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14/04/2026
Tecido Muscular
Musculo estriado esquelético, liso e cardíaco
Quem movimenta as 
peças ósseas?
MÚSCULOS 
• Os músculos, por meio da contração 
muscular, impulsionam as peças ósseas. 
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Características do tecido muscular
Quatro características funcionais fundamentais do músculo:
• Contratibilidade : capacidade de se contrair e retrair; 
• Excitabilidade : responde a estímulos, regulando a atividade muscular; 
• Extensibilidade : pode ser estirado até seu comprimento em repouso e, em dado grau, 
pouco mais além desse comprimento; 
• Elasticidade : se forem estirados, retornam ao seu comprimento original em repouso. 
De acordo com características morfológicas e funcionais, distinguem-se em três tipos de 
tecido muscular:
• Estriado esquelético, cardíaco e Liso
Características do tecido muscular
• Após o nascimento não se formam novas fibras musculares 
• Lesões com perdas de tecido muscular são substituídas por tecido cicatricial 
• Aumento da massa muscular: hipertrofia 
• Diminuição do volume de células musculares: atrofia 
• Aumento do volume de células musculares: hiperplasia
• Regulação do volume e continência dos órgãos
• Corresponde a cerca de 40% do peso corporal dos animais 
• 75%água +18%proteína + 7% carboidrato, gorduras e sai
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Músculo liso
• A musculatura lisa apresenta:
• Controle involuntário (sistema nervoso autônomo) 
• Contração lenta e prolongada
• Alta eficiência energética
• Presença em: 
• Vísceras (intestino, útero, bexiga) – Parede dos órgãos ocos 
• Vasos sanguíneos 
• Sistema respiratório 
• Olhos – altera tamanho da pupila e formato da lente
• Função principal: movimentação de conteúdos internos e regulação 
do fluxo.
Disposição dos filamentos músculo liso
• Possui actina e miosina, mas: 
• Dispostas de forma irregular
• Não formam bandas A e I 
• Por isso, não apresenta aspecto estriado.
Presença dos Corpos densos que são estruturas equivalentes aos 
discos Z 
• Ponto de ancoragem dos filamentos 
• Permitem a contração mesmo sem sarcômeros organizados.
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Músculo liso
• Contração lenta
• Pode durar segundos ou minutos 
• Tônus muscular
• Mantém contração parcial contínua 
• Plasticidade
• Pode se adaptar ao estiramento sem 
perder função 
• Ex: bexiga urinária
• Automatismo – capacidade de gerar 
contração muscular espontânea
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Músculo Liso
• Músculo liso unitário (visceral)
• Células conectadas por junções 
comunicantes (gap junctions)
• Contraem-se de forma coordenada
• Ex: Intestino e útero 
• Músculo liso multiunitário
• Células independentes 
• Controle mais preciso 
Ex: Íris e músculos dos vasos
Importância 
funcional do 
músculo liso
• Sistema digestório → peristaltismo 
• Sistema urinário → micção 
• Sistema reprodutor → parto 
• Sistema cardiovascular → controle do fluxo sanguíneo
A musculatura lisa é regulada por:
• Sistema nervoso autônomo 
• Hormônios 
• Fatores locais (pH, distensão, O₂) 
• Não depende de controle consciente.
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Característica 
microscópica músculo 
liso
• Forma celular
• Células fusiformes (em forma de fuso)
• Núcleo único e central
• Ausência de estriações visíveis 
• Diferente do músculo esquelético, não 
há sarcômeros organizados.
Tecido muscular liso
• Seus núcleos quase sempre 
possuem cromatina pouco corada 
(do tipo “núcleos de cromatina 
frouxa”), são alongados, têm 
extremidades arredondadas e têm 
forma semelhante à de charutos.
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Relembrando...
• Fibras tortuosas, algumas paralelas entre 
si, outras não. São fibras colágenas do 
tecido conjuntivo.
Nenhuma possui núcleo, pois não são 
células, são fibras constituídas de 
moléculas.
• Núcleos observados estão do lado das 
fibras e são de FIBROBLASTOS.
https://mol.icb.usp.br/index.php/8-14-tecido-muscular/
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Músculo 
estriado 
cardíaco
• O músculo cardíaco apresenta como características:
• Controle involuntário
• Contração rítmica e automática
• Presença de estriações (como o músculo esquelético) 
• Alta resistência à fadiga 
• Função principal: bombear o sangue continuamente
Características 
microscópicas
• Células 
(cardiomiócitos)
• Curtas e ramificadas
• Núcleo central
(geralmente único) 
• Conectadas entre si 
• Formam uma rede 
funcional contínua.
• Estriações - presença 
de sarcômeros
• Filamentos de: 
• Actina 
• Miosina 
• Conferem o aspecto 
estriado
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Músculo 
estriado 
cardíaco
• Discos intercalares
• Conectam as células entre si 
• Possuem: 
• Desmossomos → adesão mecânica 
• Junções comunicantes (gap junctions) → 
comunicação elétrica 
• Permitem contração sincronizada do coração.
• A característica histológica marcante são os discos 
intercalares, junções especializadas que conectam as 
células, garantindo contração sincronizada (sincício). 
Organiza-se em três camadas: endocárdio (interno), 
miocárdio (músculo) e epicárdio (externo)
Discos intercalares em verde
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Discos intercalares
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Tecido 
muscular 
cardíaco
• Automatismo
• Capacidade de gerar seus próprios impulsos, ex: nó 
sinoatrial
• Ritmicidade
• Contrações regulares e coordenadas
• Condutibilidade
• Propagação do impulso elétrico entre células 
• Contratilidade
• Capacidade de gerar força 
Sistema de 
condução 
cardíaco
• Inclui estruturas especializadas:
• Nó sinoatrial (marcapasso) 
• Nó atrioventricular 
• Fibras de Purkinje 
• Coordenam a contração do coração
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Músculo 
estriado 
cardíaco
• Alta densidade de mitocôndrias
• Metabolismo predominantemente aeróbico
• Baixa capacidade de regeneração 
• Forte dependência de oxigênio 
• O músculo estriado cardíaco é um tecido altamente 
especializado, capaz de gerar contrações rítmicas, 
contínuas e coordenadas, garantindo a circulação 
sanguínea e a manutenção da vida
Inserções musculares
• Origem → ponto mais fixo -extremidade muscular presa ao 
osso que não se desloca (ponto fixo): Ex: bíceps: quando se 
originam de dois tendões, tríceps: quando se originam de três 
tendões, quadríceps: quando se originam de quatro tendões.
• Inserção → ponto mais móvel . A extremidade muscular presa 
ao osso que se desloca (ponto móvel):
• Monocaudado: quando se insere em um tendão. 
• Bicaudados: quando se inserem em dois tendões.
• Policaudados: quando se inserem em mais de dois tendões.
• A contração aproxima essas estruturas, gerando movimento.
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Origem e inserção
Classificação quanto a 
forma
1. Fusiformes: normalmente encontrados nos membros, podem passar 
por mais de uma articulação, quanto mais superficiais mais longos 
2- Longos: estrutura alongada 
3-Curtos: em articulações com movimentos limitados 
4- Largos: largura predomina sobre o comprimento
5- Leque: músculo largo com fibras convergentes para uma extremidade 
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Classificação quanto ao 
ventre
• Monogástrico: um vente e tendões nas extremidades; 
• Digástrico: dois ventres com um tendão intermediário; 
• Poligástrico: mais de dois ventres com vários tendões 
intermediários
Quanto a situação
• Superficiais ou cutâneos: logo abaixo da pele, no mínimo uma 
de suas inserções está na camada profunda da derme (crânio, 
face, pescoço e mãos).
• Profundos: se inserem em ossos;
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Quanto a 
disposição das 
fibras
• Reto: paralelo a linha mediana 
• Transverso: perpendicular a 
linha mediana 
• Oblíquo ou serrilhado: 
diagonal a linha mediana 
Quanto a origem
• A extremidade muscular presa ao osso que não se desloca (ponto fixo): 
• 1. Uniceps - Um único ponto de fixação de origem. Ex m. braqial
• 2 - Bíceps: quando se originam de dois tendões . Ex: m. bíceps femoral
• 3- Tríceps: quando se originam de três tendões. Ex: m. triceps braquial do equino
• 34- Quadríceps: quando se originam de quatro tendões. Ex: m. quadríceps femoral
• A principal diferença entre bíceps, tríceps e quadríceps baseia-se no número de 
"cabeças" (origens) muscularese na sua localização/função no corpo. "Ceps" deriva 
do latim caput (cabeça), indicando quantos pontos de origem o músculo possui 
antes de se inserir em um tendão comum.
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Quanto a inserção
• Quanto a inserção– extremidade muscular presa ao osso que se desloca (ponto 
móvel): 
• 1. Monocaudado: quando se insere em um tendão 
• 2. Bicaudados: quando se inserem em dois tendões 
• 3. Policaudados: quando se inserem em mais de dois tendões
Quanto a função
• Agonistas: São os músculos principais que ativam um 
movimento específico do corpo, eles se contraem 
ativamente para produzir um movimento desejado.
• Antagonistas: Músculos que se opõem à ação dos agonistas, 
quando o agonista se contrai, o antagonista relaxa 
progressivamente, produzindo um movimento suave.
• Sinergistas: São aqueles que participam estabilizando as 
articulações para que não ocorram movimentos indesejáveis 
durante a ação principal.
• Fixadores: Estabilizam a origem do agonista de modo que ele 
possa agir mais eficientemente. Estabilizam a parte proximal 
do membro quando move-se a parte distal.
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Quanto a topografia
• Axial: esqueleto axial 
• Apendicular: esqueleto apendicular 
Quanto a ação
• Flexor: diminui o ângulo da articulação 
• Extensor: aumenta o ângulo da articulação 
• Adutor: aproxima da linha mediana 
• Abdutor: afasta da linha mediana 
• Pronador: gira posteriormente 
• Supinador: gira anteriormente 
• Tensor: torna rígido 
• Esfíncter: diminui a luz de uma abertura
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Quanto ao tipo de 
contração
• Concêntrica: o músculo encurta e traciona 
outra estrutura, como o tendão, diminuindo 
o ângulo da articulação 
• Excêntrica: aumento do comprimento total 
do músculo durante a contração 
• Isométrica: estabilizam as articulações 
enquanto outras se movem, gera tensão 
muscular sem realizar movimento
Quanto a disposição oblíqua 
da fibra
• 1. Unipenado ou semipeniforme: se os 
feixes musculares se fixam em uma só 
borda do tendão;
• 2- Bipenado ou peniforme: se os feixes 
são fixados nas duas bordas do tendão.
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Tônus muscular
• Contração parcial sustentada de partes de um músculo esquelético. 
• ✓ Essencial para manter a postura. 
• ✓ Hipotonia – tônus muscular diminuído ou ausente (flácidos). 
• ✓ Hipertonia – significa tônus muscular aumentado - rigidez muscular aumentada.
Quanto a nomenclatura
• Quanto a nomenclatura- o nome dado ao músculo deriva da combinação de fatores, 
entre eles o fisiológico e o topográfico:
• 1 Ação 
• 2 Ação associada a forma 
• 3 Ação associada a localização 
• 3 Forma
• 4 Localização 
• 5 Número de origem 
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Mioglobina
• ✓ Componente do sarcoplasma. 
• ✓ Proteína parecida com a hemoglobina e que é responsável pela cor vermelho 
escura de algumas fibras musculares. 
• ✓ Serve de depósito de oxigênio, existindo em grande quantidade nos músculos dos 
mamíferos que vivem no oceano e mergulham constantemente, como focas e 
baleias. Os músculos que executam atividades prolongadas também são vermelhos 
e têm muita mioglobina, como, por exemplo, o músculo peitoral das aves 
migradoras.
Tipos de fibras 
musculares
• As fibras musculares lentas ou Tipo I = 
estão adaptadas à realização de trabalho 
contínuo, possuem maior quantidade de 
mitocôndrias, maior irrigação sanguínea e 
grande quantidade de mioglobina, capaz de 
estocar o oxigênio. Fazem contração lenta, 
tem alta resistência à fadiga, metabolismo 
aeróbico. Oxidação de ác. graxos e glicose 
via aeróbica. Ex: Manutenção da postura e 
atividade física prolongada.
• Cavalo de Endurance e músculos posturais 
em cães
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Fibras musculares
• As fibras rápidas ou Tipo II = são pobres em mioglobina, estão 
presentes em músculos adaptados à contrações rápidas e 
fortes.
• Características principais: Contração rápida e forte, baixa 
resistência à fadiga e metabolismo anaeróbico (glicolítico)
• Aspectos estruturais:
• Menos mitocôndrias 
• Menor quantidade de mioglobina (cor mais clara) 
• Menor vascularização
• Glicólise, via anaeróbica (glicogênio)
• Movimentos explosivos e rápidos.
• Ex saltos dos gatos e corridas rápidas
Fibra Tipo 1 Fibra tipo 2
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Fibras rápidas x Fibras Lentas
Fibras rápidas (Tipo II)Fibras lentas (Tipo I)Característica
RápidaLentaVelocidade
BaixaAltaResistência
AnaeróbicoAeróbicoMetabolismo
PoucasMuitasMitocôndrias
Baixa (claras)Alta (vermelhas)Mioglobina
ExplosãoResistênciaFunção
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Atrofia x Hipertrofia
ATROFIA 
✓ Diminuição do tamanho da fibra devido a perda progressiva de 
miofibrilas. 
✓ Causada por desuso ou por denervação. 
HIPERTROFIA 
✓ Aumento no diâmetro das fibras musculares devido a produção 
de mais miofibrilas, mitocôndrias, retículo sarcoplasmático e 
nutrientes. 
✓ Atividades musculares repetitivas em níveis moderados. 
✓ Jovens – influência do GH. 
✓ Testosterona.
Como ocorre a hipertrofia 
muscular?
• Hipertofia ≠ Hiperplasia
• Como ocorre a hipertrofia? Estímulo inicial é o 
exercício intenso ou sobrecarga , ocorre aumento 
da tensão muscular, gerando microlesões e 
estresse nas fibras. O músculo responde 
aumentando a síntese de proteínas contráteis, 
número de miofibrilas. E o resultado são fibras 
mais espessas e fortes, aumento de miofibrilas, 
aumento dos filamentos de actina e miosina, 
expansão do sarcoplasma e aumento no número 
de mitocôndrias (dependendo do tipo de 
treino/estímulo)
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Hipertrofia muscular
• Adaptação ao tipo de estímulo
• Treino de força → fibras rápidas aumentam mais 
• Treino de resistência → adaptações metabólicas (fibras 
lentas) 
• O músculo se adapta ao tipo de uso.
Tipos de hipertrofia
• Hipertrofia miofibrilar
• Aumento das proteínas contráteis proporcionando maior 
força
• Hipertrofia sarcoplasmática
• Aumento do volume do sarcoplasma e está relacionada ao 
volume muscular.
Hipertrofia muscular
Fibras musculares têm 
capacidade limitada de 
síntese proteica 
Células satélites são 
ativadas e se fundem às 
fibras , aumentando o 
número de núcleos, o que 
aumenta a capacidade de 
crescimento da fibra.
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Lesão muscular
Qualquer lesão em um músculo de 
membro, seja traumática ou crônica, 
pode resultar no inchaço do músculo. 
Uma vez que a fáscia inelástica que 
circunda o compartimento muscular 
impede a expansão desse 
compartimento, a pressão sobre este 
aumenta e pode comprimir os vasos e 
nervos, resultando em uma dor intensa. 
Nervos e artérias penetram sempre 
pela face profunda do músculo, pois 
assim encontram-se mais bem 
protegido
Lesão muscular
• é a laceração de um músculo, 
frequentemente como resultado de um 
movimento súbito que o alonga (estira) 
excessivamente. Também conhecida como 
distensão muscular. Pode envolver a 
junção músculo-tendão. O sangramento 
dentro do músculo e a inflamação levam à 
dor.
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Regeneração muscular
• Fibras musculares esqueléticas não se 
dividem. 
• ✓ Células satélites (mononucleadas, 
fusiformes, dispostas paralelamente às fibras 
musculares) são responsáveis pela 
regeneração do músculo esquelético.
Regeneração muscular
• ✓ Após uma lesão ou outro estímulo, as 
células satélites tornam-se ativas, 
proliferam por divisão mitótica e se 
fundem umas às outras para reparar a 
lesão. 
• ✓ As células satélites também entram 
em mitose quando o músculo é 
submetido a exercício intenso. Esta 
células se fundem com as fibras 
musculares preexistentes, contribuindo 
para a hipertrofia do músculo.
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Envelhecimento
• A quantidade de tecido conjuntivo nos músculos 
esqueléticos aumenta, o número de fibras musculares 
diminui. A perda muscular leva a uma diminuição da força 
muscular, geralmente em torno de 50%, essa condição 
chama-se sarcopenia, que significa literalmente “perda de 
carne”. 
• ✓ A causa imediata da sarcopenia pode ser uma redução 
na taxa em que as células satélite envelhecidas 
conseguemrecriar músculo. 
• ✓ A sarcopenia pode ser revertida através do exercício, 
mesmo em idade avançada. O exercício físico não retarda 
a perda de fibras musculares, mas aumenta o tamanho 
das fibras remanescentes, mantendo, assim, a força 
muscular
Importância zootécnica
• Avaliação de carcaça 
• Estudos de produção animal 
• Avaliação de produtividade animal em 
propriedades rurais 
• o Melhoramento genético orientado: 
cruzamentos cavalos de tração, atleta, 
passeio 
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Importância Clínica
• Enfermidades: o Distrofias musculares o
• Cardiomiopatias o 
• Neoplasias – rabdomioma/rabdomiossarcoma o 
• Megaesôfago 
• Aplicações de medicações
Quais músculos 
fazemos aplicações 
intramusculares?
• 1. Músculo quadríceps femoral 
(na parte anterior da coxa)
• 2. Músculo glúteo médio (na 
região da garupa) 
• 3. Músculo bíceps braquial (na 
parte anterior do braço) 
• 4. Músculo trapézio (na região do 
pescoço e ombro)
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Músculo estriado 
esquelético
• Aspecto estriado (devido à organização dos filamentos) 
• Fixação aos ossos por meio de tendões
• Contração geralmente rápida e potente
• Funções principais:
• Locomoção 
• Postura 
• Estabilização das articulações 
• Produção de calor através do tremor
• Contração rápida, vigorosa e sujeita ao controle voluntário. 
Localização: esqueleto, esfíncter e cutânea
Organização 
microscópica
Suas fibra musculares:
• Célula longa, cilíndrica e multinucleada
• Núcleos localizados na periferia 
• Rica em: 
• Mitocôndrias 
• Glicogênio 
• Mioglobina
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Microscopia muscula estriado 
esquelético
• Estão presentes fibras musculares 
estriadas esqueléticas seccionadas 
longitudinalmente. Pode se observar muito 
bem a estriação transversal no citoplasma 
de cada célula.
Alguns núcleos ficam destacado em azul na 
segunda imagem. Observe que se situam na 
periferia do citoplasma.
Músculo estriado 
esquelético – corte 
transversal 
• Feixes de células 
cilíndricas muito longas e 
multinucleares (fibra 
muscular).
• Núcleo periférico e 
citoplasma preenchido por 
miofibrilas (estriações 
transversais). 
• Uma quantidade menor de 
fibras foi seccionada 
longitudinalmente
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Papel do tecido 
conjuntivo
• Manter as fibras unidas permitindo que a 
força de contração gerada por cada fibra 
atue sobre o músculo todo;
• Transmitir a força de contração muscular 
a tendões e ossos; 
• Os vasos sanguíneos penetram no tecido 
muscular pelos septos de tecido 
conjuntivo e formam uma intensa rede de 
capilares entre as fibras musculares;
• Contém vasos linfáticos e nervos.
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Fáscias 
musculares –
Organização 
Músculo 
estriado 
esquelético
• Lâminas de tecido conjuntivo fibroso que envolve cada 
músculo; 
• Tamanho espessura variáveis conforme a função muscular; 
• Bainha de contenção muscular- contração eficiente; 
• Facilita o deslizamento dos músculos entre si; 
• Evita o deslocamento brusco;
• Emitem septos intermusculares separando os músculos 
em grupos; 
• o papel das fáscias na compartimentalização muscular;
• Fáscia superficial e fáscia profunda.
Organização do músculo 
esquelético
• As fibras musculares estão envoltas por 
membranas de tecido conjuntivo, 
denominadas: 
• ✓ Endomísio → envoltório individual das fibras 
musculares, circunda individualmente cada 
fibra ou célula muscular. 
• ✓ Perimísio → envoltório de feixes, divide o 
músculo em fascículos musculares (grupo de 
fibras musculares)
• ✓ Epimísio → envoltório externo de um 
grupamento de feixes musculares ou 
fascículos musculares (músculo).
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• Cerca de 200 a 250 fibras musculares são cercadas 
pelo endomísio, formando a unidade funcional do músculo, a 
banda primária (sarcômero). Grupos de sarcômeros são 
envolvidos por perimísio construindo as bandas secundárias 
(“fibras musculares”). Todo o músculo é finalmente envolvido 
por epimísio e encontra-se dentro de sua fáscia, um tecido 
conectivo compacto que separa o músculo das estruturas que 
o cercam.
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Integração com sistema locomotor
O músculo atua em conjunto com:
• Ossos (alavancas) 
• Articulações (pontos de movimento) 
• Tendões (transmissão de força) 
• Produzindo movimento coordenado
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Estruturas acessórias musculares
Tendões
• Definição são estruturas fibrosas que ligam músculo ao osso
Características:
• Compostos por colágeno tipo I
• Alta resistência à tração 
• Pouca elasticidade 
Função:
• Transmitir a força gerada pela contração muscular ao esqueleto 
• São a principal via de transferência de energia mecânica.
Aponeuroses
• Definição
• Tendões achatados e laminares
• Função:
• Distribuir força por uma área maior 
• Conectar músculos a: 
• Ossos 
• Outros músculos 
• Fáscias 
• Comuns em músculos planos (ex: abdome).
• Forma de lâmina (plana ou achatada) 
• A Membrana fibrosa que reveste os grupos musculares, acabam por conectar 
músculos aos ossos.
• Recebem pouco aporte sanguíneo 
• São mais difíceis de cicatrização
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Bainhas sinoviais 
tendíneas
• Definição
• Estruturas que envolvem tendões em áreas de atrito, são 
como túneis ou pontes entre as superfícies ósseas sobre 
as quais deslizam os tendões.
• São compostas de água, colágeno, proteoglicanos e 
fibrócitos;
• Função:
• Reduzir o atrito 
• Facilitar o deslizamento, suavizando-o
Muito importantes em regiões como: carpo e tarso.
Bolsas sinoviais
• Definição
• Pequenas bolsas cheias de líquido 
• Localização:
• Entre: Tendão e osso; Músculo e pele 
• Função: diminuir atrito e proteger estruturas
• Atuam como almofadas de proteção que reduzem o atrito entre tendões, músculos, ossos e 
ligamentos. Elas são sacos fechados revestidos por membrana sinovial e preenchidos com líquido 
sinovial.
• Bolsas submusculares, subtendíneas e subligamentosas são comuns ao redor de grandes 
articulações como ombro, cotovelo, joelho e tarso.
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Miofibrilas e Miofilamentos
• As miofibrilas são formadas por unidades repetidas:
• Sarcômero = unidade funcional
• Composto por:
• Actina (filamento fino)
• Miosina (filamento grosso)
• A organização desses filamentos gera as estriações (bandas A e I).
Miofibrila • As faixas mais extremas do sarcômero, claras, são 
denominadas banda I e contém filamentos de actina.
• A faixa central mais escura é a banda A, as extremidades 
desta são formadas por filamentos de actina e miosina 
sobrepostos, enquanto sua região mediana mais clara, 
(a banda ou zona H), contém miosina.
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Miofilamentos finos
• É formado por monômeros de actina, 
nebulina, tropomiosina e troponina.
• Além destes filamentos, está presente 
uma proteína gigante denominada titina, 
que possui um alto grau de elasticidade.
• A sua função é a de evitar que ocorra um 
estiramento excessivo do músculo.
• E fixa a miosina ao disco Z.
Miofilamentos espessos É composto pela 
proteína miosina (mais 
especificamente miosina II).
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Sarcômeros
• A faixa ou banda clara é constituída 
por filamentos finos (actina), sendo 
chamada também de banda I.
• A faixa ou banda escura possui 
filamentos finos e espessos (miosina), 
sendo chamada também de banda A. 
• No centro da banda I, é encontrada 
a banda Z, que delimita as unidades 
repetidas de miofibrilas, 
denominadas sarcômeros.
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Miofibrilas
• A organização desses filamentos forma 
bandas características:
• Banda A (escura): região com miosina 
• Banda I (clara): apenas actina 
• Linha M: centro do sarcômero 
• Linha Z: limite estrutural 
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Zona H
• A zona H é a região clara localizada no 
centro da banda A, onde existem apenas 
filamentos grossos de miosina, sem 
sobreposição com filamentos finos de 
actina.
Características microscópicas
• Situa-se no centro do sarcômero
• Está dentro da banda A
• Contém exclusivamente miosina
• Possui no seu centro a linha M, que organiza 
os filamentos grossos 
ZonaH
•A zona H diminui ou desaparece 
durante a contração muscular, pois 
os filamentos de actina deslizam sobre 
os de miosina 
•Sua variação de tamanho é um 
indicativo direto do grau de contração 
do sarcômero
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Resumo das estruturas
FunçãoComportamento 
na contraçãoAparênciaComposiçãoLocalizaçãoEstrutura
Região 
contrátil 
principal
Não muda de 
tamanhoEscura
Miosina + 
sobreposição 
com actina
Região central 
do sarcômeroBanda A
Permite 
encurtament
o
DiminuiClaraApenas actinaExtremidades 
do sarcômeroBanda I
Indica grau 
de contração
Diminui ou 
desapareceClaraApenas 
miosina
Centro da 
banda AZona H
Ancoragem 
da actinaAproxima-seLinha escura 
fina
Proteínas 
estruturais + 
actina
Limite do 
sarcômeroLinha Z
Organização 
da miosinaPouco variávelLinha centralProteínas que 
fixam miosina
Centro da zona 
HLinha M
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Como ocorre o deslizamento dos 
miofilamentos?
1-Um estímulo nervoso gera um potencial de ação no sarcolema 
2-O impulso percorre os túbulos T, atingindo o retículo sarcoplasmático 
3-Há liberação de Ca²⁺ (cálcio) no sarcoplasma 
4-O cálcio se liga à troponina, deslocando a tropomiosina
5-A miosina se liga à actina, formando pontes cruzadas 
6-Ocorre o “golpe de força” (power stroke), encurtando o sarcômero 
• Resultado: encurtamento da fibra → contração muscular
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Teoria do deslizamento – ciclo das pontes 
cruzadas
• O Ca²⁺ liga-se à troponina
• Isso desloca a tropomiosina, que bloqueava os sítios da actina 
• Os sítios ativos da actina ficam expostos 
• Permite a interação actina-miosina
• Ligação: cabeça de miosina liga-se à actina 
• Golpe de força: miosina puxa a actina → encurtamento do sarcômero 
• Desprendimento: ATP liga-se à miosina → quebra da ligação 
• Reativação: hidrólise do ATP reposiciona a cabeça da miosina 
• 𝐴𝑇𝑃 → 𝐴𝐷𝑃 + 𝑃 + 𝑒𝑛𝑒𝑟𝑔𝑖𝑎
• Esse ciclo se repete várias vezes durante a contração
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• A energia necessária para movimentar as pontes cruzadas 
vem da hidrólise do ATP vinda das cabeças miosinas
Alterações estruturais 
no sarcômero
Durante a contração:
• Linhas Z → se aproximam 
• Banda I → diminui 
• Zona H → desaparece 
• Banda A → permanece constante 
• A fibra encurta sem que os 
filamentos mudem de tamanho
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Relaxamento Muscular
• O Ca²⁺ é bombeado de volta ao 
retículo sarcoplasmático 
• A troponina perde o Ca²⁺
• A tropomiosina volta a bloquear a 
actina 
• As pontes cruzadas cessam 
• O músculo retorna ao estado de 
repouso
Relaxamento muscular
1- O Ca²⁺ é bombeado de volta ao retículo sarcoplasmático 
2- As pontes actina-miosina se desfazem 
3- A fibra retorna ao estado de repouso 
Esse processo depende diretamente de ATP.
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• As miofibrilas estão unidas uma as outras por 
filamentos intermediários de DESMINA 
• O conjunto de miofibrilas (actina e miosina) é 
preso à membrana plasmática pela proteína 
DISTROFINA
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Tubulos T
• Os túbulos T são invaginações 
do sarcolema (membrana da 
fibra muscular) que se associam 
com as porções terminais 
(cisternas terminais) do retículo 
sarcoplasmático
Função principal
• Conduzir o potencial de ação
da superfície para o interior da 
fibra 
• Garantir que o estímulo elétrico 
alcance todas as miofibrilas 
simultaneamente 
• Isso permite uma contração 
rápida e sincronizada
Características estruturais
• Localizam-se ao nível das linhas 
Z ou junção A-I (dependendo do 
músculo) 
• Contêm líquido extracelular 
• Estão intimamente associados 
ao retículo sarcoplasmático
Retículo sarcoplasmático
Definição
• É um tipo especializado de retículo 
endoplasmático liso, adaptado para 
armazenar e liberar Ca²⁺.
Funções principais
• Armazenar grandes quantidades de 
cálcio 
• Liberar Ca²⁺ quando estimulado 
• Reabsorver Ca²⁺ após a contração 
• Controla diretamente o início e o fim 
da contração muscular
Estrutura
• Forma uma rede ao redor das 
miofibrilas 
• Possui dilatações chamadas 
cisternas terminais
• Contém proteínas como a bomba de 
Ca²⁺ (Ca²⁺-ATPase)
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Relação entre túbulos T e 
retículo (Tríade)
• Um túbulo T + duas cisternas do retículo = tríade 
• Essa organização é essencial para o acoplamento excitação-
contração
• Mecanismo integrado
• Potencial de ação percorre o sarcolema 
• Entra nos túbulos T 
• Ativa o retículo sarcoplasmático 
• Liberação de Ca²⁺ 
• Início da contração 
• Relaxamento
• O Ca²⁺ é bombeado de volta ao retículo sarcoplasmático 
• A contração cessa
Relação entre túbulos T e retículo (Tríade)
• Permitem rapidez na resposta muscular
• Garantem uniformidade da contração
• Regulam a disponibilidade de cálcio 
• Túbulos T → conduzem o estímulo elétrico 
• Retículo sarcoplasmático → libera e armazena Ca²⁺
• Tríade → integra estímulo elétrico e resposta mecânica 
• Juntos, são essenciais para transformar sinal elétrico em contração muscular
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Como ocorre a contração muscular?
Junção 
neuromuscular
A junção neuromuscular é o local 
onde:
• O neurônio motor transmite o 
estímulo 
• A fibra muscular recebe e 
responde é também chamada 
de placa motora
Estrutura da junção 
neuromuscular
• Ela é composta por três partes 
principais:
• 1. Terminal pré-sináptico 
(neurônio)
• Extremidade do axônio 
• Contém vesículas com 
acetilcolina (ACh)
• Possui mitocôndrias e canais 
de Ca²⁺
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Junção 
neuromuscular
• Fenda sináptica
• Espaço entre neurônio e músculo 
• Contém acetilcolinesterase (enzima que 
degrada ACh) 
•
• 3. Membrana pós-sináptica (fibra muscular)
• Região especializada do sarcolema 
• Rica em receptores nicotínicos de ACh 
• Possui pregas (dobras) que aumentam a área 
de contato
Mecanismo de 
funcionamento
• 1. Chegada do impulso nervoso - Potencial 
de ação chega ao terminal do neurônio 
• 2. Entrada de Ca²⁺- Abertura de canais de 
Ca²⁺, Ca²⁺ entra no terminal 
• 3. Liberação de Ach - Vesículas liberam ACh 
na fenda sináptica 
• 4. Ligação da Ach – Ach liga-se aos receptores 
na fibra muscular 
• 5. Despolarização - Entrada de Na⁺ → 
potencial de placa motora
• 6. Potencial de ação muscular - Se atingir 
limiar → propagação pelo sarcolema 
• Início da contração muscular
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Quando o estímulo 
cessa?
• A enzima acetilcolinesterase degrada 
rapidamente a ACh
• Interrompe o estímulo 
• Permite que o músculo relaxe 
• A colina é transportada de volta para o 
terminal axônico e utilizada para a 
síntese de mais Ach
Miastenia Gravis
• O sistema imunológico produz anticorpos contra os receptores de acetilcolina 
(ACh) 
• Esses receptores são destruídos ou bloqueados 
• A transmissão neuromuscular torna-se ineficiente 
• Resultado: o músculo não responde adequadamente ao estímulo nervoso
• Há um menor número de receptores disponíveis
• A Ach liberada não consegue gerar um potencial de placa suficiente
• O potencial de ação muscular pode não ser desencadeado
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Manifestações 
clínicas –
Miastenia Gravis
• A principal característica é a fraqueza muscular que piora com o uso e melhora com o repouso.
• Músculos mais afetados:
• Oculares → ptose (queda da pálpebra), diplopia 
• Faciais → dificuldade de expressão 
• Mastigação e deglutição → dificuldade para comer 
• Membros → fraqueza progressiva 
• A força muscular diminui com repetição de movimentos
Isso ocorre porque a ACh disponível vai se tornando insuficiente ao longo do uso 
• Doença autoimune
• Frequentemente associada a alterações do timo (hiperplasia ou tumor)
Botulismo
• O botulismo é causado pela toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, 
que atua na placa motora: bloqueando a liberação de acetilcolina (ACh)
A toxina botulínica:
• Entra no terminal pré-sináptico 
• Degrada proteínas essenciais para a exocitose (SNARE) 
• Impede a fusão das vesículas com a membrana 
• Resultado: ACh não é liberada
• Não há ativaçãodos receptores no múscuo
• Não ocorre despolarização da placa motora
• Não gera potencial de ação muscular – paralisia flácida
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Botulismo x Miastenia
• Comparação funcional com miastenia
• No botulismo → problema na liberação de ACh (pré-sináptico)
• Na Miastenia gravis → problema nos receptores de ACh (pós-sináptico)
• Ambos afetam a contração, mas em pontos diferentes
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