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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL E SUDESTE DO PARÁ INSTITUTO DE ESTUDOS DO XINGU FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS CURSO DE BACHARELADO EM ENGENHARIA FLORESTAL CLEUENE SILVA OVIDES EDUARDO TEIXEIRA NETO JULIANA SOARES DE BRITO YASMIN GABRIELA SANTANA E SILVA RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA Dimensionamento de canteiros e preparo de substratos São Félix do Xingu 2023 2 CLEUENE SILVA OVIDES EDUARDO TEIXEIRA NETO JULIANA SOARES DE BRITO YASMIN GABRIELA SANTANA E SILVA RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA Dimensionamento de canteiros e preparo de substratos Relatório desenvolvido para aula prática realizada no viveiro do Instituto de Estudos do Xingu (IEX) como avaliação para a disciplina de Viveiros e Propagação de Espécies Florestais. Prof. Dr. Érick Martins Nieri São Félix do Xingu 2023 3 SUMÁRIO INTRODUÇÃO..............................................................................................04 OBJETIVO......................................................................................................04 MATERIAL E MÉTODO...............................................................................05 CONCLUSÃO.................................................................................................10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................11 4 1. INTRODUÇÃO Para dimensionar um viveiro, primeiro é necessário determinar o número de mudas a serem produzidas. Também é muito importante entender vários aspectos das espécies vegetais que se pretende trabalhar no viveiro, como a taxa de germinação das sementes e a persistência das mudas no viveiro. Outros fatores a serem considerados incluem o tamanho do recipiente (saco ou tubetes) usado para cultivar as mudas para determinação do tamanho dos canteiros e o tamanho dos corredores. Os canteiros devem ser dimensionados de modo que as operações de trabalho sejam facilitadas. Em circunstâncias normais, a largura do canteiro é preferencialmente de 1 m, e o comprimento varia (geralmente maior que 10 m e menor que 30 m). O espaçamento dos canteiros deve ser de cerca de 0,7 m para facilitar o trânsito. Caminhos internos de 4 m de largura devem cruzar o viveiro para permitir a passagem de veículos (MACEDO, 1993; OLIVEIRA; PEREIRA; RIBEIRO, 2011). Além disso, segundo OLIVEIRA, PEREIRA E RIBEIRO (2011), para produção de mudas em tubetes, os canteiros devem ser formados por bandejas ou telas de 0,8 a 1,0 m de altura e apoiados em suportes. Em um viveiro bem planejado, a área dos canteiros deve representar cerca de 50% a 60% da área total, sendo o restante do espaço geralmente utilizado para tráfego de pedestres e veículos e instalações auxiliares. As principais instalações de apoio ao viveiro são: casa do viveirista, escritório, banheiros e vestiários, galpão de trabalho, refeitório e almoxarifado. Outras instalações menos comuns são: câmara climatizada para o armazenamento de sementes, estacionamento, pátio de manobra para caminhões, área para limpeza e esterilização de recipientes e laboratórios (WENDLING; FERRARI; GROSSI, 2002). Quanto ao tempo de permanência das mudas no viveiro, é necessário determinar o escoamento das mudas para dar espaço à produção de novas mudas. Segundo OLIVEIRA et al. (2006) em média, as mudas ficam em torno de 6 meses, podendo chegar a 12 meses, como é o caso da sucupira-branca (Pterodon pubescens (Benth) Benth), da faveira (Dimorphandra mollis Benth) e do barbatimão (Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville). 2. OBJETIVO ✓ Dimensionar os canteiros dentro do viveiro (casa de sombra), bem como os corredores para facilitar a transição de pessoas; ✓ Preparar e analisar os diferentes componentes do substrato produzido, encher os recipientes e realizar a repicagem de mudas de açaí. 5 3. MATERIAIS E MÉTODOS 3.1. Materiais utilizados • Fio de náilon; • Estacas de madeira; • Trena de 5 m; • Martelo; • Carrinho de mão; • Baldes plásticos; • Enxadas; • Peneiras; • Regadores de água; • Sacos de ráfia; • Substrato fibra de coco; • 20 L de casca de arroz carbonizada; • 20 L de subsolo; • 500 g de osmocote; • 500 g de calcário; • 500 g de Yoorin; • 40 L de areia grossa; • 1 kg de torta de mamona; • 1 kg de farinha de osso; • Sacos de polietilenos. 3.2. Métodos As atividades foram desenvolvidas no município de São Félix do Xingu - PA, no viveiro da UNIFESSPA no Instituto de Estudos do Xingu, sendo divididas em grupos para realização da prática. 6 Fonte: Neto,2023 Ao iniciar as atividades, as equipes se deslocaram para o viveiro da faculdade acompanhados do docente, e deram início aos dimensionamentos dos canteiros. Com cálculos feitos em sala de aula, foi designado 16 canteiros de acordo com o tamanho do viveiro. Sendo 8 canteiros com dimensões 5,7 m x 0,90 m e 8 canteiros com 5,1m x 0,90 m, entretanto, cada equipe ficou responsável por dimensionar seus respectivos canteiros. Figura 1: Dimensionando os canteiros e colocando as estacas de madeira. Figura 2: Parte dos canteiros dimensionados. Fonte: Autores Fonte: Autores 7 No segundo dia de aula prática, os grupos se deslocaram para o estacionamento do IEX, acompanhados do docente responsável pela prática, e visando a segurança todos os grupos envolvidos levaram consigo os EPI’s necessários. A prática foi realizada em quatro fases; 1° Os grupos se dirigiram ao estacionamento onde realizaram o processo de trituração de caroços de açaí e separados em peneiras de diferentes dimensões. Para a realização desse processo foi utilizado um triturador elétrico e peneiras com diferentes dimensões 10, 15 e 30 cm. Um grupo de três pessoas foi necessário para manuseia o equipamento, sendo uma para ligar a máquina, outro operador para ir adicionando a quantidade necessária de caroços, e por fim, uma pessoa segurando colhendo os resíduos das sementes do açaí e separando-as de acordo com as dimensões de cada peneira utilizada no triturador. Figura 3: Triturador elétrico. Figura 4: Resíduos dos caroços de açaí. Fonte: Autores Fonte: Autores 2° Os grupos se direcionaram para o laboratório de produção de mudas, juntamente com o Docente, para o término do dimensionamento dos canteiros no viveiro. Houve a necessidade de fazer o alinhamento para o dimensionamento dos canteiros, utilizando fio de náilon, juntamente com as estacas de madeira, delimitando assim, os espaços ocupados pelos canteiros e seus respectivos corredores de acesso. Outros materiais utilizados foram a trena para obtenção de medidas exatas e o martelo para auxiliar na fixação das estacas. 8 Figura 5: Dimensionamento do viveiro. Fonte: Autores 3° Ao término, houve a preparação do substrato, cujo a composição utilizada foi; 1 pacote de fibra de coco, 20 L de Casca de arroz carbonizada, 20 L de Subsolo, 500g de Osmocote, 500g de Calcário, 500g de Yoorin, 1 kg de farinha de osso e água. Para a confecção do mesmo, foi preciso limpar uma área de 1,5 m², para facilitação no destorroamento do substrato fibra de coco e, melhorar a incorporaçãodos compostos adicionados até um ponto certo de consistência designado pelo docente. Figura 6: Destorroando o substrato fibra de coco. Figura 7: Adicionando outros compostos ao substrato. Fonte: Autores Fonte: Autores Figura 8: Molhando e fazendo a incorporação dos compostos no substrato. Fonte: Autores 9 Figura 9: Enchendo os sacos de polietilenos de substratos. Fonte: Autores 4° Logo em seguida, foi realizado o enchimento dos recipientes (sacos de polietilenos) onde foram transloucadas as mudas de açaí pelo processo de repicagem e levadas os canteiros. Figura 10: Feito a repicagem de algumas mudas de açaí. Figura 11: Mudas transloucadas para os canteiros. Fonte: Autores Fonte: Autores Figura 12: Organização das mudas no canteiro. Figura 13: Mudas no canteiro. Fonte: Autores Fonte: Autores 10 CONCLUSÃO Mediante a dificuldade no dimensionamento de canteiros e adversidade na disposição de mudas nessas áreas, o mais usual, é usar canteiros sem muitas medidas prévias e fazendo necessário a utilização de gabaritos para dar o sustento e direcionamento nessas áreas onde irá ficar mudas. Foi observado adversidades na hora de fazer o manuseio da incorporação dos compostos no substrato, tendo em vista que, se um viveiro possuir uma alta demanda de produção de mudas de espécies florestais, é imprescindível a aquisição de substratos comerciais já prontos. Pois, facilita o processo de produção, e reduz desgastes físicos atendendo assim a demanda do mercado consumidor. 11 REFERÊNCIAS ARAÚJO, M. J. Fundamentos de agronegócios. São Paulo: Editora Atlas, 2000. GÓES, A. C. P. Viveiro de mudas-construção, custos e legalização. Documentos (INFOTECA-E). Macapá: Embrapa Amapá, 2006. OLIVEIRA, M. C. de; PEREIRA, D. J. de S.; RIBEIRO, J. F. Viveiro e produção de mudas de algumas espécies arbóreas nativas do cerrado. Embrapa Cerrados, 2011 WENDLING, I.; FERRARI, M. P.; GROSSI, F. Curso intensivo de viveiros e produção de mudas. Colombo: Embrapa Florestas, 2002. MACEDO, A. C. de. Produção de mudas em viveiros florestais: espécies nativas. São Paulo: Fundação Florestal, 1993. OLIVEIRA, M. L. de et al. Efeito da estaquia, miniestaquia, microestaquia e micropropagação no desempenho silvicultural de clones híbridos de Eucalyptus spp. Revista Árvore, v. 30, n. 4, p. 503-512, 2006. BRASIL. Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as leis n. 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996 e 11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as leis n. 4.771, de 15 de setembro de 1965 e 7.754, de 14 de abril de 1989 e a medida provisória n. 2.166-67, de 24 de agosto de 2001 e dá outras providências. DiárioOficial da União, Brasília, DF, Ano CXLIX, n. 102, 28 maio 2012. Seção 1, p. 1