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Ergonomia
Ergonomia, conceito e 
aplicações 
Abordagens da ergonomia
Bloco 1
Renan Primo
Conceitos e aplicações
Trabalhos em período 
noturno, jornada de 
trabalho prolongada, 
monotonia e repetitividade 
e imposição de rotina 
intensa são alguns dos 
problemas enfrentados 
pelos trabalhadores.
No entanto, esses 
problemas têm solução?
Figura 1 - Desânimo no trabalho
Fonte: ronstik/iStock.com.
Conceito de Ergonomia
• A Ergonomia é uma ciência que busca entender como o ser humano se 
relaciona com os sistemas e elementos do trabalho.
Figura 2 - Conceito importante 
Fonte: busracavus/iStock.com.
Figura 3 - Trabalhadora em ambiente 
industrial 
Fonte: Nopphon Pattanasri/iStock.com.
Objetivos da Ergonomia
• Transformar o ambiente 
de trabalho para 
aumento do conforto, 
saúde e segurança do 
trabalhador e redução 
de custos por meio da 
prevenção de acidentes, 
doenças ocupacionais e 
absenteísmo.
Figura 4 - Alvo que representa a busca 
por um objetivo
Fonte: porcorex/iStock.com.
Abordagens da Ergonomia
1. A Ergonomia anglo-
saxônica, também 
chamada de Human
Factors (fatores 
humanos), pretende 
adaptar a máquina ao 
homem. 
2. A Ergonomia Franco 
Belga, também 
chamada de Análise da 
Atividade, pretende 
adaptar o trabalho ao 
homem. 
Figura 5 - Representação de uma 
decisão para dois caminhos 
(abordagens)
Fonte: Orla/iStock.com.
Impactos da sua não utilização 
• Problemas...
• Saúde fragilizada.
• Desmotivação.
• Baixa produtividade.
• Absenteísmo.
• Gasto empresarial 
com médicos e 
afastamentos.
Figura 6 - Impactos de um posto de 
trabalho não ergonômico
Fonte: Khosrork/iStock.com.
A Análise Ergonômica do Trabalho (AET)
• AET é método que traz 
uma visão integrada da 
organização, dos postos 
de trabalho, das lacunas 
entre o trabalho real e 
prescrito e propõe 
soluções por meio de 
um documento formal.
• Norma 
Regulamentadora nº 17 
– Ergonomia (BRASIL, 
1990).
Figura 7 - Exemplo de fiscalização em 
uma indústria
Fonte: AzmanL/iStock.com.
Ergonomia, conceito e 
aplicações
Trabalho real: uma visão necessária
Bloco 2
Renan Primo
Definição
“A Ergonomia (ou Human Factors) é a disciplina 
científica que visa a compreensão fundamental 
das interações entre os seres humanos e os outros 
componentes de um sistema, e a profissão que 
aplica princípios teóricos, dados e métodos com o 
objetivo de otimizar o bem estar das pessoas e o 
desempenho global dos sistemas.” (FALZON, 2007, 
p. 5)
Trabalho prescrito versus Trabalho real
Fonte: adaptada de Bedin, Fontes e Braatz (2020, p. 234 ).
Figura 8 - Relação e diferenças entre Tarefa e Atividade 
Resultados 
Efetivos
Condições 
Reais
Condições 
Determinadas
Resultados 
Antecipados
TAREFA
ATIVIDADE 
DE 
TRABALHO
Trabalho Prescrito Trabalho Real
Os desafios do trabalho real
• Alta demanda.
• Variabilidade do 
ambiente.
• Instrumentos defasados, 
sucateados.
• Demanda dos 
consumidores.
• Relação com a 
organização.
Figura 9 - Relação turbulenta entre 
gestão e trabalhador 
Fonte: demaerre/iStock.com.
Ergonomia Organizacional
As três grandes frentes da 
ergonomia: Física, Cognitiva 
e Organizacional. 
• Ergonomia 
organizacional trata da 
utilização dos sistemas 
sociotécnicos, 
abrangendo as 
estruturas 
organizacionais, 
políticas e os processos 
e sistemas de trabalho.
Figura 10 - Reunião em ambiente de 
trabalho corporativo 
Fonte: fizkes/iStock.com.
Ergonomia: conceito e aplicações
• Ergonomia cognitiva:
aborda os processos 
mentais, tais como 
percepção, memória, 
raciocínio e resposta 
motora, relacionados 
com as interações entre 
as pessoas e outros 
elementos de um 
sistema.
Figura 11 - Esgotamento mental
Fonte: MissTuni/iStock.com.
Ergonomia: conceito e aplicações
• Ergonomia física:
compreende as 
características da 
anatomia humana, 
antropometria, 
fisiologia e biomecânica 
relacionadas à atividade 
física em ambiente de 
trabalho.
Figura 12 - Postura correta ao carregar 
uma carga
Fonte: ilbusca/iStock.com.
Conclusão
A finalidade da ergonomia é 
suprir a lacuna entre o que 
é prescrito e o que é real, 
proporcionando uma 
genuína transformação do 
trabalho.
Figura 13 - Ilustração metafórica de 
um trabalhador flutuando de alegria 
pelo seu trabalho
Fonte: dorian2013/iStock.com.
Ergonomia, conceito e 
aplicações
Análise Ergonômica do Trabalho – AET 
Bloco 3
Renan Primo
Introdução
• A NR-17 (BRASIL, 1990) estabelece parâmetros que permitem a adaptação das 
condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. 
Isto somente é possível por meio da Análise Ergonômica do Trabalho (AET).
Figura 14 - Exemplo de fiscalização em 
uma indústria
Fonte: AzmanL/iStock.com.
AET – Principais etapas e aplicações 
Fases específicas da AET:
• Análise da demanda.
• Escolha das situações de análise (informações 
gerais e análise das tarefas Hipótese de nível 1).
• Observações globais e abertas da atividade.
• Diagnóstico.
• Recomendações e transformação.
AET – Aplicação em um posto de trabalho
Fonte: adaptada de Abrahão et al. (2009, p. 183).
Figura 15 - Fluxo interativo da AET
Análise da Tarefa
Observações Globais da Atividade
Pré-Diagnóstico
Hipótese de
Nível 2
Definição do 
Plano de 
Observação
Coleta e
Tratamento de
Dados
Interação com
os 
operadores;
Registro de 
Contatos e de
Verbalizações.
Diagnóstico Global e 
Específico
Figura 16 - Exemplo ambiente 
administrativo
Fonte: dorian2013/iStock.com.
Teoria em Prática
Bloco 4
Renan Primo
Reflita sobre a seguinte situação
Alguns empregados de uma empresa do ramo da 
construção civil têm apresentado dores nas articulações 
de mãos, dedos, antebraço e coluna. As queixas 
começaram a surgir depois que a empresa trocou o 
equipamento de serra que realiza o corte de barras 
metálicas. A serra possui um gatilho que é acionado pelo 
dedo indicador, contudo, verificou-se que o gatilho 
apresenta problemas de trava, gerando um esforço para 
acioná-lo, o que poderia explicar as dores nos dedos, 
mãos e antebraços, mas o que explicaria as dores na 
coluna? 
Reflita sobre a seguinte situação
Então, ao observar a atividade executada pelos 
profissionais, verificou-se que os empregados jogam o 
corpo para frente, como se usassem o próprio peso para 
pressionar o corte, comportamento que não era 
realizado quando utilizavam o equipamento antigo.
O que explicaria esse novo comportamento?
É possível identificar a aplicação e aderência dos 
fundamentos de ergonomia dentro deste contexto, assim 
como aspectos físicos, cognitivos e organizacionais? 
Discorra sobre eles. 
Norte para a resolução...
• Lembre-se que, o trabalho real é diferente do 
prescrito. As atividades realizadas pelo trabalhador 
sofrem com a variabilidade das máquinas e situações 
encontradas no ambiente de trabalho. 
• O zelo pelo trabalho pode gerar no trabalhador 
comportamentos lesivos a sua saúde. A ergonomia 
dispõe sobre os riscos que um equipamento mal 
projetado pode causar.
• A ergonomia cognitiva aborda os processos mentais, 
tais como resposta motora, relacionada com as 
interações entre as pessoas e outros elementos de um 
sistema. 
Dica do(a) Professor(a)
Bloco 5
Renan Primo
Dica do(a) Professor(a)
Documentário: China in Blue (2005)
Ano: 2005.
Duração: 1h 26m.
Dirigido por Micha X. Peled, o documentário fala sobre 
relações de trabalho na China pós-globalização em 
condições subumanas de trabalho e os desrespeitos 
sofridos pelos adolescentes trabalhadores para 
atenderem às demandas de multinacionais do ocidente.
Referências
ABRAHÃO, J. et al. Introdução à ergonomia: da teoria à prática. 
São Paulo: Edgard Blücher, 2009.
BEDIN, É. P.; FONTES, A. R. M.; BRAATZ, D. Discrepância entre o 
trabalho prescrito e real: o caso dos fiscais de contrato de 
serviços terceirizados das universidades federais do estado de 
São Paulo. RBGN Revista Brasileira de Gestão de Negócios, [s. l.], 
v. 22, n. 2, p. 232-249, abr. 2020. Disponível em: 
https://rbgn.fecap.br/RBGN/article/view/4055.Acesso em: 23 
mar. 2021. 
Referências
BRASIL. Ministério do Trabalho e Previdência. NR-17 -
Ergonomia. Brasília, DF: Ministério do Trabalho e Previdência, 
[1990]. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho/pt-
br/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-
regulamentadoras/nr-17.pdf/view. Acesso em: 15 mar. 2021. 
FALZON, P. Natureza, objetivos e conhecimentos da 
Ergonomia: elementos de uma análise cognitiva da prática. In: 
FALZON, P. (Ed.) Ergonomia. São Paulo: Edgard Blücher, 2007. 
p. 3-20.
GUÉRIN, F. et al. Compreender o trabalho para transformá-lo: 
a prática da ergonomia. São Paulo: Edgard Blücher, 2001.
Bons estudos!

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