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SIMULADO 1 - PROJETO SEDU - PROF GUILHERME FONSECA - COM GABARITO

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Questões resolvidas

Estradas e viajantes

A linguagem nossa de cada dia pode ser altamente expressiva. Não sei até quando sobreviverão expressões, ditados, fórmulas proverbiais, modos de dizer que atravessaram o tempo falando as coisas de um jeito muito especial, gostoso, sugestivo. Acabarão por cair todas em desuso numa época como a nossa, cheia de pressa e sem nenhuma paciência, ou apenas se renovarão?

Algumas expressões são tão fortes que resistem aos séculos. Haverá alguma língua que não estabeleça formas de comparação entre vida e viagem, vida e caminho, vida e estrada? O grande Dante já começava a Divina Comédia com “No meio do caminho de nossa vida...”. Se a vida é uma viagem, a grande viagem só pode ser... a morte, fim do nosso caminho. “Ela partiu", “Ele se foi”, dizemos. E assim vamos seguindo...

Quando menino, ouvia com estranheza a frase “Cuidado, tem boi na linha”. Como não havia linha de trem nem boi por perto, e as pessoas olhavam disfarçadamente para mim, comecei a desconfiar, mas sem compreender, que o boi era eu; mas como assim? Mais tarde vim a entender a tradução completa e prosaica: “suspendamos a conversa, porque há alguém que não deve ouvi-la”. Uma outra expressão pitoresca, que eu já entendia, era “calça de pular brejo” ou “calça de atravessar rio”, no caso de pernas crescidas ou calças encolhidas, tudo constatado antes de pegar algum caminho.

Já adulto, vim a dar com o termo “passagem”, no sentido fúnebre. “Passou desta para melhor”. Situação difícil: “estar numa encruzilhada”. Fim de vida penoso? “Também, já está subindo a ladeira dos oitenta...” São incontáveis os exemplos, é uma retórica inteira dedicada a imagens como essas. Obviamente, os poetas, especialistas em imagens, se encarregam de multiplicá-las. “Tinha uma pedra no meio do caminho”, queixou-se uma vez, e para sempre, o poeta Carlos Drummond de Andrade, fornecendo-nos um símbolo essencial para todo e qualquer obstáculo que um caminhante fatalmente enfrenta na estrada da vida, neste mundo velho sem porteira... (Peregrino Solerte, inédito)
A frase de abertura do texto – A linguagem nossa de cada dia pode ser altamente expressiva – corresponde a uma tese
A) cuja contestação é coerentemente desenvolvida, concluindo-se com a referência a Carlos Drummond de Andrade.
B) cujo desenvolvimento se faz com a multiplicação de exemplos, relativos a um mesmo campo de expressão simbólica.
C) cujo desenvolvimento acaba por comprovar a ineficiência da linguagem simbólica, se comparada com a rotineira.
D) cuja comprovação se dá pelo fato de que, na evolução de uma língua, as expressões simbólicas se mantêm sempre as mesmas.
E) cuja contestação é encaminhada mediante a comparação entre a linguagem antiga e a linguagem contemporânea.

História de uma praça

Numa crônica antiga, intitulada “A rotina e a quimera”, Carlos Drummond de Andrade considerava o fato de que grandes escritores brasileiros, a começar por Machado de Assis, eram também funcionários públicos. Na lista numerosa, Drummond não incluiu a 5 mesmo, funcionário que foi de mais de um órgão público. A “rotina” do funcionário, outrora cercado de blocos de papéis, lápis e canetas, muitas vezes levava-o à “quimera”, ao universo da ficção e à imaginação criativa.

Mas há também funcionários cuja quimera é, na verdade, a pesquisa histórica. Valem-se de seu talento e de sua disposição para investigar a origem de nomes, de lugares, de fatos primordiais. Foi o que aconteceu, por exemplo, com Eliézer Rodrigues, veterano assessor de imprensa da Justiça do Trabalho do Ceará. Dedicou-se a pesquisar dados e a escrever um livro — “Praça José de Alencar - Tempos e viventes”. Já de si, o título indica o âmbito do livro.

O jornalista escritor resgata os primórdios dessa praça de Fortaleza, quando ainda se chamava Praça do Patrocinio, e aborda os principais acontecimentos que envolveram as edificações e pessoas que já habitaram seu entorno. O prédio da Fênix Caixeiral, a Igreja do Patrocinio, a Escola de Comércio, o Centro Médico, o Instituto de Patrimônio Histórico, o Lord Hotel, o INSS, a Associação Cearense de Imprensa e a 1ª Junta de Conciliação e Julgamento de Fortaleza são algumas das instituições retratadas na obra.

É importante haver cronistas desse porte para que a história de um lugar e de seus personagens se mantenha viva. Políticos, militares, empresários, intelectuais, artistas, músicos, juristas, celebridades, médicos, comerciantes e cidadãos comuns são alguns dos personagens reais que envolvem as tramas retratadas. Até mesmo uma cigana e um fantasma protagonizam causos curiosos.

Vê-se que a “quimera” desse escritor cearense está ancorada em impressões, fatos e pessoas que ele não quis deixar esquecer É mais que um momento da rotina: é um momento da memória pessoal e social dedicado ao lugar de afeto e de interesse público, a que dá a força de uma permanência temporal. (SÁ, Herculano Perez de. Com apoio na página eletrônica https://www.trt7.jus.br. Adaptado)
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:
A) envolvem as tramas retratadas (4º parágrafo) = circundam os relatos detectados.
B) protagonizam causos curiosos (4º parágrafo) = avultam em ocorrências singulares.
C) ao universo da ficção e à imaginação criativa (1º parágrafo) = para o talento universal e para a fantasia especulativa.
D) disposição para investigar a origem de nomes (2º parágrafo) = tendência para investir na originalidade de nomeações.
E) resgata os primórdios dessa praça (3º parágrafo) = recupera os redutos desse recinto.

[Linguagens e culturas]

Este livro estuda as modificações que se deram na cultura das classes populares ao longo das últimas décadas, de modo especial aquelas que podem ser atribuídas à influência das publicações de massa. Creio que obteríamos resultados muito semelhantes caso tomássemos como exemplos algumas outras formas de comunicação, como o cinema, o rádio ou a televisão.

Penso que tenho sempre tentado dirigir-me principalmente ao “leitor comum” sério ou “leigo inteligente” de qualquer classe social. Não significa isto que eu tenha tentado adotar qualquer tom de voz específico, ou que tenha evitado o uso de quaisquer termos técnicos, para só empregar expressões banais. Escrevi tão claramente quanto o permitiu a minha compreensão do assunto, e apenas usei termos técnicos quando me pareceram susceptíveis de se tornarem úteis e sugestivos.

O “leigo inteligente” é uma figura vaga, e a popularização uma tarefa perigosa; mas parece-me que aqueles de nós que consideram uma urgente necessidade escrever para ele devem continuar a tentá-lo. Porque um dos mais nefastos aspectos da nossa condição cultural é a divisão entre a linguagem dos peritos e o nível extraordinariamente baixo daquela utilizada nos órgãos de comunicação de massa.

(Adaptado de: HOGGART, Richard. As utilizações da cultura. Trad. de Maria do Carmo Cary. Lisboa: Editorial Presença, 1973.)
Ao introduzir um livro no qual estudará o efeito das publicações de massa sobre a cultura das classes populares, o autor preocupa-se, inicialmente, com
A) a complexidade do tema, cuja importância pode até mesmo ser menosprezada por algum leitor preconceituoso, algum “leigo inteligente”.
B) a complexidade da linguagem a utilizar, uma vez que buscará evitar tanto uma terminologia técnica como expressões excessivamente simplificadoras.
C) as controvérsias envolvidas na discussão do tema, divididas entre referendar ou negar o fenômeno de uma cultura de massa que seja autêntica.
D) as controvérsias decorrentes de uma posição política extremada, pela qual se nega qualquer influência entre diferentes áreas da cultura.
E) as polêmicas que levantará, entre leitores leigos, uma linguagem fatalmente limitada pelo apuro de uma terminologia técnica.

[Linguagens e culturas]

Este livro estuda as modificações que se deram na cultura das classes populares ao longo das últimas décadas, de modo especial aquelas que podem ser atribuídas à influência das publicações de massa. Creio que obteríamos resultados muito semelhantes caso tomássemos como exemplos algumas outras formas de comunicação, como o cinema, o rádio ou a televisão.

Penso que tenho sempre tentado dirigir-me principalmente ao “leitor comum” sério ou “leigo inteligente” de qualquer classe social. Não significa isto que eu tenha tentado adotar qualquer tom de voz específico, ou que tenha evitado o uso de quaisquer termos técnicos, para só empregar expressões banais. Escrevi tão claramente quanto o permitiu a minha compreensão do assunto, e apenas usei termos técnicos quando me pareceram susceptíveis de se tornarem úteis e sugestivos.

O “leigo inteligente” é uma figura vaga, e a popularização uma tarefa perigosa; mas parece-me que aqueles de nós que consideram uma urgente necessidade escrever para ele devem continuar a tentá-lo. Porque um dos mais nefastos aspectos da nossa condição cultural é a divisão entre a linguagem dos peritos e o nível extraordinariamente baixo daquela utilizada nos órgãos de comunicação de massa.

(Adaptado de: HOGGART, Richard. As utilizações da cultura. Trad. de Maria do Carmo Cary. Lisboa: Editorial Presença, 1973.)
Considerando-se o contexto, deve-se entender que
A) os dois casos de emprego das aspas (2o parágrafo) justificam-se pelo fato de buscar o autor a criação de um efeito de sentido altamente irônico.
B) o segmento resultados muito semelhantes (1o parágrafo) deixa ver que o autor está se referindo a pesquisas que ele já realizou, com conclusões taxativas.
C) o segmento tão claramente quanto o permitiu (2o parágrafo) ressalta a fatalidade de escrever um livro para leigos numa linguagem inevitavelmente imprópria.
D) a frase e a popularização uma tarefa perigosa (3o parágrafo) faz subentender a forma verbal é da frase anterior.
E) o pronome sublinhado no segmento continuar a tentá-lo (3o parágrafo) faz referência a “leigo inteligente”, no início do período.

[Linguagens e culturas]

Este livro estuda as modificações que se deram na cultura das classes populares ao longo das últimas décadas, de modo especial aquelas que podem ser atribuídas à influência das publicações de massa. Creio que obteríamos resultados muito semelhantes caso tomássemos como exemplos algumas outras formas de comunicação, como o cinema, o rádio ou a televisão.

Penso que tenho sempre tentado dirigir-me principalmente ao “leitor comum” sério ou “leigo inteligente” de qualquer classe social. Não significa isto que eu tenha tentado adotar qualquer tom de voz específico, ou que tenha evitado o uso de quaisquer termos técnicos, para só empregar expressões banais. Escrevi tão claramente quanto o permitiu a minha compreensão do assunto, e apenas usei termos técnicos quando me pareceram susceptíveis de se tornarem úteis e sugestivos.

O “leigo inteligente” é uma figura vaga, e a popularização uma tarefa perigosa; mas parece-me que aqueles de nós que consideram uma urgente necessidade escrever para ele devem continuar a tentá-lo. Porque um dos mais nefastos aspectos da nossa condição cultural é a divisão entre a linguagem dos peritos e o nível extraordinariamente baixo daquela utilizada nos órgãos de comunicação de massa.

(Adaptado de: HOGGART, Richard. As utilizações da cultura. Trad. de Maria do Carmo Cary. Lisboa: Editorial Presença, 1973.)
Ao optar precisamente pelo nível de linguagem que adotou em seu livro, o autor manifesta a esperança de que
A) a supressão de qualquer terminologia técnica faça com que seu tema fique mais preciso para os responsáveis pelas publicações de massa.
B) o “leitor comum” ou mesmo o “leigo inteligente” sejam capazes de compreender o rigor com que os termos técnicos foram multiplicadamente empregados.
C) o uso incontornável de esporádicos termos especializados acabe por fazê-los compreensíveis e proveitosos para o leitor comum.
D) a adesão a uma terminologia altamente técnica redunde em algum benefício para os leitores mais afeitos às questões a serem analisadas.
E) a profundidade de sua análise sociológica compense o esforço que o leitor haverá de fazer para absorver toda a terminologia técnica.

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Questões resolvidas

Estradas e viajantes

A linguagem nossa de cada dia pode ser altamente expressiva. Não sei até quando sobreviverão expressões, ditados, fórmulas proverbiais, modos de dizer que atravessaram o tempo falando as coisas de um jeito muito especial, gostoso, sugestivo. Acabarão por cair todas em desuso numa época como a nossa, cheia de pressa e sem nenhuma paciência, ou apenas se renovarão?

Algumas expressões são tão fortes que resistem aos séculos. Haverá alguma língua que não estabeleça formas de comparação entre vida e viagem, vida e caminho, vida e estrada? O grande Dante já começava a Divina Comédia com “No meio do caminho de nossa vida...”. Se a vida é uma viagem, a grande viagem só pode ser... a morte, fim do nosso caminho. “Ela partiu", “Ele se foi”, dizemos. E assim vamos seguindo...

Quando menino, ouvia com estranheza a frase “Cuidado, tem boi na linha”. Como não havia linha de trem nem boi por perto, e as pessoas olhavam disfarçadamente para mim, comecei a desconfiar, mas sem compreender, que o boi era eu; mas como assim? Mais tarde vim a entender a tradução completa e prosaica: “suspendamos a conversa, porque há alguém que não deve ouvi-la”. Uma outra expressão pitoresca, que eu já entendia, era “calça de pular brejo” ou “calça de atravessar rio”, no caso de pernas crescidas ou calças encolhidas, tudo constatado antes de pegar algum caminho.

Já adulto, vim a dar com o termo “passagem”, no sentido fúnebre. “Passou desta para melhor”. Situação difícil: “estar numa encruzilhada”. Fim de vida penoso? “Também, já está subindo a ladeira dos oitenta...” São incontáveis os exemplos, é uma retórica inteira dedicada a imagens como essas. Obviamente, os poetas, especialistas em imagens, se encarregam de multiplicá-las. “Tinha uma pedra no meio do caminho”, queixou-se uma vez, e para sempre, o poeta Carlos Drummond de Andrade, fornecendo-nos um símbolo essencial para todo e qualquer obstáculo que um caminhante fatalmente enfrenta na estrada da vida, neste mundo velho sem porteira... (Peregrino Solerte, inédito)
A frase de abertura do texto – A linguagem nossa de cada dia pode ser altamente expressiva – corresponde a uma tese
A) cuja contestação é coerentemente desenvolvida, concluindo-se com a referência a Carlos Drummond de Andrade.
B) cujo desenvolvimento se faz com a multiplicação de exemplos, relativos a um mesmo campo de expressão simbólica.
C) cujo desenvolvimento acaba por comprovar a ineficiência da linguagem simbólica, se comparada com a rotineira.
D) cuja comprovação se dá pelo fato de que, na evolução de uma língua, as expressões simbólicas se mantêm sempre as mesmas.
E) cuja contestação é encaminhada mediante a comparação entre a linguagem antiga e a linguagem contemporânea.

História de uma praça

Numa crônica antiga, intitulada “A rotina e a quimera”, Carlos Drummond de Andrade considerava o fato de que grandes escritores brasileiros, a começar por Machado de Assis, eram também funcionários públicos. Na lista numerosa, Drummond não incluiu a 5 mesmo, funcionário que foi de mais de um órgão público. A “rotina” do funcionário, outrora cercado de blocos de papéis, lápis e canetas, muitas vezes levava-o à “quimera”, ao universo da ficção e à imaginação criativa.

Mas há também funcionários cuja quimera é, na verdade, a pesquisa histórica. Valem-se de seu talento e de sua disposição para investigar a origem de nomes, de lugares, de fatos primordiais. Foi o que aconteceu, por exemplo, com Eliézer Rodrigues, veterano assessor de imprensa da Justiça do Trabalho do Ceará. Dedicou-se a pesquisar dados e a escrever um livro — “Praça José de Alencar - Tempos e viventes”. Já de si, o título indica o âmbito do livro.

O jornalista escritor resgata os primórdios dessa praça de Fortaleza, quando ainda se chamava Praça do Patrocinio, e aborda os principais acontecimentos que envolveram as edificações e pessoas que já habitaram seu entorno. O prédio da Fênix Caixeiral, a Igreja do Patrocinio, a Escola de Comércio, o Centro Médico, o Instituto de Patrimônio Histórico, o Lord Hotel, o INSS, a Associação Cearense de Imprensa e a 1ª Junta de Conciliação e Julgamento de Fortaleza são algumas das instituições retratadas na obra.

É importante haver cronistas desse porte para que a história de um lugar e de seus personagens se mantenha viva. Políticos, militares, empresários, intelectuais, artistas, músicos, juristas, celebridades, médicos, comerciantes e cidadãos comuns são alguns dos personagens reais que envolvem as tramas retratadas. Até mesmo uma cigana e um fantasma protagonizam causos curiosos.

Vê-se que a “quimera” desse escritor cearense está ancorada em impressões, fatos e pessoas que ele não quis deixar esquecer É mais que um momento da rotina: é um momento da memória pessoal e social dedicado ao lugar de afeto e de interesse público, a que dá a força de uma permanência temporal. (SÁ, Herculano Perez de. Com apoio na página eletrônica https://www.trt7.jus.br. Adaptado)
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:
A) envolvem as tramas retratadas (4º parágrafo) = circundam os relatos detectados.
B) protagonizam causos curiosos (4º parágrafo) = avultam em ocorrências singulares.
C) ao universo da ficção e à imaginação criativa (1º parágrafo) = para o talento universal e para a fantasia especulativa.
D) disposição para investigar a origem de nomes (2º parágrafo) = tendência para investir na originalidade de nomeações.
E) resgata os primórdios dessa praça (3º parágrafo) = recupera os redutos desse recinto.

[Linguagens e culturas]

Este livro estuda as modificações que se deram na cultura das classes populares ao longo das últimas décadas, de modo especial aquelas que podem ser atribuídas à influência das publicações de massa. Creio que obteríamos resultados muito semelhantes caso tomássemos como exemplos algumas outras formas de comunicação, como o cinema, o rádio ou a televisão.

Penso que tenho sempre tentado dirigir-me principalmente ao “leitor comum” sério ou “leigo inteligente” de qualquer classe social. Não significa isto que eu tenha tentado adotar qualquer tom de voz específico, ou que tenha evitado o uso de quaisquer termos técnicos, para só empregar expressões banais. Escrevi tão claramente quanto o permitiu a minha compreensão do assunto, e apenas usei termos técnicos quando me pareceram susceptíveis de se tornarem úteis e sugestivos.

O “leigo inteligente” é uma figura vaga, e a popularização uma tarefa perigosa; mas parece-me que aqueles de nós que consideram uma urgente necessidade escrever para ele devem continuar a tentá-lo. Porque um dos mais nefastos aspectos da nossa condição cultural é a divisão entre a linguagem dos peritos e o nível extraordinariamente baixo daquela utilizada nos órgãos de comunicação de massa.

(Adaptado de: HOGGART, Richard. As utilizações da cultura. Trad. de Maria do Carmo Cary. Lisboa: Editorial Presença, 1973.)
Ao introduzir um livro no qual estudará o efeito das publicações de massa sobre a cultura das classes populares, o autor preocupa-se, inicialmente, com
A) a complexidade do tema, cuja importância pode até mesmo ser menosprezada por algum leitor preconceituoso, algum “leigo inteligente”.
B) a complexidade da linguagem a utilizar, uma vez que buscará evitar tanto uma terminologia técnica como expressões excessivamente simplificadoras.
C) as controvérsias envolvidas na discussão do tema, divididas entre referendar ou negar o fenômeno de uma cultura de massa que seja autêntica.
D) as controvérsias decorrentes de uma posição política extremada, pela qual se nega qualquer influência entre diferentes áreas da cultura.
E) as polêmicas que levantará, entre leitores leigos, uma linguagem fatalmente limitada pelo apuro de uma terminologia técnica.

[Linguagens e culturas]

Este livro estuda as modificações que se deram na cultura das classes populares ao longo das últimas décadas, de modo especial aquelas que podem ser atribuídas à influência das publicações de massa. Creio que obteríamos resultados muito semelhantes caso tomássemos como exemplos algumas outras formas de comunicação, como o cinema, o rádio ou a televisão.

Penso que tenho sempre tentado dirigir-me principalmente ao “leitor comum” sério ou “leigo inteligente” de qualquer classe social. Não significa isto que eu tenha tentado adotar qualquer tom de voz específico, ou que tenha evitado o uso de quaisquer termos técnicos, para só empregar expressões banais. Escrevi tão claramente quanto o permitiu a minha compreensão do assunto, e apenas usei termos técnicos quando me pareceram susceptíveis de se tornarem úteis e sugestivos.

O “leigo inteligente” é uma figura vaga, e a popularização uma tarefa perigosa; mas parece-me que aqueles de nós que consideram uma urgente necessidade escrever para ele devem continuar a tentá-lo. Porque um dos mais nefastos aspectos da nossa condição cultural é a divisão entre a linguagem dos peritos e o nível extraordinariamente baixo daquela utilizada nos órgãos de comunicação de massa.

(Adaptado de: HOGGART, Richard. As utilizações da cultura. Trad. de Maria do Carmo Cary. Lisboa: Editorial Presença, 1973.)
Considerando-se o contexto, deve-se entender que
A) os dois casos de emprego das aspas (2o parágrafo) justificam-se pelo fato de buscar o autor a criação de um efeito de sentido altamente irônico.
B) o segmento resultados muito semelhantes (1o parágrafo) deixa ver que o autor está se referindo a pesquisas que ele já realizou, com conclusões taxativas.
C) o segmento tão claramente quanto o permitiu (2o parágrafo) ressalta a fatalidade de escrever um livro para leigos numa linguagem inevitavelmente imprópria.
D) a frase e a popularização uma tarefa perigosa (3o parágrafo) faz subentender a forma verbal é da frase anterior.
E) o pronome sublinhado no segmento continuar a tentá-lo (3o parágrafo) faz referência a “leigo inteligente”, no início do período.

[Linguagens e culturas]

Este livro estuda as modificações que se deram na cultura das classes populares ao longo das últimas décadas, de modo especial aquelas que podem ser atribuídas à influência das publicações de massa. Creio que obteríamos resultados muito semelhantes caso tomássemos como exemplos algumas outras formas de comunicação, como o cinema, o rádio ou a televisão.

Penso que tenho sempre tentado dirigir-me principalmente ao “leitor comum” sério ou “leigo inteligente” de qualquer classe social. Não significa isto que eu tenha tentado adotar qualquer tom de voz específico, ou que tenha evitado o uso de quaisquer termos técnicos, para só empregar expressões banais. Escrevi tão claramente quanto o permitiu a minha compreensão do assunto, e apenas usei termos técnicos quando me pareceram susceptíveis de se tornarem úteis e sugestivos.

O “leigo inteligente” é uma figura vaga, e a popularização uma tarefa perigosa; mas parece-me que aqueles de nós que consideram uma urgente necessidade escrever para ele devem continuar a tentá-lo. Porque um dos mais nefastos aspectos da nossa condição cultural é a divisão entre a linguagem dos peritos e o nível extraordinariamente baixo daquela utilizada nos órgãos de comunicação de massa.

(Adaptado de: HOGGART, Richard. As utilizações da cultura. Trad. de Maria do Carmo Cary. Lisboa: Editorial Presença, 1973.)
Ao optar precisamente pelo nível de linguagem que adotou em seu livro, o autor manifesta a esperança de que
A) a supressão de qualquer terminologia técnica faça com que seu tema fique mais preciso para os responsáveis pelas publicações de massa.
B) o “leitor comum” ou mesmo o “leigo inteligente” sejam capazes de compreender o rigor com que os termos técnicos foram multiplicadamente empregados.
C) o uso incontornável de esporádicos termos especializados acabe por fazê-los compreensíveis e proveitosos para o leitor comum.
D) a adesão a uma terminologia altamente técnica redunde em algum benefício para os leitores mais afeitos às questões a serem analisadas.
E) a profundidade de sua análise sociológica compense o esforço que o leitor haverá de fazer para absorver toda a terminologia técnica.

Prévia do material em texto

SIMULADO 
1 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Estradas e viajantes 
A linguagem nossa de cada dia pode ser altamente expressiva. Não sei até 
quando sobreviverão expressões, ditados, fórmulas proverbiais, modos de dizer 
que atravessaram o tempo falando as coisas de um jeito muito especial, gostoso, 
sugestivo. Acabarão por cair todas em desuso numa época como a nossa, cheia 
de pressa e sem nenhuma paciência, ou apenas se renovarão? 
Algumas expressões são tão fortes que resistem aos séculos. Haverá alguma 
língua que não estabeleça formas de comparação entre vida e viagem, vida e 
caminho, vida e estrada? O grande Dante já começava a Divina Comédia com 
“No meio do caminho de nossa vida...”. Se a vida é uma viagem, a grande viagem 
só pode ser... a morte, fim do nosso caminho. “Ela partiu", “Ele se foi”, dizemos. 
E assim vamos seguindo... 
Quando menino, ouvia com estranheza a frase “Cuidado, tem boi na linha”. 
Como não havia linha de trem nem boi por perto, e as pessoas olhavam 
disfarçadamente para mim, comecei a desconfiar, mas sem compreender, que o 
boi era eu; mas como assim? Mais tarde vim a entender a tradução completa e 
prosaica: “suspendamos a conversa, porque há alguém que não deve ouvi-la”. 
Uma outra expressão pitoresca, que eu já entendia, era “calça de pular brejo” ou 
“calça de atravessar rio”, no caso de pernas crescidas ou calças encolhidas, tudo 
constatado antes de pegar algum caminho. 
 Já adulto, vim a dar com o termo “passagem”, no sentido fúnebre. “Passou desta 
para melhor”. Situação difícil: “estar numa encruzilhada”. Fim de vida penoso? 
“Também, já está subindo a ladeira dos oitenta...” São incontáveis os exemplos, 
é uma retórica inteira dedicada a imagens como essas. Obviamente, os poetas, 
especialistas em imagens, se encarregam de multiplicá-las. “Tinha uma pedra no 
meio do caminho”, queixou-se uma vez, e para sempre, o poeta Carlos 
Drummond de Andrade, fornecendo-nos um símbolo essencial para todo e 
qualquer obstáculo que um caminhante fatalmente enfrenta na estrada da vida, 
neste mundo velho sem porteira... (Peregrino Solerte, inédito) 
 
1. A frase de abertura do texto – A linguagem nossa de cada dia pode ser 
altamente expressiva – corresponde a uma tese 
(A) cuja contestação é coerentemente desenvolvida, concluindo-se com a 
referência a Carlos Drummond de Andrade. 
(B) cujo desenvolvimento se faz com a multiplicação de exemplos, relativos a um 
mesmo campo de expressão simbólica. 
(C) cujo desenvolvimento acaba por comprovar a ineficiência da linguagem 
simbólica, se comparada com a rotineira. 
(D) cuja comprovação se dá pelo fato de que, na evolução de uma língua, as 
expressões simbólicas se mantêm sempre as mesmas. 
 
 
SIMULADO 
2 
(E) cuja contestação é encaminhada mediante a comparação entre a linguagem 
antiga e a linguagem contemporânea. 
_______________________________________________________________ 
2. Atente para as seguintes afirmações: 
I. No 1o parágrafo, expressa-se a convicção de que os modos de dizer mais 
expressivos não sobreviverão nos tempos modernos, por serem avaliados como 
ineficazes nos processos de comunicação. 
II. No 3o parágrafo, a impossibilidade de o menino compreender a frase ouvida 
aos adultos deveu-se ao fato de estar traduzida em linguagem prosaica. 
III. No 4o parágrafo, reconhece-se nos poetas a capacidade de enriquecimento 
expressivo da linguagem, especialistas que são na criação de imagens. 
Em relação ao texto, está correto APENAS o que se afirma em 
(A) I. 
(B) II. 
(C) III. 
(D) I e II. 
(E) II e III. 
_______________________________________________________________ 
3. As expressões E assim vamos seguindo e neste mundo velho sem porteira 
(A) devem ser tomadas como exemplos do mesmo tipo de repertório de imagens 
enumeradas no texto. 
(B) constituem mais exemplos da tradução prosaica que se faz de bem 
conhecidas expressões simbólicas. 
(C) remetem ao mesmo significado que se atribuiu ao verso “Tinha uma pedra 
no meio do caminho”. 
(D) assumem a mesma significação melancólica de expressões como “grande 
viagem” ou “passagem”. 
(E) significam, no âmbito das expressões simbólicas, que já não há mais nada 
de novo que se deva conhecer nesta vida. 
_______________________________________________________________ 
4. Funcionam como marcas temporais, dentro de uma sequência histórica, as 
expressões 
(A) Não sei até quando e algumas expressões são tão fortes. 
(B) Como não havia linha de trem e São incontáveis os exemplos. 
(C) Já adulto e fornecendo-nos um símbolo essencial. 
 
 
SIMULADO 
3 
(D) Quando menino e Mais tarde vim a entender. 
(E) Uma outra expressão pitoresca e já está subindo a ladeira dos oitenta. 
_______________________________________________________________ 
5. Está correta a seguinte afirmação sobre um procedimento construtivo do texto: 
(A) O segmento ou apenas se renovarão? expressa uma concomitância em 
relação ao segmento Acabarão por cair todas em desuso. (1o parágrafo) 
(B) A construção Algumas expressões são tão fortes que resistem aos séculos 
expressa uma comparação. (2o parágrafo) 
(C) No segmento ouvia com estranheza a frase, o elemento sublinhado está 
empregado com a significação sentindo-me estranho. (3o parágrafo) 
(D) No segmento vim a dar com o termo “passagem”, o elemento sublinhado tem 
o sentido de passei a me valer. (4o parágrafo) 
(E) A construção Queixou-se uma vez, e para sempre, afirma a permanência que 
uma expressão confere a um incidente. (4o parágrafo) 
_______________________________________________________________ 
História de uma praça 
 Numa crônica antiga, intitulada “A rotina e a quimera”, Carlos Drummond de 
Andrade considerava o fato de que grandes escritores brasileiros, a começar por 
Machado de Assis, eram também funcionários públicos. Na lista numerosa, 
Drummond não incluiu a 5 mesmo, funcionário que foi de mais de um órgão 
público. A “rotina” do funcionário, outrora cercado de blocos de papéis, lápis e 
canetas, muitas vezes levava-o à “quimera”, ao universo da ficção e à 
imaginação criativa. 
 Mas há também funcionários cuja quimera é, na verdade, a pesquisa histórica. 
Valem-se de seu talento e de sua disposição para investigar a origem de nomes, 
de lugares, de fatos primordiais. Foi o que aconteceu, por exemplo, com Eliézer 
Rodrigues, veterano assessor de imprensa da Justiça do Trabalho do Ceará. 
Dedicou-se a pesquisar dados e a escrever um livro — “Praça José de Alencar - 
Tempos e viventes”. Já de si, o título indica o âmbito do livro. 
 O jornalista escritor resgata os primórdios dessa praça de Fortaleza, quando 
ainda se chamava Praça do Patrocinio, e aborda os principais acontecimentos 
que envolveram as edificações e pessoas que já habitaram seu entorno. O prédio 
da Fênix Caixeiral, a Igreja do Patrocinio, a Escola de Comércio, o Centro 
Médico, o Instituto de Patrimônio Histórico, o Lord Hotel, o INSS, a Associação 
Cearense de Imprensa e a 1ª Junta de Conciliação e Julgamento de Fortaleza 
são algumas das instituições retratadas na obra. 
 
 
 
 
SIMULADO 
4 
 É importante haver cronistas desse porte para que a história de um lugar e de 
seus personagens se mantenha viva. Políticos, militares, empresários, 
intelectuais, artistas, músicos, juristas, celebridades, médicos, comerciantes e 
cidadãos comuns são alguns dos personagens reais que envolvem as tramas 
retratadas. Até mesmo uma cigana e um fantasma protagonizam causos 
curiosos. 
 Vê-se que a “quimera” desse escritor cearense está ancorada em impressões, 
fatos e pessoas que ele não quis deixar esquecer É mais que um momento da 
rotina: é um momento da memória pessoal e social dedicado ao lugar de afeto e 
de interesse público, a que dá a força de uma permanência temporal. 
(SÁ, Herculano Perez de. Com apoio na página eletrônica https://www.trt7.jus.br. 
Adaptado) 
 
6. Considerando-se o contexto,traduz-se adequadamente o sentido de um 
segmento do texto em: 
(A) envolvem as tramas retratadas (4º parágrafo) = circundam os relatos 
detectados. 
(B) protagonizam causos curiosos (4º parágrafo) = avultam em ocorrências 
singulares. 
(C) ao universo da ficção e à imaginação criativa (1º parágrafo) = para o talento 
universal e para a fantasia especulativa. 
(D) disposição para investigar a origem de nomes (2º parágrafo) = tendência 
para investir na originalidade de nomeações. 
(E) resgata os primórdios dessa praça (3º parágrafo) = recupera os redutos 
desse recinto. 
_______________________________________________________________ 
7. Como título “A rotina e a quimera”, Drummond nos deixou uma crônica na qual 
considera que 
(A) cargos na administração pública foram concedidos a muitos escritores 
brasileiros para atestarem sua real vocação. 
(B) a disponibilidade dos clássicos materiais de escritório induzia os funcionários 
a exercitarem o uso de linguagens experimentais. 
(C) a fantasia dos escritores deriva diretamente das experiências de quem 
exerce um trabalho muito metódico. 
(D) as condições de um trabalho burocrático são por vezes favoráveis à busca 
de uma expressão literária. 
(E) a imaginação de altos funcionários leva-os a se distanciarem 
prejudicialmente das práticas de seu ofício. 
 
 
SIMULADO 
5 
_______________________________________________________________ 
 
8. Contextualizado nesse texto, o gênero da crônica e um atributo do cronista 
constituem possibilidades reais de se 
(A) aglutinar num texto literário memórias fictícias e Imagens da vida presente. 
(B) documentar com rigor a história de monumentos extintos ou desprestigiados. 
(C) expandir a imaginação para muito além do que seja material ou factual. 
(D) adulterar certos fatos passados em beneficio de seu sentido no presente. 
(E) recortar do tempo e do espaço históricos um sentido social permanente. 
_______________________________________________________________ 
[Linguagens e culturas] 
Este livro estuda as modificações que se deram na cultura das classes populares 
ao longo das últimas décadas, de modo especial aquelas que podem ser 
atribuídas à influência das publicações de massa. Creio que obteríamos 
resultados muito semelhantes caso tomássemos como exemplos algumas 
outras formas de comunicação, como o cinema, o rádio ou a televisão. 
Penso que tenho sempre tentado dirigir-me principalmente ao “leitor comum” 
sério ou “leigo inteligente” de qualquer classe social. Não significa isto que eu 
tenha tentado adotar qualquer tom de voz específico, ou que tenha evitado o uso 
de quaisquer termos técnicos, para só empregar expressões banais. Escrevi tão 
claramente quanto o permitiu a minha compreensão do assunto, e apenas usei 
termos técnicos quando me pareceram susceptíveis de se tornarem úteis e 
sugestivos. 
O “leigo inteligente” é uma figura vaga, e a popularização uma tarefa perigosa; 
mas parece-me que aqueles de nós que consideram uma urgente necessidade 
escrever para ele devem continuar a tentá-lo. Porque um dos mais nefastos 
aspectos da nossa condição cultural é a divisão entre a linguagem dos peritos e 
o nível extraordinariamente baixo daquela utilizada nos órgãos de comunicação 
de massa. 
(Adaptado de: HOGGART, Richard. As utilizações da cultura. Trad. de Maria do 
Carmo Cary. Lisboa: Editorial Presença, 1973.) 
9. Ao introduzir um livro no qual estudará o efeito das publicações de massa 
sobre a cultura das classes populares, o autor preocupa-se, inicialmente, com 
(A) a complexidade do tema, cuja importância pode até mesmo ser 
menosprezada por algum leitor preconceituoso, algum “leigo inteligente”. 
(B) a complexidade da linguagem a utilizar, uma vez que buscará evitar tanto 
uma terminologia técnica como expressões excessivamente simplificadoras. 
 
 
SIMULADO 
6 
(C) as controvérsias envolvidas na discussão do tema, divididas entre referendar 
ou negar o fenômeno de uma cultura de massa que seja autêntica. 
(D) as controvérsias decorrentes de uma posição política extremada, pela qual 
se nega qualquer influência entre diferentes áreas da cultura. 
(E) as polêmicas que levantará, entre leitores leigos, uma linguagem fatalmente 
limitada pelo apuro de uma terminologia técnica. 
_______________________________________________________________ 
10. Considerando-se o contexto, deve-se entender que 
(A) os dois casos de emprego das aspas (2o parágrafo) justificam-se pelo fato 
de buscar o autor a criação de um efeito de sentido altamente irônico. 
(B) o segmento resultados muito semelhantes (1o parágrafo) deixa ver que o 
autor está se referindo a pesquisas que ele já realizou, com conclusões taxativas. 
(C) o segmento tão claramente quanto o permitiu (2o parágrafo) ressalta a 
fatalidade de escrever um livro para leigos numa linguagem inevitavelmente 
imprópria. 
(D) a frase e a popularização uma tarefa perigosa (3o parágrafo) faz subentender 
a forma verbal é da frase anterior. 
(E) o pronome sublinhado no segmento continuar a tentá-lo (3o parágrafo) faz 
referência a “leigo inteligente”, no início do período. 
_______________________________________________________________ 
11. Ao optar precisamente pelo nível de linguagem que adotou em seu livro, o 
autor manifesta a esperança de que 
(A) a supressão de qualquer terminologia técnica faça com que seu tema fique 
mais preciso para os responsáveis pelas publicações de massa. 
(B) o “leitor comum” ou mesmo o “leigo inteligente” sejam capazes de 
compreender o rigor com que os termos técnicos foram multiplicadamente 
empregados. 
(C) o uso incontornável de esporádicos termos especializados acabe por fazê-
los compreensíveis e proveitosos para o leitor comum. 
(D) a adesão a uma terminologia altamente técnica redunde em algum benefício 
para os leitores mais afeitos às questões a serem analisadas. 
(E) a profundidade de sua análise sociológica compense o esforço que o leitor 
haverá de fazer para absorver toda a terminologia técnica. 
_______________________________________________________________ 
 
 
 
 
SIMULADO 
7 
 
 
12. As frases abaixo referem-se ao poema. 
I. O segmento sublinhado em Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro resume 
a dura composição da alma do poeta, feita com o mesmo material das calçadas 
da cidade. 
II. Ao dizer que Itabira é apenas uma fotografia na parede, o poeta, por 
contraposição, intensifica a memória e a importância que sua cidade natal tem 
para si mesmo. 
III. O poeta, com tratar das posses e dos hábitos que tinha em sua cidade natal, 
refere-se a sua decadência financeira e ao estado de tristeza dela decorrente. 
Está correto o que consta APENAS de 
(A) I e II. 
(B) II. 
(C) II e III. 
(D) I e III. 
(E) III. 
_______________________________________________________________ 
 
 
 
SIMULADO 
8 
CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS 
13. Só aprende verdadeiramente aquele que se apropria do aprendido, 
transformando-o em apreendido, com o que pode, por isso mesmo, reinventá-lo; 
aquele que é capaz de aplicar o aprendido-apreendido a situações existentes 
concretas. 
A Tendência Pedagógica expressa nas ideias acima representa a pedagogia 
(A) tecnicista. 
(B) tradicional. 
(C) libertadora. 
(D) histórico-crítica. 
(E) realista. 
_______________________________________________________________ 
 
14. O respeito, então, ao saber popular implica necessariamente o respeito ao 
contexto cultural. A localidade dos educandos é o ponto de partida para o 
conhecimento que eles vão criando do mundo. “Seu” mundo, em última análise 
é a primeira e inevitável face do mundo mesmo. 
(FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança: um reencontro com a pedagogia do 
oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992, p. 86) 
Com base no trecho acima, é correto afirmar que, para Paulo Freire, 
(A) a escola deve considerar a realidade do estudante. 
(B) a educação escolardeve ser bancária. 
(C) o estudante é um receptor passivo de conhecimentos. 
(D) a escola deve formar mão de obra para o mercado de trabalho. 
(E) o professor é o centro do processo de ensino. 
______________________________________________________________ 
15. Os homens/sujeitos relacionam-se diretamente com o lugar em que vivem, 
preenchido de percepções de sua realidade e sentimentos, caracterizados em 
suas experiências. Por isso, exige-se uma leitura que não se contenta em ter no 
lugar, mera localização, mas a compreensão das diversas experiências vividas 
tanto no lugar como no espaço de atuação. Nessa perspectiva, uma proposta 
educacional 
(A) não deve adotar uma pluralidade de currículos, pois estes dificultam a 
unidade de conhecimentos de uma nação. 
(B) exige uma base nacional comum, a ser complementada pelo conhecimento 
específico de cada etapa da educação básica. 
 
 
SIMULADO 
9 
(C) necessita atender as experiências compatíveis aos projetos instituídos pela 
administração pública em exercício. 
(D) não pode ser única e de acordo com propostas curriculares determinadas e 
padronizadas. 
(E) precisa partir da realidade dos alunos e professores para viabilizar a 
compreensão de conceitos abstratos. 
_______________________________________________________________ 
16. Na trajetória da educação brasileira, em muitos momentos e experiências, o 
planejamento assumiu uma função essencialmente burocrática e de controle do 
trabalho alheio, tanto no âmbito da organização dos sistemas de ensino, quanto 
no interior de nossas escolas. Esse modelo de planejamento burocratizado se 
sustenta 
(A) na divisão do trabalho, na fragmentação da ação educativa e em concepções 
de caráter predominantemente instrumental e técnico do planejamento. 
(B) na gestão democrática da educação que implica no planejamento 
participativo e no fortalecimento dos processos mais que dos produtos. 
(C) no conhecimento técnico-político dos procedimentos de organização e em 
práticas participativas para aprovação do plano proposto. 
(D) na concepção neoliberal da educação e da escola que zela pela construção 
da liberdade profissional e autonomia institucional. 
(E) na perspectiva da função de mediador e articulador do trabalho coletivo na 
educação, em seus diferentes níveis, empoderando os agentes. 
_______________________________________________________________ 
17. No Século XVIII, a Revolução Francesa trouxe o lema igualdade, liberdade 
e fraternidade e uma teoria educacional considerada revolucionária para a 
época, pois afirmava os direitos do indivíduo, apoiava-se no humanismo 
igualitário e indicava que o processo civilizatório deveria ser universal. 
 
Passados mais de 200 anos dos ideais da Revolução Francesa e dos períodos 
históricos que a sucederam, constata-se que 
(A) a exclusão escolar permanece e a uma grande parte da população ainda é 
negado o direito à educação. 
(B) não é possível a transmissão de conhecimentos de forma contextualizada. 
(C) não é possível se conseguir organizar a escola como espaço de saber para 
todos. 
(D) é comum a organização escolar baseada na integração entre teoria e prática. 
(E) há avanço das áreas científicas no compartilhamento dos saberes 
desenvolvidos, em diferentes ambientes. 
 
 
SIMULADO 
10 
18. Leia as descrições das correntes pedagógicas a seguir. 
I. Essa teoria centra-se na observação do comportamento do ser humano, 
considerando-o passível de modulação por meio de estímulos externos, ao 
mesmo tempo que desconsidera as habilidades naturais inatas. Um dos seus 
principais expoentes foi o psicólogo Burrhus Skinner. 
 
II. Essa teoria compreende o ser humano, em todos os seus aspectos, como 
resultado de uma formulação própria, na qual o ambiente e suas disposições 
internas interagem de maneira intricada. Um dos defensores dessa perspectiva 
foi o psicólogo Lev Vygotsky. 
 
Assinale a afirmativa que identifica corretamente as teorias pedagógicas 
descritas respectivamente em I e II. 
(A) Empirismo, Inatismo. 
(B) Racionalismo, Humanismo. 
(C) Empirismo, Construtivismo. 
(D) Construtivismo, Humanismo. 
(E) Humanismo, Empirismo. 
 
_______________________________________________________________ 
 
INFORMÁTICA 
19. Um Assistente quer navegar no Google Chrome, porém não quer deixar 
registrado o histórico de navegação, cookies e informações eventualmente 
informadas em formulários. 
Para isto ele deve clicar 
(A) nos três pontos verticais no canto superior direito do navegador e escolher 
Nova janela anônima. 
(B) no corpo da página e escolher Não exibir código fonte da página. 
(C) no corpo da página com o botão direito do mouse e escolher Navegar 
anonimamente. 
(D) nos três pontos verticais no canto superior direito do navegador e escolher 
Navegar sem rastros. 
(E) no corpo da página com o botão direito do mouse e escolher Sigilo de 
navegação. 
_______________________________________________________________ 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes?discipline_ids%5B%5D=182&examining_board_ids%5B%5D=1&page=4&subject_ids%5B%5D=19343&subject_ids%5B%5D=19344&subject_ids%5B%5D=19345&subject_ids%5B%5D=19346&subject_ids%5B%5D=19358&subject_ids%5B%5D=19359&subject_ids%5B%5D=19441&subject_ids%5B%5D=20156#question-belt-415529-teacher-tab
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes?discipline_ids%5B%5D=182&examining_board_ids%5B%5D=1&page=4&subject_ids%5B%5D=19343&subject_ids%5B%5D=19344&subject_ids%5B%5D=19345&subject_ids%5B%5D=19346&subject_ids%5B%5D=19358&subject_ids%5B%5D=19359&subject_ids%5B%5D=19441&subject_ids%5B%5D=20156#question-belt-415529-teacher-tab
 
 
SIMULADO 
11 
 
20. Um Estagiário está utilizando o navegador Google Chrome, em português, 
em condições ideais, e deseja fazer uma pesquisa para tentar encontrar na 
internet a imagem de um manancial de uma escola estadual que está 
armazenada em uma pasta de seu computador. Neste caso, o Estagiário 
(A) não terá como fazer a pesquisa, pois o Google Chrome somente realiza a 
pesquisa a partir do URL da imagem. 
(B) deve primeiro transformar a imagem do manancial em um link usando o 
GoogleLinks para depois fazer a pesquisa por imagem. 
(C) deve primeiro digitar google.pictures na linha de endereço do navegador 
para que o Chrome acione a pesquisa por imagens. 
(D) deve clicar no ícone em forma de máquina fotográfica que fica no canto 
superior direito para acionar a pesquisa por imagens do Chrome, clicar em 
Selecionar o arquivo da imagem e abrir o arquivo com a imagem do manancial 
na pasta do seu computador. 
(E) deve entrar no Google Imagens, clicar no ícone em forma de máquina 
fotográfica para iniciar a pesquisa por imagem, clicar na aba Envie uma imagem 
e selecionar o arquivo com a imagem do manancial na pasta do seu computador. 
_______________________________________________________________ 
21. A internet 
(A) é uma rede de sistemas homogêneos interligados através de uma família de 
protocolos básica e comum a todos, denominada TCP, que implementa um 
sistema cliente/servidor de âmbito restrito. 
(B) é um subconjunto da WWW, que também é estruturada em servidores e 
clientes. Os clientes disponibilizam diversos recursos que são transmitidos sob 
demanda para os servidores web, através do protocolo HTTP. 
(C) utiliza URLs, endereços universais, como https://www.defensoria.sp.gov.br/. 
Neste exemplo, https indica o protocolo que será utilizado durante a transmissão 
dos recursos entre o cliente e o servidor. 
(D) utiliza um único proxy, que é um servidor posicionado entre o cliente e o 
servidor WWW, que realiza apenas a autenticação de usuários (clientes) e 
servidores. 
(E) pode ser utilizada como uma intranet, cuja principal característica é manter 
o acesso totalmente público, como no caso deste site: 
http://www.intranet.educacao.sp.gov.br/portal/site/Intranet/. 
_______________________________________________________________https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes?discipline_ids%5B%5D=46&examining_board_ids%5B%5D=1&page=3&subject_ids%5B%5D=237#question-belt-1903227-teacher-tab
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes?discipline_ids%5B%5D=46&examining_board_ids%5B%5D=1&page=3&subject_ids%5B%5D=237#question-belt-1903227-teacher-tab
 
 
SIMULADO 
12 
22. Um usuário de computador digitou na barra de busca de um navegador web, 
o seguinte texto para busca: “O rei do Brasil e o tesouro perdido do rei da 
Espanha e seus legionários”. Ao executar a pesquisa, o mecanismo de busca do 
navegador irá 
(A) considerar todas as palavras digitadas na sequência da digitação. 
(B) considerar todas as palavras digitadas alternando a sequência delas. 
(C) utilizar somente os 30 primeiros caracteres, incluindo espaços em branco. 
(D) desprezar as conjunções, preposições e artigos. 
(E) desprezar as palavras que foram repetidas na frase de busca. 
_______________________________________________________________ 
 
PSICOLOGIA DA APRENDIZAGEM 
23. Sobre o desenvolvimento global da criança, analisar os itens. 
I. Aprender implica plasticidade cerebral, ou seja, o sistema nervoso central 
procura adaptar-se aos estímulos e ao meio ambiente. 
II. A audição acontece a partir do quinto mês de gestação, sendo o feto capaz de 
escutar os ruídos provenientes do funcionamento do organismo materno. A 
audição dos sons externos chega de forma muito atenuada, havendo maior 
nitidez para os sons graves. 
III. Para avaliar o desenvolvimento global da criança, no que tange aos aspectos 
físicos e de capacitação, utilizam-se métodos para acompanhar sua evolução e, 
no caso de haver deficiência ou incapacidade, poder intervir a tempo. 
 
Está CORRETO o que se afirma: 
(A) Apenas nos itens I e II. 
(B) Apenas nos itens I e III. 
(C) Apenas nos itens II e III. 
(D) Apenas no item I. 
(E) Em todos os itens. 
_______________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes?discipline_ids%5B%5D=46&examining_board_ids%5B%5D=1&page=5&subject_ids%5B%5D=237#question-belt-642685-teacher-tab
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes?discipline_ids%5B%5D=46&examining_board_ids%5B%5D=1&page=5&subject_ids%5B%5D=237#question-belt-642685-teacher-tab
 
 
SIMULADO 
13 
24. A motivação da aprendizagem é um fator crucial para o sucesso educacional 
e envolve a implementação de sistemas motivacionais que promovam a 
participação direta do professor, do aluno e de demais integrantes do sistema 
educacional. Assinale a alternativa que melhor descreve um aspecto importante 
para a motivação da aprendizagem. 
(A) A participação ativa dos alunos na construção de seus próprios objetivos 
de aprendizagem pode aumentar a sua motivação e o comprometimento com o 
processo educativo. 
(B) A motivação dos alunos é exclusivamente responsabilidade dos 
professores, que devem desenvolver as estratégias necessárias para engajá-los 
no processo de ensino. 
(C) A avaliação do desempenho dos alunos deve ser realizada de forma 
isolada, sempre no final do ano, com o objetivo de verificar o resultado do 
processo de aprendizagem. 
(D) Os sistemas motivacionais devem ser rígidos e padronizados, impedindo 
adaptações às necessidades e interesses dos alunos no processo de ensino e 
aprendizagem. 
(E) Os incentivos externos, como prêmios e recompensas, são a única maneira 
eficaz de motivar os alunos a desenvolver autoestima no processo de ensino e 
aprendizagem. 
_______________________________________________________________ 
25. A psicologia do desenvolvimento é importante para a aprendizagem porque 
ajuda a compreender como os processos cognitivos são adquiridos e maturados 
ao longo da vida. A partir da análise das alternativas, marque a 
opção CORRETA que afirma uma das suas finalidades. 
(A) Foco no reconhecimento da origem das condutas cognitivas. 
(B) Atenção na avaliação das condutas psicomotoras. 
(C) Identificação de causas que repercutem em determinados padrões de 
comportamento. 
(D) Reconhecer a origem das condutas, sejam elas cognitivas, sociais, afetivas 
ou psicomotoras. 
(E) Delimitar fases de desenvolvimento afetivos, estabelecendo questões 
comuns a cada uma. 
_______________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
SIMULADO 
14 
LEGISLAÇÃO 
26. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº 8.069/1990, estabelece 
direitos fundamentais para crianças e adolescentes no Brasil. A Lei também 
garante o direito à educação, incluindo o atendimento educacional especializado. 
Sobre o ECA e sua relação com a educação especial, assinale a alternativa 
correta: 
 
(A) O ECA garante que todas as crianças e adolescentes com deficiência devem 
ser atendidos exclusivamente em instituições especializadas, sem a 
necessidade de integração nas escolas regulares. 
(B) O ECA determina que o atendimento educacional especializado deve ser 
restrito ao ensino médio, sendo desnecessário para o ensino infantil e 
fundamental. 
(C) O ECA reconhece o direito das crianças e adolescentes com deficiência à 
educação, mas não estabelece diretrizes para a criação de políticas públicas 
específicas de educação inclusiva. 
(D) O ECA assegura o direito de crianças e adolescentes com deficiência ao 
atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de 
ensino, com a inclusão em turmas comuns quando possível. 
(E) O ECA estabelece que crianças e adolescentes com deficiência devem ser 
educados em casa, sem a necessidade de frequentar nenhuma instituição de 
ensino. 
_______________________________________________________________ 
27. Maria é uma estudante do 5º ano do ensino fundamental que, nos últimos 
meses, tem faltado frequentemente às aulas sem justificativa. 
Após várias tentativas de contato com sua família e de oferecer apoio 
pedagógico, a escola observa que a situação se agrava, com a reiteração das 
faltas e a possibilidade de evasão escolar. 
Diante da preocupação com o bem-estar de Maria e do cumprimento do que 
estabelece o Art. 56 do Estatuto da Criança e do Adolescente, a direção da 
escola, buscando garantir que a estudante receba a assistência necessária para 
retornar à rotina escolar e evitar a evasão, comunica o caso ao (à): 
(A) Ministério Público. 
(B) Juiz da Vara da Infância e juventude. 
(C) Conselho Tutelar. 
(D) Secretaria de Educação. 
(E) Diretoria de Ensino. 
 
 
 
SIMULADO 
15 
28. Conforme instituído na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 
(LDB) o controle de frequência fica a cargo da escola, conforme o disposto no 
seu regimento e nas normas do respectivo sistema de ensino, sendo exigida uma 
frequência mínima do total de horas letivas para a aprovação do aluno. Qual é a 
frequência mínima exigida? Marque a alternativa CORRETA. 
(A) 70% (setenta por cento). 
(B) 80% (oitenta por cento). 
(C) 60% (sessenta por cento). 
(D) 75% (setenta e cinco por cento). 
(E) 65% (sessenta e cinco por cento). 
_______________________________________________________________ 
29. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), no que se 
refere aos direitos assegurados especificamente aos adolescentes para garantir 
seu desenvolvimento pleno, assinale a alternativa que apresenta um desses 
direitos: 
(A) Direito de frequentar a escola apenas quando for de sua preferência. 
(B) Prioridade em todas as decisões judiciais, independentemente de outros 
fatores legais. 
(C) Liberdade irrestrita, sem supervisão, para decidir sobre todas as questões 
pessoais. 
(D) Exclusão de responsabilidade em qualquer atividade laboral ou educativa. 
(E) Acesso à profissionalização e ao trabalho protegido, compatível com sua 
idade e desenvolvimento. 
_______________________________________________________________ 
 
30. A Lei de Diretrizes e Base da Educação, promulgadaem 1996 aponta 
importantes avanços no que concerne à ampliação do direito à educação e 
quanto à responsabilidade do Estado em prover a inclusão universal de crianças 
e adolescentes no sistema de ensino. A referida Lei em seu art. 3o trata de seus 
princípios que são: 
I. igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; liberdade de 
aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; 
pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; 
II. respeito à liberdade e apreço à tolerância; coexistência de instituições públicas 
e privadas de ensino; gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; 
valorização do profissional da educação escolar; 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes?discipline_ids%5B%5D=182&page=6&subject_ids%5B%5D=19301&subject_ids%5B%5D=19309#question-belt-3121132-teacher-tab
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes?discipline_ids%5B%5D=182&page=6&subject_ids%5B%5D=19301&subject_ids%5B%5D=19309#question-belt-3121132-teacher-tab
 
 
SIMULADO 
16 
III. gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos 
sistemas de ensino; garantia de padrão de qualidade; valorização da experiência 
extraescolar; vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas 
sociais. 
 
Está correto o que se afirma em 
(A) I, somente. 
(B) I e II, somente. 
(C) II e III, somente. 
(D) I e III, somente. 
(E) I, II e III. 
 
 
31. O Estatuto da Criança e do Adolescente no seu Art. 53 dispõe que a criança 
e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de 
sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. 
Nesta direção, a legislação prevê alguns deveres da família, da comunidade e 
do poder público, que estão previstos na afirmação: 
(A) é dever somente dos familiares ou responsáveis assegurar o acesso à 
escola. 
(B) todas as crianças e adolescentes devem ter as mesmas condições para o 
acesso e a permanência na escola. 
(C) o atendimento educacional especializado para pessoas com deficiência deve 
ser ofertado por instituições especializadas. 
(D) é função somente do governo federal garantir às crianças e adolescentes 
seus direitos fundamentais. 
(E) a família deve manter uma atitude passiva frente às propostas educacionais 
e ao processo pedagógico. 
_______________________________________________________________ 
32. De acordo com a Lei nº 8.069/1990, diferentes grupos sociais possuem 
responsabilidades específicas na educação de crianças e adolescentes. 
Assinale a opção que descreve, corretamente, a responsabilidade e o grupo 
encarregado de cumpri-la. 
(A) Os estudantes devem comprovar sua frequência escolar como parte do 
recenseamento realizado pelas instituições educacionais. 
(B) Os responsáveis devem custear as despesas com o atendimento em creche 
e pré-escola para crianças até cinco anos de idade, pois esse serviço não é 
garantido por lei. 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes?discipline_ids%5B%5D=182&examining_board_ids%5B%5D=1&page=7&subject_ids%5B%5D=19301&subject_ids%5B%5D=19309#question-belt-47444-teacher-tab
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes?discipline_ids%5B%5D=182&examining_board_ids%5B%5D=1&page=7&subject_ids%5B%5D=19301&subject_ids%5B%5D=19309#question-belt-47444-teacher-tab
 
 
SIMULADO 
17 
(C) Os professores devem, em primeiro lugar, notificar o Conselho Tutelar ao 
suspeitar de evasão escolar e faltas recorrentes sem justificativas. 
(D) O estabelecimento escolar deve ofertar transporte, alimentação e 
assistência à saúde aos estudantes matriculados na instituição. 
(E) O poder público deve assegurar o acesso aos níveis mais elevados do 
ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um. 
_______________________________________________________________ 
33. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), 
assinale a opção que apresenta o papel fundamental das Tecnologias da 
Informação e Comunicação (TICs) na educação básica. 
(A) Substituir o professor no processo de ensino-aprendizagem, garantindo 
eficiência e uniformidade. 
(B) Garantir a padronização dos conteúdos, independentemente de suas 
especificidades regionais. 
(C) Permitir, exclusivamente, o ensino de habilidades técnicas e específicas, 
como a informática e a programação. 
(D) Aumentar a quantidade de conteúdos transmitidos aos alunos, reduzindo o 
tempo necessário para a conclusão dos currículos. 
(E) Influir no processo de ensino-aprendizagem, ao promover o 
desenvolvimento de práticas pedagógicas que estimulem o conhecimento e a 
inclusão digital. 
_______________________________________________________________ 
 
34. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina a possibilidade de 
aplicação de medidas protetivas sempre que os direitos nele previstos forem 
ameaçados ou violados. 
Caso os pais, por exemplo, não encontrem vagas nas escolas para os filhos, o 
Conselho Tutelar pode 
(A) ser acionado, solicitando ao serviço público o atendimento da demanda. 
(B) exigir do diretor da instituição de ensino a ampliação imediata da oferta de 
matrículas. 
(C) autorizar a educação domiciliar para alunos de 4 a 17 anos de idade, 
compreendendo as três etapas de ensino obrigatório. 
(D) transferir verbas públicas para instituições privadas de ensino que atendam 
a demanda. 
(E) aplicar uma medida protetiva requisitando verbas para a transferência 
gratuita dos alunos para escolas de outros municípios. 
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SIMULADO 
18 
35. A Constituição Federal (1988) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional (LDB, 1996) preveem a gestão escolar democrática e participativa, que 
tem como princípios a 
(A) autonomia total, a cooperação, a transparência e a pluralidade. 
(B) autonomia, a participação, a transparência e a pluralidade. 
(C) hierarquia, a autonomia relativa, a cooperação e a diversidade. 
(D) individualidade, a autonomia, a hierarquia e a diversidade. 
(E) heteronomia, a individualidade, a cooperação e a pluralidade. 
_______________________________________________________________ 
36. O Direito à Educação de Jovens e Adultos está previsto na Lei de Diretrizes 
e Bases da Educação Nacional (Lei no 9.394/96). Esta modalidade de ensino 
será destinada àqueles que 
(A) não tiveram acesso ou continuidade de estudos nos ensinos fundamental e 
médio na idade própria. 
(B) não têm condição cognitiva de acompanhar o ensino regular dos ensinos 
fundamental e médio. 
(C) apresentam atraso no desenvolvimento educacional, e será realizada por 
meio de salas de aceleração. 
(D) foram classificados como alunos multirrepetentes ou evadidos. 
(E) trabalham durante o dia e não conseguem frequentar o ensino regular. 
_______________________________________________________________ 
 
37. A LBD (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) tem como objetivo 
(A) determinar o currículo das escolas municipais e estaduais em todos os níveis 
de ensino, oferecendo parâmetros de qualidade para o seu desenvolvimento. 
(B) apresentar os aspectos do sistema educacional, seus princípios e 
finalidades, a gestão dos recursos financeiros e parâmetros para a formação dos 
seus profissionais. 
(C) fornecer parâmetros para o desenvolvimento de práticas construtivistas nas 
escolas municipais e estaduais e para suas formas de financiamento.(D) normatizar a educação nacional no que diz respeito à estrutura e normas de 
funcionamento de suas unidades e de seu financiamento. 
(E) impor condições, normas, estrutura, formas de financiamento e de formação 
de profissionais para o funcionamento dos estabelecimentos escolares. 
_______________________________________________________________ 
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SIMULADO 
19 
 
38. Uma notícia em jornal relata que “Uma professora de 53 anos foi agredida 
por um aluno de oito anos nesta sexta-feira (14/03) em Santos, no litoral de São 
Paulo. Em depoimento na Delegacia da Infância e Juventude (DIJU), a 
educadora contou que um menino arremessou uma carteira contra seu rosto, 
depois que ela reclamou da bagunça dos alunos durante a aula. A profissional 
levou alguns pontos na cabeça em um posto de pronto socorro. (...)” 
Com base no disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente: 
(A) a autoridade competente poderá determinar orientação, apoio e 
acompanhamento temporários ao menino e sua família; 
(B) o aluno receberá medida socioeducativa pela prática de ato infracional 
análogo a crime de lesão corporal; 
(C) a professora deverá ser advertida pelo emprego de tratamento degradante 
como forma de disciplina escolar; 
(D) o conselho tutelar poderá requerer o acolhimento institucional do aluno até 
o comparecimento dos responsáveis; 
(E) nenhuma medida poderá ser aplicada ao aluno, já que se trata de criança de 
8 anos. 
 
_______________________________________________________________ 
 
39. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece, em seu Art. 68, 
que o programa social que tenha por base o trabalho educativo, sob 
responsabilidade de entidade governamental ou não-governamental sem fins 
lucrativos, deverá assegurar ao adolescente que dele participe condições de 
capacitação para o exercício de atividade regular remunerada. 
Em relação ao tema, avalie as afirmativas a seguir. 
I. Entende-se por trabalho educativo a atividade laboral em que as exigências 
pedagógicas relativas ao desenvolvimento pessoal e social do educando 
prevalecem sobre o aspecto produtivo. 
II. A remuneração que o adolescente recebe pelo trabalho efetuado ou a 
participação na venda dos produtos de seu trabalho não desfigura o caráter 
educativo. 
 
III. O adolescente tem direito à profissionalização e à proteção no trabalho, 
observados os seguintes aspectos, entre outros: (i) respeito à condição peculiar 
de pessoa em desenvolvimento; e (ii) capacitação profissional adequada ao 
mercado de trabalho. 
 
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https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes?discipline_ids%5B%5D=182&examining_board_ids%5B%5D=1&examining_board_ids%5B%5D=63&examining_board_ids%5B%5D=379&page=2&subject_ids%5B%5D=19301&subject_ids%5B%5D=19309#question-belt-2894933-teacher-tab
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes?discipline_ids%5B%5D=182&examining_board_ids%5B%5D=1&examining_board_ids%5B%5D=63&examining_board_ids%5B%5D=379&page=3&subject_ids%5B%5D=19301&subject_ids%5B%5D=19309#question-belt-2789585-teacher-tab
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes?discipline_ids%5B%5D=182&examining_board_ids%5B%5D=1&examining_board_ids%5B%5D=63&examining_board_ids%5B%5D=379&page=3&subject_ids%5B%5D=19301&subject_ids%5B%5D=19309#question-belt-2789585-teacher-tab
 
 
SIMULADO 
20 
 
Está correto o que se afirma em: 
(A) I, II e III. 
(B) I e II, apenas. 
(C) I e III, apenas. 
(D) III, apenas. 
(E) II e III, apenas. 
_______________________________________________________________ 
40. Uma professora comunica ao diretor que um de seus alunos tem vindo à 
escola com marcas corporais de castigo físico e que a criança reportou passar 
por maus tratos. Frente a isso, a escola deve, obrigatoriamente, 
(A) comunicar à delegacia de polícia da localidade, para prisão imediata dos 
responsáveis. 
(B) comunicar à diretoria de ensino da localidade, que tomará providências 
cabíveis, uma vez que é responsável pela supervisão da escola. 
(C) chamar os pais ou responsáveis pelo aluno, inicialmente, para conversar e 
procurar resolver o caso sem a necessidade de acionar outros órgãos. 
(D) comunicar à vara da infância e juventude, que abrirá inquérito para apurar o 
caso. 
(E) comunicar ao conselho tutelar da localidade, sem prejuízo de outras 
providências legais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SIMULADO 
21 
ESTUDO DE CASO 
 
PEDAGOGIA 
(FONSECA/2024) Em uma escola de ensino médio, os professores têm 
enfrentado dificuldades para alinhar seus planejamentos ao Projeto Político-
Pedagógico (PPP). Há uma desconexão entre os objetivos institucionais e as 
práticas pedagógicas desenvolvidas em sala de aula. 
Com base nesse cenário, responda: 
a) Qual a importância do planejamento escolar alinhado ao PPP para a qualidade 
do ensino? 
b) Sugira formas de capacitar os professores para desenvolverem 
planejamentos integrados ao PPP e às diretrizes da BNCC. 
 
SOCIOLOGIA 
Uma adolescente de 16 anos foi morta a tiros na manhã desta segunda-feira (6) 
dentro da sala de aula em Alexânia, no interior de Goiás. O suspeito é um jovem 
de 19 anos, que invadiu a unidade escolar com intenção de matá-la, de acordo 
com a Polícia Civil. Mizael Pereira Olair foi preso em flagrante depois de fugir da 
escola e confessou que havia comprado a arma especialmente para cometer o 
crime. 
Rafaella Noviske havia acabado de chegar à escola e assistia à primeira aula do 
dia quando Mizael invadiu a sala à sua procura. De acordo com o relato do 
próprio jovem, ele estava com o revólver calibre 32 completamente abastecido 
de balas e mirou em Rafaella. Depois, ainda recarregou a arma e repetiu os 
disparos. 
À reportagem, a delegada Rafaela Alves Razzi destacou que Pereira Olair 
repetiu diversas vezes o termo ‘ódio’ para explicar a motivação do crime. De 
acordo com o suspeito, ele nunca teve um envolvimento romântico com a jovem. 
Por enquanto, as autoridades buscam indícios que confirmem a hipótese de 
feminicídio. (...) 
Outro ataque em Goiás 
No dia 20 de outubro, um estudante de 14 anos sacou da mochila uma arma de 
seus pais, que são PMs, e atirou contra colegas de classe numa escola particular 
de Goiânia, deixando dois mortos e outros quatro feridos. O menino disse à 
polícia que decidiu fazer os disparos porque sofria bullying. Colegas de escola 
disseram que ele era chamado de ‘fedorento’. Os dois adolescentes mortos 
tinham 13 anos. Outros quatro ficaram feridos, sendo três meninas e um menino. 
Todos são estudantes do oitavo ano da escola Goyases”. 
 
 
SIMULADO 
22 
(“Homem invade escola em Goiás e mata jovem a tiros dentro de sala de aula”. 
In: Portal do jornal Folha de São Paulo, 06/11/2017) 
A disciplina Sociologia pode propiciar aos estudantes do Ensino Médio 
importantes reflexões sobre o cotidiano em que eles próprios vivem e atuam. 
Como professor de Sociologia, de que modo você discutiria o tema da violência 
escolar nas aulas, tendo como referência a reportagem apresentada acima? 
PORTUGUÊS 
(FONSECA/2024) Leia um trecho de carta escrita por Mário de Andrade a Carlos 
Drummond de Andrade. 
São Paulo, 30 de abril 1927 
CarlosAgora mesmo estava falando pro Nava que não tenho gostado de você não me 
escrever. Ando meio pensando que você está desgostoso da vida e meio sem 
vontade de reagir... Veja bem que falo “sem vontade” e não “sem forças” como é 
costume. É muito raro a gente não ter forças pra reagir e no caso de você, se é 
que você está se abandonando, forças sei que existem. Por que você não tem 
me escrito? Será que não gostou da última carta que mandei? De fato ela era 
talvez dura porém pode ter certeza que escrevi com desejo de agradar e não de 
desagradar. Não faço nenhuma invencionice sobre o que estará se passando em 
você, com o desastre que sucedeu 1 . Deve de ter talvez uma amargura sem 
limites, uma vontade de parar, braços caídos arrastados no chão, pois que 
arrastem! Uma vontade verdadeira de acabar. Carlos, se por acaso tiver alguma 
coisa dessas dentro de você, não deixe ficar nem um instantinho, Carlos. Afinal 
tudo isso é burrada e passando, porque na certa passará, você convirá que foi 
besta se desanimando e não pondo reparo que o desânimo como todas as 
coisas deste mundo passa também. Ponha tudo quanto for ruim de lado e vamos 
reprincipiar de novo a vida outra vez. [...] Com o mais carinhoso dos abraços do 
Mário. 
ANDRADE, Mário de. Carlos & Mário: correspondência completa entre Carlos 
Drummond de Andrade e Mário de Andrade. Organização de Lélia Coelho Frota. 
Rio de Janeiro: Record, 1988. p. 288. 
1. Drummond havia sofrido a perda de um filho recém-nascido. 
Ao final da carta, Mário de Andrade recorre a um pleonasmo, o que, segundo o 
Dicionário Houaiss, consiste em “redundância de termos no âmbito das 
palavras”. 
É um senso comum entre os estudantes que o pleonasmo tem utilização sempre 
condenável. 
Com base nisso, 
a) explique como o final da carta refuta a ideia de que o pleonasmo sempre tem 
uso vicioso, destacando a ideia que é veiculada por ele. 
 
 
SIMULADO 
23 
b) indique os três elementos linguísticos que, por serem redundantes entre si, 
são responsáveis por instaurar esse pleonasmo. 
c) explique uma estratégia que poderia ser utilizada por você, como professor, 
para explicar a diferença entre figura e vício de linguagem. 
 
ARTE 
(FONSECA/2024) Proponha um projeto pedagógico que utilize mídias digitais, 
fotografias, vídeos e a internet para ensinar os principais movimentos artísticos 
do século XX no Brasil. Explore como essas ferramentas podem enriquecer a 
produção artística dos alunos e fomentar a leitura estética e crítica da arte. 
 
HISTÓRIA 
(FONSECA/2024) Ao estudar a cultura capixaba no século XX, os alunos se 
mostram curiosos sobre as manifestações culturais e folclóricas, como o Congo 
e o Jongo. Eles querem entender como essas tradições se relacionam com a 
identidade capixaba e a preservação cultural. 
a) Explique como você selecionaria materiais para apresentar a importância 
dessas manifestações na construção da identidade capixaba. 
b) Proponha uma atividade em que os alunos possam pesquisar e apresentar 
elementos culturais ou folclóricos da região, relacionando-os à diversidade 
cultural brasileira. 
 
GEOGRAFIA 
A minissérie de TV com cartaz ao lado é uma 
ficção que remete à história de um dos piores 
desastres nucleares que ocorreram no século 
XX: a explosão na usina nuclear de Chernobyl, 
na Ucrânia sob domínio soviético, em 26 de abril 
de 1986. Em razão de problemas operacionais e 
de projeto, um dos reatores da usina lançou uma 
nuvem na atmosfera, atingindo outras partes da 
então União Soviética e regiões da Europa 
Ocidental. Apesar de relevante, Chernobyl 
corria o risco de desaparecer na névoa do 
passado da Guerra Fria, ao mesmo tempo em 
que novas gerações cresciam com seus próprios 
traumas. Para os ucranianos, é conflito sempre 
presente com a Rússia. 
Disponível em https://exame.abril.com.br/mundo/. 
 
 
 
SIMULADO 
24 
a) Aponte a causa dos impactos na saúde humana sugerida no cartaz. 
b) Cite e explique um aspecto positivo do uso da energia nuclear. 
c) Qual a relação entre o desenvolvimento da tecnologia nuclear e o contexto 
da Guerra Fria? 
 
EDUCAÇÃO FÍSICA 
(FONSECA/2024) Em uma comunidade com altos índices de sedentarismo 
infantil, uma escola lançou um projeto para estimular a prática de atividades 
físicas e esportivas entre os estudantes. O projeto buscava conscientizar os 
alunos sobre os benefícios da atividade física para a saúde corporal, mas 
encontrou resistência das famílias em apoiar o programa. 
Com base nesse contexto, responda: 
Como a escola pode engajar as famílias no projeto e conscientizá-las sobre a 
importância da atividade física para as crianças? 
Proponha estratégias para tornar as aulas de Educação Física mais atrativas e 
efetivas no combate ao sedentarismo. 
 
MATEMÁTICA 
(FONSECA/2024) Considere a função: 
 
a) Indique e explique possíveis contextualizações para o tipo de função 
apresentado acima: 
b) Para a = 0, calcule f −1 (3/5). 
c) Determine o(s) valor(es) de a para que f (f (1)) = 1. 
 
BIOLOGIA 
(FONSECA/2024) Em um estudo sobre genética humana, os estudantes 
investigaram a transmissão de características hereditárias e os avanços da 
biotecnologia. 
 
Com base nesse contexto, responda: 
a) Qual é a relação entre gene e código genético? 
b) Explique o mecanismo de herança ligada ao sexo, utilizando o daltonismo 
como exemplo. 
 
 
SIMULADO 
25 
c) Como a biotecnologia pode corrigir doenças genéticas em humanos? 
 
QUÍMICA 
(FONSECA/2024) “Explosão em silo no Paraná acende alerta para prevenção 
de acidentes em armazéns” (notícia veiculada na mídia em julho de 2023). 
As estatísticas para esse tipo de desastre são alarmantes no mundo todo, e não 
se trata apenas de negligência. Há parâmetros intrínsecos da silagem que a 
tornam potencialmente perigosa; portanto, devem ser muito bem controlados. 
Segundo um profissional que atua no controle de incêndios em silos: “Este ano 
a silagem pode estar muito seca, havendo maior possibilidade de fogo no silo. A 
combustão interna do material da silagem pode ocorrer se ele for colocado muito 
seco no silo. Para qualquer coisa pegar fogo são necessários três ingredientes: 
...” 
a) Por que a baixa umidade favorece o incêndio num silo? Quais os três 
ingredientes que completariam a fala do profissional ao final do texto e qual o 
papel de cada um deles no fenômeno em questão? 
b) No silo, a fermentação dos grãos pode levar à ignição, combustão e explosão. 
Considerando a fermentação e a combustão, qual delas é a causa e qual delas 
é a consequência? Ainda considerando a fermentação e a combustão, no caso 
da silagem de grãos, por que é necessário usar sensores de umidade, de dióxido 
de carbono e de temperatura dentro do silo? 
c) Comente sobre como esse tipo de contextualização em sala de aula é positiva 
para o ensino da química. 
 
AGENTE DE SUPORTE EDUCACIONAL 
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva 
um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema: Os desafios da escola para 
manter a concentração dos alunos. Essa produção textual deve ser redigida 
na norma padrão da Língua Portuguesa e ter de 15 a 30 linhas. 
Texto I 
De acordo com Gisele Hedler, especialista em comportamento humano, desde 
cedo as crianças estão suscetíveis a sofrerem com o bombardeio das mídias 
sociais. O termo “Brainrot” (podridão cerebral) refere-se à ideia de que consumir 
grandes quantidades de conteúdo considerado fútil ou de baixa qualidade pode 
prejudicar a capacidade mental. “Isso pode incluir o consumo excessivo de redes 
sociais, programas de TV de baixa qualidade, fofocas, memes e outros tipos de 
entretenimento que não oferecem valor educacional ou cultural significativo”, diz. 
Esse tipo de consumo pode levar a uma diminuição da capacidade de 
concentração, pensamento crítico e criatividade. 
 
 
SIMULADO 
26 
Jornal O Globo. “Brainrot”: conheça odistúrbio causado pelo excesso de conteúdo fútil na internet. Jornal O Globo, 09 
jul. 2024. Disponível em: https://oglobo.globo.com/ela/noticia/2024/07/09/brainrot-conheca-disturbio-causado-por-
excesso-de-conteudo-futil-na-internet.ghtml. Acesso em: 18 jul. 2024. Adaptado. 
Texto II 
A Secretaria da Educação de São Paulo e o Instituto Ayrton Senna divulgaram 
uma pesquisa com estudantes do Ensino Fundamental e Médio revelando que 
um em cada três estudantes diz ter dificuldades para conseguir se concentrar no 
que é proposto em sala de aula. Outro estudo, da Unifesp (Universidade Federal 
de São Paulo), obteve resultados semelhantes e observou que o uso excessivo 
de telas foi um dos fatores relacionados a esse quadro. Quando falamos de 
aprendizagem, não estamos falando apenas das matérias tradicionais do 
currículo escolar como português e matemática, mas também de aprender a 
conviver, se relacionar melhor consigo, com o outro e com o mundo. Um olhar 
ou uma escuta mais atenta e o cuidado com as relações são questões 
importantes em uma aprendizagem significativa em todas as disciplinas. 
QUEIROZ, Patrícia. O que fazer com alunos ansiosos, agitados e dispersos? Nexo, 2022. Disponível em: 
https://www.nexojornal.com.br/o-que-fazer-com-alunos-ansiosos-agitados-e-dispersos. Acesso em: 15 jul. 2024. 
Adaptado. 
Texto III 
Hoje, vive-se na era tecnológica. A escola e seus docentes devem se atualizar 
nessa linguagem que os alunos já dominam e, por sinal, com bastante facilidade. 
Não dá para oferecer métodos retrógrados, enquanto a juventude vigente anseia 
por algo novo. O uso constante de quadro e pincel, com certeza, gera 
desinteresse pela aula, pelo professor, pelos estudos e pela escola. As aulas não 
têm encantado os alunos como deveriam e, por não exercerem um fascínio 
inicial, parece-nos inviável conquistar a atenção/concentração necessária à 
assimilação daquilo que está sendo explicado, ensinado, investigado e 
produzido. 
GOULART, Joender Luiz. Desinteresse escolar: em busca de uma compreensão. Revista Científica Multidisciplinar 
Núcleo do Conhecimento. Vol. 04, pp. 89-110, 2022. Disponível em: 
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/desinteresse-escolar. Acesso em: 18 jul. 2024. Adaptado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SIMULADO 
27 
GABARITO 
1 B 2 C 3 A 4 D 5 E 
6 B 7 D 8 E 9 B 10 D 
11 C 12 A 13 C 14 A 15 D 
16 A 17 A 18 C 19 A 20 E 
21 C 22 D 23 E 24 A 25 D 
26 D 27 C 28 D 29 E 30 E 
31 B 32 E 33 E 34 A 35 B 
36 A 37 B 38 A 39 A 40 E

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