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Profa. Ms. Flavia Ferreira Prado
TERAPIA NUTRICIONAL 
NA OBESIDADE
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
• Conhecer os dados epidemiológicos a respeito da
obesidade.
• Identificar os pontos importantes da anamnese e da
antropometria do paciente obeso
• Compreender os cenários dos diferentes padrões
dietéticos e sua aplicabilidade ao paciente obeso
Definição
“Sobrepeso e obesidade são definidos como acúmulo 
anormal de tecido adiposo que apresenta risco a saúde”
São os principais fatores de risco para doenças crônicas 
não transmissíveis, incluindo diabetes, doenças 
cardiovasculares e câncer.
É uma doença multifatorial, de várias causas.
World Health Organization – WHO 
Available in: http://www.who.int/topics/obesity/en/. Acessed in February, 2017.
http://www.who.int/topics/obesity/en/
A obesidade é uma doença crônica, progressiva, com causas multifatoriais
associadas principalmente a estilo de vida (sedentarismo, hábitos alimentares
inadequados) e também a outras condições, como fatores genéticos,
hereditários, psicológicos, culturais e étnicos.
O tratamento é complexo, de longo prazo, e envolve mudança de estilo de
vida, com ênfase no tratamento nutricional, prática de atividade física,
intervenções psicológicas, tratamento medicamentoso ou cirúrgico.
Por tratar-se de uma doença crônica, a dieta recomendada para o tratamento
da obesidade deve contribuir para a manutenção da saúde global do
indivíduo.
Fonte: Vigitel, 2024
Perfil: Homens (67,8%) apresentaram maior índice de excesso de
peso que mulheres (55,4%) em dados de 2023.
Dados Vigitel 2024
• Sobrepeso e a obesidade -> Aumentam a incidência de HAS, DM2
e doenças cardiovasculares.
• Apenas 5% de redução do peso corporal melhora o perfil
metabólico e reduz o risco cardiovascular.
• Brasil -> causa associada há aumento do consumo calórico, com
elevação gradativa na ingestão de produtos ultraprocessados.
• Fatores relacionados: atividade física, alimentação e sono.
Sono: 20,2% dos adultos dormem 
menos de 6 horas por noite
Alimentação: Redução no consumo de
refrigerantes, que caiu para 16,2%
Segundo a ABESO
• Abordagens com promessa de perda de peso rápida, destacam-se programas e
métodos “milagrosos”, probióticos, chás, cápsulas termogênicas, fitoterápicos,
suplementos sem comprovação científica, produtos sem glúten e sem lactose, gordura
de coco, entre outros.
• São propostas absolutamente ineficazes, com potenciais riscos à saúde, que muitas
vezes são criadas com propósito único de ajudar na comercialização de produtos com
claros vieses de conflito de interesse.
• Assim, a elaboração de plano alimentar saudável, individualizado, que respeite
hábitos culturais, estilo de vida, preferências e possibilidades individuais, é
fundamental tanto para a perda como para a manutenção de peso adequado, por
facilitar a aderência ao tratamento.
• Teste metabólicos realizado com 216 mulheres adultas, saudáveis e
com diferentes classificações de IMC. Resultados: o grupo constatou
que as mulheres com IMC maior ou igual a 30 kg/m2 (com
obesidade) apresentavam taxa significativamente maior de gasto
energético em repouso e de oxidação de gordura corporal que as
mulheres com IMC normal (menor que 25 kg/m2), o que equivale a
dizer que mulheres com obesidade gastam mais gordura para
produzir energia que as sem obesidade.
https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/mulheres-com-obesidade-gastam-mais-
energia-para-manter-funcoes-vitais/
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Tratamento
* Avaliar individualmente.
**Estratégia e resultado não sustentável em longo prazo.
* Avaliar individualmente.
**Estratégia e resultado não sustentável em longo prazo.
Obesidade
Etiologia
 Multifatorial
OBESIDADE
Genes
Ambiente
Estilos de vida
Diretrizes Brasileiras de Obesidade, 2016
Fatores 
emocionais
Sistema Neuroendócrino
• Sistema aferente: envolve a
leptina e outros sinais de saciedade
e de apetite de curto prazo;
• Unidade de processamento do
sistema nervoso central;
• Sistema eferente: um complexo
de apetite, saciedade, efetores
autonômicos e termogênicos, que
leva ao estoque energético.
1. Fome Homeostática ( regulação fisiológica)
2. Fome Hedônica (prazer)
Inflamação Corporal
• Na obesidade, os mediadores inflamatórios estão dispersos no
organismo, de forma sistêmica, em concentrações sutilmente acima do
limiar fisiológico (inflamação de baixo grau), com possibilidade de
permanência crônica no organismo.
• O processo inflamatório ocorre quando o tecido adiposo visceral se
torna também resistente à insulina e induz lipólise dos triglicerídeos,
com liberação elevada e constante de ácidos graxos livres à
circulação sanguínea, projetando a inflamaçãoà ordem sistêmica,
redundante e perpétua.
Consumo Alimentar
• As escolhas alimentares são influenciadas por mecanismos
fisiológicos, incluindo sinais do trato gastrointestinal e do
tecido adiposo para o cérebro, que afetam não apenas a fome e
a saciedade, mas também a motivação para comer
determinados alimentos e a recompensa que experimentamos
ao comer.
Fatores conscientes e inconscientes influenciam as 
escolhas alimentares. 
Consumo Alimentar
• Estratégias de Educação Nutricional
• Recomendada a utilização de estratégias de educação nutricional com os
indivíduos que desejam modificar o consumo alimentar.
• Diminuir a densidade energética da dieta respeitando a palatabilidade
• Fornecer estratégias sustentáveis para moderar a ingestão de energia,
enfatizando a qualidade da dieta e mantendo a palatabilidade.
• Estratégias comportamentais
• Fatores que estão relacionados à adesão em longo prazo de mudanças no
consumo alimentar incluem mudança de comportamento alimentar, por isso
deve-se associar o acompanhamento nutricional às estratégias de mudança de
comportamento.
Homo sapiens
Homo sedentarius
Classificação – Obesidade 
IMC - limitações
• É um bom indicador, mas...
• Não distingue gordura corporal de massa magra (idosos,
esportistas engajados e atletas);
• Não reflete a distribuição de gordura corporal.
IMC
Medidas de 
distribuição de 
gordura
2025
• Com o apoio da revista científica The Lancet, foram propostas novas 
diretrizes para diagnosticar a obesidade, reconhecendo-a como uma 
doença crônica e contínua, e não apenas como um fator de risco.
Obesidade Pré Clínica
• Excesso de gordura corporal
• Sem evidências de disfunção orgânica
• Risco aumentado de progressão para doenças crônicas
Obesidade Clínica
• Doença sistêmica crônica
• Disfunções funcionais em órgãos e tecidos
• Alterações metabólicas, cardiovasculares e estruturais
https://www.thelancet.com/commissions/clinical-obesity
Avaliação
Métodos como circunferência 
abdominal, razão cintura-quadril e 
medidas diretas de adiposidade, 
como o DEXA, que permitem uma 
avaliação mais fidedigna do impacto 
da obesidade na saúde.
Pré-Clínica
Implementação de estratégias de 
monitoramento, aconselhamento e 
intervenções preventivas para evitar a 
progressão da doença
Avaliação Nutricional
Métodos clínicos
• Antropometria
✓ IMC e CA: essenciais;
✓ Difícil localização dos pontos de referência
para determinação da CC: recomenda-se na
altura do umbigo;
✓ Cuidado com abdome em ´´avental´´ = erro
medição;
Avaliação Nutricional
Métodos clínicos
• Antropometria
A medida é obtida com uso de fita métrica,
mensurando-se a região localizada no
ponto médio entre a última costela e a
crista ilíaca.
Na impossibilidade de se identificar essa
região, a medida é feita a 2 cm acima da
cicatriz umbilical.
Classificação
Ginoide Androide
Fisiopatologia
Gordura visceral
• Dislipidemia;
• Aterosclerose;
• Resistência à insulina;
• Inflamação;
• HAS;
• DM II
I DIRETRIZ BRASILEIRA DE DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA SÍNDROME 
METABÓLICA. Arq. Bras. de Card. 84, Supl I, 2005
Outras formas de avaliação:
✓ Dobras cutâneas
✓ Pesagem hidrostática
✓ DEXA
✓ Ressonância magnética
✓ Tomografia computadorizada
✓ Bioimpedância
✓ Calorimetria indireta
Diretrizes Brasileiras de Obesidade, 2016
Identificando fatores de risco cardiometabólicos
• Relação cintura-quadril
H > 1,0
M > 0,85
• Circunferência cervical
H > 37cm 
M>34 cm
• Relação cintura-estatura
• Ponto de corte 0,5 
(a cintura deve ser menor 
que a metade da altura)
RCQ = Perímetro da cintura 
Perímetro do quadril
Diretrizes Brasileiras de Obesidade, 2016
Como controlar o peso 
corporal/balanço energético?!
Consumo energético Gasto energético
GASTO
ENERGÉTICO
5-10% TERMOGÊNESE DOS 
ALIMENTOS
45-70% METABOLISMO BASAL
10-50% ATIVIDADES FÍSICAS
Balanço Energético
✓ Sintomas sugestivos de doenças
endócrinas;
✓ Uso de medicamentos;
✓ Concomitância de outros fatores
de risco associados e seus
tratamentos;
✓ Avaliação do hábito alimentar;
✓ Avaliação nutricional.
Anamnese alimentar
Consenso Latino Americano de Obesidade
Metas para o plano dietoterápico
• As metas de perda de peso devem ser realistas, mas significativas.
• Embora a perda de peso sustentada de 3% a 5% do peso já possa
levar a reduções clinicamente significativas em alguns fatores de risco
cardiovasculares, perdas de peso maiores produzem maiores
benefícios.
Uma meta inicial de perda de 5% a 10% do peso 
inicial em 6 meses é factível.
Diretrizes Brasileiras de Obesidade, 2016
I Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica. Arq Bras Cardiol 2005; 84 (Supl1): 1-28
Cálculo do valor energético
TMB - Harris e Benedict
TMB - Mifin-St. Jeor
Usar o 
peso 
ATUAL
GET = TMB x FA
Atividade Fatores de atividade
Atividades do cotidiano ≥ 1,0devido à sua dupla ação.
Dosagem (Exemplos)
- Uso 
semanal: Disponível em 
canetas para diabetes 
(Ozempic®: 0,25 mg, 
0,5 mg, 1 mg) e para 
obesidade (Wegovy®: 
2,4 mg) .
- Uso 
semanal: Mounjaro®. A 
dosagem é ajustada 
progressivamente 
(geralmente começando 
com 2,5 mg e 
aumentando até 15 mg).
Medicações para Emagrecimento
Essa medicação, combinada com orientações sobre dieta e
exercícios físicos — algo considerado excepcional para o tratamento
farmacológico, tem sido um sucesso.
Afinal, outros remédios disponíveis costumam atingir um platô
quando pacientes perdem cerca de 10% do peso.
O SUS Oferece Esses Medicamentos?
Sistema Único de Saúde (SUS) não oferece a semaglutida, a
tirzepatida, nem qualquer outro medicamento específico para o
tratamento da obesidade
Uso Indiscriminado
“Dava tanto enjoo. Eu acordava passando mal, suando frio, e não
conseguia mais dormir. Depois, veio a dor de estômago, que
ficou tão forte que eu tive que ir ao pronto-socorro”
“Fica uma situação muito complicada porque, mesmo com os
efeitos colaterais, eu emagreci quase 10 quilos, e aí todo mundo
acha legal.”
“As pesquisas mostram que cerca de 10% dos pacientes podem ter mais 
efeito colateral e, às vezes, não vão conseguir tolerar o remédio. Por isso é 
importante ter um acompanhamento médico. A grande maioria tolera bem, 
tem efeitos colaterais, mas são transitórios, que depois de um ou dois meses 
vão diminuindo”
Leitura complementar
Autoaceitação não deve ser confundida com negação da 
doença da obesidade
https://jornal.usp.br/atualidades/autoaceitacao-nao-pode-ser-confundida-com-a-negacao-de-uma-
doenca-seria-como-e-a-obesidade/
https://jornal.usp.br/atualidades/autoaceitacao-nao-pode-ser-confundida-com-a-negacao-de-uma-doenca-seria-como-e-a-obesidade/
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	Slide 1: TERAPIA NUTRICIONAL NA OBESIDADE
	Slide 2: OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
	Slide 3
	Slide 4
	Slide 5
	Slide 6: Dados Vigitel 2024
	Slide 7: Segundo a ABESO
	Slide 8
	Slide 9: Tratamento
	Slide 10
	Slide 11
	Slide 12
	Slide 13: Sistema Neuroendócrino
	Slide 14: Inflamação Corporal
	Slide 15: Consumo Alimentar
	Slide 16: Consumo Alimentar
	Slide 17
	Slide 18: Classificação – Obesidade 
	Slide 19
	Slide 20: 2025
	Slide 21
	Slide 22
	Slide 23
	Slide 24
	Slide 25: Fisiopatologia
	Slide 26
	Slide 27: Identificando fatores de risco cardiometabólicos
	Slide 28
	Slide 29
	Slide 30
	Slide 31: Metas para o plano dietoterápico
	Slide 32
	Slide 34
	Slide 35: Conduta Nutricional
	Slide 36: Conduta Nutricional
	Slide 37
	Slide 38
	Slide 39: Estratégias nutricionais
	Slide 40: Medicações para Emagrecimento
	Slide 41
	Slide 42: Medicações para Emagrecimento
	Slide 43: Uso Indiscriminado
	Slide 44: Leitura complementar
	Slide 45

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