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uma consequência específica ocorrerá. Por isso, são 
extremamente úteis em situações onde: 
1. As contingências naturais são fracas (pouco reforçadoras), remotas (demoram para 
acontecer) ou complexas (difíceis de discriminar). 
2. Há competição entre contingências opostas, como o prazer imediato versus prejuízo 
futuro (ex: usar drogas vs. saúde). 
3. É necessário instalar comportamentos complexos, como habilidades motoras (tocar 
violão, dirigir) ou conceituais (resolver problemas matemáticos). 
Exemplo: Aprender a tocar violão começa com instruções verbais (regras), como “coloque o dedo 
aqui”. Mas o bom desempenho só aparece quando o controle passa para as contingências naturais 
— o som produzido, o conforto da posição, o ritmo. 
 
3. 1 - Semelhança entre Respostas: Topografia vs. Controle 
Mesmo quando o comportamento é governado por regras ou por contingências naturais, a forma da 
resposta (R) e a consequência (C) podem ser idênticas — ou seja, topograficamente iguais. 
O que muda é o estímulo discriminativo (Sd) que antecede e controla o comportamento: 
● No controle por regras, o Sd é cultural (ex: uma instrução verbal ou uma placa). 
● No controle por contingências naturais, o Sd é ambiental (ex: ver um acidente ou sentir 
dor). 
Exemplo: Desviar o carro pode ocorrer tanto por ver uma placa (“Desvio à frente”) quanto por ver um 
acidente. A ação é a mesma, mas o controle é diferente. 
 
3.2 - Integração dos Conceitos 
Portanto, a função primária das regras é complementar ou substituir contingências naturais 
quando estas não são suficientes para instalar ou manter um comportamento desejado. Elas são 
ferramentas culturais que permitem: 
● Antecipar consequências sem vivê-las. 
● Transmitir conhecimento entre gerações. 
● Estabilizar comportamentos em ambientes complexos. 
Mas é importante lembrar: quanto mais forte e clara for a contingência natural, maior a chance de 
ela substituir o controle pela regra. 
Exemplo final: Um aluno inicialmente faz as tarefas porque a professora mandou (regra). Com o 
tempo, percebe que isso o ajuda a entender melhor e tirar boas notas (contingência natural). Quando 
esse aprendizado direto se fortalece, ele passa a fazer as tarefas por conta própria. 
 
4. Tipos de CGR 
Aquiescência (Pliance) 
● O comportamento é mantido por reforço social direto. 
● Depende da autoridade, confiabilidade e monitoramento do falante. 
Exemplo: Um funcionário segue uma regra da empresa mesmo que atrase o trabalho, porque “foi o 
que mandaram”. 
Rastreamento (Tracking) 
● O comportamento é mantido por correspondência entre a regra e os eventos ambientais. 
● O controle vem da própria regra, não do falante. 
Exemplo: Seguir um mapa para chegar a um destino. A pessoa confia na regra porque ela 
corresponde à realidade. 
 
5. Variáveis que influenciam o seguimento de regras 
Especialmente no caso da aquiescência, o seguimento de regras depende de: 
1. Monitoramento: Se o agente social pode vigiar o cumprimento. 
2. Capacidade de cumprir consequências: Se o que foi prometido realmente acontece. 
3. Magnitude das consequências: Quanto pesa o reforço ou punição. 
4. Confiabilidade do agente: Se ele costuma ser coerente. 
5. Concorrência com outras contingências: Se há reforços mais fortes para outros 
comportamentos. 
Exemplo: Uma placa velha dizendo “Desvio obrigatório” pode não gerar obediência, pois não 
transmite confiabilidade. 
 
6. Consequências instrucionais e colaterais 
● Instrucionais: Reforços sociais por seguir a regra (ex: elogios, aprovação). 
● Colaterais: Consequências naturais que ocorrem por executar o comportamento (ex: evitar 
acidente). 
Exemplo: Desviar o carro por causa da placa evita um acidente (colateral) e mostra obediência 
(instrucional). 
 
7. Função das Regras e Semelhança entre Respostas 
As regras têm como função primária descrever contingências: “Se fizer X, acontecerá Y”. Elas são 
especialmente úteis quando: 
● As contingências naturais são fracas (pouco reforçadoras), remotas (demoram para 
ocorrer) ou complexas (difíceis de discriminar). 
● Há competição entre contingências opostas, como prazer imediato vs. prejuízo futuro. 
● É necessário instalar comportamentos complexos, como habilidades motoras (tocar violão) 
ou conceituais (resolver problemas matemáticos). 
Exemplo: Aprender a tocar violão começa com instruções verbais (regras), como “coloque o dedo 
aqui”. Mas o bom desempenho só aparece quando o controle passa para as contingências naturais 
— o som produzido, o conforto da posição, o ritmo. 
Mesmo quando o comportamento é governado por regras ou por contingências naturais, a forma da 
resposta (R) e a consequência (C) podem ser idênticas — ou seja, topograficamente iguais. O 
que muda é o estímulo discriminativo (Sd) que antecede e controla o comportamento: cultural 
(regra) ou natural (evento físico). 
 
8. Consequências Instrucionais e Colaterais 
● Instrucionais: Reforços sociais por seguir a regra (ex: elogios, aprovação). 
● Colaterais: Consequências naturais por executar o comportamento (ex: evitar acidente). 
Exemplo: Desviar o carro por causa da placa evita acidente (colateral) e mostra obediência 
(instrucional). 
 
9. Insensibilidade às Contingências Naturais 
O CGR pode se tornar insensível às mudanças ambientais, especialmente quando o 
comportamento foi aprendido por instrução e não por vivência direta. 
Exemplo: Um aluno continua fazendo silêncio mesmo que não haja mais necessidade, pois está sob 
controle da regra. 
 
10. Auto-Regras e Compromisso Público 
Pessoas podem criar auto-regras com base em experiências passadas. Quando essas regras são 
exteriorizadas (ditas em voz alta, escritas), o monitoramento e a adesão aumentam. 
Exemplo: “Preciso estudar todo dia” — dita em voz alta, reforça o compromisso e mantém o 
comportamento mesmo sem reforço externo. 
Isso pode gerar rigidez comportamental, dificultando a adaptação às mudanças. 
 
11. Estudos Experimentais sobre CGR 
Pesquisas mostram que: 
● Instruções verbais geram comportamentos menos sensíveis às mudanças. 
● Modelagem gera comportamentos mais adaptáveis. 
● Crianças pequenas são mais sensíveis às contingências naturais do que adultos. 
Exemplo: Crianças de até 18 meses ajustam seu comportamento conforme as mudanças nas 
recompensas. Já crianças mais velhas mantêm o comportamento mesmo quando as contingências 
mudam. 
 
12. Mandos e Tatos no Comportamento Verbal 
● Mando: Regra emitida por necessidade do falante (ex: “Feche a janela!”). 
● Tato: Capacidade do ouvinte de discriminar e nomear eventos (ex: saber o que é “janela”). 
A insensibilidade do CGR às contingências naturais pode vir da predominância de tatos, que são 
menos afetados por privações ou estímulos aversivos. 
Exemplo: “Traga água” só funciona se o ouvinte souber o que é “água” e como “trazer”. 
 
13. Complemento Teórico: Controle de Estímulos e Comportamento Operante 
O segundo documento aprofunda conceitos como: 
● Discriminação e generalização. 
● Discriminação condicional (ex: emparelhamento com modelo). 
● Comportamento verbal (mando, tato, ecóico, textual, etc.). 
● Multideterminação do comportamento — ou seja, um comportamento pode ser controlado 
por múltiplas variáveis simultaneamente. 
Exemplo: A compreensão de uma regra depende da história de reforço do sujeito com os estímulos 
envolvidos. 
 
14. Transição do Controle: Da Regra para a Contingência Natural 
Em habilidades motoras complexas, o controle deve migrar das regras para as contingências 
naturais. Se isso não ocorre, o desempenho nunca será realmente bom. 
Exemplo: Tocar violão bem exige que o som e o movimento dos dedos controlem o comportamento, 
não apenas instruções. 
 
15. Quando as Regras São Úteis 
● Para complementar contingências fracas, remotas ou complexas. 
● Em situações de competição entre contingências opostas (ex: prazer imediato vs. 
prejuízo futuro). 
● Para instalar desempenhos motores complexos e sutis.16. Exemplo Final de Transição de Controle 
Um aluno faz as tarefas porque a professora mandou (regra). 
Com o tempo, percebe que isso o ajuda a entender melhor e tirar boas notas (contingência natural). 
Quando esse aprendizado direto se fortalece, ele passa a fazer as tarefas por conta própria, mesmo 
sem instrução. 
 
Tema da aula: O mundo dentro da pele: observação e descrição. Relato de sentimentos e 
comportamentos. 
Identificação de causas do comportamento e autoconhecimento. 
 
Bibliografia Básica: 
DE ROSE, J. C. C.; BEZERRA, M. S. L.; LAZARIN, T. Consciência e autoconhecimento. In: 
HUBNER,M. M. C.; MOREIRA, M. B. (Org.) Temas clássicos da psicologia sob a ótica da análise 
do comportamento. 
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013, pp. 188-207 (Capítulo XIII) 
 
1. Contexto Histórico 
● Watson (Behaviorismo Metodológico) 
○ Defendia que psicologia deveria estudar apenas comportamento observável. 
○ Rejeitou consciência por não ser acessível a observadores independentes. 
Exemplo: Em um experimento, Watson não perguntaria “como você se sente?”, 
mas apenas observaria se a pessoa sorri ou chora. 
● Skinner (Behaviorismo Radical) 
○ Aceita estudar consciência, mas como comportamento verbal sob controle de 
estímulos. 
○ Não fala em “mente”, mas em eventos privados que podem ser analisados. 
Exemplo: Em vez de supor uma “ideia mental”, analisa como alguém aprende a 
dizer “estou com dor”. 
 
2. Natureza dos Eventos Privados 
● Eventos privados = sensações internas (dor, fome, medo). 
● Não são “mentais” no sentido metafísico; são físicos, percebidos por sistemas internos: 
○ Interoceptivo: órgãos internos (ex.: fome, dor). 
○ Proprioceptivo: movimento, postura (ex.: tensão muscular). 
● Exemplo: 
○ Dor de dente → estímulo privado acessível só à pessoa. 
○ “Frio na barriga” → resposta fisiológica ligada à ansiedade. 
 
3. Origem Social da Consciência 
● Sensações só se tornam discriminativas com ajuda da comunidade verbal. 
● Exemplo: 
○ Bebê sente dor, mas só aprende a dizer “estou com dor” porque alguém 
pergunta e reforça a resposta correta. 
● Problema: Como ninguém vê a dor, os relatos são imprecisos. 
○ Ex.: Uma criança pode dizer “estou triste” quando está com fome, porque 
aprendeu de forma vaga. 
 
4. Consciência como Produto Social 
● Ver um objeto = comportamento não verbal (olhar para a bola). 
● Ver que está vendo = comportamento verbal (dizer “estou vendo a bola”). 
● Exemplo: 
○ Criança aprende a dizer “eu vejo a bola” porque a comunidade reforça essa 
descrição. 
● Conclusão: Consciência depende de contingências sociais. 
● Consciência surge quando a comunidade verbal arranja contingências para que o 
indivíduo descreva seu próprio comportamento. 
 
5. Métodos para Ensinar a Descrição de Eventos Privados 
1. Correlatos públicos - Relatos modelados a partir de eventos públicos associados 
○ Ex.: Criança se machuca (evento público) e sente dor (privado). Comunidade 
reforça quando ela diz “dói”. 
2. Respostas colaterais - Inferência por sinais não verbais 
○ Ex.: Colocar a mão no maxilar → pergunta “Está com dor de dente?”. 
3. Generalização - Descrever no nível privado o que aprendeu no público 
○ Ex.: Aprendeu a descrever “contar em voz alta” → generaliza para “contar 
mentalmente”. 
4. Indução/metáforas - Uso de expressões figuradas 
○ Ex.: Tristeza descrita como “peso no peito” ou “estômago embrulhado”. 
 
6. Conteúdo Consciente 
● Experiência subjetiva (cores, sons) não tem contrapartes físicas diretas. 
● Explicação comportamental: controle de estímulos sobre respostas operantes. 
● Teoria da cópia (mentalista) é rejeitada: não há “imagens internas”, mas 
comportamento perceptual. 
Exemplo: Ver vermelho não significa ter uma “imagem mental”; significa que estímulos 
visuais controlam respostas verbais (“isso é vermelho”). 
 
7. Autoconhecimento 
● É a consciência sobre si mesmo: discriminar e descrever eventos internos e relações 
com o meio. 
● Não é imediato; depende da comunidade verbal. 
Inclui: 
● Auto-observação: Resposta encoberta que expõe o indivíduo aos estímulos do próprio 
comportamento. 
● Autotato: Relato sob controle do que foi auto-observado. 
Exemplo: 
○ “Estou nervoso porque vou apresentar um trabalho” → envolve auto-observação 
+ autotato (relato verbal). 
 
8. Autocontrole 
● Consciência é necessária para criar autorregras. 
● Consciência é necessária, mas não suficiente para autocontrole. 
● Autoconhecimento permite criar autorregras (ex.: “não fumar ao tomar café”). 
● Autocontrole = solução de problemas baseada em regras. 
Exemplo: 
○ Fumante percebe que sempre fuma ao tomar café → cria regra “guardar o 
cigarro antes do café”. 
 
9. Comportamento Inconsciente 
● Inicial: Todo comportamento é inconsciente até ser descrito. 
○ Ex.: Bebê chora sem saber “estou com fome”. 
● Reprimido: Relatos punidos → evitados. 
○ Ex.: Criança punida por dizer “estou com raiva” → para de relatar. 
 
10. Psicoterapia 
● Objetivo: Criar repertório de autoconhecimento. 
● Terapeuta = comunidade verbal não punitiva. 
● Reforço contingente a relatos → aumenta auto-observação. 
● Autoconhecimento do terapeuta é essencial para manejo eficiente da relação. 
● Exemplo: 
○ Cliente aprende a descrever “fico ansioso quando recebo críticas” → passo para 
criar estratégias de enfrentamento. 
 
11. Conclusão 
● Consciência = comportamento verbal sob controle de estímulos internos e externos. 
● Origem social → depende da comunidade verbal. 
● Limitações: relatos sobre eventos privados são imprecisos. 
● Aplicações: psicoterapia, educação, autocontrole. 
● Skinner: “Consciência é requisito para autocontrole e produto social”. 
 
Tema da aula: Evolução da Cultura como terceiro nível do modelo de seleção por 
consequências. Definiçãode cultura. Unidade de análise no terceiro nível de seleção. 
Bibliografia Básica: 
ANDERY, Maria Amalia Pie Abib. Comportamento e cultura na perspectiva da análise do 
comportamento. Perspectivas, São Paulo, v. 2, n. 2, p. 203-217, 2011. 
Disponível em: 
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2177-35482011000200006&lng=p
t&nrm=iso 
DE MELO, C.M.; GARCIA, L. T.; DE ROSE, C. C.; FALEIROS, P. Cultura e liberdade. In: 
HUBNER, M.M. C.; MOREIRA, M. B. (Org.) Temas clássicos da psicologia sob a ótica da análise 
do comportamento.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013, pp. 167 até 171 (Capítulo XII). 
 
1. Fundamentos da Ciência do Comportamento 
● Skinner (1904-1990): Criador da Ciência do Comportamento, baseada no 
Behaviorismo Radical. 
● Comportamento: Não é só resposta isolada, mas relação organismo-ambiente. 
● Explicação: Por relações funcionais, não por causa e efeito. 
● Variáveis: 
○ Independentes: Estímulos discriminativos, reforçadores, eliciadores; condições 
motivacionais (privação, saciação). 
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2177-35482011000200006&lng=pt&nrm=iso
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2177-35482011000200006&lng=pt&nrm=iso
○ Dependente: Resposta do organismo. 
● Exemplo prático: 
○ Criança chora porque está com fome (privação) e a mãe está presente (estímulo 
discriminativo). O choro é reforçado quando recebe comida. 
 
2. Pressupostos Filosóficos 
● Ontologia relacional: Comportamento é interação entre organismo e ambiente. 
● Epistemologia fisicalista: Estudo do comportamento como fenômeno físico, sem 
reduzi-lo à física. 
● Modelo causal: Seleção pelas consequências (Skinner, 1981). 
● Exemplo: 
○ Não explicamos “por que alguém é honesto” por uma causa interna, mas pelas 
contingências que reforçam honestidade (elogios, confiança social). 
 
3. Tipos de Comportamento 
● Reflexo: Automático (ex.: piscar ao vento). 
● Operante: Produz efeitos no ambiente e é selecionado por consequências. 
● Social e verbal: Tipicamente humanos, essenciais para cultura. 
● Exemplo: 
○ Dizer “obrigado” é um operante verbal reforçado por aprovação social. 
 
4. Modelo de Seleção pelasConsequências 
● Três níveis: 
1. Filogenético: Seleção natural (genes). 
■ Ex.: Instinto de sucção em bebês. 
2. Ontogenético: História individual (operantes). 
■ Ex.: Aprender a dirigir por reforço (liberdade, elogios). 
3. Cultural: Práticas mantidas por grupos. 
■ Ex.: Uso de talheres transmitido entre gerações. 
● Princípio: Variações que produzem consequências reforçadoras são selecionadas. 
 
5. Cultura como Terceiro Nível Seletivo 
● Definição: Conjunto de práticas sociais mantidas por contingências culturais. 
● Práticas culturais: Padrões transmitidos entre gerações (educação, governo, religião). 
● Características: 
- Conjunto de operantes reforçados pelo grupo. 
- Transmissão intergeracional. 
- Mantidas por contingências culturais, não apenas individuais. 
● Exemplo prático: 
○ Manipulação do fogo começou como operante individual → virou prática cultural 
transmitida por imitação e ensino. 
 
6. Consequências Culturais e Metacontingências 
● Consequências culturais: Efeitos sobre o grupo, não só sobre indivíduos. 
● Metacontingência (Glenn): 
○ Unidade de análise para práticas culturais. 
○ Relação entre contingências entrelaçadas e produtos agregados. 
● Exemplo: 
○ Sistema educacional → práticas transmitidas → efeito sobre a cultura 
(alfabetização). 
 
7. Cultura como Objeto de Estudo 
● Mudança de enfoque: 
○ Antes: Cultura como contexto (variável independente). 
○ Agora: Cultura como variável dependente, objeto legítimo de investigação. 
● Desafios: 
○ Definir unidade de análise (contingência tríplice vs. contingências entrelaçadas). 
○ Integrar conhecimentos da antropologia, sociologia e biologia. 
● Exemplo prático: 
○ Estudar como práticas de reciclagem se mantêm ou mudam em diferentes 
culturas. 
 
8. Implicações e Aplicações 
● Comportamento humano: Produto da interação entre contingências filogenéticas, 
ontogenéticas e culturais. 
● Práticas culturais adaptativas: Educação, cooperação social. 
● Planejamento cultural: Possibilidade de intervir para modificar práticas culturais 
prejudiciais. 
● Diferenças culturais: Monogamia, hábitos alimentares, normas religiosas. 
● Práticas não adaptativas: Drogadição, degradação ambiental. 
● Exemplo prático: 
○ Cultura que valoriza consumo excessivo → impacto ambiental negativo. 
 
9. Exemplos Práticos 
● Diferenças culturais: 
○ Brasileiros: monogamia. 
○ Hindus: não comem carne bovina. 
○ Muçulmanos: não comem carne de porco. 
● Exemplo de transmissão cultural: 
○ Crianças aprendem regras sociais porque adultos reforçam comportamentos 
adequados. 
 
10. Conclusão 
● Cultura é fenômeno comportamental complexo, constituído por práticas sociais que 
evoluem por seleção de consequências. 
● A análise do comportamento oferece ferramentas para compreender e intervir em 
fenômenos culturais. 
● Skinner e Glenn: Fundamentais para consolidar a cultura como objeto legítimo da 
ciência do comportamento. 
 
 
 
	Comportamento Governado por Regras (CGR) 
	1. Definição de CGR 
	2. Diferença entre CGR e Controle por Contingências 
	3. Função das Regras e Relação com a Forma da Resposta 
	3. 1 - Semelhança entre Respostas: Topografia vs. Controle 
	3.2 - Integração dos Conceitos 
	4. Tipos de CGR 
	Aquiescência (Pliance) 
	Rastreamento (Tracking) 
	5. Variáveis que influenciam o seguimento de regras 
	6. Consequências instrucionais e colaterais 
	7. Função das Regras e Semelhança entre Respostas 
	8. Consequências Instrucionais e Colaterais 
	9. Insensibilidade às Contingências Naturais 
	10. Auto-Regras e Compromisso Público 
	11. Estudos Experimentais sobre CGR 
	12. Mandos e Tatos no Comportamento Verbal 
	13. Complemento Teórico: Controle de Estímulos e Comportamento Operante 
	14. Transição do Controle: Da Regra para a Contingência Natural 
	15. Quando as Regras São Úteis 
	16. Exemplo Final de Transição de Controle 
	1. Contexto Histórico 
	2. Natureza dos Eventos Privados 
	3. Origem Social da Consciência 
	4. Consciência como Produto Social 
	5. Métodos para Ensinar a Descrição de Eventos Privados 
	6. Conteúdo Consciente 
	7. Autoconhecimento 
	8. Autocontrole 
	9. Comportamento Inconsciente 
	10. Psicoterapia 
	11. Conclusão 
	1. Fundamentos da Ciência do Comportamento 
	2. Pressupostos Filosóficos 
	3. Tipos de Comportamento 
	4. Modelo de Seleção pelas Consequências 
	5. Cultura como Terceiro Nível Seletivo 
	6. Consequências Culturais e Metacontingências 
	7. Cultura como Objeto de Estudo 
	8. Implicações e Aplicações 
	9. Exemplos Práticos 
	10. ConclusãoConsequências 
● Três níveis: 
1. Filogenético: Seleção natural (genes). 
■ Ex.: Instinto de sucção em bebês. 
2. Ontogenético: História individual (operantes). 
■ Ex.: Aprender a dirigir por reforço (liberdade, elogios). 
3. Cultural: Práticas mantidas por grupos. 
■ Ex.: Uso de talheres transmitido entre gerações. 
● Princípio: Variações que produzem consequências reforçadoras são selecionadas. 
 
5. Cultura como Terceiro Nível Seletivo 
● Definição: Conjunto de práticas sociais mantidas por contingências culturais. 
● Práticas culturais: Padrões transmitidos entre gerações (educação, governo, religião). 
● Características: 
- Conjunto de operantes reforçados pelo grupo. 
- Transmissão intergeracional. 
- Mantidas por contingências culturais, não apenas individuais. 
● Exemplo prático: 
○ Manipulação do fogo começou como operante individual → virou prática cultural 
transmitida por imitação e ensino. 
 
6. Consequências Culturais e Metacontingências 
● Consequências culturais: Efeitos sobre o grupo, não só sobre indivíduos. 
● Metacontingência (Glenn): 
○ Unidade de análise para práticas culturais. 
○ Relação entre contingências entrelaçadas e produtos agregados. 
● Exemplo: 
○ Sistema educacional → práticas transmitidas → efeito sobre a cultura 
(alfabetização). 
 
7. Cultura como Objeto de Estudo 
● Mudança de enfoque: 
○ Antes: Cultura como contexto (variável independente). 
○ Agora: Cultura como variável dependente, objeto legítimo de investigação. 
● Desafios: 
○ Definir unidade de análise (contingência tríplice vs. contingências entrelaçadas). 
○ Integrar conhecimentos da antropologia, sociologia e biologia. 
● Exemplo prático: 
○ Estudar como práticas de reciclagem se mantêm ou mudam em diferentes 
culturas. 
 
8. Implicações e Aplicações 
● Comportamento humano: Produto da interação entre contingências filogenéticas, 
ontogenéticas e culturais. 
● Práticas culturais adaptativas: Educação, cooperação social. 
● Planejamento cultural: Possibilidade de intervir para modificar práticas culturais 
prejudiciais. 
● Diferenças culturais: Monogamia, hábitos alimentares, normas religiosas. 
● Práticas não adaptativas: Drogadição, degradação ambiental. 
● Exemplo prático: 
○ Cultura que valoriza consumo excessivo → impacto ambiental negativo. 
 
9. Exemplos Práticos 
● Diferenças culturais: 
○ Brasileiros: monogamia. 
○ Hindus: não comem carne bovina. 
○ Muçulmanos: não comem carne de porco. 
● Exemplo de transmissão cultural: 
○ Crianças aprendem regras sociais porque adultos reforçam comportamentos 
adequados. 
 
10. Conclusão 
● Cultura é fenômeno comportamental complexo, constituído por práticas sociais que 
evoluem por seleção de consequências. 
● A análise do comportamento oferece ferramentas para compreender e intervir em 
fenômenos culturais. 
● Skinner e Glenn: Fundamentais para consolidar a cultura como objeto legítimo da 
ciência do comportamento. 
 
 
 
	Comportamento Governado por Regras (CGR) 
	1. Definição de CGR 
	2. Diferença entre CGR e Controle por Contingências 
	3. Função das Regras e Relação com a Forma da Resposta 
	3. 1 - Semelhança entre Respostas: Topografia vs. Controle 
	3.2 - Integração dos Conceitos 
	4. Tipos de CGR 
	Aquiescência (Pliance) 
	Rastreamento (Tracking) 
	5. Variáveis que influenciam o seguimento de regras 
	6. Consequências instrucionais e colaterais 
	7. Função das Regras e Semelhança entre Respostas 
	8. Consequências Instrucionais e Colaterais 
	9. Insensibilidade às Contingências Naturais 
	10. Auto-Regras e Compromisso Público 
	11. Estudos Experimentais sobre CGR 
	12. Mandos e Tatos no Comportamento Verbal 
	13. Complemento Teórico: Controle de Estímulos e Comportamento Operante 
	14. Transição do Controle: Da Regra para a Contingência Natural 
	15. Quando as Regras São Úteis 
	16. Exemplo Final de Transição de Controle 
	1. Contexto Histórico 
	2. Natureza dos Eventos Privados 
	3. Origem Social da Consciência 
	4. Consciência como Produto Social 
	5. Métodos para Ensinar a Descrição de Eventos Privados 
	6. Conteúdo Consciente 
	7. Autoconhecimento 
	8. Autocontrole 
	9. Comportamento Inconsciente 
	10. Psicoterapia 
	11. Conclusão 
	1. Fundamentos da Ciência do Comportamento 
	2. Pressupostos Filosóficos 
	3. Tipos de Comportamento 
	4. Modelo de Seleção pelas Consequências 
	5. Cultura como Terceiro Nível Seletivo 
	6. Consequências Culturais e Metacontingências 
	7. Cultura como Objeto de Estudo 
	8. Implicações e Aplicações 
	9. Exemplos Práticos 
	10. Conclusão

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