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Levantamento Topográfico Disciplina: Geomática I Professor: Márcio Augusto Reolon Schmidt Alunos Matrícula Camila Lemes de Oliveira 11221ECV043 Camila Ribeiro da Silva 11221ECV030 Caroline Ribeiro Diniz 11221ECV027 Fernanda Pereira Nascimento 11221ECV007 Jorge Luiz Veloso Antunes 11221ECV010 Thaís Victória Garcia Pelizaro 11221ECV038 Uberlândia, março de 2014. Sumário 1 Introdução 3 2 Objetivos 4 3 Normalização 4 4 Técnicas de levantamento planimétrico 5 4.1 Levantamento da Poligonal 5 4.1.1 Medição linear 5 4.1.2 Medição Angular 6 4.1.3 Cálculo da poligonal fechada 6 4.2 Nivelamento Geométrico 8 4.2.1 Cálculo do Erro Cometido e da Tolerância Altimétrica 10 4.3 Irradiação 11 5 Conclusão 12 Referências 12 Anexos 13 1 Introdução A Geomática é um campo tecnológico que objetiva a aquisição, o armazenamento, a análise, a disseminação e o gerenciamento de dados espaciais necessários como parte de operações científicas, administrativas, legais e técnicas envolvidas no processo de produção e gerenciamento de informação espacial. É uma área onde as aplicações são diversas, envolve todas as atividades que empregam dados espacialmente relacionados, como levantamentos topográficos, cartografia, a geodésia, o mapeamento digital, sistemas de informações geográficas, fotogrametria, sensoriamento remoto, estudos ambientais, o planejamento, a engenharia, o turismo, etc. (MEC, 2000) A Topografia tem por principal objetivo representar graficamente, através da planta de levantamento topográfico, todas as características de uma área, incluindo o relevo, curvas de nível, elementos existentes no local, metragem, cálculo de área, pontos cotados, norte magnético, coordenadas geográficas, acidentes geográficos, etc. Devendo a planta topográfica ser elaborada através de utilização de equipamentos apropriados e métodos de medição e representação gráfica considerando-se os parâmetros, metodologia e legislação a fim de fornecer um trabalho topográfico de acordo com as normas técnicas. (MENSURAL, 2014) A partir dessa premissa e afim de utilizar os conceitos trabalhados em aula de forma prática, foi realizado este trabalho. Na área ao redor dos blocos 1Y e 1I, blocos da Engenharia Civil e Arquitetura, respectivamente, localizados na Universidade Federal de Uberlândia no campus Santa Mônica (Figura 1), foi realizado o levantamento topográfico, envolvendo o levantamento da poligonal, o nivelamento e contra nivelamento geométricos e a irradiação. Figura 1 – Representação da área estudada. Fonte: Google Maps (2014). 2 Objetivos Este trabalho tem como objetivo, além de colocas a teoria aprendida em prática, a aquisição de conhecimentos básicos sobre as técnicas e equipamentos utilizados em um levantamento topográfico. Para isso, obtém-se os dados do espaço do terreno e faz-se uso de noções práticas de engenharia civil. 3 Normalização Para a execução de um levantamento topográfico é necessário estar normalizado conforme dita a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Para este tipo de trabalho, utiliza-se a norma NBR 13133 de maio de 1994 que dita as condições para realização de levantamentos topográficos afim de conseguir: · Conhecimento geral do terreno: relevo, limites, confrontantes, área, localização, amarração e posicionamento; · Informações sobre o terreno destinadas a estudos preliminaresde projeto; · Informações sobre o terreno destinadas a anteprojetos ouprojeto básicos; · Informações sobre o terreno destinadas a projetos executivos. Também é objetivo desta norma estabelecer condiçõesexigíveis para a execução de um levantamento topográfico que devemcompatibilizar medidas angulares, medidas lineares, medidas dedesníveis e as respectivas tolerâncias em função dos erros, relacionandométodos, processos e instrumentos para a obtenção de resultadoscompatíveis com a destinação do levantamento, assegurando que apropagação dos erros não exceda os limites de segurança inerentes a estadestinação (ZANETTI et al., 2010 apudABNT, 1994, p.1). 4 Técnicas de levantamento planimétrico 4.1 Levantamento da Poligonal Uma poligonal é feita a partir de medições em campo e consiste em um conjunto de linhas consecutivas com comprimento e direções conhecidas que definem os pontos de apoio planimétricos. O levantamento de uma poligonal é feito por meio do método de caminhamento (medição linear), ou seja, percorre-se um trajeto definido por uma série de pontos, medindo os ângulos entre eles, internos ou externos, lados e uma orientação inicial. Estabelece-se uma coordenada de partida a fim de possibilitar o cálculo das coordenadas de todos os pontos da poligonal. São três tipos de poligonal a serem levantadas: fechadas, enquadradas e abertas. No caso deste trabalho, foi feito o levantamento de uma poligonal fechada com sete ponto, partindo-se de um ponto inicial e retornando-se a este mesmo ponto, e medindo os ângulos externos entre eles. A vantagem deste tipo de poligonal é que é possível verificar o erro de fechamento angular e linear. 4.1.1 Medição linear Como já dito anteriormente, a poligonal foi levantada através do método de caminhamento e para isso foram usados os seguintes equipamentos: duas balizas (para frente e ré), que permitem o alinhamento entre os pontos, níveis de cantoneiras, para que as balizas mantivessem na posição vertical, e uma trena de fibra de vidro. A Figura 2 representa os instrumentos citados. Figura 2 – Fotos representativas de uma baliza (à esquerda), um nível de cantoneira (ao centro) e uma trena de fibra de vidro (à direita). 4.1.2 Medição Angular Para este trabalho foram medidos os ângulos horizontais externos entre dois alinhamentos consecutivos da poligonal fechada, a partir do estacionamento do equipamento (teodolito eletrônico e tripé (representados na Figura 3)), que deve ser nivelado e centrado da melhor maneira possível sobre um dos pontos, isto é, o eixo principal do aparelho deve coincidir com o centro do piquete. Assim, alinha-se o equipamento sobre a ré, zera-se o ângulo horizontal do mesmo nesta posição, gira-se o aparelho em sentido horário ou anti-horário até o alinhamento com a vante e anota-se o ângulo horizontal externo indicado no visor do aparelho. Figura 3 – Fotos representativas de um teodolito eletrônico (à esquerda) e um tripé (à direita) 4.1.3 Cálculo da poligonal fechada Com a determinação dos piquetes da poligonal, previamente estabelecida, e com o auxílio das balizas que indicam sua posição aproximada dos piquetes mediram-se as distâncias horizontais e os ângulos externos à poligonal. Os dados estão contidos na Tabela 1. Com os dados obtidos e com a orientação e a posição inicial do ponto de partida, foi feito o cálculo da poligonal. 1) Determinação do erro de fechamento angular O fechamento dos ângulos externos obtidos pelo teodolito é dado por: (Equação 1) No trabalho, o erro de fechamento angular foi de - 0° 4’ 20”, notado pela soma dos ângulos H na Tabela 1. De acordo com o edital a tolerância a se adotar para a poligonal de controle é de, como são 7 vértices: , assim o erro está dentro da tolerância. Após o cálculo do erro, é necessário fazer as compensações angulares. 2) Determinação da orientação da poligonal Em seguida fizeram-se os cálculos dos azimutes das direções em funções de azimute de partida a partir dos ângulos horizontais externos de um vértice a outro da poligonal, em Tabela 1. O azimute do ponto depende do anteriormente determinado, sendo dado por: (Equação 2) Tomamos o Azimute inicial como sendo o primeiro ângulo medido. 3) Cálculos das coordenadas parciais Determinados todos os azimutes foram calculados as coordenadas parciais: (Equação 3) (Equação 4) 4) Cálculo de erro de fechamento linear Como se trata de uma poligonal fechada, as somas das coordenadas parciais devem ser iguais a zero. Por isso, avaliou-se a tolerância linear através dos erros em cada direção com os erros, que são dados por: e (Equação 5) A compensação linearse fez necessária, para ajustar corretamente os pontos, e é dada pela proporção à distância do alinhamento, sendo: (Equação 6) 5) Cálculo das coordenadas definitivas Feita as correções lineares e angulares é feito o cálculo das coordenadas finais dos vértices da poligonal que é dado por: (Equação 7) (Equação 8) A resultado da poligonal fechada se encontra nos resultados na Tabela 1 em anexo. 4.2 Nivelamento Geométrico O objetivo do nivelamento geométrico é determinar o desnível entre dois pontos, a partir da leitura em miras efetuadas com níveis ópticos ou digitais. O procedimento utiliza os seguintes equipamentos: · Nível; · Duas Miras; · Nível de cantoneira. Usando os métodos de visadas iguais, colocou-se o nível a distâncias equidistantes dos pontos de tal modo que as distâncias entre as miras não fossem maiores que 50 metros. Mediram-se os desníveis entre os pontos da poligonal e então amarrou a poligonal com o nivelamento ao Nível de Referência (RN) e fez-se o contranivelamento. Os resultados obtidos pelo nivelamento geométrico está representado na Tabela 2 e o contranivelamento geométrico na Tabela 3. Para realizar a verificação do procedimento de campo, as tolerâncias permitidas para o método das visadas iguais é dado por precisão de , onde K é a distância média nivelada em quilômetros. Tabela 3 – Dados correspondentes ao nivelamento geométrico. PV Dré Mira Ré (mm) Mira Vante (mm) Dvante (mm) Distância Nivelada Altitude A B 3000 885 1688 2880 -807 5880 735 1542 878,718 585 1400 B C 2600 1670 618 2580 1050 5180 1540 490 879,525 1410 360 C D 2180 1688 1640 2200 50 4380 1580 1530 878,475 1470 1420 D E 2560 1778 1529 2740 258 5300 1650 1392 878,425 1522 1255 E F 1800 2070 575 1200 1465 3000 1980 515 876,960 1890 455 F G 1200 1535 3625 2940 -2002 4140 1475 3477 878,962 1415 3331 G A 2370 1549 1600 2400 -49 4770 1431 1480 879,011 1312 1360 15710 16940 -35 32650 Tabela 4 – Dados correspondentes ao contra nivelamento geométrico V Dré Mira Ré (mm) Mira Vante (mm) Dvante (mm) Distância Nivelada Altitude A G 2400 1620 1572 2440 70 4840 1510 1440 879,004 1380 1328 G F 2700 2610 550 1200 1995 3900 2480 485 878,934 2340 430 F E 1130 1215 2738 1870 -1486 3000 1159 2645 876,939 1102 2551 E D 2770 1513 1750 2500 -252 5270 1373 1625 878,425 1236 1500 D C 2240 1605 1639 2140 -39 4380 1492 1531 878,386 1381 1425 C B 2600 635 1700 2600 -1065 5200 505 1570 879,451 375 1440 B A 2830 1898 1100 3000 811 5830 1760 949 878,640 1615 800 16670 15750 34 32420 4.2.1 Cálculo do Erro Cometido e da Tolerância Altimétrica Desnível do nivelamento -35 mm Desnível do contranivelamento 34 mm Distância nivelada (nivelamento) 32650 mm Distância nivelada (contranivelamento) 32420 mm Erro cometido (Ec): Ec = || - | | Ec = |-35| - |34| Ec = 1mm Distância Média Nivelada () = (+ )/2 =(32650+32420) / 2 =32535 mm Cálculo da tolerância (t): t = t = 3,6075 mm Realizando a verificação, nota-se que |Ec|(1 mm) . Acesso em: 10 mar. 2014. MENSURAL. Topografia. Disponível em: . Acesso em: 10 mar. 2014. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Geomática. Disponível em: . Acesso em: 10 mar. 2014. ZANETTI et al. Fundamentos de Topografia. Disponível em: . Acesso em: 10 mar. 2014. Anexos Tabela 1 – Dados obtidos da poligonal fechada. Ponto Direção Ângulo (H) Correção Distância (m) Azimute ∆X ∆y Cx Cy X (1000) Y (1000) A A - B 269° 39' 06'' 58,21 269° 39' 06'' -58,2089 -0,3539 -0,0251 -0,1817 941,766 999,4644 B B - C 260° 45' 14'' + 1' 05'' 51,62 350° 25' 25'' -8,5876 50,9007 -0,0223 -0,1611 933,1561 1050,204 C C - D 199° 04' 24'' + 1' 05'' 43,85 9° 30' 54'' 7,2487 43,2467 -0,0189 -0,1369 940,3859 1093,3138 D D - E 260° 57' 23'' + 1' 05'' 52,63 90° 29' 22'' 52,6281 -0,4496 -0,0227 -0,1643 992,9913 1092,6999 E E - F 202° 08' 13'' + 1' 05'' 25,85 112° 38' 40'' 23,8573 -9,9525 -0,0112 -0,0807 1016,8374 1082,6667 F F - G 273° 03' 21'' 38,74 205° 42' 01'' -16,8001 -34,9076 -0,0167 -0,1209 1000,0206 1047,6382 G G - A 154° 17' 29'' 47,49 180° 00' 00' 0 -47,49 -0,0206 -0,1482 1000 1000 ∑ 318, 39 0,1375 0,9938 Tabela 5 – Dados obtidos e calculados através do método de irradiação. Ponto Ângulo (H) Azimute Leitura Superior Leitura Média Leitura Inferior Distância ΔX ΔY Δh Altitude X (941,766) Y (999,4644) 1 96° 09' 41'' 1,756 1,73 1,704 5,2 1,185 -0,129 -0,298 878,42 942,951 999,3354 2 99° 52' 51'' 1,728 1,695 1,662 6,6 1,174 -0,206 -0,164 878,256 944,125 999,1294 3 150° 03' 24'' 4,541 4,507 4,473 6,8 0,595 -1,039 -2,976 875,28 944,72 998,0904 4 171° 10' 36'' 1,586 1,53 1,474 11,2 0,235 -1,185 -0,007 875,273 944,955 996,9054 5 193° 24' 15'' 1,513 1,45 1,387 12,6 -0,336 -1,166 0,083 875,356 944,619 995,7394 6 225° 22' 11'' 1,487 1,445 1,403 8,4 -1,028 -0,842 0,085 875,441 943,591 994,8974 7 245° 05' 04'' 1,567 1,522 1,477 9 -1,38 -0,505 0,079 875,52 942,211 994,3924 8 264° 08' 51'' 1,675 1,595 1,515 16 -1,587 -0,122 0,066 875,586 940,624 994,2704 9 268° 04' 31'' 1,569 1,502 1,435 13,4 -1,501 -0,04 0,026 875,612 939,123 994,2304 10279° 00' 29'' 1,798 1,72 1,642 15,6 -1,699 0,188 -0,165 875,447 937,424 994,4184 11 287° 18' 37'' 1,975 1,88 1,785 19 -1,795 0,357 -0,349 875,098 935,629 994,7754 12 299° 15' 31'' 1,881 1,81 1,739 14,2 -1,579 0,586 -0,279 874,819 934,05 995,3614 13 306° 48' 10'' 1,571 1,532 1,493 7,8 -1,227 0,718 -0,0007 874,8183 932,823 996,0794 14 315° 15' 43'' 2,554 2,503 2,452 10,2 -0,38 1,185 -0,973 873,8453 932,443 997,2644 15 8° 01' 26'' 2,521 2,472 2,423 9,8 0,345 1,187 -0,941 872,9043 932,788 998,4514 16 12° 05' 35'' 2,567 2,52 2,473 9,4 0,528 1,212 -0,99 871,9143 933,316 999,6634 17 31° 04' 27'' 2,574 2,525 2,476 9,8 1,303 1,027 -0,994 870,9203 934,619 1000,6904 18 45° 19' 01'' 2,517 2,45 2,383 13,4 1,742 0,843 -0,92 870,0003 936,361 1001,5334 19 62° 18' 37'' 2,089 2,025 1,961 12,8 1,793 0,558 -0,496 869,5043 938,154 1002,0914 20 68° 18' 40'' 1,988 1,947 1,906 8,2 1,805 0,398 -0,416 869,0883 939,959 1002,4894 image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image1.emf image2.png image3.jpeg image4.jpeg