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DIREITO E DEVERES Uc 1 – princípios do código de defesa do consumidor Prof° Marcela Dias Em grupos escrever no caderno O QUE ENTENDEM POR: DIREITOS E DEVERES CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR Direitos e deveres Normas (escritas ou não) para convivência entre grupos de qualquer tamanho ou tipo, que estabelecem as obrigações e os direitos dos indivíduos. Responsabilidade dos Profissionais de Estética perante o Código de Defesa do Consumidor O consumidor Amparo da lei para defender e proteger os seus direitos. Código de Defesa do Consumidor visibilidade e apoio da imprensa Essas leis foram importantes para a nossa sociedade, protegendo-a de profissionais não capacitados ou de fornecedores inidôneos. Facilidades no ingresso de ações - muitas vezes o consumidor esquece que o princípio da boa-fé deve prevalecer em todas as relações negociais As leis protetivas foram idealizadas, para que o órgão julgador pudesse harmonizar as relações de consumo, mas por vezes verificamos que consumidores utilizam o Poder Judiciário com ações infundadas, motivadas pela má-fé, pleiteando indenizações vultosas na tentativa de conseguir tirar do fornecedor ou do prestador de serviço qualquer quantia para compensar “o dano sofrido”, que por vezes nem ocorreu, ou se ocorreu foi por culpa exclusiva do próprio consumidor. Por isso é importante que todos os profissionais e empresários de estética, beleza e bem-estar, devem estar atentos, deixando claro aos seus clientes as responsabilidades que devem assumir, antes de iniciar qualquer procedimento estético ou de beleza, alertando-os dos principais cuidados. Cuidados! Ser objetivo com as orientações e informações sobre os cuidados e riscos no pré e pós-procedimentos; Conscientizar o cliente das consequências que podem decorrer de sua atitude, caso não atenda às orientações do profissional; Elaborar um texto (modelo de contrato) contendo as orientações de cada tratamento realizado; Ficha de Avaliação, devidamente preenchida para identificação de indicações e contraindicações; Elaborar um relatório para cada cliente, fazendo-se um histórico de protocolos informando, por exemplo, produtos que foram utilizados, aparelhos e materiais descartáveis, como agulhas, etc. Permissão assinada para ser fotografado antes, durante e depois do tratamento com fins restritos para documentação no prontuário. O bom profissional, além de dominar a técnica do serviço que presta à sociedade, deve sempre buscar atualização em conhecimentos técnicos e científicos, através de cursos ligados à área de atuação. A Ética É um conjunto de normas que determina como uma atividade deve ser conduzida de modo a não prejudicar a profissão, outros profissionais, e, principalmente os clientes. Importante!!! Formação, capacitação e boas condições de trabalho não são suficientes para definir uma boa esteticista. A ética é outro quesito fundamental à manutenção da clientela e ao crescimento profissional A ética profissional está presente em todas as profissões e abrange questões morais, normativas e jurídicas, a partir de estatutos e códigos específicos. A esteticista tem como função atender e cuidar de seus clientes, embasado em sólida formação técnica, com domínio total de todos os setores que compõem a estética e a cosmetologia É seu papel prestar serviços de alta qualidade ao público, com os objetivos de melhorar e manter a aparência externa e as funções naturais da pele, influenciando-os ao relaxamento e ao bem-estar físico do corpo e da mente. Moral Conjunto de normas e condutas que controlam o comportamento do homem Regras impostas pela sociedade para estabelecer a ordem e os princípios fundamentais do ser humano O ser humano precisa de disciplina, para que haja respeito e solidariedade entre a comunidade. THOMAS HOBBES dizia que a natureza do homem é má e egoísta. Para HOBBES, o homem sempre será o lobo do próprio homem, precisa do Estado para controlá-lo e manter a ordem. Procurar o melhor em tecnologia e no atendimento, a Estética ramifica-se criando novos ramos que valorizam a especificidade da área, como por exemplo; os pré e pós-operatórios de cirurgia plástica/estética, Drenagem Linfática Manual, eletroterapia, estética facial, estética corporal, terapia capilar entre outras. algumas das atribuições e proibições pertinentes ao exercício da profissão de esteticista: 1) A esteticista presta assistência de estética ao cliente, em situações que requerem medidas de higienização, hidratação ou revitalização da pele, em nível de camada córnea, estando apta a colaborar em outras áreas profissionais correlatas à estética, quando solicitado por profissional responsável; 2) A profissional deve zelar pela provisão e manutenção adequada de seu local de trabalho (cabine, sala, gabinete, etc), aplicando princípios de higiene, saúde e biossegurança; 3) Cabe a esteticista programar e coordenar todas as atividades e tratamentos de eletroterapia, que visem o bem-estar e o perfeito atendimento ao cliente; 4) A esteticista deve avaliar o tratamento estético adequado e necessário a cada cliente, de maneira particular e personalizada, responsabilizando-se pela aplicação do mesmo, dentro de parâmetros de absoluta segurança; algumas das atribuições e proibições pertinentes ao exercício da profissão de esteticista: 5) É dever da profissional respeitar o direito ao pudor e à intimidade do cliente; 6) Respeitar o direito do cliente em decidir sobre a conveniência ou não da realização e manutenção do tratamento estético indicado pela esteticista; 7) Assumir seu papel na determinação dos padrões desejáveis do ensino e do exercício das várias áreas da estética; 8) Manter sigilo sobre fatos dos quais tome conhecimento em razão de sua atividade profissional e exigir o mesmo comportamento da equipe que está sob sua supervisão; conhecimento das mesmas qualquer ato atentatório contra seus dispositivos; algumas das atribuições e proibições pertinentes ao exercício da profissão de esteticista: 9) Tratar colegas e profissionais com respeito e cortesia; 10) Conhecer e respeitar as atribuições pertinentes à sua atividade, não invadindo áreas de responsabilidade de outros profissionais. Além de antiético, romper os limites cabíveis a esteticista, pode comprometer a segurança e a saúde do cliente; 11) Indenizar prontamente, eventuais prejuízos causados por negligência, erro inescusável ou dolo, na aplicação de tratamento de sua responsabilidade; 12) É proibido a esteticista abandonar seu cliente em meio ao tratamento, sem garantias de continuidade de assistência, salvo por força maior; algumas das atribuições e proibições pertinentes ao exercício da profissão de esteticista: 13) Agir com negligência, imperícia ou imprudência, aplicando tratamentos inadequados ao cliente, colocando em risco a saúde de seu cliente; 14) Prescrever medicamentos ou praticar atos exclusivos da classe médica; 15) Tornar-se cúmplice de pessoas que exerçam ilegalmente atividades na área estética; 16) Praticar ou divulgar técnicas para as quais não esteja habilitado ou que não possuam comprovação científica; Assim como em outras profissões que têm como atividade principal a prestação de serviços, a esteticista vai conquistar o mercado com seu próprio trabalho, com sua própria imagem. Ao contrário dos produtos, que encantam consumidores por meio de apelos sensitivos, os serviços profissionais conquistam e fidelizam clientes com ações relacionadas à qualificação técnica da profissional, ao atendimento oferecido e à credibilidade transmitida por ela. LEMBRE-SE... Só conhecimento não basta, o importante é praticá-lo com clareza, sensatez e competência, buscando a cada dia informações sobre o modo de agir, da conduta, da ética, distinguindo o lícito do ilícito, de forma que nenhuma pessoa ou órgão tenha o poder de acusá-lo de um ato impróprio. Ao contrário, responderá pelo ato ilícito, por não cumprir os requisitos da Lei. Se a lei diz para não fazer e assim mesmo o faz, nesse momento assume toda a responsabilidadedo ato cometido. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR O Código Brasileiro de Defesa do Consumidor (CDC) é, no ordenamento jurídico brasileiro, um conjunto de normas que visam a proteção aos direitos do consumidor, bem como disciplinar as relações e as responsabilidades entre o fornecedor (fabricante de produtos ou o prestador de serviços) com o consumidor final, estabelecendo padrões de conduta, prazos e penalidades. Formas de atuação Aula dialogada: Atividade: Leitura do Projeto de Lei nº 13.643/2018 – Regulamentação da Profissão Esteticista Grupo 1: Artigo 1 ao 3 Grupo 2: Artigo 5 Grupo 3: Artigo 6 Grupo 4: Artigo 7 Grupo 5: Artigo 8 Solicitar que cada grupo apresente e elabore um texto no Blogger. - Quais aspectos do projeto de lei impactam na atuação do profissional Esteticista? Após a apresentação, será realizado discussão. Atividade 2 em grupo: Elaborar um contrato de Prestação de Serviços Estéticos. Apresentar para a turma e compartilhar via e-mail e blogger. Prestador de serviços Não tem vínculo empregatício com a empresa para qual realiza as suas atividades Não está sujeito ao controle de uma jornada de trabalho exata Não há pessoalidade, ou seja, o prestador pode ser substituído por outro se houver necessidade, por exemplo, se você contrata um encanador, ele pode mandar um representante para realizar o serviço. Vantagens e desvantagens da prestação de serviços Quando um empregador contrata um prestador de serviço fica isento de todas as taxas e encargos, o que traz economia a empresa Além disso, há uma maior flexibilidade na relação prestador de serviço e a empresa contratante Para o prestador de serviço, pode significar maior liberdade de horários e atividade, salário por produção (que pode ser a maior ou a menor), possibilidade de realizar mais de um serviço ao mesmo tempo autônomo Profissional que exerce uma atividade econômica por conta própria, sem vínculo empregatício, não possuindo vínculo formal ou contrato com a empresa para qual realiza seus serviços. Trabalhador cuja remuneração é previamente estabelecida em contrato de prestação de serviços; autônomo: o trabalhador autônomo não está sujeito a horários, a ordens e nem permanece sob a fiscalização de um chefe. empregado É a pessoa física que presta pessoalmente a outrem serviços não eventuais, subordinados e assalariados. “Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob dependência deste e mediante salário” (CLT, art. 3º). Diferença entre empregado e trabalhador autônomo O elemento fundamental que os distingue é a subordinação; empregado é trabalhador subordinado; Autônomo trabalha sem subordinação; Para alguns, autônomo é quem trabalha por conta própria e subordinado é quem trabalha por conta alheia; Outros sustentam que a distinção será efetuada verificando-se quem suporta os riscos da atividade; Se os riscos forem suportados pelo trabalhador, ele será autônomo. image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image1.jpg