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DISCIPLINA: HISTÓRIA DA PSICOLOGIA
CURSO DE PSICOLOGIA 
KATHSON CRHISTIAN GADELHA LINO
PROFESSOR: IVO DUARTE
FACULDADE ANHANGUERA
Os gregos pré-socráticos e a investigação da alma
Os filósofos clássicos: Sócrates, Platão e Aristóteles
SOBRAL -CE
2026
Esta atividade tem como base de pesquisa, o estudo dos gregos pré-socráticos e a investigação da alma. Por conseguinte, o estudo também sobre os filósofos Sócrates, Platão e Aristóteles. 
Os filósofos pré-socráticos tiveram como pensamento inicial a procura pelo elemento primordial que daria sentido a todas as coisas (arché). Iniciou na Grécia com dois princípios: o physis e o lógos, natureza e pensamento racional, respectivamente, resultando tambem na arché (principio original). 
Eles foram os primeiros a iniciar uma busca por essas questões, com suas próprias observações. Vale ressaltar que no período pré-histórico, a Filosofia começa com essa busca por entender a natureza, a vida e o Universo. Ela inicia como Cosmologia. Antes disso, todas as idéias eram entendidas como as idéias mitológicas. Os filósofos pré-socráticos acreditavam nas mitologias, e até aderiram-nas, mas em certo momento acharam mais viável, basear-se em seus próprios pensamentos e observações. Eles possuem esse nome, porque vieram antes do filósofo Sócrates, e suas formulações tambem eram um pouco diferentes das dele. Sócrates foi bastante significativo para a história da filosofia.
Entre os nomes mais conhecidos da filosofia pré-socrática temos: Tales de Mileto, que concentrava suas ideias na Matemática, Geometria, Astronomia, dentre outros. Para ele todas as coisas, tinham como elemento principal a água. Ela está presente em todas as coisas, mesmo não estando em seu estado natural. Outros filósofos tambem tinham a mesma perspectiva: um elemento fundamental onde todas as coisas são criadas. A esse conceito foi dado o nome de Arché.
Outro filosofo tambem conhecido foi Pitágoras. Deixou muitas contribuições nos estudos da Matemática e Geometria, como seu famoso teorema, o Teorema de Pitágoras, bem como também, na música, na composição das escalas musicais. Para ele, os números eram muito mais do que cálculos, medidas ou quantidades. Eles regiam a ordem e harmonia do Universo, provando assim, a existência na alma imortal habitando em um corpo. Os dois, harmonizavam entre si. 
Em relação à música, com a Matemática, através de sua Lei das Cordas, media o som, e ao toca-la em uma corda bem firme, e estica-la poderia ouvir um som. Ao voltar ao seu estado original, a corda faria um outro som. Um exemplo pratico é o violão. Quando se estica e toca uma corda ela emite um som, e se não esticar, ela emite um outro som. Pitágoras fez também essa experiencia com sinos, seu tamanho e o som que produzem.
Outro filósofo do período pré-socrático, foi Heráclito. Sua filosofia era considerada muito difícil pra época, por ser envolta de mistério, e assim, de difícil compreensão. Sua forma de escrita era direta, sucinta, transmitindo seu ideal com poucas palavras. Ele tinha o fogo como elemento principal, pois segundo o mesmo, ocorre mudança, e tudo que passa pelo fogo é transformado, nunca fica igual ao que era antes. Heráclito vê-se em um paradoxo. Para ele no universo, a transformação é única coisa que é constante, todo o restante muda. Foi atribuída ao mesmo a famosa frase: “não se pode entrar no mesmo rio duas vezes, no mesmo lugar”. Para Heráclito, a compreensão do ser e da vida é bastante significativa para a psicologia. Acreditar na mudança das pessoas e que elas possam mudar, é importante para ela atuar em suas determinadas vocações ou profissões. Há outros filósofos pré socráticos de grande importância para a história da filosofia: Anaxágoras (não tinha um elemento principal. Havia diversidade de elementos que combinados, daria origem as coisas). Demócrito, por sua vez, adotou a ideia tomista, dividindo a matéria em várias e pequenas partes, onde no final se originaria o átomo. Somos formados por dois átomos: corpo e alma, distintos entre si.
Diferente dos filósofos pré-socráticos que se preocupavam com o universo e a natureza, um outro grupo concentrava seus ideais em entender as pessoas, os sofistas, que mais tarde foi inserida nos debates a palavra “sofisma”, justamente designando aqueles que tinham argumentação forte e que distorciam as palavras, para vencer um debate em busca da verdade. Os sofistas tambem cometiam diversas situações de corrupção para vencer um diálogo. Protágoras foi um dos primeiros sofistas, com a famosa frase: “o homem é a medida das coisas”. Toda e qualquer atividade, o homem é a referência. 
Sócrates foi um dos pensadores mais importantes na história da filosofia. Sua atuação é tão diferente dos demais, que se divide o período em antes e depois dele (pré-socráticos e pós socráticos). Tinha dois seguidores: Platão e Xenofontes. Sem receber nenhuma recompensa, pregava na praça, chamada Ágora. O homem como centro é a visão de sua filosofia, levando ao antropocentrismo. Verdade estava no homem. Conhecer a si mesmo é a verdadeira sabedoria. Conhecimento se dá através da busca pelo próprio homem. A famosa frase do Oráculo de Delfos ele toma pra si: “Conhece-te a ti mesmo”. Esse “olhar pra dentro de si” é chamado de introspecção. Ao defender suas teses, incitou a ira dos governantes da época. Enquanto tomava o veneno (cicuta), calmamente explicava sobre a imortalidade da alma. 
Platão foi e ainda é bastante influente em nossa sociedade, principalmente no Ocidente. Era discípulo de Sócrates. Apesar de sua vasta experiência e conteúdo próprios, bebeu muita coisa de seu mestre. Tinha sabedoria e por isso foi dedicado em seus estudos. Sua ideia era de imortalidade da alma. A alma é que trazia o conhecimento. Segundo ele, como o corpo é mortal e alma imortal, o conhecimento do corpo deriva da alma, e não o contrário. Desse conceito, nasceram várias teorias, como as inatistas (o conhecimento nasce das pessoas). Para Platão, em um mundo superior ao nosso, é que viria esse saber. Nesse mundo tudo é perfeito, harmônico e é onde tudo se origina. Ele pega, digamos assim, essas ideias de dois filósofos pré-socráticos: Parmênides e Heráclito. Apesar de opostas ás suas formulações, Platão acreditava que os dois estavam certos em determinado momento. Para ele, a realidade se dividia em dois mundos: o mundo sensível (onde tudo muda, onde podemos acessar por nossos sentidos) e o suprassensível (estável, só pode ser acessado pela razão, mundo das idéias), estando isento de paixões e ilusões. Para ele, o corpo pertence ao mundo sensível, e alma ao suprassensível. A alma é identificada de três formas: sensível (percepção), afetiva (emoção) e racional (razão), descrevendo assim, o pensamento psicológico, no campo da filosofia de Platão. 
Aristóteles, discípulo de Platão, e assim como ele, se destacou bastante. Mas não concordou com ele em seu pensamento. Elaborou também um pensamento filosófico de difícil compreensão e complexidade. O mesmo não adere á ideia de Platão. Ele não descarta a importância dos sentidos, tão necessários para o desenvolvimento de informações sobre o mundo. É considerado precursor do pensamento científico, colocando em evidência o método de pesquisa com rigor. Para ele, corpo e alma eram intrinsecamente ligados um ao outro. A diferenciação está na forma e matéria, uma não existindo sem a outra. A esse processo dá o nome de potência e ato. Na Psicologia, pode ser entendida por algo que existe (ato) e algo que pode ser realizado ou não (potência). Todos os seres vivos possuem alma, segundo Aristóteles, inclusive as plantas. Foi traduzido pro latim como ânima. Em se tratando de alma, ele identifica as potências da alma e outros temas importantes para a Psicologia (sensações, sentidos, ect). Se a alma tem potências, ela precisa de condições para virar ato. O que torna possível, é a educação. A educação que forma e desenvolve as potências. Com esse pensamento, deu origem mais tarde ao empirismo, onde o conhecimento vem da experiência.image1.jpg