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Licensed to Joane Rodrigues Paz - joanepaz@gmail.com - HP156716527456872
Esther Santos Fonseca 
Proteínas 
As proteínas são as moléculas mais abundantes e com maior 
diversidade de funções nos sistemas vivos 
Todas têm em comum a característica estrutural de serem 
polímeros lineares de aminoácidos 
São compostos orgânicos que possuem em suas moléculas 
• Um grupo amino primário 
• Um grupo carboxila 
• Uma cadeia lateral que os distingue dos demais → 
grupo ‘’R’’ 
• Todos ligados ao átomo de carbono alfa 
 
A diferença entre os diversos tipos de aminoácidos é feita 
pelo radical: 
 
Ligação peptídica 
Nas proteínas, quase todos esses grupos carboxila e amino 
estão combinados nas ligações peptídicas 
• A ligação peptídica se faz entre 
Carbono do grupo carboxila de um dos amniácidos + 
Nitrogênio do grupo amino de outro aminoácido 
• Para que se forme a ligação, o grupo carboxila perde 
a hidroxila OH e o grupo amino perde um de seus 
hidrogênios H → OH + H = H2O 
• Toda vez que há uma ligação peptídica, há a 
formação de água → síntese por desidratação 
 
São polímeros de aminoácidos, o critério para caracterizar se 
um polipeptídeo é também uma proteína é variável 
• Alguns autores consideram que o polipeptídio 
resultante da união de 70 aminoácidos é também 
uma proteína 
• Toda proteína é um polipeptídio, mas nem todo 
polipeptídio é uma proteína 
Proteínas simples → aquelas constituídas apenas de 
aminoácidos 
• Queratina, proteína encontrada na pele, cabelos e 
unhas e exerce um papel de impermeabilização 
Proteínas conjugadas (complexas) → são aquelas que 
contêm outras substâncias além de aminoácidos 
• Porção constituída de aminoácidos → apoproteína 
• Parte constituída pela substancia diferente de 
aminoácidos → grupo prostético 
A hemoglobina é um exemplo de proteína conjugada que 
tem como grupo prostético o pigmento heme, no qual há íons 
de ferro 
 
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Esther Santos Fonseca 
Proteínas 
De acordo com a natureza química do grupo prostético, as 
proteínas conjugadas podem ser distribuídas em diversos 
grupos 
 
• Estrutural → proteínas fazem parte da membrana 
plasmática 
o Colágeno também → proteína que confere 
resistência aos ossos, tendões, cartilagens 
etc 
• Hormonal → insulina, hormônio produzido pelo 
pâncreas e que atua no controle da taxa de glicose 
é um hormônio de natureza proteica 
• Defesa → imunoglobulinas (anticorpos) fazem parte 
do mecanismo de defesa 
• Contração muscular → actina e miosina 
• Coagulação sanguínea → tromboplastina, 
protrombina e fibrinogênio 
• Impermeabilização de superfícies → a queratina 
protege a pele, unhas e pelos 
• Transporte de gases → hemoglobina 
• Enzimática → a maioria das enzimas é de natureza 
proteica, elas são catalisadores orgânicos que 
aceleram as reações do metabolismo 
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Esther Santos Fonseca 
Carboidratos 
Os carboidratos são as moléculas orgânicas mais 
abundantes da natureza, devido a seus vastos papéis em 
todas as formas de vida. 
São compostos aldeídicos ou cetônicos com muitas hidroxilas 
Os carboidratos também podem ser chamados de: 
• Glicídeos 
• Sacarídeos 
• Hidratos de carbono 
Aldoses 
• São carboidratos contendo o aldeído como seu grupo 
funcional mais oxidado 
• Gliceraldeído 
Cetoses 
• Carboidratos com o grupo cetona sendo o mais oxidado 
• Di-hidroxiacetona 
 
Os carboidratos podem ser classificados de acordo com o 
tamanho da sua cadeia e sua complexidade 
• Monossacarídeos (oses) 
• Dissacarídeos → 2 unidades de monossacarídeos 
• Oligossacarídeos → 3 a 10 unidades de 
monossacarídeos 
• Polissacarídeos → mais de 10 monossacarídeos, 
podendo alcançar centenas de unidades de açúcares em 
sua estrutura 
MONOSSACARÍDEOS 
• As oses (monossacarídeos) são os açucares simples. 
• São importantes fontes de energia 
• São aldeídos ou cetonas que possuem duas ou mais 
hidroxilas: a fórmula empírica de muitas é 
(C-H2O)n 
literalmente um ‘’hidrato de carbono’’ ou ‘’carbo-idrato’’ 
• que podem ser classificados de acordo com o número de 
átomos de carbono que contêm. 
o n = 3 → trioses 
o n = 4 → tetroses etc 
 
 
 
 
 
 
Ligações glicosídicas 
• Os monossacarídeos podem se ligar por ligações 
glicosídicas, criando estruturas maiores 
• Esta ligação covalente é formada com 
o Perda de um átomo de hidrogênio de um dos 
monossacarídeos 
o Saída de um radical hidroxila do outro 
• Com a saída do H e o OH, forma-se uma molécula de 
água, por isso → dissacarídeo formado → síntese por 
desidratação 
 
 
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Carboidratos 
DISSACARÍDEOS 
• Contêm 2 ou mais unidades de monossacarídeos (oses) 
• Também chamado de diosídeo 
• Os três mais abundantes são 
o Sacarose 
o Lactose 
o Maltose 
• As enzimas sacarase, maltase e lactase localizam-se 
nas superfícies externas das células epiteliais que forram 
o intestino delgado 
 
Sacarose 
• É o açúcar comum de mesa, é obtida comercialmente a 
partir da cana ou da beterraba 
• Formado por glicose + frutose unidaos oir uma ligação O-
glicosídica 
• Pode ser rapidamente absorvido pelo organismo → 
fonte de energia imediata 
• Pode ser quebrada em duas oses pela enzima sacarase 
 
Lactose 
• É o diosídeo do leite 
• Constituída de galactose + glicose por uma ligação 
glicosídica 
• A enzima lactase é a responsável pela quebra da lactose 
e a intolerância à lactose está relacionada com a 
ausência desta enzima no intestino 
 
Maltose 
• O malte é um grão com alta concentração de maltose 
• Formada por glicose + glicose 
• Resulta da hidrólise (quebra) do amido (polissacarídeo) 
e por sua vez é hidrolisada à glicose pela enzima maltase 
 
OLIGOSSACARÍDEO 
• 3 a 10 unidades de monossacarídeos 
• Rafinose → glicose + frutose + galactose encontrado em 
alimentos como o feijão 
 
POLISSACARÍDEOS 
• Mais de 10 monossacarídeos 
• Desempenham papéis vitais no armazenamento de 
energia e na manutenção da integridade estrutural dos 
organismos 
• Se todas as oses forem as mesmas, os polímeros são 
chamados de homopolímeros, são exemplos deles 
o Amido 
o Glicogênio 
o Celulose 
• A fórmula molecular deles é a (C6H10O6)n, pois são 
formados pela união de várias moléculas de glicose. 
Glicogênio 
• Homopolímero mais comum nas células animais 
• É a forma de armazenamento da glicose 
• Reservatório de energia em animais, fungos e bactérias 
• Polímero muito grande e ramificado 
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Carboidratos 
 
Amido 
• São várias maltoses unidas, e maltoses são várias 
glicoses unidas 
• Reservatório nutricional dos vegetais, existem duas 
formas 
o Amilose → tipo de amido não ramificado 
o Amilopectina → amido ramificado 
• Mais da metade dos glicídios ingeridos pelos seres 
humanos é o amido 
• A amilose e amilopectina são rapidamente hidrolisadas 
pela amilase alfa, uma enzima secretada pelas 
glândulas salivares e pelo pâncreas 
Celulose 
• Um dos compostos orgânicos mais abundantes da 
biosfera 
• Outro poliosídeo de glicose importante encontrado nos 
vegetais 
• Cumpre papel estrutural e não nutricional 
• Encontrada na parede celular das plantas e de outros 
organismos 
GLICOPROTEÍNAS 
• Os glicídios são ligados de modo covalente a muitas 
proteínas diferentes, formando glicoproteínas 
• Os glicídios estão num percentual em peso muito menor 
do que nos proteoglicans 
• Muitas glicoproteínas são componentes das membranas 
celulares, onde tomam parte em vários papéis em 
processos tais como a adesão celular e a ligação de 
espermatozoides aos óvulos. 
 
• Servem como fonte de armazenamento de energia e 
como intermediários metabólicos 
• A ribose e a desoxirribose formam parteda estrutura do 
RNA e do DNA 
• Os polissacarídeos são elementos estruturais das 
paredes celulares de bactérias e vegetais 
• Glicídios são unidos a muitas proteínas e lipídeos, em 
que desempenham papeis importantes em interações 
entre as células e entre células e outros elementos do 
ambiente celular também 
 
 
 
 
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Esther Santos Fonseca 
Lipídeos 
Os lipídeos constituem um grupo heterogêneo de moléculas 
orgânicas insolúveis em água (hidrofóbicas) que podem ser 
extraídas dos tecidos por solventes apolares. 
Se dissolvem em solventes orgânicos como a benzina e o 
éter. 
São uma classe de moléculas biológicas formadas por ácidos 
graxos e álcool, tais como óleos e gorduras. 
Ácidos graxos 
• São ácidos monocarboxílicos, geralmente com 
cadeia carbônica longa e sem ramificações. 
• O grupo carboxila constitui a região polar 
• Cadeia carbônica é a parte apolar 
 
• Triglicerídeos 
o Três ácidos graxos + glicerol 
 
• Colesterol 
o Pertencente aos grupos dos esteroides 
• Fosfolipídios 
 
De acordo com a natureza do ácido graxo e do álcool que 
formam os lipídeos, eles podem ser classificados em 4 
grandes grupos 
• Lipídeos simples → compostos resultantes da 
associação de ácidos graxos com álcoois 
o Quando sofrem hidrólise total, originam 
somente ácidos graxos e álcoois 
o Exemplo: gorduras, óleos e ceras 
• Lipídeos compostos (complexos) → além de 
possuírem átomos de C, H e O, possuem de outros 
elementos, como o fósforo ou nitrogênio 
o Fosfolipídeos 
 
• Esterídeos (esteroides) → se diferem dos simples e 
complexos por apresentarem em suas moléculas o 
núcleo ciclo-pentano-peridrofenantreno 
o Encontramos o colesterol e seus derivados 
no grupo dos esteroides 
o No sangue, o colesterol se associa a outros 
lipídios e proteínas, formando glóbulos → 
LDL e HDL 
o HDL → colesterol bom, diminui a taxa de 
lipídeos na corrente sanguínea, pega do 
sangue e leva pro fígado 
o LDL → colesterol ruim, altas 
concentrações indicam riscos de doenças 
cardiovasculares 
• Carotenoides → são lipídios pigmentados 
(coloridos), vermelho ou amarelo, de consistência 
oleosa. 
o Presentes nas células vegetais, como o 
caroteno na cenoura → convertido em 
vitamina A quando ingeridos. 
• Composição das membranas biológicas → 
membrana formada por fosfolipídios 
• Fornecimento de energia → liberam mais energia 
que os carboidratos quando oxidados 
• Precursores de hormônios e de sais biliares → 
relacionados com a produção de hormônios 
esteroides, como a testosterona, progesterona e 
estradiol. 
• Transporte de vitaminas lipossolúveis → 
transportam vitaminas que são solúveis em 
gorduras, como a A, D, E e K 
• Isolante térmico e físico → garante proteção contra 
baixas temperaturas e choques mecânicos 
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Alimentação saudável 
A alimentação saudável é o mesmo que dieta equilibrada ou 
balanceada e pode ser resumida em três princípios 
• Variedade → comer diferentes tipos de alimentos de 
diversos grupos, observando a qualidade deles 
• Moderação → deve ingerir os alimentos com quantidade 
moderada, nem de mais nem de menos. 
• Equilíbrio → ‘’comer de tudo um pouco’’, o ideal é 
consumir alimentos variados, respeitando as 
quantidades de porções recomendadas para cada grupo 
de alimentos. 
A pirâmide mostra o que devemos comer no dia-a-dia, não é 
uma prescrição rígida, mas sim um guia geral que nos permite 
escolher uma dieta saudável e conveniente, que garanta 
todos os nutrientes necessários para a nossa saúde e bem-
estar. 
A pirâmide foi baseada nas necessidades energéticas e 
nutritivas de indivíduos adultos 
 
É importante salientar que a posição dos alimentos na 
pirâmide não se dá por importância, e sim por necessidade e 
quantidade, 
Assim, o grupo de pães não é mais importante que os 
vegetais. 
Cada grupo apresenta um nutriente principal, de modo que as 
necessidades variam 
• O organismo precisa de mais carboidrato (energia) do 
que vitaminas e minerais, por isso, o grupo dos pães 
devem ser consumidos em maiores quantidades e assim 
por diante 
A pirâmide apresenta uma faixa de porções, onde 
• Porções menores → baseadas nas funções energéticas 
de mulheres que não praticam atividade física 
• Porções maiores → necessidades energéticas de 
homens que praticam atividade física 
Grupo dos pães, cereais, massas e vegetais C 
• Alimentos responsáveis pelo fornecimento da energia, 
por isso, devem ser consumidos em maior quantidade 
• Grupo que tem bastante carboidrato 
• Ideal → consumir 6 a 11 porções por dia 
 
Grupo dos vegetais e grupo das frutas 
• São os alimentos reguladores, fornecem todas as 
vitaminas e minerais necessários 
• Também são ricos em fibras 
• Ideal vegetais → 3 a 5 porções 
• Ideal frutas → 2 a 4 porções todos os dias 
 
Grupo do leite e derivados 
• Importantes fontes de cálcio 
• Ideal → 2 a 3 porções diárias 
 
Grupo das carnes, feijões, ovos e nozes 
• O principal nutriente é a proteína, essencial para o reparo 
e construção de todos os tecidos do organismo 
• Sugestão: preferir carnes magras, o frango sem pele e o 
peixe sem couro 
• O melhor é comer as carnes assadas, cozidas ou 
grelhadas 
• Ideal → 2 a 3 porções por dia 
 
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Alimentação saudável 
 
O ministério da saúde criou para ajudar as pessoas a terem 
uma dieta equilibrada. São atitudes que devemos tentar 
seguir no dia-a-dia 
 
 
ALIMENTOS IN NATURA OU MINIMAMENTE 
PROCESSADOS 
Esses alimentos são a base para uma alimentação 
nutricionalmente balanceada, saborosa, culturalmente 
apropriada e promotora de um sistema alimentar socialmente 
a ambientalmente sustentável. 
• Alimentos in natura são obtidos diretamente de plantas 
ou animais (folhas frutos, ovos, leite) e são consumidos 
sem terem sofrido qualquer alteração depois de 
deixarem a natureza. 
o Tendem a se deteriorar rapidamente, por isso 
devem ser minimamente processados antes da 
aquisição 
o Processos mínimos aumentam a duração dos 
alimentos in natura, preservando-os e tornando-
os apropriados para armazenamento 
• Os minimamente processados são os alimentos in 
natura que sofreram uma mínima intervenção. Não há 
agregação de açúcar, óleos, gorduras ou outras 
substancias ao alimento. 
o Alimentos como arroz, feijão e carnes 
o Grãos secos, empacotados, polidos ou moídos na 
forma de farinhas, raízes e tubérculos lavados 
o Corte de carne resfriados ou congelados e leite 
pasteurizado 
ÓLEOS, GORDURAS, SAL E AÇÚCAR 
Óleos (como os de soja, milho, girassol ou oliva), gorduras 
(manteiga e gordura de coco) sal e açúcar 
Podem ser utilizados em pequenas quantidades para 
temperar e cozinhar os alimentos para que a alimentação não 
fique desbalanceada 
São produtos alimentícios fabricados pela indústria com a 
extração de substancias presentes em alimentos in natura, 
ou, no caso do sal, presentes na natureza. 
Eles não substituem os alimentos in natura ou minimamente 
processados 
Riscos se usar em grandes quantidades 
São produtos alimentícios com alto teor de nutrientes sujo 
consumo pode ser prejudicial a saúde 
Tem elevadas quantidades de calorias por grama, seu 
impacto sobre a qualidade nutricional da alimentação vai 
depender da quantidade utilizada para preparar os alimentos. 
Gorduras saturadas → presente em óleos e gorduras 
Sódio → sal de cozinha 
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Alimentação saudável 
Açúcar livre → açúcar de mesa 
• Consumo excessivo de sódio e de gorduras saturadas 
→ aumentam riscos de doenças do coração 
• Consumo excessivo de açúcar → aumenta o risco de 
cárie, obesidade e outras doenças crônicas 
ALIMENTOS PROCESSADOS 
Produtos fabricadosessencialmente com a adição de sal ou 
açúcar a um alimento in natura ou minimamente processados 
para aumentar a duração 
• Legumes em conserva, frutas em calda 
• Queijos e pães 
O consumo deve ser limitado, em pequenas quantidades. 
• Os ingredientes e métodos utilizados na fabricação de 
alimentos processados alteram de modo desfavorável a 
composição nutricional dos alimentos dos quais derivam 
Técnicas de processamento são utilizadas 
• Cozimento, secagem, fermentação 
• Acondicionamento dos alimentos em latas ou vidros 
• Métodos de preservação como salga, salmoura, cura e 
defumação 
Porque limitar o consumo dos alimentos processados 
Adição de sal ou açúcar em quantidades muitos superiores 
às usadas em preparações culinárias → doenças do 
coração, obesidade e doenças crônicas 
• A perda de água e a eventual adição de açúcar ou óleo 
→ alimentos com baixa quantidade de cal/g → em alta 
densidade calórica 
No caso do consumo, prestar atenção no rótulo do produto 
para dar preferencia àqueles com menor teor de sal ou açúcar 
 
 
 
ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS 
Produtos cuja fabricação envolve diversas etapas, técnicas 
de processamento e vários ingredientes. O consumo deve ser 
evitado. 
a diferença dos ultraprocessados para os processados estão, 
principalmente, na lista de ingredientes. O número elevado de 
ingredientes, uns com nomes poucos familiares e não usados 
em preparações culinárias (xarope de frutose, espessantes, 
corantes, aromatizantes etc) → indicativo de 
ultraprocessado 
Muitos são exclusivamente industriais 
• Refrigerantes 
• Bolacha recheada 
• Salgadinhos de pacote 
• Macarrão instantâneo 
As técnicas de processamento incluem 
• Tecnologias exclusivamente industriais, como a extrusão 
da farinha de milho para fazer salgadinhos ‘’em pacote’’ 
• Pré-processamento com fritura ou cozimento 
 
Porque evitar os ultraprocessados 
Eles têm composição nutricional desbalanceada 
• Os ingredientes são ricos em gorduras e açúcares, alto 
teor de sódio (estende a duração e intensifica o sabor) 
• Pobres em fibras, que são essenciais para prevenção de 
doenças do coração, diabetes e diversos tipos de câncer 
• Pobres em vitaminas, minerais e substancias presentes, 
naturalmente, nos alimentos in natura ou minimamente 
processados 
• Favorece doenças do coração, diabetes e câncer, além 
de contribuir para o risco de deficiências nutricionais 
Eles favorecem o consumo excessivo de calorias 
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Alimentação saudável 
• Tendemos, sem perceber, a ingerir mais calorias do que 
necessitamos, que acabam sendo estocadas quando 
não são gastas → obesidade 
• A alta densidade calórica → desregulam o balanço de 
energia → aumenta o risco de obesidade 
Mecanismos que comprometem a saciedade e controle 
do apetite 
• Hipersabor → com a ‘’ajuda’’ de açucares + gorduras + 
sal = alimentos extremamente saborosos, a publicidade 
chama atenção, com razão, que eles são ‘’irresistíveis’’ 
• Comer sem atenção → são formulados para serem 
consumidos em qualquer lugar, sem precisar de prato, 
mesa ou talheres. Prejudicando a capacidade do 
organismo de ‘’registrar’’ devidamente as calorias 
ingeridas 
• Tamanhos gigantes → baixo custo, comercializados em 
embalagens grandes, aumentando o risco de consumo 
involuntário de calorias, correndo risco de obesidade 
Impacto dos alimentos ultraprocessados 
Impacto na cultura 
• Marcas, embalagens, rótulos tendem a ser iguais em 
todo o mundo 
• Alto investimento das campanhas publicitárias 
• Desejo de consumir mais e mais para que as pessoas 
tenham a sensação de pertencer a uma cultura moderna 
e superior 
Impacto na vida social 
• Formulados e embalados para serem consumidos em 
qualquer hora e em qualquer lugar 
• Se torna algo desnecessário → preparar os alimentos, 
fazer a mesa 
• Isolamento social 
Impacto no ambiente 
• Pilhas de embalagens desses produtos → muitas não 
biodegradáveis, desconfiguram a paisagem, precisando 
de mais espaços e novas dispendiosas tecnologias de 
gestão de resíduos 
• Estimula monoculturas dependentes de agrotóxico e 
fertilizantes químicos e de água, em detrimento da 
diversificação da agricultura 
• Comercialização e distribuição envolvem longos 
percursos de transporte → grande gasto de energia e 
aumento da emissão de poluentes 
• Degradação e a poluição do ambiente + redução da 
biodiversidade + comprometimento das reservas de 
água e outros recursos naturais 
A rotulagem nutricional é uma descrição destinada a informar 
o consumidor sobre as propriedades nutricionais de um 
alimento, compreendendo sobre a declaração no valor 
energético e de nutrientes. 
É um componente de uma etapa educativa, devendo ser 
estimulada a fim de que sirva como instrumento para a 
educação na saúde 
O conjunto de informações apresentadas nos rótulos de 
alimentos tem sido visto como um importante instrumento 
para a promoção da saúde e redução do risco de DCNT 
• DCNT → doenças crônicas não transmissíveis 
o Obesidade 
o Diabetes 
o Hipertensão arterial sistêmica 
o Câncer 
Informações obrigatórias segundo a ANVISA 
Modelo vertical do rótulo 
 
 
 
 
• A ANVISA incentiva os fabricantes de alimentos e 
bebidas a dispor nos rótulos informações sobre 
colesterol, cálcio e ferro → objetivo de aumentar o nível 
de conhecimento do consumidor → desde que o produto 
apresente a quantidade superior a 5% da IDR (ingestão 
diária recomendada) 
• Considerou-se como base para uma alimentação diária 
de 2000 kcal ou 8400 kJ 
 
 
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Alimentação saudável 
Declaração simplificada 
Pode ser utilizada quando o alimento apresentar 
quantidades não significativas segunda a tabela 
obrigatória. 
Tabela normal: 
 
Quantidades não significativas 
 
Leitura dos rótulos nutricionais 
 
Valores diários recomendados - ANVISA 
São as quantidades dos nutrientes que a população deve 
consumir para ter uma alimentação saudável. Para cada 
nutriente, temos um valor diário diferente. 
 
 
 
 
A escolha dos alimentos sofre interferências diversas no 
comportamento alimentar humano, o qual é moldado por 
fatores externos e internos → desde os aspectos 
socioculturais até os aspectos fisiológicos, biológico e 
psicológico. 
O fator geográfico também interfere na cultura alimentar de 
uma população, uma vez que a disponibilidade do alimento 
na região define os traços culturais dos consumidores. 
A globalização vem promovendo intercâmbios de culturas, 
matérias-primas, produtos e serviços → promovendo 
influência nos hábitos alimentares culturais 
A mídia, a partir do século XXI, passou a exercer tremenda 
influencia para um modelo de cultura massificada e 
padronizada por razões mercadológicas e comerciais 
Estados unidos e fast foods 
As populações norte-americanas, famosas por seus sistemas 
de comidas rápidas, os ‘’fast foods’’, com a chegada do 
mercado globalizado, disseminou essa prática ideológica 
para as demais nações através de lanchonetes e 
restaurantes → maior consumo de fast foods, alimentos 
ultraprocessados 
Certas populações deixaram de cozinhar os alimentos para a 
compra rápida e prática oferecida pelos drives throught, 
delivery e etc 
• Esse modelo de consumo acarretou malefícios para a 
saúde pública → maior ingestão de alimentos com 
grandes quantidades de calorias, sódio e aditivos que 
afetam a saúde 
• Obesidades, diabetes, problemas cardiovasculares, 
osteoporose, hipertensão, colesterol alto 
• O público mais afetado é o infanto-juvenil indivíduos em 
fase de desenvolvimento corporal e mental, que são mais 
susceptíveis as mudanças e são facilmente 
influenciáveis 
Influencia da mídia 
A televisão, por ser o meio de comunicação mais difundido 
entre a população → estimula e cria moldes aos hábitos de 
consumo, de forma ainserir na alimentação, estruturas 
ideológicas e simbólicas das necessidades de alimentos → 
na maioria são prejudiciais ao corpo → agravo na saúde 
publica 
• Provocou uma mudança de hábito → comida caseira 
para comida rápida → por meio de propagadas que 
influenciam negativamente a escolha inadequada de 
alimentos → dietas não saudáveis 
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Alimentação saudável 
• Análise de propagandas → predominância do horário de 
divulgação de 8 as 12h, 85% anunciavam produtos 
contendo açucares, óleos e gorduras. Nenhum sobre 
frutas e hortaliças 
• O horário sugere o público alvo infantil 
Distúrbios de ordem psicológica 
➔ baixa autoestima, agressividade e timidez, baixo 
rendimento escolar entre outros. 
➔ O crescimento de casos de depressão e ansiedade entre 
os adolescentes, fator importante para o aparecimento 
de distúrbios alimentares, como a bulimia 
➔ Recorrente a utilização de comida, principalmente fast 
foods e industrializados como válvula de escape 
 
 
 
 
 
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Esther Santos Fonseca 
Digestão e absorção 
A digestão é a degradação química dos alimentos, de forma 
que ela nos leve às moléculas absorvíveis, que são os 
produtos finais da digestão. 
Para participar do processo de absorção, é muito importante 
a presença de enzimas digestivas, responsáveis por 
hidrolisar as macromoléculas do alimento, quebrando-as em 
moléculas menores, passiveis de serem absorvíveis. 
Proteínas → aminoácidos 
Carboidratos → monossacarídeos 
Lipídeos → ácidos graxos 
 
É o movimento dos nutrientes, água e eletrólitos do lúmen 
intestinal para o sangue 
 
A absorção leva em consideração a estrutura da mucosa 
intestinal 
 
Na luz intestinal (buraco) eu tenho as dobras circulares (a fold 
of the..) que são os pregueados que nos vimos na mucosa. 
Dando um zoom nessas dobras, a gente tem as vilosidades, 
que são as formações digitais da mucosa intestinal 
• Nas vilosidades estão os enterócitos e as células 
calciformes do intestino 
• As células caliciformes são produtoras de muco 
Dando um zoom nas vilosidades, nos vemos as células 
epiteliais do intestino → enterócitos → possuem as 
microvilosidades, estão viradas para o lúmen do intestino. 
Obs: a função das vilosidades e microvilosidades é aumentar 
a superfície de absorção dos nutrientes no intestino 
Enterócito 
Os enterócitos são as células epiteliais da camada superficial 
do intestino delgado. Elas são ligadas pelas junções 
ocludentes (tight junction) e pelos desmossomos, e entre elas 
a gente pode ver espaços intercelulares 
 
Os enterócitos possuem uma membrana apical e a 
membrana basolateral. 
 
VIAS DE ABSORÇÃO 
via celular 
eu dependo de atravessar a célula. 
Nutriente → lúmen intestinal → cruzamento da membrana 
apical → entro no enterócito → atravesso a membrana 
basolateral → chego no sangue 
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Digestão e absorção 
Via paracelular 
A substância atravessa entre os enterócitos, nos espaços 
intercelulares 
Nutriente → lumen intestinal → junções ocludentes → 
sangue 
 
O objetivo da digestão dos carboidratos é chegar nas 
estruturas mais simples, os monossacarídeos 
 
• Os principais sítios de digestão dos carboidratos da dieta 
são a boca e o lúmen intestinal. 
• Os produtos finais da digestão são os monossacarídeos, 
os quais serão absorvidos pelas células do intestino 
delgado 
Hidrólise dos carboidratos 
• Reintrodução dos íons de hidrogênio e hidroxila, obtidos 
a partir da água (hidrólise). 
• Separa os polissacarídeos em monossacarídeos 
• É basicamente o inverso da ligação glicosídica 
• Enzimas específicas nos sucos digestivos do trato GI 
catalisam o processo de hidrólise 
 
O R’’-R’ é um dissacarídeo 
 
 
 
 
DIGESTÃO DO AMIDO 
O amido vai sofrer a ação das enzimas luminais 
A maior parte da digestão é a partir da amilase pancreática 
 
Hidrolise parcial 
A digestão do amido começa na boca com o pH neutro → 
glândula salivar → liberação de alfa-amilase → converte 
amido em alfa-dextrina 
A glândula pancreática exócrina libera o suco pancreático, 
com ph = 8 (neutro) contendo alfa-amilase pancreática 
Alfa-amilase pancreática → continua a digestão das alfa-
dextrina → converte em maltose (dissacarídeo), 
maltotriose (trissacarideos) e oligossacarídeos, 
chamadas de alfa limite dextrina 
• ou seja, a ação das enzimas luminais promove uma 
hidrólise parcial do amido, resultando em produtos 
intermediários 
 
Hidrólise final 
As responsáveis pela hidrólise final → oligossacaridades da 
borda em escova (microvilosidades do intestino delgado) que 
são: 
 
Na borda em escova (microvilosidades) então, continua a 
digestão dos produtos intermediários do amido + digestão da 
trealose + lactose + sacarose 
 
 
 
 
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Digestão e absorção 
Os monossacarídeos produzidos por essas hidrolises → 
glicose + galactose + frutose → irão ser transportadas pelas 
células epiteliais intestinais 
Vai acontecer no intestino delgado, nos enterócitos 
• os monossacarídeos vão passar pela membrana apical 
ou luminal (ML) e sair pela membrana basolateral (MBL) 
para cair na corrente sanguínea 
transporte ativo 
• mediado pela proteína Na+ dependente e por difusão 
facilitada 
glicose e galactose → transporte ativo → transportador 
SGLT1 → entra no enterócito 
• o transportador SGLT1 necessita de um gradiente 
eletroquímico que vai ser realizado pela bomba de sódio 
e potássio para conseguir fazer o transporte 
frutose → difusão facilitada → entra pelo transportador 
GLUT5 
glicose, galactose e frutose → transportada pelo GLUT2 
→ vão para o sangue 
 
DEFICIENCIA DE ENZIMAS DIGESTIVAS 
Deficiências hereditárias (genética), ou seja congênita (já 
nasceu com isso) de dissacaridases especificas resultam 
em intolerância a dissacarídeos → sacarose, lactose e 
maltose 
As alterações adquiridas de dissacarídeos → podem ser 
causadas por uma variedade de doenças intestinais, má-
nutrição ou ingestão de fármacos que danificam a mucosa do 
intestino delgado. 
• Indivíduos que sofrem com diarreia grave → as enzimas 
das microvilosidades são rapidamente perdidas → 
causando deficiência enzimática 
Quando há deficiência de dissacaridases da borda estriada 
→ dissacaridio mal digerido chega ao cólon → metabolizado 
por bactérias colônicas 
• No metabolismo dos dissacarídeos por essas bactérias, 
há a geração de produtos → CO2 + Hidrogênio + gases 
e ácidos orgânicos → causando distensão abdominal. 
Flatulência e diarreia. 
 
A mais comum é a deficiência de lactase 
FISIOPATOLOGIA DA INTOLERÂNCIA À LACTOSE 
Quando há deficiência da enzima lactase → converte a 
lactose em → glicose + galactose → ela não é digerida 
adequadamente 
A lactose não digerida → carreada para o cólon → sofre ação 
bacteriana, onde será fermentada 
Fermentação das bactérias → liberação de ácidos orgânicos 
+ CO2 + metano + hidrogênio → flatulências e borborigmo 
(barulho estomacal, ronco) 
Acumulo de lactose não digerida → torna o intestino 
hipertônico → atrai água por osmose → lubrifica as fezes, 
que ficam mais liquidas → diarreia + dor abdominal 
 
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Digestão e absorção 
As proteínas da dieta são cadeias de aminoácidos 
conectadas por ligações peptídicas, é feita a hidrolise para 
que se tenha no final produtos absorvíveis. 
Hidrolise das proteínas 
As enzimas vão quebrar as ligações peptídicas e reinserir a 
OH e H perdidas na formação da ligação. 
 
DIGESTÃO DAS PROTEÍNAS 
As enzimas proteolíticas, ou proteases, quebram as 
proteínas da dieta em aminoácidos no estomago e no 
intestino, paraque se tenham produtos absorvíveis 
 
No estômago 
No estomago, a pepsina atua em pH ácido para promover a 
hidrolise das proteínas 
Pepsinogênio (enzima inativa) → cels parietais do estômago 
secretam HCl → HCl promove a autocatálise do 
pepsinogênio → se transforma em pepsina (forma ativa) 
• A pepsina do estomago hidrolisa as proteínas em 
aminoácidos e oligopeptídeos → ainda não são 
absorvíveis 
O conteúdo do estômago passa para o intestino delgado, no 
qual agem as enzimas pancreáticas e as encimas das 
células epiteliais do intestino. 
• Enzimas pancreáticas → tripsina, quimiotripsina, 
elastase e carboxipeptidases 
• Enzimas do intestino delgado → peptidases 
no intestino delgado 
depois da ação das enzimas, vou gerar 
• Produtos absorvíveis → aminoácidos + dipeptideos 
+ tripeptideos 
• Ou posso ter oligopeptideos → peptidases da borda em 
escova → aminoácidos + dipeptideos + tripeptideos 
(produtos absorvíveis) 
 
Acontece nos enterócitos do intestino delgado e vão para o 
sangue 
• Os aminoácidos são absorvidos a partir do lumen 
intestinal por meio de sistemas de transporte ativo 
secundário dependente de NA+ e de difusão facilitada 
PePT1 → faz o transporte de dipeptideos e tripeptideos 
• A PePT1 também depende de um gradiente 
eletroquímico para fazer sua ação → vai ser promovido 
pela bomba NHE, Na+ e H+ 
Peptidases no citosol dos enterócitos → fazem a hidrólise 
dos di e tripeptideos → transformando-os em aminoácidos 
• Os aminoácidos saem por difusão facilitada em direção 
ao sangue 
 
Importância do pH para a ação das enzimas 
Pepsina → estomago, ambiente ácido → atividade máxima 
em pH ácido 
Amilase salivar → presente na saliva, na boca → pH ótimo 
em pH neutro 
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Digestão e absorção 
Tripsina → presente no intestino delgado → pH ótimo básico 
 
Os lipídeos presentes nos nossos alimentos que vão sofrer a 
digestão são: 
 
 
 
 
 
Eles são insolúveis em água, por isso, é um processo mais 
complexo, porque eles são hidrofóbicos 
Hidrólise dos lipídios 
Quase todas as gorduras consistem em triglicerídeos → 3 
moléculas de ácidos graxos condensadas com uma 
molécula de glicerol → durante a condensação, 3 moléculas 
de água são removidas 
Hidrólise → enzimas digestivas → reinserem as três 
moléculas de H2O → separa ácido graxo de glicerol 
 
Processo de digestão 
Devido a baixa solubilidade dos substratos, ocorre digestão 
limitada desses lipídeos na língua (lipase lingual) e no 
estômago (lipase pancreática). Só que é pouca digestão 
Início no estômago → ação das lipases gástrica e lipase 
lingual 
No intestino, entretanto, os ácidos graxos são emulsificados 
pelos sais biliares da vesícula biliar, aumentando a superfície 
de contato para as enzimas agirem, por isso, no intestino, 
ocorre a maior parte da digestão 
Hormônio colecistocinina → sinaliza vesícula biliar e 
pâncreas → contrai e libera sais biliares e o pâncreas libera 
enzimas digestivas 
Final → intestino delgado → lipase pancreática, hidrolase e 
fosfolipase A2 (enzimas secretadas pelo pâncreas) 
 
 
Emulsificação 
Hormônio colecistocinina → vesícula biliar secreta a bile → 
ducto colédoco → duodeno 
 
a qual tem a função de emulsificar os lipídios, aumentando 
a superfície de contato para a ação das enzimas 
pancreáticas, pois a grande gotícula é quebrada em várias 
gotículas pequenas 
 
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Digestão e absorção 
Os produtos da digestão enzimática: 
• Ácidos graxos livres 
• Lisolectina 
• Colesterol 
• Monoglicerídeo 
Esses produtos formam micelas com os ácidos biliares do 
lúmen intestinal. As micelas são uma forma de organização 
para conseguir entrar com os lipídios dentro do enterócito. 
• As micelas são anfipáticas, tem uma parte polar e 
apolar. 
o Dentro das micelas → estão os produtos lipídicos 
o parte externa temos os ácidos biliares anfipáticos 
o Parte hidrofóbica → ligada aos produtos lipídicos 
o Parte hidrofílica → voltada para a área externa 
 
 
• As micelas interagem com a membrana do enterócito 
e permitem a difusão dos componentes solúveis dos 
lipídios através da membrana apical para dentro da 
célula 
• Os ácidos biliares não entram nos enterócitos nesse 
momento, eles permanecem no intestino para serem 
reabsorvidos e levados de volta ao fígado 
 
 
 
 
 
 
Micelas interagem com a membrana apical 
No lúmen, as micelas interagem com os enterócitos, pela 
membrana apical, dentro dela estão os produtos 
• Col → colesterol 
• MG → monoglicerídeo 
• LisoPL → lisolectina 
• AGL → ácido graxo livre 
Solubilização dos produtos para dentro do enterócito 
Os produtos passam por difusão e entram dentro do 
enterócito, no seu citoplasma 
Reesterificação no retículo endoplasmático liso 
• É para que os produtos voltem a ser os lipídios originais 
o Triglicerídeos 
o Colesterol 
o Fosfolipideos 
Empacotamento em quilomícrons 
• Os quilomícrons → interagem com a lipoproteína HDL 
→ e dela, adquire apoproteinas 
• Formados pelos lipídios originais e tem junto uma 
apoproteína apoB 
Exocitose 
• O quilomícron é muito grande, não dá pra ele cair na 
corrente sanguínea 
• Ele é exocitado para a linfa para depois ir para a corrente 
sanguínea 
 
 
 
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Digestão e absorção 
 
O TGI produz e secreta diversos hormônios que atuam nele 
mesmo, ordenando e controlando as atividades digestivas. 
Gastrina 
• Secretada pelas células G do estômago 
• Estimula as células parietais → secretam HCl e pepsina 
para digerir proteínas 
Secretina e colecistocinina 
• Bolo alimentar chega no duodeno do intestino delgado 
• Atuam de maneira paralela, inibindo a atividade 
gástrica de esvaziamento 
• Ativam as enzimas e bicarbonato pelo pâncreas e de 
sais biliares pelo fígado 
Peptídeo inibitório gástrico (GIP) 
• Também age no intestino 
• Alvo as células beta do pâncreas →estimulam a secretar 
insulina → prepara para a glicose proveniente da 
digestão 
• Inibe o esvaziamento gástrico 
 
 
 
 
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Glicólise 
As reações enzimáticas nas células são organizadas em 
sequencias de múltiplos passos, denominadas vias, como a 
glicólise 
Em uma via, o produto de uma reação serve de substrato para 
outra reação subsequente. O metabolismo é a soma das vias, 
das mudanças químicas que ocorrem nas células, nos tecidos 
ou nos organismos. 
 
As vias, em sua maior parte, podem ser classificadas como: 
Catabólicas → de degradação 
• As vias catabólicas quebram moléculas complexas, 
como proteínas, polissacarídeos ou lipídeos, produzindo 
moléculas mais simples, como CO2, NH3 e H2O 
Anabólicas → de síntese 
• Sintetizam produtos finais complexos a partir de 
precursores simples, como a síntese de glicogênio (poli) 
a partir de glicose. 
Tem o objetivo de capturar a energia química obtida na 
degradação de moléculas combustíveis ricas em energia, 
formando ATP. 
É um processo convergente → moléculas são 
transformadas em produtos finais. 
Os três estágios do catabolismo: 
1. Hidrólise de moléculas complexas 
Elas são quebradas em seus blocos consecutivos 
Proteínas → hidrólise → aminoácidos 
 
 
2. Conversão dos blocos constitutivos em moléculas 
mais simples 
Os blocos são degradados em acetil-coenzima A (CoA) e 
outras moléculas simples. Parte da energia é capturada como 
ATP 
3. Oxidação da acetil-CoA 
O ciclo do ácido cítrico (Krebs) é a via final comum da 
oxidação de moléculas combustíveis como a Acetil-CoA. 
A maior parte da quantidade de ATP é gerada na fosforilação 
oxidativa à medida que elétrons fluem do NADH e FADH2 
para o oxigênio. 
 
Reúnem moléculas pequenas, como aminoácidos,para 
formar moléculas complexas, como as proteínas, ou seja, são 
reações de síntese. 
Necessitam de energia que é fornecida pela quebra do ATP, 
gerando ADP + P. Envolvem reações químicas, onde o poder 
redutor é geralmente fornecido pelo doador de elétrons 
NADPH. 
É um processo divergente → precursores formam produtos 
complexos 
 
As vias metabólicas devem ser coordenadas para garantir 
que as reações estejam de acordo com as necessidades da 
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Glicólise 
célula. Essa coordenação é feita por sinais regulatórios, 
incluem hormônios, neurotransmissores e 
disponibilidade de nutrientes 
• Sinais de dentro das células (intracelulares) 
Regulam a velocidade de uma via metabólica pela 
disponibilidade de substratos. A inibição é ocasionada pelos 
produtos. Esses sinais determinam respostas rápidas e são 
importantes para a regulação do metabolismo 
instantaneamente. 
• Comunicação entre as células (intercelular) 
Fornecem uma integração mais ampla do metabolismo, 
resposta mais lenta. Pode ser mediada pelo contato entre 
suas superfícies como as junções comunicantes e por 
sinalização química, como hormônios e 
neurotransmissores. 
• Sistemas de segundos mensageiros 
as moléculas ‘’segundos mensageiros’’ intervêm entre o 
mensageiro final (hormônio ou neurotransmissor) e o efeito 
final da célula. São ativadas após o reconhecimento do 
mensageiro primário pelos receptores de membrana. Ex: 
sistema adnilato-ciclase. 
 
Via glicolítica é utilizada em todos os tecidos para a quebra 
da glicose, gerando ATP e intermediários de outras vias 
metabólicas. Acontece no citoplasma da célula. 
Ela é o centro do metabolismo de carboidratos, praticamente 
todos os glicídios podem ser, no final, convertidos em glicose. 
• Glicólise aeróbica 
Ocorre nas células que possuem mitocôndrias e oxigênio, 
tendo o produto final o piruvato. O oxigênio é necessário 
para a reoxidação do NADH formado durante a oxidação do 
gliceraldeído-3-fosfato. Prepara a célula para o ciclo de 
Krebs. 
• Glicólise anaeróbica 
Ocorre sem oxigênio em tecidos que não apresentam 
mitocôndrias (como as hemácias) ou em células em que o 
oxigênio esteja insuficiente. A glicose é convertida em 
piruvato que é reduzido pelo NADH para formar lactato. 
É feita pelo pâncreas, uma glândula mista, e sua parte 
exócrina produz e secreta dois hormônios reguladores da 
glicemia, a insulina e o glucagon 
Liberação da insulina 
A glicose é o principal estimulo para a liberação de insulina 
pelas células β do pâncreas. Além disso, ela exerce um efeito 
permissivo para os outros moduladores de secreção da 
insulina. A enzima glicocinase funciona como um sensor de 
glicose, determinando o limiar para a concentração de 
insulina. 
A liberação de insulina induzida pela glicose resulta do 
metabolismo da glicose pela célula β. 
• A glicose penetra na célula β pelo GLUT2 ligado a 
membrana → sofre fosforilação imediata pela 
glicoquinase, levando à formação de ATP. 
• Aumento de ATP e ADP → inibe canais de K+ sensíveis 
ao ATP na célula β → reduzindo efluxo de K+. 
• Efluxo reduzido de K+ → despolarização da membrana 
→ ativação da abertura de canais de Ca+ → elevação 
de Ca+ intracelular → desencadeia a exocitose dos 
grânulos secretores de insulina, bem como a liberação 
do hormônio no espaço extracelular e na circulação. 
 
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Glicólise 
Efeitos fisiológicos da insulina 
Ela é liberada após a alimentação e consiste em diminuir as 
concentrações de glicose na circulação, estimulando a 
entrada da glicose nas células. De modo global, as ações da 
insulina nos órgãos-alvo são anabólicas, promovendo a 
síntese de carboidratos, lipídeos e proteínas, sendo esses 
efeitos mediados pela ligação ao receptor de insulina. 
 
Liberação do glucagon 
A liberação de glucagon é inibida pela hiperglicemia, e 
estimulada pela hipoglicemia. Uma refeição rica em 
carboidratos inibe o glucagon e estimula a liberação de 
insulina pelas células β do pâncreas. Os níveis elevados de 
aminoácidos estimulam a liberação do glucagon. 
 
• Efeitos fisiológicos do glucagon 
O principal consiste em aumentar as concentrações 
plasmáticas de glicose, estimulando a produção hepática, 
novamente, de glicose pela gliconeogênese e pela 
degradação do glicogênio, e essas ações neutralizam o 
efeito da insulina. 
 
O transporte de glicose estimulado pela insulina é mediado 
pelo GLUTs. 
Por difusão facilitada pela família GLUT 
 
• GLUT1 → constitutivo da membrana plasmática. 
Encontrado nas células do SNC, adipócitos, hemácias e 
células do músculo esquelético 
o Possui alta sensibilidade à glicose, ou seja, 
permite a entrada de glicose nas células mesmo 
em situação de hipoglicemia (faz sentido de 
acordo com os tecidos em que ela está presente) 
 
• GLUT2 → constitutivo da membrana plasmática do 
pâncreas (células β), rins e fígado. 
o Possui baixa afinidade pela glicose, ou seja, só 
ocorre a entrada de glicose em situação de 
hiperglicemia. 
o Importância fisiológica nas células β do pâncreas, 
que irão secretar insulina. 
 
• GLUT 3 → constitutivo da membrana plasmática das 
células do SNC (neurônios), juntamente com o GLUT1, 
promove a captação de glicose para o SNC 
 
• GLUT4 → está armazenado em vesículas, não está na 
membrana, possui inserção transitória na membrana 
plasmática. 
o É um transportador responsivo à insulina 
o Após o estimulo da insulina, as vesículas 
contendo GLUT4 são direcionadas às 
membranas plasmáticas, inserindo o 
transportador lá. 
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Glicólise 
 
• GLUT 5 → transportador de frutose, presente na 
membrana plasmática do intestino e espermatozoides. 
Por sistema de cotransporte monossacarídeo Na+ 
Requer energia e transporta a glicose ‘’contra’’ o gradiente de 
concentração → do meio hipotônico para o meio hipertônico. 
É mediado por carreador no qual o movimento da glicose está 
acoplado ao gradiente de concentração do Na+ que é 
transportado juntamente com a glicose para o interior da 
celula. Ocorre nas células epiteliais do intestino 
(transportador SGLTI que precisa de um gradiente 
eletroquimico para carregar a glicose), tubulos renais e 
plexo coroide. 
A via glicolítica é utilizada em todos os tecidos para a quebra 
da glicose, com o objetivo de fornecer energia na forma de 
ATP e intermediários para outras vias metabólicas. 
• Glicose aeróbica 
Chamada assim porque é necessário o oxigênio para a 
reoxidação do NADH formado durante a oxidação do 
gliceraldeído-3-fosfato. 
• Glicose anaeróbica 
Permite a produção de ATP em tecidos sem mitocôndrias 
(como os eritrócitos) ou em células que o oxigênio esta 
insuficiente 
 
O objetivo da glicólise e do ciclo de Krebs é ir transferindo 
hidrogênio e elétrons para os transportadores NAD+ e FAD+ 
→ viram NADH e FADH2, eles vão levar hidrogênio e 
elétrons para a cadeia respiratória. Ela produz 28 ATP 
usando os hidrogênios e os elétrons do FAD e NAD 
 
É uma via com 10 reações químicas, que no final, tem como 
produto → 2ATP + 2NADH 
Origem do NAD e FAD 
O NAD e FAD são transportadores de H e elétrons. O corpo 
produz NAD através das vitaminas do complexo B (niancina), 
obtidas pela alimentação. O FAD vem da riboflavina, outra 
vitamina do complexo B. 
 
Reação 01 → Fosforilalação da glicose 
Nessa reação, a glicose é convertida em glicose-6-fosfato, ou 
seja, é adicionado um fosfato proveniente do ATP 
 
• Em alguns tecidos, a enzima que faz isso é a hexocinase, 
em outros, é a glicocinase 
• Primeiro gasto de ATP 
• Uma cinase é uma enzima que transfere fosfato de uma 
molécula para outra → ela pegou do ATP para dar a 
glicose 
Objetivo: as moléculas de glicídios fosforilados não 
atravessam facilmente as membranas celulares,pois não 
existem carreadores específicos para esse composto. Além 
disso, eles são muito polares para difundir através da 
membrana fosfolipídica, ficando presos dentro da célula. 
 
Reação 02 → isomerização da glicose-6-P 
Essa reação vai pegar a glicose-6P e transformar ela no seu 
isômero → frutose-6-fosfato → ambas são C6H12O6, só 
muda o formato da molécula. 
A reação é catalisada pela fosfoglicose-isomerase e é 
facilmente reversível, não é um passo regulado. 
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Glicólise 
 
Objetivo: é uma preparação para as reações 03 e 04. A ideia 
é transformar em frutose para facilitar a entrada de um fosfato 
em outro carbono da frutose, pois a superfície para a ligação 
será mais estável e possível. 
Reação 03 → fosforilação da frutose-6-fosfato 
A reação irreversível, catalisada pela fosfofrutocinase-1 
(PKF-1) é o mais IMPORTANTE PONTO DE CONTROLE e 
o passo limitante da VELOCIDADE DA GLICÓLISE. 
 
A frutose-6-P vai ganhar outro fosfato, se transformando em 
frutose 1,6-bifosfato. 
Agora a molécula está simétrica e tem 2P, importante na 
próxima etapa de clivagem. 
• O fosfato veio do ATP → ultima reação que usa o ATP 
da glicólise 
• A PKF-1 é um marcapasso da glicólise e vai controlar a 
velocidade da reação. 
Reação 04 → clivagem da frutose 1,6-bifosfato 
A enzima aldolase cliva ao meio a molécula de frutose 1,6-
bifosfato, gerando outras 2 moléculas com 3 carbonos cada, 
cada uma contendo seu grupo P. a reação é reversível e não 
regulada. os produtos vão ser: 
• Di-hidroxiacetona fosfato 
• Gliceraldeído-3-fosfato 
 
Obs: a aldolase B, isoforma encontrada no fígado e no rim, 
também cliva a frutose-1-fosfato no metabolismo da frutose 
da dieta 
Obs: quem vai ser usada no restante da glicólise é o 
gliceraldeído, por isso, vamos ter que converter essa hi-
hidroxiacetona na próxima etapa. 
Reação 05 → isomerização da di-hidroxiacetona-P 
A enzima triose-fosfato-isomerase converte a di-
hidroxiacetona fosfato em gliceraldeído-3-fosfato 
 
Pois quem está na sequência das reações é o gliceraldeído. 
 
Tenho 2 gliceraldeídos → um veio da frutose e o outro veio 
da di-hidroxiacetona 
• Perceba que uma molécula de glicose → se transformou 
em 2 moléculas de gliceraldeído 
Obs: a partir de agora, todas as reações serão em dobro. 
Reação 06 → oxidação do gliceraldeiro-3-P 
Essa é a primeira reação de oxidação-redução da 
glicólise. Agora, o gliceraldeído-3-P será transformado em 
1,3-bifosfatoglicerato 
• Importante → o fosfato que entrou no carbono 1 não 
veio do ATP, veio de um Pi, fosfato inorgânico, ele 
estava livre no citoplasma e foi acrescentado 
 
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Glicólise 
• Esse Pi não tem energia, essa reação isoladamente é 
impossível, então, para ela acontecer, tenho que ter um 
acoplamento de outra reação que me possibilite essa 
energia: 
 
O gliceraldeído-3-P é oxidado, tornando possível a entrada 
do Pi no carbono que vai virar o composto 1,3-bifosfoglicerato 
A reação de oxidação vai fornecer a energia necessária para 
o Pi entrar na molécula. 
Reação 07 → síntese do 3-fosfatoglicerato + ATP 
O 1,3-bifosfoglicerato perde o P do carbono 1, se 
transformando em 3-fosfoglicerato 
 
P + ADP → ATP, o primeiro ATP produzido pela via. 
Obs: tudo está acontecendo em dobro, então, na verdade, 
foi produzido 2ATP 
O Pi acabou de entrar na reação 6, se transforma em P e já 
vai sair de novo na reação 07 para formar o ATP 
• Isso acontece porque a reação 
Pi + ADP → ATP é impossível, se desse, nem precisaria de 
respiração celular. Era só catalisar essa reação 
• Por isso, preciso de outra reação para formar a energia 
que torne possível acontecer a energia do P para formar 
o ATP 
 
reação 08 → troca do P do carbono 3 pro carbono 2 
a ideia é aumentar a instabilidade da ligação do P na molécula 
para que depois ela seja transferida para um ADP para formar 
ATP 
a reação é livremente reversível. Acontece em duas partes 
→ uma parte na reação 08 e a outra na reação 09. 
• Primeira parte → o fosfato muda de posição, do C3 → 
C2, formando o 2-fosfoglicerato 
 
Reação 09 → desidratação do 2-fosfoglicerato 
Vai retirar uma H2O, tornando a molécula mais instável ainda 
• Segunda parte → a H2O sai da molécula de 3-
fosfoglicerato e torna a ligação mais instável, para 
facilitar a saída do grupo P 
 
Reação 10 → formação do piruvato + ATP 
Agora, o fosfoenopiruvado – P (instável) → piruvato 
 
O P + ADP → ATP 
• Segunda reação de formação do ATP 
Obs: são 2 piruvatos e 2 ATP porque está acontecendo tudo 
em dobro. 
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Glicólise 
 
 
As 3 primeiras → fases de investimento de energia 
• Pois houve gasto de energia ATP na reação 01 e 03 
04 a 06 → fase de clivagem 
• A molécula foi partida ao meio 
06 a 10 → fase de geração de energia 
• Pois produzimos ATP na reação 07 e 10 
Saldo de 2 ATP e também formou 2 NADH que vao ser 
utilizados na fase de cadeia respiratória 
 
 
 
 
 
→
Um eritrócito maduro normal não tem mitocôndrias, sendo 
completamente dependente da glicólise para a produção de 
ATP. Esse ATP é importante para manter o formato 
bicôncavo da célula vermelha e, a deficiência da 
piruvatocinase diminui a quantidade de ATP da célula, 
mudando seu formato, que acaba sendo fagocitada por 
macrófagos do baço → anemia hemolítica (destruição dos 
eritrócitos). A gravidade vai depender do grau de deficiência 
da enzima. 
 
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Regulação da glicólise 
1. Produzir ATP 
• A célula não pode produzir ATP nem de mais e nem de 
menos, existe um ritmo adequado 
 
2. Fornecer precursores para as vias de síntese, como 
a síntese de lipídios 
• Não pode produzir esses precursores nem de mais e 
nem de menos, existe um ritmo adequado 
A glicólise possui 10 reações químicas. Como na maioria das 
reações metabólicas, aquelas que irão servir como ponto de 
controle vão ser as reações irreversíveis. Na glicólise, 
existem 3: 
• Reação 01 
• Reação 03 
• Reação 10 
 
O ponto de controle mais importante é o da 
fosfofrutocinase. 
Essa enzima é encontrada nos músculos e catalisa a reação 
01: 
 
• Ela é inibida pelo seu próprio produto, a glicose-6-
fosfato, que se acumula quando a metabolização dessa 
hexose-fosfato está reduzida. 
• A hexocinase possui alta afinidade para a glicose, isso 
permite a fosforilação eficiente mesmo em caso de 
hipoglicemia. 
• Entretanto, apresenta baixa Vmáx para a glicose e, 
portanto, não pode sequestrar (reter) o fosfato celular na 
forma de hexoses fosforiladas. 
Está presente no parênquima hepático e nas células β do 
pâncreas. 
• Nas células β ela funciona como um sensor de glicose, 
determinando o limiar para a secreção de insulina. 
• No fígado, ela facilita a fosforilação da glicose durante 
uma hiperglicemia. 
Hexocinase x glicocinase 
• Não é modulada negativamente pela glicose-6-fosfato, 
ou seja, mesmo que ela se acumule, não tenho a inibição 
da glicocinase 
• Menor afinidade pela glicose 
• Apresenta alta Vmax quando a glicose se acumula no 
fígado, isso impede que grandes quantidades de glicose 
cheguem à circulação sistêmica após uma refeição rica 
em carboidratos e, assim, minimiza a hiperglicemia 
durante o período absortivo 
o Obs: o GLUT2 assegura que a glicose sanguínea 
se equilibre rapidamente entre os dois lados da 
membrana do hepatócito. 
• A glicocinase ainda continua catalisando a reação 
mesmo em abundância de glicose-6-fosfato, porque vai 
ser importante no momento de abundância de nutrientes, 
como após uma refeição, para produção de energia e de 
gordura → glicogênese e lipogênese 
 
Regulação pela frutose-6-fosfato e pela glicose 
A atividade deglicocinase é inibida indiretamente pela 
frutose-6-fosfato (que está em equilíbrio com a glicose-6-
fosfato que é um produto da glicocinase) e é estimulada 
indiretamente pela glicose. 
A proteína reguladora da glicocinase, PRGK, nos hepatócitos, 
regula a atividade da enzima. 
• Na presença de frutose-6-fosfato a glicocinase se liga a 
PGRK, inativando-se e formando o complexo 
glicocinase-PRGK no núcleo da célula. 
• Quando aumenta os níveis de glicose no sangue (e 
consequentemente nos hepatócitos por causa da 
GLUT2), a glicose induz que a PRGK libere a glicocinase 
→ ela retorna ao citosol, e fosforila a glicose, dando 
glicose-6-fosfato. 
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Regulação da glicólise 
 
 
Obs: a frutose-1-fosfato inibe a formação do complexo 
glicocinase-PRGK 
Ela é o melhor ponto de regulação da glicólise e catalisa a 
reação 3 
 
Regulação pelos níveis energéticos da célula 
A PKF-1 é inibida em altas concentrações de ATP que 
atuam como sinal de ‘’riqueza’’ energética, inibindo também 
a glicólise → diminuindo a velocidade e a formação de ATP 
(pois a célula não pode formar ATP em excesso) 
 
A fosfofrutocinase é ativada por altas concentrações de AMP. 
Pois, o que mais aumenta na célula quando ela está 
consumindo energia (diminuindo ATP) é a concentração de 
AMP. 
 
Regulação pela frutose-2,6-bifosfato 
A frutose-2,6-bifosfato é o mais potente ativador do PKF-
1, sendo capaz de ativar a enzima mesmo quando os níveis 
de ATP estão altos (o que iria inibir). A frutose-2,6-bifosfato é 
formada pela PKF-2. 
 
• Durante o estado alimentado 
o Diminui o glucagon e aumenta a insulina, como 
ocorre em uma refeição rica em carboidratos, 
causa o aumento na frutose-2,6-bisfosfato e, 
portanto, na velocidade da glicólise no fígado. 
Desse modo, a frutose-2,6-bifosfato atua como 
sinal intracelular, indicando abundancia de 
glicose. 
o Aumenta a glicólise pois eu quero acabar com o 
excesso de glicose 
 
 
 
 
 
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Regulação da glicólise 
• Durante o jejum 
o Níveis elevados de glucagon e baixos de 
insulina, como ocorre durante o jejum, 
determinam uma diminuição de frutose-2,6-
bifosfato intracelular hepática. Resultando na 
diminuição na velocidade geral da glicólise e 
aumento da gliconeogênese. 
o Diminui a glicólise pois está faltando glicose no 
meu corpo, então eu preciso produzi-la 
(anabolismo) e não catalisá-la. 
Queda do pH 
A queda de pH faz a fosfofrutocinase trabalhar de maneira 
mais lenta 
• Ela cai também pra diminuir o ritmo da glicólise e evitar 
uma queda de pH sanguíneo que culminaria em uma 
acidose 
• Se a cel quebra muita glicólise, é possível que falte 
oxigênio na célula → ela começa a fazer a fermentação 
lática nos músculos → ácido lático → diminui o pH do 
sangue causando o quadro de acidose 
Alta concentração de citrato 
O citrato é um produto gerado no ciclo de Krebs, formado a 
partir do piruvato 
• Se tem muito citrato, quer dizer que eu estou produzindo 
muito piruvato (precursor), e precursor não pode ser 
produzido em alta quantidade 
 
A piruvatocinase faz a conversão do PEP em piruvato, a 
terceira reação irreversível da glicólise (reação 10) 
 
 
 
Regulação por proação 
No fígado, a piruvato cinase é ativada por altas 
concentrações de frutose-1,6-bifosfato, o produto da 
reação fosfofrutocinase. Tem o efeito de unir as atividades 
enzimáticas: o aumento na atividade da fosfofrutocinase → 
muita frutose-1,6-bifosfato sendo formada → ativação da 
piruvato-cinase 
Regulação por níveis energéticos 
Muito ATP → inibe piruvato cinase → evitar excesso de ATP 
Regulação por alanina 
A piruvato cinase também é usada na síntese de alanina 
(precursor) 
• Muita alanina → muito piruvato → inibe a piruvato 
cinase → diminuição de piruvato → objetivo de não 
produzir precursor em excesso na célula. 
Insulina 
A insulina, no fígado, estimula a expressão genica das 
enzimas envolvidas na utilização da glicólise, em um estado 
pós-alimentar 
• Glicoquinase 
• Fosfofrutocinase 
• Piruvato cinase 
A insulina inibe a expressão gênica das enzimas que atuam 
na produção da glicose (pois eu quero diminuir o nível 
glicêmico) 
• Glicose-6-fosfatase (transforma a glicose-6-fosfato em 
glicose) 
Glucagon 
Quando o glucagon plasmático está alto e a insulina está 
baixa (estado em jejum e diabetes), a transcrição genica das 
enzimas envolvidas na utilização da glicose estão diminuídas 
(pois eu preciso de glicose) 
• Glicoquinase 
• Fosfofrutocinase 
• Piruvato cinase 
O glucagon aumenta a expressão da glicose-6-fosfatase que 
vai transformar a glicose-6-fosfato em glicose e liberar ela na 
circulação. 
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Regulação da glicólise 
 
 
 
 
 
 
 
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Esther Santos Fonseca 
Metabolismo frutose e galactose 
A principal fonte de dieta da frutose é a sacarose, que, ao ser 
hidrolisada no intestino pela sacarase, libera glicose e 
frutose. 
A frutose é encontrada no mel, frutas e xarope de milho, 
utilizado para adoçar refrigerantes e muitos alimentos. 
• A entrada de frutose na célula não é dependente de 
insulina e, ao contrário da glicose, a frutose não 
promove a secreção de insulina 
Reação 01 → Fosforilação da frutose 
A frutose entra na célula pelo GLUT5 e pode ter 2 caminhos 
➢ Fosforilação pela hexocinase 
Porém, a hexocinase tem afinidade muito maior pela glicose 
do que pela frutose. Isso faz com que pouca quantidade de 
frutose seja fosforilada e convertida em frutose-6-fosfato 
➢ Fosforilação pela frutocinase 
Principal via metabólica da frutose. A frutocinase está 
presente no fígado (que processa a maior parte), nos rins e 
mucosa do intestino delgado. 
• Converte frutose → frutose-1-fosfato, utilizando um 
ATP como doador de P 
Obs: importante notar que o P tá no carbono 1 e não no 
carbono 6, isso é importante na hora da clivagem. 
Reação 02 → clivagem da frutose-1-P 
➢ pelo metabolismo da frutose 
A frutose-1-P não é convertida em frutose-1,6-bifosfato, como 
ocorre com a frutose-6-fosfato, e sim clivada pela aldolase 
B (no fígado) → produzindo di-hidroxiacetona fosfato + 
gliceraldeído. 
 
Obs: a di-hidroxiacetona fosfato vai para a via glicolítica para 
ser convertida em gliceraldeído-3-fosfato e continuar as 
reações. 
➢ Pela via glicolítica 
A frutose-1,6-bifosfato é clivada por aldolase A, B e C → 
gerando DHAP e gliceraldeído-3-P que continuam na via. 
 
Resumo → a frutose entra na via glicolítica através dos 
produtos do seu metabolismo → DHAP e gliceraldeído-
3-fosfato 
 
A deficiência de uma das enzimas-chave necessárias para a 
entrada da frutose nas vias o metabolismo intermediário pode 
resultar tanto de uma condição benigna, como a deficiência 
de frutocinase (frutonosúria essencial), quanto em um 
distúrbio grave do metabolismo no fígado e nos rins, devido à 
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Esther Santos Fonseca 
Metabolismo frutose e galactose 
deficiência de aldose B (intolerância hereditária à frutose, 
IHF) 
 
 
 
A principal fonte de galactose na alimentação é a lactose, 
obtida do leite e derivados. Após a digestão da lactose na 
borda em escova pela lactase → glicose + galactose 
Obs: assim como a frutose, a entrada de galactose nas 
células não dependem de insulina. 
 
Reação 01 → fosforilação da galactose 
A enzima galactocinase fosforila a galactose, gastando um 
ATP → Galactose-1-P é formado 
Reação 02 → formação de UDP-galactose 
A galactose-1-fosfato não pode entrar na via glicolítica, a 
menos que ela seja convertida em UDP-galactose 
• Isso ocorre em uma relação de troca, na qual a enzima 
galactose-1-fosfato-uridiltransferase catalisaa 
reação: 
→
• Deficiência de frutocinase, enzima que 
promove a fosforilação (entrada de fosfato) 
na frutose, gerando frutose-1-P 
• Herança autossômica recessiva 
• Condição benigna 
• Frutose se acumula na urina 
 
→
A aldolase B é responsável por clivar a frutose-
1-fosfato, e com a deficiência dela → frutose-1-
P se acumula, resultando em uma queda de Pi 
(fosfato inorgânico), e, portanto, de ATP. 
Conforme o ATP cai, o AMP aumenta, sendo 
degradado na ausência de Pi e gerando 
hiperuricemia 
A diminuição de ATP hepático afeta a 
gliconeogênese, causando hipoglicemia com 
vômitos e a síntese de proteínas, causando 
diminuição nos fatores de coagulação do 
sangue e outras proteínas essenciais. 
Tratamento: dieta. A sacarose, o sorbitol e a 
frutose devem ser removidos para evitar 
insuficiência hepática e morte. 
O metabolismo da frutose tem pouca 
regulação, pois, alta ingestão de frutose não 
desperta a secreção de insulina. Além disso, 
quando seus produtos entram na via glicolítica, 
eles não passam pelos 2 pontos de regulação 
(hexocinases e fosfofrutocinase) 
Se não tiver gasto de ATP, o excesso de 
piruvato proveniente da frutose vai levar à 
síntese de ác. Graxos no fígado e de gordura → 
esteatose hepática (acúmulo de gordura no 
fígado) 
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Esther Santos Fonseca 
Metabolismo frutose e galactose 
A galactose-1-P é transformada em UDP-galactose pela 
enzima galactose-1-P uridiltransferase (GALT) 
 A UDP-galactose sofre uma epimerização e se transforma 
→ enzima UDP-galactose-4-epimerase → UDP-galactose 
• Fica nesse ciclo entre essas duas UDP 
Reação 03 → fosfato muda de posição e glicólise 
A glicose-1-fosfato proveniente do saldo da reação 02 sofre a 
ação da fosfoglucomutase → altera a posição do fosfato para 
a hidroxila do carbono 6 → formando glicose-6-fosfato → 
entra na via glicolítica 
 
 
 
 
 
 
 
→
 A deficiência de GALT leva ao acumulo de 
galactose e galactose-1-fosfato no tecido → 
causando a galactosemia 
A Gal-1-P é citotóxica e produz lesões no fígado e 
no cérebro. 
A galactose acumulada é desviada para as vias 
secundárias, como a produção de galactitol. O 
acumulo de galactitol nos olhos causa estresse 
osmótico e oxidativo → catarata 
 
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Glutationa como antioxidante 
Os radicais livres são moléculas altamente instáveis e muito 
reativas, sendo sua presença critica para a manutenção de 
muitas funções fisiológicas normais. 
• São formados via ação catalítica de enzimas, durante o 
processo de transferência de elétrons que ocorrem no 
metabolismo celular e pela exposição a fatores exógenos 
 
Os radicais livres são espécies radioativas de oxigênio 
(ROS), devido à redução parcial do oxigênio molecular, que 
também e de ingestão de substancias exógenas (drogas e 
medicamentos) 
 
 
• Essas espécies radicalares reagem praticamente com 
qualquer composto, as macromoléculas inclusive, 
causando alterações estruturais irreversíveis. 
• Os danos oxidativos induzidos pelos radicais livres nas 
células e tecidos têm sido relacionados com doenças 
degenerativas como cardiopatias, asterosclerose e 
problemas pulmonares. Os danos no DNA 
desempenham papel importante nos processos de 
mutagênese e carcinogênese. 
 
Antioxidantes 
Antioxidantes são vitaminas, minerais e outras substâncias 
químicas que têm a capacidade de “doar” um de seus 
elétrons aos radicais livres e ainda continuarem estáveis. 
Com isso, os radicais livres se tornam moléculas estáveis e 
acabam sendo eliminados, interrompendo o estresse 
oxidativo → inibem e reduzem os danos dos radicais livres 
 
 
 
 
 
 
• Mecanismos de proteção dos antioxidantes 
o Impedir a formação de radicais livres 
o Capazes de interceptar os radicais livres gerados 
pelo metabolismo ou por fonte exógena → 
impedindo o ataque sobre lipídeos, carboidratos e 
proteínas → impede lesões e danos 
o Reparo das lesões causadas pelos radicais 
 
O organismo dispõe de sistemas enzimáticos (superóxido 
dismutase e catalase) e não enzimáticos (vitaminas 
antioxidantes) capazes de dissipar os radicais livres. 
O NADPH é derivado da vitamina B3 (niacina) e constitui uma 
reserva importande de poder redutor, imprescindível não 
apenas para as sínteses redutivas, mas também para os 
mecanismos celulares que previnem o estresse oxidativo. 
• Nesses processos antioxidantes, o NADPH atua em 
associação com o tripeptídio glutationa. 
 
A estrutura de muitas proteínas (como a glutationa) depende 
de grupos sulfidrilas de resíduos de cisteína – SH 
as espécies reativas de oxigênio (radicais livres) podem 
provocar a oxidação dos grupos SH a dissulfeto → -S-S- 
 
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Glutationa como antioxidante 
Espécie reduzida Espécie oxidada 
 
→ 
Oxidação (radicais) 
a glutationa participa da redução das pontes de dissulfeto 
→ retornando aos grupos sulfidrilas (SH) 
• Esse processo redutor é catalisado pela enzima 
dissulfato redutase (PDR) 
Para isso, os grupos SH de 2 moléculas de glutationa (GSH) 
são oxidados → perde hidrogênio, passando a constituir o 
grupo S-S da glutationa dissulfeto (GSSH) 
• A restauração da forma GSH da glutationa é obtida da 
reação com NADPH → retorna os hidrogênios, pela 
coenzima glutationa redutase (GR) 
Ou seja 
GSH → glutationa reduzida 
GSSH → glutationa oxidada 
 
 
 
 
 
 
Enzima PDR → dissulfeto redutase 
A proteína está oxidada por ação de radicais livres → 
glutationa agente antioxidante vai reparar o dano → ela doa 
os hidrogênios (se oxida) para que a proteína volte ao grupo 
SH (reduzida) e se torne ativa novamente 
Enzima GR → glutationa redutase 
A glutationa agora está oxidada (GSSH) → NADPH doa 
hidrogênios pra ela (se oxida) → glutationa reduzida 
(GSH), podendo atuar como antioxidante novamente 
As hemácias são células particularmente sensíveis ao dano 
oxidativo, por disporem de um leque de vias metabólicas 
muito restrito. 
A exposição provoca oxidação de grupos sulfidrilas (SH) de 
proteínas, a peroxidação de lipídios e a oxidação do ion 
ferroso da hemoglobina. 
Peroxidação de fosfolipídios 
A peroxidação de fosfolipídios da membrana plasmática 
ocasiona ruptura desta, provocando lise da hemácia. 
Os peróxidos H2O2 ou peróxidos orgânicos (RO2H) são 
reduzidos pela glutationa por ação da glutationa 
peroxidase, uma enzima peculiar que contem selênio. 
 
A glutationa reduz (adiciona hidrogênio) essas espécies → 
resultando em produtos menos tóxicos para a célula, como a 
água → após isso, a glutationa está oxidada (GSSH) 
• O NADPH reduz a glutationa, doando hidrogênio, e a 
glutationa volta a sua forma reduzida GSH → ação da 
glutationa redutase 
Em mamíferos, a glutationa é um dos principais agentes 
redutores de dissulfetos e peróxidos, o NADPH reduz a 
glutationa oxidada, sendo o redutor primário da glutationa 
redutase e de outras enzimas que catabolizam ROS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Ciclo do Acido cItrico 
preparação para o ciclo de krebs 
Descarboxilação oxidativa do piruvato 
Produto final da glicólise → piruvato, deve ser transportado 
para dentro da mitocôndria antes que possa entrar no ciclo 
de Krebs 
• Esse transporte é feito por um transportador especifico 
para o piruvato, que o ajuda a cruzar a membrana 
mitocondrial interna (porque ela tem duas membranas) 
Uma vez na matriz mitocondrial, o piruvato perde o CO2 e 
entra uma CoA (coenzima A) no lugar → acetil CoA 
• Catalisado pelo complexo da piruvato-desidrogenase 
• Reação irreversível, por isso, não ocorre a formação de 
piruvato a partir de acetil coa via gliconeogênese. 
 
A saída do CO2 fornece a energia necessária para a entrada 
da CoA. Além disso, irá transferir um elétron para o NAD+ → 
NADH (carreador de hidrogêniose elétrons para a cadeia 
respiratória) 
COMPLEXO DA PIRUVATO-DESIDROGENASE 
Essa enzima não faz parte do ciclo de Krebs, mas é uma 
importante fonte de acetil-CoA – o substrato de dois carbonos 
que alimenta o ciclo 
Enzimas componentes do complexo 
É um agregado multimolecular que apresenta 3 enzimas: 
• E1 → piruvato-desidrogenase ou descarboxilase 
• E2 → diidrolipoil-transacetilase 
• E3 → diidrolipoil-desidrogenase 
Cada uma delas vai catalisar uma parte da reação geral. 
Coenzimas 
o complexo da piruvato-desidrogenase contem 5 coenzimas 
(molécula não proteica cuja associação com uma enzima é 
indispensável para o funcionamento), que atuam como 
carreadores ou como oxidantes para os intermediários das 
reações 
• E1 → requer tiamina-pirofosfato (vitamina B1) 
• E2 → ácido lipoico e coenzima A 
• E3 → requer FAD e NAD+ (metabólito da niacina e 
riboflavina, respectivamente, ambas do complexo B) 
 
Regulação do complexo piruvato-desidrogenase 
• Fatores que inativam 
PDH-cinase independente de AMPc fosforila o complexo → 
inibe E1 → enzima inativada 
A cinase é ativada alostericamente por ATP, acetil-CoA e 
NADH → tendo isso, portanto → menor atividade do 
complexo 
• Fatores que inativam 
PDH-fosfatase desfosforila → ativa E1 → complexo ativo 
Alta concentração de piruvato → inibe PDH-cinase → E1 
com atividade máxima 
Cálcio → ativador de PDH-fosfatase → estimula atividade 
da E1, especialmente no musculo esquelético, onde a 
liberação de Ca2+ na contração estimula a geração de 
energia 
 
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Ciclo do Acido cItrico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ciclo do ácido cítrico 
REAÇÃO 01 → SÍNTESE DO CITRATO A PARTIR DE 
ACETIL-COA E OXALACETATO 
Enzima citrato-cinase catalisa a reação de condensação de 
acetil – CoA e oxalato para formar citrato. 
• É um ponto de regulação 
 
Obs: a saída do CoA forneceu a energia necessária para unir 
os carbonos do oxalacetato e do acetil para formar citrato. 
 
REAÇÃO 02 → ISOMERIZAÇÃO DO CITRATO 
Enzima aconitase isomeria o citrato em isocitrato. 
• Também possui fator que inibe → inibida por 
fluroracerato, um composto utilizado como raticida, 
resultando em um acumulo de citrato → efeito inibitório 
na fosfofrutocinase da glicólise. 
 
O citrato vai ter seu OH mudado de posição, o que será 
importante para a próxima reação. 
REAÇÃO 03 → OXIDAÇÃO E DESCARBOXILAÇÃO DO 
ISOCITRATO 
Enzima isocitrato-desidrogenase catalisa a 
descarboxilação irreversível do isocitrato, originando a 
primeira das três moléculas de NADH produzidas pelo ciclo 
e a primeira liberação de CO2. 
• Essa enzima sofre regulação 
DEFICIÊNCIA PIRUVATO-DESIDROGENASE 
É a causa bioquímica mais comum da acidose 
lática congênita. A deficiência nessa enzima 
resulta na incapacidade de converter piruvato 
em acetil CoA, fazendo com que o piruvato seja 
desviado para a reação de formação de ácido 
lático, via lactato-desidrogenase. 
Isso gera problemas → encéfalo, o qual 
depende do ciclo de Krebs para a produção da 
maior parte da sua energia e é especialmente 
sensível à acidose. 
• Profundo retardo psicomotor com lesões no 
córtex cerebral, no tronco encefálico, 
levando à morte no início da infância. 
 
ENVENENAMENTO POR ARSÊNICO 
O arsênico pode interferir com a glicólise na 
reação que utiliza o gliceraldeído-3-fosfato, 
diminuindo, então, a produção de ATP. 
• O arsênico compete com o Pi para entrar no 
gliceraldeiro-3-fosfato → envenenamento 
→ célula morre sem energia 
O envenenamento é devido, principalmente, 
devido à inibição de enzimas que utilizam o 
ácido lipóico como cofator, incluindo a 
piruvato-desidrogenase, a α-
cetoglutaratodesidrogenase e a desidrogenas 
de α-cetoácidos de cadeia ramificada.. 
Quando o arsênico se liga ao ácido lipóico no 
complexo, o piruvato e o lactato se acumula 
→ afeta especialmente o encéfalo, levando a 
distúrbios neurológicos e morte. 
 
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Ciclo do Acido cItrico 
 
A carbonila formada no alfa-cetoglutarato vai ser importante 
para a próxima reação 
REAÇÃO 04 → DESCARBOXILAÇÃO OXIDATIVA DO α-
CETOGLUTARATO 
Enzima α-cetoglutarato-desidrogenase catalisa a 
conversão de cetoglutarato em succinil CoA. 
Essa enzima também é um complexo de 3 enzimas, e o 
mecanismo dessa reação é muito parecido com o da reação 
de preparo para o ciclo de Krebs. No entanto, o complexo 
não é regulado por reações de fosforilação/desfosforilação 
como no complexo de piruvato-desidrogenase. 
• As coenzimas necessárias são: 
o Pirofosfato de tiamina 
o Ácido lipóico 
o FAD E NAD+ 
o Coenzima A 
• Também é um ponto de controle 
vai liberar o 2º CO2 e produz o 2º NADH do ciclo. 
 
REAÇÃO 05 → CLIVAGEM DO SUCCINIL-COA 
A enzima succinil-CoA sintetase cliva a ligação tio éster de 
alta energia da succinil-CoA 
• Ela vai produzir GDP para depois ATP 
o A saída da COA fornece energia, 
termodinamicamente possível, para a formação 
do GTP 
o Pi + GDP → GTP 
o GTP → ADP + AT (e com isso o GTP volta a ser 
GDP) 
 
Reação 04 e 05 
 
REAÇÃO 06 → OXIDAÇÃO DO SUCCINATO 
Enzima succinato desidrogenase catalisa a reação de 
oxidação de succinato a fumarato, ao mesmo tempo em que 
sua coenzima FAD é reduzida a FADH2 
• Única enzima do ácido cítrico que esta inserida na 
membrana interna da mitocôndria. Assim funciona como 
o complexo II da cadeia transportadora de elétrons. 
 
Cada CH2 vai perder um H que vai para o FAD → FADH2 → 
levará hidrogênio e elétrons para a cadeia respiratória 
REAÇÃO 07 → HIDRATAÇÃO DO FUMARATO 
O fumarato é hidratado (entrada de H2O) resultando em 
malato, uma reação livremente reversível, catalisada pela 
fumarase. 
 
 
 
 
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Ciclo do Acido cItrico 
A entrada de água é importante pois vai formar o OH, 
posicionando-o para a próxima reação 
REAÇÃO 08 → OXIDAÇÃO DO MALATO 
A enzima malato-desidrogenase catalisa a reação em 
que o malato é oxidado em oxalacetato. 
Essa reação produz o 3º NADH do ciclo 
 
o H do OH que acabou de entrar com H2O → vão ser 
usados para fazer o NAD → NADH +H+ 
voltando a fomar a carbonila e começando um novo ciclo. 
PRODUÇÃO DE ENERGIA PELO CICLO DO ÁCIDO 
CÍTRICO 
2 átomos de carbono entram no ciclo na forma de acetil-
CoA e o deixam na forma de CO2. 
4 pares de elétrons são transferidos durante uma volta 
do ciclo: 2 pares de e- reduzem o NAD+ a NADH e 1 
par de e- reduz FAD a FADH2 
A oxidação de um NADH pela cadeia transportadora de 
elétrons leva a formação de 3ATPs, enquanto a oxidação 
do FADH2 gera 2 ATPs. 
 
REGULAÇÃO DO CICLO DO ÁCIDO CÍTRICO 
O ciclo de ácido cítrico é regulado em 3 reações irreversíveis 
catalisada pelas enzimas: 
• Citrato sintase 
• Isocitrato desidrogenase 
• α-cetoglutarato-desidrogenase 
REGULAÇÃO DA CITRATO-SINTASE 
 
Fatores que ativam a citrato cinase 
• Ativada alostericamente por Ca2+ e ADP (ou seja, mais 
ativa em situações de baixo ATP) 
Fatores que diminuem a atividade 
• Inibida pelo seu próprio produto → citrato 
o Além disso, o citrato inibe a fosfofrutocinase da 
glicólise 
o Citrato ativa a acetil-CoA-carboxilase 
• NADPH e ATP 
• Succinil-CoA e derivados de acetil-CoA graxos. 
 
REGULAÇÃO DA ISOCITRATO-DESIDROGENASE 
 
É a enzima que sofre mais regulação, que realmente tem 
uma inibição e ativação mais forte. 
Fatores que inibem a atividade 
• ATP e NADH, cujos níveis se elevam na presença de 
abundantes reservas de energia nas células 
Fatores que ativam a enzima 
• Ativada alostericamente por ADP (um sinal de que a 
quantidade de energia na célula está reduzida) 
• E Ca2+ 
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Ciclo do Acido cItrico 
 
 
 
REGULAÇÃO DA α-CETOGLUTARATO-
DESIDROGENASE 
 
É um complexo que possui 3 enzimas e queseu mecanismo 
se parece muito com o complexo piruvato-desidrogenase 
(que acontece antes de entrar no ciclo, piruvato vira acetil-
CoA) 
Fatores que inibem 
• Inibido por seus produtos → NADH e succinil-CoA 
• ATP (em excesso) 
Fatores que ativam 
• Ativado por Ca2+ 
 
REGULAÇÃO EM ALTA ENERGIA (ALTO ATP) 
• Alto ATP inibe os 3 pontos de controle → enzima 
citrato-cinase + isocitrato-desidrogenase + complexo da 
alfa-cetoglutarato-desidrogenase. 
• Ou seja → alto ATP → menor atividade do ciclo de 
Krebs 
REGULAÇÃO EM BAIXA ENERGIA (BAIXO ATP) 
• Em baixo ATP, eu tenho alto ADP → estimula os 2 
pontos de controle → citrato-cinase + isocitrato-
desidrogenase → maior atividade do ciclo 
 
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Esther - 77 
Cadeia respiratória e fosforilação 
Os intermediários metabólicos da glicose, molécula rica em 
energia, são formados durante o processo → NADH e 
FADH2 → coenzimas reduzidas (ganharam elétrons e 
hidrogênios) 
Cada uma dessas coenzimas deve ser reoxidada, ou seja, 
perder hidrogênios e elétrons por dois motivos: 
1. Voltando a forma oxidada (NAD+ e FAD), elas podem 
participar novamente das vias de degradação dos 
nutrientes 
2. A energia conservada nelas vão ser utilizadas, a partir da 
oxidação (retirada de elétrons) para sintetizar ATP 
Essas coenzimas então, irão doar seus pares de elétrons 
(2 e-) a um grupo especializado de carreadores de elétrons. 
As células aeróbicas produzem a maior parte do seu ATP 
por oxidação das coenzimas pelo oxigênio (a chamada 
‘’respiração celular’’), efetuada pela cadeia de transporte de 
elétrons. 
A fosforilação oxidativa vai fosforilar o ADP (ADP + Pi → 
ATP) e produzir ATP através da energia derivada pela 
oxidação das coenzimas 
 
 resumindo a produção de ATP a partir de NADH e FADH2 
→ obter elétrons ricos em energia 
→ usar a energia desses elétrons para criar um acumulo de 
H+ no espaço entre membranas da mitocôndria 
→ usar a energia do movimento do H+ quando ele retorna 
para produzir ATP pela ATP-sintase 
Membranas plasmáticas 
A mitocôndria possui duas membranas plasmáticas, uma 
interna e outra externa. 
A membrana externa → permeável, pois contem poros 
especiais, para a maioria dos íons, incluindo H+, Na+, K+, 
ATP, ADP, piruvato e etc. 
a membrana interna → rica em proteínas, 
contém as cristas que aumentam a superfície 
da membrana. É impermeável à maior parte 
das substancias hidrofílicas e com carga, 
precisando de carreadores específicos. 
A matriz mitocondrial 
50% de proteína, incluindo as enzimas que 
oxidam o piruvato, os aminoácidos, os 
ácidos graxos e aquelas do ciclo do ácido 
cítrico. 
A matriz contém NAD+ e FAD (formas 
oxidadas das coenzimas) e ADP e Pi, 
utilizados para produzir ATP. 
Também contém RNAmt e DNAmt 
 
 
A membrana mitocôndrial possui: 
→ 5 complexos que aceitam ou doam elétrons 
→ carreadores de elétrons móveis → ubiquinona 
(coenzima Q) e citocromo C, que levam os elétrons de 
um complexo ao outro 
→ carreador fosfato → transportadores de Pi do citosol 
para dentro da mitocôndria 
→ ATP-sintase (complexo V) → responsável por sintetizar 
ATP através da energia do gradiente de prótons gerados 
pela cadeia transportadora de elétrons. 
A membrana mitocondrial interna não possui proteína 
transportadora de NADH, de modo que ele entra na 
mitocôndria através de dois circuitos 
→ Circuito malato-aspartato 
→ Circuito glicerol-fosfato 
Circuito malato-aspartato 
O NADH entra na forma de malato 
O asparato → oxalacetato → malato 
Obs: o malato tem 2H que o oxalato não tinha, esses 2H 
pertencem ao NADH, que, ao doar seus hidrogênios, voltou 
a ser NAD+ 
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Esther - 77 
Cadeia respiratória e fosforilação 
 
Dessa forma, o malato entra na mitocôndria carregando os 
2H do NAD. Lá dentro: 
Malato (devolve 2H para o NAD+ → NADH) → oxaloacetato 
→ asparato → citosol da célula 
 
Circuito glicerol-fosfato 
Os elétrons do NAD entram na mitocôndria pelo glicerol-
3-fosfato, e lá dentro eles vão ser devolvidos para o FAD → 
FADH2 e não para o NAD como aconteceu no circuito malato-
aspartato. 
 
Dihidroxiacetona fosfato → +2H do NADH → glicerol 3P → 
entra na mitocôndria → devolve 2H para o FAD → FADH2 
 
Todos os membros da cadeia são proteínas, com exceção 
da coenzima Q (ubiquinona). Eles podem: 
→ Funcionar como enzimas → desidrogenases (complexo 
I e II) 
→ Conter ferro como parte de um centro ferro-enxofre 
(Fe-S) 
→ Estar coordenados com um anel porfirina → citocromos 
→ Ou conter cobre → complexo IV 
Estes componentes organizam-se em ordem crescentes de 
potenciais de redução → ou seja, quanto maior o Ered, 
menor o Eoxi → a energia dos elétrons retirados (oxidação) 
das coenzimas vai diminuindo conforme passam pelos 
transportadores 8 
 
A proteína desse complexo possui o grupo prostético 
flavina mononucleotideo (FMN), derivado da vitamina 
riboflavina, com estrutura semelhante à do FAD. 
→ A NADH- desidrogenase também possui centros de Fe-
S, os quais são necessários para a transferência dos 
átomos de hidrogênio para a ubiquinona 
Como o FAD, a FMN é capaz de receber 2 elétrons vindos do 
NADH + H+ passando a sua forma reduzida FMNH2, 
possuindo um intermediário radical livre, a semiquinona. 
Obs: as proteínas que contem uma coenzima derivada da 
riboflavina (FAD ou FMN) são flavoproteínas. 
 
Complexo I atua como bomba de prótons 
Após isso, o complexo I → bombeia 4H+ para o espaço entre 
membranas → ao mesmo tempo que passa 2e- para a 
ubiquinona CoQ → CoQH2 
 
 
Representa o 2º ponto de entrada de elétrons 
É uma enzima peculiar pois participa do ciclo de Krebs e 
faz parte da cadeia respiratória. seu domínio hidrofílico 
consta de uma flavoproteína (FAD) e de cetros Fe-S 
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Cadeia respiratória e fosforilação 
Anemia por deficiência de ferro 
Embora a anemia por falta de Fe seja caracterizada pelos 
níveis deste diminuídos na hemoglobina, outras proteínas 
contendo ferro também são afetadas → citocromos que 
contem Fe e os centros Fe-S da cadeia respiratória, 
principalmente nos músculos esqueléticos. 
Dessa forma, a fadiga da anemia por deficiência de ferro em 
pacientes com anorexia (peso abaixo do normal por 
compulsão de exericicios), resulta, em parte, da falta de 
produção de ATP pela cadeia de transporte de elétrons. 
 
Ela catalisa a reação do succinato → fumarato, com redução 
de FAD a FADH2. 
A oxidação (perda de elétrons) do FAD ocorre acoplada à 
coenzima Q (ubiquinona) 
 
Obs: esse complexo não contribui para a formação do 
gradiente de prótons, pois não há translocação de prótons 
através da membrana interna. 
É um derivado da quinona e é hidrofóbica, por isso está na 
bicamada lipídica e consegue se movimentar. 
Ela recebe átomos de hidrogênio (e-) do complexo I 
(FMNH2) e do complexo II (FADH2). 
A CoQ transfere elétrons para o complexo III, portanto, atua 
como um elo entre as flavoproteínas (Comp. I e II) e os 
citocromos. 
 
Esse complexo catalisa a transferência de elétrons da 
ubiquinina ao citocromo C, acompanhada de movimento 
de prontos 
→ Ou seja, o complexo III transfere elétrons da CoQ para o 
citocromo C e bombeia prótons (4H+) para o espaço 
entre as membranas 
CoQH2 oxida (perde elétrons) → - 2e- → complexo III recebe 
→ ao mesmo tempo, 4H+ são liberados no espaço 
intermembrana → reduz o citocromo C (ganha 2 eletrons) 
 
Apresenta um grupo heme, constituído por um anel porfirina 
contendo um átomo de Ferr. Funciona como um carreador 
de elétrons móvel, do complexo III → complexo IV 
Também chamado de citocromo c oxidase, é a ultima 
enzima das cadeias de transporte de elétrons. 
Ela catalisa a passagem de elétrons do citocromo C para o 
oxigênio (O2), combinada à extrusão de prótons 
→ Ou seja, o complexo IVcatalisa a redução do O2 à H2O, 
acoplada ao bombeamento de prótons 
→ O complexo IV contribui para o gradiente de prótons 
 
Esses compostos previnem a passagem 
de elétrons ligando-se a algum componente 
da cadeia e bloqueando a reação de 
oxidação/redução. 
Desse modo, todos os carreadores são 
reduzidos enquanto aqueles localizados 
após o bloqueio são oxidados. 
A inibição do transporte de elétrons 
também inibe a síntese de ATP, pois esses 
processos são acoplados. 
Na ausência de O2 não há ATP produzido por fosforilação 
oxidativa, pois os elétrons ficam na cadeia. O cianeto se liga 
ao Fe3+ do heme do componente do citocromo aa3 
(complexo IV) e impede o transporte de elétrons para o O2 
→ inibição da cadeia e inibição da produção de ATP 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Cadeia respiratória e fosforilação 
A transferência de elétrons ao longo da cadeia de transporte 
de elétrons é energeticamente favorecida, pois o NADH é um 
forte doador de epetrons, e o O2 é um ávido receptor de 
elétrons. 
Hipótese quimiostática 
Essa hipótese explixa o acoplamento da síntese de ATO ao 
transporte de elétrons. 
→ A energia livre do eletron (que o NADH e o FADH2 
carregavam) é utilizada para bombear prótons para o 
espaço intermembranas. 
Consequência do bombeamento de prótons (H+) para o 
espaço entre as membranas → produção de um gradiente 
elétrico (carga positiva fora e carga negativa dentro) e um 
gradiente de pH (meio externo pH mais baixo e meio interno 
pH mais alto) 
Dessa forma, face da membrana interna voltada para a matriz 
→ carregada negativamente 
Face do lado de fora da membrana interna → gradiente de 
prótons → carregado positivamente 
Assim, forma-se um potencial de membrana, que faz com 
que haja o retorno dos prótons ao interior da mitocôndria 
(pois os H+ foram atraídos pela carga negativa do lado de 
dentro) → ao voltarem, os H+ liberam energia capaz de 
levar à síntese de ATP 
 
O complexo V ou ATP-sintase sinteriza o ATP, utilizando a 
energia do gradiente de prótons gerado pela cadeia 
transportadora de elétrons. 
Os H+ só podem voltar para dentro da mitocôndria pela 
ATP-sintase → ao voltarem, eles forçam a rotação da ATP-
sintase → permitindo que ADP + Pi (que estavam na matriz) 
→ ATP que será liberado 
• A fosforilação (adicionar fosfato) então, é: 
ADP + Pi → ATP 
 
Oligomicina 
É um fármaco que se liga à ATP-sintase e fecha o canal de 
H+, impedindo o retorno dos prótons à matriz → inibe a 
formação de ATP. 
NADH → fornecem a maior parte da energia, começa a partir 
do complexo I 
 
 
 
 
 
 
FADH2 → é como se seus elétrons tivessem energia mais 
baixa, por isso começam pelo complexo II 
 
 
 
 
 
Deficiências hereditárias da fosforilação oxidativa 
13 de 120 polipeptídeos necessários para a fosforilação 
oxidativa são codificados pelo DNAmt, herança 
materna. 
Deficiências na fosforilação oxidativa, mais 
provavelmente, resultam de alterações no DNAmt. 
Dessa forma, tecidos que necessitam mais de ATP, tais 
como (abaixo) são mais afetados. 
• SNC, músculos esqueléticos e cardíaco, rins e 
fígado 
 
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Cadeia respiratória e fosforilação 
 
 
 
 
 
 
Proteínas UCPs 
São proteínas encontradas na membrana mitocondrial 
interna de humanos. 
→ Essas proteínas criam um ‘’vazamento de prótons’’, 
ou seja, permitem que os H+ retornem à matriz sem que 
a energia seja capturada como ATP. 
Nesse caso, a energia é liberada como forma de calor, é 
um processo denominado de termogênese sem tremor. 
A UCP1 denominada termogermina, é responsável pela 
produção de calor nos adipócitos marrons (gordura 
marrom) nos humanos, abundante em recém nascidos, 
contribuindo para o controle termogênico do corpo. 
→ A UCP1 é ativada por ácidos graxos 
Desacopladores sintéticos 
Também nesse caso, os desacopladores promovem um 
‘’vazamento de H+’’ sendo a energia liberada como calor, em 
vez de sintetizar ATP. 
Em doses altas, a aspirina desacopla a fosforilação oxidativa 
→ febre que acompanha as superdoses toxicas dessas 
drogas. 
A taxa de fosforilação é determinada pela demanda de ATP. 
De modo geral os elétrons não fluem através da cadeia 
transportadora de elétrons até o O2, ao menos que ADP seja 
simultaneamente fosforilado a ATP. 
ADP alto (menor ATP, músculo ativo) → aumenta a taxa de 
fosforilação oxidativa para a demanda de produzir mais 
ATP nos músculos, por exemplo. 
→ Dessa forma, o ADP é o fator limitante do controle 
respiratório. 
ADP baixo → dificulta a fosforilação e a cadeia de transporte 
de elétrons → acúmulo de NAD e FADH2 que não podem ser 
oxidados → NAD e FADH2 inibe enzimas das vias do ciclo 
de Krebs, oxidação de ácidos graxos etc. 
 
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Mídia e suplementos alimentares 
A utilização de suplementos alimentares tem se tornado 
popular entre praticantes de exercícios físicos, influenciados 
por modismo e culto ao corpo imposto pela mídia. 
Nos últimos anos se observa que a influencia midiática do 
culto ao corpo perfeito tem contribuído, cada vez mais, com o 
uso de suplementos por indivíduos praticantes de exercícios 
físicos, com o objetivo de hipertrofia muscular. 
Dentre os efeitos adversos do uso indevido de suplementos 
alimentares relatados na literatura 
• Sobrecarga renal e hepática 
• Aumento do sono e acne 
• Dores abdominais, desidratação 
• Redução da densidade óssea 
• alterações psicológicas e cardíacas 
São alimentos que complementam, com calorias/nutrientes a 
dieta diária de uma pessoa saudável, nos casos em que sua 
ingestão, a partir da alimentação, seja insuficiente ou quando 
a deita requer suplementação. 
• Por exemplo, atletas competidores tem exigências 
nutricionais extremamente rígidas e desgastes → 
uso de suplementos 
 
Conhecimento cientifico sobre a relação entre suplementação 
alimentar e saúde → estratégias de marketing das 
industrias alimentícias, induzindo o lançamento de alimentos 
funcionais. 
Estudos constataram que a televisão, rádio, jornais e 
revistas são as fontes de informação sobre alimentação mais 
usadas pelas pessoas. 
A venda de suplementos tem crescido drasticamente nos 
últimos anos, e essa prática geralmente é encorajada por 
profissionais responsáveis pelo treinamento físico 
A mídia tem uma grande influência sobre os usuários de 
suplementos alimentares, propagandas diárias fazem 
acreditar na necessidade de complementar a dieta. 
Outros fatores 
• Insatisfação com a aparecia física 
• Vigorexia ou dismorfia muscular → pessoas 
insatisfeitas com o desenvolvimento dos músculos, 
buscam de tudo para obter hipertrofia muscular. 
Estudos relataram que o uso pode ser benéfico para um 
pequeno grupo de indivíduos → atletas ou aqueles que, por 
algum motivo, não possuem dieta balanceada, necessitando 
de suplementação alimentar. 
 
Suplementos proteicos 
Whey protein (soro do leite), albumina (clara do ovo), creatina 
(aminoácido glicina) → garantem crescimento, 
desenvolvimento e reconstituição tecidual do musculo 
esquelético para aqueles que praticam musculação/atividade 
física. 
A utilização de suplementos proteicos além de 15% do total 
de calorias da dieta diária, sem necessidade, causa vários 
efeitos adversos tais como: 
• Acumulo de cálculos renais, gota 
• Aumento de gordura corporal, desidratação 
• Balanço negativo de cálcio e, consequentemente, 
conduz perda de massa óssea. 
Cafeína 
Usada com a intenção de melhorar a performance em 
atividade de média e longa duração. 
Desempenho atlético → cafeína causa mobilização que 
ocorre nos ácidos graxos livres do tec.adiposo → 
aumentando o suprimento de gordura no musculo, 
economizando glicogênio, melhorando a função 
neuromuscular e prolongando o tempo do exercício. 
Atua também melhorando a contratilidadedos músculos 
cardíacos e esqueléticos e beneficia atividades que 
demandam concentração, por estimular o SNC. 
Entre os efeitos adversos causados pela ingestão 
desorientada de cafeína 
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Mídia e suplementos alimentares 
• Prejuízo da estabilidade de membros superiores, 
induzindo-os a trepides e tremor, resultantes da 
tensão muscular crônica 
• Indução da insônia, nervosismo, instabilidade 
• Ansiedade, náuseas e desconforto gastrointestinal. 
Carboidratos 
Atuam como combustíveis energéticos, particularmente 
durante exercícios de alta intensidade. Os mais usados são a 
maltodextrina e a frutose. 
• Maltodextrina → função de reidratar o individuo 
que está se exercitando e fazer a manutenção da 
glicemia sanguínea. 
• Frutose → devido ao seu baixo índice glicêmico, 
metabolismo independente de insulina e rápida 
absorção hepática, está é indicada como 
suplemento pré-exercicio. Promove a melhor 
utilização dos carboidratos exógenos, retardando o 
consumo do glicogênio muscular e 
consequentemente a exaustão. 
Dentre os efeitos adversos do uso exagerado de carboidratos 
como suplementação 
• Acumulo de gordura corporal → o organismo possui 
capacidade limitada na utilização da glicose 
armazenada, para obtenção de energia. 
o Depois que as células atingem sua 
capacidade máxima para armazenamento 
de glicogênio → açucares em excesso são 
transformados e armazenados na forma de 
gordura 
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Via da pentoses-fosfato 
A via das pentoses-fosfato ocorre no citosol da célula. 
Consiste em duas reações de oxidação irreversíveis, 
seguidas de uma série de interconversões reversíveis de 
açúcar fosfato. 
• Nenhum ATP é consumido ou produzido ou consumido, 
e o carbono 1 da glicose-6-fosfato é liberado como CO2 
• 2 NADPHs são produzidos para cada molécula de 
glicose-6-fosfato que entra na parte oxidativa da via 
A velocidade e o sentido das reações vão depender da oferta 
e da demanda dos intermediários do ciclo. 
• A via proporciona a maior parte de NADPH, que funciona 
como redutor bioquímico 
• A via produz também ribose-5-fosfato, necessária para a 
biossíntese de nucleotídeos. 
 
Na via da pentoses fosfato, a energia derivada da oxidação 
da glicose é exclusivamente armazenada sob a forma de 
pode redutor (NADPH) e não de NADH e ATP como na 
glicólise. 
Consiste em três reações com os produtos 
Glicose-6-fosfato (oxidação) → Ribose-5-fosfato, CO2 e 
2NADPH 
 
É importante no fígado, nas glândulas mamarias e no tecido 
adiposo, que agem na biossíntese de ácidos graxos, a qual é 
dependente de NADPH. 
Também é importante → testículos, ovários, placenta e 
córtex adrenal, eritrócitos (que dependem de NADPH para 
manter a glutationa reduzida) 
Reação 01 → desidrogenação da glicose 6P 
Reação irreversível, portanto, é regulada. 
Enzima: glicose-6-fosfato-desidrogenase (G6PD) catalisa a 
reação de oxidação em que 
Glicose 6P → 6-fosfogliconolactona usando NADP+ como 
coenzima → formação de um NADPH H+ 
 
• Regulação da via das pentoses 
 
o O NADPH inibe a G6PD, a relação NADPH/NADP+ é 
suficientemente alta para inibir a enzima 
o Entretanto → aumento da demanda por NADPH na 
célula → menor relação NADPH/NADP+ → maior 
atividade de G6PD 
o A insulina aumenta a expressão do gene da G6PD e o 
fluxo da via segue com a demanda da célula por NADPH 
e ribulose 5P 
Reação 02 → formação da ribulose-5-fosfato 
6-Fosfogliconolactona → hidrolise (água) pela enzima 6-
fosfogliconolactona-hidrolase → 6P gliconato 
A reação é irreversível e não limitante da velocidade da 
via. 
 
Reação 03 → descarboxilação oxidativa 
O 6p gliconato → saída de CO2 → ribulose 5P + CO2 + 
NADPH H+ 
Enzima: 6-fosfogliconato-desidrogenase 
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Via da pentoses-fosfato 
 
Fase de rearranjos moleculares 
Ocorrem em todos os tipos de células que sintetizam 
nucleotídeos e ácidos nucleicos. Elas catalisam a 
interconversão de açucares de 3 a 7 carbonos 
• Via das pentoses-fosfato e glicólise intimamente 
relacionadas pois apresentam intermediários comuns → 
glicose 6P, frutose 6P e gliceraldeído 3P 
Permitem que a ribulose 5P (produzida na parte oxidativa) → 
ribose 5P (necessária para a produção de ac.nucleicos) 
ou 
 → frutose 6P + gliceraldeído 3P → intermediários da 
glicólise 
 
 
Obs: a produção vai depender da demanda da célula. 
 
 
• As desidrogenases da parte oxidativa → inibidas 
por NADPH 
Destino da glicose 6P 
O destino da glicose 6P se é pra via das pentoses ou para a 
glicólise é determinado pelas rações ATP/ADP e 
NADPH/NADP+ intracelulares 
• Via das pentoses fosfato 
O metabolismo da glicose 6P passa a ser desviado para a via 
das pentoses 
o ATP/ADP alta (célula com muita energia) → 
fosfofrutocinase 1 a glicólise é inibida → estimulo das 
desidrogenases da via das pentoses fosfato 
o Aumento de insulina → síntese de ácidos graxos → 
precisa de NADPH como coenzima 
 
• Glicólise 
 
o ATP/ADP baixa (carga energética celular baixa) → 
glicose 6P vai para a via glicolítica → NADPH/NADP+ é 
alta → inibe via das pentoses 
o Formação de ácidos graxos → consome muito ATP → 
ATP/ADP baixa → glicólise 
Necessidade de NADPH e ribose 5P simultaneamente 
Há o predomínio da parte oxidativa da via. 
 
NADPH → coenzima redutora da síntese de ácidos graxos, 
colesterol, hormônios esteroides e dissipação de radicais 
livres 
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Via da pentoses-fosfato 
Ribose 5P → precursora da síntese de nucleotídeos 
Demanda de ribose 5P é maior 
A parte não oxidativa da via é acionada. É a situação vigente 
na maioria dos tecidos e músculos. 
• Transaldolases e transcetolases convertem 
o frutose 6P + gliceraldeído 3P → ribose 5P 
demanda de NADPH é maior para ác.graxos por exemplo 
• Parte não oxidativa converte 
ribulose 5P (produto da parte oxidativa → frutose 6P + 
gliceraldeído 3P 
o A frutose 6P → glicose 6P → pode retornar para a via 
das pentoses 
o Gliceraldeído 3P → volta para a glicólise → convertido 
em acetil-CoAe ácidos graxos 
É uma doença hereditária, ligada ao X, caracterizada por 
anemia hemolítica, causada pela incapacidade de 
destoxificar agentes oxidantes. 
Obs: deficiência de G6PD pode manifestar a icterícia 
neonatal, resultado do aumento na produção de bilirrubina 
não conjugada. 
 
Função da G6PD nos eritrócitos 
Diminuição de G6PD → prejudica a célula formar NADPH, 
que é essencial à manutenção do conjunto reduzido da 
glutationa. 
Menos NADPH → menos destoxificação celular de radicais 
livres e peróxidos. 
Oxidação dos grupos sulfidrilas (a glutationa ajuda a manter 
os estados reduzidos desses grupos) → desnaturação de 
proteínas → formando massas insolúveis (corpos de Heinz) 
→ eritrócitos são removidos da circulação por macrófagos no 
baço e fígado → anemia hemolítica. 
 
• Embora a deficiência de G6PD ocorra em todas as células do 
individuo afetado, ela é mais grave nos eritrócitos, onde a via 
das pentoses-fosfato corresponde à única forma de gerar 
NADPH 
 
 
 
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USOS DO NADPH 
A coenzima NADP+ difere da coenzima NAD+ apelas 
pela presença de um grupo fosfato em uma das 
unidades de ribose. Essa mudança permite que NADP+ 
interaja com enzimas especificas. 
• Relação NADP+/NADPH estacionário → favorece 
uso de NADPH na redução (reduz o outro e se 
oxida, ou seja, perde H) 
• Alta relação NAD+/NADH → favorece um papel 
oxidante do NAD+ (oxida outras e se reduz, ou seja, 
recebe H) 
Os elétrons do NADPH são destinados para a 
biossíntese redutora, em vez de transferência para o 
oxigênio, como é o caso do NADH. 
Dessa forma, na via das pentoses-fosfato → NADPH 
ganha energia para ser redutor a partir da glicose 6P.O H2O2 é uma espécie reativa de oxigênio (ERO), criam 
condições para o estresse oxidativo que causam danos 
químicos graves no DNA, proteínas e lipídios 
insaturados, até a morte celular. 
Enzimas que catalisam reações antioxidantes 
O tripeptídio glutationa atua como antioxidante e o 
NADOH regera a glutationa reduzida. Sendo assim, o 
NADPH proporciona, indiretamente, elétrons para a 
redução do H2O2 
Substancias antioxidantes 
Alguns redutores intracelulares → ascorbato, vitamina 
E e o β-caroteno. 
O consumo de alimentos ricos com essas substancias 
reduz o risco de câncer e outras doenças crônicas 
• Entretanto, testes clínicos com antioxidantes como 
suplementos alimentares não mostraram 
benefícios claros. 
As monoxigenases incorporam um átomo do O no 
substrato, criando uma OH, e o outro átomo é reduzido 
a H2O. 
No sistema citocromo P450-moxigenase, o NADPH 
proporciona os equivalentes redutores necessários 
para essa série de reações. 
 
Onde R pode ser um esteroide, um fármaco ou outra 
substância química. 
Função no sistema mitocondrial 
O citocromo-P450 mitocondrial, associado à membrana 
interna é a biossíntese de hormônios esteroides. 
• Placenta, ovários, testículos e córtex adrenal → 
sistema usado para hidroxilar intermediários da 
conversão de colesterol em hormônios esteroides, 
tornando-os mais solúveis 
• O fígado usa o sistema na síntese de sais biliares e 
na hidroxilização de colecalciferol → 25-
hidroxicolecalciferol (vitamina D3) 
O rim usa também. 
Função no sistema microssomal 
Função extremamente importante do citocromo P450- 
monoxigenase associado às membranas do reticulo 
endoplasmático liso, especialmente no fígado, é a 
destoxificação de compostos estranhos ao organismo 
(xenobióticos). 
• Fármacos, poluentes como petróleo e pesticidas 
É usado para hidroxilar essas toxinas, usando 
novamente o NADPH como fonte de equivalentes 
redutores. 
• Há 2 propósitos para essas modificações 
o Podem ativar ou inativar um fármaco 
o Tonar um composto toxico mais solúvel (pois 
add OH), facilitando sua excreção na urina ou 
nas fezes 
Fagocitose → ingestão por endocitoses mediada por 
receptores por células como neutrófilos e macrófagos. 
Sendo um importante mecanismo de defesa do 
organismo, especialmente contra infecções bacterianas. 
Esses mecanismos podem ser dependentes ou não de 
oxigênio. 
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USOS DO NADPH 
Mecanismos independentes de oxigênios 
Usam mudanças de pH nos fagolisossomos e enzimas 
lisossomiais para destruit os patógenos. 
Sistemas dependentes de oxigênio 
• Incluem as enzimas NADPH-oxidase e 
mieroperoxidase (MPO), que atuam juntas para 
eliminar as bactérias. 
Depois do patógeno entrar na célula, a NADPH-oxidase, 
localizada na membrana celular dos leucócitos, é 
ativada → reduz o O2 do tecido ao redor por superóxido 
(O2-), um radical livre. 
 
O NO é um mediador nos sistemas biológicos, 
funcionando como relaxante derivado do endotélio que 
causa vasodilatação ao relaxar os músculos lisos do 
vaso. 
Além disso, o NO age como neurotransmissor, previne 
a agregação plaquetária e tem função de macrófago. 
Síntese do NO 
A arginina, o O2 e o NADPH são substratos para a NO-
sintase citosólica. 
 
 
 
Deficiências genéticas na NADPH-oxidase 
Causam a doença granulomatose crônica (DCG), 
que se caracteriza em infecções graves e persistentes 
e pela formação de granulomas. 
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Esther Santos - 77 
Metabolismo do glicogênio 
A glicose sanguínea pode ser obtida por 3 diferentes vias: 
• Alimentação (dieta) 
• Degradação do glicogênio → glicogenólise 
• Formação do glicogênio a partir de compostos que não 
são carboidratos → gliconeogênese 
Em jejum, na ausência de uma fonte de glicose na 
alimentação, ela é liberada através do glicogênio hepático 
e renal 
Da mesma forma, o glicogênio do músculo é degradado em 
grande quantidade durante o exercício muscular, 
proporcionando uma importante fonte energética a esse 
tecido. 
O glicogênio é um polímero ramificado de glicose 
(polissacarídeo). 
• Ligação dentro da cadeia, entre as glicoses → α-1,4 
• Ligação no ponto de ramificação → α-1,6 
Apenas uma molécula de glicose não está ligado a outra 
glicose, chamado carbono anomérico no início da cadeia, 
ele está ligado à proteína glicogenina. 
As outras glicoses da extremidade do composto são 
chamadas de extremidade não-redutoras. 
• A estrutura ramificada permite a degradação e 
síntese rápidas, pois enzimas podem trabalhar em 
várias cadeias simultaneamente a partir de múltiplas 
extremidades não-redutoras. 
 
 
 
 
 
 
FUNÇÃO DO GLICOGÊNIO NO MÚSCULO E NO FÍGADO 
O glicogênio é encontrado na maioria dos tecidos celulares, 
onde ele serve para a produção de ATP a partir da glicose. 
Músculo esquelético 
A função do glicogênio muscular é servir como reserva de 
combustível para a síntese do ATP durante a contração 
muscular. 
Então, o músculo usa o glicogênio quando as necessidades 
de ATP estão altas (está gastando muita energia) e quando a 
glicose-6-fosfato é utilizada rapidamente na glicólise 
anaeróbica. 
No fígado 
A função do glicogênio hepático é manter a concentração 
de glicose sanguínea, especialmente durante o início de 
jejum, que é quando a glicose da dieta diminui ou quando o 
exercício aumenta a utilização de glicose pelos músculos. 
• Ambas as rotas de glicogenólise e gliconeogênese no 
fígado fornecem glicose para o sangue e, 
consequentemente, essas 2 rotas são ativadas pelo 
glucagon. 
Ocorre no citosol e gasta 1ADP (para fosforilar a glicose) e 
1UDP e é basicamente acrescentar várias moléculas de 
glicose em um glicogênio pré formado (proteína glicogenina 
ligada a algumas glicoses) 
Mas, para fazer esse acréscimo é necessário primeiramte 
‘’ativar a glicose’’, tornando-a mais energética. 
Reação 01 – fosforilação da glicose 
Enzima: hexocinase 
A glicose vai ganhar um grupo fosfato que veio do ATP → 
glicose-6-fosfato 
 
Reação 02 – mudar a posição do fosfato 
Enzima: fosfoglicomutase 
Se a ligação entre as glicoses é alfa-1,4 não adianta o P estar 
no carbono 6, ele precisa ir pro carbono 1. 
Glicose 6P → glicose 1P 
 
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Esther Santos - 77 
Metabolismo do glicogênio 
 
Reação 03 – síntese de UDP glicose 
Enzima: UDP-glicose-pirofosforilase 
Gasta-se uma molécula de UDP que doa 1P para a glicose 
1P → UDP-glicose (com 2P) 
Nesse processo, o UDP perde PPi, pois só um fosfato chega 
na glicose 1P 
 
Reação 04 – tornar a reação irreversível 
Enzima: pirosfosfatase 
A reação de formação da UDP- glicose é muito fácil de ser 
revertida, por isso, para torna-la irreversível, é necessário 
quebrar os PPi que saíram do UTP → Pi + Pi, liberando 2 
fosfatos inorgânicos livres 
 
SÍNTESE DO GLICOGÊNIO DO ZERO 
Proteína: glicogenina 
Na ausência de um fragmento de glicogênio, a proteína 
glicogenina pode servir como aceptor de resíduos de glicose 
advindos da UDP-glicose 
A glicogenina glicolisa-se (autoglicosilação) pela ligação do 
grupo OH da cadeia lateral de uma tirosina onde a glicose 
inicial vai se ligar. 
A proteína então estende a cadeia carbônica, utilizando UDP-
glicose, até que a cadeia glicosil esteja longa o suficiente 
para servir como uma cadeia pré-existente. 
 
 
ALONGAMENTO DA CADEIA DO GLICOGÊNIO 
Enzima: glicogênio-sintase forma ligações α-1,4 no 
glicogênio 
Essa enzima não consegue iniciar a montagem usando a 
glicose livre, ela usa a UDP-glicose. Pois, ela só consegue 
alongar a cadeia de glicose a partir e uma pré-existente, 
que é aquela formada por glicogenina e algumas glicoses 
ligadas. 
O alongamento de uma cadeia de glicogênio envolve a 
transferência de um UDP-glicose para a extremidade não 
redutora , formando uma nova ligação alfa-1,4. 
• No momento daligação a gliconegio-sintase remove o 
UDP da UDP-glicose. Esse UDP pode ser novamente 
convertido em UTP pela nucleosídeo-difosfato-cinase 
UDP + ATP → UTP + ADP 
 
FORMAÇÃO DAS RAMIFICAÇÕES 
Enzima: 4:6 transferase 
A enzima transfere uma cadeia de 6 a 8 resíduos glicosila da 
extremidade não redutora (clivando a ligação alfa-1,4) 
para uma região mais interna, formando ligações α-1,6 
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Metabolismo do glicogênio 
Após a ramificação, a cadeia pode ser novamente alongada 
pela glicogênio-sintase 
 
Vantagens da ramificação 
• Torna o glicogênio mais solúvel em água 
• As ramificações aumentam o número de extremidades 
não redutoras → pode se acrescentar mais resíduos de 
glicosila 
• Deixam as extremidades livres → acelera a síntese a 
degradação do glicogênio 
RESUMO DA SÍNTESE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A via de degradação que mobiliza o glicogênio armazenado 
no fígado e no musculo não é o inverso das reações de 
síntese. 
Ao contrário da glicogênese (formação), não precisa investir 
ATP nem UDP, pois já está partindo de um nível de energia 
maior, sem necessidade de mais. 
O glicogênio é degradado por duas enzimas, a glicogênio 
fosforilase e a enzima desramificadora. 
• No músculo 
Para em glicose-6-fosfato, pois o músculo quer a glicose só 
pra ele e o P não deixa atravessar a bicamada lipídica e não 
existe carreador específico na membrana para ele 
• no fígado 
tira o ‘’P’’ da glicose-6P no reticulo endoplasmático liso, 
pois ele precisa lançar a glicose no sangue pata que ocorra 
todo o processo de glicólise novamente. 
Encurtamento de cadeias 
Enzima: glicogênio-fosforilase 
A glicogênio-fosforilase cliva as ligações glicosídicas alfa-1,4 
entre os resíduos de glicosila, a partir das extremidades não 
redutoras das cadeias de glicogênio, por meio da 
fosforólise simples (adição de um fosfato inorgânico, Pi) → 
glicose-1P 
 
Remoção das ramificações 
Enzima bifuncional: enzima-desramificadora 
A enzima desramificadora, a qual catalisa a remoção dos 4 
resíduos mais próximos do ponto de ramificação, tem 2 
atividades catalíticas: age como uma transferase e como uma 
1,6-glicosidase. Ela quebra as ligações α-1,4 e α-1,6. 
• Enzima como transferase 
Quando tiver faltando 4 resíduos para chegar na ramificação 
(eles estão sendo removidos pela glicogênio-fosforilase), a 
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Metabolismo do glicogênio 
enzima desramificadora desloca 3 resíduos de glicose e 
adiciona à extremidade não redutora por ligação α-1,4 
 
 
 
 
 
• Enzima como amilo-1,6-glicosidase 
Essa enzima vai romper (por hidrólise) a ligação alfa-1,6 e 
a glicose vai sair livre, sem fosfato nenhum. 
 
 
DEGRADAÇÃO LISOSSÔMICA DO GLICOGÊNIO 
Uma pequena quantidade de glicogênio é continuamente 
degradada pela enzima lisossômica alfa(1→4)-
glicosidade (maltase ácida), o objetivo dessa via é 
desconhecido. 
• Deficiência dessa enzima → acúmulo de glicogênio 
em vacúolos nos lisossomos, resultando em uma 
grave doença de armazenamento de glicogênio do 
tipo II (doença de Pompe). 
 
Conversão de glicose-1-fosfato a glicose-6-fosfato 
A glicose-1P foi produzida pela glicogênio-fosforilase e ela vai 
ser convertida em glicose-6P pela fosfoglicomutase. 
 
• No músculo 
A reação para aqui em glicose-6P, ela não pode ser 
desfosforilada devido à ausência de glicose-6-fosfatase, 
em vez disso, ela entra na via glicolítica, fornecendo ATP 
para a contração. 
• No fígado 
A glicose-6P precisa ser convertida em glicose no reticulo 
endoplasmático liso para depois ir pro sangue 
RE LISO NO FÍGADO 
 
1. Glicose-6-fosfato é transportada para o RE pela enzima 
glicose-6-fosfato-translocase. 
2. A glicose 6P entra no REL pela proteína T1 
3. Glicose 6P → glicose pela enzima glicose-6-fosfatase 
(a mesma usada na gliconeogênese) que contém uma 
proteína estabilizante (PE) que garante seu 
funcionamento. 
4. Pi retirado da glicose 6P sai pela proteína T2 
5. Glicose sai pela proteína T3 
Os hepatócitos irão liberar essa glicose derivada do 
glicogênio no sangue para ajudar a manter os níveis 
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Metabolismo do glicogênio 
sanguíneos de glicose até que a via gliconeogênica esteja 
ativamente produzindo glicose. 
Obs: no estado de jejum, primeiro acontece a quebra de 
glicogênio armazenado (glicogenólise) para dar tempo de 
acontecer a gliconeogênese 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Devido à importância dos níveos de glicose no sangue, essas 
vias que são formas de armazenamento da glicose são muito 
reguladas. 
• No fígado 
A síntese é acelerada quando o corpo está alimentado. Já 
a degradação do glicogênio é acelerada em períodos de 
jejum. 
• Músculo esquelético 
A degradação do glicogênio acontece durante o exercício. A 
síntese começa assim que o músculo entra em novamente 
em descanso. 
A regulação da síntese e da degradação acontece em dois 
níveis. 
1. A glicogênio-sintase (que junta a glicose pra forma 
glicogênio) e a glicogênio-fosforilase (quebra o 
glicogênio em glicose-1P) são reguladas 
hormonalmentes 
2. As vias de degradação e síntese são reguladas 
alostericamente conforme necessidades do organismo. 
ATIVAÇÃO DA DEGRADAÇÃO DO GLICOGÊNIO PELA 
VIA DIRECINADA PELO AMPc 
A enzima regulada é a glicogênio-fosforilase 
A ligação de hormônios, como glucagon e adrenalina, a 
receptores da membrana acopladas à proteína G sinaliza a 
necessidade de glicogênio a ser degradado, tanto para 
elevar os níveis da glicose sanguínea como fornecer energia 
ao musculo em exercício 
• Fígado → age o glucagon 
• Músculo → age adrenalina e glucagon 
Ativação pela proteína-cinase A. 
• Fígado e músculo 
Glucagon/adrenalina → receptores à célula G nos 
hepatócitos ou nos miócitos → ativação da adenilato-ciclase 
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Esther Santos - 77 
Metabolismo do glicogênio 
→ forma AMPc → ativa a proteína-cinase A dependente 
de AMPc (PKA) 
Ativação da fosforilase-cinase 
Algumas enzimas possuem forma ativa ou inativa, algumas 
ativam depois da fosforilação, outras não. Mas sempre a ativa 
é ‘’a’’ e a inativa é ‘’b’’ 
• Forma inativa → ‘’b’’ 
• Forma ativa → ‘’a’’ 
PKA → fosforila → fosforilase-cinase ‘’a’’ 
Obs: o Ca2+ (liberado na contração) ativa a fosforilase-
cinase sem precisar fosforilar → ativa glicogênio-
fosforilase→ inicio da degradação do glicogenio 
Obs: a insulina ativa a proteína-fosfatase-1 que tira o fosfato, 
por hidrolise, da glicogênio-fosforilase-cinase a → inativa → 
sem degradação de glicogênio 
Ativação da glicogênio-fosforilase 
Também existe na forma ativa ‘’a’’ e inativa ‘’b’’ 
Glicogênio-fosforilase-cinase a → fosforila glicogênio-
fosforialase b → ativa, na forma ‘’a’’→ início da degradação 
do glicogênio 
Obs: o AMP (quando tem baixo ATP) no músculo também 
ativa a glicogênio-fosforilase b → glicogênio é degradado 
Obs: a insulina ativa a proteína-fosfatase-1 e inativa a 
glicogênio-fosforilase → forma b → glicogênio não é 
degradado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INIBIÇÃO DA SÍNTESE DE GLICOGÊNIO POR UMA VIA 
DIRECIONADA PELO AMPc 
A enzima regulada na síntese é a glicogênio-sintase, que 
também existe na forma ativa ‘’a’’ e na forma inativa ‘’b’’ 
 
REGULAÇÃO ALOSTÉRICA DA SÍNTESE E DA 
DEGRADAÇÃO DO GLICOGÊNIO 
Como nos hormonais, a glicogênio-sintase e a glicogênio-
fosforilase respondem aos níveis dos metabólitos e às 
necessidades das células. 
Permite uma resposta rápida às necessidades celulares e 
pode se sobrepor aos efeitos reguladores hormonais. 
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Esther Santos - 77 
Metabolismo do glicogênio 
Regulação da síntese e da degradação do glicogênio no 
estado alimentadoNo estado alimentado, preciso que a glicose da dieta entre 
nas células para que se possa produzir glicogênio a partir 
dela e fazer seu armazenamento. 
• Glicogênio-sintase (síntese) 
No fígado e no músculo, a glicogênio-sintase ‘’b’’ → 
glicogênio-sintase ‘’a’’. 
Ela é ativada alostericamente por glicose-6-fosfato em alta 
concentração. 
• Glicogênio-fosforilase (degradação) 
Inibida alostericamente por glicose-6P e ATP (sinal de alto 
nível energético da célula) 
Obs: no fígado, mas não no músculo, também a glicose 
não fosforilada (glicose normal) é um inibidor alostérico da 
glicogênio-fosforilase a, tornando-a um melhor substrato 
para a proteína-fosfatase-1 
Ativação da glicogenólise por cálcio 
Estimulo neural → Ca2+ liberado nos miócitos 
Adrenalina se liga no fígado → Ca2+ liberado nas células 
hepáticas 
O Ca2+ → liga-se à calmodulina (proteína ligante de cálcio) 
→ complexo Ca2+-calmodulina → essencial para a 
fosforilase-cinase ‘’a’’ (ativa) sem precisar ser fosforilada 
→ glicogênio-fosforilase-a → glicogenólise 
Obs: a adrenalina ao se ligar nos receptores determina o 
aumento de AMPc e não de cálcio. 
 
ATIVAÇÃO DA DEGRADAÇÃO DO GLICOGÊNIO NO 
MÚSCULO PELO AMP 
Alto gasto de ATP → aumento de AMP → glicogênio-
fosforilase ‘’a’’ (ativou) → degradação de glicogênio no 
músculo 
Obs: AMP também ativa d PKF-1 da glicólise 
 
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Gliconeogênese 
Durante o jejum, prolongado ou não, muitas reações da 
glicólise são revertidas no fígado e nos rins para a 
manutenção de glicose no sangue. Pois, alguns tecidos como 
encéfalo, os eritrócitos, os músculos e etc necessitam de 
glicose a todo momento como fonte de energia. 
Obs: músculo não sintetiza glicose 
Jejum de uma noite 
o glicogênio hepático (fígado), fonte essencial de glicose pós-
prandial (depois de uma refeição) pode satisfazer essa 
necessidade apenas 10 a 18 horas na ausência de ingestão 
de carboidratos. 
• Jejum de uma noite → 90% da gliconeogênese no 
fígado, 10% rins 
Jejum prolongado 
Os depósitos de glicogênio hepático são exauridos e a glicose 
é formada a partir de precursores, como o lactato, o glicerol, 
piruvato e aminoácidos, particularmente a alanina. 
• Jejum prolongado → 60% fígado e 40% rins 
Reações da gliconeogênese 
As reações da gliconeogênese são praticamente as mesmas 
da glicólise, exceto em 3 etapas, que são as irreversíveis, 
reguladas pela glicólise. Essas 3 etapas são a conversão de 
• Piruvato a fosfoenolpiruvato (PEP) 
• Frutose-1,6-bifosfato a frutose-6-fosfato 
• Glicose-6- fostato a glicose 
Essas mudanças no metabolismo da glicose são regulados 
por insulina e glucagon. 
• Insulina 
o Aumentada durante o estado alimentar 
o Estimula o transporte de glicose para dentro das 
células → glicólise 
o Altera a atividade de enzimas-chave que regulam 
o metabolismo, estimulando o armazenamento 
de substratos energéticos → glicogênese 
• Glucagon 
o Aumentado durante o jejum 
o Estimula a liberação de substratos energéticos 
armazenados → glicogênólise 
o Estimula a conversão de lactato, aminoácidos e 
glicerol a glicose → gliconeogênese 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As três maiores fontes de carbono para a gliconeogênese em 
humanos são → lactato, glicerol e aminoácidos. 
USO DO GLICEROL 
O glicerol é liberado durante a hidrólise dos triacilgliceróis, 
no tecido adiposo, e levado ao fígado pelo sangue. 
• Triacilgliceróis → 1 glicerol + 3 ácidos graxos 
 Reação 01 
 
Enzima: glicerol cinase 
O glicerol é fosforilado (adiciona um P que veio do ATP) → 
glicerol-3-fosfato 
 
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Gliconeogênese 
Reação 02 
Enzima: glicerol-3-fosfato desidrogenase 
O glicerol-3-fosfato é oxidado, perde um H que vai para o 
NAD+ → NADH, formando no final diidroxiacetona-fosfato 
(DHAP) 
O DHAP é um intermediário da glicólise → vai fazer as 
reações reversas da glicólise até chegar na glicose, ou pode 
ser usada para produzir piruvato, se seguir a via glicolítica 
normal. 
 
 
 
 
 
 
 
LACTATO 
O lactato é liberado no sangue pelo músculo esquelético 
em exercício e pelas células que não possuem 
mitocôndrias (eritrócitos) → glicólise anaeróbica. 
Lactato → corrente sanguínea → fígado → converte lactato 
a piruvato 
Reação 
Enzima: lactato-desidrogenase 
Oxidação do lactao, produzindo piruvato e NADH 
 
AMINOÁCIDOS 
A alanina é o principal aminoácido glicogênico, mas a 
serina e a glutamina também forma piruvato. 
As proteínas são quebradas na digestão → aminoácidos → 
corrente sanguínea → fígado → converte em piruvato 
Reação 
Enzima: alanina-aminotransferase 
A alanina é convertida a piruvato, liberando amônia no 
processo (ciclo da ureia). 
 
O lactato, os aminoácidos e o glicerol pode formam piruvato, 
que vai ser usado como ponto de partida para a 
gliconeogênese. 
A maioria das reações da glicólise e da gliconeogênese são 
as mesmas, porém, existem 3 reações irreversíveis na 
glicólise e, para recuperar esses produtos para prosseguir 
no processo inverso, essas 3 reações vão ter que ser 
desviadas. 
 
DESVIO 1 – CONVERSÃO DE PIRUVATO A PEP 
Na glicólise, o fosfoenolpiruvato (PEP) é convertido em 
piruvato mediante 1ATP. Essa reação é irreversível 
 
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Gliconeogênese 
Na gliconeogênese, na reação global, o piruvato é convertido 
em oxaloacetato (OAA) que vai ser convertida em PEP 
posteriormente. Essas reações são divididas em várias 
etapas para conseguir o reverso da glicólise. 
Reação 01 → piruvato é carboxilado (mitocôndria) 
A enzima piruvato carboxilase acrescenta CO2 no piruvato, 
produzindo OAA. Essa reação gasta 1ATP 
• A piruvato carboxilase necessita de biotina. 
• Essa reação é realizada dentro da mitocôndria das 
células hepáticas e renais e tem 2 propósitos: 
o Fornecer um substrato importante para a 
gliconeogênese 
o Fornecer OAA para repor os intermediários do 
ciclo do ácido cítrico (que usa OAA + acetil-CoA e 
forma citrato 
 
Reação 02 → o OAA é convertido em Asp ou malato 
(mitocôndria) 
O oxaloacetato produzido anteriormente não cruza 
prontamente a membrana mitocondrial. Então ele deve ser 
• descarboxilado para formar o fosfoenol-piruvato 
(PEP) pela PEPCK (fosfoenol-piruvato-descarboxliase 
mitocondrial) 
OAA → PEP 
• ou é convertido em malato ou asparatato, necessitando 
de um NADH 
• enzima: malato-desidrogenase mitocondrial 
OAA → Malato ou Asparato + NAD+ 
Malato, asparato e PEP podem atravessar a membrana e 
irem para o citosol 
Reação 03 → malato e aspartato são reconvertidos a OAA 
(citosol) 
Lá no citosol, o malato ou o asparato (depende da 
necessidade da célula) são reoxidados (perde um H) pela 
malato-desidrogenase citosólica em OAA, necessitando 
de NAD+ → NADH 
Reação 04 → OAA é convertido em PEP (citosol) 
O OAA é reconvertido em PEP pela PEPCK citosólica 
(fosfoenol-piruvato-carboxiquinase), gastanto um GTP para 
adicionar o fosfato e também sobre descarboxilação 
(saída de CO2), pois o oxaloacetato possui 4C e o fosfoenol 
piruvato possui 3C. 
 
 
 
DESVIO 02 –CONVERSÃO DA FRUTOSE-1,6- 
BIFOSFATO A FRUTOSE-6P 
As etapas remanescentes da gliconeogênese ocorrem no 
citosol. Quando o PEP foi formado, ele entrou na via 
glicolítica e seguiu o sentido reverso até formar a frutose-1,6-
bifosfato. 
Reação 
Enzima: frutose-1,6-bifosfatase encontrada no fígado e 
nos rins 
Por hidrólise, a água irá retirar o fosfato do carbono 1 da 
frutose-1,6-bifosfato, porém ele não consegue recuperar a a 
energia do ATP gasta na reação da glicólise 
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Gliconeogênese 
 
 
Essa reação é um importante sítio regulatório da 
gliconeogênese (na glicólise também era, pois, a enzima da 
reação era a fosfofrutocinase-1) 
• regulação pelosníveis energéticos dentro da célula 
o a frutose-1,6-bifosfatase é inibida por muito 
ADP, que sinalizam um ‘’estado de baixa 
energia’’, seguindo em direção a glicólise para 
formar a energia 
o alto ATP e baixa AMP estimula a 
gliconeogênese, uma via que requer energia 
também 
• regulação pela frutose-1,6-bifosfato 
o é inibida pela frutose-26biP, um efetor 
alostérico cuja concentração é influenciada 
pelos níveis de glucagon circulante. 
o Na glicólise, a frutose-2,6biP era o principal 
estimulador 
Obs: os sinais que inibem (baixo ATP e alto frutose-2,6biP) 
e que favorecem (alto ATP e baixo frutose-2,6-biP) a 
gliconeogênese apresentam efeito oposto sobre a 
glicólise, permitido o controle reciproco. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DESVIO 3 – CONVERSÃO DE GLICOSE-6-FOSFATO E 
GLICOSE 
A frutose-6-fosfato formada no desvio anterior, prossegue o 
caminho inverso da glicólise, passando pelas reações 
reversíveis até chegar na glicose-6-fosfato. 
Reação 01 
Enzima: glicose-6-fosfato-translocase 
Essa enzima transporta a glicose-6-fosfato pata o reticulo 
endoplasmático, onde vai acontecer outra reação 
Reação 02 
Enzima: glicose-6-fosfatase do RE 
A reação consiste na hidrólise da glicose-6-fosfato, que vai 
retirar o fosfato gerando glicose. Porém, esse desvio não 
consegue recuperar o ATP que é gasto na glicólise 
 
 
Obs: o fígado e o rim são os únicos órgãos que liberam 
glicose livre através de glicose-6-fosfato. Os músculos não 
possuem glicose-6-fosfatase, e, portanto, o glicogênio 
muscular não pode ser utilizado para a gliconeogênese 
REGULAÇÃO DA GLICONEOGÊNESE 
 A regulação momento a momento da gliconeogênese vai ser 
determinada principalmente pelos níveis circulantes de 
glucagon e pela disponibilidade de substratos 
gliconeogenicos. 
GLUCAGON 
Hormônio produzido pelas células α das ilhotas pancreáticas 
estimula a gliconeogênese por meio de 3 mecanismos: 
Alterações e efetores alostéricos 
• O glucagon diminui os níveis de frutose-2,6-bifosfato, 
resultando na ativação da frutose-1,6-bifosfatase e 
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Gliconeogênese 
inibição da fosfofrutocinase-1 da glicólise → 
estimulando a gliconeogênese 
 
Modificação da atividade enzimática por ligação 
covalente 
• O glucagon liga-se ao seu receptor, o qual é acoplado à 
proteína G e 
• Aumenta os níveis de AMP cíclico → proteína-cinase 
A ativa → piruvato cinase inativa → não converte o 
PEP a piruvato → estimula a gliconeogênese 
 
 
Indução da síntese de enzimas 
• O glucagon aumenta a transcrição do gene da PEP-
carboxicinase (enzima que descarboxila o OAA no 
citosol produzindo PEP) aumentando a disponibilidade 
dela à medida que seus substratos aumentam com o 
jejum 
DISPONIBILIDADE DE SUBSTRATO 
A disponibilidade especialmente de aminoácidos 
glicogênicos, influenciam a velocidade da síntese hepática 
de glicose. 
Além disso, ATP, NADH, coenzimas/cosubstratos 
necessários para a gliconeogênese são fornecidos 
principalmente pelo catabolismo (quebra) de aminoácidos 
• Mais aminoácidos → gliconeogênese 
ATIVAÇÃO ALOSTÉRICA PELA acetil-CoA 
Durante o jejum acetil-CoA ativa a piruvato-carboxilase 
(produz PEP) hepática. Isso acontece como resultado da 
lipólise excessiva do tecido adiposo, o fígado é inundado 
com ácidos graxos. 
• Acetil-CoA se acumula → ativação da piruvato-
carboxilase 
INIBIÇÃO ALOSTÉRICA PELO AMP 
A frutose-1,6-bifosfatase é inibida por AMP – um composto 
que ativa a fosfofrutocinase-1 
Resultando na regulação reciproca da glicólise e da 
gliconeogênese, como visto para a frutose-2,6-bifosfato 
 
 
Deficiência de glicose-6-fosfatase 
A doença do armazenamento do glicogênio, é 
resultato de uma deficiência herdada da glicose-
6-fosfatase e caracteriza-se por grave 
hipoglicemia em jejum, pois a glicose livre não 
pode ser produzida, nem pela glicogênese nem 
pela glicogenólise. Ela vai armazenar o glicogênio 
e não vai conseguir quebrá-lo. 
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Gliconeogênese 
 
 
 
 
 
 
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Esther Santos - 77 
Lipogênese 
Carboidratos e proteínas obtidos da dieta em excesso, além 
das quantidades corporais necessárias podem ser 
convertidos em ácidos graxos, que são armazenados como 
triacilgliceróis. 
 
• Em humanos adultos, a síntese de ác. Graxos ocorre 
principalmente no fígado e nas glândulas mamarias em 
lactação e, em menor extensão, no tecido adiposo. 
Esse processo citosólico incorpora carbonos da acetil-CoA 
na cadeia de ácido graxo em crescimento, ATP e NADPH 
• Muito ATP e Acetil-CoA e citrato 
o O citrato (acetil-coa + OAA) não consegue seguir 
o ciclo de Krebs porque o ATP inibe a isocitrato 
desidrogenase 
o Ao invés do citrato seguir para o ciclo de Krebs, 
ele vai ser desviado para a síntese de lipídeos 
Tem muito acetil-CoA mitocondrial produzida pela oxidação 
do piruvato (produto final da glicólise), mas ela não 
consegue atravessar a membrana interna, então, quem vai 
sair para o citosol é o citrato. 
Na mitocôndria 
• Na mitocôndria só vai acontecer a 1ª reação do ciclo de 
Krebs: acetil-coa + OAA → citrato 
o Enzima: citrato sintase 
o Não vai continuar porque a isocritrato 
desidrogenase é inibida por ATP 
No citosol 
• O citrato vai sair da mitocôndria e vai sofrer a reação 
inversa 
o Enzima: ATP-citrato-liase 
o Citrato é clivado → OAA + Acetil-coa 
o Ocorre quando a concentração de citrato é 
alta 
 
• Acetil-Coa 
Vai passar por uma série de reações para originar ácidos 
graxos → palmitato 
• Oxaloacetato 
A conversão citosólica de malato → piruvato vai fornecer 
NADH que será utilizado na síntese de ácidos graxos. 
O malato é oxidado e descarboxilado pela enzima málica 
citosólica. 
 
Obs: além da oxidação do malato que produz NADPH, a via 
das pentoses também vai contribuir com NADPH para as 
reações de síntese de ácidos graxos. 
 
 
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Esther Santos - 77 
Lipogênese 
O processo da síntese consiste em ir acrescentando 
carbonos de 2 em 2 até formar o ácido palmítico com 16 
carbonos. 
Acetil-coa → vai contribuir com 2 carbonos 
Malonil-coa → contribui com 14 carbonos 
• A energia para as condensações carbono-carbono na 
síntese de ácidos graxos é suprida pelo processo de 
carboxilação e descarboxilação dos grupos acetila no 
citosol, requerendo CO2 e ATP. 
Ativação da enzima acetil-CoA-carboxilase 
Essa enzima possui uma coenzima que é uma vitamina, a 
biotina. 
Ela se apresenta na célula como um dímero (duas bolinhas) 
inativo e, para ser ativada, terá que se juntar com várias 
outras para formar um polímero ativo. 
 
Reação com a enzima 
Catalisa a reação de carboxilação: 
Acetil-CoA + CO2 → malonil-CoA 
 
Com gasto de ATP 
• Essa carboxilação é a etapa limitante e regulada na síntese 
de ácidos graxos. 
Regulação a curto prazo da ACC 
• Sofre ativação alostérica de citrato, que provoca a 
polimerização dos dímeros 
• Inativação alostérica por Acil-CoA de cadeia longa (produto 
final da via) → despolimerização → inativação 
• Fosforilação reversível → inativação da acetil-CoA-
carboxilase 
 
o Glucagon e adrenalina (hormônios 
contrarregulatórios) → AMP → ativa a proteína 
cinase (AMPK) → fosforila e inativa a ACC 
o Insulina → ACC é desfosforilada e ativada 
 
Regulação de longa duração da ACC 
• Consumo prolongado de dieta com excesso de calorias 
(dieta hipercalórica com muito carboidrato) → provoca 
aumento na síntese de acetil-coa-carboxilase → 
aumento da síntese de ácidos graxos 
• Dieta com poucas calorias ou com alto conteúdo de 
gordura → redução da síntese de ácido graxo por 
diminuir a síntese de ACC 
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Lipogênese 
Metformina 
A metformina, utilizada no tratamentoda diabetes tipo 2, 
diminui os triglicerídeos no soro por meio da ativação da 
AMPK → inibição da ACC por fosforilação → inibe a síntese 
de ácidos graxos 
A metformina também diminui a glicose sanguínea por 
aumentar a captação de glicose mediada por AMPK no 
músculo. 
Resumidamente, a ácido-graxo-sintase adiciona, 
sequencialmente, unidades de 2 carbonos do malonil-coa à 
cadeia de acido graxo em formação para produzir palmitato. 
Acetil-coa → contribui com 2 carbonos 
Malonil-coa → contribui com 14 carbonos 
Após a adição, a cadeia em formação é submetida a 2 
reações de redução que usam NADPH 
Essa é uma enzima multifuncional, cada monômero de ácido-
graxo-sintase é um polipeptídeo (proteína) multicatalítico 
com 7 diferentes atividades diferentes. 
Na síntese de ácido graxos, 2 domínios são utilizados 
4’-fosfopanteneína → proteína carregadora de acilas (ACP) 
CIS-SH → grupo tiol de um resíduo do aminoácido cisteína 
na enzima 
Reação 01 
O acetil-coa perde seu coa → acetato (2 carbonos) 
Uma molécula de acetato é transferida para o grupo -SH da 
ACP 
Domínio: acetil-CoA-ACP-acetiltransacilase 
Reação 02 
A seguir, o fragmento com 2 carbonos é transferido para um 
sítio temporário, grupo -SH de cisteína 
→ 
Reação 03 
 ACP agora está livre, o malonil-coa perde seu coa → 
malonato 
o malonato (3 carbonos) se liga a ACP 
domínio: malonil-CoA-ACP- transacilase 
 
Reação 04 
Grupo acetila sobre o resíduo de cisteina condensa com o 
grupo malonila sobre a ACP, liberando CO2 que foi 
adicionado pela acetil-coa-carboxilase (ACC) 
Resultado → conjunto de 4 carbonos unido ao domínio do 
ACP 
• A perda de energia livre com a saída do CO2 fornece 
a reação 
Domínio: 3-cetoacil-ACP-sintase 
→ 
Detalhe: na estrutura do ácido palmítico não tem o grupo 
cetona na cadeia e nem ligação dupla então, as próximas 
reações convertem o grupo 3-cetoacil em seu grupo 
correspondete acila saturado, por meio de 2 reações usando 
NADH e 1 reação de desidratação 
 
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Lipogênese 
Reação 05 – saída da cetona e formação de álcool 
O grupo cetona é reduzido a álcool. O NADPH (formado do 
malato → piruvato) vai fornecer H que vão se unir ao ácido 
graxo em formação 
Domínio: 3-cetoacil-ACP-redutase 
→ 
Reação 06 – saída da água 
Uma molécula de água é removida para introduzir uma 
ligação dupla entre os carbonos 2 e 3 (carbonos alfa e beta) 
A saída da H2O faz a reação se livrar do oxigênio 
Domínio: 3-hidroxiacil-ACP-desidratase 
→ 
Reação 07 – saída da ligação dupla 
O ácido palmítico só tem ligações simples (saturado). Então 
a ligação dupla (insaturação) tem que sair 
Para isso, outro NADPH vai se oxidar (perder H) e esses 
hidrogênios vão para o ácido graxo em formação. 
A ligação dupla é reduzida → ligação simples 
Domínio: enoil-AC-redutase 
→ 
Resultado das 07 reações 
O resultado das 7 etapas é a produção de um composto com 
4 carbonos (butiril), cujos 3 carbonos terminais são 
saturados e que permanece único à ACP 
Tudo se repete 
Após isso, as 7 etapas são repetidas, começando com a 
transferência da cadeia butiril do ACP ao resíduo de 
cisteina (CIS) 
Malonato se liga a ACP → condensação das 2 moléculas 
liberando um CO2 que foi introduzido pela ACC → grupo 
carbonila é reduzido (acrescenta H), desidratado (sai H2O) e 
novamente reduzido (tira a ligação dupla) → produto final é o 
hexaniol-ACP 
Esse ciclo de reações é repetido mais 5 vezes, cada vez 
incorporando 2 carbonos derivados do malonil-CoA. 
Término do processo 
Quando o ácido graxo atinge o comprimento de 16 carbonos, 
o processo de síntese é terminado com palmitoil-S-ACP 
Enzima: palmitoil-tioesterase cliva a ligação de tio éster, 
produzindo palmitato plenamente saturado (16:0) 
 
 
 
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Lipogênese 
O palmitato então, é alongado e dessaturado (no retículo 
endoplasmático liso- REL) para produzir uma serie de ácidos 
graxos. 
No fígado, o palmitato e outros ácidos graxos recém 
sintetizados são convertidos em triacilgliceróis que são 
empacotados em VLDL para secreção. 
• Fígado → A oxidação dos ácidos graxos recém-
sintetizados de volta à acetil-CoA, pela beta-oxidação 
mitocondrial, é prevenida pelo malonil-coa 
o A carnitina-palmitoil-transferase I, enzima 
envolvida no transporte de ácidos graxos de 
cadeia longa para dentro da mitocôndria é inibida 
pelo malonil-coa 
o Níveis de malonil-coa altos quando ACC ativada, 
assim, a oxidação de ácidos graxos é inibida 
quando sua síntese estiver acontecendo 
o Essa inibição previne a ocorrência de um ciclo 
sem que haja a necessidade 
 
A via das pentoses-fosfato é o maior fornecedor do NADPH 
para a síntese de ácidos graxos → 2 NADPH produzidos por 
glicose entra nessa via 
A conversão citosólica de malato a piruvato, em que o 
malato é oxidado e descarboxilado pela enzima málica 
citosólica também produz NADPH citosólico. 
 
 
O palmitato possui 16 carbonos e é o produto final da 
atividade da ácido-graxo-sintase, são carbonos 
plenamente saturados, ou seja (16:0). 
Após a síntese no complexo ácido-graxo-sintase, o palmitato 
é ‘’ativado’’, formando palmitil-CoA 
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Lipogênese 
Para que se tenha mais de 16 carbonos, o lugar em que vai 
poder acontecer esse alongamento será no reticulo 
endoplasmático liso (REL) 
• A elongação requer um sistema de enzimas separadas, 
em vez de uma multifuncional. 
• O malonil-coa é doador de dois carbonos e NADPH 
fornece elétrons 
 
Enzimas dessaturases também presentes no REL são 
responsáveis pela dessaturação (adição de ligações duplas 
na configuração cis) dos ácidos graxos de cadeia longa. 
As reações dessa dessaturação requerem 
• NADH 
• Citocroo b5 
• Redutase ligada ao FAD 
A primeira ligação dupla é tipicamente inserida entre os 
carbonos 9 e 10, produznindo 18:1 (9) e pouca quantidade de 
16:1 (9) 
Ácidos graxos essenciais 
Existem 2 acidos graxos que são essenciais na dieta que o 
corpo humano não é capaz de produzí-los: o ácido linoleico, 
o substrato para a síntese de prostaglandinas, e o ácido 
alfa-linolenico 
 
 
Mono, di e triacilgliceróis → 1, 2 ou 3 moleculas de ácidos 
graxos estereficando uma molécula de glicerol. 
Os ácidos graxos são esterificados por meio dos seus grupos 
carboxila, resultando na perda da varga negativa e na 
formação de um ‘’lipídeo neutro’’ 
• Espécie de acilglicerol sólida → gordura 
• Espécie de acilglicerol líquida → óleo 
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Lipogênese 
São 3 ácidos graxos + glicerol (normalmente de tipos 
diferentes) 
• A presença de ácido graxo insaturado diminui a 
temperatura de fusão do lipídeo. 
 
O glicerol-fosfato é o aceptor inicial dos ácidos graxos durante 
a síntese de TAG. Existem duas vias de produção do 
glicerol-fosfato 
Fígado – principal sitio de síntese de TAG 
• Pode ocorrer a partir da glicólise, usando a via glicolítica 
para produzir DHAP → reduzida → glicerol-fosfato 
pela glicerol-fosfato-desidrogenase 
• Uma outra via que só tem no fígado, mas não no tecido 
adiposo é a glicerol-quinase que converte o glicerol 
livre → glicerol-fosfato 
Tecido adiposo 
• Só produzem glicerol-P pela via glicolítica, u seja, 
apenas no estado alimentado (que tem insulina) 
• Nos adipócitos, o transportador de glicose GLUT4 é 
dependente de insulina 
• Baixo nível de glicose → baixo nível de insulina → 
adipócitos com capacidade limitada de sintetizar glicerol-
P → não podem produzir TAG 
 
Síntese de TG no fígado 
enzima: acil-CoA-graxo-sintetase 
ácidos graxos → Acil CoA graxo 
acontece a adição de 3 acil-coa-graxos + glicerol-3-fosfato 
(que veio da glicólise ou da glicerol-quinase) → TAG → 
empacotado em VLDLe armazenado no fígado, o VLDL 
também leva os TAG par os tecidos periféricos 
 
Síntese de TAG no tecido adiposo 
A síntese e o armazenamento de TAG vai depender da 
glicose mediada por insulina (estado alimentado → 
glicólise → DHADP → glicerol-3-fosfato + 3 acil-coa-graxo 
→ TAG 
A insulina inibe a lipase, permitindo que as células 
acumulem TG para armazenamento durante o estado 
alimentar 
Hormônio epinefrina e do crescimento → ativam a lipase 
durante o jejum 
 
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Lipogênese 
 
Os TAG são muito pouco solúveis em água e não 
conseguem formar micelas estáveis por conta própria, eles 
coalescem dentro dos adipócitos, formando gotículas 
oleosas quase anidras 
As pequenas gotas lipídicas no citosol são a maior reserva 
energética do organismo. 
• No tecido adiposo branco 
TAG é armazenado na forma de gotas lipídicas quase 
anidtas, funciona como ‘’depósito de gordura’’, pronto a ser 
mobilizado caso o organismo necessite de energia. 
• No fígado 
Pouco TAG é armazenado no fígado, a maior parte é 
exportada, empacotada com outros lipídeos e apoproteinas 
de densidade muito baixa (VLDL) 
A VLDL nascente é secretada para o sangue, onde 
amadurece e funciona entregando os lipídeos 
endógenos para os tecidos 
 
 
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Medidas antropométricas 
 
IMC (ÍNDICE DE MASSA CORPORAL) 
 
O IMC é o calculo mais usado para avaliação da 
adiposidade corporal, ele é um bom indicador, mas 
não totalmente correlacionado com a gordura 
corporal. 
É simples, prático e sem custo. Pode haver diferenças 
na composição corporal em função do sexo, idade, 
etnia, no calculo de sedentários x atletas, na presença 
de perda de estatura de idosos devido a cifose, em 
endemaciados etc 
• O IMC não distingue massa gordurosa de massa 
magra, podendo ser menos preciso em idosos 
(perda de massa magra e de peso) e 
superestimado em indivíduos musculosos 
• Não reflete a distribuição da gordura corporal 
É ideal que o IMC seja usado em conjunto com outros 
métodos de gordura corporal. 
Parâmetros avaliados 
Na população brasileira, tem-se utilizado a tabela 
proposta pela OMS para classificação de peso e 
obesidade. 
 
O ponto de corte para adultos baseia-se na associação 
entre IMC e doenças crônicas ou mortalidade. 
Convenciona-se chamar de 
• Sobrepeso → IMC de 25 a 29,9 
• Obesidade → maior ou igual 30 
• Excesso de peso → maior ou igual 25 
(incluindo obesidade) 
• Baixo peso grave → menor que 16 
• Baixo peso moderado → 16 a 16,9 
• Baixo peso leve → 17 a 18,4 
O Ministério da Saúde aceita que o idoso (60+) o IMC 
normal varia de entre 22 e 27 pela diminuição da 
massa magra e maior risco de sarcopenia (diminuição 
de massa, força e desempenho muscular e de 
incapacidade fisica) 
MASSA GORDUROSA E DISTRIBUIÇÃO DE GORDURA 
A relação circuferencia abdominal/quadril (RCQ) foi 
inicialmente, a medida mais comum para avaliação da 
obesidade central, e no brasil demonstrou associar-se 
a risco de comorbidades. 
Circuferencia abdominal 
Reflete melhor o conteudo de gordura visceral que a 
RCQ e tambem se associa muito à gordura corporal 
total 
• Solicita-se o paciente em posição supina que 
inspire profundamene e, ao final da expiração 
deve ser realizada a medida. 
• Pode se realizar a medida do maior perimetro 
abdominal entre a ultima costela e a crista iliaca, 
segundo OMS 
 
a tabela 5 apresenta sugestoes de pontos de corte da 
circunferencia abdominal → risco cardiovascular 
aumentado a medida de circunferencia abdominal 
igual ou superior a 94 cm em homens e 80 cm em 
mulheres. 
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Medidas antropométricas 
• A relação entre CA e gordura corporal difere 
segundo a idade e etnia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Outras medidas 
Outras medidas de circunferencia podem ser usadas: 
Braquial, coxa, cervical e panturrilha. 
• A circunferência braquial (ponro médio entre o 
acrômio e o olecrano) e da panturrilha → bons 
marcadores de estados de deficiencia 
nutricional, sendo qua a da panturrilha indica 
sarcopenia em idosos se menor que 31 cm. 
• A circunferencia da coxa (medida logo após da 
prega glutea) tem alta correlação com o IMC, 
com gordura periferica e tem correlação inversa 
com doença CV. 
Relação cintura-estatura 
A medição da relação cintura-estatura está cada vez 
mais usada, sendo o ponto de corte 0,5 (a cintura 
deve ser menor do que a metade da altura) 
Essa relação é uma medida simples de avaliação do 
risco associado ao estilo de vida e excesso de peso 
em adultos, mas não confirmado em crianças e 
adolescentes. 
 
AVALIAÇÃO COMBINADA 
A associação circunferência abdominal + IMC pode 
oferecer uma forma combinada de avaliação de risco 
e ajudar a diminuir as limitações de cada uma das 
avaliações de forma isolada. 
• Porem, no rastreamento inicial (prevenção 
primária) o IMC pode ser usad isoladamente 
 
OUTRAS FORMAS DE AVALIAÇÃO 
Existem várias formas de avaliar o peso e a 
composição corporal 
Custo elevado e uso limitado 
• Pesagem hidrostática (peso submerso), 
composição corporal por absorciometria com 
raios-X de dupla energia (DEXA) e ressonância 
magnética, tomografia computadorizada 
o Tomografia e ressonância estimam a 
quantidade de gordura visceral 
Alternativas menos onerosas 
• Estimativa da composição corporal pela somatória 
de medidas das pregas cutaneas, ultrassonografia 
e analise de bioimpedância. 
Pregas cutaneas 
A somatória de medidas de pregas cutâneas é 
realizada através de medidas por adipômetro. É 
baseada em equações, obtém-se a densidade 
corporal e o percentual de gordura. 
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Medidas antropométricas 
Baseia-se ma correlação entre → gordura localizada 
nos depósitos adiposos subcutâneos e a gordura 
corporal total. 
• As mais usadas são → subescapular, triciptal, 
biciptal, suprailíaca e da coxa 
 
Ultrassonografia 
Tem sido documentada para avaliar a gordura visceral 
e apresenta excelente correlação com a ressonância e 
a tomografia 
Pode medir a espessura do tecido adiposo e tecidos 
mais profundos nas regioes corporais 
Bom metodo para quantificar o tecido adiposo intra-
abdominal, menos dispediosa (vantagem) 
Bioimpedancia 
Ou impedanciometria elétrica baseia-se no corpo 
humano ser composto por água e íons condutores 
elétricos (o tecido adiposo impõe resistencia a 
passagem de corrente elétrica ao passo que o tecido 
muscular esqueletico, rico em água, é um bom 
condutor) 
• No exame, uma corrente eketrica alternada de 
baixa densidade é conduzida através do corpo 
Utilizando equações com sexo, idade, raça, peso, 
altura, estimando a massa gorda, massa livre de 
gordura, água corporal total extra e intracelular 
• Metodo prático que independe da habilidade do 
examinador 
• Mas, pode sofrer interferencias pela temperatura 
do ambiente, realização de atividade física, 
consumo de alimentos e bebidas entre outros. 
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Obesidade 
Durante a consulta de um paciente com sobrepeso ou 
obesidade, é fundamental avaliar as causas que levaram ao 
excesso de peso, bem como investigar as possíveis 
morbidades associadas. A etiologia da obesidade é 
complexa e multifatorial, resultando da interação de genes, 
ambiente, estilo de vida e fatores emocionais. 
É um distúrbio dos sistemas reguladores do peso corporal e 
caracteriza-se por armazenamento de excesso de gordura 
corporal. 
A medida que a obesidade aumenta, também aumenta o risco 
de desenvolvimento de doenças associadas → artrite, o 
diabetes, a hipertensão, doença cardiovascular e o 
câncer 
A quantidade de gordura corporal pode ser calculada 
indiretamente→ IMC (com exceção dos atletas) + medida da 
cintura 
A presença de excesso de gordura central está associada a 
risco aumentado para a morbidade e mortalidade 
IMC 
Qualquer individuo com sobrepeso de mais de 45kg é 
considerado gravemente obeso 
 
 
 
Diferenças anatômicas na deposição da gordura 
A distribuição da gordura corporal possui grande 
associação nos riscos associados à saúde. 
• Formato de maçã → obesidade abdominal 
Uma razão cintura/quadril de mais de 0,8 para mulheres e 
mais de 1,0 para homens é denominada obesidade 
androide, com acúmulo de gordura no tronco → forma de 
maçã → maior risco de saúde 
• Formato de pera → obesidade no quadril 
Uma menor razão cintura/quadril (quadril maior) reflete 
gordura distribuída ao redor do quadril ou da região das 
coxas, obesidade ginecoide. 
Razão menor que 0,8 em mulheres e 1,0 para homens, é mais 
comum em mulheres e apresenta um risco bem menor de 
doença metabólica 
 
• Depósitos subcutâneos e viscerais 
80% a 90% da gordura armazenada no corpo → depósitos 
subcutâneos (abaixo da pele) nas regiões abdominais e 
gluteofemoral 
10 a 20% estão nos depósitos viscerais (omental e 
mesentérico), localizados dentro da cavidade abdominal, 
associados ao trato digestório. 
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Obesidade 
O acumulo de gordura nesses locais aumenta o risco à saúde 
associados à obesidade 
 
A maior taxa de aumento da obesidade ocorre em populações 
com maior grau de pobreza e menor nível educacional → 
maior palatabilidade + baixo custo de alimentos de grande 
densidade energética + insegurança alimentar 
Características que favorecem o aumento da ingestão 
alimentar 
Na ultima década, a população está aumentando o consumo 
de alimentos com alta densidade calórica, caracterizados por 
• Alta palatabilidade 
• Baixo poder sacietógeno 
• Fácil absorção e digestão 
Essas características contribuem para o desequilíbrio 
energético 
• Mudanças sócio-comportamentais da população → 
diminuição do número de refeições realizadas em casa, 
aumento de fast foods e o aumento das porções 
‘’normais’’ levam ao aumento do conteúdo calórico de 
cada refeição 
• Estilo de vida moderno → a necessidade de se realizar 
refeições em um curto espaço de tempo atrapalha os 
mecanismos de saciação → sistema de prazer e 
recompensa (não homeostático) se sobrepõe ao sistema 
regulador homeostático 
• O casamento pode influenciar o ganho de peso → 
aumento da ingestão calórica e redução do gasto 
energético 
• Vida profissional e falta de tempo → interrupção da 
prática de esportes 
• Indivíduos que abandonam o tabagismo → maior ganho 
de peso 
As mutações raras em um único gene podem causar 
obesidade em humanos. 
 
 
• Mutações no gene do hormônio leptina (produzido no 
tecido adiposo e diminui o apetite) ou em seu receptor 
→ produzem hiperfagia (aumento do apetite e do 
consumo de alimento) 
 
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Obesidade 
Estilos de vida sedentários, encorajados pelo uso da 
televisão, automóveis, computadores e aparelhos capazes de 
diminuir o gasto energético → diminuem a atividade física e 
aumentam a tendencia a ganhar peso 
Comportamentos alimentares, como consumo de lanches, 
tamanho das porções, variedade de alimentos → influenciam 
no consumo de alimentos 
Estudos mostram que os fumantes tendem a pesar menos do 
que os não fumantes, e que ocorre ganho de peso depois 
de cessar o tabagismo. 
Isso acontece porque a nicotina tem efeitos termogênicos e 
redutores do apetite e seus efeitos sobre o apetite são 
reforçados pela cafeína. 
Parada de fumar → sem nicotina → aumento do apetite 
Mulheres armazenam mais gordura (subcutânea e região 
gluteofemoral) e tendem a mobilizar os ácidos graxos mais 
lentamente que os adipócitos subcutâneos abdominais. 
Os adipócitos viscerais são mais ativos metabolicamente. 
Depósito subcutâneo, abdominal e visceral → apresentam 
altas taxas de lipólise em indivíduos obesos e contribuem 
para aumentar a disponibilidade de ácidos graxos livres → 
síntese de gordura (TAG → ácido graxo + glicerol) 
Função endócrina 
O tecido adiposo contem adipócitos que são células 
endócrinas que secretam diversos hormônios → leptina 
regula o apetite e o metabolismo 
• Adiponectina → uma citocina produzida pelos adipócitos 
→ reduz os níveis de ácidos graxos livres no sangue → 
melhora o perfil lipídico, o controle glicêmico e redução 
da inflamação em pacientes diabétivos 
• Adiponectina → aumenta a oxidação muscular dos 
ácidos graxos e reduz a concentração de glicose 
plasmática através do AMPK (adenosina monofosfato 
quinase) 
• A expressão de adiponectina diminui à medida que o 
tecido adiposo aumenta → obesos tem menos 
adiponectina → não faz tanta oxidação e não reduz a 
glicose no sangue → resistência à insulina 
 
 
Importância da circulação porta 
Os depósitos viscerais de gordura → citocinas secretadas no 
tecido adiposo, ácidos graxos livres liberados da gordura 
abdominal → entram na veia porta e, assim, tem acesso 
direto ao fígado 
• Ácidos graxos e citocinas inflamatórias liberadas do 
tecido adiposo visceral são captados pelo fígado → 
pode levar à resistencia a insulina e o aumento da 
síntese de TAG, liberados como VLDL e que contribuem 
pata a hipertrigliceridemia 
Em contraste, ácidos graxos livres que vieram dos depósitos 
subcutanaeos de gordura, entram na circulação geral, e 
não na veia porta, de modo que podem ser oxidados pelo 
músculo, alcançando o fígado em menor concentração. 
 
A doença hepática gordurosa não alcóolica caracteriza-se por 
deposição de tecido adiposo no fígado, os hepatócitos 
(células do fígado), acumulam gordura e inflamam 
Fisiopatologia 
A fisiopatologia envolve o acumulo de ácidos graxos livres 
(ALG) e triglicerídeos (TAG) como alteração e tem sido 
atribuída, em parte, à resistência à insulina e à obesidade 
A teoria mais aceita descreve a agressão em 2 etapas: 
• Condições como sedentarismo e dieta → acumulo de 
gordura visceral → ALG e citocinas inflamatórias são 
liberados para a veia porta → chegam no fígado e 
causam acumulo de gordura 
• Estresse oxidativo 
Metabolismo lipídico e glicídico da doença hepática 
gordurosa não alcóolica 
• Ácidos graxos livres para o fígado 
o Pode vim da lipólise do tecido adiposo, regulado 
pela insulina, 70 a 80% (fonte principal) de ALG 
para o fígado 
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Obesidade 
o Pode vim da lipogênese ‘’de novo’’ hepática → 
síntese de ácidos graxos a partir de glicose ou 
frutose, 5% dos ácidos graxos hepáticos 
• Destino dos ácidos graxos livres no fígado 
o Beta-Oxidação 
o Exportação por meio de VLDL 
o Armazenamento em gotículas nos hepatócitos 
Estudos recentes mostram uma disfunção na beta-
oxidação mitocondrial, devido à ação da malonil-coa, um 
dos substratos da lipogene ‘’de novo’’, que inibe a carnitina 
palmitoiltransferase-1, que medeia a entrada de ácidos 
graxos de cadeia longa na mitocôndria 
• Essa alteração da disfunção na beta-oxidação por 
malonil-coa → favorece o armazenamento de lipídeos 
→ gordura no fígado 
A leptina, peptídeo análogo ao glucagon 1 e a grelina também 
exercessem papel fisiopatológico na doença hepática 
gordurosa não alcoolica 
• A leptina (citocina secretada pelo tecido adiposo) 
o na doença da esteatose apresentam-se em 
concentrações elevadas → exerce ações sobre a 
gliconeogênese e redução da captação de 
glicose → agrava a hiperinsulinemia e efeitos 
pro-inflamatórios 
• O GLP-1, uma incretina intestinal, estimula a secreção 
de insulina e inibição do glucagon 
o porém, na doença hepática gordurosa → 
redução dos seus receptores (GLP-1 R) → 
prejudica o estímulo para a secreção de insulina 
• Grelina (hormônio gástrico e duodenal) tem efeito redutor 
de citocinascomo interleucinas e de fator de necrose 
tumoral 
o porém, na doença hepática → tem mais grelina 
desacilada (inativa) do que grelina acilada (ativa) 
→ não exerce esses efeitos anti inflamatórios 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pessoas normais → Triacilglicerídeos depositados nos 
adipócitos, que aumentam de tamanho 2 a 3 vezes. 
Situação de superalimentação prolongada → pré-adipócitos 
presentes no tecido adiposo se proliferam e diferenciam em 
adipócitos maduros, aumentando o número de adipócitos. 
Assim, a maioria dos casos de obesidade se deve a → 
aumento no tamanho das células adiposas (hipertrofia) e do 
seu número (hiperplasia) 
 
• Nos obesos, se o excesso de calorias não pode ser 
acomodado no tecido adiposo, o excesso de ácidos 
graxos ‘’vaza’’ para outros tecidos, como músculos e 
fígado. 
o A quantidade dessa ‘’gordura ectópica’’ está 
fortemente associada à resistência à insulina 
Adipócitos pequenos → secretam hormônios insulina-
sensível, adiponectina, leptina e etc 
Adipócitos grandes (obesos) → induzidos por uma dieta 
gordurosa, causam → diminuição da produção de hormônios 
sensíveis à insulina → resistência à insulina → + glicose no 
plasma que não consegue entrar nas células 
Perca de peso em obesos 
Quando um indivíduo obeso perde peso → o tamanho, mas 
não o número dos adipócitos é reduzido 
Adipócitos pequenos são muito eficientes para acumular 
novamente gordura, e isso pode estimular o apetite e novo 
ganho de peso 
 
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Obesidade 
A obesidade resulta de uma ingestão de energia que supera 
o gasto energético, no entanto, esse desequilíbrio envolve o 
conhecimento de interações complexas de fatores 
bioquímicos, neurológicos, ambientais e psicológicos, 
As vias neurais e humorais básicas regulam o apetite podem 
ser divididas em 2: 
Regulação da ingestão de alimento a curto prazo → refeição 
a refeição 
Regulação da ingestão a longo prazo → dia a dia, semana a 
semana, ano a ano 
Leptina 
A leptina é um hormônio produzido pelo adipócito (gene no 
cromossomo 7q31) e secretado em proporção ao tamanho 
das reservas de gordura. 
Ela atua em células neuronais do hipotálamo no SNC. A 
ação da leptina no SNC → promove a redução da ingestão 
alimentar (diminui o apetite) e o aumento do gasto 
energético. 
A ação da leptina é feita a partir da ativação de receptores 
específicos presentes nos órgãos-alvo → hipotálamo e 
pâncreas 
 
Embora o ganho de peso, se tratando de pessoas obesas, 
deveriam aumentar os níveis de leptina e causar redução de 
apetite, existem 2 situações em que disfunções na produção 
e na absorção da leptina promovem o ganho de peso 
• Baixos níveis de leptina induzem hiperfagia 
Isso acontece em indivíduos com baixos níveis de leptina ou 
deficiência, por causa da mutação no gene ob, no tecido 
adiposo, responsável pela produção de leptina. 
 
• Problema nos receptores 
Elevados níveis plasmáticos de leptina (ainda no plasma, não 
entraram nas células) → hiperleptinemia, encontrada em 
pessoas obesas, é atribuída a alterações no receptor de 
leptina ou na deficiência do seu transporte na barreira 
hemato-cefálica → resistência à leptina → não consegue 
dar a resposta pro corpo de redução do apetite → come mais 
→ obesidade 
 
Insulina 
Indivíduos obesos também são hiperinsulinêmicos (por 
causa da resistência à insulina, ela se acumula no plasma, 
pois não consegue entrar nas células e receptores e 
desempenhar seu papel de diminuir o apetite) , assim como 
a leptina, a insulina atua em neurônios hipotalâmico, 
diminuindo o apetite. 
Esses sinais produzidos no trato gastrointestinal, controlam a 
fome e a saciedade, afetando o tamanho e o numero de 
refeições ao longo de um curso temporal de minutos a horas, 
Grelina 
Na ausência de ingestão (entre as refeições) → células Gr 
do TGI → produzem grelina → estimula o apetite e induz 
fome 
 
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Obesidade 
no caso de obesos, a atividade da grelina pode diminuir ou 
aumentar dependendo dos seus hábitos alimentares. 
• Qualidade dos nutrientes 
Estudos mostram que são os tipos e não o volume dos 
nutrientes responsáveis pelo aumento ou decréscimo 
plasmático de grelina. 
• Concentração diminuída 
Sua concentração é diminuída após refeições ricas em 
carboidratos → menos grelina e mais insulina → menos 
sinais de redução de apetite → come mais → obesidade 
• Concentração aumentada 
Os níveis plasmáticos de grelina foram encontradas em 
refeições ricas em proteína animal e lipídeos, associados ao 
pequeno aumento da insulina plasmática. 
CCK e PYY 
Durante a refeição e à medida que o alimento é consumido, 
hormônios do intestino → colecistocinina (CCK) e peptídeo 
YY (PYY) podem atuar como sinais de saciedade por meio 
de ações sobre o esvaziamento gástrico e de sinais neurais 
no hipotálamo, e a refeição é encerrada 
No hipotálamo 
São importantes reguladores da fome e da saciedade 
• Neuropeptídeos, como o NPY 
• Hormônio estimulador de alfa-melanócitos 
• Neutrotransmissores como a serotonina e dopamina 
 
 
Privação do sono 
Para crianças e adultos, estudos indicam que o número de 
horas de sono por noite está inversamente relacionado ao 
IMC e obesidade. Em humanos, a privação do sono provoca 
diminuição da secreção de leptina e leva ao aumento dos 
níveis de grelina e diminuição da tolerância à glicose → 
aumento da fome e do apetite → aumento do risco de 
obesidade 
Melatonina 
A melatonina é um hormônio secretado pela glândula pineal 
e funciona como cronobiótico (relógio biológico) → ele 
atua avisando nosso corpo se é dia ou noite, ‘’hormônio do 
sono’’. 
• Seu pico de produção é a noite, e ambientes muito 
iluminados durante a noite podem bloquear sua 
produção → quem dá plantão, trabalha em turnos e 
ambientes cada vez mais iluminados 
A melatonina também desempenha importante regulação 
para a síntese, secreção e ação adequada da insulina. Ela 
atua regulando o GLUT4 e a fosforilação do receptor de 
insulina e de substratos intracelulares da via de sinalização 
da insulina. 
É responsável, em parte, pela distribuição dioturna de 
processos metabólicos para que a fase alimentar esteja 
associada com alta sensibilidade à insulina durante o dia. 
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Obesidade 
• Dia → tenho luz e ausência de melatonina → aumento 
da sensibilidade à insulina 
• Noite → ausência de luz e pico de produção de 
melatonina → fase de jejum sincronizada com a 
resistência à insulina 
No caso se pessoas que ficam expostas a muita luz durante 
a noite → redução da produção de melatonina a noite → 
induzindo resistência à insulina, intolerância à glicose 
(níveis de glicose elevado), perturbações do sono e a 
desorganização circadiana metabólica → levando a um 
estado de cronoruptura que leva à obesidade 
• Intolerância a glicose → sintomas incluem aumento da 
fome → atribuída ao excesso de adiposidade corporal 
Os efeitos predominantes da obesidade → que vieram dos 
sinais moleculares da massa aumentada de adipócitos → 
incluem: 
dislipidemia, intolerância à glicose e a resistência à insulina, 
expressa principalmente no fígado, no músculo e no tecido 
adiposo. 
Síndrome metabólica 
A obesidade abdominal está associada à síndrome 
metabólica, que inclui 
• Intolerância à glicose 
• Resistência à insulina 
• Hiperinsulinemia 
• Dislipidemias (baixo HDL e alto nível de TAG) 
• Hipertensão 
 
Essa síndrome também está associada a um estado de 
inflamação sistêmica crônica, que contribui para a 
patogênese da resistência à insulina e para a aterosclerose. 
• Na obesidade → baixos níveis de adiponenctina → 
contribui para a síndrome metabólica e, assim, para o 
risco de diabetes tipo II e doença cardíaca 
o Uma vez que a adiponetina freia a inflamação eaumenta a sensibilidade dos tecidos, 
especialmente a do fígado, à insulina. 
A diminuição do peso corporal pode ajudar a reduzir as 
complicações da obesidade, incluindo diabetes e 
hipertensão. 
• Diminuir a ingestão energética → alterações da dieta, 
modificações comportamentais, educação nutricional 
• Aumentar o gasto de energia → aumento de exercício 
fisico 
Atividade física 
O aumento na atividade física pode criar um déficit 
energético, melhora as condições cardiorrespiratórias e 
reduz o risco de doença cardiovascular, independente da 
perda de peso. 
Restrição calórica 
1kg de tecido adiposo → 7.700 kcal 
Restrição calórica + atividade física → déficit energético → 
diminuição de gordura corporal 
Tratamento cirúrgico 
Procedimentos como a colocação de banda gástrica ou 
cirurgias de restrição são eficientes para a redução do peso 
em indivíduos gravemente obesos 
Por mecanismos ainda não esclarecidos, essas cirurgias 
também melhoram o controle de glicemia em indivíduos 
diabéticos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Obesidade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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β-Oxidação de ácidos graxos 
A maior parte da gordura do nosso corpo está armazenada 
sob forma de triglicerídeos (TAG), e eles são a principal 
reserva de energia do organismo. 
Os TAG são compostos por 3 moléculas de glicerol + ácidos 
graxos 
 
Molécula rica em hidrogênio, portanto, altamente reduzidos 
e energéticos. 
A lipólise é separação dos TAG → glicerol + ácidos graxos 
livres 
• Essa mobilização requer liberação hidrolítica do 
ac.graxo do glicerol 
Enzima: Lipase sensível a hormônio (LSH) 
Essa enzima remove o ácido graxo do carbono 1 ou 3 do TAG 
• Lipases adicionais, especificadas para diacilglicerol ou 
monoacilglicerol removem os ácidos graxos 
remanescentes 
Ativação da lipase sensível a hormônio (LSH) 
Ativada ao ser fosforilada por uma proteína cinase 
dependente de AMPc. 
• Glucagon e adrenalina 
Ativação da adenilato ciclase → formação de AMPc → atia 
PKA (proteína cinase dependente de AMPc) → fosforila a 
LSH → ativação da LSH 
• Insulina 
Na presença de altas concentrações plasmáticas de insulina 
e glicose → desfosforila LSH → inativação 
 
Obs: diferenças entre a regulação da síntese na ACC 
 
Destino do glicerol 
O glicerol liberado durante a degradação do TAG não pode 
ser metabolizado nos adipócitos, pois eles não possuem a 
enzima glicerol-cinase que catalisa a seguinte reação: 
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β-Oxidação de ácidos graxos 
 
 
Assim, glicerol → corrente sanguiena → fígado → glicerol-
cinase fosforila → glicerol 3P 
 
Enzima: glicerol-fosfato-desidrogenase transforma em DHAP 
O glicerol 3P vai ser oxidado a DHAP, formando NADH + H+ 
O DHAP é um composto intermediário entre a glicólise e o 
piruvato 
• Demanda da célula 
Célula precisando de energia → DHAP segue pela glicólise 
→ piruvato 
Célula precisando de glicose → DHAP segue a 
gliconeogênese → glicose 
Destino dos ácidos graxos 
Ácidos graxos livres → atravessam a m.p dos adipócitos → 
se ligam a albumina → transportado → chega nas células 
→ B-oxidaçãoO 
Antes da B-oxidação acontecer, os AGL precisam ser unidos 
a uma molécula de acetil coa 
Enzima: acil-Coa-sintetase dos ácidos graxos de cadeia 
longa (tiocinase) 
AGL + Acetil-CoA → Acil-Coa (muito energética) 
Essa reação gasta 2 ATP, pois 1ATP foi quebrado gerando 
2P para a reação e se transformando em AMP. 
 
• Células que não podem usar os ácidos graxos livres 
(AGL) 
o Eritrócitos não podem, pois eles não possuem 
mitocôndrias e a beta-oxidação acontece lá 
o SNC não pode utilizar também 
A principal via para o catabolismo dos ácidos graxos ocorre 
na mitocôndria, pela B-oxidação, em que fragmentos de 2 
a 2 carbonos são removidos do Acil-CoA, tendo no final os 
produtos → Acetil-Coa + NADH + FADH2 
AGL + Acetil-Coa → acil-CoA graxo 
Porém, o CoA é impermeável à membrana interna. Assim, 
um carregador transfereesse acil-coa graxo do citosol para a 
matriz mitocondrial → carnitina 
Reação 01 com carnitina 
O CoA sai do acil-coa graxo → restando só ácido graxo 
Reação 02 com carnitina 
Enzima: carnitina-palmitoil-transferase I (CPT-I) 
Carnitina + ácido graxo → acil-carnitina 
 
Reação 03 com carnitina 
Enzima: carnitina-acilcarnitina-translocase 
Em seguinda, o acil-carnitina passa para a matriz 
mitocondrial, atravessando a membrana interna através de 
uma proteína de membrana 
 
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β-Oxidação de ácidos graxos 
Reação 04 com carnitina 
Enzima: carnitina-palmitoiltransferase II (CPT-II) 
O grupo acila (ácido graxo) ligado a carnitina → vai para CoA 
→ acil-CoA 
Assim, a carnitina é recuperada (reabsorvida) e volta para 
o lado de fora para poder entrar com outro ácido graxo 
novamente. 
 
A malonil-CoA (da síntese) inibe a CPT-I, impedindo a 
entrada de grupos acila de cadeia longa na matriz 
mitocondrial. Assim, durante a síntese, o palmitato não pode 
ser transferido para a mitocôndria e ser degradado. 
 
• A oxidação de ácidos graxos também é regulada 
pela razão acetil-coa/coa 
o Razão alta (muita acetil-coa) → velocidade 
da tiolase (adiciona CoA na molécula da B-
oxidação) , que requer CoA, diminui 
 
 
a carnitina pode ser tanto sintetizada quando proveniente da 
alimentação 
• Dieta 
Encontrada principalmente nas carnes 
• Sintetizada no corpo 
Podem ser sintetizada a partir do aminoácido lisina e 
metionina, por vias enzimáticas encontradas no fígado e nos 
rins, mas não são encontradas nos músculos esquelético 
e cardíaco 
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β-Oxidação de ácidos graxos 
• Dependentes 
o musculo esquelético e cardíaco são totalmente 
dependentes de carnitina distribuída pelo sangue (síntese 
endógena ou dieta) 
AGL menores do que 12 carbonos (abundantes no leite 
humano) podem atravessar a membrana interna da 
mitocôndria sem necessitar de carnitina ou do sistema CTP. 
Lá dentro da mitocôndria → ativados em acil-coa → 
oxidados posteriormente 
Obs: como sua oxidação não é dependente de CPT-I ela 
não é sujeita à inibição por malonil-CoA 
 
A B-oxidação consiste em 4 reações envolvendo o carbono 
B (beta, carbono 3), a qual resulta na diminuição da cadeia 
do ácido graxo em 2 carbonos 
As etapas incluem 
• Oxidação que produz FADH2 
• Etapa de hidratação (entrada de água) 
• Segunda oxidação que produz NADH 
• Clivagem tiólica que libera 1Acetil-Coa (exceto na 
ultima clivagem que libera 2 acetil-coa porque vão 
restar 4 carbonos) 
 
 
 
DEFICIÊNCIAS DE CARNITINA 
As deficiências resultam na diminuição do tecido usar 
AGCL como combustível metabólico. Afeta 
principalmente o fígado, incapacitando-o de usar a 
gordura como fonte de energia e sintetizar glicose durante 
o jejum 
• Deficiências secundárias 
o Doenças hepáticas que provocam diminuição 
na síntese de carnitina 
o Indivíduos subnutridos ou vegetarianos 
o Gestação, infecção grave, traumas 
o Hemodiálise, que remove a carnitina do 
sangue 
• Deficiências congênitas (deficiência 1ª) 
o Na reabsorção de carnitina no túbulo renal 
o Captação de carnitina pela célula 
• Deficiência de CPT-II (que regenera a carnitina) nos 
músculos cardíacos e esqueléticos 
o Levam cardiomiopatia 
o Fraqueza muscular 
• Consequências 
o Hipoglicemia grave (pois gliconeogênese e 
lipólise estão ligados) 
o Coma e morte 
• Tratamento 
o Evitar jejum prolongado 
o Dieta rica em carboidratos (pra não causar 
hipoglicemia) e baixa em AGCL 
o Suplementação com ácidos graxos de cadeia 
média (atravessam sem precisar da CTP) ecarnitina 
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β-Oxidação de ácidos graxos 
Regulação da acetil-coa na piruvato carboxilase 
A acetil-CoA é um efetor alostérico positivo da piruvato-
carboxilase, ligando a oxidação dos ácidos graxos à 
gliconeogênese 
• A oxidação dos ácidos graxos acontece juntamente com 
a gliconeogênese (pois ambos sofrem estímulo do 
glucagon) no estado de jejum ou outro estado que leve a 
hipoglicemia, então na gliconeogênese a gente tem que 
fazer o caminho inverso da glicólise mas há 3 desvios (os 
que tem as reações irreversíveis) 
Um dos desvios é esse: 
 
Na gliconeogênese, acontece essa reação: 
 
A piruvato-carboxilase converte o piruvato → OAA para 
depois seguir o curso da gliconeogênese 
E muito acetil-coa ativa a piruvato carboxilase 
 
 
Exemplo de B-oxidação de um ácido graxo de 6 carbonos 
(numero par) 
 
Reação 01 – produção de NADH2 (oxidação) 
Enzima: acil-coa-desidrogenases 
 
2H do ácido graxo → FAD → FADH2 
Formação do composto → enoil-coa (2-trans) 
Reação 02 – hidratação 
Enzima: enoil-coa-hidratase 
Vai entrar uma molécula de H2O, formando o composto → 3-
hidroxiacil-coa 
 → 
Reação 03 – produção de NADH (oxidação) 
Enzima: 3-hidroxil-coa-desidrogenase 
Um NAD+ receberá 2H da molécula → NADH + H+ 
Há a formação do composto → 3-cetoacil-coa 
 → 
 
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β-Oxidação de ácidos graxos 
 
Reação 04 – clivagem tiólica 
Enzima: B-cetoacil-CoA-tiolase 
Essa enzima vai clivar a ligação entre os carbonos pela 
adição de CoA em uma das moléculas, e doando o H para 
outra 
Há a formação do primeiro → acetil-Coa 
 → 
Continuação 
Essas etapas irão se repetir até que todo o ácido graxo seja 
quebrado, a cada volta é retirado 2 carbonos do ácido graxo, 
produzindo 
• FADH2 
• NADH 
• 1acetil-coa 
Obs: excessão na última volta 
Na ultima clivagem tiólica, vai restar 4 carbonos, eles vao ser 
partidos em 2 moléculas de 2 carbonos e cada um vai ganhar 
1CoA 
• Há a formação de 2acetil-coa na ultima volta 
 
 
Lembrando que a retirada de 2ATP que foram gastos para 
produzir 
AGL + Acetil-CoA → Acil-CoA 
Se o ácido graxo tiver número ímpar de carbonos, a ultima 
volta vai restar 3 carbonos e não 2. 
A molécula de 3 carbonos → propionil-CoA 
As reações da transformação do propionil-CoA em succinil-
CoA são as seguintes: 
 
 
 
DEFICIÊNCIA DE ACIL-CoA-DESIDROGENASE DE 
ÁCIDOS GRACOS DE CADEIA MÉDIA (DAGCM) – 
SINDROME DE REYE 
Na mitocôndria, existem 4 espécies dessa enzima, 
cada uma específica para AG de cadeia: curta, 
média, longa e muito longa. 
A deficiência de DAGCM é autossômica recessiva e 
resulta na diminuição da capacidade de oxidar 
ácidos graxos de 6 a 10 carbonos (estes 
acumulam e são medidos na urina) 
• Causa hipoglicemia grave (pois os tecidos 
necessitam aumentar o consumo de 
glicose) 
O tratamento inclui evitar o jejum (pois é no jejum 
que acontece a beta-oxidação pelo estímulo do 
glucagon 
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β-Oxidação de ácidos graxos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obs: a propinoil-CoA carboxilase necessita da coenzima 
biotina 
Enzima metil-malonil-coa-mutase 
Essa enzima que forma o succinil-coa 
• Molécula do ciclo de Krebs que pode ser usada e 
entrar na respiração celular 
• Esse é o único exemplo de um precursor 
glicogênico gerado a partir da oxidação de ácidos 
graxos 
Essa enzima necessita de uma coenzima da vitamina B12 
A mitocôndria hepática tem a capacidade de converter Acetil-
CoA proveniente da B-oxidação de ácidos graxos em corpos 
cetônicos (acetoacetato, 3-hidroxibutirato e acetona) → 
importantes fontes de energia para os tecidos periféricos → 
durante o jejum prolongado 
 
 
 
 
 
 
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DEFICIÊNCIA DE B12 → ACIDEMIA E ACIDÚRIA 
METILMALÔNICA 
Em pacientes com deficiência de B12 o propinato e 
metilmalonato são excretados na urina. 2 tipos 
hereditário têm sido descritos 
• Ausente ou deficiente, ou com menos afinidade 
pela coenzima 
• Pacientes incapazes de converter a B12 em 
coenzima 
Os dois tipos resultam em acidose metabólica, 
observando retardo no desenvolvimento em alguns 
pacientes. 
 
 
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β-Oxidação de ácidos graxos 
 
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Metabolismo do colesterol 
O colesterol é um esteroide característico do tecido animal 
e desempenha diversas funções essenciais: 
• Componente estrutural das membranas 
• Precursor dos ácidos biliares 
• Precursor dos hormônios esteroides 
• Precursor da vitamina D 
O fígado tem papel central da homeostasia do colesterol, ele 
é eliminado do fígado pela pela bile no lúmen intestinal, sem 
sofrer modificações, ou é convertido em sais biliares ou é 
secretado em VLDL 
Também pode contribuir com a aterosclerose, deposição de 
lipídeos nos endotélios que levam a placas que aumentam o 
risco de doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e 
vasculares periféricas. 
 
Origem do colesterol 
Tanto pela via endógena, produzido pelo próprio corpo, como 
pela alimentação. 
 
O colesterol é um composto muito hidrofóbico. Ele pode 
existir em duas formas 
 
Esteróis (colesterol livre) 
Os esteroides com 8 a 10 carbonos na cadeia lateral ligada 
ao C17 e um OH no C3. 
O colesterol livre é o principal representante esterol dos 
tecidos animais 
Obs: dietas com fitoesteroides para tratamento da 
hipercolesterolemia 
Os esteroides vegetais, como o B-sitosterol, são pouco 
absorvidos por humanos e, como o colesterol podem ser 
transportado junto aos colesteróis vegetais, parecem reduzir 
a absorção de colesterol presente na dieta. 
Ingestão diária de ésteres de esteroides vegetais (margarina 
livre de ácidos graxos trans) é uma estratégia dietética para 
redução dos níveis plasmáticos de colesterol. 
Ésteres de colesterol 
Colesterol + ácido graxo ligado ao C3 
É uma molécula ainda mais hidrofóbica que o colesterol 
livre (não esterificado) e não é encontrado nas membranas 
celulares. 
Devido à sua hidrofobicidade, o colesterol e seus ésteres 
devem ser transportados associados a proteínas como 
componentes de partículas lipoproteicas ou devem ser 
solubilizados por fosfolipídeos e sais biliares da bile. 
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Metabolismo do colesterol 
 
 
Em 4 tecidos que mais contribuem (mas não os únicos) → 
fígado, intestino, glândula adrenal e gônadas 
 
Todos os átomos de carbono do colesterol são derivados do 
acetato e o NADPH é o doador dos equivalentes redutores. 
A energia é garantida pela hidrólise das ligações tioester de 
alta energia da acetil-coae do ATP. 
a síntese requer enzimas citosólicas e do RE liso 
em que momento ocorre a síntese 
 
O colesterol é sintetizado durante o estado alimentado, pois 
há necessidade de quebra de gordura e carboidratos para a 
síntese de acetil-coa → precursor do colesterol 
 
O colesterol é formado basicamente por carbono e hidrogênio 
C → vem do acetil-coa 
H → vem do NADPH 
• Glicose 
Vai ser metabolizada → produz piruvato → OAA + Acetil CoA 
• Ciclo das pentoses 
A glicose sofre um desvio também para o ciclo das pentoses 
→ produz NADPH e ribose → NADPH importante para a 
síntese de colesterol 
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Metabolismo do colesterol 
Obs: o NADPH também vem da conversão do malato → 
piruvato 
• Acetil-coa → produzido na matriz mitocondrial 
Resumo das vias 
Pode vim da degradação do piruvato da glicose 
Da degradação de ácidos graxos da dieta 
Degradação de aminoácitoscetogênicos da dieta 
Obs: por isso, é importante que a síntese aconteça no estado 
alimentado 
ETAPA CITOSÓLICA 
As duas primeiras reações da síntese são similares às que 
produzem corpos cetonicos, resultando na formação de 
HMG-CoA 
Síntese de 3-hidroxi-metilglutaril-coa (HGM-CoA) 
 
Obs: as células do parênquima hepático possuem 2 
isoformas de HMG-CoA-sintase, uma do citosol para a 
síntese de colesterol e uma na mitocôndria para síntese de 
corpos cetônicos 
Síntese do ácido mevalônico (mevalonato) 
Enzima: HMG-CoA-redutase (regulada) 
Essa reação envolve a redução do HMG-CoA → 
mevalonato 
• Ocorre no citosol 
• Principal passo regulador da síntese 
• Usa 2NADPH como redutor (reduz, ou seja, 
acrescenta H na molécula) 
• A liberação de CoA torna a reação irreversível 
 
RESTANTE DAS REAÇÕES A PARTIR DO MEVALONATO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reação [01] 
Enzima: cinase 
Mevalonato convertido → ácido 5-pirofosfomevalonato 
A reação ocorre em 2 etapas, ambas usando ATP para duar o 
grupo fosfato. 
• A fosforilação e a presença do pirofosfato ajudam a manter 
em solução esses compostos insolúveis em água 
Reação [02] 
Enzima: descarboxilase 
O 5-pirofosfatomevalonato é descarboxilado (saída de CO2) 
usando ATP → isopentenil-pirofosfato (IPP) 
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Metabolismo do colesterol 
Reação [03] 
Enzima: isomerase 
O IPP sofre isomerização 
IPP → 3,3-dimetilalil-pirofosfato (DPP) 
Reação [04] 
Enzima: transferase 
DPP + IPP → geranil-pirofosfato (GPP) com 10 carbonos + 
pirofosfato (P-P) que torna a reação irreversível 
Reação [05] 
Enzima: transferase 
GPP + IPP → farnesil-pirofosfato (FPP) com 15 carbonos + P-
P que torna a reação irreversível 
Reação [06] 
Enzima: esqualeno-sintase 
FPP + FPP reduzidas por NADPH → esqualeno (30 
carbonos) + 2pirofosfato (P-P) reação irreversível 
Obs: como 3ATP são usados para mevalonato → IPP, um total 
de 18ATP são necessários para sintetizar o esqualeno 
Reação [07] 
Enzima: esqualeno-monoxigenase do RE liso 
O esqualeno é uma molécula de cadeia aberta, os anéis ainda 
não estão fechados. 
• A reação usa O2 e NADPH para hidroxilar o esqualeno 
Esqualeno → Lanosterol (30C, primeiro esterol) 
Reação [08] 
Enzimas: são enzimas que estão no RE liso 
Lanosterol → colesterol 
É uma sequencias de reações que ocorrem no RE 
• Diminuição da cadeia de 30 pra 27C 
• Remoção de metilas do C4 
• Migração de ligações duplas do C8 pro C5 
• Redução da ligação entre C24 e C25 
Se não houver necessidade de colesterol pela célula, o IPP 
pode ser desviado para outras vias para sintetizar: 
• Vitamina E, K e A 
• Ubiquinina 
• Heme a 
• Carotenoides 
 
O colesterol dentro das células é um composto esterificado 
→ bem mais apolar 
Pois é uma forma de armazenamento bem mais estável 
Enzima: acil-coa-colesterol-aciltransferase (ACAT) 
Vai adicionar um grupamento ácido carboxílico na hidroxila 
do colesterol, transformando o colesterol livre em sua forma 
esterificada 
Colesterol → éster de colesterol 
 
SÍNDROME DE Smith-Lemli-Opitz (SLOS) 
Doença autossômica recessiva relacionada a biossíntese do 
colesterol. 
Há uma deficiência parcial de uma enzima (7-
desidrocolesterol-7-redutase) envolvida na migração da 
ligação dupla 
A SLOS causa um defeito na síntese do colesterol 
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Metabolismo do colesterol 
A reação da HMG-CoA-redutase é a enzima limitante da 
velocidade e principal ponto de controle da biossíntese do 
colesterol 
 
Regulação da expressão gênica por esteróis 
 
 
A proteína SREBP 
• Encontrada na membrana do RE (hepatócitos, intestino, 
adrenal, gônadas) 
• Ela vai controlar a expressão da HMG-coa-redutase 
Então, como ela fica presa na membrana do RE, ela precisa 
ser quebrada para ir lá no núcleo da célula e ativar o gene 
que regula a expressão da HMG-CoA-redutase 
• Situação de pouco esteróis plasmáticos 
Poucos Esteróis → ativam a enzima SCAP → quebra a 
ligação N-terminal da SREBP → SREBP liberada → vai pro 
núcleo → se liga a SER (sequencia nucleotídica da HMG-
CoA-redutase) → aumenta expressão da HMG-coa-redutase 
→ síntese de colesterol 
• Situação de muito esterol plasmático 
Níveis elevados de esteróis → inativa o SCAP → 
decréscimo na transcrição do gene da redutase → menor 
produção de proteína-redutase → menos síntese de 
colesterol 
Regulação por proteólise 
 
 
Níveis aumentados de colesterol e sais biliares nas células 
que sintetizam essas moléculas → instabilidade da redutase 
→ promove a proteólise (degradação) da HMG-coa-redutase 
→ diminui sua atividade → menos síntese de colesterol 
Regulação por fosforilação 
 
• AMP 
Altos níveis energéticos (ATP) → muito acetil-coa → muito 
AMP → desfosforila e ativa a HMG-CoA-redutase → mais 
síntese de colesterol 
• Glucagon e esteróis 
Glucagon → AMPc → PKA → fosforila a HMG-CoA-
redutase → inativando-a → menos síntese de colesterol 
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Metabolismo do colesterol 
Níveis aumentados de esteróis intracelular → aumenta a 
fosforilação da enzima → inativando-a → menos síntese de 
colesterol 
• Insulina 
Hiperinsulinemia → ativa fosfatase → desfosforila (retira o P) 
da HMG-coa-redutase → ativa → maior síntese de colesterol 
 
Níveis elevados de colesterol → xantelasmas (acumulo de 
gordura próximas a pálpebra) e xantomas de tendão 
(acumulo de gordura próximos do tendão) 
 
 
Esses fármacos são análogos estruturais da HMG-coa-
redutase, que inibem e competem com ela 
São usados para diminuir os níveis plasmáticos de 
colesterol em pacientes com hipercolesterolemia. 
 
• Fezes 
O núcleo esteroide é eliminado intacto pela conversão em 
ácidos e sais biliares → excretados nas fezes 
Ou pela secreção de colesterol na bile → transporta até o 
intestino → fezes 
• Flora bacteriana 
No intestino, parte do colesterol é modificado, transformando-
o em formas fáceis de serem eliminados → fezes 
 
 
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Lipoproteínas 
O colesterol e ésteres de colesterol (CE) são compostos 
hidrofóbicos e insolúveis na água do sangue, como os TAG e 
os fosfolipideos. 
Por isso, para que cheguem aos tecidos do corpo e sejam 
usados em processos sintéticos ou oxidativos, eles precisam 
ser empacotados em lipoproteínas (solúveis). 
Os principais carreadores de lipídeos são 
• Quilomicrons 
• VLDL que leva à IDL e LDL 
• HDL 
Superfície 
• Fosfolipideos (anfipáticos) e colesterol livre (que 
estabiliza e garante o formado arredondado) 
• Apolipoproteinas 
o Fornecem sítios de reconhecimento para 
receptores 
o Ativam enzimas ou são coenzimas no 
metabolismo das lipoproteínas 
Região central 
• Esteres de colesterol (colesterol que não está sendo 
usado) 
• TAG 
 
 
 
Uma maior razão proteínas/lipídeos levam a uma maior 
densidade, como as HDL 
 
 
 
 
 
 
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Lipoproteínas 
 
São as maiores lipoproteínas e as de menor densidade 
devido ao seu alto conteúdo de TAG. 
Sintetizados a partir dos lipídeos da deita (exógenos) dentro 
das cels epiteliais do intestino delgado e secretados para 
os vasos linfáticos → fígado → veia subclávia esquerda → 
circulação sistêmica 
Montagem dos quilomicra 
A apo B-48 é exclusiva dos quilomicrons 
• Recebem da HDL 
Apo C-II (ativa a lipase proteica) e apo E 
A lipase proteica é ativada por apo C-II → hidrolise TAG → 
ácidos graxos + glicerol 
a lipoproteína-lipase (LPL) está presente em tecido adiposo, 
musculo cardíaco, músculo esquelético e celulares 
acinares do tecido mamário. 
• Ácidos graxos 
São armazenados (no adipócito ou células mamárias)ou 
usados para gerar energia (músculo). 
Se não forem imediatamente capturados pelas células, os AG 
de cadeia longa se juntam a albumina até sua captação 
ocorrer. 
• Glicerol 
Usado no fígado para síntese de lipídeos, glicólise ou 
gliconeogênese 
 
Quilomicrom remanescentes 
Os quilomicra parcialmente hidrolisados agora estão 
desprovidos de seus TAG → retem apoE e apoB-48 → vai 
para o fígado e se ligam a apoE → endocitados 
 
A LPL é estimulada pela insulina, ou seja, no estado 
alimentado. 
• Adipócitos 
Possuem Km maior → sensibilidade menor, só capta os AG 
das lipoproteínas e armazenam TAG quando concentração 
de lipoproteínas estiver elevada. 
• Coração 
Possuem Km menor → alta sensibilidade. Uma vez que os 
AG são usados como combustíveis (fontes de energia 
primária) pelo coração, ele capta as lipoproteínas mesmo em 
concentração baixa. 
 
Se a ingestão de ácidos graxos excede o requerimento 
imediato de substratos energéticos para o fígado, esse 
excesso de AG → TAG (endógenos). 
Esses TAG + colesterol esterificado e livre + fosfolipídios e 
apoproteinas → empacotados para formar VLDL → 
DEFICIÊNCIA DE LPL ou APO C-II 
Apresentam um grande acumulo de TAG-quilomicra no 
plasma → hipertriacilglicerolemia mesmo no jejum. 
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Lipoproteínas 
secretados pelo fígado → corrente sanguínea → 
degradação pela lipase lipoproteína (LPL) → abastece 
outros tecidos 
As VLDL possuem a apo B-100 na sua estrutura 
 
Liberação das VLDL 
As VLDL são secretadas no fígado → sangue → como VLDL 
‘’nascentes’’ contendo apo B-100 
No sangue → recebem apo C-II (que ativa a LPL) e apo E 
(permite o reconhecimento e endocitose do VLDL pelo fígado) 
do HDL circulante 
 
Modificações da VLDL circundantes 
As VLDL são transportadas do fígado (veias hepáticas) para 
→ músculos esqueléticos e cardíaco, tecido adiposo e tecido 
mamário em lactação. 
A apo C-II ativa a LPL → hidrolise de TAG em → ácido graxo 
+ glicerol 
• Esses ácidos graxos são oxidados como substratos 
energéticos pelos músculos, utilizados na síntese de 
TAG e utilizados na produção de leite. 
As partículas residuais (depois da hidrolise) são chamadas de 
VLDL remanescentes. 
50% das VLDL remanescentes → captadas do sangue pelo 
fígado por meio da ligação da apo-E da VLDL ao receptor de 
apo-E na membrana plasmática do hepatócito → endocitose 
As outras 50% seguem no sangue 
produção de LDL a partir de VLDL 
Aproximadamente, as outras 50% das VLDL remanescentes 
tem seus TAG centrais removidos, formando a → IDL 
• Formação de VLDL 
Com a remoção adicional de TAG dos IDL, pela ação da 
triglicerídeo-lipase hepática → Há a formação de LDL 
• 60% LDL → transportada de volta ao fígado, onde a apo 
B-100 se liga a receptores → endocitose 
• 40% de LDL → levados aos tecidos extra-hepáticos (cels 
adrenocorticais e gonadais que também usa receptores 
de apo B-100 para internalizar LDL) para usar 
colesterol e produzir hormônios esteroides e a outra 
parte é usada para a síntese de membrana e de 
vitamina D. 
 
ESTEATOSE HEPÁTICA 
Ou ‘’fígado graxo’’, acontece quando existe um desequilíbrio 
entre a síntese hepática de TAG e secreção de VLDL. As 
condições em que ocorrem isso → obesidade, diabetes melito 
não controlada e ingestão crônica e etanol 
ABETALIPOPROTEÍNA 
É um tipo raro de hipolipoproteinemia causada por um 
defeito na proteína microssomal transferidora de TAG 
(PTM). 
Assim, há um impedimento do carregamento da apo B 
com lipídeos → não existe formação dos quilomicrons 
(apo B-48) e da VLDL (apo B-100) → causando acúmulo 
de TAG no fígado e no intestino 
ATEROSCLEROSE 
Se tem um excesso de LDL no sangue → captação por 
tecidos hepáticos e outros se torna saturada. 
Assim, o ‘’excesso’’ é capturado por macrófagos 
presentes próximos às células endoteliais das artérias. 
Isso vai induzir uma resposta inflamatória, gerando um 
processo que culmine em aterosclerose 
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Lipoproteínas 
 
 
As LDL contem alta concentração de colesterol e ésteres de 
colesterol e sofrem metabolização nas células em fez sua 
endocitose. 
Endocitose mediada por receptores 
A principal função das LDL é prover colesterol para os tecidos 
periféricos ou retorná-lo para o fígado, 
os receptores de membrana que captam a LDL reconhecem 
a apo B-100 (e não a apo B-48 dos quilomicra) e a apo E. 
 
etapa [01] 
o LDL se liga aos receptores dele e, o lado citosólico da 
depressão na membrana celular é recoberto com a proteína 
clatrina que estabiliza essas depressões 
etapa [02] 
depois da ligação o complexo LDL-receptor é internalizado 
por endocitose. 
Etapa [03] 
A vesícula contendo LDL perde a capa de clatrina e funde-
se a outras semelhantes, formando endossomos. 
 
DEFICIÊNCIAS DE RECEPTORES DE LDL 
Essa deficiência causa uma elevação de LDL e, 
consequentemente, de colesterol plasmático. 
Os pacientes com essa deficiência apresentam 
hiperlipidemia tipo II (hipercolesterolemia familiar) e 
aterosclerose prematura. 
Essa hipercolesterolemia também pode ser gerada por uma 
protease que degrada o receptor e por defeitos na apo B-100 
→ reduzem ligação de LDL 
 
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Lipoproteínas 
 
Etapa [04] 
O pH dos endossomos diminui (aumento da ATPase 
endossomal) → LDL se desliga do seu receptor 
Etapa [05] 
Os receptores podem ser reciclados. 
Enzimas hidrolases ácidas lisossomais degradam as 
lipoproteínas remanescentes → colesterol livre + 
aminoácidos + ácidos graxos + fosfolipídios → também 
podem ser reutilizados pela célula. 
O colesterol originário dos remanescentes de quilomicra, 
IDL e LDL afeta o conteúdo celular de colesterol de várias 
maneiras. 
• Altos níveis de colesterol 
Inibe a HMG-coa-redutase → síntese de colesterol diminui 
Síntese de receptores também é diminuída → menor 
expressão do gene de receptor de LDL → limitando entrada 
de colesterol-LDL nas células 
• Insulina 
A insulina causa um aumento dos receptores de LDL. 
Consistente com a necessidade de remoção dos quilomicrons 
remanescentes e LDL, que, caso contrário, poderiam se 
acumular após o consumo de uma refeição. 
Ativa a colesterol-aciltransferase (ACAT) → transfere um 
ácido graxo do acil-coa para o colesterol → produzindo 
colesterol esterificado (não é utilizado pela célula, apenas 
o livre) que fica armazenado. 
 
Síntese de HDL nascente 
• Pelo fígado e pelo intestino 
É uma molécula pequena mas de alta densidade, cuja 
superfície contem fosfolipídios, colesterol livre, e uma 
variedade de apoproteinas (Apo AI, apo AII, apo CI e apo CII 
e apo E). contem muito pouco TAG e CE (colesterol esteres) 
• A partir de quilomicrons e VLDL 
O brotamento de apoproteinas de quilomicra e VLDL quando 
elas são digeridas pela LPL, essas apoproteinas podem 
então, acumular mais lipídeos, formando HDL 
• A partir de apo A-I livre 
Essa apo A-I livre pode ser desprendida de outras 
lipoproteínas circulantes. Ela irá adquirir colesterol e 
fosfolipideo → HDL 
 
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Lipoproteínas 
Reservatório de apolipoproteínas 
As HDL servem de reservatório circulante de apo C-II (que os 
quilomicra e VLDL recebem pra atilar a LPL) e de apo-E 
(necessária para entrar no fígado) 
Captação de colesterol não esterificado 
As HDL captam o colesterol dos tecidos periféricos (extra-
hepáticos) e transportam novamente para o fígado. 
Obs: as HDL são excelentes aceptores de CNE por ter muito 
fosfolipídio para sulubilizá-lo 
 
Esterificação do colesterol 
Enzima LCAT – colesterol-aciltransferase 
A enzima LCAT esterifica o colesterol captado pelas HLD 
imediatamente. 
A LCAT é ativada por apo A-I e transfere o ácido graxo do 
C2 da fosfatidilcolinapara o colesterol → CE hidrofóbico 
HDL3 → partículas de HDL pobre em CE ainda 
transporte alternativo de colesterol pela HDL 
Quando a HDL tá muito cheia de colesterol (sendo 
classificada de HDL2), ela pode aliviar esse fardo trocando 
com a VLDL por uma enzima PTEC – proteína transferidora 
de ésteres de colesterol 
HDL → doa CE para as VLDL 
VLDL → doa TAG para o HDL 
 
 
Transporte reverso de colesterol 
O principal benefício das HDL é que elas conseguem 
remover colesterol a partir de células carregadas de 
colesterol e retorná-las para o fígado. Benéfico 
principalmente para o tecido vascular, reduzindo os níveis 
de colesterol no espaço subintimal. 
As células contêm a proteína ABC1, a qual utiliza a hidrolise 
do ATP para mover o colesterol do lado interno da membrana 
para o lado externo. 
Colesterol do lado externo → HDL capta → obtém a enzima 
LCAT da circulação (sintetizada no fígado que esterifica) → 
transfere ácido graxo para o colesterol → colesterol-éster, 
aprisionando o colesterol dentro do núcleo da HDL 
 
 
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Lipoproteínas 
Os macrófagos fagocíticos têm receptores não específicos 
conhecidos como scaverngers que ligam vários tipos de 
molécula, incluindo partículas de LDL modificadas por 
oxidação. 
Modificações na LDL 
Essas modificações envolvem dano oxidativo, principalmente 
de grupos acila poliinsaturados. 
O processo que causa a oxidação da LDL envolve 
• Radicais de superóxido 
• Óxido nítrico (NO) 
• Peróxidos de hidrogênio (H2O2) 
Antioxidantes que protegem LDL contra oxidação 
• Vitamina E 
• Vitamina C 
• Carotenoides (vitamina A) 
Placa aterosclerótida 
Diferentemente dos receptores de LDL, os receptores 
scavengers não são submetidos a regulação pelo 
aumento do nível de colesterol. 
Assim, os macrófagos ficam cheios de lipídios → nesse 
momento, são chamados de células espumosas. 
Acumulo de células espumosas no espaço subendotelial → 
produz a primeira evidencia de placa aterosclerótida em 
desenvolvimento, conhecida como placa de gordura 
Fatores de risco 
• Hipertensão arterial 
• Níveis circulantes de LDL, quilomicra e VLDL altos 
• Baixos níveis de HDL 
• Tabagismo 
• Elevação crônica de níveis de glicose no sangue 
• Altos níveis de vasoconstritor angiotensina 
 
 
Pode acontecer lesão da artéria → extravasamento do 
material → estimula a coagulação sanguínea → trombos → 
oclusão total dos vasos → infarto 
 
 
 
 
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Degradação dos aminoácidos 
Cada um dos 20 aminoácidos comuns possui uma estrutura 
única, suas vias de degradação são diferentes das vias 
biossintéticas. Desses 20, apenas 11 são sintetizados (não 
essenciais) e os outros 9 (essenciais) devem ser obtidos pela 
alimentação. 
O destino dos carbonos dos aminoácidos depende do 
estado fisiológico do individuo e do tecido em que a 
degradação ocorre. 
Obs: o fígado é o único tecido que possui todas as vias de 
síntese e de degradação dos aminoácidos. 
• No fígado durante o jejum 
Os esqueletos de carbono dos AA produzem → glicose, 
corpos cetônicos e CO2. 
• No estado alimentado 
o fígado pode converter intermediários do metabolismo dos 
AA em → glicogênio e TAGs. 
Desse modo, o destino dos carbonos dos aminoácidos se 
assemelha ao da glicose e dos ácidos graxos. 
O catabolismo dos AA envolve a remoção dos grupos amino 
e a posterior quebra dos esqueletos carbonados resultantes. 
Essas vias se convergem para formar 7 produtos 
intermediários 
1. Oxaloacetato OAA 
2. Alfa-cetoglutarato 
3. Piruvato 
4. Fumarato 
5. Succinil-coa 
6. Acetil-coa 
7. Acetoacetato 
Esses produtos entram diretamente nas vias do metabolismo 
intermediário, resultando na síntese de glicose ou lipídeos 
ou ainda na produção de energia por oxidação a CO2 no 
ciclo do ácido cítrico. 
 
Os aminoácidos podem ser classificados em 2, conforme os 
7 intermediários produzidos durante seu catabolismo. 
 
Aminoácidos glicogênicos 
São aqueles cujos catabolismo produz piruvato ou 
intermediários do TCA – ciclo do ácido cítrico. 
• São substratos para a gliconeogênese e portanto 
podem originar glicose no fígado e rim 
Aminoácidos cetogênicos 
Produzem acetil-coa ou corpos cetônicos (acetoacetato). 
O acetoacetato é um dos ‘’corpos cetônicos’’ que também 
incluem o 3-hidroxibutirato e a acetona 
• Leucina e lisina (essenciais) são os únicos AA 
exclusivamente cetogênicos. Seus esqueletos 
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Degradação dos aminoácidos 
carbonados não servem de substrato para a 
gliconeogênese, portanto, não podem originar glicose 
As vias pelas quais os AA são catabolizados dividem-se de 
acordo com qual dos 7 intermediários é produzido a partir de 
um determinado aminoácido. 
 
AMINOÁCIDOS QUE PRODUZEM OAA 
Asparagina 
A asparagina é hidrolisada pela asparaginase, produzindo 
amônia e aspartato. 
 
Aspartato 
O aspartato perde seu grupo amino por transaminação → 
oxaloacetato 
 
Obs: os carbonos do asparato produzem fumarato no ciclo da 
ureia 
AA QUE PRODUZEM α-CETOGLUTARATO VIA 
GLUTAMATO 
Glutamina 
A glutamina → enzima glutaminase → converte em 
glutamato + NH3 
Glutamato → alga-cetoglutarato por transaminação ou 
desaminação oxidativa (pela glutamato-desidrogenase) 
 
Prolina 
É oxidado → glutamato → convertido em alfa-cetoglutarato 
(por trasaminaçao ou desaminação) 
Arginina 
A arginina é clivada pela arginase → ornitina → alfa-
cetoglutarato 
• Essa reação ocorre principalmente no fígado, no ciclo da 
ureia 
 
Histidina 
Desaminado pela histidase → ácido urocânico → N-
formimino-glutamato → glutamato → alfa-cetoglutarato 
 
Obs: deficiência de ácido fólico 
Indivíduos com deficiência de ácido fólico excretam 
quantidades aumentadas de FIGlu na urina, especialmente 
após a ingestão de grande quantidade de histidina. 
AMINOÁCIDOS QUE PRODUZEM PIRUVATO 
Alanina 
Perde seu grupo amino por transaminação reversível → 
piruvato 
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Degradação dos aminoácidos 
Obs: a alanina é o principal aminoácido gliconeogênico 
 
Serina 
Serina → convertida em glicina + tetra-hidrofolato 
Ou 
Serina → serina-desidratase → piruvato 
Glicina 
Pode ser convertida em serina ou ser oxidada a CO2 e NH3 
 
Obs: a glicina → glioxilato → oxidado a oxalato ou 
transaminado produzindo glicina. 
• A deficiência de transaminase causa grande produção de 
oxalato e dano renal, principalmente oxalúria do tipo I 
Cistina 
Cistina → NADH + H+ reduz → cisteína → piruvato por 
dessulfuração. 
Treonina 
Treonina → piruvato ou Treonina → alfa-cetoburitato → 
succinil-coa 
AMINOÁCIDOS QUE PRODUZEM FUMARATO 
Fenilalanina 
Fenilanalina + OH → tirosina → fumarato + acetoacetato 
Essa reação é catalisada pela fenilalanina-hidroxilase 
(deficiência=fenilcetonúria) que requer a tetra-
hidrobiopterina. 
 
Tirosina 
Formada a partir da fenilalanina → fumarato + acetoacetato 
 
Obs: ambas são glicogênicas e cetogênicas 
AMINOÁCIDOS QUE PRODUZEM SUCCINIL-CoA 
Metionina 
Metionina → SAM → SAH → homocisteína → cistationa → 
cisteína + alfa-cetobutirato (este é descarboxilado 
oxidativamente formando propionil-coa → succinil-coa) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Relação da homocisteína com doenças 
vasculares 
Níveis elevados de homocisteína → danos oxidativos + 
inflamação e disfunção endotelial. 
Níveis plasmáticos de homocisteína está inversamente 
relacionado com os níveis de folato, B12 e B6 (enzimas 
envolvidas na conversão de homocisteína em cisteina ou 
metionina) 
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Degradação dos aminoácidos 
Dessa forma, suplementação com folato, B12 e B6 → diminui 
homocisteínacirculante. 
Porem, em pacientes que já tem doença cardiovascular a 
terapia vitamínica não diminui a ocorrência de eventos 
cardiovasculares ou de morte. 
 
Valina e isoleucina 
Valina e isololeucina → propinil-coa → succinil coa 
Essas reações necessitam de biotina e vitamina B12 
Treonina 
Treonina – H20 → alfa-cetobutarato → propinil-coa → 
succinil-coa. 
Treonina → piruvato também 
AMINOÁCIDOS QUE PRODUZEM ACETIL-COA OU 
ACETOACETIL-COA 
Leucina, isoleucia, lisina e tripfonato (4) produzem acetil-coa 
ou acetoacetil-coa diretamente, sem a formação intermediária 
de piruvato (pela reação da piruvato desidrogenase). 
A fenilalanina e tirosina (2) também produzem acetoacetato 
durante seu catabolismo 
Portanto, existem 6 aminoácidos cetogênicos. 
Leucina 
Este aminoácido é exclusivamente cetogênico, formando 
acetil-coa + acetoacetato 
Isoleucina 
É tanto cetogênica quanto glicogênica, pois seu 
metabolismo produz → acetil-coa e propionil-coa (convertido 
em succinil-coa) 
 
Lisina 
A lisina é um aminoácido exclusivamente cetogênico e é 
incomum porque não sofre transaminação (nenhum dos 
seus grupo amino é transferido para um alfa-cetoglutarato) 
Tripfonato 
Esse é tanto cetogênico quanto glicogênico pois seu 
metavolisbo produz → alanina (convertida em piruvato) + 
acetoacil-coa 
Erros inatos do metabolismo são normalmente causados por 
genes mutantes. Sem tratamento, os defeitos hereditários do 
metabolismo dos aminoácidos resultam em retardo mental 
ou em outras anormalidades como resultado do acúmulo de 
metabólitos. 
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Degradação dos aminoácidos 
A fenilcetonúria é a mais importante doença do metabolismo 
dos AA e responde ao tratamento dietético. Ela está presente 
no teste do pezinho 
 
FENILCETONÚRIA (FCU ou PKU) 
Causada pela deficiência de fenilalanina-hidroxilase, 
causando o acúmulo de fenilamina (aminoácido essencial, 
presente nos alimentos) e deficiência de tirosina. 
• Outras deficiências 
A hiperfenilalanina também pode ser causada por qualquer 
uma das enzimas que sintetizam a coenzima BH4 ou na di-
hidropteridina-redutase que regenera a BH4 a partir de BH2 
 
Essas deficiências causam um aumento da fenilalanina 
(precisa da BH4) e diminuição da síntese de 
neurotransmissores como as catecolaminas e serotonina. 
A restrição de fenilalanina na dieta não reverte os efeitos 
sobre o SNC causados por deficiência de 
neurotransmissores. 
A terapia de reposição com BH4 ou L-DOPA e 5-
hidroxitripfonato melhora o quadro clinico. 
CARACTERÍSTICAS DA PKU CLÁSSICA 
Fenilalanina elevada 
A fenilalanina está presente em concentrações altas no 
tecido, plasma e urina 
• Enzima fenilalanina-hidroxilase fucional 
 
 
 
 
• Fenilcetonúria 
 
Sem a conversão de fenilalanina em tirosina pela enzima, ela 
é desviada para outra via para a produção de fenilactato, 
fenilpiruvato e fenilacetato → dão à urina um odor de mofo 
característico (ou de ‘’camundongo’’) 
Sintomas no SNC 
• retardo mental 
• dificuldade para andar ou falar 
• convulsões 
• hiperatividade 
• tremor 
• microcefalia 
• retardo no crescimento 
 
Hipopigmentação 
Os pacientes com fenilcetonúria frequentemente apresentam 
deficiência na pigmentação → cabelo e pele claros, olhos 
azuis 
• a hidroxilação da tirosina (precisa da fenilalanina-
hidroxilase para fenilalanina virar tirosina) pena 
tirosinase → forma a melanina 
o inibida competitivamente pelos níveis elevados de 
fenilalanina na PKU 
 
 
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Degradação dos aminoácidos 
RESUMO DA DEGRADAÇÃO DE AMINOÁCIDOS 
 
 
 
 
A = glicogênicos 
B = cetogênicos 
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Esther Santos Fonseca 
Catabolismo de aminoácidos 
o organismo obtém nitrogênio por meio de 
• Degradação de proteínas da dieta 
• Degradação de proteínas corporais 
• Síntese de aminoácidos não essenciais 
O nitrogênio deixa o organismo na forma de 
• Ureia 
• Amônia 
• Outros produtos derivados do metabolismo de AA 
 
 
Ao contrário das gorduras e carboidratos, os aminoácidos 
não são armazenados pelo organismo, por isso, eles 
devem ter seu nitrogênio removido, porque os aminoácidos 
não conseguem participar diretamente do metabolismo 
energético (produzem produtos que entram nas vias). 
Portanto, o grupo amino é removido por duas reações 
sequenciais 
1ª fase do catabolismo 
Envolve a remoção dos grupos alfa-amino 
• Por transaminação e subsequente desaminação 
oxidativa 
o Formando → NH3 + alta-cetoácido 
correspondente (‘’esqueletos carbonados’’) 
o Parte da amônia → excretada na urina ou 
utilizada na síntese da ureia (maior parte) 
 
2ª fase do catabolismo 
Os esqueletos carbonados dos alfa-cetoácidos são 
convertidos em intermediários comuns das vias 
metabólicas produtoras de energia. 
• Metabolizados em → CO2 e H2O (ciclo de Krebs), 
glicose, ácidos graxos ou corpos cetônicos 
Estado alimentado 
Após uma refeição contendo proteínas, os aminoácidos 
liberados pela digestão vão do intestino → veia porta 
hepática → fígado 
Esse aminoácido vai ser usado para para síntese proteica, 
e formação de intermediários de outras vias 
• O excesso de aminoácidos pode ser convertido em 
glicose ou TAG → acetil-coa → gordura 
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Esther Santos Fonseca 
Catabolismo de aminoácidos 
 
Durante o jejum 
No estado de jejum, a proteína muscular é clivada a 
aminoácidos. 
• Alguns deles são parcialmente oxidados pra gerar 
energia 
• Outra parte é convertida em alanina e glutamina 
o Glutamina → é oxidada nos linfócitos, intestino e 
rins. Convertendo alguns dos carbonos e o 
nitrogênio em alanina 
o Alanina e outros aminoácidos → fígado → 
carbonos convertidos em → glicose e corpos 
cetônicos. Já o nitrogênio é → convertido em 
ureia → excretada na urina 
o Glicose produzida pela gliconeogênese → 
oxidada em CO2 e H2O no ciclo de Krebs → 
energia 
 
A presença do grupo alfa-amino mantém os aminoácidos a 
salvo da degradação oxidativa, sua remoção é essencial 
para a produção de energia de qualquer aminoácido, é um 
passo obrigatório. 
O catabolismo de AA envolve, em primeira instância, reações 
de transminação e desaminação que fornecem 
• Amônia e aspartato → fontes de nitrogênio para o ciclo 
da ureia 
 
REAÇÕES DE TRANSAMINAÇÃO 
A transaminação é o principal processo para remover o 
nitrogênio dos aminoácidos. 
Todos os aminoácidos, exceto lisina e treonina são 
submetidos a reações de transaminações. 
As enzimas que catalisam essas reações são 
aminotransferases ou transaminases → encontradas nas 
células do fígado, rins, intestino e músculo 
Essas reações são reversíveis, podendo ser utilizadas tanto 
na degradação quanto na síntese 
• Remoção do nitrogênio dos AA 
• Transferir nitrogênio para alfa-cetoácidos → formando 
aminoácidos 
Na maioria dos casos, acontece assim: 
• Grupo amino (de um aminoácido) → transferido para o 
alfa-cetoglutarato → formando glutamato + alfa-
cetoácido do aminoácido correspondente que foi 
convertido 
 
 
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Esther Santos Fonseca 
Catabolismo de aminoácidos 
O glutamato produzido por transminação pode ser 
desaminado oxidativamente posteriormente por uma 
reação que ocorre dentro das mitocôndrias. 
Destinos do glutamato 
O glutamato sofre transaminação e tem 2 destinos → 
formar aspartato (entra no ciclo da ureia) por outra 
transaminação 
Ou ele pode passar pela desaminação e perder sua NH3 
que também vai para a síntese da ureia 
 
Destino do alfa-cetoácido 
Esse é a cadeia carbônica propriamente dita, sem o 
nitrogênio que foi retirado. Dessa forma, ele pode ir 
• Para a síntese de glicose 
• Para a síntese de ácido graxo 
• Para gerarATP na respiração 
• etc 
Cada aminotransferase é específica aos doadores do grupo 
amino, pois o aceptor é quase sempre o alfa-cetoglutarato. 
As duas reações mais importantes de aminotransferases são 
catalisadas por 
• ALT → alanina aminotransferase 
• AST → aspartato aminotransferase 
Elas são encontradas no coração, rins, fígado, intestino e 
músculos. 
Alanina-aminotransferase (ALT) 
A enzima catalisa a 
Alanina → transfere seu grupo amino para o alfa-
cetoglutarato → formando piruvato (vai pro ciclo de krebs 
ou gliconeogênese) e glutamato (coletor de nitrogênio da 
alanina) 
 
 
Aspartato-aminotransferase (AST) 
A AST é uma exceção à regra de que as aminotransferases 
afunilam os grupos amino para formar glutamato. A reação 
também é reversível 
A AST catalisa a reação 
Glutamato (formado na reação da ALT)→ transfere amino 
pata o oxaloacetato → formando aspartato (vai pro ciclo 
da ureia) e alfa-cetoglutarato (novamente) 
 
 
Todas elas precisam de uma coenzima piridoxal-fosfato 
(um derivado da vitamina B6), ligada a um grupo amino de 
um resíduo específico de lisina 
As aminotransferases atuam 
Grupo amino de um AA → transferido para a piridoxal-fosfato 
→ formando piridoxamina-fosfato 
Piridoxamina-fosfato → transfere grupo amino para um alfa-
cetoácido → formando aminoácido e regenerando a 
coenzima piridoxal-P 
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Esther Santos Fonseca 
Catabolismo de aminoácidos 
Exemplo com a AST 
 
A Kc = 1 (aproximadamente), permitindo que a reação 
funcione em ambos os sentidos: 
• Após refeição rica em proteínas 
Degradação de AA pela remoção do grupo alfa-amino 
• Suprimento de AA inadequado pela dieta 
Biossíntese de aminoácidos pela adição de grupo amino a 
alfa-cetoácidos (esqueletos carbonados) 
DESAMINAÇÃO OXIDATIVA (REMOÇÃO DE AMÔNIA) 
As células do corpo e as bactérias do intestino liberam o 
nitrogênio na forma de amônia (NH3) ou íon amônio (NH4+) 
• NH3 passa pra urina a partir de células tubulares renais 
e diminui a acidez da urina pela ligação de prótons, 
formando NH4+ 
• NH3 vai pro ciclo da ureia 
Em contraste com as reações de transaminação (transfere 
grupos amino) a desaminação oxidativa resulta na liberação 
de amino como amônia livre (NH3) 
DESAMINAÇÃO OXIDATIVA DO GLUTAMATO 
• Ocorre nas mitocôndrias 
Apenas a reação do glutamato é reversível. O glutamato 
pode incorporar N por meio de reações de transaminação 
e, então, liberar amônia através da glutamato-desidrogenase 
• A enzima de atuação é: glutamato-desidrogenase 
• Essas reações ocorrem principalmente no fígado e no 
rim 
Elas fornecem alfa-cetoácidos → entram nas vias centrais do 
metabolismo energético 
Fornecem NH3 → fonte de nitrogênio para o ciclo da ureia 
Coenzimas 
A glutamato-desidrogenase pode usar tanto NAD+ quanto 
NADP+ como coenzima 
• NAD+ 
Utilizado principalmente na desaminação oxidativa (perda de 
NH3 acoplada à oxidação do esqueleto carbonado 
• NADP+ 
É utilizado principalmente na aminação redutora (ganho de 
NH3 acoplado a redução do esqueleto carbonado) 
 
 
 
Sentido das reações 
A sentido da reação vai depender das concentrações 
relativas de 
• glutamato, alfa-cetoglutarato e amônia 
• razão de coenzimas oxidadas e reduzidas 
após ingestão rica em proteínas 
• níveis de glutamato no fígado estão elevados → reação 
ocorre no sentido de degradação e formação de NH3 → 
sentido de alta-cetoglutarato 
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Esther Santos Fonseca 
Catabolismo de aminoácidos 
 
precisando de aminoácidos para as funções do organismo 
• níveis baixos de glutamato → entrada de amônia no alfa-
cetoglutarato → forma glutamato → transaminação → 
grupo amino transferido para alfa-cetoácido → 
aminoácido 
 
Reguladores alostéricos 
• GTP (triofosfato de guanosina) 
Inibe a glutamato-desidrogenase 
Caracterizado em altos níveis energéticos 
• ADP (difosfato de adenosina) 
Ativador da glutamato-desidrogenase, facilita a degradação 
dos AA → produção de energia a partir dos esqueletos 
carbonados derivados dos aminoácidos 
Níveis energéticos da célula estão baixos 
 
 
 
OUTROS AA QUE LIBERAM AMÔNIA 
 
As desaminaçoes da serina e treonina são reações de 
desidratação que requerem piridoxal-fosfato (PLP) e são 
catalisadas pela serina-desidratase 
No músculo e no cérebro, mas não no fígado, o ciclo dos 
nucleotídeos da purina permite que o NH4+ seja liberado dos 
aminoácidos por transaminaçao 
O glutamato está envolvido tanto na síntese quanto na 
degradação. 
• Transaminação e desaminação oxidativa 
O glutamato fornece nitrogênio para a síntese de AA. Nesse 
processo, ele ganha seu N por transaminação com outros 
aminoácidos ou do NH4+ pela glutamato-desidrogenase. 
As reações de transaminação servem para transferir os 
grupos amino do glutamato pata alfa-cetoácidos para produzir 
seus aminoácidos correspondentes. 
 
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Catabolismo de aminoácidos 
• Fornece nitrogênio pro ciclo da amônia 
O glutamato coleta os N por reações de transaminação e 
alguns desses N são liberados como NH3 pela reação da 
glutamato-desidrogenase. Esse NH3 entra no ciclo da ureia 
a segunda forma de N para a síntese da ureia é fornecida pelo 
aspartato 
• Glutamato transfere seu grupo amino para o OAA → 
formando aspartato e alta-cetoglutarato 
 
A degradação dos aminoácidos ocorre em todos os tecidos, 
no entanto, as enzimas do ciclo da ureia são ativas 
principalmente no fígado. Por isso, é necessário que haja um 
transporte desse nitrogênio dos aminoácidos para o fígado. 
Ciclo glicose-alanina 
A alanina transporta nitrogênio no sangue e é exportada 
principalmente pelo músculo. 
Músculo → glicose → glicólise → piruvato 
O piruvato é transaminado com o glutamato → alanina → 
sangue → fígado 
 
Obs: esse glutamato veio da transaminação de algum AA 
Alanina no fígado → transaminada a piruvato → utilizado 
pela gliconeogênese → glicose → exportada para o 
músculo para servir de energia 
Alanina no fígado → nitrogênio → ciclo da ureia 
 
 
Glutamina 
A glutamina é sintetizada a partir do glutamato pela fixação 
de amônia, gastando 1ATP e precisando da enzima 
glutamina-sintetase 
Obs: a síntese de glutamina acontece quando há rápida 
degradação de AA e níveis altos de amônia, por isso essa 
amônia entra no glutamato para formar a glutamina 
 
Glutamina → sangue → fígado/rim/intestino → glutaminase 
remove NH4+ → glutamato + NH3 
• No rim 
A liberação de NH3 e formação do íon amônio NH4+ → 
formam sais com ácidos metabólicos na urina 
• No intestino 
Glutamina é usada como substrato energético 
• No fígado 
A amônia é utilizada na biossíntese da ureia 
 
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Catabolismo de aminoácidos 
O exame da alanina AST aspartato aminotransferase é um 
exame de sangue que serve para avaliar se existe alguma 
lesão no fígado ou no pâncreas, sendo útil para o diagnóstico 
de doenças como hepatite, cirrose ou obstrução das vias 
biliares, por exemplo. 
• As aminotransferases são enzimas intracelulares, de 
modo que a presença de níveis plasmáticos elevados de 
aminotransferases podem indicar lesões em células ricas 
nessas enzimas. 
A AST e ALT são de especial valor diagnóstico quando 
aparecem no plasma 
Valor de referência 
O valor normal de AST, também chamada de TGO, é de 5 a 
40 U/L, mas pode variar de acordo com o laboratório onde é 
realizado o exame. 
Doenças hepáticas 
Níveis plasmáticos elevados de ALT e AST são vistos em 
quase todas as doenças hepáticas 
• Condições que causam ampla necrose celular como 
o Hepatite viral grave 
o Lesão tóxica 
o Colapso circulatório prolongado 
• Doença hepática gordurosa não alcoólica 
• Abuso de álcool 
• Doenças autoimunesdo fígado (menos comum) 
ALT é mais específica que AST para doenças hepáticas. 
No entanto, AST é mais sensível, pois o fígado contém 
maiores quantidades de AST 
Exemplo 
 
A figura mostra a liberação inicial de ALT no soro depois de 
ingerir uma toxina hepática (causa lesão nas células e 
liberação de aminotransferases) 
• A bilirrubina sérica elevada resulta da lesão 
hepatocelular, que diminui a conjugação hepática e a 
excreção de bilirrubina. 
Doença não hepática 
As aminotransferares podem estar elevadas em outras 
doenças sem ser o fígado, como 
• Infarto do miocárdio 
• Doenças musculares 
Pois as AST e ALT também estão presente em coração e 
músculos, não só no fígado. 
Aminotransferases baixa 
• Infecções no trato urinário 
• Desnutrição com deficiência de vitamina B6 (forma a 
coenzima PLP – piridoxal-fosfato, essencial para o 
funcionamento das aminotransferases) 
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Metabolismo da amonia 
A amônia é produzida por todos os tecidos durante o 
metabolismo de vários compostos, sendo eliminada 
principalmente pela formação de ureia no fígado. 
Porém, a amônia é tóxica para o SNC, devendo ser 
mantido seu nível muito baixo. Portanto, deve haver um 
mecanismo metabólico para remover o N dos tecidos 
periféricos e leva-lo ao fígado para a transformação em 
ureia, para manter baixos níveis de amônia circulantes 
Os AA são a maior fonte de amônia, pois a maioria das 
dietas ocidentais possui excesso de AA 
Esse AA → fígado → transdesaminação (ambas as 
reações por aminotransferases e glutamato-desidrogenase) 
→ amônia 
A partir da glutamina 
• Rins 
Os rins produzem amônia a partir da glutamina, pela 
glutaminase renal e glutamato-desidrogenase 
 
A maior parte da amônia → excretada na urina como NH4+, 
fornecendo um balanço acidobásico do organismo, pela 
excreção de prótons. 
• Intesino 
A amônia também é obtida pela hidrólise da glutamina 
pela glutaminase intestinal. 
As células da mucosa intestinal obtêm a glutamina pelo 
sangue ou da digestão de proteínas da dieta. 
Obs: o metabolismo da glutamina no intestino produz 
citrulina → sangue → rins → ciclo da ureia na síntese da 
arginina 
Pela ação bacteriana do intestino 
A amônia é produzida a partir da ureia, pela ação da urease 
bacteriana no lúmen intestinal. 
Essa amônia é absorvida pelo intestino → veia porta → 
removida pelo fígado ao converter em ureia 
A partir de aminas 
As aminas obtidas da dieta e as monoamidas usadas como 
hormônios ou neurotransmissores podem produzir amônia 
por ação da aminoxidase 
A partir de purinas e pirimidinas 
No catabolismo das purinas e pirimidinas, os grupos amino 
ligados aos anéis são liberados como amônia 
A amônia é rapidamente removida do sangue para o fígado, 
mantendo seus níveis baixos na circulação, visto que ela é 
tóxica para o SNC. 
Essa remoção de amônia do sangue para o fígado é feita 
pela alanina e glutamina em muitos tecidos (em especial o 
músculo), que carregam o N dos aminoácidos em vez de 
liberá-lo como amônia livre. 
Ureia 
A formação de ureia no fígado é a via mais importante de 
eliminação de NH3. 
Fígado → ureia → sangue → rins → filtração glomerular 
Glutamina 
Essa amida do ácido glutâmico fornece uma forma de 
armazenamento e transporte não tóxicos para a amônia. 
A formação da glutamina a partir de glutamato e de NH3 
requer ATP pela glutamina-sintetase. E essa formação 
acontece no fígado e no músculo. 
 
Essa reação também acontece no encéfalo, sendo o 
principal mecanismo de remoção da amônia do SNC, visto 
que ela é tóxica. 
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Metabolismo da amonia 
• Remoção da glutamina 
A glutamina circulante é removida pelo fígado e pelos rins e 
desaminada pela glutaminase. 
No fígadp → NH3 destoxificada em ureia 
No rim → usada para excreção de prótons 
Resumo do metabolismo da amônia 
 
Os níveis de amônia sérica são normalmente baixos (5 a 
35 micromol/L) 
No entanto, quando a função hepática está comprometida 
por defeitos genéticos no ciclo da ureia ou por doença 
hepática → níveis de NH3 aumentados 
Essa hiperamonemia é uma emergência médica, pois a 
amônia tem efeito neurotóxico direto no SNC, causando 
sintomas tais como 
• Tremores 
• Discurso inarticulado 
• Sonolência 
• Vomito 
• Edema cerebral 
• Visão borrada 
• Coma e morte em altas concentrações 
 
 
A doença hepática é a mais comum, podendo ser causada por 
hepatites virais ou hepatoxinas (álcool). 
A cirrose hepática → gera uma formação de circulação colaterol 
ao redor do fígado. Assim → sangue da circulação porta não 
vai pro fígado → vai direto pra circulação sistêmica. 
Assim, a conversão de amônia em ureia que acontece no 
fígado é gravemente prejudicada, levando a níveis elevados 
de amônia circulante (hiperamonemia) 
Descrita por deficiências genéticas para cada uma das 5 
enzimas do ciclo da ureia. Em todos os casos, a falha em 
sintetizar ureia leva a hiperamonemia durante as primeiras 
semanas após o nascimento. A maioria apresenta alta 
morbidade (sintomas neurológicos) e mortalidade. 
• Deficiência de ornitina-transcarbamoilase 
o Ligada ao X e afeta mais od homens 
• Deficiência por arginase 
o É menos grave pois a arginina contem 2 N a 
serem eliminados e pode ser excretada na 
urina 
 
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Metabolismo da amonia 
 
 
 
• Tratamento 
o Inclui limitação de proteínas na dieta 
• Medicamentos 
o O fenilbutirano administrado oralmente é se 
ligam aos AA produzindo moléculas com N 
excretadas na urina. 
o Fenilbutirato → convertido em fenilacetato 
→ Se condensa com a glutamina → 
fecilacetil-glutamina → excretada na urina 
 
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CICLO DA UREIA Ciclo da ureia 
A ureia é a principal forma de eliminação dos grupo amino 
oriundos dos AA. 
A ureia é produzida no fígado, outros tecidos também 
possuem as enzimas do ciclo, mas apenas o fígado tem 
aquela que produz a ureia. 
 
N = fornecido pela NH3 livre (resultado da desaminação) 
N = fornecido pelo aspartato 
C e O = veio do CO2 
Obs: o glutamato é o precursor imediato dos dois 
nitrogênios, NH3 por desaminação oxidativa com a 
glutamato-desidrogenase. O N do aspartato veio da 
transaminaçao do OAA pela AST 
As duas primeiras ocorrem na mitocôndria e as demais 
enzimas estão no citosol. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REAÇÃO 01 – FORMAÇÃO DO CARBAMOIL-FOSFATO 
Enzima: carbamoil-fosfato-sintetase I encontrada 
principalmente nas mitocôndrias do fígado e intestino 
 
Essa reação usa a NH3 + CO2 (do bicarbonato) + 2 ATP → 
gera carbamoil-fosfato 
• A NH3 veio da desaminação oxidativa do glutamato pela 
glutamato-desidrogenase mitocondrial 
• É necessário a clivagem de 2ATP para a reação 
o 1ATP forneceu a energia necessária 
o 1ATP forneceu o fosfato da molécula 
Obs: a carmaboil-fosfato-sintetase I é regulada, já a II 
participa da biossíntese das pirimidinas, ela não necessita 
do regulador N-acetil-glutamato. 
Regulação no geral 
No geral, o ciclo da ureia é regulado pela disponibilidade de 
substrato: quanto maior a velocidade de produção de 
amônia, maior a velocidade do ciclo da ureia. 
Por N-acetil-glutamato 
O N-acetil-glutamato é um ativador essencial da 
carbamoil-fosfato-sintetase I, que é o passo limitante para 
o ciclo da ureia. 
Esse composto é sintetizado a partir da CoA + glutamato 
pela N-acetil-glutamato-sintase em uma reação ativada 
pela arginina. 
• Assim, a concentração intra-hepática de N-acetil-
glutamato aumenta após a ingestão de refeições ricas 
em proteínas → fornece tanto o glutamato quanto o 
regulador da síntese (arginina) de N-acetil-glutamato → 
aumento da velocidade da ureia 
 
 
 
 
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CICLO DA UREIA Ciclo da ureia 
ou seja, após uma refeição rica em proteína, há um aumento 
do ciclo da ureia. 
indução/repressão da síntese de enzimas 
a indução das enzimas do ciclo da ureia ocorre em resposta 
a condições que requerem um aumento do metabolismo 
proteico, como: 
• Dieta rica em proteínas 
• Jejum prolongado 
Nesses estados fisiológicos, enquanto os carbonos dos 
aminoácidos são convertidos em glicose, o nitrogênio dos AA 
é convertido em ureia. 
REAÇÃO 02 – FORMAÇÃO DE CITRULINA 
Enzima: ornitina transcarbamoilase (OTC) 
 
Ornitina + carmaboil-fosfato → Citrulina + Pi 
• O Pi que saiu do carbamoil-fosfato forneceu a energia 
necessária para essa reação acontecer 
Obs: a ornitina e a citrulina são aminoácidos que participam 
do ciclo da ureia mas não são incorporados na síntese 
proteica porque não existem códons para eles. 
A ornitina é regenerada a cada ciclo 
 
REAÇÃO 03 – SÍNTESE DE ARGININOSUCCINATO 
Enzima: argininosuccinato sintetase 
A citrulina sai da mitocôndria e vai para o citosol 
 
Citrulina + aspartato → argininosuccinato 
O grupo alfa-amino do asparato fornece o segundo 
nitrogênio que será incorporado à ureia 
Para formar essa molécula precisa de energia 
ATP → AMP + 2Pi (contabiliza que gastou 2ATP) 
Usou 2 fosfatos que liberou energia para a reação acontecer 
 
REAÇÃO 04 – CLIVAGEM DO ARGININOSUCCINATO 
Enzima: argininosuccinato liase 
 
Essa enzima gliva o argininosuccinato em → fumarato (que 
vai pro ciclo de krebs) + arginina 
• A arginina ativa a síntese do N-acetil-glutamato que 
regula a CFS-I 
• A arginina serve como precursor da ureia, então ela vai 
continuar as reações 
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CICLO DA UREIA Ciclo da ureia 
O fumarato então é hidratado para formar malato 
Fumarato + H2O → malato 
• Malato → entra na mitocôndria → oxidado a OAA → 
ciclo de Krebs 
o O OAA pode ser convertido em aspartato por 
transaminação e entrar no ciclo da ureia de novo 
• Malato → gliconeogênese 
 
REAÇÃO 05 – CLIVAGEM DA ARGININA DANDO UREIA 
Enzima: arginase 
 
Uma parte da molécula de arginina → ureia 
Outra parte → ornitina que volta pro ciclo da ureia 
Essa reação ocorre quase exclusivamente no fígado. 
Dessa forma, enquanto outros tecidos (tipo o rim) podem 
sintetizar arginina por meio de todas essas reações, apenas 
o fígado pode clivar a arginina produzindo ureia. 
Uma parte vai pra urina 
Ciclo da ureia → ureia → sai por difusão no fígado → sangue 
→ rins → filtrada e excretada na urina 
Outra parte vai para o intestino 
Parte da ureia formada → fígado → sangue → intestino → 
clivada em CO2 + NH3 pela urease bacteriana, microbiota 
intestinal. 
• Amônia vai para as fezes 
• Amônia é reabsorvida pelo sangue 
 
4 P de alta energia são consumidos na síntese de cada 
molécula de ureia, tornando a síntese da ureia irreversível. 
Durante o jejum, o fígado tem a responsabilidade de manter 
os níveis de glicose no sangue. Os aminoácidos das 
proteínas musculares são a maior fonte de carbono para a 
produção de glicose pela via da gliconeogênese. 
Pois, no catabolismo desses AA 
• Alfa-cetoácidos → esqueletos carbonos → convertidos 
em glicose por entrarem nas vias centrais 
o O principal aminoácido que serve como substrato 
para a gliconeogênese é a alanina a qual é 
sintetizada nos tecidos periféricos para ser usado 
como transportador de nitrogênio. 
o A liberação de glucagon (no jejum) estimula o 
transporte de alanina para o fígado pela 
ativação da transcrição do sistema de transporte 
da alanina 
o 2 moléculas de alanina → glicose 
o Nitrogênio da alanina → vai pro ciclo da ureia 
PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL 
Em pacientes com isso, os níveis de ureia no plasma 
aumentam, promovendo maior transferência de ureia → 
intestino 
A ação da urease intestinal sobre essa ureia torna-se uma 
fonte clinicamente importante de amônia contribuindo 
para a hiperamoneia observada nesses pacientes (pois a 
urease cliva a ureia em CO2 e NH3) 
Obs: a administração oral de neomicina reduz o numero de 
bactérias intestinais responsáveis pela produção de ureia 
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CICLO DA UREIA Ciclo da ureia 
 
• Nitrogênios → convertidos em ureia 
Desse modo, a excreção de ureia é maior durante o período 
de jejum. 
Jejum muito prolongado 
Quando o jejum progride, entretanto 
• Cérebro começa usar corpos cetônicos, para poupar a 
glicose do sangue 
• menos proteína muscular é clivada para fornecer AA 
para a gliconeogênese 
o menos produção de glicose acompanha a menor 
produção de uréia 
 
→
• 1º → o OAA veio do ciclo de Krebs e na transaminação 
o OAA forma aspartato (pois o amino do glutamato é 
transferido pra ele) que entra no ciclo da ureia. 
• 2º → o fumarato liberado da clivagem da molécula de 
argininosuccinato vai para o ciclo de Krebs 
 
 
 
 
 
 
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Suplementos proteicos 
as proteínas são essenciais no reparo de microlesões 
decorrentes da prática esportiva → objetivo de recuperação 
muscular 
 Porém, os atletas devem ser conscientizados de que o 
aumento do consumo proteico além do recomendado não 
leva aumento adicional de massa magra. Há um limite para 
o acúmulo de protepina nos diversos tecidos. 
• Nos atletas → maximizar o desempenho nos treinos, 
pois permite uma rápida recuperação e diminuição dos 
danos muculares 
• Melhora a massa, força e função dos músculos 
• Positivo no envelhecimento saudável → combate à 
sarcopenia nos idosos 
• Controle do peso e a regulação do apetite → uma vez 
que o alto teor de proteína aumenta o metabolismo pós-
prandial, potenciando a sensação de saciedade 
Ingestão após o exercício 
Após o exercício físico de hipertrofia, a ingestão proteica 
favorece o aumento de massa muscular quando 
combinado com a ingestão de carboidratos, reduzindo a 
degradação proteica. 
• O aumento da massa muscular é consequência do 
treinamento, assim como a demanda proteica. 
• Quando tomados após o treino, promovem o equilíbrio 
hormonal e aceleram o processo de recuperação, 
diminuindo o dano muscular 
Exercício físico moderado 
O consumo muscular de AA de cadeia ramificada (valina, 
leucina e isoleucina → BCAA), aspartato e asparagina 
aumenta. 
Ação dos AA de cadeia ramificada 
Atuam no ciclo da alanina-glicose servindo de substratos 
para a produção de glicose → aumenta o conteúdo de 
glicogênio muscular, reduzindo o transporte de glicose para o 
interior da célula muscular. 
Ação da asparagina e aspartato 
No tecido muscular, eles sofrem ação da aspartato 
aminotransferase → atuam como precursores de OAA no 
ciclo de Krebs → mantêm a atividade do ciclo de Krebs, a 
partir da síntese direta de oxaloacetato 
 
Foi proposto que a suplementação destes aminoácidos 
promove o aumento da resistência ao esforço físico 
prolongado através de 2 mecanismos: 
Manutenção das concentrações de glicogênio muscular 
e hepático 
Eles retardam a depleção de glicogênio, uma das causas de 
fadiga em atividades físicas prolongadas. 
➢ Sem os suplementos na atividade física prolongada 
O glicogênio muscular, durante a atividade física, é precursor 
do OAA → substrato necessário para o ciclo de Krebs (TCA) 
e produção de energia pelos ácidos graxos livres (AGLs). 
Lembrando que a condensação OAA + Acetil-coa → inicio 
do ciclo de Krebs 
Porém, com a depleção do glicogênio → menor 
concentração de OAA e citrato → prejudica a produção de 
energia pelos mecanismos oxidativos. O OAA, se torna, 
assim, o fator limitante da metabolização de AGLs 
• Assim, esses suplementos iriam manter a concentração 
de glicogênio muscular e hepático, evitando a fadiga 
muscular e ajudando na produção deenergia 
 
➢ Sem o suplemento com aumento da intensidade do 
exercício 
 
Quando há o aumento da intensidade do exercício → 
intensifica a via glicolítica → desviando o piruvato (que seria 
metabolizado a OAA) para lactato → poderia causar fadiga 
pelo aumento de lactato e de H+ → inibe a glicólise pela 
fosfofrutoquinase → diminuição da força dos músculos 
Regulação da produção de serotonina 
Os BCAA regulam a produção de serotonina a partir da 
competição pelo transportador de membrana com o 
triptofano (precursor da serotonina) 
• A serotonina é um neurotransmissor responsável por 
respostas fisiologias como 
o Sono 
o Regula atividades sexuais 
o Gênese de fadiga central em atividades 
prolongadas 
Assim → concentrações de aminoácidos de cadeia 
ramificada = concentração de triptofano (equilíbrio) → 
produção de serotonina diminuída → menos sono e menos 
fadiga 
 
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Suplementos proteicos 
Como já visto, os BCAA são substratos para a produção de 
glicose através do ciclo alanina-glicose. 
Enquanto a asparagina + aspartato são precursores de OAA 
no ciclo de Krebs. 
Esses dois mecanismos permitem: 
• Permitem que o metabolismo oxidativo se mantenha 
ativo, pois fornecem substratos para iniciar o TCA (OAA 
e acetil-coa) 
• Retarda a conversão excessiva de piruvato → lactato 
(pois os BCAA reagem com o piruvato formando alanina 
→ glicose) 
• Liberam precursores gliconeogênicos (alanina vira 
glicose) para a síntese hepática de glicose 
Na produção de força muscular 
Existem indícios que mesmo na ausência de treinamento de 
força, a suplementação de creatina poderia ter um efeito 
benéfico na força muscular, mediado por diversos 
mecanismos, tais como 
• Aumento intramuscular de fosforilcreatina 
• Aumento da velocidade da regeneração de 
fosforilcreatina no exercício 
• Diminuição no tempo de relaxamento no processo 
contração-relaxamento da musculatura esquelética (em 
decorrência da melhora na atividade da bomba de cálcio) 
• Aumento da concentração de glicogênio muscular 
Efeito na hipertrofia 
suplementação + treinamento de força → aumento de 
hipertrofia 
porem, os mecanismos fisiológicos ainda não foram 
esclarecidos 
efeito sobre retenção hídrica e balanço proteico 
a suplementação com creatina leva o aumento no volume 
total de água corporal. 
Mudanças no conteúdo intracelulares de água → influencia a 
tradução de proteínas contrateis + notório ganho de massa 
magra e peso corporal 
 
 
 
Efeito sobre o volume de treinamento 
A creatina possibilita que o sujeito desempenha mais 
repetições com a mesma carga → maiores ganhos de 
massa magra num programa de treinamento a longo prazo 
Efeito sobre a expressão gênica e ativação das vias de 
trofismo muscular 
Existem evidencias recentes que a creatina influencia a 
transcrição genica de diversos genes envolvidos na 
• Regulação osmótica 
• Síntese e degradação de glicogênio 
• Remodelagem do citoesqueleto 
• Proliferação e diferenciação de células satélites 
• Reparo e replicação de DNA 
• Controle da transcrição de RNA e morte celular 
Um estudo concluiu que a creatina pode atuar no crescimento 
muscular, exercendo o anabolismo no músculo, via IGF-I 
Obs: o IGF-1 (fator de crescimento similar à insulina 1) é um 
hormônio que leva hipertrofia das células musculares 
IGF-1 → regula a ativação e diferenciação de células 
satélites (CS) → se diferenciam em fibras adultas → doam 
seus mionúcleos à fibra muscular → possibilita o processo 
hipertrófico → mais massa muscular 
 
 
 
 
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Suplementos proteicos 
Metabolismo da glutamina 
 
Suplementação com glutamina 
Glutamina → transportada para o meio intracelular → 
promove captação de sódio → aumenta o volume da célula 
→ considerado como um sinal anabólico → uma vez que 
promove a síntese proteica + aumenta a disponibilidade de 
substratos para os sistemas envolvidos na recuperação e 
reparação tecidual 
Um estudo observou que a administração parenteral 
(injetável) após exercícios de alta intensidade → aumentou 
os estoques de glicogênio muscular → beneficiando a 
recuperação da lesão induzida pelo exercício exaustivo 
• Relação com a glutationa 
No meio intracelular → glutamina sofre hidrolise → eleva a 
disponibilidade de glutamato → essencial na síntese do 
principal antioxidante celular (GSH) glutationa → 
beneficia a recuperação causado pelo estresse metabólico 
Embora possuam vantagens, os suplementos proteicos ainda 
estão sujeitos a riscos quando usados de forma incorreta e a 
longo prazo, tais como 
• Risco aumentado de problemas nos ossos (como 
osteoporose) 
• Agravamento de problemas renais 
• Falta de regulamentação e controle de qualidade → 
pode levar à presença de substancias nocivas com as 
quais os suplementos podem ter sido fortificados 
Consequências para o rim 
Certos suplementos são associados a 
• Cálculos renais 
• Doenças renais 
• Nefrotoxicidade a proteinúria 
 
Suplemento de creatina relatou alguns casos de lesões renais 
 
Dada a falta de regulamentação dos suplementos 
alimentares, existem alguns que podem ser encontrados 
metais pesados que podem ser potencialmente 
cancerígenos, ou causar efeitos adversos como 
neurotoxicidade, nefrotoxicidade e problemas no 
sistema reprodutor. O chumbo, cádmio e mercúrio são os 
principais associados a doenças renais quando os indivíduos 
são expostos a quantidades elevadas. 
Alimentação hiperproteica 
A ingestão excessiva de proteína → potencializa o 
aparecimento de doenças hepáticas e renais. 
Sobrecarga dos rins → pois o elevado consumo de proteína 
exige maior excreção pelo rim (pois proteínas com peso 
molecular elevado não são excretadas com facilidade) → 
gera danos aos rins. 
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Metabolismo do Álcool 
 
Esther Santos - 77 
Metabolismo do Álcool 
O etanol é uma fonte de energia dietética metabolizada a 
acetato principalmente no fígado, com a regeneração de 
NADH. 
• as calorias do etanol são consideradas ‘’vazias’’ no sentido 
de serem pobre em vitaminas, aminoácidos essenciais e 
outros nutrientes, porém, elas possuem calorias que 
geram energia 
• o NADH produzido é utilizado par a geração de ATP por 
meio de fosforilação oxidativa 
a principal rota (80%) do metabolismo do etanol é através da 
alcool-desidrogenase hepáitica (ALDH) = etanol oxidado em 
→ acetaldeído no citosol (composto tóxico e pode entrar na 
corrente sanguínea) 
acetaldeído (pela acetaldeído-desidrogenase ALDH) → 
acetato na mitocôndria principalmente. 
• A maior parte do acetato → capturada pelo musculo 
esquelético e outros tecidos 
o Lá, o acetato é clivado (pela acetil-coa-sintetase 
ACS) → acetil-coa → entra no ciclo do TCA 
 
Oxidação de 10 a 20% do etanol ingerido 
Oxidado por meio do sistema microssomal oxidante (MEOS), 
que tem a enzimas do 
• Citocromo P450 no RE (especialmente CYP2E1) 
o A CYP2E1 tem um Km alto para o etanol e é 
induzida por ele (só metaboliza quando tiver muito 
etanol, não é tão sensível) 
A proporção de etanol metabolizada por essa rota é maior em 
altas concentrações de etanol e após o consumo crônico da 
bebida. 
Efeitos agudos 
Surgem principalmente pela geração de NADH, o qual 
aumenta a relação NADH/NAD+ no fígado e afeta diversas 
rotas 
• Oxidação do ácido graxo é inibida (pois n B-oxidação 
precisa de NAD+) → desvia o acetil-coa para a síntese de 
corpos cetônicos 
• Pode causar acidose lática 
• Inibe a gliconeogênese → hipoglicemia 
Alterações no fígado 
O metabolismo do etanol pode resultar em doenças hepáticas 
induzidas pelo álcool, incluindo 
• Esteatose hepática (fígado gordo) 
• Fibrose hepática 
• Hepatite induzida por álcool 
• Cirrose 
O principal produto tóxico do metabolismo do etanol é o 
acetaldeído e radicaislivres 
• Acetaldeído → forma aductos com proteínas e outros 
compostos 
• Radical hidroxietila produzido por MEOS e outros radicais 
durante a inflamação → causam alterações irreversíveis 
no fígado 
O etanol é uma pequena molécula solúvel – CH3CH2OH – 
tanto em óleo quanto em água, e dessa forma, é rapidamente 
absorvido por difusão passiva (sem gasto de ATP). 
• 0 a 5% de etanol 
Entra na mucosa gástrica de células do trato GI alto → língua, 
boca, esôfago e estômago) → metabolizado → sangue 
• Do etanol que está no sangue 
o 85-95% → metabolizado no fígado 
o 2-10% excretados pelos pulmões e rins 
Reação do metabolismo do etanol 
 
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Metabolismo do Álcool 
 
Esther Santos - 77 
Metabolismo do Álcool 
 
ADH – álcool desidrogenase 
A principal rota do metabolismo do etanol no fígado é através 
da ADH, uma enzima citosólica, que catalisa a reação 
Etanol → acetaldeído + NADH 
• Acetaldeído → se não for removido, exerce um efeito 
tóxico no fígado e pode passar pro sangue e intoxicar 
outros tecidos. O acúmulo no sangue pode resultar em 
o Rubor 
o Taquicardia 
o Hiperventilação 
o Náusea e vômitos 
Ela é uma família de isoenzimas com variações específicas no 
comprimento da cadeia do substrato do álcool. 
 
• ADH da classe I → possui maior especificidade pelo 
etanol (menor Km) e possui altas quantidades no fígado 
→ principal sítio de metabolização do álcool e de formação 
do metabólito tóxico → acetaldeído 
• ADH das classes IV e II → menor contribuição para o 
metabolismo. As concentrações de álcool podem ser muito 
altas na parte superior do TGI e a formação de acetaldeído 
nesse local pela ADH gástrica → contribui para o risco de 
câncer associado a bebidas leves 
ALDH – Acetato Desidrogenase 
Essa enzima está na mitocôndria e no citosol e catalisa a 
reação: 
Acetaldeído → acetato + NADH 
• 80% da oxidação do acetaldeído no fígado humano → 
ALDH2 mitocondrial → apresenta alta afinidade por 
acetaldeído e é altamente específica 
• 20% → ocorre por meio de uma ALDH1 citosólica 
Obs: essa enzima é inibida por dissulfiram, um fármaco que 
pode ser usado em pacientes que desejam parar de beber 
álcool → causando o acúmulo de acetaldeído e aqueles efeitos 
→ auxilia a absterem-se do consumo de álcool 
 
Destino do acetato 
O metabolismo do acetato requer ativação de Acetil-CoA pela 
acetil-CoA-sintetase (ACS), em uma reação similar à acetil-
coa-sintetase graxa 
 
Obs: gasta-se 2P para essa reação, considera que gastou 
2ATP 
No fígado, a principal isoforma da ACS I é uma enzima 
citosólica que forma acetil-coa pela rota da síntese de 
colesterol e ácidos graxos 
• A entrada de acetato nessa roda está sob controle 
regulatório envolvendo colesterol e insulina. Portanto, a 
maior parte do acetato formado passa para o sangue 
o acetato pode ser oxidado por outros tecidos além do fígado, 
principalmente no coração e no músculo esquelético, os 
quais tem uma alta concentração mitocondrial da isoforma da 
ACS II 
• ACS II presente na matriz mitocondrial → forma acetil-
coa 
Acetil coa formado → entra no TCA e é oxidado a CO2 ou 
participa na síntese de colesterol e ácidos graxos (por isso 
engorda) 
É o sistema microssomal oxidante de etanol (MEOS) que 
envolve a citocromo P450 e CYP2E1 presentes no RE 
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Metabolismo do Álcool 
 
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Metabolismo do Álcool 
Aqui, o etanol também é oxidado a acetaldeído. 
Etanol e NADPH doam elétrons nessa reação, que reduz O2 e 
H2O 
 
Todas as enzimas do citocromo P450 têm 2 componentes de 
proteína catalítica principais 
• Um sistema doador de elétrons que os transfere a partir do 
NADPH (citocromo P450-redutase) e o citocromo P450 
• A proteína do citocromo P450 contém sítios de ligação 
para O2 e o substrato (como o etanol) e realiza a reação 
 
CYP2E1 
O MEOS é parte da família de enzimas do citocromo P450 e a 
enzima que apresenta maior atividade para o etanol é a 
CYP2E1 
A CYP tem um Km muito maior para o etanol do que a classe 
I das álcool-desidrogenases. 
Então, uma maior porção de álcool ingerido é metabolizado 
por meio da CYP2E1 em níveis maiores de consumo de etanol 
do que em baixos níveis → baixa afinidade, catalisa a reação 
quando etanol está muito elevado 
Indução de enzimas P450 
As enzimas P450 são induzidas por seus mais específicos 
substratos. 
O consumo crônico de álcool aumenta os níveis hepáticos 
de CYP2E1 cerca de 2 a 10x. 
• Aumento na CYP2E1 com o consumo de etanol ocorre por 
meio de regulação de transcrição, pós-transcrição e pós-
translação 
O retículo endoplasmático → se prolifera → aumentando as 
enzimas microssomais no geral (incluindo aquelas que não 
metabolizam o álcool) 
• Consequências 
Embora a indução de CYP2E1 aumente a depuração do etanol 
no sangue, também vai acontecer que o acetaldeído pode ser 
produzido mais rapidamente do que pode ser metabolizado 
pela ALDH → aumentando o risco de danos hepáticos 
As enzimas do citocromo P450 são capazes de formar 
radicais livres, que também podem levar ao aumento de 
danos hepáticos e cirrose 
 
A rota e a velocidade de oxidação do etanol variam de indivíduo 
para indivíduo. Essas diferenças metabólicas podem influenciar 
de um indivíduo passa a ser um acoólatra, desenvolve doenças 
hepáticas ou adquire outras patologias, como 
hepatocarcinogênese, câncer de pulmão ou de mama 
Genótipo 
Formas polimorfas de álcool-desidrogenase e acetalceído-
desidrogenase (ADH e ALDH) podem afetar a velocidade de 
oxidação e a acumulação de acetaldeído. 
A atividade da CYP2E1 pode variar até 20x dependendo das 
diferenças de induções em variações de alelos diversos. 
Histórico de bebida 
Consumidor crônico de álcool → ADH diminui e CYP2E1 
aumenta 
 
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Metabolismo do Álcool 
 
Esther Santos - 77 
Metabolismo do Álcool 
Sexo 
Após o consumo crônico de álcool, o ADH gástrico diminui tanto 
nas mulheres quanto nos homens 
• Mulheres 
Possuem baixos níveis de ADH gástrica → níveis sanguíneos 
de álcool pós consumo são maiores 
As mulheres são menores → o álcool é distribuído em um 
espaço 12% menor de água, pois as mulheres apresentam 
mais gordura e menos água do que homens → maiores níveis 
sanguíneos de álcool 
Quantidade 
A quantidade consumida determina a rota metabólica 
• ADH e ALDH 
Pequenas quantidades de etanol → metabolização mais 
eficiente através de rotas de baixo Km de classe I ADH e 
classe II ALDH, e uma pequena acumulação de NADH ocorre 
para inibir o metabolismo do etanol via essas desidrogenases. 
• MEOS 
Quando grandes quantidades consumidas em um curto período 
→ etanol é mais metabolizado por MEOS (possuem um Km 
muito maior, funcionando com altas concentrações da 
substancia) 
Uma maior atividade de MEOS → pode correlacionar com a 
tendencia do individuo desenvolver doenças hepáticas 
induzidas por álcool, porque acetaldeído + radicais livres 
podem ser aumentados. 
O ATP produzido na oxidação do etanol a acetato varia 
conforme a rota de metabolismo do etanol. 
Rotas citosólica ADH e mitocondrial ALDH 
1NADH citosólico + 1NADH mitocondrial são formados → 
produzem no máximo 5ATP 
A oxidação de acetil-coa (que veio do acetato) no TCA e na 
cadeia transportadora de elétrons → +10ATP 
Porém, -2ATP que foram gastos na ativação de acetato → 
acetil-coa pela acetil-coa sintetase 
Saldo → 10 + 5 -2 = 13 mols de ATP/mol de etanol 
Pela CYP2E1 
De forma oposta, a oxidação do etanol a acetaldeído pela 
CYP2E1 consome energia na forma de NADPH (-2,5ATP) 
Saldo → 10 (TCA e cadeia) – 2 (ativação do acetil-coa) – 2,5 
(gastos como NADPH) = no máximo 8 ATP formado 
 
Pode causar: fígado gordo, hepatite induzida por álcool e 
cirrose. 
Também inibe a oxidação de ácidos graxos e estimula a síntese 
de TAGs, levando a um fígadogorduroso. 
Também pode gerar cetoacidoseou acidose lática e causar 
hipo ou hiperglicemia, dependendo do estado dietético. 
Efeitos agudos do etanol causado por aumento 
NADH/NAD+ 
• Ingestão de baixas concentrações de etanol 
A proporção de oxidação do etanol é regulada pelo seu 
suplemento (normalmente determinada pela quantidade de 
álcool consumida) e pela taxa em que NADH é reoxidado em 
cadeias transportadoras de elétrons 
• NADH 
Não é um produto efetivo para inibir ADH ou ALDH e não existe 
regulação por ATP/ADP/AMP, permitindo com que o NADH no 
citosol e na mitocôndria se acumule, aumentando a razão 
NADH/NAD+ 
Modificações no metabolismo de ácidos graxos 
O consumo de álcool pode resultar na síntese de triacilgliceróis 
pois 
• Oxidação de ácido graxo precisa de NAD+ e o 
metabolismo do álcool aumenta muito o NADH e não o 
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Metabolismo do Álcool 
 
Esther Santos - 77 
Metabolismo do Álcool 
NAD+ (queda na razão NAD+/NADH) → inibição da beta-
oxidação 
• Aumento na lipogênese 
o tem mais ácidos graxos (como não tem a beta-
oxidação, eles se acumulam no fígado/ ou vieram 
da alimentação / ou vieram da lipólise dos estoques 
dos tecidos adiposos por conta da liberação de 
epinefrina após o álcool) 
o tem mais gliceraldeído-3-fosfato disponível (pois a 
desidrogenase que transforma glicerol-3-fosfato em 
2,3 bifosfoglicerato da glicólise é inibida pela baixa 
razão NAD+/NADH) 
o ácido graxo + glicerol → TAGs (AGL 
reesterificados por acil-coa-transferase no RE que 
fica acentuada) 
os TAG formados são incorporados em VLDL que acumulam-
se no fígado e vão pro sangue → hiperlipidemia induzida por 
etanol 
esteatose hepática → transferases microssomais são 
induzidas pelo consumo de etanol no momento em que o 
MEOS é induzido, ou seja, o consumo crônico acentua 
bastante o desenvolvimento de um fígado gorduroso 
 
Cetoacidose induzida por álcool 
A abundancia de NADH favorece 
• redução de piruvato → lactato 
• redução de OAA → malato 
assim, a reduzida disponibilidade de OAA para se juntar com 
acetil-coa e a cintrato-sintase formar citrato, vai impedir que o 
ciclo de Krebs continue. 
Então, o TCA vai ficar travado e vai haver um desvio do acetil-
coa → corpos cetônicos → cetoacidose , em vez de ir pro 
TCA com o OAA. 
 
Acidose lática 
Como dito anteriormente, o aumento de NADH vai favorecer o 
deslocamento da lactato-desidrogenase para a formação de 
lactato (desvio do piruvato → lactato) 
O acumulo de lactato promove a acidose lática 
 
Hiperuricemia 
A elevação de lactato no sangue pode diminuir a excreção de 
ácido úrico pelos rins (menos ácido úrico na urina) 
Consequentemente, pacientes com gota (cristais de ácido úrico 
precipitados nas articulações) são orientados a não beber 
quantidades excessivas de álcool. 
Álcool → aumento na degradação de purinas → formação de 
ácido úrico → hiperuricemia 
 
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Metabolismo do Álcool 
 
Esther Santos - 77 
Metabolismo do Álcool 
Hipoglicemia 
• em jejum pode causar hipoglicemia 
Aumento de NADH/NAD+ → desloca o equilíbrio de lactato-
desidrogenase para a formação do lactato → então o 
piruvato formado a partir da alanina (veio dos aminoácidos) 
é convertido em lactato e não pode entrar na gliconeogênese 
Além disso,a abundancia de NADH favorece a redução de 
OAA em malato → OAA não entra pra via glicolítica → sem 
glicose → hipoglicemia 
 
A hipoglicemia pode produzir muitos dos comportamentos 
associados à intoxicação alcoolica 
• agitação 
• prejuízo de julgamento 
• agressividade 
o consumo de álcool por indivíduos vulneráveis (pacientes 
que fazem uso de insulina, aqueles em jejum ou aqueles que 
fizeram exercício exaustivo e prolongado) pode produzir 
hipoglicemia, que pode contribuir para os efeitos 
comportamentais do álcool. 
Hiperglicemia transitória 
Entretanto, o consumo de bebida alcoolica com uma refeição 
pode resultar em hiperglicemia transitória, possivelmente 
porque a alta proporção de NADH/NAD+ inibe a glicólise na 
etapa da gliceraldeído-3-P-desidrogenase 
Álcool e metabolização de proteínas 
A alta relação NADH/NAD inibe a síntese de proteínas 
O etanol pode promover também um aumento na síntese de 
colágeno, podendo acarretar fibrose perivenular, 
considerada como lesão precursora da cirrose hepática. 
Em indivíduos que mantem um consumo excessivo de álcool: 
• Há um aumento das células estreladas → aumento de 
colágeno → fibrose (tecido cicatricial, com relação direta 
com a esteatose) → perda de hepatócitos + distorção da 
arquitetura vascular → insuficiência hepática e 
hipertensão portal → graves complicações da doença 
hepática determinada pelo álcool. 
As manifestações clinicas da fibrose hepática (que pode 
evoluir para cirrose hepática) caracterizam-se por 
transtornos gerais inespecíficos e hepatomegalia. 
 
O consumo crônico do álcool resulta em um acumulo de 
acetaldeído, que é produzido a partir do etanol tanto pela 
álcool-desidrogenase como pelo MEOS. 
Acetaldeído se acumula no fígado → após altas doses de 
etanol, ele é liberado para o sangue → altamente reativo, se 
liga com os grupos amino, sulfidrilas, nucleotídeos e 
fosfolipídios para formar ‘’aductos’’ 
Hepatite induzida por acetaldeído e álcool 
Um dos resultados da formação de aductos de acetaldeídos + 
aminoácidos (pois ele se liga com o grupo amino) é a 
diminuição geral da síntese de proteínas plasmáticas 
(calmodulina, ribonuclease e tubulina), até mesmo as 
proteínas do coração e outros tecidos. 
Como consequência da formação de aductos de acetaldeído 
de tubulina → ocorre a diminuição da secreção de proteínas 
séricas e VLDL (lipoproteínas) no fígado → se acumulam no 
fígado, com lipídeos 
A acumulação de proteínas → resulta em afluência de água 
para dentro dos hepatócitos → inchaço no fígado → contribui 
para hipertensão porta e distorção da arquitetura hepática 
 
 
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Metabolismo do Álcool 
 
Esther Santos - 77 
Metabolismo do Álcool 
Acetaldeído e danos por radicais livres 
A formação de aductos de acetaldeídos realça os danos por 
radicais livres, isso porque 
• acetaldeído → se liga à glutationa → diminui dua 
habilidade em proteger contra H2O2 e prevenir a 
peroxidação lipídica → aumenta a possibilidade de dano 
oxidativo 
• acetaldeído se liga a enzimas de defesa de radicais livres 
→ impede defesa contra agentes oxidantes 
com o consumo crônico → acetaldeídos + radicais livres → 
danos mitocondriais → taxa de transporte de elétrons é 
inibida → fosforilação oxidativa tende a se tornar desacoplada 
oxidação de ácidos graxos (que acontece dentro da 
mitocôndria) → diminuída → acumulo de lipídeos 
danos por radicais livres → morte dos hepatócitos → 
liberação das enzimas hepáticas analina-aminotransferase 
(ALT) e aspartato-aminotrasferase (AST) → resultado 
alterado de aminotransferase 
 
O aumento do estresse oxidativo no fígado durante ingestão 
crônica de etanol surge do aumento de radicais livres, 
principalmente pela CYP2E1. 
FAD e FMN na redutase e heme no sistema citocromo P450 
→ transferem e- desemparelhados → formação de radicais 
livres como o radical hidroxietil 
A indução da CYP2E1 e outras do citocromo P450 → 
aumenta a formação de radicais livres → peroxidação por 
radicais livres nos fosfolipideos no interior da membrana 
mitocondrial → inibição do transporte de elétrons + 
desacoplamento da mitocôndria → levando a inflamação e 
necrose celular 
A lesão hepática é irreversível no estagio de cirrose. 
Processo até chegar na cirrose 
• inicialmente, o fígado está aumentado, preenchido de 
gordura 
• depois, vem a hepatite alcoolica, que é a morte de 
hepatócitos e a inflamação do órgão 
• por fim, têm-se a cirrose hepática: produção de tecidos 
cicatriciais (fibras de colágeno) aoredor das células 
mortas → o fígado se torna enrugado 
 
Durante o desenvolvimento da cirrose, muitas funções 
metabólicas do fígado são prejudicadas, incluindo as rotas de 
biossíntese e de detoxicação 
• síntese de proteínas sanguíneas, como fatores de 
coagulação e albumina plasmática → diminuída → 
resultando em acúmulo tóxico de amônia no sangue 
→ hiperamonemia 
• a conjugação e excreção de bilirrubina (produto amarelo 
da degradação do heme) → descrescida → bilirrubina se 
acumula 
o a bilirrubina pode se acumuar nos tecidos, 
incluindo esclera dos olhos e pele → paciente 
amarelado, chamado de ectérico 
 
 
 
 
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Metabolismo do Álcool 
 
Esther Santos - 77 
Metabolismo do Álcool 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Etilismo 
 
Esther Santos – turma 77 
Etilismo 
Os sintomas do alcoolismo de acordo com a Classificação 
Internacional das Doenças (CID-10) estabelecem os seguintes 
critérios para diagnosticar a dependência: 
1. Desejo intenso ou compulsão para ingerir bebidas 
alcoólicas 
2. Tolerância: necessidades de doses maiores para atingir o 
mesmo efeito ou efeito cada vez menor com a mesma dose 
3. Abstinência: síndrome temporária que ocorre quando o 
álcool é interrompido/reduzido drasticamente 
4. Gasta muito tempo para obter, utilizar ou se recuperar dos 
efeitos do álcool 
5. Abandono ou redução de atividades sociais, ocupacionais 
ou recreativas por causa do álcool 
6. Desejo de reduzir ou controlar o consumo, mas sem 
sucesso 
7. Persistência no consumo de álcool mesmo em situações 
contraindicadas e provas de danos (lesões hepáticas, 
humor deprimido, perturbação das funções cognitivas) 
O alcoolismo parece ser uma doença multifatorial: interação 
com componentes genéticos e ambientais que se traduz pela 
heterogeneidade fenotípica. 
Genética 
Risco para o alcoolismo (hereditariedade) → próximo a 50% 
Familiares de alcoólicos de 1º grau → 2 a 7 vezes superior para 
o desenvolvimento de dependência do álcool 
 
• Mutações na ALDH2 (aldeído-desidrogenase) 
Comuns em indivíduos asiáticos-americanos, marcada pela 
diminuição da velocidade da metabolização do acetaldeído → 
aparecimento de rubor facial e uma reação mais intensa ao 
álcool 
• Polimofirmos de ADH (álcool-desidrogenase) 
ADH1B*2 e ADH1*C produzem enzimas ADH com uma 
capacidade de metabolização do álcool mais rápida → 
aumento dos níveis de acetaldeído → aumento dos níveis de 
reposta ao alcocol 
 
• Polimorfismo no gene GABA 
Implica menor sensibilidade ao álcool nesses receptoes e/ou 
um maior ou mais rápido desenvolvimento de tolerância da 
adaptação do receptor ao consumo de álcool. Ou seja, 
necessita de doses maiores para causar o mesmo efeito 
anteriormente obtidos com doses menores 
• Polimorfismo ao alelo L transportador de serotonina 
O álcool aumenta os níveis de serotonina no cérebro → 
contribui para a sensação de alegria. 
O polimorfismo do seu transportador L refere-se a um aumento 
da recaptação deste neurotransmissor (serotonina) vai 
acarretar uma diminuição dos seus níveis na fenda sináptica → 
associado a consumo mais frequentes e as maiores 
quantidades de álcool ingeridas por cada consumo. 
Fatores ambientais 
• Padrões de consumo dos pares 
• Disponibilidade do álcool 
• Valores e costumes da comunidade e família 
• Usar o álcool para lidar em situações de stress 
O alcoolismo é uma doença da família, não só por conta da 
carga genética, mas também por esse problema afetar todos 
os elementos da família, chamada de ‘’família alcoolica’’ (pelo 
menor um é dependente) 
Os transtornos decorrentes do álcool penalizam enormemente 
os membros da família, contribuindo para 
• Altos níveis de conflito interpessoal 
• Violência doméstica 
• Inadequação parental 
• Abuso e negligencia infantil 
• Divórcio 
• Dificuldades financeiras e legais 
• Além da patologia clinica relacionada 
• Isolamento social do doente e do restante dos membros 
familiares 
O cotidiano da família é marcado por instabilidade, insegurança 
e conflito, resultando em um ambiente hostil, ameaçador e sem 
harmonia. 
Problemas nos filhos 
A disfunção familiar manifesta-se da tendencia dos membros 
de reprimir sentimentos ou exteriorizar sentimentos negativos, 
como tristeza, desesperança, ansiedade e medo. 
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Etilismo 
 
Esther Santos – turma 77 
Etilismo 
Os elevados níveis de conflito e agressividade, falta de suporte 
familiar, isolamento social, dificuldades econômicas, abuso 
infantil e problemas depressivos no doente alcoólico pode 
contribuir para problemas psicológicos nos filhos: 
• Depressão 
• Estresse 
• Ansiedade 
• Baixa auto estima 
• Isolamento social 
• Problemas de comportamento e aprendizagem 
• Implicações no rendimento escolar 
Também pode gerar problemas que refletem comportamentos 
de exteriorização, tais como 
• Impulsividade e agressividade 
• Hiperatividade e diminuição da timidez 
• Comportamentos inadequados 
Formas de encarar o alcoolismo num elemento da família 
• Otimistas → atitude construtiva ativa 
Encoraja o doente a recuperar-se 
• Otimistas → atitude construtiva passiva 
Há uma certa desistência de recuperar o problema de base, 
havendo, porém, uma tentativa de reogarnizar a família e tentar 
minimizar as consequências do alcoolismo, principalmente nos 
filhos 
• Pessimistas → atitude destrutiva ativa 
Participando e intensificando o problema de base (ex: a esposa 
começa a beber com o marido) 
• Pessimistas → atitude destrutiva passiva 
Apesar de haver critica para o alcoolismo, há um 
comportamento de superproteção ou negligência para com os 
filhos 
Desemprego 
Trabalhadores que possuem problemas de abuso do álcool 
costumam faltar mais ao trabalho e estão mais sujeitos a 
atrasos. 
Essa ligação trabalho-alcoolismo gera danos tanto para o 
empregado quanto para o empregador, pois dificulta as 
relações organizacionais, causa acidentes de trabalho e traz 
prejuízos econômicos devido a faltas injustificadas e queda 
produtiva consequente do trabalho. 
Essa dificuldade de se estabelecer no emprego muitas vezes 
culmina na demissão do colaborador dependente. 
Exclusão social e moradores de rua 
Normalmente, aqueles que abusam de substancias tóxicas 
como álcool e drogas são excluídos da sociedade e vão morar 
nas ruas. 
Normalmente esses que vão morar na rua acabam se 
encontrando em condições de vida vulneráveis e insalubres por 
conta do abuso de álcool, se submetendo ao emprego de 
catador de lixo. 
O trabalho é pesado e exaustivo, mas é necessário para 
aqueles que precisam sustentar suas famílias e até mesmo 
sobreviver. Essa questão envolve muitas vezes exploração 
praticada pelos donos de depósitos de lixo → oferecem como 
pagamento de um dia inteiro de trabalho um valor irrisório ou 
uma bebida alcoolica, incentivando o consumo de álcool por 
essas pessoas. 
Prejuízo ambiental → o comércio de compra e venda de 
resíduos sólidos também produzem insalubridade e acaba por 
fomentar a presença de viciados nas regiões centrais das 
grandes cidades, gerando a decadência desses lugares. 
É a complicação neurológica mais conhecida da deficiência de 
tiamina → vitamina B1 
Doença de Wernicke → caracterizada por nistagmo, marcha 
atáxica, parilisia do olhar conjugado e confusão mental. 
Associada com deficiência nutricional, ocorrendo 
especialmente em alcoolatras 
Psicose de Korsakoff → desordem mental na qual a memória 
de retenção é seriamente comprometida e também está 
associada a à deficiência nutricional e ao alcoolismo 
A dependência do álcool é uma doença crônica, associada à 
desnutrição, trauma e ampla variedade de distúrbios do SNC. 
Etiopatogenia 
Alcoolismo crônico (causa mais comum), má nutrição, etc são 
algumas das etiopatogenias da síndrome.O alcoolismo causa deficiência de tiamina B1 muito grande, 
gerando sinais e sintomas neuropsiquiátricos. Essa vitamina é 
encontrada principalmente no músculo esquelético, fígado, 
rins, coração e cérebro. 
Fisiopatologia 
As lesões da síndrome são em suas maiorias simétricas e se 
localizam próximas ao plano mediano. 
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Etilismo 
 
Esther Santos – turma 77 
Etilismo 
• Lesão em corpos mamilres (estão no cérebro) 
Causa a interrupção do circuito de Papez, responsável por 
formas novas memórias. Assim, é causada a amnésia 
anterógrada e um estado confusional 
• Lesões nos dois tálamos 
Há alterações no nível de consciência e atenção, que podem 
apresentar desde a sonolência até a coma 
• Deficiência prolongada de tiamina 
Pode ocorrer uma degeneração do córtex cerebeloso e, como 
o cérebro regula a postura e os movimentos, lesões nessas 
áreas geram uma ataxia axial e de marcha. 
Relação com o álcool 
Nos usuários crônicos de álcool, a deficiência de tiamina pe 
bem comum por causa da 
• Deficiência de sua ingestão 
• Diminuição da conversão de tiamina em tiamina pirofosfato 
(forma ativa) 
• Diminuição da capacidade de estoque hepático 
• Inibição intestinal na presença de álcool no lúmen intestinal 
proximal 
• Prejuízo na absorção de tiamina devido alterações 
nutricionais do usuário de álcool 
Essa situação de absorção de tiamina é agravada pela 
presença de doença hepática subjacente, que leva à redução 
dos estoques corporais e à diminuição do metabolismo de 
tiamina. 
A disfunção hepática também pode acentuar os efeitos tóxicos 
do álcool sobre o cérebro, possivelmente através de um 
desequibíbrio no metabolismo dos aminoácidos. 
Manifestações clínicas 
A síndrome de Wernicke-Korsakoff na sua fase aguda é 
caracterizada pela tríade clássica → oftalmoplegia, ataxia e 
distúrbios mentais e de consciência. 
• Patologias oftalmológicas 
o Nistagmo horizontal ou vertical 
o Paresia ou paralisia dos músculos retos externos e 
do olhar conjugado 
o Diploplia e estrabismo convergente 
• Ataxia 
o É de marcha e de postura 
o Lentidão de marcha ou dificuldade/impossibilidade 
de deambulação ou de uma postura sem um 
surporte 
 
‘’Parecendo que está patinando’’ 
• Distúrbios de consciência e estado mental 
o Estado confusional global 
o Paciente apático (falta de sentimentos), desatento 
e com mínima expressão verbal espontânea 
Envolve intervenções complexas de vários níveis, envolvendo 
a vida familiar, profissional e social do indivíduo. Em primeiro 
lugar, para iniciar o tratamento do indivíduo alcoolatra, este 
deve participar de terapias em grupos, como o grupo dos 
alcoólicos anônimos, em conjunto com terapias 
medicamentosas 
Psicoterapia 
É de extrema importância para o reconhecimento da etiologia 
do alcoolismo e posterior estabelecimento de metas e 
estratégias para enfrentar a doença. 
As terapias são multidisciplinares e o acompanhamento ao 
indivíduo e sua família deve ser a longo prazo para o tratamento 
eficaz 
Os programas têm como objetivo o tratamento 
multidisciplinar para o controle de danos físicos e sociais para 
que o individuo se mantenha em um período prolongado de 
abstinência. E essa terapia instituída deve ser tanto individual 
quanto em grupo. 
A atenção básica é importante pois ela é a porta de entrada dos 
indivíduos no sistema único de saúde e é regida pelos 
princípios do SUS. 
Programa nacional de atenção comunitária integrada aos 
usuários de álcool e outras drogas 
Programa criado que visa a assistência aos usuários de álcool 
e drogas com o objetivo de reabilitação e reinserção social. É 
dada importância à atenção psicossocial, que deve ser 
integrada ao meio cultural em conjunto com a assistência a 
saúde mental. 
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Etilismo 
 
Esther Santos – turma 77 
Etilismo 
O tratamento deve-se iniciar reconhecendo o indivíduo, suas 
características e necessidades, buscando estratégias de 
vínculo e contato com o indivíduo e seus familiares para que se 
possam implantar programas de prevenção, educação e 
tratamento. 
Centros de Atenção Psicossocial – CAPSad 
São instituições assistenciais de alta resolubilidade, com o 
objetivo de reduzir os danos sociais e a saúde. 
Segundo o Ministério de Saúde, os CAPsad deverão oferecer 
atendimento diário, nas modalidades intensivas, semi-intensiva 
e não-intensiva, com planejamentos terapêuticos e específicos 
e oferecimento de tratamento contínuo e precore para a 
redução de danos. 
Desafio: continuidade ao tratamento. O percurso é difícil de 
atingir pois muitos dos que começam acabam tendo 
dificuldades em abandonar a bebida e recaídas. 
Também podem ser necessários cuidados de maior 
complexidade, como nos casos de emergências médicas 
relacionadas ao alcoolismo, como nos casos de 
• Intoxicação aguda 
• Abstinência alcoolica 
• E outros transtornos psiquiátricos 
Necessitando assim de hospitais gerais e psiquiátricos. 
É uma ideia base para que o município possa implantar em 
suas UBS – unidades básicas de saúde 
Equipe 
Agentes comunitários, médicos, enfermeiros, auxiliares de 
enfermagem, assistentes sociais (secretaria de ação social) e 
professores (secretaria de educação) 
Ações propostas de intervenção 
• Campanha de conscientização dos malefícios da bebida 
nas escolas, UBS, ruas e praças 
• Cadastramento da família e identificação de alguém 
alcoólatra 
• Avaliação clínica e psicológica do indivíduo 
• Tratamento com a ajuda dos profissionais da saúde e 
auxilio da família do paciente 
• Reabilitação com ajuda de medicamentos 
• Terapias recreativas → aulas de dança, de musica, jogos, 
práticas esportivas 
• Relatórios feito pela família sobre a evolução do paciente 
e a ficha de acompanhamento da equipe do PSF 
Resultados esperados 
• Diminuir os impactos do álcool, acidentes de trânsito, 
violência doméstica, abandono escolar 
• Ajudar as pessoas alcoólatras a controlar o vício e 
recuperar a autoestima com acompanhamento médico e 
familiar 
São medicamentos disponíveis no tratamento da dependência 
de álcool. 
Dissulfiram (DSF) 
Foi a 1ª intervenção farmacológica aprovada pelo FDA. Para o 
êxito do tratamento, é importante que os pacientes já estejam 
engajados em algum programa de tratamento, sendo eficaz 
quando incorporado a uma abordagem de reforço comunitário 
→ aconselhamento, atividades de ressocialização e 
recreacionais que estimulem a abstinência. 
• Mecanismo de ação 
O DSF é um inibidor irreversível da acetaldeído-
desidrogenase (ADH) , ocasionando um acúmulo de 
acetalteído no organismo de 5 a 10 vezes acima do nível. 
 
Naltrexona 
É um antagonista opioide utilizado como coadjuvante das 
intervenções psicossociais no tratamento ambulatorial do 
alcoolismo. Os antagonistas opioides atenuam os efeitos 
prazerosos do consumo de álcool. 
• Mecanismo de ação 
Reduz o consumo de álcool por bloquear o sinal pós-sináptico 
dos receptores opioides μ S e K nas vias mesolímbicas. 
Acamprosato 
Tem se mostrado eficaz no tratamento da dependência de 
álcool. 
 
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Etilismo 
 
Esther Santos – turma 77 
Etilismo 
• Mecanismo de ação 
Inibe a atividade excitatória glutamatérgica, agindo, 
provavelmente, em uma subclasse dos receptores de 
glutamato (NMDA). 
• Teoricamente, reduz a neurotransmissão excitatória de 
glutamato e aumenta a neurotransmissão inibitória do 
ácido gama-aminobutírico (GABA) 
• Liga-se a e bloqueia certos receptores de glutamato, 
incluindo receptores metabotrópicos de glutamato 
• Como a abstinência alcoólica após administração crônica 
pode levar a atividade excessiva de glutamato e atividade 
deficiente de GABA, o acamprosato pode agir como “álcool 
artificial” para atenuar esses efeitos 
 
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Catabolismo das purinas 
 
Esther Santos - 77 
Catabolismo das purinas 
A degradação dos aminoácidos nucleicos da dieta ocorre no 
intestino delgado, onde um conjunto de enzimas pancreáticas 
hidrolisa os ácidos nucleicos → nucleotídeos 
Dentro das células da mucosa intestinal: 
Nucleotídeos púricos → (por enzimas específicas) 
nucleosídeos + bases livres + ácido úrico como produto final 
 
Síntese de oligonucleotídeos 
As ribonucleases e as desoxirribonucleases, secretadas 
pelo pâncreas → hidrolisam o RNA e o DNA da dieta → 
oligonucleotídedos 
3’ e 5’-mononucleotídeos 
Oligonucleotídeos → hidrolisados pelas fosfodiesterases 
pancreáticas → produzindo uma mistura de 3’ e 5’-
mononucleotídeos 
 
Nucleosídeos e bases livres 
Nas células da mucosa intestinal, uma família de 
nucleotidases → hidrolisa e remove os grupos fosfato → 
nucleosídeos → posteriormente degradados a bases livres 
Ácido úrico 
As bases púricas da dieta não são muito usadas para a síntese 
de ácidos nucleicos teciduais, em vez disso, elas são 
convertidas em ácido úrico pelas células da mucosa 
intestinal. 
A maior parte do ácido úrico → entra no sangue → excretado 
na urina 
Observação 
Os mamíferos expressam a enzima urato-oxidase, que cliva o 
anel púrico, gerando alantoína. 
Assim, o uso da orato-oxidase recombinante é uma estratégia 
terapêutica promissora para diminuir os níveis de urato 
 
Reação [01] 
Enzima: AMP-desaminase ou adenosina-desaminase 
Grupo amino é removido do AMP para produzir IMP, ou o grupo 
amino é removido da adenosina para produzir inosina. 
Reação [02] 
Enzima: 5’-nucleotidase 
AMP → convertida em adenosina 
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Catabolismo das purinas 
 
Esther Santos - 77 
Catabolismo das purinas 
IMP → convertido em inosina 
GMP → convertido em guanosina 
Reação [03] 
Enzima: purina-nulcosídeo fosforilase 
A iosina e a guanosina são convertidas pela enzima em suas 
respectivas bases púricas 
Inosina → hipoxantina 
Guanosina → guanina 
Reação [04] 
Enzima: guanase 
A guanina é desaminada, formando xantina 
Reação [05] 
Enzima: xantina-oxidase 
A hipoxantina é oxidada → xantina → oxidada novamente – 
produzindo ácido úrico, que é o produto final da degradação 
de purinas em humanos 
O ácido púrico é principalmente excretado na urina 
A gota caracteriza-se por altos níveis de ácido úrico no 
sangue (hiperuricemia) como resultado de sua superprodução 
ou de sua baixa excreção. 
hiperuricemia 
Pode resultar na deposição de cristais de urato monossódico 
nas articulações e em uma resposta inflamatória dos cristais → 
causa um quadro agudo e posteriormente → artrite gotosa 
crônica 
 
• Gota tofácea crônica → quando as massas nodulares de 
cristais de urato monossódico (tofo) são depositadas nos 
tecidos moles do corpo 
 
• Formação de pedras de ácido úrico nos rins (urolitíase) 
também podem ocorrer 
A hiperuricemia é assintomática e não leva à gota 
necessariamente, mas a gota é precedida pela hiperuricemia 
Baixa excreção de ácido úrico 
Na maioria dos pacientes, a hiperuricemia que leva à gota é 
causada pela baixa excreção de ácido úrico 
• Primária 
Resultando de problemas excretórios hereditários ainda não 
identificados 
• Secundaria 
Processos patológicos afetam a maneira como os rins 
processam o urato 
• Acidose láctica → causada pelo alcoolismo (lactato e 
urato competem pelo menos transportador renal) 
• Degradação acelerada do ATP (como por abuso do 
etanol, doenças de armazenamento do glicogênio, 
ingestão de frutose e exercício muscular intensivo) → 
hiperprodução de ácido úrico 
• Dieta → ingestão excessiva de purinas na dieta 
• Fatores ambientais 
o Uso de fármacos como os diuréticos tiazídicos 
o Exposição ao chumbo (gota saturnina) 
Superprodução de ácido úrico 
Causa menor comum de gota por hiperuricemia pela 
superprodução de ácido úrico. 
• Primária 
Mutações no gene da PRPP-sintase resultando em 
• uma enzima com Vmax aumentado para a produção 
de PRPP 
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Catabolismo das purinas 
 
Esther Santos - 77 
Catabolismo das purinas 
• Um menor Km (alta sensibilidade) para a ribose-5-
fosfato 
• Sensibilidade diminuída aos nucleotídeos púricos 
Em cada um desses casos → aumenta a disponibilidade de 
PRPP → aumenta a produção das purinas → degradação das 
purinas → níveis elevados de ácido úrico plasmático 
• Secundária 
É tipicamente consequencia do aumento da disponibilidade da 
purinas, como em pacientes com doenças 
mieloproliferativas, ou aquelas submetidas à quimioterapia, 
os quais possuem alta taxa de renovação celular. 
Intolerância à frutose e doença de Von Gierke também podem 
levar à hiperuricemia que leva à gota 
No organismo, o alopurinol é convertido em oxipurinol, que 
inibe a xantina-oxidase → resultando no acumulo de 
hipoxantina e xantina → são mais solúveis que ácido úrico, 
portanto, possuem menor probabilidade de promoverem uma 
resposta inflamatória 
 
A ingestão de álcool → aumenta a uricemia por incrementar a 
degradação de ATP em AMP que é rapidamente convertido 
em ácido úrico 
A desidratação e a acidose metabólica relacionadas ao 
consumo excessivo de bebidas alcoolicas reduzem a excreção 
renal de ácido úricom contribuindo para a hiperuricemia 
A ingestão dietética de purinas pode contribuir 
substancialmente para os níveis de ácido úrico no sangue. 
O RNA tem um efeito maior que as quantidades de DNA nos 
alimentos. 
Redução do risco de desenvolver gota 
Alimentos vegetais e produtos à base de soja e laticínios 
Vegetais ricos em purinas são excelentes fontes de proteínas, 
fibras, vitaminas e minerais, sendo essenciais a uma 
alimentação adequada 
Aumento do risco 
Alimentos ricos em purinas (animal) = dietas hiperproteicas, 
carne e frutos do mar 
O tratamento da gota basicamente divide-se em 2 etapas: 
1. Manejo da crise aguda 
2. Terapia a longo prazo 
 
Para crises de baixa ou moderada intensidade, a monoterapia 
é recomendada e pode ser iniciada tanto com anti-inflamatórios 
não esteroides quanto colchicina ou corticoteroides. 
Esses remédios tem ação anti-inflamatória porque a gota 
aguda (conhecida como uma das experiencias mais dolorosas, 
no mesmo nível do parto e de cólicas viscerais) é iniciada 
quando: 
Macrófagos no líquido sinovial → fagocitam cristais de urato → 
criam cascata inflamatória → liberam mediadores e fazem 
quimiotaxia de neutrófilos. 
Entre os remédios 
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Catabolismo das purinas 
 
Esther Santos - 77 
Catabolismo das purinas 
• Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) → 
indometacina é o mais comum 
• Colchicina 
• Corticosteroides sistêmicos (CS) 
Ao se iniciar essa terapia, há 3 metas a se atingir 
1. Reduzir os níveis circulantes de urato para baixo ponto de 
saturação 
2. Manter o ácido úrico circulante (AUC) menor que 6mg/dL 
3. Prevenir a formação de novos cristais de urato 
Todavia, não se deve ser aplicada apenas em parâmetros 
medicamentosos, pois o tratamento não farmacológico 
também tem uma função importante. 
Tratamento não farmacológico 
Conscientizar o paciente da etiologia e das modificações no 
seu estilo de vida que podem impedir que novas crises 
aconteçam 
• Fatores de risco modificáveis 
o Hiperuricemia 
o Obesidade 
o Hipertensão 
o Dislipidemia 
o Doença isquêmica cardiovascular 
o Diabetes melitus 
o Doença renal crônica 
o Fatores dietéticos 
• Orientação sobre medidas de controle devem ser feitas 
o Redução da massa corporal 
o Redução do consumo de cerveja e destilados 
o Redução de alimentos ricos em purinas → carne 
vermelhas e frutos do mar 
o Redução do consumo de alimentos riscos em 
frutose, como maça e laranja 
Tratamento medicamentoso 
• Inibidores da xantina oxidase 
São drogas que diminuem a concentraçãode uratos por meio 
da inibição da sua síntese. 
A enzima xantina oxidase (XO) catalisa a conversão de 
hipoxantina em xantina e xantina em urato. 
 
2 fármacos capazes: alopurinol e febuxostate 
No organismo, o alopurinol é um inibidor competitivo da 
hipoxantina oxidase e xantina oxidase (XO) → é convertido em 
oxipurinol, que inibe a xantina-oxidase → resultando no 
acumulo de hipoxantina e xantina → são mais solúveis que 
ácido úrico, portanto, possuem menor probabilidade de 
promoverem uma resposta inflamatória 
Agentes uricosúricos 
• Probenecida 
• Benzobromarona 
• Sulfinpirazona 
São ácidos orgânicos cujo principal efeito é aumentar a 
excreção renal de ácido úrico, isso por inibição de 
transportadores de ânions no túbulo contorcido proximal 
(URAT1) responsáveis pela reabsorção de urato. 
Pegloticase 
A enzima uricase, que não está presente em mamíferos 
catalisa a reação de: 
Ácido úrico → alantoína (produto pouco tóxico e facilmente 
excretado pelos rins) 
A pegloticase (uricase peguilhada) pode exercer as mesmas 
funções dessa enzima → diminui ácido úrico – 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Catabolismo das purinas 
 
Esther Santos - 77 
Catabolismo das purinas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Esther Santos – turma 77 
Exames laboratoriais e alcool 
As enzimas que catalisam a transferência de um grupo amina 
(NH3) de um aminoácido para o alfa-cetoglutarato, dormando 
cetoácido e ácido glutâmico. Possuem alta atividade 
metabólica no coração, fígado, músculo e cérebro. 
Transaminase oxalacética-glutâmica (TGO) = asparatato 
aminotransferase (AST) 
• Está presente no citoplasma e nas mitocôndrias, então sua 
elevação indica um comprometimento celular mais 
intenso 
• No caso do hepatócito, eleva por um tempo mais 
prolongado nos casos de hepatites alcoolicas 
• São comuns também no infarto agudo do miocárdio 
Transaminase-glutâmico-pirúvica (TGP) = alanina 
aminotransferase (ALT) 
• Origem predominantemente citoplasmática, fazendo com 
que se eleve rapidamente após lesão hepática, 
• Marcador mais sensível de lesão celular hepática 
Determinação laboratorial 
TGO (AST) → varia de 5 a 34 U/L 
TGP (ALT) → varia de 6 a 37 U/L 
O ácido úrico é um elemento químico proveniente da 
degradação de DNA e RNA, ácidos nucleicos. Ele representa 
o produto final do metabolismo das purinas e pode ser 
excretado na urina. 
Metabolismo normal do ácido úrico 
• Produção 
Formado a partir da xantina pela ação da xantina-oxidase, no 
fígado, medula óssea e músculos. O ácido úrico é produzido 
pelo metabolismo das purinas exógenas e endógenas 
As purinas na forma exógena → obtidas pela dieta → 
alimentos ricos em proteínas e ácidos nucleicos, como também 
elevado consumo de álcool induzem a maior produção de 
ácido úrico. 
Purinas na fonte endógena → sintetizadas a partir de 
pequenos fragmentos (NH3, CO2 e glicina) e usadas 
anabolicamente para a produção de ácidos nucleicos. 
Determinação laboratorial 
A determinação de faz por métodos químicos que induzem a 
oxidação do ácido úrico e produzem o composto alantoina. 
 
Gota 
Desencadeada pela excessiva elevação do ácido úrico – 
hiperuricemia, é marcada por ataques transitórios de artrite 
aguda iniciada pela cristalização de uratos dentro e em volta 
das juntas. 
• Gota 1ª 
o 90% dos casos 
o Defeitos de enzimas do metabolismo das purinas 
o Superprodução de ácido úrico 
o Excreção aumentada ou diminuída pelos rins 
• Gota 2ª 
o 10% dos casos 
o Está associada a doenças que elevam a produção 
de ácidos nucleicos (DNA e RNA) 
o Leucemia (excessiva produção de ácido úrico) 
o Erros inatos do metabolismo (excessiva produção 
de ácido úrico) 
o Insuficiência renal crônica (redução da excreção de 
ácido úrico pela urina) 
 
Produzida no fígado como consequência da degradação de 
proteínas. Além disso, uma certa quantidade é formada no 
cólon por ação de bactérias. A NH3 também é produzida nos 
túbulos renais por desaminação do ácido glutâmico nas células 
tubulares e é secretada para a urina. 
Exame laboratorial 
É feito a partir da coleta de sangue, sendo o teste enzimático o 
mais sensível. 
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Esther Santos – turma 77 
Exames laboratoriais e alcool 
 
Cirrose hepática 
Nos casos de cirrose grave, o fígado torna-se incapaz de 
converter amônia em ureia. Dessa forma, a concentração de 
ureia no sangue diminui e ocorre elevação de amônia devido 
ao desequilíbrio da homeostase do nitrogênio 
 
 
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Esther Santos – turma 77 
 
 
As vitaminas são compostos orgânicos que o corpo humano 
não consegue sintetizar em quantidades adequadas, por isso, 
devem ser supridos pela dieta. 
Existem proteínas hidrossolúveis e lipossolúveis 
• Hidrossolúveis 
Complexo B + vitamina C 
• Lipossolúveis 
São liberadas, absorvidas e transportadas com gordura da 
dieta. Elas não são facilmente excretadas na urina, e certas 
quantidades são armazenadas no fígado e no tecido 
adiposo. 
Vitaminas A, D, E e K 
Obs: excesso de vitamina A e D acima das recomendações 
dietéticas pode levar ao acumulo de quantidades tóxicas 
Importância 
Muitas das hidro são precursoras de coenzimas para as 
enzimas do metabolismo intermediário. Somente a vitamina K 
(lipossolúvel) tem função de coenzima também. 
 
ÁCIDO FÓLICO 
Ou folato desempenha papel chave no metabolismo dos 
grupos de um carbono. 
Função do ácido fólico 
O tetra-hidrofolato (folato reduzido) recebe fragmentos de um 
carbono de doadores como a 
• Serina 
• Glicina 
• Histidina 
E os transfere para intermediários da síntese de aminoácidos, 
purinas e TMP (monofosfato de timidina), uma pirimidina 
encontrada no DNA. 
 
Anemias nutricionais 
Anemia → condição na qual o sangue apresenta baixa 
hemoglobina, reduzindo a capacidade de transportar oxigênio. 
As anemias nutricionais podem ser classificadas de acordo 
com o tamanho dos eritrócitos ou com o volume corpuscular 
médio. 
• Anemia microcítica 
Causada por falta de ferro, é a forma mais comum de anemia 
nutricional. 
• Anemia macrocítica (ou megaloblástica) 
Resulta da deficiência em ácido fólico ou B12. A deficiências 
dessas vitaminas causa o acúmulo de precursores grandes e 
imaturos no eritrócito, conhecido como megaloblastos, na 
medula óssea e no sangue. 
 
Folato e anemia 
Níveis séricos inadequados de folato podem ser causado por 
• Aumento na demanda (ex. gestação e lactação) 
• Patologia do intestino delgado → alcoolismo, 
metotrexano (fármaco inibidor da di-hidrofolato-redutase) 
 
O principal resultado da falta de ácido fólico é a ameia 
megaloblástica, causada pela diminuição na síntese de 
purinas e TMP, o que leva a uma incapacidade da célula 
(incluindo precursores de eritrócitos) de produdir DNA, o que a 
impede de se dividir. 
 
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Esther Santos – turma 77 
 
 
 
Folato e defeitos no tubo neural em fetos 
A espinha bífida e a anencefalia são exemplos de defeitos no 
tubo neural que podem ser impedidas caso ocorra a 
suplementação de folato antes da concepção e no 1º trimestre 
de gestação. 
Entretanto, existe uma relação de altas doses de ácido fólico 
(>0,8 mg/dia) e o aumento do risco de câncer, por isso a 
suplementação não é recomendada para adultos de meia idade 
e idosos. 
COBALAMINA (VITAMINA B12) 
Em humanos, a B12 é necessária para 2 reações enzimáticas 
essenciais: 
• Remetilação em homocisteína → cisteína (que é 
produzida durante a degradação de alguns aminoácidos) 
• Isomerização do metilmalonil-coa → produzida durante a 
degradação de ácidos graxos com número ímpar de 
carbono 
 
Quando há deficiência de vitamina B12: 
• ácidos graxos incomuns se acumulame são 
incorporados nas membranas celulares, incluindo as do 
sistema nervoso, contribuindo para algumas 
manifestações neurológicas. 
Estrutura da cobalamina e suas formas de coenzima 
A vitamina B12 é chamada de cianocobalamina (CN) e suas 
coenzimas são a metilcobalamina e 5’-
desoxiadenosilcobalamina 
 
Distribuição da cobalamina 
A vitamina B12 é sintetizada apenas por microorganismos, 
não está presente nos vegetais. 
Os animais obtêm a vitamina pré-formada a partir de sua flora 
bacteriana natural ou pela ingestão de alimentos derivados 
de outros animais. 
• Fígado, ovos, ostras, camarões frescos e carnes de porco 
e galinha 
Hipótese da captura do folato 
Os efeitos da deficiência de cobalamina são mais 
pronunciado em células que se dividem rapidamente → tecido 
eritropoiético da medula óssea e as células da mucosa 
intestinal. 
Essa hipótese diz que a deficiência de cobalamina conduz à 
deficiência das formas de tetra-hidrofolato necessários para a 
síntese de purinas e de TMP (ajudam na replicação do DNA), 
resultando → anemia megaloblástica. 
Esses tecidos necessitam da B12 para metilar a homocisteína 
à cisteina (para replicar o DNA), dependendo da transformação 
do N5-metil-tetra-hidrofolato em tetra-hidrofolato. 
Assim, há um acúmulo de N5-metil-tetra-hidrofolato e falta de 
tetra-hidrofolato, prejudicando a síntese de DNA e causando 
a anemia megaloblástica. 
Indicações clínicas de vitamina B12 
Ao contrário de outras vitaminas hidrossolúveis, quantidades 
significativas de B12 (4 a 5 mg) são armazenadas no 
organismo. Por isso, pode demorar anos para que uma pessoa 
desenvolva sintomas clínicos de falta de B12 em uma situação 
de gastrectomia total ou parcial e, por isso, não conseguem 
mais absorver a vitamina. 
 
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Anemia perniciosa 
A deficiência de cobalamina (B12) resulta mais de falhas de 
absorção no intestino do que ausência dela na dieta (por que 
ela tem grandes quantidades armazenadas). 
• Mecanismo de absorção da B12 
Vitamina B12 obtida da dieta → células parietais do estomago 
produzem fator intrínseco (FI) → intestino → B12 se liga ao 
fator intrínseco FI → complexo FI-cobalamina → se liga a 
receptores específicos na superfície das células mucosas do 
íleo → absorção de B12 → circulação 
 
• Causas da deficiência 
Idosos → a má absorção de cobalamina é frequentemente 
devida à reduzida secreção de ácido gástrico (HCL), levando à 
anemia perniciosa. 
Maioria dos casos → destruição autoimune das células 
gástricas parietais, que são responsáveis pela síntese do fator 
intrínseco (FI) 
• Consequências da deficiência 
Paciente frequentementes anêmicos e com o desenvolver da 
doença começam a aparecer sintomas neuropsiquiátricos. Os 
efeitos sobre o SNC são irreversíveis. 
• Tratamento 
Tratada pela administração oral de altas doses de B12 ou 
injeção intramuscular (IM) de cianocobalamina (uma das 
formas) 
• Diagnóstico 
A deficiência pode ser medida por níveis de ácido 
metilmalônico no sangue, o qual está elevado em indivíduos 
com baixo consumo ou na absorção diminuída de B12. Pois 
ela transforma esse ácido em metilmalonil-coa na degradação 
de ácidos graxos de cadeia ímpar 
 
ÁCIDO ASCÓRBICO (VITAMINA C) 
A forma ativa da vitamina C é o ácido ascórbico. A principal 
função do ascorbato é de agente redutor em diversas reações 
diferentes. 
 
A vitamina C é necessária para a manutenção do tecido 
conjuntivo normal (coenzima na hidroxilação do colágeno)e 
recomposição de tecidos danificados. Ela também facilita a 
absorção intestinal de Fe da dieta. 
Deficiência de ácido ascórbico 
Resulta no escorbuto → gengivas doloridas e esponjosas, 
dentes frouxos, vasos sanguíneos frágeis, edemas nas 
articulações e anemia. 
 
Muitos dos sintomas podem ser explicados pela deficiência de 
adicionar -OH no colágeno, resultando em um tecido conjuntivo 
defeituoso. 
Prevenção de doença crônica 
A vitamina C é um nutriente do grupo que inclui a vitamina E e 
o B-caroteno, conhecidos por sua função antioxidante. 
O consumo de dietas ricas em vitaminas C e E → diminui 
incidência de doenças crônicas, como a doença cardíaca 
coronariana e o câncer. 
 
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PIRIDOXINA - VITAMINA B6 
Vitamina B6/ piridoxina / piridozal / piridoxamina → derivados 
da piridina. 
• Piridoxina → plantas 
• Piridoxal e piridoxamina → origem animal 
Todos os 3 compostos servem como precursores da coenzima 
piridoxal-fosfato → catalisa reações envolvendo 
aminoácidos. 
 
Indicações clínicas de B6 
Deficiências de B6 são muito raras, mas elas podem ser usadas 
na clinica médica. 
A suplementação de B6 na dieta é um adjuvante para o 
tratamento da tuberculose, que utiliza o fármaco isoniazida. 
Esse fármaco pode induzir a deficiência de B6 por formar um 
derivado inativo com o piridoxal-fosfato. 
Toxicidade da piridoxina 
É a única hidrossolúvel com toxicidade relevante. Sintomas 
neurológicos (neuropatia sensorial) têm sido observados com 
ingestão superior a 200 mg/dia, 100x maior do que a 
recomendada. 
TIAMINA – VITAMINA B1 
Forma ativa → pirofosfato de tiamina → formada pela 
transferência de um grupo PiPi do ATP para a tiamina. 
 
O pirofosfato de tiamina serve como coenzima na formação ou 
na degradação de alda-cetóis pela transcetolase e na 
descarboxilação oxidativa dos alfa-cetoácidos 
 
Indicações clínicas para a tiamina (B1) 
A tiamina serve como coenzima na descarboxilação oxidativa 
do piruvato e do alfa-cetoglutarato, compostos importantes 
para tecidos do sistema nervoso. 
Na deficiência de tiamina → a atividade das 2 reações de 
desidrogenases é diminuída → diminuição na produção de 
ATP → prejuízo na função celular. 
Obs: a deficiência de B1 é diagnosticada pelo aumento na 
atividade da transcetolase em eritrócitos, observado após 
adição de pirofosfato de tiamina. 
• Beribéri 
Grave síndrome de deficiência de B1, observadas onde o 
arroz polido é o principal componente da dieta. 
Em bebês → sinais de taquicardia, vomito, convulsões e morte 
se não for tratada. E pode ter rápido inicio em lactentes cujas 
mães são deficientes de tiamina. 
Adultos → caracterizado por pele seca, irritabilidade, 
pensamento desordenado e paralisia progressiva 
• Síndrome de Wernicke-Korsakoff 
A deficiência de tiamina, que é encontrada principalmente em 
associação ao alcoolismo crônico, é devida à insuficiência 
dietética ou absortiva da vitamina no intestino. 
Caracterizado por consequências neurológicas → apatia, 
perda de memória, ataxia e nistagmo. 
NIACINA 
Niacina ou ácido nicotínico é um derivado substituído da 
piridina. 
Formas biologicamente ativas da coenzima: 
• NAD + (nicotinamida-adenina-dinucleotídeo) → NADH 
(forma reduzida) 
• NADP+ (derivado do NAD+ fosforilado) → NADPH (forma 
reduzida) 
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Estas servem como coenzimas em reações de oxidação-
redução 
A nicotinamida, um derivado do ácido nicotínico também 
ocorrem na dieta → desaminada no organismo → 
nutricionalmente equivalente ao ácido nicotínico 
Distribuição da niacina 
É encontrada em: 
• Grãos enriquecidos e não refinados 
• Cereais e leite 
• Carnes magras, principalmente fígado 
Obs: milho é pobre em niacina e triptofano, dietas baseadas 
em milho podem causar pelagra 
Indicações clinicas para a niacina 
• Pelagra 
A deficiência de niacina causa pelagra → envolve pele, TGI e 
SNC 
‘’doença dos 3Ds → dermatite, diarreia e demência (e morte se 
não tratar) 
• Tratamento da hiperlipidemia 
Útil no tratamento da hiperlipoproteinemia do tipo IIb → VLDL 
e LDL elevadas. 
A niacina inibe fortemente a lipólise do tecido adiposo – o 
produtor primário dos AGL na circulação que o fígado usa parasintetizar TAGs. 
Assim, niacina causa a diminuição na síntese hepática de 
TAGs necessários para a produção de VLDL. São diminuídos 
no plasma tanto o triacilglicerol da VLDL como o colesterol (na 
VLDL e na LDL). 
RIBOFLAVINA – VITAMINA B2 
As duas formas biologicamente ativas são: 
• FMN (flavina mononucleotideo) → FMNH2 (reduzida) 
• FAD (flavina adenina dinucleotideo) → FADH2 (reduzida) 
Elas são formadas pela transferência da porção de AMP do 
ATP para o FMN. 
 
Se encontram fortemente ligadas a flavoenzimas que 
catalisam oxidação ou redução de um substrato. 
Deficiência de riboflavina 
Os sintomas incluem, dermatite, queilose (fissurras no canto da 
boca) e glossite (língua com aparência lisa e púrpura) 
BIOTINA 
É uma coenzima nas reações de carboxilação, em que serve 
como carreadora do CO2 ativado. A biotina liga-se aos grupos 
amino de resíduos de lisina as enzimas dependentes de 
biotina. 
 
A deficiência não ocorre naturalmente, pois a vitamina está 
amplamente distribuída nos alimentos e uma grande 
porcentagem necessária para os humanos é suprida por 
bactérias intestinais. 
 
ÁCIDO PANTOTÊNICO 
É um componente da coenzima A (CoA) que atua na 
transferência dos grupos acila. A CoA contem um grupo tiol que 
transporta os compostos de acila, como ésteres de tiol 
ativados. 
Atua também como um domínio da proteína carreadora de acila 
(PCA) da síntese dos ácidos graxos. 
A deficiência não está bem estabelecida. 
Fontes de alimentos 
• Ovos 
• Fígado 
• Leveduras 
 
 
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VITAMINA A – RETINOL (RETINÓIDES) 
A família de retinóides são essenciais para a visão, 
reprodução, crescimento e manutenção dos tecidos 
epiteliais. 
O ácido retinóico, derivado da oxidação do retinol da dieta, 
medeia a maioria das reações dos retinoides, exceto para a 
visão, que depende do retinal (derivado do aldeídico do 
retinol). 
Estrutura da vitamina A 
O termo retinoides inclui as formas naturais e sintéticas da 
vitamina A, as quais podem ou não ter atividade de vitamina A. 
• Retinol 
Encontrado em tecidos animais 
 
• Retinal 
Aldeído derivado da oxidação do retinol. O retinol e o retinal 
podem ser facilmente interconvertidos 
 
• Ácido retinóico 
É o ácido derivado da oxidação do retinal. Não pode ser 
reduzido no organismo (não pode originar retinol ou retinal) 
 
• Beta-caroteno 
Contido em alimentos de origem vegetal, pode ser clivado 
oxidativamente em 2 retinal, porém em humano a conversão é 
ineficiente e o retinol tem mais atividade do que o beta-
caroteno. 
Absorção e transporte da vitamina A 
 
• Transporte para o fígado 
Esteres de retinol da dieta → hidrólise na mucosa intestinal → 
retinol + ácidos graxos livres 
O retinol presente → reesterificado → vira ácidos graxos de 
cadeia longa na mucosa do intestino → secretado como 
componente dos quilomicra linfático. 
• Liberação a partir do fígado 
Quando necessário, o retinol é liberado do fígado → tecidos 
extra-hepáticos por uma proteína ligadora de retinol (PLR). 
Complexo PLR-retinol → receptores dos tecidos periféricos → 
entrada. 
 
 
 
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Mecanismo de ação da vitamina A 
 
Retinol é oxidado → ácido retinóico → liga-se a proteínas 
receptoras específicas no núcleo de células alvo (como as 
epiteliais) 
Complexo receptor ativado → interage com a cromatina 
nuclear → regula a síntese de RNA retinoide-específico → 
controlando a produção de proteínas que medeiam diversas 
funções fisiológicas, como o controle da expressão do gene da 
queratina 
Funções da vitamina A 
• Ciclo visual 
A vitamina A é componente dos pigmentos visuais das células 
cones e bastonetes. A rodopsina, pigmento visual dos 
bastonetes da retina, consiste em 11-cis-retinal ligado à opsina. 
➔ Processo que origina um impulso nervoso que é 
transmitido do nervo óptico para o encéfalo: 
Rodopsina exposta a luz → ocorre isomerizações fotoquímicas 
→ desbotamento do pigmento visual → liberação de retinal 
todo-trans e opsina. 
Posteriormente, a rodopsina é regenerada por uma série de 
reações, que acontecem similarmente para produzir a visão de 
cores nos cones 
• Crescimento 
Deficiência de vitamina A → menor taxa de crescimento nas 
crianças pois o desenvolvimento ósseo é mais lento 
• Reprodução 
Retinol e retinal são essenciais para a reprodução normal, 
mantendo a espermatogênese e prevenindo a reabsorção fetal 
nas fêmeas. 
• Manutenção das células epiteliais 
Promovido pelo ácido retinóico, essencial para a diferenciação 
dos tecidos epiteliais e para a secreção normal de muco. 
Alimentos com vitamina A 
Fígado, rim, nata, manteiga e gema de ovo → vitamina A pré-
formada 
Frutas e vegetais amarelos e verde escuros → fontes de 
carotenos, precursores da vitamina A 
Indicações clínicas 
Retinol e precursores → usados como suplementos dietéticos 
Formas de ácido retinóico → usados na dermatologia 
• Deficiência dietética 
A vitamina A é usada em pacientes com cegueira noturna 
(primeiro sinal), pois o limiar visual aumenta, dificultando a 
visão em ambientes com pouca luz. A deficiência prolongada 
pode levar à perda irreversível do número de células visuais. 
 A deficiência grave leva à xeroftalmia, ressecamento da 
conjuntiva e da córnea e se não for tratada, leva à ulceração da 
córnea → cegueira (devido à formação de tecido de 
cicatrização opaco) 
• Acne e psoríase 
Problemas dermatológicos, como acne e psioriase são tratados 
com ácido retinóico ou seus derivados e também no 
tratamento de leucemia promielocítica. 
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Toxicidade dos retinoides 
• Vitamina A 
Ingestão excessiva de mais de 7,5 mg/dia → Hipervitaminose 
A (síndrome tóxica). Dentre os sinais, a pele se torna seca e 
prurítica (por causa de uma menor síntese de queratina), o 
fígado apresenta aumento e pode torna-se cirrótico. No sistema 
nervoso pode surgir um aumento na pressão intracraniana, 
podendo mimetizar sintomas de tumor encefálico. 
Gestantes não podem ingerir quantidades excessivas de 
vitamina A pois pode causar má formações no feto 
• Isotretinoína 
Conhecido como roacutan, é absolutamente contraindicado a 
gestantes por ser um teratógeno potente. 
O tratamento prolongado com isotretinoína leva à 
hiperlipidemia e um aumento da relação LDL/HDL → risco 
aumentado de doença cardiovascular 
VITAMINA D 
Grupo de esteroides que apresentam funções similares às dos 
hormônios. 
Molécula ativa → 1,25-diOH-D3 que se liga a proteínas 
receptores intracelulares e interage com DNA de células-alvo 
→ estimula a expressão gênica ou reprime a transcrição. 
A ação mais proeminente da molécula ativa da vitamina D é a 
regulação dos níveis plasmáticos de cálcio e fósforo. 
Distribuição da vitamina D 
• Dieta 
Fontes de vitamina D pré formada (é uma necessidade dietética 
apenas em indivíduos com exposição limitada à luz do sol) 
- ergocalciferol (vitamina D2) em plantas 
- colecalciferol (D3) encontrado em animais 
 
• Precursor endógeno da vitamina 
O 7-desidrocolesterol (intermediário da síntese de colesterol) 
→ convertido em colecalsiferol na derme e epiderme quando 
há luz solar. 
Metabolismo da vitamina D 
 
 
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• Formação do 1,25diOH-D3 
Reações de hidroxilação convertem as vitaminas D2 e D3 na 
forma ativa da vitamina D. 
1ª → uma hidroxilase no fígado hidroxila na posição 25, 
formando 25-hidroxi-colecalciferol, 25-OH-D3 (forma 
predominante de vitamina D no plasma e de armazenamento) 
2ª → 25-hidroxicalciferol-1-hidroxilase no fígado, hidroxila a 
posição 1 da 25-OH-D3, formando 1,25-diOH-D3 (calcitriol) 
Obs: essasduas hidroxilases são uma proteína contendo 
citocromo P450 (CYP) 
• Regulação da 25-hidroxicalciferol-1-hidroxilase 
O 1,25-diOH-D3 é o metabólito mais potente da vitamina D e 
sua formação é fortemente regulada pelos níveis plasmáticos 
de fosfato e cálcio. 
→ Aumenta a atividade 
o Baixo fosfato plasmático 
o Indiretamente pela diminuição de cálcio plasmático 
que dispara a liberação do hormônio paratireóideo 
(PTH) 
o Hipocalcemia (deficiência de cálcio na dieta) 
→ Diminui atividade 
o Diminuída por excesso de 1,25-diOH-D3, o produto 
da reação 
 
Funções da vitamina D 
A função geral do 1,25-diOH-D3 é a manutenção de níveis 
plasmáticos de Ca, feita com as seguintes estratégias: 
1) Aumento na captação de cálcio no intestino 
2) Minimização da perda de cálcio pelo rim 
3) Estimulo da reabsorção óssea quando preciso 
• Efeito na vitamina D o intestino 
O 1,25-diOH-D3 estimula a absorção intestinal de Ca e 
Fosfato. Isso acontece pois ele se liga a um receptor citosólico 
e o complexo formado move-se para o núcleo para interagir 
seletivamente com o DNA. 
Assim, há um aumento na captação de cálcio por aumento na 
síntese de uma proteína ligadora de cálcio. 
• Efeito da vitamina D sobre os ossos 
O 1,25-diOH-D3 estimula a mobilização de cálcio e fosfato dos 
ossos por um processo que necessita da síntese proteica e da 
presença de PTH. 
O resultado é o aumento no cálcio e no fosfato plasmático, 
assim, os ossos são reservas importantes de cálcio que podem 
ser mobilizadas para manter os níveis plasmáticos. 
alimentos que contêm vitamina D 
ocorre naturalmente em peixes gordurosos, fígado e gema de 
ovo. O leite, a menos que seja fortificado artificialmente, não é 
uma boa fonte dessa vitamina. 
Indicações clínicas 
• Raquitismo nutricional 
Falta de vitamina D (exposição insuficiente à luz solar ou no 
consumo da vitamina) causa a desmineralização dos ossos, 
resultando em raquitismo em crianças e osteomalácia em 
adultos. É mais vista nas latitudes do norte (menor síntese de 
vitamina D por ter baixa exposição à luz UV) 
O raquitismo → formação continua da matriz de colágeno dos 
ossos, mas com mineralização incompleta → ossos flexíveis e 
maleáveis 
Osteomalácia → a desmineralização dos ossos preexistentes 
aumenta a suscetibilidade de fraturas 
Níveis séricos adequados → prevenção contra quedas em 
idosos e aumento da força muscular a massa óssea 
 
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• Osteodistrofia renal 
Diminuição na capacidade de produzir a forma ativa da 
vitamina D → falência renal crônica. 
A suplementação com calcitriol é uma terapia eficiente, essa é 
acompanhada pela terapia de redução do fosfato para prevenir 
a hiperfosfatemia (devido à falência renal) e a precipitação de 
cristais de fosfato de cálcio. 
• Hipoparatireoidismo 
A ausência do hormônio paratireóideo causa hipocalcemia e 
hiperfosfatemia. Esses pacientes podem ser tratados com 
calcitriol e cálcio (suplementação) 
Toxicidade da vitamina D 
Como as demais lipossolúveis, ela pode ser armazenada no 
organismo, sendo vagarosamente metabolizada. 
Doses altas → perda do apetite, náusea, sede e estupor. 
O aumento na absorção e reabsorção de cálcio pode gerar 
hipercalcemia, que pode levar à deposição de cálcio nas 
artérias e nos rins. 
VITAMINA K 
O principal papel dela é a modificação pós-traducional de vários 
fatores de coagulação sanguínea, em que ela serve de 
coenzima na carboxilação de certos resíduos de ácido 
glutâmico presente nessas proteínas. 
Ela existe de várias formas → filoquinona nas plantas (vitamina 
K1) ou menaquinona nas bactérias da flora intestinal 
(vitamina K2). 
Para terapia, usa-se um derivado sintético, a menadiona. 
Alimentos 
Encontrada no repolho, couve-flor, espinafrem gema de ovo e 
fígado. Também há síntese dela pelas bactérias intestinais 
Funções da vitamina K 
• Formação do carboxiglutamato (Gla) 
Vitamina K é necessária parra a síntese hepática de 
protrombina e dos fatores de coagulação sanguínea II, VII, 
IX e X (inicialmente inativas). 
Carboxilação de ácido glutâmico + O2 + CO2 + hidroquinina 
da vitamina K→ produz resíduos Gla → formação de um fator 
de coagulação maduro. 
Obs: a formação de Gla é sensível à inibição por dicumarol 
(anticoagulante) e por varfina (análogo sintético da vitamina K) 
 
• Interação da protrombina com plaquetas 
Os resíduos de Gla da protrombina são bons quelantes de íons 
cálcio → se ligam → complezo protrombina-calcio → liga-se a 
fosfolipídeos na superfície das plaquetas → aumento da taxa 
de conversão proteolítica de protrombina em trombina → 
cascata de coagulação 
 
• Papel dos resíduos de Gla em outras proteínas 
O Gla está presente na osteocalcina dos ossos e na proteína 
C, envolvida em limitar a formação de coágulos sanguíneos 
Indicações clínicas 
• Deficiência de vitamina K 
Uma deficiência verdadeira é incomum pois ela também é 
produzida pela flora bacteriana do intestino ou é obtida pela 
dieta. 
Uso de antibióticos → população bacteriana intestinal diminui 
→ menos vitamina K endógena formada → 
hipoprotrombinemia em indivíduos marginalmente 
subnutridos (como em um paciente geriátrico debilitado) → 
tendência a sangramentos (suplementar com vitamina K) 
Além disso, cefalosporinas de 2ª geração (cefoperazona, 
cefamandol e maxalactam) → causam hipo-protrombinemia 
com mecanismos semelhantes ao da varfina → suplementar 
com vitamina K 
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• Deficiência de vitamina K no recém-nascido 
RN possuem intestinos estéreis e, inicialmente, não possuem 
as bactérias que sintetizam a vitamina K. O leite humano 
fornece 1/5 das necessidades diária, assim, os RN devem 
receber uma dose única intramuscular de vitamina K 
profilaticamente contra doenças hemorrágicas. 
Toxicidade da vitamina K 
A administração prolongada de doses de VK sintéticas 
(menadiona) → pode produzir anemia hemolítica e icterícia 
no bebê devido a efeitos tóxicos na membrana dos eritrócitos. 
VITAMINA E 
Consiste em 8 tocoferóis de ocorrência natural, em que o alfa-
tocoferol é o mais ativo. Sua função é como antioxidante na 
prevenção da oxidação não-enzimática de componentes 
celulares (como ácidos graxos poli-insaturados) pelo O2 e 
radicais livres. 
 
Alimentos 
Óleos vegetais são ricos, ovos e fígado possuem quantidades 
moderadas. As necessidades aumentam na medida em que 
aumenta a ingestão de AG poli-insaturados 
Deficiência de vitamina E 
Está quase inteiramente restrita a bebês prematuros. 
Adultos → associada a defeitos no transporte e absorção de 
lipídeos. 
Os sinais de deficiência em humanos → sensibilidade dos 
eritrócitos a peróxidos e o aparecimento de membranas 
celulares anormais 
Indicações clínicas 
Não é recomendada para a prevenção de doenças crônicas, 
como doença cardíaca coronariana e câncer. Testes em 
clínicos não obtiveram benefícios cardiovasculares como 
também apresentaram aumento na incidência de acidente 
vascular cerebral. 
Toxicidade da vitamina E 
É a menos tóxica das vitaminas lipossolúveis e não tem sido 
observada qualquer toxicidade em doses de 300 mg/dia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Desnutrição 
A desnutrição é o estado nutricional do indivíduo caracterizado 
pela ingestão insuficiente de energia e nutrientes, que resulta 
da complexa interação entre alimentação, condições 
socioeconômicas e estado de saúde. 
 
Causas primárias 
A pessoa como pouco ou come ‘’mal’’ → alimentação 
quantitativa e qualitativamente insuficiente em calorias e 
nutrientes 
Causas secundárias 
A ingestão nãoé suficiente porque as necessidades 
energéticas aumentaram ou por qualquer outro fator não 
alimentar. 
 Ex: verminoses, câncer, anorexia, alergia, intolerâncias 
alimentares, digestão e absorção deficiente de nutrientes. 
 
A desnutrição leva a uma série de alterações na composição e 
funcionamento do organismo. Quanto mais grave o caso, mais 
graves as repercussões 
• Grande perda muscular e dos depósitos de gordura → 
debilidade física 
• Emagrecimento: peso inferior a 60% ou mais do ideal 
• Desaceleração, interrupção ou até involução do 
crescimento 
• Alterações psíquicas e psicológicas: pessoa retraída, 
apática, triste e estática 
• Cabelo perde a cor, pele descasca e enruga 
• Anemia 
• Alterações ósseas, como a má formação 
• Alterações no SN: estímulos nervosos prejudicados, 
número de neurônios diminuídos, depressão, apatia 
• Alterações nos órgãos e sistemas: respiratório, 
imunológico, renal, cardíaco, hepático etc 
A pessoa desnutrida fica sujeita a infecções por causa da perda 
muscular e queda nas defesas corporais. 
Observada em pacientes a condições médicas que diminuem 
seu apetite ou alteram o modo de digestão e absorção dos 
nutrientes. 
O organismo utiliza as reservas de energia como o glicogênio 
do musculo esquelético e em ultimo recurso os TAGs. 
Observada também em pacientes hospitalizados por grandes 
traumas ou infecções graves. Pode ser observada em crianças 
e idosos desnutridos. 
Duas formas extremas de desnutrição são: 
Kwashiorkor 
• Visto em crianças após desmame perto de fazerem 1 ano, 
quando a dieta consiste em carboidratos praticamente. 
Ocorre quando a privação de proteínas é maior do que a 
redução em calorias totais. Essa privação proteica é associada 
à grave redução da síntese de proteína visceral. 
 
os sintomas típicos incluem: 
• Retardo no crescimento 
• Edema → da falta de proteína plasmática para manter a 
distribuição de água entre sangue e tecidos e pode 
mascarar a perda muscular 
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Desnutrição 
• lesões de pele 
• Despigmentação de cabelo 
• Anorexia 
• Fígado gorduroso 
• Diminuição da concentração plasmática de albumina 
Marasmo 
• Vista em crianças com menos de 1 ano quando o leite 
materno é suplementado com cereais e água (geralmente 
deficiente em proteínas e calorias) 
Ocorre quando a privação de calorias é maior do que a 
redução de proteínas. 
 
Os sintomas típicos incluem: 
• Parada do crescimento 
• Perda muscular extrema (emaciação) 
• Fraqueza 
• Anemia 
Não apresentam edemas ou as mudanças nas proteínas 
plasmáticas como no primeiro tipo de desnutrição. 
 
As alterações metabólicas observadas na desnutrição, incitada 
por fatores externos, têm como consequência aumento das 
necessidades energéticas e proteicas, ocorrendo a má 
absorção dos nutrientes. Resulta também: 
• Diminuição na atividade enzimática responsável pelo 
metabolismo proteico e oxidativo → diminuição da 
massa muscular e da força do músculo esquelético → 
afeta o bom funcionamento do organismo 
• Diminuição da massa magra → diminuição do 
metabolismo basal 
Formas de obtenção de energia pro corpo 
Quando a diminuição do gasto energético não é suficiente para 
compensar a diminuição da ingestão energética, é utilizadas 
algumas fontes de energia: 
• Gordura corporal é utilizada → diminuição da adiposidade 
e peso corporal 
• Massa corporal magra é utilizada → diminui de uma forma 
mais lenta por causa do catabolismo proteico muscular 
para o fornecimento de energia 
• Gordura subcutânea → quando o déficit de energia é 
grave → redução drástica dela e o catabolismo proteico 
gera atrofia muscular 
Variações nos níveis glicêmicos 
Outras complicações metabólicas da desnutrição são: 
hipoglicemia, hiperglicemia, hipotermia e desidratação 
No metabolismo dos carboidratos → ocorre intolerância à 
glicose e à lactose (por diminuição da lactase) 
Fígado → redução da síntese de insulina e estimulo ao 
glucagon → aumento da gliconeogênese a partir de 
aminoácidos livres e glicerol → produz glicose em excesso 
Com a intensificação do uso dessas vias alternativas de 
produção de glicose e diminuição das reservas de 
macronutrientes, torna-se difícil a manutenção e o 
funcionamento adequado dos níveis séricos de glicose → 
originando a hipoglicemia 
Aumento da gliconeogênese → aumenta lactato e piruvato → 
quantidade de glicogênio permanece inalterada 
Energia 
Ocorre uma diminuição de ATP e um aumento de ADP e 
diminuição da creatina fosfato 
Diminuição de NADH no TCA → Diminuição da atividade 
enzimática da cadeia respiratória (citocromo c oxidase) → 
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Desnutrição 
redução da fosforilação oxidativa → altera o consumo de 
oxigênio na mitocôndria 
Alterações no tecido adiposo 
O aumento de cortisol → lipólise e diminuição da lipase 
lipoproteica → promove libertação excessiva de ácidos graxos 
livres → originando resistência insulínica e hiperglicemia 
A diminuição das reservas de glicogênio e gordura → redução 
das reservas energéticas, atribuindo à massa proteica uma 
grande importância, pois ela se torna a principal fonte de 
energia 
Proteínas 
As proteínas exercem funções estruturais e agem como 
catalisadores enzimáticos, regulando o desenvolvimento 
celular. Além disso, participam na função imunológica e no 
transporte de substância 
Desnutrição → massa proteica se torna principal fonte de 
energia → proteínas deixam de exercer seu papel estrutural e 
enzimático → desequilíbrio metabólito → originando a 
desnutrição-proteico-energética 
Aumento da degradação proteica → modificação das fibras 
musculares → diminuem as fibras musculares do tipo 2, assim 
como a diminuição de seu diâmetro 
Desnutrição à nível dos micronutrientes 
Durante a resposta de fase aguda à desnutrição → há a 
produção de citoquinas pro-oxidases → aumento na utilização 
de vitaminas antioxidantes → vitaminas A, C e E são utilizadas 
de forma a compensar o stress oxidativo 
Alteração no estado imuno 
Quando as 2 deficiências (macro e micronutrientes) são 
evidentes, ocorrem alterações disfuncionais no sistema 
imunológico: 
• maior quantidade de radicais livres produzidos 
• redução da síntese de proteínas e enzimas 
essas alterações levam a uma maior susceptibilidade 
imunológica → mais aparecimentos de infecções virais ou 
bacterianas → podem agravar o quadro de desnutrição. 
A resposta imunológica da desnutrição, em resposta à infecção 
provoca alterações metabólicas: 
• aumento do catabolismo (degradação) proteico 
• alteração ao nível dos ácidos gordos l 
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Corpos Cetônicos Corpos Cetônicos 
A mitocôndria do fígado (hepática) consegue converter acetil-
coa da B-oxidação em corpos cetônicos. Eles são 
importantes fontes de energia para os tecidos periféricos pois: 
1) São solúveis e não precisam de lipoproteínas ou albumina 
para serem transportados 
2) São produzidos no fígado, quando a quantidade de 
acetil-coa excede a capacidade oxidativa (TCA) do fígado 
3) São usados pelos tecidos extra-hepáticos (músculo 
esquelético e cardíaco, córtex renal e encéfalo, 
permitindo a economia de glicose pois está em um 
estado de jejum) 
Eles são importantes durante o jejum prolongado, pois o 
corpo necessita manter a glicemia sanguínea e os corpos 
cetônicos podem ajudar na economia de glicose. 
Os compostos classificados como corpos cetônicos são: 
• Acetoacetato 
• 3-hidroxibutirato 
• Acetona (produto colateral não metabolizável) 
O acetatoacetato e o 3-hidroxibutirato → sangue → tecidos 
periféricos (extra-hepáticos) → convertidos novamente em 
acetil-coa, e6ste pode ser oxidado no TCA 
 
Durante o jejum, o fígado é inundado com ácidos graxos 
mobilizados do tecido adiposo 
oA Lipase sensível ao hormônio é estimulada pelo 
glucagon a separar os TAGs do tecido adiposo em 
ácidos graxos e glicerol 
Como resultado da B-oxidação, os ácidos graxos são oxidados 
a acetil-coa hepática. 
• A acetil coa inibe a piruvato-desidrogenase 
Reação que ocorre antes de iniciar o TCA, em que o piruvato é 
convertido em acetil-coa. Essa enzima é inibida por ATP, 
NADH e muito acetil-coa 
 
• O acetil-coa ativa a piruvato-carboxilase 
Essa enzima participa do 1º desvio da gliconeogênese: 
conversão de piruvato → PEP. Ela catalisa a reação dentro da 
mitocôndria, em que o piruvato → OAA 
 
O oxaloacetato produzido é usado pelo fígado na 
gliconeogênese, mais do que no ciclo do ácido cítrico. 
Desse modo a acetil-coa é canalizada para a síntese de 
corpos cetônicos (que acontece durante o jejum) 
Obs: a oxidação dos ácidos graxos produz NADH, e o aumento 
dele favorece a conversão de OAA em malato (que atravessa 
a membrana interna e direciona para a síntese de glicose) e a 
acetil-coa vai para a cetogênese 
DISTÚRBIOS NA B-OXIDAÇÃO DE AG 
Esses distúrbios causam um quadro de 
• hipocetose → devido à diminuição do fornecimento de acetil-
coa 
• hipoglicemia → devido ao aumento do consumo de glicose 
para energia e também porque a B-oxidação fornece o glicerol 
que entra para a gliconeogênese 
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Corpos Cetônicos Corpos Cetônicos 
 
Síntese de HMG-CoA (3-hidroxi-3-metilglutaril-CoA) 
1) Enzima: tiolase (enzima da oxidação de ácidos graxos) 
(na B-oxidação) 
Essa é a primeira etapa da síntese, formando aceto-acetil-CoA, 
que ocorre pela reversão da reação da tiolase. 
Obs: a formação de CoA livre na cetogênese permite que a 
oxidação de ácidos graxos continue 
2) Enzima: HMG-CoA-sintase mitocondrial 
Etapa limitante na síntese de corpos cetônicos e ela ocorre em 
quantidades significantes somente no fígado 
Combina acetil-coa + acetoacetil-coa → HMG-CoA. 
Obs: o HMG-CoA também é precursor do colesterol 
Síntese de corpos cetônicos 
Enzima: HMG-CoA-liase 
O HMG-coa é clivado → acetoacetato + acetil-coa 
• Destino do acetoacetato 
Pode ser reduzido para formar 3-hidroxibutirato, utilizando 
NADH como doador de hidrogênio. 
Ou pode sofrer descarboxilação espontânea no sangue → 
acetona (não é metabolizada, é liberada na respiração). 
• Equilíbrio acetona e 3-hidroxibutirato 
É determinado pela razão NAD+/NADH. Durante a oxidação 
dos ácidos graxos essa relação é reduzida (pois tem muito 
NADH sendo produzido), favorecendo a síntese de 3-
hidroxibutirato 
 
1) Enzima: 3-hidroxibutirato-desidrogenase 
Essa enzima oxida o 2-hidroxibutirato em acetoacetato, 
produzindo NADH. 
2) Enzima: tioforase 
Acetoacetato + CoA (doada pela succinil-coa) → acetoacetil-
coa. 
Acetoacetil-coa → 2 acetil-coa 
Essa reação é reversível, mas o produto acetoacetil-coa é 
ativamente removido por sua conversão em 2 moléculas de 
acetil-coa 
• Uso pelos tecidos 
Desse modo, os tecidos extra-hepáticos, incluindo o encéfalo, 
mas excluindo as células sem mitocôndria (eritrócitos), 
oxidam o acetoacetato e o 3-hidroxibutirato, usando-os como 
combustível energético (pois o acetil-coa pode ir pro TCA e 
gerar energia) 
Obs: o fígado, embora produza corpos cetônicos, não possui 
tioforase e, portanto, não é capaz de usar corpos cetônicos 
como combustível. 
Ou seja = fígado só produz corpos cetônicos, mas não usa. 
 
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DIABETES MELLITUS 
Não é uma doença única, mas sim um grupo heterogêneo de 
síndromes multifatoriais e poligênicas, caracterizadas por 
elevação da glicemia em jejum. 
Causa → deficiência relativa ou absoluta de insulina. 
É a principal causa de cegueira e amputação no adulto, e 
importante causa de: 
• Falha renal 
• Dano neural 
• Ataques cardíacos 
• Acidente vascular cerebral (AVC) 
Os casos podem ser divididos em 2 
• DM tipo 1 ou insulinodependentes 
• DM tipo 2 ou independente de insulina 
 
 
Dados de 2018-2019 
Caracterizada por deficiência absoluta de insulina 
 
 
Causa 
Causada por ataque autoimune às células B do pâncreas. 
Nesse tipo, as ilhotas de Langerhans tornam-se infiltradas com 
linfócitos T ativados, levando a insulite. 
Aos longos dos anos, esse ataque autoimune leva à depleção 
gradual da população de células B. 
Porém, os sintomas só aparecem quando 80 a 90% das células 
B foram destruídas → pâncreas falha em responder 
adequadamente à glicose ingerida na alimentação. 
 
Estímulo para a autodestruição das células 
Requer um estímulo ambiental (como infecção viral) e um 
determinante genético, que permite às células B serem 
reconhecidas como ‘’estranhas’’ para o corpo. 
 
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DIABETES MELLITUS 
 
As anormalidades metabólicas resultam da deficiência de 
insulina, a qual afeta marcadamente os 3 tecidos: 
• Fígado → gliconeogênese, B-oxidação, cetogênese e 
degradação de proteínas 
• Musculo (GLUT4) 
• Tecido adiposo (GLUT4) 
Como há uma incapacidade de produzir insulina, a relação 
insulina/glucagon não aumenta, mantendo o fígado em 
constante gliconeogênese e cetogenese → níveis de glicose 
não controlados. 
O organismo reage como se estivesse sempre no estado de 
jejum, devido à falta de insulina → pode levar a morte se não 
for administrada a insulina exógena 
Hiperglicemia 
Causada por um aumento na produção hepática de glicose + 
diminuição da sua utilização em outros tecidos → músculo e 
tecido adiposo têm o GLUT4 que é dependente de insulina, 
vai permanecer no interior da célula) 
• Gliconeogênese no fígado 
• Degradação de proteínas (aminoácidos) de forma 
descontrolada no músculo esquelético → mantem a 
hiperglicemia mesmo em jejum 
No estado pós-prandial o efeito da hiperglicemia é aumentado, 
pois a gliconeogênese continua produz mais glicose, além 
daquela obtida pela dieta. 
Cetoacidose 
Quando a velocidade de formação de corpos cetônicos é 
maior do que a do consumo, seus níveis começam a 
aumentar 
• Corpos cetônicos no sangue → cetonemia 
• “ na urina → cetonuria 
Essas duas condições são mais frequentes em casos não 
controlados de DM-1 
 
• Cetoacidose diabética 
Um sintoma frequentemente da cetoacidose diabética (muitos 
corpos cetônicos)é o odor frutado na respiração, resultante da 
alta produção de acetona. 
O aumento da concentração de corpos cetônicos → acidemia 
Cada corpo cetônico libera um H+ quando circula no organismo 
→ diminui pH. 
Além disso, a excreção de glicose e corpos cetônicos na urina 
resultam na desidratação do organismo. 
Assim = aumento de H+ no sangue + diminuição do volume 
plasmático (desidratação) → cetoacidose grave 
Resulta da mobilização aumentada de ácidos graxos do tecido 
adiposo + B-oxidação acelerada de AG no fígado → acetil-coa 
A acetil-coa 
• Substrato para a cetogênese → síntese de corpos 
cetônicos → aumento de 3-hidroxiburitato e acetoacetato 
→ acidose (esses corpos liberam H+ no sangue) 
• Ativa a piruvato carboxilase da gliconeogênese 
o Piruvato → OAA que segue para a síntese de 
glicose 
A cetoacidose diabética é tratada com reposição de fluidos e 
eletrolíticos + doses baixas de insulina de ação rápida e curta 
duração = corrige a hiperglicemia sem causar a hipoglicemia 
Hipertriacilglicerolemia 
A B-oxidação e a formação de corpos cetônicos (produto = 
acetil-coa) não conseguem eliminar completamente os ácidos 
graxos → o excesso é esterificado em TAGs → síntese de 
VLDL 
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DIABETES MELLITUS 
VLDL e quilomicros da dieta → não podem sofrer ação da 
lipase lipoproteica (LPL) no músculo e tec. Adiposo, pois ela é 
sintetizada com estímulo da insulina → excesso de VLDL e 
quilomicra• Hipertriacilglicerolemia 
• Hiperquilomicronemia 
.
Causa → resistência à insulina + disfunção das células B (não 
envolve viroses ou anticorpos autoimunes) 
 
Mas não necessitam de administração de insulina para manter 
a vida, embora possa ser necessária em algum momento para 
controle da hiperglicemia. 
As alterações metabólicas são mais brandas, pois a secreção 
de insulina – embora inadequada – ainda acontece, impedindo 
a cetogênese excessiva, restringindo o desenvolvimento da 
cetoacidose 
 
Obs: uma complicação aguda do tipo 2 na velhice é um estado 
hiperglicêmico hiperosmolar caracterizado por hiperglicemia e 
desidratação graves, além de estado mental alterado. 
 
É a diminuição na capacidade dos tecidos-alvo como o 
fígado, músculo e adiposo, responder às concentrações 
circulantes (normais ou elevadas) de insulina. 
Por exemplo, acontece: 
• Produção não controlada de glicose hepática 
• Captação diminuída de glicose por músculo e tecido 
adiposo (GLUT4) 
Resistência à insulina e obesidade 
A obesidade é a causa mais comum de resistência à insulina, 
contudo, a maioria das pessoas obesas resistentes à insulina 
não se tornam diabéticas. Pois, na ausência de disfunção das 
células B, eles conseguem compensar a resistência com os 
níveis da insulina. 
 
Obesos são hiperinsulêmicos, por causa da resistência à 
insulina, ela se acumula no plasma pois não consegue entrar 
nas células-alvo que necessitam dela. 
A maior concentração de insulina compensa seu efeito 
diminuído (por causa da resistência), levando a níveis de 
glicose similares aos magros. 
Resistência à insulina e diabetes tipo 2 
Sozinha ela não levará a DM, precisam também apresentar 
uma diminuição na função das células B. 
a resistência associada ao risco de desenvolver a doença é 
comumente observada em: 
• Idosos 
• Obesos 
• Sedentários 
• 3 a 5% de mulheres grávidas → diabetes gestacional 
Esses são incapazes de compensar adequadamente a 
resistência a liberação aumentada de insulina 
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DIABETES MELLITUS 
 
Causas da resistência à insulina 
Aumenta com o ganho de peso e diminui com a perda de 
peso. 
A acumulação de lipídios intramiocelulares interfere no 
recrutamento dos GLUT4 para a superfície celular → 
diminuição na taxa do transportador da glicose estimulado por 
insulina para o músculo → resistência à insulina 
Obesos apresentam altas taxas de lipólise (principalmente dos 
adipócitos viscerais) → aumento da disponibilidade de ácidos 
graxos livres → implica no desenvolvimento de insulina 
Adipócitos grandes (vistos em obesos) → induzidos por uma 
dieta gordurosa, causam → diminuição na produção de 
hormônios sensíveis à insulina → resistência à insulina → 
glicose não consegue entrar nas células 
Obesos apresentam baixos níveis de adiponectina 
• Citocina produzida pelos adipócitos → reduz os níveis de 
AGL no sangue → melhora o perfil lipídico, controle 
glicêmico (reduz concentração através da AMPK) e 
redução da inflamação 
A expressão de adiponectina diminui a medida que o tecido 
adiposo aumenta → não freia a inflamação e não aumente a 
sensibilidade dos tecidos à insulina → resistência à insulina + 
risco de diabetes tipo 2 + risco de doença cardíaca 
Inicialmente → capacidade das células B do pâncreas 
mantidas 
Decorrer do tempo → se tornam disfuncionais, sendo 
incapazes de secretar insulina suficiente para corrigir a 
hiperglicemia preponderante. 
A progressão natural da doença resulta no declínio do 
organismo controlar a hiperglicemia com a secreção endógena 
de insulina. 
A deteriorização da função das células B pode ser acelerada 
pelos efeitos tóxicos de hiperglicemia persistente e pelo 
aumento de AGL 
 
As anormalidades são resultado da resistência à insulina, que 
se expressa principalmente no fígado, músculo e tecido 
adiposo 
 
Hiperglicemia 
Causada por aumento na produção de glicose hepática + 
diminuição no seu uso periférico 
Acontece pela insuficiência de insulina para controlar a 
produção de glicose no fígado e para permitir a captação desta 
pelo músculo esquelético. Assim 
• Não ocorre aumento da frutose-2,6-bifosfatase 
o Estimulada pela insulina, catalisa a reação de 
produção de frutose-2,6-bifosfato, principal 
estimuladora da PFK-1 da glicólise → aumenta a 
glicólise → diminuição dos níveis de glicose (isso 
não acontece no diabetes) 
• Não ocorre regulação negativa do fosfoenolpiruvato 
carboxilase, que acontece normalmente 
o Na gliconeogênese, essa enzima transforma OAA 
→ PEP e é reprimida por insulina 
o Diabéticos não reprime → gliconeogênese 
continua → glicose → hiperglicemia 
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Esther Santos – turma 77 
DIABETES MELLITUS 
Cetoacidose 
Não costuma manifestar-se, pois há uma produção suficiente 
de insulina para prevenir a liberação descontrolada de AG a 
partir dos adipócitos. 
Mesmo que pouca, a insulina diminui a cetogênese hepática 
Dislipidemia 
• Hipertriacilglicerolemia → característica da doença 
• Hiperquilomicronemia → não costuma se desenvolver 
No fígado, os ácidos graxos → TAGs → VLDL 
Alimentação → intestino → quilomicrons 
Como a degradação das lipoproteínas, catalisada pela LPL é 
baixa (no tecido adiposo e no músculo) → pois LPL é 
estimulada por insulina → acumulo de VLDL e quilomicra 
 
Sobrepeso e sedentarismo → leva ao aumento de glicose 
(hiperglicemia pós-prandial) e de ácido graxo livre (AGL) nas 
células → quando metabolizados e transformados em energia 
→ aumento na formação de radicais livres → stress oxidativo 
As células musculares e os adipócitos podem se proteger do 
stress → produzem resistência à ação da insulina → 
objetivo: reduzir a entrada de glicose e AGL nas células 
As células B e o endotélio dependem de insulina → 
sobrecarga de glicose e AGL nas células → stress oxidativo → 
induz a disfunção endotelial e das células B pancreáticas 
Disfunção endotelial → desenvolvimento de doenças 
cardiovasculates 
Disfunção das células B → diminuição na secreção de insulina 
+ hiperglicemia pós prandial = quadro clinico de tolerância 
diminuída à glicose (IGT) 
Persistência de IGT → provoca exaustão das células B → 
diabetes mellitus 
Resumo dos elementos clíncios que levantam suspeita de 
diabetes: 
 
Pode ser reconhecida por 
• Aparecimento abrupto de poliúria (micção frequente) 
• Polidipsia (sede excessiva) 
• Polifagia (fome excessiva, pois a insulina sinaliza 
saciedade) 
esses sintomas geralmente são acompanhados por fadiga, 
perda de peso e fraqueza 
 
Fonte: google 
O diagnóstico de diabetes baseia-se na detecção de 
hiperglicemia. Existem 4 tipos de exames que podem ser 
utilizados no diagnostico de DM 
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Esther Santos – turma 77 
DIABETES MELLITUS 
• Glicemia casual 
• Glicemia de jejum 
• Teste de tolerancia à glicose com sobrecarga de 75g em 2 
horas (TTG) 
• Em alguns casos, hemoglobina glicada (HbA1c) 
A utilização de cada um desses exames depende do contexto 
diagnóstico 
 
Glicemia casual 
Quando a pessoa requer um diagnóstico imediato e o serviço 
dispõe de um laboratório com determinação glicêmica imediata 
ou de glicosímetro e tiras reagentes, a glicemia casual é 
solicitada, pois fornece o resultado na propria consulta. 
Diabetes: maior igual 200 mg/dL na presença de sintomas de 
hiperglicemia. 
Glicemia de jejum 
Quando não há urgência, é preferivel uma glicemia de jejum 
medida no plasma por laboratório. 
TTG-75g 
O paciente recebe uma carga de 75g de glicose, em jejum e a 
glicemia é medida antes e 2h após a ingestao. 
Diabetes: TTG maior igual a 200 
Hemoglobina glicada 
Indica o percentual de hemoglobina ligada à glicose. Como ele 
reflete os níveis médios de glicemia ocorridos nos ultimos 2 a 3 
meses, é recomendado que seja utilizado como umexame 
de acompanhamento e de estratificação do controle 
metabólico. 
Tem a vantagem de não necessitar de periodos em jejum para 
sua realização. 
O objetivo é 
• Manter as concentrações de glicose dentro dos limites 
• Prevenir o desenvolvimento de complicações a longo 
prazo 
Então, recomenda-se 
• Redução de peso e exercício + restrição alimentar (terapia 
nutricional médica) 
A contração muscular que ocorre durante o exercício físico → 
adrenalina → provoca um aumento de AMP → ativa Lipase 
sensível ao hormônio → degradação de TAGs → B-oxidação 
+ inibição da síntese de gordura 
 
Adrenalina aumenta AMP → ativa AMPK → acetil-coa-
carboxilase inativa (sintese de TAGs) 
O risco para diabetes tipo 2 pode ser significativamente 
diminuído por um regime combinado de terapia nutricional 
médica, perda de peso, exercício e controle rigoroso da 
hipertensão e da dislipidemia. 
 
Além disso, agente hipoglicemiantes ou terapia com insulina 
podem ser necessárias para atingir níveis satisfatórios de 
glicose plasmática 
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Esther Santos – turma 77 
DIABETES MELLITUS 
As terapias disponiveis restrigem a hiperglicemia, mas não são 
capazes de normatizar o metabolismo. Com isso, há a 
persistente elevação da glicemia, que pode ser associada a 
complicações crônicas do diabetes: 
• Aterosclerose prematura 
• Doença cardiovascular 
• AVC 
• Retinopatia 
• Nefropatia 
• Neuropatia 
Catarata diabética 
Em células que a entrada de glicose não é dependente de 
insulina, níveis elevados de glicose levam ao aumento da 
glicose intracelular e de seus metabólitos. 
A principal via de energia do cristalino (ou lente) é a glicose 
anaeróbica e, nível elevado de glicose dentro da lente 
desvia a glicose para a via dos polióis. 
• Via dos polióis 
Nessa via, glicose é convertida em sorbitol pela enzima 
aldose redutase (oxidando NADPH em NADP) 
Sorbitol → frutose pela poliol desidrogenase (mediante 
redução de NADPH em NADP). 
O sorbitol não possui a capacidade de se difundir das 
membranas celulares, mas a frutose sim. 
Assim, o sorbitol → acumula → quadro de hiperosmolaridade 
→ gradiente osmótico para dentro da lente → aumento de H2O 
na lente → inchaço das fibras → opacificação das fibras da 
lente (catarata) 
 
O aumento intracelular de sorbitol contribui para a formação 
de catarata em diabéticos 
 
Problema metabólico mais comum e tem prevalência de 3 a 
25% das gestações, dependendo do grupo étnico, da 
população e do critério diagnóstico 
DMG é uma classe clínica que inclui as pacientes grávidas, nas 
quais o início e o diagnóstico de diabetes ou da intolerância à 
glicose ocorre durante o período gestacional e desaparece 
após o parto. 
Ocorre com maior incidência em pacientes geneticamente 
predispostos, submetidos aos mecanismos hiperglicêmicos na 
gravidez. 
A instalação desse tipo de diabetes interfere muito no ambiente 
em que se desenvolve o concepto, aumentando em 3x as 
chances de malformações congênitas e aumento de 10x 
nos partos pré-termos 
 
A hiperglicemia detectada em qualquer momento dda gravidez 
deve ser categorizada e diferenciada: 
Diabetes mellitus gestacional (DMG) 
Mulher com hiperglicemia detectada pela primeira vez durante 
a gravidez, com níveis glicêmicos sanguíneos que não atingem 
os critérios diagnosticados para DM 
 
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Esther Santos – turma 77 
DIABETES MELLITUS 
Diabetes mellitus diagnosticado na gestação (overt 
diabetes) 
Mulher sem diagnóstico prévio de DM, com hiperglicemia 
detectada na gravidez e com níveis glicêmicos que atingem 
os critérios da OMS para DM da gestação 
A causa exata é desconhecida, mas, de acordo com a 
Associação Americanas de Diabetes, várias hipóteses foram 
propostas: 
Hormonal 
Placenta produz: 
• Estrogênio, progesterona e somatotrofina coriônica (HCG) 
Esses hormônios são antagonistas da insulina, causando 
aumento na resistência à insulina nos dois últimos 
trimestres 
DMG costuma aparecer por volta de 26ª semana → placenta 
produz maior quantidade desses hormônios 
Genética 
Mulheres com DMG tem maior probabilidade de algum dia vir 
desenvolver DM tipo 2 
Obesidade 
DMG é mais comum em grupos em que a obesidade está 
presente, ela pode desencadear tanto a DM tipo 2 quando a 
diabetes gestacional 
As manifestações fisiopatológicas estão relacionadas às 
adaptações metabólicas ocorridas na gravidez, decorrentes da 
solicitação contínua de glicose e de aminoácidos 
essenciais para o concepto, acrescentando as necessidades 
de ácidos graxos e colesterol e às modificações 
hormonais. 
• 2ª e 3º trimestre 
há maior concentração de hormônios placentários, que pode 
desencadear a resistência à insulina, resultando no aumento 
da concentração desta. Quando a demanda na produção de 
insulina é maior do que a capacidade das células B de produzir 
insulina → instalação do DMG 
• Fases da gravidez 
1ª = fase anabólica → diminuição da glicemia por maior 
armazenamento de glicose 
2ª = fase catabólica → diminuição da glicemia por maior 
consumo fetal 
• Jejum na gestante 
As concentrações de glicose podem ser mantida constantes, 
pois há uma maior utilização dela para servir ao feto. 
Há também menor formação de glicose pelo fígado, via 
gliconeogênese, decorrente da menor disponibilidade do 
aminoácido alanina 
Jejum materno prolongado → estado metabólico acelerado → 
obriga o organismo a se valer de mecanismos metabólicos 
alternativos para a produção de energia → hidrolise de TAGs 
no tecido adiposo → conduzindo às reações que aumentam 
os corpos cetônicos e os AGL 
• Estado alimentado da gestante 
A secreção de insulina aumenta acentuadamente → 
concentrações de glicose também aumentam 
Se a secreção de insulina não puder satisfazer a esse aumento 
da demanda → hiperglicemia do DMG → efeitos nocivos no 
feto 
Também é possível que nas gestantes ocorra uma diminuição 
na secreção de insulina e aumento na produção hepática de 
glicose 
São as mesmas que no estado não-gravídico: 
• Hiperglicemia → compromete o feto (anomalias 
congênitas, natimortalidade, macrossomia, síndrome da 
angustia respiratória, hipoglicemia neonatal) 
• Cetoacidose (CAD) → perigoso, pode desencadear a 
morte fetal 
• Hipoglicemia → não prejudica o feto, porém é possível 
evoluir para uma severa hipoglicemia, podendo gerar 
confusão mental, convulsões e até coma 
Ministério da Saúde do Brasil: Deve-se proporcionar a todas as 
gestantes a possibilidade de diagnóstico de DMG, mesmo em 
aquelas sem diagnostico prévio de diabetes. 
A presença de fatores de risco não deve ser utilizada para fins 
de rastreamento de DMG, pois apresenta baixa sensibilidade 
O teste com melhor sensibilidade e especificidade para o 
diagnóstico de DMS é o TOTG – teste oral de tolerância à 
glicose 
 
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DIABETES MELLITUS 
• Faz o teste em jejum, depois: 
• A pessoa toma um xarope bem doce contendo 75g de 
glicose 
• Repetir em 1h e 2h depois de tomar, conforme valores 
descritos pela OMS 
 
Diagnóstico em situação de local de viabilidade financeira 
e disponibilidade técnica total 
Todas as gestantes deem realizar glicemia em jejum e TOTG 
com 75g de glicose de 24 a 28 semanas (terceiro trimestre) 
O Teste oral de tolerância à glicose deve ser precedido por 
dieta sem restrição de carboidratos ou com, no mínimo, 
ingestão de 150g de carboidrato nos 3 dias anteriores ao teste, 
com jejum de 8h 
Estima-se que assim sejam detectados 100% dos casos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Diagnóstico em situação de viabilidade financeira e 
disponibilidade técnica parcial 
Todas as gestantes devem realizar glicemia de jejum no inicio 
do pré-natal para diagnóstico de DMG e de DM diagnosticado 
na gestação (diabetes prévio) 
Estima-se que sejam detectados86% dos casos 
 
Obs: após diagnosticar a DMG, deve-se repetir o TOTG 6 
semanas após o parto, visto que as mães irão ter maiores 
chances de evoluir para DM tipo 2. Após a repetição do teste, 
orientar dieta e atividade física (prevenção) 
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Ações para Diabéticos 
Considerado a elevada carga de morbimortalidade associada, 
a prevenção de diabetes e de suas complicações hoje é 
prioridade de saúde pública 
A prevenção na atuação da atenção básica, pode ser realizada 
focando nos fatores de risco para diabetes, como: 
• Sedentarismo 
• Obesidade 
• Tabagismo, stress psicossocial 
• Hábitos alimentares não saudáveis 
• Identificação e tratamento dos indivíduos de alto risco par 
diabetes 
• Identificação de casos não diagnosticados para tratamento 
• Intensificação do controle de pacientes já diagnosticados 
visando prevenir complicações agudas e crônicas 
Vários programas de prevenção são possíveis de serem 
implementados, tendo como base a modificação 
comportamental, uso de fármacos e o tratamento cirúrgico. 
• Medicamentos → metformina (maior segurança a longo 
prazo), inibidores da alfa-glicosidase, agonistas do 
receptor semelhante ao glucagon (GLP-1) etc 
Grupo de apoio nutricional 
Foco → promover benefícios de uma alimentação saudável, 
orientar e auxiliar na perda de peso de forma saudável e 
consciente 
Grupo de caminhadas 
Estratégia que pode melhorar a qualidade de vida (QV) das 
pessoas, pois diminui o sedentarismo. Na maioria das vezes, 
esta aliada ao grupo de apoio nutricional 
Consulta nutricional 
Representa uma ação educativa, em que o profissional 
nutricionista procura prescrever a dieta com base na realidade 
socioeconômica de cada um, e, se for necessário, vai à casa 
de cada um para conhecer melhor e prescrever um cardápio 
alimentar compatível. 
Durante o acompanhamento, é necessário promover uma 
educação em saúde com ênfase nos hábitos alimentares que, 
ao serem modificados, possuem potencial para evitar ou 
retardar as complicações do DM tipo 2 
 
 
Consulta de enfermagem 
Outra ação que melhora a QV das pessoas dom diabetes 
mellitus (DM). Nelas, são dadas as principais orientações sobre 
o autocuidado. 
Observação e avaliação do estado de saúde do indivíduo, o 
que possibilita um plano de cuidado individual. 
Orientações de medidas que melhoram a QV: estimulo à 
atividade física regular, hábitos alimentares saudáveis, redução 
do consumo de bebidas alcoólicas e abandono do tabagismo 
Consulta médica 
Fazem o diagnóstico de diabetes, sinaliza fatores de risco, 
avalia as condições de saúde, verifica risco cardiovascular da 
pessoa. 
Também orienta acerca da prevenção e manejo das 
complicações crônicas. 
Essa consulta precisa atender 4 âmbitos básicos e essenciais: 
• História da pessoa 
• Exame físico 
• Avaliação laboral 
• Estratificação de risco cardiovascular 
Grupos de diabéticos de educação em saúde 
Estratégia que também pode melhorar a QV, eles discutem 
diversos temas relacionados à promoção de saúde, entre eles, 
o DM. 
Esses grupos, geralmente, são realizados por meio de rodas 
de conversas e os temas definidos a partir das dúvidas dos 
participantes. 
É necessário desenvolver um plano terapêutico com metas 
definidas para o paciente e para executá-lo, será implantada na 
UBS a peridiocidade de acompanhamento de cada paciente, 
de acordo com sua classificação de risco. 
Estratificação do controle metabólico 
A Secretaria de Saúde de MG recomenda a utilização da 
estratificação dos diabéticos de acordo com seu controle 
metabólico: 
• Controle metabólico bom 
Hb glicada <7% e glicemia de jejum <130 mg/dL 
• Controle metabólico regular 
Hb glicada entre 7 e 9% e glicemia de jejum entre 130 e 190 
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Ações para Diabéticos 
• Controle metabólico ruim 
Hb glicada >9% e glicemia de jejum >200 mg/Dl 
Periodicidade de acompanhamento 
Depois disso, é preciso definir a periodicidade de 
acompanhamento do paciente 
• Controle metabólico bom 
Acompanhamento anual 
• Controle metabólico regular 
Acompanhamento semestral 
• Controle metabólico ruim 
Acompanhamento trimestral 
Avaliações 
Os pacientes também passarão pelas seguintes avaliações 
definidas pela Guia da Secretaria de Estado de Saúde de Minas 
Gerais, na qual é enfatizada a abordagem multidisciplinar dos 
diabéticos 
• Avaliação oftalmológica anual 
• Avaliação nutricional inicial e de seguimento 
• Avaliação odontológica 
• Avaliação do pé diabético 
Além disso, é fornecido ao paciente um cartão de controle que 
conterá o dado para o acompanhamento dele 
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Hormônios regulatórios 
Seus efeitos metabólicos são anabólicos favorecendo: 
• Síntese de glicogênio 
• Síntese de TAG 
• Síntese de proteínas 
REGULAÇÃO DA SECREÇÃO DE INSULINA 
 
Secreção aumentada por 
• Glicose 
• Aminoácidos 
• Hormônios gastrointestinais 
o Colecistocinina e polipeptídeo inibidor gástrico 
aumentam a secreção de insulina em resposta a 
glicose, são chamados de ‘’incretinas’’. São 
liberados pelo intestino delgado e causam um 
aumento antecipatório nos níveis de insulina. Isso 
pode ser responsável pelo fato de que a mesma 
quantidade de glicose por dia oral induz uma 
secreção muito maior de insulina do que a 
administrada por via intravenosa. 
 
Inibida por 
• Escassez de combustíveis da dieta 
• Estresse (febre ou infecção) → adrenalina 
 
EFEITOS METABÓLICOS DA INSULINA 
 
Efeito sobre o metabolismo dos carboidratos 
No metabolismo da glicose promove seu armazenamento e 
são mais proeminentes em 3 tecidos; fígado, músculo e tecido 
adiposo 
• Fígado e músculo 
Insulina aumenta a síntese de glicogênio 
• Músculo e adiposo 
Insulina aumenta a captação de glicose por aumentar o GLUT4 
→ a administração intravenosa de insulina causa uma 
diminuição imediata de glicose no sangue 
• Fígado 
Diminui a produção de glicose por inibir a glicogenólise e 
gliconeogênese 
Efeitos sobre o metabolismo de lipídeos 
O tecido adiposo responde em minutos, a insulina causa uma 
importante redução na liberação de ácidos graxos. (inativa a 
LSH) 
• Diminuição na degradação de TAG 
Ela diminui porque inibe a LSH que degrada os TAG no tecido 
adiposo. A insulina age promovendo a desfosforilação 
(inativando) a enzima (exceção na estrutura) 
• Aumento na síntese de TAG 
Aumenta o transporte e o metabolismo da glicose, fornecendo 
glicerol-3-P para a síntese de TAG. 
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Hormônios regulatórios 
Também aumenta a atividade da LPL, fornecendo AG para 
esterificação 
No fígado, a insulina promove a conversão de glicose em TAG 
Efeitos sobre a síntese proteica 
A insulina estimula entrada de aminoácidos nas células e 
também a síntese de proteínas por meio da ativação de 
fatores necessários para a tradução 
Secretado pelas células alfa das ilhotas pancreáticas. 
Glucagon + adrenalina + GH + cortisol → hormônios 
contrarreguladores que se opõe a muitas ações da insulina. 
Em especial, o glucagon age na manutenção dos níveis de 
glicose sanguínea, pela ativação da glicogenólise e 
gliconeogênese. 
ESTILIMULO DA SECREÇÃO DE GLUCAGON 
 
Secreção aumentada por 
• Glicemia baixa 
• Aminoácidos 
• Adrenalina e noradrenalina (estresse, trauma ou exercício 
intenso) 
Secreção inibida por 
• Aumento de glicose 
• Aumento de insulina 
EFEITOS METABÓLICOS DO GLUCAGON 
Efeito sobre o metabolismo dos carboidratos 
A administração intravenosa → aumento imediato da glicemia 
→ aumento na degradação do glicogênio hepático (não do 
muscular, pois músculo não possui receptor pra glucagon) e de 
um aumento na GNEO 
Metabolismode lipídeos 
A glucagon (e as catecolaminas adrenalina e noradrenalina) 
ativa a lipólise (LSH) no tecido adiposo. Os ácidos graxos 
liberados são captados pelo fígado e sofrem B-oxidação 
produzindo acetil-coa, a qual é usada para a síntese de 
corpos cetônicos 
o glicerol fornecido durante a lipólise também vai pro fígado 
contribuir para a produção de glicose 
Metabolismo proteico 
aumenta a captação de aminoácidos pelo fígado → aumento 
de esqueletos carbonados → gliconeogênese 
assim os níveis plasmáticos de aminoácidos estão reduzidos 
 
 
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Hormônios regulatórios 
 
HORMÔNIO DO CRESCIMENTO (GH) 
Liberação de GH é modulada pelos níveis de 
• Proteína → aminoácidos como arginina → estímulo de 
GH 
• Glicose → hipoglicemia → estímulo de GH 
• Lipídeos → níveis elevados → enfraquece GH (exceto no 
jejum) 
 
EFEITOS DO GH NO METABOLISMO 
Afeta a captação e a oxidação de substratos energéticos no 
tecido adiposo, músculo e fígado. Em resumo aumenta a 
disponibilidade de ácidos graxos que serão oxidados para a 
produção de energia. 
GH economiza glicose e proteínas, assim, indiretamente, ele 
diminui a oxidação de glicose e de aminoácidos 
 
GH sobre o tecido adiposo 
Aumenta a lipólise e diminui a lipogênese → maior liberação 
de ácidos graxos e glicerol pro sangue → fígado → energia. 
Também diminui a esterificação de AG reduzindo, assim, a 
síntese de TAG na célula adiposa. 
Efeito do GH sobre o músculo 
GH estimula a lipólise → AG → sangue → inunda o músculo 
→ usa como substrato energético (acetil-coa). 
Obs: assim, indiretamente, ele suprime a captação de glicose 
pelas células musculares, o que diminui a velocidade da 
glicólise. 
GH → aumenta o transporte de aminoácidos para o músculo 
→ síntese proteica → aumenta a síntese de RNA e DNA 
• Reforça balanço nitrogenado 
O efeito positivo no balanço nitrogenado é reforçado pelo 
GH porque ele poupa proteínas, uma vez que induz a lipólise 
e, assim, disponibiliza ácidos graxos para o ME como fonte 
alternativa de energia 
Efeito do GH sobre o fígado 
Quando insulina está baixa (jejum) → GH → aumenta a B-
oxidação → acetil-coa → aumenta a cetogênese 
Lipólise → glicerol → fígado → substrato para a GNEO 
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Hormônios regulatórios 
GH → inibe a glicólise, agindo em diversas etapas da via 
• Liberação de IGF 
O maior efeito dele é estimular a produção e liberação de IGF 
(somatomedinas) → IGF-1 (fator de crescimento tipo insulina -
1) → estimula a captação de timidina → crescimento e 
proliferação celular → fosforilação da tirosina-quinase → inicia 
o processo de replicação e crescimento celulares 
EFEITOS FISIOLÓGICOS DA ADRENALINA E 
NORADRENALINA 
As catecolaminas são hormônios contrarregulatórios, 
apresentando efeito metabólico sobre a mobilização de 
substratos energéticos para a oxidação pelas células → 
satisfaz o aumento da demanda energética 
Ao mesmo tempo, suprimem a secreção de insulina, 
assegurando que os substratos energéticos sejam utilizados 
para produzir energia. 
 
• Estimula quebra de glicogênio (glicogenólise) no músculo 
e no fígado 
o Fígado tem a glicose-6-fosfatase e fornece glicose 
na corrente sanguínea 
o Musculo não tem glicose-6-fosfatase e usa o 
glicogênio para gerar energia só pra ele 
• Estimula a gliconeogênese no fígado 
• Estimula a lipólise no tecido adiposo 
• Reforça a secreção de glucagon 
• Inibe a liberação de insulina 
GLICOCORTICOIDES (CORTISOL) 
Situações de 
• Emoções, dor, exercício, hipoglicemia, trauma etc 
Estimula a liberação de corticotrofina CRH → estimula a 
liberação de ACTH (células secretoras de hormônio 
adenocorticotrofico) da pituitária anterior → estimula a 
liberação de cortisol do córtex da adrenal → cortisol inibe 
CRH e ACTH 
 
Efeitos do cortisol no metabolismo 
 
• Estimulam a lipólise no tecido adiposo 
• Estimula a liberação de aminoácidos das proteínas 
musculares 
• No fígado, o cortisol estimula a gliconeogênese e a 
síntese de glicogênio (a degradação do glicogênio 
hepático é estimulada pela adrenalina) 
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Estado alimentar 
• Duração → 2 a 4 horas após refeição normal 
Esse período é considerado um período anabólico, 
caracterizado pelo aumento na síntese de TAG e glicogênio 
(repor os estoques de combustíveis) + síntese proteica 
Ocorre o aumento de: 
• Glicose, aminoácidos e triacilgliceróis (quilomicra pelas 
células da mucosa intestinal) da dieta 
• + insulina – glucagon pelo pâncreas 
A resposta metabólica é determinada por alterações no 
metabolismo do: 
• Fígado 
• Tecido adiposo 
• Músculo 
• Encéfalo 
O fluxo de intermediário das rotas metabólicas é controlado 
por 4 mecanismos, cada um deles irão operar em uma escala 
diferente de tempo. 
No estado alimentado, eles permitem que os substratos 
disponíveis sejam capturados, formando glicogênio, TAG e 
proteínas. 
 
1. efeitos alostéricos 
envolvem mais as reações limitantes da velocidade de uma 
via. Por exemplo: 
• a glicólise no fígado é estimulada após refeição por um 
aumento da frutose-2,6-bifosfato, um ativador alostérico 
da fosfofrutocinase-1 
 
• em contraste, a gliconeogênese é inibida pela frutose-
2,6-bifosfato que inibe alostericamente a frutose-1,6-
bifosfatase 
 
2. regulação das enzimas por modificação covalente 
reguladas por adição ou remoção de grupos fosfato ligados 
a resíduos específicos de serina, treonina e tirosina da 
proteína. 
No estado alimentado → a maioria das enzimas está na 
forma desfosforilada e ativa 
3 exceções que estão inativas quando desfosforiladas: 
• glicogênio fosforilase cinase (degradação do glicogênio) 
• glicogênio fosforilase (degradação do glicogênio) 
• lipase sensível ao hormônio do tec. Adiposo 
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Estado alimentar 
 
3. indução e repressão da síntese de enzimas 
leva a uma alteração na população total de sítios ativos. As 
enzimas que sofrem isso são aquelas necessárias em um 
único estagio do desenvolvimento ou em condições 
fisiológicas especiais. 
• Estado alimentado → insulina → aumento na síntese de 
enzimas chaves → acetil-coa-carboxilase (ACC) e 
HMG-CoA-redutase 
Está em uma posição especial para processar e distribuir os 
nutrientes da dieta pois a drenagem venosa e pancreática 
passa pelo sistema porta-hepático antes da circulação 
sistêmica. 
Estado alimentado → fígado banhado com 
• Insulina do pâncreas 
• Carboidratos, lipídeos e maioria dos aminoácidos 
Os nutrientes serão metabolizados no fígado, armazenados 
ou encaminhados para outros tecidos. 
METABOLISMO DE CARBOIDRATOS 
Depois de uma refeição com carboidratos → fígado consome 
glicose (retendo 60g de cada 100g trazidos pelo sistema 
porta). 
O uso de glicose é aumentado por vários mecanismos, e não 
sofre influencia da insulina porque contem GLUT2. 
 
Aumento da fosforilação da glicose (1) 
A glicocinase fosforila a glicose e a prende no hepatócito, 
produzindo glicose-6-fosfato. 
Ela não sofre inibição pelo seu produto, e possui uma 
baixa afinidade pela glicose (alto Km), ou seja, começa a 
metabolizar a glicose quando ela está em alta concentração. 
• Estado de jejum 
Os níveis hepáticos de glicose estão baixos, logo a 
glicocinase vai estar inativa devido a sua baixa afinidade pela 
glicose 
Aumento na síntese de glicogênio (2) 
A glicose-6-fosfato é convertida em glicogênio pela 
glicogênio sintase 
• Ativada por desfosforilação 
• Ativada pelo seu efetor alostérico glicose-6-fosfato 
Aumento da via das pentoses-fosfato (3) 
Muita glicose-6-P (via glicolítica) + muito NADPH na 
lipogênese hepática → estimula via das pentoses 
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Estado alimentar 
Essa rote é responsável por 5 a 10% da glicose metabolizada 
no fígado 
Aumento da glicólise (4) 
O fígado faz glicólise apenas no período absortivo com uma 
refeição rica em carbo. Ocorre a conversão de glicose em 
acetil-coa estimulada pela alta de insulina e baixa de 
glucagon → aumenta a atividade e a quantidade de enzimas 
da via glicolítica como a piruvato-cinase (PEP → Piruvato) 
 
Além disso a PHD (piruvato-desidrogenase) que converte 
piruvato → acetil coa está ativa (sem o P) porque o 
piruvato inibe a PDH-cinase 
 
A acetil-coa é usada para a síntese de ácidos graxos ou 
para fornecer energia pelo TCA 
Decréscimo da gliconeogênese e glicogenólise 
Isto porque a piruvato-carboxilase que catalisa o primeiro 
passo da gliconeogênese está inativa por baixo Acetil-coa 
(efetor alostérico dela), pois ele está sendo usado na síntese 
de ácidos graxos 
Elevada razão insulina/glucagon → inativa enzimas 
exclusivas da gliconeogênese, como a frutose-1,6-
bifosfatase 
 
METABOLISMO DE LIPÍDEOS 
 
Aumento na síntese de ácidos graxos (5) 
Ocorre no período absortivo, quando o aporte energético da 
dieta excede os gastos energéticos do corpo. 
Favorecida por substratos sendo formados 
• Acetil-coa (glicólise) 
• NADPH (via das pentoses e oxidação do malato) 
Também acontece a ativação da acetil-coa-carboxilase 
ACC que catalisa a formação de malonil-coa por acetil-coa 
(lembrando que malonil-coa inibe a oxidação dos AG) 
A ACC é ativada por 
• Desfosforilação (insulina estimula fosfatase) 
• Citrato → ativador alostérico 
 
Aumento da síntese de TAG (6) 
Para sintetizar TAG, precisa de ácido graxo + glicerol. Depois 
de produzidos, o fígado os empacota em VLDL 
• Origem do acil-coa graxo 
Disponível tanto pela síntese de novo a partir de acetil-coa 
Hidrólise dos TAG dos remanescentes de quilomicra 
removidos da circulação pelos hepatócitos 
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Estado alimentar 
• Origem do glicerol-3-fosfato 
Fornecido pela via glicolítica 
METABOLISMO DE AMINOÁCIDOS 
 
Aumento na degradação de aminoácidos (7) 
Os aminoácidos excedentes da dieta não são armazenados, 
mas sim liberados no sangue para a 
• Síntese proteica de outros tecidos 
• Desaminação → esqueletos de carbono → degradados 
no fígado → a piruvato + acetil coa + intermediários do 
TCA 
Esses metabólitos podem ser oxidados para a obtenção de 
energia ou utilizados na síntese de ácidos graxos (acetil-coa) 
Obs: o fígado não consegue degradar os aminoácidos de 
cadeia ramificada (BCAA) que são a leucina, valina e 
isoleucina, pois eles são metabolizados no tecido muscular 
Aumento da síntese proteica (8) 
O corpo não pode armazenar proteína da mesma maneira 
que estoca gordura e glicogênio. 
Porém, um aumento transitório de síntese de proteínas 
hepáticas acontece no período absortivo para repor aquelas 
que tenham sido degradadas durante o jejum anterior. 
 
METABOLISMO DE CARBOIDRATOS 
Aumento do transporte de glicose (1) 
GLUT4 é sensível à insulina e transporta a glicose para 
dentro do adipócito. 
Aumento da glicólise (2) 
Aumento de glicose intracelular → aumento da via glicolítica 
No tecido adiposo, a glicose serve à função sintética, 
fornecendo o glicerol-fosfato para a síntese de TAG 
Aumento da via das pentoses-fosfato (3) 
Também pode metabolizar a glicose pela via das pentoses, 
produzindo NADPH que é essencial para a síntese de 
lipídeos. 
METABOLISMO DE LIPÍDEOS 
Aumento da síntese de AG (4) 
Nos humanos a síntese de AG a partir de acetil-coa 
(lipogênese) ocorre mais no fígado e menos no tecido 
adiposo, exceto quando é realimentado após o período de 
jejum. 
A maioria dos AG adicionados aos estoques nos adipócitos é 
fornecida pela gordura da dieta (quilomicra) ou, em menor 
quantidade pela VLDL do fígado 
Aumento da síntese de TAG (5 e 6) 
Dieta → lipase lipoproteica (ancorada à parede dos 
capilares do tec. Adiposo e muscular) → hidrólise dos TAG do 
quilomicra e das VLDL → fornece ácido graxo 
Uma vez que os adipócitos não possuem glicerol-cinase 
(transforma glicerol em glicerol-P), o glicerol-3-P vem usado 
na síntese de TAG vem do metabolismo da glicose. 
Ácido graxo (dieta e fígado) + glicerol (via glicolítica) = TAG 
No estado alimentado, níveis elevados de glicose e insulina 
favorecem o armazenamento de TAG, com todos os carbonos 
sendo fornecidos pela glicose. 
Decréscimo da degradação de TAG 
Insulina → inativa (desfosforila) a LSH (enzima da 
exceção)→ no estado alimentar, a degradação do TAG é 
inibida 
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Estado alimentar 
 
TECIDO MUSCULAR CARDÍACO 
Difere do esquelético em 3 aspectos 
1) O coração é sempre ativo, e os ME contraem conforme 
demanda 
2) Coração: metabolismo 100% aeróbico 
3) Contem depósitos insignificantes de glicogênio ou 
lipídeos → qualquer interrupção de fornecimento 
sanguíneo (infarto) → morte das células 
Utiliza glicose, AG e corpos cetônicos como combustível 
Singular pela sua capacidade de responder a mudanças 
substanciais na demanda de ATP que acompanham a 
contração muscular. 
Apesar do potencial dele para períodos transitórios de glicose 
anaeróbica, é um tecido oxidativo 
 
METABOLISMO DE CARBOIDRATOS 
Aumento no transporte de glicose (1) 
Células musculares possuem GLUT4 dependente de 
insulina para a captação da glicose, que acontece durante o 
estado alimentar. 
A glicose é fosforilada pela hexocinase produzindo glicerol-6-
P → via glicolítica, TCA, cadeia → combustíveis para o 
músculo em repouso 
Aumento na síntese de glicogênio (2) 
Aumento da razão insulina/glucagon + glicose-6-P → 
favorece a síntese de glicogênio para ser armazenado, 
especialmente quando as reservas esgotaram pós exercício 
METABOLISMO DE LIPIDEOS 
AG do quilomicra + VLDL → por estimulo da insuila → que 
ativa a LPL. 
No entanto, os ácidos graxos são combustíveis secundários 
para o musculo np estado alimentado, situação em que a 
glicose é a principal fonte de energia 
METABOLISMO DE AMINOÁCIDOS 
Aumento na síntese proteica (3 e 4) 
Refeição rica em proteínas → captação de aminoácidos para 
a síntese proteica → reposição das proteínas degradadas 
desde a refeição anterior 
Aumento na captação de AA ramificados (3) 
O tecido muscular é o principal para a degradação de 
aminoácidos ramificados, pois contem a transaminase 
necessária para tal. 
Leucina, valina e isoleucina → escapam da metabolização 
hapática → músculo → metabolização → usados para a 
síntese proteica e como substratos energéticos 
Vital para o funcionamento de todo o corpo e é dada atenção 
para suas necessidades energéticas. 
Para fornecer energia, os substratos devem ser capazes de 
atravessar as cels endoteliais (barreira hematoencefálica). 
• Estado alimentar 
Normalmente, a glicose serve como principal combustível 
• Hipoglicemia 
Se a concentração de glicose cai abaixo de 40mg/100mL a 
função cerebral é prejudicada, podendo ocorrer um dano 
cerebral grave e irreversível 
• Jejum 
Corpos cetônicos exercem um papel importante como 
combustível de energia, reduzindo a dependência do encéfalo 
por glicose 
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Estado alimentar 
 
METABOLISMO DE CARBOIDRATOS (1) 
No estado alimentado, ele usa exclusivamente glicose como 
combustível. 
Contém quase nada de glicogênio, então depende 
completamente da disponibilidade de glicose no sangue (por 
isso a importância da gliconeogênese pelo fígado) 
METABOLISMO DE LIPÍDEOS 
O encéfalo não armazena quase nada de TAG e os AG 
presentes no sangue contribuem muito pouco para a 
produção de energia, pois aqueles ligado à albumina não 
atravessam com eficiência a barreira hematoencefálicaLicensed to Joane Rodrigues Paz - joanepaz@gmail.com - HP156716527456872
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Estado alimentar 
 
 
 
 
 
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ESTADO DE JEJUM 
Inicia quando não há alimento, é um período catabólico 
caracterizado por degradação dos estoques de glicogênio, TAG 
e proteínas 
• Incapacidade de obter alimento 
• Desejo de perder peso rapidamente 
• Situação clinica que o indivíduo não pode comer → 
trauma, cirurgia, tumores ou queimaduras 
Na ausência de alimentos, ocorrem algumas alterações 
• Menos níveis plasmáticos de glicose 
• Menos AA e TAG 
• Redução de insulina 
• Aumento de glucagon 
Por ser um período de privação de nutrientes, coloca em 
movimento uma intensa troca de substratos entre o fígado, 
tecido adiposo, músculo e encéfalo, orientada por 2 
prioridades: 
1) Necessidade de manter a glicemia para suprir o 
encéfalo, eritrócitos e outros tecidos dependentes 
2) Necessidade de mobilizar ácidos graxos do tecido 
adiposo, bem como liberar corpos cetônicos do fígado, 
para suprir energeticamente todos os tecidos 
 
A maior quantidade de estoque é na forma de gordura (TAG). 
Embora a proteína seja listada como fonte de energia, cada 
uma possui a sua função (componente estrutural, enzimática 
etc). 
Dessa forma, apenas 1/3 da proteína corporal pode ser usada 
para a produção energética, sem comprometer fatalmente as 
funções vitais. 
São as mesmas do estado alimentado, sendo controlado por 4 
mecanismos: 
1) Disponibilidade de substratos 
2) Ativação e inibição alostérica de enzimas 
3) Modificação covalente de enzimas 
4) Indução e repressão da síntese de enzimas 
As mudanças metabólicas no jejum geralmente são opostas 
àquelas do estado alimentar. 
• No jejum 
Enzimas fosforiladas → inativas 
• Estado alimentar 
Enzimas desfosforiladas → ativas 
• Exceções que são inativas na forma sem P 
o Glicogênio-fosforilase (degradação de glicogênio) 
o Glicogênio-fosforilase-cinase (degradação de 
glicogênio) 
o LSH do tecido adiposo 
No jejum os substratos não vêm da dieta, mas sim da 
degradação nos tecidos 
• Lipólise dos TAG do tecido adiposo → ácidos graxos + 
glicerol 
• Proteólise do músculo → aminoácidos 
O papel principal → manter a glicose sanguínea pela síntese 
e distribuição de moléculas para tecidos extra hepáticos 
METABOLISMO DOS CARBOIDRATOS 
No jejum, inicialmente o fígado usa degradação do glicogênio 
(glicogenólise) e depois a gliconeogênese para sustentar o 
encéfalo fornecendo glicose, além de outros tecidos, 
Obs: a presença de glicose-6-fosfatase no fígado (no reticulo 
endoplasmático liso) permite a liberação de glicose livre, tanto 
da glicogenólise quanto da gliconeogênese. No musculo não 
tem essa enzima porque ele quer a glicose pra ele → 
glicólise → ATP para a contração 
 
 
 
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ESTADO DE JEJUM 
Aumento da degradação de glicogênio (1) 
A glicemia cai no jejum, causando o aumento da secreção de 
glucagon e decréscimo na de insulina. 
Menor relação insulina/glucagon → ativação (fosforilação) da 
glicogênio-fosforilase → rápida mobilização dos estoques de 
glicogênio hepático (glicogenólise) 
 
Observe que o fígado é quase exaurido de glicogênio depois 
das 10 a 18 horas de jejum. Portanto, a glicogenólise hepática 
é uma resposta transitória ao inicio do jejum 
 
Aumento da gliconeogênese (2) 
Inicio → 4 a 6 horas depois da última refeição 
Plenamente ativa → quando os estoques hepáticos de 
glicogênio são esgotados (glicogenólise) 
Os esqueletos de carbono para a GNEO são derivados 
principalmente de 
• Aminoácidos glicogênicos 
• Lactato (do músculo) 
• Glicerol (hidrólise de TAG no tecido adiposo) 
A GNEO é favorecida pela ativação de frutose-1,6-
bifosfatase (devido à queda do seu inibidor, a frutose-2,6-
bifosfato) 
 
Favorecida também pela indução de fosfoenol-piruvato (PEP)-
carboxicinase por meio do glucagon. 
 
Observação 
Embora o acetil-coa não possa ser usado como substrato para 
a gliconeogênese, aquela produzida na B-oxidação do fígado 
serve como ativador alostérico da piruvato-carboxilase (e 
inibidor alostérico da piruvato-desidrogenase) e assim 
encaminha o piruvato para a gliconeogênese e o acetil-coa vai 
apara a síntese de corpos cetônicos 
METABOLISMO DE LIPÍDEOS 
 
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ESTADO DE JEJUM 
Aumento da B-oxidação de ácidos graxos (3) 
Hidrólise de TAG do tecido adiposo → fornece ácidos graxos + 
glicerol 
Ácidos graxos → fígado → B-oxidação → acetil-coa → maior 
fonte energética para o fígado no estado de jejum 
além disso, a queda de Malonil-coa, devido a fosforilação 
(inativação) da ACC pela proteína-cinase ativada por AMP 
(AMPK) → rompe a inibição que o malonil-coa causava na 
CPT-1 → permite a B-oxidação 
obs: a oxidação de ácidos graxos fornece NADH e ATP 
exigidos pela gliconeogênese hepática 
 
Aumento na síntese de corpos cetônicos (4) 
Só o fígado consegue sintetizar os corpos cetônicos (mas não 
consegue usar eles como combustível pois não possui a 
tioforase) → predominantemente o 3-hidroxibutirato 
 
• Primeiros dias de jejum 
A cetogênese é favorecida quando a quantidade de acetil-coa 
produzida elo metabolismo dos AG excede a capacidade 
oxidativa do ciclo do ácido cítrico. 
Obs: a cetogênese libera CoA que assegura a B-oxidação de 
ácidos graxos 
• Importância 
Importante porque os corpos cetônicos vão para outros tecidos, 
sofrem cetólise, liberando acetil-coa que entra no TCA e 
fornece energia, principalmente para o encéfalo, desde que 
sua concentração no sangue seja suficiente. 
Reduz a necessidade de GNEO a partir dos esqueletos 
carbonados de aminoácidos, tornando mais lenta a perda de 
proteínas essenciais (importantes para as funções vitais) 
 
METABOLISMO DE CARBOIDRATOS 
Adipócitos possuem GLUT4 dependente de insulina para 
poderem captar glicose. No jejum há glucagon e não insulina 
→ menos glicose → menos síntese de ácidos graxos e TAG 
METABOLISMO DOS LIPÍDEOS 
Aumento na degradação de TAG (1) 
A ativação da lipase sensível ao hormônio (LSH) + hidrólise 
dos estoques de TAG → aumentadas pelos níveis elevados 
das catecolaminas 
Terminais nervosos simpáticos → liberam adrenalina e 
noradrenalina → ativa LSH e glucagon também ativa 
 
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ESTADO DE JEJUM 
Aumento na liberação de ácidos graxos (2) 
Hidrólise da gordura pela LSH → ácidos graxos + glicerol 
Ácidos graxos → + albumina → transportados para os tecidos 
→ combustível energético 
Glicerol → usado como precursor da GNEO no fígado 
Obs: os AG são também oxidados a acetil-coa, que pode entrar 
no TCA e produzir energia para o adipócito. Eles também 
podem ser reesterificados junto ao glicerol-3-P proveniente da 
gliceroneogênese gerando TAG novamente 
Decréscimo na captação de ácidos graxos 
Jejum → não tem insulina que ativa a LPL → TAG e 
lipoproteínas circulantes não estão disponíveis para o tecido 
adiposo → diminui captação de ácidos graxos 
• ME no repouso durante estado alimentar 
Usa a glicose como combustível 
• ME durante exercício normal 
Usa o glicogênio estocado como fonte de energia 
• ME durante o exercício intenso 
A glicose-6-fosfato derivada do glicogênio (reservas) → lactato 
pela glicólise anaeróbica 
• ME em repouso no jejum 
A mexida que a reserva de glicogênio de esgota, os AGL 
(fornecidos pela mobilização de TAG do tecido adiposo) → 
principal fonte de energia 
METABOLISMO DE CARBOIDRATOS 
As células musculares dependem de GLUT4 que depende de 
insulina para a glicose entrar, assim, durante o jejum tem pouca 
insulina → metabolismo da glicose reduzido 
 
METABOLISMO DE LIPÍDEOS (1 e 2) 
• Durante as 2 primeirassemanas de jejum 
Músculos usam AGL do tecido adiposo + corpos cetônicos → 
energia 
• Cerca de 3 semanas de jejum 
Encéfalo começa usar mais corpos cetônicos → ME reduz 
consumo de corpos cetônicos e oxidam quase que 
exclusivamente os AGL 
METABOLISMO DE PROTEÍNAS (3) 
• Primeiros dias de jejum 
Há uma rápida quebra de proteína muscular (proteólise) → 
aminoácidos (alanina e glutamina principais, produzidos pelo 
catabolismo de AA de cadeia ramificada) → fígado → GNEO 
A proteólise é desencadeada pela redução de insulina e 
mantida pelo aumento de glicocorticoides (principalmente o 
cortisol), pois o músculo não possui receptor de glucagon 
• Várias semanas de jejum 
a proteólise muscular decresce, porque há um declínio de 
necessidade de glicose pelo encéfalo, que começa a usar 
corpos cetônicos como fonte de energia para prevenir a 
proteólise de aminoácidos essenciais 
 
• Primeiros dias 
O SNC continua a usar exclusivamente glicose como fonte 
energética. A glicemia no momento está sendo mantida pela 
GNEO hepática, a partir de precursores como aminoácidos 
(proteólise muscular) e glicerol (lipólise) 
• Jejum prolongado (mais de 2 ou 3 semanas) 
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ESTADO DE JEJUM 
Os corpos cetônicos atingem níveis elevados plasmáticos e 
juntamente com a glicose → energia 
Eles poupam a glicose e, assim, proteína muscular. 
As mudanças metabólicas ocorridas no jejum asseguram que 
todos os tecidos tenham suprimento adequado de moléculas 
combustíveis. 
 
Os rins expressam as enzimas da GNEO → glicose-6-
fosfatase e em fases avançadas do jejum, podem ser 
responsáveis por cerca de 50% da GNEO (a outra metade da 
glicose produzida é usada por eles) 
• Compensam a acidose com o aumento de corpos 
cetônicos 
ME metaboliza AA de cadeia ramificada → glutamina → rins 
→ enzimas renais glutaminase e glutamato-desidrogenase 
Glutamina → alfa-cetoglutarato (substrato para a GNEO) + 
amônia (NH3) 
A amônia captura H+ dissociados de CC → NH4+ → urina → 
diminuindo a acidez corporal 
• Função dele no jejum a longo prazo 
portanto, no jejum a longo prazo, ocorre troca no tipo de 
descarte do nitrogênio → em vez de ureia, vai ser descartado 
como NH4+ (amônio) 
• Enterócitos 
Quando a concentração de corpos cetônicos aumenta, os 
enterócitos, que comumente consomem glutamina, passam a 
consumir corpos cetonicos. Isso disponibiliza mais glutamina 
para os rins 
 
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ESTADO DE JEJUM 
 
 
 
 
 
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Nutrição 
O aporte de energia estimado é a ingestão média de 
nutrientes energéticos prevista para manter o balanço 
energético (calorias consumidas = energia gasta) em um adulto 
sadio. 
Difere para 
• Gênero 
• Idade 
• Altura 
• Peso 
• Nível de atividade física 
• Metabolismo 
 
 
A energia gerada pelo metabolismo dos macronutrientes é 
utilizada para 3 processos 
• Taxa metabólica basal (ou de repouso) 
• Efeito térmico do alimento 
• Atividade física 
Taxa metabólica basal 
É a energia gasta por um individuo em repouso no estado pós 
absortivo. 
 
Representa a energia necessária para manter as funções 
normais do organismo → respiração, fluxo sanguíneo, 
transporte iônico e manutenção da integridade celular. 
Em um adulto 
• TMR cerca de 1800 kcal homens (70 kg) 
• TMR cerca de 1300 kcal mulheres (50 kg) 
Efeito térmico do alimento 
Durante a digestão e absorção de alimentos, a produção de 
calor pelo corpo aumenta em até 30% acima do nível de 
repouso. 
Atividade física 
A atividade muscular fornece a maior variação no gasto 
energético. A energia consumida vai depender da duração e 
da intensidade do exercício. 
• Pessoa sedentária requer 30 a 50% acima das 
necessidades calóricas no repouso para o balanço 
energético 
• Individuo muito ativo pode necessitar de 100% ou mais 
calorias acima da TMB 
O balanço nitrogenado ocorre quando a quantidade de 
nitrogênio consumido é equivalente à de nitrogênio 
excretado na urina, suor ou fezes. A maioria dos adultos sadio 
está normalmente em balanço nitrogenado 
Balanço nitrogenado positivo (+) 
Quando a ingestão de nitrogênio excede sua excreção. 
• Crescimento tecidual → infância, gestação ou 
recuperação de uma doença debilitante 
Balanço nitrogenado negativo (-) 
Ocorre quando a perda de nitrogênio é maior do que a 
ingestão. 
• Dieta proteica inadequada 
• Falta de aminoácidos essenciais 
• Durante estresse fisiológico → trauma, queimadura, 
doença ou cirurgia 
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Referências 
Tratado de Fisiologia Médica - Guyton 11ª edição 
Bioquímica Ilustrada – Harvey 5ª edição 
Bioquímica Médica de Marks: uma abordagem clínica – 2ª edição 
 
 
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