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A 10.º ANO ENSINO SECUNDÁRIO BIOLOGIA E GEOLOGIA A Banco de Exercícios BIOG EO FOCO CRIAÇÃO INTELECTUAL ESTELA SILVA GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 1 15/03/2021 15:03 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 102 Do m ín io 1 : G eo lo gi a e m ét od os I II III IV V VI VI I VI II IX X XI XI I XI II XI V XV XV I XV II XV III XI X XX 1. A Te rr a e os s eu s su bs is te m as 1.1 . Os s ub si st em as te rr es tre s ✗ ✗ ✗ 1. 2. In te ra çã o de s ub si st em as ✗ ✗ ✗ 2. As ro ch as , a rq ui vo s qu e re la ta m a h is tó ria d a Te rr a 2. 1. R oc ha s se di m en ta re s ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ 2. 2. R oc ha s m ag m át ic as ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ 2. 3. R oc ha s m et am ór fic as ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ 2. 4. C ic lo d as ro ch as ✗ ✗ ✗ ✗ 3. A Te rr a, u m p la ne ta e m m ud an ça 3. 1. P rin cí pi os b ás ic os d o ra ci oc ín io g eo ló gi co ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ 3. 2. O m ob ili sm o ge ol óg ic o. A s pl ac as te ct ón ic as e o s se us m ov im en to s ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ 4. A m ed id a do te m po e a id ad e da T er ra 4. 1. D at aç ão re la tiv a / 4 .2 . D at aç ão a bs ol ut a ✗ ✗ ✗ ✗ 4. 3. M em ór ia d os te m po s ge ol óg ic os ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ Do m ín io 2 : E st ru tu ra e d in âm ic a da g eo sf er a 1. Vu lc an ol og ia 1.1 . Vu lc an is m o – m an ife st aç õe s pr im ár ia s / 1 .2 . M at er ia is e xp el id os ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ 1. 3. V ul ca ni sm o – m an ife st aç õe s se cu nd ár ia s ou re si du ai s ✗ ✗ 1. 4. V ul cõ es e p la ca s te ct ón ic as ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ 1. 5. M in im iza çã o de ri sc os v ul câ ni co s – pr ev is ão e p re ve nç ão ✗ ✗ ✗ ✗ 1. 6. B en ef íc io s do v ul ca ni sm o ✗ ✗ 2. Si sm ol og ia 2. 1. S is m os – d ef in iç ão e c au sa s ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ 2. 2. D et eç ão e re gi st o de s is m os ✗ ✗ ✗ 2. 3. In te ns id ad e e m ag ni tu de d e um s is m o ✗ ✗ 2. 4. D ad os d e pr op ag aç ão d e on da s sí sm ic as e p ro fu nd id ad e da s de sc on tin ui da de s da g eo sf er a ✗ ✗ ✗ 2. 5. S is m os e p la ca s te ct ón ic as ✗ ✗ ✗ ✗ 2. 6. S is m ic id ad e em P or tu ga l ✗ 2. 7. M in im iza çã o de ri sc os s ís m ic os – p re vi sã o e pr ev en çã o ✗ ✗ ✗ 3. M ét od os p ar a o es tu do d o in te rio r d a ge os fe ra ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ 4. M od el o e di nâ m ic a da e st ru tu ra in te rn a da g eo sf er a 4. 1. C on tri bu to s pa ra o c on he ci m en to d a es tru tu ra in te rn a da T er ra ✗ ✗ ✗ 4. 2. U m m od el o da e st ru tu ra in te rn a da T er ra ✗ ✗ ✗ GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_4P.indd 2 16/03/2021 15:08 Figura 1 – Variação do isótopo 18O registado em sedimentos marinhos desde há 65 Ma até ao presente. Q ua nt id ad e de 1 8 O Idade (Ma) - 2 0 2 65 35 0 (u ni da de s si m pl ifi ca da s) Icehouse Coolhouse Warmhouse Hothouse 3BANCO DE EXERCÍCIOS GE OL OG IA Grupo I Há mais de cinco décadas que se investigam os sedimentos dos fundos oceânicos, assim como os microfósseis aí presentes. Recentemente, uma equipa internacional de investigadores recorreu a estes vestígios para estudar os padrões do clima nos últimos 66 milhões de anos (Ma). Os cientistas reconstruíram e analisaram as alterações climáticas globais examinando as evidências preservadas em isótopos de oxigénio e de carbono (18O e 13C, respetivamente), obtendo informações relativas às paleotemperaturas dos mares profundos, aos volumes globais de gelo e ao ciclo do carbono. Estes isótopos são armazenados em conchas de microrganismos unicelulares dos fundos marinhos, os foraminíferos. Estas conchas são formadas por precipitação de carbonato1, pelo que, ao incorporar este elemento, os foraminíferos criam uma “impressão digital química” da água do mar. Assim, ficam registadas alterações nos ciclos do carbono e do oxigénio, influenciados pela temperatura e nível do mar. A velocidade de deposição de material no fundo marinho é de cerca de 1 centímetro/1000 anos, pelo que o clima global vai ficando gravado, de forma lenta mas precisa, nas profundezas do oceano. Estes estudos resultaram numa nova curva de referência climática (figura 1), a partir de 14 registos de perfuração oceânica de 12 laboratórios internacionais e de arquivos do solo oceânico recolhido na Antártida desde 1966. Foram detetadas nas conchas pequenas variações na proporção de carbono, que estão direta- mente ligadas à biosfera e ao ciclo global do carbono: a emissão de CO2 para a atmosfera, por fenó- menos naturais como erupções vulcânicas, conduz ao aumento da dissolução deste gás no oceano. 1carbonato – substância mineral que apresenta na sua composição química o ião CO3 2–. Baseado em www.publico.pt (consultado em setembro de 2020), Westerhold, T. et al. (2020) An astronomically dated record of Earth’s climate and its predictability over the last 66 million years, Science 1. Na formação de sedimentos intervêm processos de (A) meteorização e erosão. (B) meteorização, erosão e transporte. (C) erosão e transporte. (D) erosão, transporte e diagénese. 2. As rochas sedimentares que englobam restos de seres vivos, como conchas, e as rochas formadas por clastos denominam-se, respetivamente, (A) detríticas e biogénicas. (B) quimiogénicas e detríticas. (C) biogénicas e detríticas. (D) detríticas e quimiogénicas. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 3 15/03/2021 15:03 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 104 3. A proporção entre isótopos instáveis e isótopos estáveis informa sobre a idade da estrutura em que estes são encontrados. A datação baseada em radioisótopos (A) é uma técnica de datação relativa, que permite atribuir um valor numérico à idade da rocha ou da estrutura a ser datada. (B) apenas pode ser utilizada de forma segura na datação de rochas magmáticas e sedimentares. (C) admite que o tempo de semivida de um par de isótopos é igual a metade do tempo de vida dos isótopos-pai. (D) é fiável pois a variação da proporção isótopos-pai/isótopos-filho não é afetada pela variação das condições ambientais. 4. Identifique no gráfico da figura 1 as variáveis dependente e independente. 5. O estudo referido no texto estudou os padrões de clima (A) ao longo do Paleozoico. (B) durante o Mesozoico e o Cenozoico. (C) no período em que os dinossauros dominaram os ambientes terrestres. (D) apenas de ambientes aquáticos. 6. A incorporação de carbono nas conchas de foraminíferos é um exemplo de interação direta e indireta entre (A) biosfera, litosfera, atmosfera e hidrosfera. (B) biosfera e hidrosfera. (C) litosfera, atmosfera e hidrosfera. (D) biosfera, hidrosfera e atmosfera. 7. A restrição da utilização de dados relativos aos foraminíferosGFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 29 15/03/2021 15:03 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1030 deste imenso vulcão e, atualmente, erupções explosivas persistentes, às vezes com pequenas emis- sões de lava, ocorrem em uma ou mais crateras. Nos seus flancos, através do sistema de fissuras, ocorrem taxas de efusão altas, embora menos frequentes. Os fluxos de lava do flanco sudeste esten- dem-se até ao sopé do vulcão, atingindo o mar. No dia 24 de dezembro de 2018, o Etna “despertou” eram 7h50 da manhã em Lisboa (mais uma hora em Itália) e, nas primeiras cinco horas de intensa atividade vulcânica, foram registados mais de 200 abalos sísmicos, sendo que o abalo mais forte atingiu a magnitude de 4,0. De uma nova fissura lateral foi libertada lava e do seu cume uma nuvem de cinzas levou ao encerramento temporário, na véspera de Natal, do espaço aéreo da Sicília. Na madrugada do dia 26 de dezembro de 2018, um sismo de magnitude 4,8, com foco a 1 km de profundidade, feriu 28 pessoas e provocou a derrocada de inúmeros edifícios na Catânia. Monte Etna Epicentro (26 de dezembro 2018) Messina Catânia A B Siracusa Limite tectónico N 0 30 km Monte Etna Mar Tirreno Placa Euro-asiática Placa Africana Mar Mediterrâneo Sicília A B Figura 1 – Contexto geotectónico simplificado do Etna. Figura 2 – Perfil simplificado da posição geotectónica do Etna segundo a direção AB da figura 1. Adaptado de: https://earthquake.usgs.gov/ e https://geology.com/ GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 30 15/03/2021 15:03 31BANCO DE EXERCÍCIOS GE OL OG IA 1. O vulcão Etna é um estratovulcão (A) porque se encontra ainda em formação. (B) formado por níveis piroclásticos intercalados com níveis lávicos. (C) devido à formação de pillow lavas no Mar Mediterrâneo. (D) formado por estratos de basalto. 2. Aquando do início da formação do Etna (A) o planeta era povoado por dinossáurios. (B) existia um só continente, a Pangeia. (C) ocorreu a extinção K-T. (D) os primeiros hominídeos já deambulavam pela Terra. 3. O episódio eruptivo do Etna, que teve início na véspera do Natal de 2018, (A) manifestou caráter explosivo devido à libertação, sob pressão, de lavas encordoadas. (B) foi misto devido à libertação de bombas, lapilli e cinzas. (C) teve origem em magmas com viscosidade diferente. (D) manifestou caráter efusivo devido à libertação de lavas ricas em sílica. 4. O limite tectónico associado ao Etna é (A) resultado da convergência de duas placas litosféricas com diferentes densidades. (B) um limite construtivo com subducção da placa litosférica mais densa. (C) consequência de movimentos convectivos ascendentes. (D) um limite destrutivo com acreção de placa litosférica menos densa. 5. Tendo presente os dados fornecidos, fundamente a afirmação: “A altitude do vulcão Etna tem aumentado progressivamente”. 6. O sismo de 26 de dezembro de 2018, com epicentro em Catânia, (A) deveu-se à libertação de energia no foco equivalente a 4,8 quilos de explosivos. (B) devido à sua baixa magnitude, dificultou a recolha de dados e a delimitação precisa das suas isossistas. (C) libertou quantidades variáveis de energia em função da distância ao epicentro. (D) apresentou uma magnitude de 4,8 calculada a partir da amplitude das ondas internas e da distância ao epicentro. 7. A acumulação da energia sísmica que originou o sismo de 26 de dezembro ocorreu em rochas (A) com comportamento dúctil, a cerca de 1 km de profundidade. (B) da crusta ricas em silício, alumínio e magnésio. (C) com comportamento dúctil em condições termodinâmicas elevadas. (D) litosféricas ricas em ferro e magnésio. 8. As ondas sísmicas (A) primárias são longitudinais de grande amplitude que se propagam em meio sólido e líquido. (B) secundárias são transversais de baixa amplitude e velocidade constante. (C) Love têm origem no foco e propagam-se perpendicularmente à direção de propagação da frente de onda. (D) Rayleigh resultam da interferência das ondas P e S e são as que se propagam com menor velocidade. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 31 15/03/2021 15:03 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1032 9. Explique por que razão a monitorização da atividade sísmica associada ao Etna permite acompanhar, de forma indireta, o trajeto na chaminé do magma gerador da nuvem de cinzas. 10. O limite tectónico África-Eurásia é complexo e deve-se ao fecho do Mar de Tétis que se iniciou há cerca de 50 milhões de anos. O Mar Mediterrâneo é o que atualmente resta do Mar de Tétis. Classifique como verdadeiras ou falsas as afirmações A a D. A. O fecho do Mediterrâneo será suturado com a formação de uma cadeia montanhosa. B. A abertura do oceano Atlântico é responsável pelo fecho do oceano Pacífico. C. Desde a formação da Terra até à atualidade existiu apenas um único supercontinente. D. À luz da tectónica de placas não é previsível que as margens do oceano Atlântico entrem em subducção. Grupo XIV O terramoto de 12 de novembro de 2017 que atingiu o noroeste do Irão, na proximidade da sua fronteira com o Iraque, teve uma magnitude de 7,3. Na sequência deste sismo perderam a vida cerca de 600 pessoas, 7460 ficaram feridas e 70 000 desalojadas. No Irão, os grandes terramotos causam normalmente um grande número de vítimas. Por exemplo, os terramotos de Rudbar, com magnitude 7,4, em 1990, e o de Bam, com magnitude 6,6, em 2003, causaram um total de 55 mil vítimas mortais. Com uma magnitude de 7,3, o terramoto de Sarpol-e- -Zahab foi comparável em magnitude aos de 1990 e 2003, mas, contudo, o número de vítimas foi substancialmente menor. Este sismo foi precedido por um evento de magnitude 4,3 que alertou a população que, de ime- diato, abandonou os edifícios. Foram também registadas mais de 200 réplicas, oito delas com magni- tude superior a 4. Na sua origem está um sistema de falhas oblíquas, que afeta a litosfera até uma profundidade de cerca de 25 km, associado ao limite tectónico entre a placa arábica e a placa euroasiática (figura 1). Ao longo dos tempos geológicos, da relação dinâmica entre estas duas placas litosféricas resultou a for- mação das montanhas Zagros, no Irão. Adaptado de European-Mediterranean Seismological Centre (https://www.emsc-csem.org/). Sistema de falhas Epicentro FalhaMontanhas ZagrosPlaca Arábica Placa Euroasiática Placa Africana Arábia Saudita Omã Etiópia Somália Egito Cairo Bagdad ISRAEL Iraque Irão Turquia 0 500 km Figura 1 – Localização geotectónica do epicentro do sismo de 12 de novembro de 2017. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_4P.indd 32 16/03/2021 15:09 33BANCO DE EXERCÍCIOS GE OL OG IA 1. Os sismos não são um fenómeno exclusivo do planeta Terra. Durante a Missão Apollo, foram colocados quatro sismógrafos na superfície lunar e os dados por eles recolhidos revelam (A) que os sismos lunares são de baixa intensidade, no máximo até grau III. (B) que as rochas lunares ainda evidenciam um comportamento dúctil. (C) pormenores da estrutura interna da Lua. (D) que na Lua, tal como na Terra, os sismos são manifestações ativas da geodinâmica interna dos planetas telúricos. 2. Na Terra, as placas Arábica e Euroasiática são porções de litosfera. Esta (A) é um subsistema da geosfera. (B) é constituída apenas por silício, alumínio e magnésio. (C) é mais recente do que a astenosfera, de acordo com o princípio da sobreposição. (D) corresponde, no modelo químico, à crusta oceânica e à crusta continental. 3. O movimento das placas litosféricas resulta de correntes de convecção que se estabelecem no ________. Os continentes derivam ________ transportados por estas correntes. (A) núcleo externo ... ativamente (B) núcleo externo ... passivamente (C) manto ... ativamente (D) manto ... passivamente 4. Aquando do sismo de Sarpol-e-Zahab, em novembro de 2017, (A) o epicentro foi atingido por ondas internas P,S, Love e Rayleigh. (B) no foco, por ressalto elástico, libertaram-se cerca de 1016 joules de energia sísmica. (C) no hipocentro, por deformação frágil, libertaram-se cerca de 108 joules de energia elástica. (D) o epicentro foi calculado com base em inquéritos realizados junto da população atingida. 5. O mecanismo gerador da tensão tectónica responsável pelo sismo de Sarpol-e-Zahab (A) foi o movimento relativo entre as placas Arábica e Euroasiática, a cerca de 25 km de profundidade. (B) teve a sua origem num limite tectónico construtivo. (C) foi a subducção da placa Arábica sob a placa Euroasiática. (D) teve na sua origem a atuação continuada de forças de cisalhamento. 6. Na sequência do sismo de Sarpol-e-Zahab, entre a capital do Iraque, Bagdad, e a do Egipto, Cairo, registou-se, nas respetivas estações sismográficas, (A) uma diminuição da magnitude sísmica. (B) um aumento do intervalo (S-P). (C) um aumento da amplitude das ondas sísmicas. (D) um aumento da profundidade focal. 7. A orogenia das montanhas de Zagros ocorreu em regime de (A) tensão compressiva com forças de orientação NW-SE. (B) tensão distensiva com forças de orientação NE-SW. (C) tensão compressiva com forças de orientação NE-SW. (D) tensão distensiva com forças de orientação NW-SE. GFBF10DP-BANCOEXER-03 GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 33 15/03/2021 15:03 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1034 8. Sismos tectónicos como os de Sarpol-e-Zahab, Bam e Rudbar produzem ondas sísmicas capazes de radiografar a geosfera. Classifique como verdadeiras ou falsas as afirmações (A) a (D) relativas à estrutura e dinâmica da geosfera. (A) Os atuais limites tectónicos são sempre falhas ativas. (B) A propagação de ondas P e S no núcleo interno indicam que este é sólido. (C) A transição do manto para o núcleo externo é uma zona de velocidade sísmica ultrabaixa (ultralow-velocity zone, ULVZ). (D) A velocidade de propagação das ondas internas transversais é condicionada pela rigidez, incompressibilidade e densidade dos materiais em que se propagam. 9. Tendo por base a dinâmica dos terramotos, explique por que razão o sismo de Sarpol e Zahab teve um menor número de vítimas, por comparação com os terramotos de Bam e de Rudbar. Grupo XV O vulcão submarino Bogoslof das ilhas Aleutas (Alasca, Estados Unidos da América) terminou o ano de 2016 em fase eruptiva. Dos seus 1500 m medidos a partir do fundo oceânico, o Bogoslof emerge 150 metros acima do nível do mar de Bering. Atualmente, a parte emersa deste vulcão corresponde a uma ilha com uma área de 0,70 km2. A primeira emergência conhecida deste vulcão, acima do nível do mar, foi registada durante uma erup- ção subaquática em 1796. Desde então, partes da ilha foram sucessivamente adicionadas, e erodidas, por sucessivos episódios eruptivos que ocorreram até 1992. O Bogoslof é um dos muitos vulcões que constituem o arco insular aleuta (figura 1), sendo classifi- cado como um estratovulcão, em que lava alterna com tefra. No dia 20 de dezembro de 2016, o Bogoslof entrou de novo em erupção. Segundo o Alaska Vol- cano Observatory (AVO), o evento foi testemunhado por pilotos que avistaram uma nuvem de cinzas, que atingiu cerca de 10 km de altitude tendo progredido para norte. 0 250 km Placa Norte-americana EUA Bogoslof Placa do Pacífico Placa Antártida Subducção Placa Euro-asiática Placa Indo-australiana Placa de Cocos Placa das Filipinas Placa de Nazca Juan Fuca Spurr Redoubt Iliamna Augustine Katmai Trident Peulik Chigniagak Mageik MartinUkinrek Aniakchak Veniaminof Dutton Pavlof Shishaldin Isanotski Fisher Westdahl Akutan Makushin Okmok Vsevidof Cleveland Yunaska KasatochiKiska Gareloi Little Sitkin Cerberus Kanaga Great Sitkin Seguam Amukta Kagamil CarlsileTanaga Korovin Novarupta O c e a n o P a c í f i c o M a r d e B e r i n g N N Figura 1 – Localização tectónica e ilhas vulcânicas ativas do arco insular aleuta. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 34 15/03/2021 15:03 35BANCO DE EXERCÍCIOS GE OL OG IA Entretanto, o AVO confirmou a ocorrência de uma breve explosão no dia 22 de dezembro. Desta vez, o evento eruptivo desta ilha vulcânica inabitada foi detetado através da análise de dados sísmicos e por equipamento de infra-sons instalados em ilhas vizinhas, e parece ter durado cerca de 30 minu- tos. No entanto, o AVO e o United States Geological Survey (USGS) emitiram um alerta vermelho para a aviação nesta área. No dia 29 de dezembro ocorreu outra erupção, precedida de atividade sísmica, com libertação de uma pluma de cinzas que se estima ter atingido os 6 km de altitude. Devido à imprevisibilidade da situação, o Bogoslof findou o ano de 2016 em alerta vermelho para a aviação e para a sua potencial atividade eruptiva. Adaptado de Instituto de Investigação em Vulcanologia e Avaliação de Riscos (http://www.cvarg.azores.gov.pt/Paginas/home-cvarg.aspx): United States Geological Survey (https://www.usgs.gov/); Volcano Discovery (https://www.volcanodiscovery.com/). 1. De acordo com os dados fornecidos, ao longo da sua história geológica, o Bogoslof tem manifestado erupções (A) explosivas. (B) efusivas. (C) explosivas e mistas. (D) efusivas e mistas. 2. Uma análise geoquímica das lavas do estratovulcão Bosgolof poderia revelar (A) percentagens variáveis de sílica, em diferentes estratos do aparelho vulcânico. (B) baixos valores de sílica e elevados teores de magnésio e de ferro em todos os estratos do aparelho vulcânico. (C) percentagens de sílica superiores a 75% em de sílica todos os estratos do aparelho vulcânico. (D) percentagens variáveis de voláteis acumulados na tefra. 3. Indique, fundamentando, o principal perigo vulcânico associado à erupção do Bogoslof no dia 20 de dezembro. 4. A sinalização do episódio eruptivo de 22 de dezembro foi efetuada (A) de forma direta por pilotos de aviação. (B) por métodos geofísicos. (C) por métodos geoquímicos. (D) de forma direta e indireta. 5. Na região das ilhas Aleutas ocorre um movimento ________ de placas litosféricas ________. (A) divergente … sobre a astenosfera elástica (B) divergente … oceânicas (C) convergente … oceânicas (D) convergente … sobre a astenosfera elástica 6. De acordo com os dados fornecidos, classifique, do ponto de vista tectónico, o tipo de vulcanismo do Bogoslof. 7. Tendo por referência a Teoria da Tectónia de placas, explique a formação das ilhas do arco insular das Aleutas representado na figura 1. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 35 15/03/2021 15:03 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1036 8. As afirmações seguintes são relativas à atividade vulcânica em geral. Selecione a afirmação que as classifica corretamente. I. Erupções vulcânicas podem provocar mudanças climáticas pois a concentração de poeiras e os gases vulcânicos na atmosfera superior pode interferir com a reflexão e absorção da radiação solar. II. As manifestações de vulcanismo secundário estão relacionadas com a energia térmica emi- tida por corpos magmáticos quentes não muito profundos. III. O vapor de água, o dióxido de carbono, o dióxido de enxofre e o metano são os principais constituintes da fração magmática da astenosfera. (A) I e II são verdadeiras; III é falsa. (B) I e III são verdadeiras; II é falsa. (C) III é verdadeira; I e II são falsas. (D) II é verdadeira; I e III são falsas. 9. Possuem elevado potencial geotérmico os locais onde se verifica um (A) aumento do gradiente geotérmico. (B) baixo grau geotérmico. (C) menor fluxo geotérmico. (D) elevado grau geotérmico. 10. Faça corresponder cada uma das manifestações de vulcanismo expressas na coluna A, à respetiva designação, que consta na coluna B. Coluna A Coluna B (a) Rocha magmática caracterizada por um baixo teor em sílica e baixa viscosidade. (b) Medida da massa total de rocha extruída durante uma erupçãovulcânica, geralmente expressa em kg. (c) Forma resultante da extrusão de lava com elevada viscosidade, que se instala sobre o centro eruptivo. (d) Abertura pontual (cratera) ou linear (fissura) através da qual o material vulcânico irrompe à superfície da Terra. (e) Conduta de saída do magma desde a câmara magmática até à superfície, num vulcão. 1. Chaminé vulcânica 2. Aparelho vulcânico 3. Magnitude eruptiva 4. Basalto 5. Riolito 6. Piroclasto 7. Domo lávico 8. Agulha vulcânica Grupo XVI No dia 13 de novembro de 2016, um sismo de magnitude 7,8 na escala de Richter abalou a ilha sul da Nova Zelândia, com registo de duas vítimas mortais. Nas doze horas que se seguiram foram regis- tadas mais de 250 réplicas que foram diminuindo progressivamente de magnitude (de M = 6 a M = 3). Situada no chamado “Anel de Fogo do Pacífico”, a Nova Zelândia é frequentemente abalada por sismos violentos. O último grande terramoto, de 7,1 de magnitude, aconteceu no mês de setembro do mesmo ano a nordeste de Gisborne, na ilha norte. De acordo com o Instituto Geológico dos Estados Unidos da América, o epicentro foi localizado a 55 quilómetros de Amberley e a cerca de 95 quilómetros de Christchurch, a 22 quilómetros de profun- didade. Habitantes de outras zonas do país, como Dunedin, a mais de 300 quilómetros de Christ- church, e Auckland, na ilha norte do país, relataram ter sentido o abalo (figura 1). A capital, Wellington, também foi duramente atingida, com danos nos edifícios e estradas. Várias pessoas fugiram das suas casas devido à ameaça de tsunami, fenómeno que não se veio a verificar. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 36 15/03/2021 15:03 37BANCO DE EXERCÍCIOS GE OL OG IA O Centro de Tsunamis do Pacífico considerou não haver perigo da formação de um tsunami, mas a Proteção Civil neozelandesa lançou um aviso para toda a costa este da ilha e para as Ilhas Chatham, divulgando a carta de risco de tsunami (figura 2). A autoridade civil lembrou, após esta ocorrência sís- mica, que “a primeira onda pode não ser a maior” e aconselhou os neozelandeses a manterem-se afastados da costa e a procurarem abrigo num ponto alto pois “as ondas podem continuar a formar-se durante as próximas horas”. Christchurch, a maior cidade da ilha sul e a terceira mais populosa da Nova Zelândia, foi abalada em 2011 por um forte sismo que provocou a morte de mais 185 pessoas. Apesar da magnitude mais baixa (6,3 na escala de Richter), a intensidade e violência do tremor provocaram maior destruição, nomeadamente de uma parte do centro da localidade, tendo a famosa catedral da cidade, construída no final do século XIX, ficado gravemente danificada. Placa Pacífica Placa Indoaustraliana Área epicentral Christchurch Banks Ilha Norte Ilha Sul Zona B Zon a C Zo na A Magnitude ≥ 7.0 0 - 69 km 70 - 299 300 - 600 Limites tectónicos destrutivo conservativo construtivo Gisborne 0 200 km N Amberley 46 mm /ano 41 mm /ano 41 mm /ano 41 mm /ano 39 m m /a no Dunedin Auckland Wellington Sismo 13 de novembro 2016 Ilhas Chattam O c e a n o P a c í f i c o M a r d a Ta s m â n i a Christchurch Banks Ilha Norte Ilha Sul Gisborne 0 200 km N Amberley Dunedin Auckland Wellington Ilhas Chattam 8 m Níveis de ameaça de Tsunami O c e a n o P a c í f i c o M a r d a T a s m â n i a Figura 1 – Localização geotectónica do sismo de 13 de novembro de 2016 e distribuição dos focos de sismos ocorridos com magnitude ≥7 (Nova Zelândia). Fontes (adaptado): U.S. Geological Figura 2 – Níveis de ameaça de tsunami para as ilhas da Nova Zelândia, em 13 de novembro de 2016. M 7.8 - 55 km NNE de Amberley, Nova Zelândia 2016-11-13 | 11:02:57 UTC | 42,729°S 173.056°E | 22,0 km de profundidade Survey em https://earthquake.usgs.gov/earthquakes/eqarchives/poster/2016/20161113.php) Adaptado do jornal digital Observador. 1. Os terramotos são causados por (A) forças endógenas de natureza tectónica. (B) energias exógenas excepcionais. (C) forças antrópicas descontroladas. (D) forças endógenas e antrópicas e energias exógenas. 2. O “Anel de Fogo” é a área do planeta (A) onde se registam sismos tectónicos. (B) em subdução de placa litosférica. (C) onde ocorrem erupções vulcânicas fissurais. (D) que corresponde ao limite da placa Pacífica. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 37 15/03/2021 15:03 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1038 3. Identifique a afirmação verdadeira relativa à magnitude sísmica de Richter. (A) A magnitude máxima é limitada pela resistência da astenosfera e desde o início da sismolo- gia instrumental nunca se observaram sismos com magnitude superior a 9. (B) A magnitude é medida diretamente nos sismogramas. (C) A escala de magnitude não tem limite superior nem inferior, mas o limite de sensibilidade atual dos sismógrafos não permite o registo de sismos com MESA elabora modelos do campo geomagnético que permitem identificar fenómenos que ocorrem no interior da Terra (figura 2). A compilação destes dados permitiu uma descoberta surpreendente: a cerca de 3000 km de profundidade, sob a Sibéria e o Alasca, está a correr um rio de ferro líquido. Este rio tem cerca de 420 km de largura, estende-se por 7000 km de comprimento e é provável que atinja os 5000 km de profundidade. A sua velocidade estimada é de 5 m/hora e terá triplicado nos últi- mos 15 anos. Esta corrente pode parecer muito lenta “mas nunca vimos nada mover-se tão depressa no interior da Terra”, sublinha Christopher Finlay “e pode ser importante no dínamo que gera o campo magnético da Terra. Também pode estar a causar mudanças na taxa de rotação do núcleo interno da Terra”. Para a formação do campo magnético terrestre contribuem várias fontes: o núcleo externo, rochas magnetizadas presentes na crusta terrestre e a ionosfera, uma das camadas exteriores da atmosfera. “As medições precisas dos satélites da constelação Swarm vão permitir separar as diferentes fontes de magnetismo, tornando mais claro o contributo do núcleo”, explica a ESA. “É provável que haja mais surpresas”, antevê Rune Floberghagen, responsável da ESA pela missão Swarm. “O campo magnético está sempre a mudar, o que até pode levar a corrente de ferro derretido a mudar de direção.” Adaptado de: Jornal Público [https://www.publico.pt/2016/12/27/ciencia/noticia/ ha-um-rio-de-ferro-que-corre-cada-vez-mais-depressa-no-interior-da-terra-1756178] Livermore, P., Hollerbach, R. & Finlay, C. An accelerating high-latitude jet in Earth’s core. Nature Geoscience. Figura 1 – Ilustração da corrente de ferro fluido e da órbita dos satélites que a identificou (ESA). GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 39 15/03/2021 15:03 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1040 1. Os satélites Swarm constituem um método ________ da estrutura interna da geosfera. (A) geoquímico de estudo direto (B) geofísico de estudo indireto (C) geoquímico de estudo indireto (D) geofísico de estudo direto 2. Admite-se que o núcleo terrestre é principalmente constituído por ferro porque (A) a recolha e análise geoquímica de amostras de magmas provenientes do núcleo confirmam esta hipótese. (B) a aceleração da gravidade na superfície da geosfera varia na razão inversa da sua densidade. (C) o comportamento das ondas sísmicas internas S na transição manto-núcleo confirma esta composição. (D) a comparação entre a densidade média da geosfera e a da crusta permite deduzir a existên- cia no seu interior de materiais com densidade compatível com a do ferro. 3. Classifique como verdadeiras ou falsas as seguintes afirmações relativas ao campo magnético terreste. (A) A magnetosfera localiza-se entre as descontinuidades de Gutenberg e Lehmann. (B) O campo geomagnético é um escudo que protege a Terra da radiação cósmica e das partí- culas eletricamente carregadas emitidas pelo Sol. (C) O registo paleomagnético da crusta oceânica relativamente ao rifte apoia as Hipóteses da Expansão dos Fundos Oceânicos (Hess) e Deriva Continental (Wegener). Figura 2 – Modelo geomagnético da Terra registado entre janeiro e junho de 2014 (missão Swarm, ESA). Unidade de medida da intensidade do campo geomagnético – nanoTesla (nT) GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 40 15/03/2021 15:03 41BANCO DE EXERCÍCIOS GE OL OG IA (D) A inversão dos pólos geomagnéticos e geográficos ocorre ciclicamente ao longo do tempo geológico. (E) De acordo com os dados da missão Swarm, o aumento da intensidade do campo magnético numa determinada região do globo permite inferir um aumento da intensidade do fluxo de material no núcleo externo sob essa região. (F) Na litosfera existem rochas com minerais magnéticos na sua composição – como a magne- tite, a pirrotite e o quartzo – que preservam a direção do campo geomagnético vigente aquando da sua formação. (G) Entre janeiro e junho de 2014, a intensidade do campo geomagnético em Portugal Continen- tal e nos Arquipélago dos Açores foi de cerca de 44 000 nT e menor no Arquipélago da Madeira. (H) O campo magnético terrestre protege a Terra de forma homogénea. 4. As anomalias magnéticas (A) constituem uma evidência indireta da inversão da polaridade do campo magnético terrestre ao longo do tempo geológico. (B) positivas ocorrem em zonas geológicas que se formaram em período de polaridade inversa. (C) negativas ocorrem em zonas geológicas que se formaram em período de polaridade normal. (D) ocorrem nos pólos magnéticos da geosfera, pois são zonas de fraqueza do campo magné- tico, formando auroras polares. 5. Explique o contributo do núcleo externo para a formação do campo magnético terrestre. 6. Uma forma de tratamento de resíduos nucleares consiste na sua colocação no interior de contentores metálicos, rodeados por uma estrutura em betão, e o seu armazenamento em depósitos geológicos a grandes profundidades, em zonas de baixo risco de acidentes por longos períodos de tempo. O armazenamento ilegal destes contentores é atualmente considerado um crime ambiental. Explique por que razão missões como a Swarm poderão, no futuro, realizar vigilância ambiental no âmbito do armazenamento ilegal de resíduos nucleares de elevada toxicidade. 7. Para a definição dos modelos físico e químico da estrutura interna da Terra concorrem diversas áreas científicas. Faça corresponder cada uma das afirmações relativas às diferentes camadas estruturais da geosfera expressas na coluna A, à respetiva designação, que consta na coluna B. Coluna A Coluna B (a) Constituída fundamentalmente por minerais ferromagnesianos e silicatos de alumínio e de magnésio. (b) Desvia a trajetória das ondas sísmicas internas diretas originando zonas de sombra sísmica. (c) A sua temperatura atinge valores da ordem dos 7000 ºC. (d) As complexas reações químicas que ocorrem a esta profundidade estarão na origem da formação das plumas térmicas. (e) Corresponde a cerca de 83% do volume da geosfera e 67% de sua massa. 1. Crusta continental 2. Crusta oceânica 3. Litosfera 4. Astenosfera 5. Manto 6. Núcleo externo 7. Núcleo interno 8. Camada D’’ 8. Dados da astrogeologia permitem inferir (A) a composição do núcleo através da análise de meteoritos pétreos. (B) a composição do manto através da análise de meteoritos férricos. (C) o estado físico das camadas que constituem o interior da geosfera. (D) a composição química das camadas que constituem o interior da geosfera. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 41 15/03/2021 15:03 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1042 9. As zonas mais profundas das bacias oceânicas são (A) as planícies abissais, afirmação apoiada pelas anomalias gravimétricas negativas a elas associadas. (B) os taludes continentais, afirmação apoiada pelas anomalias gravimétricas a eles apositivas associadas. (C) as fossas oceânicas, afirmação apoiada pelas anomalias gravimétricas negativas a elas associadas. (D) os cumes da dorsal médio-oceânica, afirmação apoiada pelas anomalias gravimétricas posi- tivas a eles associadas. 10. A geodinâmica interna e a externa modelam a geosfera desde a sua formação até à atualidade. São considerados, respetivamente, agentes modeladores internos e externos da geosfera (A) a erosão e o intemperismo. (B) os glaciares e o vento. (C) o vulcanismo e o tectonismo. (D) o tectonismo e o intemperismo. Grupo XVIII Um sismo, com a magnitude de 6,2, atingiu no dia 24 de agosto, o centro de Itália, provocando um rasto de destruição e vítimas. A cidade de Amatrice, na região italiana de Lácio, província de Rieti, foi das mais atingidas pelo forte sismo. No Instituto Geofísico da Universidade do Porto (IGUP) foi obtido o registo deste sismo através dos sismómetros da estação sísmica de longo período do sistema WWSSN (World Wide Standard Seismo- graph Network).As ondas primárias, ondas P, foram registadas no IGUP cerca das 2:40, 1:40 UTC, ou seja 4 minutos depois da ocorrência do sismo. Seguiram-se as ondas secundárias, as ondas S, e depois as ondas superficiais de maior amplitude. 0 125 km N Tibre Pó Nápoles Sardenha Sicília Milão Amatrice Florença Veneza Roma Mar Adriático M a r T i r r e n o Golfo de Veneza M a r M e d i t e r r â n e o Figura 1 – Localização da região onde ocorreu o sismo. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 42 15/03/2021 15:03 43BANCO DE EXERCÍCIOS GE OL OG IA Esta zona de Itália é afetada por uma confluência de placas tectónicas, pelo que é considerada uma zona de elevada sismicidade. Geologicamente, este sismo ocorreu como resultado de um movi- mento confluente entre as placas tectónicas Adriática e Euroasiática, num processo designado por subducção. Este movimento provocou um deslocamento semelhante entre a placa Euroasiática e a placa Africana. Nas últimas décadas, a ocorrência de sismos em Itália provocou um número de vítimas da ordem da dezena de milhar. Pergunta-se: porquê Itália? Será que os geólogos não conseguem prever a ocor- rência dos sismos? Os geólogos não conseguem prever o momento em que o sismo irá ocorrer, mas podem calcular a probabilidade de ocorrência de sismos no futuro. Quanto mais eles compreendem as forças tectónicas que existem na Terra, maior é o conhecimento sobre o momento de ocorrência de um sismo. Adaptado de notícia publicada pelo Instituto Geofísico da Universidade do Porto Serra do Pilar, Vila Nova de Gaia 1. A ocorrência deste sismo em Itália é um argumento a favor do ________ defendido por Wegener e dos que defendiam o ________ como pensamento geológico dominante. (A) mobilismo … catastrofismo (B) fixismo … catastrofismo (C) catastrofismo … mobilismo (D) fixismo … uniformitarismo 2. O sismo ocorrido em Itália deve-se à (A) tipologia das rochas presentes na região mais afetada. (B) localização da região num vale profundo densamente habitado. (C) instabilidade tectónica da região. (D) estabilidade tectónica da região. 3. O movimento que se regista entre a placa Adriática e Euroasiática é (A) convergente. (B) divergente. (C) transformante. (D) cisalhante. Figura 2 – Sismograma obtido pelos sismómetros da estação sísmica de longo período do sistema WWSSN; assinala-se o momento de chegada das ondas P (Primárias) e das ondas S (Secundárias). 12,0 9,6 7,2 4,8 2,4 ? 2,4 4,8 7,2 9,6 12,0 01 :3 6: 11 01 :3 7: 11 01 :3 9: 11 01 :4 0: 11 01 :4 2: 11 01 :4 3: 11 01 :4 5: 11 01 :4 6: 11 01 :4 8: 11 01 :4 9: 11 01 :5 1: 11 01 :5 2: 11 01 :5 4: 11 01 :5 5: 11 01 :5 7: 11 01 :5 8: 11 W P S GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_4P.indd 43 16/03/2021 15:09 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1044 4. Por ocorrer um fenómeno de subducção, o limite entre as placas tectónicas é (A) construtivo. (B) transformante. (C) destrutivo. (D) neutro. 5. O estudo sísmico é um método que permite investigar o interior da ________ porque os geólogos ________. (A) geosfera … não podem aceder ao seu interior de outra forma (B) geosfera … podem recolher dados sobre a natureza das rochas atravessadas pelas ondas sísmicas (C) hidrosfera … podem calcular a velocidade de propagação das ondas sísmicas superficiais (D) biosfera … podem identificar as rochas que constituem o seu interior 6. Os métodos usados pelos geólogos permitiram que, desde os meados do século XVIII até aos nossos dias, o conhecimento sobre o funcionamento da Terra fosse cada vez maior. Explique de que forma o sismo de Amatrice se enquadra no neocatastrofismo. Grupo XIX O campo magnético terreste, CMT, é variável no tempo e no espaço e resulta da conjugação de três fontes geradoras: o núcleo, a crusta e a própria magnetosfera. A SAMA (South Atlantic Magnetic Anomaly) é uma anomalia magnética que se regista no Atlântico Sul. Em 2009, G. A. Hartmann e I. G. Pacca, investigadores da Universidade de S. Paulo, Brasil, publi- caram um artigo sobre esta anomalia. De acordo com os dados recolhidos por estes investigadores, a SAMA é uma área em que a inten- sidade magnética é cerca de metade da esperada para regiões a esta latitude. Medições geomagné- ticas revelam que, na geosfera, as intensidades mais elevadas se localizam nos pólos, sendo aí da ordem dos 60 x 103 nT (nanoTesla, unidade de intensidade do campo magnético terrestre utilizada em Geofísica) e as mais baixas ao nível do equador, na ordem dos 30,5 x 103 nT. Qual a causa desta anomalia? E quais as suas consequências? A morfologia e a localização desta anomalia (figura 1), bem como a variação ao longo do tempo da intensidade do campo geomagnético a ela associado (tabela 1) resultam de processos magnetodinâ- micos que ocorrem no núcleo externo da Terra. Segundo Hartmann e Pacca, a SAMA pode estar rela- cionada com a inversão de fluxos no núcleo externo, sob a região do Atlântico Sul, ao nível da fronteira manto núcleo, isto é, na CMB (core-mantle boundary). Atualmente, a América do Sul está praticamente toda abrangida pela SAMA, cujo centro se localiza no Paraguai. As áreas geomagnéticas de muito baixa intensidade comportam-se como janelas na tela magnética que protege a Terra do fluxo de partículas solares. Consequentemente, nestas regiões há maior proba- bilidade de ocorrerem interferências ao nível das comunicações via rádio e satélite, assim como pro- blemas no processo de transmissão de energia elétrica. Segundo Hartmann e Pacca, uma melhor compreensão deste e de outros fenómenos magnéticos só será possível através do aprofundamento do conhecimento do geomagnetismo e da interação dinâ- mica que se estabelece na CMB, isto é, na fronteira manto-núcleo. Tal como no Atlântico Sul, em zonas continentais também se registam intensas anomalias magnéti- cas. É o caso de Kursk, na Rússia, à latitude de 51°, onde se concentram 3/5 das reservas de minério de ferro conhecidas neste país, quase 4% das reservas comprovadas do planeta. O magnetismo anor- malmente elevado desta região foi detetado pela primeira vez por geógrafos russos em 1770; no entanto, o primeiro poço para a extração de minério de ferro foi aberto somente em 1923. Adaptado de: HARTMANN e PACCA, Time evolution of the South Atlantic Magnetic Anomaly, Anais da Academia Brasileira de Ciências (2009) 81(2): 243-255. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_4P.indd 44 16/03/2021 15:09 45BANCO DE EXERCÍCIOS GE OL OG IA Tabela 1 Registo da variação da intensidade magnética no centro da SAMA (nT/ano) Ano nT 1590 - 1640 - 3,7 1640 - 1690 - 7,4 1690 - 1740 - 3,9 1740 - 1790 - 17,8 1790 - 1840 - 30,4 1840 - 1890 - 48,5 1890 - 1940 - 14,3 1940 - 1990 - 34,6 Média (nT/ano) - 20,1 Figura 1 – SAMA entre 1950 e 2005, por aplicação de modelos teóricos, antes de 1840, e por medição direta da inten- sidade magnética, após 1840. O triângulo vermelho representa o centro da SAMA (Hartmann e I. G. Pacca, 2009). GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 45 15/03/2021 15:03 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1046 1. Uma anomalia geomagnética é (A) um aumento da intensidade do campo magnético terrestre num dado local da superfície da geosfera. (B) uma diminuição da intensidade do campo magnético terrestre num dado local da superfície da geosfera. (C) um desvio relativamente à intensidade do campo magnético terrestre previsto para um dado local da superfície da geosfera. (D) uma inversão da polaridade magnética num dado local da superfície da geosfera. 2. No Paraguai, a SAMA é uma anomalia ________ pois a sua intensidade é ________. (A) negativa … inferior a 32 × 103 nT (B) positiva … da ordem dos 32 × 103 nT (C) negativa … da ordem dos 62 × 103 nT (D) positiva … superior a 62 × 103 nT 3. A intensa anomalia magnética de Kursk, na Rússia, (A) e a SAMA são originadas por processos magnetodinâmicos idênticos.(B) tal como a SAMA é positiva. (C) deve-se à dimensão da estrutura geológica magnetizada existente nesse local. (D) tal como a SAMA é negativa. 4. A SAMA registou o seu maior agravamento entre (A) 1740 e 1790. (B) 1790 e 1840. (C) 1840 e 1890. (D) 1890 e 1940. 5. As afirmações seguintes são relativas à caracterização da SAMA. Selecione a alternativa que as avalia corretamente. I. A área da superfície da geosfera abrangida pela SAMA tem vindo a aumentar. II. A SAMA é uma consequência das correntes de convecção do núcleo externo. III. O índice de absorção de protões, eletrões e neutrões na área abrangida pela SAMA é inferior ao de outras localidades da superfície da geosfera à mesma latitude. (A) I é verdadeira; II e III são falsas. (B) I e II são verdadeiras; III é falsa. (C) III é verdadeira; I e II são falsas. (D) II e III são verdadeiras; I é falsa. 6. Entre as margens continentais do Atlântico Norte também se registam anomalias magnéticas devido (A) à densidade da crusta oceânica. (B) à polaridade do campo magnético ao longo do tempo. (C) ao elevado teor de ferro e de magnésio do manto. (D) à expansão dos seus fundos oceânicos a partir do rifte. 7. Explique a importância das anomalias magnéticas no âmbito da prospeção e localização de recursos metálicos. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_4P.indd 46 16/03/2021 15:09 47BANCO DE EXERCÍCIOS GE OL OG IA Grupo XX Para os primeiros estudos da estrutura interna da Terra contribuíram os grandes sismos, que permi- tiram estabelecer, entre 1906 e 1936, um modelo base em camadas concêntricas – a crusta, o manto e o núcleo. Mais tarde, as ondas sísmicas geradas por ensaios nucleares e pelas bombas atómicas permitiram definir com mais precisão a estrutura do modelo, dado permitirem conhecer, com rigor, o foco e a quantidade de energia libertada. Por outro lado, o desenvolvimento de métodos de prospeção sísmica, no âmbito da atividade mineira, petrolífera, hidrogeológica,..., proporcionou um conhecimento cada vez mais pormenorizado da estrutura da crusta e do manto superior. Estes métodos baseiam-se na produção de sismos artifi- ciais, cujas ondas são detetadas por geofones. Por si só, estes métodos não permitem o conhecimento da toda a estrutura interna da Terra, na medida em que as ondas geradas artificialmente para a sua aplicação apenas permitem o estudo dos níveis estruturais superficiais, dado serem ondas de baixa energia e, portanto, com baixa capacidade de penetração no globo terrestre. Já os sismos naturais de grande magnitude produzem ondas com energia suficiente para atravessar todo o planeta, o qual reage vibrando como um todo. A representa- ção gráfica dos tempos de trajeto das ondas sísmicas, às respetivas distâncias dos sismógrafos, designa-se curva tempo-distância ou, abreviadamente, curva t-x (figura 1). Fonte: GUIMARÃES, P., 2000, Estrutura Interna da Terra – contributos da sismologia 1. Um método direto para investigar a estrutura interna da geosfera é o estudo (A) do paleomagnetismo dos fundos oceânicos. (B) de rochas da litosfera. (C) das anomalias gravimétricas na superfície geosférica. (D) do comportamento das ondas sísmicas. 103 142 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 4450 LR LP LQ SKSP SKSS S P P (difratada) P SKS ScS Pc s PcP PP PP PKS PPP PKP PKP PKP2 SKKKS SKKKS SS ? ? 8900 13 340 Te m po (m in .) Distância epicentral (º) Distância epicentral (km) 17 790 20 40 60 80 100 120 140 160 180 11 459 15 798 Figura 1 GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 47 15/03/2021 15:03 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1048 2. As ondas sísmicas P geradas por grandes sismos naturais atravessam todo o planeta porque são (A) de grande magnitude. (B) elásticas. (C) de elevada intensidade. (D) longitudinais. 3. A 5150 km de profundidade, sensivelmente, as ondas sísmicas aumentam a sua velocidade de propagação porque são transmitidas para um meio (A) fluido. (B) de maior densidade. (C) com maior temperatura. (D) sólido. 4. Selecione a única alternativa que classifica corretamente as afirmações 1, 2 e 3, relativas à estrutura interna da geosfera. I. O limite entre a litosfera e a astenosfera é assinalado pela descontinuidade de Mohorovicic. II. A zona de sombra é uma faixa da superfície terrestre onde não se propagam ondas sísmicas internas. III. Uma das zonas de baixa velocidade das ondas sísmicas internas situa-se no manto superior. (A) I é verdadeira; II e III são falsas. (B) I e II são falsas; III é verdadeira. (C) II é verdadeira; I e III são falsas. (D) I é falsa; II e III são verdadeiras. 5. Faça corresponder V (afirmação verdadeira) ou F (afirmação falsa) a cada uma das letras das afirmações que se seguem, relativas à estrutura interna da geosfera. (A) A pressão aumenta com a profundidade gerando um gradiente geobárico. (B) A astenosfera – zona de baixa velocidade sísmica – localiza-se no manto inferior. (C) A velocidade de propagação das ondas sísmicas diminui em profundidade função do aumento da densidade. (D) O estudo da composição de alguns meteoritos apoia a hipótese de uma composição ferroni- quélica para o núcleo. (E) A propagação das ondas sísmicas internas atinge a sua velocidade máxima no manto. (F) A litosfera é a camada da geosfera constituída pela crusta e pelo manto superior. (G) A velocidade de propagação das ondas sísmicas superficiais, a partir do foco sísmico, é sensivelmente constante. (H) A análise comparativa da densidade média do planeta e da crusta indicia a existência, no interior da geosfera, de materiais muito densos. 6. Com base nos dados da curva t-x da figura 1, explique a ausência de atividade sísmica expressiva na zona de sombra. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_4P.indd 48 16/03/2021 15:09 49BANCO DE EXERCÍCIOS PROPOSTA DE SOLUÇÕES Grupo I 1. Opção B. 2. Opção C. 3. Opção D. 4. Variável dependente – variação do clima/temperatura. Variável independente – quantidade de 180 nos sedimentos marinhos. 5. Opção D. 6. Opção A. 7. Opção A. 8. Opção B. 9. Tópicos de resposta: • Referência à deposição lenta de sedimentos (cerca de 1 centímetro / 1000 anos). • Referência ao princípio do gradualismo, da perspetiva uniformitarista, que defende que os processos geológicos são lentos e graduais. • Relação entre a deposição de sedimentos e a perspetiva uniformitarista. 10.1. Quanto mais elevada a quantidade de 18O identificada nos sedimentos do fundo oceânico, mais baixa a temperatura global/ Quanto menor a quantidade de 18O identificada nos sedimentos do fundo oceânico, mais alta é a temperatura global. De acordo com os dados do gráfico, para valores de 18O de (–2) regista-se um período de hothouse e para valores de entre (+4) a (+6), aproximadamente, regista-se um período de coolhouse a icehouse. 10.2. Tópicos de resposta: • Referência à libertação de CO2 para a atmosfera, por queima de combustíveis fósseis. • Relação entre a manutenção das emissões de CO2 para a atmosfera e a passagem para um estado warmhouse ou hothouse devido ao agravamento do efeito estufa. • Relação entre um estado climático hothouse e a ausência de glaciares continentais devido ao degelo induzido pelo aquecimento global. Grupo II 1. Opção C. 2. Opção A. 3. Opção D. 4. Opção B. 5. Opção B. 6.1. As águas na região do MCE serão duras, com uma concentração em CaCO3 entre 150 e 300 mg/L. 7. (a) – 2; (b) – 5; (c) – 3. 8. (a) – 2; (b) – 1; (c) – 3; (d) – 2; (e) – 3. 9. C – E – B – D – A 10. Tópicos de resposta: • Referência a um aumento da probabilidade de formação de fósseis em ambientes aquáticos pouco profundos e de correntes fracas. • Referência ao calcário como uma rocha resultante da precipitação da calcite por diminuição da agitação de águas pouco profundas. • Relação entre a abundância de calcário quimiogénicona região do MCE e a existência de condições favoráveis à fossilização. Grupo III Interpretação do perfil geológico: 1.º Deposição dos arenitos triásicos (1). 2.º Deposição dos calcários (2). 3.º Dobramento dos arenitos (1) e dos calcários (2). 4.º Fase erosiva. 5.º Deposição e deformação dos calcários e das margas (3). 6.º Fase erosiva. 7.º Formação dos argilitos (4) e dos calcários cretácicos (5). 8.º Esforços tectónicos com formação de uma falha. 9.º Fase erosiva atual e deposição do cascalho e areias (6). 1. Opção C. 2. Opção A. 3. Opção D. 4. Opção B. 5. B – D – A – E – C 6. Tópicos de resposta: • Segundo o Princípio do Atualismo, que defende que o presente é a chave do passado, as leis naturais são constantes no tempo e no espaço. • Assim, fenómenos geológicos que ocorreram no passado podem ser interpretados e explicados com base em observações efetuadas na atualidade pois as causas desses fenómenos passados são idênticas às que provocam o mesmo tipo de fenómeno no presente. 7. Porque as rochas sedimentares e as metamórficas formam-se a partir de rochas preexistentes cuja idade é anterior à diagénese e ao metamorfismo. 8. (A), (B) e (C) são falsas; (D) é verdadeira. 9. Opção A. Grupo IV 1. C – E – A – D – B 2. Princípios da sobreposição, da interseção e da continuidade lateral. 3. Opção B. 4. As afirmações (A) e (D) são falsas; (B) e (C) são verdadeiras. 5. Tópicos de resposta: • O 40K decaiu 1 semivida pois verifica-se que 50% dos átomos-pai (40K) se transformaram em 50% de átomos- -filho (40Ar), ou seja,“2 40K : 2 40Ar = 50% 40K : 50% 40Ar”. • O granito tem 1300 Ma. 6. Opção D. 7. Opção A. 8. Opção C. GE OL OG IA GFBF10DP-BANCOEXER-04 GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_4P.indd 49 16/03/2021 15:09 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1050 Grupo V 1. E – B – C – D – A 2. Tópicos de resposta: • De acordo com o princípio da sobreposição, numa sucessão não deformada de estratos sedimentares, os estratos sedimentares mais antigos são cobertos sucessivamente pelos mais recentes. • A deformação evidenciada (falhas) não afetou a ordem desta sobreposição. • O conteúdo fossilífero permite afirmar que o estrato 3 é paleozoico e que o 2 é mesozoico; sendo o estrato 1 posterior ao 2, é possível afirmar que as rochas do estrato 1 são mais recentes do que as rochas do estrato 3. 3. Opção B. 4.1. Opção C. 4.2. Opção A. 5. Opção C. 6. (a) – 3; (b) – 4; (c) – 6. 7. C – E – D – A – B Grupo VI 1. Opção C. 2. Opção D. 3. Opção A. 4. Opção C. 5. Opção B. 6. Opção B. 7. Opção B. 8. (a) – (1); (b) – (3); (c) – (5); (d) – (6). 9. Tópicos de resposta: • Granito – Atmosfera: os agentes atmosféricos são fatores de meteorização e de erosão do granito. • Granito – Biosfera: os seres vivos constituem importantes agentes de meteorização do granito. • Granito – Hidrosfera: a água é um importante fator de meteorização e de erosão do granito. Grupo VII 1. Opção B. 2. Opção D. 3. Opção A. 4. Opção B. 5. Opção B. 6. Opção C. 7. Opção B. 8. Opção D. 9. Tópicos de resposta: • Desenvolve-se um arco vulcânico, tipo Andes. • Se esta margem continental se tornar ativa significa que neste local se formou um novo limite tectónico entre placas com subducção. 10. Opção B. 11. Opção A. 12. Tópicos de resposta: • Anomalias gravimétricas positivas. • A atração gravítica é diretamente proporcional à densidade dos materiais da geosfera. • Sendo a densidade média da geosfera da ordem dos 5,5, no local deste depósito há um aumento da densidade, logo há um aumento da atração gravítica. Grupo VIII 1. Opção C. 2. Opção A. 3. Opção B. 4. Opção B. 5. Opção D. 6. Opção D. 7. Opção A. 8. Tópicos de resposta: • De acordo com a sismogenética, um sismo resulta da libertação rápida e repentina de energia acumulada em rochas sob tensão tectónica, atingindo o seu limite de resistência elástica. • A magnitude é um parâmetro de caracterização de um sismo que permite calcular a quantidade de energia libertada no foco/hipocentro. • A série de sismos que ocorreu no Quénia resultou da libertação de menores quantidades de energia, aspeto característico de zonas sob a ação estados de tensão tectónica em que predominam forças distensivas. 9. Opção A. 10. Opção B. Grupo IX 1. Opção C. 2. Opção A. 3. Opção B. 4. Opção B. 5. C – E – B – D – A 6. Opção D. 7. Os investigadores admitem atualmente que o vulcanismo de Cabo Verde é do tipo hotspot. Um hotspot é um ponto geoestacionário que corresponde ao afloramento crustal de uma pluma térmica. Na atualidade, o afastamento da placa Africana a partir da CMO localiza, sobre o hotspot, a ilha do Fogo. Grupo X 1. Erupção do tipo explosivo devido ao tipo de materiais vulcânicos expelidos – lapilli, cinzas e pedra-pomes. 2. Opção C. 3. Opção B. 4. Opção C. 5. Opção D. 6. Opção A. 7. (A) e (B) são verdadeiras; (C) e (D) são falsas. 8. Opção B. 9. Tópicos de resposta: • O conhecimento da história eruptiva de um vulcão permite estimar o seu comportamento futuro. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 50 15/03/2021 15:03 51BANCO DE EXERCÍCIOS • Através do mapa de isopacas da figura 1, podemos delimitar a área de abrangência das cinzas vulcânicas projetadas em 1563 e definir a zona de risco vulcânico para este tipo de material vulcânico. • A identificação dos perigos vulcânicos (neste caso, as cinzas) e a definição das zonas de risco permite uma melhor gestão e planeamento das atividades humanas. Grupo XI 1. Opção D. 2. Opção B. 3. Opção C. 4. Opção C. 5. Opção B. 6. Opção A. 7. Tópicos de resposta: • A atividade eruptiva atual do Agung, do tipo explosivo, caracteriza-se por intensa libertação de gases e de cinzas vulcânicas. • Em regime de precipitação intensa, estas cinzas misturam-se com a água da chuva, originando fluxos de lama. • A emissão destes alertas é importante pois, à medida que os fluxos de lama descem as encostas do monte Agung, com uma altitude de 3142 m, crescem em volume e em velocidade, aumentando o seu poder destrutivo. Grupo XII 1. Opção D. 2. Opção A. 3. Opção D. 4. Opção A. 5. Opção C. 6. Opção B. 7. Opção D. 8. Tópicos de resposta: • A investigação de fenómenos idênticos ao da ilha do Fogo permite conhecer a dinâmica dos colapsos rochosos em contexto vulcânico e a propagação das ondas marinhas resultantes. • Caso ocorra um fenómeno semelhante, e apesar do reduzido tempo de aviso, será possível antecipar planos de prevenção de modo a minimizar potenciais perdas humana. Grupo XIII 1. Opção B. 2. Opção D. 3. Opção C. 4. Opção A. 5. Tópicos de resposta: • Vulcão ativo – deposição continuada de materiais eruptivos nas encostas do seu cone. • Vulcão de subducção – as forças tectónicas convergentes empurram verticalmente a placa de menor densidade – a Euroasiática – onde se localiza o Etna. 6. Opção D. 7. Opção B. 8. Opção D. 9. Tópicos de resposta: • O magma gerador da nuvem de cinzas é de elevada viscosidade pelo que apresenta resistência em fluir. • Esta resistência permite a acumulação de tensão nas rochas envolventes que, atingido o seu limite, fraturam, libertando repentinamente, na forma de ondas sísmicas (P e S), a energia acumulada. • A análise do comportamento das ondas P e S no contacto com o corpo magmático (reflexão e/ou refração) permite radiografá-lo sismicamente e, assim, acompanhar a sua progressão. 10. As afirmações (A) e (B) são verdadeiras e as afirmações (C) e (D) são falsas. Grupo XIV 1. Opção C. 2. Opção A. 3. Opção D. 4. Opção B. E =10(2,4*M-1,2) joules E = 10(2,4*7,3-1,2) joules E = 1016 joules 5. Opção D. 6. Opção B. 7. Opção C. 8. As afirmações (A), (B) e (C) são verdadeiras; a (D) é falsa. 9. Tópicos de resposta: • Os terramotos resultam da libertação de grandes quantidades de energia quando as rochas sob tensãoultrapassam a sua capacidade de resistência elástica e a libertam de forma súbita e repentina. • Por vezes, o terramoto é antecedido de pequenas libertações de energia que geram sismos de baixa magnitude, designados abalos premonitórios, como foi o caso do sismo de Sarpol-e-Zahab. • Estes abalos premonitórios, em zonas com um histórico elevado de ocorrência de terramotos, permitiu que a população abandonasse os edifícios, reduzindo-se, assim, o número de vítimas. Grupo XV 1. Opção C. 2. Opção A. 3. O principal perigo vulcânico é a pluma de cinzas/ /partículas rochosas vulcânicas com diâmetro inferior a 2 mm. A ejeção em altitude de cinzas pode interferir com o equipamento de aeronaves, dadas as suas características abrasivas. 4. Opção B. 5. Opção D. 6. É um vulcanismo interplaca de subducção (da placa Pacífica sob a placa Norte-americana). 7. Tópicos de resposta: • As ilhas do arco insular das Aleutas são de natureza vulcânica e estão associadas ao limite tectónico GE OL OG IA GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 51 15/03/2021 15:03 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1052 destrutivo que resulta da convergência das placas Pacífica e Norte-americana. • A subducção da placa mais densa/placa Pacífica é a acompanhada de um aumento de pressão e de temperatura, o que induz a sua desidratação. • A migração/ascensão destes fluidos de elevadas temperaturas permite a diminuição da temperatura de fusão das rochas por onde circula com formação de magmas. • Os limites tectónicos com movimentos convergentes são zonas de tensão sísmica com formação de fraturas e falhas que permitem ascensão destes magmas e a formação das ilhas vulcânicas. 8. Opção A. 9. Opção B. 10. (a) – 4; (b) – 3; (c) – 7; (d) – 2; (e) – 1. Grupo XVI 1. Opção A. 2. Opção D. 3. Opção C. 4. Opção B. 5. Opção B. 6. Opção C. 7. Opção D. 8. Opção B. 9. Opção D. 10. Tópicos de resposta: • De acordo com os dados da figura 2, há um predomínio de ocorrência de sismos de foco superficial, registando-se apenas um sismo de foco intermédio e um sismo de foco profundo. • Tratando-se de uma zona complexa do ponto de vista tectónico – com limites destrutivos e conservativos – explica-se o maior número de sismo de foco superficial em função da acumulação e libertação de energia em ambiente rochoso frágil, em resultado da atuação de forças compressivas e cisalhantes. • O processo de subducção associado às zonas A e C é responsável pela maior concentração de epicentros. Grupo XVII 1. Opção B. 2. Opção D. 3. Verdadeiras – afirmações (B), (C), (E) e (G); Falsas – afirmações (A), (D), (F) e (H). 4. Opção A. 5. Tópicos de resposta: • O núcleo externo é constituído por uma liga metálica rica em ferro e níquel no estado líquido. • O movimento desta liga gera correntes elétricas que, por sua vez, criam o campo magnético do planeta. 6. Tópicos de resposta: • Estes satélites orbitam a Terra registando os valores do campo magnético. • Os resíduos nucleares são armazenados em contentores metálicos. • O armazenamento destes barris em depósitos geológicos gera, dada a sua composição metálica, anomalias magnéticas positivas, o que permite a localização geográfica. 7. (a) – 3; (b) – 6; (c) – 7; (d) – 8; (e) – 5. 8. Opção D. 9. Opção C. 10. Opção D. Grupo XVIII 1. Opção A. 2. Opção C. 3. Opção A. 4. Opção C. 5. Opção B. 6. Tópicos de resposta: • O neocatastrofismo é a corrente de pensamento geológico que aceita os princípios do uniformitarismo, em que se defende que a evolução da Terra se deve a fenómenos naturais lentos. • No entanto, este mesmo pensamento admite a existência de catástrofes, tal como o sismo de Amatrice, que podem provocar profundas alterações geológicas. Grupo XIX 1. Opção C. 2. Opção A. 3. Opção C. 4. Opção C. 5. Opção B. 6. Opção D. 7. Tópicos de resposta: • O ser humano explora recursos metálicos, como, por exemplo, o ferro. • Concentrações anómalas de ferro num determinado local geram anomalias magnéticas intensas. • A localização destas anomalias permite a localização dos depósitos de metais e posterior prospeção. Grupo XX 1. Opção B. 2. Opção B. 3. Opção D. 4. Opção B. 5. Afirmações verdadeiras: A, D, E e H. Afirmações falsas: B, C, F e G. 6. Tópicos de resposta: • A zona de sombra sísmica é a região da superfície da geosfera, situada entre os 11 459 km/103º e os 15 798 km/142º de distância do epicentro, onde não se propagam ondas sísmicas internas de elevada energia devido ao ângulo de refração/reflexão que lhes é imposto pela presença do núcleo externo metálico e fluido. • Nesta zona e como evidencia a curva t-x, propagam-se inúmeras ondas, sendo, contudo, ondas que sofreram reflexões/refrações múltiplas, razão pela qual são ondas de baixa energia que não geram atividade sísmica significativa. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_4P.indd 52 16/03/2021 15:09 53BANCO DE EXERCÍCIOS BIO LO GIA Do m ín io 1 : B io di ve rs id ad e I II III IV V VI VI I VI II IX X XI XI I XI II XI V XV XV I XV II XV III XI X XX XX I XX II 1. A Bi os fe ra 1.1 . Di ve rs id ad e bi ol óg ic a ✗ ✗ ✗ 1. 2. N ív ei s de o rg an iza çã o bi ol óg ic a ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ 1. 3. E xt in çã o e co ns er va çã o de e sp éc ie s ✗ 2. A cé lu la 2. 1. U ni da de e st ru tu ra l e fu nc io na l ✗ ✗ ✗ 2. 2. C on st itu in te s bá si co s ✗ ✗ ✗ ✗ Do m ín io 2 : O bt en çã o de m at ér ia 1. Ob te nç ão d e m at ér ia p el os s er es h et er ot ró fic os 1.1 . Im po rt ân ci a da m em br an a na o bt en çã o de m at ér ia ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ 1. 2. In ge st ão , d ig es tã o e ab so rç ão ✗ ✗ ✗ 2. Ob te nç ão d e m at ér ia p el os s er es a ut ot ró fic os 2. 1. F ot os sí nt es e ✗ ✗ ✗ Do m ín io 3 : D is tr ib ui çã o da m at ér ia 1. O tra ns po rt e na s pl an ta s 1.1 . Ab so rç ão d e ág ua e d e sa is m in er ai s pe la ra iz ✗ 1. 2. T ra ns po rt e no x ile m a ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ 1. 3. T ra ns po rt e no fl oe m a ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ ✗ 2. O tra ns po rt e no s an im ai s 2. 1. S is te m as d e tra ns po rt e ✗ ✗ ✗ 2. 2. F lu id os c irc ul an te s ✗ ✗ ✗ ✗ Do m ín io 4 : T ra ns po rt e e ut ili za çã o de e ne rg ia p el os s er es v iv os 1. Ob te nç ão d e en er gi a 1.1 . Re sp ira çã o ae ró bi a ✗ ✗ ✗ ✗ 1. 2. F er m en ta çã o ✗ ✗ 2. Tr oc as g as os as e m s er es m ul tic el ul ar es 2. 1. T ro ca s ga so sa s na s pl an ta s ✗ ✗ ✗ ✗ 2. 2. T ro ca s ga so sa s no s an im ai s ✗ ✗ ✗ GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 53 15/03/2021 15:08 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1054 Grupo I As condições para a existência de vida e as particularidades da Terra geram uma dinâmica externa e interna que originam uma grande variedade de ambientes, cruciais para a existência de uma enorme diversidade de seres vivos. Os processos de desertificação, as alterações climáticas, a poluição generalizada, a destruição de habitats naturais, a introdução de espécies exóticas e invasoras e a exploração excessiva de espécies animais e vegetais são causas determinantes para a perda de biodiversidade. Ao longo da história da Terra sempre houve extinção de espécies e perdas acentuadas de biodiversi- dade. Normalmente, estas extinções em massa estiveram associadas a grandes catástrofes naturais provocadas, em parte, por alterações climáticas, geológicas, entre outras. Atualmente, a investigação científica tem vindo a divulgar resultados alarmantes sobre o estado de conservação da biodiversidade a nívelglobal, evidenciando os principais constrangimentos e fatores de perturbação, revelando que a bio- diversidade se encontra cada vez mais ameaçada devido não só a causas naturais, como no passado, mas principalmente devido a causas antropogénicas. Adaptado de Estela Silva, Tese de Doutoramento “Biodiversidade, serviços de ecossistema, ecologia da paisagem: transposição didática e conceções do corpo docente e discente.” Antirrhinum rothmaleri, bocas-de-lobo-de-Trás-os-Montes, é uma planta endémica do Nordeste de Portugal, adaptada a um tipo de habitat muito específico (afloramentos de rochas ultrabásicas). A população é constituída por um número reduzido de núcleos populacionais (seis), os quais se poderão segregar em duas subpopulações, uma na zona de Vinhais e outra na zona de Morais-Sabor. É ava- liada como “Em Perigo”, porque se estima que a população seja constituída por menos de 250 indiví- duos maduros. A sua distribuição é extremamente restrita e localizada e todos os núcleos conhecidos são de pequena dimensão, o que torna os diferentes núcleos populacionais vulneráveis a fenómenos estocásticos* de extinção local. Outras ameaças identificadas incluem expansão de atividades extrati- vas e obras de ampliação ou beneficiação de locais de culto religioso. Recomenda-se a criação de uma rede de microrreservas botânicas que deverá ser gerida de modo a potenciar o aumento do efe- tivo populacional e a qualidade do seu habitat. Adaptado de Lista Vermelha da Flora _Vascular_de_Portugal_Continental_2020 *Estocástico – diz-se dos processos que não estão submetidos senão a leis do acaso. 1. As principais causas, expressas no texto, que na atualidade levam à perda de biodiversidade são (A) as perturbações geológicas. (B) as perturbações climáticas. (C) as causas naturais. (D) as causas antropogénicas. 2. A população de Antirrhinum rothmaleri (A) engloba o conjunto de organismos da espécie Antirrhinum rothmaleri que ocupam uma determinada área, num determinado momento. (B) engloba o conjunto de organismos da espécie Antirrhinum rothmaleri que ocupam áreas dis- tintas, num determinado momento. (C) engloba o conjunto de organismos da —espécie Antirrhinum rothmaleri que uma ocupam determinada área, em momento distintos. (D) engloba o conjunto de organismos da espécie Antirrhinum rothmaleri que ocupam determina- das áreas, em momentos distintos. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 54 15/03/2021 15:08 55BANCO DE EXERCÍCIOS BIO LO GIA 3. Complete o texto seguinte com a opção adequada a cada espaço. Transcreva para a folha de respostas cada uma das letras, seguida do número que corresponde à opção selecionada. A cada letra corresponde um só número. No Nordeste de Portugal, os afloramentos de rochas ultrabásicas constituem o(a) ___(a)___ das bocas-de-lobo-de-Trás-os-Montes pertencentes a uma ___(b)___. Encontram-se em ___(c)___, pois existem cerca de 250 indivíduos maduros. Pertencem ao reino Plantae, pois são ___(d)___ e ___(e)___. (a) (b) (c) (d) (e) 1. biótopo 2. habitat 3.comunidade 1. população 2. espécie 3. sistema 1. expansão 2. extinção 3. perigo 1. multicelulares 2. unicelulares 3. coloniais 1. eucariontes 2. microconsumidores 3. autotróficos 4. A acumulação de poluentes como o pesticida DDT, presente em cadeias alimentares das quais fazem parte a espécie Antirrhinum rothmaleri, é maior em ________. Este processo é designado ________. (A) aves, como a águia … bioampliação (B) herbívoros, como o coelho … bioampliação (C) aves, como a águia … biorremediação (D) herbívoros, como o coelho … biorremediação 5. As afirmações que se seguem dizem respeito às bocas-de-lobo-de-Trás-os-Montes. Seleciona a alternativa que as avalia corretamente. I. As relações intraespecíficas são aquelas que as bocas-de-lobo-de-Trás-os-Montes estabe- lecem entre si. II. Nos ecossistemas a matéria dissipa-se para o ambiente, deixando de poder ser reutilizada. III. As bocas-de-lobo-de-Trás-os-Montes, nas cadeias a que pertencem, ocupam sempre o pri- meiro nível trófico. (A) I e III são falsas; II é verdadeira. (C) I e II são falsas; III é verdadeira. (B) I e III são verdadeiras; II é falsa. (D) I e II são verdadeiras; III é falsa. 6. As bocas-de-lobo-de-Trás-os-Montes, Antirrhinum rothmaleri, espécie ________, vivem adaptadas a um determinado local, onde a energia circula de forma ________. (A) exótica … unidirecional (C) endémica … cíclica (B) endémica … unidirecional (D) exótica … cíclica 7. Faça corresponder a cada uma das afirmações expressa na coluna A, o respetivo nível de organização biológica que consta da coluna B. Coluna A Coluna B (a) Conjunto de fatores químicos e físicos do ambiente em que vive a comunidade. (b) Engloba as diferentes populações que vivem na mesma região e as relações que estabelecem entre si. (c) Conjunto de células semelhantes com uma mesma função. 1. Biocenose 2. Ecossistema 3. Biótopo 4. Tecido 5. Órgão 8. Atualmente, estamos a assistir a uma enorme perda da biodiversidade. Explique em que medida a intervenção do ser humano na biodiversidade pode levar ao aparecimento de epidemias, como a COVID-19. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_4P.indd 55 16/03/2021 15:05 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1056 Grupo II As células, consideradas as menores unidades dos organismos vivos, são constituídas por muitos elementos ainda menores, sendo cada um deles dotado de uma função própria. O tamanho das célu- las humanas é sempre microscópico, embora possa variar um pouco. Até a maior célula, o óvulo fecundado, é tão pequena que não é visível a olho nu. As células humanas encontram-se envoltas por uma membrana superficial que sustenta o seu con- teúdo. Contudo, essa membrana não é apenas um saco. Ela apresenta recetores que identificam a célula para outras células. Além disso, esses recetores reagem na presença de substâncias produzi- das no organismo e na presença de medicamentos introduzidos nele; por meio desta característica, podem selecionar as substâncias ou os medicamentos que entram ou saem da célula. As reações produzidas nos recetores alteram ou controlam frequentemente as funções celulares. Exemplo disto é a insulina, que é uma proteína que adere aos recetores da membrana celular para manter níveis ade- quados de açúcar no sangue, permitindo assim a entrada de glicose nas células. Adaptado de https://www.msdmanuals.com 1. De acordo com o sistema de classificação de Whittaker modificado, os organismos como o ser humano estão integrados no Reino Animal, uma vez que apresentam (A) células eucarióticas e obtêm a matéria orgânica por ingestão. (B) organização multicelular e obtenção de matéria orgânica por ingestão. (C) células eucarióticas e obtêm a matéria orgânica por absorção. (D) organização multicelular e obtenção de matéria orgânica por absorção. 2. A insulina faz parte de um grupo de biomoléculas (A) cujos monómeros são designados oses ou monossacarídeos. (B) cujos monómeros são designados ácidos gordos ou glicerol. (C) cujos monómeros são designados nucleótidos. (D) cujos monómeros são designados aminoácidos. Figura 1 Vacúolo Mitocôndria Membrana plasmática Nucléolo Poro nuclear Invólucro nuclear Núcleo Retículo endoplasmático Complexo de Golgi Ribossomas Citoplasma Lisossoma Centríolos GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 56 15/03/2021 15:08 57BANCO DE EXERCÍCIOS BIO LO GIA 3. Nas células humanas observam-se membranas celulares superficiais onde existem moléculas constituídas por uma molécula de glicerol ligada a um fosfato e a dois ácidos gordos, que se designam (A) proteínas. (B) colesterol. (C) fosfolípidos. (D) nucleótidos. 4. As células ovo podem ser observadas ao microscópio ótico composto. Considere as seguintes afirmações, referentes à microscopia ótica. I. Quanto menor é a ampliação, maior é o campo de observação.II. A imagem é simétrica e invertida em relação ao objeto. III. A primeira focagem deve ser feita utilizando o parafuso micrométrico. (A) I e III são verdadeiras; II é falsa. (B) III é verdadeira; I e II são falsas. (C) I e II são verdadeiras; III é falsa. (D) II é verdadeira; I e III são falsas. 5. Através das reações de hidrólise, os monómeros de um polímero, (A) como a glicose, juntam-se. (B) como a insulina, juntam-se. (C) como a insulina, separam-se. (D) como a glicose, separam-se. 6. Faça corresponder cada uma das afirmações da coluna A, ao respetivo termo que consta na coluna B. Coluna A Coluna B (a) Polissacarídeo estrutural presente nas bactérias. (b) Organelo responsável pela síntese de moléculas lipídicas da célula. (c) Organito que participa em fenómenos de autofagia. 1. Peptidoglicano 2. Lisossomas 3. Celulose 4. Retículo endoplasmático liso 7. Analise as afirmações que se seguem relativas ao processo de desnaturação reversível de uma proteína. Ordene as letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência cronológica dos acontecimentos. (A) Recuperação da estrutura inicial da proteína. (B) Perda da função biológica da proteína. (C) Alteração da estrutura da proteína. (D) Proteína sujeita a um agente desnaturante. (E) Remoção do agente desnaturante. 8. Algumas células, designadamente bactérias heterotróficas, intervêm na decomposição da matéria orgânica. Explique a importância deste processo na reciclagem de matéria nos ecossistemas naturais. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 57 15/03/2021 15:08 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1058 Grupo III Observe, com atenção, a figura 1. 1. Identifique as biomoléculas representadas na figura 1. 2. A molécula representada em A está para o amido assim como (A) um aminoácido está para uma proteína. (B) um aminoácido está para um ácido nucleico. (C) um ácido nucleico está para um nucleótido. (D) um ácido nucleico está para uma proteína. 3. A molécula representada em B é considerada (A) uma molécula anfipática. (B) uma molécula polar. (C) uma molécula apolar. (D) uma molécula orgânica. 4. As mioglobinas são moléculas pertencentes ao grupo representado pela letra ________ na figura 1. São compostos ________. (A) D … quaternários, constituídos por menos de cinquenta monómeros (B) D … quaternários e apresentam nitrogénio na sua constituição molecular (C) A … ternários e não apresentam nitrogénio na sua constituição molecular (D) A … ternários, constituídos por mais de cem monómeros 5. Um nucleótido de RNA possui sempre (A) um grupo fosfato e ribose. (B) um grupo fosfato e desoxirribose. (C) uracilo e ribose. (D) timina e desoxirribose. OH N O O O O N N N N NH NH2 NH2 H2N C G OH OHO O O O P O O O P O O O O P O OHO O O O P O OH O O O N NH U N N N NH NH2 A Figura 1 – Biomoléculas. 5 6CH2OH C 3 2 C C 4C 1C OH H OHOH OHH H O HH H H O A C B D GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 58 15/03/2021 15:08 Figura 1 – Efeito Auphen 100 µM, a 23 ºC e a pH 7,4, na permeabilidade à água (A) e na permeabilidade ao glicerol (B) das várias estirpes de leveduras. 59BANCO DE EXERCÍCIOS BIO LO GIA 6. Faça corresponder a cada uma das afirmações expressas na coluna A, o respetivo conceito, referido na coluna B. Coluna A Coluna B (a) Ose constituída por seis carbonos. (b) Ligação entre a glutamina e a histidina. (c) Molécula cujos monómeros podem ser constituídos por um grupo fosfato, um uracilo e uma pentose. (d) Composto inorgânico que intervém no metabolismo celular. (e) Dissacarídeo constituído por dois monómeros de glicose. 1. Maltose 2. Glicose 3. Água 4. Ribose 5. Ligação peptídica 6. DNA 7. Ligação éster 8. RNA 7. Considere os dados seguintes: • A análise de duas proteínas mostrou que cada uma delas era constituída por 130 aminoácidos. • Outra análise mostrou que as duas proteínas continham aminoácidos nas mesmas proporções: 21% de leucina, 20% de glicina, 18% de arginina, 14% de tirosina, 10% de glutamina, 7% de triptofano, 4% de lisina, 2% de cisteína, 2% de prolina e 2% de histidina. Explique, recorrendo aos dados fornecidos, se se poderá afirmar que as duas proteínas em aná- lise são iguais. Grupo IV As aquaporinas (AQPs) são proteínas intrínsecas de membrana, fisiologicamente importantes, que transportam água (aquaporinas ortodoxas) e também, em alguns casos, outros pequenos solutos como o glicerol (aquagliceroporinas). Em mamíferos, treze aquaporinas (AQP0-AQP12) são conheci- das até à data, sendo diferencialmente expressas em diversas células e tecidos. Recentemente, foram encontradas evidências em ratinhos e posteriormente em humanos obesos, que a deficiência da AQP7 está relacionada com obesidade por causar hipertrofia dos adipócitos. São várias as patologias que têm sido associadas à disfunção de aquaporinas, sendo pois importante a descoberta de moléculas capazes de modular a sua atividade. Estudou-se o efeito do Auphen, um composto organometálico de Au (III), no transporte da água e do glicerol através de aquaporinas. De forma a avaliar o efeito inibitório do Auphen no transporte de água e glicerol em estirpes de leve- duras, as células inicialmente equilibradas em solução isotónica de sorbitol 1,4 M e incubadas com o inibidor durante 30 min à temperatura ambiente, foram sujeitas ao mesmo tipo de choques hiperosmóticos. Na Figura 1, no painel A observa-se o efeito do Auphen no transporte de água e no transporte de glicerol, painel B. Notas: Pf – Coeficiente de permeabilidade à água (cm.s–1); Ps – Coeficiente de permeabilidade ao soluto (cm.s–1); AQP3 e AQP7– aquagliceroporinas. Adaptado de https://run.unl.pt/bitstream/10362/11102/1/Mosca_2013.pd P f × 10 -4 (c m /s ) 6,0 4,0 2,0 0,0 pUG35 27% 34% AQP3 AQP7 A P s × 10 -6 (c m /s ) 6,0 4,0 2,0 0,0 pUG35 Sem inibição Inibição com Auphen 93% 84% AQP3 AQP7 B GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_4P.indd 59 16/03/2021 15:06 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1060 1. As aquoporinas são consideradas, inequivocamente, proteínas se (A) apresentarem na sua constituição um elevado número de aminoácidos. (B) se as ligações glicosídicas ligam os monómeros que as constituem. (C) desempenhar funções estruturais. (D) forem compostos orgânicos. 2. De acordo com os dados obtidos na experiência, é correto afirmar que (A) o efeito inibitório do Auphen é maior para a água do que para o glicerol. (B) o efeito inibitório do Auphen é igual para a água e para o glicerol. (C) o efeito inibitório do Auphen é maior para o glicerol do que para a água. (D) o efeito inibitório do Auphen não foi significativo no estudo. 3. Na experiência descrita, a variável dependente corresponde (A) à temperatura de incubação. (B) à temperatura e ao tempo de incubação. (C) à presença de Auphen. (D) à permeabilidade das porinas relativamente à água e ao glicerol. 4. O transporte efetuado pelas aquaporinas é (A) a osmose. (B) a difusão facilitada. (C) o transporte ativo. (D) a difusão simples. 5. As aquoporinas são consideradas proteínas (A) intrínsecas, pois encontram-se na periferia da membrana plasmática. (B) periféricas, pois atravessam a membrana plasmática. (C) intrínsecas, pois atravessam a membrana plasmática. (D) periféricas, pois encontram-se na periferia da membrana plasmática. 6. Nas membranas biológicas dos adipócitos, estão presentes os complexos lipoproteicos onde predominam lípidos complexos, os fosfolípidos. Essas moléculas (A) organizam-se nas membranas numa monocamada. (B) ocupam posições fixas na estrutura da membrana. (C) podem apresentar glícidos associados à sua região hidrofílica. (D) apresentam duas longas cadeias de ácidos gordos hidrofílicos. 7. Faça corresponder a cada um dos tipos de transporte transmembranar, que constam da coluna A, o termo oude dois géneros (Cibicidoides e Nuttallides) teve como objetivo (A) permitir a comparação dos valores ao longo do tempo, eliminando potenciais diferenças entre espécies na incorporação dos isótopos nas conchas. (B) avaliar o clima nos últimos 1000 anos. (C) determinar a origem (natural ou antropogénica) dos isótopos 18O e 13C. (D) estimar o aquecimento global nos próximos 66 Ma. 8. Tendo em conta a velocidade de deposição de sedimentos no fundo oceânico, (A) é previsível que esta aumente com o aumento da temperatura do oceano. (B) serão necessários 100 000 anos para a formação de uma camada de sedimentos com 1 metro de espessura. (C) é possível determinar com exatidão as variações nas correntes mais profundas desde o Mesozoico. (D) os cientistas conseguiram determinar a idade da Terra. 9. Justifique a afirmação: “A deposição de sedimentos nos fundos marinhos pode enquadrar-se numa perspetiva uniformitarista”. 10. Os investigadores identificaram quatro estados climáticos distintos: “hothouse”, “warmhouse”, “coolhouse” e “icehouse” – se as emissões de CO2 continuarem sem mitigação até 2100, o sistema climático terrestre será deslocado abruptamente para o estado climático “warmhouse” (temperaturas globais mais de 5 °C do que atualmente), ou mesmo “hothouse” (temperaturas mais de 10 °C superiores à atual e sem glaciares continentais). 10.1. Indique, utilizando os dados da figura 1, qual a relação entre a quantidade de 180 identificada nos sedimentos do fundo oceânico e a temperatura global do planeta. 10.2. Relacione a queima de combustíveis fósseis com um estado climático futuro sem glaciares. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_4P.indd 4 16/03/2021 15:08 5BANCO DE EXERCÍCIOS GE OL OG IA Grupo II O Maciço Calcário Estremenho (MCE) é constituído, essencialmente, por rochas calcárias que se apresentam sobreelevadas por atuação de movimentos tectónicos. O maciço inclui toda a área do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (figuras 1 e 2). O património geológico do MCE é notável, quer a nível nacional, quer a nível internacional, desta- cando-se as jazidas com pegadas de dinossáurios da Pedreira do Galinha e a jazida com fósseis de equinodermes1 do Cabeço da Ladeira. A paisagem é dominada por campos de lapiás, formados devido à interação da água com as rochas carbonatadas. Nestas regiões também abundam depressões fechadas com vertentes rocho- sas (covões) que apresentam o fundo coberto por solos vermelhos (terra rossa) resultante da deposi- ção de argilas do calcário. A água penetra nas fissuras da rocha e alarga-as, formando grandes corre- dores ou poços naturais, designados algares. Foi num desses algares que alguns habitantes de Mira de Aire descobriram, em 1947, um conjunto fascinante de grutas, que pertencem a um conjunto de mais de 1500 grutas que cruzam o interior do maciço. Estas grutas são habitat para diversas espécies, nomeadamente morcegos insetívoros e as suas águas constituem talvez um dos maiores reservatórios de água subterrânea do país. Na sua maior parte, estas regiões são áridas, mas, em depressões denominadas dolinas, é ances- tral o cultivo de espécies como o milho, a batata e outras espécies resistentes. Além dos calcários, existem na zona aluviões2 e rochas associadas a episódios vulcânicos, como os basaltos. O MCE integra a Bacia Lusitânica, localizada no bordo oeste da microplaca ibérica, com origem associada a episódios que levaram à abertura do oceano Atlântico durante o Mesozoico. No final desta era, a microplaca ibérica colidiu com as placas Africana e Euroasiática, mantendo esse regime tectó- nico até à atualidade. 1equinoderme – animal invertebrado marinho com espinhos e pés ambulacrários (ouriço-do-mar, estrela-do-mar). 2aluvião – matéria acumulada (areias, terras, lodo) por ação das correntes fluviais, formando um terreno. Baseado em https://www.grutasmiradaire.com/, http://www2.icnf.pt/ 0 5 km 0 25 km N Cenozoico Cretácico Jurássico Superior Jurássico Médio Jurássico Inferior (Hetangiano) Complexo Ígneo de Sintra Complexo Vulcânico de Lisboa Falhas principais Limite aproximado do MCE Torres Novas Torres Vedras Alcobaça Peniche Sintra Lisboa Nazaré Leiria Ourém Santarém Rio Te jo O ce an o At lâ nt ic o Figura 1 – Localização do Maciço Calcário Estremenho (tracejado preto) e o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (verde). Figura 2 – Idades das rochas no MCE (trace- jado) e região envolvente. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 5 15/03/2021 15:03 Tabela 1 – Grau de dureza de uma água Figura 3 – Dureza da água em Portugal. DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 106 1. As forças tectónicas que determinaram a configuração atual do MCE (A) provocaram a subducção de crusta continental. (B) terão sido, indubitavelmente, do tipo distensivo. (C) implicaram, provavelmente, a convergência de placas. (D) levaram ao deslizamento lateral de placas, promovendo fenómenos sísmicos. 2. As Serras de Aire e Candeeiros apresentam uma orientação aproximada de (A) NE-SO. (B) E-O. (C) NO-SE. (D) S-N. 3. Os campos de lapiás formam-se (A) devido à reduzida sensibilidade do calcário à meteorização. (B) igualmente em zonas vulcânicas, como os arquipélagos da Madeira e dos Açores. (C) por ação de rios, na região do MCE. (D) por interação entre a hidrosfera e a litosfera. 4. As grutas calcárias, de que é exemplo a Gruta de Mira De Aire, são ________ e são importantes ________ . (A) relativamente raras no MCE ... habitats para diversos seres vivos (B) abundantes no MCE ... fontes de recursos hídricos (C) constituídas por terra rossa ... locais de estudos geológicos (D) constituídas por algares ... jazidas fossilíferas 5. No limite entre placas litosféricas em movimento convergente, (A) pode verificar-se a formação de riftes, como a Dorsal Médio-Atlântica. (B) pode ocorrer formação de cadeias montanhosas, como os Andes. (C) os fenómenos sísmicos são raros, mas pode ocorrer formação de magma. (D) ocorre colisão entre placas, com subducção das placas continentais. 6. A litologia de determinada região tem influência nas características da água, nomeadamente a sua “dureza”, a qual se deve à concentração de iões, como o Ca2+, presentes na água. mg/L de CaCO3 Grau de dureza 0-75 Macia 75-150 Moderadamente dura 150-300 Dura > 300 Muito dura N 0 50 km 0 50 km 0 50 km O c e a n o A t l â n t i c o O c e a n o A tl â n ti c o Oceano At lânt ico Água macia Zonas indicadas no mapa e Marinha Grande, Nazaré, Abrantes, Torres Vedras, Barreiro, Setúbal, Baixa da Banheira, Açores e Ilha da Madeira. Zonas indicadas no mapa e Penafiel, Ermesinde S. Mamede de Infesta e Ilha de Porto Santo. Zonas indicadas no mapa e Figueira da Foz, Tomar, Cascais, Estremoz e Elvas. Dureza média Água dura Fonte: https://web.fe.up.pt/ GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_4P.indd 6 16/03/2021 15:08 7BANCO DE EXERCÍCIOS GE OL OG IA 6.1. Classifique as águas do MCE quanto à dureza e concentração em CaCO3 (mg/L), tendo em conta a sua localização geográfica. 7. Faça a correspondência correta entre as afirmações da coluna A e os tipos de rocha da coluna B. Coluna A Coluna B (a) Resulta do arrefecimento rápido do magma, próximo da superfície. (b) Forma-se por alteração da estrutura sem fusão de rochas preexistentes. (c) Forma-se por precipitação de substâncias químicas, como o carbonato de cálcio. (1) Rocha plutónica (2) Rocha vulcânica (3) Rocha sedimentar quimiogénica (4) Clasto (5) Rocha metamórfica 8. Complete o texto seguinte com a opção adequada a cada espaço. A cada letra corresponde um só algarismo. A Terra classifica-se como um sistema ___(a)___ não obstante as trocas de ___(b)___, com o Universo. A libertação de gases em erupções vulcânicas envolve os subsistemas ___(c)___. Os seres vivos estabelecem diversas interações com a ___(d)___, beneficiandoexpressão que as identifica, expresso na coluna B. Utilize cada letra e cada número apenas uma vez. Coluna A Coluna B (a) Passagem de oxigénio através da membrana celular. (b) Passagem de substâncias com intervenção de uma proteína transportadora e sem gasto de ATP. (c) Processo utilizado pela célula para englobar partículas sólidas, que lhe irão servir de alimento. 1. Transporte ativo 2. Difusão facilitada 3. Difusão simples 4. Endocitose 5. Pinocitose 6. Fagocitose 8. Indique o sentido preferencial do movimento da água num adipócito cujo meio intracelular apresenta uma diminuição da pressão osmótica. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 60 15/03/2021 15:08 61BANCO DE EXERCÍCIOS BIO LO GIA 9. Reduzir os níveis de semimetais tóxicos, como o arsénio (As) presente no arroz é uma questão de saúde pública. Os níveis e as formas de As variam muito em solos de cultivo de arroz em diferentes regiões. As aquaporinas possuem a habilidade de transportar semimetais. Explique em que medida a presença de outras espécies de plantas que apresentam elevados níveis de aquaporinas em zonas de cultivo de arroz contaminadas poderá ter vantagens para a saúde pública. Grupo V Dictyostelium discoidieum podia entrar na lista dos seres vivos mais estranhos. Esta amiba micros- cópica, quando lhe falta comida, agrega-se a mais uns milhares de irmãos-amibas para se transformar num corpo parecido com uma lesma de meio centímetro: é capaz de recolher bactérias para levar para outros locais onde não haja alimento. A descoberta foi feita por Debra Brock, da Universidade Rice, em Houston, no Texas (EUA). Era a primeira vez que a cientista olhava para os esporos de uma amiba selvagem, explicou a Science que noticiou a descoberta. Depois das amibas se juntarem para formar a tal “lesma social” que se comporta como um único indivíduo, esta lesma movimenta-se até encontrar uma nova zona com comida e toma a forma de um pedúnculo com um corpo redondo na extremidade. Lá dentro, muitas amibas multiplicam-se, transfor- mam-se em esporos e libertam-se para recuperar a sua vida individual. Foi nesta fase que Debra Brock viu bactérias a saírem deste corpo redondo. A equipa testou se todas as amibas transportavam bactérias e descobriu que só cerca de um terço é que tinha essa capacidade. A equipa descobriu que as amibas “agricultoras” mantinham o comportamento mesmo depois dos cientistas matarem as bactérias e colocarem as amibas em culturas sem bactérias. As ami- bas multiplicavam-se e os descendentes, na presença de novas bactérias, repetiam o cultivo. De alguma forma, mantinham uma memória genética desta capacidade. As bactérias transportadas eram de várias espécies, mas cerca de metade não servia como alimento das amibas, o que à partida não parece trazer benefícios. A equipa tentou compreender isto e verificou que as amibas não comem todas as bactérias que existem no meio para conseguirem armazenar algumas, ao contrário das ami- bas que não fazem o cultivo e comem todas as bactérias. Mais, as “agricultoras” só andam cerca de 1,5 centímetros quando se transformam na versão “lesma social”, enquanto as outras movem-se mais de três centímetros. Mas quando estas amibas vão colonizar novos territórios sem comida, as bactérias que trazem aca- bam por multiplicar-se e transformam-se em alimento. Aqui, as “agricultoras” prosperam. Há mais exemplos na natureza de outras espécies que fazem agricultura. Há formigas e térmitas que cultivam fungos, mas vão mais longe: tratam da terra onde colocam os fungos e matam quaisquer predadores que possam diminuir o rendimento da cultura. Nestes casos, a simbiose chegou ao extremo, já que estes fungos não existem na natureza no estado selvagem e dependem das formigas para sobreviverem. Adaptado de https://www.publico.pt/2011/01/20/ciencia/ noticia/a-amiba-e-a-bacteria-uma-historia-de-agricultura-microscopica-1476152 Figura 1 – Colónia de Dictyostelium discoidieum com bactérias, quando está na forma de pedúnculo, pronto para lançar esporos de amiba. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 61 15/03/2021 15:08 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1062 1. Dictyostelium discoidieum é, inequivocamente, um ser eucarionte porque (A) possui parede celular. (C) apresenta DNA. (B) possui plasmalema. (D) possui organelos membranares. 2. Para Dictyostelium discoidieum, as bactérias são fonte (A) de matéria inorgânica e energia. (C) de matéria orgânica e energia. (B) apenas de matéria inorgânica. (D) apenas de energia. 3. As bactérias referidas no documento são seres (A) procariontes e possuem apenas ribossomas como organelos membranares. (B) procariontes, apresentando nucleoide. (C) eucariontes e possuem apenas ribossomas como organelos membranares. (D) eucariontes, apresentando nucleoide. 4. No tubo digestivo ________ das formigas, os glícidos são hidrolisados em ________. (A) completo … aminoácidos (C) completo … monossacarídeos (B) incompleto … aminoácidos (D) incompleto … monossacarídeos 5. As amibas ingerem bactérias por (A) exocitose, que permanecem sempre no interior de vesículas pinocíticas. (B) endocitose, que permanecem temporariamente no interior de vesículas pinocíticas. (C) exocitose, que permanecem sempre no interior de fagossomas. (D) endocitose, que permanecem temporariamente no interior de fagossomas. 6. Nos mamíferos, ao contrário das amibas (A) a digestão é exclusivamente extracelular. (B) existe uma cavidade gastrovascular ramificada. (C) os resíduos não digeridos são eliminados pela boca. (D) a faringe permite a captura ativa de alimento. 7. A amiba, quando se encontra em água destilada, aumenta o ritmo de contração dos seus vacúolos, verificando-se que (A) o interior das células é isotónico em relação ao meio extracelular. (B) a água foi transportada ativamente para o interior das células. (C) a pressão osmótica no exterior das células é superior à do meio intracelular. (D) a pressão osmótica do meio intracelular é superior à pressão osmótica do meio extracelular. 8. Ordene as letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência cronológica dos acontecimentos relacionados com o processo de nutrição das amibas pertencentes à espécie Dictyostelium discoidieum, quando expostas à escassez de alimento. A – Formação da “lesma social”. B – Deslocação para um local com alimento. C – A lesma toma a forma de pedúnculo. D – Formação de um vacúolo digestivo. E – Fusão dos lisossomas com as vesículas que contêm as bactérias. 9. “Há formigas e térmitas que cultivam fungos, mas vão mais longe: tratam da terra onde colocam os fungos e matam quaisquer predadores que possam diminuir o rendimento da cultura.” Explique a função dos fungos mencionados nos ecossistemas. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 62 15/03/2021 15:08 63BANCO DE EXERCÍCIOS BIO LO GIA Grupo VI As membranas celulares têm características e funções comuns a todos os seres vivos e, por isso, a sua estrutura básica é fundamentalmente a mesma em todas as células. No entanto, a sua composição pode variar quer em diferentes seres vivos, quer em diferentes tipos de células do mesmo ser vivo. Podem também ter variações de composição como resposta a condições de stress ambiental a que as células são sujeitas. Numa experiência levada a cabo por Raimundo Júnior e seus colaboradores foram analisadas as membranas de células de folhas de feijoeiro (Phaseolus vulgaris) sujeitos a diferentes situa- ções de stress hídrico (falta de água). Na figura 1 estão representados os resultados obtidos para o teor em ácidos gordos saturados e insaturados nas diferentes condições experimentais testadas. Figura 1 – Índice de insaturação (percentagem de ácidos gordos insaturados no total de ácidos gordos das mem- branas) em lípidos da membrana de folhas de Phaseolus vulgaris em condições controlo (Controlo); stress mode- rado – 20 dias de desidratação (S1);stress severo – 45 dias de desidratação (S2); plantas re-hidratadas durante 2 dias (R1) e plantas re-hidratadas durante 6 dias (R2). Martins Júnior R. R., Oliveira M. S. C., Baccache M. A., & Paula F. M. (2008). Effects of water deficit and rehydration on the polar lipid and membranes resistance leaves of Phaseolus vulgaris L. cv. Pérola. Brazilian Archives of Biology and Techno- logy, 51(2), 361-367. Ín di ce d e in sa tu ra çã o 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 Controlo S1 S2 R1 R2 1. Indique qual a hipótese que poderá estar na base da experiência cujos resultados estão apresentados no gráfico. 2. No gráfico, a primeira coluna do lado esquerdo (Controlo) representa os resultados obtidos no grupo controlo. Nesse grupo (A) utilizaram-se células cujas membranas só possuíam ácidos gordos insaturados. (B) as plantas de feijoeiro foram regadas em dias alternados. (C) utilizaram-se células cujas membranas só possuíam ácidos gordos saturados. (D) as plantas de feijoeiro foram tratadas de forma a não terem stress hídrico. 3. Nas membranas e nas paredes das células do feijoeiro, podemos encontrar, respetivamente, (A) fosfolípidos e celulose. (C) ácidos gordos e fosfolípidos. (B) fosfolípidos e ácidos gordos. (D) amido e celulose. 4. O resultado da digestão dos triglicerídeos pelas lipases é (A) glicerol e glicose. (C) glicerol e ácidos gordos. (B) fosfatos e ácidos gordos. (D) glicose e frutose. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 63 15/03/2021 15:08 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1064 5. As enzimas são ________ cujas unidades básicas são os ________. (A) proteínas … aminoácidos (C) glícidos … aminoácidos (B) proteínas … monossacáridos (D) glícidos … monossacáridos 6. Tendo em conta os resultados da experiência apresentados no gráfico da figura 1, quanto maior o stress hídrico ________ a quantidade de ácidos gordos insaturados na membrana, o que significa que deveremos observar ________ da sua fluidez. (A) maior … um aumento (B) menor … um aumento (C) menor … uma diminuição (D) maior … uma diminuição 7. As células possuem, nas suas membranas, aquaporinas, que são ________ capazes de reabsorver água por difusão ________. (A) fosfolípidos … simples (B) proteínas … facilitada (C) fosfolípidos … facilitada (D) proteínas … simples 8. Em células animais, a presença de uma maior quantidade de ácidos gordos insaturados determinada uma maior fluidez da membrana. Relacione o índice de insaturação das membranas celulares com a maior ou menor facilidade das células efetuarem processos de exocitose. GRUPO VII As células humanas recorrem a um mecanismo de endocitose mediada por recetor para incorpora- rem colesterol nas suas membranas e para sintetizarem outros esteroides. O colesterol pode ser transportado na corrente sanguínea sob a forma de partículas designadas lipoproteínas de baixa densidade (LDL), que são um complexo formado por lípidos (triglicerídeos, fos- folípidos e colesterol) e uma proteína. Os complexos LDL ligam-se a recetores LDL da membrana e entram na célula por endocitose. A hipercolesterolemia familiar é uma doença hereditária que se caracteriza por uma elevada concen- tração de colesterol no sangue, resultante da incapacidade de os complexos de LDL entrarem nas célu- las devido a defeitos ou à ausência das proteínas recetoras. Em consequência, o colesterol acumula-se no sangue, contribuindo para o desenvolvimento precoce de aterosclerose, resultante da acumulação de depósitos lipídicos nas paredes das artérias. Esta progressiva acumulação de lípidos diminui o calibre dos vasos, dificultando o fluxo sanguíneo, podendo conduzir a enfarte do miocárdio e a AVC. Notas: LDL do inglês Low-density lipoproteins AVC – Acidente vascular cerebral Baseado em Campbell et al. (2018). Biology – A global approach. Pearson. New York. 1. Os recetores membranares dos LDL são (A) moléculas orgânicas de natureza proteica. (B) moléculas inorgânicas de natureza proteica. (C) moléculas orgânicas de natureza lipídica. (D) moléculas inorgânicas de natureza lipoproteica. 2. A entrada das moléculas de colesterol nas células efetua-se (A) por difusão facilitada com intervenção de permeases. (B) por difusão simples com intervenção de permeases. (C) sem atravessar diretamente a bicamada fosfolipídica. (D) sem que ocorram alterações da morfologia da membrana celular. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 64 15/03/2021 15:08 65BANCO DE EXERCÍCIOS BIO LO GIA 3. A hipercolesterolemia familiar resulta de (A) um aumento da absorção intestinal de colesterol. (B) uma diminuição da absorção intestinal de colesterol. (C) modificações da composição das membranas celulares. (D) modificações dos complexos de LDL. 4. Elevadas concentrações de LDL podem conduzir a (A) uma diminuição do aporte de oxigénio às células. (B) uma diminuição da espessura das paredes das artérias. (C) um aumento do calibre das artérias. (D) um aumento do consumo de oxigénio nas células. 5. O transporte de iões sódio (Na+) e potássio (K+) através da membrana celular contra o gradiente de concentração ________ o consumo de energia e contribui para um ________ das concentrações entre o meio intracelular e o meio extracelular. (A) implica … equilíbrio (B) não implica … equilíbrio (C) não implica … desequilíbrio (D) implica … desequilíbrio 6. Em diversos organismos unicelulares e em alguns multicelulares, a endocitose é um processo que permite a obtenção de alimento. Nestes casos a formação de ________ é precedida pela fusão de vesículas de endocitose com ________. (A) vacúolos digestivos … lisossomas (B) vesículas golgianas … lisossomas (C) vesículas de transporte do RER … vacúolos digestivos (D) lisossomas … vacúolos digestivos 7. Os seres unicelulares que realizam fagocitose para obtenção de alimento são classificados como seres (A) heterotróficos por ingestão, realizando com digestão extracelular. (B) autotróficos por absorção, realizando com digestão extracelular. (C) heterotróficos por ingestão, realizando digestão intracelular. (D) heterotróficos por absorção, realizando digestão intracelular. 8. Faça corresponder cada uma das descrições relativas ao movimento de substâncias expressas na coluna A à respetiva designação, que consta na coluna B. Coluna A Coluna B (a) A velocidade de movimento dos solutos é diretamente proporcional ao gradiente de concentrações. (b) A água movimenta-se de um meio hipotónico para um meio hipertónico. (c) O movimento do soluto realiza-se através de permeases a favor do gradiente de concentração. (1) Transporte ativo (2) Difusão simples (3) Difusão facilitada (4) Osmose (5) Pinocitose 9. Indivíduos que apresentam valores elevados de LDL, mas que não sofrem de hipercolesterolemia familiar, apresentam valores da concentração de LDL mais baixa após a prática de exercício físico. Foi colocada a hipótese de indivíduos com hipercolesterolemia familiar apresentarem uma maior resistência à diminuição da concentração de LDL associada à prática de exercício físico quando comparada com os outros indivíduos. Explique a fundamentação da hipótese apresentada. GFBF10DP-BANCOEXER-05 GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 65 15/03/2021 15:08 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1066 Grupo VIII A RuBP carboxilase-oxigenase (rubisco) é a enzima que permite a fixação de CO2 no ciclo de Cal- vin. No entanto, esta enzima também é capaz de usar O2 como substrato e, neste caso, ocorre a perda do CO2 anteriormente fixado. A este fenómeno chama-se fotorrespiração. O que determina se a rubisco se liga ao CO2 ou ao O2 são as concentrações relativas destes dois gases e a temperatura. Em condições normais, a rubisco usa o CO2 como substrato, no entanto, quando há uma acumulação de O2 nas células das folhas, verifica-se um aumento de ligações ao O2 devido à sua maior proporção relativamente ao CO2. Por outro lado,com temperaturas amenas, a afinidade (tendência para se ligar) da rubisco para o CO2 é cerca de 80 vezes maior do que a sua afinidade para o O2. Contudo, à medida que a tempera- tura aumenta, a rubisco capta O2 com mais frequência. Algumas plantas desenvolveram estratégias que minimizam as consequências da fotorrespiração. Baseado em https://pt.khanacademy.org/ 1. Quando as concentrações de O2 são baixas e a temperatura amena, a atividade enzimática da rubisco promove (A) reações de carboxilação. (B) reações de descarboxilação. (C) a ligação do CO2 ao PGA. (D) a ligação do CO2 ao PGAL. 2. Quando a rubisco se liga ao O2 irá ocorrer ________ da produção de ________ no ciclo de Calvin. (A) um aumento … glicose (B) uma diminuição … glicose (C) um aumento … ATP (D) uma diminuição … ATP 3. A fotorrespiração pode ser considerada um processo (A) vantajoso para as plantas que o realizam. (B) alternativo à fase fotoquímica da fotossíntese. (C) que é independente das condições do meio. (D) que é dependente das condições do meio. 4. A ocorrência de fotorrespiração é ________ por temperaturas ________. (A) promovida … baixas (B) despromovida … elevadas e elevada concentração de oxigénio (C) promovida … elevadas e elevada concentração de oxigénio (D) despromovida … elevadas 5. Durante o ciclo de Calvin ocorre (A) consumo de ATP e formação de NADPH. (B) formação de ATP e consumo de NADPH. (C) consumo de ATP e de NADPH. (D) formação de ATP e de NADPH. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 66 15/03/2021 15:08 67BANCO DE EXERCÍCIOS BIO LO GIA 6. Na fase dependente diretamente da luz da fotossíntese são consumidas moléculas ________ e produzidas moléculas de ________. (A) água … ADP (B) ADP … NADP+ (C) ATP … NADPH (D) água … ATP 7. Imediatamente após a entrada dos compostos orgânicos da seiva floémica nas células dos tecidos de reserva ocorre (A) síntese de polímeros com consumo de moléculas de água. (B) síntese de polímeros com libertação de moléculas de água. (C) hidrólise de polímeros com consumo de moléculas de água. (D) hidrólise de polímeros com libertação de moléculas de água. 8. Ordene as expressões A a E, de modo a reconstituir a sequência cronológica dos acontecimentos relacionados com a obtenção de matéria orgânica em seres fotoautotróficos. A – Síntese de glicose B – Fixação do CO2 C – Oxidação da molécula de água D – Fosforilação de ADP E – Oxidação de NADPH 9. Explique em que medida situações de falta de água no solo poderão ser responsáveis por um aumento da fotorrespiração. Grupo IX Há uma enorme rã nas Caraíbas que come tarântulas e serpentes Na escuridão da noite nas florestas das Caraíbas, a galinha-da-montanha – uma das maiores rãs do mundo – foi surpreendida a comer tarântulas e serpentes. No mundo animal, as tarântulas e as serpentes estão entre os maiores predadores das rãs. Mas, desta vez, a história acontece ao contrário. Gonçalo M. Rosa, do Centro de Biologia Ambiental da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e outros investigadores que trabalharam na ilha de Montserrat, no mar das Caraíbas, em 2009, descobriram grandes rãs de tons acastanhados – as gali- nhas-da-montanha (Leptodactylus fallax) – a comer tarântulas-de-montserrat (Cyrtopholis femoralis), espécie endémica daquela ilha. Na verdade, aquela rã é o primeiro predador confirmado da tarântula- -de-montserrat, dizem os autores do estudo publicado esta semana na revista Tropical Zoology. A rã de hábitos noturnos, que passa o dia escondida em buracos e reentrâncias nas rochas, ali- menta-se sobretudo de pequenos grilos e pequenas aranhas que encontra no chão da floresta. Mas o seu menu é mais diversificado. A 9 de setembro de 2009, às 20 horas, uma tarântula dirigiu-se devagar na direção de uma rã quando foi subitamente capturada. Desta vez foram precisos seis minutos para a galinha-da-montanha acabar de comer a tarântula. Estas observações foram feitas durante uma expedição coordenada pelo Zoo de Jersey, e da qual Gonçalo M. Rosa fez parte, para tentar travar a progressão do fungo Batra- chochytrium dendrobatidis, que ameaça a galinha-da-montanha. Segundo Gonçalo M. Rosa, “as rãs não serão propriamente imunes ao veneno das tarântulas. Mas as rãs abocanham, mordem e mastigam as tarântulas de tal forma que não lhes dão oportunidade de espalhar o veneno”, explicou. Mais tarde, em outubro de 2011 e na ilha de Dominica, investigadores encontraram restos de serpente-de-julia (Liophis juliae) nas fezes da mesma espécie de rã. Na opinião do biólogo, este estudo “dá-nos uma perspetiva que não é tão usual: a maioria dos relatos de interação de rãs e tarântulas mostram estes aracnídeos como predadores vorazes das indefesas rãs. Aqui assis- timos ao oposto: uma rã a ingerir sem problemas uma tarântula”. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 67 15/03/2021 15:08 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1068 Além disso, a rã apresenta uma dieta da qual também fazem parte serpentes. Contudo, as capaci- dades predatórias da rã não lhe garantem a sobrevivência. Hoje, a galinha-da-montanha está classifi- cada como Criticamente Ameaçada pela União Mundial de Conservação da Natureza (UICN). Esta espécie existia em pelo menos seis ilhas das Caraíbas mas hoje já só existe em duas: Montserrat e Dominica. Segundo os investigadores, o declínio deste anfíbio deve-se à perda de habitat, sobrecaça para consumo e espécies exóticas invasoras. “A recente introdução do fungo Batrachochytrium den- drobatidis naquelas duas ilhas causou um declínio dramático nas populações que ainda restavam", acrescentam os investigadores. A população de Dominica foi quase extirpada na sua totalidade e a de Montserrat foi afetada pelo fungo mais tarde. Em muitos ribeiros da ilha, os números baixaram também drasticamente. Vários programas têm juntado esforços para proteger esta espécie de outro obstáculo à rã – o vulcão da ilha de Montserrat. Este tem tido uma atividade muito intensa e um terço da ilha está inacessível, sob as cinzas. Muitas áreas de floresta desapareceram. Fonte: Público, 22 de setembro de 2012 (adaptado) 1. A quitina é uma substância que pode ser encontrada (A) nas membranas das células das galinhas-da-montanha (Leptodactylus fallax). (B) na parede celular do fungo Batrachochytrium dendrobatidis e no exoesqueleto das tarântulas-de-montserrat. (C) no esqueleto da serpente-de-julia (Liophis juliae). (D) na parede celular do fungo Batrachochytrium dendrobatidis e no esqueleto da serpente-de- -julia (Liophis juliae). 2. Os grilos e as aranhas que servem de alimento às galinhas-da-montanha (A) possuem dois fluidos circulatórios distintos, o sangue e a linfa. (B) apresentam um sistema circulatório duplo e incompleto. (C) possuem nos vasos o mesmo fluido que preenche as lacunas. (D) apresentam pigmentos respiratórios nos seus fluidos circulantes. 3. As células musculares da galinha-da-montanha obtêm a maior quantidade de ATP, necessária para a sua atividade (A) em consequência da redução de moléculas de NADH que ocorre no citoplasma. (B) por processos anabólicos que ocorrem no interior das mitocôndrias. (C) por processos catabólicos que ocorrem no citoplasma. (D) em consequência da oxidação de moléculas de NADH. 4. A galinha-da-montanha, ao alimentar-se de tarântulas (A) ocupa o 2.º nível trófico da cadeia alimentar. (B) é um consumidor de 1.ª ordem. (C) é considerado um macroconsumidor. (D) transforma matéria inorgânica em matéria orgânica. 5. As rãs, para se movimentarem de forma eficaz, necessitam de uma rápida condução de impulsos nervosos. A elevada velocidade dos impulsos nervosos, que ocorre nos neurónios motores das rãs, é assegurado pela (A) existência de mielina em torno dos axónios. (B) existência de um potencial de repouso. (C) despolarização da membrana dos neurónios. (D) existência de um potencial de ação. GFBF10DP_20202157_BANCODE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 68 15/03/2021 15:08 69BANCO DE EXERCÍCIOS BIO LO GIA 6. Explique em que medida a atividade do vulcão da ilha de Montserrat contribui para a ameaça à sobrevivência das galinhas-da-montanha (Leptodactylus fallax). 7. Faça corresponder cada uma das descrições relativas a processos envolvidos na nutrição dos vertebrados expressos na coluna A à respetiva designação, presente na coluna B. Utilize cada letra e cada número apenas uma vez. Coluna A Coluna B (a) Pequenas gotículas lipídicas são captadas por vesículas endocíticas das células da parede intestinal. (b) Entrada de água da linfa intersticial para o interior das células. (c) Entrada de glicose para as células, a favor do gradiente de concentração, com intervenção de uma proteína transmembranar específica (GLUT). (d) Células glandulares libertam enzimas, contidas no interior de vesículas, para o tubo digestivo. (e) Libertação de iões Ca2+ do interior das células para o lúmen intestinal com consumo de ATP. (1) Fagocitose (2) Pinocitose (3) Transporte ativo (4) Exocitose (5) Difusão simples (6) Difusão facilitada (7) Osmose (8) Endocitose mediada por recetores Grupo X A taxa máxima de fotossíntese de Citrus sinensis (L.) ocorre em temperaturas do ar em torno de 22 °C a 25 °C. Sob condições naturais, sem deficiência hídrica no solo e com fluxo fotossintético de fotões saturante, a taxa de fotossíntese é máxima por volta das 9h30, decrescendo posteriormente, com o aumento da temperatura e do déficit de pressão de vapor (DPV). A redução na taxa de fotossín- tese com o aumento de DPV e da temperatura está relacionada, respetivamente, com a queda da condutância total da folha e da condutância do mesofilo. A taxa de transpiração em Citrus aumenta com o DPV, apesar dos estomas se fecharem parcialmente, consequentemente a eficiência instantâ- nea do uso da água pela planta é menor nos horários de alta demanda atmosférica por água. Também noutras espécies arbóreas observaram-se menores taxas de fotossíntese no período da tarde, pare- cendo estarem relacionadas com o valor do DPV no ar e com o DPV entre o ar e a folha. Nesta experiência utilizou-se vinte e quatro plantas de laranjeira 'Valência', de aproximadamente três anos, seis enxertadas sobre cada um dos seguintes porta-enxertos: limoeiro 'Cravo', 'Trifoliata', tangerina 'Cleópatra' e citrange 'Troyer'. Aproximadamente um ano antes do início desta experiência, estas plantas foram transplantadas para seis tanques; cada um deles com quatro plantas, uma por porta-enxerto. Cada tanque possuía 4,0 m de comprimento por 0,5 m de largura por 0,6 m de profun- didade e esta repleto de terra fértil. Os tanques com as plantas foram irrigados mantendo-se a terra com humidade próxima à capacidade de campo. As medidas descritas abaixo foram coletadas em dias claros nos meses de janeiro (21 e 22), março (10 e 11) e julho (7 e 8). O potencial da água nas folhas (Y f) foi determinado às 7h00 e às 14h00, com três repetições para cada tratamento. As folhas utilizadas foram as localizadas do lado oposto àquelas utilizadas nas medi- das de trocas gasosas. As taxas de fotossíntese (A) e de transpiração (E) e a condutância estomática (g) foram medidas. As medidas de trocas gasosas foram feitas no período da manhã, entre 9h00 e 11h00, e no período da tarde, entre 13h00 e 15h00. Somente foram considerados os dados medidos quando o fluxo fotossin- tético de fotões (FFF) era maior que 700 mmol m–2 s–1, isto é, quando em níveis saturantes para a fotos- síntese em citrus. As folhas utilizadas nas diferentes épocas de medidas tinham idade aproximada- mente iguais, isto é, ao redor de seis meses. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso com seis repetições. Médias e desvio padrão foram calculados para os dados mensais e diários. As comparações de A, g, E e de Y f entre período da manhã e da tarde e entre meses. Os resultados encontram-se expressos na figura 1. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 69 15/03/2021 15:08 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1070 Adaptado de https://doi.org/10.1590/S0103-90162002000100007 1. A taxa da fotossíntese no período da ________, nos meses ________, foi ________ do que no período ________. (A) … manhã … janeiro e março … menor … tarde (B) … tarde … janeiro e março … menor … manhã (C) … tarde … janeiro e julho … menor … manhã (D) … manhã … janeiro e julho … maior … tarde 2. A taxa de fotossíntese e a condutância estomática ________ no mês ________. (A) … aumentaram … março … (B) … diminuíram … março … (C) … aumentaram e diminuíram, respetivamente, … janeiro … (D) … diminuíram e aumentaram, respetivamente, … janeiro … 3. A ________ contribuiu para a fiabilidade dos resultados. (A) idade das folhas aproximadamente igual (B) idade diferente das folhas (C) idade das folhas com 4 meses (D) espessura das folhas Figura 1 – Variação da taxa de fotossíntese, da condutância estomática e da transpiração em função do período do dia e do mês de medida em laranjeira “Valência” sobre quatro espécies de porta-enxerto. 12 9 6 3 0 12 9 6 3 0Ta xa d e fo to ss ín te se μm ol .m -2 .s -1 C on du tâ nc ia m ol .m -2 .s -1 Ta xa d e tra ns pi ra çã o m m ol .m -2 .s -1 Manhã janeiro março julho Tarde Manhã Tarde Manhã Tarde 0,3 0,2 0,1 0,0 0,3 0,2 0,1 0,0 Manhã janeiro março julho Tarde Manhã Tarde Manhã Tarde 6 4 2 0 6 4 2 0 Manhã janeiro março julho Tarde Manhã Tarde Manhã Tarde Troyer Cravo Trifoliata Cleópatra GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_4P.indd 70 16/03/2021 15:06 71BANCO DE EXERCÍCIOS BIO LO GIA 4. Durante a fase independente diretamente da luz, em Citrus sinensis verifica-se (A) absorção da energia de comprimento de onda correspondente ao verde. (B) redução da água e fixação de dióxido de carbono. (C) oxidação da água e imediata libertação de oxigénio. (D) fixação de dióxido de carbono com produção de compostos orgânicos. 5. O movimento da seiva elaborada efetua-se, possivelmente, por (A) transpiração associado a transporte no floema. (B) transporte ativo associado a transpiração. (C) transporte no floema associado a fluxo de massa. (D) fluxo de massa associado a transpiração. 6. Ordene as letras de A a E, de modo a reconstituir, segundo uma relação causa-efeito, a sequência dos processos ocorridos nas células-guarda de Citrus sinensis sujeitas a stress hídrico. A – Fecho dos ostíolos. B – Diminuição da concentração de iões potássio no interior das células. C – Saída de água das células de forma passiva. D – Diminuição da turgescência das células de Citrus sinensis. E – Redução da pressão osmótica do conteúdo celular. 7. Algumas plantas, tais como catos, estão adaptadas a ambientes secos e usam a via do metabolismo ácido das crassuláceas (CAM). Nestas plantas, as reações dependentes da luz e o uso de CO2 no ciclo de Calvin estão separadas temporalmente. Só à noite é que as plantas CAM abrem os seus estomas, permitindo a difusão de CO2 para o interior das folhas. Explique em que medida o comportamento descrito contribui para a adaptação das plantas CAM a ambientes secos. GRUPO XI A espécie Pinus sylvestris L. é uma planta que se distribui pela Ásia, norte e centro da Europa e alguns sistemas montanhosos da Europa mediterrânica. Ocorre em altitudes compreendidas entre os 200 m e os 2100 m, embora, em Portugal, só prospere em encostas serranas acima dos 700 m. Em Portugal, é cultivada com frequência nos andares montano e altimontano das serras do norte e centro, onde regenera facilmente. Muito plantado a partir do final do século XIX (Gerês, Cabreira, Marão, Nogueira, entre outras) e sobretudo com o Plano de Povoamento Florestal, onde ocupou lugar de des- taque no leque de espécies utilizadas. A descoberta de uma população de Pinus sylvestris L. na serra do Gerês, nos finais do século XIX, abriu desde logo umdebate sobre o carácter autóctone desta espécie em Portugal. É indiferente ao pH do solo. É uma espécie maioritariamente de sombra, embora suporte bem a luz. Requer precipitações médias anuais entre 400 mm e 800 mm, temperaturas ótimas entre 0 ºC e 20 ºC. Tolera a poluição atmosférica e a exposição marítima e a seca. Costumam produzir híbridos com outras espécies do mesmo género. As árvores são facilmente mortas pelos fogos, não conseguindo regenerar pelas raízes. Constitui uma fonte de alimento para larvas de lepidópteros(1) e está associada a mais de 50 insetos. As folhas produzem secreções que inibem o crescimento de plantas sob a copa da árvore. Adaptado de http://museuvirtual.activa-manteigas.com/index.php/places/arvores/pinheiro-silvestre-pinus-sylvestris-l/ (1) Lepidópteros – grupo de insetos que inclui as borboletas e as mariposas. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 71 15/03/2021 15:08 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1072 1. As paredes celulares de Pinus silvestrys são constituídas por (A) celulose, um polímero de aminoácidos. (C) celulose, um polímero de monossacarídeos. (B) amido, um polímero de monossacarídeos. (D) amido, um polímero de aminoácidos. 2. O Pinus silvestrys L. é uma espécie maioritariamente de sombra e indiferente ________ e tolera a ________. (A) à temperatura … seca (B) ao pH do solo … baixa concentração de oxigénio (C) à temperatura … baixa concentração de oxigénio (D) ao pH do solo … seca 3. Nas coníferas, das quais fazem parte Pinus silvestrys L., (A) o transporte da seiva bruta é devido, sobretudo, à tensão ao nível das folhas. (B) o transporte da seiva bruta é devido, sobretudo, à pressão radicular. (C) apresentam pressão radicular e o transporte da seiva elaborada é devido à tensão ao nível das folhas. (D) não apresentam pressão radicular e o transporte da seiva elaborada é devido à tensão ao nível das folhas. 4. As afirmações seguintes referem-se à teoria da adesão-coesão-tensão, relativamente ao movimento de água no interior de Pinus silvestrys L. I – A tensão negativa a que se refere a teoria é exercida ao nível da raiz das plantas. II – De acordo com esta teoria, o movimento de água na planta é feito sem qualquer gasto de energia metabólica. III – A teoria referida pressupõe a natureza apolar das moléculas de água. (A) I é verdadeira; II e III são falsas. (B) II é verdadeira; I e III são falsas. (C) I e III são verdadeiras; II é falsa. (D) II e III são verdadeiras; I é falsa. 5. Faça corresponder cada uma das designações expressas na coluna A ao conceito expresso na coluna B. Utilize cada letra e cada número apenas uma vez. Coluna A Coluna B (a) Tecido complexo constituído por células maioritariamente mortas, que têm como função transportar a seiva lenhosa. (b) Eliminação de água no estado líquido em locais específicos da folha. (c) Formação de bolhas de ar no xilema, que criam uma zona de descontinuidade que impede o transporte da seiva. (1) Xilema (2) Floema (3) Gutação (4) Cavitação (5) Exsudação 6. Em muitas plantas no início da manhã, quando o ar está húmido, observa-se nas pontas e nas extremidades das folhas gotículas de água. Ordene as letras de A a E, de modo a traduzirem a sequência correta dos acontecimentos relacionados com o fenómeno observado, segundo uma relação de causa-efeito. A – São transportados iões do solo para a raiz por transporte ativo. B – A água desloca-se por osmose do solo para a raiz. C – Saída de gotas de água pelos estomas aquíferos ao nível das folhas. D – Aumento da pressão radicular. E – Aumento da pressão no interior dos vasos xilémicos e ascensão da seiva xilémica. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 72 15/03/2021 15:08 73BANCO DE EXERCÍCIOS BIO LO GIA 7. Explique a importância da presença de cutina na epiderme das folhas em ambientes xéricos (com falta de água). Grupo XII Efeito de bicarbonato de potássio sobre a severidade do oídio em plantas de soja Na cultura da soja, dezenas de doenças são causadas por fungos, bactérias, nematoides e vírus. De entre as doenças, o oídio, causado pelo fungo Erysiphe diffusa, requer, em algumas condições, a utilização de fungicidas para garantir a produção, caso contrário as perdas podem atingir até 40%. O oídio da soja, causado por Erysiphe diffusa, é considerado uma doença esporádica podendo ocasio- nar perdas quando atinge proporções epidémicas. No contexto da procura de tratamentos alternati- vos, foi realizado um estudo em ambiente de estufa, tendo-se utilizado uma variedade de soja suscetí- vel de ser infetada pelo oídio. Em vasos de plástico de 5 litros de volume, contendo uma mistura de solo vermelho e substrato de casca de pinheiro (80%:20%, respetivamente), foram semeadas quatro sementes, mas deixando desenvolver apenas duas plantas por vaso. Foram realizados seis tratamen- tos diferentes com cinco repetições, totalizando 30 vasos. As plantas foram mantidas na estufa e no 30.° dia foi realizada a primeira aplicação dos produtos. Os tratamentos semanais consistiram na pul- verização das plantas com concentrações de 0%, 0,25%, 0,50%, 0,75% e 1% (p/v) de bicarbonato de potássio, princípio ativo do produto Kaligreen®, e um fungicida (piraclostrobina + epoxiconazole) na dosagem recomendada. A inoculação do oídio foi feita através de dispersão, colocando na estufa plantas já infetadas, sobre as quais foi aplicada ventilação forçada. As avaliações da severidade da doença foram realizadas semanalmente, antes das pulverizações, sempre no período da manhã. Paralelamente, verificou-se que as plantas que receberam 0,5%, 0,75% e 1% do produto apresentaram sinais de fitotoxicidade, traduzidos pelo reduzido desenvolvimento e alteração morfológica da área foliar (Tabela 1). Tabela 1 – Efeito do bicarbonato de potássio (Kaligreen®) sobre a percentagem de área afetada por Erysiphe diffusa em plantas de soja mantidas em estufa. Tratamento 1.a avaliação 30 dias após 2.a avaliação 38 dias após 3.a avaliação 44 dias após 4.a avaliação 51 dias após 5.a avaliação 58 dias após 0 0,25‰ 0,50‰ 0,75‰ 1,00‰ 20,85* a D 9,08 b B 3,43 b A 4,22 b A 2,98 b A 0,98 b A 31,50 a C 11,30 b B 4,65 b A 5,23 b A 4,12 b A 0,95 b A 41,67 a B 23,25 b A 10,75 c A 2,50 c A 6,33 c A 2,21 c A 86,25 a A 23,08 b A 7,43 c A 2,75 c A 0,62 c A 2,63 c A 84,17 a A 31,33 b A 10,55 c A 0,60 d A 0,10 d A 1,63 d A * Médias seguidas de mesma letra minúscula na coluna e pela mesma letra maiúscula na linha não diferem estatistica- mente. A primeira avaliação foi realizada no 30.º dia após a emergência e as demais no 38.º, 44.º, 51.º e 58.º dia após a emergência. Figura 3 – Efeito do bicarbonato de potássio (Kaligreen®) nas concentrações de 0,25% (A), 0,5% (B), 0,75% (C) e 1% (D) no controle de Erysiphe diffusa de soja. Fonte: Medice, R.; Bettiol, W.; Altéa, U.Q.M. Efeito de bicarbonato de potás- sio sobre a severidade do oídio em plantas de soja. Summa Phytopathologica, v.39, n.1, p.35-39, 2013. (adaptado) GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 73 15/03/2021 15:08 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1074 1. O bicarbonato de potássio mostrou-se capaz de controlar o oídio da soja (A) apenas em concentrações superiores a 0,50%. (B) apenas em concentrações inferiores 0,75%. (C) em todas as concentrações em que em que houve aplicação deste produto. (D) de forma inversamente proporcional ao aumento da sua concentração. 2. O objetivo do estudo foi (A) avaliar a eficiência do bicarbonato de potássio no controle do oídio da soja. (B) avaliar a eficiência do fungicida no controle do oídio da soja. (C) determinar a concentração que produzia toxicidade. (D) determinar a concentração mínima de bicarbonato de potássio capaz de controlar o oídio da soja. 3. A translocação floémica que ocorre nas plantas da soja implica (A) diminuição da pressão de turgescência nas células dos tubos crivosos que se encontramnas zonas de produção de compostos orgânicos. (B) consumo de ATP por parte das células dos tubos crivosos. (C) um gradiente de concentração entre os locais de produção e os de armazenamento de com- postos orgânicos. (D) uma diminuição da pressão osmótica nas células dos tubos crivosos que se encontram nas zonas de produção de compostos orgânicos. 4. Durante a fase química da fotossíntese, ocorre (A) fixação do CO2 e redução do NADPH. (B) consumo de ATP e redução de NADPH. (C) fixação de CO2 e libertação de O2. (D) consumo de ATP e oxidação de NADPH. 5. Em situações de stress hídrico (carência de água), nas células estomáticas das plantas de soja, ocorre (A) diminuição do volume dos vacúolos. (B) aumento da pressão de turgescência. (C) entrada de iões K+. (D) aumento do volume dos vacúolos. 6. Os fungos do género Fusicoccum produzem uma toxina – a fusicocina – que tem a capacidade de estimular as bombas de protões, presentes nas membranas celulares, a bombear iões H+ para o interior das células. Em condições extremas, as plantas morrem por desidratação. Explique o processo que provoca a morte das plantas quando as células-de-guarda são infeta- das por este fungo. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 74 15/03/2021 15:08 75BANCO DE EXERCÍCIOS BIO LO GIA Grupo XIII Quercus robur L., carvalho-alvarinho, pertence ao género Quercus e à família Fagaceae, é uma árvore de folha caduca, que pode atingir uma altura de 30-40 metros. De copa bastante ramificada, possui tronco e ramos de casca lisa quando jovens, tornando-se grossa e fendida com a idade. O sistema radicular forma raízes secundárias bastante profundas que lhe conferem grande capacidade de resistência ao vento. Originária da Europa e muito característica da flora portuguesa, o carvalho-alvarinho é uma das espécies com maior área natural de expansão no continente europeu e um dos representantes da vegetação secular de Portugal, correspondendo o seu habitat a matas em clima temperado, com maior influência climática atlântica. Os carvalhais de carvalho-alvarinho estão entre os ecossistemas cuja riqueza faunística é mais ele- vada em Portugal continental, possuindo uma grande importância no que respeita à conservação da natureza. Estes carvalhais representam uma importante fonte de alimento, albergando uma grande biodiversidade de flora e fauna. Desenvolve-se idealmente em climas húmidos, oceânicos, onde se sinta pouco a secura estival, e necessita de muita água e solos com boa retenção de água, apresen- tando baixa tolerância a frios intensos ou geadas. Ocorre em bosques caducifólios mistos, mas tam- bém pode formar bosques onde é a espécie principal. Adaptado de https://gulbenkian.pt/jardim/garden-flora/carvalho-alvarinho/ 1. Na maioria das plantas, o movimento ascendente da seiva bruta é causado principalmente por (A) evapotranspiração nas folhas. (B) transporte mediado e com gasto de energia. (C) um gradiente de concentração de sacarose. (D) difusão facilitada. 2. Alguns insetos, como os pulgões, introduzem os estiletes nas nervuras das folhas para se alimentarem de seiva elaborada. Para a obtenção dessa seiva, o(s) tecido(s) vegetal(ais) que deve(m) ser atingido(s) pelo aparelho bucal desses insetos é(são) o(os) ________ e este(s) ________ energia metabólica para que ocorra ingestão da seiva. (A) xilema … dispendem (B) floema … não dispendem (C) xilema e floema … não dispendem (D) floema … dispendem 3. Relativamente às plantas vasculares, pode afirmar-se que: I – O floema é um tecido complexo formado por células maioritariamente mortas. II – A seiva elaborada é constituída principalmente, por água e sais minerais. III – O parênquima floémico é constituído por células vivas com função de reserva. (A) I e II são verdadeiras e III é falsa. (B) I e II são falsas e III é verdadeira. (C) I e III são verdadeiras e II é falsa. (D) II e III são falsas e I é verdadeira. 4. O transporte no xilema, contrariamente ao floema, ocorre ________, por ação ________. (A) em sentido bidirecional … de um gradiente de pressão (B) apenas em sentido descendente … de um gradiente de pressão (C) em sentido bidirecional … da tensão (D) em sentido ascendente … da tensão GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 75 15/03/2021 15:08 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1076 5. O floema é um tecido complexo porque é (A) constituído maioritariamente por células vivas. (B) formado por diferentes tipos de células. (C) constituído maioritariamente por células mortas. (D) formado apenas por um tipo de células. 6. Ordene as letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência cronológica de algumas etapas que dizem respeito à atividade metabólica de Quercus robur L. A – Fluxo de sacarose no floema da folha até ao floema do caule. B – A glicose é transformada em sacarose. C – Oxidação catabólica da glicose nas células da raiz. D – Produção de hidratos de carbono nos cloroplastos. E – Produção de energia metabólica nas células da raiz. 7. Considere que foi removido um anel da casca de um carvalho-alvarinho. Refira o tecido de transporte que seria afetado e faça uma previsão das consequências desta remoção. Grupo XIV Nos Osteichthyes, peixes ósseos, encontra-se uma linhagem ancestral que chama atenção: os pei- xes pulmonados. Estes animais são caracterizados pela presença de um ou dois pulmões primitivos na sua estrutura corporal, os quais podem ser responsáveis pela sua respiração total ou parcial, que com- plementa a respiração branquial. Em geral, os peixes pulmonados respiram por brânquias durante a fase jovem de seu ciclo de vida, especialmente durante o estágio larval, as quais são perdidas, na maioria das espécies, de acordo com o desenvolvimento do peixe. Desta forma, estes peixes passam a respirar através dos seus pul- mões primitivos. A formação pulmonar dá-se através da ligação entre o trato alimentar e a bexiga nata- tória, que é revestida por inúmeros vasos sanguíneos. Para respirar, os dipnoicos posicionam o seu focinho acima da superfície da água, abrindo a boca para sugar o ar ao redor, produzindo um som característico. Todas as espécies realizam este procedimento, com exceção do peixe-pulmonado- -australiano (Neoceratodus forsteri), que inala o ar através das narinas e respira durante a maior parte do tempo pelas brânquias, quando a água está bem oxigenada; por outro lado, quando os níveis de oxigénio encontram-se reduzidos, esta espécie utiliza o seu pulmão primitivo para complementar a sua taxa respiratória. Assim como nos vertebrados terrestres, as trocas gasosas dos peixes pulmonados ocorre em pequenas vesículas situadas dentro do saco pulmonar. Além da perda ou inutilização parcial das brânquias, os peixes pulmonados também apresentam dentes que se fundem formando placas dentárias, utilizadas para mastigar o alimento. Estes animais são omnívoros e consomem peixes, caranguejos e lagostas, podendo atuar também como canibais. Adaptado de https://www.infoescola.com/biologia/peixes-pulmonados/ 1. Nas veias dos mamíferos, a velocidade de circulação do sangue é (A) superior à verificada nas artérias e a presença de válvulas força o movimento de sangue num único sentido. (B) inferior à verificada nas artérias e a presença de válvulas força o movimento de sangue num único sentido. (C) superior à verificada nas artérias e ausência de válvulas força o movimento de sangue num único sentido. (D) inferior à verificada nas artérias e a ausência de válvulas força o movimento de sangue num único sentido. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 76 15/03/2021 15:08 77BANCO DE EXERCÍCIOS BIO LO GIA 2. Nos peixes da espécie Neoceratodus forsteri, as substâncias passam ________ para as células e vice-versa, ao nível ________. (A) da hemolinfa … do hemocélio (B) da linfa … do hemocélio (C) da hemoglobina … dos tecidos (D)da linfa … dos tecidos 3. Os peixes, geralmente, apresentam uma circulação (A) simples, passando no coração sangue venoso e arterial. (B) dupla, passando no coração apenas sangue venoso. (C) simples, passando no coração apenas sangue venoso. (D) dupla, passando no coração sangue venoso e arterial. 4. O coração dos peixes possui (A) duas cavidades com um septo ventricular incompleto. (B) três cavidades com um septo ventricular incompleto. (C) duas cavidades com a inexistência de septo ventricular. (D) três cavidades com a inexistência de septo ventricular. 5. Na maioria dos peixes pulmonados, a hematose (A) na fase larvar é pulmonar e na fase adulta é branquial. (B) na fase larvar é branquial e na fase adulta é pulmonar. (C) na fase larvar e adulta é branquial. (D) na fase larvar e adulta é pulmonar. 6. As artérias e as veias dos dipnoicos diferem porque (A) as artérias transportam apenas sangue arterial e as veias transportam apenas sangue venoso. (B) as artérias transportam apenas sangue venoso e as veias transportam apenas sangue arterial. (C) as veias levam o sangue para fora do coração e as artérias levam o sangue para o coração. (D) as artérias levam o sangue para fora do coração e as veias levam o sangue para o coração. 7. Contrariamente aos peixes pulmonados, alguns animais simples e de reduzidas dimensões, como a hidra e a planária, não necessitam de verdadeiros sistemas de transporte. Ordene as letras de A a E, de modo a traduzirem a sequência correta dos acontecimentos rela- cionados com o fenómeno mencionado, segundo uma relação de causa-efeito. A – Água passa para cavidade gastrovascular. B – Entrada da água pela boca. C – Difusão do oxigénio da água da cavidade gastrovascular para as células. D – Movimento do animal. E – Saída do dióxido de carbono pela boca. 8. Relacione o tipo de ambiente onde vivem a hidra e a planária com a simplicidade da estratégia que esses animais utilizam para assegurar o transporte de substâncias entre as células e o meio. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 77 15/03/2021 15:08 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1078 Grupo XV Documento 1 O limulus ou caranguejo-ferradura não é de facto um caranguejo nem mesmo um crustáceo: é um artrópode quelicerado, que, apesar do seu nome, está mais próximo das aranhas e escorpiões do que dos caranguejos. pertencendo à outra ordem dos artrópodes. Como alguns outros crustáceos, aracní- deos e moluscos, o transporte do oxigénio é mediado pelo cobre e não pelo ferro. O caranguejo ferra- dura usa hemocianina para transportar oxigénio no sangue. A hemocianina é uma metaloproteína com dois átomos de cobre que fixam reversivelmente a molécula de oxigénio. A hemocianina está dispersa no sangue, não estando ligado a células, ao contrário do que acontece com a hemoglobina das hemá- cias humanas e da maioria dos animais. Documento 2 Observe, com atenção, a figura 1. 1. O sangue é constituído por um líquido – o plasma sanguíneo – formado (A) por água, sais minerais e substâncias orgânicas, como as proteínas. (B) por água, sais minerais e substâncias inorgânicas, como o RNA. (C) apenas por água e sais minerais. (D) apenas por substâncias orgânicas. 2. Os leucócitos presentes na figura 1 (A) conseguem passar entre as células dos capilares sanguíneos e têm função de transporte. (B) conseguem passar entre as células dos capilares sanguíneos e têm função imunológica. (C) não conseguem passar entre as células dos capilares sanguíneos e têm função imunológica. (D) não conseguem passar entre as células dos capilares sanguíneos e têm função de transporte. Capilar linfático Arteríola Linfa intersticial Linfa circulante Vénula Capilares sanguíneos Espaço intercelular Célula Vaso linfático Figura 1 – Interação entre o sistema cardiovascular e o sistema linfático. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 78 15/03/2021 15:08 79BANCO DE EXERCÍCIOS BIO LO GIA 3. No caranguejo-ferradura, ao contrário dos mamíferos, o oxigénio é transportado para as células ligado (A) à hemoglobina. (B) irreversivelmente à hemoglobina. (C) irreversivelmente à hemocianina. (D) reversivelmente à hemocianina. 4. O fluido intersticial forma-se quando a pressão sanguínea é (A) menor do que a pressão osmótica do sangue e há saída do fluido dos capilares. (B) maior do que a pressão osmótica do sangue e há saída do fluido dos capilares. (C) menor do que a pressão osmótica do sangue e há entrada do fluido dos capilares. (D) maior do que a pressão osmótica do sangue e há entrada do fluido dos capilares. 5. A linfa intersticial difere do plasma (A) apenas na quantidade de água. (B) apenas na quantidade de sais minerais. (C) devido ausência de proteínas na linfa. (D) devido maior número de proteínas na linfa. 6. Estabeleça a correspondência entre as afirmações presentes na coluna A ao conceito expresso na coluna B. Utilize cada letra e cada número apenas uma vez. Coluna A Coluna B (a) Proteína com ferro associado às hemácias. (b) Intervêm na coagulação sanguínea. (c) Transporta algum dióxido de carbono. (1) Plaquetas sanguíneas (2) Leucócitos (3) Hemocianina (4) Hemoglobina (5) Hemácias 7. Os caranguejos-ferradura iniciam uma longa migração em direção às praias da costa atlântica dos Estados Unidos da América. Estes animais são poiquilotérmicos (animais cuja temperatura corporal varia com a do meio ambiente), ao contrário, por exemplo, das aves e dos mamíferos, que são animais homeotérmicos (aqueles cuja temperatura corporal interna permanece constante, independentemente das variações da temperatura do meio externo). Justifique a constituição do sistema circulatório de um animal homeotérmico que realize migra- ções anuais. Grupo XVI O cardiologista John Kheir, do Hospital Infantil de Boston (EUA), liderou um estudo com coelhos em que se verificou que os coelhos com a traqueia bloqueada sobreviveram até 15 minutos sem respira- ção natural, apenas por meio de injeção de oxigénio na corrente sanguínea. A técnica poderá prevenir a paragem cardíaca e os danos cerebrais induzidos pela privação de oxigénio, além de evitar a para- lisia cerebral quando há comprometimento de oxigenação fetal. Adaptado da Revista Quanta, ano 2, n.° 6, agosto e setembro de 2012, p. 19 GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_4P.indd 79 16/03/2021 15:06 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1080 1. O oxigénio é utilizado no processo de respiração celular, sobre o qual foram efetuadas as seguintes afirmações. I. O CO2 é libertado apenas durante a glicólise. II. No ciclo de Krebs, há formação de ATP. III. O ciclo de Krebs ocorre nas cristas mitocondriais. IV. O oxigénio é utilizado apenas na cadeia respiratória. (A) I, II e III são verdadeiras e a IV é falsa. (B) I e II são verdadeiras e II e IV são falsas. (C) II e IV são verdadeiras e I e III são falsas. (D) I, III e IV são verdadeiras e II é falsa. 2. As mitocôndrias convertem a glicose, que é um ________ com função ________, em ________, durante a ________. (A) hidrato de carbono … energética … ATP … respiração celular (B) lípido … energétic … ADP … respiração celular (C) hidrato de carbono … reguladora … ATP … respiração aeróbia (D) lípido … reguladora … ATP … respiração aeróbia 3. Os coelhos ingerem plantas que assimilam nitrogénio. Este é incorporado, posteriormente, em compostos orgânicos do grupo dos ________, em que os monómeros estabelecem entre si ligações ________. (A) lípidos … fosfodiéster (B) prótidos … peptídicas (C) ácidos nucleicos … peptídicas (D) glícidos … glicosídicas 4. A respiração aeróbia é um processo de obtenção de energia que ocorre ________, e em que o recetor final de eletrões é uma molécula ________. (A) no citoplasma … inorgânica (B) no citoplasma … orgânica (C) na mitocôndria … inorgânica (D) na mitocôndria … orgânica 5. Ascélulas musculares dos coelhos em situações de esforço físico, podem obter energia, ATP, através da fermentação. Neste processo verifica-se (A) alto rendimento energético, por oxidação incompleta de uma molécula de glicose. (B) a libertação de CO2 e ocorre a oxidação incompleta de uma molécula de piruvato. (C) a produção de ácido acético e ocorre a oxidação incompleta de uma molécula de piruvato. (D) baixo rendimento energético, por oxidação incompleta de uma molécula de glicose. 6. Ordene as letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência cronológica dos acontecimentos relacionados com o percurso efetuado pelo ar rico em oxigénio, no ser humano, para garantir a ocorrência de respiração aeróbia. A – Utilização de duas moléculas de ATP para ativação da glicose. B – Produção de ATP durante a glicólise. C – Passagem de ar pelas fossas nasais. D – Consumo de oxigénio ao nível das membranas internas das mitocôndrias. E – Difusão indireta de oxigénio para as células. 7. Explique em que medida a técnica utilizada nos coelhos e descrita no texto supracitado é importante para prevenir problemas como os danos cerebrais causados pela privação de oxigénio nos neurónios. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 80 15/03/2021 15:08 81BANCO DE EXERCÍCIOS BIO LO GIA Grupo XVII A fermentação é um processo metabólico utilizado pelas leveduras, fungos unicelulares, bactérias para a obtenção de ATP a partir de um substrato. A qualidade dos produtos alimentares e a sua influência na nutrição e na saúde humana tem vindo a ter um lugar de destaque nos meios científicos. Essa preocupação deve-se ao grande número de produtos alimentares existentes e à tendência atual de se ingerir produtos naturais. Dentro desses pro- dutos destaca-se o iogurte. A qualidade deste produto é uma consequência, das condições de fabri- cação, da qualidade, dos aspetos microbiológicos e do tratamento térmico do leite, da cultura láctica utilizada, uma vez que, da sua ação sobre os componentes do leite, resultarão as características dese- jáveis no produto. Um dos grandes problemas, que tem contribuído para a perda do consumo do produto, é a contaminação por fungos e leveduras que podem causar alterações de sabor, cor e alte- rações nas embalagens. Em face disto, foi desenvolvida um estudo com o objetivo de verificar a quali- dade química de diferentes marcas de iogurte. MATERIAL E MÉTODOS – Obtenção das amostras de iogurte: foram utilizadas quatro marcas de diferentes iogurtes, com e sem adição de polpa de frutas, totalizando seis tratamentos. As amostras são oriundas de lotes de fabricação diferentes e foram recolhidas mensalmente em diferentes estabelecimentos ao longo de três meses. As amostras foram transportadas em caixas de material isotérmico contendo cubos de gelo, sempre à mesma temperatura e transportadas imediatamente para o Laboratório de Microbiologia do Departamento de Biologia. – Preparação das amostras: cada amostra foi prontamente identificada por números. A homoge- neização das amostras foi efetuada na própria embalagem e após a abertura das mesmas, observou-se a aparência do produto. Em condições asséticas, prepararam-se as amostras. – Determinação de pH: o pH foi determinado pela medida direta com um pHmétro da marca Hanna Instruments, introduzindo-se o elétrodo diretamente nas amostras. RESULTADOS E DISCUSSÃO Setenta e duas amostras de iogurtes foram analisadas quanto às características químicas, em três diferentes lotes de fabricação (abril, maio e junho) em supermercados. Característica química do iogurte: pH Os valores obtidos para o pH em todos os diferentes lotes de fabricação (abril/maio/junho), encon- tram-se expressos na Tabela 1. Nessa tabela, cada valor representa a média de quatro repetições. Pelos dados dos valores de pH dos iogurtes, observou-se que todos os valores dos seis tratamentos (iogurtes) diferiram em relação aos lotes e entre os diferentes tipos de iogurte. Ocorreu uma interação significativa entre os iogurtes e os lotes analisados. Tabela 1 – Valores de pH de quatro marcas diferentes de iogurte, comercializados em supermercados e recolhidos em três lotes diferentes (abril/maio/junho). LOTES Tratamento I II III 1 (sem sabor) 4,39 4,25 4,29 2 (com sabor) 3,76 4,25 3,81 3 (com sabor) 4,00 4,17 3,81 4 (com sabor) 4,10 4,27 4,35 5 (com sabor) 4,11 4,21 4,19 6 (com sabor) 3,95 3,98 4,03 Notas: pH desejável entre os 4,2-4,5. GFBF10DP-BANCOEXER-06 GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 81 15/03/2021 15:08 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1082 O valor de pH implica alterações na atividade metabólica das bactérias, podendo favorecer um determinado grupo em detrimento de outro. No caso da fermentação do iogurte, bactérias do género Lactobacillus crescem e toleram valores de pH mais baixos do que as pertencentes ao género Streptococcus. Adaptado de https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-20611999000100027#tab1 1. Este estudo teve como objetivo (A) apenas determinar a qualidade microbiológica de diferentes iogurtes. (B) determinar a qualidade química de diferentes iogurtes. (C) determinar a qualidade microbiológica e química de diferentes iogurtes. (D) determinar as propriedades organoléticas de diferentes iogurtes. 2. O iogurte que manteve os valores de pH em torno do valor desejável nos três lotes foi (A) o iogurte 1. (B) o iogurte 2. (C) o iogurte 3. (D) o iogurte 4. 3. A variável dependente neste estudo foi (A) o iogurte sem sabor. (B) o iogurte com sabor. (C) o pH. (D) o género das bactérias presentes. 4. De acordo com os dados obtidos na experiência, é correto afirmar que (A) o tratamento 5 foi o que manteve sempre o pH abaixo do desejado. (B) o tratamento 6 foi o que manteve sempre o pH abaixo do desejado. (C) o tratamento 4 foi o que manteve sempre o pH abaixo do desejado. (D) o tratamento 3 foi o que manteve sempre o pH abaixo do desejado. 5. A fiabilidade dos resultados foi garantida (A) apenas pela utilização de amostras com sabor. (B) apenas pela utilização de amostras sem sabor. (C) pela utilização do medidor de pH da Hanna Instruments. (D) pelas repetições efetuadas. 6. Escreva a equação geral da fermentação lática, utilizando as seguintes moléculas: (A) 2ATP (B) 2ADP (C) C6H12O6 (D) 2Pi (E) 2C3H6O3 7. As bactérias podem utilizar a fermentação como processo de obtenção de energia a partir da glucose. Explique em que medida o pH condiciona esse processo. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 82 15/03/2021 15:08 83BANCO DE EXERCÍCIOS BIO LO GIA Grupo XVIII As doenças transmissíveis por insetos acometem milhões de pessoas em todo o mundo, causando milhares de mortes. Mosquitos são vetores de doenças para cerca de 700 milhões de habitantes ao ano, especialmente em países tropicais e subtropicais. A leishmaniose é uma dessas doenças e está presente mundialmente em áreas dispersas. A doença humana é causada por Leishmania sp. Os mosquitos-pólvora (Phlebotomus sp. e Lutzomyia sp.) transmitem a doença a hospedeiros vertebrados como o ser humano. As manifestações da doença incluem síndromes viscerais, cutâneas e da mucosa. Os parasitas podem permanecer localizados na pele (leishmaniose cutânea), alcançar a mucosa (leishmaniose mucosa) ou propagaram-se para fígado, baço e medula óssea (leishmaniose visceral). O diagnóstico é feito pela demonstração de parasitas em amostras ou culturas e, cada vez mais, por ensaios baseados em PCR. A sorologia pode também ser útil no diagnóstico da leishmaniose vis- ceral, mas não da forma cutânea. O tratamento da doença é variável e passa pela utilização de antibióticos. A prevenção da doença passa pelas medidas protetoras pessoais incluindo aplicação de repelen- tes contra insetos à pele exposta e roupas protetoras, e pelo controle dos reservatórios não humanos. Os repelentes fazem com que os insetos,principalmente os mosquitos, não encontrem o ser humano. Para isso, na produção de repelentes, usam-se substâncias que têm a capacidade de entupir os microscópicos poros das antenas desses animais quando eles se aproximam de nós. É que os mosquitos usam as antenas para cheirar as coisas e saber onde elas estão. Como nós respiramos e transpiramos o tempo todo, não paramos de libertar cheiros que atraem os insetos. Com o repelente, os insetos ficam sem saber onde picar. Porém, a eficiência dos repelentes ainda enfrenta alguns pro- blemas, porque os organismos humanos libertam 340 substâncias químicas e ninguém tem certeza sobre quais são as que atraem os insetos. Por outro lado, existem 2500 espécies de mosquitos e não há repelente que consiga “atrapalhar” as antenas de todos. Por isso, não existe um produto totalmente eficaz. Adaptado de https://www.msdmanuals.com e https://super.abril.com.br/ 1. As trocas gasosas entre o organismo dos mosquitos-pólvora e o meio ocorrem por (A) difusão direta, através do tegumento. (B) difusão direta, através dos espiráculos. (C) difusão indireta, através de superfícies humedecidas (D) difusão indireta, através de superfícies muito vascularizadas. 2. No ser humano, os pulmões possibilitam (A) difusão indireta de gases numa superfície respiratória muito vascularizada. (B) oxigenação do sangue através de uma superfície respiratória desidratada. (C) difusão direta de gases por hematose pulmonar. (D) troca de gases através de uma grande espessura dos alvéolos pulmonares. 3. Nos peixes cartilagíneos, as trocas gasosas efetuam-se através de (A) brânquias, que não se encontram recobertas pelos opérculos. (B) tegumento, pelo que é designada respiração cutânea. (C) pulmões, pelo que é designada de respiração pulmonar. (D) brânquias, que se encontram recobertas pelos opérculos. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 83 15/03/2021 15:08 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1084 4. A intensa atividade metabólica dos mosquitos-pólvora implica (A) a presença de um elevado número de ribossomas. (B) a presença de reduzido número de mitocôndrias. (C) a entrada indireta do oxigénio pelas traqueias. (D) a entrada direta do oxigénio pelas traqueias. 5. A utilização de repelentes de insetos como o DEET (dietiltoluamida) tem como ação (A) impedir a difusão dos cheiros nas traqueias. (B) impedir os insetos de detetarem os cheiros. (C) impedir os insetos de se locomoverem. (D) impedir a difusão dos gases nas traqueias. 6. Ordene as letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência cronológica dos acontecimentos relacionados com o percurso efetuado pelo ar rico em O2, nos insetos, para garantir a ocorrência de respiração aeróbia. A – Utilização de moléculas de ATP para a ativação da glicose. B – Produção de energia metabólica durante a glicólise. C – Passagem de ar pelas traqueias. D – Consumo de O2 ao nível das mitocôndrias. E – Difusão direta de O2 para as células. 7. A quitina faz parte do exoesqueleto dos insetos e da constituição das traqueias dos insetos. Justifique a importância das traqueias serem constituídas por este polissacarídeo estrutural. Grupo XIX A fasciolíase hepática é uma doença causada por Fasciola hepatica, verme achatado e de corpo foliáceo. No estado adulto este animal hermafrodita não apresenta sistema circulatório, nem respirató- rio, o tubo digestivo é incompleto, ocorrendo digestão intra e extracelular. F. hepatica é um parasita que pode ser encontrado no fígado e canais biliares de diversos animais homeotérmicos, ocorrendo em ovinos, caprinos, bovinos, suínos e em seres humanos. F. hepatica é um tremátode digenético, isto é, necessita de um hospedeiro intermediário para com- pletar seu desenvolvimento. Os ovos produzidos pelo parasita nos canais biliares acumulam-se na vesícula biliar e através do canal colédoco passam para os intestinos delgado e grosso. Os ovos che- gam ao ambiente juntamente com as fezes e desenvolvem-se em lugares húmidos com temperaturas acima de 10 °C. O tempo necessário para eclosão depende das condições ambientais. Na época do verão, a eclosão ocorre em aproximadamente 21 dias. No inverno, esse período pode chegar a mais de 90 dias. A eclosão liberta do ovo uma larva denominada de miracídio, que é extremamente ágil em meio aquoso. O miracídio procura o hospedeiro intermediário, que neste caso é um molusco do género Lymnaea (caramujo). A larva, após penetrar no molusco, sofre algumas alterações. Transforma-se em esporocisto e logo a seguir em rédias. No interior das rédias formam-se as cercárias, formas infetantes do parasita. As cercárias abandonam o molusco e nadam até se prenderem nas folhas da vegetação aquática, onde enquistam formando as metacercárias, que são formas de resistência ao ambiente, onde podem sobreviver por muitas semanas. O ciclo no molusco pode durar de dois a três meses, conforme as condições ambientais. A população de moluscos aumenta durante as estações chuvosas e diminui com temperaturas bai- xas e nos períodos de seca. Os moluscos sobrevivem na lama seca durante vários meses e resistem, também, às baixas temperaturas. Moluscos desse género produzem cerca de 3000 ovos/mês. A pro- dução de uma nova geração de moluscos leva aproximadamente um mês, em condições adequadas. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 84 15/03/2021 15:08 85BANCO DE EXERCÍCIOS BIO LO GIA A epidemiologia da fasciolíase é influenciada pelo tipo de pastagem realizado pelos animais. A pas- tagem em áreas alagadas, lugares onde os moluscos têm o seu habitat, facilita a continuação do ciclo biológico do parasita. O ser humano pode-se infetar por meio da ingestão de água e hortícolas contendo a forma infetante do parasita (metacercárias). adaptado de: Moda de Oliveira S. & Spósito Filha E. Fasciolose hepatica in http://www.biologico.sp.gov.br/artigos_ok.php?id_artigo=67 1. Os surtos de fasciolíase, que ocorrem em animais bovinos, estão associados (A) à pastagem em ambientes propícios ao desenvolvimento de moluscos do género Lymnaea. (B) ao contacto com animais infetados. (C) à ingestão de miracídios presentes no pasto. (D) a períodos de seca. 2. O facto de Fasciola hepatica ser um parasita digenético implica que (A) o ser humano seja o hospedeiro definitivo. (B) os animais homeotérmicos sejam hospedeiros intermediários. (C) parasite o caramujo. (D) passe por um estádio de enquistamento. Figura 3 – Ciclo de vida Fasciola hepatica. Esporocistos Rédeas d i i d Cercárias no tecido do caramujo Cercárias nadando livremente Metacercárias em planta aquática ingerida por humanos ou porcos causando infeção Desenquista no duodeno Adultos no intestino delgado Ovos embrionados na água Os miracídios eclodem, penetram no caramujo Caramujo = Estágio Infecioso = Estágio Diagnóstico Ovos não embrionados nas fezes 4a 4b 4c 5 6 4 3 7 8 8 2 1 7 GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 85 15/03/2021 15:08 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1086 3. A contração dos músculos do tubo digestivo do porco ocorre quando há libertação de ________ na placa motora, o que é ________ pela propagação do impulso nervoso. (A) hormonas … precedido (B) hormonas … sucedido (C) neurotransmissores … sucedido (D) neurotransmissores … precedido 4. Em Fasciola hepatica, a digestão (A) ocorre de forma sequencial ao longo do tubo digestivo, desde a boca até ao ânus. (B) permite a obtenção de nutrientes simples que são absorvidos para a corrente sanguínea. (C) pode ocorrer no interior de vacúolos digestivos. (D) ocorre apenas na cavidade gastrovascular. 5. Tanto em Fasciola hepatica como no porco (A) o fluido circulante é transportado dentro de vasos. (B) a obtenção de energia a nível celular é feita recorrendo à oxidação de compostos orgânicos. (C) é necessário que ocorra hematose para a realização da respiração celular. (D) as trocas gasosasefetuam-se por difusão direta. 6. Ordene os seguintes termos de A a E de modo a reconstituir a sequência de estruturas envolvidas na síntese e transporte das enzimas hidrolíticas, necessárias ao processo de digestão extracelular realizado por Fasciola hepatica. A – Membrana plasmática B – Vesículas do retículo C – Complexo de Golgi D – Retículo Endoplasmático Rugoso E – Vesículas de secreção 7. A drenagem das áreas de pastagens tem sido apontado como uma forma de controlar a fasciolíase. Explique de que forma estas medidas poderão contribuir para diminuir a ocorrência desta parasitose. Grupo XX O peixe-gelo-austral (Chaenocephalus aceratus) habita os mais frios ambientes marinhos da Terra. Estes animais perderam a capacidade de produzir hemácias e hemoglobina funcional. O oxigénio é transportado sob a forma dissolvida no plasma, apresentando uma capacidade de transporte por uni- dade de sangue de apenas 10% quando comparada com outras espécies aparentadas. A perda da capacidade de produzir hemácias e hemoglobina terá ocorrido durante a evolução des- tes peixes, quando as temperaturas das águas do Antártico começaram a descer, o que permitiu que a concentração de oxigénio dissolvido na água aumentasse consideravelmente. O peixe-gelo desenvolveu mecanismos para compensar a ausência de hemácias e de hemoglo- bina, incluindo um coração muito volumoso com elevado débito, melhorias ao nível do sistema vascular e alterações na densidade e morfologia das mitocôndrias. Além disso, estes animais desenvolveram a capacidade de sintetizar proteínas anticongelantes, o que lhes permite viverem em águas com temperaturas inferiores a 0 ºC. Baseado em https://www.nature.com/articles/s41559-019-0812-7 GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 86 15/03/2021 15:08 87BANCO DE EXERCÍCIOS BIO LO GIA 1. No peixe-gelo ocorre uma difusão ________ dos gases respiratórios, ________ a proteínas transportadoras. (A) direta … recorrendo (C) direta … não recorrendo (B) indireta … recorrendo (D) indireta … não recorrendo 2. A perda da capacidade de produzir hemácias e hemoglobina está associado a (A) um aumento a capacidade de transporte de oxigénio até às células. (B) um aumento da quantidade de sangue que abandona o coração por unidade de tempo. (C) uma diminuição da quantidade de sangue que abandona o coração por unidade de tempo. (D) um aumento de proteínas transportadoras de oxigénio. 3. A capacidade dos peixes-gelo viverem em águas com temperaturas inferiores a 0 ºC depende (A) da presença de prótidos especiais no seu sangue. (B) da sua capacidade de regular a temperatura corporal. (C) da ausência de hemoglobina nos eritrócitos, o que impede a formação de gelo. (D) do aumento do número de cavidades cardíacas. 4. As reações ________ que ocorrem mitocôndrias dos peixes permitem obter energia a partir da ________ da glicose. (A) anabólicas … oxidação incompleta (B) catabólicas … oxidação completa (C) anabólicas … oxidação completa (D) catabólicas … oxidação incompleta 5. Os peixes são seres heterotróficos pois (A) reduzem matéria orgânica para obterem energia. (B) reduzem matéria inorgânica para obterem energia. (C) oxidam matéria orgânica para obterem energia. (D) oxidam matéria inorgânica para obterem energia. 6. O sistema circulatório dos peixes é ________ e, por isso, estes ________ hemocélio. (A) fechado … apresentam (B) aberto … apresentam (C) fechado … não apresentam (D) aberto … não apresentam 7. A respiração aeróbia é um processo de obtenção de energia que permite um ________ rendimento energético e em que o acetor final dos eletrões é uma molécula ________. (A) elevado … orgânica (B) baixo … orgânica (C) baixo … inorgânica (D) elevado … inorgânica 8. As modificações que o peixe-gelo apresenta estão associadas a alterações das condições ambientais que ocorreram no passado. Explique em que medida essas alterações das condições do meio permitiram a sobrevivência dos peixes que perderam a capacidade de produzir hemácias e hemoglobina. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 87 15/03/2021 15:08 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1088 Grupo XXI Foi realizada uma investigação com o objetivo de avaliar a condutância estomática (medida do grau de abertura estomática) em plantas de Jatropha curcas L. As plantas de Jatropha curcas L. utilizadas na investigação tinham aproximadamente 9 meses de idade, oriundas de sementes e cultivadas em vasos de 15 kg, foram mantidas em estufa por forma a se desenvolverem adequadamente. Antes do início do ensaio foram efetuadas regas em dias alternados, por forma a manter o solo à capacidade de campo. A água a ser reposta foi estimada a partir do cálculo da evapotranspiração potencial. Foram feitas adubações regulares de macro e micronutrientes, de modo a manter as plantas num bom nível nutricional. Efetuaram-se também tratamentos fitossanitários para evitar infestações de pragas e doenças. O delineamento experimental foi conduzido com quatro modalidades, cada uma com cinco repeti- ções. No grupo de controlo, o solo foi sempre mantido à capacidade de campo (quando todos os microporos do solo estão ocupados com água) e os grupos de quatro, oito e dezoito dias de supres- são de rega, S4, S8 e S18, respetivamente. Após esse período, a humidade do solo foi restabelecida e as plantas foram assim mantidas por, pelo menos, uma semana, de modo a recuperarem. No gráfico da figura 1 encontra-se registada a variação da condutância estomática de Jatropha curcas quando submetido ao défice hídrico. Adaptado de: Respostas de Jatropha curcas L. ao défice hídrico, Caracterização bioquímica e ecofisiológica. Dissertação para a obtenção do Grau de Mestre em Engenharia Agronómica. Disponível em: www.repository.utl.pt 1. Na experiência descrita, o controlo corresponde a (A) C, cujo solo foi mantido à capacidade de campo. (B) S4, cujo solo foi mantido à capacidade de campo. (C) S8, cujo solo foi mantido à capacidade de campo. (D) S18, cujo solo foi mantido à capacidade de campo. 2. Nesta situação experimental, as variáveis independente e dependente são, respetivamente, a (A) supressão de rega e a condutância estomática. (B) tratamentos sanitários e a supressão de rega. (C) tratamentos sanitários e a condutância estomática. (D) condutância estomática e a supressão de rega. 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 C S4 S8 S18 30 - m ai o 1 - j un ho 3 - j un ho 5 - j un ho 7 - j un ho 9 - j un ho 11 - ju nh o 13 - ju nh o 15 - ju nh o 17 - ju nh o 19 - ju nh o 21 - ju nh o 23 - ju nh o 25 - ju nh o 27 - ju nh o gs (m ol .m -2 .s -1 ) Figura 1 – Variação da condutância estomática (gs) em plantas de Jatropha curcas submetidas ao défice hídrico por 4(S4), 8(S8) e 18(S18). Cada ponto corresponde à média de cinco medidas efetuadas nas primeiras horas da manhã. Os valores representam as médias +/ - erro padrão. As setas marcam o dia em que cada tratamento foi reidratado. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_4P.indd 88 16/03/2021 15:08 89BANCO DE EXERCÍCIOS BIO LO GIA 3. Jatropha curcas inclui-se no grupo das plantas (A) avasculares, pelo que o movimento dos solutos ocorre por difusão célula a célula. (B) avasculares, uma vez que possui tecidos especializados na condução de seiva elaborada. (C) vasculares, pelo que a translocação de seiva bruta e elaborada é efetuada por tecidos condutores. (D) vasculares, pois o movimento dos solutos ocorre exclusivamente por difusão célula a célula. 4. Na experiência descrita, ao fim de 4, 8 e 18 dias de stress hídrico todos os tratamentos (A) não atingiram o valor zero na condutância estomática (gs). (B) atingiram o valor zero na condutância estomática (gs). (C) atingiram em simultâneo o valor 0,19 de condutância estomática (gs). (D) atingiram em simultâneo o valor 0,23 de condutância estomáticada proteção dos raios ultravioleta, e com a ___(e)___, de que é exemplo a formação de rochas biogénicas. (a) (b) (c) (d) (e) 1. aberto 2. fechado 3. isolado 1. matéria 2. energia 3. matéria e energia 1. litosfera e hidrosfera 2. atmosfera e biosfera 3. atmosfera e litosfera 1. litosfera 2. atmosfera 3. hidrosfera 1. biosfera 2. hidrosfera 3. litosfera 9. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência de etapas que culminam no afloramento de uma rocha magmática plutónica comum em Portugal continental. A – Soerguimento do granito por ação de forças tectónicas. B – Arrefecimento do magma à medida que ascende. C – Aquecimento de rochas sedimentares sujeitas a subducção. D – Consolidação do magma, formando granito. E – Fusão de rochas numa fossa oceânica. 10. A fossilização é um processo complexo, que depende não só das características dos próprios seres vivos, mas também das condições termodinâmicas do ambiente. Relacione a abundância de fósseis no MCE com o tipo de rocha que caracteriza a região. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 7 15/03/2021 15:03 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 108 0 0,5 km Sul Norte 3 2 6 2 3 4 5 1 1 2 3 4 5 6 1 Arenitos triásicos Alternância de calcários e margas Argilitos Calcários cretácicos com condutas de dissolução Cascalho e areias Calcários Grupo III O perfil geológico de uma determinada área sintetiza a reconstituição da sua geohistória. A figura 1 representa esquematicamente um perfil geológico de um local, elaborado com base em elementos recolhidos no trabalho de campo. Analise-o, atentamente. 1. Um estrato sedimentar não deformado é mais ________ do que o estrato acima do seu teto e mais ________ do que o estrato abaixo do seu muro. (A) recente … recente (B) recente … antigo (C) antigo … recente (D) antigo … antigo 2. No perfil geológico da figura 1, representam-se (A) apenas rochas sedimentares. (B) rochas sedimentares e magmáticas. (C) sedimentos e rochas metamórficas. (D) rochas magmáticas e rochas metamórficas. 3. O metamorfismo, enquanto processo de formação de rochas, ocorre (A) a baixa profundidade, próximo da superfície terrestre. (B) apenas em rochas ígneas preexistentes. (C) sempre que o processo de sedimentação termina. (D) em locais de pressão e/ou temperaturas elevadas. 4. Selecione a opção que classifica corretamente as afirmações I, II e III relativas ao perfil geológico da figura 1. I. Os calcários representados formaram-se na mesma era geológica. II. A deformação observada nos estratos não permite a aplicação dos princípios da datação relativa. III. São duas as descontinuidades observadas no perfil geológico. (A) A afirmação I é falsa; II e III são verdadeiras. (B) A afirmação I é verdadeira; II e III são falsas. (C) A afirmação I e II são verdadeiras; III é falsa. (D) As afirmações I e II são falsas; III é verdadeira. Figura 1 GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 8 15/03/2021 15:03 9BANCO DE EXERCÍCIOS GE OL OG IA 5. Ordene, cronologicamente, os acontecimentos A a E que afetaram a área representada no perfil geológico da figura 1. A – Formação dos argilitos. B – Deposição dos arenitos triásicos. C – Erosão cársica. D – Deformação dos leitos alternados de calcários e margas. E – Esforços tectónicos com formação de uma falha. 6. Explique por que razão os geólogos interpretam os perfis geológicos com base na premissa de que "o presente é a chave do passado". 7. Justifique por que razão a datação absoluta de rochas sedimentares e metamórficas, por métodos de datação radiométrica, pode apresentar uma margem de erro considerável. 8. Classifique como verdadeira ou falsa cada uma das afirmações seguintes relativas à idade e evolução do planeta Terra. (A) A Terra iniciou a sua formação há, aproximadamente, 4,6 Ga, tendo as primeiras formas de vida surgido no Paleozoico. (B) A abertura do oceano Atlântico começou no fim da Era Paleozoica, com o início da fratura do supercontinente Pangeia. (C) Para a datação radiométrica dos calcários (5) do perfil geológico da figura 1, o método mais adequado é o do carbono-14 com uma semivida de 5730 anos. (D) A formação de cascalho e areias resulta de processos de meteorização e erosão. 9. O desenvolvimento da Teoria da Tectónica de Placas tem permitido uma melhor compreensão dos processos de formação de cadeias montanhosas e de fossas submarinas. As cadeias montanhosas intracontinentais localizam-se (A) em antigas áreas de colisão de placas tectónicas. (B) nas margens continentais passivas. (C) em atuais limites tectónicos construtivos. (D) nas zonas de rifte continental e oceânico. Grupo IV Analise o corte geológico representado na figura 1 relativo a uma determinada área do interior da Península Ibérica. Figura 1 – Corte geológico da zona em estudo. Falha A B C E D F G I H A B C E D F G I H Conglomerado Arenito de grão médio Argilito com fósseis de trilobites do Pérmico Calcário Arenito de grão fino Argilito com pegadas de saurópodes Arenito de grão muito fino Granito Basalto GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 9 15/03/2021 15:03 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1010 1. Ordene, cronologicamente, os acontecimentos de A a E que originaram as formações rochosas representadas na figura 1. A – Regressão paleozoica seguida de uma fase erosiva. B – Intrusão magmática. C – Sedimentação e dobramento da série estratigráfica A a C. D – Sedimentação da série estratigráfica D a G. E – Formação da falha em regime tectónico distensivo. 2. Indique os princípios da estratigrafia que aplicou na resolução da questão anterior. 3. Aplicando o princípio da ________ podemos afirmar que ________. (A) datação relativa … as rochas C são mesozoicas e que as F são paleozoicas (B) interseção … o filão é a formação geológica mais recente (C) intrusão … as rochas magmáticas são mais antigas do que as séries estratigráficas (D) datação absoluta … a presença de isótopos radioativos na rocha A permite o cálculo preciso da sua idade radiométrica 4. Classifique como verdadeiras ou falsas as afirmações (A) a (D) relativas à interpretação do perfil geológico da figura 1. (A) A regressão paleozoica ocorreu num período interglaciar que provocou um recuo da linha de costa. (B) As fases erosivas representadas na figura 1 estão assinaladas por superfícies de descontinuidade. (C) O ciclo da água é o motor da meteorização e da erosão dos afloramentos rochosos. (D) A falha tem localização interplaca e é ativa. 5. O estudo do granito representado na figura 1 permitiu determinar a proporção de 2:2 entre os átomos de potássio-40, 40K, e árgon-40, 40Ar. Sendo o tempo de semivida do 40K de 1300 Ma, indique, justificando, a idade do granito. 6. Durante a formação da sequência estratigráfica A a C, a energia do meio de sedimentação (A) não pode ser inferida. (B) manteve-se constante. (C) aumentou progressivamente. (D) diminuiu progressivamente. 7. Selecione a opção que classifica corretamente as afirmações I, II e III. I. O granito e o basalto são rochas magmáticas resultantes da cristalização de fluidos silicatados. II. As condições termodinâmicas do metamorfismo situam-se entre a diagénese e o magmatismo. III. O conglomerado, o arenito, o argilito e o calcário são rochas sedimentares detríticas. (A) A afirmação I é verdadeira; II e III são falsas. (B) As afirmações I e II são verdadeiras; III é falsa. (C) A afirmação I é falsa; II e III são verdadeiras. (D) As afirmações I e II são falsas; III é verdadeira. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 10 15/03/2021 15:03 11BANCO DE EXERCÍCIOS GE OL OG IA 8. O granito e as argilas são recursos geológicos ________ pois ________. (A) não renováveis … são repostos naturalmente a uma taxa superior(gs). 5. A ________ de oxigénio em Jatropha curcas através dos estomas das folhas ocorre quando a pressão de turgescência das células-guarda é ________. (A) fixação … elevada (C) fixação … reduzida (B) libertação … reduzida (D) libertação … elevada 6. Estabeleça a correspondência entre as afirmações presentes na coluna A ao conceito expresso na coluna B. Utilize cada letra e cada número apenas uma vez. Coluna A Coluna B (a) Estruturas que permitem as trocas gasosas com o exterior nas folhas. (b) Eliminação de água pelas folhas, no estado líquido. (c) Entrada de água ao nível da raiz. (1) Estomas (2) Tracoides (3) Gutação (4) Exsudação (5) Absorção radicular 7. Em estudos efetuados com plantas, sob condições de défice hídrico, tem sido demonstrada a relação direta entre o fecho dos estomas e a redução da concentração intercelular de CO2 . Explique, tendo em conta os resultados destes estudos, em que medida o decréscimo na assi- milação do CO2 intervêm na atividade fotossintética. Grupo XXII A mandioca é uma das plantas de cultivo agrícola mais importante a nível mundial. Contudo, a sua utili- zação na alimentação humana pode constituir um desafio, dado que os tecidos destas plantas quando sofrem lesões produzem glicosídeos cianogénicos (GC), os quais podem originar cianeto altamente tóxico. Os GC desempenham um papel importante na defesa destas plantas em relação aos animais que dela se alimentam, incluindo os seres humanos. Assim, para evitar o envenenamento, é necessário sujeitar a mandioca a um processamento muito cuidadoso. Contudo, estes métodos de processamento dimi- nuem consideravelmente o valor nutritivo destas plantas. Foi realizado um trabalho de investigação com o objetivo de compreender como é que os GC eram produzidos e conduzidos até à zona subter- rânea da planta (parte utilizada na alimentação humana). Procedimento: 1. Plantas geneticamente iguais (clones) cresceram em estufa com condições controladas e idênticas. 2. Após 9 semanas de crescimento, um grupo de plantas foi sujeita à remoção do floema caulinar abaixo da 5.ª folha, enquanto outro grupo foi deixado intacto. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_4P.indd 89 17/03/2021 09:48 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1090 3. Determinou-se, em ambos os grupos, os níveis de GC em diferentes regiões das plantas (gráficos da Fig. 2). Resultados: Baseado em Jørgensen, K. et al. (2005). Cassava Plants with a Depleted Cyanogenic Glucoside Content in Leaves and Tubers. Distribution of Cyanogenic Glucosides, Their Site of Synthesis and Transport, and Blockage of the Biosynthesis by RNA Interference Technology. Plant Physiology. 139: 363-374 1. A hipótese que esteve na base da realização da experiência foi (A) plantas sujeitas à remoção do floema não produzem GC. (B) as moléculas precursoras do cianeto são produzidas nas folhas e transportadas para a parte subterrânea da planta. (C) as moléculas de cianeto são produzidas na parte aérea da planta, sendo transportadas para a parte subterrânea pelo xilema. (D) plantas sujeitas à remoção do floema produzem maior quantidade de GC. Figura 2 – Níveis de GCs em diferentes zonas das plantas com o caule intacto (A) e com o floema removido abaixo da 5.ª folha (B). Nº. do pecíolo Nº. do entrenóNº. da folha Ápice G C (μ m ol ) p or g d e pe so fr es co 25 20 15 10 5 0 G C (μ m ol ) p or p ar te d a pl an ta 8 7 6 5 4 3 2 1 0 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 6 7 A B Terceiro pecíolo Primeiro pecíolo Ápice caulinar 2 4 6 7 1 3 5 Figura 1 – Esquema representativo da planta (I) e da intervenção feita no caule para remoção do floema (II). (Os algarismos representam o número da folha.) I II GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 90 15/03/2021 15:08 91BANCO DE EXERCÍCIOS BIO LO GIA 2. Os resultados obtidos permitem concluir que a principal fonte de GC localiza-se (A) nas folhas. (B) nos pecíolos. (C) nos entrenós. (D) abaixo da 5.ª folha. 3. Na experiência descrita, constitui uma variável independente (A) a quantidade de GC produzida. (B) a presença de tecidos condutores de seiva bruta. (C) o número de folhas por planta. (D) a presença de tecidos condutores de seiva elaborada. 4. Na mandioca, os glícidos são transportados desde o local de síntese até aos locais de armazenamento subterrâneo (A) exclusivamente ao longo de células vivas. (B) sem necessidade de consumo de ATP. (C) exclusivamente ao longo de células mortas. (D) devido a forças de tensão geradas nas folhas resultantes da transpiração. 5. O fecho dos estomas nas plantas de mandioca resulta (A) da entrada de iões potássio (K+) para as células-guarda. (B) do aumento da pressão de turgescência nas células-guarda. (C) da diminuição da pressão osmótica nas células-guarda. (D) da entrada de água para as células estomáticas. 6. Os glicosídeos cianogénicos ou os seus derivados (A) são produzidos regularmente por todas as plantas. (B) interferem com o metabolismo de seres heterotróficos. (C) aumentam o valor nutritivo da mandioca. (D) aumentam a sua concentração após o processamento da mandioca. 7. Ordene as expressões A a E, de modo a reconstituir a sequência de acontecimentos que conduz à chegada de água às folhas de uma planta. A – Aumento da pressão osmótica nas células do parênquima foliar. B – Deslocação da coluna de água ao longo do xilema. C – Entrada de água do solo para a raiz. D – Aumento da pressão osmótica nas células da raiz. E – Perda de água ao nível das folhas. 8. O cianeto é capaz de bloquear a cadeia respiratória, uma vez que inibe uma enzima responsável pela transferência de eletrões para o oxigénio. Explique em que medida a produção de glicosídeos cianogénicos constitui uma estratégia efi- caz de defesa das plantas que, como a mandioca, são capazes de produzir estes compostos. 9. A parte da planta da mandioca que é utilizada na alimentação humana são os tubérculos. Explique em que medida a produção de plantas geneticamente modificadas, que bloqueassem a condução de CG ao longo do floema, poderia contribuir para uma utilização mais fácil e com mais elevado valor nutricional. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 91 15/03/2021 15:08 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1092 PROPOSTA DE SOLUÇÕES Grupo I 1. Opção D. 2. Opção A. 3. (a) – 2; (b) – 1; (c) – 3; (d) – 1; (e) – 3. 4. Opção A. 5. Opção B. 6. Opção B. 7. a – 3; b – 1; c – 4. 8. Tópicos de resposta: • Referência ao facto de o ser humano modificar os habitats, levando à destruição da biodiversidade neles existente. • Relação entre a interferência do ser humano nos habitats e a exposição a agentes infeciosos, como o vírus SARS-CoV-2. • Relação entre a exposição a agentes infeciosos, como os vírus/ vírus SARS-CoV-2 e o aparecimento de doenças como a Covid-19. Grupo II 1. Opção B. 2. Opção D. 3. Opção C. 4. Opção C. 5. Opção C. 6. (a) – 1; (b) – 4; (c) – 2. 7. D – C – B – E – A 8. Tópicos de resposta: • Referência ao facto de a decomposição ser o processo pelo qual a matéria orgânica é transformada em matéria mineral/inorgânica. • Referência ao facto de este processo permitir devolver a matéria mineral ao meio e reduzir a acumulação de matéria orgânica/contribuir para a reciclagem dos ecossistemas naturais. Grupo III 1. A – Glicose/monossacarídeo; B – Água; C – RNA; D – Proteína. 2. Opção A. 3. Opção B. 4. Opção B. 5. Opção A. 6. (a) – 2; (b) – 5; (c) – 8; (d) – 3; (e) – 1. 7. Tópicos de resposta: • Referência ao facto de com base nos dados fornecidos não se poder afirmar com toda a certeza que as duas proteínas são iguais, apesar de possuírem o mesmo número de aminoácidos, os mesmos tipos de aminoácidos e nas mesmas proporções; • Referência ao facto de a sequência desses aminoácidos podere ser diferente e, nesse caso, as proteínas serão também diferentes. Grupo IV1. Opção A. 2. Opção C. 3. Opção D. 4. Opção B. 5. Opção C. 6. Opção C. 7. (a) – 3; (b) – 2; (c) – 6. 8. Referência ao facto de a água se deslocar para o meio onde a pressão osmótica é elevada, que no caso mencionado será para o exterior dos adipócitos, meio hipertónico. 9. Tópicos de resposta: • Referência às aquaporinas/proteínas intrínsecas presentes nas membranas celulares transportarem semimetais para o interior das células. • Referência ao facto de a presença destas proteínas em determinadas plantas, em solos contaminados com substâncias tóxicas, como os semimetais, ser uma medida de fitorremediação. Grupo V 1. Opção D. 2. Opção C. 3. Opção B. 4. Opção C. 5. Opção D. 6. Opção A. 7. Opção D. 8. A – C – B – E – D 9. Tópicos de resposta: • Referência ao facto de os fungos viverem em simbiose com as formigas e as térmitas. • Referência ao facto de os fungos reciclarem os materiais do solo/decompositores na natureza. Grupo VI 1. O stress hídrico influencia a quantidade de ácidos gordos saturados e insaturados presentes na membrana. OU Em resposta ao stress hídrico há variação na proporção de ácidos gordos saturados e insaturados. 2. Opção D. 3. Opção A. 4. Opção C. 5. Opção A. 6. Opção C. 7. Opção B. 8. Tópicos de resposta: • Referência aos processos de exocitose que envolvem movimentos da membrana plasmática. • Relação entre o índice de insaturação e a mobilidade da membrana plasmática. • Relação entre a mobilidade e os processos de exocitose. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 92 15/03/2021 15:08 93BANCO DE EXERCÍCIOS Grupo VII 1. Opção A. 2. Opção C. 3. Opção C. 4. Opção A. 5. Opção D. 6. Opção A. 7. Opção C. 8. (a) – 2; (b) – 4; (c) – 3. 9. Tópicos de resposta: • Referência à necessidade de recetores para a entrada de LDL nas células. • Referência ao facto de os indivíduos com HF não apresentarem (ou apresentarem poucos) recetores necessários a entrada de LDL. • Relação entre ausência de recetores e a não entrada de LDL para as células, mantendo-se elevada a sua concentração no sangue. Grupo VIII 1. Opção A. 2. Opção B. 3. Opção D. 4. Opção C. 5. Opção C. 6. Opção D. 7. Opção B. 8. C – D – B – E – A 9. Tópicos de resposta: • Relação entre a falta de água e o fecho dos estomas. • Relação entre o fecho dos estomas e o aumento da concentração do O2 (proveniente da fotossíntese) no interior da folha. • Relação entre o aumento da concentração de O2 e o aumento da fotorrespiração (devido à maior afinidade da rubisco para o O2). Grupo IX 1. Opção B. 2. Opção C. 3. Opção D. 4. Opção C. 5. Opção A. 6. Tópicos de resposta: • Relação entre a atividade vulcânica com libertação de cinzas e o desaparecimento de áreas florestais (por limitar as trocas gasosas/a fotossíntese). • Relação entre o desaparecimento de áreas florestais e a perda do habitat desta espécie com a limitação da sua proliferação/sobrevivência. 7. (a) – 2; (b) – 7; (c) – 6; (d) – 4; (e) – 3. Grupo X 1. Opção A. 2. Opção B. 3. Opção A. 4. Opção D. 5. Opção C. 6. B – C – E – D – A 7. Tópicos de resposta: • Referência ao facto de as plantas CAM viverem em ambientes com falta de água pelo que apresentam mecanismos que lhes permite sobreviver nessas condições. • Referência ao facto de as plantas CAM durante o dia fecharem os estomas e durante a noite abrirem, permitindo a difusão do dióxido de carbono para o interior das folhas, evitando assim as perdas de água por transpiração durante o dia/período mais quente. Grupo XI 1. Opção C. 2. Opção D. 3. Opção A. 4. Opção B. 5. (a) – 1; (b) – 3; (c) – 4. 6. A – B – D – E – C 7. Tópicos de resposta: • Referência ao facto de a presença de cutina na epiderme das folhas impermeabilizar as células epidérmicas. • Relação entre a impermeabilização das células epidérmicas das folhas e a menor perda de água para o exterior, o que favorece a sobrevivência das plantas em ambientes xéricos (com falta de água). Grupo XII 1. Opção C. 2. Opção A. 3. Opção C. 4. Opção D. 5. Opção A. 6. Tópicos de resposta: • Relação entre o aumento da atividade das bombas de protões e o aumento da pressão de turgescência/ aumento da pressão osmótica seguida da entrada de água. • Relação entre o aumento da pressão de turgescência e a abertura dos estomas. • Relação entre a abertura dos estomas e a perda de água, provocando a morte da planta por desidratação. Grupo XIII 1. Opção A. 2. Opção B. 3. Opção B. 4. Opção D. 5. Opção B. 6. D – B – A – C – E BIO LO GIA GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 93 15/03/2021 15:08 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1094 7. Tópicos de resposta: • Referência ao facto de o anel extraído corresponder ao tecido floémico, pois este possui uma posição periférica em relação ao xilema, no caule. • Relação entre a remoção do floema, quando o anel é retirado e a interrupção da translocação da seiva elaborada proveniente dos órgãos fotossintéticos (folhas), e a acumulação desta no bordo superior da zona submetida ao corte, e a morte da planta. Grupo XIV 1. Opção B. 2. Opção D. 3. Opção C. 4. Opção C. 5. Opção B. 6. Opção D. 7. D – B – A – C – E 8. Tópicos de resposta: • Referência ao meio onde vivem esses animais que é aquático; • Relação entre o meio em que vive a planária e a hidra e a eliminação do perigo de dessecação. • Relação entre a não necessidade de um revestimento impermeável, o que dificultaria as trocas entre as células e a água do meio e a eficácia das trocas uma vez que como são animais de dimensão muito pequena, todas as células estão em contacto ou estão próximas da água da cavidade gastrovascular ou do meio, onde estão as moléculas necessárias às células de todo o organismo. Grupo XV 1. Opção A. 2. Opção B. 3. Opção D. 4. Opção B. 5. Opção C. 6. (a) – 4; (b) – 1; (c) – 5. 7. Tópicos de resposta: • Referência à constituição do sistema circulatório dos mamíferos e aves (fechado, com circulação dupla e completa); • Relação entre a manutenção da temperatura corporal, o movimento e o gasto de ATP, e um sistema de transporte muito eficiente, que permita taxas metabólicas muito elevadas. Grupo XVI 1. Opção C. 2. Opção A. 3. Opção B. 4. Opção C. 5. Opção D. 6. C – E – A – B – D 7. Tópicos de resposta: • Referência ao facto de o oxigénio administrado por injeção na corrente sanguínea nos coelhos com a traqueia bloqueada terem sobrevivido; • Referência ao facto de a técnica usada poder ser utilizada em situações privação de oxigénio/ ou levar ao desenvolvimento de técnicas que possam ser utilizadas em situações de privação de oxigénio. • Referência ao oxigénio ser o acetor final da cadeia respiratória, etapa da respiração, essencial para a produção de ATP. • Relação entre a produção ATP na respiração e a funcionalidade celular dos neurónios. Grupo XVII 1. Opção B. 2. Opção A. 3. Opção C. 4. Opção B. 5. Opção D. 6. C6H12O6 +2ADP+ 2Pi ͢ 2C3H6O3 + 2ATP 7. Tópicos de resposta: • Referência ao facto de bactérias como as dos géneros Lactobacillus e Streptococcus realizarem a fermentação lática, como processo de obtenção de energia a partir da glucose. • Relação entre o facto de o pH condicionar o processo fermentativo e as bactérias do género Lactobacillus crescerem mais e tolerarem valores de pH mais baixos do que as pertencentes ao género Streptococcus, o que favorece o processo de obtenção de energia. Grupo XVIII 1. Opção B. 2. Opção A. 3. Opção A. 4. Opção D. 5. Opção B. 6. C – E – A – B – D 7. Tópicos de resposta: • Referência ao facto de a quitina conferir rigidez às traqueias. • Relação entre a constituição das traqueias e a inexistência do colapso das mesmas, o que facilita as trocas gasosas por difusão direta. Grupo XIX 1. Opção A. 2. Opção C. 3. Opção D. 4. Opção C. 5. Opção B.6. D – B – C – E – A 7. Tópicos de resposta: • Referência à necessidade de um molusco hospedeiro para F. hepatica completar o seu ciclo de vida. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_4P.indd 94 16/03/2021 15:08 95BANCO DE EXERCÍCIOS • Relação entre as alterações ambientais/drenagem e a diminuição da população de hospedeiros/moluscos. • Relação entre a diminuição da população de moluscos e a diminuição de fascíolas. Grupo XX 1. Opção D. 2. Opção B. 3. Opção A. 4. Opção B. 5. Opção C. 6. Opção C. 7. Opção D. 8. Tópicos de resposta: • Relação entre a diminuição da temperatura da água e a sua maior saturação em oxigénio. • Relação entre a maior saturação da água e a maior saturação dos fluidos corporais/maior quantidade de oxigénio dissolvido no plasma. • Relação entre a elevada quantidade de oxigénio dissolvido no sangue e a não necessidade de hemácias/ hemoglobina para a sobrevivência. Grupo XXI 1. Opção A. 2. Opção A. 3. Opção C. 4. Opção B. 5. Opção D. 6. (a) – 1; (b) – 3; (c) – 5. 7. Tópicos de resposta: • Referência aos estomas controlarem as trocas gasosas entre a planta e o meio exterior, abrindo ou fechando o ostíolo. • Relação entre o stress hídrico e o fecho dos estomas. • Relação entre o fecho dos estomas e a menor entrada de CO2 pelos ostíolos o que condiciona a taxa fotossintética. Grupo XXII 1. Opção B. 2. Opção A. 3. Opção D. 4. Opção A. 5. Opção C. 6. Opção B. 7. E – A – B – D – C 8. Tópicos de resposta: • Os GC podem conduzir à produção de cianeto. • O cianeto, ao bloquear a cadeia respiratória, impede a formação de ATP em quantidade elevada/suficiente para a manutenção do metabolismo celular, o que justifica a morte dos animais que ingerem estas plantas. • Relação entre a morte dos animais e a diminuição do consumo das plantas. 9. Tópicos de resposta: • O processamento reduz o valor nutricional. • O bloqueio evita a descida de cianeto para os tubérculos. • A não entrada de cianeto no tubérculo evita o envenenamento e torna possível dispensar o processamento, permitindo manter o valor nutricional. BIO LO GIA GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 95 15/03/2021 15:08 89 81 0 GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_BIO_P053_096_3P.indd 96 15/03/2021 15:08à da sua extração antrópica (B) renováveis … a razão produção natural/extração humana é elevada (C) não renováveis … são repostos naturalmente a uma taxa inferior à da sua extração antrópica (D) renováveis … a razão produção natural/extração humana é baixa Grupo V O perfil esquemático da figura 1 representa a deformação observada numa sequência de rochas, estando o seu conteúdo fossilífero representado na tabela 1. Fonte (adaptada): CARNEIRO, Celso Dal Ré, MIZUSAKI, Ana Maria Pimentel e ALMEIDA, Fernando Flávio Marques de. A determinação da idade das rochas. Terrae didat., 2005, vol.1, no.1, pp.6-35. ISSN 1980-4407. 1. As camadas 1, 2 e 3 representadas na figura 4 são constituídas por rochas sedimentares. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a sequenciar os acontecimentos que contribuíram para a formação dessas rochas. A – Compactação e cimentação dos sedimentos. B – Erosão das rochas preexistentes. C – Transporte de sedimentos ao longo de estruturas fluviais. D – Sedimentação dos materiais em camadas. E – Meteorização dos minerais por agentes externos. Figura 4 – Perfil esquemático de uma sequência de rochas. Lava 2 Lava 1 Falha A Falha B Vulcão 1 Vulcão 2 1 2 3 Tabela 1 – Conteúdo fossilífero Camada 1 Foraminíferos planctónicos Camada 2 Rudistas e amonites Camada 3 Graptólitos e trilobites Figura 1 GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 11 15/03/2021 15:03 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1012 2. Indique, justificando com base nos dados da figura 4, se é possível, por aplicação do Princípio da Sobreposição, afirmar que a camada 1 é mais recente do que a camada 3. 3. Os fósseis de trilobites e de amonites são bons fósseis de idade, indicando, para as rochas que os contêm, uma idade, respetivamente,… (A) pré-câmbrica e paleozoica. (B) paleozoica e mesozoica. (C) mesozoica e cenozoica. (D) paleozoica e cenozoica. 4. Na base do afloramento representado na figura 4 foi encontrado um cristal do mineral zircão com 25% de urânio-235, 235U (isótopo-pai). 4.1. A percentagem de chumbo-207, 207Pb (isótopo-filho), presente no mineral é de… (A) 100%. (B) 50%. (C) 75%. (D) 25%. 4.2. Sabendo que a semivida do 235U é 704 Ma, a idade do cristal de zircão é ________ Ma porque o decaimento radioativo corresponde a ________ semividas. (A) 1408 … duas (B) 352 … duas (C) 1408 … três (D) 352 … três 5. Considere as seguintes afirmações, referentes ao ciclo litológico. I. O metamorfismo é resultado da ação de temperaturas próximas das verificadas na superfície da Terra. II. As rochas magmáticas plutónicas formam-se em profundidade. III. As rochas magmáticas não sofrem metamorfismo. (A) III é verdadeira; I e II são falsas. (B) I e II são verdadeiras; III é falsa. (C) II é verdadeira; I e III são falsas. (D) II e III são verdadeiras; I é falsa. 6. Faça corresponder os diferentes processos do ciclo litológico, referidos na coluna A, à respetiva designação, que consta na coluna B. Coluna A Coluna B (a) Passagem das rochas do estado sólido ao estado líquido. (b) Processo de transformação, em profundidade, das rochas preexistentes, por ação da temperatura e da pressão. (c) Desgaste e desagregação das rochas, por ação de agentes externos. 1) Meteorização 2) Solidificação 3) Fusão 4) Metamorfismo 5) Sedimentação 6) Erosão 7. Ordene, cronologicamente, os acontecimentos A a E, por forma a reconstituir a história de formação do afloramento representado na figura 4. A – Intrusão magmática com formação do vulcão 2 e derrame de lava 2. B – Formação da falha B. C – Formação da sequência sedimentar. D – Formação da falha A. E – Intrusão magmática com formação do vulcão 1 e derrame de lava 1. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 12 15/03/2021 15:03 13BANCO DE EXERCÍCIOS GE OL OG IA Grupo VI O complexo intrusivo de Sátão é constituído por dois pequenos corpos graníticos, alongados, que afloram a sul da povoação de Sátão, no distrito de Viseu (figura 1). O corpo situado mais a norte corresponde a um granito de grão médio de duas micas (moscovite e biotite), conhecido na literatura por granito de Sátão, enquanto a intrusão, localizada mais a Sul, é um granito porfiroide, também de duas micas (figura 2). Ambos os granitos mostram evidências de deformação e definem relações com o encaixante de natureza metamórfica. Os dados de petrografia e de geoquímica de rocha total sugerem que os dois granitos derivam de magmas de origem crustal. Os dados de campo mostram que o granito de grão médio e o granito porfiroide apresentam con- tactos transicionais entre si e padrões estruturais contínuos e coerentes, sugerindo que a sua instala- ção tenha ocorrido praticamente ao mesmo tempo. Por outro lado, as relações com as estruturas do encaixante apontam para que a intrusão destes magmas tenha tido lugar no final do Paleozoico. Uma das amostras do granito de grão médio foi selecionada para datação pelo método U-Pb em quatro frações de zircão. Estas frações de zircões analisadas são concordantes e indicaram uma idade de 315,2 ± 1,6 Ma. Adaptado de: http://www.lneg.pt/download/9504/6_3067_ART_CG14_ESPECIAL_I.pdf 1. Os corpos graníticos que ocorrem na região de Sátão correspondem a rochas ________ que têm a sua origem na cristalização do magma ________. (A) plutónicas … à superfície (B) metamórficas … em profundidade (C) plutónicas … em profundidade (D) vulcânicas … à superfície Figura 1 – Localização aproximada do complexo granítico de Sátão. Figura 2 – Mapa geológico simplificado da área estudada. Contige Sátão Lajes Vila Real Aveiro Viseu Guarda Porto N N 0 25 km 0 2 km Granito de grão médio Rochas metamórficas Outros granitos Granito porfiroide Falha Legenda: Complexo granítico de Sátão O c e a n o A tl â n ti c o GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_4P.indd 13 17/03/2021 09:49 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1014 2. A instalação simultânea dos dois granitos ocorreu por um conjunto de processos geológicos ________ que permitem contrariar o Princípio do ________. (A) súbitos e violentos … Gradualismo (B) lentos e graduais … Gradualismo (C) súbitos e violentos … Catastrofismo (D) lentos e graduais … Catastrofismo 3. A intrusão dos magmas que deu origem aos dois granitos teve lugar num momento da história da Terra em que ocorreram fenómenos de ________. (A) extinções em massa com grande significado (B) explosões de vida com grande significado (C) extinções em massa com pouco significado (D) explosões de vida com pouco significado 4. A rocha encaixante dos granitos resultou de fatores ________ da Terra que alteraram a rocha preexistente a nível ________. (A) internos … mineralógico (B) internos … textural (C) internos … mineralógico e textural (D) externos … mineralógico e textural 5. No mapa geológico da área estudada é possível observar um fenómeno de deformação frágil. Esta deformação ocorreu ________ da instalação do complexo granítico de Sátão e permite efe- tuar uma datação ________ dos fenómenos tectónicos que ocorreram na região. (A) antes … relativa (B) depois … relativa (C) antes … absoluta (D) depois … absoluta 6. A datação feita em zircões permitiu obter uma idade absoluta. Os 315,2 ± 1,6 Ma correspondem à ________ que deu origem ao granito. (A) instalação do magma (B) cristalização do magma (C) fusão da matéria crustal (D) intrusão do magma 7. O ciclo litológico é descrito como um conjunto de fenómenos que levam à formação dos três grandes tipos de rochas. A principal força interna responsável por este ciclo é ________ . (A) a gravidade (B) o tectonismo (C) a deriva continental (D) o impactismo GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 14 15/03/2021 15:03 15BANCO DE EXERCÍCIOS GE OL OG IA 8. Faça corresponder cada um de fenómenos que estão na origem das rochas sedimentares, expressosna coluna A, à respetiva designação, na coluna B. Coluna A Coluna B a) Alteração dos minerais constituintes das rochas, com formação de novos produtos. b) Remoção das partículas litológicas que foram previamente alteradas. c) Transformação dos sedimentos em rochas sedimentares consolidadas. d) Deposição dos sedimentos numa posição aproximada à horizontal. (1) Meteorização química (2) Meteorização física (3) Erosão (4) Transporte (5) Diagénese (6) Sedimentação 9. O granito porfiroide que aflora em Sátão, que está em contato direto com a atmosfera, a biosfera e a hidrosfera, está sujeito a diversos fenómenos físicos e químicos. Refira as interações possíveis entre este granito e os três subsistemas terrestres, no âmbito do ciclo das rochas. Grupo VII A Teoria da Tectónica de Placas é a teoria unificadora das Ciências da Terra sólida. Segundo a Teoria da Tectónica de Placas, a camada externa da geosfera encontra-se fragmentada em diversas placas rígidas que se deslocam umas em relação às outras sobre uma camada mais dúctil. É nas zonas de limites de placas que ocorre uma grande parte dos processos geológicos, entre os quais a maioria da atividade sísmica, de processos vulcânicos e de processos de formação de depósitos minerais. A Teoria da Tectónica de Placas foi desenvolvida entre os anos 60 e 70 do século XX por cientistas como Tuzo Wilson, Jason Morgan, Dan Mckenzie e Xavier Le Pichon. Desde o seu início que se perce- beu que algumas margens dos continentes correspondiam a zonas de fronteira de placas, como no caso do Pacífico. Estas denominam-se de margens ativas, caracterizadas por intensa e frequente atividade sísmica. No entanto, no caso do oceano Atlântico, as margens dos continentes não corres- pondem, em geral, a zonas de fronteiras de placas e são, por isso, denominadas de margens passi- vas, não revelando atividade sísmica significativa. O artigo no qual estes dois tipos de margens foram definidos foi publicado em 1969 pelo geólogo Inglês John Dewey, da Universidade de Cambridge, Reino Unido. No entanto, precisamente nesse ano, um sismo de elevada magnitude (7,9) ocorreu ao largo da margem Atlântica do Sudoeste da Ibéria, com maior intensidade em Lisboa, mas sentido no sul e no norte de Portugal. O sismo de 1969 não foi o único sismo de grande magnitude a ocorrer nesta região. Anteriormente já tinha ocorrido o grande sismo de Lisboa de 1755. Logo nesse ano, os “pais” da tectónica de placas perceberam que algo de único poderia estar a ocorrer nesta zona. Os geocientistas Yoshio Fukao e Michael Purdy, na altura jovens investigadores em Cambridge, dedicaram-se a estudar esta área em detalhe e concluíram que neste local poderia estar a ocorrer um processo de início de subducção. Este processo estaria relacionado com a existência da zona de fronteira de placas Açores-Gibraltar, ao longo da qual a placa Africana poderia estar a começar a mergulhar sob a placa Euroasiática, no Banco de Gorringe. Anos mais tarde, o Professor António Ribeiro da Universidade de Lisboa propôs que esta zona de convergência incipiente estaria a propagar-se ao longo da margem oeste portu- guesa, local onde a margem passiva se estaria a transformar numa margem ativa. Mas, para que tal aconteça, as zonas oceânicas das placas litosféricas têm de se fraturar. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_4P.indd 15 16/03/2021 15:08 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1016 O processo de reativação de margens passivas tem um papel fundamental na Teoria da Tectónica de Placas, em particular no conceito de ciclo de Wilson, segundo o qual os oceanos nascem, crescem e morrem. Os oceanos nascem a partir da fraturação de supercontinentes, crescem como resultado do alastramento dos fundos oceânicos, mas, a determinado momento, a litosfera oceânica torna-se dema- siado pesada e tem a propensão para se afundar no manto, gerando novas zonas de subducção que irão acabar por consumir os fundos oceânicos. Novos dados de tomografia revelaram que no sudoeste da Península Ibérica existe já uma grande estrutura profunda que poderá corresponder a um pedaço de placa que já se encontra a afundar no manto. Fonte: Adaptado de: Duarte, J., (2019) Reativação tectónica, Rev. Ciência Elem., V7(2):027. 1. As placas tectónicas são constituídas ________ e derivam sobre ________. (A) por crusta e parte do manto superior … a astenosfera fluida (B) por litosfera … uma camada mais dúctil (C) pela crusta e manto … a astenosfera (D) crusta oceânica e continental …. uma camada frágil 2. Nos limites tectónicos em que as placas ________ ocorre ________ e o limite designa-se ________. (A) divergem … acreção … destrutivo (B) convergem … subducção … construtivo (C) se movem lateralmente … atividade vulcânica … conservativo (D) formam cadeias montanhosas … colisão entre placas … orogénico Profundidade (em metros) SW Ibéria Subducção de Gibraltar Falhas SWIM Prisma Acrecionário Falha da Ferradura Planície Abissal da Ferradura Falha da Planície Abissal da Ferradura Falha do Gorringe Falha do Marquês de Pombal Banco de Gorrin ge Estreito de Gibraltar 0 -5300 N 0 100 km Figura 1 – Mapa tectónico da margem sudoeste da Ibéria evidenciando a multiplicidade de falhas na região (adaptado de Duarte et al., 2013). GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_4P.indd 16 16/03/2021 15:08 17BANCO DE EXERCÍCIOS GE OL OG IA 3. De acordo com o Ciclo de Wilson, (A) os oceanos formam-se a partir de um vale de rifte e são destruídos em fossas oceânicas. (B) os supercontinentes fraturam por processos de subducção em vales de rifte. (C) os oceanos formam-se a partir de fossas oceânicas e são destruídos em vale de rifte. (D) os supercontinentes fraturam por processos de acreção em fossas oceânicas. 4. Atualmente, a margem continental oeste da Península Ibérica é uma margem passiva porque (A) não há registos de atividade sísmica nesta área. (B) a sua fronteira tectónica é a falha Açores-Gibraltar e a dorsal médio-atlântica. (C) não apresenta manifestações primárias e secundárias de atividade vulcânica. (D) nela ocorre atividade sísmica e vulcânica significativas. 5. Os sismos de 1969 e de 1755, referidos no enunciado, (A) apoiam a hipótese de o sudoeste da Península Ibérica ser uma margem passiva. (B) são consequência da libertação de energia sísmica acumulada na litosfera. (C) são consequência da geodinâmica externa da geosfera. (D) contrariam a hipótese de o sudoeste da Península Ibérica ser uma margem ativa. 6. A elevada destruição de edifícios em Lisboa, aquando do sismo de 1755, esteve diretamente relacionada com a propagação das ondas (A) P, que são as ondas que se deslocam com maior velocidade de propagação. (B) S, classificadas como ondas de corte e, por isso, altamente destrutivas. (C) L, ondas de grande amplitude e com velocidade de propagação inferior às das ondas P e S. (D) P, S e L geradas no foco sísmico. 7. A multiplicidade de falhas existente a sudoeste da Ibéria deve-se (A) ao ponto triplo do Açores. (B) à convergência das placas Africana e Euroasiática. (C) à elevada ductilidade da litosfera. (D) à divergência das placas Africana e Euroasiática. 8. O Banco de Gorringe é uma falha tectónica (A) integrada num limite tectónico mais amplo, o rifte da Terceira. (B) onde a placa Euroasiática mergulha sob a placa Africana. (C) com movimento de desligamento entre as placas Africana e Euroasiática. (D) onde se está a iniciar a subducção da placa Africana. 9. Explique, de acordo com os dados fornecidos, a evolução da margem continental do sudoeste da Península Ibérica se esta vier a ser uma margem tectónica ativa. 10. No oceano Atlântico, na dorsal médio-oceânica, registam-se anomalias magnéticas ________, porque ________. (A) negativas … o campo magnético terrestre atual é normal (B) positivas … há formação de rochas de tipo basáltico (C) negativas … há formação de rochas de tipo granítico (D)positivas … o campo magnético terrestre atual é inverso GFBF10DP-BANCOEXER-02 GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_4P.indd 17 16/03/2021 15:08 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1018 11. Tendo presentes os métodos de estudo do interior da geosfera, selecione a opção que classifica corretamente as afirmações I a III. I. Se um dado corpo apresenta diferentes valores de aceleração da gravidade, em diferentes pontos da geosfera, à mesma latitude e altitude, é porque a densidade dos seus constituin- tes é variável. II. A atividade sísmica e vulcânica das margens tectonicamente ativas permite o estudo indireto da geosfera. III. O grau geotérmico diminui com a aproximação à dorsal atlântica médio-oceânica. (A) I e III são verdadeiras; II é falsa. (B) I e II são verdadeiras; III é falsa. (C) II é verdadeira; I e III são falsas. (D) II e III são verdadeiras; I é falsa. 12. Nos limites de placas em que ocorrem processos de formação de depósitos minerais metálicos, como por exemplo de ouro com densidade da ordem dos 19 g/cm³, registam-se anomalias gravimétricas. Caracterize, justificando, estas anomalias. Grupo VIII No dia 23 de março de 2018, no sudoeste do Quénia, em Mai Mahiu, a 50 km da capital, formou-se uma falha, com 50 m de largura por 50 m de profundidade, que colapsou a estrada de ligação da capital Nairobi a Narok. Na origem da formação desta falha esteve uma crise sísmica com registos de baixa magnitude (Mt l â n t i c o Vulcão ativo 25º 24º 23º 17º 16º 15º 17º 16º 15º Ilhas de Cabo Verde S.to Antão S. Vicente S.ta Luzia S. Nicolau Sal Boavista Santiago MaioFogo Brava 0 50 km GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 20 15/03/2021 15:03 21BANCO DE EXERCÍCIOS GE OL OG IA A ilha do Fogo é a única que tem vindo a manifestar atividade vulcânica primária, no vulcão Pico do Fogo, sendo constituída fundamentalmente por mantos lávicos de grande espessura e extensão e por material piroclástico, de natureza essencialmente basáltica. Figura 2 – Imagens da última erupção do vulcão da ilha do Fogo a 26 de dezembro de 2014. Na ilha do Fogo registaram-se 25 erupções notáveis entre 1500 e 1995. Recentemente, a partir de 23 de novembro de 2014, o vulcão entrou numa fase ativa que ainda decorre. Alguns meses antes, dados da monitorização do vulcão registaram emissões anómalas de dióxido de carbono, CO2, con- forme dados do gráfico da figura 3. 500 450 400 350 300 250 200 150 100 50 0 117 (t*d –1) Er up çã o 23 -1 1- 20 14 Em is sã o di fu sa d e CO 2 ( t*d –1 ) 25/02/2015 27/12/2014 23/10/2014 25/08/2014 30/05/2014 01/05/2014 02/03/2014 01/01/2014 02/11/2013 01/09/2013 05/07/2013 06/05/2013 07/01/2013 05/01/2013 07/11/2012 08/08/2012 12/07/2012 12/06/2012 12/03/2012 12/02/2012 13/11/2011 14/08/2011 18/07/2011 17/08/2011 18/01/2011 17/01/2012 18/11/2010 18/08/2010 21/07/2010 22/05/2010 23/03/2010 22/01/2010 23/01/2009 Figura 3 – Emissão de CO2 pelo vulcão Pico do Fogo (toneladas por dia, t.d–1). A erupção vulcânica da ilha do Fogo de 2014 foi antecedida por abalos sísmicos no dia 22 de novembro, pelas 20 horas locais. Admite-se que a presente atividade eruptiva esteja relacionada com a reativação de falhas e com a destruição do “rolhão” de um cone secundário, situado nas proximida- des do Pico Novo, formado na sequência da erupção de 1995. A erupção começou com a libertação de gases e de piroclastos, formando uma coluna eruptiva com cerca de 6 km de altura e desenvolveu- -se ao longo de uma fissura localizada no flanco sudeste do centro eruptivo da erupção de 1995. De seguida iniciou-se uma fase marcada por fluxos de lava que se deslocaram em duas direções, uma na direção SE, tipo aa, e outra na direção SW, do tipo pahoehoe. De novembro a dezembro de 2014, a erupção do Vulcão do Fogo libertou mais de 220 mil toneladas de dióxido de enxofre (SO2) para a atmosfera. Esta quantidade de gás permite, por sua vez, estimar a quantidade de magma expelido para a superfície, da ordem dos 35 a 40 milhões de m3. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 21 15/03/2021 15:03 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1022 As variações na emissão de SO2 estão diretamente relacionadas com o aumento ou diminuição da taxa de emissão do sistema magmático sendo, portanto, uma ferramenta útil na monitorização e dete- ção de alterações na atividade vulcânica. Esta erupção já provocou muita destruição, contabilizando-se até ao momento como perdidos a sede do Parque Natural do Fogo, a Escola Básica Integrada, o Hotel Pedra Brabo, as habitações das três principais povoações da ilha, as estradas de acesso a Chã das Caldeiras e mais de 400 hectares de terreno. Durante o mês de janeiro (2015), o vulcão do Fogo continuou em erupção, emitindo gases e piroclastos, mas sem emissão visível de lavas no foco eruptivo. Adaptado de World Organization of Volcano Observatories (http://www.wovo.org) e Observatório Vulcanológico de Cabo Verde Universidade de Cabo Verde (http://www.unicv.edu.cv). 1. Tectonicamente, o arquipélago de Cabo Verde (A) localiza-se na placa litosférica Africana na proximidade da Crista Médio-Atlântica. (B) localiza-se à latitude de 17º 00’ N e longitude de 24º 00’ W. (C) localiza-se na proximidade da vertente da plataforma continental da placa Africana. (D) dispersa-se geograficamente por dez ilhas de natureza vulcânica. 2. Ao longo da sua história vulcânica, a ilha do Fogo tem manifestado atividade eruptiva (A) central e fissural. (B) central. (C) fissural. (D) termal. 3. A área de inserção tectónica da ilha do Fogo caracteriza-se por um (A) gradiente geotérmico constante. (B) baixo grau geotérmico devido a um aumento do fluxo térmico na zona. (C) elevado grau geotérmico devido a um incremento do fluxo geotérmico. (D) fluxo geotérmico constante. 4. Um claro sinal geoquímico precursor da erupção da ilha do Fogo foi (A) a emissão de SO2 durante a atividade vulcânica. (B) o aumento acentuado da emissão de CO2 entre março e agosto de 2014. (C) a crise de abalos sísmicos que ocorreu no dia 22 de novembro. (D) a ciclicidade das suas erupções. 5. Na madrugada de 12 de abril de 2012, cerca das 02h43, hora local, a rede sísmica registou um sismo na ilha do Fogo, de magnitude 2,9 na escala de Richter, com epicentro no perímetro de Chã das Caldeiras, com um foco bastante superficial. Ordene as letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência cronológica dos acontecimentos associados à ocorrência deste sismo superficial. A – Interferência das ondas internas na superfície livre da geosfera. B – Libertação súbita e repentina de energia sísmica. C – Blocos rochosos sujeitos a estados de tensão. D – Início da propagação de ondas internas longitudinais e transversais. E – É atingido o limite de resistência elástica do material rochoso. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 22 15/03/2021 15:03 23BANCO DE EXERCÍCIOS GE OL OG IA 6. A atual atividade eruptiva da ilha do Fogo é (A) explosiva, marcada pela libertação de piroclastos e gases. (B) efusiva, marcada por longas escoadas de lava. (C) mista com uma fase explosiva dominante e uma fase efusiva pouco expressiva. (D) mista com libertação de piroclastos e de lavas com diferentes graus de viscosidade. 7. As dez ilhas que constituem o arquipélago de Cabo Verde são todas de natureza vulcânica. Contudo, apenas se tem registado, desde a colonização do arquipélago no século XV, atividade eruptiva na ilha do Fogo. Explique este facto com base nos dados fornecidos. Grupo X O vulcão do Fogo, na ilha de S. Miguel, Açores, também conhecido como Maciço Vulcânico da Serra da Água de Pau, localiza-se na parte central da ilha, na interseção de sistemas de falhas de dire- ção E-W e NW-SE. Apresenta uma morfologia complexa destacando-se, no seu topo, uma caldeira que atualmente constitui a Lagoa do Fogo, formada em resultado de diversas fases de colapso, tendo a mais recente ocorrido em consequência da erupção histórica intracaldeira de 1563. Esta erupção depositou uma considerável espessura de lapilli, cinzas e pedra-pomes na parte leste da ilha. Atualmente, a atividade vulcânica neste maciço é de natureza hidrotermal e as manifestações mais relevantes localizam-se no flanco norte do aparelho, incluindo campos fumarólicos (Caldeira Velha, Caldeiras da Ribeira Grande e Pico Vermelho), nascentes minerais frias ricas em CO2 (Lombadas), nascentes termais (Ladeira da Velha) e áreas de desgaseificação difusa. Os reservatórios hidrotermais associados ao Vulcão de Fogo são alvo de exploração geotérmica, existindo duas centrais em funcio- namento (Pico Vermelho e Cachaço-Lombadas). A análise da frequência eruptiva e a avaliação dos perigos associados ao comportamento eruptivo do vulcão do Fogo permitiu a determinação preliminar do risco para os agregados populacionais da área circundante. O mapa de isopacas da figura 1 ilustra a variação da espessura das cinzas vulcânicas acumuladas na área envolvente do vulcão do Fogo. As isopacas são linhas que em planta unem pontos de igual espessura, em metros, de uma camada. Adaptado de : WALLENSTEIN, N. (1999), Estudo da história recente e do comportamento eruptivo do Vulcão do Fogo (S. Miguel, Açores). Avaliação preliminar do hazard. 1248 0,5 0,25 D H E F G C B I A S EO N ENE OSO ESE SSO SSE SO NE SE NO NNO NNE ONO 0 10 km Figura 1– Mapa de isopacas (metros) das cinzas vulcânicas libertadas na erupção do vulcão do Fogo (1563). GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 23 15/03/2021 15:03 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1024 1. Identifique, justificando, o tipo de erupção de 1563 do vulcão do Fogo. 2. Na origem do enorme volume de cinzas vulcânicas expelidas em 1563 terá estado um magma (A) constituído por cerca de 50% a 60% de sílica. (B) ácido com uma percentagem de sílica inferior a 65%. (C) com elevada capacidade de polimerização da sílica. (D) básico com uma percentagem de sílica superior a 50%. 3. A formação de caldeiras nos aparelhos vulcânicos (A) resulta da extinção da atividade vulcânica. (B) deve-se a variações na recarga da câmara magmática. (C) é consequência da estabilidade gravítica do aparelho vulcânico. (D) deve-se à retenção de águas pluviais. 4. Aquando da erupção de 1563, e na área circundante do vulcão do Fogo, a distribuição das cinzas ocorreu sob a influência de ventos com orientação ________ e a localidade menos afetada por estes materiais vulcânicos foi a ________. (A) este-nordeste … D (B) do sul … A (C) oeste-sudoeste … D (D) do leste … A 5. No mapa de isopacas, o vulcão do Fogo localiza-se no ponto assinalado com a letra ________ sendo a acumulação de cinzas nessa área ________. (A) A … inferior a 0,5 metros (B) B … inferior a 2 metros (C) C … superior a 0,25 metros (D) E … superior a 8 metros. 6. As centrais geotérmicas de Pico Vermelho e de Cachaço-Lombadas (A) permitem o aproveitamento de manifestações secundárias de vulcanismo. (B) produzem eletricidade a partir de fluidos hidrotermais com temperaturas superiores a 500 °C. (C) produzem energia limpa sem qualquer tipo de impacte ambiental. (D) localizam-se em zonas de elevado fluxo e grau geotérmicos. 7. Classifique como verdadeira ou falsa cada uma das afirmações seguintes relativas ao complexo vulcânico da Serra da Água de Pau. (A) Os sistemas de falhas de direção E-W e NW-SE permitem a infiltração de águas e a formação de nascentes termais. (B) A desgaseificação do complexo vulcânico está a ocorrer através de emanações gasosas pontuais, nas fumarolas, e difusas, ao nível dos solos. (C) A caldeira do vulcão do Fogo gera, nesse local, uma anomalia gravimétrica positiva. (D) Atualmente, os solos da área de influência do vulcão do Fogo são muito férteis devido à ele- vada projeção de piroclastos. 8. Num limite tectónico destrutivo, a formação de vulcões do tipo central ocorre (A) na placa litosférica em subducção. (B) na placa litosférica menos densa. (C) na placa litosférica em acreção. (D) entre as duas placas litosféricas. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 24 15/03/2021 15:03 25BANCO DE EXERCÍCIOS GE OL OG IA 9. No âmbito da minimização de riscos vulcânicos, explique a importância do mapa de isopacas das cinzas vulcânicas libertadas em 1563, durante a erupção do vulcão do Fogo. Grupo XI O Monte Agung é um estratovulcão localizado na ilha de Bali, na Indonésia. É o ponto mais alto da ilha, com 3142 metros de altitude. A sua última grande erupção foi no dia 16 março de 1963, durou mais de um ano e os fluxos piroclásticos por ele originados vitimaram mais de 1600 pessoas na ilha. No dia 21 de novembro de 2017 foi identificada, via satélite, nova atividade no vulcão Agung com emissão, a mais de 4 km de altura, de gases e de cinzas vulcânicas. O registo crescente da atividade sísmica naquela área indiciava que uma erupção maior poderia vir a acontecer. Durante o mês de outubro de 2017, e apesar da contínua atividade sísmica, o Agung apenas expe- lia vapor de água, num tipo de erupção designado freático. Uma erupção freática consiste na liberta- ção explosiva de vapor causada pelo aquecimento, por ação de um magma, de água do subsolo. O satélite Sentinel-5P, da NASA, identificou intensa emissão de dióxido de enxofre, SO2, um gás tóxico quando inalado em grandes quantidades, altamente concentrado em torno do cone vulcânico. A partir do dia 6 de dezembro, durante a noite, a emissão da coluna de cinzas passou a ser iluminada por um clarão intenso da cor do fogo. Este vulcão tem sido monitorizado por investigadores da Fundação Berkeley Earth, EUA, que se dedica ao estudo das alterações climáticas. Aquando da erupção de 1963, o monte Agung injetou quantidades significativas de dióxido de enxofre na estratosfera, a cerca de 16-18 km de altitude, onde reagiu com a água formando aerossóis de ácido sulfúrico que, por terem a capacidade de refletir a radiação solar, causaram um arrefecimento da temperatura na superfície da Terra. Esta erupção tam- bém libertou CO2 para a atmosfera, o que significa que também contribuiu para o aquecimento global através do agravamento do efeito estufa, efeito que, contudo, foi superado pelo arrefecimento causado pela elevada emissão de cinzas vulcânicas e de SO2. A segunda metade do século XX só viu duas outras grandes erupções de magnitude comparável: a do El Chichón, em 1982, no México, e a do Pinatubo, nas Filipinas, em 1991. Tal como aconteceu com o Agung, em 1963, todos deixaram impres- sões significativas no clima, razão pela qual são intensamente monitorizados. E, de facto, ao longo dos tempos geológicos as erupções vulcânicas têm tido um papel importante na variabilidade da tempera- tura média global da superfície terrestre. Em 1963, estima-se que o arrefecimento médio global desencadeado pela erupção do Agung tenha sido de cerca de 0,2 °C a 0,3 °C. Após este tipo de erupção, a recuperação da temperatura média global depende da magnitude e da evolução da erupção, ou seja, da quantidade de dióxido de enxofre que é emitida e da duração da erupção. A figura 1 representa a localização tectónica do Monte Agung e a figura 2 faz uma previsão da ano- malia térmica que se pode vir a registar no planeta se o Agung entrar em erupção a curto prazo. A história eruptiva deste vulcão e a sua atividade recente decretaram, até ao final de 2017, o alerta máximo e as autoridades delimitaram uma zona de exclusão, num raio de 8 km a 10 km do vulcão, tendo evacuado cerca de 100 000 pessoas e encerrado o aeroporto principal. Adaptado de: Global Volcanism Program, 2017. Report on Agung (Indonesia). In: Sennert, S K (ed.), Weekly Volcanic Activity Report, 27 December-2 January 2018. Smithsonian Institution and US Geological Survey. F. Lehner, J. Fasullo (2017), Global climate impacts of a potential volcanic eruption of Mount Agung, National Center National Center for Atmospheric Research, Boulder, USA. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 25 15/03/2021 15:03 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1026 1. O estratovulcão Agung é do tipo (A) fissural associado a um sistema de falhas tectónicas. (B) central com cone baixo de vertentes com inclinação suave. (C) fissural associado ao derrame de extensas escoadas ácidas. (D) central com cone alto de vertentes íngremes. 2. O magma associado ao Monte Agung (A) possui uma temperatura da ordem dos 800 °C e teores de sílica que variam entre os 55% e os 60%. (B) é viscoso, muito rico em sílica e sofreu movimentação de outubro a dezembro de 2017. (C) pode originar lavas encordoadas que, quando arrefecem no interior da cratera, formam domos vulcânicos. (D) é muito rico em água, razão pela qual teve um período de erupção freática. Monte Agung Falhas Subducção FilipinasTailândia Malásia Fossa de Java Kalimantan Java Sumatra Flores TimorLombok 6 cm / ano 7 cm / ano 124, ºE N 0 500 km0 500 km O c e a n o Í n d i c o Agung El Chichón Pinatubo A no m al ia té rm ic a (ºC ) 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 1,0 0,5 0,0 – 0,5 Projeção do aquecimento Projeção da variação térmica Figura 1 – Localização geotectónica do vulcão indonésio Monte Agung. Figura 2 – Últimas erupções históricas dos vulcões Agung, El Chichón e Pinatubo. A linha negra representa a estimativado aquecimento atribuído à combinação de gases de efeito estufa, vulcões e alterações na produção solar. A linha cinzenta representa uma previsão da variação da temperatura global se uma próxima erupção do Agung tiver a magnitude da que ocorreu em 1963. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 26 15/03/2021 15:03 27BANCO DE EXERCÍCIOS GE OL OG IA 3. Rochas formadas a partir de magmas que alimentam o vulcão Agung resultam de um arrefecimento ________ e são de cor ________. (A) lento … escura (B) rápido … escura (C) lento … clara (D) rápido … clara 4. Selecione a opção que classifica corretamente as afirmações I a III de acordo com os dados fornecidos. I. A atividade vulcânica do Monte Agung resulta da subducção da placa Euroasiática sob a placa Indo-australiana. II. A atividade vulcânica primária do El Chichón extinguiu-se em 1982. III. Nas Filipinas, a atividade vulcânica e sísmica é condicionada pela convergência entre a placa pacífica e a placa euroasiática. (A) I é falsa; II e III são verdadeiras. (B) I e II são verdadeiras; III é falsa. (C) I e II são falsas; III é verdadeira. (D) I e III são verdadeiras; II é falsa. 5. No estudo sintetizado na figura 2, a variável dependente é a (A) quantidade de SO2 libertada durante as erupções vulcânicas. (B) variação da temperatura global do planeta Terra desde 1960. (C) magnitude e a evolução da erupção vulcânica. (D) quantidade de CO2 libertada durante as erupções vulcânicas. 6. Uma eventual erupção do Agung em 2018, com magnitude idêntica à de 1963, (A) poderá reduzir a temperatura global até cerca de 0,2 °C, entre 2018 e 2020. (B) poderá afetar todo o planeta por um período superior a 15 anos. (C) permitirá um aumento de absorção de radiação solar devido à formação de aerossóis de ácido sulfúrico. (D) produzirá o maior arrefecimento global desde 1961, superior a 0,5 °C. 7. A previsão de chuva intensa em novembro de 2017 para Bali, que não se veio a verificar, fez com que as autoridades indonésias emitissem um alerta de perigo de ocorrência de fluxos de lama. Explique a formação destes fluxos, no contexto da atividade eruptiva atual do Agung, e a importância da emissão deste alerta. Grupo XII Quem observa a ilha do Fogo, no arquipélago de Cabo Verde, a partir de uma fotografia aérea ou de satélite, pode constatar a ausência de uma grande área da zona leste da grande caldeira da ilha do Fogo. Esta ausência no relevo é o resultado do colapso de parte do cone vulcânico, que ocorreu há cerca de 73 000 anos. Estima-se que, de uma só vez, cerca de 160 km3 de material litológico tenha desa- bado em direção ao mar. Como resultado, formou-se uma onda com 170 metros de altura que se aba- teu, 7 minutos e 30 segundos depois, na ilha de Santiago, a 55 quilómetros de distância. Este tsunami libertou energia suficiente para empurrar blocos rochosos com centenas de toneladas durante cente- nas de metros, ilha acima. Atualmente, ainda é possível observar estes enormes blocos dispersos no planalto de Santiago. Para além destes blocos, é possível observar depósitos sedimentares, constituídos por areias mari- nhas e conchas, que foram transportadas por esta imensa massa de água. GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 27 15/03/2021 15:03 DOSSIÊ DO PROFESSOR – BioGeoFOCO 1028 Ao contrário dos maremotos causados por sismos, que se propagam a partir de uma reta e não perdem a energia com a distância, estes maremotos criados por colapsos rochosos surgem num ponto e produzem ondas concêntricas. Estima-se que as ondas terão chegado às restantes ilhas do arquipélago de Cabo Verde, embora com diferentes efeitos em todas elas. Também é possível que este maremoto, mais enfraquecido, tenha chegado à costa africana. Fontes do texto e imagens: R. S. Ramalho, G. Winckler, J. Madeira, G. R. Helffrich, A. Hipólito, R. Quartau, K.Adena, J. M. Schaefer, Hazard potential of volcanic flank collapses raised by new megatsunami evidence. Sci. Adv. 1, e1500456 (2015). https://www.publico.pt/2015/10/03/ciencia/noticia/ha-73000-anos-um-megamaremoto-arrasou-cabo-verde-1709932 1. O colapso que ocorreu na caldeira da ilha do Fogo enquadra-se no pensamento geológico do tipo (A) fixista. (B) mobilista. (C) uniformitarista. (D) catastrofista. Altitude (m) Escarpa do colapso (Pico do Fogo, 2829 m) Colapso do cone vulcânico Depósitos de megatsunami Detritos do colapso Ilha doFogo Ilha de Santiago Figura 1 – Localização do colapso da caldeira da ilha do Fogo e dos depósitos na ilha de Santiago. Figura 2 – Perfil esquemático do transporte dos blocos rochosos na ilha de Santiago. Megamaremoto em Cabo Verde Ponte 25 de Abril55 km 7,5 min Área da ilha que abateu Nível do mar há 73 000 anos Velocidade média da onda: 432 km/h 170 m Arranque de blocos pelo megamaremoto Blocos arrastados pelo megamaremoto Altitude (m) 190,5 m 300 250 200 150 100 50 0 3 2 1 Ilha do Fogo Ilha de Santiago Ilha de santiago Transporte maciço de sedimentos GFBF10DP_20202157_BANCO DE EXERCICIOS_GEO_P001_052_3P.indd 28 15/03/2021 15:03 29BANCO DE EXERCÍCIOS GE OL OG IA 2. O tsunami que ocorreu há 73 000 anos na ilha do Fogo propagou-se, aproximadamente, no sentido (A) Sudoeste – Nordeste (C) Sueste – Noroeste (B) Noroeste – Sueste (D) Nordeste – Sudoeste 3. Os blocos que se encontram na ilha de Santiago correspondem a rochas ________ que têm a sua origem na cristalização do magma mais ________. (A) plutónicas … à superfície (C) vulcânicas … em profundidade (B) sedimentares … em profundidade (D) vulcânicas … à superfície 4. A principal força responsável por este colapso da caldeira da ilha do Fogo é ________. (A) a gravidade. (C) a deriva continental. (B) o tectonismo. (D) o vulcanismo. 5. A formação da caldeira da ilha do Fogo (A) resulta da extinção da atividade vulcânica. (B) é consequência da estabilidade gravítica do aparelho vulcânico. (C) deve-se a variações na recarga da câmara magmática. (D) deve-se à forma particular da cratera vulcânica. 6. A onda concêntrica gerada na costa leste da ilha do Fogo resultou do desabamento de uma massa rochosa que entrou numa área ocupada por água. Esta onda propagou-se em círculos cada vez ________ e de ________ altura. (A) menores …. maior (C) maiores … maior (B) maiores … menor (D) menores … menor 7. O arranque dos blocos da ilha de Santiago, a cotas reduzidas, corresponde a um fenómeno ________. O transporte destes blocos só foi possível num ambiente de ________ energia. (A) de meteorização … baixa (C) erosivo … baixa (B) de meteorização … alta (D) erosivo … alta 8. Atualmente, a ilha de Santiago possui mais de 250 000 habitantes. Explique de que forma o estudo e a divulgação de fenómenos idênticos ao que ocorreu no arquipélago de Cabo Verde, há 73 000 anos, pode ser aplicado na prevenção de catástrofes na atualidade. Grupo XIII O vulcão Etna é o mais ativo da Europa havendo registo da mesma desde 1500 a.C. Conhecido pelas suas frequentes erupções, o Etna é um vulcão ativo em constante crescimento tendo, na atualidade, 3330 metros de altitude no seu ponto mais alto. A sua formação teve início no Pleistocénico tardio e no Holocénico e, atualmente, na sua cúpula existem quatro crateras: a Voragine e a Bocca Nuova, formadas em 1945 e 1968, respetivamente; a Cratera do Nordeste que existe desde 1911 e é, atualmente, o ponto mais alto do Etna; e a Cratera do Sudeste, formada em 1971 e que, recentemente, tem sido a mais ativa das quatro. Esta geomorfologia contrasta com a que ocorreu há um século, quando no cume do Etna havia apenas uma cratera, a Cratera Central. Os episódios eruptivos do Etna ocorrem não só nestas crateras, mas também ao longo de fissuras dos seus flancos. Este complexo vulcânico apresenta dois estilos de atividade eruptiva que, por vezes, ocorrem em simultâneo. Fluxos históricos de lava de composição basáltica cobrem grande parte da superfície