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Aula 8 Gestão de compras Meta › Mostrar os elementos da coordenação de cadeias de suprimentos › Apresentar os aspectos relacionados ao planejamento de necessidades e compras › Mostrar os aspectos que envolvem as atividades de aquisição, considerando preços e descontos Objetivo › Ao final desta aula espera-se que você seja capaz de: - Reconhecer o processo de coordenação de uma cadeia de suprimento; - Evidenciar a importância do processo de compras para atendimento de necessidades das organizações; - Avaliar a importância das atividades de aquisição, considerando preços e descontos; Introdução › A boa gestão da cadeia de suprimentos exige que seja realizado um balanceamento entre a demanda e suprimentos; › A gestão de aquisições visa suprir as necessidades de produção; › Compras nas cadeias de suprimentos referem-se às atividades relacionadas: – Aquisição de bens diversos; – Materiais; – Insumos para produção ou serviços necessários para o funcionamento de uma empresa ou organização; Introdução › As compras nas cadeias de suprimentos estão sujeitas a desafios e decisões estratégicas; › Isso envolve as seguintes questões: – Decidir se os produtos serão adquiridos de fornecedores locais ou globais; – Fatores como custos; – Qualidade, tempo de entrega e riscos associados; – Gerenciamento de estoques para equilibrar os custos de aquisição e armazenagem; › A gestão de aquisições nas cadeias de suprimentos tem um papel central para garantir o fluxo contínuo de materiais e serviços para as operações. Coordenação no canal de suprimentos › Existem algumas atividades fundamentais na coordenação do canal de suprimento das empresas: – Coordenar o fluxo de bens e serviços; – Decidir sobre as aquisições (materiais e serviços); – Função da compra no processo da programação da produção; – Políticas de compras e regras de programação da produção; – Programação compras e transporte da produção (distribuição); – Análise integrada das atividades e da programação podem levar a redução de ativos e custos ao longo da cadeia de suprimentos; Coordenação no canal de suprimentos › Os canais de suprimentos geralmente envolvem múltiplos fornecedores, fabricantes, distribuidores, varejistas e outros parceiros. › Cada um desses participantes possui suas próprias metas, estratégias e processos. › Para coordenar todas essas partes deve-se garantir a sincronização de suas atividades. › A falta de visibilidade ao longo do canal de suprimentos pode dificultar a coordenação eficaz. › A coordenação requer informações precisas e atualizadas sobre estoques, demanda, capacidade produtiva, prazos de entrega. Coordenação no canal de suprimentos › O canal de suprimentos está exposto a diversos riscos: – interrupções na cadeia de suprimentos; – flutuações nos preços das matérias-primas; – desastres naturais; – mudanças regulatórias e problemas de qualidade; › A coordenação eficiente do canal envolve a identificação, avaliação e gestão desses riscos de forma proativa, minimizando seu impacto nas operações. › A coordenação eficaz do canal de suprimentos requer o uso adequado de tecnologia e sistemas de informação. Programação dos suprimentos › Na prática a coordenação da cadeia de suprimentos vai exigir do gestor uma programação eficiente junto aos canais de suprimentos. › Algumas empresas utilizam o conceito just-in-time – resposta rápida, que envolve: – Gestão do tempo; – Disponibilidade imediata de insumos; – Programar de acordo com a necessidade do cliente; – Ter disponibilidade de material em estoque para fornecer ao cliente (pronta resposta); › O planejamento das necessidades de materiais é uma técnica que permite realizar a programação das operações considerando a demanda x estoque. Programação dos suprimentos › O programador pode liberar uma ordem de compra para o departamento de compras a fim de possibilitar que todos os itens sejam adquiridos para atender a necessidade da produção, conforme o planejado. › O setor de compras é responsável pelas aquisições; › Este setor deve coordenar os fluxos de materiais no canal de suprimentos que irá atender a produção. › O setor de suprimentos é quem vai ao mercado buscar as melhores oportunidades para a empresa. Planejamento das necessidades › As empresas necessitam planejar suas operações de produção de forma eficiente; › Surgiu o MRP (Materials Requirements Planning), que é um sistema de planejamento de necessidades de materiais; › O MRP é uma metodologia que permite programar materiais e suprimentos com base em uma demanda razoavelmente conhecida; › Assim pode-se: – Programar peças especiais de alto valor, materiais e suprimentos cuja demanda seja conhecida; – Evitar o máximo possível manter itens em estoque, do ponto de vista logístico; – Um planejamento de reabastecimento distribuído no tempo; – Identificar o momento exato dos fluxos de materiais para suprir as necessidades de produção; Planejamento das necessidades › Estrutura do MRP considerando as fontes de entrada das informações; › Com base nessas informações, é gerado o plano mestre de produção, que define o que precisa ser produzido e quando; Planejamento das necessidades › Os itens que compõem a estruturação do MRP são: – Necessidades Brutas: representa a demanda total de um determinado item em cada período de tempo, como dias, semanas ou meses; – Recebimento Programado: refere-se às chegadas programadas dos itens de material que foram adquiridos ou produzidos; – Estoque Disponível: indica a quantidade de itens em estoque que está disponível para ser utilizada na produção ou atendimento às demandas; – Liberação da Ordem: trata das ordens planejadas para recebimento ou produção de itens. Essas ordens são geradas pelo sistema MRP com base nas necessidades brutas e nos estoques disponíveis. A liberação da ordem indica o momento em que a aquisição ou a produção do item deve ser iniciada; Planejamento das necessidades › Para desenvolver o MRP é necessário seguir os seguintes passos: – O primeiro passo é determinar o que é necessário para atender a quantidade prevista no MPS, ou seja, as exigências brutas projetadas. Isto será realizado para todos os componentes que compuserem a lista de materiais. – O próximo passo é determinar se existe material em estoque, ou seja, quantidade disponível em mãos. Se não existirem quantidades disponíveis é necessário então programar a recepção de materiais, considerando o lead time de cada item. – Outro ponto importante é verificar se existem lotes mínimos de compra ou produção para o processo. Planejamento das necessidades › Um exemplo de aplicação. O lead time de entrega é de apenas uma semana, sem necessidade de estoque de segurança. 700+1000 – 600 = 1100Disponível em estoque para ser consumido Pedido liberado considerando o lead time de uma semana Planejamento das necessidades › Um exemplo de aplicação. O lead time de entrega é de apenas uma semana, sem necessidade de estoque de segurança. 220+188 – 408 = 0 Pedido recebido Planejamento das necessidades › A título de exemplo, vamos considerar o caso de uma empresa que fabrica um relógio (R), que requer dois componentes R1 e R2 para sua montagem que são adquiridos de fornecedores, sendo que deve atender os pedidos dos clientes nas semanas 3 (200 unidades) e 5 (500 unidades). A estrutura de arvore é apresentada a seguir, sendo que necessário 1 componente (R1) e 3 componentes (R2) para a montagem dos relógios (R). Quantidade de itens relacionados com o item filho requerido = 3 itens Item filho – componente direto do item pai Item pai = Relógio Desdobramento das características do relógio Planejamento das necessidades Lead time = 1 semana Recebimento já estava programado dos componentes do relógio Lote mínimo 100 unidades Estoque em mãos 100 unidades Planejamento das necessidades Lead time de 2 semanas › Para o componenteR1 a relação é 1 para 1. Existe a necessidade de aquisição para atendimento da semana 4, considerando os itens em estoque. Planejamento das necessidades › Para o componente R2 a relação é 1 para 3. Existe a necessidade de aquisição para atendimento da semana 4, considerando os itens em estoque. 500 x 3 = 1500 Lead time de 2 semanas Planejamento das necessidades › Portanto, é possível verificar que, com base na estrutura apresentada: › O MRP indica que: – na semana 4 deverão ser liberados 5 lotes (100 unidades) de R; – na semana 2 deverão ser liberados 7 lotes (50 unidades) de R1; – na semana 4 deverão ser liberados 14 lotes (100 unidades) de R2; › O MRP é uma ferramenta que integra as informações de demanda, estoque e fornecedores, permitindo o planejamento e controle eficazes dos materiais necessários para a produção. › Isso permite que o setor de suprimento das empresas se programe para as aquisições de materiais necessários para sua produção. DRP – Distribution Requirements Planning › Basicamente utiliza-se os mesmos conceitos do MRP, mas focado na distribuição física. › DRP permite: – Desenvolver uma base de informação para o canal logístico e produção; – DRP foca nas remessas futuras planejadas; – Permite incorporar as fontes de demanda e não somente a previsão; – Segue os mesmos princípios e estrutura propostos para o MRP; DRP – Distribution Requirements Planning › Considerando a programação de distribuição, que mostra que o estoque inicial é de 200 unidades. O lead time entre os prazos de entrega é de 1 semana, o estoque de segurança é de 100 unidades, em função das previsões de necessidades e do estoque disponível os embarques planejados são executados. É possível analisar em função da demanda prevista os efeitos sobre os estoques físico local, em trânsito, ao longo tempo. Compras e aquisições › O processo de compras envolve uma série de atividades para aquisição de matéria-prima, sendo que algumas delas podem ser caracterizadas: › Identificar, qualificar e selecionar os fornecedores - para atendimento da necessidade; › Avaliação dos fornecedores - que atendam os requisitos da empresa para fornecimento; › Negociar os contratos - os termos de compra e condições de pagamento; › Pesquisa sobre bens e serviços necessários - baseando nas necessidades da empresa; Compras e aquisições › Estabelecer o programa de compras - em função dos requisitos internos. Existem algumas modalidades de compras: – Adiantada - quando se percebe que os preços tendem a subir; – Especulativa - em função de incertezas nos comportamentos futuros de mercado; – Possibilidade de encontrar descontos de preços em materiais, que eventualmente compense os custos de manutenção de estoque, ou em certos casos realiza-se a compra, mas faz uma programação para recebimento dos materiais para evitar formação de grandes estoques. Quantidades e momento de pedidos › A compra pelo preço médio adiantada para ser eficiente é necessário que exista um padrão sazonal de preços previsíveis e estáveis conhecido. › Alguns pontos importantes: – O preço pode variar no tempo tanto para maior quanto para menor, ou seja, pode ter variações no tempo que impactam sobre o preço do produto; – Pode-se variar o lote de compra em função do preço no momento, quando se obtém oportunidades de preços melhores que reduzam o custo de aquisição; – O preço é dividido pelo montante do orçamento para definir as quantidades a serem compradas, ou seja, se o preço está mais baixo aumenta-se a quantidade de itens comprados e vice-versa; Quantidades e momento de pedidos › Uma empresa do setor de montagem industrial está realizando a previsão para aquisição de um tipo de parafuso que deverá custar R$2,60 a unidade ao longo do ano seguinte. A utilização prevista é de 10.000 unidades por mês, com compras feitas trimestralmente. Os custos de manutenção do estoque representam 20% a.a. Tabela com os valores médios praticados mensalmente para aquisição dos materiais de escritório. Preço médio = R$ 2,51 Quantidades e momento de pedidos › A estratégia proposta baseia-se em análise para aquisições trimestrais, com o objetivo de comparar o melhor modo de aquisição. › Dessa forma, podemos prever um orçamento trimestral consistente em 10.000 unidades multiplicadas por 3 trimestres, multiplicado pelo preço unitário de R$ 2,60, resultando em R$ 78.000,00. › Considerando, por exemplo, o mês de janeiro, é possível adquirir R$ 78.000,00 dividido por R$ 2,50, resultando em 31.200 unidades de parafusos. Quantidades e momento de pedidos • O estoque médio anual é de 15.843 parafusos. • Para estimar o custo unitário, dividimos o valor total de R$ 312.000,00 por 126.743, resultando em R$ 2,46. • Portanto, observamos que a estratégia de aquisição por análise trimestral resulta em um valor médio menor em comparação com a média global anual. › Para adquirir apenas os parafusos estritamente necessários, levando em consideração o custo médio anual, multiplicamos 126.743 por R$ 2,51, resultando em R$ 317.914,78, que representa a quantidade que podemos obter com base no custo unitário. Quanto ao custo de manutenção, calculamos (10.000/2) x R$ 2,51 x 0,20, resultando em R$ 2.508,33. Nesse caso, estamos considerando o estoque médio, razão pela qual a quantidade mensal é dividida por 2. Quantidades e momento de pedidos › Ao considerarmos o valor pelo preço médio nos respectivos trimestres, o custo de manutenção de estoque é calculado como 15.843 x R$ 2,46 x 0,20, resultando em R$ 7.800,00. › Ao compararmos com a estratégia de comprar pelo preço médio anual, verificamos que o custo da compra é maior, uma vez que leva em conta as variações de todos os meses. • Observa-se que a estratégia de adquirir pelo preço médio por trimestre resultou em um valor menor. • No entanto, é crucial considerar todos os custos envolvidos, pois embora o custo de manutenção de estoque seja maior, o custo unitário é menor, o que gera uma compensação nos custos. Descontos › A quantidade ótima de compra requer o menor custo total, que compreende o custo da compra, o custo do pedido e o custo da manutenção do estoque. Em que: TCi = custo total da quantidade Qi Pi = preço por unidade para a quantidade Qi D = demanda média anual em unidades S = custo de aquisição em $ por pedido Qi - quantidade a comprar em unidades I - custo da manutenção de estoque em % por ano Ci = custo do item no ponto do estoque em $ por unidade Descontos › O procedimento para estimar o custo total: – Calcule o lote econômico de pedido (EOQ) para cada preço, Pi; – Encontre o EOQ que estiver na faixa viável de sua curva de custo total; – Se o EOQ viável estiver na curva mais baixa de custo, o lote ótimo foi encontrado; – Se não estiver, compute TCEOQ e vá para a próxima etapa; – Faça Qi igual à quantidade mínima i na faixa e calcule TCi – Compare todo TCi e TCEOQ; – Selecione a quantidade (lote) Qi, representando o custo mínimo total › Deste modo, é possível avaliar qual deve ser a quantidade a ser adquirida com desconto, além de avaliar se o desconto ofertado pelo fornecedor realmente irá compensar os custos de manutenção de estoque. Descontos › Uma empresa compra um determinado tipo de parafuso cuja demanda estimada é 10.000 unidades/ano. A preparação dos pedidos custa R$ 10,00, e o custo de manutenção do estoque fica em 20% por ano. O fornecedor oferece dois preços R$ 2,00 a unidade em quantidades inferiores a 5.000 unidades, e um desconto de 5% aplicável a todas as unidades nas compras de 5.000 unidades ou mais. Os preços incluem a entrega. Qual deveria ser a quantidade encomendada pelo agente de compras? › Primeiro passo é calcular o lote econômico de pedido para o custo de R$ 2,00 por unidade. 5.000 Descontos › Observe que a quantidade estimada em EOQ1 é menor que as 5.000 unidades para obter o desconto. Deste modo, é necessárioanalisar se aplicado um desconto de 5% é possível alcançar a quantidade de ruptura. Primeiro passo é calcular o lote econômico de pedido para o custo de R$ 2,00 por unidade. 5.000 › Note que 725,4 unidades não está na faixa viável de desconto, que deveria ser quantidade acima de 5.000 unidades. › O resultado final desta análise mostra que não seria recomendado adquirir lotes de 707,10 unidades, em função do custo total ser maior em relação a aquisição de 5.000 unidades. Descontos › Assim partimos para calcular o custo em relação a quantidade de maior desconto, ou seja, para 5.000 unidades que é o ponto de ruptura. 5.000 › Observe que neste caso é mais barato comprar acima de 5.000 unidades, pois o custo total final é menor. Conclusões › A coordenação do canal de suprimentos visa garantir que os fluxos de bens e serviços estejam sempre disponíveis para atender as necessidades das organizações; › O just-in-time trouxe uma série de vantagens competitivas e benefícios na gestão eficiente dos canais de suprimentos, buscando mitigar os desperdícios e quantidade excessiva de produtos em estoque; › O MRP pode ser facilmente adaptado também para auxiliar nas atividades de distribuição física (DRP), o que permite uma integração em atender as necessidades internas de materiais, bem como administrar as mercadorias que estão sendo distribuídos na cadeia de suprimentos. Conclusões › As atividades de aquisições de materiais é fundamental para o sucesso das organizações, uma vez que a área de suprimentos é responsável por suprir as necessidades identificadas; › A atividade de compra envolve atuar diretamente com os fornecedores, fazer sua seleção, identificar potenciais de redução de preço de produtos a serem adquiridos, administrar o fluxo de pedidos dentro da rede de fornecedores, além de estabelecer relações profícuas para ambas as partes; › As decisões de compra devem ser pautadas em critérios lógicos e com ferramentas que podem fornecer suporte à decisão do comprador, permitindo desenvolver estratégias para redução de custos na cadeia de suprimentos. Referências › BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: Logística Empresarial. Bookman editora, 2006. › CORRÊA, Henrique L.; CORRÊA, Carlos A. Administração de Produção E Operações: Manufatura E Serviços: Uma Abordagem Estratégica . Editora Atlas SA, 2000. › SLACK, N., BRANDON-JONES, A., JOHNSTON, R. Administração da produção. São Paulo: Atlas, 2009. › SLACK, N., BRANDON-JONES, A., JOHNSTON, R. Administração da produção. 2018. Slide 1: Aula 8 Gestão de compras Slide 2: Meta Slide 3: Objetivo Slide 4: Introdução Slide 5: Introdução Slide 6: Coordenação no canal de suprimentos Slide 7: Coordenação no canal de suprimentos Slide 8: Coordenação no canal de suprimentos Slide 9: Programação dos suprimentos Slide 10: Programação dos suprimentos Slide 11: Planejamento das necessidades Slide 12: Planejamento das necessidades Slide 13: Planejamento das necessidades Slide 14: Planejamento das necessidades Slide 15: Planejamento das necessidades Slide 16: Planejamento das necessidades Slide 17: Planejamento das necessidades Slide 18: Planejamento das necessidades Slide 19: Planejamento das necessidades Slide 20: Planejamento das necessidades Slide 21: Planejamento das necessidades Slide 22: DRP – Distribution Requirements Planning Slide 23: DRP – Distribution Requirements Planning Slide 24: Compras e aquisições Slide 25: Compras e aquisições Slide 26: Quantidades e momento de pedidos Slide 27: Quantidades e momento de pedidos Slide 28: Quantidades e momento de pedidos Slide 29: Quantidades e momento de pedidos Slide 30: Quantidades e momento de pedidos Slide 31: Descontos Slide 32: Descontos Slide 33: Descontos Slide 34: Descontos Slide 35: Descontos Slide 36: Conclusões Slide 37: Conclusões Slide 38: Referências