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Data: 27/04/2026 FACULDADE DE CIÊNCIAS DO TOCANTINS Tipo de Prova Curso: DIREITO N1 Disciplina: OFICINA PRÁTICA N2 Professor (a): MÁRCIO ADRIANO Aluno(a): Exame Final Rubrica do Coordenador Rubrica do Professor Valor da Prova Nota da Prova 5,00 ORIENTAÇÕES: Prezado (a) Aluno(a): Antes de iniciar a prova leia atentamente as orientações abaixo: 1- A Prova não poderá ser feita a lápis devendo o aluno usar caneta azul ou preta. 2- Nas questões de múltipla escolha não será permitido rasura ou o uso de corretivo. 3- De acordo com as normas regimentais a prova é individual e deverá ser realizada sem consulta. 4- Durante período de realização da prova os celulares deverão permanecer desligados. 5- A utilização de meios fraudulentos no processo de avaliação implicará em sanção acadêmica. 6- O tempo mínimo para permanência em sala durante período de realização da prova é equivalente a quinze minutos. Instruções: 1. A prova contém 2 (questões) Situações-Problema, cada uma valendo 2,5 pontos, totalizando 5,00 pontos. 2. Cada Situação-Problema contém dois subitens (A e B). Os valores de cada subitem estão indicados no enunciado. 3. O examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação. 4. É permitida a consulta à legislação seca (sem anotações). Questão 1 1 A advogada Dra. Renata Fonseca encontrava-se em seu escritório atendendo clientes quando o Delegado de Polícia Civil Rodrigo Alencar adentrou o local acompanhado de dois agentes, sem mandado judicial e sem comunicação à seccional da OAB/TO. delegado afirmou que Dra. Renata estava em flagrante delito pelo crime de difamação (art. 139 do CP), pois havia publicado, na véspera, uma postagem em rede social reproduzindo o despacho de arquivamento de inquérito presidido pelo próprio delegado, com críticas à sua fundamentação. A pena cominada ao crime de difamação é detenção de três meses a um ano. Sem qualquer investigação prévia ou ordem judicial, o delegado efetuou a prisão da advogada, algemou-a na presença dos clientes e a conduziu à delegacia para lavratura do auto de prisão em flagrante. Nenhum representante da OAB foi convocado para ato. Como advogado(a) de Dra. Renata, responda às questões a seguir. A) Qual a tese de Direito Processual Penal a ser apresentada para demonstrar a ilegalidade da prisão em flagrante, considerando momento em que o delegado efetuou a prisão? Fundamente. (Valor: 1,25)B) Além da tese anterior, qual tese específica de Direito Processual Penal, fundada no Estatuto da OAB, impede a prisão em flagrante de advogado no exercício da profissão pelo crime em questão? Justifique. (Valor: 1,25). Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação. "Qualquer semelhança nominal e/ou presente nos enunciados das questões é mera coincidência." Questão 2 2 Delegado de Polícia JONAS ROCHA, sem mandado judicial, sem comunicação à OAB/TO e sem representante da entidade presente, adentrou escritório de advocacia do Dr. HIDELGLAN CARNEIRO para efetuar sua prisão. Durante o ato, delegado determinou uso de algemas em HIDELGLAN CARNEIRO, que permaneceu àlgemado durante todo o percurso até a delegacia. Não houve qualquer resistência por parte do advogado, nenhuma tentativa de fuga e nenhum risco à integridade física dos presentes. delegado não apresentou qualquer justificativa escrita para a medida. Como advogado(a) do Dr. HIDELGLAN CARNEIRO, responda às questões a seguir. A) Qual a tese de Direito Processual Penal cabível em razão do ingresso da autoridade policial no escritório sem mandado judicial e sem representante da OAB? Indique requisitos legais para a validade da busca e apreensão em escritório de advocacia e as consequências jurídicas da violação constatada. (Valor: 1,25). B) Quanto ao uso das algemas, qual a tese jurídica a ser sustentada? Indique os pressupostos normativos para uso lícito de algemas e as consequências jurídicas da sua inobservância no caso concreto. (Valor: 1,25) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação. "Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência."

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