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INSTITUTO UNIPLAN DE ENSINO SUPERIOR CURSO DE ENFERMAGEM – POLO BACABAL DISCIPLINA: GRADE CURRICULAR PROFESSORA: JULYANA ARAÚJO SÁ ALUNA: KAROLINY DA SILVA MATRÍCULA: UL22100130 ANO: 2025 RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA TESTES RÁPIDOS IMUNOCROMATOGRÁFICOS INTRODUÇÃO Os testes rápidos imunocromatográficos representam ferramentas essenciais no contexto da atenção primária à saúde, pois possibilitam a identificação precoce de infecções transmissíveis com sensibilidade, especificidade e agilidade. Esses testes permitem detectar anticorpos ou antígenos diretamente em amostras de sangue, geralmente obtidas por punção digital, sem a necessidade de equipamentos laboratoriais complexos. Essa acessibilidade os torna fundamentais na triagem de agravos como o HIV, sífilis e as hepatites B e C, especialmente em áreas de difícil acesso ou em campanhas de saúde pública (BRASIL, 2021). Durante a aula prática realizada sob orientação da professora Julyana Araújo Sá, foram executados cinco testes rápidos: HIV 1/2, HIV HQ2, Hepatite B (HBsAg), Hepatite C (HCV) e Sífilis. A prática envolveu o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), a técnica adequada de punção capilar, o manuseio criterioso dos dispositivos de diagnóstico e o descarte correto dos resíduos, seguindo a RDC nº 222/2018 da Anvisa. O objetivo da atividade foi capacitar os estudantes para a realização técnica segura desses testes e para a correta interpretação dos resultados, além de reforçar a importância do acolhimento e do aconselhamento ao paciente. As situações simuladas permitiram que os alunos experienciassem, na prática, aspectos fundamentais do cuidado em saúde, como ética, sigilo, empatia e comunicação eficaz. Todos os testes foram realizados em duplas, utilizando amostras dos próprios alunos, e apresentaram resultados negativos, como será descrito nos roteiros a seguir. RESULTADOS E DISCUSSÃO Aula 01 Roteiro 01 – Teste Rápido para HIV 1/2 O teste foi realizado com sangue capilar coletado da polpa digital. Após o procedimento de coleta, a amostra foi aplicada corretamente no dispositivo, e a leitura foi feita no tempo indicado pelo fabricante. O resultado obtido foi negativo, demonstrado pela presença exclusiva da linha de controle (“C”). Segundo o Ministério da Saúde (2021), essa resposta indica a ausência de anticorpos anti-HIV 1 e 2. A dupla seguiu rigorosamente os protocolos de biossegurança, utilizando lanceta estéril, pipeta descartável e fazendo descarte correto em coletor perfurocortante. Essa prática reforçou o conhecimento teórico, especialmente quanto ao aconselhamento pós-teste. Roteiro 02 – Teste Rápido para HIV (versão HQ2) Este segundo teste é uma variação do anterior, utilizando outro modelo de dispositivo, mas com o mesmo objetivo de identificar anticorpos anti-HIV. A realização foi tranquila, sem intercorrências técnicas, e o resultado também foi negativo. A leitura da linha “C” foi clara, e a linha “T” (teste) não apareceu. Destacou-se a importância do tempo de leitura, pois a interpretação fora do tempo pode gerar falsos positivos ou negativos. A professora reforçou o papel do enfermeiro no aconselhamento e acompanhamento do paciente mesmo diante de um resultado negativo, com ênfase na educação em saúde e prevenção. Roteiro 03 – Teste Rápido para Hepatite B (HBsAg) A execução do teste para o antígeno de superfície da hepatite B foi realizada com atenção aos detalhes técnicos. O resultado foi negativo. A presença apenas da linha “C” indicou a ausência de infecção ativa. A aula destacou que o antígeno HBsAg aparece em estágios iniciais da infecção, e sua detecção precoce é fundamental para evitar formas crônicas. A dupla realizou corretamente a pipetagem da amostra, aplicou o reagente conforme indicado e descartou os materiais contaminantes no local apropriado. Essa prática foi importante para reforçar a atenção ao controle das hepatites virais no SUS. Roteiro 04 – Teste Rápido para Hepatite C (HCV) O teste de detecção de anticorpos contra o HCV também foi negativo, com linha apenas no “C”. O procedimento foi realizado com todos os cuidados técnicos exigidos, incluindo o uso dos EPIs. A professora destacou que, mesmo com resultado negativo, deve-se considerar a janela imunológica, e por isso, o paciente com suspeita deve ser reavaliado. A interpretação correta do teste depende não só da técnica, mas do entendimento da fisiopatologia da infecção. O teste prático consolidou a importância da vigilância em saúde para hepatite C, que é silenciosa e muitas vezes subnotificada. Roteiro 05 – Teste Rápido para Sífilis O teste imunocromatográfico para sífilis foi realizado com coleta e aplicação conforme o protocolo. O resultado foi negativo. A dupla realizou todos os passos corretamente: coleta, transferência da amostra, aplicação do diluente e leitura. A professora ressaltou a relevância do diagnóstico precoce da sífilis, sobretudo em gestantes, onde o risco de transmissão vertical é elevado. O acolhimento ao paciente com resultado positivo deve ser imediato, com orientação e início do tratamento com penicilina benzatina. A atividade demonstrou a importância da abordagem humanizada e da empatia no atendimento a populações vulneráveis. CONCLUSÃO GERAL A prática dos testes rápidos imunocromatográficos possibilitou uma vivência rica e significativa para a formação técnica e ética dos estudantes de enfermagem. Os testes realizados — HIV 1/2, HIV HQ2, Hepatite B, Hepatite C e Sífilis — foram conduzidos com segurança, responsabilidade e respeito às normas de biossegurança. Todos apresentaram resultado negativo, mas serviram para mostrar o valor do diagnóstico precoce na atenção básica. Além disso, a aula prática fortaleceu o papel do enfermeiro na linha de frente da triagem e do cuidado, promovendo ações de saúde baseadas em escuta ativa, sigilo, aconselhamento e educação permanente. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV em Adultos e Crianças. Brasília: MS, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br FIOCRUZ. Diagnóstico Rápido de Hepatites Virais. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, 2020. Disponível em: https://portal.fiocruz.br ANVISA. Resolução RDC nº 222, de 28 de março de 2018. Dispõe sobre o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Disponível em: https://www.in.gov.br https://www.gov.br/saude/pt-br https://portal.fiocruz.br https://www.in.gov.br RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA TESTES RÁPIDOS IMUNOCROMATOGRÁFICOS INTRODUÇÃO RESULTADOS E DISCUSSÃO CONCLUSÃO GERAL REFERÊNCIAS