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,16 Biotecnologia Farmacêutica Empirismo: teoria que tem como principal noção de que o conhecimento vem, principalmente, das experiencias sensoriais. A biotecnologia é para melhoramento de algo da sociedade Insulina recombinante: Echerichia coli é a bactéria mais usada para inserir a insulina pela facilidade de multiplicação, combino o material genético que ela já tem, e adiciono a insulina recombinante que sintetizei no laboratório insere um gene em uma célula que não tem esse gene. Descobriu gene da insulina: já sabe o tamanho do gene, a sequência de nucleotídeo etc. Preciso de um fragmento de DNA que quero, por exemplo o que contêm informação genética da insulina, mas pode ser qualquer outra, qualquer fragmento de DNA, por exemplo, posso adicionar uma enzima que... ...faz a bactéria começar a degradar plástico após ela produzir essa enzima. Enzima de restrição: produzida pelas bactérias que corta o DNA dos vírus que são injetados por eles mesmos dentro da bactéria. Região palindrômica: uma palavra que leio da esquerda para direita e vice-versa A enzima de restrição só interage com regiões palindrômicas. Uma única bactéria pode produzir várias enzimas de restrição, que reconhece uma região palindrômica. Plasmídeo: molécula DNA de fita dupla circular dentro da bactéria, nem todas tem. 1 bactéria pode ter plasmídeos diferentes que ela pegou de outras bactérias. Bactéria E. coli, fácil de cultivar no laboratório, barato, fácil manuseio, cresce rápido (12min) e não é exigente, vive no intestino. Para alterá-la geneticamente, o plasmídeo que é... ...redondo. coloquei 100 plasmídeos e 100 enzimas de restrição para cortar os 100, mas não é certeza. Coloco os DNA que quero que o plasmídeo absorva, o que eu espero é que os 100 plasmídeos foram costados e modificados, contendo o gene de DNA que foi colocado – não tenho certeza. Coloco esses plasmídeos na E. coli. Qual a maneira de eu saber que a bactéria recebeu o plasmídeo¿ Pelo meio de resistência dessa bactéria. Quem me garante que todo plasmídeo será alterado geneticamente¿ Galactosidase: enzima que quebra galactose (açúcar). Plasmídeo que tem o gene de resistência e que possui a galactosidase você consegue saber quais receberam o gene de insulina e qual não Células hospedeiras recebem o gene, nesse caso a bactéria, vetor no caso é o plasmídeo que carrega o gene. Cosmídeo: mistura de plasmídeo com pedações de material genético do vírus Biotecnologia Farmacêutica Insulina recombinante é combinar DNAs, você faz uma bactéria produzir o que você quer. A insulina, proteína do corpo não é idêntica do porco, então usando ao longo do tempo usando pode trazer ...reação adversa ou alérgica. A insulina é uma proteína produzida nas células a partir dos ribossomos. Todas as bactérias têm cromossomos mas tem todas tem plasmídeo, que é uma molécula de DNA circular pequena. pBR322 →plasmídeo brasileiro 322 as bactérias roduzem enzimas de restrição, ela corta o material genético estranho de vírus nas... ...células. A enzima de restrição lê apenas a região pelindrômica. Saber o que é desnaturação, colocar no plasmídeo em pH ácido vai desnaturar e virar 2 fitas circulares simples, que... ...antes eram fitas duplas. Como saber que o gene de resistência deu certo na bacteéria que eu coloquei, depois de semear no meio de cultura precisa ser resistência. DNA e RNA São ácidos nucleicos, formados por nucleotídeos que tem 1 fosfato, 1 pentose (açúcar) e 1 base nitrogenada. DNA → açúcar desoxirribose; RNA → açúcar ribose. Ligação fosfodiéster: os nucleotídeos vão se unir quando a hidroxila na posição 5 de um nucleotídeo se liga ao grupo fosfato na posição 3 do nucleotídeo. Formando cadeia com bases livres para interagir com outras bases. BASES: A – adenina; T – timina; C – citosina; G – guanina. DNA: apresenta duas cadeias de nucleotídeos, ligadas por bases nitrogenadas. Podendo ser púricas (A e G) ou pirimídicas (T e C). Adenina de uma cadeia se liga a Timina de outra cadeia por meio de duas ligações. Citosina de uma cadeia se liga a Guanina de outra cadeia por meio de três ligações. Essas ligações são pontes de hidrogênio. Essa fita dupla formada pela ligação de bases nitrogenadas apresenta-se em espiral → formato em hélice. RNA: apresenta fita simples, formada pela união de nucleotídeos. Aqui não tem timina, possui uma base especifica → Uracila. Importante para produção de proteínas no nosso organismo. Expressão Gênica: As etapas do processo de síntese das proteínas são reguladas pelos genes. Expressão gênica é o nome do processo pelo qual a informação contida nos genes (a sequência do DNA) gera produtos gênicos, que são as moléculas de RNA (na etapa de transcrição gênica) e as proteínas (na etapa de tradução gênica). Tradução e transcrição: síntese de proteínas. Transcrição: produção de uma molécula de RNA a partir do DNA da célula → será formado o RNAm que levará a informação genética para a síntese de proteínas. Assim que encontra os ribossomos, o RNA sofre a tradução. Nessa primeira fase a molécula de DNA se abre, e os códigos presentes no gene são transcritos para a molécula de RNA. A enzima polimerase do RNA se liga a uma das extremidades do gene, separando as fitas de DNA e os ribonucleotídeos livres se emparelham com a fita de DNA que serve de molde. A sequência das bases nitrogenadas do RNA segue exatamente a sequência de bases do DNA, segundo a seguinte regra: • U com A (Uracila-RNA e Adenina-DNA), • A com T (Adenina-RNA e Timina-DNA), • C com G (Citosina-RNA e Guanina-DNA) e • G com C (Guanina-RNA e Citosina-DNA). O que determina o início e o fim do gene que será transcrito são sequências específicas de nucleotídeos, o início é a região promotora do gene e o fim é a região terminal. A polimerase do RNA se encaixa na região promotora do gene e vai até a região terminal. Tradução: A cadeia polipeptídica é formada pela união de aminoácidos segundo a sequência de nucleotídeos do RNAm. Essa sequência do RNAm, denominada códon, é determinada pela sequência de bases da fita do DNA que serviu de molde. Desse modo, a síntese de proteínas é a tradução da informação contida no gene, por isso se chama tradução gênica. CLONAGEM DE DNA O que é? Cópia idêntica de pedações do DNA que codifica algo de interesse, formará uma proteína útil. A maneira de retirar uma parte que contenha genes a clonar desejados de uma fita dupla de DNA estirada é com a utilização de enzimas de restrição (existem muitas). Elas reconhecem sequências especificas então podemos escolher as enzimas certas para cortas os pedaços de DNA que desejamos. Assim podemos cortar o gene desejado e retirá-lo da fita dupla de DNA. Depois de separado, precisamos colá-lo em um plasmídeo. Plasmídeos também possui duplas fitas de DNA. Tudo isso é feito em soluções, adiciona-se a dupla fita de DNA que contêm o gene juntamente com as enzimas de restrição específicas, que liberam o gene desejado que se emparelha com o plasmídeo. Para “fechar” a reação, unir a fita com gene com o plasmídeo, usamos enzimas de DNA ligase, que vai unir as cadeias “colando”. Utilizamos a bactéria Escherichia coli. Imagine um tubo de ensaio com essa bactéria, inserindo os plasmídeos na bactéria, ela absorve esses plasmídeos com o gene de nosso interesse em solução. Após um choque térmico, sendo de temperatura ou de pH (temperatura é de menor custo) elas absorvem o plasmídeo. Uma vez que ela já tem o gene, precisamos que se multiplique utilizando meio de cultura com nutrientes onde todas irão se proliferar dando origens a várias colônias. Porém, há bactérias que incorporam o plasmídeos e outras que não, desse modo precisamos selecionar as que incorporaram e eliminar as que não incorporaram.A solução deste problema é inserir também um gene para resistência a um determinado antibiótico. Assim, todas as bactérias que incorporarem o plasmídeo irão carregar também, além do gene desejado, um gene de resistência a um antibiótico. Finalmente, junto ao meio de cultura adicionamos antibiótico (correspondente). Logo, apenas as bactérias que incorporaram o plasmídeo serão capazes de sobreviver. E as que não incorporaram irão morrer na presença do antibiótico. Dentre todas as proteínas que produzimos, podemos citar a insulina para diabéticos. Região palindrômica: é uma sequência de DNA que pode ser lida da mesma forma nos dois sentidos. Ex.: 5’ – GAATTC – 3’ 3’ – CTTAAG – 5’ As enzimas de restrição reconhecem regiões palindrômicas específicas no DNA e fazem o corte exatamente ali. Plasmídeo: molécula DNA de fita dupla circular dentro da bactéria, nem toda tem. 1 bactéria pode ter plasmídeos diferentes que ela pegou de outras bactéria. Bactéria E. coli, fácil de cultivar no laboratório, barato, fácil manuseio, cresce rápido (12min) e não é exigente, vive no intestino. Para alterá-la geneticamente. TERAPIA GÊNICA A terapia gênica é um procedimento que introduz genes funcionais no interior das células com o objetivo de tratar doenças. A terapia gênica utiliza técnicas de DNA recombinante para substituir ou manipular genes com problemas. A introdução de um gene sadio irá corrigir uma informação que está errada ou ausente do DNA de um indivíduo, o que pode levar a cura da doença ou alívio dos seus sintomas. De modo resumido, podemos dizer que a terapia gênica é a troca de genes defeituosos por genes sadios. Como funciona a terapia gênica? A técnica da terapia gênica consiste na introdução de um gene sadio no organismo, considerado o gene de interesse (gene terapêutico). Este gene encontra-se em uma molécula de DNA ou RNA que deverá ser introduzida em um organismo. Porém, o DNA dificilmente é introduzido diretamente em um organismo. É necessário um carregador que transporte o DNA até o seu destino, onde ocorrerá a troca de genes. Esse carregador é chamado de vetor. Os vetores podem ser plasmídeos ou vírus. Geralmente, o vírus é escolhido para ser o vetor de um determinado gene. Isso porque os vírus são, naturalmente, especializados em invadir células e nelas introduzir material genético. Entretanto, para ser um vetor, o vírus sofre modificações, nas quais são retiradas informações genéticas que possam desencadear resposta imune, apenas os seus genes essenciais são mantidos. 2. O que é PCR PCR significa Reação em Cadeia da Polimerase. É uma técnica que faz milhões ou bilhões de cópias de um pedaço específico de DNA no laboratório. Imagine assim: Se você tem uma quantidade minúscula de DNA, a PCR funciona como uma fotocopiadora genética. Ela amplifica o DNA para conseguirmos estudar. 4. Por que usamos a Taq polimerase Na PCR o DNA precisa ser aquecido até 95–98°C.4 Problema: enzimas normais morrem nessa temperatura. Solução: cientistas descobriram a bactéria Thermus aquaticus, que vive em fontes termais muito quentes. A enzima dela é a Taq polimerase, que resiste ao calor. Torna PCR possível. 5. Ciclo da PCR A PCR acontece em ciclos de temperatura dentro de um aparelho chamado termociclador. Desnaturação (95–98°C) O DNA abre. As duas fitas se separam. Anelamento (55–65°C) Os primers se ligam ao DNA. Eles marcam o local que será copiado. Extensão (72°C) A Taq polimerase cria a nova fita de DNA. Esse ciclo se repete 30 a 32 vezes. Resultado: 1 cópia vira bilhões de cópias de DNA. 6. Problema após a PCR Mesmo com bilhões de cópias de DNA, não conseguimos ver o DNA a olho nu. Então usamos outra técnica: Eletroforese em gel 7. O que é Eletroforese É uma técnica para separar DNA pelo tamanho. Funciona assim: • O DNA tem carga negativa • Quando passa corrente elétrica ele vai para o polo positivo O DNA passa por um gel de agarose, que funciona como uma esponja cheia de buracos. 8. Separação dos fragmentos Durante a corrida no gel: • fragmentos pequenos → correm mais rápido • fragmentos grandes → correm mais devagar Assim o DNA fica separado por tamanho. 9. Como enxergamos o DNA O gel recebe um corante (ex: brometo de etídio). Quando colocamos o gel em luz ultravioleta, aparecem bandas fluorescentes. Cada banda = um fragmento de DNA. 10. O que é o Marker O marker (marcador molecular) é uma mistura de fragmentos de DNA com tamanhos conhecidos. Ele funciona como uma régua. Comparando as bandas da amostra com o marcador, descobrimos o tamanho do DNA (em pares de base – pb). 11. Para que usamos PCR + eletroforese Essas técnicas são usadas para: Diagnóstico de doenças Detectar DNA de vírus ou bactérias Exemplos: • COVID • HIV • tuberculose Investigação forense Comparar DNA entre pessoas Exemplos: • teste de paternidade • identificação criminal 1. Objetivo do experimento O objetivo da prática é extrair o DNA das células vegetais para conseguir visualizá-lo. Normalmente o DNA não pode ser visto a olho nu, mas quando ele é extraído e precipitado, aparece como filamentos esbranquiçados parecidos com algodão. 2. Por que usar morango e cebola? Morango • possui muito DNA • tem 8 cópias de cada cromossomo • por isso o DNA fica mais fácil de visualizar Cebola • células grandes • fácil ruptura celular 3. Etapas da extração de DNA Normalmente o procedimento segue essas etapas: Maceração O morango ou a cebola são amassados. Objetivo: • quebrar o tecido • romper parte das células • liberar o conteúdo celular. Adição de detergente O detergente serve para quebrar as membranas. Ele dissolve: • membrana plasmática • membrana nuclear Essas membranas são feitas de lipídios, que o detergente destrói. Resultado: o DNA é liberado. Adição de sal O sal (NaCl) ajuda a: • separar o DNA das proteínas • estabilizar a molécula de DNA Assim o DNA fica mais fácil de precipitar. Filtração A mistura é filtrada para: • remover pedaços de tecido • deixar apenas o líquido com DNA. Adição de álcool (etanol ou álcool gelado) Essa é a etapa mais importante. O álcool faz o DNA precipitar. Isso acontece porque o DNA não é solúvel em álcool. Então ele aparece como: • fios • nuvem branca • filamentos viscosos 4. O que é aquele “fio branco” Aquele material branco que aparece é: DNA precipitado Ele pode ser puxado com um palito ou bastão de vidro. 5. O que geralmente a prova pergunta Qual o papel do detergente? Quebrar membranas celulares e nucleares. Qual a função do sal? Separar DNA das proteínas e ajudar na precipitação. Qual a função do álcool gelado? Precipitar o DNA para torná-lo visível. Por que macerar o material? Romper células e liberar o conteúdo celular. Por que o morango é muito usado? Porque possui muitas cópias de DNA (octaplóide). 6. Relação com biotecnologia farmacêutica Essa técnica é importante porque a extração de DNA é o primeiro passo para muitas análises, como: • PCR • diagnóstico molecular • engenharia genética • produção de medicamentos biotecnológicos.