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2 CENTRO EDUCACIONAL ANHANGUERA CIÊNCIAS ECONÔMICAS MATHEUS H MARTINS DE LIMA ANÁLISE DE INDICADORES ECONÔMICO-FINANCEIROS COMO INSTRUMENTO DE APOIO AO INVESTIMENTO E À TOMADA DE DECISÕES: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE AS COMPANHIAS AÉREAS GOL E AZUL Santa Barbara D’oste/SP 2026 MATHEUS H MARTINS LIMA ANÁLISE DE INDICADORES ECONÔMICO-FINANCEIROS COMO INSTRUMENTO DE APOIO AO INVESTIMENTO E À TOMADA DE DECISÕES: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE AS COMPANHIAS AÉREAS GOL E AZUL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharelado em Ciências Econômicas. Orientador: Prof. Elvis Araujo Albertin Santa Barbara D’oeste/SP 2026 Agradecimentos Agradeço primeiramente a Deus, por me dar força, sabedoria e perseverança ao longo de toda essa jornada. Aos meus pais e familiares, pelo apoio incondicional, incentivo constante e por sempre acreditarem em mim, mesmo nos momentos mais difíceis. Ao meu orientador, Professor Elvis Araujo Albertin, pela orientação, paciência e dedicação durante o desenvolvimento deste trabalho, contribuindo de forma essencial para a sua realização. Aos meus amigos e colegas, pelo companheirismo, apoio e troca de conhecimentos ao longo dessa caminhada. Por fim, agradeço a todos que, de alguma forma, contribuíram para a conclusão deste trabalho Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado (Roberto Shinyashiki) LIMA, Matheus H Martins. Análise de indicadores econômico-financeiros como instrumento de apoio ao investimento e à tomada de decisões: estudo comparativo entre as companhias aéreas gol e azul. 2026. Número total de folhas. Trabalho de Conclusão de Curso Ciências Econômicas – Anhanguera, Santa Barbara D’oeste, 2026. RESUMO O setor aéreo brasileiro apresenta elevada relevância econômica e estratégica, sendo fortemente impactado por fatores como variações cambiais, custos operacionais elevados e oscilações na demanda, especialmente após o período da pandemia da COVID-19. Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo geral analisar comparativamente os indicadores econômico-financeiros das companhias aéreas brasileiras Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A. e Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.A., com base em dados extraídos de suas demonstrações contábeis e relatórios financeiros no período analisado. A pesquisa caracteriza-se como descritiva, com abordagem qualitativa e quantitativa, realizada por meio de análise documental e revisão bibliográfica, utilizando indicadores de liquidez, rentabilidade, endividamento e eficiência operacional como instrumentos de avaliação do desempenho financeiro das empresas. Os resultados evidenciam diferenças relevantes entre os modelos operacionais adotados pelas companhias, especialmente no que se refere à estrutura de custos, composição do endividamento e capacidade de geração de resultados, destacando-se a influência da padronização da frota no caso da Gol e da diversificação operacional no caso da Azul. Observou-se ainda que ambas as empresas enfrentaram impactos significativos decorrentes da pandemia, refletidos principalmente nos níveis de endividamento e na redução temporária da rentabilidade, embora tenham adotado estratégias distintas de recuperação financeira. Conclui-se que a análise dos indicadores econômico-financeiros permite compreender de forma mais aprofundada o desempenho das companhias e suas estratégias competitivas no mercado aéreo brasileiro, contribuindo para a avaliação da sustentabilidade financeira e da eficiência operacional das organizações estudadas. Palavras-chave: Análise econômico-financeira. Companhias aéreas. Indicadores financeiros. Demonstrações contábeis. Setor aéreo brasileiro. LIMA, Matheus H Martins. Análise de indicadores econômico-financeiros como instrumento de apoio ao investimento e à tomada de decisões: estudo comparativo entre as companhias aéreas gol e azul. 2026. Número total de folhas. Trabalho de Conclusão de Curso Ciências Econômicas – Anhanguera, Santa Barbara D’oeste, 2026. ABSTRACT The Brazilian airline industry has significant economic and strategic importance and is strongly affected by factors such as exchange rate fluctuations, high operating costs, and variations in demand, especially after the COVID-19 pandemic period. In this context, the main objective of this study is to comparatively analyze the economic and financial indicators of the Brazilian airlines Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A. and Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.A., based on data extracted from their financial statements and corporate reports during the analyzed period. The research is characterized as descriptive, with both qualitative and quantitative approaches, conducted through documentary analysis and literature review, using liquidity, profitability, indebtedness, and operational efficiency indicators as tools to evaluate the companies’ financial performance. The results reveal relevant differences between the operational models adopted by the airlines, especially regarding cost structure, debt composition, and capacity to generate results, highlighting the influence of fleet standardization in the case of Gol and operational diversification in the case of Azul. It was also observed that both companies experienced significant impacts resulting from the pandemic, particularly reflected in increased debt levels and temporary reductions in profitability, although they adopted different financial recovery strategies. It is concluded that the analysis of economic and financial indicators enables a deeper understanding of the companies’ performance and competitive strategies in the Brazilian airline market, contributing to the evaluation of financial sustainability and operational efficiency of the organizations studied. Key-words: Financial analysis. Airlines. Financial indicators. Financial statements. Brazilian airline industry. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABEAR ANAC ASK B3 BP CASK CPC DFC EVA IBGC ICMS LCC PL QAV RASK RI ROA ROE WACC Associação Brasileira das Empresas Aéreas Agência Nacional de Aviação Civil Assentos-Quilômetro Ofertados Brasil, Bolsa, Balcão Balanço Patrimonial Cost per Available Seat Kilometer Comitê de Pronunciamentos Contábeis Demonstração dos Fluxos de Caixa Economic Value Added Instituto Brasileiro de Governança Corporativa Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços Low Cost Company Patrimônio Líquido Querosene de Aviação Revenue per Available Seat Kilometer Relações com Investidores Return on Assets Return on Equity Weighted Average Cost of Capital SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 10 1.1 OBJETIVOS 11 1.1.1 Objetivos Gerais 11 1.1.2 Objetivos Especificos 11 1.2 JUSTIFICATIVA 12 1.3 METODOLOGIA 13 1.3.1 Natureza e Tipo de Pesquisa 13 1.3.2 Abordagem e Procedimentos 13 1.3.3 Coleta e Análise de Dados 14 2 DESENVOLVIMENTO 15 2.1 INDICADORES ECONÔMICO-FINANCEIROS 15 2.1.1 Demonstrações Contábeis e seu Papel Informativo 15 2.1.2 Indicadores de Liquidez 16 2.1.3 Indicadores de Endividamento 16 2.1.4 Indicadores de Lucratividade e Rentabilidade 17 2.1.5 Custo de Oportunidade e Criação de Valor (EVA) 17 2.1.6 Indicadores Operacionais do Setor Aéreo 17 2.1.7 Fluxo de Caixa Operacional 18 2.1.8 Estrutura de Custos e Desafios 18 2.2 O SETOR AÉREO E SEUS DESAFIOS ECONÔMICOS 19 2.2.1 Fatores Macroeconômicos 19 2.2.2 Regulação do Setor Aéreo 20 2.2.3 Concorrência e Modelo de Negócios 20 2.3 MODELOS OPERACIONAIS 21 2.3.1 Modelo Low-Cost 22 2.3.2 Modelo Hub-and-Spoke 22 2.4 DECISÕES DE INVESTIMENTO 23 2.4.1 Aplicação nas Empresas Aéreas 23 2.5 Desempenho Financeiro e Estratégias 25 2.5.1 Comparação de Rentabilidade e Eficiência 25 2.5.2 Comparação de Endividamento 26 2.6 TENDÊNCIAS DE CRESCIMENTO E DESEMPENHO OPERACIONAL 27 2.6.1 Crescimento da Receita e Expansão deMercado 27 2.6.2 Margens de Lucro 28 2.6.3 Análise de Escalabilidade e Impacto no Crescimento 28 2.7 IMPACTOS DAS REGULAMENTAÇÕES E POLÍTICAS PÚBLICAS 30 2.7.1 Desregulação da Bagagem e Estratégias de Receita Auxiliar 30 2.7.2 Tributação, Combustível e Taxas Aeroportuárias 30 2.7.3 Medidas Emergenciais e Continuidade Operacional 31 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS 32 REFERÊNCIAS 34 INTRODUÇÃO O presente trabalho consiste na Análise de Indicadores Econômico-Financeiros como Instrumento de Apoio ao Investimento e à Tomada de Decisões: Estudo Comparativo entre as Companhias Aéreas Gol e Azul. A pesquisa propõe uma análise comparativa dos desempenhos financeiros da Gol Linhas Aéreas Inteligentes S/A e da Azul Linhas Aéreas Brasileiras S/A no recorte temporal de 2016 a 2019. O foco central é investigar a saúde econômica de ambas as organizações no contexto do setor aéreo civil brasileiro, utilizando indicadores como ferramentas fundamentais para subsidiar decisões estratégicas de investimento. A análise fundamenta-se em três pilares da gestão contábil: liquidez, rentabilidade e endividamento. Segundo Assaf Neto (2012), a análise de índices financeiros permite avaliar a situação de uma empresa em determinado momento e projetar tendências futuras de desempenho. No setor aéreo brasileiro, essa prática é vital devido à alta volatilidade do mercado, caracterizado por elevados custos operacionais, margens reduzidas e forte dependência de fatores externos, como a cotação do dólar e o preço do combustível de aviação (QAV). Segundo Machado (2018), o preço do QAV no Brasil chega a ser 40% superior à média mundial, o que impacta diretamente a competitividade das companhias. A eficiência operacional dessas empresas também está atrelada aos modelos de negócio adotados, como o Low Cost Company (LCC) e o Hub and Spoke. Segundo Torres, Bergamini e Cella (2020), a padronização da frota é uma estratégia essencial para a viabilidade do modelo de baixo custo, pois reduz gastos com manutenção e treinamento. Além disso, a análise incorpora o conceito de custo de oportunidade. Segundo Denardin (2009), este parâmetro revela o quanto o investidor deixa de ganhar ao rejeitar aplicações de riscos equivalentes, sendo crucial para medir a real criação de valor econômico (EVA) em um empreendimento. É importante notar que, segundo Niero (2020), as demonstrações financeiras de ambas as empresas já sinalizavam alertas de passivo a descoberto (patrimônio líquido negativo) desde 2017, evidenciando fragilidades anteriores às crises sistêmicas globais. A pesquisa delimita-se ao estudo comparativo entre Gol e Azul, com foco exclusivo no desempenho reportado entre os exercícios de 2016 e 2019. Os dados serão extraídos de fontes secundárias, prioritariamente dos relatórios financeiros anuais disponíveis na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) e de publicações especializadas do setor. A abordagem é de natureza aplicada e mista, combinando métodos quantitativos para o cálculo dos indicadores e métodos qualitativos para interpretar as estratégias operacionais frente aos marcos regulatórios da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). objetivos Objetivos Gerais O objetivo geral deste trabalho é analisar o desempenho econômico-financeiro das empresas Gol Linhas Aéreas Inteligentes S/A e Azul Linhas Aéreas Brasileiras S/A no período de 2016 a 2019, utilizando indicadores de liquidez, rentabilidade e endividamento, com o intuito de compreender como essa análise pode apoiar a tomada de decisões de investimento no setor aéreo brasileiro. Objetivos Especificos · Identificar e analisar os principais índices de liquidez, rentabilidade e endividamento de ambas as companhias aéreas no período de 2016 a 2019. · Avaliar a eficiência operacional e a estrutura de capital das empresas, levando em consideração o impacto da padronização das frotas e dos modelos de gestão adotados. · Comparar as estratégias financeiras e operacionais adotadas pelas companhias Gol e Azul, no recorte temporal de 2016 a 2019. · Examinar o impacto de fatores macroeconômicos e regulatórios, como tributação de combustível e variações cambiais, sobre o desempenho financeiro reportado pelas empresas. · Avaliar o papel do custo de oportunidade nas decisões de alocação de capital no setor aéreo, considerando os riscos e as perspectivas de retorno nos investimentos. Justificativa A escolha deste tema se justifica pela importância da análise econômico-financeira para o setor aéreo brasileiro, que, como muitos outros setores, enfrenta um contexto desafiador de altas volatilidades econômicas, como as flutuações no preço do combustível, o câmbio, além dos efeitos de crises econômicas globais. O estudo do desempenho financeiro das companhias aéreas Gol Linhas Aéreas Inteligentes S/A e Azul Linhas Aéreas Brasileiras S/A é relevante, pois essas duas empresas figuram como as principais concorrentes no mercado brasileiro, sendo fundamentais para o transporte aéreo nacional e internacional. A pesquisa também é motivada pela minha experiência profissional e acadêmica, adquirida ao longo de meus estudos em contabilidade e análise financeira, com foco em como as empresas podem gerenciar seus recursos de maneira mais eficiente para garantir a sua sustentabilidade a longo prazo. A escolha do tema surgiu da necessidade de aprofundar a compreensão sobre os fatores que impactam a competitividade e a saúde financeira das companhias aéreas, especialmente no contexto do modelo operacional Low Cost adotado pela Gol e Azul, e como esses fatores influenciam a atratividade para investidores. Além disso, o trabalho visa responder ao problema de pesquisa relacionado à tomada de decisões de investimento, fornecendo insights úteis para investidores, gestores e outros stakeholders, ao entender como os indicadores econômico-financeiros, como liquidez, rentabilidade e endividamento, podem impactar a gestão dessas empresas no contexto de um mercado altamente competitivo. Por fim, a justificativa também se alinha à necessidade de contribuir para o entendimento do desempenho financeiro das companhias aéreas brasileiras, oferecendo uma análise comparativa que pode ser utilizada para o desenvolvimento de estratégias mais eficientes, tanto pelas empresas envolvidas quanto pelos investidores interessados no setor. O estudo da temática não só é relevante para o universo acadêmico, mas também oferece contribuições diretas para as práticas empresariais, oferecendo uma visão detalhada sobre a saúde financeira das empresas, ajudando na análise de riscos e oportunidades para o futuro. METODOLOGIA A metodologia constitui a base para o desenvolvimento deste estudo, orientando o percurso adotado para atingir os objetivos e responder ao problema de pesquisa. Segundo Marconi e Lakatos (2003), o método reúne atividades sistemáticas e racionais que conduzem à produção de conhecimentos válidos e verdadeiros. Este capítulo descreve a natureza, os procedimentos e as técnicas de coleta e análise de dados que garantem a validade científica do trabalho. Natureza e Tipo de Pesquisa A pesquisa possui natureza aplicada, pois busca gerar conhecimento voltado à solução de um problema prático: analisar e comparar o desempenho econômico-financeiro das companhias Gol Linhas Aéreas Inteligentes S/A e Azul Linhas Aéreas Brasileiras S/A para subsidiar decisões de investimento. Quanto aos objetivos, classifica-se como descritiva e exploratória. Segundo Gil (2008), a pesquisa descritiva objetiva caracterizar as propriedades de determinada população ou evento, enquanto a exploratória visa proporcionar maior familiaridade com o problema. No presente estudo, a natureza descritiva manifesta-se na caracterização da situação financeira das companhias no período de 2016 a 2019, enquanto o caráter exploratório busca aprofundar a compreensão sobre as relações entre eficiência operacional, estrutura de capital e rentabilidade. Abordagem e Procedimentos A pesquisa adota uma abordagem mista, combinando métodos quantitativos e qualitativos. O método quantitativo é aplicadono cálculo e análise dos indicadores financeiros, permitindo uma mensuração objetiva do desempenho. Já o método qualitativo é utilizado para interpretar os resultados à luz das estratégias empresariais e do contexto do mercado aéreo, considerando modelos de negócios como o Low Cost e o Hub and Spoke. Segundo Bertucci (2013), dados quantitativos em estudos de caso servem como elementos complementares que enriquecem a análise qualitativa. Os procedimentos caracterizam-se como documentais e bibliográficos. Segundo Gil (2012), a pesquisa bibliográfica baseia-se em material já publicado, como livros e artigos científicos, enquanto a documental utiliza fontes que ainda não receberam tratamento analítico, como os relatórios financeiros das empresas. Coleta e Análise de Dados Os dados utilizados nesta pesquisa foram coletados a partir de fontes secundárias, incluindo os relatórios financeiros anuais das companhias Gol e Azul, como Balanços Patrimoniais, Demonstrações de Resultados e Demonstrações de Fluxos de Caixa, os quais estão disponíveis nos portais de Relação com Investidores das empresas e na plataforma da B3 (Brasil, Bolsa, Balcão). Além disso, foram consultadas publicações da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) e da ABEAR (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) para fundamentar o contexto setorial e compreender as regulamentações e tendências do mercado. A análise dos dados será realizada por meio de técnicas específicas: a Análise por Índices consiste na aplicação de quocientes de liquidez, rentabilidade e endividamento, fundamentada nas teorias de Matarazzo (2017) e Assaf Neto (2012), que discutem a importância desses índices para a avaliação da saúde financeiro-operacional das empresas. O Método Comparativo, conforme Pradanov e Freitas (2013), será utilizado para investigar elementos pertinentes ao estudo, visando elencar e comparar as diferenças e semelhanças entre as organizações. Por fim, a Estatística Descritiva será empregada para organizar e resumir os dados financeiros, com a utilização de medidas de tendência central e dispersão, como média, mediana, desvio padrão e coeficiente de variação. Conforme Doane e Seward (2014), essas medidas permitirão identificar tendências e anomalias nos indicadores, além de realizar análises de assimetria e curtose para aprofundar a interpretação dos dados financeiros. DESENVOLVIMENTO O desenvolvimento constitui o núcleo do trabalho acadêmico, onde se realiza a articulação sistemática entre o problema de pesquisa e a literatura existente. Segundo Gil (2012), a fundamentação teórica serve como base para analisar e explicar as observações empíricas, permitindo que o pesquisador interprete os dados de forma científica. No presente estudo, o objetivo desta seção é explorar os conceitos de análise contábil e como os indicadores econômico-financeiros são aplicados no diagnóstico comparativo entre as empresas Gol e Azul no recorte de 2016 a 2019. Para Assaf Neto (2012), a análise de balanços permite compreender a posição socioeconômica de uma entidade e projetar tendências, fornecendo subsídios indispensáveis para a tomada de decisões de investimento. No complexo cenário da aviação civil brasileira, marcado por altos custos fixos e dependência de variáveis externas, essa análise torna-se a "arte de saber extrair relações úteis" dos relatórios tradicionais. Assim, este capítulo fundamenta os pilares de liquidez, rentabilidade e endividamento que nortearão a comparação da eficiência operacional entre os modelos de negócio Low Cost da Gol e a estratégia regional da Azul. INDICADORES ECONÔMICO-FINANCEIROS A análise por meio de índices é uma ferramenta que relaciona itens do Balanço Patrimonial (BP) e da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) para examinar o desempenho passado e a posição competitiva de uma empresa. Demonstrações Contábeis e seu Papel Informativo As demonstrações contábeis representam exposições resumidas das informações financeiras e econômicas de uma empresa. O Balanço Patrimonial apresenta a posição financeira da organização em um dado momento, abrangendo ativos, passivos e patrimônio líquido. De acordo com Ribeiro (2014), o Balanço Patrimonial é fundamental para fornecer uma visão clara e objetiva das condições financeiras de uma empresa. Já a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) apresenta o resumo ordenado de receitas e despesas, permitindo avaliar se a operação gerou lucro ou prejuízo. Ambos os relatórios são indispensáveis para que a organização mantenha uma visão estratégica e se adapte às condições do mercado competitivo. Logo, essas informações permitem aos gestores tomar decisões informadas, além de fortalecerem a posição da empresa frente aos investidores e stakeholders. Indicadores de Liquidez Os índices de liquidez são utilizados para avaliar a capacidade da empresa de honrar seus compromissos financeiros de curto, médio e longo prazo. Conforme Amorim (2022), esses indicadores são cruciais para monitorar a saúde financeira da entidade, especialmente em setores de alto risco como o aéreo. A liquidez imediata indica quanto a empresa dispõe instantaneamente para liquidar suas dívidas de curto prazo, fornecendo uma medida rápida de solvência. A liquidez corrente, segundo Assaf Neto (2012), é um dos indicadores mais utilizados para medir a capacidade de solvência imediata, sendo calculado pela relação entre o ativo circulante e o passivo circulante da empresa. Este índice é fundamental para entender se a empresa possui recursos suficientes para cumprir suas obrigações financeiras de curto prazo. Indicadores de Endividamento Os índices de endividamento demonstram o grau de dependência da companhia em relação a capitais de terceiros. Martins (2020) aponta que o índice de participação de capitais de terceiros revela o risco ao qual o patrimônio líquido da empresa está exposto, ou seja, quanto a empresa depende de financiamento externo para suas operações. Um indicador vital para o setor aéreo é a Composição do Endividamento (CE). Reis (2019) destaca que a CE mostra a proporção das dívidas que vencem no curto prazo, sendo que quanto menor esse valor, melhor para a organização, pois exige menor desembolso imediato de capital. De acordo com Serasa Experian (2019), um índice de endividamento muito elevado pode comprometer o fluxo de caixa com o pagamento de juros, fragilizando a empresa diante da concorrência. Indicadores de Lucratividade e Rentabilidade A rentabilidade dimensiona o retorno sobre os investimentos, enquanto a lucratividade mede a eficiência da empresa em gerar ganhos sobre as vendas. A margem líquida, por exemplo, indica o lucro líquido obtido para cada real vendido, permitindo uma avaliação precisa da eficiência operacional da empresa. A rentabilidade do ativo (ROA) mede a eficiência com que a empresa utiliza seus ativos totais para gerar lucro. Segundo Ribeiro (2014), o ROA é fundamental para verificar o tempo necessário para que haja retorno dos capitais totais investidos, o que é especialmente importante no setor aéreo, onde a alavancagem operacional e a utilização eficiente da frota impactam diretamente a rentabilidade. No setor aéreo, esses indicadores são sensíveis à alavancagem operacional, pois a diluição de altos custos fixos depende diretamente do volume de demanda. Custo de Oportunidade e Criação de Valor (EVA) O custo de oportunidade deve ser considerado em qualquer avaliação rigorosa de tomada de decisão, pois ele revela o quanto o investidor deixa de ganhar ao rejeitar investimentos de riscos equivalentes. Segundo Denardin (2004), esse parâmetro ajuda a avaliar as alternativas de investimento disponíveis, indicando qual delas proporcionará maior retorno. O Economic Value Added (EVA) surge como uma métrica que incorpora o custo de oportunidade, permitindo identificar se a empresa está realmente criando riqueza acima do custo do capital empregado. Segundo Nascimento (1998), a capacidade de escolher a alternativa correta entre várias opções de investimento é fundamental para o sucessodo negócio, já que o EVA reflete o valor adicional gerado pela empresa acima dos custos de capital, sendo essencial para medir o desempenho financeiro e estratégico. Indicadores Operacionais do Setor Aéreo No setor aéreo, além dos indicadores contábeis tradicionais, utilizam-se métricas específicas para medir a eficiência de custos e a geração de receita por unidade de capacidade. O CASK (Cost per Available Seat Kilometer) representa o custo operacional por assento-quilômetro disponível. Esse índice é calculado dividindo-se os custos operacionais totais pela quantidade de assentos oferecidos multiplicada pela distância voada (ASK). Segundo a Gol Linhas Aéreas (2024), o CASK mede a eficiência de custos da companhia, fornecendo uma visão clara do custo operacional por unidade de capacidade. Já o RASK (Revenue per Available Seat Kilometer) representa a receita operacional por assento-quilômetro disponível. Ele é obtido dividindo a receita total pela quantidade de ASK, o que permite medir a eficiência da empresa na geração de receita em relação à oferta de assentos (Gol Linhas Aéreas, 2024; Gol Linhas Aéreas, 2019). Por fim, o Yield refere-se à receita média paga por um passageiro para voar um quilômetro, funcionando como um indicador de rentabilidade por unidade de tráfego (Gol Linhas Aéreas, 2024). Essas métricas fornecem uma análise detalhada sobre a eficiência operacional e a rentabilidade no setor aéreo. Fluxo de Caixa Operacional A Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) evidencia as transações que provocaram modificações no saldo de caixa e equivalentes em um determinado período (Ribeiro, 2017). O Fluxo de Atividades Operacionais é particularmente relevante, pois lida com a geração ou consumo de caixa referente às atividades principais da organização, excluindo investimentos e financiamentos (Carvalho, 2019). Segundo Salotti et al. (2019), essa demonstração é fundamental para analisar a saúde financeira real, pois permite verificar se a operação da empresa é capaz de sustentar seus compromissos sem depender exclusivamente de capital externo. Conforme observado por Silva (2021), no setor aéreo, a baixa geração de caixa operacional é um sinal de alerta para a solvência e continuidade das empresas. Estrutura de Custos e Desafios O setor aéreo brasileiro enfrenta desafios estruturais que impactam diretamente os indicadores financeiros das empresas. Segundo Torres, Bergamini e Cella (2020), a padronização da frota, como a adotada pela Gol com aeronaves Boeing 737, é uma estratégia eficaz para reduzir custos de manutenção e treinamento, aumentando a rentabilidade em comparação a frotas diversificadas. Além disso, o preço do Querosene de Aviação (QAV) e a volatilidade cambial representam cerca de 40% dos custos operacionais, afetando severamente as margens de lucro das companhias aéreas. A alta dependência de custos variáveis, como o combustível, torna o setor aéreo altamente sensível a flutuações externas, como aumentos no preço do petróleo e mudanças nas políticas fiscais e cambiais. Esses desafios exigem uma gestão financeira eficaz e o uso de estratégias operacionais eficientes para garantir a sustentabilidade financeira das empresas aéreas brasileiras. O SETOR AÉREO E SEUS DESAFIOS ECONÔMICOS O mercado de aviação civil brasileiro é reconhecido por sua alta complexidade e por estar sujeito a constantes eventos de instabilidade, fusões e incorporações (RIBEIRO et al., 2021). Para que investidores e gestores possam utilizar indicadores econômico-financeiros como instrumentos eficazes de tomada de decisão, é imperativo compreender o ambiente em que as companhias Gol e Azul operam, uma vez que este setor é composto por custos fixos elevados e despesas financeiras atreladas a juros e longos prazos que dificultam a redução imediata de gastos em períodos de crise. Fatores Macroeconômicos O desempenho das companhias aéreas é profundamente sensível a variáveis econômicas externas que transcendem o controle gerencial direto. De acordo com Assaf Neto (2012), a análise de índices permite projetar tendências, mas estas são frequentemente impactadas pela volatilidade do mercado. O preço do combustível de aviação (QAV) figura como o principal desafio, representando cerca de 30% a 40% dos custos totais de operação; no Brasil, esse insumo chega a ser 40% superior à média mundial devido à carga tributária e à política de preços da Petrobras (MACHADO, 2018; TORRES, BERGAMINI; CELLA, 2020). A taxa de câmbio exerce pressão adicional, visto que grande parte do passivo das empresas, especialmente os contratos de leasing (arrendamento) de aeronaves e os custos de manutenção, é denominada em dólares (PIMENTEL, 2022). Além desses fatores, flutuações na inflação e nas taxas de juros afetam tanto o custo do capital de terceiros do qual as aéreas são historicamente dependentes quanto o poder de compra do consumidor, impactando diretamente a demanda por voos (SILVA, 2021). Conforme observado por Pimentel (2022), a aviação é um setor intensivo em capital, onde variáveis como o PIB influenciam o volume de passageiros, tornando a saúde financeira das empresas vulnerável aos ciclos econômicos globais e nacionais. Regulação do Setor Aéreo A regulação exercida pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) estabelece o arcabouço para a competição e a sustentabilidade operacional. Um marco regulatório relevante foi a Resolução nº 400 da ANAC, que permitiu a desvinculação da franquia de bagagem do valor da passagem, possibilitando a implementação plena de estratégias de baixo custo (Low Cost) para atrair consumidores sensíveis ao preço (TORRES, BERGAMINI; CELLA, 2020). Contudo, o setor enfrenta o desafio da judicialização excessiva. Companhias brasileiras sofrem um volume de processos judiciais superior a mercados internacionais, o que gera custos com indenizações que impactam negativamente as margens líquidas (TORRES, BERGAMINI; CELLA, 2020). No âmbito ambiental, a pressão por práticas sustentáveis, como a redução de emissões de carbono e o uso de combustíveis renováveis, começa a exigir investimentos que alteram as estratégias financeiras de longo prazo, buscando equilibrar a conformidade regulatória com a necessidade de rentabilidade (LIMA, 2025). Concorrência e Modelo de Negócios Historicamente, o mercado brasileiro de aviação foi caracterizado por um duopólio entre as empresas Gol Linhas Aéreas e TAM, mas esse cenário mudou com a entrada da Azul Linhas Aéreas em 2008, o que forçou as empresas tradicionais a readequarem suas estratégias de receita e gestão de frotas (RIBEIRO et al., 2021). As duas companhias analisadas, Gol e Azul, adotam modelos operacionais distintos que impactam diretamente suas estratégias financeiras e competitividade no mercado. A Gol Linhas Aéreas adota prioritariamente o modelo Low Cost Company (LCC), focando na padronização da frota, principalmente com aeronaves Boeing 737, o que simplifica o treinamento de tripulações e reduz os estoques de peças de reposição. Além disso, a empresa opera sob o sistema Hub and Spoke, utilizando os principais aeroportos como hubs para concentrar a demanda e facilitar as conexões de voos (FONSECA, GOMES; BARCELLOS, 2016; TORRES, BERGAMINI; CELLA, 2020). Esse modelo permite à Gol diluir os custos fixos através da alta densidade de passageiros em suas rotas troncais, o que pode resultar em margens de lucro mais elevadas em comparação com companhias que operam com custos fixos mais elevados. Por outro lado, a Azul Linhas Aéreas, embora incorpore algumas características do modelo Low Cost, se diferencia pela capilaridade regional e pela diversificação da frota, que inclui aeronaves ATR, Embraer e Airbus. Essa diversidade de aeronaves permite à Azul operar em aeroportos secundários, com taxas mais baratas e oferecendo rotas não atendidas pelas suas concorrentes, o que pode gerar vantagens competitivas em nichos específicos de mercado (TEIXEIRA FILHO, 2022; PIMENTEL, 2022). Essas escolhas estratégicas das companhias repercutem diretamente nos indicadores financeiros. Enquanto aGol busca diluir os custos fixos através de alta densidade de passageiros em rotas troncais, a Azul aposta na exclusividade de rotas regionais, utilizando aeroportos secundários e uma frota diversificada para sustentar suas margens de lucro, mesmo operando em nichos de mercado menos saturados, mas com menor volume de passageiros (TEIXEIRA FILHO, 2022). MODELOS OPERACIONAIS A gestão estratégica das companhias aéreas brasileiras fundamenta-se em modelos operacionais que visam equilibrar a eficiência de custos com a maximização da capilaridade de mercado. A escolha entre os modelos Low-Cost Company (LCC) e Hub-and-Spoke impacta diretamente a estrutura de custos operacionais e, consequentemente, os indicadores de rentabilidade e liquidez que orientam a tomada de decisão dos investidores. Segundo Fonseca, Gomes e Barcellos (2016), esses modelos estruturam-se em pilares fundamentais que envolvem produto, serviço, operação, estratégia e distribuição. Modelo Low-Cost O modelo Low-Cost Company (LCC) caracteriza-se por uma estrutura operacional enxuta, voltada à redução drástica de despesas e à oferta de tarifas mais acessíveis ao consumidor. No Brasil, essa estratégia foi implementada com sucesso pela Gol Linhas Aéreas desde o início de suas operações em 2001, representando uma ruptura de paradigma no mercado nacional ao focar em alta utilização diária das aeronaves e serviços de bordo limitados (TEIXEIRA FILHO, 2022). Segundo a International Civil Aviation Organization (2016), o foco desse modelo é a simplificação dos serviços para garantir a eficiência operacional. Um elemento central para o êxito do modelo low-cost na Gol é a padronização da frota. A utilização de um único modelo de aeronave predominantemente a família Boeing 737 permite uma redução significativa nos custos operacionais. Conforme explicam Torres, Bergamini e Cella (2020), essa uniformidade simplifica os treinamentos de pilotos, comissários e mecânicos, além de reduzir drasticamente os estoques de peças de reposição. De acordo com dados da Brasil, Bolsa, Balcão (2019) citados por Torres, Bergamini e Cella (2020), a disparidade de custos entre uma frota padronizada (como a da Gol) e uma frota diversificada é evidente, com a Gol apresentando gastos proporcionalmente menores em materiais de manutenção comparada a frotas heterogêneas. Além disso, o uso de aeronaves novas ou com baixa idade média garante maior eficiência no consumo de combustível e menores gastos com intervenções pesadas de manutenção. Modelo Hub-and-Spoke Em contrapartida à estratégia ponto-a-ponto típica das low-costs puras, o modelo Hub-and-Spoke (centro e raio) foca na otimização da conectividade. Segundo Azzolini (2018), esse método utiliza aeroportos específicos como centros de transferência (hubs) para concentrar e redistribuir passageiros de diversas origens para seus destinos finais, atendendo cidades que isoladamente não teriam demanda suficiente para justificar voos diretos. A Azul Linhas Aéreas consolidou sua posição no mercado brasileiro utilizando uma abordagem híbrida que maximiza este modelo. Diferente da estratégia de frota única da Gol, a Azul aposta na diversificação de sua frota, utilizando jatos regionais da Embraer, aeronaves turboélice ATR e aviões de grande porte da Airbus (PIMENTEL, 2022). Essa variedade permite que a Azul opere em aeroportos secundários e cidades do interior com infraestrutura reduzida, criando uma capilaridade regional sem precedentes no país. Segundo Teixeira Filho (2022), a utilização de hubs secundários, como o Aeroporto de Viracopos em Campinas, permite à empresa reduzir custos com taxas aeroportuárias mais baratas e evitar o congestionamento de grandes centros como Guarulhos ou Congonhas, garantindo maior pontualidade. A análise comparativa entre as duas empresas revela que, enquanto o modelo da Gol busca a eficiência máxima por meio da diluição de custos fixos em rotas de alta densidade, a Azul foca na exclusividade de rotas regionais e na conectividade para sustentar suas margens de lucro. Para o investidor, esses modelos refletem desempenhos distintos: segundo Silva (2021), no período de 2016 a 2019, a Gol apresentou melhores indicadores de lucratividade e rotação, enquanto a Azul se destacou pela melhor performance em indicadores de solvência e liquidez, evidenciando como a escolha do modelo operacional molda a saúde econômico-financeira das companhias. DECISÕES DE INVESTIMENTO A análise de indicadores econômico-financeiros para fins de investimento exige uma compreensão que ultrapassa os dados contábeis tradicionais, incorporando conceitos econômicos fundamentais para a avaliação da rentabilidade real. Dentre esses conceitos, o custo de oportunidade assume um papel central na determinação da viabilidade de projetos e na alocação eficiente de recursos em setores de capital intensivo, como a aviação civil. Aplicação nas Empresas Aéreas O custo de oportunidade representa o valor associado à melhor alternativa descartada quando se faz uma escolha de investimento. Segundo Denardin (2004), este parâmetro revela o quanto o investidor deixa de ganhar ao rejeitar aplicações de riscos equivalentes, funcionando como uma taxa mínima de atratividade que deve ser superada pelo retorno do projeto escolhido. No ambiente das companhias aéreas, as decisões estratégicas como a aquisição de aeronaves de última geração ou a abertura de novas bases operacionais envolvem volumes vultosos de capital que possuem usos alternativos no mercado financeiro. De acordo com Silva (2021), o investidor do setor aéreo defronta-se constantemente com a escolha entre aportar capital em uma companhia aérea ou alocar esses mesmos recursos em outros produtos financeiros, como fundos de investimento ou títulos públicos. Para que o investimento na Gol ou na Azul seja justificável, a remuneração esperada deve ser condizente com o grau de risco e o tempo médio de retorno do setor. Conforme afirma Denardin (2004), o custo do capital próprio é uma função crescente do risco; quanto maior a incerteza do setor, menores são as perspectivas de criação de riqueza se as taxas de retorno não forem suficientemente altas para compensar o risco assumido. No caso da Gol Linhas Aéreas, o custo de oportunidade manifesta-se fortemente na estratégia de padronização da frota com aeronaves Boeing 737. Segundo Torres, Bergamini e Cella (2020), essa escolha visa a redução de custos de manutenção e treinamento. Sob a ótica do custo de oportunidade, a empresa avalia que os ganhos de eficiência operacional superam os benefícios que poderiam ser obtidos com uma frota diversificada que atendesse rotas regionais de baixa densidade. Já para a Azul Linhas Aéreas, a decisão de investir em uma frota heterogênea (ATR, Embraer e Airbus) para garantir a capilaridade regional envolve um custo de oportunidade distinto. Segundo Pimentel (2022), o setor de aviação é muito intensivo em capital, com aeronaves como o Airbus A320 custando cerca de US$ 100 milhões. A decisão da Azul de imobilizar capital nessas aeronaves para operar em aeroportos secundários baseia-se na premissa de que o retorno dessas rotas exclusivas será superior ao retorno de investir o mesmo montante em rotas troncais de alta competição ou em ativos financeiros de menor risco. A mensuração desse custo é operacionalizada através do Economic Value Added (EVA). Segundo Denardin (2004), o EVA incorpora o custo de oportunidade do capital próprio, permitindo identificar se a empresa está realmente criando valor econômico ou apenas gerando lucro contábil. Se o lucro operacional não for capaz de cobrir o custo do capital empregado, ocorre uma situação de destruição de valor. De acordo com Pimentel (2022), as taxas de desconto (WACC) aplicadas ao setor aéreo brasileiro tendem a ser elevadas devido ao alto risco de mercado (Beta), o que eleva o custo de oportunidade e exige uma gestão financeira extremamente rigorosa da Gol e da Azul para que seus projetos sejam considerados viáveis por investidores e credores. Desempenho Financeiro e EstratégiasA análise comparativa entre a Gol Linhas Aéreas Inteligentes S/A e a Azul Linhas Aéreas Brasileiras S/A no período de 2016 a 2019 fundamenta-se nos dados extraídos de suas demonstrações financeiras padronizadas, disponíveis na B3 e em seus respectivos portais de Relação com Investidores. Este estudo busca identificar como as diferentes escolhas estratégicas e modelos de negócio refletiram-se nos indicadores que balizam as decisões de investimento. Segundo Silva (2021), a compreensão desses índices em uma série histórica de quatro anos permite ao investidor uma visão holística do potencial de remuneração e dos riscos associados ao capital investido. Comparação de Rentabilidade e Eficiência No que tange à performance econômica, os indicadores de lucratividade e eficiência operacional revelam diferenças importantes entre as duas companhias. De acordo com Silva (2021), a Gol apresentou, de forma consistente entre 2016 e 2019, melhores índices de lucratividade e de rotação de ativos em comparação à Azul. Esse desempenho superior pode ser atribuído, em grande parte, ao seu modelo de negócio focado no baixo custo (low-cost), que prioriza a diluição dos custos fixos por meio de uma alta utilização diária das aeronaves. Um fator crucial para essa eficiência operacional é a padronização da frota. Segundo Torres, Bergamini e Cella (2020), a Gol opera uma frota altamente padronizada, composta principalmente por aeronaves Boeing 737, o que gera uma disparidade favorável de custos em relação à Azul, que utiliza uma frota diversificada, composta por cinco modelos diferentes. Essa uniformidade na frota da Gol contribui para uma redução significativa nos gastos com estoques de peças e manutenção. Enquanto a Gol reportou custos com manutenção de aproximadamente R$ 184,9 milhões em 2019, a Azul teve gastos superiores, totalizando R$ 288,8 milhões no mesmo período (TORRES; BERGAMINI; CELLA, 2020). Em relação ao índice de Giro do Ativo, que mede a capacidade da empresa de gerar vendas a partir de seus ativos, a Gol se destacou com índices superiores a 1,00 entre 2016 e 2018. Em contraste, a Azul apresentou índices decrescentes desde 2016, situando-se abaixo de 0,80 durante esse período (Silva, 2021). Contudo, a Margem Líquida de ambas as empresas demonstrou volatilidade, com resultados negativos em 2018, o que evidencia a sensibilidade do setor aéreo às oscilações macroeconômicas, como variações no preço do combustível e no câmbio. Comparação de Endividamento A análise da estrutura de capital revela que tanto a Gol quanto a Azul operam com elevados níveis de endividamento, característica intrínseca a um setor intensivo em capital. Segundo Silva (2021), ambas as companhias apresentaram índices de endividamento geral superiores a 100% no período analisado, o que significa que o volume de capital de terceiros (empréstimos, financiamentos e obrigações de arrendamento) supera o valor total dos ativos. Embora ambas estejam alavancadas, a Azul demonstrou um desempenho financeiro superior em termos de solvência e liquidez. Segundo Silva (2021), a Azul manteve indicadores de liquidez geral e corrente superiores aos da Gol durante todo o recorte temporal, embora esses índices tenham apresentado tendência de queda. Gasparin (2021) corrobora essa visão, afirmando que a Azul possui uma certa vantagem econômico-financeira em relação à Gol devido à sua melhor posição de liquidez no período anterior à crise sanitária. A composição do endividamento também difere entre as empresas. Enquanto a Azul conseguiu manter uma maior parte de suas dívidas concentrada no longo prazo a partir de 2017, com índices de curto prazo em torno de 30%, a Gol manteve um nível de endividamento circulante superior a 40% (SILVA, 2021). Para o investidor, essa distribuição é crucial: conforme Iudícibus (2017), empresas em expansão devem buscar financiamentos de longo prazo para que a geração de caixa operacional dos novos ativos possa amortizar as dívidas futuramente. No caso da Gol, a situação de passivo a descoberto (patrimônio líquido negativo), observada desde antes de 2017, sinaliza um risco financeiro mais elevado em comparação à estrutura da Azul (NIERO, 2020). Em síntese, para fins de apoio ao investimento, a Gol atraiu acionistas pela sua maior capacidade de geração de lucro sobre as vendas e eficiência operacional, enquanto a Azul destacou-se como uma opção de menor risco de liquidez imediata, apresentando uma saúde financeira relativamente mais robusta no período de 2016 a 2019 (SILVA, 2021; GASPARIN, 2021). TENDÊNCIAS DE CRESCIMENTO E DESEMPENHO OPERACIONAL A análise das tendências de crescimento nas principais variáveis financeiras permite ao investidor identificar não apenas o estado atual da companhia, mas sua capacidade de expansão e resiliência em um mercado competitivo. No período entre 2016 e 2019, as empresas Gol e Azul apresentaram trajetórias distintas, influenciadas por seus modelos de negócio e pela forma como geriram seus ativos e custos. Crescimento da Receita e Expansão de Mercado O setor de aviação no Brasil demonstrou um crescimento constante da receita bruta no período analisado, impulsionado pela expansão econômica e pelo aumento da demanda das classes C e D (OLIVEIRA; SIQUEIRA; MACHADO, 2016). Segundo Silva (2021), a Gol Linhas Aéreas manteve uma performance econômica superior em termos de Giro do Ativo, apresentando indicadores acima de 1,00 entre 2016 e 2018, o que demonstra uma alta produtividade na geração de vendas a partir de seus ativos totais. Por outro lado, a Azul Linhas Aéreas consolidou sua expansão focando na capilaridade regional. Enquanto a Gol e a Latam concentravam-se em rotas troncais de alta densidade, a Azul expandiu sua malha para mais de 100 destinos em 2019, quase o dobro de suas principais concorrentes (PIMENTEL, 2022). Segundo Teixeira Filho (2022), essa estratégia de operar em localidades não atendidas permitiu à Azul criar mercados exclusivos, o que se refletiu em um crescimento robusto de sua receita total, embora com uma eficiência de giro de ativos menor que a da Gol devido à maior imobilização de capital em frotas diversificadas. Margens de Lucro A análise das margens é o principal termômetro da eficiência de uma companhia em converter suas receitas em lucro real. Segundo Matarazzo (2017), os indicadores de lucratividade revelam a capacidade de retorno sobre os ativos e os investimentos aplicados. No período de 2016 a 2019, as margens da Gol e da Azul apresentaram comportamentos distintos, refletindo suas estruturas de custos e sensibilidade a fatores macroeconômicos. No que se refere à Margem Bruta, a Gol Linhas Aéreas manteve uma tendência de crescimento consistente ao longo do recorte temporal. Em contrapartida, a Azul Linhas Aéreas sofreu uma redução drástica neste indicador, caindo de 25,01% em 2018 para apenas 0,66% em 2019. Segundo Silva (2021), essa queda evidencia a pressão exercida pela complexidade da frota heterogênea da Azul sobre seus custos operacionais diretos. Quanto à Margem Líquida, ambas as empresas demonstraram alta volatilidade, com resultados negativos expressivos em 2018 devido à desvalorização cambial e à alta do combustível. Entretanto, em 2019, a Gol conseguiu retornar ao campo positivo com uma margem de 1,29%, enquanto a Azul reportou uma queda severa para -21%. De acordo com Gasparin (2021), embora a Azul apresentasse melhores índices de liquidez, a Gol demonstrou maior eficiência em transformar a receita operacional em lucro líquido no encerramento do período pré-pandemia. Análise de Escalabilidade e Impacto no Crescimento A escalabilidade das operações no setor aéreo está intrinsecamente ligada ao modelo de gestão de frota e à malha aérea adotada. O modelo Low Cost da Gol baseia-se na padronização com aeronaves Boeing 737, o que gera uma vantagem competitiva significativa em termos de custos fixos. Segundo Torres, Bergamini e Cella (2020), essa uniformidade permite à Gol reduzir gastos com treinamentos e estoques de peças; em 2019, os custos da Gol com materiais demanutenção foram proporcionalmente menores que os da Azul, que opera cinco modelos diferentes de aeronaves. No entanto, a Azul Linhas Aéreas compensa a maior complexidade operacional com uma estratégia de capilaridade regional, operando em aeroportos secundários com baixa concorrência. Segundo Teixeira Filho (2022), essa exclusividade permite à Azul sustentar margens em rotas onde Gol e Latam não operam. Em termos de produtividade, o Giro do Ativo da Gol manteve-se superior a 1,00 entre 2016 e 2018, indicando que a empresa gera mais vendas para cada real investido em ativos do que a Azul, que apresentou índices decrescentes no mesmo período, situando-se abaixo de 0,80. Abaixo, o Quadro 1 resume as principais diferenças entre as companhias para fins de decisão de investimento: Quadro 1 - Comparativo de Indicadores e Estratégias (Média 2016-2019) Aspecto Analisado Gol Linhas Aéreas Azul Linhas Aéreas Melhor Desempenho (Fonte) Modelo de Negócio Low Cost / Hub & Spoke Regional / Híbrido N/A Padrão de Frota Altamente Padronizada (B737) Diversificada (ATR, E-Jet, Airbus) Gol (Eficiência de Custos) Giro do Ativo (Méd.) Superior a 1,00 Abaixo de 0,80 Gol (Produtividade) Liquidez Corrente 0,47 0,74 Azul (Solvência) Margem Líquida (2019) 1,29% -21,0% Gol (Lucratividade) Endividamento Geral Superior a 160% Aprox. 112% Azul (Estrutura de Capital) Fonte: Elaborado pelo autor com base em Silva (2021), Gasparin (2021) e Torres, Bergamini e Cella (2020). IMPACTOS DAS REGULAMENTAÇÕES E POLÍTICAS PÚBLICAS A análise dos indicadores econômico-financeiros das companhias aéreas não pode ser dissociada do ambiente regulatório e fiscal brasileiro. Segundo Souza, Andrade e Cavalcante (2021), elementos institucionais e normativos apresentam efeito expressivo sobre os custos operacionais, determinando, em última instância, a viabilidade do mercado de aviação comercial no país. Para o investidor, compreender como normas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e políticas fiscais moldam o caixa das empresas é fundamental para a avaliação de riscos e retornos. Desregulação da Bagagem e Estratégias de Receita Auxiliar Um marco significativo na regulação do setor foi a Resolução nº 400 da ANAC, que permitiu a desvinculação da franquia de bagagem do preço da passagem aérea. Segundo Torres, Bergamini e Cella (2020), essa mudança foi essencial para a plena implementação da filosofia low cost (baixo custo) no Brasil, permitindo que a Gol Linhas Aéreas reforçasse seu modelo de negócios ao oferecer tarifas base mais competitivas e cobrar por serviços opcionais. A Azul Linhas Aéreas, embora opere com uma estratégia regional, também capitalizou sobre essa mudança para segmentar seu público. Enquanto a Gol utilizou a norma para reduzir o preço de entrada e atrair passageiros sensíveis ao custo, a Azul conseguiu gerenciar melhor suas receitas auxiliares em aeroportos secundários, onde a concorrência é menor. Conforme aponta Macedo (2020), essa flexibilidade tarifária contribuiu para que as empresas buscassem novas fontes de faturamento, como a venda de refeições e marcação de assentos, que passaram a representar uma parcela crescente da receita total das companhias. Tributação, Combustível e Taxas Aeroportuárias O maior desafio fiscal para a competitividade de Gol e Azul reside na tributação do Querosene de Aviação (QAV). Segundo Machado (2018), o combustível no Brasil chega a ser 40% mais caro que a média mundial, em grande parte devido à alta incidência de ICMS e à metodologia de precificação que incorpora custos de importação. Torres, Bergamini e Cella (2020) ressaltam que os desembolsos com combustível subiram de forma alarmante no período de 2016 a 2018, pressionando diretamente os índices de rentabilidade das empresas. Além dos impostos, as taxas aeroportuárias (embarque, pouso e permanência) compõem uma fatia relevante dos custos operacionais. Segundo a ANAC (2019), essas tarifas visam remunerar os serviços de infraestrutura, mas sua rigidez afeta a gestão de caixa. Conforme observado nos demonstrativos financeiros da Azul e da Gol entre 2019 e 2020, as empresas buscaram renegociações dessas taxas e prazos de pagamento para mitigar a baixa liquidez (SILVA, 2021). No modelo da Azul, o uso de hubs menos saturados, como Viracopos, permite uma gestão mais eficiente dessas taxas em comparação ao uso exclusivo de aeroportos centrais de altíssimo custo (TEIXEIRA FILHO, 2022). Medidas Emergenciais e Continuidade Operacional Durante períodos de crise acentuada, a intervenção pública torna-se um pilar de solvência. A Medida Provisória nº 1.024/2020 (convertida na Lei nº 14.174/2021) foi crucial para a preservação do caixa de Gol e Azul ao prorrogar os prazos de reembolso de passagens canceladas. Conforme Silva (2021), sem essa regra jurídica, o impacto negativo na liquidez corrente das companhias teria sido devastador, possivelmente inviabilizando a continuidade das operações. Portanto, a análise dos indicadores dessas empresas deve sempre considerar o suporte governamental como um fator de mitigação de riscos sistêmicos. CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente estudo conseguiu atingir seu objetivo geral ao realizar uma análise comparativa detalhada do desempenho econômico-financeiro das empresas Gol e Azul. Através da aplicação de indicadores de liquidez, rentabilidade e endividamento, foi possível compreender como o diagnóstico financeiro funciona como uma ferramenta fundamental para subsidiar decisões de investimento. Os objetivos específicos também foram plenamente alcançados, pois a pesquisa caracterizou adequadamente o mercado aéreo nacional, avaliou as estratégias operacionais de cada empresa, como a padronização de frotas, e examinou o papel do custo de oportunidade na alocação de recursos em um setor de capital intensivo. Os resultados-chave indicam que, embora ambas as companhias apresentem perfis financeiros distintos, elas são igualmente influenciadas pelos modelos operacionais adotados. Em termos de rentabilidade e eficiência operacional, a Gol se destacou, com melhores índices de giro do ativo e lucratividade em comparação com a Azul. Isso se deve principalmente à sua estratégia de Low Cost, que favorece a padronização da frota (Boeing 737), proporcionando redução de custos com manutenção e treinamento. Por outro lado, no quesito solvência e liquidez, a Azul se mostrou mais robusta e menos arriscada para os investidores, apresentando índices de liquidez corrente superiores aos da Gol durante o período analisado. A análise revelou também que a Gol já enfrentava fragilidades financeiras, como passivo a descoberto (patrimônio líquido negativo) antes mesmo de crises sistêmicas subsequentes, o que representa um maior risco para investidores de longo prazo. No entanto, ambos os modelos empresariais são altamente vulneráveis a fatores macroeconômicos externos, como a volatilidade no preço do petróleo e a taxa de câmbio, que afetam diretamente seus custos operacionais e desempenho financeiro. Esta pesquisa contribui significativamente para as áreas de Ciências Contábeis e Econômicas, oferecendo uma visão holística do setor aéreo, essencial para que investidores identifiquem o potencial de remuneração e os riscos específicos de cada companhia. Os resultados mostram que a gestão eficiente de custos e a escolha estratégica da malha (seja regional ou rotas principais) impactam diretamente os resultados financeiros e fornecem subsídios importantes para que os gestores possam otimizar suas operações e buscar sustentabilidade organizacional em um mercado altamente competitivo. Uma das principais limitações deste estudo foi a utilização exclusiva de dados secundários publicados, o que impediu uma análise mais aprofundada por meio de entrevistas com gestores que poderiam ter esclarecido as variações observadas nas métricas financeiras. Além disso, o recorte temporal do estudo limitou-se ao período pré-pandemia. Para pesquisas futuras, recomenda-se a expansão da análise para o período de 2020 a 2024, a fim decompreender o impacto da crise sanitária global e as estratégias de recuperação financeira adotadas pelas companhias no cenário pós-pandemia. Em suma, o mérito desta pesquisa está na confirmação de que os indicadores financeiros são ferramentas precisas para avaliar a saúde financeira de uma empresa, permitindo antever suas trajetórias de sucesso ou as dificuldades operacionais que ela pode enfrentar. O setor de aviação civil no Brasil exige uma vigilância constante sobre a estrutura de capital, e este estudo reforça que os investidores devem ponderar entre a alta produtividade da Gol, por meio de sua estratégia de baixo custo, e a melhor posição de solvência da Azul para equilibrar suas decisões de investimento em um mercado de alta volatilidade. REFERÊNCIAS AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL (ANAC). Anuário do Transporte Aéreo. Brasília: ANAC, 2021. AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL (ANAC). Resolução nº 400, de 13 de dezembro de 2016: dispõe sobre as Condições Gerais de Transporte Aéreo. Brasília: ANAC, 2016. ALVES JÚNIOR, Edilson Divino; GALDI, Fernando Caio. Relevância informacional dos principais assuntos de auditoria. 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