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Questões resolvidas

acordo com o empresário responsável pela venda do produto, Roberto Lavor, a expectativa é de que a máquina beneficie não só brasileiros, mas também pessoas de todas as regiões do mundo. "Nós temos um grande potencial de água doce, que não é mais potável, pois está suja e cheia de impurezas. Vivemos na maior bacia hidrográfica do planeta, mas que não garante aos ribeirinhos o acesso à água potável. O 'Ecolágua' é um instrumento viável que torna a água potável de forma quase instantânea", explicou Lavor.
Com base na leitura, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta.
I O raio ultravioleta do tipo C é usado para purificar a água de rios por meio de danos no material genético dos microrganismos.
II O equipamento desenvolvido pelo Inpa é composto por um conjunto de filtros para redução da turbidez da água.
III O Ecolágua tem painéis solares que alimentam uma bateria responsável pelo funcionamento de uma lâmpada ultravioleta cuja função é danificar o material genético dos microrganismos.
IV O Ecolágua tem filtros que, alimentados por uma bateria, são capazes de retirar todo material particulado da água em tratamento.
V Ray Cleise, que fez parte da concepção do desenvolvimento do equipamento, garante que águas turvas podem se tornar límpidas apenas pela ação solar.
A Apenas as afirmativas I e V estão corretas.
B Apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
C Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
D Apenas a afirmativa III está correta.
E Nenhuma afirmativa está correta.

Para especialista da OMS, ebola pode ter matado milhares além do oficial. Especialista diz que famílias podem ter enterrado pessoas em segredo. Cálculo é baseado em taxa de mortalidade de países mais afetados. Agência France Presse (AFP) O número real de vítimas mortais da letal epidemia de ebola provavelmente excederá em milhares as 4.818 do último balanço, difundido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), advertiu um especialista desta organização. "Há muitíssimas mortes não registradas nesta epidemia", afirmou à AFP Christopher Dye, responsável pela Estratégia da OMS, considerando que as vítimas mortais fora do registro oficial podem chegar a 5 mil. Para chegar a esse número, ele se baseou na taxa de mortalidade da doença nos países mais afetados (Guiné, Serra Leoa e Libéria), que é de 70%. A OMS estimou haver um total de 13.042 casos diagnosticados, o que significa que muitas mortes não foram comunicadas. Segundo Dye, uma explicação para essa diferença é que as pessoas teriam enterrado familiares em segredo, para evitar que autoridades interferissem em seus ritos funerários, que incluem lavar e tocar o morto. O contato com pessoas portadoras do vírus é o responsável por boa parte dos contágios, razão pela qual as autoridades sanitárias dos países afetados no oeste da África estão realizando um forte trabalho de conscientização para que os corpos das pessoas infectadas sejam incinerados.
Com base na leitura e nos seus conhecimentos, analise as afirmativas.
I Se a taxa de mortalidade é de 70% e o número total de casos é de 13.042, estimam-se mais de 9.000 mortes.
II Segundo o texto, os rituais fúnebres de vários grupos revelam ignorância e atraso cultural e isso explica o fato de algumas doenças primitivas serem encontradas somente no continente africano.
III Segundo o texto, as pessoas enterram seus familiares em segredo porque as normas para evitar o contágio impediriam seus rituais.
A I e III, somente.
B I e II, somente.
C III, somente.
D I, somente.
E I, II e III.

Educação 2.0: ensino personalizado para cada aluno Projeto busca implementar um “aprendizado adaptativo” por meio da Internet, Big Data e Web Analytics, que individualizará o ensino a cada estudante Marcelo Brandão O ensino como forma unificada de transmissão de conhecimento, independentemente das características de cada aluno, parece estar com os dias contatos. Nada mais de ensinar de um único jeito para alunos distintos. A proposta é implementar um “aprendizado adaptativo” por meio de toda a tecnologia online disponível para individualizar o ensino a cada estudante. Uma proposta ambiciosa, que pretende abarcar toda Espanha e América Latina até o final de 2015. Para alcançar esse objetivo, o projeto utilizará todo o potencial da Internet e do Big Data - que acumulará todo o histórico do aluno permitindo conhecer seus talentos e suas fraquezas e definir um plano de ensino que melhor se adapte a ele. E com o auxílio de ferramentas de análises em rede, proporcionará um conhecimento para o melhor caminho profissional e educativo desse aluno. Ou seja, a personalização passa ser a chave de todo o projeto educacional. No entanto, esse modelo segue tendo como pilar principal o professor. “Por exemplo, o programa dirá a ele que: nessa semana foram explicados 32 conceitos. O aluno assimilou 27. Esses são os cinco que merecem reforço. Ou, esse aluno é muito esperto e está aprendendo sem problemas, porém está se esforçando ao limite”, explica Manuela Clara, sobre o quão acessível e o quão didática é a ferramenta para os professores. A nova proposta de ensino já começa a apresentar boa aceitação entre os docentes. Segundo uma pesquisa realizada pela Santillana entre professores que fizeram alguns testes com a plataforma, 82% dos consultados acreditam que a porcentagem de alunos aprovados na matéria aumentaria em 10%. A tecnologia como ferramenta educativa já não é mais questionável. Videojogos e outros passatempos têm auxiliado, há um bom tempo, o desenvolvimento de nossas habilidades e seduzido nossa fome por conhecimento. A novidade aqui, no entanto, abre espaço para um avanço e uma discussão mais ampla envolvendo percepção e a análise psíquica de cada indivíduo (...).
Com base na leitura, analise as afirmativas.
I A proposta apresentada no texto refere-se ao ensino personalizado a cada estudante, de acordo com suas facilidades e dificuldades de aprendizagem, por meio da tecnologia online disponível.
II Essa proposta de ensino minimiza o papel do professor na educação, conferindo à tecnologia a capacidade de ensinar.
III De acordo com o texto, a plataforma já é aceita e utilizada por 82% dos professores.
A I, II e III.
B II e III, apenas.
C II, apenas.
D I e III, apenas.
E I, apenas.

Garotinha de seis anos dá lição de igualdade de gênero para editora de livros infantis Aos seis anos de idade, a garotinha Parker Danis costumava ser fã da série ‘Biggest, Baddest Book of Bugs’. Mas quando percebeu que na mensagem da contracapa estava escrito que aquele era um livro “para garotos”, ela decidiu enviar uma carta com reclamações muito adultas para a editora ABDO. “Queridos publicadores, eu sou uma garota de seis anos de idade e acabei de ler ‘Biggest, Baddest Book of Bugs’. Eu realmente gostei da seção dos insetos que brilham no escuro e das questões no fim. Mas quando vi que a contracapa dizia que aquele era um livro para garotos eu fiquei muito triste. Fiquei chateada por existir algo como um “livro para garotos”. Vocês deveriam colocar “para meninos e meninas” em vez de “para meninos”, pois algumas garotas também querem ser entomologistas”. Enviada no dia 20 de abril, a editora respondeu para a garota 20 dias depois com a seguinte mensagem: “Você tocou em um ponto muito importante: deveríamos ter feito ‘Biggest, Baddest Book of Bugs’ para todos. Afinal, garotas podem gostar de ‘coisas de garotos’ também. Nós decidimos levar em conta o seu conselho e na próxima edição o livro se chamará simplesmente ‘Biggest, Baddest Book of Bugs’”. Um tempo depois (com Parker completando seus maduros sete anos), a editora enviou a nova edição – já alterada – para a garota. Em resposta à mudança, Parker disse publicamente: “Se quiserem, meninos podem ter cabelos grandes e garotas, cabelos curtos”.
Com base nas leituras, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta
I A garota da notícia e a da tirinha assumem posturas distintas, uma vez que a amiga de Calvin defende que há “coisas de menino e coisas de menina” e, por isso, não quer subir na árvore.
II A crítica da menina na carta à editora fundamenta-se no argumento de que a ciência é algo que interessa aos dois gêneros, diferentemente de outros assuntos mais específicos.
III Os dois textos posicionam-se contrariamente à discriminação por gênero, que pode se manifestar desde a infância.
A I e III.
B II e III.
C III.
D I e II.
E I.

Leia o texto a seguir. Vitória sobre infecções O mundo está às vésperas de uma conquista inédita. Em breve, as doenças infecciosas, que vêm há milênios dizimando bebês e crianças, podem deixar de ser a principal causa de mortalidade infantil. Um estudo recente que modelou dados de 194 países mostra que, dos 6,3 milhões de crianças com até cinco anos de idade que morreram em 2013, 52% faleceram devido a moléstias infecciosas. Três anos antes, eram 64%. A virada está próxima, se é que já não ocorreu. Isoladamente, a principal causa de óbito é a prematuridade (15,4%), seguida de perto pela pneumonia (14,9%). Grandes vilões do passado, notadamente as diarreias, mas também sarampo e tétano, já não ocupam as primeiras posições. Segundo os autores da pesquisa, publicada no periódico médico britânico "The Lancet", a diminuição das mortes em 2013 em relação a 2000 pode ser atribuída a ganhos no controle da pneumonia, diarreia e sarampo. São avanços formidáveis da humanidade. A partir desse ponto, contudo, melhorias tendem a ficar mais difíceis. Aos poucos, os países esgotam o arsenal de ações fáceis, capazes de atingir grandes fatias da população - oferecer água tratada e esgoto, fazer campanhas de vacinação e pelo aleitamento materno. À medida que se registram reduções nas mortes por infecções, os óbitos neonatais (até o 28º dia de vida) tendem a ganhar preponderância - e as iniciativas para enfrentá-los se tornam cada vez mais individualizadas e caras. Se o quadro global, de todo modo, é bastante positivo, há uma nota negativa para a qual é preciso chamar a atenção: permanecem abissais as diferenças entre as diversas regiões do planeta. Enquanto Estados desenvolvidos já baixaram há vários anos a mortalidade infantil para faixas inferiores a 10 óbitos por mil nascimentos com vida e nações emergentes estão chegando lá, países da África subsaariana continuam mal. Respondendo por 25% dos nascimentos no mundo e quase 50% dos óbitos de crianças até cinco anos, esse grupo eleva a taxa média do planeta para 46 óbitos por mil nascimentos com vida. Um índice bem melhor que os 200 por mil estimados para a Idade Média, mas muito pior do que aquele que seria possível atingir com o nível de conhecimento médico e avanço tecnológico do mundo. Disponível em: . Acesso em: 3 mar. 2015.
Com base na leitura, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta
I Em 2013, a pneumonia foi a principal causa de morte de crianças de até cinco anos, superando, pela primeira vez, o número de óbitos por doenças infecciosas.
II A promoção de água tratada e esgoto, as campanhas de vacinação e o estímulo ao aleitamento materno são medidas suficientes para erradicar a mortalidade infantil.
III Os dados mostram que o índice de mortalidade de crianças até cinco anos na África subsaariana é cerca de quatro vezes menor do que o estimado para a Idade Média e mais de quatro vezes maior do que o observado em Estados desenvolvidos.
IV A queda na taxa de mortalidade de crianças de até cinco anos provocada por doenças infecciosas não é homogênea no planeta, sendo menor nas regiões menos desenvolvidas.
A Nenhuma das afirmativas está correta.
B Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
C Apenas a afirmativa IV está correta.
D Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
E Todas as afirmativas estão corretas.

Leia o texto a seguir. Importante website de relacionamento caminha para 700 milhões de usuários. Outro conhecido servidor de microblogging acumula 140 milhões de mensagens ao dia. É como se 75% da população brasileira postassem um comentário a cada 24 horas. Com as redes sociais cada vez mais presentes no dia a dia das pessoas, é inevitável que muita gente encontre nelas uma maneira fácil, rápida e abrangente de se manifestar. Uma rede social de recrutamento revelou que 92% das empresas americanas já usaram ou planejam usar as redes sociais no processo de contratação. Dessas, 60% assumem que bisbilhotam a vida dos candidatos em websites de rede social. Realizada por uma agência de recrutamento, uma pesquisa com 2500 executivos brasileiros mostrou que 44% desclassificariam, no processo de seleção, um candidato por seu comportamento em uma rede social. Muitas pessoas já enfrentaram problemas por causa de informações online, tanto no campo pessoal quanto no profissional. Algumas empresas e instituições, inclusive, já adotaram cartilhas de conduta em redes sociais. POLONI, G. O lado perigoso das redes sociais. Revista INFO, pp. 70-75, julho 2011 (com adaptações)
De acordo com o texto,
A mais da metade das empresas americanas evita acessar websites de redes sociais de candidatos a emprego.
B empresas e instituições estão atentas ao comportamento de seus funcionários em websites de redes sociais.
C a complexidade dos procedimentos de rastreio e monitoramento de uma rede social impede que as empresas tenham acesso ao perfil de seus funcionários.
D as cartilhas de conduta adotadas nas empresas proíbem o uso de redes sociais pelos funcionários, em vez de recomendar mudanças de comportamento.
E a maioria dos executivos brasileiros utilizaria informações obtidas em websites de redes sociais para desclassificar um candidato em processo de seleção.

Leia a reportagem a seguir, publicada na edição nº 428 da Revista Saúde é Vital. O elo entre zika vírus e microcefalia Um dos dramas mais recentes na saúde brasileira foi o aparecimento do zika, vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue. No Nordeste do país, o ataque do vírus se fez sentir de maneira ainda mais trágica: ao infectar gestantes, o vírus induziu a malformação do sistema nervoso do feto, provocando a chamada microcefalia. Figura central no estabelecimento dessa associação foi a epidemiologista Celina Turchi, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ela capitaneou o estudo de caso, inédito no planeta, que confirmou as suspeitas de que o zika, e não outros fatores, era responsável por alterações fisiológicas e estruturais no sistema nervoso dos bebês em desenvolvimento. Estava batido o martelo: o vírus era o causador dos casos de microcefalia. Disponível em: . Acesso em: 08 mai. 2018.
Com base na leitura, analise as afirmativas.
I A pesquisa da Fiocruz foi realizada com 32 crianças com microcefalia e 64 crianças sem microcefalia, ou seja, 50% das crianças estudadas eram portadoras da doença.
II De acordo com os estudos liderados por Celina Turchi, o vírus zika, disseminado principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti, é o causador dos casos de microcefalia, e essa doença é da mesma família da dengue e da febre amarela.
III Pela reportagem, estima-se que mais de 20% dos casos de infecção por zika no mundo ocorreram no Brasil.
A I e III.
B II.
C III.
D II e III.
E I, II e III.

Sobre a televisão, considere a tirinha e o texto a seguir. TEXTO 2 A televisão é este contínuo de imagens, em que o telejornal se confunde com o anúncio de pasta de dentes, que é semelhante à novela, que se mistura com a transmissão de futebol. Os programas mal se distinguem uns dos outros. O espetáculo consiste na própria sequência, cada vez mais vertiginosa, de imagens. PEIXOTO, N. B. As imagens de TV têm tempo? In: NOVAES, A. Rede imaginária: televisão e democracia. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. (Adaptado)
Com base nos textos 1 e 2, é correto afirmar que o tempo de recepção típico da televisão como veículo de comunicação estimula a
A contemplação das imagens animadas como meio de reflexão acerca do estado de coisas no mundo contemporâneo, traduzido em forma de espetáculo.
B fragmentação e o excesso de informação, que evidenciam a opacidade do mundo contemporâneo, cada vez mais impregnado de imagens e informações superficiais.
C especialização do conhecimento, com vistas a promover uma difusão de valores e princípios amplos, com espaço garantido para a diferença cultural como capital simbólico valorizado.
D atenção concentrada do telespectador em determinado assunto, uma vez que os recursos expressivos próprios do meio garantem a motivação necessária para o foco em determinado assunto.
E reflexão crítica do telespectador, uma vez que permite o acesso a uma sequência de assuntos de interesse público que são apresentados de forma justaposta, o que permite o estabelecimento de comparações.

Leia o texto a seguir. A imigração haitiana para o Brasil passou a ter grande repercussão na imprensa a partir de 2010. Devido ao pior terremoto do país, muitos haitianos redescobriram o Brasil como rota alternativa para migração. O país já havia sido uma alternativa para os haitianos desde 2004, e isso se deve à reorientação da política nacional para alcançar liderança regional nos assuntos humanitários. A descoberta e a preferência pelo Brasil também sofreram influência da presença do exército brasileiro do Haiti, que intensificou a relação de proximidade entre brasileiros e haitianos. Em meio a esse clima amistoso, os haitianos presumiram que seriam bem acolhidos em uma possível migração ao país que passara a liderar a missão da ONU. Observa-se, na maneira como esses discursos se conformam, que a reação de uma parcela dos brasileiros aos imigrantes se dá em termos bem específicos: os que sofrem com a violência dos atos de xenofobia, em geral, são negros e têm origem em países mais pobres.
A partir das informações do texto, conclui-se que
A o processo de acolhimento dos imigrantes haitianos tem sido pautado por características fortemente associadas ao povo brasileiro: a solidariedade e o respeito às diferenças.
B as reações xenófobas estão relacionadas ao fato de que os imigrantes são concorrentes diretos para os postos de trabalho de maior prestígio na sociedade, aumentando a disputa por boas vagas de emprego.
C o acolhimento promovido pelos brasileiros aos imigrantes oriundos de países do leste europeu tende a ser semelhante ao oferecido aos imigrantes haitianos, pois no Brasil vigora a ideia de democracia racial e do respeito às etnias.
D o nacionalismo exacerbado de classes sociais mais favorecidas, no Brasil, motiva a rejeição aos imigrantes haitianos e a perseguição contra os brasileiros que pretendem morar fora do seu país em busca de melhores condições de vida.
E a crescente onda de xenofobia que vem se destacando no Brasil evidencia que o preconceito e a rejeição por parte dos brasileiros em relação aos imigrantes haitianos é pautada pela discriminação social e pelo racismo.

Leia os textos a seguir. A produção artesanal de panela de barro é uma das maiores expressões da cultura popular do Espírito Santo. A técnica de produção pouco mudou em mais de 400 anos, desde quando a panela de barro era produzida em comunidades indígenas. Atualmente, apresenta-se com modelagem própria e original, adaptada às necessidades funcionais da culinária típica da região. As artesãs, vinculadas à Associação das Paneleiras de Goiabeiras, do município de Vitória - ES, trabalham em um galpão com cabines individuais preparadas para a realização de todas as etapas de produção. Para fazer as panelas, as artesãs retiram a argila do Vale do Mulembá e do manguezal que margeia a região e coletam a casca de Rhysophora mangle, popularmente chamada de mangue vermelho. Da casca dessa planta, as artesãs retiram a tintura impermeabilizante com a qual acoitam as panelas ainda quentes. Por tradição, as autênticas moqueca e torta capixabas, dois pratos típicos regionais, devem ser servidas nas panelas de barro assim produzidas. Essa fusão entre as panelas de barro e os pratos preparados com frutos do mar, principalmente a moqueca, pelo menos no estado do Espírito Santo, faz parte das tradições deixadas pelas comunidades indígenas. Como principal elemento cultural na elaboração de pratos típicos da cultura capixaba, a panela de barro de Goiabeiras foi tombada, em 2002, tornando-se a primeira indicação geográfica brasileira na área do artesanato, considerada bem imaterial, registrado e protegido no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no Livro de Registro dos Saberes e declarada patrimônio cultural do Brasil. Atualmente, o trabalho foi profissionalizado e a concorrência para atender ao mercado ficou mais acirrada, a produção que se desenvolve no galpão ganhou um ritmo mais empresarial, com maior visibilidade publicitária, enquanto as paneleiras de fundo de quintal se queixam de ficarem ofuscadas comercialmente depois que o galpão ganhou notoriedade.
Com base nas informações apresentadas, assinale a alternativa correta.
A A produção das panelas de barro abrange interrelações com a natureza local, de onde se extrai a matéria-prima indispensável à confecção das peças ceramistas.
B A relação entre as tradições das panelas de barro e o prato típico da culinária indígena permanece inalterada, o que viabiliza a manutenção da identidade cultural capixaba.
C A demanda por bens culturais produzidos por comunidades tradicionais insere o ofício das paneleiras no mercado comercial, com retornos positivos para toda a comunidade.
D A inserção das panelas de barro no mercado turístico reduz a dimensão histórica, cultural e estética do ofício das paneleiras à dimensão econômica da comercialização de produtos artesanais.
E O ofício das paneleiras representa uma forma de resistência sociocultural da comunidade tradicional na medida em que o estado do Espírito Santo mantém-se alheio aos modos de produção, divulgação e comercialização dos produtos.

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) compõem uma agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, em setembro de 2015. Nessa agenda, representada na figura a seguir, são previstas ações em diversas áreas para o estabelecimento de parcerias, grupos e redes que favoreçam o cumprimento desses objetivos.
Considerando que os ODS devem ser implementados por meio de ações que integrem a economia, a sociedade e a biosfera, avalie as afirmativas a seguir. I. O capital humano deve ser capacitado para atender às demandas por pesquisa e inovação em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável. II. A padronização cultural dinamiza a difusão do conhecimento científico e tecnológico entre as nações para a promoção do desenvolvimento sustentável. III. Os países devem incentivar políticas de desenvolvimento do empreendedorismo e de atividades produtivas com geração de empregos que garantam a dignidade da pessoa humana. É correto o que se afirma em
A. II, apenas.
B. III, apenas.
C. I e II, apenas.
D. I e III, apenas.
E. I, II e III.

Segundo o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Alimentação e a Agricultura de 2014, a agricultura familiar produz cerca de 80% dos alimentos no mundo e é guardiã de aproximadamente 75% de todos os recursos agrícolas do planeta. Nesse sentido, a agricultura familiar é fundamental para a melhoria da sustentabilidade ecológica. Disponível em: . Acesso em: 29 ago. 2017. (Adaptado)
Considerando as informações apresentadas no texto, avalie as afirmativas. I Os principais desafios da agricultura familiar estão relacionados à segurança alimentar, à sustentabilidade ambiental e à capacidade produtiva. II As políticas públicas para o desenvolvimento da agricultura familiar devem fomentar a inovação, respeitando o tamanho das propriedades, as tecnologias utilizadas, a integração de mercados e as configurações ecológicas. III A maioria das propriedades agrícolas no mundo tem caráter familiar, entretanto o trabalho realizado nessas propriedades é majoritariamente resultante da contratação de mão de obra assalariada. É correto o que se afirma em
I Os principais desafios da agricultura familiar estão relacionados à segurança alimentar, à sustentabilidade ambiental e à capacidade produtiva.
II As políticas públicas para o desenvolvimento da agricultura familiar devem fomentar a inovação, respeitando o tamanho das propriedades, as tecnologias utilizadas, a integração de mercados e as configurações ecológicas.
III A maioria das propriedades agrícolas no mundo tem caráter familiar, entretanto o trabalho realizado nessas propriedades é majoritariamente resultante da contratação de mão de obra assalariada.
A I, apenas.
B III, apenas.
C I e II, apenas.
D II e III, apenas.
E I, II e III.

Para a antropóloga Debora Diniz, professora da Universidade de Brasília, o aumento de casos de estupro coletivo é impactante. "É um crime de bando, de um grupo de homens que violenta uma mulher. Essa característica coletiva denuncia o caráter cultural do estupro". "É a festa do machismo, de colocar a mulher como objeto. O interesse não é o ato sexual, mas sim ostentar o controle sobre o corpo da mulher", diz Cerqueira, do Ipea. O pesquisador é um dos autores de estudo sobre a evolução dos estupros nos registros de saúde. Nele, há breve menção ao crime cometido por dois ou mais homens. Crianças respondiam por 40% das vítimas, 24% eram adolescentes e 36% eram adultas. Outro fato que tem chamado a atenção em algumas das ocorrências de estupros coletivos é a gravação e a divulgação de imagens do crime. A Folha pesquisou 51 casos noticiados pela imprensa nos últimos três anos. Em pelo menos 14, foram publicados vídeos em redes sociais. "É perturbadora essa necessidade que os agressores têm de filmar a violência. É como se fosse um souvenir da conquista", diz Debora Diniz. Para Wânia, do USP Mulheres, essa prática parece ter caráter ritualístico. "É o estupro sendo mostrado como troféu", afirma.
Com base na leitura, analise as afirmativas. I Crianças e adolescentes têm sido vítimas de estupro coletivo no Brasil, crime que apresentou crescimento, no país, de 2011 para 2016. II As taxas de estupro coletivo são maiores nas regiões Norte e Centro-Oeste. III O fato de os criminosos divulgarem vídeos com o estupro revela um aspecto preocupante da sociedade brasileira, pois o registro do crime torna-se uma forma para que eles se vangloriem do ato; no entanto, essa é a única maneira de a polícia identificar os estupradores. IV O número de vítimas no Acre foi aproximadamente três vezes maior do que o número de vítimas no Rio de Janeiro, em 2016. É correto o que se afirma em
I Crianças e adolescentes têm sido vítimas de estupro coletivo no Brasil, crime que apresentou crescimento, no país, de 2011 para 2016.
II As taxas de estupro coletivo são maiores nas regiões Norte e Centro-Oeste.
III O fato de os criminosos divulgarem vídeos com o estupro revela um aspecto preocupante da sociedade brasileira, pois o registro do crime torna-se uma forma para que eles se vangloriem do ato; no entanto, essa é a única maneira de a polícia identificar os estupradores.
IV O número de vítimas no Acre foi aproximadamente três vezes maior do que o número de vítimas no Rio de Janeiro, em 2016.
A I, II, III e IV.
B I, II e IV, apenas.
C I, III e IV, apenas.
D II e III, apenas.
E I e II, apenas.

Leia o texto e a charge a seguir. Para educar um filho Rubem Alves Era uma sessão de terapia. “Não tenho tempo para educar a minha filha”, ela disse. Um psicanalista ortodoxo tomaria essa deixa como um caminho para a exploração do inconsciente do cliente. Ali estava um fio solto no tecido da ansiedade materna. Era só puxar o fio... Culpa. Ansiedade e culpa nos levariam para o sinistro subterrâneo da alma. Mas eu nunca fui ortodoxo. Sempre caminhei ao contrário na religião, na psicanálise, na universidade, na política, o que tem me valido não poucas complicações. O fato é que eu tenho um lado bruto, igual àquele do Analista de Bagé. Não puxei o fio solto dela. Ofereci-lhe meu próprio fio. “Eu nunca eduquei os meus filhos...”, eu disse. Ela fez uma pausa perplexa. Deve ter pensado: “Mas que psicanalista é esse que não educa seus filhos?”. “Nunca educou seus filhos?”, perguntou. Respondi: “Não, nunca. Eu só vivi com eles”. Essa memória antiga saiu da sua sombra quando uma jornalista, que preparava um artigo dirigido aos pais, me perguntou: “Que conselho o senhor daria aos pais?”. Respondi: “Nenhum. Não dou conselhos. Apenas diria: a infância é muito curta. Muito mais cedo do que se imagina, os filhos crescerão e baterão as asas. Já não nos darão ouvidos. Já não serão nossos. No curto espaço da infância há apenas uma coisa a ser feita: viver com eles, viver gostoso com eles. Sem currículo. A vida é o currículo. Vivendo juntos, pais e filhos aprendem. A coisa mais importante a ser aprendida nada tem a ver com informações. Conheço pessoas bem informadas que são idiotas perfeitos. O que se ensina é o espaço manso e curioso que é criado pela relação lúdica entre pais e filhos”. Ensina-se um mundo! Vi, numa manhã de sábado, num parquinho, uma cena triste: um pai levava o filho pra brincar. Com a mão esquerda empurrava o balanço. Com a mão direita segurava o jornal que estava lendo... Em poucos anos, sua mão esquerda estará vazia. Em compensação, ele terá duas mãos para segurar o jornal.
Com base nas leituras, analise as afirmativas. I O humor da charge concentra-se na contradição entre a afetividade exibida em redes sociais e o convívio real entre pai e filho. II O autor sugere que os filhos não devem ser educados, pois o tempo é curto e, em poucos anos, eles crescem e não escutam mais os pais. III O comportamento do pai da charge assemelha-se ao do pai com o filho no parquinho, relatado por Rubem Alves. IV De acordo com Rubem Alves, a falta de informações faz com que os pais não saibam educar seus filhos. Está correto o que se afirma somente em
I O humor da charge concentra-se na contradição entre a afetividade exibida em redes sociais e o convívio real entre pai e filho.
II O autor sugere que os filhos não devem ser educados, pois o tempo é curto e, em poucos anos, eles crescem e não escutam mais os pais.
III O comportamento do pai da charge assemelha-se ao do pai com o filho no parquinho, relatado por Rubem Alves.
IV De acordo com Rubem Alves, a falta de informações faz com que os pais não saibam educar seus filhos.
A I e II.
B II e III.
C I e III.
D III e IV.
E I, II e III.

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Questões resolvidas

acordo com o empresário responsável pela venda do produto, Roberto Lavor, a expectativa é de que a máquina beneficie não só brasileiros, mas também pessoas de todas as regiões do mundo. "Nós temos um grande potencial de água doce, que não é mais potável, pois está suja e cheia de impurezas. Vivemos na maior bacia hidrográfica do planeta, mas que não garante aos ribeirinhos o acesso à água potável. O 'Ecolágua' é um instrumento viável que torna a água potável de forma quase instantânea", explicou Lavor.
Com base na leitura, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta.
I O raio ultravioleta do tipo C é usado para purificar a água de rios por meio de danos no material genético dos microrganismos.
II O equipamento desenvolvido pelo Inpa é composto por um conjunto de filtros para redução da turbidez da água.
III O Ecolágua tem painéis solares que alimentam uma bateria responsável pelo funcionamento de uma lâmpada ultravioleta cuja função é danificar o material genético dos microrganismos.
IV O Ecolágua tem filtros que, alimentados por uma bateria, são capazes de retirar todo material particulado da água em tratamento.
V Ray Cleise, que fez parte da concepção do desenvolvimento do equipamento, garante que águas turvas podem se tornar límpidas apenas pela ação solar.
A Apenas as afirmativas I e V estão corretas.
B Apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
C Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
D Apenas a afirmativa III está correta.
E Nenhuma afirmativa está correta.

Para especialista da OMS, ebola pode ter matado milhares além do oficial. Especialista diz que famílias podem ter enterrado pessoas em segredo. Cálculo é baseado em taxa de mortalidade de países mais afetados. Agência France Presse (AFP) O número real de vítimas mortais da letal epidemia de ebola provavelmente excederá em milhares as 4.818 do último balanço, difundido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), advertiu um especialista desta organização. "Há muitíssimas mortes não registradas nesta epidemia", afirmou à AFP Christopher Dye, responsável pela Estratégia da OMS, considerando que as vítimas mortais fora do registro oficial podem chegar a 5 mil. Para chegar a esse número, ele se baseou na taxa de mortalidade da doença nos países mais afetados (Guiné, Serra Leoa e Libéria), que é de 70%. A OMS estimou haver um total de 13.042 casos diagnosticados, o que significa que muitas mortes não foram comunicadas. Segundo Dye, uma explicação para essa diferença é que as pessoas teriam enterrado familiares em segredo, para evitar que autoridades interferissem em seus ritos funerários, que incluem lavar e tocar o morto. O contato com pessoas portadoras do vírus é o responsável por boa parte dos contágios, razão pela qual as autoridades sanitárias dos países afetados no oeste da África estão realizando um forte trabalho de conscientização para que os corpos das pessoas infectadas sejam incinerados.
Com base na leitura e nos seus conhecimentos, analise as afirmativas.
I Se a taxa de mortalidade é de 70% e o número total de casos é de 13.042, estimam-se mais de 9.000 mortes.
II Segundo o texto, os rituais fúnebres de vários grupos revelam ignorância e atraso cultural e isso explica o fato de algumas doenças primitivas serem encontradas somente no continente africano.
III Segundo o texto, as pessoas enterram seus familiares em segredo porque as normas para evitar o contágio impediriam seus rituais.
A I e III, somente.
B I e II, somente.
C III, somente.
D I, somente.
E I, II e III.

Educação 2.0: ensino personalizado para cada aluno Projeto busca implementar um “aprendizado adaptativo” por meio da Internet, Big Data e Web Analytics, que individualizará o ensino a cada estudante Marcelo Brandão O ensino como forma unificada de transmissão de conhecimento, independentemente das características de cada aluno, parece estar com os dias contatos. Nada mais de ensinar de um único jeito para alunos distintos. A proposta é implementar um “aprendizado adaptativo” por meio de toda a tecnologia online disponível para individualizar o ensino a cada estudante. Uma proposta ambiciosa, que pretende abarcar toda Espanha e América Latina até o final de 2015. Para alcançar esse objetivo, o projeto utilizará todo o potencial da Internet e do Big Data - que acumulará todo o histórico do aluno permitindo conhecer seus talentos e suas fraquezas e definir um plano de ensino que melhor se adapte a ele. E com o auxílio de ferramentas de análises em rede, proporcionará um conhecimento para o melhor caminho profissional e educativo desse aluno. Ou seja, a personalização passa ser a chave de todo o projeto educacional. No entanto, esse modelo segue tendo como pilar principal o professor. “Por exemplo, o programa dirá a ele que: nessa semana foram explicados 32 conceitos. O aluno assimilou 27. Esses são os cinco que merecem reforço. Ou, esse aluno é muito esperto e está aprendendo sem problemas, porém está se esforçando ao limite”, explica Manuela Clara, sobre o quão acessível e o quão didática é a ferramenta para os professores. A nova proposta de ensino já começa a apresentar boa aceitação entre os docentes. Segundo uma pesquisa realizada pela Santillana entre professores que fizeram alguns testes com a plataforma, 82% dos consultados acreditam que a porcentagem de alunos aprovados na matéria aumentaria em 10%. A tecnologia como ferramenta educativa já não é mais questionável. Videojogos e outros passatempos têm auxiliado, há um bom tempo, o desenvolvimento de nossas habilidades e seduzido nossa fome por conhecimento. A novidade aqui, no entanto, abre espaço para um avanço e uma discussão mais ampla envolvendo percepção e a análise psíquica de cada indivíduo (...).
Com base na leitura, analise as afirmativas.
I A proposta apresentada no texto refere-se ao ensino personalizado a cada estudante, de acordo com suas facilidades e dificuldades de aprendizagem, por meio da tecnologia online disponível.
II Essa proposta de ensino minimiza o papel do professor na educação, conferindo à tecnologia a capacidade de ensinar.
III De acordo com o texto, a plataforma já é aceita e utilizada por 82% dos professores.
A I, II e III.
B II e III, apenas.
C II, apenas.
D I e III, apenas.
E I, apenas.

Garotinha de seis anos dá lição de igualdade de gênero para editora de livros infantis Aos seis anos de idade, a garotinha Parker Danis costumava ser fã da série ‘Biggest, Baddest Book of Bugs’. Mas quando percebeu que na mensagem da contracapa estava escrito que aquele era um livro “para garotos”, ela decidiu enviar uma carta com reclamações muito adultas para a editora ABDO. “Queridos publicadores, eu sou uma garota de seis anos de idade e acabei de ler ‘Biggest, Baddest Book of Bugs’. Eu realmente gostei da seção dos insetos que brilham no escuro e das questões no fim. Mas quando vi que a contracapa dizia que aquele era um livro para garotos eu fiquei muito triste. Fiquei chateada por existir algo como um “livro para garotos”. Vocês deveriam colocar “para meninos e meninas” em vez de “para meninos”, pois algumas garotas também querem ser entomologistas”. Enviada no dia 20 de abril, a editora respondeu para a garota 20 dias depois com a seguinte mensagem: “Você tocou em um ponto muito importante: deveríamos ter feito ‘Biggest, Baddest Book of Bugs’ para todos. Afinal, garotas podem gostar de ‘coisas de garotos’ também. Nós decidimos levar em conta o seu conselho e na próxima edição o livro se chamará simplesmente ‘Biggest, Baddest Book of Bugs’”. Um tempo depois (com Parker completando seus maduros sete anos), a editora enviou a nova edição – já alterada – para a garota. Em resposta à mudança, Parker disse publicamente: “Se quiserem, meninos podem ter cabelos grandes e garotas, cabelos curtos”.
Com base nas leituras, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta
I A garota da notícia e a da tirinha assumem posturas distintas, uma vez que a amiga de Calvin defende que há “coisas de menino e coisas de menina” e, por isso, não quer subir na árvore.
II A crítica da menina na carta à editora fundamenta-se no argumento de que a ciência é algo que interessa aos dois gêneros, diferentemente de outros assuntos mais específicos.
III Os dois textos posicionam-se contrariamente à discriminação por gênero, que pode se manifestar desde a infância.
A I e III.
B II e III.
C III.
D I e II.
E I.

Leia o texto a seguir. Vitória sobre infecções O mundo está às vésperas de uma conquista inédita. Em breve, as doenças infecciosas, que vêm há milênios dizimando bebês e crianças, podem deixar de ser a principal causa de mortalidade infantil. Um estudo recente que modelou dados de 194 países mostra que, dos 6,3 milhões de crianças com até cinco anos de idade que morreram em 2013, 52% faleceram devido a moléstias infecciosas. Três anos antes, eram 64%. A virada está próxima, se é que já não ocorreu. Isoladamente, a principal causa de óbito é a prematuridade (15,4%), seguida de perto pela pneumonia (14,9%). Grandes vilões do passado, notadamente as diarreias, mas também sarampo e tétano, já não ocupam as primeiras posições. Segundo os autores da pesquisa, publicada no periódico médico britânico "The Lancet", a diminuição das mortes em 2013 em relação a 2000 pode ser atribuída a ganhos no controle da pneumonia, diarreia e sarampo. São avanços formidáveis da humanidade. A partir desse ponto, contudo, melhorias tendem a ficar mais difíceis. Aos poucos, os países esgotam o arsenal de ações fáceis, capazes de atingir grandes fatias da população - oferecer água tratada e esgoto, fazer campanhas de vacinação e pelo aleitamento materno. À medida que se registram reduções nas mortes por infecções, os óbitos neonatais (até o 28º dia de vida) tendem a ganhar preponderância - e as iniciativas para enfrentá-los se tornam cada vez mais individualizadas e caras. Se o quadro global, de todo modo, é bastante positivo, há uma nota negativa para a qual é preciso chamar a atenção: permanecem abissais as diferenças entre as diversas regiões do planeta. Enquanto Estados desenvolvidos já baixaram há vários anos a mortalidade infantil para faixas inferiores a 10 óbitos por mil nascimentos com vida e nações emergentes estão chegando lá, países da África subsaariana continuam mal. Respondendo por 25% dos nascimentos no mundo e quase 50% dos óbitos de crianças até cinco anos, esse grupo eleva a taxa média do planeta para 46 óbitos por mil nascimentos com vida. Um índice bem melhor que os 200 por mil estimados para a Idade Média, mas muito pior do que aquele que seria possível atingir com o nível de conhecimento médico e avanço tecnológico do mundo. Disponível em: . Acesso em: 3 mar. 2015.
Com base na leitura, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta
I Em 2013, a pneumonia foi a principal causa de morte de crianças de até cinco anos, superando, pela primeira vez, o número de óbitos por doenças infecciosas.
II A promoção de água tratada e esgoto, as campanhas de vacinação e o estímulo ao aleitamento materno são medidas suficientes para erradicar a mortalidade infantil.
III Os dados mostram que o índice de mortalidade de crianças até cinco anos na África subsaariana é cerca de quatro vezes menor do que o estimado para a Idade Média e mais de quatro vezes maior do que o observado em Estados desenvolvidos.
IV A queda na taxa de mortalidade de crianças de até cinco anos provocada por doenças infecciosas não é homogênea no planeta, sendo menor nas regiões menos desenvolvidas.
A Nenhuma das afirmativas está correta.
B Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
C Apenas a afirmativa IV está correta.
D Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
E Todas as afirmativas estão corretas.

Leia o texto a seguir. Importante website de relacionamento caminha para 700 milhões de usuários. Outro conhecido servidor de microblogging acumula 140 milhões de mensagens ao dia. É como se 75% da população brasileira postassem um comentário a cada 24 horas. Com as redes sociais cada vez mais presentes no dia a dia das pessoas, é inevitável que muita gente encontre nelas uma maneira fácil, rápida e abrangente de se manifestar. Uma rede social de recrutamento revelou que 92% das empresas americanas já usaram ou planejam usar as redes sociais no processo de contratação. Dessas, 60% assumem que bisbilhotam a vida dos candidatos em websites de rede social. Realizada por uma agência de recrutamento, uma pesquisa com 2500 executivos brasileiros mostrou que 44% desclassificariam, no processo de seleção, um candidato por seu comportamento em uma rede social. Muitas pessoas já enfrentaram problemas por causa de informações online, tanto no campo pessoal quanto no profissional. Algumas empresas e instituições, inclusive, já adotaram cartilhas de conduta em redes sociais. POLONI, G. O lado perigoso das redes sociais. Revista INFO, pp. 70-75, julho 2011 (com adaptações)
De acordo com o texto,
A mais da metade das empresas americanas evita acessar websites de redes sociais de candidatos a emprego.
B empresas e instituições estão atentas ao comportamento de seus funcionários em websites de redes sociais.
C a complexidade dos procedimentos de rastreio e monitoramento de uma rede social impede que as empresas tenham acesso ao perfil de seus funcionários.
D as cartilhas de conduta adotadas nas empresas proíbem o uso de redes sociais pelos funcionários, em vez de recomendar mudanças de comportamento.
E a maioria dos executivos brasileiros utilizaria informações obtidas em websites de redes sociais para desclassificar um candidato em processo de seleção.

Leia a reportagem a seguir, publicada na edição nº 428 da Revista Saúde é Vital. O elo entre zika vírus e microcefalia Um dos dramas mais recentes na saúde brasileira foi o aparecimento do zika, vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue. No Nordeste do país, o ataque do vírus se fez sentir de maneira ainda mais trágica: ao infectar gestantes, o vírus induziu a malformação do sistema nervoso do feto, provocando a chamada microcefalia. Figura central no estabelecimento dessa associação foi a epidemiologista Celina Turchi, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ela capitaneou o estudo de caso, inédito no planeta, que confirmou as suspeitas de que o zika, e não outros fatores, era responsável por alterações fisiológicas e estruturais no sistema nervoso dos bebês em desenvolvimento. Estava batido o martelo: o vírus era o causador dos casos de microcefalia. Disponível em: . Acesso em: 08 mai. 2018.
Com base na leitura, analise as afirmativas.
I A pesquisa da Fiocruz foi realizada com 32 crianças com microcefalia e 64 crianças sem microcefalia, ou seja, 50% das crianças estudadas eram portadoras da doença.
II De acordo com os estudos liderados por Celina Turchi, o vírus zika, disseminado principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti, é o causador dos casos de microcefalia, e essa doença é da mesma família da dengue e da febre amarela.
III Pela reportagem, estima-se que mais de 20% dos casos de infecção por zika no mundo ocorreram no Brasil.
A I e III.
B II.
C III.
D II e III.
E I, II e III.

Sobre a televisão, considere a tirinha e o texto a seguir. TEXTO 2 A televisão é este contínuo de imagens, em que o telejornal se confunde com o anúncio de pasta de dentes, que é semelhante à novela, que se mistura com a transmissão de futebol. Os programas mal se distinguem uns dos outros. O espetáculo consiste na própria sequência, cada vez mais vertiginosa, de imagens. PEIXOTO, N. B. As imagens de TV têm tempo? In: NOVAES, A. Rede imaginária: televisão e democracia. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. (Adaptado)
Com base nos textos 1 e 2, é correto afirmar que o tempo de recepção típico da televisão como veículo de comunicação estimula a
A contemplação das imagens animadas como meio de reflexão acerca do estado de coisas no mundo contemporâneo, traduzido em forma de espetáculo.
B fragmentação e o excesso de informação, que evidenciam a opacidade do mundo contemporâneo, cada vez mais impregnado de imagens e informações superficiais.
C especialização do conhecimento, com vistas a promover uma difusão de valores e princípios amplos, com espaço garantido para a diferença cultural como capital simbólico valorizado.
D atenção concentrada do telespectador em determinado assunto, uma vez que os recursos expressivos próprios do meio garantem a motivação necessária para o foco em determinado assunto.
E reflexão crítica do telespectador, uma vez que permite o acesso a uma sequência de assuntos de interesse público que são apresentados de forma justaposta, o que permite o estabelecimento de comparações.

Leia o texto a seguir. A imigração haitiana para o Brasil passou a ter grande repercussão na imprensa a partir de 2010. Devido ao pior terremoto do país, muitos haitianos redescobriram o Brasil como rota alternativa para migração. O país já havia sido uma alternativa para os haitianos desde 2004, e isso se deve à reorientação da política nacional para alcançar liderança regional nos assuntos humanitários. A descoberta e a preferência pelo Brasil também sofreram influência da presença do exército brasileiro do Haiti, que intensificou a relação de proximidade entre brasileiros e haitianos. Em meio a esse clima amistoso, os haitianos presumiram que seriam bem acolhidos em uma possível migração ao país que passara a liderar a missão da ONU. Observa-se, na maneira como esses discursos se conformam, que a reação de uma parcela dos brasileiros aos imigrantes se dá em termos bem específicos: os que sofrem com a violência dos atos de xenofobia, em geral, são negros e têm origem em países mais pobres.
A partir das informações do texto, conclui-se que
A o processo de acolhimento dos imigrantes haitianos tem sido pautado por características fortemente associadas ao povo brasileiro: a solidariedade e o respeito às diferenças.
B as reações xenófobas estão relacionadas ao fato de que os imigrantes são concorrentes diretos para os postos de trabalho de maior prestígio na sociedade, aumentando a disputa por boas vagas de emprego.
C o acolhimento promovido pelos brasileiros aos imigrantes oriundos de países do leste europeu tende a ser semelhante ao oferecido aos imigrantes haitianos, pois no Brasil vigora a ideia de democracia racial e do respeito às etnias.
D o nacionalismo exacerbado de classes sociais mais favorecidas, no Brasil, motiva a rejeição aos imigrantes haitianos e a perseguição contra os brasileiros que pretendem morar fora do seu país em busca de melhores condições de vida.
E a crescente onda de xenofobia que vem se destacando no Brasil evidencia que o preconceito e a rejeição por parte dos brasileiros em relação aos imigrantes haitianos é pautada pela discriminação social e pelo racismo.

Leia os textos a seguir. A produção artesanal de panela de barro é uma das maiores expressões da cultura popular do Espírito Santo. A técnica de produção pouco mudou em mais de 400 anos, desde quando a panela de barro era produzida em comunidades indígenas. Atualmente, apresenta-se com modelagem própria e original, adaptada às necessidades funcionais da culinária típica da região. As artesãs, vinculadas à Associação das Paneleiras de Goiabeiras, do município de Vitória - ES, trabalham em um galpão com cabines individuais preparadas para a realização de todas as etapas de produção. Para fazer as panelas, as artesãs retiram a argila do Vale do Mulembá e do manguezal que margeia a região e coletam a casca de Rhysophora mangle, popularmente chamada de mangue vermelho. Da casca dessa planta, as artesãs retiram a tintura impermeabilizante com a qual acoitam as panelas ainda quentes. Por tradição, as autênticas moqueca e torta capixabas, dois pratos típicos regionais, devem ser servidas nas panelas de barro assim produzidas. Essa fusão entre as panelas de barro e os pratos preparados com frutos do mar, principalmente a moqueca, pelo menos no estado do Espírito Santo, faz parte das tradições deixadas pelas comunidades indígenas. Como principal elemento cultural na elaboração de pratos típicos da cultura capixaba, a panela de barro de Goiabeiras foi tombada, em 2002, tornando-se a primeira indicação geográfica brasileira na área do artesanato, considerada bem imaterial, registrado e protegido no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no Livro de Registro dos Saberes e declarada patrimônio cultural do Brasil. Atualmente, o trabalho foi profissionalizado e a concorrência para atender ao mercado ficou mais acirrada, a produção que se desenvolve no galpão ganhou um ritmo mais empresarial, com maior visibilidade publicitária, enquanto as paneleiras de fundo de quintal se queixam de ficarem ofuscadas comercialmente depois que o galpão ganhou notoriedade.
Com base nas informações apresentadas, assinale a alternativa correta.
A A produção das panelas de barro abrange interrelações com a natureza local, de onde se extrai a matéria-prima indispensável à confecção das peças ceramistas.
B A relação entre as tradições das panelas de barro e o prato típico da culinária indígena permanece inalterada, o que viabiliza a manutenção da identidade cultural capixaba.
C A demanda por bens culturais produzidos por comunidades tradicionais insere o ofício das paneleiras no mercado comercial, com retornos positivos para toda a comunidade.
D A inserção das panelas de barro no mercado turístico reduz a dimensão histórica, cultural e estética do ofício das paneleiras à dimensão econômica da comercialização de produtos artesanais.
E O ofício das paneleiras representa uma forma de resistência sociocultural da comunidade tradicional na medida em que o estado do Espírito Santo mantém-se alheio aos modos de produção, divulgação e comercialização dos produtos.

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) compõem uma agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, em setembro de 2015. Nessa agenda, representada na figura a seguir, são previstas ações em diversas áreas para o estabelecimento de parcerias, grupos e redes que favoreçam o cumprimento desses objetivos.
Considerando que os ODS devem ser implementados por meio de ações que integrem a economia, a sociedade e a biosfera, avalie as afirmativas a seguir. I. O capital humano deve ser capacitado para atender às demandas por pesquisa e inovação em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável. II. A padronização cultural dinamiza a difusão do conhecimento científico e tecnológico entre as nações para a promoção do desenvolvimento sustentável. III. Os países devem incentivar políticas de desenvolvimento do empreendedorismo e de atividades produtivas com geração de empregos que garantam a dignidade da pessoa humana. É correto o que se afirma em
A. II, apenas.
B. III, apenas.
C. I e II, apenas.
D. I e III, apenas.
E. I, II e III.

Segundo o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Alimentação e a Agricultura de 2014, a agricultura familiar produz cerca de 80% dos alimentos no mundo e é guardiã de aproximadamente 75% de todos os recursos agrícolas do planeta. Nesse sentido, a agricultura familiar é fundamental para a melhoria da sustentabilidade ecológica. Disponível em: . Acesso em: 29 ago. 2017. (Adaptado)
Considerando as informações apresentadas no texto, avalie as afirmativas. I Os principais desafios da agricultura familiar estão relacionados à segurança alimentar, à sustentabilidade ambiental e à capacidade produtiva. II As políticas públicas para o desenvolvimento da agricultura familiar devem fomentar a inovação, respeitando o tamanho das propriedades, as tecnologias utilizadas, a integração de mercados e as configurações ecológicas. III A maioria das propriedades agrícolas no mundo tem caráter familiar, entretanto o trabalho realizado nessas propriedades é majoritariamente resultante da contratação de mão de obra assalariada. É correto o que se afirma em
I Os principais desafios da agricultura familiar estão relacionados à segurança alimentar, à sustentabilidade ambiental e à capacidade produtiva.
II As políticas públicas para o desenvolvimento da agricultura familiar devem fomentar a inovação, respeitando o tamanho das propriedades, as tecnologias utilizadas, a integração de mercados e as configurações ecológicas.
III A maioria das propriedades agrícolas no mundo tem caráter familiar, entretanto o trabalho realizado nessas propriedades é majoritariamente resultante da contratação de mão de obra assalariada.
A I, apenas.
B III, apenas.
C I e II, apenas.
D II e III, apenas.
E I, II e III.

Para a antropóloga Debora Diniz, professora da Universidade de Brasília, o aumento de casos de estupro coletivo é impactante. "É um crime de bando, de um grupo de homens que violenta uma mulher. Essa característica coletiva denuncia o caráter cultural do estupro". "É a festa do machismo, de colocar a mulher como objeto. O interesse não é o ato sexual, mas sim ostentar o controle sobre o corpo da mulher", diz Cerqueira, do Ipea. O pesquisador é um dos autores de estudo sobre a evolução dos estupros nos registros de saúde. Nele, há breve menção ao crime cometido por dois ou mais homens. Crianças respondiam por 40% das vítimas, 24% eram adolescentes e 36% eram adultas. Outro fato que tem chamado a atenção em algumas das ocorrências de estupros coletivos é a gravação e a divulgação de imagens do crime. A Folha pesquisou 51 casos noticiados pela imprensa nos últimos três anos. Em pelo menos 14, foram publicados vídeos em redes sociais. "É perturbadora essa necessidade que os agressores têm de filmar a violência. É como se fosse um souvenir da conquista", diz Debora Diniz. Para Wânia, do USP Mulheres, essa prática parece ter caráter ritualístico. "É o estupro sendo mostrado como troféu", afirma.
Com base na leitura, analise as afirmativas. I Crianças e adolescentes têm sido vítimas de estupro coletivo no Brasil, crime que apresentou crescimento, no país, de 2011 para 2016. II As taxas de estupro coletivo são maiores nas regiões Norte e Centro-Oeste. III O fato de os criminosos divulgarem vídeos com o estupro revela um aspecto preocupante da sociedade brasileira, pois o registro do crime torna-se uma forma para que eles se vangloriem do ato; no entanto, essa é a única maneira de a polícia identificar os estupradores. IV O número de vítimas no Acre foi aproximadamente três vezes maior do que o número de vítimas no Rio de Janeiro, em 2016. É correto o que se afirma em
I Crianças e adolescentes têm sido vítimas de estupro coletivo no Brasil, crime que apresentou crescimento, no país, de 2011 para 2016.
II As taxas de estupro coletivo são maiores nas regiões Norte e Centro-Oeste.
III O fato de os criminosos divulgarem vídeos com o estupro revela um aspecto preocupante da sociedade brasileira, pois o registro do crime torna-se uma forma para que eles se vangloriem do ato; no entanto, essa é a única maneira de a polícia identificar os estupradores.
IV O número de vítimas no Acre foi aproximadamente três vezes maior do que o número de vítimas no Rio de Janeiro, em 2016.
A I, II, III e IV.
B I, II e IV, apenas.
C I, III e IV, apenas.
D II e III, apenas.
E I e II, apenas.

Leia o texto e a charge a seguir. Para educar um filho Rubem Alves Era uma sessão de terapia. “Não tenho tempo para educar a minha filha”, ela disse. Um psicanalista ortodoxo tomaria essa deixa como um caminho para a exploração do inconsciente do cliente. Ali estava um fio solto no tecido da ansiedade materna. Era só puxar o fio... Culpa. Ansiedade e culpa nos levariam para o sinistro subterrâneo da alma. Mas eu nunca fui ortodoxo. Sempre caminhei ao contrário na religião, na psicanálise, na universidade, na política, o que tem me valido não poucas complicações. O fato é que eu tenho um lado bruto, igual àquele do Analista de Bagé. Não puxei o fio solto dela. Ofereci-lhe meu próprio fio. “Eu nunca eduquei os meus filhos...”, eu disse. Ela fez uma pausa perplexa. Deve ter pensado: “Mas que psicanalista é esse que não educa seus filhos?”. “Nunca educou seus filhos?”, perguntou. Respondi: “Não, nunca. Eu só vivi com eles”. Essa memória antiga saiu da sua sombra quando uma jornalista, que preparava um artigo dirigido aos pais, me perguntou: “Que conselho o senhor daria aos pais?”. Respondi: “Nenhum. Não dou conselhos. Apenas diria: a infância é muito curta. Muito mais cedo do que se imagina, os filhos crescerão e baterão as asas. Já não nos darão ouvidos. Já não serão nossos. No curto espaço da infância há apenas uma coisa a ser feita: viver com eles, viver gostoso com eles. Sem currículo. A vida é o currículo. Vivendo juntos, pais e filhos aprendem. A coisa mais importante a ser aprendida nada tem a ver com informações. Conheço pessoas bem informadas que são idiotas perfeitos. O que se ensina é o espaço manso e curioso que é criado pela relação lúdica entre pais e filhos”. Ensina-se um mundo! Vi, numa manhã de sábado, num parquinho, uma cena triste: um pai levava o filho pra brincar. Com a mão esquerda empurrava o balanço. Com a mão direita segurava o jornal que estava lendo... Em poucos anos, sua mão esquerda estará vazia. Em compensação, ele terá duas mãos para segurar o jornal.
Com base nas leituras, analise as afirmativas. I O humor da charge concentra-se na contradição entre a afetividade exibida em redes sociais e o convívio real entre pai e filho. II O autor sugere que os filhos não devem ser educados, pois o tempo é curto e, em poucos anos, eles crescem e não escutam mais os pais. III O comportamento do pai da charge assemelha-se ao do pai com o filho no parquinho, relatado por Rubem Alves. IV De acordo com Rubem Alves, a falta de informações faz com que os pais não saibam educar seus filhos. Está correto o que se afirma somente em
I O humor da charge concentra-se na contradição entre a afetividade exibida em redes sociais e o convívio real entre pai e filho.
II O autor sugere que os filhos não devem ser educados, pois o tempo é curto e, em poucos anos, eles crescem e não escutam mais os pais.
III O comportamento do pai da charge assemelha-se ao do pai com o filho no parquinho, relatado por Rubem Alves.
IV De acordo com Rubem Alves, a falta de informações faz com que os pais não saibam educar seus filhos.
A I e II.
B II e III.
C I e III.
D III e IV.
E I, II e III.

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1 - Leia o texto e analise as afirmativas a seguir. 
O celular se torna uma arma dos cidadãos contra a impunidade 
Raquel Seco 
A polícia começou dizendo que o tiro que matou Carlos Augusto Braga na quinta-feira passada 
foi acidental. Poucas horas depois dos distúrbios no bairro da Lapa (São Paulo), desencadeados 
por uma operação contra a pirataria, a polícia se viu obrigada a retificar: o agente disparou contra 
a cabeça do vendedor ambulante de 30 anos quando este tentou tomar dele um spray de pimenta. 
Várias pessoas gravaram a cena. Os telefones celulares tornaram-se uma arma dos brasileiros 
contra a impunidade, especialmente das forças de segurança. A ONG Fórum Brasileiro de 
Segurança Pública registrou 1.890 mortes em operações policiais em 2012, atribuídas 
“rotineiramente” a tiroteios com grupos criminosos. 
O que aconteceria se ninguém tivesse filmado? Em 2013, 75,5% dos brasileiros com mais de 10 
anos de idade tinham um telefone celular, 5% a mais que no ano anterior, segundo pesquisa do 
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 
Em 2012, Paulo Batista do Nascimento, de 25 anos, morreu em São Paulo depois de ser atingido 
por vários disparos da polícia. Um vizinho filmou-o sendo retirado de casa sob a acusação de ter 
participado em um assalto. Em dado momento, um policial se posiciona para atirar. Ouve-se um 
disparo e, quando a câmera volta a mostrar a rua, a viatura está indo embora. Os quatro policiais 
acusados foram absolvidos no mês passado. 
Em fevereiro, o país ficou chocado com a imagem de um adolescente agredido e acorrentado a 
um poste no Rio de Janeiro. Alguns vizinhos o castigaram por supostos roubos no bairro e 
produziram uma imagem especialmente dolorosa para uma nação que pôs fim à escravidão em 
1888. Yvonne Bezerra de Melo, a mulher de 66 anos que alertou as autoridades, recebeu uma 
enxurrada de insultos nas redes sociais por ajudar “um delinquente”. 
Cláudia Silva Ferreira, faxineira de 38 anos, morreu em 16 de março deste ano atingida por uma 
bala perdida em uma favela do Rio de Janeiro. A viatura policial que a levava para o hospital 
arrastou seu corpo pendurado no porta-malas por 250 metros. Um motorista gravou tudo. O 
escândalo foi enorme. Seis policiais acusados de matá-la já haviam retornado ao trabalho em 
julho, embora em funções longe das ruas, de acordo com o jornal O Globo. 
Há algumas semanas, em um centro comercial de São Paulo, a polícia abordou dois jovens 
negros por suspeitar que tinham roubado uma loja de roupas. Até chegar o momento em que a 
dona do comércio defendeu os dois, confirmando que haviam pagado por tudo o que tinham na 
sacola. Dezenas de pessoas gravaram a cena para deixar claro o que estava acontecendo, 
enquanto uma multidão se reuniu para gritar em defesa dos jovens. Os garotos e o pai deles 
denunciaram o comportamento da polícia. 
A onda de linchamentos na América Latina também chegou ao Brasil. Em abril, durante a febre 
de execuções populares, o sociólogo José de Souza Martins dizia ao EL PAÍS: “Três anos atrás, 
eram três ou quatro por semana. Depois das manifestações de junho (de 2013), passaram a uma 
média de uma tentativa por dia. Hoje temos mais de uma tentativa por dia”. Um jovem de 24 anos 
foi espancado até a morte por vizinhos dentro do hospital onde era examinado para determinar 
se ele havia estuprado um menor. Uma pessoa filmou dezenas de pessoas invadindo o centro 
médico. No total, 24 pessoas estão sendo investigadas. 
O presídio do Maranhão, que enfrenta problemas de corrupção, superlotação e insegurança, 
chamou a atenção da mídia novamente quando o jornal Folha de S. Paulo publicou o vídeo, 
extremamente violento, no qual três prisioneiros apareciam decapitados. 
Disponível em: . Acesso em: 24 
set. 2014. 
I De acordo com o texto, as imagens captadas por celulares podem ser uma arma para os 
cidadãos se defenderem da arbitrariedade do poder público. 
II De acordo com o texto, os celulares têm contribuído para a redução da violência no Brasil. 
III As imagens gravadas serviram de prova em 1.890 mortes ocorridas em operações policiais em 
2012. 
É correto o que se afirma apenas em: 
 
A 
I. 
B I e II. 
C III. 
D I e III. 
E II e III. 
 
2 - Com base no texto a seguir, analise as afirmativas. 
O vírus letal da xenofobia 
Eliane Brum 
Uma epidemia, como Albert Camus sabia tão bem, revela toda a doença de uma sociedade. A 
doença que esteve sempre lá, respirando nas sombras (ou nem tão nas sombras assim), 
manifesta sua face horrenda. Foi assim no Brasil na semana passada. Era uma suspeita de 
ebola, fato suficiente, pela letalidade do vírus, para exigir o máximo de seriedade das 
autoridades de saúde, como aconteceu. Descobrimos, porém, a deformação causada por um 
vírus que nos consome há muito mais tempo, o da xenofobia. E, como o outro, o “estrangeiro”, a 
“ameaça”, era africano da Guiné, exacerbada por uma herança escravocrata jamais superada. 
O racismo no Brasil não é passado, mas vida cotidiana conjugada no presente. A peste não está 
fora, mas dentro de nós. 
Foi ela, a peste dentro de nós, que levou à violação dos direitos mais básicos do homem sobre o 
qual pesava uma suspeita de ebola. Contrariando a lei e a ética, seu nome foi exposto. Seu 
rosto foi exposto. O documento em que pedia refúgio foi exposto. Ele não foi tratado como um 
homem, mas como o rato que traz a peste para essa Oran chamada Brasil. Deste crime, parte 
da imprensa, se tiver vergonha, se envergonhará. 
Ainda existe a espera de um segundo teste para o vírus do ebola. Não importa se der negativo 
ou positivo, devemos desculpas. 
Não sei se há desamparo maior do que alcançar a fronteira de um país distante, nessa solidão 
abissal. E pedir refúgio, essa palavra-conceito tão nobre, ao mesmo tempo tão delicada. E então 
se sentir mal, e cada um há de saber como a fragilidade da carne nos escava. Corrói mesmo 
aqueles que têm o melhor plano de saúde num país desigual. Ele, desabitado da língua, era 
desterrado também do corpo. Para alcançar o que viveu o homem desconhecido, porque o que 
se revelou dele não é ele, mas nós, é preciso vê-lo como um homem, não como um rato que 
carrega um vírus. Para alcançá-lo, é preciso vestir o homem. Mas só um humano pode vestir um 
humano. 
E logo ouviu-se o clamor. Não é hora de fechar as fronteiras?, cobrou-se das autoridades. Que 
os ratos fiquem do lado de fora, onde sempre estiveram. Que os ratos apodreçam e morram. 
Para os ratos não há solidariedade nem compaixão. Parece que nada se aprendeu com a Aids, 
com aquele momento de vergonha eterna em que os gays foram escolhidos como culpados, o 
preconceito mascarado como necessária medida sanitária. 
E quem são os ratos, segundo parte dos brasileiros? 
Há sempre muitos, demais, nas redes sociais, dispostos a despejar suas vísceras em praça 
pública. No Facebook, desde que a suspeita foi divulgada, comprovou-se que uma das palavras 
mais associadas ao ebola era “preto”. “Ebola é coisa de preto”, desmascarou-se um no Twitter. 
“Alguém me diz por que esses pretos da África têm que vir para o Brasil com essa desgraça de 
bactéria (sic) de ebola”, vomitou outro. “Graças ao ebola, agora eu taco fogo em qualquer preto 
que passa aqui na frente”, defecou um terceiro. Acreditam falar, nem percebem que guincham. 
“Descrever uma epidemia é uma forma magistral de revelar as diversas formas de totalitarismo 
que maculam uma sociedade. Neste quesito, os brasileiros não economizaram. A divulgação, 
por meios de comunicação que atingem dezenas de milhões de pessoas, da foto de um homem 
negro, vindo da África, como suspeito de ebola, foi a apoteose do fantasma do estrangeiro como 
portador da doença”, afirmou a esta coluna Deisy Ventura, professora de direito internacional da 
Universidade de São Paulo, pesquisadora das relações entre direito e saúde, autora do livroalto. 
A Ucrânia destaca-se como país menos desigual, com Gini de 0,241. Slovênia (0,256) e Noruega 
(0,259) completam a lista das economias com menores disparidades de renda. 
A desigualdade social é apontada como um dos principais problemas do Brasil. Há vários anos, o 
ranking de desenvolvimento humano mostra como o país seria prejudicado por esse desequilíbrio, 
caso as disparidades fossem consideradas para calcular o IDH. No relatório mais recente, o Brasil 
perderia 19 posições no ranking, com os ajustes pela desigualdade. 
Disponível em: . Acesso em: 17 jul. 2017. (Adaptado) 
Com base na leitura, analise as afirmativas. 
I A charge tem o objetivo de mostrar que o cidadão necessita de aparatos de segurança, como 
muros altos e com arame, pois a criminalidade provocada pela desigualdade social é alta. 
II O Índice de Gini do Brasil revela que a desigualdade social é grande, mas a situação do país é 
melhor do que a situação de outros países, como o Chile e o México. 
III A grande concentração de renda não impede que o Brasil apresente alto Índice de 
Desenvolvimento Humano (IDH). 
É correto o que se afirma apenas em 
 
A 
I. 
B II. 
C III. 
D I e III. 
E II e III. 
 
33 - Leia o texto. 
País registra 10 estupros coletivos por dia; notificações dobram em 5 anos 
Cláudia Collucci (20/08/2017) 
Em cinco anos, mais do que dobrou o número de estupros coletivos no país registrados por 
hospitais que atenderam as vítimas. Dados inéditos do Ministério da Saúde obtidos pela Folha 
apontam que as notificações pularam de 1.570 em 2011 para 3.526, em 2016. São, em média, dez 
casos de estupro coletivo por dia. 
 
Os números são os primeiros a captar a evolução desse tipo de violência sexual no país. Na polícia, 
os registros do crime praticado por mais de um agressor não são contabilizados em separado dos 
demais casos de estupro. 
Desde 2011, dados sobre violência sexual se tornaram de notificação obrigatória pelos serviços 
públicos e privados de saúde e são agrupados em um sistema de informações do Ministério, o 
Sinan. 
Acre, Tocantins e Distrito Federal lideram as taxas de estupro coletivo por cem mil habitantes – 
com 4,41, 4,31 e 4,23, respectivamente. Esse tipo de crime representa hoje 15% dos casos de 
estupro atendidos pelos hospitais – total de 22.804 em 2016. 
Os números representam só uma parcela dos casos: a violência sexual é historicamente 
subnotificada (nem todas as vítimas procuram hospitais ou a polícia) e 30% dos municípios ainda 
não fornecem dados ao Sinan. Estudos feitos pelo Ipea mostram que apenas 10% do total de 
estupros são notificados. Considerando que há 50 mil casos registrados por ano (na polícia e nos 
hospitais), o país teria 450 mil ocorrências ainda "escondidas". 
Estupro coletivo 
Segundo a socióloga Wânia Pasinato, os dados da saúde sobre estupro coletivo mostram que o 
problema existe há muito tempo, mas só agora está vindo à tona a partir de casos que ganharam 
destaque na imprensa nacional. "O estupro coletivo é um problema muito maior e que permanecia 
invisível. Há uma dificuldade da polícia e da Justiça em responder a essa violência", diz Wânia. 
Para a antropóloga Debora Diniz, professora da Universidade de Brasília, o aumento de casos de 
estupro coletivo é impactante. "É um crime de bando, de um grupo de homens que violenta uma 
mulher. Essa característica coletiva denuncia o caráter cultural do estupro". 
"É a festa do machismo, de colocar a mulher como objeto. O interesse não é o ato sexual, mas sim 
ostentar o controle sobre o corpo da mulher", diz Cerqueira, do Ipea. 
O pesquisador é um dos autores de estudo sobre a evolução dos estupros nos registros de saúde. 
Nele, há breve menção ao crime cometido por dois ou mais homens. Crianças respondiam por 
40% das vítimas, 24% eram adolescentes e 36% eram adultas. 
Outro fato que tem chamado a atenção em algumas das ocorrências de estupros coletivos é a 
gravação e a divulgação de imagens do crime. A Folha pesquisou 51 casos noticiados pela 
imprensa nos últimos três anos. Em pelo menos 14, foram publicados vídeos em redes sociais. 
"É perturbadora essa necessidade que os agressores têm de filmar a violência. É como se fosse um 
souvenir da conquista", diz Debora Diniz. 
Para Wânia, do USP Mulheres, essa prática parece ter caráter ritualístico. "É o estupro sendo 
mostrado como troféu", afirma. 
Disponível em: . Acesso em: 20 ago. 2017. (Adaptado) 
Com base na leitura, analise as afirmativas. 
I Crianças e adolescentes têm sido vítimas de estupro coletivo no Brasil, crime que apresentou 
crescimento, no país, de 2011 para 2016. 
II As taxas de estupro coletivo são maiores nas regiões Norte e Centro-Oeste. 
III O fato de os criminosos divulgarem vídeos com o estupro revela um aspecto preocupante da 
sociedade brasileira, pois o registro do crime torna-se uma forma para que eles se vangloriem do 
ato; no entanto, essa é a única maneira de a polícia identificar os estupradores. 
IV O número de vítimas no Acre foi aproximadamente três vezes maior do que o número de vítimas 
no Rio de Janeiro, em 2016. 
É correto o que se afirma em 
 
A 
I, II, III e IV. 
B I, II e IV, apenas. 
C I, III e IV, apenas. 
D II e III, apenas. 
E I e II, apenas. 
 
34 - Leia o texto e a charge a seguir. 
Para educar um filho 
Rubem Alves 
Era uma sessão de terapia. “Não tenho tempo para educar a minha filha”, ela disse. 
Um psicanalista ortodoxo tomaria essa deixa como um caminho para a exploração do inconsciente 
do cliente. Ali estava um fio solto no tecido da ansiedade materna. Era só puxar o fio... Culpa. 
Ansiedade e culpa nos levariam para o sinistro subterrâneo da alma. 
Mas eu nunca fui ortodoxo. Sempre caminhei ao contrário na religião, na psicanálise, na 
universidade, na política, o que tem me valido não poucas complicações. O fato é que eu tenho 
um lado bruto, igual àquele do Analista de Bagé. Não puxei o fio solto dela. Ofereci-lhe meu próprio 
fio. 
“Eu nunca eduquei os meus filhos...”, eu disse. 
Ela fez uma pausa perplexa. Deve ter pensado: “Mas que psicanalista é esse que não educa seus 
filhos?”. “Nunca educou seus filhos?”, perguntou. 
Respondi: “Não, nunca. Eu só vivi com eles”. 
Essa memória antiga saiu da sua sombra quando uma jornalista, que preparava um artigo dirigido 
aos pais, me perguntou: “Que conselho o senhor daria aos pais?”. 
Respondi: “Nenhum. Não dou conselhos. Apenas diria: a infância é muito curta. Muito mais cedo 
do que se imagina, os filhos crescerão e baterão as asas. Já não nos darão ouvidos. Já não serão 
nossos. No curto espaço da infância há apenas uma coisa a ser feita: viver com eles, viver gostoso 
com eles. Sem currículo. A vida é o currículo. Vivendo juntos, pais e filhos aprendem. A coisa mais 
importante a ser aprendida nada tem a ver com informações. Conheço pessoas bem informadas 
que são idiotas perfeitos. O que se ensina é o espaço manso e curioso que é criado pela relação 
lúdica entre pais e filhos”. 
Ensina-se um mundo! Vi, numa manhã de sábado, num parquinho, uma cena triste: um pai levava 
o filho pra brincar. Com a mão esquerda empurrava o balanço. Com a mão direita segurava o 
jornal que estava lendo... 
Em poucos anos, sua mão esquerda estará vazia. Em compensação, ele terá duas mãos para 
segurar o jornal. 
Disponível em: . Acesso em: 15 dez. 
2014. 
 
Disponível em: . Acesso em: 15 dez. 2014. 
Com base nas leituras, analise as afirmativas. 
I O humor da charge concentra-se na contradição entre a afetividade exibida em redes sociais e 
o convívio real entre pai e filho. 
II O autor sugere queos filhos não devem ser educados, pois o tempo é curto e, em poucos anos, 
eles crescem e não escutam mais os pais. 
III O comportamento do pai da charge assemelha-se ao do pai com o filho no parquinho, relatado 
por Rubem Alves. 
IV De acordo com Rubem Alves, a falta de informações faz com que os pais não saibam educar 
seus filhos. 
Está correto o que se afirma somente em 
 I e II. 
A 
B II e III. 
C I e III. 
D III e IV. 
E I, II e III. 
 
35 - Leia o texto e a charge a seguir. 
Podemos modificar a forma de ensinar 
José Manoel Moran 
Ensinar e aprender exigem, hoje, muito mais flexibilidade espaço-temporal, pessoal e de grupo, 
menos conteúdos fixos e processos mais abertos de pesquisa e de comunicação. Uma das 
dificuldades atuais é conciliar a extensão da informação, a variedade das fontes de acesso, com 
o aprofundamento da sua compreensão, em espaços menos rígidos, menos engessados. Temos 
informações demais e dificuldade em escolher quais são significativas para nós e conseguir 
integrá-las dentro da nossa mente e da nossa vida. A aquisição da informação dependerá cada 
vez menos do professor. As tecnologias podem trazer hoje dados, imagens, resumos de forma 
rápida e atraente. O papel do professor - o papel principal - é ajudar o aluno a interpretar esses 
dados, a relacioná-los, a contextualizá-los. Aprender depende também do aluno, de que ele esteja 
pronto, maduro, para incorporar a real significação que essa informação tem para ele, para 
incorporá-la vivencialmente, emocionalmente. Enquanto a informação não fizer parte do contexto 
pessoal - intelectual e emocional - não se tornará verdadeiramente significativa, não será 
aprendida verdadeiramente. Ensinar com as novas mídias será uma revolução, se mudarmos 
simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino, que mantêm distantes professores e 
alunos. Caso contrário, conseguiremos dar um verniz de modernidade, sem mexer no essencial. 
A Internet é um novo meio de comunicação, ainda incipiente, mas que pode ajudar-nos a rever, a 
ampliar e a modificar muitas das formas atuais de ensinar e de aprender. 
Disponível em: . Acesso em: 18 dez 2014 (com 
adaptações). 
 
Disponível em: . Acesso em:18 dez. 2014. 
Com base na leitura, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta. 
I Segundo o texto, no futuro, os professores não serão mais necessários no processo de ensino 
e aprendizagem. 
II A charge enaltece o fato de que hoje em dia já dispomos de profissionais autodidatas, que 
aprenderam suas profissões consultando a internet, o que corrobora o texto. 
III A charge e o texto destacam a internet como recurso de aprendizagem e consideram 
ultrapassadas as formas tradicionais de ensino. 
IV Segundo o texto, é importante que o conteúdo a ser aprendido faça parte da realidade do aluno; 
se não o fizer, não há necessidade de ensinar tal conteúdo. 
 
A 
Nenhuma afirmativa está correta. 
B Apenas as afirmativas II e III estão corretas. 
C Apenas as afirmativas I e IV estão corretas. 
D Apenas as afirmativas I e III estão corretas. 
E Todas as afirmativas estão corretas.Direito e Saúde Global – O caso da pandemia de gripe A (H1N1). “Veja que este fantasma é 
mobilizado em relação aos pobres, sobretudo negros, nunca em relação aos estrangeiros ricos e 
brancos. O escravagismo, terrível doença da sociedade brasileira, associa-se ao desejo 
conjuntural de dizer: este governo não deveria ter deixado essas pessoas entrarem. É uma 
espécie de lamento: tanto se esforçaram as elites para branquear este país, e agora querem 
preteá-lo?” 
A África desponta, de novo e sempre, como o grande outro. Todo um continente povoado por 
nuances e diversidades reduzido à homogeneidade da ignorância – a um fora. 
Como disse um imigrante de Burkina Faso à repórter Fabiana Cambricoli, do jornal O Estado de 
S. Paulo: “Os brasileiros não sabem que Burkina Faso é longe dos países que têm ebola. 
Acham que é tudo a mesma coisa porque somos negros”. 
Ele e dezenas de imigrantes de diversos países da África estão sendo hostilizados e expulsos 
de lugares públicos na cidade de Cascavel, no Paraná, onde o primeiro caso suspeito foi 
identificado. Tornaram-se “os caras com ebola”, apontados na rua “como os negros que 
trouxeram o vírus para o Brasil”. 
O ebola não parece ser um problema quando está na África, contido entre fronteiras. Lá é 
destino. O ebola só é problema, como escreveu o pesquisador francês Bruno Canard, porque o 
vírus saiu do lugar em que o Ocidente gostaria que ele ficasse. 
“A militarização da resposta ao ebola, que com a anuência do Conselho de Segurança das 
Nações Unidas, em setembro último, passou da Organização Mundial da Saúde a uma Missão 
da ONU, revela que a grande preocupação da comunidade internacional não é a erradicação da 
doença, mas a sua contenção geográfica”, reforça Deisy Ventura. 
Para o homem que alcançou o Brasil em busca de refúgio e teve sua dignidade violada na 
exposição de seu nome, rosto e documentos, ainda existe a espera de um segundo teste para o 
vírus do ebola. Não importa se der negativo ou positivo, devemos desculpas. Devemos 
reparação, ainda que saibamos que a reparação total é uma impossibilidade, e que essa marca 
pública já o assinala. Não é uma oportunidade para ele, é para nós. 
É preciso reconhecer o rato que respira em nós para termos alguma chance de nos tornarmos 
mais parecidos com um humano. 
Disponível em: . Acesso em: 13 
out. 2014. 
I Metaforicamente, a xenofobia é uma peste que se espalha na sociedade, alimentada por 
postagens em redes sociais. 
II No Brasil a xenofobia manifesta-se contra o estrangeiro em geral, pois somos um povo ainda 
culturalmente atrasado. 
III O ódio e o preconceito são geralmente dirigidos a grupos socialmente excluídos ou 
desprivilegiados. 
De acordo com o texto, é correto o que se afirma em 
 
A 
I, II e III. 
B I, apenas. 
C II, apenas. 
D I e III, apenas. 
E III, apenas. 
 
3 - Leia o texto a seguir. 
Criada por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), a tecnologia 
nomeada "Ecolágua" utiliza raios ultravioleta (UV) para purificar água de rios e torná-la potável 
em poucos segundos. A ideia surgiu após apelo de indígenas, que revelaram mortes por ingestão 
de água contaminada no interior do Amazonas. Segundo o desenvolvedor do equipamento, o 
pesquisador alemão Roland Vetter, a iniciativa para elaboração da tecnologia veio em forma de 
apelo. Índios da etnia Deni pediram ajuda para frear a ocorrência de doenças causadas por água 
contaminada. “Nós queríamos instalar para eles um secador solar para madeira e frutas. Eles 
disseram ‘É muito bom, mas não é disso que precisamos’. Eles estavam morrendo por ingerir 
água suja do rio Xeruã”, contou. 
Conforme Vetter, 11 índios Deni morreram vítimas de doenças diarreicas causadas por bactérias 
da espécie Escherichia coli somente em 2005. O quadro clínico, semelhante ao da cólera, 
assustou os indígenas. 
De acordo com o pesquisador, a desinfecção da água ocorre porque os microrganismos, em 
contato com os raios ultravioleta tipo C, perdem a capacidade de se multiplicar. Em termos 
técnicos, a luz provoca um dano fotoquímico instantâneo no material genético dos 
microrganismos, o que causa o efeito desinfetante. 
Anteriormente nomeado ‘Água Box’, o equipamento pesa cerca de 15 kg e pode "limpar" 
facilmente água de rios, poços e da chuva. De acordo com Vetter, água de rios urbanos, como a 
Bacia do Turamã, em Manaus, ou o Rio Tietê, em São Paulo, também pode ser purificada pelo 
equipamento, que realiza uma filtragem prévia para conter alguns resíduos sólidos, como areia e 
outros sedimentos. 
A luz do sol é capturada por painéis solares, que mantêm carregada uma bateria dentro do 
equipamento. Dessa forma, a tecnologia garante o funcionamento de uma lâmpada ultravioleta, 
responsável pela destruição dos microrganismos. Com o processo de filtragem adequado - cujo 
equipamento específico é anexado ao Ecolágua -, o pesquisador do Inpa, Ray Cleise, que fez 
parte da concepção da tecnologia, garante que águas turvas podem se tornar límpidas. 
A máquina garante a eficiência de desinfecção em 99,99%, conforme testes feitos em laboratório. 
Uma mostra d'água coletada do Rio Solimões constatou a contaminação por bactérias Escherichia 
coli, que estão presentes no intestino humano, além de índices de turbidez superiores ao 
admissível. Após o tratamento com a tecnologia, as bactérias foram destruídas e a turvação 
passou de 27,90 UNT - Unidade Nefelométrica de Turbidez - para 1,64 UNT. O produto começou 
a ser disponibilizado no mercado há cerca de dois meses, pela empresa Qluz Ecoenergia. De 
acordo com o empresário responsável pela venda do produto, Roberto Lavor, a expectativa é de 
que a máquina beneficie não só brasileiros, mas também pessoas de todas as regiões do mundo. 
"Nós temos um grande potencial de água doce, que não é mais potável, pois está suja e cheia de 
impurezas. Vivemos na maior bacia hidrográfica do planeta, mas que não garante aos ribeirinhos 
o acesso à água potável. O 'Ecolágua' é um instrumento viável que torna a água potável de forma 
quase instantânea", explicou Lavor. 
Disponível em: . Acesso em: 12 nov. 2014 (com adaptações). 
Com base na leitura, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta. 
I O raio ultravioleta do tipo C é usado para purificar a água de rios por meio de danos no material 
genético dos microrganismos. 
II O equipamento desenvolvido pelo Inpa é composto por um conjunto de filtros para redução da 
turbidez da água. 
III O Ecolágua tem painéis solares que alimentam uma bateria responsável pelo funcionamento 
de uma lâmpada ultravioleta cuja função é danificar o material genético dos microrganismos. 
IV O Ecolágua tem filtros que, alimentados por uma bateria, são capazes de retirar todo material 
particulado da água em tratamento. 
V Ray Cleise, que fez parte da concepção do desenvolvimento do equipamento, garante que 
águas turvas podem se tornar límpidas apenas pela ação solar. 
 
A 
Apenas as afirmativas I e V estão corretas. 
B Apenas as afirmativas II e IV estão corretas. 
C Apenas as afirmativas I e III estão corretas. 
D Apenas a afirmativa III está correta. 
E Nenhuma afirmativa está correta. 
 
4 - Leia o texto a seguir. 
Para especialista da OMS, ebola pode ter matado milhares além do oficial. 
Especialista diz que famílias podem ter enterrado pessoas em segredo. 
Cálculo é baseado em taxa de mortalidade de países mais afetados. 
Agência France Presse (AFP) 
O número real de vítimas mortais da letal epidemia de ebola provavelmente excederá em milhares 
as 4.818 do último balanço, difundido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), advertiu um 
especialista desta organização. "Há muitíssimas mortes não registradas nesta epidemia", afirmou 
à AFPChristopher Dye, responsável pela Estratégia da OMS, considerando que as vítimas 
mortais fora do registro oficial podem chegar a 5 mil. 
Para chegar a esse número, ele se baseou na taxa de mortalidade da doença nos países mais 
afetados (Guiné, Serra Leoa e Libéria), que é de 70%. 
A OMS estimou haver um total de 13.042 casos diagnosticados, o que significa que muitas mortes 
não foram comunicadas. 
Segundo Dye, uma explicação para essa diferença é que as pessoas teriam enterrado familiares 
em segredo, para evitar que autoridades interferissem em seus ritos funerários, que incluem lavar 
e tocar o morto. O contato com pessoas portadoras do vírus é o responsável por boa parte dos 
contágios, razão pela qual as autoridades sanitárias dos países afetados no oeste da África estão 
realizando um forte trabalho de conscientização para que os corpos das pessoas infectadas sejam 
incinerados. 
Disponível em: . Acesso em: 07 nov. 2014 (com adaptações). 
Com base na leitura e nos seus conhecimentos, analise as afirmativas. 
I Se a taxa de mortalidade é de 70% e o número total de casos é de 13.042, estimam-se mais de 
9.000 mortes. 
II Segundo o texto, os rituais fúnebres de vários grupos revelam ignorância e atraso cultural e isso 
explica o fato de algumas doenças primitivas serem encontradas somente no continente africano. 
III Segundo o texto, as pessoas enterram seus familiares em segredo porque as normas para 
evitar o contágio impediriam seus rituais. 
Está correto o que se afirma em 
 
A 
I e III, somente. 
B I e II, somente. 
C III, somente. 
D I, somente. 
E I, II e III. 
 
5 - Leia a charge e a notícia a seguir. 
 
Disponível em: . Acesso em: 13 nov. 2014. 
Brasil desperdiça 40 mil toneladas de alimentos todos os dias 
Embrapa diz que 19 milhões de pessoas poderiam ser alimentadas com alimento jogado 
fora. De acordo com o órgão, o desperdício ocorre, principalmente, durante a preparação 
de refeições 
Mônica Clica/Flickr 
São Paulo – O desperdício de alimentos no Brasil chega a 40 mil toneladas por dia, segundo 
pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Empraba). Anualmente, a quantia 
acumulada é suficiente para alimentar cerca de 19 milhões de pessoas diariamente. De acordo 
com o estudo, a maior parte dos alimentos é desperdiçada durante o preparo das refeições. 
O nutricionista Gilcélio Gonçalves de Almeida explica que grande parte dos nutrientes dos 
alimentos está na casca e que se perde muito com o hábito de descascar legumes e frutas. “A 
casca da banana pode ser usada para fazer doce ou farofa e ela continua com as propriedades 
alimentares que ela tem”, argumenta. Além disso, o nutricionista aponta que a casca da abóbora 
ajuda a controlar o açúcar no sangue. 
Disponível em: . Acesso em: 13 nov. 2014 (com adaptações). 
Com base na leitura e nos seus conhecimentos, analise as afirmativas. 
I A culpa pelo desperdício de alimentos é, em grande parte, atribuída ao cultivo de produtos 
orgânicos, como mostram os dois textos, pois esse tipo de produção requer técnicas que 
descartam partes das frutas, das verduras e dos legumes. 
II A crítica da charge baseia-se na oposição entre aqueles que podem escolher o consumo de 
produtos mais caros e os que não têm acesso à alimentação digna. 
III O foco da charge é a crítica à produção de orgânicos que, por serem em geral mais caros do 
que os não orgânicos, geram mais desperdícios. 
IV. De acordo com a notícia, estima-se que 19 milhões de pessoas passem fome no Brasil. 
 
A 
I e II. 
B 
 II e III. 
C I e IV. 
D II e IV. 
E II. 
 
6 - Leia os quadrinhos e o texto a seguir. 
 
Disponível em: . Acesso em: 30 nov. 2014. 
O Mito da Caverna, ou Alegoria da Caverna, foi escrito pelo filósofo Platão e está contido em “A 
República”, no livro VII. Na alegoria, narra-se o diálogo de Sócrates com Glauco e Adimato. É um 
dos textos mais lidos no mundo filosófico. 
A história narra a vida de alguns homens que nasceram e cresceram dentro de uma caverna e 
ficavam voltados para o fundo dela. Ali contemplavam uma réstia de luz que refletia sombras no 
fundo da parede. Esse era o seu mundo. Certo dia, um dos habitantes resolveu voltar-se para o 
lado de fora da caverna e logo ficou cego devido à claridade da luz. E, aos poucos, vislumbrou 
outro mundo com natureza, cores, “imagens” diferentes do que estava acostumado a “ver”. Voltou 
para a caverna para narrar o fato aos seus amigos, mas eles não acreditaram nele e revoltados 
com a “mentira” o mataram. 
Com essa alegoria, Platão divide o mundo em duas realidades: a sensível, que se percebe pelos 
sentidos, e a inteligível (o mundo das ideias). O primeiro é o mundo da imperfeição e o segundo 
encontraria toda a verdade possível para o homem. Assim, o ser humano deveria procurar o 
mundo da verdade para que consiga atingir o bem maior para sua vida. Em nossos dias, muitas 
são as cavernas em que nos envolvemos e pensamos ser a realidade absoluta. 
Disponível em: . Acesso em: 30 nov. 2014 (com adaptações). 
Com base na leitura, analise as afirmativas. 
I O personagem da charge afirma que vivemos na caverna de Platão porque ele não tem acesso 
às modernas tecnologias. 
II A referência ao mito da caverna de Platão alude ao fato de ser intensa a vida virtual nos dias de 
hoje, graças aos modernos aparelhos. 
III Os quadrinhos enaltecem os aparelhos modernos que são recursos de acesso a informações, 
uma vez que o personagem pôde aprender filosofia por meio da internet. 
IV Na tirinha a expressão “caverna de Platão” tem sentido positivo e enaltece a sociedade 
tecnológica contemporânea. 
Está correto o que se afirma somente em: 
 
A 
I e II. 
B II e IV. 
C III e IV. 
D II. 
E I e III. 
 
7 - Leia o texto a seguir. 
Educação 2.0: ensino personalizado para cada aluno 
Projeto busca implementar um “aprendizado adaptativo” por meio da Internet, Big Data e 
Web Analytics, que individualizará o ensino a cada estudante 
Marcelo Brandão 
O ensino como forma unificada de transmissão de conhecimento, independentemente das 
características de cada aluno, parece estar com os dias contatos. Nada mais de ensinar de um 
único jeito para alunos distintos. 
A proposta é implementar um “aprendizado adaptativo” por meio de toda a tecnologia online 
disponível para individualizar o ensino a cada estudante. Uma proposta ambiciosa, que pretende 
abarcar toda Espanha e América Latina até o final de 2015. Para alcançar esse objetivo, o projeto 
utilizará todo o potencial da Internet e do Big Data - que acumulará todo o histórico do aluno 
permitindo conhecer seus talentos e suas fraquezas e definir um plano de ensino que melhor se 
adapte a ele. E com o auxílio de ferramentas de análises em rede, proporcionará um 
conhecimento para o melhor caminho profissional e educativo desse aluno. Ou seja, a 
personalização passa ser a chave de todo o projeto educacional. 
No entanto, esse modelo segue tendo como pilar principal o professor. “Por exemplo, o programa 
dirá a ele que: nessa semana foram explicados 32 conceitos. O aluno assimilou 27. Esses são os 
cinco que merecem reforço. Ou, esse aluno é muito esperto e está aprendendo sem problemas, 
porém está se esforçando ao limite”, explica Manuela Clara, sobre o quão acessível e o quão 
didática é a ferramenta para os professores. 
A nova proposta de ensino já começa a apresentar boa aceitação entre os docentes. Segundo 
uma pesquisa realizada pela Santillana entre professores que fizeram alguns testes com a 
plataforma, 82% dos consultados acreditam que a porcentagem dealunos aprovados na matéria 
aumentaria em 10%. 
A tecnologia como ferramenta educativa já não é mais questionável. Videojogos e outros 
passatempos têm auxiliado, há um bom tempo, o desenvolvimento de nossas habilidades e 
seduzido nossa fome por conhecimento. A novidade aqui, no entanto, abre espaço para um 
avanço e uma discussão mais ampla envolvendo percepção e a análise psíquica de cada 
indivíduo (...). 
Disponível em: . Acesso em: 12 
nov. 2014 (com adaptações). 
Com base na leitura, analise as afirmativas. 
I A proposta apresentada no texto refere-se ao ensino personalizado a cada estudante, de acordo 
com suas facilidades e dificuldades de aprendizagem, por meio da tecnologia online disponível. 
II Essa proposta de ensino minimiza o papel do professor na educação, conferindo à tecnologia a 
capacidade de ensinar. 
III De acordo com o texto, a plataforma já é aceita e utilizada por 82% dos professores. 
Está correto o que se afirma em 
 
A 
I, II e III. 
B II e III, apenas. 
C II, apenas. 
D I e III, apenas. 
E I, apenas. 
 
8 - Leia o texto e a charge a seguir. 
Garotinha de seis anos dá lição de igualdade de gênero para editora de livros infantis 
Aos seis anos de idade, a garotinha Parker Danis costumava ser fã da série ‘Biggest, Baddest 
Book of Bugs’. Mas quando percebeu que na mensagem da contracapa estava escrito que aquele 
era um livro “para garotos”, ela decidiu enviar uma carta com reclamações muito adultas para a 
editora ABDO. 
“Queridos publicadores, eu sou uma garota de seis anos de idade e acabei de ler ‘Biggest, 
Baddest Book of Bugs’. Eu realmente gostei da seção dos insetos que brilham no escuro e das 
questões no fim. Mas quando vi que a contracapa dizia que aquele era um livro para garotos eu 
fiquei muito triste. Fiquei chateada por existir algo como um “livro para garotos”. Vocês deveriam 
colocar “para meninos e meninas” em vez de “para meninos”, pois algumas garotas também 
querem ser entomologistas”. 
Enviada no dia 20 de abril, a editora respondeu para a garota 20 dias depois com a seguinte 
mensagem: “Você tocou em um ponto muito importante: deveríamos ter feito ‘Biggest, Baddest 
Book of Bugs’ para todos. Afinal, garotas podem gostar de ‘coisas de garotos’ também. Nós 
decidimos levar em conta o seu conselho e na próxima edição o livro se chamará simplesmente 
‘Biggest, Baddest Book of Bugs’”. 
Um tempo depois (com Parker completando seus maduros sete anos), a editora enviou a nova 
edição – já alterada – para a garota. Em resposta à mudança, Parker disse publicamente: “Se 
quiserem, meninos podem ter cabelos grandes e garotas, cabelos curtos”. 
Disponível em: . Acesso em: 08 dez. 2014. 
 
Disponível em: . Acesso em: 15 
fev. 2015. 
Com base nas leituras, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta 
I A garota da notícia e a da tirinha assumem posturas distintas, uma vez que a amiga de Calvin 
defende que há “coisas de menino e coisas de menina” e, por isso, não quer subir na árvore. 
II A crítica da menina na carta à editora fundamenta-se no argumento de que a ciência é algo que 
interessa aos dois gêneros, diferentemente de outros assuntos mais específicos. 
III Os dois textos posicionam-se contrariamente à discriminação por gênero, que pode se 
manifestar desde a infância. 
Está correto o que se afirma somente em 
 
A 
I e III. 
B II e III. 
C III. 
D I e II. 
E I. 
 
9 - Leia o texto a seguir. 
Autorretrato ''mágico'' de Da Vinci foi escondido de Hitler 
 
Um dos autorretratos mais famosos do mundo está em Turim, na Itália, e raramente é exibido ao 
público. É o autorretrato de Leonardo da Vinci, feito há 500 anos. Sua fama vem não apenas do 
fato de ter sido produzido por Da Vinci, mas também por seus supostos poderes mágicos. 
Segundo a lenda, o olhar de Da Vinci em seu autorretrato é tão intenso que aquele que o observa 
recebe uma força extraordinária. Diz-se, inclusive, que foi devido a esse poder místico, e não ao 
valor cultural ou monetário do desenho, que ele foi levado de Turim para Roma durante a Segunda 
Guerra Mundial. Isso porque ninguém queria que o quadro caísse nas mãos de Adolph Hitler. 
Ninguém queria correr o risco de dar a Hitler ainda mais poderes. Essa foi, na época, a única obra 
retirada de toda a vasta coleção de desenhos e manuscritos da Biblioteca Real de Turim. 
O atual diretor da biblioteca, Giovanni Saccani, disse que ninguém sabe ao certo onde o quadro 
estava escondido. "Para evitar que os nazistas o levassem, colocou-se em prática uma grande 
operação para transportá-lo em total sigilo para Roma." 
Apesar da importância da obra, não há um consenso entre especialistas se ela é mesmo um 
autorretrato de Da Vinci. "Ele não era fã da ideia de autorretratos", afirma James Hall, autor do 
livro "O autorretrato: uma história cultural", que duvida que o retrato tenha sido feito por Da Vinci. 
Já Saccani, diretor da Biblioteca Real, não tem dúvidas: "O poder expressivo de seu rosto está 
absolutamente aliado a uma emoção e uma habilidade que apenas Leonardo podia ter." 
Atualmente, o autorretrato é considerado tão valioso que há um decreto dizendo que só se pode 
mudá-lo de lugar com uma permissão ministerial. No entanto, nas próximas semanas, 50 pessoas 
por hora terão permissão para visitar o local. Apesar de haver mais de 80 importantes obras do 
porte de Rembrandt e Van Dyck, a maioria dos visitantes estará lá para ver o famoso autorretrato 
"mágico" de Da Vinci. E muitas delas certamente terão em mente outra lenda sobre o quadro: diz-
se que antes de fazer uma prova, muitos estudantes revisam a matéria em um lugar na biblioteca 
que fica diretamente em cima do "porão" onde está o autorretrato. Segundo essa crença popular, 
quem estuda perto da genialidade de Leonardo da Vinci é contagiado por ela. 
Disponível em: . Acesso em: 05 nov. 2014 (com adaptações). 
Com base na leitura, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta 
I De acordo com o texto, o quadro foi levado de Turim para Roma porque seu alto valor interessava 
aos nazistas. 
II Considerando a crença popular, quem estuda olhando para as obras de Leonardo da Vinci é 
contagiado por sua sabedoria. 
III A comprovação do poder místico do autorretrato de Da Vinci está no fato de os alunos que 
estudam perto da obra terem bons resultados nas provas. 
 
A 
Apenas a afirmativa I está correta. 
B Apenas a afirmativa II está correta. 
C Apenas a afirmativa III está correta. 
D Apenas as afirmativas II e III estão corretas. 
E Nenhuma afirmativa está correta. 
 
10 - Leia o texto de Antonio Candido e analise as afirmativas a seguir. 
Em comparação a eras passadas, chegamos a um máximo de racionalidade técnica e de domínio 
sobre a natureza. Isso permite imaginar a possibilidade de resolver grande número de problemas 
materiais do homem, quem sabe inclusive o da alimentação. No entanto, a irracionalidade do 
comportamento é também máxima, servida frequentemente pelos mesmos meios que deveriam 
realizar os desígnios da racionalidade. Assim, com a energia atômica podemos ao mesmo tempo 
gerar força criadora e destruir a vida pela guerra; com o incrível progresso industrial aumentamos 
o conforto até alcançar níveis nunca sonhados, mas excluímos dele as grandes massas que 
condenamos à miséria. 
 CANDIDO, Antonio. Direito à Literatura in: 
Vários Escritos. 
I O autor considera irracionaisas tecnologias modernas. 
II O autor destaca as contradições materiais do nosso tempo, afirmando que a racionalidade 
técnica não implica o fim das desigualdades sociais. 
III O autor afirma que a racionalidade técnica, com o domínio sobre a natureza, é suficiente para 
resolver os problemas da humanidade. 
IV O autor enaltece a evolução tecnológica, uma vez que ela melhora as condições de vida da 
população, possibilitando confortos nunca antes imaginados. 
Está correto o que se afirma somente em 
 
A 
I e II. 
B II. 
C III e IV. 
D II e IV. 
E II e III. 
 
11 - Leia o texto a seguir. 
Vitória sobre infecções 
O mundo está às vésperas de uma conquista inédita. Em breve, as doenças infecciosas, que vêm 
há milênios dizimando bebês e crianças, podem deixar de ser a principal causa de mortalidade 
infantil. 
Um estudo recente que modelou dados de 194 países mostra que, dos 6,3 milhões de crianças 
com até cinco anos de idade que morreram em 2013, 52% faleceram devido a moléstias 
infecciosas. Três anos antes, eram 64%. A virada está próxima, se é que já não ocorreu. 
Isoladamente, a principal causa de óbito é a prematuridade (15,4%), seguida de perto pela 
pneumonia (14,9%). Grandes vilões do passado, notadamente as diarreias, mas também 
sarampo e tétano, já não ocupam as primeiras posições. 
Segundo os autores da pesquisa, publicada no periódico médico britânico "The Lancet", a 
diminuição das mortes em 2013 em relação a 2000 pode ser atribuída a ganhos no controle da 
pneumonia, diarreia e sarampo. São avanços formidáveis da humanidade. 
A partir desse ponto, contudo, melhorias tendem a ficar mais difíceis. Aos poucos, os países 
esgotam o arsenal de ações fáceis, capazes de atingir grandes fatias da população - oferecer 
água tratada e esgoto, fazer campanhas de vacinação e pelo aleitamento materno. 
À medida que se registram reduções nas mortes por infecções, os óbitos neonatais (até o 28º dia 
de vida) tendem a ganhar preponderância - e as iniciativas para enfrentá-los se tornam cada vez 
mais individualizadas e caras. 
Se o quadro global, de todo modo, é bastante positivo, há uma nota negativa para a qual é preciso 
chamar a atenção: permanecem abissais as diferenças entre as diversas regiões do planeta. 
Enquanto Estados desenvolvidos já baixaram há vários anos a mortalidade infantil para faixas 
inferiores a 10 óbitos por mil nascimentos com vida e nações emergentes estão chegando lá, 
países da África subsaariana continuam mal. 
Respondendo por 25% dos nascimentos no mundo e quase 50% dos óbitos de crianças até cinco 
anos, esse grupo eleva a taxa média do planeta para 46 óbitos por mil nascimentos com vida. 
Um índice bem melhor que os 200 por mil estimados para a Idade Média, mas muito pior do que 
aquele que seria possível atingir com o nível de conhecimento médico e avanço tecnológico do 
mundo. 
Disponível em: . 
Acesso em: 3 mar. 2015. 
Com base na leitura, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta 
I Em 2013, a pneumonia foi a principal causa de morte de crianças de até cinco anos, superando, 
pela primeira vez, o número de óbitos por doenças infecciosas. 
II A promoção de água tratada e esgoto, as campanhas de vacinação e o estímulo ao aleitamento 
materno são medidas suficientes para erradicar a mortalidade infantil. 
III Os dados mostram que o índice de mortalidade de crianças até cinco anos na África 
subsaariana é cerca de quatro vezes menor do que o estimado para a Idade Média e mais de 
quatro vezes maior do que o observado em Estados desenvolvidos. 
IV A queda na taxa de mortalidade de crianças de até cinco anos provocada por doenças 
infecciosas não é homogênea no planeta, sendo menor nas regiões menos desenvolvidas. 
 
A 
 Nenhuma das afirmativas está correta. 
B Apenas as afirmativas I e III estão corretas. 
C Apenas a afirmativa IV está correta. 
D Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas. 
E Todas as afirmativas estão corretas. 
 
12 - Leia o texto a seguir. 
Importante website de relacionamento caminha para 700 milhões de usuários. Outro conhecido 
servidor de microblogging acumula 140 milhões de mensagens ao dia. É como se 75% da 
população brasileira postassem um comentário a cada 24 horas. Com as redes sociais cada vez 
mais presentes no dia a dia das pessoas, é inevitável que muita gente encontre nelas uma maneira 
fácil, rápida e abrangente de se manifestar. Uma rede social de recrutamento revelou que 92% 
das empresas americanas já usaram ou planejam usar as redes sociais no processo de 
contratação. Dessas, 60% assumem que bisbilhotam a vida dos candidatos em websites de rede 
social. Realizada por uma agência de recrutamento, uma pesquisa com 2500 executivos 
brasileiros mostrou que 44% desclassificariam, no processo de seleção, um candidato por seu 
comportamento em uma rede social. 
Muitas pessoas já enfrentaram problemas por causa de informações online, tanto no campo 
pessoal quanto no profissional. Algumas empresas e instituições, inclusive, já adotaram cartilhas 
de conduta em redes sociais. 
POLONI, G. O lado perigoso das redes sociais. Revista INFO, pp. 70-75, julho 2011 (com adaptações) 
De acordo com o texto, 
 
A 
mais da metade das empresas americanas evita acessar websites de redes sociais de 
candidatos a emprego. 
B 
empresas e instituições estão atentas ao comportamento de seus funcionários em 
websites de redes sociais. 
C 
a complexidade dos procedimentos de rastreio e monitoramento de uma rede social 
impede que as empresas tenham acesso ao perfil de seus funcionários. 
D 
as cartilhas de conduta adotadas nas empresas proíbem o uso de redes sociais pelos 
funcionários, em vez de recomendar mudanças de comportamento. 
E 
a maioria dos executivos brasileiros utilizaria informações obtidas em websites de 
redes sociais para desclassificar um candidato em processo de seleção. 
 
13 - Leia a charge a seguir. 
 
Disponível em: . 
Acesso em: 3 ago. 2015. 
Com base na leitura, analise as afirmativas. 
I O objetivo da charge é enaltecer o modo como a internet contribui para a construção do 
conhecimento dos jovens. 
II Na charge, sugere-se que o contato com as redes sociais pode, muitas vezes, fazer com que as 
pessoas percam o contato com o mundo real. 
III O personagem da charge reconhece, no mundo real, aquilo que aprendeu na realidade virtual, 
o que indica o papel educativo da internet atualmente. 
Está correto o que se afirma somente em 
 
A 
I. 
B II. 
C III. 
D I e II. 
E I e III. 
 
14 - Leia a reportagem a seguir, publicada na edição nº 428 da Revista Saúde é Vital. 
O elo entre zika vírus e microcefalia 
Um dos dramas mais recentes na saúde brasileira foi o aparecimento do zika, vírus transmitido 
pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue. No Nordeste do país, o ataque do vírus 
se fez sentir de maneira ainda mais trágica: ao infectar gestantes, o vírus induziu a malformação 
do sistema nervoso do feto, provocando a chamada microcefalia. 
Figura central no estabelecimento dessa associação foi a epidemiologista Celina Turchi, da 
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ela capitaneou o estudo de caso, inédito no planeta, que 
confirmou as suspeitas de que o zika, e não outros fatores, era responsável por alterações 
fisiológicas e estruturais no sistema nervoso dos bebês em desenvolvimento. Estava batido o 
martelo: o vírus era o causador dos casos de microcefalia. 
 
Disponível em: . Acesso em: 08 mai. 2018. 
Com base na leitura, analise as afirmativas. 
I A pesquisa da Fiocruz foi realizada com 32 crianças com microcefalia e 64 crianças sem 
microcefalia, ou seja, 50% das crianças estudadaseram portadoras da doença. 
II De acordo com os estudos liderados por Celina Turchi, o vírus zika, disseminado principalmente 
pela picada do mosquito Aedes aegypti, é o causador dos casos de microcefalia, e essa doença é 
da mesma família da dengue e da febre amarela. 
III Pela reportagem, estima-se que mais de 20% dos casos de infecção por zika no mundo 
ocorreram no Brasil. 
É correto o que se afirma apenas em 
 
A 
I e III. 
B II. 
C III. 
D II e III. 
E I, II e III. 
 
15 - Leia a charge a seguir. 
 
Disponível em: . Acesso em: 30 jun. 2017. 
 
É correto dizer que a charge 
 
A 
faz crítica a um tipo de sistema de ensino que não visa a desenvolver o pensamento 
criativo dos estudantes. 
B 
tece crítica aos alunos que se apresentam como agentes passivos e desinteressados 
no processo de aprendizagem. 
C ilustra como o ensino técnico é importante para a formação dos jovens. 
D representa o pensamento popular "mente vazia, oficina do diabo". 
E 
mostra que o processo de ensino é eficiente apenas se houver dedicação por parte 
do professor com cada aluno, respeitando diferenças e características individuais. 
 
16 - (Enade 2017 – Adaptado). Os britânicos decidiram sair da União Europeia (UE). A decisão do 
referendo abalou os mercados financeiros em meio às incertezas sobre os possíveis impactos dessa 
saída. Os gráficos a seguir apresentam, respectivamente, as contribuições dos países integrantes 
do bloco para a UE, em 2014, que somam €144,9 bilhões, e a comparação entre a contribuição do 
Reino Unido para a UE e a contrapartida dos gastos da UE com o Reino Unido. 
 
Disponível em: . Acesso em: 06 set. 2017. (Adaptado). 
Considerando o texto e as informações apresentadas nos gráficos acima, assinale a opção 
correta. 
 
A 
A contribuição dos quatro maiores países do bloco somou 41,13%. 
B O grupo “outros países” contribuiu para esse bloco econômico com 42,1%. 
C 
A diferença entre a contribuição do Reino Unido com a UE e o gasto da UE com o 
Reino Unido representa 38,9% da contribuição do Reino Unido com a UE. 
D 
A soma das participações dos três países com maior contribuição para o bloco 
econômico supera 50%. 
E 
O percentual de participação do Reino Unido com o bloco econômico em 2014 foi de 
17,8%, o que o colocou entre os quatro maiores participantes. 
 
17 - Leia a charge. 
 
Disponível em: . Acesso 
em: 10 ago.2017. 
Com base na leitura e nos seus conhecimentos, analise as asserções e a relação entre elas. 
O objetivo da charge é mostrar que, em épocas distintas, há pessoas insatisfeitas por não 
apresentarem o padrão de beleza socialmente determinado. 
PORQUE 
Essa charge mostra, em diferentes períodos históricos, meios pelos quais os padrões de beleza, 
próprios da época, são reforçados no imaginário social. 
Assinale a alternativa correta. 
 
A 
A primeira asserção é falsa e a segunda, verdadeira. 
B A primeira asserção é verdadeira e a segunda, falsa. 
C As duas asserções são verdadeiras e a segunda justifica a primeira. 
D As duas asserções são verdadeiras mas a segunda não justifica a primeira. 
E As duas asserções são falsas. 
 
18 - (Enade 2017) Hidrogéis são materiais poliméricos em forma de pó, grão ou fragmentos 
semelhantes a pedaços de plástico maleável. Surgiram nos anos 1950, nos Estados Unidos da 
América e, desde então, têm sido usados na agricultura. Os hidrogéis ou polímeros 
hidrorretentores podem ser criados a partir de polímeros naturais ou sintetizados em laboratório. 
Os estudos com polímeros naturais mostram que eles são viáveis ecologicamente, mas ainda não 
comercialmente. 
No infográfico abaixo, explica-se como os polímeros naturais superabsorventes, quando 
misturados ao solo, podem viabilizar culturas agrícolas em regiões áridas. 
 
Por dentro dos hidrogéis 
Saiba como funcionam os polímeros superabsorventes que ajudam a reter no solo, por mais 
tempo, a água da chuva ou da irrigação. 
 
Disponível em: . Acesso em: 18 jul. 2017. (Adaptado) 
A partir das informações apresentadas, assinale a opção correta. 
 
A 
O uso do hidrogel, em caso de estiagem, propicia a mortalidade dos pés de café. 
B 
O hidrogel criado a partir de polímeros naturais deve ter seu uso restrito a solos 
áridos. 
C 
Os hidrogéis são usados em culturas agrícolas e florestais e em diferentes tipos de 
solos. 
D 
O uso de hidrogéis naturais é economicamente viável em lavouras tradicionais de 
larga escala. 
E 
O uso dos hidrogéis permite que as plantas sobrevivam sem a água da irrigação ou 
das chuvas. 
 
19 - (Enade 2017) Leia o texto a seguir. 
O sistema de tarifação de energia elétrica funciona com base em três bandeiras. Na bandeira 
verde as condições de geração de energia são favoráveis e a tarifa não sofre acréscimo. Na 
bandeira amarela a tarifa sofre acréscimo de R$0,020 para cada kWh consumido, e na bandeira 
vermelha, condição de maior custo de geração de energia, a tarifa sofre acréscimo de R$0,035 
para cada kWh consumido. Assim, para saber o quanto se gasta com o consumo de energia de 
cada aparelho, basta multiplicar o consumo em kWh do aparelho pela tarifa em questão. 
Disponível em: . Acesso em: 17 jul.2017. (Adaptado) 
Na tabela a seguir, são apresentados a potência e o tempo de uso diário de alguns aparelhos 
eletroeletrônicos usuais em residências. 
 
Disponível em: . Acesso em: 17 jul.2017. (Adaptado) 
Considerando as informações do texto, os dados apresentados na tabela, uma tarifa de R$0,50 
por kWh em bandeira verde e um mês de 30 dias, avalie as afirmativas a seguir. 
I Em bandeira amarela, o valor mensal da tarifa de energia elétrica para um chuveiro de 3.500W 
seria de R$1,05 e de R$1,65 para um chuveiro de 5.500W. 
II Deixar um carregador de celular e um modem de internet em stand-by conectados na rede de 
energia durante 24 horas por dia representa um gasto mensal de R$5,40 na tarifa de energia 
elétrica em bandeira verde, e de R$5,78, em bandeira amarela. 
III Em bandeira verde, o consumidor gastaria mensalmente R$3,90 a mais na tarifa de energia 
elétrica em relação a cada lâmpada incandescente usada no lugar de uma lâmpada LED. 
É correto o que se afirma em 
 
A 
II, apenas. 
B III, apenas. 
C I e II, apenas. 
D I e III, apenas. 
E I, II e III. 
 
20 - (Enade 2017) Sobre a televisão, considere a tirinha e o texto a seguir. 
TEXTO 1 
 
TEXTO 2 
A televisão é este contínuo de imagens, em que o telejornal se confunde com o anúncio de pasta 
de dentes, que é semelhante à novela, que se mistura com a transmissão de futebol. Os 
programas mal se distinguem uns dos outros. O espetáculo consiste na própria sequência, cada 
vez mais vertiginosa, de imagens. PEIXOTO, N. B. As imagens de TV têm tempo? In: NOVAES, A. Rede 
imaginária: televisão e democracia. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. (Adaptado) 
Com base nos textos 1 e 2, é correto afirmar que o tempo de recepção típico da televisão como 
veículo de comunicação estimula a 
 
A 
contemplação das imagens animadas como meio de reflexão acerca do estado de 
coisas no mundo contemporâneo, traduzido em forma de espetáculo. 
B 
fragmentação e o excesso de informação, que evidenciam a opacidade do mundo 
contemporâneo, cada vez mais impregnado de imagens e informações superficiais. 
C 
especialização do conhecimento, com vistas a promover uma difusão de valores e 
princípios amplos, com espaço garantido para a diferença cultural como capital 
simbólico valorizado. 
D 
atenção concentrada do telespectador em determinado assunto, uma vez que os 
recursos expressivos próprios do meio garantem a motivação necessária para o foco 
em determinado assunto. 
E 
reflexão crítica do telespectador,uma vez que permite o acesso a uma sequência de 
assuntos de interesse público que são apresentados de forma justaposta, o que 
permite o estabelecimento de comparações. 
 
21 - Leia os quadrinhos e o texto do sociólogo Zygmunt Bauman. 
 
Disponível em: . 
Acesso em: 30 jun. 2017. 
A “sociedade de consumidores” é um tipo de sociedade (recordando um termo, que já foi popular, 
cunhado por Althusser) que “interpela” seus membros (ou seja, dirige-se a eles, saúda-os, apela 
a eles, questiona-os, mas também os interrompe e “irrompe sobre” eles) basicamente na condição 
de consumidores. (...) Ela avalia – recompensa e penaliza – seus membros segundo a prontidão 
e adequação da resposta deles à interpelação. Como resultado, os lugares obtidos ou alocados 
no eixo da excelência/inépcia do desempenho consumista se transformam no principal fator de 
estratificação e no maior critério de inclusão e exclusão, assim como orientam a distribuição do 
apreço e do estigma sociais, e também de fatias da atenção do público. BAUMAN, Z. Vida para 
consumo. São Paulo: Nacional, 2008. 
Com base na leitura, analise as afirmativas. 
I Os quadrinhos e o trecho de Bauman tratam do valor do indivíduo na nossa sociedade, em que 
o consumo é considerado um critério para inclusão ou exclusão social. 
II O personagem dos quadrinhos está lendo uma frase de Bauman, com a qual concorda, pois, a 
essência de um indivíduo encontra-se em seu caráter. 
III Segundo o sociólogo, a incapacidade de consumir implica a penalização social do indivíduo. 
Assinale a alternativa certa. 
 
A 
As afirmativas I, II e III são corretas. 
B Somente as afirmativas I e III são corretas. 
C Somente a afirmativa III é correta. 
D Nenhuma afirmativa é correta. 
E Somente a afirmativa I é correta. 
 
22 - (Enade 2017) Leia o texto a seguir. 
A imigração haitiana para o Brasil passou a ter grande repercussão na imprensa a partir de 2010. 
Devido ao pior terremoto do país, muitos haitianos redescobriram o Brasil como rota alternativa 
para migração. O país já havia sido uma alternativa para os haitianos desde 2004, e isso se deve 
à reorientação da política nacional para alcançar liderança regional nos assuntos humanitários. 
A descoberta e a preferência pelo Brasil também sofreram influência da presença do exército 
brasileiro do Haiti, que intensificou a relação de proximidade entre brasileiros e haitianos. Em meio 
a esse clima amistoso, os haitianos presumiram que seriam bem acolhidos em uma possível 
migração ao país que passara a liderar a missão da ONU. 
Observa-se, na maneira como esses discursos se conformam, que a reação de uma parcela dos 
brasileiros aos imigrantes se dá em termos bem específicos: os que sofrem com a violência dos 
atos de xenofobia, em geral, são negros e têm origem em países mais pobres. 
SILVA, C. A. S.; MORAES, M. T. A política brasileira para refugiados e a migração haitiana. Revista 
do Direito. Santa Cruz do Sul, v.3, n.50, p.98-117, set./dez.2016. (Adaptado) 
A partir das informações do texto, conclui-se que 
 
o processo de acolhimento dos imigrantes haitianos tem sido pautado por 
características fortemente associadas ao povo brasileiro: a solidariedade e o respeito 
às diferenças. 
B 
as reações xenófobas estão relacionadas ao fato de que os imigrantes são 
concorrentes diretos para os postos de trabalho de maior prestígio na sociedade, 
aumentando a disputa por boas vagas de emprego. 
C 
o acolhimento promovido pelos brasileiros aos imigrantes oriundos de países do 
leste europeu tende a ser semelhante ao oferecido aos imigrantes haitianos, pois no 
Brasil vigora a ideia de democracia racial e do respeito às etnias. 
D 
o nacionalismo exacerbado de classes sociais mais favorecidas, no Brasil, motiva a 
rejeição aos imigrantes haitianos e a perseguição contra os brasileiros que pretendem 
morar fora do seu país em busca de melhores condições de vida. 
E 
a crescente onda de xenofobia que vem se destacando no Brasil evidencia que o 
preconceito e a rejeição por parte dos brasileiros em relação aos imigrantes haitianos 
é pautada pela discriminação social e pelo racismo. 
 
23 - (Enade 2017) Leia os textos a seguir. 
A produção artesanal de panela de barro é uma das maiores expressões da cultura popular do 
Espírito Santo. A técnica de produção pouco mudou em mais de 400 anos, desde quando a panela 
de barro era produzida em comunidades indígenas. Atualmente, apresenta-se com modelagem 
própria e original, adaptada às necessidades funcionais da culinária típica da região. As artesãs, 
vinculadas à Associação das Paneleiras de Goiabeiras, do município de Vitória - ES, trabalham 
em um galpão com cabines individuais preparadas para a realização de todas as etapas de 
produção. Para fazer as panelas, as artesãs retiram a argila do Vale do Mulembá e do manguezal 
que margeia a região e coletam a casca de Rhysophora mangle, popularmente chamada de 
mangue vermelho. Da casca dessa planta, as artesãs retiram a tintura impermeabilizante com a 
qual acoitam as panelas ainda quentes. Por tradição, as autênticas moqueca e torta capixabas, 
dois pratos típicos regionais, devem ser servidas nas panelas de barro assim produzidas. Essa 
fusão entre as panelas de barro e os pratos preparados com frutos do mar, principalmente a 
moqueca, pelo menos no estado do Espírito Santo, faz parte das tradições deixadas pelas 
comunidades indígenas. 
Disponível em: . Acesso em: 14 jul. 2017. (Adaptado) 
Como principal elemento cultural na elaboração de pratos típicos da cultura capixaba, a panela 
de barro de Goiabeiras foi tombada, em 2002, tornando-se a primeira indicação geográfica 
brasileira na área do artesanato, considerada bem imaterial, registrado e protegido no Instituto do 
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no Livro de Registro dos Saberes e declarada 
patrimônio cultural do Brasil. 
SILVA, A. Comunidade tradicional, práticas e reconhecimento: narrativas contemporâneas do patrimônio cultural. 
40º Encontro Anual da Anpocs. Caxambu, 2016. (Adaptado) 
Atualmente, o trabalho foi profissionalizado e a concorrência para atender ao mercado ficou mais 
acirrada, a produção que se desenvolve no galpão ganhou um ritmo mais empresarial, com maior 
visibilidade publicitária, enquanto as paneleiras de fundo de quintal se queixam de ficarem 
ofuscadas comercialmente depois que o galpão ganhou notoriedade. 
MERLO, P. Repensando a tradição: a moqueca capixaba e a construção da identidade local. Interseções. Rio de 
Janeiro. v.13, n.1, 2011. (Adaptado) 
Com base nas informações apresentadas, assinale a alternativa correta. 
 
A 
A produção das panelas de barro abrange interrelações com a natureza local, de onde 
se extrai a matéria-prima indispensável à confecção das peças ceramistas. 
B 
A relação entre as tradições das panelas de barro e o prato típico da culinária indígena 
permanece inalterada, o que viabiliza a manutenção da identidade cultural capixaba. 
C 
A demanda por bens culturais produzidos por comunidades tradicionais insere o 
ofício das paneleiras no mercado comercial, com retornos positivos para toda a 
comunidade. 
D 
A inserção das panelas de barro no mercado turístico reduz a dimensão histórica, 
cultural e estética do ofício das paneleiras à dimensão econômica da comercialização 
de produtos artesanais. 
E 
O ofício das paneleiras representa uma forma de resistência sociocultural da 
comunidade tradicional na medida em que o estado do Espírito Santo mantém-se 
alheio aos modos de produção, divulgação e comercialização dos produtos. 
 
24 - (Enade 2017) Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) compõem uma agenda 
mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, em 
setembro de 2015. Nessa agenda, representada na figura a seguir,são previstas ações em diversas 
áreas para o estabelecimento de parcerias, grupos e redes que favoreçam o cumprimento desses 
objetivos. 
 
Considerando que os ODS devem ser implementados por meio de ações que integrem a 
economia, a sociedade e a biosfera, avalie as afirmativas a seguir. 
I O capital humano deve ser capacitado para atender às demandas por pesquisa e inovação em 
áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável. 
II A padronização cultural dinamiza a difusão do conhecimento científico e tecnológico entre as 
nações para a promoção do desenvolvimento sustentável. 
III Os países devem incentivar políticas de desenvolvimento do empreendedorismo e de 
atividades produtivas com geração de empregos que garantam a dignidade da pessoa humana. 
É correto o que se afirma em 
 
A 
II, apenas. 
B III, apenas. 
C I e II, apenas. 
D I e III, apenas. 
E I, II e III. 
 
25 - (Enade 2017) Leia o texto a seguir. 
Segundo o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Alimentação e a Agricultura 
de 2014, a agricultura familiar produz cerca de 80% dos alimentos no mundo e é guardiã de 
aproximadamente 75% de todos os recursos agrícolas do planeta. Nesse sentido, a agricultura 
familiar é fundamental para a melhoria da sustentabilidade ecológica. 
Disponível em: . Acesso em: 29 ago. 2017. (Adaptado) 
Considerando as informações apresentadas no texto, avalie as afirmativas. 
I Os principais desafios da agricultura familiar estão relacionados à segurança alimentar, à 
sustentabilidade ambiental e à capacidade produtiva. 
II As políticas públicas para o desenvolvimento da agricultura familiar devem fomentar a inovação, 
respeitando o tamanho das propriedades, as tecnologias utilizadas, a integração de mercados e 
as configurações ecológicas. 
III A maioria das propriedades agrícolas no mundo tem caráter familiar, entretanto o trabalho 
realizado nessas propriedades é majoritariamente resultante da contratação de mão de obra 
assalariada. 
É correto o que se afirma em 
 
A 
I, apenas. 
B III, apenas. 
C I e II, apenas. 
D II e III, apenas. 
E I, II e III. 
 
26 - Leia o texto, fragmento da entrevista do sociólogo Zygmunt Bauman ao jornal El País. 
As redes sociais são uma armadilha 
A diferença entre a comunidade e a rede é que você pertence à comunidade, mas a rede pertence 
a você. É possível adicionar e deletar amigos, e controlar as pessoas com quem você se relaciona. 
Isso faz com que os indivíduos se sintam um pouco melhor, porque a solidão é a grande ameaça 
nesses tempos individualistas. Mas, nas redes, é tão fácil adicionar e deletar amigos que as 
habilidades sociais não são necessárias. Elas são desenvolvidas na rua, ou no trabalho, ao 
encontrar gente com quem se precisa ter uma interação razoável. Aí você tem que enfrentar as 
dificuldades, se envolver em um diálogo [...] As redes sociais não ensinam a dialogar porque é 
muito fácil evitar a controvérsia… Muita gente as usa não para unir, não para ampliar seus 
horizontes, mas ao contrário, para se fechar no que eu chamo de zonas de conforto, onde o único 
som que escutam é o eco de suas próprias vozes, onde o único que veem são os reflexos de suas 
próprias caras. As redes são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma 
armadilha. 
Disponível em: . Acesso em: 06 
ago. 2017. 
Com base na leitura, analise as afirmativas. 
I Segundo o texto, as redes sociais permitem que o indivíduo gerencie suas relações pessoais 
sem necessariamente lançar mão de aptidões sociais, como, por exemplo, o diálogo. 
II Para Bauman, as redes sociais são uma armadilha, pois, nelas, estão presentes pessoas mal-
intencionadas e são cada vez maiores os números de crimes ligados à vida virtual. 
III De acordo com o autor, as redes sociais constituem um espaço de muitas controvérsias e não 
há possibilidade de diálogo. 
É correto o que se afirma somente em 
 
A 
I. 
B I e II. 
C I e III. 
D II e III. 
E II. 
 
27 - Leia o texto e a charge. 
Eleita palavra do ano pelo dicionário Oxford, a pós-verdade definiu 2016. Isso porque atualmente 
os fatos importam menos do que aquilo em que as pessoas escolhem acreditar, ou seja, são 
tempos em que a verdade foi substituída pela opinião. 
“Pós-verdade deixou de ser um termo periférico para se tornar central no comentário político, 
agora frequentemente usado por grandes publicações sem a necessidade de esclarecimento ou 
definição em suas manchetes", justifica a entidade. O uso da palavra pela imprensa mundial em 
2016 cresceu 2.000% em relação ao ano anterior, principalmente na cobertura de fatos políticos. 
Eugenio Bucci, jornalista e professor da Escola de Comunicação e Artes da USP, avalia que, na 
era da pós-verdade, o eleitor toma cada vez mais decisões baseadas em sentimentos, crenças e 
ideologias. "A ideia contida aí é relativamente simples: a política teria rompido definitivamente com 
a verdade factual e passa a se valer de outros recursos para amalgamar os seguidores de suas 
correntes. É como se a política tivesse sucumbido ao discurso do tipo religioso e se conformado 
com isso". 
Já o filósofo Renato Janine Ribeiro afirma que 2016 será lembrado como o ano em que a mentira 
ganhou força, a ponto de influenciar as eleições. Para ele, o período foi marcado por vários 
acontecimentos que refletiram a pós-verdade, sendo os principais a eleição de Donald Trump 
como presidente dos Estados Unidos e o Brexit, referendo que decidiu pela saída do Reino Unido 
da União Europeia. "A campanha de Donald Trump foi o maior exemplo de pós-verdade, com 
desdenho total pela veracidade dos fatos mencionados. A campanha do Brexit também foi assim. 
Podemos dizer que outro exemplo foi a vitória do 'não' no referendo colombiano sobre o acordo 
de paz com as Farc, que poderia encerrar uma guerra de mais de 50 anos", diz Janine. 
Durante a corrida eleitoral, o republicano Trump afirmou que Hillary Clinton criou o Estado 
Islâmico, que Barack Obama era muçulmano, que o desemprego nos EUA chegava a 42% e que 
o Papa Francisco apoiava sua candidatura. Nenhuma dessas informações é verdadeira. Não 
importou. Muitas outras foram usadas sistematicamente para ganhar apoio e atingir a imagem de 
adversários. 
Já a campanha pelo Brexit se apoiou em declarações falsas, como dizer que a permanência no 
bloco custava ao Reino Unido US$470 milhões por semana e que, em breve, abriria as portas 
para milhares de imigrantes e refugiados. Disponível em: . Acesso em: 30 jul. 2017. (Adaptado) 
 
Disponível em: . Acesso em: 30 jul. 
2017. 
Com base na leitura, analise as afirmativas. 
I A charge utiliza o termo “pós-verdade” com o significado de “mentira”, ao apresentar o discurso 
de um pescador, figura que na cultura popular é normalmente associada ao ato de mentir sobre 
seus feitos ou de exagerar a dimensão deles. 
II O jornalista Eugênio Bucci destaca o poder das informações falsas na política e atribui 
equívocos de interpretações de acontecimentos mundiais à confusão que as pessoas fazem entre 
religião e governo. 
III De acordo com o filósofo Renato Janine Ribeiro, a eleição de Donald Trump baseou-se em 
promessas de campanha mentirosas, o que iludiu o cidadão norte-americano. 
Assinale a alternativa certa. 
 
A 
I, II e III são corretas. 
B Somente as afirmativas I e II são corretas. 
C Somente a afirmativa II é correta. 
D Nenhuma afirmativa é correta. 
E Somente a afirmativa I é correta. 
 
28 - Leia o texto e a tirinha a seguir. 
A criança também é educada pela mídia, principalmente pela televisão. Aprende a informar-se, a 
conhecer – os outros, o mundo, a si mesmo – a sentir, a fantasiar, a relaxar, vendo, ouvindo, 
‘tocando’ as pessoas na tela, que lhemostram como viver, ser feliz e infeliz, amar e odiar. A 
relação com a mídia eletrônica é prazerosa – ninguém obriga – é feita por meio da sedução, da 
emoção, da exploração sensorial, da narrativa – aprendemos vendo as histórias dos outros e as 
histórias que os outros nos contam. 
MORAN, J. M.; MASSETTO, M. T.; BEHRENS, M. A. Novas tecnologias e mediações pedagógicas. Campinas: 
Papirus, 2012. 
 
Disponível em: . Acesso em: 02 ago. 2017. 
Com base na leitura, analise as asserções e a relação entre elas. 
I O texto e a tirinha assumem o mesmo discurso em relação ao papel da televisão na educação 
da criança, pois enaltecem o estímulo ao desenvolvimento da imaginação e da linguagem, 
proporcionado pelo meio de comunicação. 
PORQUE 
II De acordo com o texto, uma das principais motivações que levam ao aprendizado refere-se às 
emoções vivenciadas pela criança na interação com o mundo, que ocorre também por meio da 
mídia. 
Assinale a alternativa correta. 
 
A 
A primeira asserção é falsa e a segunda, verdadeira. 
B A primeira asserção é verdadeira e a segunda, é falsa. 
C As duas asserções são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. 
D As duas asserções são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira. 
E As duas asserções são falsas. 
 
29 - Leia a charge. 
 
Disponível em: . Acesso em: 7 jun. 2017. 
A charge apresenta uma crítica 
 
A 
à falta de estrutura física nas escolas públicas. 
B à superlotação das salas de aula nas escolas públicas. 
C à doutrinação política realizada pelos professores da rede pública. 
D à violência na escola pública, principalmente a praticada pelos professores. 
E ao tipo de ensino que desconsidera o pensamento dos alunos. 
 
30 - Leia a charge e o trecho de Milton Santos. 
 
Disponível em: . Acesso em: 15 ago. 2017. 
De fato, para grande parte da humanidade a globalização está se impondo como uma fábrica de 
perversidades. O desemprego crescente torna-se crônico. A pobreza aumenta e as classes 
médias perdem em qualidade de vida. O salário médio tende a baixar. A fome e o desabrigo se 
generalizam em todos os continentes. A mortalidade infantil permanece, a despeito dos 
progressos médicos e da informação. A educação de qualidade é cada vez mais inacessível. 
Alastram-se e aprofundam-se males espirituais e morais, como o egoísmo, o cinismo e a 
corrupção. A perversidade sistêmica que está na raiz dessa evolução negativa da humanidade 
tem relação com a adesão desenfreada aos comportamentos competitivos que atualmente 
caracterizam as ações hegemônicas. Todas essas mazelas são direta ou indiretamente 
imputáveis ao presente processo de globalização. SANTOS, M. Por uma outra globalização: Do 
pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2001. 
Com base na leitura, analise as afirmativas. 
I A charge e o texto apresentam visões antagônicas sobre o processo de globalização, pois a 
charge mostra a inclusão de todos, e o texto critica a perversidade da economia global. 
II Para Milton Santos, a perversidade caracterizada pelas desigualdades é intrínseca à 
globalização. 
III A charge destaca o aumento das ofertas de emprego promovido pela globalização, ao contrário 
do texto, que afirma que o desemprego é crescente e crônico. 
IV A charge e o texto contrapõem-se ao discurso comum de que a globalização promove 
igualdade e crescimento a todos os países e classes sociais. 
É correto o que se afirma somente em 
 
A 
II e IV. 
B I, II e IV. 
C II, III e IV. 
D I e III. 
E II e III. 
 
31 - Leia a charge e o texto da professora Íris Rodrigues Oliveira, da UFRJ. 
 
Disponível em: . Acesso em: 27 jul. 2017. 
A educação não pode, sozinha, instaurar um estatuto de ascensão social para quem quer que seja. 
Não é fato comprovado cientificamente que alguém que tenha, por exemplo, curso universitário 
ascenda social, econômica, emocionalmente. A educação tem que ser aberta para todos e 
possibilitar que o homem tenha uma formação que o capacite a conhecer novos espaços, investir 
em novas aventuras, sejam cognitivas, afetivas, econômicas, sociais, de todos os tipos. 
O Brasil tem que lutar contra fortes indicadores de exclusão social, econômica e financeira. Quando 
se fala em ascensão social, pensa-se em apenas uma das características, porque ninguém 
comprova que uma ascensão econômica leva a uma social. O que é uma ascensão social? Como é 
que você se sente incluído socialmente em uma cultura, em um grupo, em um lugar? Será que as 
pessoas de bom nível econômico, emocional, afetivo têm, também, um bom nível social? Será que 
as que têm bom nível social – que são aceitas socialmente e fazem parte de grupos – têm um nível 
econômico que lhes permita atender minimamente as suas necessidades básicas? É uma questão 
para se montar uma pesquisa e constatar, empiricamente, essas formulações. 
O Brasil vive lutando com formas de incluir não apenas socialmente, mas também humanamente 
em determinadas categorias. Dizer que a educação pública é para todos é uma falácia. 
Acompanhamos estágios de alunos em escolas que são simulacros de escola; não vou dizer nem 
cópia, porque cópia é até bom, mas um simulacro, algo ruim. Ambientes sem materiais de 
produção de qualidade, em que os alunos não têm condição sequer de se relacionarem uns com 
os outros. Nem os professores têm material didático-pedagógico e humano para promover aquela 
escola como um lócus da formação do homem para conviver com outro homem e com os valores 
culturais dos quais ele é herdeiro. Então o que tem que se fazer é investir mais no homem e deixar 
de se investir tanto em partido político e organizações. A minha proposta é que a escola deixe de 
ser um problema de governo e passe a ser um problema de Estado. 
Disponível em: . Acesso em: 15 set. 
2017. 
Com base na leitura, analise as afirmativas. 
I A charge e o texto apresentam visões antagônicas, pois, enquanto a charge vê a educação como 
solução para o crescimento pessoal e profissional, o texto afirma que a educação não promove a 
ascensão social, mas apenas a ascensão econômica. 
II Segundo o texto, a educação por si só não garante a ascensão social, e o ensino público no Brasil 
carece de materiais físicos e de capital humano capacitado. 
III A autora do texto considera que o ensino não deve ser responsabilidade do Estado e mostra-se 
a favor da privatização das escolas públicas, que atualmente apresentam péssima qualidade. 
É correto o que se afirma somente em 
 
A 
I. 
B I e II. 
C III. 
D II e III. 
E II. 
 
32 - Leia a charge e o trecho da notícia. 
 
Disponível em: 
. Acesso em 03 jul. 2017. 
Brasil é o 10º país mais desigual do mundo 
País apresenta mais disparidades que vizinhos como Chile e México 
Marcelo Corrêa (21/03/2017) 
O Brasil é o décimo país mais desigual do mundo, segundo dados divulgados no Relatório de 
Desenvolvimento Humano (RDH), elaborado pelas Nações Unidas. O levantamento usa como 
referência o chamado Índice de Gini, uma forma de calcular a disparidade de renda. O indicador 
varia de 0 a 1 — quanto menor, melhor. No Brasil, ficou em 0,515 em 2015, mesmo número 
registrado pela Suazilândia, e maior do que vizinhos da América Latina, como Chile (0,505) e 
México (0,482). O ranking é liderado pela África do Sul, a nação mais desigual, com Gini de 0,634. 
Namíbia, com 0,610, e Haiti, com 0,608, completam o top 3. Todos esses três países têm Índice 
de Desenvolvimento Humano (IDH) considerados baixos ou médios. O Brasil, que ficou estagnado 
em 2015, tem IDH de 0,754, considerado

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