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PC- 2026 PARTE 2

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PARALISIA 
CEREBRAL 
PARTE II
UNIVERSO- CENTRO UNIVERSITÁRIO SALGADO DE OLIVEIRA
FISIOTERAPIA PEDIÁTRICA 
DANIELA MATOS GARCIA OLIVEIRA
PARALISIA CEREBRAL
AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA
❖ Na avaliação fisioterapêutica, faremos o passo a 
passo da avaliação neurológica, identificar QUAL 
TIPO DE PC E EM QUAL CLASSIFICAÇÃO NOSSO 
PACIENTE SE ENCONTRA! 
PARALISIA CEREBRAL
AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA
❖ TESTES ESPECIAIS:
❖ Velocidade da marcha
❖ Caminhada 6 minutos.
❖ mTUG.
❖ GMFM, PEDI, etc.
PARALISIA CEREBRAL
AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA
❖ Sob a perspectiva da CIF
❖ Quais alterações na Estrutura e Função?
❖ Limitações na Atividade ou Restrições na 
Participação.
❖ Objetivos de Tratamento
❖ Conduta Terapêutica
PARALISIA CEREBRAL
TRATAMENTO 
FISIOTERÁPICO
PARALISIA CEREBRAL
TRATAMENTO FISIOTERÁPICO
 Por meio da avaliação o terapeuta poderá estabelecer os objetivos
junto com a família.
 Os objetivos poderão ser estabelecidas a longo e curto prazo.
✓ Deve contemplar uma abordagem funcional.
✓ Deve trabalhar força, resistência e coordenação.
✓ Deve promover a execução da tarefa de forma ativa e com
repetição para que haja aprendizagem.
PARALISIA CEREBRAL
TRATAMENTO FISIOTERÁPICO
PARALISIA CEREBRAL
TRATAMENTO FISIOTERÁPICO
ALGUNS PRINCÍPIOS
GRAVIDADE: Deve ser usada como uma resistência ao movimento e 
é graduada de acordo com o posicionamento.
DISSOCIAÇÃO: Os exercícios devem favorecer a uma maior 
dissociação para facilitar uma maior coordenação muscular, tanto 
entre membros quanto entre cinturas.
SUPORTE EXTERNO: As mãos do terapeuta ou outro equipamento 
podem ser usados para dar apoio inicial, a fim de inibir uma rigidez 
extrema, manter alinhamento, iniciar transferência de peso...
BANCOS, BOLAS E ROLOS: Os bancos podem ser usados pelo 
terapeuta para trabalhar a postura sentada, passagem de sentado 
para em pé, para escalar, andar e cruzar. Bolas e Rolos são 
superfícies móveis que auxiliam no controle postural.
PARALISIA CEREBRAL
TRATAMENTO FISIOTERÁPICO
 O treinamento deve ser específico em relação à tarefa e
em relação às circunstâncias.
 Van der Weel e cols. (1991) atividade de MMSS
aumentou em crianças com PC através da prática de
tarefas concretas.
 Para que o treinamento motor se torne eficaz, é preciso
flexibilidade do sistema osteomuscular
PARALISIA CEREBRAL
TRATAMENTO FISIOTERÁPICO
MODALIDADES TERAPÊUTICAS:
▪ Prática orientada à tarefa;
▪ Programas domiciliares;
▪ Terapia de movimento induzido por restrição (CIMT);
▪ Treino intensivo bimanual de braço e mão (HABIT);
▪ Fortalecimento e atividade física;
PARALISIA CEREBRAL
TRATAMENTO FISIOTERÁPICO
MODALIDADES TERAPÊUTICAS:
▪ Estimulação elétrica Funcional (FES);
▪ Suporte parcial de peso corporal;
▪ Vestes terapêuticas;
▪ Métodos Therasuit e Pediasuit;
▪ Realidade Virtual;
▪ Equoterapia.
PARALISIA CEREBRAL
ORIENTAÇÃO AOS PAIS
➢ A aprendizagem motora requer 
repetição
➢ Aproveitar as tarefas do dia-a-dia 
para orientá-los com relação a 
posicionamento, desenvolvimento 
da tarefa com repetição do ato 
motor.
➢ Intervenções em casa devem 
reforçar as posições e os movimentos 
praticados nas sessões de 
fisioterapia.
▪ Em países desenvolvidos, a prevalência de PC está reduzindo
(1,4/1000), bem como a severidade:
▪ a taxa de epilepsia e incapacidade intellectual está caindo.
▪ Três em quatro podem adquirir marcha!
▪ Criança com PC respondem bem a intervenções motoras!
▪ Menores lesões geram estados funcionais de base mais leves, com
melhora de resposta nas habilidades sensoriais, perceptuais e de
aprendizagem.
▪ Se torna muito importante o uso de evidências comprovadamente
efetivas!!
PARALISIA CEREBRAL
USO E PRESCRIÇÃO ORTÓTICA
• Órtese é uma palavra derivada do grego onde os termos
orthos e titheme significam respectivamente, correção e
colocação.
• São consideradas importante “ferramenta de trabalho”
da equipe multiprofissional!
• RECURSO TERAPÊUTICO COMPLEMENTAR, visando auxiliar a
reabilitação física em pacientes com comprometimentos
neuromusculoesqueléticos que apresentam alterações
e/ou limitações funcionais temporárias ou permanentes.)
PARALISIA CEREBRAL
USO E PRESCRIÇÃO ORTÓTICA
Convencionou-se utilizar as iniciais em inglês das
articulações ou segmentos corporais envolvidos pelas
órteses no sentido crânio-caudal e a letra “O” (Orthose):
• SMO (Supra Maleollar Orthose) 
• AFO (Ankle Foot Orthose), 
• KAFO – (Knee Ankle Foot Orthose) 
• TLSO (Thoracic Lumbar Sacral Orthose)
PARALISIA CEREBRAL
USO E PRESCRIÇÃO ORTÓTICA
• A decisão do uso de uma órtese tem papel fundamental no
tratamento de crianças com PC!
• A prescrição deve considerar as necessidades funcionais
próprias de cada paciente e respeitar a individualidade de
cada caso.
• Órteses podem prevenir ou remediar DEFICIÊNCIAS e
favorecer o desempenho de ATIVIDADES e a PARTICIPAÇÃO
SOCIAL!
PARALISIA CEREBRAL
USO E PRESCRIÇÃO ORTÓTICA
OBJETIVOS PARA USO DE ÓRTESES EM MMII EM INDIVÍDUOS COM PC 
(ISPO, 1995): 
• Corrigir e/ou prevenir deformidades DINÂMICAS: não são verificadas
ainda alterações histológicas nas fibras musculares.
• NÃO são verificadas melhoras na correção de DEFORMIDADES
FIXAS ou CONTRATURAS.
• Melhorar a base de suporte e a estabilidade no apoio. Podem
proporcionar base estável com apoio plantígrado, visando simetria,
redução dos desvios posturais e melhora da eficiência motora.
PARALISIA CEREBRAL
USO E PRESCRIÇÃO ORTÓTICA
OBJETIVOS PARA USO DE ÓRTESES EM MMII EM INDIVÍDUOS COM
PC (ISPO, 1995):
• Facilitar o treino de habilidades A melhora da estabilização
distal (tornozelo e pé) pode facilitar o fortalecimento muscular
e o treino funcional proximal.
• Melhorar a eficiência da marcha.
• O uso de órteses, pela melhora do alinhamento biomecânico,
pode reduzir as compensações posturais e gasto energético.
• Pacientes GMFCS I a III e alguns GMFCS IV devem realizar treino
de marcha como estratégia terapêutica.
PARALISIA CEREBRAL
USO E PRESCRIÇÃO ORTÓTICA
➢ PALMILHAS.
➢ ÓRTESE SUPRAMALEOLAR (SMO).
➢ AFO RÍGIDA, SEMI RÍGIDA OU ARTICULADA.
➢ AFO DE REAÇÃO AO SOLO.
PARALISIA CEREBRAL
INTERVENÇÕES NEUROCLÍNICAS
RELAXANTES MUSCULARES
▪ Os comumente usados são:diazepam, dantroleno, baclofeno
BLOQUEADORES NEUROMUSCULARES
▪ Consistem em aplicações musculares para diminuir sua
atividade
PARALISIA CEREBRAL
INTERVENÇÕES NEUROCLÍNICAS
BLOQUEADORES NEUROMUSCULARES : Toxina 
Botulínica A (Botox) 
✓ Injeção aplicada no grupo muscular
agonista
✓ Atua nas terminações nervosas bloqueando
a liberação da acetilcolina na junção
neuromuscular
✓ É uma potente neurotoxina produzida pela
bactéria anaeróbica Clostridium botulinum.
✓ Quadro de paralisia muscular temporária
PARALISIA CEREBRAL
INTERVENÇÕES NEUROCLÍNICAS
BLOQUEADORES NEUROMUSCULARES : Toxina Botulínica A 
(Botox) 
✓ Inibe contração involuntária excessiva
✓ Facilita execução do movimento
✓ Diminui gasto energético e consumo de oxigênio
✓ Seu efeito dura de 3 a 6 meses.
PARALISIA CEREBRAL
INTERVENÇÕES NEUROCLÍNICAS
TOXINA BOTULÍNICA A (BOTOX) 
Objetivos:
▪ Prevenir contraturas e deformidades
▪ Melhorar posicionamento ou postura
▪ Melhorar condições da marcha
▪ Possibilitar o uso de órteses
▪ Facilitar higiene 
▪ Proporcionar maior ganho na reabilitação 
RIZOTOMIA DORSAL SELETIVA/RIZOTOMIA SENSITIVA
PARCIAL:
❖ Abolição do reflexo eferente pela interrupção de vias
sensitivas. Pode ser total ou parcial.
❖ Objetiva reduzir a espasticidade.
❖ Secciona-se parcialmente as raízes nervosas que
acredita-se terem maior influência na espasticidade e na
produção de padrões motores anormais.
❖ Indicada para crianças a partir de 3 anos e com
espasticidade maior que 3 na escala de Ashworth.
PARALISIA CEREBRAL
INTERVENÇÕES NEUROCLÍNICAS
CIRURGIA ORTOPÉDICA:
o Indicada quando necessita-se corrigir luxação do quadril,
escoliose grave ou mobilizar tecidos moles que tornaram-
se rígidos ou contraturados.
o Indicadaainda após estirão de crescimento, visando
manutenção e/ou melhora da velocidade de marcha
o Metas da intervenção cirúrgica : diminuir o desconforto,
prevenir deformidades que possam tornar-se
incapacitantes, melhorar desempenho funcional.
PARALISIA CEREBRAL
INTERVENÇÕES NEUROCLÍNICAS
PARALISIA CEREBRAL
TECNOLOGIA ASSISTIVA
PARALISIA CEREBRAL
ADAPTAÇÕES
PARALISIA CEREBRAL
CADEIRA DE RODAS ADAPTADA
PARALISIA CEREBRAL
INCLUSÃO- PARTICIPAÇÃO
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
➢ PIOVESANA et. al. Encefalopatia Crônica: Paralisia Cerebral in FONSECA,
PIANETTI e XAVIER,Compêndio de Neurologia Infantil, p. 825-854, 2002).
➢ ARAÚJO et.al., 2012. Diretrizes Brasileira de Atenção à Pessoa com
Paralisia Cerebral- Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde.
Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Brasília: Ministério
da Saúde, 2012.
➢ Camargos et.al. Paralisia Cerebral. In: Camargos et.al. Fisioterapia em
Pediatria- Da Evidência à Prática Clínica. Medbook. p.60-111, 2019.
➢ CURY, V.C.R. e BRANDÃO, M.B. Reabilitação em Paralisia Cerebral. Rio de
Janeiro, ed Medbook, 2011,480p.
➢ NOVAK, I. et.al., State of the Evidence Traffic Lights 2019: Systematic
Review of Interventions for Preventing and Treating Children with Cerebral
Palsy. Curr Neurol Neurosci Rep, v. 20: 3, p. 1-21, 2020.

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