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1 Bioquímica Clínica - Coleta sanguínea: Importância da biossegurança (EPI e EPC) > Hematoma: Quando ocorre uma espécie de trauma na veia , causado inchaço e aspecto roxo no local. * Pacientes que fazem o uso de anticoagulantes estão mais predispostos a aparecimento de hematomas. > Tipos de punções: Punção venosa, arterial e capilar. > Veias: Cefálica e basílica > Antissepsia: Álcool etílico a 70% > O garrote não deve ser deixado no paciente por mais de uma minuto. > Ordem dos tubos de coleta: Citrato de Sódio, Soro, Heparina, EDTA e fluoreto - Diagnóstico laboratorial e controle de qualidade: Diagnóstico, monitoração, prognóstico e rastreamento. > O controle de qualidade laboratorial é uma boa prática e uma exigência da Anvisa. > O que é o controle laboratorial ? Conjunto de ações que visam proporcionar maior segurança, eficiência e qualidade para a coleta de exames. > Fases do processo de realização de um exame: Pré-analítica: Essa fase se inicia com a preparação do paciente, seguida da coleta do material. Ainda são realizados a manipulação e o armazenamento da amostra até o momento em que o exame é feito. Potenciais erros: Solicitação médica equivocada, escrita ilegível, coleta da amostra inadequada, hemólise e/ou lipemia, etc. Analítica: Equivale ao período da realização do teste propriamente dito . Aqui existem maiores possibilidades de aplicação de técnicas de controle. Potenciais erros: Falha na calibração e manutenção de equipamentos, erros em cálculos e em diluições da amostra, temperatura inadequada, etc. Pós-analítica: Inclui ações de validação e liberação dos resultados efetuados na fase analítica, além da emissão de laudos por profissional adequado. Potenciais erros: Laudos incompletos, interpretações equivocadas dos resultados, unidades erradas, etc. CIQ – Controle de qualidade interno CEQ – Controle de qualidade externo TAT (turnaround time)- que se refere ao tempo consumido em todas as etapas do processo em um laboratório, desde o atendimento ao cliente até a disponibilização do resultado a este cliente ou seu médico. 2 Carry over – Método de validação LIS- Sistema de informação laboratorial *O termo “valor de referencia” tem sido substituído pela expressão “Intervalo de referencia” o Acurácia -> associada a ausência de erros sistemáticos – medidas em torno do valor real o Precisão -> se for medidas varias vezes a variação da mesma em relação ao valor médio medido é baixa. o Sensibilidade -> é a capcidade que o teste diagnóstico /triagem apresenta de detectar os indivíduos verdadeiramente positivos. Evita FALSOS-NEGATIVOS o Especificidade -> Evita os FALSO- POSITIVOS. Erro Laboratorial : “falha de uma ação planejada que não se completou como foi proposta, ou o uso de um plano incorreto para alcançar uma meta, que podem ocorrer em qualquer parte do ciclo do laboratório” - Análise do sangue: O soro é obtido após centrifugação do sangue coletado em “tubo seco” (tampa vermelha) . O soro NÃO contêm as fatores de coagulação e fibrinogênio. - Noções de Automação: > Absorbância: Quantidade de Luz ABSORVIDA pela amostra; Lei de Lambert- Beer. Diretamente proporcional a CONCENTRAÇÃO. > Transmitância: Quantidade de luz que ATRAVESSA a amostra. Seu valor é inversamente proporcional a absorbância. Espectrofotometria: Os métodos baseiam- se na absorção e/ou emissão de radiação eletromagnética por muitas moléculas, quando os seus elétrons se movimentam entre níveis energéticos. A espectrofotometria baseia-se na absorção da radiação nos comprimentos de onda entre o ULTRAVIOLETA e o INFRAVERMELHO. Espectrofotômetro: é um instrumento que permite comparar a “Radiação (luz)” absorvida ou transmitida por uma solução que contém uma quantidade desconhecida de soluto ( concentração). 3 Componentes e funções: - Luz branca: Radiação usada - Fenda de entrada: Direcionamento de luz - Prisma: Monocromador (separação dos comprimentos de onda). - Filtro: Seleciona o comprimento de onda que será usado. - Cubeta: Usado para colocar a amostra que será analisada. - Detector: Placa fotossensível que capta a radiação que atravessa a amostra. -Computador: Possui o software que interpreta e calcula automaticamente a concentração. Turbidimetria e nefelometria: São métodos inversos ( luz que atravessa a amostra e luz dispersa) mas que são utilizados juntos. Dependendo da [ ] e da turbidez da amostra, parte da luz que é incidida é DISPERSADA. Na Turbidimetria, mede-se a redução de transmissão de luz em um meio causado pela formação de partículas ( suspensão ou colóides). Pode medir absorbância. Nefelometria: passagem de luz em meio com partículas – medindo a dispersão da luz em todas as direções (efeito Tyndall). Desvantagem: Custo elevado. É o oposto da tubidimetria, sendo mais sensível pois mede a luz DISPERSADA. - Metabolismo dos carboidratos: * Relembrando sistema endócrino: Glândulas EXÓCRINAS: As substâncias são excretadas do corpo através de Ductos. EX.: Glândulas sudoríparas, sebáceas, lacrimais, salivares, etc. Glândulas ENDÓCRINAS: Produzem hormônios. Os hormônios são secretados na circulação sanguínea. EX.: Hipófise, tireóide, paratireóides, suprarrenais, gônadas e pâncreas. Pâncreas: Glândula mista que possui aprox. 15 a 25 cm de comprimento Ácidos pancreáticos: Secreção Exócrina do suco pancreático. Ilhotas de Langerhans: Secreção endócrina da insulina e do glucagon O Suco Pancreático (1,5 l/dia) – Rico em bicarbonato de sódio, onde sua produção é estimulada pela secretina e tem como principal função elevar o pH do Quimo. Além do mais, possui amilase pancreática, lípase pancreática, tripsina e quimotripsina. 4 Insulina (atua após as refeições): Aumenta a permeabilidade da membrana celular a glicose No fígado a insulina promove a formação do glicogênio Ação HIPOglicemiante ( diminui a quantidade de glicose no sangue) Produzido pelas células betadas ilhotas de Langerhans Glucagon (atua nos períodos entre as refeições): Efeito inverso ao da insulina No fígado o glucacon estimula a transformação do glicogênio em várias moléculas de glicose, que serão enviadas para o sangue Ação HIPERglicemiante (aumenta a quantidade de glicose no sangue) Produzido pelas células alfa das ilhotas Insulina liga no receptor Ativa entrada de glicose (GLUT-4) Glicose entra e pode: o virar glicogênio (estoque) o virar energia (piruvato) o virar gordura (ácidos graxos) Vias da Glicose (5 vias): Quando você come, a insulina predomina. 1. Glicólise Quebra da glicose para gerar energia ➡ Aumenta com insulina 2. Glicogênese Formação de glicogênio (estoque) ➡ Aumenta com insulina ❄ GLUCAGON → jejum Quando você está em jejum, o glucagon predomina. 3. Glicogenólise Quebra do glicogênio para liberar glicose ➡ Aumenta com glucagon 4. Gliconeogênese Produção de glicose “nova” (não vem da glicose) ➡ Aumenta com glucagon Resumo do lado direito: Glucagon = libera glicose + produz glicose REGULAÇÃO (o mais importante da imagem) Insulina inibe (modulador negativo): o glicogenólise o gliconeogênese Glucagon inibe (modulador negativo): o glicólise o glicogênese 5 RESUMÃO FINAL: Insulina (pós-refeição) → usa e armazena glicose Glucagon (jejum) → produz e libera glicose Digestão dos carboidratos: Os polissacarídeos são digeridos (“quebrados”) em moléculas menores por enzimas encontradas na saliva, no suco pancreático e no intestino delgado. Enzimas digestivas: Amilase salivar, amilase pancreática, maltase, sacarase, lactase AMIDO: Principal carboidrato (polissacarídeo) da alimentação humana Glicogênio: Principal carboidrato de reserva humana *O principal monossacarídeo é a glicose*A [ ] de glicose no sangue é denominada GLICEMIA, em condições normais (70 a 99 mg/dL) Diabetes Mellitus (DM): Quando o metabolismo da glicose é falho – Hiperglicemia, resultado de falhas na ação e/ou secreção de insulina (diminui a [ ] de glicose no sangue). Tipos de DM: Diabetes Mellitus Gestacional (DMG): Intolerância a carboidratos que ocorre durante a gestação, é similar o DM2. O principal hormônio relacional com a resistência à insulina durante a gravidez é o HORMÔNIO LACTOGÊNICO PLACENTÁRIO; contudo, sabe-se hoje que outros hormônios hiperglicemiantes, como cortisol, estrogênio, progesterona e prolactina, também estão envolvidos. Se não tratada, possui maior risco de ruptura de membrana, parto pré-termo, feto com apresentação pélvica e feto macrossômico, além do risco de pré-eclâmpsia. Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM): Dependente de insulina É uma doença auto-imune, no qual há a destruição das células beta pancreáticas, produtoras de insulina, acarretando na deficiência deste hormônio. Como isso,a glicose que deveria entrar na célula para que haja a sua transformação em energia, fica em alta [ ] no sangue (Hiperglicemia) e o individuo torna-se insulinodependente. Os marcadores de autoimunidade são os autoanticorpos: anti-insulina, antidexcarboxilasedo ác glutâmico e antitirosina-fosfatases. Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM): 6 Este tipo de diabetes está relacionada com a obesidade. O aumento de gordura circulante provoca a incapacidade das células beta e responder à crescente demanda pariférica de insulina, a qual ocorre durante a evolução progressiva da resistência a insulina de indivíduos intolerantes à glicose. Falência do pâncreas por produzir insulina demais. Diagnóstico Laboratorial – Diabetes Métodos e amostras Pode usar: o Sangue total (com fluoreto → inibe glicólise) o Soro (tubo seco) o Plasma (com heparina) o Urina (em casos de glicosúria) Jejum obrigatório: o Mínimo: 8h o Máximo: 12h (nunca >14h) o Alimentação normal no dia anterior Principais exames: o Glicemia de jejum o Glicemia casual o Pós-prandial o TOTG (curva glicêmica) o Hemoglobina glicada o Frutosamina o Insulina / Peptídeo C o Glicosúria o HGT GLICOSE EM JEJUM Base para diagnóstico de hipo/hiperglicemia Exame simples e comum Representa um momento específico (pontual) ⚠ Limitações: Não reflete longo prazo Influência do jejum e erros pré-analíticos ⚠ Importante: Eritrócitos consomem glicose → pode dar falso baixo Demora na análise = erro ✔ Usado para: Diagnóstico Monitoramento Check-up GLICOSE PÓS-PRANDIAL 7 Sem jejum Refeição com ≥ 50g de carboidratos Coleta: 2h após refeição Valores: Normal: 180 mg/dL (limiar renal) ✔Indica: Descompensação Risco de cetoacidose HGT (GLICEMIA CAPILAR) Autocontrole domiciliar ✔ Permite: Medir glicemia ao longo do dia Ajustar tratamento rapidamente 9 ✔ Benefícios: Reduz hipoglicemia Mostra efeito de: o Alimentação o Estresse o Exercício Método: Gota de sangue + fita com enzimas (glicose oxidase/desidrogenase) Aparelho: glicosímetro