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Protocolo de Uso da Terlipressina em paciente com síndrome hepatorrenal

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Título do documento. POP.XXX.XXX – versão X Página 1 de 7 
 
 
PROTOCOLO 
Hupes-UFBA/EBSERH 
Uso da Terlipressina em paciente com síndrome 
hepatorrenal tipo 1 em unidades abertas 
Versão: 1 | 2025 
 
Uso da Terlipressina em paciente com síndrome hepatorrenal tipo 1 em 
unidades abertas. PRT.SFH.003 – versão 1 
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SUPERINTENDENTE 
JOSÉ VALBER LIMA MENESES 
GERENTE 
CAROLINA CALIXTO DE SOUZA FONTES 
CHEFE DE SETOR 
LEONARDO AUGUSTO KISTER DE TOLEDO 
 
ELABORAÇÃO 
Ricardo Gabriel Esquivel Reis 
André de Castro Lira 
Leonardo Augusto Kister de Toledo 
Dimitri Gusmão Flores 
 
ANÁLISE 
Leonardo Augusto Kister de Toledo – SFH/Hupes 
 
VALIDAÇÃO DE FORMA 
Míria Vanessa Ferreira Santos - enfermeira -UGQSP/STGQ/Hupes 
VALIDAÇÃO TÉCNICA 
Divisão de Gestão de Cuidados 
Divisão de Enfermagem 
Comissão de Protocolos e Diretrizes Clínicas 
Unidade de Gestão da Qualidade e Segurança do Paciente 
 
APROVAÇÃO 
Carolina Calixto de Souza Fontes – Gerente de Assistência à Saúde – GAS/Hupes 
 
Data da emissão: 
Código do documento: PRT.SFH.003 
 
Permitida a reprodução parcial ou total, desde que indicada a fonte e sem fins lucrativos. ® 2024, Empresa 
Brasileira de Serviços Hospitalares. Todos os direitos reservados www.ebserh.gov 
http://www.ebserh.gov/
 
Uso da Terlipressina em paciente com síndrome hepatorrenal tipo 1 em 
unidades abertas. PRT.SFH.003 – versão 1 
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1 OBJETIVO 
 
Assegurar o uso do medicamento terlipressina sob condições clínicas específicas, visando 
assistir rapidamente os pacientes de insuficiência hepática crônica agudizada (ACLF) e ascite na 
vigência da síndrome hepatorrenal-lesão renal aguda ou síndrome hepatorrenal tipo 1 (HRS-AKI), 
definido como um aumento de pelo menos duas vezes na creatinina sérica para um nível superior a 
2,5 mg/dL durante um período inferior a duas semanas. 
 
2 JUSTIFICATIVAS 
 
A HRS-AKI é uma condição de insuficiência renal rapidamente progressiva com alta 
mortalidade que ocorre em pacientes com Insuficiência hepática crônica agudizada (ACLF) e ascite. 
Estes pacientes possuem necessidade de tratamento o mais rápido possível com a TERLIPRESSINA 
para redução da mortalidade, visto que para utilização da NORADRENALINA é necessária utilização 
de leitos da UTI, que quase sempre não estão disponíveis, daí a necessidade de um protocolo 
alternativo para comtemplar estes casos. É importante registrar que NÃO há evidência de 
superioridade de uma em relação à outra quanto à eficácia. 
 
3 SIGLAS 
 
a) ACLF: Insuficiência hepática crônica agudizada. 
b) Cr: Creatinina. 
c) HRS-AKI: Síndrome Hepatorrenal-lesão renal aguda ou síndrome hepatorrenal tipo 1. 
d) HUPES: Hospital Universitário Prof. Edgar Santos. 
e) SFH: Setor de Farmácia Hospitalar. 
f) SHP: Síndrome de Hipertensão Portal. 
g) SHR-2: Ascite resistente a diuréticos ou síndrome hepatorrenal tipo 2. 
h) USD: Unidade do Sistema Digestivo. 
i) UTI: Unidade de terapia Intensiva. 
 
Uso da Terlipressina em paciente com síndrome hepatorrenal tipo 1 em 
unidades abertas. PRT.SFH.003 – versão 1 
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4 CONCEITOS 
 
A Terlipressina é um análogo sintético da vasopressina com atividade vasoconstritora na 
vasculatura esplâncnica e sistêmica. Essa atividade resulta em diminuição do fluxo sanguíneo portal 
e redução da hipertensão portal, a principal causa das anormalidades hemodinâmicas associadas à 
cirrose avançada. A consequente redistribuição do volume circulatório da circulação esplâncnica 
para a sistêmica melhora a hemodinâmica sistêmica e aumenta a pressão de perfusão renal. O 
aumento do volume arterial efetivo também diminui as atividades vasoconstritoras renais 
compensatórias e sistêmicas, melhorando ainda mais a hemodinâmica renal nesses pacientes. 
 
5 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E DE EXCLUSÃO 
 
O protocolo do uso da terlipressina deverá ser aplicado no contexto do HUPES, o uso é 
RESTRITO a pacientes com HRS-AKI e ACLF internados no C-HUPES no aguardo de vaga da UTI. Após 
transferência para a UTI, a terlipressina é descontinuada visando a redução de custos e sendo 
introduzido a noradrenalina para continuidade do tratamento. 
 
Não estão incluídos neste protocolo pacientes com critérios clínicos para diagnóstico de 
SHR-2 ou pacientes com sangramento de varizes de esôfago em atividade. 
 
6 ATRIBUIÇÕES, COMPETÊNCIAS E RESPONSABILIDADES 
 
6.1 Cabe ao Setor de Farmácia Hospitalar: 
 
a) gerenciar o recebimento, armazenamento e dispensação da terlipressina no âmbito do 
C-HUPES, devendo: 
− constar no Guia Farmacoterapêutico do C-HUPES, disponível na intranet como uso 
restrito (R); 
− garantir estado de conservação adequado (integridade da embalagem, lote 
visualizável, dentro do prazo de validade); 
− o SFH somente dispensará a terlipressina mediante prescrição médica e seguindo 
as orientações deste protocolo. 
b) elaborar e executar programas de treinamento da equipe das Unidades Clínicas quanto 
ao uso da terlipressina, bem como avaliação do uso. 
 
 
 
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6.2 Cabe aos Prescritores: 
 
a) auxiliar no cumprimento e divulgação deste protocolo em todas as Unidades Clínicas; 
b) os chefes das Unidades Clinicas devem garantir o cumprimento desde protocolo em 
todas as etapas. 
 
6.3 Cabe a Equipe de Enfermagem: 
 
a) auxiliar no cumprimento e divulgação deste protocolo; 
b) administrar o medicamento de forma correta seguindo orientações de reconstituição e 
diluição especificas. 
 
7 HISTÓRIA CLÍNICA E EXAME FÍSICO 
 
Pacientes internados no HUPES, com diagnóstico de ACLF e ascite na vigência de HRS-AKI, 
definido como um aumento de pelo menos duas vezes na creatinina sérica para um nível superior a 
2,5 mg/dL durante um período inferior a duas semanas. 
 
8 EXAMES DIAGNÓSTICOS INDICADOS 
 
Pacientes com aumento de pelo menos duas vezes na creatinina sérica para um nível 
superior a 2,5 mg/dL, durante um período inferior a duas semanas. 
 
9 TRATAMENTO INDICADO E PLANO TERAPÊUTICO 
 
A dosagem recomendada é de 1,0 mg de acetato de terlipressina (equivalente a 0,86 mg 
de terlipressina), da seguinte forma: administração em bolus - varia de 1mg a cada 6 horas até 2mg 
a cada 4 horas (12mg dose máxima total ao dia) por no máximo 14 dias. A administração pode ser 
em bolus ou contínua; no caso de a administração ser contínua, utiliza-se a dose total do dia diluída 
em 250ml de solução fisiológica 0,9%, para correr em 24 horas. Alternativamente, é possível 
fracionar a dose em 1 mg de terlipressina diluído em 100 ml de solução fisiológica a 0,9% e correr 
na velocidade necessária para atingir a dose total desejada, trocando-se a solução sempre que a 
mesma atingir seu término. 
 
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unidades abertas. PRT.SFH.003 – versão 1 
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Suspender a droga caso a creatina sérica retornar a 0,3 mg/dl do valor basal; o paciente necessite 
de hemodiálise; se desenvolvimento de uma reação adversa grave; a função renal não melhorar 
após 48 horas com doses máximas toleradas; se atingir máximo de 14 dias de terapia. 
 
10 CRITÉRIOS DE INTERNAÇÃO 
 
O uso deste medicamento está restrito a pacientes internados nas enfermarias do hospital que 
contemplem os critérios de inclusão e exclusão definidos no Item 5 deste protocolo. 
 
11 CRITÉRIOS DE MUDANÇA TERAPÊUTICA 
 
Após transferência para a UTI, a terlipressina é descontinuadavisando a redução de custos 
e sendo introduzido a noradrenalina para continuidade do tratamento. 
 
12 CRITÉRIOS DE ALTA OU TRANSFERÊNCIA 
 
Uma vez que o paciente tenha critérios para alta médica hospitalar o medicamento deverá 
ser suspenso, assim como haja transferência para as UTI´s, onde a terlipressina será descontinuada 
e iniciado a noradrenalina para continuidade do tratamento. 
 
 
13 FLUXO DE PROCESSO 
 
Não se aplica. 
 
14 MONITORAMENTO 
 
Taxa de adesão ao protocolo = Doses de terlipressina dispensadas de acordo com o protocolo X 100 
 Total de doses de terlipressina dispensadas 
 
Caso o paciente apresente Reações Adversas como: qualquer evento isquêmico, 
insuficiência respiratória e hiponatremia grave, o tratamento deve ser descontinuado. 
 
 
Uso da Terlipressina em paciente com síndrome hepatorrenal tipo 1 em 
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15 REFERÊNCIAS 
 
Wong F, Pappas SC, Curry MP, Reddy KR, Rubin RA, Porayko MK, Gonzalez SA, Mumtaz K, Lim N, 
Simonetto DA, Sharma P, Sanyal AJ, Mayo MJ, Frederick RT, Escalante S, Jamil K; CONFIRM Study 
Investigators. Terlipressin plus Albumin for the Treatment of Type 1 Hepatorenal Syndrome. N 
Engl J Med. 2021 Mar 4;384(9):818-828. doi: 10.1056/NEJMoa2008290. PMID: 33657294. 
Sharma, P., Moore, K., Ganger, D., Grewal, P. and Brown, R.S., Jr. Role of Terlipressin and Albumin 
for Hepatorenal Syndrome in Liver Transplantation. Liver Transpl. 2020;26:1328- 1336. 
https://doi.org/10.1002/lt.25834. 
Arora V, Maiwall R, Rajan V, Jindal A, Muralikrishna Shasthry S, Kumar G, Jain P, Sarin SK. Terlipressin 
Is Superior to Noradrenaline in the Management of Acute Kidney Injury in Acute on Chronic Liver 
Failure. Hepatology. 2020 Feb;71(2):600-610. doi: 10.1002/hep.30208. Epub 2019 Feb 20. PMID: 
30076614. 
 
16 HISTÓRICO DE REVISÃO 
 
Versão Data Descrição da atualização 
1 21/08/2023 Versão inicial. 
 
17 RESPONSÁVEIS PELO DOCUMENTO 
Elaboração 
Ricardo Gabriel Esquivel Reis 
André de Castro Lira 
Leonardo Augusto Kister de Toledo 
Dimitri Gusmão Flores 
Data: 21/08/2023 
Análise 
Leonardo Augusto Kister de Toledo - Chefe do Setor de 
Farmácia Hospitalar 
Processo SEI nº 23534.013698/2024-86 
Data: 
Validação técnica 
Divisão de Enfermagem - DENF 
Divisão de Gestão de Cuidados - DGC 
Unidade de Gestão da Qualidade e Segurança do Paciente 
- UGQSP 
Comissão de Diretrizes e Protocolos Clínicos - CPDC 
 
 
Data: 18/12/2023 
Data: 12/07/2024 
Data: 16/07/2024 
Data: 17/01/2025 
Validação de forma 
Míria Vanessa Ferreira Santos - enfermeira -
UGQSP/STGQ/Hupes 
Processo SEI nº 23534.013698/2024-86 
Data: 
Aprovação 
Carolina Calixto de Souza Fontes – Gerente de Assistência 
à Saúde – GAS/Hupes 
Processo SEI nº 23534.013698/2024-86 
Data:

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