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1. a) Elementos distintivos: O Corregedor carrega processos judiciais (feitos) e uma vara
(símbolo de autoridade); o Procurador carrega livros jurídicos.
b) Linguagem do Corregedor: Ele utiliza uma linguagem formal e técnica, recheada de termos
jurídicos e expressões em latim.
c) Área de atuação e função: Atuam na área jurídica (Direito). Sua função deveria ser garantir a
justiça e a aplicação correta das leis.
2. a) Por que se julga livre do inferno: Por causa de seu alto cargo e status social, acreditando
que seus privilégios terrenos valeriam no além-vida.
b) Questionamento ao Diabo: Ele questiona se o poder do Diabo está acima do "direito de
majestade", que o tornaria imune a punições.
c) Efeito de sentido: Gera humor e ironia, evidenciando a arrogância e a cegueira do
personagem diante de sua própria condenação.
3.a) As três acusações: 1. Receber propinas; 2. Aceitar suborno de judeus; 3. Explorar
trabalhadores para enriquecer.
b) Defesa do Corregedor: Sua defesa confirma as acusações, pois ele tenta culpar a esposa
pelos subornos e admite que a lei não se aplica quando há ganho pessoal.
c) Veredicto do Diabo: Condenação imediata ao inferno ("lago dos cães").
e) Estereótipo: Refere-se aos judeus como corruptores, um preconceito comum na época que
ainda persiste em formas de intolerância religiosa e étnica.
4. a) Consequência para o Procurador: A condenação ao inferno, pois morreu sem se
confessar e, portanto, sem receber a absolvição.
b) Por que o Corregedor omitiu roubos na confissão: Porque, pela doutrina católica, ele seria
obrigado a devolver tudo o que roubou para ser perdoado.
c) O que isso revela: Revela sua extrema ganância e apego material, priorizando a riqueza até
mesmo após a morte.
5. a) "Amador de perdiz": É uma ironia ao fato de ele aceitar aves caras como suborno em troca
de favores judiciais.
b) "Descorregedor": Sugere que ele faz o oposto de sua função: em vez de corrigir e aplicar a lei,
ele a desvirtua e corrompe.
c) Finalidade da sátira: Criticar a corrupção das elites e incentivar um comportamento ético e
virtuoso na sociedade.
d) Atualidade da crítica: Sim, permanece atual pois critica a corrupção, o uso do cargo para
benefício próprio e a hipocrisia, problemas ainda presentes na justiça e política.