cria algo novo. 
Constituem atos normativos primários, podendo ser atacados via 
ação direta de inconstitucionalidade (ADI). 
O Presidente da República solicita ao Congresso Nacional para que 
ele possa legislar sobre uma matéria que seria de competência do 
Congresso Nacional. 
Não será objeto de Lei Delegada: 
CF 68, §1°. - Atos de competência exclusiva do CN. 
- Os de competência privativa da Câmara dos Deputados ou do 
Senado Federal; 
- A matéria reservada à lei complementar, nem a legislação sobre: 
I - organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a 
carreira e a garantia de seus membros; 
II - nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos e 
eleitorais; 
III - planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos. 
Compete ao CN sustar os atos do Presidente da República que 
exorbitem os limites da delegação (CF 49, V). 
 
 CF 64: 
Quando um projeto for de iniciativa do Presidente da República, ele 
poderá requerer urgência na apreciação dos projetos de sua 
iniciativa/ nos projetos que ele encaminhou. 
 CF 65: 
Quando o projeto inicia em uma casa, se houver alteração/emenda, 
tende a terminar naquela casa em que se iniciou. 
Art. 65. O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela 
outra, em um só turno de discussão e votação, e enviado à sanção 
ou promulgação, se a Casa revisora o aprovar, ou arquivado, se o 
rejeitar. 
Parágrafo único. Sendo o projeto emendado, voltará à Casa 
iniciadora. 
 CF 66: 
Relação entre veto e sanção: 
Ambos são uma prerrogativa do Presidente da República. 
Atenção! Emenda à Constituição não sofre veto ou sanção. 
• Veto total: o projeto inteiro é vetado. 
• Veto parcial: não se pode vetar uma palavra, deve-se 
vetar todo o artigo, todo o caput, ou todo o parágrafo, 
por exemplo, a fim de não inverter o sentido do projeto. 
 
→ Razões do veto: 
 
I. Por razões jurídicas: o projeto é considerado 
inconstitucional. 
II. Por falta de interesse público. 
 
→ O veto deve ser fundamentado e expresso: 
No prazo de 15 dias (sanção expressa). 
Se não houver fundamentação do veto em 15 dias, o silencio 
importa a sanção tácita. 
→ O veto deve ser apreciado: 
 
 
Em sessão conjunta, no prazo de 30 dias, podendo ser derrubado 
pela maioria absoluta. 
 CF 67: 
Uma matéria constante no Projeto de Lei que tenha sido rejeitado 
naquela sessão legislativa, somente poderia ser reapresentado na 
mesma sessão (no mesmo ANO) se houvesse proposta da maioria 
absoluta por parte das casas do Congresso Nacional. 
Tais propostas não podem ocorrer para MP e EC. 
Atenção: 
O controle concentrado é apenas uma das formas de controle, de 
modo que o controle de constitucionalidade é muito mais amplo 
que o controle concentrado. 
→ Do controle de constitucionalidade: 
 
O STF inventou o conceito de norma supralegal (abaixo da 
CF, mas acima de Lei Ordinária). 
Tudo que está abaixo da Constituição precisa passar por um filtro 
de constitucionalidade. É como se a constituição fosse um grande 
funil, em que as demais normas precisam passar pelo seu filtro. 
Assim, normas de acordo com o sistema jurídico serão normas 
constitucionais.

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