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TERMODINÂMICA IFRJ – Licenciatura em Química Química Geral II Professor: Fabio Ribeiro ❑ATKINS, P. & JONES, L.. Princípios de Química: Questionando a vida moderna e o meio ambiente; ❑BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEN, B. E.; BURDGE, J. R. Química: A ciência central. 9 ed. São Paulo: Pearson Education, 2005; ❑BRADY, J. E.; SENESE, F. A.; JESPERSON, N. D. Química: A matéria e suas transformações. v.2, 5ed. Rio de Janeiro: LTC, 2012 ❑KOTZ, J. C.& JUNIOR, P. M. TREICHEL Química Geral e Reações Químicas (volume 2); ❑RUSSEL, J. B.. Química Geral (volume 2). Bibliografia Introdução ❑ O estudo da energia e de suas transformações é conhecido como termodinâmica (do grego: thérme-, “calor”; dy’namis, “poder”). Esse campo de estudo surgiu durante a Revolução Industrial, quando foram desenvolvidas as relações entre calor, trabalho e combustíveis em motores a vapor. ❑ A parte da termodinâmica que estuda as relações existentes entre as reações químicas e as variações de energia que envolvem calor é chamada de termoquímica. Notas ❑Energia ✓A capacidade de realizar trabalho. ❑Trabalho (w) ✓Movimento contra uma força: w = F x d (1 J = 1 kg m2/s2). ✓Transferência de energia resultante de um processo. ❑Tipos de energia ✓Radiante: associada à radiação eletromagnética. ✓Térmica : associada ao movimento aleatório dos átomos e moléculas. ✓Química: associada às ligações químicas. ✓Nuclear: associada ao núcleo atômico. ✓Potencial: associada à posição. ✓Cinética: associada ao movimento. Notas ❑ A unidade SI para energia é o joule (J) em homenagem a James Joule (1818–1889), um cientista britânico que estudou o trabalho e o calor: 1 J = 1 kg-m2/s2. ❑ Uma caloria (cal) foi originalmente definida como a quantidade de energia necessária para elevar a temperatura de 1 g de água de 14,5 a 15,5 °C. 1 cal = 4,184 J (exatamente) ❑ Trabalho e calor estão relacionados com processos de transferência de energia. Portanto, representam energia em trânsito. Sistema e vizinhança • Ao analisar variações de energia, devemos nos concentrar em uma parte limitada e bem definida do universo para acompanhar as variações de energia que ocorrem. • A parte selecionada para o estudo é chamada de sistema; sendo que todo o restante ao seu redor representa a vizinhança. TIPOS DE SISTEMA • Sistema aberto – troca matéria e energia. • Sistema fechado – troca energia; • Sistema isolado – não há troca. • Sistema adiabático – isolado termicamente. • Estado: Indica as condições físicas e químicas do sistema. Trabalho de expansão ❑ O trabalho efetuado pelo/sobre sistema pode aparecer sob diversas formas de energia. ❑ Macroscopicamente, a energia térmica é transferida de um corpo a outro sem a realização de trabalho. ❑ O trabalho engloba todas as outras formas de energia que podem ser trocadas entre o sistema e a vizinhança em uma transformação. ❑ O trabalho (w) pode ser dividido em trabalho de expansão e trabalho de não-expansão. Trabalho de expansão ❑Trabalho de não-expansão ✓ Deslocar um objeto em uma certa distância; ✓ Deslocar uma carga elétrica sob a ação de uma campo elétrico ❑Trabalho de expansão ✓ Variação de volume do sistema contra uma pressão constante. Trabalho de expansão ❑ A expansão ocorrerá se a força no interior do cilindro for maior que a força externa aplicada ao pistão. Do contrário, haverá uma contração. 𝑃 = 𝐹 𝐴 ⟺ 𝐹 = 𝑃 ∙ 𝐴 𝑤 = −𝐹 ∙ ∆ℎ ⇒ 𝒘 = −𝑷 ∙ ∆𝑽 Se P = 0, então não há realização de trabalho Exemplo: Calcule o trabalho realizado pelos cilindros de um motor de 1,6 L de um carro durante um ciclo de ignição, assumindo que o eixo da manivela exerce uma força equivalente a uma pressão de 9,5 atm. 1 atm·L = 101,325 J Calor ❑ Quantidade de Energia que é transferida através dos limites de um sistema, através de um processo térmico de condução e radiação , sem a realização de trabalho. ❑ A quantidade de calor cedido ou absorvido por um corpo de massa m relaciona-se com a variação da sua temperatura: ❑ A variação de temperatura de uma dada substância causada pela absorção de calor depende não só da massa, mas também da natureza da substância. 𝐪 = 𝐦 ∙ 𝐜 ∙ 𝚫𝐓 Calorimetria • A capacidade calorífica de um mol de uma substância é chamada de capacidade calorífica molar, Cm. • A capacidade calorífica de um grama de uma substância é chamada de capacidade calorífica específica, ou apenas calor específico, Ce. Exemplo: Uma reação em um calorímetro de volume constante que contém 0,100 mL de solução libera 1,78 kJ de calor e a temperatura aumenta 3,65 °C. Em seguida, 50 mL de HCl(aq) 0,20 mol/L e 50 mL de NaOH(aq) 0,20 mol/L foram misturados no mesmo calorímetro e a temperatura subiu 1,26 °C. Qual é a variação da energia interna da reação de neutralização? A primeira lei da termodinâmica • Em uma transformação qualquer a energia não pode ser criada nem destruída. Qualquer energia que é perdida por um sistema será adquirida pela vizinhança, e vice-versa. • A energia total do universo é constante. • Lei de Conservação da Energia: A primeira lei da termodinâmica ∆𝐄 = 𝐪 + 𝐰 Exemplo 1: Um motor realiza 640 kJ de trabalho e perde 280 kJ de calor. Qual é a variação de energia interna do motor? Exemplo 2: Qual é a variação de energia interna se o motor realiza 540 kJ de trabalho e libera 380 kJ de calor? Função de estado • ΔE não depende do processo, mas somente dos estados inicial e final do sistema. Função de estado: grandeza especificada pela condição do sistema (estado). • O valor de uma função de estado depende apenas do estados inicial e final do sistema, e independe do caminho pelo qual o sistema sofreu uma transformação. • Nota: calor e trabalho não são funções de estado. ❑ A maioria das transformações de interesse para a química ocorrem a pressão constante. ❑ Neste caso, é conveniente introduzir uma função termodinâmica auxiliar, a entalpia: Função de estado Entalpia ∆𝐸 = 𝑞 + 𝑤 = 𝑞 − 𝑃∆𝑉 ⇒ 𝑞𝑃 = ∆𝐸 + 𝑃∆𝑉 Δ𝐇 ≡ Δ𝐄 + 𝐏Δ𝐕 ❑ A variação de entalpia (ΔH) de um sistema sob pressão constante, quando somente trabalho de expansão pode ser realizado, é igual ao calor trocado entre o sistema e a vizinhança durante a transformação. ΔH > 0: recebe calor (endotérmico) ΔHQual é a entalpia de vaporização molar do benzeno em seu ponto de ebulição? Exemplo: A entalpia de fusão do metal sódio é igual a 2,6 kJ mol-1 em 25 °C, e a entalpia de sublimação do sódio é igual a 101 kJ mol-1. Qual é a entalpia de vaporização do sódio metálico a 25 °C? Variação de entalpia em uma reação química A variação de entalpia que acompanha uma reação é chamada de entalpia de reação ou de calor de reação. Considere a reação de combustão (equação termoquímica) em 298 K e 1 bar. CH4(g) + 2O2(g) → CO2(g) + 2H2O(l) ΔH° = -890 kJ 𝛥𝑟𝐻° = 𝜈 𝛥𝐻° 𝑛 Entalpia de formação (ΔfH): calor liberado ou absorvido na reação de formação de uma substância, a partir dos seus elementos constituintes no seu estado alotrópico mais estável. Estado padrão: Estado em que a substância pura se apresenta em uma dada temperatura na pressão de 1 bar. ❖ Se a temperatura não é especificada, toma-se o valor de 25 °C (298 K) Variação de entalpia em uma reação química ❑Para substâncias simples: ΔfH° = 0 (convenção). ❑Entalpia padrão de formação (ΔfH°): calor liberado ou absorvido na reação de formação de uma substância, a partir dos seus elementos constituintes nos seus estados físicos e alotrópicos mais estáveis. Exemplo: C(s) + O2(g) → CO2(g) ΔfH° = -393,51 kJ mol-1 Variação de entalpia em uma reação química A variação de entalpia que acompanha uma reação é chamada de entalpia de reação ou de calor de reação: aA + bB → cC + dD ΔfH(reagentes) = a·ΔfH(A) + b·ΔfH(B) ΔfH(produtos) = c·ΔfH(C) + d·ΔfH(D) ∆rH = σ ∆𝑓H (produtos) − σ ∆𝑓H (reagentes) Variação de entalpia em uma reação química Exemplo: Calcule a entalpia de formação do propano a partir da entalpia de combustão do gás propano dada abaixo. C3H8(g) + 5O2(g) → 3CO2(g)+ 4H2O(l) ΔcombH° = -2220,00 kJ/mol Lei de Hess ❑A variação de entalpia de uma reação química depende apenas dos estados inicial e final, não importando o caminho da reação. ❑A soma das variações de entalpia envolvidas em cada processo (teórico) levam à entalpia da reação. ΔH° = i ΔH° Exemplo: Calcule a variação de entalpia para a reação: CO(g) + ½ O2 (g) → CO2(g) ΔH° = ? Sabendo que: C(s) + O2(g) → CO(g) + ½ O2(g) ΔH° = -110 kJ mol-1 C(s) + O2(g) → CO2(g) ΔH° = -394 kJ mol-1 Exemplo: Calcule a variação de entalpia para a reação: C(s) + ½O2(g) → CO(g) Δr3H° = ? Sabendo que: C(s) + O2(g) → CO2(g) Δr1H° = -393,5 kJ mol-1 CO(g) + ½ O2(g) → CO2(g) Δr2H° = -282,9 kJ mol-1 Cálculo da energia de rede Ciclo de Born-Haber Entalpia de sublimação do Na: +108 kJ/mol Energia de dissociação do Cl2: +242 kJ/mol 1ª Energia de ionização do Na: +496 kJ/mol 1ª Afinidade eletrônica do Cl: -349 kJ/mol Entalpia de formação padrão do NaCl = -411 kJ/mol Exemplo: NaCl e CaCl2 Processo de dissolução endotérmico Processo de dissolução exotérmico +787 kJ/mol +3 kJ/mol -784 kJ/mol +2260 kJ/mol -2337 kJ/mol -77 kJ/mol Entalpia de solução Entalpia média de ligação ❑Energia necessária para romper uma ligação química. ❑Devido à diferenças estruturais, referimo-nos sempre a uma entalpia de ligação média (sempre endotérmicas). ❑Dissociação Homolítica: formação de dois radicais livres (A· e B·) pela quebra da ligação A – B. Cada átomo termina com um elétron da ligação. A – B → A· + B· ❑ Dissociação Heterolítica (cisão): os dois elétrons ficam com um átomo da ligação AB. A – B → A+ + B:- ou: A – B → A:- + B+ Exemplo: Qual a variação de entalpia da reação de halogenação do etano (C2H6) para formar cloroetano (C2H5Cl)? C2H6(g) + Cl2(g) → C2H5Cl(g) + HCl(g) ΔrH ⁰ = ? Dados: Ligação ΔH ligação (kJmol-1) C – H 412 Cl – Cl 242 C – Cl 338 H – Cl 431 Exercício: Qual é a variação de entalpia da reação abaixo? CH4(g) + CCl4(g) → CH3Cl(g) + CHCl3 (g) ΔrH ⁰ = ? Dados: Ligação ΔH ligação (kJmol-1) C – H 412 Cl – Cl 242 C – Cl 338 H – Cl 431 Slide 1: Termodinâmica Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7: Tipos de sistema Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47