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CURSO DE ANÁLISE DE VIBRAÇÕES MECÂNICAS Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 1 Referências bibliográficas Manutenção mecânica industrial: técnicas preditivas e de analise de falhas / Edgard Gonçalves Cardoso . – São Paulo: SENAI-SP Editora, 2019. SKF Reliabil ity Systems. http://www.skf.com.br Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais FUNDAMENTOS DE VIBRAÇÕES Dentro do Fundamentos da Vibração vamos de uma forma simples ter familiarização com conceitos muito importantes ao longo de nosso curso, tais como: Período, Frequência, Frequência Natural e Ressonância. O bom entendimento desta primeira parte irá refletir diretamente no entendimento das fases seguintes. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 3 O que é Vibração Um corpo vibra quando descreve um movimento oscilatório em relação a um sistema de referência. Ou seja, vibração pode ser definida como um movimento de oscilação de um corpo em torno de sua posição de equilíbrio. Todos nós podemos sentir as vibrações. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 4 Percebemos a vibração do solo causada pelo impacto de uma prensa. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 5 Exemplo Um pêndulo percorre sua trajetória 30 vezes por minuto, então sua frequência é de 30 oscilações por minuto. Concluímos que a frequência de um movimento vibratório é o número de oscilações completas, por intervalo de tempo. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 6 A frequência é usualmente utilizada em ciclos/ segundos e sua unidades Hz . Se houver ruído a frequência é uma escala que indica a intensidade sonora. O mesmo pêndulo oscila a cada 2 segundos. Isso é um ciclo ou oscilação completa. O período de um pêndulo é o tempo que ele gasta em uma vibração completa. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 7 Voltemos ao exemplo da prensa, se a prensa atinge a mesa 10 vezes a cada segundo, dizemos que a frequência de trabalho da prensa é de 10 ciclos por segundo. Assim, o período de trabalho da prensa é o tempo gasto em um ciclo apenas. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 8 Na prática, é muito difícil evitar a vibração. Geralmente ela ocorre por causa dos efeitos dinâmicos de tolerâncias de fabricação, folgas, contatos, o atrito entre peças de uma máquina e, ainda, devido a forças desequilibradas de componentes rotativos e de movimentos alternados. É comum acontecer que vibrações insignificantes excitem as frequências de outras peças da estrutura, transformando-se em vibrações e ruídos indesejados. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 9 Entretanto, às vezes, a vibração mecânica realiza um trabalho útil. Por exemplo, podemos provocar a vibração intencionalmente em dispositivos alimentadores de componentes ou peças numa linha de produção, em compactadores de concreto, em banhos de limpeza ultrassônicos, em britadores e bate-estacas. Máquinas vibratórias de ensaio são bastante usadas para transmitir um certo nível controlado de Vibração aos conjuntos e subconjuntos. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 10 Modelos Na análise de vibrações em máquinas é importante definir o modelo representativo da dinâmica de máquinas. Diferentes técnicas de modelagem podem ser adotadas. Para efeito de análise será considerado o modelo que descreve o comportamento do sistema em termos dos elementos físicos, massa, mola e amortecedor, pois todo sistema mecânico possui massa, rigidez e amortecimento, semelhante ao sistema massa-mola. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 11 Esse sistema possui um ponto de equilíbrio ao qual chamaremos de ponto zero (0). Toda vez que tentamos tirar o nosso sistema desse ponto zero (0), surge uma força restauradora da mola que tenta trazê-lo de volta a situação inicial. O Grau de Liberdade indica o número de coordenadas necessárias para descrever o movimento de um dado sistema. As coordenadas podem ser de movimento linear e angular. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 12 Os modelos podem ser simples, de um grau de liberdade, ou seja, se movimentam em apenas uma direção, e complexos quando descritos por vários graus de liberdade, ou seja, têm a possibilidade de se movimentaram em várias direções. Sistemas vibratórios reais normalmente são complexos, e podem ter muitos graus de liberdade. Portanto os movimentos devem ser descritos através de diferentes coordenadas que caracterizarão os movimentos de rotação e translação. As coordenadas são usadas para identificarmos o movimento no espaço. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 13 Vibração Livre Este tipo de vibração ocorre em situações em que a massa do sistema estrutural é deslocada de sua posição de equilíbrio e então liberada. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 14 Vibração Amortecida Este é o caso real, geralmente não gostamos das vibrações e usamos amortecedores para amortizar a amplitude das vibrações. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 15 Vibração Forçada ou Regime Permanente Este tipo de vibração ocorre quando uma força persistente atua a todo instante no sistema. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 16 Parâmetros Um sistema de um grau de liberdade excitado por uma força senoidal apresenta uma resposta caracterizada por movimento harmônico simples. Qualquer movimento periódico é composto por uma série de movimentos harmônicos simples, cada um deles descrito por uma função senoidal. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 17 Frequência - Número de ciclos que ocorrem em um dado intervalo de tempo. Frequência = Hertz = Hz Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 18 Período - Tempo para que o corpo execute um ciclo completo do movimento. Período = segundos = s Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 19 Amplitude, Magnitude ou tamanho do movimento vibratório As unidades de medida a serem empregadas dependem de qual grandeza esta sendo usada: Deslocamento; Velocidade ; Aceleração. Aqui a amplitude máxima ou Valor de Pico é de 5 mm, o valor Pico a Pico desse movimento é de 10mm. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 20 Frequência Natural A frequência de uma vibração livre é uma característica do sistema denominada Frequência Natural e depende basicamente da sua distribuição de massa e rigidez. Ou seja, a frequência natural é uma propriedade intrínseca do sistema. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 21 Frequência Natural Para uma máquina as frequências naturais são aquelas em que ela vibrará livremente após um impacto. È a frequência na qual ela "tende" a vibrar, quando excitado por alguma força. Em um sistema de um grau de liberdade com rigidez k e massa m a frequência natural é dada pela expressão: Wn = k/m (rad/seg) Wn = Velocidade angular ou Fn = Wn/2pi (Hz). Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 22 Ressonância Quando a frequência de uma das forças gerada pelo funcionamento de uma máquina é igual a uma de suas frequências naturais, ocorre uma ressonância e a amplitude da vibração nessa frequência será muito maior do que a natural. Porém, ressonância é uma condição especial onde alguma força externa excita continuamente alguma frequência natural do objeto, agravando os seus níveis de vibração. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 23 RessonânciaEscola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 24 Ressonância Nos estudos de RESSONÂNCIA é comum confundi-la com BATIMENTO, devido à forma de manifestação, uma vez que nos dois casos existe um ruído modulado e característico, porém, de naturezas diferentes. RESSONÂNCIA é a interação entre energias de frequências próximas, incluindo-se nestas, as frequências naturais envolvidas, ao passo que o BATIMENTO é a interação simples de dois eventos de rotação similar. A RESSONÂNCIA é permanente e o BATIMENTO é transitório. O BATIMENTO possui um grau de destrutividade muito menor do que a RESSONÂNCIA, e isto é fundamental em preditiva. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 25 Em outras palavras, ressonância é uma condição em que uma força é aplicada a um objeto com uma frequência muito próxima ou igual a uma das frequências naturais do objeto. O resultado de uma condição de ressonância é um grande aumento da amplitude. Uma condição de ressonância pode afetar o desempenho dos equipamentos e a qualidade dos produtos. Portanto para evitar essa situação os equipamentos são projetados de forma a trabalharem em regiões distantes de suas frequências naturais, normalmente as faixas de trabalho se encontram em altas rotações e as frequências naturais estão nas baixas rotações. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 26 Os exemplos mais comuns de Ressonâncias são: RPM da máquina com Fn da estrutura RPM de um componente com Fn de partes de rolamentos CPM de área espectral com Fn de partes de rolamentos GMF ( engrenagens ) com Fn de carcaças e estruturas RPM de componentes de máquinas com Fn de sensores RPM de rolamentos com Freqüência de alimentação elétrica, dentre outros. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais Grandezas Relacionadas As grandezas utilizadas para quantificar os níveis de vibração de um sistema são: deslocamento, velocidade e aceleração. Através destas grandezas o grau de severidade da vibração em um sistema pode ser avaliado. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 28 Grandezas Relacionadas Deslocamento Em sistemas vibratórios o deslocamento é uma grandeza que indica o quanto um corpo desvia de sua posição de equilíbrio. A unidade de deslocamento no sistema internacional é o metro (m), no diagnóstico de máquinas a unidade é o mícron (0,001mm), mils (1 mil equivale a 0,001"). Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 29 Velocidade Indica quão rápido o corpo esta se movendo. A unidade no sistema internacional é metros por segundo (m/s), ou (mm/s), polegadas por segundo (ips). Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 30 Aceleração A aceleração de um corpo está relacionada com as forças que causam a vibração. A unidade de aceleração no sistema internacional é o metro por segundo ao quadrado (m/s2), g (1g equivale a, aproximadamente, 9,81 metros por segundo ao quadrado). Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 31 Na situação de máquinas operando em baixa velocidade, ou seja, rotação menor que 600 rpm é recomendável utilizar o deslocamento como parâmetro de análise da severidade da vibração. Assim a aceleração é preferível no diagnóstico de máquinas operando em altas velocidades. Quando o aspecto do sinal é desconhecido, recomenda-se iniciar a análise através da velocidade. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 32 Na prática o uso do acelerômetro, o qual é um sensor de medida de aceleração, é bastante usual. Com o sinal de aceleração, a velocidade e o deslocamento podem ser obtidos facilmente. Podemos dizer que a melhor grandeza utilizada para medir os níveis de vibração são aqueles que nos apresentam as maiores amplitudes. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 33 Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 34 Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 35 Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 37 Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais Representação do Movimento Vibratório Aqui entenderemos os principais domínios que o movimento vibratório pode ser exibido, ou seja, os espectros de vibração. A familiarização desse conceito deve ser feita de maneira clara e didática para que se torne duradoura visto que a implantação de uma análise preditiva se baseia na análise dos espectros. Aprenderemos suas principais diferenças, inclusive pela visualização de seus sinais característicos. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 43 Domínios da Vibração Há dois métodos principais de exibir o movimento vibratório: • No domínio do Tempo • No domínio da Frequência Esses dois domínios simplesmente observam o mesmo sinal dinâmico de dois diferentes ângulos. O domínio do tempo é uma exibição bidimensional de amplitude no eixo vertical com o tempo ao longo do eixo horizontal, enquanto o domínio de frequência vê a amplitude no eixo vertical com frequência exibida no eixo horizontal. Pense nesses dois domínios como duas janelas colocadas a 90° uma da outra Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 45 Domínio do Tempo A forma de onda é a representação do sinal no domínio do tempo. Ela mostra o que esta acontecendo a cada instante. O exame da forma de onda pode revelar detalhes importantes das vibrações que não são visíveis nos espectros de frequência. Sua principal aplicação é identificar a ocorrência de eventos de curta duração, como impactos, e determinar sua taxa de repetição. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais Domínio da Frequência Analisar a forma de onda no tempo pode ser muito trabalhoso, incômodo e muitas vezes inviável. Quando existem muitas componentes de sinal, ou seja, caso a pessoa de manutenção não possua conhecimentos amplos e completos do equipamento e seus sinais analógicos, alguma alteração não apresentará significado imediatamente. Neste caso é necessário empregar uma exibição no domínio da frequência. Essa é uma das técnicas mais poderosas para o monitoramento das condições das máquinas. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais Os instrumentos de manutenção preditiva com capacidade de diagnóstico devem exibir vibrações no domínio da frequência. A descrição dessa forma é denominada forma espectral ou simplesmente espectro da vibração. Para simplificar esse processo, os modernos analisadores de vibração utilizam a Transformada Rápida de Fourier (Fast Fourier Transform). Uma FFT é uma transformação de dados do domínio do tempo (amplitude em função do tempo) em dados de domínio de frequência (amplitude em função da frequência), feita por um computador (microprocessador). Podemos, nesse domínio, verificar qual espectro de frequência é mais relevante no espectro global de vibração. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 49 Classificação dos Sinais Estacionários Sinais Estacionários são aqueles que mantém as características ao longo do tempo. São classificados em: Determinísticos. Aleatórios. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais Sinais Aleatórios Não são representados por relações matemáticas explícitas,mas podem ser analisados através de ferramentas estatísticas (médias, desvio padrão, probabilidade, etc...). Um sinal aleatório é aquele cujo valor num instante futuro não pode ser previsto através de uma relação matemática explícita. Sinais aleatórios são aqueles que não tem componentes periódicos e harmônicos relacionadas. A análise de sinais aleatórios requer o uso de ferramentas estatísticas. O espectro de um sinal aleatório estacionário apresenta uma distribuição contínua com a frequência. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais Sinais Determinísticos São descritos por uma relação matemática explícita. O movimento de componentes de sistemas mecânicos podem consistir de um sinal caracterizado por uma única frequência ou de sinais que contenham várias componentes, ocorrendo diferentes frequências simultaneamente. Sinais determinísticos podem ser decompostos em n componentes de frequência, sendo a primeira componente a frequência fundamental. A senóide é um caso particular de sinal determinístico que contém somente a frequência fundamental. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 53 A amplitude pode ser representada por 3 grandezas: Deslocamento, dado em microns/mm; Velocidade, dada em mm/s; Aceleração, dada em mm/s² ou g. A frequência é número de vezes em que o movimento se repete em um determinado espaço de tempo. A frequência da vibração de Máquinas normalmente e medida em Hz (Ciclos por segundo) ou CPM (Ciclos por minuto). Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 54 RADIAL 1X rpm do rotor mm/s DESBALANCEAMENTO ESTÁTICO (MASSA) As vibrações nos mancais geralmente são estáveis e em fase. Sempre existe uma vibração de 1 RPM. Isso pode ser corrigido colocando uma massa de correção em um único plano que passa pelo centro de gravidade (CG) do rotor. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 55 RADIAL 1X rpm do rotor mm/s DESBALANCEAMENTO ESTÁTICO (MASSA) Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 56 DESBALANCEAMENTO DINÂMICO RADIAL 1X rpm do rotor O desbalanceamento dinâmico tende a estar 180° fora de fase ao longo do eixo, fazendo os mancais vibrarem defasados. 1x rpm sempre presente e normalmente dominando o espectro. A correção sempre é feita no mínimo em dois planos. mm/s Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 57 RADIAL 1X rpm do rotor mm/s DESBALANCEAMENTO DINÂMICO Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 58 DESBALANCEAMENTO DE ROTOR EM BALANÇO 1X rpm do rotor O desbalanceamento de rotores em balanço causa altas amplitudes na rotação do eixo do rotor tanto na direção axial como na direção radial. RADIAL & AXIAL mm/s Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 59 DESBALANCEAMENTO DE ROTOR EM BALANÇO 1X rpm do rotor RADIAL & AXIAL mm/s As leituras axiais tendem a estar em fase enquanto que as radiais tendem a estar instáveis. Rotores em balanço podem apresentar desbalanceamento forçado e acoplado. A correção se fará de acordo com o tipo de desbalanceamento. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 60 ROTOR EXCÊNTRICO 1X rpm do rotor A excentricidade ocorre quando o centro de rotação está deslocado do centro geométrico de rotores, polias, engrenagens, mancais, etc. Grandes amplitudes de vibração ocorrem em 1X rpm do componente excêntrico na direção entre os centros dos dois rotores pertencentes ao sistema. 1X rpm do motor e RADIAL mm/s Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 61 ROTOR EXCÊNTRICO 1X rpm do rotor 1X rpm do motor e RADIAL mm/s A leitura comparativa das fases nas direções horizontal e vertical usualmente diferem de 0° ou 180° (ambas indicarão a linha de centro do movimento). A tentativa de balanceamento de rotores excêntricos resultará em uma diminuição das amplitudes de vibração em uma direção, porém aumentará em outra (depende da dimensão da excentricidade). Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 62 EIXO EMPENADO 1X rpm do rotor O empenamento do eixo causa grandes vibrações na direção axial com diferença de fase de 180° ao longo do eixo da máquina. 2X rpm do rotor AXIAL mm/s Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 63 EIXO EMPENADO 1X rpm do rotor 1X rpm dominará o espectro se o empenamento estiver próximo ao centro do eixo, porém 2X rpm aparecerá nos pontos próximo aos acoplamentos (tome cuidado para que a orientação do transdutor não esteja na direção invertida no momento da medição). 2X rpm do rotor AXIAL mm/s Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 64 DESALINHAMENTO ANGULAR 1X rpm O desalinhamento angular causa grandes vibrações na direção axial com diferença de fase de 180° ao longo do acoplamento. 1X rpm e 2X rpm dominará o espectro, contudo 3X rpm poderá aparecer. Estes sistemas podem também indicar problemas no acoplamento. 2X rpm AXIAL 3X rpm mm/s Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 65 DESALINHAMENTO PARALELO O desalinhamento paralelo causa sintomas similares ao angular mas mostra grandes amplitudes de vibração na direção radial com aproximadamente 180° de defasagem ao longo do acoplamento. Dependendo do tipo de acoplamento 2X rpm se apresenta com maior amplitude do que 1X rpm. mm/s 1X rpm 2X rpm RADIAL 3X rpm Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 66 DESALINHAMENTO PARALELO mm/s 1X rpm 2X rpm RADIAL 3X rpm Quando o desalinhamento é severo e composto (angular + paralelo) aparecerão grandes amplitudes de vibração em harmônicos mais altos (4X, 8X) ou vários harmônicos com características de folgas mecânicas. O tipo de acoplamento influencia sobremaneira o espectro quando o desalinhamento é severo. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 67 DESALINHAMENTO ENTRE ROLAMENTO E EIXO 1X rpm O desalinhamento entre rolamento e eixo geralmente causa grandes vibrações na direção axial. Causará torção com fase aproximada de 180° entre o lado de cima do eixo e o assento do rolamento ou em medições axiais defasadas de 90° ao redor do eixo. 2X rpm AXIAL 3X rpm mm/s Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 68 DESALINHAMENTO ENTRE ROLAMENTO E EIXO 1X rpm 2X rpm AXIAL 3X rpm mm/s Alinhar ou balancear o equipamento não resolverá o problema. O rolamento deverá ser retirado e montado novamente. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 69 RESSONÂNCIA Ressonância ocorre quando a frequência da força de excitação é muito próxima ou igual a frequência natural do sistema. Causa dramáticos ganhos de amplitude que podem causar danos prematuros ou mesmo levar o sistema ao colapso total. 180° FASE AMPLITUDE 90° 2ª CRÍTICA mm/s Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 70 RESSONÂNCIA 180° FASE AMPLITUDE 90° 2ª CRÍTICA mm/s As forças de excitação em máquinas normalmente são provenientes domotor de acionamento, porém podem advir de bases, fundações, engrenamentos, correias de transmissão, etc. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 71 RESSONÂNCIA 180° FASE AMPLITUDE 90° 2ª CRÍTICA mm/s Se um rotor está em ou próximo da ressonância, será “quase” impossível balanceá-lo devido a grande variação de fase (90° na ressonância e perto de 180° quando passar por ela), Normalmente necessita mudanças na localização da frequência natural. A frequência natural de um sistema não muda com a rotação, o que facilita sua localização. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 72 FOLGAS MECÂNICAS FALTA DE RIGIDEZ 1X rpm Folgas mecânicas por falta de rigidez são causadas por folgas estruturais, fragilidade dos pés da máquina, torção da base metálica ou problemas estruturais da base de concreto. RADIAL PÉ BASE METÁLICA BASE DE CONCRETO mm/s Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 73 FOLGAS MECÂNICAS FALTA DE RIGIDEZ 1X rpm RADIAL PÉ BASE METÁLICA BASE DE CONCRETO mm/s Haverá inversão de fase de 180° entre as medições verticais do pé e da base metálica em comparação com as medições da base de concreto. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 74 FOLGAS MECÂNICAS FALHA DE FIXAÇÃO 1X Folgas mecânicas por falha de fixação geralmente são ocasionadas por parafuso de fixação solto, folgas nos chumbadores, trincas no pé, mancal ou em uma das bases. É usualmente chamado de pé manco. RADIAL BASE METÁLICA BASE DE CONCRETO PARAFUSO DE FIXAÇÃO SOLTO 0,5X 1,5X 2X mm/s Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 75 FOLGAS MECÂNICAS ENTRE COMPONENTES 1X RADIAL 0,5X 1,5X 2X 2,5X 3X 4X 5X 6X 7X 8X Forma de onda truncada mm/s São causadas por ajuste impróprio entre componentes. Causarão vários harmônicos devido a não linearidade entre os componentes com folga e as forças dinâmicas do eixo. Sua forma de onda no tempo será truncada. Geralmente reflete ajuste impróprio entre anel externo do rolamento e caixa do mancal ou anel interno e eixo. A fase é geralmente instável e pode variar bastante de uma medição para outra. As folgas são frequentemente dimensionais e causam grande diferença de leitura se comparados os níveis com acréscimo de 30° na direção radial ao redor da caixa do mancal. Em geral causam sub-harmônicos de múltiplos exatos de 1/2 e 1/3 rpm (0,5, 1,5, 2,5, etc.) Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 76 ROÇAMENTO DE ROTOR 1X O roçamento de rotor produz espectro similar ao de folgas mecânicas onde as partes rotativas entram em contato com as estacionárias. O roçamento pode ser parcial ou em toda a revolução. Normalmente gera uma série de frequências que excitam uma ou mais ressonâncias. Frequentemente excitam sub-harmônicos da frequência de rotação de frações inteiras (1/2, 1/3, 1/4, 1/5, ... 1/n) dependendo das frequências naturais do rotor. RADIAL 0,5X 1,5X 2X 2,5X 3X 4X 4,5X 5X Ressonância 7X Forma de onda truncada 3,5X mm/s Roçamento do rotor pode excitar várias altas frequências. Isto pode ser muito sério e de curta duração se causada pelo contato do eixo com o metal patente do mancal, mas é menos sério quando o eixo roça com a selagem, uma pá de agitador com a parede do tanque, ou a capa de um acoplamento pressionando o eixo. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 77 MANCAL DE ESCORREGAMENTO DESGASTE / FOLGAS 1X No último estágio de desgaste de mancais de escorregamento normalmente aparecem evidências de presença de uma série de harmônicos da frequência de rotação (acima de 10 ou 20). Mancais desgastados normalmente tem predominância de vibrações na direção vertical em relação a horizontal. RADIAL 2X 3X 4X 5X mm/s Mancais de deslizamento com folga excessiva podem permitir um menor desbalanceamento e/ou desalinhamento causando altas vibrações em relação as das folgas nominais dos mancais. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 78 MANCAL DE ESCORREGAMENTO “OIL WHIRL” - INSTABILIDADE 0,42 ~ 0,48 x rpm A instabilidade (oil-whirl) ocorre a 0,42 ~ 0,48 x rpm) e é normalmente muito severa quando as amplitudes ultrapassam 50% das folgas nominais do mancal. “Oil -Whirl” é uma excitação do filme de óleo, onde um desvio da condição normal de trabalho (ângulo de atitude e relação de excentricidade) gerada pela cunha de óleo empurrando o eixo ao redor do mancal. RADIAL 1X mm/s A força desestabilizadora na direção de rotação resulta em uma precessão (whirl). Pode ser causada pela coincidência entre a frequência de precessão e a frequência natural do eixo. Mudanças na viscosidade do óleo, pressão do lubrificante e pré cargas externas podem causar “Oil-Whirl” Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 79 MANCAL DE ESCORREGAMENTO “OIL WHIP” - INSTABILIDADE A instabilidade (oil-whip) ocorre quando a máquina opera acima de 2x a frequência critica do rotor. Quando o rotor ultrapassa 2x sua velocidade critica a precessão ou instabilidade pode estar muito próxima da critica do rotor e causar grandes vibrações que o filme de óleo pode não suportar. Velocidade crítica Velocidade do rotor Frequência Oil-Whirl Oil-Whip Desbalanceamento A frequência da instabilidade irá sintonizar com a velocidade critica gerando um pico que não desaparecerá mesmo com o aumento da velocidade de rotação. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 80 FORÇAS HIDRÁULICAS E AERODINÂMICAS PASSAGEM DE PÁS 1X Frequência de passagem de pás (ou palhetas) é igual ao n° de pás (ou palhetas) vezes a rotação do eixo. Está presente em bombas, ventiladores, sopradores e normalmente não representam problemas, porém grandes amplitudes da BPF e seus harmônicos podem ser gerados se a folga entre as pás e o corpo do difusor estacionário não estiverem iguais em seu contorno. 2X BPF 2x BPF BPF = Blade Pass Freqüente Frequência de passagem das pás mm/s Também BPF (ou harmônicos) podem coincidir com alguma frequência natural do sistema e causar grandes amplitudes de vibração. Uma alta BPF pode ser gerada se o impelidor está desgastado pelos anéis laterais ou por soldas rápidas em difusores quebrados, mudanças abruptas de direção em tubulações, distúrbios de fluxo ou se o rotor da bomba ou ventilador estiver excêntrico em relação ao seu alojamento. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 81 FORÇAS HIDRÁULICAS E AERODINÂMICAS TURBULÊNCIA DE FLUXO Turbulência de fluxo ocorre freqüentemente em sopradores devido a variação de pressão ou velocidade do ar passando através do ventilador ou junta de expansão conectada. Esta ruptura do fluxo causa turbulência que gera ruído aleatório (randônica) de baixa frequência na faixa de 50 a 2KHz. 1x rpm BPF Randônica BPF = Blade Pass Freqüente Frequência de passagem das pás mm/s Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 82 FORÇAS HIDRÁULICAS E AERODINÂMICAS CAVITAÇÃO Normalmente cavitação gera ruído aleatório, energia em larga faixa de alta frequência que as vezes superpõe com harmônicos da frequência de passagem das pás. Normalmente indica pressão insuficiente na sucção. 1x rpm BPF Vibração randônica de alta frequência BPF = Blade Pass Freqüente Frequência de passagem das pás mm/s A cavitação pode rapidamente destruir as partes internas da bomba se não for corrigida. Isto pode principalmente causar a erosão das pás doimpelidor. Quando presente é frequente haver ruído como pedras passando pela bomba. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 83 TRANSMISSÃO POR CORREIA 1X rpm movida Sempre a frequência fundamental da correia é menor que a frequência de rotação da polia mais lenta. Correias gastas ou frouxas normalmente causam 3 a 4 múltiplos de sua fundamental. Normalmente dominam o espectro picos nas frequências fundamentais tanto da polia movida como da polia motora. As amplitudes são normalmente variáveis pulsando ora na rotação da polia movida ora na motora. Na maioria dos casos os altos níveis são na frequência fundamental vezes o nº de polias que a correia passa. 1X rpm motora RADIAL EM LINHA C/ AS CORREIAS Tensão da correia Perpendicular a tensão Vert. Horz. Paralelo a tensão Horz. Vert. Frequência da correia e harmônicos mm/s CORREIA GASTA OU FROUXA Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 84 TRANSMISSÃO POR CORREIA POLIA EXCÊNTRICA 1X rpm da polia excêntrica Polias excêntricas ou desbalanceadas causam grandes vibrações em 1 X a sua rotação. A amplitude é normalmente grande e varia de um mancal p/ outro, sendo maior no mancal da polia com problemas. Normalmente polias são balanceadas com a retirada de massa através de perfurações. RADIAL EXCÊNTRICIDADE mm/s Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 85 TRANSMISSÃO POR CORREIA RESSONÂNCIA 1X rpm Ressonância de correia pode causar grandes amplitudes se a frequência natural da correia se aproximar ou igualar a frequência da polia motora ou movida. A frequência natural da correia pode ser alterada pela tensão ou comprimento da correia. Pode ser detectada soltando-se a correia e observando-se a resposta da medição. RADIAL Ressonância da correia mm/s Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 86 TRANSMISSÃO POR CORREIA CALCULO DA FREQUENCIA DA CORREIA PI x Diâmetro da correia x RPM da polia FC = Π. D.n/60.L FÓRMULA FC= 60 x comprimento da correia Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 87 TRANSMISSÃO POR CORREIA FC = Π. D.n/60.L EXEMPLO FC = Π. 228,5.1780/60.2099 FC =10.15Hz L= 2099 mm D= 228,5 mm n = 1780rpm Π= 3,14 Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 88 TRANSMISSÃO POR CORREIA DESALINHAMENTO / ROÇAMENTO 1x rpm motora ou movida O desalinhamento entre polias produz grandes vibrações em 1 X rpm da polia motora ou movida e predominantemente na direção axial. O aparecimento das frequências das polias motora ou movida dependerá do ponto em que as medições forem tomadas. Após o alinhamento das polias é comum a rotação do eixo acionado dominar o espectro. AXIAL Angular Pontas p/ dentro mm/s Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 89 PROBLEMAS ELÉTRICOS ESTATOR EXCÊNTRICO, LAMINAS QUEBRADAS E FOLGAS NO PACOTE DE CHAPAS 1x rpm Problemas de estator geram grandes amplitudes em 2 X a frequência da rede de alimentação (2 FL). Excentricidade do estator causa desbalanceamento no campo magnético entre rotor e estator por variação do air-gap, o que produz vibração bastante direcional. A diferença no entreferro não pode exceder 5% em motores de indução e 10% em motores síncronos. Folga no pacote de chapas é devido a suporte do estator fraco ou folgado. Curtos nas lâminas do estator podem causar aquecimento desigual e localizado que podem causar o empenamento do eixo do motor. Produz vibração termicamente induzida com aumento significativo com o tempo de operação. 2 x rpm 2 x FL mm/s Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 90 PROBLEMAS ELÉTRICOS EXCÊNTRICIDADE DO ROTOR (ENTREFERRO VARIÁVEL) FP A excentricidade do rotor produz um entreferro rotativo variável entre o rotor e o estator que induz vibração (normalmente o 2FL é próxima do harmônico da frequência de rotação). Em geral requer “zoom” no espectro para separar 2FL do harmônico da frequência de rotação. A excentricidade do rotor gera 2FL rodeada por bandas laterais da frequência de passagem dos pólos (FP), bem como, FP rodeia a frequência de rotação. A componente FP aparece em baixa frequência. (Frequência de passagem dos pólos = Frequência de escorregamento X número de pólos). Normalmente os valores de FP estão na faixa de 20 a 120 COM (0,30 - 2.0 Hz). 1 x rpm 2 x FL Bandas laterais de FP ao redor de 2 FL mm/s Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 91 PROBLEMAS ELÉTRICOS PROBLEMAS DE FASE (CONECTOR SOLTO) O problema de fase devido a folga ou quebra de conectores pode causar vibração elevada com componente de 2x a frequência da rede de alimentação (2FL) com bandas laterais de 1/3 da frequência da rede (1/3FL). A amplitude de 2FL pode ultrapassar 25mm/s. Esse problema em particular pode ser esporádico. 1 x rpm 2 x FL Bandas laterais de 1/3 de FL ao redor de 2 FL 1/3 FL mm/s Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 92 PROBLEMAS ELÉTRICOS MOTOR SÍNCRONO (FOLGAS NAS BOBINAS DO ESTATOR) Folgas nas bobinas do estator em motores síncronos geram vibração na frequência de passagem das bobinas (CPF) que é igual ao nº de bobinas X rpm. A frequência de passagem das bobinas terão bandas laterais da frequência de rotação. 1 x rpm Frequência de passagem da bobina do estator Bandas laterais em 1 x rpm 1 x rpm mm/s Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 93 PROBLEMAS ELÉTRICOS MOTOR DE CORRENTE CONTÍNUA Os problemas em motores de corrente contínua podem ser detectados pela alta amplitude da frequência de disparo SCR (6 x FL) e seus harmônicos. Esses problemas incluem SCRs danificados, folgas nos conectores e indutor de campo quebrado. Outros problemas incluem folgas ou cartão de controle em curto e podem causar altas amplitudes de 1 a 5x FL (60 a 300 Hz) 1 x rpm 6FL = SCR = Frequência de disparo 2 x rpm mm/s Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 94 PROBLEMAS ELÉTRICOS PROBLEMAS DE ROTOR FP 1 x rpm Bandas laterais de FP ao redor de 1x, 2x, 3x... 2 x rpm 3 x rpm Estator Barras do rotor Rotor Air-Gap Condutores Campo magnético Barras do rotor ou anel de curto circuito quebrados ou trincados, contato danificado entre barras do rotor e anéis de curto circuito, ou curto nas lâminas do rotor, produzem vibrações com altas componentes em 1 x rpm com bandas laterais da frequência de passagem dos pólos (FP). Além disso, barras do rotor quebradas frequentemente geram bandas laterais ao redor do terceiro, quarto e quinto harmônicos da frequência de rotação. mm/s Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 95 PROBLEMAS ELÉTRICOS FOLGAS NAS BARRAS 1 x rpm Bandas laterais de FP ao redor de RBPF 2 x rpm RBPF Estator Barras do rotor Rotor Air-Gap Condutores Campo magnético Folga nas barras do rotor são indicadas por 2 x a frequência da linha de alimentação (2xFL) com bandas laterais da frequência de passagem das barras (RBPF) e/ou seus harmônicos (RBPF = nº de barras X rpm). Normalmente causam altos níveis na componente 2xRBPF e baixos níveis em 1xRBPF. mm/s Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 96 ENGRENAMENTOS ESPECTRO NORMAL 1 x rpm da engrenagem Radial a engrenagem 2 x rpm Freq. Eng. Um espectro normal mostra 1x e 2x rpm, juntamente com a frequência de engrenamento. Freq. Eng. normalmente tem bandas laterais na frequência de rotação. Todos os picos são de baixa amplitude e nenhuma frequência natural das engrenagens são excitadas.1 x Pinhão 1 x rpm Redutor Pinhão c/ 20 dentes Coroa c/ 72 dentes 30 Hz 8,33 Hz Freq. Eng. = 600 Hz mm/s² Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 97 ENGRENAMENTOS DESGASTE DOS DENTES 2 x rpm A indicação chave de desgaste nos dentes é a excitação da frequência natural da engrenagem juntamente com bandas laterais espaçadas com a frequência de rotação da engrenagem danificada. A frequência de engrenamento (GMF) pode ou não mudar em amplitude, porém altas amplitudes das bandas laterais ao redor da GMF acorrem normalmente quando o desgaste é visível. Bandas laterais podem ser um melhor indicador de desgaste do que a própria GMF. Freq. Natural da engrenagem 1 x rpm Redutor Pinhão c/ 20 dentes Coroa c/ 72 dentes 30 Hz 8,33 Hz 1 x rpm da engrenagem mm/s² Freq. Eng. = 600 Hz Freq. Eng. Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 98 ENGRENAMENTOS SOBRECARGA NOS DENTES 2 x rpm A GMF é frequentemente muito sensível a carga. Altas amplitudes de GMF não indicam necessariamente problemas, particularmente se as frequências das bandas laterais ficarem em níveis baixos e não excitarem as frequências naturais das engrenagens. Cada análise deve ser executada com o sistema operando em sua máxima carga de trabalho. 1 x rpm Redutor Pinhão c/ 20 dentes Coroa c/ 72 dentes 30 Hz 8,33 Hz 1 x rpm da engrenagem mm/s² Freq. Eng. Freq. Eng. = 600 Hz Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 99 EXCENTRICIDADE DA ENGRENAGEM E FOLGA (Backlash) 2 x rpm Altas amplitudes de bandas laterais ao redor da Freq. Eng. frequentemente sugerem excentricidade, folgas ou eixos não paralelos que admitem a rotação de uma engrenagem modular na frequência de rotação da outra. A engrenagem com problemas é indicada por espaçamento das frequências de bandas laterais. “Backlash” incorreto normalmente excita a |GMF e a frequência natural da engrenagem, ambas com bandas laterais de 1 x rpm. A amplitude da GMF decairá com o aumento da carga se o “backlash” estiver com problemas. 1 x rpm Redutor Pinhão c/ 20 dentes Coroa c/ 72 dentes 30 Hz 8,33 Hz Freq. Natural da engrenagem 1 x rpm da engrenagem mm/s² Freq. Eng. Freq. Eng. = 600 Hz Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 100 ENGRENAMENTOS DESALINHAMENTO DAS ENGRENAGENS 2 x rpm O desalinhamento das engrenagens quase sempre excita a segunda ordem ou altos harmônicos da GMF com bandas laterais da frequência de rotação. Frequentemente apresentará somente amplitude 1 x GMF, mas altos níveis a 2x ou 3x GMF. É importante determinar a Fmax para registrar pelo menos o segundo harmônico da GMF se o transdutor e o sistema tiverem capacidade. 1 x rpm Redutor Pinhão c/ 20 dentes Coroa c/ 72 dentes 30 Hz 8,33 Hz 1 x rpm da engrenagem mm/s² 1 x Freq. Eng. 2 x Freq. Eng. Freq. Eng. = 600 Hz Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 101 ENGRENAMENTOS Uma trinca ou quebra do dente irá gerar uma amplitude a 1Xrpm da engrenagem além de excitar a frequência natural da engrenagem com bandas laterais na frequência de rotação. Isto é melhor detectado na forma de onda que irá apresentar um pronunciado pico toda vez que o dente quebrado tenta engrenar. O tempo entre impactos “” corresponderá a 1/rpm da engrenagem com problema. A amplitude dos picos na forma de onda normalmente será muito maior que a frequência 1Xrpm na FFT. Redutor Pinhão c/ 20 dentes Coroa c/ 72 dentes 30 Hz 8,33 Hz 1x engrenagem Forma de onda no tempo mm/s² Freq. Eng. = 600 Hz TRINCA OU QUEBRA DE DENTE Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 102 ROLAMENTOS Frequências dos componentes Gaiola FTF = f/2 (1-DE/DP Cos) Elemento rolante BSF = DE/DP f [1-(DP/DE Cos)²] Pista externa BPFO = n/2 f (1-DE/DP Cos) Pista interna BPFI = n/2 f (1+DE/DP Cos) Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 103 ROLAMENTOS Frequências dos componentes Gaiola FTF = f/2(1-M) Elemento rolante BSF = DP/2DE f [1-M²] Pista externa BPFO = n/2 f (1-M) Pista interna BPFI = n/2 f (1+M) M = (DP/DE) Cos M = ((DE.Cos )/DP) Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 104 ROLAMENTOS 1º estágio de falha Zona A Zona B Zona C 1 x rpm 2 x rpm 3 x rpm 20KHz A primeira indicação de falha em um rolamento aparece em frequências ultrassônicas (20KHz ~ 60KHz), portanto fora do range de frequência do coletor analisador de dados (20KHz). mm/s² O espectro será dominado pela frequência de rotação do eixo e harmônicos e não é necessário sugerir uma intervenção. Fn Zona D Região de frequência de defeitos do rolamento Região de frequência natural dos componentes do rolamento Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 105 ROLAMENTOS 2º estágio de falha Zona A Zona B Zona C 1 x 2 x 3 x 500Hz 2KHz Pequeno defeito no rolamento começa excitando as frequências naturais dos componentes do rolamento (Fn) que predominantemente ocorre na faixa de 1 a 5KHz. Fn mm/s² Frequências de bandas laterais aparecem acima e abaixo do pico de frequência natural no fim do 2º estágio de falha. Zona D BPFO BPFO Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 106 ROLAMENTOS 3º estágio de falha Zona A Zona B Zona C 1 x 2 x 3 x 2KHz Frequências de defeitos do rolamento e seus harmônicos começam a aparecer. Quando o desgaste progride, aparecem mais harmônicos das frequências de defeito e o nº de bandas laterais também aumenta, tanto ao redor destas frequências quanto das frequências naturais do rolamento. O desgaste agora é visível e pode se estender na periferia do rolamento, particularmente quando as bandas laterais estão bem formadas e acompanhadas pelas frequências de defeito e seus harmônicos. É recomendável a intervenção para troca do rolamento. Fn 500Hz BPFO BPFI 2 BPFO mm/s² Zona D 20KHz 10% de vida Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 107 ROLAMENTOS 4º estágio de falha Zona A Zona B Zona C 1 x 2 x 3 x 10KHz Próximo do final da vida a componente 1 x rpm é evidente. A piora normalmente causa o aumento dos harmônicos da frequência de rotação. Fn mm/s² As frequências de defeito do rolamento e frequências naturais desaparecem e em lugar fica um ruído de banda larga em alta frequência (tapete ou carpete de ruído). Os níveis de vibração tendem a diminuir pouco antes da falha. Zona D 5% de vida Escola SENAI “Frederico Jacob” Monitoramento de Máquinas Industriais 108 image3.gif image4.gif image5.jpeg image6.gif image7.gif image8.gif image9.gif image10.gif image11.png image12.gif image13.gif image14.png image15.gif image16.gif image17.gif image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.png image24.emf image25.emf image26.png image27.png image28.png image29.png image30.png image31.png image32.png image33.png image34.png image35.wmf Paralelo image36.wmf image37.wmf image38.png image39.wmf image40.wmf image41.wmf image42.wmf image43.png image44.png image1.jpeg image2.jpeg