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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
1MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONHECIMENTOS 
ESPECÍFICOS 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
2MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
3MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
BLOCO I 
 
LOGÍSTICA, ARMAZENAGEM 
E MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 
 
Logística 
É o processo de gerenciar estrategicamente a aquisição, 
movimentação e armazenagem de materiais, peças e 
produtos semiacabados e acabados, bem como o fluxo de 
informações envolvido. 
É uma palavra que entre os gregos significava a arte de 
calcular. Já para as estratégias do exército era a parte militar 
relativa ao transporte e suprimentos das tropas em 
operações. 
Atualmente a logística é entendida como o processo de 
planejar, implementar e controlar de forma eficiente, a custo 
correto, o fluxo e a armazenagem de matérias primas e 
estoque durante a produção e produtos acabados, e as 
informações relativas a essas atividades, desde o ponto de 
origem até o ponto de consumo com eficácia. 
Pode ser entendida também como o processo de 
gerenciar estrategicamente a aquisição, movimentação e 
armazenamento de materiais, peças e produtos 
semiacabados, bem como o fluxo de informações correlatas 
através da organização e seus canais de marketing, de modo 
a poder maximizar as lucratividades presente e futura 
através do atendimento dos pedidos a um justo. 
É o processo de elaboração, implementação e controle 
de um plano que serve para maximizar da produção ao 
consumo, enfrentando custos. 
Envolve a eficácia do fluxo e da gestão de pessoas, 
matérias primas e informações, sempre em conformidade 
com as exigências dos clientes. 
A logística proporciona a integração dos diversos 
processos e organizações, desde o usuário final até os 
fornecedores originais, que proporcionam os produtos, 
serviços e informações e agregam valor para o cliente. 
 
A logística empresarial: 
Estuda como a administração pode prover melhor nível 
de rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes e 
consumidores, através de planejamento, organização e 
controle efetivo para as atividades de movimentação e 
armazenagem que visam facilitar o fluxo de produtos. 
Trata de todas as atividades de movimentação de 
passageiros e cargas, que facilitam o fluxo desde o ponto de 
origem até o destino final, assim como o dos fluxos de 
informação correspondentes com o propósito de providenciar 
níveis de serviço adequados aos clientes a um custo 
razoável. 
A logística empresarial tem o objetivo de providenciar a 
entrada, a saída, a estocagem dos materiais, partes e 
produtos, na hora e nas quantidades certas, em condições 
adequadas, levando-se em consideração à parte de 
marketing e principalmente o custo, contribuindo para a 
obtenção de vantagem competitiva. Ou seja, busca a 
redução do ciclo operacional da empresa para aumentar a 
produtividade e melhorar o nível de serviço ao cliente, com a 
diminuição do custo total. 
 
 ARMAZENAGEM 
A armazenagem é uma das atividades da cadeia 
logística das empresas e tem um papel fundamental no 
atendimento de demandas e na gestão dos estoques. As 
empresas podem optar basicamente por dois modelos de 
armazenagem, a própria ou terceirizada. 
 
Planejamento do armazém 
O planejamento do armazém deve ser uma atividade 
dinâmica, pois o armazém existe dentro de um ambiente 
muito dinâmico. Nada permanece igual por muito tempo num 
armazém. Vários fatores contribuem para este ambiente 
dinâmico: 
– A proliferação de produtos veio para ficar. Em muitos 
negócios, o número de itens exclusivos que devem ser 
armazenados está aumentando uniformemente. O cliente 
está exigindo mais variedade; 
– Os ciclos de vida dos produtos estão se tornando mais 
curtos. Consequentemente, o giro de códigos no armazém 
está aumentando; 
– Os clientes estão exigindo um nível mais elevado de 
serviço. As filosofias just-in-time e fabricação em fluxo 
contínuo estão estabelecendo que os produtos certos sejam 
entregues nos locais apenas nos momentos certos; 
– Os tradicionais limites da área de serviço estão 
desaparecendo. Agora estamos lidando com um mercado 
global; 
– A tecnologia de armazenagem está avançando 
rapidamente. O computador chegou ao armazém para ficar. 
Clientes dentro desta economia global possuem 
exigências significativamente diferentes que devem ser 
acomodadas pela rede de distribuição. 
Como o ambiente dentro do qual o armazém deve funcionar 
muda, é lógico concluir que os recursos e procedimentos de 
operação do armazém devem periodicamente mudar. O 
planejamento do armazém deve ser um processo contínuo 
no qual o plano existente está constantemente sendo 
analisado e moldado para atender a necessidades futuras 
antecipadas. 
Dois tipos distintos de planejamento contínuo do 
armazém deverão ser adotados: 
1. Planejamento de contingência 
2. Planejamento mestre estratégico 
 
Planejamento de contingência 
O planejamento de contingência é uma ferramenta 
defensiva utilizada para proteger contra uma previsível futura 
mudança nas exigências do armazém, onde o momento é 
extremamente difícil, se não impossível, de antecipar. Em 
outras palavras, um plano de contingência responde à 
pergunta “O que eu faço se algum 
evento ou condição imprevista aparecer?” Os planos de 
contingência são necessárias para proteger contra o curto 
prazo: 
– Parada do equipamento; 
– Problemas de mão-de-obra; 
– Oscilação de atividade; 
– Interrupções no suprimento de materiais; 
– Outras emergências. 
 
O planejamento de contingência não é a administração 
da crise ou “apagar incêndios”, pois envolve 
o desenvolvimento de soluções para os problemas após 
estes ocorrerem. O adequado planejamento de contingência 
desenvolve o plano de ação para a mais completa extensão 
possível. Antes que o problema ocorra. 
Consequentemente, um planejamento de contingência 
adequado pode reduzir significativamente o lead 
time necessário para corrigir ou acomodar o evento 
imprevisto. Você não espera até começar um incêndio para 
depois instalar no armazém um sistema de sprinkler. 
Todavia, o sistema de sprinkler é instalado muito 
antes como contingência contra um incêndio cujo momento é 
imprevisível. Da mesma forma, planos de contingência 
formais podem proteger o armazém de outras circunstâncias 
concebíveis com o momento imprevisível. 
Para desenvolver planos de contingência para seu 
armazém, use o seguinte procedimento: 
– Faça uma lista das “coisas ruins” concebíveis que 
podem acontecer para ou dentro de sua operação; 
– Classifique as “coisas ruins” com os eventos de maior 
probabilidade de ocorrência e/ou maiores 
consequências adversas se ocorrerem no topo da lista; 
– Começando pela “coisa ruim” de classificação mais 
alta, determine cuidadosamente, com o máximo possível de 
detalhes, os passos e ações adequadas que deveriam 
acontecer para resolver, eliminar, tratar, etc. As 
consequências para as operações do armazém da “coisaruim” se e quando, ocorrer. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
4MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
– Revisar estes passos e ações com seu pessoal-chave 
e aprimorá-las baseado nas informações recebidas; 
– Divulgue os planos de contingência resultantes de 
forma impressa e explore aquelas pessoas 
responsáveis pela execução dos planos no momento da 
necessidade nos detalhes dos planos para que todos 
saibam exatamente quando, como e por quem o plano será 
executado; 
– Revisar e atualizar periodicamente os planos de 
contingência para mantê-los atualizados com as 
condições existentes na operação. 
 
Planejamento estratégico 
Planejamento estratégico é uma ferramenta ofensiva 
projetada para proteger contra uma previsível 
futura mudança nas exigências do armazém cujo momento 
pode ser antecipado. Planejamento mestre estratégico é 
direcionado à previsão de futuras necessidades de 
armazenagem com antecedência suficiente à condição 
atual para permitir suficiente lead-time para eficiente e 
efetivamente atender a essas necessidades. 
Planos estratégicos do armazém são necessários para 
acomodar: 
– Crescimento ou queda prevista no processamento; 
– Deficiências de espaço, mão-de-obra e equipamento; 
– Alterações no mix de produtos; 
– Aumentos ou reduções do estoque; 
– Problemas de controle do armazém. 
 
Muitos destes “problemas” não se desenvolvem da noite 
para o dia. Futuros níveis de estoques e mixes de produtos 
normalmente podem ser previstos baseado em planos de 
negócio, históricos e futuros, com anos de antecedência. As 
previsões frequentemente não são exatas. Não obstante, a 
previsão é a melhor informação 
disponível que temos com relação ao futuro. Com os custos 
de hoje do espaço, mão-de-obra e equipamento do 
armazém, mais e mais tomadores de decisão estão exigindo 
que as futuras necessidades do armazém sejam expressas 
em termos quantitativos em vez de avaliações subjetivas e 
qualitativas das necessidades. É disto que trata o 
planejamento estratégico. 
O planejamento de contingência e o planejamento 
estratégico são complementares. O planejamento estratégico 
sem planos de contingências efetivos sujeitarão o armazém 
a problemas não previstos que não aparecem numa previsão 
de futuras necessidades. Da mesma forma, a falta de um 
bom planejamento mestre estratégico sujeitará o armazém a 
uma contínua barragem de “incêndios” a serem tratados 
como planos de contingência, muitos que poderiam ser 
evitados por meio de um critério apropriado e planejamento 
estratégico. Em qualquer situação, uma abordagem de 
planejamento limita severamente a eficácia da outra. 
 
Armazenagem própria x terceirizada 
A armazenagem própria é aquela que é operada pela 
própria empresa em estrutura de armazém próprio ou locado. 
Já a armazenagem terceirizada, é operada por uma empresa 
contratada conhecida no mercado como Operador Logístico. 
Os Operadores Logísticos prestam serviço de 
armazenagem para uma ou mais empresas e a 
complexidade das operações na sua grande maioria é alta, 
isso porque eles armazenam mercadorias de vários clientes 
ao mesmo tempo e cada cliente possui regras de 
atendimento diferenciadas. A opção por um ou outro modelo 
de operação depende do negócio da empresa e o quanto a 
logística é estratégica para a empresa. 
Independente do modelo de operação, a movimentação 
de produtos acabados, semiacabados e matéria prima para 
atendimento de vendas, produção ou demais áreas, requer 
estratégias de movimentação, estruturas de armazenagem e 
layout diferenciados para redução do tempo de 
movimentação e custos. A seguir, vamos abordar de forma 
macro os 4 principais processos de armazenagem. São 
eles: recebimento, armazenagem, separação e 
expedição. 
 
Processo de Recebimento 
Em nível de importância nos processos de 
armazenagem, o recebimento não é a etapa que tem a maior 
atenção, mas é nessa etapa que serão definidas informações 
importantes que gerarão mais velocidade na separação e 
maior produtividade das equipes operacionais. No 
recebimento, são feitas as operações de conferência por 
quantidade, inspeção e identificação das mercadorias. 
 
Conferência por quantidade 
Nessa etapa, após a organização dos materiais, 
normalmente é realizado um processo de conferência cega 
(onde o usuário não tem conhecimento do que deveria 
conferir para redução de incidência de erro humano). Após 
isso, é possível identificar divergências entre os dados da 
nota fiscal com os produtos físicos. 
Durante a processo de conferência, podem ser coletados 
dados adicionais do produto, como estado do material, lote, 
validade, fabricação e número de série. Padrões e 
tecnologias mais recentes já são utilizados para melhorias 
em eficiência e eficácia dos processos, como barras Code-
128 e Portais de Leitura RFID. 
 
Inspeção 
É a etapa que avalia se os produtos possuem alguma 
avaria ou não conformidade. Também, pode-se coletar 
alguma amostra do produto para avaliação antes de seguir 
com o processo de armazenagem. 
 
Identificação das mercadorias 
Nessa etapa as mercadorias são identificadas com um 
código de barras e este será a referência para qualquer 
movimentação ou contagem dos produtos desde a entrada 
até a expedição. Esse processo pode ser realizado 
manualmente, porém, é muito ineficiente e ultrapassado para 
movimentação de mercadorias. Atualmente, os controles de 
movimentação de mercadorias em armazéns são feitos 
por softwares com algoritmos inteligentes e com altos níveis 
de automação com hardwares. 
 
Processo de Armazenagem 
Após a mercadoria ser conferida e identificada, inicia-se 
o processo de alocação nos endereços para armazenar as 
mercadorias. Endereço é o local onde uma ou mais 
mercadorias serão armazenadas, já a alocação, é o 
processo que busca definir qual o melhor endereço para 
armazenar as mercadorias considerando a proximidade com 
o Picking, setorização e demais regras que possam dar 
produtividade na separação das mercadorias. 
Após a alocação da mercadoria no endereço de destino, 
a mesma fica disponível para ser movimentada e passa a ser 
considerada no saldo de estoque. Para maior controle na 
movimentação das mercadorias no armazém, sempre que 
uma mercadoria é retirada de um endereço e levada a outro 
endereço do armazém, é feita a leitura do código de barras 
da mercadoria com uso do coletor de dados. Esse processo 
permite controlar e manter o registro do endereço de onde as 
mercadorias foram retiradas e para onde foram direcionadas. 
Com o volume de movimentações de mercadorias, a 
acuracidade dos estoques e a segurança passa a ser uma 
preocupação constante dos gestores do armazém, e é nesse 
momento que o Inventário entra em cena. O inventário é o 
processo que ajuda a manter maior acuracidade dos 
estoques e evitar rupturas. 
Ele pode ser do tipo cíclico ou geral, o primeiro é 
realizado com uma periodicidade curta e para apenas 
algumas mercadorias em estoque (geralmente pela curva 
ABC de giro dos produtos), ou seja, é gerado o inventário 
para um grupo de produtos ou endereços. Já o inventário 
geral tem como propósito contar 100% dos itens em estoque 
e geralmente é feito uma vez por ano, o qual tem sido cada 
vez menos adotado devido a alto custo, período de execução 
e bloqueio de expedições. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
5MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Processo de Separação 
O processo de separação de mercadorias envolve 
basicamente o planejamento e a execução da 
separação. Parece algo relativamente simples, mas é no 
planejamento que serão definidas quais mercadorias serão 
separadas, considerando diversas regras de separação, 
como FEFO,FIFO, diminuição de número de 
visitações, shelf life, data crítica, estado da mercadoria, 
separações específicas, bloqueios de estoque e muito mais. 
Uma definição errada pode causar interrupções em linha de 
produção da indústria e atrasos nas entregas para 
consumidores finais, tornando essa etapa uma das mais 
críticas e complexas. 
Para evitar esse tipo de problema é preciso avaliar 
detalhadamente cada tipo de operação, suas exigências e 
características antes de definir a estratégia para separação – 
tema para outro artigo. A separação de mercadorias pode 
ser manual, apenas com uso de coletores de dados, voz 
(Picking by voice) ou pode usar níveis de automação 
avançados que reduzem o contato do operador com a 
mercadoria. 
Na separação com uso de coletores ou voz, o operador 
vai até o endereço da mercadoria, apanha a quantidade de 
produtos e os leva até uma área de conferência (check out) e 
depois a mercadorias vai para área de expedição. 
Um exemplo de separação com automação, é o Picking 
by light que pode ser aplicado para separação de 
mercadorias com alto nível de fracionamento e embalagens 
lineares, onde normalmente se utilizam estruturas de flow 
rack, especializadas para esse tipo de operação. Outro ponto 
importante a ser considerado são as sazonalidades de 
vendas, períodos onde as vendas são muito maiores que 
períodos normais. 
Se a operação não estiver preparada para suportar 
volumes de separação sazonais sem aumentar o tempo de 
separação das mercadorias é dor de cabeça na certa, 
porque não será possível expedir as mercadorias no mesmo 
tempo de expedição de períodos não sazonais. 
 
Processo de Expedição 
Esta é a última etapa operacional da armazenagem e 
responsável por conferir e despachar as mercadorias para a 
empresa responsável pelo transporte. Quando a empresa 
que opera a armazenagem não é responsável pelo 
transporte, a sua responsabilidade sobre a mercadorias 
encerra-se no momento que a mesma é entregue à 
transportadora. 
Agora, se a empresa que opera a armazenagem também 
é responsável pela distribuição das mercadorias até o 
destino, ela precisa planejar, executar e controlar as etapas 
de transporte. 
Entretanto, independente se a etapa de transportes é 
operada por ela ou não, a conferência de embarque 
acontece da mesma forma e depois de finalizada a 
mercadoria passa a ser de responsabilidade da 
transportadora. 
O processo de conferência pode ser manual ou com 
automação. O manual geralmente é feito com uso de coletor 
de dados conferindo todos os volumes uma a um e é lento. 
Já o processo automatizado é muito mais rápido e menos 
suscetível a erros devido à menor intervenção de pessoas. 
 
Movimentação de cargas 
Movimentação de cargas é o processo de transporte de 
mercadorias ou matérias-primas de um local para outro, seja 
por meio terrestre, aquático ou aéreo. A movimentação de 
cargas é uma atividade essencial para diversas indústrias e 
empresas que precisam transportar seus produtos para 
clientes ou fornecedores. 
Na movimentação de cargas, é importante considerar as 
características das mercadorias, como peso, dimensões, 
fragilidade, periculosidade, entre outras, para escolher o 
melhor meio de transporte e as medidas de segurança 
necessárias para o transporte. Além disso, é fundamental 
garantir a integridade das cargas e cumprir as 
regulamentações e normas de segurança previstas para 
cada modalidade de transporte. 
A movimentação de cargas pode ser realizada por meio 
de equipamentos como empilhadeiras, guindastes, 
rebocadores, carretas, caminhões, navios e aviões, que são 
operados por profissionais capacitados para garantir a 
segurança das mercadorias e dos envolvidos no processo de 
transporte. 
Existem vários tipos de equipamento de movimentação 
de materiais: 
- Veículos Industriais; 
- Equipamentos de elevação e transferência; 
- Transportadores contínuos; 
- Embalagens; 
- Recipientes unitizadores; 
- Estruturas para armazenagem. 
 
Veículos industriais são equipamentos, motorizados ou 
não, usados para movimentar cargas intermitentes, em 
percursos variáveis com superfícies e espaços apropriados, 
cuja função primária é transportar e ou manobrar. 
Os tipos mais comuns são: carrinhos industriais, 
empilhadeiras, rebocadores, autocarrinhos e guindastes. 
São utilizados tanto com o processo de produção como 
no de armazenagem para não só transportar cargas, mas 
também colocá-las em posição conveniente. Sua principal 
característica é a flexibilidade de percurso e de carga e 
descarga. 
Os equipamentos de elevação e transferência são 
destinados a mover cargas variadas para qualquer ponto 
dentro de uma área fixa, cuja função principal é transferir. 
Os tipos mais comuns são: talhas, guindastes fixos, 
pontes rolantes, pórticos e semipórticos. São aplicados onde 
se deseje transferir materiais pesados, volumosos e 
desajeitados em curtas distâncias dentro de uma fábrica. 
 
Carro Palete Dollie 
Uma inovação para o segmento de logística, o transporte 
de produtos agora pode ser efetuado facilmente com esse 
produto que tem praticidade e capacidade, o qual pode 
suportar um peso de até 2.500kg. O Palete Dollie possui oito 
rodas e um sistema entre elas que permite girar 360° sobre o 
próprio eixo, facilitando assim o transporte e manuseio de 
mercadorias. 
 
Transportadores Contínuos 
São mecanismos destinados ao transporte de granéis e 
volumes em percursos horizontais, verticais ou inclinados, 
fazendo curvas ou não e com posição de operação fixa. São 
formados por um leito, em que o material desliza em um 
sistema de correias ou correntes sem acionadas por 
tambores ou polias. 
Principais tipos: correias planas ou côncavas; elementos 
rolantes como rodízio, rolos ou esfera; correntes aéreas ou 
sob piso; taliscas e elevador de caçamba contínuo. São 
utilizados onde existe grande fluxo de material a ser 
transportado em percursos fixos. 
 
Embalagem 
Embalar um produto significa dar-lhe forma para sua 
apresentação, proteção, movimentação e utilização, a fim de 
que possa ser comercializado e manipulado durante o seu 
ciclo de vida. A embalagem precisa ser idealizada, levando-
se em conta que uma mercadoria deve passar por três fases 
de manuseio, quando comercializada, quais sejam: 
- No local da produção, quando será embalada e 
armazenada. 
- No transporte, quando sofre os efeitos do seu 
deslocamento de um ponto a outro, incluindo os transbordos. 
- No destino final, quando terá outras manipulações. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
6MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Unitização 
Corresponde à alocação de um conjunto de mercadorias 
em uma única unidade com dimensões padronizadas, o que 
facilita as operações de armazenamento e movimentação da 
carga sob forma mecanizada. Não constitui propriamente 
uma embalagem, é um acessório para deslocamento ou 
transporte de carga, não integrando o produto ou o conjunto 
de produtos armazenados. 
 
Paletização 
Utilização de plataforma de madeira ou estrado 
destinado a suportar carga, fixadas por cintas, permitindo 
sua movimentação mecânica com o uso de garfos de 
empilhadeira ou guindastes mecânicos específicos para esse 
fim, obedecendo a padrões, que permitem que o guindaste 
movimente o pallet por dois lados ou por quatro lados com 
seus garfos, permitindo ainda que a carga seja paletizada, 
envolvida em filme PVC. 
 
Conteinerização 
Colocação da carga em contêiner (cofre de carga), que é 
um recipiente construído de material resistente o suficiente 
para suportar o uso repetitivo, destinado a propiciar o 
transporte de mercadorias com segurança inviolabilidade e 
rapidez, possibilitando fácil carregamento e descarregamento 
e adequado à movimentação mecânica e ao transporte por 
diferentes equipamentos. As opções de utilização no 
transportemarítimo são os contêineres de 20” e 40” (pés), 
com sua classificação para cada tipo de carga. 
 
LOGÍSTICA REVERSA 
 
Logística reversa é o processo de planejamento, 
implementação e controle do fluxo de materiais, informações 
e recursos, do ponto de consumo até o ponto de origem, 
visando à recuperação de produtos, materiais e insumos 
para reinserção em ciclos produtivos ou em outros ciclos 
econômicos. É um conjunto de ações voltadas para a coleta 
e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial para 
serem reaproveitados ou descartados adequadamente, 
reduzindo o impacto ambiental e promovendo a 
sustentabilidade. A logística reversa é regulamentada pela 
Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), lei que 
estabelece as diretrizes e os instrumentos necessários à 
gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos. 
 
Origem da logística reversa 
Como citado, foi a Política Nacional de Resíduos (PNRS) 
de 2010 que colocou a logística reversa entre as grandes 
prioridades dos empreendedores. Mas é importante ressaltar 
que esse conceito já existe há mais de 30 anos, 
principalmente na Europa. 
Além disso, por mais que a PNRS seja recente, a 
preocupação com o retorno de produtos descartados e com 
o uso de recursos naturais já motiva ações no Brasil há tanto 
tempo quanto em outros países. 
Isso já era feito especialmente pelas empresas que 
trabalham com pneus, pilhas, lubrificantes, baterias, 
embalagens de agrotóxicos e outros itens parecidos. 
A grande diferença é que a Lei nº 12.305 tornou a 
logística reversa uma exigência. Agora, ela engloba um 
conjunto bastante abrangente de tipos de produtos. 
Nesse sentido, o grande destaque é para o seu Artigo 
33, que define que os fabricantes, distribuidores, 
comerciantes e importadores desses itens: 
“São obrigados a estruturar e implementar sistemas de 
logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso 
pelo consumidor, de forma independente do serviço público 
de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos”. 
 
Funcionamento 
A logística reversa funciona por meio do estabelecimento 
de processos que possam mover as mercadorias em, pelo 
menos, uma etapa da cadeia de suprimentos (do cliente à 
distribuidora, por exemplo). 
É um processo complexo, que pode envolver vários 
planejamentos e controles diferentes. Existem empresas que 
até mesmo terceirizam essa função. 
Geralmente, o consumidor retorna os produtos ou 
resíduos para as empresas sem custo algum (é comum que 
as empresas cubram os custos de coleta ou envio) ou leva 
os materiais até algum ponto intermediário mais próximo. 
A partir daí, são as empresas que dão continuidade ao 
processo. 
Elas podem fazê-lo de incontáveis formas, mas o 
processo mais comum é de envio dos itens para 
reaproveitamento. 
Existem empresas que enviam a parceiros de negócio 
que são responsáveis pela reciclagem ou reutilização — a 
parceria com cooperativas é muito comum nestes casos. 
 
Pós-venda 
A logística reversa pós-venda tem relação direta com as 
expectativas do cliente. Ou seja, produtos com defeitos, ou 
que foram enviados de maneira incorreta, ou mesmo em 
casos de arrependimento da compra. 
É comum em lojas de roupas, por exemplo, quando uma 
peça comprada não serve ao consumidor. 
A mercadoria é recolhida pela empresa e pode ser 
colocada à venda novamente. 
 
Pós-consumo 
Na logística reversa pós-consumo, o cliente consome o 
produto ou mercadoria e retorna sua embalagem para o 
fabricante. Também pode ser aplicado para produtos 
perecíveis vencidos. 
É algo que acontece muito com cápsulas de café 
utilizadas em máquinas cafeteiras, por exemplo. 
 
Reuso 
Já a logística reversa de reuso é um pouco diferente, 
mas serve como fonte de receita para as empresas. 
Funciona através da coleta de materiais e seus resíduos, 
que são então leiloados para outras empresas. Acontece 
muito com móveis, equipamentos e dispositivos eletrônicos e 
mesmo veículos. 
 
Etapas da logística reversa 
Por tudo isso, é válido entender quais são as 5 etapas 
básicas da logística reversa: 
1. Os cidadãos são conscientizados sobre a importância 
do seu papel na logística reversa; 
2. O consumidor devolve o produto ou embalagem ao 
comerciante/distribuidor; 
3. O comerciante/distribuidor a remete ao 
fabricante/importador; 
4. O fabricante/importador encaminha para reuso, 
reciclagem ou descarte adequado; 
5. Os órgãos públicos fiscalizam a cadeia e garantem 
que tudo é feito adequadamente. 
Essas etapas se aplicam aos dois formatos de logística 
reversa: tanto no pós-venda quanto no pós-consumo (que 
explicamos melhor no próximo item). 
 
Vantagens da logística reversa 
Agora que você já sabe o que é logística reversa e como 
funciona, vamos nos aprofundar um pouco mais em seus 
benefícios. 
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, esse tipo 
de atividade é indispensável por conta das seguintes 
vantagens: 
- logística reversa é benéfica para a economia, pois gera 
recursos sustentáveis e mais renda; 
- Ela contribui para a manutenção do meio ambiente, já 
que diminui a necessidade de novas matérias-primas e 
previna o descarte inadequado de resíduos; 
- Melhora a qualidade de vida dos cidadãos, que passam 
a viver em um ambiente mais saudável, limpo e responsável; 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
7MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
- Serve como um importante incentivo à reciclagem, ao 
reuso e à destinação ambientalmente adequada de resíduos; 
- Compartilha a responsabilidade pela gestão de 
resíduos entre a sociedade, o que envolve o setor público, 
privado e sociedade civil; 
- Aumenta significativamente a eficiência na utilização de 
recursos naturais pelas indústrias; 
- Contribui para o aumento da vida útil dos aterros 
sanitários, pois insere boa parte dos resíduos novamente na 
cadeia produtiva, quando possível; 
- Aumenta a oferta de produtos ambientalmente corretos, 
com maior incentivo à geração de novos negócios, ao 
emprego e renda. 
 
FUNDAMENTOS DE LOGÍSTICA 
 
“A Logística é o processo de gerenciar estrategicamente 
a aquisição, movimentação e armazenagem de materiais, 
peças e produtos acabados (e os fluxos de informações 
correlatas) através da organização e seus canais de 
marketing, de modo a poder maximizar as lucratividades 
presente e futura através do atendimento dos pedidos a 
baixo custo”. (CHRISTOPHER, 1997) 
 
A evolução do conceito 
Em sua evolução histórica, a Logística espalhou sua 
atuação nas várias atividades de movimentação de materiais 
e informações nas empresas. No entanto, todas essas 
atividades procuravam contribuir com a melhoria dos fluxos 
ao longo de toda a organização, assim como melhorar os 
principais vínculos com fornecedores e clientes. 
Com foco nesta relação com públicos diferenciados, 
verificou-se a tendência da Logística abordar elementos 
voltados não apenas ao fluxo de materiais, como também 
àquele relacionado à movimentação de informações, no que 
se refere à forma como conteúdos são gerados, transmitidos 
e repassados aos grupos de interesse da empresa. 
A evolução da logística empresarial tem início a partir de 
1980, com as demandas decorrentes da globalização, 
alteração estrutural da economia mundial e desenvolvimento 
tecnológico, tendo como consequência a segmentação da 
logística empresarial em três grandes áreas: 
1. Administração de materiais: que é o conjunto de 
operações associadas ao fluxo de materiais e informações, 
desde a fonte de matéria-prima até a entrada na fábrica; em 
resumo é “disponibilizar para produção”; sendo que 
participam desta área os setores de: Suprimentos, 
Transportes, Armazenagem e Planejamento e Controle de 
Estoques. 
2. Movimentação de materiais: transporte eficiente de 
produtos acabados do final de linha de produção até o 
consumidor; sendoque fazem parte o PCP (Planejamento e 
Controle da Produção), Estocagem em processo e 
Embalagem. 
3. Distribuição física: que é o conjunto de operações 
associadas à transferência dos bens objeto de uma 
transação desde o local de sua produção até o local 
designado no destino e no fluxo de informação associado, 
devendo garantir que os bens cheguem ao destino em boas 
condições comerciais, oportunamente e a preços 
competitivos; em resumo é “tirar da produção e fazer chegar 
ao cliente”. Participam os setores de Planejamento dos 
Recursos da Distribuição, Armazenagem, Transportes e 
Processamento de Pedido. 
 
EVOLUÇÃO NUMA PERSPECTIVA HISTÓRICA 
Ao longo do tempo, acompanhando a evolução das 
organizações, das tecnologias disponíveis e das 
necessidades do mercado, a logística mudou de ênfase, 
Desconsiderou-se, propositadamente, o período anterior ao 
século XX, uma vez que até então a logística era 
desenvolvida de forma totalmente pratica, sem outra 
preocupação que não fossem as questões relativas ao 
transporte e a logística de suprimentos nos exércitos. 
Ao longo da história a logística recebeu denominações 
diversas: distribuição, engenharia de distribuição, logística 
empresarial, logística de marketing, logística de distribuição, 
administração logística de materiais, administração de 
materiais, logística, sistema de resposta rápida, 
administração da cadeia de abastecimento, logística 
industrial. Embora denominações diferentes, as mesmas 
referiam-se sempre à mesma coisa: a gestão do fluxo de 
bens de um ponto de origem a um ponto de consumo. 
Já no início do século XXI, com as profundas mudanças 
e a disputa por mercados que começam a se tornar uma 
necessidade das Nações, se pode perceber mais claramente 
a preocupação com as questões do espaço (onde alocar 
produtos) e temporais (quando disponibilizá-los) que são dois 
dos objetivos centrais da logística. 
a) Período até os anos 40 – teve seu início situado na 
virada para o século XX, sendo a economia agrária sua 
principal influência teórica. A principal preocupação era com 
as questões de transporte para o escoamento da produção 
agrícola, uma vez que a demanda existente, na maioria dos 
casos, superava a capacidade produtiva das empresas. 
b) Período dos anos 40 até os anos 60 – em função das 
duas grandes guerras, surge o termo “logístico” que teve 
suas raízes na movimentação e no suprimento das tropas 
durante as guerras. Aqui a ênfase era no fluxo de materiais, 
e em especial nas questões de armazenamento e transporte, 
tratadas separadamente no contexto da distribuição de bens. 
c) Período dos anos 60 até os anos 70 – começa uma 
visão integrada nas questões logísticas, explorando-se 
aspectos como custo total e uma visão sistêmica do 
processo produtivo. O foco deixa de recair na distribuição 
física para abranger um leque mais amplo de funções, sob a 
influência da economia industrial. 
d) Período dos anos 70 até anos 80 – corresponde ao 
“foco no cliente”, com ênfase na produtividade e nos custos 
de estoques. Surgem modelos matemáticos sofisticados para 
tratar a questão estocástica, novas abordagens para a 
questão dos custos não só dos processos logísticos, mas 
ainda, da questão contábil. 
e) Período dos anos 80 até anos 90 – retoma-se, com 
maior ênfase, a visão da logística integrada e inicia-se a 
visão da administração da cadeia de suprimentos – SCM, 
cujo pano de fundo é a globalização e o avanço da 
tecnologia da informação. 
f) Período dos anos 90 até os dias atuais – apresenta um 
enfoque mais estratégico, em que a logística passa a ser 
vista como um elemento diferenciador para as organizações. 
Surge o conceito de Supply Chain Management, com a 
utilização das ferramentas disponibilizadas pela tecnologia 
da informação. 
Fica claro que este período atual exige muito mais 
agilidade e flexibilidade por parte das empresas para que 
possam suprir adequadamente seus mercados, pois neste 
início do século XXI, as empresas são cada vez mais 
pressionadas pela necessidade da redução de custos aliada 
às mudanças nos desejos, necessidades e/ou expectativas 
dos clientes. 
Esta exigência de rapidez e flexibilidade leva as 
empresas a buscarem a integração de seus canais de 
suprimentos de forma que possam atender adequadamente 
aos mercados em que atuam. Porém, para integrar canais de 
suprimentos, externamente, é necessária uma integração 
interna das diversas funções administrativas envolvidas pela 
logística. 
 
 
Fundamentos 
Os fundamentos da logística incluem: 
Gestão de estoques: O controle de estoque é 
fundamental para garantir a disponibilidade de produtos ou 
materiais para atender à demanda dos clientes. A gestão de 
estoques envolve a definição de políticas de estoque, como o 
nível mínimo e máximo de estoque, a frequência de 
reposição e o sistema de armazenagem. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
8MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Transporte: O transporte é um elemento fundamental da 
logística, responsável pelo deslocamento de materiais e 
produtos entre fornecedores, armazéns, fábricas, clientes e 
outros pontos da cadeia de suprimentos. A escolha do meio 
de transporte mais adequado deve levar em conta diversos 
fatores, como a distância, o tempo de trânsito, o custo, a 
segurança e a capacidade de carga. 
Armazenagem: A armazenagem é o processo de 
recebimento, movimentação e guarda de materiais e 
produtos em um local apropriado, visando à preservação da 
qualidade e ao controle de estoque. A escolha do sistema de 
armazenagem mais adequado depende do tipo de produto, 
do volume de movimentação, das condições ambientais e 
das exigências legais e regulatórias. 
Processamento de pedidos: O processamento de 
pedidos é o conjunto de atividades que envolve o 
recebimento, análise e atendimento de pedidos dos clientes. 
Essas atividades incluem a coleta de informações, a 
verificação de estoque, a separação de produtos, o 
embalamento e o envio. 
Gestão de fornecedores: A gestão de fornecedores 
envolve o relacionamento com os fornecedores, a escolha de 
fornecedores adequados e a avaliação da qualidade dos 
produtos e serviços fornecidos. 
Tecnologia da informação: A tecnologia da informação 
é fundamental para a gestão da logística, pois permite a 
integração de sistemas e processos, a automação de 
atividades e a coleta de informações precisas e em tempo 
real. 
A aplicação dos fundamentos da logística permite uma 
gestão eficiente da cadeia de suprimentos, reduzindo custos, 
aumentando a qualidade dos produtos e serviços e 
garantindo a satisfação dos clientes. 
 
CONTROLE DE INVENTÁRIOS 
DECISÕES DE POLÍTICAS DE ESTOQUES. 
PRINCÍPIOS DE GESTÃO INTEGRADA DE 
OPERAÇÕES E DE LOGÍSTICA DE SUPRIMENTO 
 
A Administração de Materiais é definida como sendo um 
conjunto de atividades desenvolvidas dentro de uma 
empresa, de forma centralizada ou não, destinadas a suprir 
as diversas unidades, com os materiais necessários ao 
desempenho normal das respectivas atribuições. Tais 
atividades abrangem desde o circuito de reaprovisionamento, 
inclusive compras, o recebimento, a armazenagem dos 
materiais, o fornecimento dos mesmos aos órgãos 
requisitantes, até as operações gerais de controle de 
estoques etc. 
Em outras palavras: “A Administração de Materiais visa à 
garantia de existência contínua de um estoque, organizado 
de modo a nunca faltar nenhum dos itens que o compõem, 
sem tornar excessivo o investimento total”. 
A Administração de Materiais moderna é conceituada e 
estudada como um Sistema Integrado em que diversos 
subsistemas próprios interagem para constituir um todo 
organizado. 
Destina-se a dotar a administração dos meios 
necessários ao suprimento de materiais imprescindíveis ao 
funcionamento da organização, no tempo oportuno, na 
quantidade necessária, na qualidade requeridae pelo 
menor custo. 
A oportunidade, no momento certo para o suprimento de 
materiais, influi no tamanho dos estoques. Assim, suprir 
antes do momento oportuno acarretará, em regra, estoques 
altos, acima das necessidades imediatas da organização. 
 Por outro lado, a providência do suprimento após esse 
momento poderá levar a falta do material necessário ao 
atendimento de determinada necessidade da administração. 
Do mesmo modo, o tamanho do Lote de Compra 
acarreta as mesmas consequências: quantidades além do 
necessário representam inversões em estoques ociosos, 
assim como, quantidades aquém do necessário podem levar 
à insuficiência de estoque, o que é prejudicial à eficiência 
operacional da organização. 
Estes dois eventos, tempo oportuno e quantidade 
necessária, acarretam, se mal planejados, além de custos 
financeiros indesejáveis, lucros cessantes, fatores esses 
decorrentes de quaisquer das situações assinaladas. 
Da mesma forma, a obtenção de material sem os 
atributos da qualidade requerida para o uso a que se destina 
acarreta custos financeiros maiores, retenções ociosas de 
capital e oportunidades de lucro não realizadas. Isto porque 
materiais, nestas condições podem implicar em paradas de 
máquinas, defeitos na fabricação ou no serviço, inutilização 
de material, compras adicionais, etc. 
Os subsistemas da Administração de Materiais, 
integrados de forma sistêmica, fornecem, portanto, os meios 
necessários à consecução das quatro condições básicas 
alinhadas acima, para uma boa Administração de material. 
Decompondo esta atividade através da separação e 
identificação dos seus elementos componentes, 
encontramos as seguintes subfunções típicas da 
Administração de Materiais, além de outras mais específicas 
de organizações mais complexas: 
 
Subsistemas Típicos: 
Controle de Estoque - subsistema responsável pela 
gestão econômica dos estoques, através do planejamento e 
da programação de material, compreendendo a análise, a 
previsão, o controle e o ressuprimento de material. 
 O estoque é necessário para que o processo de 
produção-venda da empresa opere com um número mínimo 
de preocupações e desníveis. 
Os estoques podem ser de: matéria-prima, produtos em 
fabricação e produtos acabados. 
O setor de controle de estoque acompanha e controla o 
nível de estoque e o investimento financeiro envolvido. 
Classificação de Material - subsistema responsável 
pela identificação (especificação), classificação, codificação, 
cadastramento e catalogação de material. 
Aquisição / Compra de Material - subsistema 
responsável pela gestão, negociação e contratação de 
compras de material através do processo de licitação. 
O setor de Compras preocupa-se sobremaneira com o 
estoque de matéria-prima. 
É da responsabilidade de Compras assegurar que as 
matérias-primas exigida pela Produção estejam à disposição 
nas quantidades certas, nos períodos desejados. Compras 
não é somente responsável pela quantidade e pelo prazo, 
mas precisa também realizar a compra em preço mais 
favorável possível, já que o custo da matéria-prima é um 
componente fundamental no custo do produto. 
Armazenagem / Almoxarifado - subsistema 
responsável pela gestão física dos estoques, 
compreendendo as atividades de guarda, preservação, 
embalagem, recepção e expedição de material, segundo 
determinadas normas e métodos de armazenamento. 
O Almoxarifado é o responsável pela guarda física dos 
materiais em estoque, com exceção dos produtos em 
processo. 
 É o local onde ficam armazenados os produtos, para 
atender a produção e os materiais entregues pelos 
fornecedores 
Movimentação de Material - subsistema encarregado 
do controle e normalização das transações de recebimento, 
fornecimento, devoluções, transferências de materiais e 
quaisquer outros tipos de movimentações de entrada e de 
saída de material. 
Inspeção de Recebimento - subsistema responsável 
pela verificação física e documental do recebimento de 
material, podendo ainda encarregar-se da verificação dos 
atributos qualitativos pelas normas de controle de qualidade. 
Cadastro - subsistema encarregado do cadastramento 
de fornecedores, pesquisa de mercado e compras. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
9MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Subsistemas Específicos: 
Inspeção de Suprimentos - subsistema de apoio 
responsável pela verificação da aplicação das normas e dos 
procedimentos estabelecidos para o funcionamento da 
Administração de Materiais em toda a organização, 
analisando os desvios da política de suprimento traçada pela 
administração e proporcionando soluções. 
Padronização e Normalização - subsistema de apoio 
ao qual cabe a obtenção de menor número de variedades 
existentes de determinado tipo de material, por meio de 
unificação e especificação dos mesmos, propondo medidas 
de redução de estoques. 
Transporte de Material - subsistema de apoio que se 
responsabiliza pela política e pela execução do transporte, 
movimentação e distribuição de material. 
A colocação do produto acabado nos clientes e as 
entregas das matérias-primas na fábrica são de 
responsabilidade do setor de Transportes e Distribuição. 
É nesse setor que se executa a 
Administração da frota de veículos da empresa, e/ou 
onde também são contratadas as transportadoras que 
prestam serviços de entrega e coleta. A integração destas 
subfunções funciona como um sistema de engrenagens que 
aciona a Administração de Material e permite a interface com 
outros sistemas da organização. 
Assim, quando um item de material é recebido do 
fornecedor, houve, antes, todo um conjunto de ações inter-
relacionadas para esse fim: o subsistema de Controle de 
Estoque aciona o subsistema de Compras que recorre ao 
subsistema de Cadastro. 
Quando do recebimento, do material pelo almoxarifado, o 
subsistema de Inspeção é acionado, de modo que os itens 
aceitos pela inspeção física e documental são encaminhados 
ao subsistema de Armazenagem para guarda nas unidades 
de estocagem próprias e demais providências, ao mesmo 
tempo que o subsistema de Controle de 
Estoque é informado para proceder aos registros físicos 
e contábeis da movimentação de entrada. 
O subsistema de Cadastro também é informado, para 
encerrar o dossiê de compras e processar as anotações 
cadastrais pertinentes ao fornecimento. 
 Os materiais recusados pelo subsistema de Inspeção 
são devolvidos ao fornecedor. 
A devolução é providenciada pelo subsistema de 
Aquisição que aciona o fornecedor para essa providência 
após ser informado, pela Inspeção, que o material não foi 
aceito. Igualmente, o subsistema de Cadastro é informado do 
evento para providenciar o encerramento do processo de 
compra e processar, no cadastro de fornecedores, os 
registros pertinentes. 
Quando o material é requisitado dos estoques, este 
evento é comunicado ao subsistema de Controle de Estoque 
pelo subsistema de Armazenagem. 
Este procede à baixa física e contábil, podendo, gerar 
com isso, uma ação de ressuprimento. 
 Neste caso, é emitida pelo subsistema de Controle de 
Estoques uma ordem ao subsistema de Compras, para que o 
material seja comprado de um dos fornecedores cadastrados 
e habilitados junto à organização pelo subsistema de 
Cadastro. Após a concretização da compra, o subsistema de 
Cadastro também fica responsável para providenciar, junto 
aos fornecedores, o cumprimento do prazo de entrega 
contratual, iniciando o ciclo, novamente, por ocasião do 
recebimento de material. 
Todos esses subsistemas não aparecem configurados 
na Administração de Materiais de qualquer organização. As 
partes componentes desta função dependem do tamanho, do 
tipo e da complexidade da organização, da natureza e de 
sua atividade-fim, e do número de itens do inventário. 
 
RESPONSABILIDADE E ATRIBUIÇÕES DA 
ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAISa) suprir, através de Compras, a empresa, de todos os 
materiais necessários ao seu funcionamento; 
b) avaliar outras empresas como possíveis fornecedores; 
c) supervisionar os almoxarifados da empresa; 
d) controlar os estoques; 
e) aplicar um sistema de reaprovisionamento adequado, 
fixando Estoques Mínimos, Lotes Econômicos e outros 
índices necessários ao gerenciamento dos estoques, 
segundo critérios aprovados pela direção da empresa; 
f) manter contato com as Gerências de Produção, 
Controle de Qualidade, Engenharia de Produto, Financeira 
etc. 
g) estabelecer sistema de estocagem adequado; 
h) coordenar os inventários rotativos. 
 
OBJETIVOS PRINCIPAIS DA ADMINISTRAÇÃO DE 
MATERIAIS E REC. PATRIMONIAIS 
A Administração de Materiais tem por finalidade principal 
assegurar o contínuo abastecimento de artigos necessários 
para comercialização direta ou capaz de atender aos 
serviços executados pela empresa. 
As empresas objetivam diminuir os custos operacionais 
para que elas e seus produtos possam ser competitivos no 
mercado. 
Mais especificamente, os materiais precisam ser de 
qualidade produtiva para assegurar a aceitação do produto 
final. Precisam estar na empresa pronta para o consumo na 
data desejada e com um preço de aquisição acessível, a fim 
de que o produto possa ser competitivo e assim, dar à 
empresa um retorno satisfatório do capital investido. 
 
Segue os principais objetivos da área de Administração 
de Recursos Materiais e Patrimoniais: 
a) Preço Baixo - este é o objetivo mais óbvio e, 
certamente um dos mais importantes. Reduzir o preço de 
compra implica em aumentar os lucros, se mantida a mesma 
qualidade; 
b) Alto Giro de Estoques - implica em melhor utilização 
do capital, aumentando o retorno sobre os investimentos e 
reduzindo o valor do capital de giro; 
c) Baixo Custo de Aquisição e Posse - dependem 
fundamentalmente da eficácia das áreas de Controle de 
Estoques, Armazenamento e Compras; 
d) Continuidade de Fornecimento - é resultado de uma 
análise criteriosa quando da escolha dos fornecedores. Os 
custos de produção, expedição e transportes são afetados 
diretamente por este item; 
e) Consistência de Qualidade - a área de materiais é 
responsável apenas pela qualidade de materiais e serviços 
provenientes de fornecedores externos. 
Em algumas empresas a qualidade dos produtos e/ou 
serviços constituem-se no único objetivo da Gerência de 
Materiais; 
f) Despesas com Pessoal - obtenção de melhores 
resultados com a mesma despesa ou, mesmo resultado com 
menor despesa - em ambos os casos o objetivo é obter 
maior lucro final. “ As vezes compensa investir mais em 
pessoal porque pode-se alcançar com isto outros objetivos, 
propiciando maior benefício com relação aos custos “; 
g) Relações Favoráveis com Fornecedores - a posição 
de uma empresa no mundo dos negócios é em alto grau 
determinada pela maneira como negocia com seus 
fornecedores; 
h) Aperfeiçoamento de Pessoal - toda unidade deve 
estar interessada em aumentar a aptidão de seu pessoal; 
i) Bons Registros - são considerados como o objetivo 
primário, pois contribuem para o papel da Administração de 
Material, na sobrevivência e nos lucros da empresa, de 
forma indireta. 
 
TERMINOLOGIAS UTILIZADAS NA ADMINISTRAÇÃO 
DE MATERIAIS 
a) Artigo ou Item - designa qualquer material, matéria-
prima ou produto acabado que faça parte do estoque; 
b) Unidade - identifica a medida, tipo de 
acondicionamento, características de apresentação física 
(caixa, bloco, rolo, folha, litro, galão, resma, vidro, peça, 
quilograma, metro... ); 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
10MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
c) Pontos de Estocagem - locais aonde os itens em 
estoque são armazenados e sujeitos ao controle da 
administração; 
d) Estoque - conjunto de mercadorias, materiais ou 
artigos existentes fisicamente no almoxarifado à espera de 
utilização futura e que permite suprir regularmente os 
usuários, sem causar interrupções às unidades funcionais da 
organização; 
e) Estoque Ativo ou Normal - é o estoque que sofre 
flutuações quanto a quantidade, volume, peso e custo em 
consequência de entradas e saídas; 
f) Estoque Morto ou Inativo - não sofre flutuações, é 
estático; 
g) Estoque Empenhado ou Reservado - quantidade de 
determinado item, com utilização certa, comprometida 
previamente e que por alguma razão permanece 
temporariamente em almoxarifado. Está disponível somente 
para uma aplicação ou unidade funcional específica; 
h) Estoque de Recuperação - quantidades de itens 
constituídas por sobras de retiradas de estoque, salvados ( 
retirados de uso através de desmontagens) etc., sem 
condições de uso, mas passíveis de aproveitamento após 
recuperação, podendo vir a integrar o Estoque Normal ou 
Estoque de Materiais Recuperados, após a obtenção de sua 
condições normais; 
i) Estoque de Excedentes, Obsoletos ou Inservíveis - 
constitui as quantidades de itens em estoque, novos ou 
recuperados, obsoletos ou inúteis que devem ser eliminados. 
Constitui um Estoque Morto; 
j) Estoque Disponível - é a quantidade de um 
determinado item existente em estoque, livre para uso; 
k) Estoque Teórico - é o resultado da soma do 
disponível com a quantidade pedida, aguardando o 
fornecimento; 
l) Estoque Mínimo: é a menor quantidade de um artigo 
ou item que deverá existir em estoque para prevenir qualquer 
eventualidade ou emergência (falta) provocada por consumo 
anormal ou atraso de entrega; 
m) Estoque Médio, Operacional: é considerado como 
sendo a metade da quantidade necessária para um 
determinado período mais o Estoque de Segurança; 
n) Estoque Máximo: é a quantidade necessária de um 
item para suprir a organização em um período estabelecido 
mais o Estoque de Segurança; 
o) Ponto de Pedido, Limite de Chamada ou Ponto de 
Ressuprimento: é a quantidade de item de estoque que ao 
ser atingida requer a análise para ressuprimento do item; 
p) Ponto de Chamada de Emergência: é a quantidade 
que quando atingida requer medidas especiais para que não 
ocorra ruptura no estoque. Normalmente é igual a metade do 
Estoque Mínimo; 
q) Ruptura de Estoque: ocorre quando o estoque de 
determinado item zera (E = 0). 
A continuação das solicitações e o não atendimento a 
caracteriza; 
r) Frequência - é o número de vezes que um item é 
solicitado ou comprado em um determinado período; 
s) Quantidade a Pedir - é a quantidade de um item que 
deverá ser fornecida ou comprada; 
t) Tempo de Tramitação Interna: é o tempo que um 
documento leva, desde o momento em que é emitido até o 
momento em que a compra é formalizada; 
u) Prazo de Entrega: tempo decorrido da data de 
formalização do contrato bilateral de compra até a data de 
recebimento da mercadoria; 
v) Tempo de Reposição, Ressuprimento: tempo 
decorrido desde a emissão do documento de compra 
(requisição) até o recebimento da mercadoria; 
w) Requisição ou Pedido de Compra - documento 
interno que desencadeia o processo de compra; 
x) Coleta ou Cotação de Preços: documento emitido 
pela unidade de Compras, solicitando ao fornecedor 
Proposta de Fornecimento. Esta Coleta deverá conter todas 
as especificações que identifiquem individualmente cada 
item; 
y) Proposta de Fornecimento - documento no qual o 
fornecedor explicita as condições nas quais se propõe a 
atender (preço, prazo de entrega, condições de pagamento 
etc); 
z) Mapa Comparativo de Preços - documento que 
serve para confrontar condições de fornecimento e decidir 
sobre a mais viável; 
aa) Contato, Ordem ou Autorização de Fornecimento: 
documento formal, firmado entre comprador e fornecedor, 
que juridicamente deve garantir a ambos (fornecimento x 
pagamento); 
bb) Custo Fixo:- é o custo que independe das 
quantidades estocadas ou compradas ( mão-de-obra, 
despesas administrativas, de manutençãoetc. ); 
cc) Custo Variável - existe em função das variações de 
quantidade e de despesas operacionais; 
dd) Custo de Manutenção de Estoque, Posse ou 
Armazenagem: são os custos decorrentes da existência do 
item ou artigo no estoque. Varia em função do número de 
vezes ou da quantidade comprada; 
ee) Custo de Obtenção de Estoque, do Pedido ou 
Aquisição: é constituído pela somatória de todas as 
despesas efetivamente realizadas no processamento de uma 
compra. Varia em função do número de pedidos emitidos ou 
das quantidades compradas. 
ff) Custo Total: é o resultado da soma do Custo Fixo 
com o Custo de Posse e o Custo de Aquisição; 
gg) Custo Ideal: é aquele obtido no ponto de encontro 
ou interseção das curvas dos Custos de Posse e de 
Aquisição. Representa o menor valor do Custo Total. 
 
Almoxarifado 
Almoxarifado é o local destinado à guarda e 
conservação de materiais, em recinto coberto ou não, 
adequado à sua natureza, tendo a função de destinar 
espaços onde permanecerá cada item aguardando a 
necessidade do seu uso, ficando sua localização, 
equipamentos e disposição interna acondicionada à política 
geral de estoque da empresa. 
 
O almoxarifado deverá: 
1. Assegurar que o material adequado esteja, na 
quantidade devida, no local certo, quando necessário; 
2. Impedir que exista divergência de inventário e 
perda de qualquer natureza; 
3. Preservar a qualidade e as quantidades exatas; 
4. Possuir instalações adequadas e recursos de 
movimentação e distribuição suficientes a um atendimento 
rápido e eficiente. 
O recebimento e o controle envolvem o descarregamento 
de caminhões e a contagem de produtos que o pessoal do 
almoxarifado irá armazenar. Eles ainda devem preencher os 
documentos necessários (como faturas) e atualizar o sistema 
com a quantidade de estoque obtida na contagem. 
 
O recebimento compreende quatro fases: 
1ª fase: Entrada de materiais; 
2ª fase: Conferência quantitativa; 
3ª fase: Conferência qualitativa; 
4ª fase: Regularização. 
 
Localização de Materiais 
O objetivo de um sistema de localização de materiais é 
estabelecer os meios necessários à perfeita identificação da 
localização dos materiais. Normalmente é utilizada uma 
simbologia (codificação) alfanumérica que deve indicar 
precisamente o posicionamento de cada material estocado, 
facilitando as operações de movimentação e estocagem. 
O almoxarife é o responsável pelo sistema de localização 
de materiais e deverá possuir um esquema do depósito com 
o arranjo físico dos espaços disponíveis por área de 
estocagem. Sistemas de endereçamento ou localização dos 
estoques; 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
11MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Existem dois métodos básicos: o sistema de endereços 
fixos e o sistema de endereços variáveis. 
 
Sistema de endereçamento fixo: Nesse sistema existe 
uma localização específica para cada produto. Caso não 
haja muitos produtos armazenados, nenhum tipo de 
codificação formal será necessária. Caso a linha de produtos 
seja grande, deverá ser utilizado um código alfanumérico, 
que visa a minimização do tempo de localização dos 
materiais. 
 
Sistema de endereçamento variável: Nesse sistema 
não existem locais fixos de armazenagem, a não ser para 
itens de estocagem especial. 
Os materiais vão ocupar os locais disponíveis dentro do 
depósito. O inconveniente desse sistema é o perfeito 
controle que se deve ter da situação, para que não se corra o 
risco de possuir material perdido em estoque, que somente 
será descoberto ao acaso ou durante o inventário. Esse 
controle deverá ser feito por duas fichas, uma ficha para 
controle do saldo por item e a outra para controle do saldo 
por local de estoque. Apesar de o sistema de endereços 
variáveis possibilitar melhor utilização do espaço, este pode 
resultar em maiores percursos para montar um pedido, pois 
um único item pode estar localizado em diversos pontos 
Esse método é mais popular em sistemas de manuseio e 
armazenagem automatizados, que exigem um mínimo de 
mão-de-obra. 
 
Classificação e Codificação dos materiais 
Um sistema de classificação e codificação de materiais é 
fundamental para que existam procedimentos de 
armazenagem adequados, um controle eficiente dos 
estoques e uma operacionalização correta do almoxarifado. 
 
Classificar um material significa agrupá-lo segundo sua 
forma, dimensão, peso, tipo e uso. Em outras palavras, 
classificar um material significa ordená-lo segundo critérios 
adotados, agrupando-os de acordo com as suas 
semelhanças. Classificar os bens dentro de suas 
peculiaridades e funções tem como finalidade facilitar o 
processo de posteriormente dar-lhes um código que os 
identifique quanto aos seus tipos, usos, finalidades, datas de 
aquisição, propriedades e sequência de aquisição. Por 
exemplo, com a codificação do bem passamos a ter, além 
das informações acima mencionadas, um registro que nos 
informará todo o seu histórico, tais como preço inicial, 
localização, vida útil esperada, valor depreciado, valor 
residual, manutenção realizada e previsão de sua 
substituição. 
 
Critérios para Classificação dos Materiais. 
- Abrangência. 
Deve tratar de uma gama de características em vez de 
reunir apenas materiais para serem classificados. 
- Flexibilidade. 
Deve permitir diversos tipos de classificação. 
 
- Praticidade. 
A classificação deve ser direta e simples. 
 
Tipos de Classificação. 
Por demanda. 
 
Materiais de estoque 
- São materiais que devem existir em estoque e para os 
quais deve existir alguns parâmetros de ressuprimento. 
 
Materiais de não estoque. 
- São materiais de demanda imprevisível para os quais 
não são definidos parâmetros de ressuprimento. 
 
Os materiais de estoque são classificados em: 
- Quanto à aplicação: 
- Materiais produtivos. 
- Matérias-primas. 
- Produtos em fabricação 
- Produtos acabados. 
- Materiais de manutenção 
- Materiais improdutivos 
 
Quanto ao valor econômico 
Quanto à importância operacional 
Materiais Críticos. 
São materiais de reposição específica de um 
equipamento ou de um grupo de equipamentos iguais, cuja 
demanda não é previsível e cuja decisão de estocar é 
tomada com base na análise do risco de não ter disponível 
estes materiais quando necessário. 
 
Perecibilidade. 
A adoção da classificação por perecimento permite: 
- Determinar lotes de compra mais racionais. 
- Programar as revisões periódicas para detectar falhas 
de estocagem, visando corrigi-las e baixar materiais sem 
condição de uso. 
- Selecionar adequadamente os locais de estocagem, 
utilizando técnicas adequadas de manuseio e transporte bem 
como orientar os funcionários quanto aos cuidados 
necessários. 
 
Periculosidade. 
A adoção desta classificação visa identificar materiais 
que oferecem risco a segurança. 
Exemplo: 
- Gases 
- Produtos Químicos 
A adoção desta classificação será de muita utilidade em 
relação ao manuseio, transporte e armazenagem. 
 
Codificar um material significa representar todas as 
informações necessárias, suficientes e desejadas por meio 
de números e/ou letras, com base na classificação obtida do 
material. 
A tecnologia de computadores está revolucionando a 
identificação de materiais e acelerando o seu manuseio. 
A chave para a rápida identificação do produto, das 
quantidades e fornecedor é o código de barras lineares ou 
código de distribuição. Esse código pode ser lido com 
leitores óticos (scanners). 
Os fabricantes codificam esse símbolo em seus produtos 
e o computador no depósito decodifica a marca, 
convertendo-a em informação utilizável para a operação dos 
sistemas de movimentação interna, principalmente os 
automatizados. 
 
Inventário Físico 
É a contabilização do estoque de um empreendimento. 
Sua função é a verificação da equivalência entre o estoque e 
o controle do mesmo.Bastante relevante também na relação de Gestão de 
Qualidade, para acompanhar as peças que não entram nas 
especificações e devem ser rejeitadas, dando apoio na 
caracterização dos desvios de controle. 
Como é relevante para a Gestão de Qualidade, percebe-
se sua relevância também na Gestão de Eficiência e Gestão 
Contábil, pois havendo desequilíbrio nos processos de 
qualidade, tais faltas se não forem registradas pode acarretar 
em problemas futuros de prazos e entregas para os clientes, 
depreciando o nome do empreendimento, e consequentes 
abastecimentos dos produtos necessários no mercado. 
É comum atualmente, a verificação de utilização de 
inventário contínuo em empreendimentos que atuam com 
volume de estoque reduzido. Este tipo de inventário é 
caracterizado por contagens semanais, tomando um lote 
reduzido de peças do universo amostral disponível para a 
verificação e Controle de Qualidade. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
12MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Tal prática conhecida também como verificação de 
acuracidades do estoque, e toma como aceitação um desvio 
percentual de aceitação de diferenças no estoque. É muito 
comum as empresas adotarem o Controle da Qualidade 
Total (TQC), para otimizar todos seus processos, garantindo 
uma melhor estruturação interna e benefícios para seus 
clientes. 
 
A GESTÃO DE ESTOQUE 
A gestão de estoque é, basicamente, o ato de gerir 
recursos ociosos possuidores de valor econômico e 
destinado ao suprimento das necessidades futuras de 
material, numa organização. 
Os investimentos não são dirigidos por uma organização 
somente para aplicações diretas que produzam lucros, tais 
como os investimentos em máquinas e em equipamentos 
destinados ao aumento da produção e, consequentemente, 
das vendas. 
Outros tipos de investimentos, aparentemente, não 
produzem lucros. Entre estes estão às inversões de capital 
destinadas a cobrir fatores de risco em circunstâncias 
imprevisíveis e de solução imediata. É o caso dos 
investimentos em estoque, que evitam que se perca dinheiro 
em situação potencial de risco presente. 
Por exemplo, na falta de materiais ou de produtos que 
levam a não realização de vendas, a paralisação de 
fabricação, a descontinuidade das operações ou serviços 
etc., além dos custos adicionais e excessivos que, a partir 
destes fatores, igualam, em importância estratégica e 
econômica, os investimentos em estoque aos investimentos 
ditos diretos. Porém, toda a aplicação de capital em 
inventário priva de investimentos mais rentáveis uma 
organização industrial ou comercial. Numa organização 
pública, a privação é em relação a investimentos sociais ou 
em serviços de utilidade pública. A gestão dos estoques visa, 
portanto, numa primeira abordagem, manter os recursos 
ociosos expressos pelo inventário, em constante equilíbrio 
em relação ao nível econômico ótimo dos investimentos. E 
isto é obtido mantendo estoques mínimos, sem correr o risco 
de não tê-los em quantidades suficientes e necessárias para 
manter o fluxo da produção da encomenda em equilíbrio com 
o fluxo de consumo. 
 
NATUREZA DOS ESTOQUES 
Estoque é a composição de materiais - materiais em 
processamento, materiais semiacabados, materiais 
acabados - que não é utilizada em determinado momento na 
empresa, mas que precisa existir em função de futuras 
necessidades. Assim, o estoque constitui todo o sortimento 
de materiais que a empresa possui e utiliza no processo de 
produção de seus produtos/serviços. 
Os estoques podem ser entendidos ainda, de forma 
generalizada, como certa quantidade de itens mantidos em 
disponibilidade constante e renovados, permanentemente, 
para produzir lucros e serviços. São lucros provenientes das 
vendas e serviços, por permitirem a continuidade do 
processo produtivo das organizações. 
Representam uma necessidade real em qualquer tipo de 
organização e, ao mesmo tempo, fonte permanente de 
problemas, cuja magnitude é função do porte, da 
complexidade e da natureza das operações da produção, 
das vendas ou dos serviços. A manutenção dos estoques 
requer investimentos e gastos muitas vezes elevados. 
Evitar sua formação ou, quando muito, tê-los em número 
reduzido de itens e em quantidades mínimas, sem que, em 
contrapartida, aumente o risco de não ser satisfeita a 
demanda dos usuários ou dos consumidores em geral, 
representa um ideal conflitante com a realidade do dia-a-dia 
e que aumenta a importância da sua gestão. 
A acumulação de estoques em níveis adequados é uma 
necessidade para o normal funcionamento do sistema 
produtivo. Em contrapartida, os estoques representam um 
enorme investimento financeiro. Deste ponto de vista, os 
estoques constituem um ativo circulante necessário para que 
a empresa possa produzir e vender com um mínimo risco de 
paralisação ou de preocupação. 
Os estoques representam um meio de investimento de 
recursos e podem alcançar uma respeitável parcela dos 
ativos totais da empresa. A administração dos estoques 
apresenta alguns aspectos financeiros que exigem um 
estreito relacionamento com a área de finanças, pois 
enquanto a Administração de Materiais está voltada para a 
facilitação do fluxo físico dos materiais e o abastecimento 
adequado à produção e a vendas, a área financeira está 
preocupada com o lucro, a liquidez da empresa e a boa 
aplicação dos recursos empresariais. 
A incerteza de demanda futura ou de sua variação ao 
longo do período de planejamento; da disponibilidade 
imediata de material nos fornecedores e do cumprimento dos 
prazos de entrega; da necessidade de continuidade 
operacional e da remuneração do capital investido, são as 
principais causas que exigem estoques permanentemente à 
mão para o pronto atendimento do consumo interno e/ou das 
vendas. Isto mantém a paridade entre esta necessidade e as 
exigências de capital de giro. 
É essencial, entretanto, para a compreensão mais nítida 
dos estoques, o conhecimento das principais funções que os 
mesmos desempenham nos mais variados tipos de 
organização, e que conheçamos as suas diferentes 
espécies. 
Ter noção clara das diversas naturezas de inventário, 
dentro do estudo da Administração de Material, evita 
distorções no planejamento e indica à gestão a forma de 
tratamento que deve ser dispensado a cada um deles, além 
de evitar que medidas corretas, aplicadas ao estoque errado, 
levem a resultados desastrosos, sobretudo, se 
considerarmos que, à vezes, consideráveis montantes de 
recursos estão vinculados a determinadas modalidades de 
estoque. 
Cada espécie de inventário segue comportamentos 
próprios e sofre influências distintas, embora se sujeitando, 
em regra, aos mesmos princípios e às mesmas estruturas de 
controle. Assim, por exemplo, os estoques destinados à 
venda são sensíveis às solicitações impostas pelo mercado e 
decorrentes das alterações da oferta e procura e da 
capacidade de produção, enquanto os destinados ao 
consumo interno da empresa são influenciados pelas 
necessidades contínuas da produção, manutenção, das 
oficinas e dos demais serviços existentes. 
Já outras naturezas de estoque podem apresentar 
características bem próprias que, não estão sujeitas a 
influência alguma. 
 É o caso dos estoques de sucata, não destinada ao 
reprocessamento ou beneficiamento e formados de refugos 
de fabricação ou de materiais obsoletos e inservíveis 
destinados à alienação e outros fins. 
Em uma indústria, estes estoques podem vir a formar-se 
aleatoriamente, ao longo do tempo, caracterizando-se como 
contingências de armazenagem. 
Acabam representando, mesmo, para algumas 
organizações, verdadeiras fontes de receitas (extra 
operacional), enquanto os estoques destinados ao consumo 
interno constituem-se, tão somente, em despesas. 
Entretanto, esta divisão por si só, pode trazer dúvidas a 
partir da definiçãoda natureza de cada um destes estoques. 
 Se entendermos por produto acabado todo material 
resultante de um processo qualquer de fabricação, e por 
matérias-primas todo elemento bruto necessário ao fabrico 
de alguma coisa, perdendo as suas características físicas 
originais, mediante o processo de transformação a que foi 
submetido, podemos dizer, por exemplo, que a terra 
adubada, o cimento, a areia de fundição preparada com a 
bentonita, o melaço e outros produtos que são misturados a 
ela para dar maior consistência aos moldes que receberão o 
aço derretido para a confecção de peças constitui-se em 
produtos acabados para seus fabricantes, e em matérias-
primas para seus consumidores que os utilizarão na 
fabricação de outros produtos. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
13MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Do mesmo modo, a terra, a argila, o melaço e a areia, 
em seu estado natural, podem constituir-se em insumos 
básicos de produção ou em produtos acabados, dependendo 
da finalidade ou do uso destes itens para a empresa. As 
porcas, as arruelas, os parafusos etc., empregados na 
montagem de um equipamento, por exemplo, são produtos 
semiacabados para o montador, mas, para o fabricante que 
os vendeu, trata-se de produtos-finais. 
Diante dos exemplos apresentados, surge, naturalmente, 
outra classificação: estoques de venda e de consumo 
interno. Para uma indústria, os produtos de sua fabricação 
integrarão os estoques de venda e, para outra, que os 
utilizará na produção de outro bem, integrarão os estoques 
de material de consumo. Por sua vez, o estoque de venda 
pode desdobrar-se em estoque de varejo e de atacado. 
 O estoque de consumo pode subdividir-se em estoque 
de material específico e geral. Este último pode desdobrar-
se, ainda, em estoque de artigos de escritório, de limpeza e 
conservação etc. 
Temos assim, diferentes maneiras de se distinguir os 
estoques, considerando a natureza, finalidade, uso ou 
aplicação etc. dos materiais que os compõem. 
 O importante, todavia, nestas classificações, que 
procuram mostrar os diferentes tipos de estoque e o que eles 
representam para cada empresa, é que elas servem de 
subsídios valiosos para a (o): configuração de um sistema de 
material; estruturação dos almoxarifados; estabelecimento do 
fluxo de informação do sistema; estabelecimento de uma 
classificação de material; política de centralização e 
descentralização dos almoxarifados; dimensionamento das 
áreas de armazenagem; planejamento na forma de controle 
físico e contábil. 
 
FUNÇÕES DO ESTOQUE 
As principais funções do estoque são: 
a) Garantir o abastecimento de materiais à empresa, 
neutralizando os efeitos de: 
- demora ou atraso no fornecimento de materiais; 
- sazonalidade no suprimento; 
- riscos de dificuldade no fornecimento. 
 
b) Proporcionar economias de escala: 
- através da compra ou produção em lotes econômicos; 
- pela flexibilidade do processo produtivo; 
- pela rapidez e eficiência no atendimento às 
necessidades. 
Os estoques constituem um vínculo entre as etapas do 
processo de compra e venda - no processo de 
comercialização em empresas comerciais - e entre as etapas 
de compra, transformação e venda - no processo de 
produção em empresas indústrias. 
Em qualquer ponto do processo formado por essas 
etapas, os estoques desempenham um papel importante na 
flexibilidade operacional da empresa. 
Funcionam como amortecedores das entradas e saídas 
entre as duas etapas dos processos de comercialização e de 
produção, pois minimizam os efeitos de erros de 
planejamento e as oscilações inesperadas de oferta e 
procura, ao mesmo tempo em que isolam ou diminuem as 
interdependências das diversas partes da organização 
empresarial. 
 
CLASSIFICAÇÃO DE ESTOQUES 
Estoques de Matérias-Primas (MPs) 
Os estoques de MPs constituem os insumos e materiais 
básicos que ingressam no processo produtivo da empresa. 
São os itens iniciais para a produção dos produtos/serviços 
da empresa. 
 
Estoques de Materiais em Processamento ou em 
Vias 
Os estoques de materiais em processamento - também 
denominados materiais em vias - são constituídos de 
materiais que estão sendo processados ao longo das 
diversas seções que compõem o processo produtivo da 
empresa. 
 Não estão nem no almoxarifado - por não serem mais 
MPs iniciais - nem no depósito - por ainda não serem Pas. 
Mais adiante serão transformadas em Pas. 
 
Estoques de Materiais Semiacabados 
Os estoques de materiais semiacabados referem-se aos 
materiais parcialmente acabados, cujo processamento está 
em algum estágio intermediário de acabamento e que se 
encontram também ao longo das diversas seções que 
compõem o processo produtivo. Diferem dos materiais em 
processamento pelo seu estágio mais avançado, pois se 
encontram quase acabados, faltando apenas mais algumas 
etapas do processo produtivo para se transformarem em 
materiais acabados ou em PAs. 
 
Estoques de Materiais Acabados ou Componentes 
Os estoques de materiais acabados - também 
denominados componentes - referem-se a peças isoladas ou 
componentes já acabados e prontos para serem anexados 
ao produto. São, na realidade, partes prontas ou montadas 
que, quando juntadas, constituirão o PA. 
 
Estoques de Produtos Acabados (Pas) 
Os Estoques de Pas se referem aos produtos já prontos 
e acabados, cujo processamento foi completado 
inteiramente. Constituem o estágio final do processo 
produtivo e já passaram por todas as fases, como MP, 
materiais em processamento, materiais semiacabados, 
materiais acabados e Pás. 
 
CONTROLE DE ESTOQUES 
O objetivo básico do controle de estoques é evitar a falta 
de material sem que esta diligência resulte em estoque 
excessivo às reais necessidades da empresa. 
O controle procura manter os níveis estabelecidos em 
equilíbrio com as necessidades de consumo ou das vendas e 
os custos daí decorrentes. 
Para mantermos este nível de água, no tanque, é preciso 
que a abertura ou o diâmetro do ralo permita vazão 
proporcional ao volume de água que sai pela torneira. Se 
fecharmos com o ralo destampado, interrompendo, assim, o 
fornecimento de água, o nível, em unidades volumétricas, 
chegará, após algum tempo, a zero. 
 Por outro lado, se a mantivermos aberta e fecharmos o 
ralo, impedindo a vazão, o nível subirá até o ponto de 
transbordar. 
Ou, se o diâmetro do raio permite a saída da água, em 
volume maior que a entrada no tanque, precisaremos abrir 
mais a torneira, permitindo o fluxo maior para compensar o 
excesso de escapamento e evitar o esvaziamento do tanque. 
De forma semelhante, os níveis dos estoques estão 
sujeitos à velocidade da demanda. 
 Se a constância da procura sobre o material for maior 
que o tempo de ressuprimento, ou estas providências não 
forem tomadas em tempo oportuno, a fim de evitar a 
interrupção do fluxo de reabastecimento, teremos a situação 
de ruptura ou de esvaziamento do seu estoque, com 
prejuízos visíveis para a produção, manutenção, vendas etc. 
Se, em outro caso, não dimensionarmos bem as 
necessidades do estoque, poderemos chegar ao ponto de 
excesso de material ou ao transbordamento dos seus níveis 
em relação à demanda real, com prejuízos para a circulação 
de capital. O equilíbrio entre a demanda e a obtenção de 
material, onde atua, sobretudo, o controle de estoque, é um 
dos objetivos da gestão. 
 
FUNÇÕES DO CONTROLE DE ESTOQUE 
Para organizar um setor de controle de estoques, 
inicialmente devemos descrever suas funções principais que 
são: 
a) determinar "o que" deve permanecer em estoque. 
Número de itens; 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
14MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
b) determinar"quando" se devem reabastecer os 
estoques. Periodicidade; 
c) determinar "quanto" de estoque será necessário para 
um período predeterminado; quantidade de compra; 
d) acionar o Depto de Compras para executar aquisição 
de estoque; 
e) receber, armazenar e atender os materiais estocados 
de acordo com as necessidades; 
f) controlar os estoques em termos de quantidade e 
valor, e fornecer informações sobre a posição do estoque; 
g) manter inventários periódicos para avaliação das 
quantidades e estados dos materiais estocados; 
h) identificar e retirar do estoque os itens obsoletos e 
danificados. 
 
CLASSIFICAÇÃO ABC 
A curva ABC é um importante instrumento para o 
administrador; ela permite identificar aqueles itens que 
justificam atenção e tratamento adequados quanto à sua 
administração. 
Obtém-se a curva ABC através da ordenação dos itens 
conforme a sua importância relativa. 
Verifica-se, portanto, que, uma vez obtida a sequência 
dos itens e sua classificação ABC, disso resulta 
imediatamente a aplicação preferencial das técnicas de 
gestão administrativas, conforme a importância dos itens. 
A curva ABC tem sido usada para a administração de 
estoques, para definição de políticas de vendas, 
estabelecimento de prioridades para a programação da 
produção e uma série de outros problemas usuais na 
empresa. 
Após os itens terem sido ordenados pela importância 
relativa, as classes da curva ABC podem ser definidas das 
seguintes maneiras: 
Classe A: Grupo de itens mais importante que devem 
ser trabalhados com uma atenção especial pela 
administração. 
 
Classe B: Grupo intermediário. 
 
Classe C: Grupo de itens menos importantes em termos 
de movimentação, no entanto, requerem atenção pelo fato 
de gerarem custo de manter estoque. 
 
MONTAGEM DA CURVA ABC 
- Relacionar os itens analisados no período que estiver 
sendo analisado; 
- Número ou referencia do produto; 
- Nome do produto; 
- Preços unitário atualizado; 
- Valor total do consumo; 
- Arrume os itens em ordem decrescente de valor; 
- Some o total do faturamento; 
- Defina os itens da classe "A" = 80% do faturamento; 
- Fat. Classe "A" = Fat. Total x 80;100 
- Defina os itens da classe "B" = 15% do faturamento; 
- Defina os itens da classe "C" = 5% do faturamento; 
- Após conhecidos esses valores define-se os itens de 
cada classe. 
 
SISTEMAS DE CONTROLE DE ESTOQUES 
Existem vários modelos de sistemas de controle de 
estoques, mas trataremos de apenas três: 
- Duas gavetas (ou estoque mínimo); 
- Renovação periódica; 
- Para fim específico. 
 
1 - Duas gavetas 
- Usa-se o material da primeira gaveta, quando acabar 
usa-se o material da segunda gaveta gerando pedido de 
renovação de estoque. 
- O estoque mínimo é a segunda gaveta. 
2 - Renovação periódica 
- A renovação acontece em tempo pré- determinado; 
- A quantidade a ser comprada deve ser suficiente para 
até o próximo pedido. 
 
3 - Estoque para fim específico (ou controle de 
materiais) 
Visa atender ao plano de produção ou a uma OP ou RM. 
Fichas de estoque 
Trata-se de um documento para controlar e analisar o 
estoque de cada item visto acima. 
 
RENOVAÇÃO DE ESTOQUE 
O acompanhamento dos níveis de estoque e as decisões 
de quando e quanto comprar deverão ocorrer em função da 
aplicação das fórmulas constantes no item a seguir. 
As fórmulas aplicáveis à gerência de Estoques são: 
a) Consumo Médio Mensal c = Consumo Anual 
b) Estoque Mínimo Em = c x f 
c) Estoque Máximo EM = Em + c x I 
d) Ponto de Pedido Pp = Em + c x T 
e) Quantidade a Ressuprir Q = C x I 
 
Os fatores de Ressuprimento são definidos: 
a) Consumo Médio Mensal (c) - média aritmética do 
consumo nos últimos 12 meses; 
b) Tempo de Aquisição (T)- período decorrido entre a 
emissão do pedido de compra e o recebimento do material 
no Almoxarifado (relativo, sempre, à unidade mês); 
c) Intervalo de Aquisição (I)- período compreendido entre 
duas aquisições normais e sucessivas; 
d) Estoque Mínimo ou de Segurança (Em)- é a menor 
quantidade de material a ser mantida em estoque capaz de 
atender a um consumo superior ao estimado para um certo 
período ou para atender a demanda normal em caso de 
entrega da nova aquisição. É aplicável tão somente aos itens 
indispensáveis aos serviços do órgão ou entidade. Obtém-se 
multiplicando o consumo médio mensal por uma fração (f) do 
tempo de aquisição que deve, em princípio, variar de 0,25 de 
T a 0,50 de T; 
e) Estoque Máximo (EM) - a maior quantidade de 
material admissível em estoque, suficiente para o consumo 
em certo período, devendo-se considerar a área de 
armazenagem, disponibilidade financeira, imobilização de 
recursos, intervalo e tempo de aquisição, perecimento, 
obsoletismo etc... Obtém-se somando ao Estoque Mínimo o 
produto do Consumo Médio Mensal pelo intervalo de 
Aquisição; 
f) Ponto de Pedido (Pp) - Nível de Estoque que, ao ser 
atingido, determina imediata emissão de um pedido de 
compra, visando a recompletar o Estoque Máximo. Obtém-se 
somando ao Estoque Mínimo o produto do Consumo Médio 
Mensal pelo Tempo de Aquisição; 
g) Quantidade a Ressuprir (Q) - número de unidades 
adquirir para recompor o Estoque Máximo. Obtém-se 
multiplicando o Consumo Médio Mensal pelo Intervalo de 
Aquisição. 
 
Os parâmetros de revisão poderão ser redimensionados 
à vista dos resultados do controle e corrigidas as distorções 
porventura existentes nos estoques. 
 
Tempo de reposição 
O tempo de reposição é o intervalo da emissão do 
pedido de compras relativo a algum produto até seu 
recebimento pela empresa. Ele é utilizado na administração 
de estoques e é calculado de forma bastante simples e serve 
para o cálculo do estoque mínimo; é de suma importância, já 
que a não observância desse fator pode acarretar em falhas 
na administração dos estoques. Portanto, o TR é igual à 
somatória de três elementos: 
Em que: 
1 - Emissão de Pedido: tempo para elaborar e confirmar 
o pedido junto ao fornecedor. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
15MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
2 - Preparação do Pedido: tempo que o fornecedor leva 
para processar e entregar-nos o pedido. 
3 - Transporte: tempo para processar a liberação do 
pedido em nossa fábrica. 
 
Como pode-se perceber, duas das variáveis são 
dependentes de ações da empresa e, por isso, podem ser 
reduzidas ao máximo possível, tendendo-o a zero. A única 
variável dependente de terceiros é a de preparação do 
pedido, já que depende de uma boa negociação com o 
fornecedor para poder, também, reduzi-la ao menor tempo 
possível. 
 
Estoque de segurança 
O estoque de segurança é caracterizado pelo ato de 
manter níveis de estoque suficientes para evitar faltas de 
estoque diante da variabilidade da demanda e a incerteza do 
ressuprimento (repor item faltante) do produto quando 
necessário. Quando se trabalha sem essa segurança, o 
atraso na entrega de uma mercadoria pelo fornecedor 
normalmente causa o esgotamento do estoque do período 
previsto da entrega até a efetiva chegada do produto. 
Já no caso das vendas ou consumo da mercadoria 
estocada ser maior que o previsto enquanto o produto 
fornecido estiver em trânsito para o local de estocagem, 
também é possível que esse produto não se encontre 
disponível quando necessário. 
Por estes motivos as empresas mantém o estoque de 
segurança em seus armazéns, evitando assim problemas de 
corte no fornecimento. 
É como a caixa d'agua de nossas casas, caso não 
existissem, na menor interrupção do fornecimento a água 
não estaria mais disponível em nossas torneiras. 
Mas assim como o estoque de segurança possui seus 
benefícios, também traz alguns problemas às empresas, que 
precisam de locais maiores para armazenagem e 
disponibilizar capital para o investimento em estoque, o 
mesmo capital que poderia estar sendo empregado na 
comprade bens para a empresa. 
 
Fazer uma boa gestão do seu estoque de segurança 
garante que a organização: 
- Cumpra prazos de entrega mantendo a qualidade do 
serviço e promovendo a satisfação do seu cliente. 
- Mantenha o seu fluxo de produção 
- Evite gastos extras com contratação de funcionários 
temporários ou taxa mais alta para entregas de última hora. 
- Reduza custos de armazenagem. Se você sabe o 
volume exato de estoque que precisa, não vai cometer erros. 
- Evite o acúmulo de produtos muito sazonais, ou 
perecíveis. Acumular esse tipo de produto pode te dar 
futuros prejuízos. 
- Libere recursos para investir em áreas estratégicas 
para a empresa. 
 
Embalagem 
A embalagem é essencial para a proteção dos produtos 
durante a sua etapa de distribuição, armazenamento, 
comercialização, manuseio e consumo. 
A embalagem vem evoluindo em consonância com o 
desenvolvimento da infraestrutura de nosso País e de sua 
economia, das empresas e de seus produtos e 
principalmente frente aos mecanismos de distribuição e 
necessidades dos consumidores. 
Dentre as funções da embalagem está garantir 
segurança e qualidade de vida à população, possibilitando o 
acesso a diferentes produtos desde alimentos ou 
medicamentos até eletroeletrônicos e utensílios em geral, em 
todas as regiões do País. Cabe à embalagem proporcionar 
segurança no manuseio do produto, manutenção de suas 
propriedades e informações legais sobre sua composição e 
validade, e mesmo rastreabilidade do lote de produção. 
Em certos casos cabe ainda à embalagem estender o 
prazo de vida dos produtos, evitando o seu desperdício. 
Cuidados gerais de armazenagem 
A guarda dos materiais no Almoxarifado obedece a 
cuidados especiais, que devem ser definidos no sistema de 
instalação e no layout adotado, proporcionando condições 
físicas que preservem a qualidade dos materiais, objetivando 
a ocupação plena do edifício e a ordenação da arrumação. 
 
FASES DESCRIÇÃO 
1° FASE - Verificação das condições de recebimento do 
material; 
2° FASE - Identificação do material; 
3° FASE - Guarda na localização adotada; 
4° FASE - Informação da localização física de guarda ao 
controle; 
5° FASE - Verificação periódica das condições de 
proteção e armazenamento; 
6° FASE - Separação para distribuição. 
 
Inventário 
Inventário é o procedimento administrativo que se 
constitui no levantamento físico e financeiro de todos os bens 
móveis, nos locais determinados, tendo como finalidade a 
perfeita compatibilização entre o registrado e o existente, 
bem como sua utilização e o seu estado de conservação. 
Verifica-se nesse evento a integridade, a correta afixação da 
plaqueta de identificação e se o bem está ocioso ou se 
apresenta qualquer avaria que o inutilize, o que enseja seu 
recolhimento ao Depósito do Patrimônio; 
Os diversos tipos de inventários são realizados pela 
Gerência Setorial de Patrimônio, por iniciativa própria ou a 
pedido da Gerência do Patrimônio Público - SGA ou de 
qualquer detentor de Carga, responsável ou autoridade, 
periodicamente ou a qualquer tempo e em quaisquer 
unidades do Estado. O Inventário deve ser realizado nos 
seguintes locais: 
1 - Em um ou mais endereços individuais do Estado; 
2 - No estoque do Almoxarifado; 
3 - No depósito de Patrimônio; 
 
Os tipos de inventário são: 
1 - De verificação: realizado a qualquer tempo, com o 
objetivo de verificar qualquer bem ou conjunto de bens, por 
iniciativa da Gerência Setorial de Patrimônio ou a pedido de 
qualquer Detentor de Carga ou Responsável; 
2 - De transferência: realizado quando da mudança de 
um titular de função de confiança detentor de carga 
patrimonial; 
3 - De criação: realizado quando da criação de uma 
função de confiança, de uma Unidade Administrativa, 
Gerência ou de novo endereço individual do Estado; 
4 - De extinção: realizado quando da extinção ou 
transformação de uma função de confiança detentora de 
carga patrimonial, de uma Unidade Administrativa ou 
Gerência ou de endereço individual do Estado; 
5 - Anual: realizado para comprovar a exatidão dos 
registros de controle patrimonial de todo o patrimônio do 
Estado, demonstrando o acervo de cada Detentor de Carga, 
de cada Unidade Administrativa, o valor total do ano anterior 
e as variações patrimoniais ocorridas no exercício, elaborado 
de acordo com o Plano de Contas da Administração Pública 
Estadual. 
 
Durante a realização de qualquer tipo de inventário fica 
vedada toda e qualquer movimentação física de bens 
localizados nos endereços individuais abrangidos pelos 
trabalhos, exceto mediante autorização específica do 
respectivo Secretário. 
 
Práticas de inventário 
Definição do melhor momento para a realização do 
inventário de estoque 
Antes de mais nada, é preciso investir em um 
planejamento. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
16MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Portanto, o ideal é escolher dias e horários nos quais o 
recebimento e a retirada dos itens sejam mais próximo de 
zero. Se possível, tente realizar essa operação fora do 
horário comercial — ou, pelo menos, dos horários de maior 
pico. 
 
Listagem dos tipos de produtos disponíveis em 
estoque 
Feita a definição da agenda do inventário de estoque, é o 
momento de criar uma lista separando todos os produtos do 
estoque por tipo. Nessa fase, vale a pena fazer uma 
organização do layout e definir as caixas, prateleiras ou 
armários certos para cada categoria. 
O registro desse trabalho pode ser feito em uma folha de 
papel (mais simples), ou em uma planilha (um pouco mais 
automatizado). 
O importante é ter um documento para monitorar o 
processo posteriormente, visto que ele será utilizado para 
registrar as contagens e realizar as devidas conferências. 
 
Criação de um código para cada produto 
Agora, é preciso estabelecer um código para cada tipo 
de produto (se você ainda não tem esse registro). 
É por meio dele, que se realiza a identificação dos itens 
— tanto no recebimento quanto na expedição —, que 
contribui para evitar falhas na hora de dar entrada ou saída 
das mercadorias do estoque. Vale ressaltar que ele deve ser 
único para cada item (como um RG). 
Se a empresa já investe um pouco mais em tecnologia e 
tem os recursos necessários para fazer a leitura do código 
de barras no estoque, ele mesmo pode ser utilizado como 
forma de identificação dos seus produtos — o que facilita 
ainda mais o trabalho. 
Isso também é essencial para o inventário de estoque, 
visto que a contagem e o registro das quantidades devem 
ser feito com base nesse cadastro, evitando duplicidades ou 
outros tipos de falhas. 
 
Realização da contagem dos itens 
Essa é a fase em que o inventário de estoque realmente 
acontece. Os itens devem ser contados por tipo e por 
categoria, ou por “prateleiras” e locações na loja — o que for 
melhor para tornar o processo mais otimizado na empresa. 
O ideal é que eles sejam contados duas vezes, pelo 
menos. Se na segunda vez houver divergência entre o 
resultado dela e da primeira, deve-se realizar a terceira (e 
última) avaliação, para fins de conferência. 
Todas as rotinas precisam ser registradas, pois esses 
dados precisarão ser utilizados posteriormente, na próxima 
fase. 
 
Atualização das informações contidas nos controles 
Com a contagem e conferência das quantidades de itens 
disponíveis no estoque, é o momento de fazer a atualização 
desses dados nos controles (que pode ser uma planilha ou 
um sistema de gestão, por exemplo). O foco é corrigir os 
dados, caso estejam errados, e garantir que o estoque físico 
(quantidades disponíveis) seja coerente com o estoque 
contábil (a informação que se tem nos controles). 
Essa é uma das fases mais importantes do inventário de 
estoque, visto que a exatidão das informações influencia 
diretamente nos resultados de outros processos.Assim: 
- o setor de compras utiliza as informações para 
identificar se é o momento certo de acionar o fornecedor e 
fazer as reposições necessárias; 
- a equipe de estoque consegue monitorar a 
possibilidade de haver rupturas no estoque; 
- os gestores criam planos de ação para evitar problemas 
como faltas e excessos de itens. 
Como se vê, a partir dos dados (e a coerência entre eles 
e o que acontece na prática) leva a decisões assertivas que, 
consequentemente, proporcionam resultados mais 
satisfatórios. 
Realização de inventários cíclicos 
Apesar de o inventário geral ser essencial para a 
empresa de tempos em tempos, é possível realizar a 
manutenção desse trabalho de manter o estoque correto. 
Isso pode ser feito por meio do inventário cíclico, que nada 
mais é do que a execução de pequenas contagens em 
determinados períodos. 
Nesse caso, apenas grupos ou setores do estoque são 
contados a cada vez, atualizando o sistema com uma 
frequência maior. Assim, assegura-se que a incidência de 
falhas — e suas consequências — seja menor. 
A frequência varia de acordo com as necessidades da 
empresa e do tamanho do estoque. No entanto, ela pode 
ocorrer uma vez por mês, escolhendo um setor específico 
para passar pelo processo. 
 
Uso da tecnologia no controle de estoque 
Não é nenhum segredo que a tecnologia é uma grande 
aliada das empresas, contribuindo para a automação de 
tarefas e tornando os processos mais eficientes. 
O mesmo raciocínio serve para o controle de estoque. 
Contar com um sistema de gestão integrada permite 
aprimorar a execução de diversas tarefas, incluindo a de 
outras áreas — unificando a administração da empresa em 
apenas uma ferramenta. 
Como você pôde ver, o inventário de estoque é uma 
atividade essencial para o alcance de bons resultados no 
que diz respeito à eficiência da empresa e dos custos 
operacionais para geri-lo (além dos de vendas e 
faturamento). 
Porém, para que a atividade proporcione mesmo esse 
valor para a empresa, precisa ser bem executada, o que 
envolve as técnicas que explicamos. 
 
Logística integrada 
O conceito de cadeia logística integrada é, na verdade, a 
definição de diretrizes sobre algo que já se sabe há muito 
tempo: comunicação e compreensão são as chaves do 
sucesso na cadeia de suprimentos. 
Desde o processo de qualificação de fornecedores, até a 
homologação e realização de pedidos pelo departamento de 
compras, tudo deve contar com uma comunicação fluida e 
facilitada. O objetivo principal disso é diminuir o tempo 
perdido para que as demandas do consumidor final sejam 
atendidas com maior agilidade. 
Com isso, podemos definir a gestão logística integrada 
como a operação de um fluxo independente, inteligente e 
integrado, que não demanda intervenção direta da gestão 
para se manter eficiente e em movimento. 
Isso acontece através da modernização e integração das 
diferentes áreas da logística, válido para todas as áreas, nos 
processos internos, no abastecimento da cadeia de produção 
e nos processos que são externos da empresa. 
Ao passo que todas essas áreas disponibilizam as suas 
informações e indicadores em uma plataforma unificada, 
atualizada em tempo real e de fácil leitura, fica mais fácil, ágil 
e menos burocrático que os setores de uma empresa 
possam executar suas funções com maior eficiência. 
Em resumo, a gestão integrada de operações e de 
logística de suprimento busca otimizar os processos da 
cadeia de suprimentos, desde a produção até a entrega ao 
cliente final. Para isso, é importante considerar alguns 
princípios básicos: 
Visão sistêmica: A gestão integrada deve ter uma visão 
sistêmica dos processos, considerando todos os elementos 
da cadeia de suprimentos e como eles se relacionam entre 
si. 
Foco no cliente: A empresa deve ter o cliente como o 
centro das suas atividades, buscando atender às suas 
necessidades e expectativas. 
Planejamento estratégico: A gestão integrada deve ter 
um planejamento estratégico que contemple as metas e 
objetivos da empresa, alinhando as atividades da cadeia de 
suprimentos a essa estratégia. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
17MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Gestão de estoques: A gestão de estoques deve ser 
realizada de forma integrada, considerando as necessidades 
de cada área da empresa, como produção, vendas, compras 
e financeiro. 
Integração de sistemas: É importante que os sistemas 
de gestão da empresa estejam integrados, permitindo o 
compartilhamento de informações entre as áreas e 
agilizando os processos. 
Melhoria contínua: A gestão integrada deve estar 
sempre em busca da melhoria contínua dos processos, 
buscando aperfeiçoar a eficiência e eficácia da cadeia de 
suprimentos. 
Parcerias estratégicas: A empresa deve estabelecer 
parcerias estratégicas com fornecedores e clientes, 
buscando aperfeiçoar a cadeia de suprimentos como um 
todo. 
Análise de desempenho: A gestão integrada deve 
realizar análises de desempenho da cadeia de suprimentos, 
monitorando os indicadores e identificando oportunidades de 
melhoria. 
Ao adotar esses princípios, a empresa pode alcançar 
uma gestão mais eficiente e integrada de suas operações e 
logística de suprimento, reduzindo custos, melhorando a 
qualidade dos produtos e serviços e aumentando a 
satisfação do cliente. 
 
OPERAÇÕES LOGÍSTICAS: MODAIS DE MULTIMODAIS 
(MARÍTIMO, AÉREO, TERRESTRE E DUTOVIÁRIO). 
CLASSIFICAÇÃO, CARACTERÍSTICAS 
E ESCOLHAS DOS MODAIS DE TRANSPORTE 
 
Basicamente, quando se fala de transporte visualizamos 
a movimentação de cargas/produtos entre dois pontos 
diferentes. Logo, transporte nos passa a ideia de movimento 
(movimentar cargas), que podem ser mercadorias, produtos, 
insumos, etc. Bem como pessoas e animais, de um ponto 
para outro, não importando a distância. Dessa forma, para 
cada tipo de movimentação haverá um tipo específico de 
transporte, que por sua vez poderá utilizar vários modelos de 
meios de transporte para alcançar objetivos específicos. No 
Brasil, com sua extensão continental, um transporte eficiente 
pode ajudar muito as empresas e a economia como um todo. 
 
Modais de transporte 
Os modais de transporte correspondem às formas 
utilizadas para que os produtos sejam deslocados de um 
ponto de origem até um ponto de destino. Esse processo 
deve ter total atenção pelo setor de logística das empresa. 
Isso porque, a escolha inadequada do modal de transporte 
tem como resultado a perda da qualidade dos produtos, 
aumento dos custos logísticos e insatisfação dos clientes. 
Atualmente, existem cinco diferentes classificações para 
os modais de transporte, sendo elas: modal rodoviário, 
modal ferroviário, modal hidroviário, modal dutoviário e 
modal aéreo. Todos as classificações apresentam vantagens 
e desvantagens. Nesse sentido, a escolha do modal de 
transporte adequado é feita através do tipo de produto, 
recursos disponíveis e infraestrutura do ambiente. 
 
Modal rodoviário 
O modal rodoviário é caracterizado pelo transporte 
através de ruas, estradas e rodovias, podendo ser 
pavimentadas ou não, onde se utiliza os automóveis, os 
ônibus e os caminhões para a locomoção de produtos e 
pessoas. 
A consolidação do transporte rodoviário ocorreu com a 
intensificação da indústria automobilística em todo o mundo, 
fato ocorrido nas primeiras décadas do século XX. Ao passo 
que, a economia capitalista se desenvolvia, aliado a inciativa 
privada, os governos investiram forte na infraestrutura de 
estradas. 
Em síntese, o modal rodoviário pode transporte todo o 
tipo de produto desde matérias primas, produtos 
semiacabados e acabados. Quando comparado aos modais 
hidroviário e ferroviário, o modal rodoviário possui baixa 
capacidade de carga. 
O transporte rodoviário tem vantagens como flexibilidade 
de tráfego e agilidade de transporte. Dessa maneira,o 
transporte elimina o manuseio entre origem e destino do 
produto, não requer embalagens exigentes, se adapta aos 
outros modais de transporte, de fácil contratação e 
gerenciamento. Ele também pode ser responsável por 
completar a rota de destino de algum produto que utiliza 
outros modais. 
No modal rodoviário o espaço no veículo pode ser 
fretado em sua totalidade (carga completa) ou apenas 
frações de sua totalidade (carga fracionada). Nesse sentido, 
o fracionamento do espaço de carga do veículo possibilita a 
diversificação de embarcadores em um mesmo transporte. 
 
Modal aéreo 
O modal aéreo consiste no transporte de pessoas ou 
mercadorias através de aeronaves (tráfego aéreo) utilizando 
o ar como o meio de locomoção. O transporte aéreo é 
classificado como full pax quando só há transporte de 
passageiros, full cargo quando o transporte é somente de 
cargas e combi quando há transporte de cargas e de 
passageiros. O modal aéreo utiliza de aviões, helicópteros e 
até mesmo drones. Em geral, o modal aéreo é utilizado para 
o transporte de cargas de alto valor agregado, urgentes ou 
que sejam extremamente perecíveis. 
Um transporte logístico eficiente não leva em conta 
apenas os custos com a operação, mas sim uma entrega 
com agilidade e segurança, dentro do prazo estabelecido. 
Agilidade, aliás, é a palavra que melhor define o modal 
aéreo. Portanto, as empresas que precisam de urgência em 
suas entregas tem no modal aéreo a opção ideal. 
Tão importante quanto a agilidade é a segurança da 
carga durante o percurso. Nesse quesito, o modal aéreo é 
imbatível, por apresentar o menor número de perdas e de 
avarias. Devido a segurança no transporte, não é necessário 
a utilização de embalagens com muito reforço. Dessa forma, 
o custo do insumo é menor, além de facilitar as operações de 
carga e descarga dos produtos. 
 
Modal aquaviário 
O modal aquaviário, ou modal hidroviário, consiste nos 
transportes realizado sobre a água. O transporte aquático 
tem três diferentes classificações, sendo elas: 
 
Marítimo é o transporte que acontece sobre mares 
e oceanos, onde se utilizam navios para o transporte de 
cargas; 
 
Fluvial é o transporte que se utiliza os rios para o 
transporte de cargas, geralmente feitos através de barcos; 
 
Lacustre é quando o transporte é feito através de lagos 
e lagoas. 
O modal aquaviário é muito utilizado para o transporte de 
produtos de baixo valor agregado. Dessa maneira, podemos 
citar como exemplo: petróleo e derivados, carvão, minério de 
ferro, cereais, bauxita, alumínio e fosfatos, etc. Entretanto, 
quando falamos em transporte internacional, temos a 
movimentação de produtos altamente valorizados, 
devidamente protegidos nos containers. 
Através do desenvolvimento das embarcações o modal 
aquaviário ganhou papel de protagonista na logística 
internacional. Isso porque, 99% de todo o peso transportado 
na logística internacional é feito através do modal aquaviário. 
Nesse sentido, outro número impressionante é que se 
considerarmos o número total de transportes de carga 
internacionais o modal aquaviário corresponde por mais da 
metade. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
18MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Modal ferroviário 
O modal ferroviário é o transporte realizado sobre as 
linhas férreas. Trata-se de um transporte muito utilizado para 
movimentação de cargas de baixo valor agregado, assim 
como no transporte de pessoas. Os exemplos mais comuns 
desta modalidade de transporte são os trens, metrô e trens 
urbanos. 
Em resumo, os veículos do modal ferroviário são 
essencialmente as locomotivas e vagões. As locomotivas e 
os vagões quando estão juntos formam o que conhecemos 
como trens, ou um termo mais técnico as composições. 
Nesse sentido, as locomotivas são os veículos utilizados 
para a tração dos vagões. Por outro lado, os vagões são os 
veículos utilizados para o transporte de pessoas e cargas 
através das linhas férreas. Vale lembrar que, os vagões não 
possuem propulsão própria, sendo necessário sempre estar 
acoplado a uma locomotiva para se movimentar. 
 
Modal dutoviário 
O modal dutoviário é aquele em que o transporte de 
produtos é feito por meio de tubulações (dutos). Através da 
força da gravidade, ou da pressão exercida por um conjunto 
de motores e bombas hidráulicas, é feito a movimentação 
dos produtos pelos dutos. 
O arranjo de dutos conectados é também conhecido 
como dutovias. Dessa maneira, as dutovias consistem 
basicamente por três elementos, sendo eles: 
Depósitos – local onde é feito deposito e retirada dos 
produtos; 
Dutos – por onde o produto é escoado; 
Juntas – acessórios mecânicos que fazem a ligação 
entre os dutos. 
 
O transporte dutoviário é utilizado principalmente para a 
movimentação de fluidos derivados do petróleo e partículas 
minerais solidas. Nesse sentido, além de sua aplicação para 
transporte de produtos em longa distâncias, o modal 
dutoviário também utilizado para transferência de materiais 
em pequenas e médias distâncias, como pro exemplo em 
uma planta industrial. 
 
Capacidade de carga 
A capacidade de carga é a quantidade máxima permitida 
de peso e/ou volume em um veículo de transporte. A 
capacidade de carga é uma das mais importantes 
características dos veículos de transporte. Isso porque, é 
através dessa característica que os embarcadores sabem 
exatamente a quantidade em peso e o volume de produtos 
transportados. 
Quanto maior a capacidade de carga de um veículo 
maior também será o consumo de combustível. Desse modo, 
é importante avaliar o tamanho e peso da carga a ser 
transportada para escolher o veículo e modal de transporte 
mais adequado. 
Quando falamos em capacidade de carga três dos cinco 
modais merecem destaque, sendo eles: aquaviário, 
ferroviário e dutoviário. Contudo, apesar da elevada 
capacidade de carga, os três modais apresentam rotas 
limitadas de trafego. 
 
Custo 
Os custos logísticos representam a alocação de recursos 
financeiros em todas atividades relacionadas a logística da 
empresa. Os custos relacionados a logística é a segunda 
maior classe de custos de uma empresa, ficando atrás 
somente do custo do produto. 
Segundo dados da Confederação Nacional dos 
Transportes (CNT) os custos logísticos no Brasil consomem 
cerca de 12,7% do PIB (Produto Interno Bruto), que 
corresponde ao total das riquezas produzidas pelo 
país. Nesse sentido, a maior parte do custo é formada pelo 
transporte, que equivale a 6,8% do PIB (R$ 401 
bilhões). Depois vêm estoque (4,5% do PIB, ou R$ 268 
bilhões); armazenagem (0,9% do PIB ou R$ 53 bilhões); e 
administrativo (0,5% do PIB, ou R$ 27 bilhões). 
Em se tratando de custo, os modais aquaviário e 
ferroviário tem larga vantagem em relação aos demais. O 
menor custo é relativo a grande capacidade de carga dos 
transportes. Dessa forma, em um único veículo é possível 
levar uma grande quantidade de produtos, reduzindo o custo 
do transporte. 
 
Segurança 
A segurança de um modal de transporte reflete os danos 
que a carga poderá sofrer no percurso até o destino final. 
Além disso, outro aspecto relevante é o perigo (risco de 
acidente, furtos, desvios e ações criminosas) envolvendo o 
transporte. 
O modal rodoviário é o único que se destaca em relação 
a segurança do transporte. Entretanto, no aspecto negativo. 
O transporte rodoviário é o mais perigoso modal de 
transporte, tanto para as cargas quanto para os motoristas e 
passageiros. As estradas e rodovias brasileiras, em sua 
grande maioria, apresentam péssimas condições de 
conservação, o que por consequência trás danos diretos aos 
equipamentos, cargas, pessoas e prejudica a operação. 
A violência é um outro ponto que prejudica bastante o 
transporte de cargas pelas rodovias. O Brasil se destaca pelo 
número de roubos de cargas e abordagens violentas. 
 
AgilidadeA agilidade de um modal de transporte tem como 
referência o transit time. O transit time, que traduzido 
significa “tempo de trânsito”, é o período de tempo 
necessário para que um produto, ou uma remessa, seja 
entregue ao cliente. Basicamente, trata-se do intervalo gasto 
ao mover uma mercadoria entre o ponto de retirada e seu 
destino. 
Primordialmente, quando o assunto é agilidade três 
modais merecem destaque: rodoviário, aéreo e dutoviário. O 
modal rodoviário é sinônimo de agilidade devido ao nosso 
país ser totalmente conectado por estradas e rodovias. 
Desse modo, é possível fazer entregas em todos os cantos 
com um único transporte sem necessidade de integrações ou 
intermodalidades. Com o modal aéreo é possível percorrer 
longas distâncias em um curto espaço de tempo. Dessa 
forma, é o transporte ideal para cargas urgentes em grandes 
distâncias. Já o modal dutoviário ganha destaque devido ao 
transito exclusivo. Isso porque, de um ponto a outro da 
instalação de dutos não haverá transito, podendo o produto 
escoar livremente até o seu destino. 
 
Disponibilidade 
A disponibilidade de um modal de transporte reflete a 
quantidade de veículos disponíveis, infraestrutura necessária 
e o meio de locomoção para realizar o transporte. 
No Brasil, somente o modal rodoviário apresenta grande 
disponibilidade de transporte. De acordo com os dados da 
ANTT, o total de caminhões registrados(Agência Nacional de 
Transportes Terrestres), é 2.209.440. Destes, um total de 
1.343.498 caminhões são de empresas de transporte. 
Além disso, a facilidade de contratação é outro ponto a 
favor do modal rodoviário. Os prestadores de serviços 
rodoviários geralmente trabalham com o preço fixo do frete e 
apresentando um serviço cada vez mais otimizado. 
 
Canais de distribuição 
Canais de distribuição são meios que as empresas 
utilizam para realizar a entrega de um produto ou serviço 
para os seus clientes. 
Dessa forma, é por meio de um canal de distribuição que 
a empresa garante que um produto irá chegar na hora certa 
e na quantidade correta para o consumidor. 
Existem diversos tipos de canais de distribuição, no 
entanto eles se enquadram em basicamente três categorias: 
- Direto; 
- Indireto; 
- Híbrido. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
19MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Canal Direto 
Canal direto é aquele onde uma empresa é responsável 
pela entrega dos produtos aos consumidores, sem a 
necessidade de intermediário. 
Estratégias como entrega ponta-a-ponta, venda por 
catálogo, muito utilizado por empresas de cosméticos são 
um exemplo clássico de canal direto de distribuição. 
Nesses modelos, a empresa costuma contar com 
consultores de vendas autônomos que fazem a venda e 
entrega do próprio produto. 
Um outro tipo de canal direto de vendas é o próprio e-
commerce, onde o consumidor faz a compra e recebe 
diretamente da empresa o produto em sua casa. 
A vantagem desse tipo de canal de distribuição é que a 
empresa passa a ter um contato mais direto com seus 
clientes. No entanto, a operação precisa ser mais 
estruturada, e para isso é necessário aumentar os 
investimentos em estrutura de distribuição. 
 
Canal Indireto 
O canal indireto é aquele que possui um intermediário 
que é responsável pela distribuição, e irá garantir a entrega 
do produto. O intermediário pode ser um lojista, atacadista, 
distribuidor, franqueado ou até mesmo um representante 
comercial que faça a ponte entre a empresa e o cliente. 
Dependendo da estratégia de distribuição de uma 
empresa, ela pode utilizar vários intermediários, levando em 
consideração diversos aspectos. 
Dentre os aspectos, estão a proximidade do centro de 
distribuição com o cliente, as condições ambientais do ponto 
de venda, a qualidade logística, o custo-benefício, dentre 
outros. 
 
 
Canal Híbrido 
Por fim, além do canal direto e indireto, as organizações 
também podem optar por um canal híbrido que é uma 
mistura entre os dois. 
Nesse caso a empresa usa intermediários para fazer a 
entrega do produto ao cliente, mas assume parte do 
processo de contato com os consumidores. 
Para exemplificar, imagine que uma empresa faça toda a 
divulgação do seu produto pela internet, mas na hora de 
concretizar a venda, ela indica os distribuidores autorizados. 
Dentre os canais de distribuição que possuem 
intermediários, há três formatos que podem ser aplicados: 
 
 
Distribuição Intensiva 
A distribuição intensiva, em geral, é aplicada a produtos 
mais populares, que possuem um alto volume de vendas. 
Sendo assim, quanto maior o número de pontos de venda 
comercializando o produto, melhor. 
 
Distribuição Seletiva 
Neste formato o fabricante seleciona um grupo 
específico de intermediários que ficarão responsáveis pelas 
vendas ao cliente final. Os critérios para a seleção desses 
intermediários consideram fatores como: localização, número 
de clientes, reputação, etc. 
 
Distribuição Exclusiva 
Já na distribuição exclusiva, o intermediário atua como 
um representante, levando a mercadoria até os pontos de 
vendas que terão exclusividade para comercializar os 
produtos e que são selecionados pelo fabricante. 
Como o próprio nome sugere, este formato é voltado 
para produtos mais exclusivos, com baixo volume de vendas. 
BLOCO II 
 
EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS DE MOVIMENTAÇÃO 
DE CARGAS: CARRETAS, CAMINHÕES, GUINDASTES, 
GUINDAUTOS, EMPILHADEIRAS, TRATORES, 
ESCAVADEIRAS, PÓRTICOS ROLANTES, 
PONTES ROLANTES, GUINCHOS, TALHAS. 
 
Os equipamentos e acessórios de movimentação de 
cargas são utilizados para facilitar o transporte, manuseio e 
armazenamento de cargas em diversos segmentos, como 
logística, indústria, construção civil, entre outros. 
 
Empilhadeiras 
Este é um equipamento que já faz parte da rotina de toda 
e qualquer empresa especializada em logística. As 
empilhadeiras servem, basicamente, para fazer a carga e 
descarga de mercadorias e produtos em geral. Uma 
empilhadeira, dependendo de sua tipologia, é capaz de 
movimentar cargas que variam entre 1.000 e 16.000 kg, sem 
que para isso seja aplicado um esforço humano descomunal. 
Em linhas gerais, as empilhadeiras podem funcionar 
tanto pela combustão de gás liquefeito de petróleo (GLP) ou 
por meio de bateria tracionaria. Dentre as empilhadeiras 
mais famosas, podemos classificá-las em três tipos: 
 
Empilhadeiras retráteis 
Esse é um tipo de modelo compacto, feito idealmente 
para os trabalhos em ambientes internos pequenos ou de 
difícil locomoção. Por ser alimentada por bateria elétrica, as 
empilhadeiras retráteis não emitem poluidores na atmosfera 
e também são mais seguras para ambientes fechados. 
Outras duas vantagens desse tipo de equipamento é que 
ela é composta por uma torre que se movimenta através de 
comandos do operador – ou seja, os esforços necessários 
para que se movimente ele são mínimos, além de que 
podem ser facilmente substituídas em caso de quebra. 
 
Empilhadeiras patoladas 
Esse gênero de empilhadeiras particularmente não 
apresenta robustez na sua estrutura, o que faz com que sua 
manutenção não traga grandes custos na gestão 
empresarial. Os operadores das empilhadeiras patoladas 
devem trabalhar de pé, e essa é uma das maiores vantagens 
do manuseio desse equipamento. 
Dessa maneira é possível adequar o equipamento de 
maneira confortável para as necessidades da movimentação 
de carga. Os movimentos de tração e elevação são 
acionados eletronicamente, garantindo assim que o operador 
não necessite fazer esforços físicos. 
 
Empilhadeiras contrabalançadas 
No caso desse tipo de empilhadeiras, o operador 
geralmente permanece sentado. O nome tem origem no 
peso localizado na parte traseira do equipamento, utilizado 
geralmente para equilibrar as solicitações da carga sem que 
o sistema perca o equilíbrio. 
Ao contrário dos dois últimostipos de empilhadeiras, 
nesse caso elas são boas opções para ambientes largos e 
externos, onde se precisa movimentar carga a uma larga 
distância. Geralmente, as empilhadeiras contrabalançadas 
podem funcionar através de motor elétrico ou por combustão. 
 
Esteira transportadora 
Em galpões muito grandes, a esteira transportadora 
ajuda a automatizar a movimentação de mercadorias. Basta 
colocar os itens sobre ela que serão levados a outro ponto, 
poupando tempo, esforço humano e evitando acidentes. 
 
Guindaste 
Quando se trata de cargas muito pesadas, o guindaste 
se faz necessário. Existem modelos diferentes para realizar a 
movimentação de vários tipos de carga: 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
20MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Grua: controlada eletronicamente, pode movimentar 
cargas tanto na vertical quanto na horizontal; 
Grua florestal: semelhante à grua tradicional, a versão 
florestal é usada especificamente para movimentação 
e transporte de madeira; 
Munck: tipo de guindaste montado sobre um caminhão 
chassi. É comumente utilizado na área da construção civil; 
Pinça ou multiangular: modelo de guindaste formado 
por uma pinça que movimenta os materiais e um contrapeso. 
Também usado na área da construção civil, sua vantagem é 
que pode ser desmontado; 
Pórtico: trata-se de uma grande estrutura que se 
assemelha a um portal e costuma ser usado para embarcar 
ou desembarcar cargas em portos e aeroportos. Tem 
capacidade para carregar cerca de 12 contêineres de uma só 
vez. 
 
Ponte rolante 
A ponte rolante realiza o içamento e movimentação de 
diversos tipos de materiais de grande peso e volume através 
de um sistema de trilhos. 
 
Transpaletes 
A existência dos transpaletes é bastante antiga. Uma das 
principais funções desse equipamento é o deslocamento de 
materiais com pouco custo, o que facilita – e muito! – a vida 
de quem trabalha com estoques. Mas qual é a diferença 
entre os transpaletes e as empilhadeiras, então? 
Ao contrário das empilhadeiras, os transpaletes são 
destinados apenas para a movimentação horizontal de 
cargas, e não para os trabalhos em altura. Uma das 
características desses equipamentos é a presença de rodas, 
que em contato com o chão, podem causar algum tipo de 
desgaste. No caso de pisos lisos e abrasivo, as rodas ideais 
são aquelas feitas de nylon. Já para o caso de pisos pintados 
e usinados, o poliuretano pode ser a solução ideal. 
Abaixo, listamos os tipos de transpaletes mais comuns: 
 
Transpaletes manuais 
São ferramentas de trabalho ideais para quem trabalha 
com o transporte de cargas em armazéns e docas. Tem 
capacidade de carga de até 2.500 kg. 
 
Transpaletes elétricos 
Como o próprio nome já menciona, os transpaletes 
elétricos são equipamentos de tração e elevação que 
funcionam por acionamento elétrico. É indicado para 
movimentações de cargas a médias distâncias, em especial 
em indústrias e docas de todo o país. 
 
Talhas 
São equipamentos utilizados para elevação de cargas 
pesadas em locais com pouco espaço. Podem ser manuais 
ou elétricas e são utilizadas em indústrias, oficinas 
mecânicas, entre outros. 
 
Guinchos 
Os guinchos são equipamentos de elevação e tração de 
cargas que podem ser utilizados em diversas atividades, 
como na construção civil, em serviços de reboque de 
veículos e em operações de salvamento. Eles são 
compostos por uma estrutura metálica que suporta um motor 
elétrico ou a combustão e um tambor, onde é enrolado um 
cabo de aço ou corrente. 
Os guinchos podem ser classificados de acordo com a 
sua capacidade de carga, velocidade de elevação e tração, 
tipo de motor, tamanho do cabo de aço ou corrente, entre 
outros fatores. Alguns dos principais tipos de guinchos são: 
Guincho de cabo de aço: É o tipo mais comum de 
guincho, utilizado em operações de elevação e tração de 
cargas em geral. O cabo de aço é enrolado em um tambor 
acionado por um motor elétrico ou a combustão. 
Guincho de corrente: É um tipo de guincho mais 
resistente e adequado para cargas muito pesadas. A 
corrente é enrolada em um tambor acionado por um motor 
elétrico ou a combustão. 
Guincho de coluna: É um guincho fixo que é instalado 
em colunas ou paredes para elevação de cargas. Possui um 
sistema de roldanas que auxilia na elevação da carga. 
Guincho de plataforma: É utilizado em serviços de 
reboque de veículos ou em operações de salvamento. 
Possui uma plataforma que é acionada por um motor elétrico 
ou a combustão. 
Guincho de ancoragem: É utilizado em operações de 
ancoragem de embarcações. Possui uma estrutura fixa que é 
instalada no cais e um cabo que é lançado ao mar para 
prender a embarcação. 
 
Guindautos 
Guindautos, também conhecidos como caminhões 
guindaste, são equipamentos que combinam um caminhão 
com um guindaste, permitindo a movimentação de cargas 
pesadas de forma eficiente e ágil. Eles são utilizados em 
diversas atividades, como na construção civil, na montagem 
de estruturas metálicas, no transporte de equipamentos 
pesados, entre outros. 
Os guindautos são compostos por uma estrutura 
metálica que suporta um guindaste, geralmente montado na 
parte traseira do caminhão. O guindaste é acionado por um 
motor elétrico ou a combustão e possui uma lança 
telescópica que permite a elevação da carga a grandes 
alturas. 
Os guindautos podem ser classificados de acordo com a 
sua capacidade de carga e alcance da lança, sendo os mais 
comuns os de capacidade entre 10 e 100 toneladas e 
alcance de até 60 metros. Além disso, eles podem ser 
equipados com acessórios como ganchos, cestas aéreas, 
plataformas elevatórias, entre outros, que permitem a 
realização de diferentes tipos de operações. 
Os guindautos são equipamentos de grande porte e alta 
capacidade de carga, sendo fundamentais em diversas 
atividades que exigem a movimentação de cargas pesadas. 
É importante utilizar o equipamento correto para cada 
aplicação, garantindo a segurança dos operadores e das 
cargas transportadas. Além disso, é fundamental seguir as 
normas de segurança estabelecidas para a operação dos 
guindautos, evitando acidentes e danos materiais. 
 
Carretas 
As carretas são equipamentos utilizados para o 
transporte de cargas pesadas e volumosas, como 
maquinários, equipamentos industriais, estruturas metálicas, 
entre outros. Elas são compostas por um conjunto de eixos, 
rodas, chassi e plataforma de carga, que podem ser 
adaptadas para diferentes tipos de cargas. 
As carretas podem ser classificadas de acordo com a 
sua capacidade de carga, comprimento e tipo de engate. 
Existem carretas com capacidade de carga de até 100 
toneladas, comprimento de até 30 metros e diferentes tipos 
de engate, como o engate de quinta roda, utilizado em 
conjunto com caminhões tratores. 
Além disso, as carretas podem ser equipadas com 
acessórios, como rampas de acesso, suspensão 
pneumática, freios ABS, entre outros, que garantem a 
segurança e a eficiência no transporte de cargas pesadas. 
É importante ressaltar que o transporte de cargas por 
carretas exige o cumprimento de diversas normas de 
segurança, tanto para o equipamento quanto para a 
condução do veículo. É necessário seguir as 
regulamentações estabelecidas pelo Contran (Conselho 
Nacional de Trânsito) e utilizar os equipamentos de 
segurança adequados para evitar acidentes e garantir a 
integridade das cargas transportadas. 
 
Caminhões 
Caminhões são veículos automotores utilizados para o 
transporte de cargas, sendo amplamente utilizados na 
indústria, comércio e logística. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
21MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Eles são compostos por um chassi, cabine domotorista, 
motor, transmissão, eixo traseiro e sistema de suspensão, 
além de uma caçamba ou plataforma de carga para o 
transporte dos materiais. 
Os caminhões podem ser classificados de acordo com a 
sua capacidade de carga, que varia desde veículos 
pequenos com capacidade de até 1 tonelada até caminhões 
pesados com capacidade de mais de 50 toneladas. Além 
disso, eles podem ser equipados com acessórios como 
guinchos, plataformas elevatórias, cestas aéreas, entre 
outros, que permitem a realização de diferentes tipos de 
operações. 
Os caminhões podem ser utilizados para o transporte de 
diferentes tipos de carga, como produtos químicos, 
alimentos, materiais de construção, equipamentos 
industriais, entre outros. É importante ressaltar que o 
transporte de cargas exige o cumprimento de diversas 
normas de segurança, tanto para o veículo quanto para a 
condução do motorista. É necessário seguir as 
regulamentações estabelecidas pelo Contran (Conselho 
Nacional de Trânsito) e utilizar os equipamentos de 
segurança adequados para evitar acidentes e garantir a 
integridade das cargas transportadas. 
 
Tratores 
Tratores são equipamentos utilizados na agricultura, 
construção civil e em outras atividades que requerem força e 
tração. Eles são compostos por um motor, transmissão, eixo 
dianteiro, eixo traseiro, rodas, pneus e outras peças que 
permitem a sua movimentação e tração. 
Os tratores podem ser classificados de acordo com a sua 
finalidade e capacidade de tração, que varia desde pequenos 
tratores para atividades de jardinagem até grandes tratores 
utilizados na agricultura e construção civil, com capacidade 
de tração de até 500 toneladas. 
Além disso, existem tratores equipados com acessórios 
como lâminas, arados, grades, roçadeiras, entre outros, que 
permitem a realização de diferentes tipos de trabalhos. 
Os tratores são fundamentais na agricultura, pois 
permitem a realização de diferentes atividades, como 
preparo do solo, plantio, colheita e transporte de cargas. Na 
construção civil, eles são utilizados para a movimentação de 
terra e materiais, nivelamento do terreno, entre outras 
atividades. 
Assim como outros equipamentos de movimentação de 
carga, é importante que os tratores sejam operados por 
profissionais capacitados e que sejam realizadas 
manutenções preventivas para garantir a segurança e 
eficiência do equipamento. 
 
Escavadeiras 
Escavadeiras são equipamentos utilizados para escavar 
e mover grandes quantidades de terra, areia, cascalho e 
outros materiais em obras de construção civil, mineração e 
outras atividades relacionadas. 
Elas são compostas por uma cabine do operador, um 
motor, um braço articulado com um balde de escavação e 
um sistema hidráulico que permite o movimento e a 
operação do equipamento. 
As escavadeiras podem ser classificadas de acordo com 
o seu tamanho, potência e capacidade de escavação. 
Existem escavadeiras pequenas, com menos de 3 toneladas, 
utilizadas para trabalhos leves e escavações em espaços 
reduzidos, até escavadeiras gigantes, com mais de 100 
toneladas, utilizadas em grandes obras de construção civil e 
mineração. 
As escavadeiras são muito importantes em obras de 
construção civil, pois permitem a realização de diferentes 
atividades como a escavação de valas, preparação do 
terreno, demolição de estruturas, entre outras. 
Para operar uma escavadeira é necessário ter 
treinamento específico e conhecimentos técnicos para 
garantir a segurança e eficiência do equipamento. Além 
disso, é importante realizar manutenções preventivas 
regulares para manter o equipamento em bom estado de 
funcionamento e prolongar sua vida útil. 
 
LOGÍSTICA INTERNACIONAL E ADUANEIRA 
 
A logística internacional e aduaneira é uma área da 
logística que se dedica a gerenciar a movimentação de 
mercadorias entre países, desde a origem até o destino final, 
garantindo que as operações sejam realizadas de forma 
eficiente e em conformidade com as leis e regulamentos 
aduaneiros. 
O processo de logística internacional e aduaneira 
envolve diferentes etapas, como a seleção dos modais de 
transporte mais adequados, a escolha dos fornecedores e 
parceiros logísticos, a documentação e trâmites aduaneiros, 
a gestão de estoques, o gerenciamento de riscos e a 
coordenação de toda a cadeia de suprimentos. 
Nesse contexto, a aduana assume um papel 
fundamental na fiscalização e controle do trânsito de 
mercadorias entre países, garantindo a segurança e a 
proteção da economia nacional. Para isso, é necessário 
cumprir uma série de normas e regulamentações 
relacionadas à classificação fiscal das mercadorias, 
tributação, licenças, certificações e outros aspectos legais e 
regulatórios. 
A logística internacional e aduaneira exige 
conhecimentos técnicos específicos e uma grande 
capacidade de planejamento e gestão, considerando que as 
operações envolvem diferentes culturas, idiomas, moedas e 
regulamentações. 
Algumas das principais vantagens da gestão eficiente da 
logística internacional e aduaneira incluem a redução de 
custos, o aumento da eficiência, a redução de prazos de 
entrega, a melhoria da qualidade do serviço e a ampliação 
das oportunidades de negócios internacionais. 
 
Atividades da logística internacional 
A logística internacional conta com um amplo 
ecossistema, que inclui companhias de transporte 
internacional, despachantes aduaneiros, armazéns e 
autoridades alfandegárias. 
Enfim, são muitos os atores que desempenham 
atividades importantíssimas para que a mercadoria cruze o 
oceano, seja a bordo de um navio ou de um avião. 
Confira a seguir algumas dessas atividades que você, 
como analista de comércio exterior, precisa obrigatoriamente 
conhecer. 
 
Agenciamento Internacional de Cargas 
O agente de cargas é uma espécie de intermediador, 
que é usualmente contratado pelo dono da mercadoria. 
A atuação do agente de cargas na logística internacional 
consiste em contratar o transporte e se certificar de que o 
produto seja entregue no local combinado e no prazo 
estipulado entre vendedor e comprador. 
A expertise do agente de cargas está na organização 
dos processos logísticos para o sucesso da operação. Ou 
seja, executar um bom gerenciamento dos processos “door 
to door”, ou seja, basicamente de uma porta a outra. 
 
Elaboração de documentos 
Atividades como elaborar Fatura Comercial, Romaneio 
de Carga e certificados necessários, bem como conferir o 
Conhecimento de Embarque, são de responsabilidade do 
exportador. 
Caso o exportador não tenha profissionais 
especializados para esse fim, deve contratar um 
despachante aduaneiro para tal. 
Terceirizar esse serviço com um parceiro de confiança é 
essencial, pois os documentos são oficiais e não podem 
apresentar nenhum tipo de inconsistência em relação à 
mercadoria comercializada. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
22MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Despacho aduaneiro 
O termo despacho aduaneiro é utilizado somente no 
Brasil, mas em outros lugares do mundo ele também 
acontece, porém com o nome de “customs clearance”. 
De modo geral, essa atividade é marcada pela liberação 
da mercadoria para seguir o seu curso e, por isso, acontece 
na exportação e na importação. 
Usualmente o registro dessa fase acontece por meio de 
documentos, que contemplam todas as informações 
pertinentes à mercadoria em questão. 
Projetos Logísticos Especiais 
Carga projeto, embarque de amostras, admissão e 
exportação temporária são atividades peculiares que exigem 
conhecimento profundo do meio de transporte a ser utilizado 
e da legislação para evitar multas e garantir a agilidade da 
operação. 
 
Funcionamento da logística internacional no Brasil 
O território brasileiro é conhecido por sua grande 
extensão e somente por esse fato nossa logística interna já 
se torna complexa.Além da ampla área territorial, existem os processos 
burocráticos e a pesada carga tributária que tornam a 
logística internacional ainda mais desafiadora no nosso país. 
Em geral, as atividades de comércio exterior devem 
seguir normas e regulamentos específicos que estão 
dispostos no Regulamento Aduaneiro (RA). 
A Receita Federal do Brasil (RFB) é a autoridade 
máxima nesse contexto, mas existem outras autoridades 
aduaneiras que se envolvem no processo de acordo com a 
fase em que ele se encontra. 
Um bom exemplo a ser citado é o tratamento 
administrativo, que acontece tanto na importação quanto na 
exportação. 
Ele é definido como a análise dos procedimentos que a 
mercadoria importada ou exportada deve cumprir conforme a 
sua classificação fiscal. 
Em alguns casos, órgãos anuentes farão uma minuciosa 
análise da mercadoria em questão, podendo exigir 
documentos adicionais ou não. Os principais órgãos são: 
ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) 
MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e 
Abastecimento) 
INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e 
Tecnologia). 
É necessário atender a todas essas solicitações e dar 
andamento no processo com maestria e muita 
responsabilidade. 
Nesse sentido, reforçamos que a logística internacional é 
repleta de detalhes e, por isso, deve ser gerida por 
profissionais especialistas para evitar multas e dores de 
cabeça desnecessárias. 
Acrescentamos ainda que, por mais que existam muitas 
atividades operacionais a serem desempenhadas, essa é a 
parte estratégica dos bastidores de uma negociação 
internacional que, se não for bem gerenciada, poderá 
comprometer a prosperidade da operação prejudicando a 
sua margem de lucro. 
 
A Importância da Logística Internacional para o 
Comércio Exterior 
As operações de comércio exterior se dividem em dois 
aspectos: 
1 – Aduaneiro – Que consiste os tributos, Despacho 
Aduaneiro, Regimes Especiais` e; 
2 – Logístico – Que como vimos e quem trabalha, sabe, 
consiste quase por completo na Logística Internacional. 
Há quem diga que a parte Aduaneira pertence a 
Logística, contudo, se abrirmos o conceito de Logística, é 
possível considerar muito mais dentro dele. 
Mas prefiro essa divisão com o efeito de analisar o 
planejamento e custo das operações, mesmo separando 
ambos numa planilha de custos, independente se for para 
exportar ou importar, não é possível encontrar o custo de um 
deles, sem analisar ambos! 
- Como saber quanto pagarei de imposto na importação, 
sem saber os custos logísticos conforme os INCOTERMS ou 
qual o tipo de container ideal para a operação? 
- Consigo determinar meu Valor Aduaneiro, sem saber 
quanto custará a embalagem e o modo de embarque que o 
cliente prefere? 
- É possível descobrir meu custo de AFRMM, enquanto 
eu não descobrir se é melhor embarcar marítimo LCL ou 
aéreo? 
Tampouco podemos dizer que um deles costuma ser 
mais caro, brinquedos têm altíssima tributação, mas baixo 
custo logístico, em contrapartida, um embarque marítimo 
com produtos utilizando o benefício de Drawback ou 
Repetro, possuem um custo aduaneiro quase inexistente 
(nas devidas proporções, por favor). 
Essa é a importância da logística internacional, além de 
ser necessária para movimentar bens entre fronteiras, é 
preciso planejá-la para estimar todos os custos de uma 
operação de Comércio Exterior. 
 
PROCESSO LICITATÓRIO. LEI Nº 13.303/2016: 
DISPENSA E INEXIGIBILIDADE DA LICITAÇÃO. 
MODALIDADES, TIPOS E LIMITES 
DE LICITAÇÃO. ESPECIFICAÇÕES E 
ALTERAÇÕES DE CONTRATO. FISCALIZAÇÃO. 
 
TÍTULO II 
DISPOSIÇÕES APLICÁVEIS ÀS EMPRESAS PÚBLICAS, 
ÀS SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA E ÀS SUAS 
SUBSIDIÁRIAS QUE EXPLOREM ATIVIDADE 
ECONÔMICA DE PRODUÇÃO OU COMERCIALIZAÇÃO 
DE BENS OU DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS, AINDA 
QUE A ATIVIDADE ECONÔMICA ESTEJA SUJEITA AO 
REGIME DE MONOPÓLIO DA UNIÃO OU SEJA DE 
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. 
CAPÍTULO I 
DAS LICITAÇÕES 
Seção I 
Da Exigência de Licitação e 
dos Casos de Dispensa e de Inexigibilidade 
Art. 28. Os contratos com terceiros destinados à 
prestação de serviços às empresas públicas e às sociedades 
de economia mista, inclusive de engenharia e de publicidade, 
à aquisição e à locação de bens, à alienação de bens e 
ativos integrantes do respectivo patrimônio ou à execução de 
obras a serem integradas a esse patrimônio, bem como à 
implementação de ônus real sobre tais bens, serão 
precedidos de licitação nos termos desta Lei, ressalvadas as 
hipóteses previstas nos arts. 29 e 30. 
§ 1º Aplicam-se às licitações das empresas públicas e 
das sociedades de economia mista as disposições 
constantes dos arts. 42 a 49 da Lei Complementar nº 123, de 
14 de dezembro de 2006 . 
§ 2º O convênio ou contrato de patrocínio celebrado com 
pessoas físicas ou jurídicas de que trata o § 3º do art. 27 
observará, no que couber, as normas de licitação e contratos 
desta Lei. 
§ 3º São as empresas públicas e as sociedades de 
economia mista dispensadas da observância dos dispositivos 
deste Capítulo nas seguintes situações: 
I - comercialização, prestação ou execução, de forma 
direta, pelas empresas mencionadas no caput , de produtos, 
serviços ou obras especificamente relacionados com seus 
respectivos objetos sociais; 
II - nos casos em que a escolha do parceiro esteja 
associada a suas características particulares, vinculada a 
oportunidades de negócio definidas e específicas, justificada 
a inviabilidade de procedimento competitivo. 
§ 4º Consideram-se oportunidades de negócio a que se 
refere o inciso II do § 3º a formação e a extinção de parcerias 
e outras formas associativas, societárias ou contratuais, a 
aquisição e a alienação de participação em sociedades e 
outras formas associativas, societárias ou contratuais e as 
operações realizadas no âmbito do mercado de capitais, 
respeitada a regulação pelo respectivo órgão competente. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
23MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Art. 29. É dispensável a realização de licitação por 
empresas públicas e sociedades de economia mista: 
I - para obras e serviços de engenharia de valor até R$ 
100.000,00 (cem mil reais), desde que não se refiram a 
parcelas de uma mesma obra ou serviço ou ainda a obras e 
serviços de mesma natureza e no mesmo local que possam 
ser realizadas conjunta e concomitantemente; 
II - para outros serviços e compras de valor até R$ 
50.000,00 (cinquenta mil reais) e para alienações, nos casos 
previstos nesta Lei, desde que não se refiram a parcelas de 
um mesmo serviço, compra ou alienação de maior vulto que 
possa ser realizado de uma só vez; 
III - quando não acudirem interessados à licitação 
anterior e essa, justificadamente, não puder ser repetida sem 
prejuízo para a empresa pública ou a sociedade de 
economia mista, bem como para suas respectivas 
subsidiárias, desde que mantidas as condições 
preestabelecidas; 
IV - quando as propostas apresentadas consignarem 
preços manifestamente superiores aos praticados no 
mercado nacional ou incompatíveis com os fixados pelos 
órgãos oficiais competentes; 
V - para a compra ou locação de imóvel destinado ao 
atendimento de suas finalidades precípuas, quando as 
necessidades de instalação e localização condicionarem a 
escolha do imóvel, desde que o preço seja compatível com o 
valor de mercado, segundo avaliação prévia; 
VI - na contratação de remanescente de obra, de serviço 
ou de fornecimento, em consequência de rescisão contratual, 
desde que atendida a ordem de classificação da licitação 
anterior e aceitas as mesmas condições do contrato 
encerrado por rescisão ou distrato, inclusive quanto ao 
preço, devidamente corrigido; 
VII - na contratação de instituição brasileira incumbida 
regimental ou estatutariamente da pesquisa, do ensino ou do 
desenvolvimento institucionalou de instituição dedicada à 
recuperação social do preso, desde que a contratada 
detenha inquestionável reputação ético-profissional e não 
tenha fins lucrativos; 
VIII - para a aquisição de componentes ou peças de 
origem nacional ou estrangeira necessários à manutenção 
de equipamentos durante o período de garantia técnica, junto 
ao fornecedor original desses equipamentos, quando tal 
condição de exclusividade for indispensável para a vigência 
da garantia; 
IX - na contratação de associação de pessoas com 
deficiência física, sem fins lucrativos e de comprovada 
idoneidade, para a prestação de serviços ou fornecimento de 
mão de obra, desde que o preço contratado seja compatível 
com o praticado no mercado; 
X - na contratação de concessionário, permissionário ou 
autorizado para fornecimento ou suprimento de energia 
elétrica ou gás natural e de outras prestadoras de serviço 
público, segundo as normas da legislação específica, desde 
que o objeto do contrato tenha pertinência com o serviço 
público. 
XI - nas contratações entre empresas públicas ou 
sociedades de economia mista e suas respectivas 
subsidiárias, para aquisição ou alienação de bens e 
prestação ou obtenção de serviços, desde que os preços 
sejam compatíveis com os praticados no mercado e que o 
objeto do contrato tenha relação com a atividade da 
contratada prevista em seu estatuto social; 
XII - na contratação de coleta, processamento e 
comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou 
reutilizáveis, em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo, 
efetuados por associações ou cooperativas formadas 
exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda que 
tenham como ocupação econômica a coleta de materiais 
recicláveis, com o uso de equipamentos compatíveis com as 
normas técnicas, ambientais e de saúde pública; 
XIII - para o fornecimento de bens e serviços, produzidos 
ou prestados no País, que envolvam, cumulativamente, alta 
complexidade tecnológica e defesa nacional, mediante 
parecer de comissão especialmente designada pelo dirigente 
máximo da empresa pública ou da sociedade de economia 
mista; 
XIV - nas contratações visando ao cumprimento do 
disposto nos arts. 3º, 4º, 5º e 20 da Lei nº 10.973, de 2 de 
dezembro de 2004 , observados os princípios gerais de 
contratação dela constantes; 
XV - em situações de emergência, quando caracterizada 
urgência de atendimento de situação que possa ocasionar 
prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas, obras, 
serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou 
particulares, e somente para os bens necessários ao 
atendimento da situação emergencial e para as parcelas de 
obras e serviços que possam ser concluídas no prazo 
máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e 
ininterruptos, contado da ocorrência da emergência, vedada 
a prorrogação dos respectivos contratos, observado o 
disposto no § 2º ; 
XVI - na transferência de bens a órgãos e entidades da 
administração pública, inclusive quando efetivada mediante 
permuta; 
XVII - na doação de bens móveis para fins e usos de 
interesse social, após avaliação de sua oportunidade e 
conveniência socioeconômica relativamente à escolha de 
outra forma de alienação; 
XVIII - na compra e venda de ações, de títulos de crédito 
e de dívida e de bens que produzam ou comercializem. 
§ 1º Na hipótese de nenhum dos licitantes aceitar a 
contratação nos termos do inciso VI do caput , a empresa 
pública e a sociedade de economia mista poderão convocar 
os licitantes remanescentes, na ordem de classificação, para 
a celebração do contrato nas condições ofertadas por estes, 
desde que o respectivo valor seja igual ou inferior ao 
orçamento estimado para a contratação, inclusive quanto aos 
preços atualizados nos termos do instrumento convocatório. 
§ 2º A contratação direta com base no inciso XV do caput 
não dispensará a responsabilização de quem, por ação ou 
omissão, tenha dado causa ao motivo ali descrito, inclusive 
no tocante ao disposto na Lei nº 8.429, de 2 de junho de 
1992 . 
§ 3º Os valores estabelecidos nos incisos I e II do caput 
podem ser alterados, para refletir a variação de custos, por 
deliberação do Conselho de Administração da empresa 
pública ou sociedade de economia mista, admitindo-se 
valores diferenciados para cada sociedade. 
Art. 30. A contratação direta será feita quando houver 
inviabilidade de competição, em especial na hipótese de: 
(Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - aquisição de materiais, equipamentos ou gêneros que 
só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou 
representante comercial exclusivo; 
II - contratação dos seguintes serviços técnicos 
especializados, com profissionais ou empresas de notória 
especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de 
publicidade e divulgação: 
a) estudos técnicos, planejamentos e projetos básicos ou 
executivos; 
b) pareceres, perícias e avaliações em geral; 
c) assessorias ou consultorias técnicas e auditorias 
financeiras ou tributárias; 
d) fiscalização, supervisão ou gerenciamento de obras 
ou serviços; 
e) patrocínio ou defesa de causas judiciais ou 
administrativas; 
f) treinamento e aperfeiçoamento de pessoal; 
g) restauração de obras de arte e bens de valor histórico. 
§ 1º Considera-se de notória especialização o 
profissional ou a empresa cujo conceito no campo de sua 
especialidade, decorrente de desempenho anterior, estudos, 
experiência, publicações, organização, aparelhamento, 
equipe técnica ou outros requisitos relacionados com suas 
atividades, permita inferir que o seu trabalho é essencial e 
indiscutivelmente o mais adequado à plena satisfação do 
objeto do contrato. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
24MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
§ 2º Na hipótese do caput e em qualquer dos casos de 
dispensa, se comprovado, pelo órgão de controle externo, 
sobrepreço ou superfaturamento, respondem solidariamente 
pelo dano causado quem houver decidido pela contratação 
direta e o fornecedor ou o prestador de serviços. 
§ 3º O processo de contratação direta será instruído, no 
que couber, com os seguintes elementos: 
I - caracterização da situação emergencial ou calamitosa 
que justifique a dispensa, quando for o caso; 
II - razão da escolha do fornecedor ou do executante; 
III - justificativa do preço. 
 
Seção II 
Disposições de Caráter 
Geral sobre Licitações e Contratos 
Art. 31. As licitações realizadas e os contratos 
celebrados por empresas públicas e sociedades de 
economia mista destinam-se a assegurar a seleção da 
proposta mais vantajosa, inclusive no que se refere ao ciclo 
de vida do objeto, e a evitar operações em que se 
caracterize sobrepreço ou superfaturamento, devendo 
observar os princípios da impessoalidade, da moralidade, da 
igualdade, da publicidade, da eficiência, da probidade 
administrativa, da economicidade, do desenvolvimento 
nacional sustentável, da vinculação ao instrumento 
convocatório, da obtenção de competitividade e do 
julgamento objetivo. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
§ 1º Para os fins do disposto no caput , considera-se que 
há: 
I - sobrepreço quando os preços orçados para a licitação 
ou os preços contratados são expressivamente superiores 
aos preços referenciais de mercado, podendo referir-se ao 
valor unitário de um item, se a licitação ou a contratação for 
por preços unitários de serviço, ou ao valor global do objeto, 
se a licitação ou a contratação for por preço global ou por 
empreitada; 
II - superfaturamento quando houver dano ao patrimônio 
da empresa pública ou da sociedade de economia mista 
caracterizado, por exemplo: 
a) pela medição de quantidades superiores às 
efetivamente executadas ou fornecidas; 
b) pela deficiência na execução de obras e serviços de 
engenharia que resulte em diminuição da qualidade, da vida 
útil ou da segurança; 
c) poralterações no orçamento de obras e de serviços 
de engenharia que causem o desequilíbrio econômico-
financeiro do contrato em favor do contratado; 
d) por outras alterações de cláusulas financeiras que 
gerem recebimentos contratuais antecipados, distorção do 
cronograma físico-financeiro, prorrogação injustificada do 
prazo contratual com custos adicionais para a empresa 
pública ou a sociedade de economia mista ou reajuste 
irregular de preços. 
§ 2º O orçamento de referência do custo global de obras 
e serviços de engenharia deverá ser obtido a partir de custos 
unitários de insumos ou serviços menores ou iguais à 
mediana de seus correspondentes no Sistema Nacional de 
Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), 
no caso de construção civil em geral, ou no Sistema de 
Custos Referenciais de Obras (Sicro), no caso de obras e 
serviços rodoviários, devendo ser observadas as 
peculiaridades geográficas. 
§ 3º No caso de inviabilidade da definição dos custos 
consoante o disposto no § 2º, a estimativa de custo global 
poderá ser apurada por meio da utilização de dados contidos 
em tabela de referência formalmente aprovada por órgãos ou 
entidades da administração pública federal, em publicações 
técnicas especializadas, em banco de dados e sistema 
específico instituído para o setor ou em pesquisa de 
mercado. 
§ 4º A empresa pública e a sociedade de economia mista 
poderão adotar procedimento de manifestação de interesse 
privado para o recebimento de propostas e projetos de 
empreendimentos com vistas a atender necessidades 
previamente identificadas, cabendo a regulamento a 
definição de suas regras específicas. 
§ 5º Na hipótese a que se refere o § 4º, o autor ou 
financiador do projeto poderá participar da licitação para a 
execução do empreendimento, podendo ser ressarcido pelos 
custos aprovados pela empresa pública ou sociedade de 
economia mista caso não vença o certame, desde que seja 
promovida a cessão de direitos de que trata o art. 80. 
Art. 32. Nas licitações e contratos de que trata esta Lei 
serão observadas as seguintes diretrizes: (Vide Lei nº 
14.002, de 2020) 
I - padronização do objeto da contratação, dos 
instrumentos convocatórios e das minutas de contratos, de 
acordo com normas internas específicas; 
II - busca da maior vantagem competitiva para a 
empresa pública ou sociedade de economia mista, 
considerando custos e benefícios, diretos e indiretos, de 
natureza econômica, social ou ambiental, inclusive os 
relativos à manutenção, ao desfazimento de bens e resíduos, 
ao índice de depreciação econômica e a outros fatores de 
igual relevância; 
III - parcelamento do objeto, visando a ampliar a 
participação de licitantes, sem perda de economia de escala, 
e desde que não atinja valores inferiores aos limites 
estabelecidos no art. 29, incisos I e II; 
IV - adoção preferencial da modalidade de licitação 
denominada pregão, instituída pela Lei nº 10.520, de 17 de 
julho de 2002 , para a aquisição de bens e serviços comuns, 
assim considerados aqueles cujos padrões de desempenho 
e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, 
por meio de especificações usuais no mercado; 
V - observação da política de integridade nas transações 
com partes interessadas. 
§ 1º As licitações e os contratos disciplinados por esta 
Lei devem respeitar, especialmente, as normas relativas à: 
I - disposição final ambientalmente adequada dos 
resíduos sólidos gerados pelas obras contratadas; 
II - mitigação dos danos ambientais por meio de medidas 
condicionantes e de compensação ambiental, que serão 
definidas no procedimento de licenciamento ambiental; 
III - utilização de produtos, equipamentos e serviços que, 
comprovadamente, reduzam o consumo de energia e de 
recursos naturais; 
IV - avaliação de impactos de vizinhança, na forma da 
legislação urbanística; 
V - proteção do patrimônio cultural, histórico, 
arqueológico e imaterial, inclusive por meio da avaliação do 
impacto direto ou indireto causado por investimentos 
realizados por empresas públicas e sociedades de economia 
mista; 
VI - acessibilidade para pessoas com deficiência ou com 
mobilidade reduzida. 
§ 2º A contratação a ser celebrada por empresa pública 
ou sociedade de economia mista da qual decorra impacto 
negativo sobre bens do patrimônio cultural, histórico, 
arqueológico e imaterial tombados dependerá de autorização 
da esfera de governo encarregada da proteção do respectivo 
patrimônio, devendo o impacto ser compensado por meio de 
medidas determinadas pelo dirigente máximo da empresa 
pública ou sociedade de economia mista, na forma da 
legislação aplicável. 
§ 3º As licitações na modalidade de pregão, na forma 
eletrônica, deverão ser realizadas exclusivamente em portais 
de compras de acesso público na internet. 
§ 4º Nas licitações com etapa de lances, a empresa 
pública ou sociedade de economia mista disponibilizará 
ferramentas eletrônicas para envio de lances pelos licitantes. 
Art. 33. O objeto da licitação e do contrato dela 
decorrente será definido de forma sucinta e clara no 
instrumento convocatório. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
25MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Art. 34. O valor estimado do contrato a ser celebrado 
pela empresa pública ou pela sociedade de economia mista 
será sigiloso, facultando-se à contratante, mediante 
justificação na fase de preparação prevista no inciso I do art. 
51 desta Lei, conferir publicidade ao valor estimado do objeto 
da licitação, sem prejuízo da divulgação do detalhamento 
dos quantitativos e das demais informações necessárias 
para a elaboração das propostas. (Vide Lei nº 14.002, de 
2020) 
§ 1º Na hipótese em que for adotado o critério de 
julgamento por maior desconto, a informação de que trata o 
caput deste artigo constará do instrumento convocatório. 
§ 2º No caso de julgamento por melhor técnica, o valor 
do prêmio ou da remuneração será incluído no instrumento 
convocatório. 
§ 3º A informação relativa ao valor estimado do objeto da 
licitação, ainda que tenha caráter sigiloso, será 
disponibilizada a órgãos de controle externo e interno, 
devendo a empresa pública ou a sociedade de economia 
mista registrar em documento formal sua disponibilização 
aos órgãos de controle, sempre que solicitado. 
§ 4º (VETADO). 
Art. 35. Observado o disposto no art. 34, o conteúdo da 
proposta, quando adotado o modo de disputa fechado e até 
sua abertura, os atos e os procedimentos praticados em 
decorrência desta Lei submetem-se à legislação que regula o 
acesso dos cidadãos às informações detidas pela 
administração pública, particularmente aos termos da Lei nº 
12.527, de 18 de novembro de 2011 . (Vide Lei nº 14.002, 
de 2020) 
Art. 36. A empresa pública e a sociedade de economia 
mista poderão promover a pré-qualificação de seus 
fornecedores ou produtos, nos termos do art. 64. (Vide Lei 
nº 14.002, de 2020) 
Art. 37. A empresa pública e a sociedade de economia 
mista deverão informar os dados relativos às sanções por 
elas aplicadas aos contratados, nos termos definidos no art. 
83, de forma a manter atualizado o cadastro de empresas 
inidôneas de que trata o art. 23 da Lei nº 12.846, de 1º de 
agosto de 2013 . (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
§ 1º O fornecedor incluído no cadastro referido no caput 
não poderá disputar licitação ou participar, direta ou 
indiretamente, da execução de contrato. 
§ 2º Serão excluídos do cadastro referido no caput , a 
qualquer tempo, fornecedores que demonstrarem a 
superação dos motivos que deram causa à restrição contra 
eles promovida. 
Art. 38. Estará impedida de participar de licitações e de 
ser contratada pela empresa pública ou sociedade de 
economia mista a empresa: (Vide Lei nº 14.002, de 
2020) 
I - cujo administradorou sócio detentor de mais de 5% 
(cinco por cento) do capital social seja diretor ou empregado 
da empresa pública ou sociedade de economia mista 
contratante; 
II - suspensa pela empresa pública ou sociedade de 
economia mista; 
III - declarada inidônea pela União, por Estado, pelo 
Distrito Federal ou pela unidade federativa a que está 
vinculada a empresa pública ou sociedade de economia 
mista, enquanto perdurarem os efeitos da sanção; 
IV - constituída por sócio de empresa que estiver 
suspensa, impedida ou declarada inidônea; 
V - cujo administrador seja sócio de empresa suspensa, 
impedida ou declarada inidônea; 
VI - constituída por sócio que tenha sido sócio ou 
administrador de empresa suspensa, impedida ou declarada 
inidônea, no período dos fatos que deram ensejo à sanção; 
VII - cujo administrador tenha sido sócio ou administrador 
de empresa suspensa, impedida ou declarada inidônea, no 
período dos fatos que deram ensejo à sanção; 
VIII - que tiver, nos seus quadros de diretoria, pessoa 
que participou, em razão de vínculo de mesma natureza, de 
empresa declarada inidônea. 
Parágrafo único. Aplica-se a vedação prevista no caput : 
I - à contratação do próprio empregado ou dirigente, 
como pessoa física, bem como à participação dele em 
procedimentos licitatórios, na condição de licitante; 
II - a quem tenha relação de parentesco, até o terceiro 
grau civil, com: 
a) dirigente de empresa pública ou sociedade de 
economia mista; 
b) empregado de empresa pública ou sociedade de 
economia mista cujas atribuições envolvam a atuação na 
área responsável pela licitação ou contratação; 
c) autoridade do ente público a que a empresa pública ou 
sociedade de economia mista esteja vinculada. 
III - cujo proprietário, mesmo na condição de sócio, tenha 
terminado seu prazo de gestão ou rompido seu vínculo com 
a respectiva empresa pública ou sociedade de economia 
mista promotora da licitação ou contratante há menos de 6 
(seis) meses. 
Art. 39. Os procedimentos licitatórios, a pré-qualificação 
e os contratos disciplinados por esta Lei serão divulgados em 
portal específico mantido pela empresa pública ou sociedade 
de economia mista na internet, devendo ser adotados os 
seguintes prazos mínimos para apresentação de propostas 
ou lances, contados a partir da divulgação do instrumento 
convocatório: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - para aquisição de bens: 
a) 5 (cinco) dias úteis, quando adotado como critério de 
julgamento o menor preço ou o maior desconto; 
b) 10 (dez) dias úteis, nas demais hipóteses; 
II - para contratação de obras e serviços: 
a) 15 (quinze) dias úteis, quando adotado como critério 
de julgamento o menor preço ou o maior desconto; 
b) 30 (trinta) dias úteis, nas demais hipóteses; 
III - no mínimo 45 (quarenta e cinco) dias úteis para 
licitação em que se adote como critério de julgamento a 
melhor técnica ou a melhor combinação de técnica e preço, 
bem como para licitação em que haja contratação semi-
integrada ou integrada. 
Parágrafo único. As modificações promovidas no 
instrumento convocatório serão objeto de divulgação nos 
mesmos termos e prazos dos atos e procedimentos originais, 
exceto quando a alteração não afetar a preparação das 
propostas. 
Art. 40. As empresas públicas e as sociedades de 
economia mista deverão publicar e manter atualizado 
regulamento interno de licitações e contratos, compatível 
com o disposto nesta Lei, especialmente quanto a: (Vide 
Lei nº 14.002, de 2020) 
I - glossário de expressões técnicas; 
II - cadastro de fornecedores; 
III - minutas-padrão de editais e contratos; 
IV - procedimentos de licitação e contratação direta; 
V - tramitação de recursos; 
VI - formalização de contratos; 
VII - gestão e fiscalização de contratos; 
VIII - aplicação de penalidades; 
IX - recebimento do objeto do contrato. 
Art. 41. Aplicam-se às licitações e contratos regidos por 
esta Lei as normas de direito penal contidas nos arts. 89 a 99 
da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993. 
 
Seção III 
Das Normas Específicas para Obras e Serviços 
Art. 42. Na licitação e na contratação de obras e serviços 
por empresas públicas e sociedades de economia mista, 
serão observadas as seguintes definições: (Vide Lei nº 
14.002, de 2020) 
I - empreitada por preço unitário: contratação por preço 
certo de unidades determinadas; 
II - empreitada por preço global: contratação por preço 
certo e total; 
III - tarefa: contratação de mão de obra para pequenos 
trabalhos por preço certo, com ou sem fornecimento de 
material; 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
26MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
IV - empreitada integral: contratação de empreendimento 
em sua integralidade, com todas as etapas de obras, 
serviços e instalações necessárias, sob inteira 
responsabilidade da contratada até a sua entrega ao 
contratante em condições de entrada em operação, 
atendidos os requisitos técnicos e legais para sua utilização 
em condições de segurança estrutural e operacional e com 
as características adequadas às finalidades para as quais foi 
contratada; 
V - contratação semi-integrada: contratação que envolve 
a elaboração e o desenvolvimento do projeto executivo, a 
execução de obras e serviços de engenharia, a montagem, a 
realização de testes, a pré-operação e as demais operações 
necessárias e suficientes para a entrega final do objeto, de 
acordo com o estabelecido nos §§ 1º e 3º deste artigo; 
VI - contratação integrada: contratação que envolve a 
elaboração e o desenvolvimento dos projetos básico e 
executivo, a execução de obras e serviços de engenharia, a 
montagem, a realização de testes, a pré-operação e as 
demais operações necessárias e suficientes para a entrega 
final do objeto, de acordo com o estabelecido nos §§ 1º, 2º e 
3º deste artigo; 
VII - anteprojeto de engenharia: peça técnica com todos 
os elementos de contornos necessários e fundamentais à 
elaboração do projeto básico, devendo conter minimamente 
os seguintes elementos: 
a) demonstração e justificativa do programa de 
necessidades, visão global dos investimentos e definições 
relacionadas ao nível de serviço desejado; 
b) condições de solidez, segurança e durabilidade e 
prazo de entrega; 
c) estética do projeto arquitetônico; 
d) parâmetros de adequação ao interesse público, à 
economia na utilização, à facilidade na execução, aos 
impactos ambientais e à acessibilidade; 
e) concepção da obra ou do serviço de engenharia; 
f) projetos anteriores ou estudos preliminares que 
embasaram a concepção adotada; 
g) levantamento topográfico e cadastral; 
h) pareceres de sondagem; 
i) memorial descritivo dos elementos da edificação, dos 
componentes construtivos e dos materiais de construção, de 
forma a estabelecer padrões mínimos para a contratação; 
VIII - projeto básico: conjunto de elementos necessários 
e suficientes, com nível de precisão adequado, para, 
observado o disposto no § 3º, caracterizar a obra ou o 
serviço, ou o complexo de obras ou de serviços objeto da 
licitação, elaborado com base nas indicações dos estudos 
técnicos preliminares, que assegure a viabilidade técnica e o 
adequado tratamento do impacto ambiental do 
empreendimento e que possibilite a avaliação do custo da 
obra e a definição dos métodos e do prazo de execução, 
devendo conter os seguintes elementos: 
a) desenvolvimento da solução escolhida, de forma a 
fornecer visão global da obra e a identificar todos os seus 
elementos constitutivos com clareza; 
b) soluções técnicas globais e localizadas, 
suficientemente detalhadas, de forma a minimizar a 
necessidade de reformulação ou de variantes durante as 
fases de elaboração do projeto executivo e de realização das 
obras e montagem; 
c) identificação dos tipos de serviços a executar e de 
materiais e equipamentos a incorporar à obra,bem como 
suas especificações, de modo a assegurar os melhores 
resultados para o empreendimento, sem frustrar o caráter 
competitivo para a sua execução; 
d) informações que possibilitem o estudo e a dedução de 
métodos construtivos, instalações provisórias e condições 
organizacionais para a obra, sem frustrar o caráter 
competitivo para a sua execução; 
e) subsídios para montagem do plano de licitação e 
gestão da obra, compreendendo a sua programação, a 
estratégia de suprimentos, as normas de fiscalização e 
outros dados necessários em cada caso; 
f) (VETADO); 
IX - projeto executivo: conjunto dos elementos 
necessários e suficientes à execução completa da obra, de 
acordo com as normas técnicas pertinentes; 
X - matriz de riscos: cláusula contratual definidora de 
riscos e responsabilidades entre as partes e caracterizadora 
do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato, em 
termos de ônus financeiro decorrente de eventos 
supervenientes à contratação, contendo, no mínimo, as 
seguintes informações: 
a) listagem de possíveis eventos supervenientes à 
assinatura do contrato, impactantes no equilíbrio econômico-
financeiro da avença, e previsão de eventual necessidade de 
prolação de termo aditivo quando de sua ocorrência; 
b) estabelecimento preciso das frações do objeto em que 
haverá liberdade das contratadas para inovar em soluções 
metodológicas ou tecnológicas, em obrigações de resultado, 
em termos de modificação das soluções previamente 
delineadas no anteprojeto ou no projeto básico da licitação; 
c) estabelecimento preciso das frações do objeto em que 
não haverá liberdade das contratadas para inovar em 
soluções metodológicas ou tecnológicas, em obrigações de 
meio, devendo haver obrigação de identidade entre a 
execução e a solução pré-definida no anteprojeto ou no 
projeto básico da licitação. 
§ 1º As contratações semi-integradas e integradas 
referidas, respectivamente, nos incisos V e VI do caput deste 
artigo restringir-se-ão a obras e serviços de engenharia e 
observarão os seguintes requisitos: 
I - o instrumento convocatório deverá conter: 
a) anteprojeto de engenharia, no caso de contratação 
integrada, com elementos técnicos que permitam a 
caracterização da obra ou do serviço e a elaboração e 
comparação, de forma isonômica, das propostas a serem 
ofertadas pelos particulares; 
b) projeto básico, nos casos de empreitada por preço 
unitário, de empreitada por preço global, de empreitada 
integral e de contratação semi-integrada, nos termos 
definidos neste artigo; 
c) documento técnico, com definição precisa das frações 
do empreendimento em que haverá liberdade de as 
contratadas inovarem em soluções metodológicas ou 
tecnológicas, seja em termos de modificação das soluções 
previamente delineadas no anteprojeto ou no projeto básico 
da licitação, seja em termos de detalhamento dos sistemas e 
procedimentos construtivos previstos nessas peças técnicas; 
d) matriz de riscos; 
II - o valor estimado do objeto a ser licitado será 
calculado com base em valores de mercado, em valores 
pagos pela administração pública em serviços e obras 
similares ou em avaliação do custo global da obra, aferido 
mediante orçamento sintético ou metodologia expedita ou 
paramétrica; 
III - o critério de julgamento a ser adotado será o de 
menor preço ou de melhor combinação de técnica e preço, 
pontuando-se na avaliação técnica as vantagens e os 
benefícios que eventualmente forem oferecidos para cada 
produto ou solução; 
IV - na contratação semi-integrada, o projeto básico 
poderá ser alterado, desde que demonstrada a superioridade 
das inovações em termos de redução de custos, de aumento 
da qualidade, de redução do prazo de execução e de 
facilidade de manutenção ou operação. 
§ 2º No caso dos orçamentos das contratações 
integradas: 
I - sempre que o anteprojeto da licitação, por seus 
elementos mínimos, assim o permitir, as estimativas de 
preço devem se basear em orçamento tão detalhado quanto 
possível, devendo a utilização de estimativas paramétricas e 
a avaliação aproximada baseada em outras obras similares 
ser realizadas somente nas frações do empreendimento não 
suficientemente detalhadas no anteprojeto da licitação, 
exigindo-se das contratadas, no mínimo, o mesmo nível de 
detalhamento em seus demonstrativos de formação de 
preços; 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
27MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
II - quando utilizada metodologia expedita ou paramétrica 
para abalizar o valor do empreendimento ou de fração dele, 
consideradas as disposições do inciso I, entre 2 (duas) ou 
mais técnicas estimativas possíveis, deve ser utilizada nas 
estimativas de preço-base a que viabilize a maior precisão 
orçamentária, exigindo-se das licitantes, no mínimo, o 
mesmo nível de detalhamento na motivação dos respectivos 
preços ofertados. 
§ 3º Nas contratações integradas ou semi-integradas, os 
riscos decorrentes de fatos supervenientes à contratação 
associados à escolha da solução de projeto básico pela 
contratante deverão ser alocados como de sua 
responsabilidade na matriz de riscos. 
§ 4º No caso de licitação de obras e serviços de 
engenharia, as empresas públicas e as sociedades de 
economia mista abrangidas por esta Lei deverão utilizar a 
contratação semi-integrada, prevista no inciso V do caput , 
cabendo a elas a elaboração ou a contratação do projeto 
básico antes da licitação de que trata este parágrafo, 
podendo ser utilizadas outras modalidades previstas nos 
incisos do caput deste artigo, desde que essa opção seja 
devidamente justificada. 
§ 5º Para fins do previsto na parte final do § 4º, não será 
admitida, por parte da empresa pública ou da sociedade de 
economia mista, como justificativa para a adoção da 
modalidade de contratação integrada, a ausência de projeto 
básico. 
Art. 43. Os contratos destinados à execução de obras e 
serviços de engenharia admitirão os seguintes regimes: 
(Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - empreitada por preço unitário, nos casos em que os 
objetos, por sua natureza, possuam imprecisão inerente de 
quantitativos em seus itens orçamentários; 
II - empreitada por preço global, quando for possível 
definir previamente no projeto básico, com boa margem de 
precisão, as quantidades dos serviços a serem 
posteriormente executados na fase contratual; 
III - contratação por tarefa, em contratações de 
profissionais autônomos ou de pequenas empresas para 
realização de serviços técnicos comuns e de curta duração; 
IV - empreitada integral, nos casos em que o contratante 
necessite receber o empreendimento, normalmente de alta 
complexidade, em condição de operação imediata; 
V - contratação semi-integrada, quando for possível 
definir previamente no projeto básico as quantidades dos 
serviços a serem posteriormente executados na fase 
contratual, em obra ou serviço de engenharia que possa ser 
executado com diferentes metodologias ou tecnologias; 
VI - contratação integrada, quando a obra ou o serviço 
de engenharia for de natureza predominantemente 
intelectual e de inovação tecnológica do objeto licitado ou 
puder ser executado com diferentes metodologias ou 
tecnologias de domínio restrito no mercado. 
§ 1º Serão obrigatoriamente precedidas pela elaboração 
de projeto básico, disponível para exame de qualquer 
interessado, as licitações para a contratação de obras e 
serviços, com exceção daquelas em que for adotado o 
regime previsto no inciso VI do caput deste artigo. 
§ 2º É vedada a execução, sem projeto executivo, de 
obras e serviços de engenharia. 
Art. 44. É vedada a participação direta ou indireta nas 
licitações para obras e serviços de engenharia de que trata 
esta Lei: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - de pessoa física ou jurídica que tenha elaborado o 
anteprojeto ou o projeto básico da licitação;II - de pessoa jurídica que participar de consórcio 
responsável pela elaboração do anteprojeto ou do projeto 
básico da licitação; 
III - de pessoa jurídica da qual o autor do anteprojeto ou 
do projeto básico da licitação seja administrador, controlador, 
gerente, responsável técnico, subcontratado ou sócio, neste 
último caso quando a participação superar 5% (cinco por 
cento) do capital votante. 
§ 1º A elaboração do projeto executivo constituirá 
encargo do contratado, consoante preço previamente fixado 
pela empresa pública ou pela sociedade de economia mista. 
§ 2º É permitida a participação das pessoas jurídicas e 
da pessoa física de que tratam os incisos II e III do caput 
deste artigo em licitação ou em execução de contrato, como 
consultor ou técnico, nas funções de fiscalização, supervisão 
ou gerenciamento, exclusivamente a serviço da empresa 
pública e da sociedade de economia mista interessadas. 
§ 3º Para fins do disposto no caput , considera-se 
participação indireta a existência de vínculos de natureza 
técnica, comercial, econômica, financeira ou trabalhista entre 
o autor do projeto básico, pessoa física ou jurídica, e o 
licitante ou responsável pelos serviços, fornecimentos e 
obras, incluindo-se os fornecimentos de bens e serviços a 
estes necessários. 
§ 4º O disposto no § 3º deste artigo aplica-se a 
empregados incumbidos de levar a efeito atos e 
procedimentos realizados pela empresa pública e pela 
sociedade de economia mista no curso da licitação. 
Art. 45. Na contratação de obras e serviços, inclusive de 
engenharia, poderá ser estabelecida remuneração variável 
vinculada ao desempenho do contratado, com base em 
metas, padrões de qualidade, critérios de sustentabilidade 
ambiental e prazos de entrega definidos no instrumento 
convocatório e no contrato. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
Parágrafo único. A utilização da remuneração variável 
respeitará o limite orçamentário fixado pela empresa pública 
ou pela sociedade de economia mista para a respectiva 
contratação. 
Art. 46. Mediante justificativa expressa e desde que não 
implique perda de economia de escala, poderá ser celebrado 
mais de um contrato para executar serviço de mesma 
natureza quando o objeto da contratação puder ser 
executado de forma concorrente e simultânea por mais de 
um contratado. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
§ 1º Na hipótese prevista no caput deste artigo, será 
mantido controle individualizado da execução do objeto 
contratual relativamente a cada um dos contratados. 
§ 2º (VETADO). 
 
Seção IV 
Das Normas Específicas para Aquisição de Bens 
Art. 47. A empresa pública e a sociedade de economia 
mista, na licitação para aquisição de bens, poderão: 
I - indicar marca ou modelo, nas seguintes hipóteses: 
a) em decorrência da necessidade de padronização do 
objeto; 
b) quando determinada marca ou modelo comercializado 
por mais de um fornecedor constituir o único capaz de 
atender o objeto do contrato; 
c) quando for necessária, para compreensão do objeto, a 
identificação de determinada marca ou modelo apto a servir 
como referência, situação em que será obrigatório o 
acréscimo da expressão “ou similar ou de melhor qualidade”; 
II - exigir amostra do bem no procedimento de pré-
qualificação e na fase de julgamento das propostas ou de 
lances, desde que justificada a necessidade de sua 
apresentação; 
III - solicitar a certificação da qualidade do produto ou do 
processo de fabricação, inclusive sob o aspecto ambiental, 
por instituição previamente credenciada. 
Parágrafo único. O edital poderá exigir, como condição 
de aceitabilidade da proposta, a adequação às normas da 
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ou a 
certificação da qualidade do produto por instituição 
credenciada pelo Sistema Nacional de Metrologia, 
Normalização e Qualidade Industrial (Sinmetro) . 
Art. 48. Será dada publicidade, com periodicidade 
mínima semestral, em sítio eletrônico oficial na internet de 
acesso irrestrito, à relação das aquisições de bens efetivadas 
pelas empresas públicas e pelas sociedades de economia 
mista, compreendidas as seguintes informações: 
I - identificação do bem comprado, de seu preço unitário 
e da quantidade adquirida; 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
28MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
II - nome do fornecedor; 
III - valor total de cada aquisição. 
 
Seção V 
Das Normas Específicas para Alienação de Bens 
Art. 49. A alienação de bens por empresas públicas e por 
sociedades de economia mista será precedida de: (Vide 
Lei nº 14.002, de 2020) 
I - avaliação formal do bem contemplado, ressalvadas as 
hipóteses previstas nos incisos XVI a XVIII do art. 29; 
II - licitação, ressalvado o previsto no § 3º do art. 28. 
Art. 50. Estendem-se à atribuição de ônus real a bens 
integrantes do acervo patrimonial de empresas públicas e de 
sociedades de economia mista as normas desta Lei 
aplicáveis à sua alienação, inclusive em relação às hipóteses 
de dispensa e de inexigibilidade de licitação. (Vide Lei nº 
14.002, de 2020) 
 
Seção VI 
Do Procedimento de Licitação 
Art. 51. As licitações de que trata esta Lei observarão a 
seguinte sequência de fases: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - preparação; 
II - divulgação; 
III - apresentação de lances ou propostas, conforme o 
modo de disputa adotado; 
IV - julgamento; 
V - verificação de efetividade dos lances ou propostas; 
VI - negociação; 
VII - habilitação; 
VIII - interposição de recursos; 
IX - adjudicação do objeto; 
X - homologação do resultado ou revogação do 
procedimento. 
§ 1º A fase de que trata o inciso VII do caput poderá, 
excepcionalmente, anteceder as referidas nos incisos III a VI 
do caput , desde que expressamente previsto no instrumento 
convocatório. 
§ 2º Os atos e procedimentos decorrentes das fases 
enumeradas no caput praticados por empresas públicas, por 
sociedades de economia mista e por licitantes serão 
efetivados preferencialmente por meio eletrônico, nos termos 
definidos pelo instrumento convocatório, devendo os avisos 
contendo os resumos dos editais das licitações e contratos 
abrangidos por esta Lei ser previamente publicados no Diário 
Oficial da União, do Estado ou do Município e na internet. 
Art. 52. Poderão ser adotados os modos de disputa 
aberto ou fechado, ou, quando o objeto da licitação puder ser 
parcelado, a combinação de ambos, observado o disposto no 
inciso III do art. 32 desta Lei. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
§ 1º No modo de disputa aberto, os licitantes 
apresentarão lances públicos e sucessivos, crescentes ou 
decrescentes, conforme o critério de julgamento adotado. 
§ 2º No modo de disputa fechado, as propostas 
apresentadas pelos licitantes serão sigilosas até a data e a 
hora designadas para que sejam divulgadas. 
Art. 53. Quando for adotado o modo de disputa aberto, 
poderão ser admitidos: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - a apresentação de lances intermediários; 
II - o reinício da disputa aberta, após a definição do 
melhor lance, para definição das demais colocações, quando 
existir diferença de pelo menos 10% (dez por cento) entre o 
melhor lance e o subsequente. 
Parágrafo único. Consideram-se intermediários os 
lances: 
I - iguais ou inferiores ao maior já ofertado, quando 
adotado o julgamento pelo critério da maior oferta; 
II - iguais ou superiores ao menor já ofertado, quando 
adotados os demais critérios de julgamento. 
Art. 54. Poderão ser utilizados os seguintes critérios de 
julgamento: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - menor preço; 
II - maior desconto; 
III - melhor combinação de técnica e preço; 
IV - melhor técnica; 
V - melhor conteúdo artístico; 
VI - maior oferta de preço; 
VII - maior retorno econômico; 
VIII - melhor destinação de bens alienados. 
§ 1º Os critérios de julgamentoserão expressamente 
identificados no instrumento convocatório e poderão ser 
combinados na hipótese de parcelamento do objeto, 
observado o disposto no inciso III do art. 32. 
§ 2º Na hipótese de adoção dos critérios referidos nos 
incisos III, IV, V e VII do caput deste artigo, o julgamento das 
propostas será efetivado mediante o emprego de parâmetros 
específicos, definidos no instrumento convocatório, 
destinados a limitar a subjetividade do julgamento. 
§ 3º Para efeito de julgamento, não serão consideradas 
vantagens não previstas no instrumento convocatório. 
§ 4º O critério previsto no inciso II do caput: 
I - terá como referência o preço global fixado no 
instrumento convocatório, estendendo-se o desconto 
oferecido nas propostas ou lances vencedores a eventuais 
termos aditivos; 
II - no caso de obras e serviços de engenharia, o 
desconto incidirá de forma linear sobre a totalidade dos itens 
constantes do orçamento estimado, que deverá 
obrigatoriamente integrar o instrumento convocatório. 
§ 5º Quando for utilizado o critério referido no inciso III do 
caput, a avaliação das propostas técnicas e de preço 
considerará o percentual de ponderação mais relevante, 
limitado a 70% (setenta por cento). 
§ 6º Quando for utilizado o critério referido no inciso VII 
do caput, os lances ou propostas terão o objetivo de 
proporcionar economia à empresa pública ou à sociedade de 
economia mista, por meio da redução de suas despesas 
correntes, remunerando-se o licitante vencedor com base em 
percentual da economia de recursos gerada. 
§ 7º Na implementação do critério previsto no inciso VIII 
do caput deste artigo, será obrigatoriamente considerada, 
nos termos do respectivo instrumento convocatório, a 
repercussão, no meio social, da finalidade para cujo 
atendimento o bem será utilizado pelo adquirente. 
§ 8º O descumprimento da finalidade a que se refere o § 
7º deste artigo resultará na imediata restituição do bem 
alcançado ao acervo patrimonial da empresa pública ou da 
sociedade de economia mista, vedado, nessa hipótese, o 
pagamento de indenização em favor do adquirente. 
Art. 55. Em caso de empate entre 2 (duas) propostas, 
serão utilizados, na ordem em que se encontram 
enumerados, os seguintes critérios de desempate: (Vide 
Lei nº 14.002, de 2020) 
I - disputa final, em que os licitantes empatados poderão 
apresentar nova proposta fechada, em ato contínuo ao 
encerramento da etapa de julgamento; 
II - avaliação do desempenho contratual prévio dos 
licitantes, desde que exista sistema objetivo de avaliação 
instituído; 
III - os critérios estabelecidos no art. 3º da Lei nº 8.248, 
de 23 de outubro de 1991 , e no § 2º do art. 3º da Lei nº 
8.666, de 21 de junho de 1993 ; 
IV - sorteio. 
Art. 56. Efetuado o julgamento dos lances ou propostas, 
será promovida a verificação de sua efetividade, 
promovendo-se a desclassificação daqueles que: (Vide 
Lei nº 14.002, de 2020) 
I - contenham vícios insanáveis; 
II - descumpram especificações técnicas constantes do 
instrumento convocatório; 
III - apresentem preços manifestamente inexequíveis; 
IV - se encontrem acima do orçamento estimado para a 
contratação de que trata o § 1º do art. 57, ressalvada a 
hipótese prevista no caput do art. 34 desta Lei; 
V - não tenham sua exequibilidade demonstrada, quando 
exigido pela empresa pública ou pela sociedade de 
economia mista; 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
29MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
VI - apresentem desconformidade com outras exigências 
do instrumento convocatório, salvo se for possível a 
acomodação a seus termos antes da adjudicação do objeto e 
sem que se prejudique a atribuição de tratamento isonômico 
entre os licitantes. 
§ 1º A verificação da efetividade dos lances ou propostas 
poderá ser feita exclusivamente em relação aos lances e 
propostas mais bem classificados. 
§ 2º A empresa pública e a sociedade de economia mista 
poderão realizar diligências para aferir a exequibilidade das 
propostas ou exigir dos licitantes que ela seja demonstrada, 
na forma do inciso V do caput . 
§ 3º Nas licitações de obras e serviços de engenharia, 
consideram-se inexequíveis as propostas com valores 
globais inferiores a 70% (setenta por cento) do menor dos 
seguintes valores: 
I - média aritmética dos valores das propostas superiores 
a 50% (cinquenta por cento) do valor do orçamento estimado 
pela empresa pública ou sociedade de economia mista; ou 
II - valor do orçamento estimado pela empresa pública ou 
sociedade de economia mista. 
§ 4º Para os demais objetos, para efeito de avaliação da 
exequibilidade ou de sobrepreço, deverão ser estabelecidos 
critérios de aceitabilidade de preços que considerem o preço 
global, os quantitativos e os preços unitários, assim definidos 
no instrumento convocatório. 
Art. 57. Confirmada a efetividade do lance ou proposta 
que obteve a primeira colocação na etapa de julgamento, ou 
que passe a ocupar essa posição em decorrência da 
desclassificação de outra que tenha obtido colocação 
superior, a empresa pública e a sociedade de economia 
mista deverão negociar condições mais vantajosas com 
quem o apresentou. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
§ 1º A negociação deverá ser feita com os demais 
licitantes, segundo a ordem inicialmente estabelecida, 
quando o preço do primeiro colocado, mesmo após a 
negociação, permanecer acima do orçamento estimado. 
§ 2º (VETADO). 
§ 3º Se depois de adotada a providência referida no § 1º 
deste artigo não for obtido valor igual ou inferior ao 
orçamento estimado para a contratação, será revogada a 
licitação. 
Art. 58. A habilitação será apreciada exclusivamente a 
partir dos seguintes parâmetros: (Vide Lei nº 14.002, de 
2020) 
I - exigência da apresentação de documentos aptos a 
comprovar a possibilidade da aquisição de direitos e da 
contração de obrigações por parte do licitante; 
II - qualificação técnica, restrita a parcelas do objeto 
técnica ou economicamente relevantes, de acordo com 
parâmetros estabelecidos de forma expressa no instrumento 
convocatório; 
III - capacidade econômica e financeira; 
IV - recolhimento de quantia a título de adiantamento, 
tratando-se de licitações em que se utilize como critério de 
julgamento a maior oferta de preço. 
§ 1º Quando o critério de julgamento utilizado for a maior 
oferta de preço, os requisitos de qualificação técnica e de 
capacidade econômica e financeira poderão ser 
dispensados. 
§ 2º Na hipótese do § 1º, reverterá a favor da empresa 
pública ou da sociedade de economia mista o valor de 
quantia eventualmente exigida no instrumento convocatório a 
título de adiantamento, caso o licitante não efetue o restante 
do pagamento devido no prazo para tanto estipulado. 
Art. 59. Salvo no caso de inversão de fases, o 
procedimento licitatório terá fase recursal única. 
§ 1º Os recursos serão apresentados no prazo de 5 
(cinco) dias úteis após a habilitação e contemplarão, além 
dos atos praticados nessa fase, aqueles praticados em 
decorrência do disposto nos incisos IV e V do caput do art. 
51 desta Lei. 
§ 2º Na hipótese de inversão de fases, o prazo referido 
no § 1º será aberto após a habilitação e após o 
encerramento da fase prevista no inciso V do caput do art. 
51, abrangendo o segundo prazo também atos decorrentes 
da fase referida no inciso IV do caput do art. 51 desta Lei. 
Art. 60. A homologação do resultado implica a 
constituição de direito relativo à celebração do contrato em 
favor do licitante vencedor. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
Art. 61. A empresa pública e a sociedade de economia 
mista não poderão celebrar contrato com preterição da 
ordem de classificação das propostas ou com terceiros 
estranhos à licitação. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
Art. 62. Além das hipóteses previstas no § 3º doart. 57 
desta Lei e no inciso II do § 2º do art. 75 desta Lei, quem 
dispuser de competência para homologação do resultado 
poderá revogar a licitação por razões de interesse público 
decorrentes de fato superveniente que constitua óbice 
manifesto e incontornável, ou anulá-la por ilegalidade, de 
ofício ou por provocação de terceiros, salvo quando for viável 
a convalidação do ato ou do procedimento viciado. (Vide 
Lei nº 14.002, de 2020) 
§ 1º A anulação da licitação por motivo de ilegalidade 
não gera obrigação de indenizar, observado o disposto no § 
2º deste artigo. 
§ 2º A nulidade da licitação induz à do contrato. 
§ 3º Depois de iniciada a fase de apresentação de lances 
ou propostas, referida no inciso III do caput do art. 51 desta 
Lei, a revogação ou a anulação da licitação somente será 
efetivada depois de se conceder aos licitantes que 
manifestem interesse em contestar o respectivo ato prazo 
apto a lhes assegurar o exercício do direito ao contraditório e 
à ampla defesa. 
§ 4º O disposto no caput e nos §§ 1º e 2º deste artigo 
aplica-se, no que couber, aos atos por meio dos quais se 
determine a contratação direta. 
 
Seção VII 
Dos Procedimentos Auxiliares das Licitações 
Art. 63. São procedimentos auxiliares das licitações 
regidas por esta Lei: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - pré-qualificação permanente; 
II - cadastramento; 
III - sistema de registro de preços; 
IV - catálogo eletrônico de padronização. 
Parágrafo único. Os procedimentos de que trata o caput 
deste artigo obedecerão a critérios claros e objetivos 
definidos em regulamento. 
Art. 64. Considera-se pré-qualificação permanente o 
procedimento anterior à licitação destinado a identificar: 
(Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - fornecedores que reúnam condições de habilitação 
exigidas para o fornecimento de bem ou a execução de 
serviço ou obra nos prazos, locais e condições previamente 
estabelecidos; 
II - bens que atendam às exigências técnicas e de 
qualidade da administração pública. 
§ 1º O procedimento de pré-qualificação será público e 
permanentemente aberto à inscrição de qualquer 
interessado. 
§ 2º A empresa pública e a sociedade de economia mista 
poderão restringir a participação em suas licitações a 
fornecedores ou produtos pré-qualificados, nas condições 
estabelecidas em regulamento. 
§ 3º A pré-qualificação poderá ser efetuada nos grupos 
ou segmentos, segundo as especialidades dos fornecedores. 
§ 4º A pré-qualificação poderá ser parcial ou total, 
contendo alguns ou todos os requisitos de habilitação ou 
técnicos necessários à contratação, assegurada, em 
qualquer hipótese, a igualdade de condições entre os 
concorrentes. 
§ 5º A pré-qualificação terá validade de 1 (um) ano, no 
máximo, podendo ser atualizada a qualquer tempo. 
§ 6º Na pré-qualificação aberta de produtos, poderá ser 
exigida a comprovação de qualidade. 
§ 7º É obrigatória a divulgação dos produtos e dos 
interessados que forem pré-qualificados. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
30MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Art. 65. Os registros cadastrais poderão ser mantidos 
para efeito de habilitação dos inscritos em procedimentos 
licitatórios e serão válidos por 1 (um) ano, no máximo, 
podendo ser atualizados a qualquer tempo. (Vide Lei nº 
14.002, de 2020) 
§ 1º Os registros cadastrais serão amplamente 
divulgados e ficarão permanentemente abertos para a 
inscrição de interessados. 
§ 2º Os inscritos serão admitidos segundo requisitos 
previstos em regulamento. 
§ 3º A atuação do licitante no cumprimento de 
obrigações assumidas será anotada no respectivo registro 
cadastral. 
§ 4º A qualquer tempo poderá ser alterado, suspenso ou 
cancelado o registro do inscrito que deixar de satisfazer as 
exigências estabelecidas para habilitação ou para admissão 
cadastral. 
Art. 66. O Sistema de Registro de Preços 
especificamente destinado às licitações de que trata esta Lei 
reger-se-á pelo disposto em decreto do Poder Executivo e 
pelas seguintes disposições: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
§ 1º Poderá aderir ao sistema referido no caput qualquer 
órgão ou entidade responsável pela execução das atividades 
contempladas no art. 1º desta Lei. 
§ 2º O registro de preços observará, entre outras, as 
seguintes condições: 
I - efetivação prévia de ampla pesquisa de mercado; 
II - seleção de acordo com os procedimentos previstos 
em regulamento; 
III - desenvolvimento obrigatório de rotina de controle e 
atualização periódicos dos preços registrados; 
IV - definição da validade do registro; 
V - inclusão, na respectiva ata, do registro dos licitantes 
que aceitarem cotar os bens ou serviços com preços iguais 
ao do licitante vencedor na sequência da classificação do 
certame, assim como dos licitantes que mantiverem suas 
propostas originais. 
§ 3º A existência de preços registrados não obriga a 
administração pública a firmar os contratos que deles 
poderão advir, sendo facultada a realização de licitação 
específica, assegurada ao licitante registrado preferência em 
igualdade de condições. 
Art. 67. O catálogo eletrônico de padronização de 
compras, serviços e obras consiste em sistema 
informatizado, de gerenciamento centralizado, destinado a 
permitir a padronização dos itens a serem adquiridos pela 
empresa pública ou sociedade de economia mista que 
estarão disponíveis para a realização de licitação. (Vide 
Lei nº 14.002, de 2020) 
Parágrafo único. O catálogo referido no caput poderá ser 
utilizado em licitações cujo critério de julgamento seja o 
menor preço ou o maior desconto e conterá toda a 
documentação e todos os procedimentos da fase interna da 
licitação, assim como as especificações dos respectivos 
objetos, conforme disposto em regulamento. 
 
CAPÍTULO II 
DOS CONTRATOS 
Seção I 
Da Formalização dos Contratos 
Art. 68. Os contratos de que trata esta Lei regulam-se 
pelas suas cláusulas, pelo disposto nesta Lei e pelos 
preceitos de direito privado. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
Art. 69. São cláusulas necessárias nos contratos 
disciplinados por esta Lei: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - o objeto e seus elementos característicos; 
II - o regime de execução ou a forma de fornecimento; 
III - o preço e as condições de pagamento, os critérios, a 
data-base e a periodicidade do reajustamento de preços e os 
critérios de atualização monetária entre a data do 
adimplemento das obrigações e a do efetivo pagamento; 
IV - os prazos de início de cada etapa de execução, de 
conclusão, de entrega, de observação, quando for o caso, e 
de recebimento; 
V - as garantias oferecidas para assegurar a plena 
execução do objeto contratual, quando exigidas, observado o 
disposto no art. 68; 
VI - os direitos e as responsabilidades das partes, as 
tipificações das infrações e as respectivas penalidades e 
valores das multas; 
VII - os casos de rescisão do contrato e os mecanismos 
para alteração de seus termos; 
VIII - a vinculação ao instrumento convocatório da 
respectiva licitação ou ao termo que a dispensou ou a 
inexigiu, bem como ao lance ou proposta do licitante 
vencedor; 
IX - a obrigação do contratado de manter, durante a 
execução do contrato, em compatibilidade com as 
obrigações por ele assumidas, as condições de habilitação e 
qualificação exigidas no curso do procedimento licitatório; 
X - matriz de riscos. 
§ 1º (VETADO). 
§ 2º Nos contratos decorrentes de licitações de obras ou 
serviços de engenharia em que tenha sido adotado o modo 
de disputa aberto, o contratado deverá reelaborar e 
apresentar à empresa pública ou à sociedade de economia 
mista e às suas respectivas subsidiárias, por meio eletrônico, 
as planilhas com indicação dos quantitativos e dos custos 
unitários, bem como do detalhamento das Bonificações e 
Despesas Indiretas (BDI) e dos EncargosSociais (ES), com 
os respectivos valores adequados ao lance vencedor, para 
fins do disposto no inciso III do caput deste artigo. 
Art. 70. Poderá ser exigida prestação de garantia nas 
contratações de obras, serviços e compras. (Vide Lei nº 
14.002, de 2020) 
§ 1º Caberá ao contratado optar por uma das seguintes 
modalidades de garantia: 
I - caução em dinheiro; 
II - seguro-garantia; 
III - fiança bancária. 
§ 2º A garantia a que se refere o caput não excederá a 
5% (cinco por cento) do valor do contrato e terá seu valor 
atualizado nas mesmas condições nele estabelecidas, 
ressalvado o previsto no § 3º deste artigo. 
§ 3º Para obras, serviços e fornecimentos de grande 
vulto envolvendo complexidade técnica e riscos financeiros 
elevados, o limite de garantia previsto no § 2º poderá ser 
elevado para até 10% (dez por cento) do valor do contrato. 
§ 4º A garantia prestada pelo contratado será liberada ou 
restituída após a execução do contrato, devendo ser 
atualizada monetariamente na hipótese do inciso I do § 1º 
deste artigo. 
Art. 71. A duração dos contratos regidos por esta Lei não 
excederá a 5 (cinco) anos, contados a partir de sua 
celebração, exceto: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - para projetos contemplados no plano de negócios e 
investimentos da empresa pública ou da sociedade de 
economia mista; 
II - nos casos em que a pactuação por prazo superior a 5 
(cinco) anos seja prática rotineira de mercado e a imposição 
desse prazo inviabilize ou onere excessivamente a 
realização do negócio. 
Parágrafo único. É vedado o contrato por prazo 
indeterminado. 
Art. 72. Os contratos regidos por esta Lei somente 
poderão ser alterados por acordo entre as partes, vedando-
se ajuste que resulte em violação da obrigação de licitar. 
(Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
Art. 73. A redução a termo do contrato poderá ser 
dispensada no caso de pequenas despesas de pronta 
entrega e pagamento das quais não resultem obrigações 
futuras por parte da empresa pública ou da sociedade de 
economia mista. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
Parágrafo único. O disposto no caput não prejudicará o 
registro contábil exaustivo dos valores despendidos e a 
exigência de recibo por parte dos respectivos destinatários. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
31MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Art. 74. É permitido a qualquer interessado o 
conhecimento dos termos do contrato e a obtenção de cópia 
autenticada de seu inteiro teor ou de qualquer de suas 
partes, admitida a exigência de ressarcimento dos custos, 
nos termos previstos na Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 
2011 . (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
Art. 75. A empresa pública e a sociedade de economia 
mista convocarão o licitante vencedor ou o destinatário de 
contratação com dispensa ou inexigibilidade de licitação para 
assinar o termo de contrato, observados o prazo e as 
condições estabelecidos, sob pena de decadência do direito 
à contratação. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
§ 1º O prazo de convocação poderá ser prorrogado 1 
(uma) vez, por igual período. 
§ 2º É facultado à empresa pública ou à sociedade de 
economia mista, quando o convocado não assinar o termo 
de contrato no prazo e nas condições estabelecidos: 
I - convocar os licitantes remanescentes, na ordem de 
classificação, para fazê-lo em igual prazo e nas mesmas 
condições propostas pelo primeiro classificado, inclusive 
quanto aos preços atualizados em conformidade com o 
instrumento convocatório; 
II - revogar a licitação. 
Art. 76. O contratado é obrigado a reparar, corrigir, 
remover, reconstruir ou substituir, às suas expensas, no total 
ou em parte, o objeto do contrato em que se verificarem 
vícios, defeitos ou incorreções resultantes da execução ou 
de materiais empregados, e responderá por danos causados 
diretamente a terceiros ou à empresa pública ou sociedade 
de economia mista, independentemente da comprovação de 
sua culpa ou dolo na execução do contrato. (Vide Lei nº 
14.002, de 2020) 
Art. 77. O contratado é responsável pelos encargos 
trabalhistas, fiscais e comerciais resultantes da execução do 
contrato. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
§ 1º A inadimplência do contratado quanto aos encargos 
trabalhistas, fiscais e comerciais não transfere à empresa 
pública ou à sociedade de economia mista a 
responsabilidade por seu pagamento, nem poderá onerar o 
objeto do contrato ou restringir a regularização e o uso das 
obras e edificações, inclusive perante o Registro de Imóveis. 
§ 2º (VETADO). 
Art. 78. O contratado, na execução do contrato, sem 
prejuízo das responsabilidades contratuais e legais, poderá 
subcontratar partes da obra, serviço ou fornecimento, até o 
limite admitido, em cada caso, pela empresa pública ou pela 
sociedade de economia mista, conforme previsto no edital do 
certame. (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
§ 1º A empresa subcontratada deverá atender, em 
relação ao objeto da subcontratação, as exigências de 
qualificação técnica impostas ao licitante vencedor. 
§ 2º É vedada a subcontratação de empresa ou 
consórcio que tenha participado: 
I - do procedimento licitatório do qual se originou a 
contratação; 
II - direta ou indiretamente, da elaboração de projeto 
básico ou executivo. 
§ 3º As empresas de prestação de serviços técnicos 
especializados deverão garantir que os integrantes de seu 
corpo técnico executem pessoal e diretamente as obrigações 
a eles imputadas, quando a respectiva relação for 
apresentada em procedimento licitatório ou em contratação 
direta. 
Art. 79. Na hipótese do § 6º do art. 54, quando não for 
gerada a economia prevista no lance ou proposta, a 
diferença entre a economia contratada e a efetivamente 
obtida será descontada da remuneração do contratado. 
(Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
Parágrafo único. Se a diferença entre a economia 
contratada e a efetivamente obtida for superior à 
remuneração do contratado, será aplicada a sanção prevista 
no contrato, nos termos do inciso VI do caput do art. 69 desta 
Lei. 
Art. 80. Os direitos patrimoniais e autorais de projetos ou 
serviços técnicos especializados desenvolvidos por 
profissionais autônomos ou por empresas contratadas 
passam a ser propriedade da empresa pública ou sociedade 
de economia mista que os tenha contratado, sem prejuízo da 
preservação da identificação dos respectivos autores e da 
responsabilidade técnica a eles atribuída. (Vide Lei nº 
14.002, de 2020) 
 
Seção II 
Da Alteração dos Contratos 
Art. 81. Os contratos celebrados nos regimes previstos 
nos incisos I a V do art. 43 contarão com cláusula que 
estabeleça a possibilidade de alteração, por acordo entre as 
partes, nos seguintes casos: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - quando houver modificação do projeto ou das 
especificações, para melhor adequação técnica aos seus 
objetivos; 
II - quando necessária a modificação do valor contratual 
em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de 
seu objeto, nos limites permitidos por esta Lei; 
III - quando conveniente a substituição da garantia de 
execução; 
IV - quando necessária a modificação do regime de 
execução da obra ou serviço, bem como do modo de 
fornecimento, em face de verificação técnica da 
inaplicabilidade dos termos contratuais originários; 
V - quando necessária a modificação da forma de 
pagamento, por imposição de circunstâncias supervenientes, 
mantido o valor inicial atualizado, vedada a antecipação do 
pagamento, com relação ao cronograma financeiro fixado, 
sem a correspondente contraprestação de fornecimento de 
bens ou execução de obra ou serviço; 
VI - para restabelecer a relação que as partes pactuaram 
inicialmente entre os encargos do contratado e a retribuição 
da administração para a justa remuneração da obra, serviço 
ou fornecimento, objetivando a manutençãodo equilíbrio 
econômico-financeiro inicial do contrato, na hipótese de 
sobrevirem fatos imprevisíveis, ou previsíveis porém de 
consequências incalculáveis, retardadores ou impeditivos da 
execução do ajustado, ou, ainda, em caso de força maior, 
caso fortuito ou fato do príncipe, configurando álea 
econômica extraordinária e extracontratual. 
§ 1º O contratado poderá aceitar, nas mesmas condições 
contratuais, os acréscimos ou supressões que se fizerem 
nas obras, serviços ou compras, até 25% (vinte e cinco por 
cento) do valor inicial atualizado do contrato, e, no caso 
particular de reforma de edifício ou de equipamento, até o 
limite de 50% (cinquenta por cento) para os seus 
acréscimos. 
§ 2º Nenhum acréscimo ou supressão poderá exceder os 
limites estabelecidos no § 1º, salvo as supressões 
resultantes de acordo celebrado entre os contratantes. 
§ 3º Se no contrato não houverem sido contemplados 
preços unitários para obras ou serviços, esses serão fixados 
mediante acordo entre as partes, respeitados os limites 
estabelecidos no § 1º. 
§ 4º No caso de supressão de obras, bens ou serviços, 
se o contratado já houver adquirido os materiais e posto no 
local dos trabalhos, esses materiais deverão ser pagos pela 
empresa pública ou sociedade de economia mista pelos 
custos de aquisição regularmente comprovados e 
monetariamente corrigidos, podendo caber indenização por 
outros danos eventualmente decorrentes da supressão, 
desde que regularmente comprovados. 
§ 5º A criação, a alteração ou a extinção de quaisquer 
tributos ou encargos legais, bem como a superveniência de 
disposições legais, quando ocorridas após a data da 
apresentação da proposta, com comprovada repercussão 
nos preços contratados, implicarão a revisão destes para 
mais ou para menos, conforme o caso. 
§ 6º Em havendo alteração do contrato que aumente os 
encargos do contratado, a empresa pública ou a sociedade 
de economia mista deverá restabelecer, por aditamento, o 
equilíbrio econômico-financeiro inicial. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
32MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
§ 7º A variação do valor contratual para fazer face ao 
reajuste de preços previsto no próprio contrato e as 
atualizações, compensações ou penalizações financeiras 
decorrentes das condições de pagamento nele previstas, 
bem como o empenho de dotações orçamentárias 
suplementares até o limite do seu valor corrigido, não 
caracterizam alteração do contrato e podem ser registrados 
por simples apostila, dispensada a celebração de 
aditamento. 
§ 8º É vedada a celebração de aditivos decorrentes de 
eventos supervenientes alocados, na matriz de riscos, como 
de responsabilidade da contratada. 
 
Seção III 
Das Sanções Administrativas 
Art. 82. Os contratos devem conter cláusulas com 
sanções administrativas a serem aplicadas em decorrência 
de atraso injustificado na execução do contrato, sujeitando o 
contratado a multa de mora, na forma prevista no 
instrumento convocatório ou no contrato. (Vide Lei nº 
14.002, de 2020) 
§ 1º A multa a que alude este artigo não impede que a 
empresa pública ou a sociedade de economia mista rescinda 
o contrato e aplique as outras sanções previstas nesta Lei. 
§ 2º A multa, aplicada após regular processo 
administrativo, será descontada da garantia do respectivo 
contratado. 
§ 3º Se a multa for de valor superior ao valor da garantia 
prestada, além da perda desta, responderá o contratado pela 
sua diferença, a qual será descontada dos pagamentos 
eventualmente devidos pela empresa pública ou pela 
sociedade de economia mista ou, ainda, quando for o caso, 
cobrada judicialmente. 
Art. 83. Pela inexecução total ou parcial do contrato a 
empresa pública ou a sociedade de economia mista poderá, 
garantida a prévia defesa, aplicar ao contratado as seguintes 
sanções: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - advertência; 
II - multa, na forma prevista no instrumento convocatório 
ou no contrato; 
III - suspensão temporária de participação em licitação e 
impedimento de contratar com a entidade sancionadora, por 
prazo não superior a 2 (dois) anos. 
§ 1º Se a multa aplicada for superior ao valor da garantia 
prestada, além da perda desta, responderá o contratado pela 
sua diferença, que será descontada dos pagamentos 
eventualmente devidos pela empresa pública ou pela 
sociedade de economia mista ou cobrada judicialmente. 
§ 2º As sanções previstas nos incisos I e III do caput 
poderão ser aplicadas juntamente com a do inciso II, 
devendo a defesa prévia do interessado, no respectivo 
processo, ser apresentada no prazo de 10 (dez) dias úteis. 
Art. 84. As sanções previstas no inciso III do art. 83 
poderão também ser aplicadas às empresas ou aos 
profissionais que, em razão dos contratos regidos por esta 
Lei: (Vide Lei nº 14.002, de 2020) 
I - tenham sofrido condenação definitiva por praticarem, 
por meios dolosos, fraude fiscal no recolhimento de 
quaisquer tributos; 
II - tenham praticado atos ilícitos visando a frustrar os 
objetivos da licitação; 
III - demonstrem não possuir idoneidade para contratar 
com a empresa pública ou a sociedade de economia mista 
em virtude de atos ilícitos praticados. 
 
CAPÍTULO III 
DA FISCALIZAÇÃO PELO ESTADO E PELA SOCIEDADE 
Art. 85. Os órgãos de controle externo e interno das 3 
(três) esferas de governo fiscalizarão as empresas públicas e 
as sociedades de economia mista a elas relacionadas, 
inclusive aquelas domiciliadas no exterior, quanto à 
legitimidade, à economicidade e à eficácia da aplicação de 
seus recursos, sob o ponto de vista contábil, financeiro, 
operacional e patrimonial. 
§ 1º Para a realização da atividade fiscalizatória de que 
trata o caput, os órgãos de controle deverão ter acesso 
irrestrito aos documentos e às informações necessários à 
realização dos trabalhos, inclusive aqueles classificados 
como sigilosos pela empresa pública ou pela sociedade de 
economia mista, nos termos da Lei nº 12.527, de 18 de 
novembro de 2011. 
§ 2º O grau de confidencialidade será atribuído pelas 
empresas públicas e sociedades de economia mista no ato 
de entrega dos documentos e informações solicitados, 
tornando-se o órgão de controle com o qual foi compartilhada 
a informação sigilosa corresponsável pela manutenção do 
seu sigilo. 
§ 3º Os atos de fiscalização e controle dispostos neste 
Capítulo aplicar-se-ão, também, às empresas públicas e às 
sociedades de economia mista de caráter e constituição 
transnacional no que se refere aos atos de gestão e 
aplicação do capital nacional, independentemente de 
estarem incluídos ou não em seus respectivos atos e 
acordos constitutivos. 
Art. 86. As informações das empresas públicas e das 
sociedades de economia mista relativas a licitações e 
contratos, inclusive aqueles referentes a bases de preços, 
constarão de bancos de dados eletrônicos atualizados e com 
acesso em tempo real aos órgãos de controle competentes. 
§ 1º As demonstrações contábeis auditadas da empresa 
pública e da sociedade de economia mista serão 
disponibilizadas no sítio eletrônico da empresa ou da 
sociedade na internet, inclusive em formato eletrônico 
editável. 
§ 2º As atas e demais expedientes oriundos de reuniões, 
ordinárias ou extraordinárias, dos conselhos de 
administração ou fiscal das empresas públicas e das 
sociedades de economia mista, inclusive gravações e 
filmagens, quando houver, deverão ser disponibilizados para 
os órgãos de controle sempre que solicitados, no âmbito dos 
trabalhos de auditoria. 
§ 3º O acesso dos órgãos de controle às informações 
referidas no caput e no § 2º será restrito e individualizado. 
§ 4º As informações que sejam revestidas de sigilo 
bancário, estratégico, comercial ou industrial serão assim 
identificadas, respondendo o servidor administrativa, civil e 
penalmente pelos danos causadosà empresa pública ou à 
sociedade de economia mista e a seus acionistas em razão 
de eventual divulgação indevida. 
§ 5º Os critérios para a definição do que deve ser 
considerado sigilo estratégico, comercial ou industrial serão 
estabelecidos em regulamento. 
Art. 87. O controle das despesas decorrentes dos 
contratos e demais instrumentos regidos por esta Lei será 
feito pelos órgãos do sistema de controle interno e pelo 
tribunal de contas competente, na forma da legislação 
pertinente, ficando as empresas públicas e as sociedades de 
economia mista responsáveis pela demonstração da 
legalidade e da regularidade da despesa e da execução, nos 
termos da Constituição. 
§ 1º Qualquer cidadão é parte legítima para impugnar 
edital de licitação por irregularidade na aplicação desta Lei, 
devendo protocolar o pedido até 5 (cinco) dias úteis antes da 
data fixada para a ocorrência do certame, devendo a 
entidade julgar e responder à impugnação em até 3 (três) 
dias úteis, sem prejuízo da faculdade prevista no § 2º. 
§ 2º Qualquer licitante, contratado ou pessoa física ou 
jurídica poderá representar ao tribunal de contas ou aos 
órgãos integrantes do sistema de controle interno contra 
irregularidades na aplicação desta Lei, para os fins do 
disposto neste artigo. 
§ 3º Os tribunais de contas e os órgãos integrantes do 
sistema de controle interno poderão solicitar para exame, a 
qualquer tempo, documentos de natureza contábil, 
financeira, orçamentária, patrimonial e operacional das 
empresas públicas, das sociedades de economia mista e de 
suas subsidiárias no Brasil e no exterior, obrigando-se, os 
jurisdicionados, à adoção das medidas corretivas pertinentes 
que, em função desse exame, lhes forem determinadas. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
33MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Art. 88. As empresas públicas e as sociedades de 
economia mista deverão disponibilizar para conhecimento 
público, por meio eletrônico, informação completa 
mensalmente atualizada sobre a execução de seus contratos 
e de seu orçamento, admitindo-se retardo de até 2 (dois) 
meses na divulgação das informações. 
§ 1º A disponibilização de informações contratuais 
referentes a operações de perfil estratégico ou que tenham 
por objeto segredo industrial receberá proteção mínima 
necessária para lhes garantir confidencialidade. 
§ 2º O disposto no § 1º não será oponível à fiscalização 
dos órgãos de controle interno e do tribunal de contas, sem 
prejuízo da responsabilização administrativa, civil e penal do 
servidor que der causa à eventual divulgação dessas 
informações. 
Art. 89. O exercício da supervisão por vinculação da 
empresa pública ou da sociedade de economia mista, pelo 
órgão a que se vincula, não pode ensejar a redução ou a 
supressão da autonomia conferida pela lei específica que 
autorizou a criação da entidade supervisionada ou da 
autonomia inerente a sua natureza, nem autoriza a 
ingerência do supervisor em sua administração e 
funcionamento, devendo a supervisão ser exercida nos 
limites da legislação aplicável. 
Art. 90. As ações e deliberações do órgão ou ente de 
controle não podem implicar interferência na gestão das 
empresas públicas e das sociedades de economia mista a 
ele submetidas nem ingerência no exercício de suas 
competências ou na definição de políticas públicas. 
... 
TRÁFEGO URBANO: 
HIERARQUIZAÇÃO FUNCIONAL DAS VIAS, 
TEORIA DO FLUXO DE TRÁFEGO, CAPACIDADE E 
DESEMPENHO EM SISTEMAS EXPRESSOS, 
CAPACIDADE E DESEMPENHO EM INTERSEÇÕES 
SEMAFORIZADAS E NÃO SEMAFORIZADAS, 
SEGURANÇA NO TRÂNSITO E SEGURANÇA VIÁRIA 
 
Tráfego urbano é o fluxo de veículos, pedestres e outros 
meios de transporte em áreas urbanas, como ruas, avenidas, 
viadutos e pontes. É uma questão de grande importância 
para as cidades, pois pode afetar a qualidade de vida dos 
habitantes e a economia local. 
O tráfego urbano é influenciado por diferentes fatores, 
como a infraestrutura viária, o volume de veículos, a 
intensidade do comércio e serviços, a densidade 
populacional e a cultura de mobilidade da cidade. Quando o 
tráfego é excessivo, pode ocorrer congestionamento, o que 
pode levar a atrasos, perda de tempo e aumento de custos 
de transporte. 
Para melhorar o tráfego urbano, é possível adotar 
algumas medidas, como a criação de faixas exclusivas para 
ônibus e bicicletas, a construção de viadutos e túneis, o 
investimento em transporte público de qualidade e o 
incentivo ao uso de meios de transporte alternativos, como 
caminhada e bicicleta. 
Além disso, a gestão do tráfego urbano pode ser 
melhorada com a utilização de tecnologias, como sistemas 
de semáforos inteligentes, câmeras de monitoramento e 
aplicativos que indicam rotas alternativas para evitar 
congestionamentos. 
Uma boa gestão do tráfego urbano é importante para 
garantir a mobilidade da população, facilitar o acesso aos 
serviços e atividades econômicas da cidade e reduzir a 
poluição e os impactos ambientais do transporte. 
 
Hierarquia Funcional do Sistema Viário 
A hierarquia funcional do sistema viário é um modelo de 
planejamento urbano que organiza as vias de uma cidade de 
acordo com suas funções e importância para o tráfego. Esse 
modelo é baseado em diferentes categorias de vias, cada 
uma com características e objetivos específicos. 
A hierarquia funcional do sistema viário geralmente é 
dividida em quatro categorias principais: 
Vias expressas: são as vias mais importantes e com 
maior capacidade de fluxo, geralmente utilizadas para o 
tráfego de longa distância ou para a ligação entre diferentes 
regiões da cidade. Pode ter mais de uma faixa em cada 
sentido, separação física das pistas e acesso restrito. 
Arteriais: são vias de alta capacidade que conectam as 
vias expressas com as vias locais. São responsáveis por 
distribuir o tráfego em áreas mais densas da cidade e podem 
ter mais de uma faixa em cada sentido. 
Coletoras: são vias com menor capacidade que 
conectam as arteriais com as vias locais, permitindo o 
acesso aos bairros e estabelecimentos comerciais. Podem 
ter apenas uma faixa em cada sentido e permitir acesso a 
propriedades ao longo de seu percurso. 
Locais: são vias de menor capacidade que servem 
principalmente ao tráfego local e ao acesso a propriedades 
residenciais, comerciais e de serviços. Geralmente têm 
apenas uma faixa em cada sentido e permitem o 
estacionamento na via. 
 
Teoria do fluxo de tráfego 
A teoria do fluxo de tráfego consiste da aplicação de leis 
da matemática, da teoria da probabilidade e da física à 
descrição do comportamento do tráfego veicular rodoviário. 
Na realidade, não existe uma teoria de fluxo de tráfego. 
Existem, sim, pelo menos três abordagens teóricas para o 
tema, cuja validade é determinada pelo interesse do estudo 
que se deseja realizar. 
Conforme o enfoque da análise (macro-, micro- ou 
mesoscópico), são estudados desde as correntes de tráfego 
vistas como meios indivisíveis até os menores elementos 
que as compõem (os veículos) vistos individualmente. 
A teoria do fluxo de tráfego é uma área de estudo que 
busca entender o comportamento dos veículos em rodovias 
e vias urbanas. Seu principal objetivo é melhorar a eficiência 
e a segurança do tráfego, além de reduzir o 
congestionamento nas vias. 
A teoria do fluxo de tráfego se baseia em três principais 
elementos: volume, velocidade e densidade do tráfego. O 
volume de tráfego é a quantidade de veículos que passam 
por um determinado ponto em um intervalo de tempo. A 
velocidade é a medida da rapidez com que os veículos se 
movem, em geral, medida em km/h. Já a densidade do 
tráfego é a relação entre o número de veículos e a extensão 
da via. 
A partir desses elementos, a teoria do fluxo de tráfego 
busca explicar o comportamento dos veículos nas estradas, 
analisando a influência de fatores como ageometria da via, 
as condições meteorológicas e a presença de obstáculos ou 
interrupções no tráfego. 
Uma das principais contribuições da teoria do fluxo de 
tráfego é a compreensão do fenômeno do 
congestionamento, que ocorre quando a demanda de tráfego 
em uma via supera a capacidade de fluxo da mesma. A partir 
dessa compreensão, é possível desenvolver estratégias para 
reduzir os engarrafamentos, como a melhoria da 
infraestrutura de transporte público, o incentivo ao uso de 
bicicleta. 
 
ABORDAGENS BÁSICAS DA ANÁLISE DE TRÁFEGO 
São três as abordagens básicas da análise de tráfego: a 
macroscópica, que se preocupa em descrever o 
comportamento das correntes de tráfego, a microscópica, 
que se interessa pela interação ente dois veículos 
consecutivos numa corrente de tráfego, e a mesoscópica, 
cujas unidades analisadas são grupamentos de veículos que 
se formam nos sistemas viários. 
A análise macroscópica das correntes de tráfego 
ininterrupto permite ao engenheiro projetista uma melhor 
compreensão das limitações de capacidade dos sistemas 
viários e a avaliação de consequências de ocorrências que 
provoquem pontos de estrangulamento nos mesmos. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
34MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
 A análise microscópica das relações entre pares de 
veículos de uma mesma corrente de tráfego permite o estudo 
de fluxos não necessariamente homogêneos ou 
ininterruptos. O tratamento individualizado dos veículos exige 
mais recursos computacionais do que a abordagem 
macroscópica. 
A análise mesoscópica dos grupos de veículos nas 
correntes de tráfego, chamados pelotões, é útil, por exemplo, 
no estabelecimento de políticas de coordenação semafórica. 
Para muitos, a análise mesoscópica não existe e seus 
objetos de estudo estariam enquadrados nas análises 
macroscópicas. Para outros autores, porém, as formulações 
teóricas acerca do comportamento dos pelotões de veículos 
são suficientes para que nesta apostila se faça a distinção 
aqui proposta. 
 
Capacidade e desempenho em sistemas expressos 
A capacidade e o desempenho de sistemas expressos 
estão diretamente relacionados com a sua eficiência e com a 
qualidade do serviço prestado aos usuários. 
A capacidade de um sistema expresso se refere à sua 
habilidade de transportar uma determinada quantidade de 
pessoas ou carga em um período de tempo específico, 
geralmente medida em número de passageiros por hora ou 
toneladas por hora. Essa capacidade depende da 
infraestrutura do sistema, como o número de vias, o tamanho 
dos trens ou ônibus, o tempo de ciclo, entre outros fatores. 
O desempenho, por sua vez, está relacionado com a 
velocidade, a regularidade e a segurança do serviço 
prestado. A velocidade pode ser medida em quilômetros por 
hora ou em tempo de viagem, enquanto a regularidade se 
refere à frequência dos veículos e à pontualidade do serviço. 
Já a segurança envolve a proteção dos usuários contra 
acidentes e roubos. 
Para garantir uma boa capacidade e desempenho em 
sistemas expressos, é necessário investir em infraestrutura, 
tecnologia e gestão. Isso inclui a construção de vias 
exclusivas para ônibus e trens, a compra de trens e ônibus 
modernos e eficientes, a implantação de sistemas de 
controle de tráfego e de informação aos usuários, a 
capacitação dos funcionários e a adoção de medidas de 
segurança. Além disso, é importante levar em conta as 
necessidades e expectativas dos usuários, buscando 
oferecer um serviço de qualidade que atenda às demandas 
de mobilidade urbana de forma rápida, segura e eficiente. 
Alguns exemplos de capacidade e desempenho em 
sistemas expressos podem incluir: 
Metrô de Tóquio - O metrô de Tóquio é considerado um 
dos sistemas de transporte público mais eficientes do 
mundo, com uma capacidade de transporte de mais de 8 
milhões de passageiros por dia. O metrô é conhecido por sua 
pontualidade, conforto e segurança, com um tempo médio de 
espera de apenas 2 minutos entre os trens. 
BRT TransMilenio em Bogotá - O BRT TransMilenio em 
Bogotá é um sistema de ônibus expresso que oferece um 
alto nível de capacidade e desempenho. Ele possui vias 
exclusivas para ônibus, estações modernas e confortáveis, e 
é capaz de transportar mais de 2,4 milhões de passageiros 
por dia. 
TGV na França - O TGV (Train à Grande Vitesse) é um 
trem de alta velocidade que conecta diversas cidades na 
França e em outros países europeus. Ele é conhecido por 
sua capacidade de transporte de passageiros em alta 
velocidade, com uma velocidade máxima de 320 km/h, e por 
sua pontualidade, com um índice de atraso médio de apenas 
1 minuto. 
Metrô de São Paulo - O metrô de São Paulo é um dos 
principais sistemas de transporte público da cidade, com 
uma capacidade de transporte de mais de 4,5 milhões de 
passageiros por dia. Ele é conhecido por sua rapidez e 
eficiência, com um tempo médio de espera de apenas 3 
minutos entre os trens. 
Trem-bala Shinkansen no Japão - O trem-bala 
Shinkansen é um dos sistemas de transporte ferroviário mais 
rápidos do mundo, com uma capacidade de transporte de 
mais de 400 mil passageiros por dia. Ele é conhecido por sua 
pontualidade, com um índice de atraso médio de apenas 36 
segundos, e por sua segurança, com um histórico de zero 
acidentes fatais em mais de 50 anos de operação. 
 
Capacidade e desempenho em interseções 
semaforizadas e não semaforizadas 
A capacidade e o desempenho em interseções 
semaforizadas e não semaforizadas estão relacionados com 
a fluidez e a segurança do tráfego em vias urbanas. 
Em interseções semaforizadas, a capacidade se refere à 
quantidade de veículos que podem atravessar a interseção 
em um determinado período de tempo, considerando o 
tempo de verde do sinal. A capacidade depende de diversos 
fatores, como o número de faixas de tráfego, o fluxo de 
veículos, a configuração da interseção e a duração do sinal 
verde. Já o desempenho está relacionado com a eficiência 
do tráfego em termos de tempo de espera, 
congestionamento e segurança. 
Em interseções não semaforizadas, a capacidade e o 
desempenho estão relacionados com a organização do 
tráfego em relação à preferência e prioridade de passagem. 
A capacidade é influenciada pelo número de vias de acesso, 
pela geometria da interseção e pela velocidade dos veículos. 
Já o desempenho está relacionado com a eficiência do fluxo 
de tráfego em termos de segurança e tempo de espera. 
Para melhorar a capacidade e o desempenho em 
interseções semaforizadas e não semaforizadas, são 
necessárias medidas de planejamento urbano, sinalização, 
engenharia de tráfego e educação do usuário. Alguns 
exemplos de medidas podem incluir: 
- Redução do tempo de sinal vermelho em interseções 
semaforizadas para aumentar a capacidade de tráfego; 
- Implantação de faixas exclusivas para ônibus e 
bicicletas para melhorar a fluidez do tráfego; 
- Criação de rotatórias e círculos para melhorar a 
capacidade e reduzir os pontos de conflito em interseções 
não semaforizadas; 
- Implementação de medidas de acalmamento de 
tráfego, como redução de velocidade e faixas 
compartilhadas, para melhorar a segurança de pedestres e 
ciclistas; 
- Realização de campanhas educativas para 
conscientizar os usuários sobre as regras de trânsito e a 
importância de respeitar a sinalização e os pedestres. 
 
Segurança no trânsito e segurança viária 
Segurança no trânsito e segurança viária são conceitos 
relacionados à prevenção de acidentes e à promoção da 
segurança nas vias públicas. 
A segurança no trânsito diz respeito à segurança dos 
usuários do trânsito, incluindo motoristas, passageiros, 
ciclistas e pedestres. Ela se concentra em ações para 
prevenir acidentes e minimizar os danos caso eles ocorram, 
como uso de equipamentos de segurança, como cintos de 
segurança, capacetes e dispositivos de retençãoinfantil, e 
campanhas educativas para conscientizar os usuários sobre 
as regras de trânsito e a importância de um comportamento 
seguro no trânsito. 
Já a segurança viária é um conceito mais amplo, que se 
concentra na segurança de todas as pessoas que interagem 
com o espaço viário, incluindo os usuários do trânsito, mas 
também os pedestres, ciclistas e moradores das áreas 
adjacentes. Ela busca criar um ambiente seguro e acessível 
para todas as pessoas que utilizam as vias públicas, com 
ações de planejamento urbano, engenharia de tráfego e 
educação do usuário. 
 
Como é realizado o processo de segurança viária? 
Ao falarmos de segurança viária estamos nos referindo a 
um conjunto de normas legais que dispõe sobre os direitos e 
deveres da população e do governo em relação aos 
cuidados no trânsito. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
35MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Por isso, os pedestres, os motoristas e o governo, são 
personagens principais para uma segurança viária eficaz. 
O processo de cuidados e estratégias viárias, na esfera 
de responsabilidade governamental, é realizado através da 
elaboração de políticas controladoras que devem ser 
seguidas e, em caso de desobediência, receberão as 
devidas sanções referentes ao grau de infração cometido. 
Aos motoristas e pedestres, estes realizam a segurança 
viária agindo com urbanidade e com educação, cumprindo 
deveres que vão além das leis. 
Aos motoristas que portam veículos de todos os portes 
também devem se atentar aos cuidados estipulados pelas 
normas de trânsito. Seja em ruas com veículos menores ou 
rodovias com veículos de carga, a atenção à velocidade, à 
sinalização e à segurança do condutor são essenciais para 
evitar acidentes. 
Para que os veículos sejam conduzidos com segurança, 
regras devem ser atendidas e respeitadas tanto na direção, 
quanto na estrutura. Os motoristas devem, por exemplo: 
- Não fazer o uso de aparelho telefônico durante a 
direção; 
- Respeitar os limites de carga e altura do veículo nas 
vias urbanas; 
- Não ultrapassar os limites de velocidade; 
- Estar com a documentação própria, do veículo e das 
cargas em dia; 
- Manter exames médicos e toxicológico atualizados e 
sem alterações; 
- Fazer uso de cinto de segurança e capacete, etc. 
 
Quanto aos pedestres: 
- Evitar o uso de celular enquanto caminham pelas vias; 
- Atravessar sempre na faixa de pedestre; 
- Não correr ao atravessar a rua; 
- Evitar sinalizar para transportes públicos no limite da 
calçada. 
 
4 pilares dasegurança viária 
Para uma segurança viária eficaz, é necessário se 
atentar aos pilares abaixo. Cada pilar traz um ponto de 
segurança para o condutor de veículos, para as vias, e para 
os usuários das mesmas. Vejamos: 
1- Primeiro pilar: Gestão de Segurança Viária 
Para que este pilar seja eficaz, ele deve atender a sete 
requisitos, sendo eles: 
- contexto da organização; 
- liderança e compromisso; 
- planejamento; 
- suporte; 
- operação; 
- avaliação de desempenho; 
- melhoria. 
 
2 – Segundo pilar: Via 
- identificação de rotas críticas; 
- análise de risco de rotas; 
- rotogramas físicos; 
- rotogramas falados; 
- cercas eletrônicas. 
 
3 – Terceiro pilar: Veículo 
- manutenção de itens críticos a segurança (pneus e 
freios); 
- telemetria / controle de velocidade; 
- rastreamento com redundância; 
- rotogramas falados e físicos; 
- sistema de avaliação de fadiga; 
- controle da jornada. 
 
4 – Quarto pilar: 
- rigoroso processo de recrutamento e seleção para sua 
equipe de colaboradores; 
- processo estruturado de integração; 
- treinamentos teóricos e práticos iniciais; 
- reciclagens constantes; 
- monitoramento da direção em tempo real; 
- capacitação continuada; 
- reconhecimento dessa equipe. 
 
CONCEITOS DE TECNOLOGIAS, LOGÍSTICA 4.0, 
TRANSFORMAÇÃO DIGITAL, ERP. 
CONCEITOS DE CUSTOS LOGÍSTICOS 
 
Conceitos de tecnologias, logística 4.0 
Tecnologia é um termo que se refere ao conjunto de 
conhecimentos técnicos, científicos e práticos que permitem 
a criação, o desenvolvimento e a utilização de ferramentas, 
máquinas, equipamentos, sistemas e processos para 
solucionar problemas e atender necessidades humanas. É 
um campo que envolve a aplicação sistemática do 
conhecimento para criar produtos e serviços que possam 
melhorar a vida das pessoas. 
Existem diversas áreas de tecnologia, tais como a 
tecnologia da informação, a tecnologia da comunicação, a 
tecnologia médica, a tecnologia ambiental, a tecnologia de 
materiais, entre outras. Cada área tem seus próprios 
conceitos, ferramentas e processos, mas todas compartilham 
o objetivo de criar soluções para problemas e necessidades 
humanas. 
As tecnologias podem ser classificadas de diversas 
formas, tais como tecnologias de produção, tecnologias de 
informação, tecnologias de comunicação, tecnologias limpas, 
entre outras. Além disso, as tecnologias estão em constante 
evolução, e novas tecnologias são criadas continuamente 
para atender às necessidades e demandas da sociedade. 
As tecnologias são importantes para o desenvolvimento 
econômico, social e ambiental de uma nação, e são 
utilizadas em diversas áreas, tais como saúde, educação, 
indústria, agricultura, meio ambiente, entre outras. Com a 
rápida evolução das tecnologias, é fundamental que as 
pessoas e as empresas estejam atualizadas e preparadas 
para utilizá-las de forma eficiente e sustentável. 
 
A logística 4.0 
A Logística 4.0 é uma abordagem moderna da logística 
que busca aprimorar a eficiência e a eficácia dos processos 
logísticos por meio da aplicação de tecnologias avançadas e 
da integração de sistemas, pessoas e processos. 
A Logística 4.0 é baseada em quatro pilares principais: a 
Internet das Coisas (IoT), a Inteligência Artificial (IA), a 
Computação em Nuvem e a Big Data Analytics. Essas 
tecnologias permitem a coleta e análise de grande 
quantidade de dados em tempo real, possibilitando uma 
tomada de decisão mais rápida e precisa. 
A Logística 4.0 tem como objetivo principal a otimização 
de toda a cadeia logística, desde o planejamento até a 
entrega do produto final ao cliente. Isso é possível por meio 
da automação de processos, da otimização de rotas e do 
gerenciamento inteligente de estoques, entre outras ações. 
Além disso, a Logística 4.0 também possibilita a 
personalização de produtos e serviços, permitindo que as 
empresas atendam às necessidades específicas de cada 
cliente de forma mais rápida e eficiente. 
 
A evolução da logística 
A evolução da logística tem total relação com as 
revoluções da indústria nos últimos 200 anos. De fato, não 
existe Indústria 4.0 sem Logística 4.0. 
No início, a logística começou a ser concretizada ainda 
pela civilização egípcia antiga, com armazéns para grãos 
que serviam para manutenção de seu Império, como uma 
forma de contornar as cheias e secas do Rio Nilo. 
A partir daí, é possível descrever essa linha do tempo 
com diferentes eras: 
- Logística 0 (entre 1900 e 1940): do Campo ao 
Mercado e focado na economia agrária; 
- Logística 1.0 (entre 1940 e 1960): Especialização e 
necessidades de guerra, focado no desempenho funcional; 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
36MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
- Logística 2.0 (entre 1960 e 1970): Integração interna 
de processos; 
- Logística 3.0 (entre 1970 e 1980): O cliente é quem 
importa, focado na busca por eficiência; 
- Logística 4.0 (iniciou em 1980 e está em evolução 
até hoje): A era do Supply Chain, da integração de 
processos e da tecnologia. Focado em tornar a logística 
como um diferencial de negócio. 
 
Principais tecnologias da logística 4.0 
A logística 4.0 trabalhacom diversas tecnologias que são 
comuns ao ambiente corporativo inteligente. Além de reduzir 
as taxas de erros, melhora todos os processos operacionais, 
com muitas vantagens para todo o negócio. 
Confira, a seguir, as principais tecnologias utilizadas pela 
logística 4.0. 
 
Internet das Coisas 
Internet das Coisas refere-se à interconexão de diversos 
aparelhos que usam linguagem comum e se conectam em 
rede através da internet. 
Além dos computadores e celulares, novos dispositivos 
estão conectados, como veículos, máquinas industriais 
inteligentes, drones, entre outros. Em comum, todos eles têm 
o fato de enviar e receber dados digitais. 
A conexão IoT permite transmitir informações de um 
aparelho para outro, tornando todas as etapas de trabalho 
mais inteligentes, modernas e automatizadas. 
 
Inteligência Artificial 
A Inteligência Artificial é uma das tecnologias mais 
revolucionárias. Ela permite que as máquinas sejam mais 
independentes, façam cálculos, prevejam erros e possam, 
inclusive, tomar decisões com mais autonomia. 
Assim, é possível entregar resultados positivos de forma 
mais ágil, ao mesmo tempo em que se minimiza a 
possibilidade de problemas. 
 
Computação em Nuvem 
A computação em nuvem é um tipo de tecnologia que 
permite a virtualização de dados da empresa. É possível 
gerenciar, enviar e receber dados através dos computadores, 
sem a necessidade de ter todos os arquivos em formato 
físico. 
Além de ocupar menos espaço físico, o Cloud Computing 
garante também maior mobilidade, sendo possível acessar 
os mesmos arquivos do computador, celular ou qualquer 
outro aparelho de forma segura, onde e quando for 
necessário. 
 
Big Data 
O Big Data é outra tecnologia importante em diversos 
pontos da cadeia industrial, pois é responsável pela análise 
de um grande volume de dados não estruturados e 
estabelecer uma relação entre eles. 
Assim, o setor logístico pode ter uma visão mais ampla e 
estratégica de todo o fluxo produtivo da empresa. 
 
Digital twin 
O gêmeo digital é um tipo de tecnologia que permite 
criar, virtualmente, a cópia de uma máquina real. 
A cópia digital permite que seja feita uma simulação de 
funcionamento e estresse da máquina real, sem a 
necessidade de colocar em risco nenhum objeto verdadeiro. 
 
Machine learning 
Machine Learning é a capacidade de uma máquina 
automatizada de aprender e analisar criticamente as 
informações recebidas. 
Para a logística, o Machine Learning é importante para 
melhorar os dados relacionados à segurança e estoque, 
além de aumentar a agilidade e a precisão dos 
equipamentos. 
BPMS 
BPMS (Business Process Management Suite) é uma 
solução integrada de software que permite fazer a gestão de 
processos da empresa de forma automatizada. 
O uso do BPM é essencial para criar um ambiente 
inteiramente conectado e mais eficiente, com todas as áreas 
do negócio integradas e se comunicando na mesma língua. 
 
O impacto da logística 4.0 no mercado 
A busca da logística 4.0 para tornar os processos mais 
ágeis já está mostrando resultados. Ou seja, ela não é o 
futuro: é o presente! 
Assim como em qualquer outro segmento, a tecnologia 
tornou o setor de logística mais competitivo. Um exemplo é a 
preferência dos clientes por empresas de transporte que 
disponibilizem rastreamento da encomenda. 
O recurso vem se tornando tão comum, popularizado por 
empresas de grande porte como Amazon e Submarino, que 
hoje o consumidor chega ao ponto de estranhar o processo 
de fazer uma compra e não poder rastrear o objeto. 
Hoje, cada vez mais empresas de diferentes portes estão 
aderindo a essa e outras tecnologias. 
Outro exemplo comum é a migração crescente de 
negócios inteiros dos tradicionais data center para a nuvem, 
onde estão a salvo de falhas e acidentes, como incêndios, 
além de cortarem custos em manutenção e em espaço físico. 
Afinal, a nuvem não ocupa espaço nenhum. 
Além disso, outras empresas já estão indo mais longe 
com tecnologias mais complexas como IoT (Internet das 
Coisas), Machine Learning e BI. 
Tudo isso já apresenta grande impacto em diversas 
partes da logística, possibilitando mudanças como: 
- monitoramento à distância de carga/veículos; 
- acompanhamento da equipe externa; 
- gestão virtual de estoques; 
- coleta e compartilhamento de dados; 
- desburocratização; 
- tomada de decisões data driven; e 
- roteirização de entregas. 
 
Transformação digital 
A transformação digital é um processo que visa a 
incorporação de tecnologias digitais nas estratégias de 
negócios e operações de uma organização, com o objetivo 
de aumentar a eficiência e a eficácia das atividades 
desenvolvidas, bem como melhorar a experiência do cliente 
e gerar novas oportunidades de mercado. 
Esse processo pode envolver a adoção de diversas 
tecnologias, como inteligência artificial, internet das coisas, 
automação de processos, big data, analytics, cloud 
computing, entre outras. 
A transformação digital afeta todos os setores da 
economia e pode levar à criação de novos modelos de 
negócios, novas formas de interação com os clientes e até 
mesmo a criação de novos produtos e serviços. 
Entre os principais benefícios da transformação digital 
estão a otimização de processos, a redução de custos, o 
aumento da produtividade, a melhoria da experiência do 
cliente e a criação de novas oportunidades de negócios. 
No entanto, a transformação digital também pode trazer 
desafios, como a necessidade de capacitação de pessoal, a 
adaptação a novas tecnologias e a gestão de dados e 
informações de forma segura e eficiente. 
Em resumo, a transformação digital é um processo que 
busca incorporar tecnologias digitais nas estratégias de 
negócios e operações de uma organização, com o objetivo 
de melhorar a eficiência, a eficácia e a experiência do cliente, 
além de gerar novas oportunidades de mercado. 
Existem inúmeros exemplos de transformação digital em 
diferentes setores da economia. A seguir, apresento alguns 
exemplos: 
Varejo: A adoção do comércio eletrônico, a digitalização 
dos estoques, a utilização de inteligência artificial e análise 
de dados para recomendação de produtos e a automatização 
dos processos de logística são exemplos de transformação 
digital no setor do varejo. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
37MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Saúde: A telemedicina, a utilização de inteligência 
artificial para diagnósticos e tratamentos mais precisos, a 
digitalização de prontuários médicos e a adoção de 
tecnologias para gestão de estoques e suprimentos são 
exemplos de transformação digital no setor de saúde. 
Indústria: A utilização de sensores para monitoramento 
de processos produtivos, a adoção de robôs para tarefas 
repetitivas e perigosas, a utilização de impressoras 3D para 
produção de protótipos e a gestão de dados em nuvem são 
exemplos de transformação digital no setor industrial. 
Finanças: A adoção de bancos digitais, a utilização de 
inteligência artificial para análise de riscos e concessão de 
crédito, a utilização de chatbots para atendimento ao cliente 
e a adoção de criptomoedas e blockchain para transações 
financeiras são exemplos de transformação digital no setor 
financeiro. 
Educação: A adoção de plataformas de ensino à 
distância, a utilização de jogos educativos e realidade virtual 
para aprendizagem e a gestão de dados para 
acompanhamento do desempenho dos alunos são exemplos 
de transformação digital no setor educacional. 
 
ERP 
O ERP (Enterprise Resource Planning) é um software de 
Planejamento de Recursos Empresariais que melhora a 
gestão das empresas, automatizando os processos e 
integrando as atividades de vendas, finanças, contabilidade, 
fiscal, estoque, compras, recursos humanos, produção e 
logística. Com ele é possível criar uma base de dados 
operacional e gerencialconfiável, que facilita o trabalho 
sincronizado de diferentes departamentos, evitando perda de 
informação, eliminando retrabalhos e reduzindo custos. 
Os principais resultados depois da implementação do 
ERP são melhoria da produtividade geral da empresa, ganho 
de qualidade nos processos e a disponibilidade de 
informações gerenciais rápidas e seguras para a tomada de 
decisão, agregando benefícios estratégicos para toda 
organização. 
O ERP conta ainda com algumas soluções 
complementares como: 
CRM (Customer relationship management): Solução 
de gerenciamento do relacionamento com os clientes. 
Facilita o uso das informações já disponíveis no ERP sobre o 
cliente, melhorando os resultados das ações de pré-venda, 
venda e pós-venda com o efetivo uso e registro dos dados 
sobre o cliente. 
BI (Business Intelligence): Solução de inteligência 
empresarial ou sistema de informação gerencial, disponibiliza 
e organiza os dados para facilitar a análise, resultados, 
tendências e o monitoramento das informações da empresa. 
RH (Recursos Humanos): Software para 
desenvolvimento, controle e gerenciamento dos recursos 
humanos da empresa. Inclui pagadoria, acesso, segurança, 
saúde, capacitação, desenvolvimento, avaliação, plano de 
cargos e carreira, previdência e portal de informações entre 
outras. 
Mobile: Ferramenta que permite a análise, 
acompanhamento e tomada de decisão através de 
dispositivos móveis, facilitando a vida dos gestores que estão 
em constante deslocamento, evitando que processos na 
empresa parem à espera da disponibilidade destes 
profissionais. 
PDV (Ponto de Venda): Solução desktop instalado na 
loja que possui recursos para o controle das informações 
sobre a rotina da empresa, desde o módulo de venda, 
emissão de NFe, SPED até o inventário. 
Estas soluções complementares geram melhores 
resultados quando estão integradas ao ERP, assim é 
importante escolher um produto completo que possa suprir 
estas necessidades à medida que a empresa cresce. 
 
Funcionamento nas empresas 
Em um primeiro momento, o sistema ajuda o gestor a: 
administrar as contas a pagar e a receber, monitorar as 
vendas e acompanhar os pedidos de compras. 
A ferramenta também contribui para a gestão de 
pessoas, por meio da oferta de informações sobre a 
produtividade da equipe, por exemplo. Dessa maneira, o 
sistema ERP facilita o gerenciamento das informações de 
diversos setores da organização. 
Essa característica aumenta o controle e o 
acompanhamento dos processos. Afinal, se cada 
departamento utilizar um software diferente, podem ser 
gerados erros nas informações que comprometerão a 
capacidade produtiva. 
Por sua vez, a integração dos dados aumenta a 
eficiência da gestão e dá rapidez aos procedimentos. A 
comunicação entre as equipes também passa a ser mais 
efetiva e os problemas podem ser resolvidos com agilidade. 
A consequência são menos impasses com clientes ou 
fornecedores. 
Quer entender como esse processo funciona na prática? 
Por exemplo: o ERP identifica que uma matéria-prima foi 
encaminhada ao setor de produção. De maneira automática, 
esse item é retirado do estoque e as informações do setor de 
compras são atualizadas. Desse modo, há mais facilidade 
para controlar a necessidade de aquisição de materiais. 
Além disso, o sistema pode auxiliar os departamentos de 
RH e finanças. Por exemplo: o gestor de recursos humanos 
lança os dados dos colaboradores, enquanto o financeiro 
insere as informações de pagamentos. Nesse processo, a 
solução faz o controle de todo o ciclo para evitar erros nos 
valores repassados. 
Por fim, o setor de marketing também pode utilizar o 
software de gestão. Ao perceber que um produto apresenta 
queda nas vendas, você pode realizar uma campanha 
específica para mudar a situação e evitar um prejuízo. Ainda 
existem outras funcionalidades oferecidas pelo ERP, entre 
elas: 
- simplificação de processos operacionais; 
- união de inteligência e qualidade para as informações; 
- controle de estoque e de custos; 
- gestão integrada dos dados; 
- controle e cumprimento dos prazos; 
- aumento da produtividade. 
 
Desse modo, fica claro que todos os setores são 
beneficiados. No entanto, saber o que é o ERP é apenas o 
primeiro passo. Mais que as aplicabilidades já destacadas, 
essa solução também fornece mais transparência às ações 
executadas. 
 
Principais módulos do ERP 
Um sistema ERP completo apresenta diversos módulos 
que podem fazer parte do modelo padrão ou 
indexados conforme as necessidades da companhia. 
Conheça os principais: 
- faturamento; 
- financeiro; 
- compras; 
- estoque; 
- RH; 
- fiscal; 
- gerenciamento de projetos; 
- produção. 
 
Vale a pena destacar que existe, portanto, a 
possibilidade de personalização. 
 
Vantagens do sistema ERP 
Automação 
Um sistema de gestão reduz o tempo necessário aos 
colaboradores para desempenhar tarefas burocráticas e 
repetitivas. O ERP automatiza as atividades e facilita a 
padronização de processos, com a adoção de estruturas 
simplificadas. Assim, seu negócio pode desempenhar as 
demandas de forma ágil e com grande potencial de 
colaboração entre equipes de diferentes setores. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
38MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Redução de custos 
O software ERP tem o importante papel de integrar 
informações de diferentes departamentos do negócio, a fim 
de facilitar o acesso aos dados. Dessa forma, o gestor 
acompanha melhor o dinheiro disponível em caixa e 
identifica o valor necessário para dar continuidade às 
operações. 
Por consequência, ele pode fazer um diagnóstico mais 
aprofundado sobre as medidas necessárias para diminuir 
custos sem afetar a produtividade. A ferramenta também 
ajuda a identificar os níveis necessários de estoque. 
O propósito é evitar uma quantidade excessiva de 
materiais e trabalhar com o estoque mínimo, a fim de evitar 
despesas significativas e a perda de oportunidades. 
 
Acompanhamento das vendas 
Um sistema ERP também possibilita monitorar o 
desempenho da equipe de vendas e dos produtos com maior 
saída. Dessa forma, o gestor identifica se é necessário 
investir mais em determinado segmento, por exemplo, ou se 
a melhor estratégia é a descontinuação de um item que não 
gera resultados expressivos para o negócio. 
A ferramenta ainda faz o registro da venda de um 
produto, com a baixa automática do item no estoque. Esse 
processo contribui para evitar erros sobre identificação da 
quantidade disponível para comercialização, por exemplo, o 
que favorece a diminuição de falhas durante as negociações. 
Além do mais, muitos sistemas de gestão permitem a 
criação de alertas pelo responsável do setor de estoque, com 
o intuito de ser informado sobre o momento em que o nível 
de armazenamento chegou a um limite mínimo 
recomendado. Com esse dado, é possível solicitar ao setor 
de compras a realização de um novo pedido ao fornecedor. 
 
Transparência e segurança 
O sistema ERP cria uma base centralizada de dados 
corporativos — situação que gera mais transparência aos 
processos e às informações. As atividades de cada área 
aparecem em uma única tela para os usuários, no formato de 
um dashboard. Com isso, há mais facilidade 
no monitoramento das demandas de cada setor. 
Além disso, um software de gestão aumenta os níveis de 
segurança dos dados do negócio, como vimos. Afinal, muitas 
ferramentas já possibilitam o envio das informações para a 
nuvem, que, geralmente, conta com sistemas robustos de 
proteção. 
 
 
Integração 
Os gestores nem sempre utilizam recursos tecnológicos 
na gestão e administram as informações do negócio com o 
uso de planilhas de Excel. Apesar de ser uma alternativa 
bastante utilizada, torna-se inviável quando a companhia 
cresce ou deseja se consolidar no mercado. 
Nesse caso, o controle fica mais difícil,pois o número de 
dados aumenta e os setores têm mais dificuldade de 
promover uma comunicação eficiente. A integração de 
ferramentas ainda facilita esse monitoramento do gestor e 
dos colaboradores da companhia. 
Assim, o sistema ERP permite acompanhar diversos 
departamentos ao mesmo tempo. O setor financeiro, por 
exemplo, pode ter acesso às informações da área de 
compras e efetuar o pagamento dos fornecedores. O 
software também simplifica o monitoramento da previsão de 
vendas. 
Com a identificação dos pedidos feitos pelos clientes, a 
equipe de produção programa suas atividades com mais 
eficiência. Por sua vez, o setor de estoque verifica com mais 
agilidade se os níveis dos itens estão adequados para 
atender à demanda, por exemplo. 
Fica claro, portanto, que essa integração de informações 
ajuda o gestor a fazer análises mais precisas sobre o 
negócio. O resultado é a tomada de decisão mais eficaz, 
que favorece o crescimento da empresa. 
Diminuição de erros 
O uso de diferentes sistemas dentro da companhia pode 
gerar falhas na comunicação entre as plataformas e erros 
nas informações. A mesma situação ocorre quando os 
colaboradores preferem encaminhar dados por e-mails ou 
planilhas de Excel. 
Com o uso de um sistema ERP, há diminuição de 
falhas no gerenciamento e no registro das informações. 
A solução também evita que dois setores diferentes precisem 
cadastrar dados semelhantes, mas que terão usos 
diferenciados. 
Por exemplo: os vendedores lançam os dados sobre os 
pedidos no software. As informações já seguem para a 
equipe administrativa, que as utiliza para fazer a emissão de 
notas e boletos. Elas também são repassadas à equipe de 
expedição de pedidos, a fim de diminuir o tempo de espera 
do cliente e os erros cometidos nesses processos. 
 
Gestão de pessoas 
A falta de utilização de sistemas integrados, geralmente, 
gera a perda significativa de tempo com tarefas 
administrativas. Essa característica leva à diminuição da 
produtividade da equipe e da eficiência das operações. 
Ao utilizar um sistema ERP, os profissionais dedicam 
suas horas de trabalho ao desempenho de atividades que 
geram mais valor para a organização, como a definição de 
estratégias de vendas, marketing e contratação de pessoas. 
O setor de recursos humanos também ganha mais 
tempo para se dedicar ao desempenho de demandas que 
buscam valorizar o colaborador, como a criação de um 
plano de carreira e de cursos de capacitação. 
Assim, os colaboradores se sentem mais motivados para 
desempenhar suas atividades. Ao mesmo tempo, a empresa 
utiliza seu potencial humano para obter diferenciais 
competitivos e se destacar da concorrência. 
 
Auxílio às tomadas de decisão 
Uma gestão mais efetiva das informações auxilia na 
identificação de quais áreas precisam de mais investimentos, 
assim como das estratégias a serem adotadas para reduzir 
custos. O sistema ERP realiza essas atividades e ainda 
contribui para a detecção de falhas nos processos e a 
visualização dos principais fatores que geram despesas 
desnecessárias. 
Da mesma forma, ele conta com funcionalidades que 
permitem a visualização gráfica das informações mais 
importantes da companhia e facilita a identificação dos 
principais indicadores de desempenho do negócio, bem 
como sua configuração para um monitoramento automático. 
Em resumo, o gestor acompanha os KPIs (Key 
Performance Indicators), analisa e identifica as principais 
causas dos problemas, e adota medidas para solucioná-los 
com mais rapidez e eficiência. 
 
Conceitos de custos logísticos 
Chamamos de custos logísticos todos aqueles gastos 
relacionados a demandas e processos logísticos de uma 
empresa. Eles podem variar de uma organização para outra, 
de acordo com o nicho de cada uma. Mas, em geral, 
envolvem: 
- despesas com armazenamento; 
- despesas com transporte e frota; 
- despesas com mão-de-obra; 
- despesas com embalagem; 
- despesas com tarifas e impostos; 
- adoção de tecnologias para a melhoria do trabalho. 
 
Todos esses fatores são pontos que interferem e 
influenciam no cálculo final do custo logístico. Trata-se de 
uma despesa nem sempre compreendida pelo gestor, mas 
que consome uma fatia generosa do orçamento da empresa. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
39MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Principais custos 
O transporte 
Os custos logísticos para manter uma frota são muito 
altos, envolvendo gastos com aquisição, manutenção, 
depreciação e operação. Além do mais, esses custos de 
transporte envolvem outros gastos, decorrentes dos 
problemas de infraestrutura, roubos de cargas e riscos de 
acidentes. 
 
A armazenagem 
Os custos com armazenagem também podem 
representar uma boa porcentagem dos custos logísticos, 
envolvendo mão de obra, aluguel de galpões, equipamentos, 
instalações. 
São as operações de armazenagem que asseguram as 
condições essenciais para que a organização tenha meios 
de guardar sua matéria-prima e produtos de forma 
adequada. Assim, os custos com armazenagem são 
proporcionais à rotatividade dos insumos. 
Uma empresa que produz muito, mas vende pouco terá 
custos altos de armazenagem. Esses custos também 
aumentam quando há estoques superlotados, principalmente 
com baixa demanda. 
 
As embalagens 
As embalagens transformaram-se em itens essenciais 
para os processos logísticos, especialmente com o 
desenvolvimento do e-commerce, que favoreceu o 
transporte de um sem-número de mercadorias de diversas 
naturezas. 
A logística foi compelida a ajustar-se a essa nova 
realidade, e os custos aumentaram. Existem necessidades, 
como transporte de cargas frágeis em embalagens que 
garantam a segurança do produto durante o trajeto. 
Quanto mais frágil ou perigoso for o produto ou matéria-
prima, maior será a necessidade de investir em embalagens 
adequadas — e os custos logísticos tendem aumentar. 
 
A tecnologia 
Para melhorar a eficiência de suas operações logísticas, 
as empresas vêm investindo em tecnologia de ponta. Dessa 
maneira, os custos logísticos também envolvem a aquisição, 
instalação e manutenção de determinados equipamentos e 
dispositivos. 
As empresas reservam parte de seu capital de giro para 
investir em tecnologia. Mas vale frisar que se trata mais de 
um investimento do que de um custo somente. Afinal de 
contas, de algum modo, a tecnologia vai contribuir para 
aumentar a produtividade, melhorar a eficiência dos 
processos e também reduzir custos. 
Por exemplo, a manutenção de sistemas de 
monitoramento e rastreamento de carga são custos. 
Contudo, é importante lembrar que, usando esses sistemas, 
os riscos nas estradas diminuem bastante, o que só traz 
benefícios ao caixa da empresa, gerando economia em 
médio e longo prazo. 
 
Os recursos humanos 
As operações logísticas requerem mão de obra. Dessa 
maneira, manter equipes de profissionais em diversas áreas 
(operacional, liderança, marketing e outras) envolve muitos 
gastos, considerando especialmente que, na logística, há 
pouca disponibilidade de trabalhadores qualificados, o que 
aumenta a média salarial deles. 
Geralmente, a empresa precisa aplicar recursos em 
treinamentos e capacitações para os profissionais de seu 
quadro de funcionários. 
Isso significa que existem custos logísticos para 
contratação e manutenção dos funcionários que atuam sobre 
os processos logísticos. 
BLOCO III 
 
MOVIMENTAÇÃO E TRANSPORTE DE CARGAS E 
PRODUTOS PERIGOSOS: PRODUTOS PERIGOSOS, 
EXPLOSIVOS, GASES, LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS, 
SÓLIDOS OU SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS, 
SUBSTÂNCIAS OXIDANTES, 
SUBSTÂNCIAS TÓXICAS, INFECTANTES 
E IRRITANTES, SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS, 
CORROSIVOS E SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS DIVERSAS 
 
Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de 
Transportes (DNIT), o transporte de cargas perigosas refere-
se à movimentação de produtos de natureza química,biológica ou radiológica e que são nocivas ao meio ambiente 
e ao ser humano. A Resolução 5.232/16 e a Resolução 
5.848/19 trazem informações acerca do regulamento do 
transporte rodoviário no país e lista quase 3 mil mercadorias 
que são enquadradas como cargas perigosas. 
Assim, por medida de segurança, os produtos são 
classificados de acordo com sua natureza. Dessa forma, em 
caso de vazamento ou perda, é possível tomar as medidas 
corretas a fim de não piorar a situação. Veja a divisão: 
- explosivos: substâncias que produzem gases e calor, 
como pólvora ou nitroglicerina; 
- gases: esses produtos dispersam-se facilmente e não 
apresentam odor ou cor, como gás de cozinha, cloro e 
amônia; 
- líquidos inflamáveis: esses produtos geram reação de 
combustão em alta temperatura. Isso ocorre com os 
combustíveis, como gasolina, álcool e óleo diesel; 
- sólidos inflamáveis: essas substâncias se tornam 
inflamáveis com o atrito ou contato com chamas, como o 
enxofre; 
- substâncias tóxicas: produtos químicos capazes de 
causar danos sérios à saúde do ser humano, como os 
pesticidas; 
- material corrosivo: seja no estado líquido seja no 
estado sólido, os materiais corrosivos causam queimaduras 
ao entrar em contato com a pele, como o ácido sulfúrico e 
hidróxido de sódio. 
- material radioativo: utilizados na área industrial e no 
setor hospitalar, esses elementos liberam radioatividade e 
precisam ser transportados em contêineres blindados de 
chumbo que garantam que a radioatividade não se espalhe. 
 
Para realizar o transporte de cargas perigosas, é 
necessário obter uma certificação específica, conhecida 
como MOPP, sigla para Movimentação Operacional de 
Produtos Perigosos. 
Administrada pelo CONTRAN, essa certificação 
busca garantir a capacitação do condutor para manter a 
segurança dele, da carga e dos outros motoristas, além de 
garantir o conhecimento teórico e prático a respeito do que 
deve ser feito em caso de acidentes ou problemas com 
cargas perigosas. 
 
Treinamento MOPP para motorista de caminhão 
O curso de MOPP para capacitação de caminhoneiros 
no transporte de cargas perigosas foi estabelecido 
pelo decreto 96.044/88 do Conselho Nacional de Trânsito, 
definindo a carga horária de até 60 horas para o treinamento 
completo. 
Essencial para otimizar a direção defensiva, proteger a 
carga em situações adversas e capacitar o motorista para 
agir adequadamente em caso de acidentes, podemos 
entender que o objetivo do curso MOPP é mostrar o que 
deve ser feito em um eventual vazamento de produtos 
tóxicos ou incêndio com risco de explosão. 
Resumidamente, os temas abordados são: 
- Meio ambiente; 
- Cidadania; 
- Direção defensiva; 
- Leis de trânsito; 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
40MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
- Normas de segurança; 
- Primeiros socorros; 
- Prevenção de acidentes; 
- Movimentação de produtos perigosos. 
 
O treinamento, assim como sua eventual renovação, 
é obrigatório para quem deseja realizar o transporte de 
cargas perigosas. 
 
Cargas perigosas 
Carga perigosa é aquela que pode causar danos à 
população e ao meio ambiente, devido às suas 
características tóxicas, explosivas, inflamáveis, entre outras. 
Além disso, a movimentação de cargas perigosas deve 
seguir as regras determinadas pela ANTT (Agência Nacional 
de Transportes Terrestres), quanto ao tipo de embalagem do 
produto a ser transportado, meio de transporte utilizado 
(aéreo, terrestre, ferroviário ou marinho), rótulos ou 
sinalizações exigidos, volume, entre outras regras 
importantes para a segurança da equipe e da população em 
geral. 
É importante lembrar, também, que não há 
especificações quanto aos tipos de veículos autorizados a 
transportar esse tipo de carga. É permitida a utilização de 
carros, motos, caminhões, bicicletas, carroça, carros de mão, 
entre outros meios de transporte, desde que sejam atendidas 
as exigências para esse tipo de operação e que o veículo 
esteja inscrito no Registro Nacional de Transportadores 
Rodoviários de Cargas — nos casos de transportes com fins 
comerciais, econômicos ou no sistema terceirizado, quando 
há remuneração envolvida. 
 
Explosivos 
Uma carga é considerada explosiva quando é capaz de 
produzir uma reação química com temperatura, velocidade e 
pressão suficientes para causar destruição em tudo o que há 
ao seu redor. Pode ter consistência sólida ou líquida, como 
as munições, substâncias pirotécnicas (pólvora, 
basicamente), nitroglicerina, nitrometano, nitrato de metila, 
entre outros materiais semelhantes. 
Muito utilizada em eventos pirotécnicos, a pólvora é uma 
das cargas mais perigosas que existem. 
 
Gases 
Gases dissolvidos, liquefeitos, refrigerados, aerossóis, 
propano, butano, monóxido de carbono são alguns exemplos 
de gases considerados perigosos pelo seu poder tóxico ou 
inflamável, principalmente, quando há uma alta concentração 
do produto, que é o que os torna ainda mais perigosos, tanto 
durante o transporte como durante a armazenagem. 
Uma concentração acima do normal de um gás liquefeito 
é o que pode torná-lo uma carga bastante perigosa. 
 
Líquidos inflamáveis 
A categoria de líquidos inflamáveis abrange as misturas 
de líquidos em cuja composição haja partículas dissolvidas 
ou em estado de suspensão. Para que sejam perigosos, 
esses líquidos devem ser capazes de produzir uma espécie 
de vapor que, a uma temperatura entre 60°C e 65,5°C, torne-
se inflamável e perigoso durante o transporte. 
Por conterem sólidos em suspensão, as tintas produzem 
vapores altamente inflamáveis. 
 
Sólidos inflamáveis 
Outra categoria contemplada na Resolução nº 
5.232/2016, sobre movimentação de cargas perigosas, são 
os “sólidos inflamáveis”, que nada mais são do que materiais 
combustíveis (pela sua natureza) ou capazes de produzir 
fogo ao sofrerem atrito. Nessa categoria, enquadram-se, 
também, as substâncias que produzem gases inflamáveis na 
presença de água, produzem combustão espontaneamente 
ou que aqueçam de forma perigosa quando expostas ao ar. 
Apesar de bastante utilizado como aditivo nos alimentos, 
o dióxido de titânio pode ser altamente inflamável em contato 
com o ar. 
Substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos 
As chamadas “substâncias oxidantes” são aquelas 
capazes de liberar oxigênio e, com isso, permitir a 
combustão de outros materiais. São exemplos de 
substâncias oxidantes o clorato, o nitrato, o peróxido de 
hidrogênio (água oxigenada), entre outros. 
Já os peróxidos orgânicos são espécies de derivados 
das substâncias oxidantes, instáveis quanto à sua 
temperatura e capazes de emitir calor do seu interior para o 
ambiente externo. O peróxido de benzoíla é um bom 
exemplo desse tipo de substância, muito utilizado na 
indústria de plásticos. 
O peróxido de hidrogênio, popularmente conhecido como 
“água oxigenada”, é um líquido capaz de liberar oxigênio, 
permitindo a combustão de outros materiais. 
 
Substâncias tóxicas e substâncias infectantes 
O transporte de materiais perigosos, como as 
substâncias tóxicas e infectantes, também deve atender às 
determinações da resolução 3.655/2011, que, entre outras 
coisas, as define como substâncias capazes de causar 
danos graves ou morte de seres vivos por inalação ou 
ingestão. 
Isso por que geralmente contêm microrganismos 
causadores de doenças, como vírus, fungos, bactérias, 
protozoários, entre outros. 
As vacinas podem passar de uma substância que salva 
vidas para um material perigoso, devido à sua composição à 
base de microrganismos 
 
Material radioativo 
Um determinado material é considerado radioativo 
quando é composto por substâncias capazes de emitir 
radioatividade, como o Urânio (U), Rádio (Ra), Césio (Cs), 
Polônio (Po), entre outras substâncias semelhantes. 
O problema ocorre pelo fato de que esses elementos sãocapazes de emitir partículas eletromagnéticas (alfa, beta, 
gama, basicamente) do seu núcleo atômico para o ambiente 
externo, causando uma espécie de interação com a matéria 
à sua volta. 
Tragédias como a de Fukushima, no Japão, demonstram 
o potencial de periculosidade dos materiais radioativos. 
 
Substâncias corrosivas 
Quando uma substância é capaz de, por meio de uma 
reação química, causar a degradação dos tecidos de um ser 
vivo por um simples contato, ou também quando é capaz de 
destruir os próprios compartimentos onde são transportados, 
ela pode ser enquadrada na categoria de “substâncias 
corrosivas”, tendo que se submeter às exigências 
para movimentação de cargas perigosas. 
Chumbo, zinco, mercúrio, entre outros, são alguns dos 
metais corrosivos presentes nas pilhas comuns. 
 
Substâncias e artigos perigosos diversos, incluindo 
substâncias que apresentem risco para o meio ambiente 
Essa categoria é específica para as substâncias e os 
materiais que não foram contempladas nas categorias 
anteriores. 
Pode constar aqui qualquer substância na forma de pó, 
capaz de causar danos à saúde quando inalada ou que solte 
vapor combustível; líquidos transportados a temperaturas 
acima de 100°C; e demais substâncias que possam causar 
algum transtorno ao meio ambiente. 
Muito utilizado na fabricação de telhas e caixas d’água, o 
amianto, na forma de pó, pode ser altamente tóxico quando 
inalado. 
 
NR 11 - TRANSPORTE, MOVIMENTAÇÃO, 
ARMAZENAGEM E MANUSEIO DE MATERIAIS. 
 
11.1 Normas de segurança para operação de 
elevadores, guindastes, transportadores industriais e 
máquinas transportadoras. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
41MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
11.1.1 Os poços de elevadores e monta-cargas deverão 
ser cercados, solidamente, em toda sua altura, exceto as 
portas ou cancelas necessárias nos pavimentos. 
11.1.2 Quando a cabina do elevador não estiver ao nível 
do pavimento, a abertura deverá estar protegida por corrimão 
ou outros dispositivos convenientes. 
11.1.3 Os equipamentos utilizados na movimentação de 
materiais, tais como ascensores, elevadores de carga, 
guindastes, monta-carga, pontes-rolantes, talhas, 
empilhadeiras, guinchos, esteiras-rolantes, transportadores 
de diferentes tipos, serão calculados e construídos de 
maneira que ofereçam as necessárias garantias de 
resistência e segurança e conservados em perfeitas 
condições de trabalho. 
11.1.3.1 Especial atenção será dada aos cabos de aço, 
cordas, correntes, roldanas e ganchos que deverão ser 
inspecionados, permanentemente, substituindo-se as suas 
partes defeituosas. 
11.1.3.2 Em todo o equipamento será indicado, em lugar 
visível, a carga máxima de trabalho permitida. 
11.1.3.3 Para os equipamentos destinados à 
movimentação do pessoal serão exigidas condições 
especiais de segurança. 
11.1.4 Os carros manuais para transporte devem possuir 
protetores das mãos. 
11.1.5 Nos equipamentos de transporte, com força motriz 
própria, o operador deverá receber treinamento específico, 
dado pela empresa, que o habilitará nessa função. 
11.1.6 Os operadores de equipamentos de transporte 
motorizado deverão ser habilitados e só poderão dirigir se 
durante o horário de trabalho portarem um cartão de 
identificação, com o nome e fotografia, em lugar visível. 
11.1.6.1 O cartão terá a validade de 1 (um) ano, salvo 
imprevisto, e, para a revalidação, o empregado deverá 
passar por exame de saúde completo, por conta do 
empregador. 
11.1.7 Os equipamentos de transporte motorizados 
deverão possuir sinal de advertência sonora (buzina). 
11.1.8 Todos os transportadores industriais serão 
permanentemente inspecionados e as peças defeituosas, ou 
que apresentem deficiências, deverão ser imediatamente 
substituídas. 
11.1.9 Nos locais fechados ou pouco ventilados, a 
emissão de gases tóxicos, por máquinas transportadoras, 
deverá ser controlada para evitar concentrações, no 
ambiente de trabalho, acima dos limites permissíveis. 
11.1.10 Em locais fechados e sem ventilação, é proibida 
a utilização de máquinas transportadoras, movidas a motores 
de combustão interna, salvo se providas de dispositivos 
neutralizadores adequados. 
11.2 Normas de segurança do trabalho em atividades de 
transporte de sacas. 
11.2.1 Denomina-se, para fins de aplicação da presente 
regulamentação a expressão "Transporte manual de sacos" 
toda atividade realizada de maneira contínua ou 
descontínua, essencial ao transporte manual de sacos, na 
qual o peso da carga é suportado, integralmente, por um só 
trabalhador, compreendendo também o levantamento e sua 
deposição. 
11.2.2 Fica estabelecida a distância máxima de 60,00m 
(sessenta metros) para o transporte manual de um saco. 
11.2.2.1 Além do limite previsto nesta norma, o 
transporte descarga deverá ser realizado mediante impulsão 
de vagonetes, carros, carretas, carros de mão apropriados, 
ou qualquer tipo de tração mecanizada. 
11.2.3 É vedado o transporte manual de sacos, através 
de pranchas, sobre vãos superiores a 1,00m (um metro) ou 
mais de extensão. 
11.2.3.1 As pranchas de que trata o item 11.2.3 deverão 
ter a largura mínima de 0,50m (cinqüenta centímetros). 
11.2.4 Na operação manual de carga e descarga de 
sacos, em caminhão ou vagão, o trabalhador terá o auxílio 
de ajudante. 
11.2.5 As pilhas de sacos, nos armazéns, devem ter 
altura máxima limitada ao nível de resistência do piso, à 
forma e resistência dos materiais de embalagem e à 
estabilidade, baseada na geometria, tipo de amarração e 
inclinação das pilhas. (Alterado pela Portaria SIT n.º 82, de 
01 de junho de 2004) 
11.2.6 (Revogado pela Portaria SIT n.º 82, de 01 de 
junho de 2004) 
11.2.7 No processo mecanizado de empilhamento, 
aconselha-se o uso de esteiras-rolantes, dadas ou 
empilhadeiras. 
11.2.8 Quando não for possível o emprego de processo 
mecanizado, admite-se o processo manual, mediante a 
utilização de escada removível de madeira, com as seguintes 
características: 
a) lance único de degraus com acesso a um patamar 
final; 
b) a largura mínima de 1,00m (um metro), apresentando 
o patamar as dimensões mínimas de 1,00m x 1,00m (um 
metro x um metro) e a altura máxima, em relação ao solo, de 
2,25m (dois metros e vinte e cinco centímetros); 
c) deverá ser guardada proporção conveniente entre o 
piso e o espelho dos degraus, não podendo o espelho ter 
altura superior a 0,15m (quinze centímetros), nem o piso 
largura inferior a 0,25m (vinte e cinco centímetros); 
d) deverá ser reforçada, lateral e verticalmente, por meio 
de estrutura metálica ou de madeira que assegure sua 
estabilidade; 
e) deverá possuir, lateralmente, um corrimão ou guarda-
corpo na altura de 1,00m (um metro) em toda a extensão; 
f) perfeitas condições de estabilidade e segurança, 
sendo substituída imediatamente a que apresente qualquer 
defeito. 
11.2.9 O piso do armazém deverá ser constituído de 
material não escorregadio, sem aspereza, utilizando-se, de 
preferência, o mastique asfáltico, e mantido em perfeito 
estado de conservação. 
11.2.10 Deve ser evitado o transporte manual de sacos 
em pisos escorregadios ou molhados. 
11.2.11 A empresa deverá providenciar cobertura 
apropriada dos locais de carga e descarga da sacaria. 
11.3 Armazenamento de materiais. 
11.3.1 O peso do material armazenado não poderá 
exceder a capacidade de carga calculada para o piso. 
11.3.2 O material armazenado deverá ser disposto de 
forma a evitar a obstrução de portas, equipamentos contra 
incêndio, saídas de emergências, etc. 
11.3.3. Material empilhado deverá ficar afastado das 
estruturas laterais do prédio a uma distância de pelo menos 
0,50m (cinquenta centímetros). 
11.3.4 A disposição da carga não deverá dificultar o 
trânsito, a iluminação, e o acesso às saídas de emergência. 
11.3.5O armazenamento deverá obedecer aos 
requisitos de segurança especiais a cada tipo de material. 
11.4 Movimentação, Armazenagem e Manuseio de 
Chapas de Mármore, Granito e outras rochas. (Acrescentado 
pela Portaria SIT n.º 56, de 17 de setembro de 2003) 
11.4.1 A movimentação, armazenagem e manuseio de 
chapas de mármore, granito e outras rochas deve obedecer 
ao disposto no Regulamento Técnico de Procedimentos 
constante no Anexo I desta NR. (Acrescentado pela Portaria 
SIT n.º 56, de 17 de setembro de 2003) 
 
ANEXO I DA NR-11 
REGULAMENTO TÉCNICO DE PROCEDIMENTOS PARA 
MOVIMENTAÇÃO, ARMAZENAGEM E MANUSEIO 
DE CHAPAS DE ROCHAS ORNAMENTAIS 
1. Princípios gerais 
1.1 Este Regulamento Técnico define princípios 
fundamentais e medidas de proteção para preservar a saúde 
e a integridade física dos trabalhadores e estabelece 
requisitos mínimos para a prevenção de acidentes e doenças 
do trabalho no comércio e na indústria de beneficiamento, 
transformação, movimentação, manuseio e armazenamento 
de chapas rochas ornamentais, sem prejuízo da observância 
do disposto nas demais Normas Regulamentadoras - NR 
aprovadas pela Portaria n.º 3.214, de 8 de junho de 1978, 
nas normas técnicas vigentes e, na ausência ou omissão 
destas, nas normas internacionais aplicáveis. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
42MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
1.2 Os equipamentos devem ser calculados e 
construídos de maneira que ofereçam as necessárias 
garantias de resistência e segurança, conservados em 
perfeitas condições de trabalho. 
1.2.1 Em todo equipamento deve ser indicado, em lugar 
visível, a sua identificação, carga máxima de trabalho 
permitida, nome e CNPJ do fabricante e responsável técnico. 
1.2.1.1 As informações indicadas no subitem 
1.2.1 e demais pertinentes devem constar em livro 
próprio. 
1.2.1.2 Carros porta-blocos e fueiros podem ser 
identificados somente com número próprio e carga máxima 
de trabalho permitida. 
1.2.2 O fabricante do equipamento deve fornecer manual 
de instrução, atendendo aos requisitos estabelecidos na NR-
12, objetivando a correta operação e manutenção, além de 
subsidiar a capacitação do operador. 
1.3 A empresa deve manter registro, em meio físico ou 
eletrônico, de inspeção periódica e de manutenção dos 
equipamentos e elementos de sustentação utilizados na 
movimentação, armazenagem e manuseio de chapas de 
rochas ornamentais. 
1.3.1 Após a inspeção do equipamento ou elemento de 
sustentação, deve ser emitido “Relatório de Inspeção”, com 
periodicidade anual, elaborado por profissional legalmente 
habilitado com ART – Anotação de Responsabilidade 
Técnica – recolhida, que passa a fazer parte da 
documentação do equipamento. 
1.3.2 As inspeções rotineiras e manutenções devem ser 
realizadas por profissional capacitado ou qualificado. 
1.3.3 A empresa deve manter no estabelecimento nota 
fiscal do equipamento adquirido ou, no caso de fabricação 
própria, os projetos, laudos, cálculos e as especificações 
técnicas. 1.4 As áreas de movimentação de chapas devem 
propiciar condições para a realização do trabalho com 
segurança. 
1.4.1 A circulação de pessoas nas áreas de 
movimentação de chapas deve ser interrompida durante a 
realização desta atividade. 
 
2. Requisitos técnicos para equipamentos utilizados 
para movimentação, armazenagem e manuseio de 
chapas de rochas ornamentais 
2.1 Fueiros ou “L” 
2.1.1 As proteções laterais (“L” ou Fueiros) devem 
possuir sistema de trava que impeça a sua saída acidental 
dos encaixes do carro porta-bloco. 
2.1.1.1 O carro porta-bloco deve possuir no mínimo duas 
guias para evitar o deslocamento lateral do “L”. 
2.1.2 Deve-se instalar a proteção lateral (“L” ou Fueiro) 
no carro porta-bloco previamente à retirada do sistema de 
sustentação do equipamento de elevação das frações de 
bloco (“enteras”). 
2.1.2.1 A retirada das proteções laterais (“L” ou Fueiros) 
somente poderá ser realizada dentro do alojamento do tear. 
2.1.3 Os blocos serrados, ainda sobre o carro porta-
bloco e dentro do alojamento do tear, devem possuir ou 
receber, no mínimo, três proteções laterais (“L” ou Fueiros) 
de cada lado, para impedir a queda das chapas. 
2.1.4 As proteções laterais (“L” ou Fueiros) devem ser 
mantidas até a retirada de todas as chapas. 
 
2.2 Carro porta-blocos e carro transportador 
2.2.1 O carro porta-blocos e o carro transportador devem 
dispor de proteção das partes que ofereçam risco, com 
atenção especial aos cabos de aço, ganchos, roldanas, 
rodas do carro, polias, correias, engrenagens, acoplamentos 
e partes elétricas. 
2.2.2 Nenhum trabalho pode ser executado com pessoas 
entre as chapas. 
2.2.3 É proibida a retirada de chapas de um único lado 
do carro porta-blocos, com objetivo de manter a sua 
estabilidade. 
2.2.4 A operação do carro transportador e do carro porta-
bloco deve ser realizada por, no mínimo, duas pessoas 
capacitadas, conforme o item 5 deste Anexo. 
 
2.3 Pátio de estocagem 
2.3.1 Nos locais do pátio onde for realizada a 
movimentação e armazenagem de chapas, devem ser 
observados os seguintes critérios: 
a) o piso deve ser pavimentado, não ser escorregadio, 
não ter saliências, ser nivelado e com resistência suficiente 
para suportar as cargas usuais; (vide prazo para aplicação 
no art. 2º da Portaria MTPS n.º 505, de 29 de abril de 2016) 
b) a área de armazenagem de chapas deve ser protegida 
contra intempéries. (vide prazo para aplicação no art. 2º da 
Portaria MTPS n.º 505, de 29 de abril de 2016) 
 
2.4 Cavaletes 
2.4.1 Os cavaletes devem estar instalados sobre bases 
construídas de material resistente e impermeável, de forma a 
garantir perfeitas condições de estabilidade e de 
posicionamento, observando-se os seguintes requisitos: 
a) os cavaletes devem garantir adequado apoio das 
chapas e possuir altura mínima de um metro e cinquenta 
centímetros (1,5m ); 
b) os cavaletes verticais devem ser compostos de 
seções com largura máxima de vinte e cinco centímetros 
(0,25m); 
c) os palitos dos cavaletes verticais devem ter espessura 
que possibilite resistência aos esforços das cargas usuais e 
ajustados ou soldados em sua base, garantindo a 
estabilidade; 
d) cada cavalete vertical deve ter no máximo seis metros 
de comprimento, sendo que as peças das extremidades 
devem possuir maior resistência; 
e) deve ser garantido um espaço, devidamente 
sinalizado, com no mínimo oitenta centímetros entre os 
extremos e as laterais dos cavaletes; 
f) a distância entre cavaletes e as paredes do local de 
armazenagem deve ser de no mínimo cinquenta centímetros 
(0,5m); 
g) a área principal de circulação de pessoas deve ser 
demarcada e possuir no mínimo um metro e vinte 
centímetros de largura (1,20m); 
h) os cavaletes devem ser mantidos em perfeitas 
condições de uso: pintados, sem corrosão e sem danos à 
sua estrutura; 
i) é proibido o uso de prolongadores a fim de ampliar a 
capacidade de armazenamento dos cavaletes em formato 
triangular; 
j) as atividades de retirada e colocação de chapas em 
cavaletes devem ser realizadas obrigatoriamente com pelo 
menos um trabalhador em cada extremidade da chapa; 
k) cada par de cavaletes deve possuir sistema de 
travamento ou amarração entre si a fim de garantir a 
estabilidade do equipamento. 
 
2.5 Movimentação de chapas com uso de ventosas 
2.5.1 Na movimentação de chapas com o uso de 
ventosas, devem ser observados os seguintes requisitos 
mínimos: 
a) a válvula direcional das ventosas deve ter acesso e 
localização facilitados ao operador, respeitando-se a postura 
e a segurança do operador; 
b) as ventosas devem ser dotadas de dispositivo auxiliar 
que garanta a contenção da mangueira, evitando seu 
ricocheteamento em caso de desprendimento acidental; 
c) as mangueiras devem estar protegidas, firmementepresas aos tubos de saída e de entrada e afastadas das vias 
de circulação; 
d) as borrachas das ventosas devem ter manutenção 
periódica e imediata substituição em caso de desgaste, 
defeitos ou descolamento; 
e) procedimentos de segurança a serem adotados para 
garantir a movimentação segura de chapas em caso de falta 
de energia elétrica. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
43MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
2.5.2 As ventosas com vácuo gerado por equipamento 
elétrico devem possuir alarme sonoro e visual que indique 
pressão fora dos limites de segurança estabelecidos. 
 
2.6 Movimentação de chapas com uso de cabos de 
aço, vigas de suspensão, cintas, correntes, garras, 
ovador de contêineres e outros equipamentos 
2.6.1 Na movimentação de chapas com a utilização de 
vigas de suspensão, garras, ovador de contêineres e outros 
equipamentos de movimentação, devem ser observadas a 
capacidade de sustentação destes meios de içar e a 
capacidade de carga do equipamento de elevação, 
atendendo às especificações técnicas e recomendações do 
fabricante. 
2.6.1.1 Os cabos de aço, cintas, correntes e outros 
acessórios devem estar devidamente dimensionados, de 
acordo com as características das cargas a serem 
movimentadas. 
2.6.2 O empregador deve manter no estabelecimento à 
disposição da fiscalização as notas fiscais de aquisição dos 
cabos de aço, correntes, cintas e outros acessórios, com os 
respectivos certificados. 
2.6.3 A movimentação de chapas com uso de garras só 
pode ser realizada pegando-se uma chapa por vez. 
2.6.4 As chapas movimentadas com uso de carro de 
transferência devem possuir amarração com cintas ou 
material de resistência equivalente. 
 
3. Condições ambientais e equipamentos para 
movimentação de chapas fracionadas de rochas 
ornamentais em marmorarias 
3.1 Os pisos dos locais de trabalho onde houver 
movimentação de chapas de rochas ornamentais fracionadas 
devem ser projetados e construídos de acordo com 
parâmetros técnicos, com o objetivo de suportar as cargas 
usuais e oferecer segurança na movimentação. 
3.1.1 Os pisos devem ter superfície regular, firme, 
estável e antiderrapante sob qualquer condição, de forma a 
não provocar trepidação nos equipamentos de 
movimentação de chapas fracionadas. 
3.1.1.1 A inclinação longitudinal do piso deve ser de, no 
máximo, 5% (cinco por cento). 
3.1.1.1.1 As inclinações superiores a 5% (cinco por 
cento) são consideradas rampas e devem ser calculadas de 
acordo com a seguinte equação: 
 
 
 
onde: 
i = inclinação, em porcentagem; 
h = altura do desnível; 
c = comprimento da projeção horizontal. 
3.1.1.1.1.1 Independente do comprimento da rampa e 
sem prejuízo do teor do item 
3.1.1.1.1, a inclinação máxima permitida é de 12,50% 
(doze inteiros e cinquenta centésimos por cento). 
3.2 A largura das vias onde houver movimentação de 
chapas fracionadas de rochas ornamentais deve ser de, no 
mínimo, um metro e vinte centímetros (1,2m). 
3.3 O equipamento para movimentação de chapas 
fracionadas de rochas ornamentais deve possuir no mínimo 
três rodas, resistência, estabilidade e facilidade de 
mobilidade, identificação de capacidade máxima de carga e 
ser compatível com as cargas. 
3.3.1 As cargas de chapas fracionadas devem estar 
devidamente amarradas à estrutura do equipamento. 
 
4. Carga e descarga de chapas de rochas 
ornamentais 
4.1 A empresa deve destinar área específica de carga e 
descarga de chapas, com sinalização horizontal e vertical. 
4.1.1 O espaço destinado à carga e descarga de 
materiais e o acesso ao veículo de carga devem oferecer 
condições para que a operação se realize com segurança. 
4.1.1.1 As movimentações de cargas devem seguir 
instruções definidas em procedimentos específicos para 
cada tipo de carga, objetivando a segurança da operação 
para pessoas e materiais. 
4.2 A área de operação onde houver utilização de pistola 
pneumática portátil deve ser delimitada e sinalizada, 
proibindo-se a presença de pessoas não envolvidas na 
atividade nesta área. 
4.3 A atividade de empacotamento de chapas deve ser 
realizada com uso de cavaletes que propiciem boa postura e 
segurança aos trabalhadores. 
4.4 O interior de contêineres deve possuir iluminação 
natural ou artificial, nos termos definidos nas Normas de 
Higiene Ocupacional da FUNDACENTRO. 
4.5 Os trabalhos no interior de contêineres devem ser 
realizados com equipamentos e meios de acesso seguros e 
adequados à natureza das atividades. 
4.6 É proibida a permanência de trabalhadores no 
interior de contêineres durante a entrada da carga. 
4.7 A retirada da amarração da carga no contêiner só 
poderá ser realizada após a estabilização e fixação primária 
da carga. 
 
5. Capacitação para movimentação, armazenagem e 
manuseio de chapas de rochas ornamentais 
5.1 A movimentação, manuseio e armazenagem de 
chapas de rochas ornamentais somente podem ser 
realizadas por trabalhador capacitado e autorizado pelo 
empregador. 
5.2 A capacitação deve ocorrer após a admissão do 
trabalhador, dentro dos horários normais de trabalho e ser 
custeada integralmente pelo empregador. 
5.2.1 As instruções visando à informação e à 
capacitação do trabalhador devem ser elaboradas em 
linguagem compreensível e adotando-se metodologias, 
técnicas e materiais que facilitem o aprendizado. 
5.3 Além de capacitação, informações e instruções, o 
trabalhador deve receber orientação em serviço, que 
consiste de período no qual deve desenvolver suas 
atividades sob orientação e supervisão direta de outro 
trabalhador capacitado e experiente, com duração mínima de 
trinta dias. 
5.4 A capacitação para movimentação, manuseio e 
armazenagem de chapas de rochas ornamentais deve 
atender ao conteúdo programático e carga horária conforme 
item 5.7. 
5.4.1 As aulas teóricas devem ser limitadas a quarenta 
participantes por turma. 
5.4.2 As aulas práticas devem ser limitadas a oito 
participantes para cada instrutor. 
5.4.2.1 O certificado somente será concedido ao 
participante que cumprir a carga horária total dos módulos e 
demonstrar habilidade na operação dos equipamentos. 
5.4.3 O certificado deve conter o nome do trabalhador, 
conteúdo programático, carga horária diária e total, data, 
local, nome e formação profissional do(s) instrutor(es), nome 
e assinatura do responsável técnico ou do responsável pela 
organização técnica do curso. 
5.4.3.1 O certificado deve ser fornecido ao trabalhador, 
mediante recibo, arquivando-se uma cópia na empresa. 
5.4.4 Os participantes da capacitação devem receber 
material didático impresso. 
5.5 Deve ser realizada nova capacitação a cada três 
anos, com carga horária mínima de dezesseis horas, sendo 
oito horas com conteúdo do Módulo I e oito horas do Módulo 
III, referidos no item 5.7 deste Anexo. 
5.6 Deve ser realizada nova capacitação, com carga 
horária e conteúdo programático que atendam às 
necessidades que a motivou, nas situações previstas abaixo: 
a) troca de função; 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
44MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
b) troca de métodos e organização do trabalho; 
c) retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade, por 
período superior a seis meses; 
d) modificações significativas nas instalações, operação 
de máquinas, equipamentos ou processos diferentes dos que 
o trabalhador está habituado a operar. 
 
5.7 Programas de capacitação 
Módulo I - SAÚDE, SEGURANÇA E HIGIENE NO 
TRABALHO Carga horária: 16 horas Objetivo: Preservar a 
saúde e a integridade física do trabalhador, informar sobre os 
riscos ambientais e desenvolver cultura prevencionista. 
Conteúdoprogramático mínimo: 
1. Conceito de acidentes de trabalho: prevencionista, 
legal; 
2. Tipos de acidente; 
3. Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT; 
4. Causas de acidentes de trabalho: homem, máquina, 
ambiente etc.; 
5. Consequências dos acidentes de trabalho; 
6. Acidentes com movimentação, manuseio e 
armazenagem de chapas de rochas ornamentais: análise de 
causas e medidas preventivas; 
7. Riscos ambientais: físicos, químicos, biológicos e 
ergonômicos; 
8. Riscos de acidentes; 
9. Metodologias de Análise de Riscos: conceitos e 
exercícios práticos; 
10. Equipamentos de proteção coletiva; 
11. Medidas técnicas e administrativas; 
12. Equipamentos de Proteção Individual; 
13. Inspeção de Segurança. 
 
Módulo II - ESTUDO DO CONTEÚDO DO ANEXO I DA 
NR-11 Carga horária: 4 horas 
Objetivo: Fornecer conhecimentos básicos ao 
participante para assimilar o conteúdo da legislação de 
segurança do setor de rochas ornamentais. Conteúdo 
programático mínimo: 
1. Carro Porta-Blocos; 
2. Fueiros ou “L”; 
3. Carro Transportador; 
4. Cavalete Triangular; 
5. Cavalete Vertical ou Palito; 
6. Ventosa: operação e procedimentos de segurança; 
7. Cinta; 
8. Viga de suspensão; 
9. Garra (Pinça); 
10. Cabo de aço; 
11. Correntes; 
12. Ovador de Contêiner; 
13. Equipamento de movimentação de chapas 
fracionadas; 
14. Inspeção nos equipamentos e acessórios; 
15. Registros de inspeção de segurança nos 
equipamentos e acessórios. 
 
Módulo III - SEGURANÇA NA OPERAÇÃO DE PONTE 
ROLANTE Carga horária: 
16 horas Objetivo: Nas aulas teóricas e práticas, os 
participantes devem adquirir conhecimentos e desenvolver 
competências no controle da movimentação de carga de 
chapas de rochas ornamentais, objetivando que tal atividade 
se desenvolva com segurança. Aulas teóricas: 8 horas 
Conteúdo Programático mínimo: 
1. Princípios de segurança na utilização dos 
equipamentos; 
2. Descrição dos riscos relacionados aos equipamentos; 
3. Centro de gravidade de cargas; 
4. Amarração de cargas; 
5. Escolha dos tipos de cabos de aço (estropos); 
6. Capacidade de carga dos cabos de aço, cintas e 
correntes; 
7. Critérios de descarte para cabos de aço, cintas e 
correntes; 
8. Acessórios para garantir boa amarração; 9. Uso de 
quebra-canto; 
10. Manilhas, cintas, peras, ganchos - bitolas e 
capacidades; 
11. Inspeção nos equipamentos, acessórios e registros 
de inspeção e segurança; 
12. Sinalização para içamento e movimentação; 
13. Ovador de Contêiner; 
14. Equipamento de movimentação de chapas 
fracionadas; 
15. Dispositivos de segurança de acordo com a NR-12 e 
normas técnicas aplicáveis. Aulas práticas: 8 horas Conteúdo 
Programático mínimo: 
1. Carga e descarga de chapas e blocos em veículos; 
2. Carga e descarga do carro porta-bloco; 
3. Carro transportador; 
4. Ventosa; 
5. Viga de suspensão; 
6. Garra (Pinça); 
7. Colocação e retirada de chapa em bancada; 
8. Movimentação de bloco de rocha ornamental com uso 
de pórtico rolante. 
9. Ovador de Contêiner; 
10. Equipamento de movimentação de chapas 
fracionadas. 
 
6. Disposições gerais 
6.1 Durante as atividades de preparação e retirada de 
chapas serradas do tear, devem ser tomadas providências 
para impedir que o quadro inferior porta-lâminas do tear caia 
sobre os trabalhadores. 
6.2 São proibidos o armazenamento e a disposição de 
chapas em paredes, colunas, estruturas metálicas ou outros 
locais que não sejam os cavaletes especificados neste 
Anexo. 
6.3 A máquina de corte de fio diamantado, o monofio e o 
multifio devem ter as respectivas áreas de corte e percurso 
do fio diamantado isoladas e sinalizadas. 
6.4 As bancadas de trabalho, sobre as quais são 
depositadas chapas, inteiras ou fracionadas, devem possuir 
resistência e estabilidade para suportar as cargas 
manuseadas. 
 
 
GLOSSÁRIO 
Armazenamento: Constitui-se em um conjunto de 
funções de recepção, descarga, carregamento, arrumação, 
conservação, etc., realizadas em espaço destinado para o 
fluxo e armazenagem de chapas de rochas ornamentais, 
com o objetivo de controle e proteção dos materiais. 
Beneficiamento: Constitui-se em processo de 
desdobramento do bloco até o produto final, podendo passar 
pelas seguintes etapas: serragem, desplacamento, 
levigamento (primeiro polimento), secagem, resinagem, 
polimento e recorte. 
Cabos de Suspensão: Cabo de aço destinado à elevação 
(içamento) de materiais e equipamentos. 
Carro porta-bloco: Equipamento utilizado para 
transportar e suportar os blocos e enteras nas operações de 
corte das rochas nos teares. 
Carro transportador: Equipamento utilizado para 
movimentar o carro porta-bloco. 
Cavalete triangular: Estrutura metálica em formato 
triangular com uma base de apoio, usada para 
armazenagem de chapas de rochas ornamentais. 
Cavalete vertical: Estrutura metálica com divisórias 
dispostas verticalmente (palitos), fixadas sobre bases 
metálicas, usada para armazenamento de chapas de rochas 
ornamentais. 
Chapas de rochas ornamentais: Produto da serragem ou 
desplacamento de rochas, com medidas variáveis. 
Chapas fracionadas: Chapas de rochas ornamentais com 
dimensões variadas e altura máxima de um metro. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
45MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Cinta: Acessório utilizado para amarração e 
movimentação de cargas, nos termos definidos na norma 
ABNT NBR 15637. 
Empacotamento de chapas: Atividade de embalar 
(emadeirando e/ou plastificando) um conjunto de chapas de 
rochas ornamentais. 
Entera: Fração de bloco de rocha ornamental, passível 
de ser serrado, normalmente acomodado em espaço 
existente no carro porta-blocos, junto ao bloco principal que 
será serrado. 
Equipamento de elevação de carga: Todo equipamento 
que faça o trabalho de levantar, movimentar e abaixar 
cargas, incluindo seus acessórios (destinados a fixar a carga 
a ser transportada, ligando-a ao equipamento). 
Equipamento ovador de contêiner: Equipamento 
sustentado por ponte rolante, utilizado para carga e descarga 
de pacotes de chapas de rochas ornamentais em 
contêineres. Possui a forma de um C, sendo a parte superior 
presa à ponte rolante, e a inferior, que entra no contêiner, 
sustenta o pacote a ser ovado. 
Equipamento para movimentação de chapas de rochas 
ornamentais fracionadas: Equipamento destinado à 
movimentação de cargas, constituído por uma estrutura, com 
no mínimo, três rodas. 
Fueiro: Peça metálica em formato de L ou I, fixada ou 
encaixada no carro porta-bloco, que tem por finalidade 
garantir a estabilidade das chapas. Indústria de 
beneficiamento e comércio de rochas ornamentais: 
Empresas cujas atividades econômicas se enquadram nos 
CNAE 2391-5/01, 2391-5/02, 2391-5/03, 4679-6/02. 
 Máquina de corte de fio diamantado: Máquina de corte 
de rocha ornamental que utiliza um fio diamantado. O 
processo de corte ocorre pela ação abrasiva dos anéis ou 
pérolas com grãos de diamante dispostos ao longo do fio. 
Monofio: Máquina de corte de rocha ornamental que 
utiliza um fio diamantado. O processo de corte ocorre pela 
ação abrasiva dos anéis ou pérolas com grãos de diamante 
dispostos ao longo do fio. 
Multifio: Máquina de corte de rocha ornamental que 
utiliza vários fios diamantados proporcionando o 
desdobramento do bloco em chapas. O processo de corte 
ocorre pela ação abrasiva dos anéis ou pérolas com grãos 
de diamante dispostos ao longo dos fios. 
Palitos: Hastes metálicas usadas nos cavaletes verticais 
para apoio e sustentação das chapas de rochas 
ornamentais. 
Piso Resistente: Piso capaz de resistir sem deformação 
ou ruptura aos esforços submetidos. 
Procedimento: Sequência de operações a serem 
desenvolvidas para realização de um determinado trabalho, 
com a inclusão dos meios materiais e humanos, medidas de 
segurança e circunstânciasque possibilitem sua realização. 
Profissional capacitado: Trabalhador que recebeu 
capacitação sob orientação e responsabilidade de um 
profissional habilitado. 
Profissional habilitado: Profissional com atribuições 
legais para a atividade a ser desempenhada e que assume a 
responsabilidade técnica, tendo registro no conselho 
profissional de classe. 
Profissional qualificado: Aquele que comprovar 
conclusão de curso específico na área, reconhecido pelo 
sistema oficial de ensino. 
Sinalização: Procedimento padronizado destinado a 
orientar, alertar, avisar e advertir. 
Tear: Equipamento constituído por quatro colunas que 
suportam o quadro porta-lâminas. O processo de corte se dá 
pela ação da fricção do conjunto de lâminas com elementos 
abrasivos, fazendo um movimento de vai e vem, serrando a 
rocha de cima para baixo. 
Ventosa (transportador pneumático): Equipamento a 
vácuo usado na movimentação de chapas de rochas 
ornamentais. 
PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS: CONCEITO DE FOGO, 
TRIÂNGULO DE FOGO, FORMAS DE IGNIÇÃO, 
CLASSIFICAÇÃO DE INCÊNDIOS, 
TIPOS DE APARELHOS EXTINTORES, 
AGENTES EXTINTORES, ESCOLHA, 
MANUSEIO E APLICAÇÃO DOS AGENTES EXTINTORES 
 
O homem primitivo inicialmente observou o fogo surgido 
espontaneamente por meio da ação de relâmpagos sobre 
madeira de árvores e começou a utilizá-lo de maneira 
desorganizada, para iluminar, aquecer e cozinhar. 
A etapa seguinte consistiria em produzir voluntariamente 
o fogo; talvez a observação de que ele se propagava pelo 
aquecimento de galhos ou folhas secas indicou que a chama 
poderia ser iniciada com temperaturas elevadas. Desta 
forma, a descoberta de que o atrito entre dois pedaços de 
madeira seca elevava a temperatura até produzir uma 
chama, dando início à jornada tecnológica do homem, no seu 
controle da natureza. 
Posteriormente, outro método foi desenvolvido, que 
consistia no impacto entre duas pedras para a produção de 
faíscas. A observação de que fagulhas têm o poder de 
começar uma chama e que o choque de algumas rochas 
produz faíscas, conduziu a mais uma forma de iniciar o fogo. 
Muito tempo depois, foi descoberto que as fagulhas 
formadas eram mais fortes e persistentes, quando se batia o 
mineral sílex com ferro ou aço. Esse processo persistiu até o 
século XIX. O avanço seguinte, e bem mais recente, de um 
processo simples de produção de fogo, surgiria com a 
invenção, na Inglaterra, em 1827, do palito de fósforo. O 
elemento fósforo combina-se com o oxigênio tão facilmente 
que se acende apenas exposto ao ar. 
Os primeiros fósforos fabricados acendiam por atrito e 
exalavam um cheiro muito desagradável. 
Mais adiante, em 1845, começaram a ser fabricados os 
chamados fósforos de segurança, cuja cabeça combustível 
contém outros componentes não inflamáveis, garantindo a 
sua utilização de forma segura. 
 
COMBUSTÃO 
Combustão é uma reação química, onde uma substância 
combustível reage com o oxigênio, ativada pelo calor 
(elevação de temperatura), emitindo energia luminosa (fogo), 
mais calor e outros produtos. 
 
Formas de Combustão 
Combustão Completa: É aquela em que a queima 
produz calor e chamas e se processa em ambiente rico em 
comburente. 
Combustão Incompleta: É aquela em que a queima 
produz calor e pouca ou nenhuma chama e se processa em 
ambiente pobre em comburente. 
Combustão Espontânea: É aquela gerada de maneira 
natural, podendo ser pela ação de bactérias que fermentam 
materiais orgânicos, produzindo calor e liberando gases, 
alguns materiais entram em combustão sem fonte externa de 
calor, ocorre também na mistura de determinadas 
substancias químicas, quando a combinação gera calor e 
libera gases. 
Explosão: É a queima de gases ou partículas sólidas em 
altíssima velocidade, em locais confinados. 
 
FORMAS DE PROPAGAÇÃO 
O calor pode-se propagar de três diferentes maneiras: 
Condução, Convecção e Irradiação. Como tudo na natureza 
tende ao equilíbrio, o calor é transferido de objeto com 
temperatura mais alta para aqueles com temperatura mais 
baixa. O mais frio de dois objetos absorvera calor até que 
esteja com a mesma quantidade de energia do outro. 
 
Condução – É a transferência de calor através de um 
corpo sólido de molécula a molécula. Quando dois ou mais 
corpos estão em contato, o calor é conduzindo através deles 
como se fosse um só corpo. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
46MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Convecção – É a transferência de calor pelo próprio 
movimento ascendente de massas de gases ou líquido. 
Irradiação – É a transmissão de calor por ondas de 
energia caloríficas que se deslocam através do espaço. 
 
TRIÂNGULO DO FOGO 
O Triângulo do Fogo é uma didática criada para melhor 
ilustrar a reação química do fogo, onde cada lado do 
triângulo representa um elemento participante desta reação. 
Para que exista fogo, três elementos são necessários. 
- Combustível; 
- Comburente (oxigênio); e 
- Calor (temperatura de ignição) 
 
Combustível 
É toda substância capaz de queimar, servindo de 
propagação do fogo. Os combustíveis podem se apresentar 
na natureza sob três estados físicos: sólido, líquido e gasoso. 
 
Estados Físicos dos Combustíveis 
SÓLIDO Ex.: Madeira, papel, borracha, etc. 
LÍQUIDO Ex.: Gasolina, álcool, acetona, etc. 
GASOSO Ex.: Gás de cozinha, hidrogênio, etc. 
 
Comburente (Oxigênio - 0
2
) 
É o elemento, presente no ar atmosférico, participando 
da reação química do fogo. 
 
Calor 
É o elemento que fornece a energia necessária para 
iniciar a reação entre o combustível e o comburente, 
mantendo e propagando a combustão, como a chama de um 
palito de fósforos. 
 
PROCESSOS DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO 
Conhecido o triângulo do fogo, este só existirá quando 
estiverem presentes os três elementos constituintes. 
Portanto, para extinguir o fogo, basta desfazer o triângulo, 
isto é, retirar um de seus lados. 
 
Isolamento: Processo de extinção de incêndio que 
constitui na retirada do combustível. 
Abafamento: Processo de extinção de incêndio que 
consiste na redução ou retirada do oxigênio. 
Resfriamento: Processo de extinção de incêndio que 
consiste na retirada parcial do calor (diminuição da 
temperatura). 
 
CLASSES DE INCÊNDIO 
Para que as ações de combate a incêndio possam ter a 
máxima objetividade e rendimento, com emprego correto de 
um agente extintor, os materiais combustíveis foram 
divididos em Classes de Incêndios. 
 
Classe A – Incêndio em materiais sólidos combustíveis. 
Ex.: madeira, papel, tecido, borracha, etc. 
Esses materiais apresentam duas propriedades: 
- Deixam resíduos quando queimados (brasas, cinzas, 
carvão); 
- Queimam em superfície e em profundidade. 
 
Classe B – Incêndio em líquidos inflamáveis. 
Ex.: álcool, gasolina, querosene, graxa, diesel, etc. 
Esses materiais apresentam duas propriedades: 
- Não deixam resíduos quando queimados; 
- Queimam somente em superfície. 
 
Classe C – Incêndio em equipamentos eletroeletrônicos 
energizados. 
Ex.: televisor, geladeira, computador, etc. Ao serem 
desligados da tomada, o incêndio passa a ser de classe A. 
 
Classe D – Incêndio em metais pirofóricos. 
Ex.: sódio, magnésio, etc. Para extinção de fogo nesses 
materiais, existem agentes extintores especiais. 
 
Classe K 
Definição: são os incêndios em banha, gordura e óleos 
voltados ao cozimento de alimentos. 
Características: é uma classe de muita periculosidade, 
ao passo que o trato de banha, gordura e óleos é bastante 
comum nas cozinhas residenciais e industriais. Exemplos: 
incêndios em cozinhas quando a banha, a gordura e os óleos 
são aquecidos. 
Extinção: JAMAIS TENTAR COMBATER COM ÁGUA. 
Essa classe reage perigosamente com água, gerando 
explosões e ferindo quem estiver próximo. 
O método mais indicado de combater o incêndio nessa 
classe é atravésdo abafamento. 
 
Equipamentos contra incêndio 
Bombas Hidráulicas 
As bombas ajudam nas redes hidráulicas a partir do 
bombeamento de água para redes fixas de hidrantes, redes 
de sprinklers, sistema fixo de água nebulizada ou sistema 
fixo de espuma. Desse modo, com a aplicação das bombas é 
possível garantir que a água sairá das redes fixas com 
pressão e potência adequada para combater o incêndio. 
 
Extintores de incêndio 
Baseado em pressão interna, os extintores de incêndio 
tem a benefício de permitir que seu manuseio seja feito por 
qualquer pessoa, com um pouco de treinamento. 
De forma simples e rápida, os extintores de incêndio são 
capazes de eliminar focos de incêndio dos mais variados, 
impedindo que o fogo ganhe proporções maiores. 
Para sua eficácia no combate a incêndios, os extintores 
de incêndio são fabricados com especializações diferentes 
para o combate ao fogo em diferentes situações. 
 
Componentes hidráulicos 
São acessórios usados para conduzir água até os 
equipamentos usados no combate do incêndio. Geralmente 
estão relacionados a mangueiras e tubulações. 
 
Tubos e Conexões 
Fazem parte do sistema hidráulico constituído, esses 
acessórios ajudam na prevenção e combate ao incêndio. 
Com o objetivo de adaptar o sistema às necessidades 
estruturais do ambiente, os tubos e conexões auxiliam na 
condução de agentes do combate ao fogo para as redes de 
hidrantes, gás e ar comprimido. 
 
Mangueiras de Incêndio 
As mangueiras de incêndio são, itens indispensáveis em 
edificações de médio e grande porte. Utilizadas 
principalmente por componentes das brigadas de incêndio e 
por profissionais do corpo de bombeiros, as mangueiras são 
uma extremidade imprescindível de um complexo sistema. 
 
Sprinklers 
Comum em prédios comerciais os sprinklers tem seu 
funcionamento baseado em princípios muito simples, mas de 
grande eficácia. Em resumo os sprinklers são chuveiros 
automáticos, instalados no teto dos pavimentos que, ao 
serem acionados, emitem jatos de água em todas as 
direções. Seu funcionamento é baseado na detecção da 
temperatura ambiente, através de sensores instalados no 
próprio sprinkler, de forma individual. 
Por utilizar sensores individuais a liberação do 
funcionamento do equipamento ocorre apenas na área 
afetada, ou seja, onde foi detectada a variação de 
temperatura considerada de risco, evitando que haja 
liberação de água em excesso causando inundações. 
 
AGENTES EXTINTORES DE INCÊNDIO 
São substâncias que possuem a propriedade de 
extinguirem determinadas combustões. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
47MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
O sucesso do combate está relacionado com a sua 
correta utilização e o tipo de combustível. 
 
1. ÁGUA 
É o agente extintor “universal”. 
A sua abundância na natureza e as suas características 
de emprego, sob diversas formas, possibilitam uma boa 
aplicação em incêndios, porém ocorre a desvantagem desse 
agente ser condutor de corrente elétrica. 
 
2. GÁS CARBÔNICO (CO
2 
– DIÓXIDO DE CARBONO) 
É um gás incombustível, inodoro, incolor, mais pesado 
que o ar. Não é tóxico, mas a sua ingestão em excesso 
provoca asfixia. 
Atua por abafamento e, secundariamente, por 
resfriamento. Dissipa-se rapidamente quando aplicado em 
locais abertos. 
Não conduz corrente elétrica, nem danifica materiais 
eletrônicos. 
 
3. PÓ QUIMICO SECO (PQS) 
É um composto químico, que atua por abafamento. 
Não é tóxico, mas sua ingestão em excesso provoca 
asfixia. 
Por ser corrosivo, o uso deste agente pode danificar os 
eletroeletrônicos. 
Não conduz corrente elétrica. 
 
4. ESPUMA 
Solução aquosa obtida através de reação química ou 
processo mecânico. Atua por abafamento e, em menor 
proporção, por resfriamento. Conduz corrente elétrica. 
Atualmente, este agente extintor dificilmente é 
encontrado em estabelecimentos comerciais e residenciais, 
embora ainda seja utilizado por indústrias e pelo Corpo de 
Bombeiros. 
 
APARELHOS EXTINTORES DE INCÊNDIO 
São equipamentos fundamentais para o estágio inicial 
das ações de combate a incêndio. 
São transportados em todas as viaturas operacionais do 
CBMERJ sendo encontrados, também, nas edificações e 
estabelecimentos comerciais. 
O êxito no emprego dos aparelhos extintores de incêndio 
depende dos seguintes fatores basicamente: 
- Aplicação correta do agente extintor para o tipo de 
combustível (sólido ou líquido) e sua composição química; 
- Manutenção periódica adequada; 
- O operador do aparelho extintor deverá possuir 
conhecimentos específicos de maneabilidade do 
equipamento e técnicas de combate a incêndio. 
 
1. PARTES DO APARELHO EXTINTOR 
 
 
 
2. TIPOS DE APARELHOS EXTINTORES 
Normalmente, os aparelhos extintores são chamados 
pelo nome do agente que contém e apresentam 
características para cada tipo. 
 
APARELHO EXTINTOR DE ÁGUA-GÁS (AG) 
Dados técnicos: 
- Mangueira 
- Esguicho 
- Alça para transporte 
- Recipiente 
- Tubo sifão 
- Cilindro de gás propelente (ampola externa) 
Capacidade: 10 litros 
Alcance médio do jato: 10 metros 
 
Técnicas de utilização: 
- Identifique o extintor através de sua aparência externa 
e etiqueta presa ao mesmo, observando no manômetro se 
está carregado; 
- Retire o extintor do suporte preso a parede ou outro 
lugar em que esteja acondicionado; 
- Transporte o extintor até próximo do local sinistrado (± 
10 metros); 
- Retire o lacre do volante da ampola externa e o pino de 
segurança; 
- Empunhe a mangueira para baixo e gire o volante da 
ampola externa no sentido anti-horário para pressurizar a 
carga extintora e aperte o gatilho rapidamente; 
- Direcione o jato para a base do fogo e movimente-o em 
forma de “ziguezague” horizontal. 
 
APARELHO EXTINTOR DE ÁGUA-PRESSURIZADA 
(AP) 
O gás propelente está acondicionado junto à carga 
extintora, mantendo o aparelho pressurizado 
permanentemente. 
Dados técnicos: 
- Mangueira com esguicho 
- Gatilho 
- Alça de transporte 
- Pino de segurança 
- Tubo sifão 
- Recipiente 
- Manômetro 
Capacidade: 10 litros 
Alcance médio do jato: 10 metros 
 
Técnicas de Utilização: 
- Identifique o extintor através de sua aparência externa 
e etiqueta presa ao mesmo, observando no manômetro se 
está carregado; 
- Retire o lacre e o pino de segurança; 
- Transporte o extintor até próximo do local sinistrado (± 
10 metros); 
- Aperte o gatilho e direcione o jato para a base do fogo e 
movimente-o em forma de “ziguezague” horizontal. 
 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
48MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
APARELHO EXTINTOR DE CO
2 
(GÁS CARBÔNICO) 
Dados técnicos: 
- Mangueira 
- Gatilho 
- Alça de transporte 
- Pino de segurança 
- Tubo sifão 
- Recipiente 
- Punho 
- Difusor 
Capacidade: 6 Kg 
Alcance médio do jato: 3 metros 
 
Técnicas de utilização: 
- Identifique o extintor através de sua aparência externa 
e etiqueta presa ao mesmo; 
- Retire o extintor do suporte preso a parede ou outro 
lugar em que esteja acondicionado; 
- Retire o lacre e o pino de segurança; 
- Segure no punho e aponte o difusor para baixo; 
- Transporte o aparelho até próximo do local sinistrado (± 
3 metros); 
- Aperte o gatilho e direcione o jato para a base do fogo e 
movimente-o em forma de “ziguezague” horizontal, de forma 
que crie uma nuvem sobre o fogo. 
 
APARELHO EXTINTOR DE PÓ QUÍMICO SECO (PQS) 
Dados técnicos: 
- Mangueira 
- Gatilho 
- Alça para transporte 
- Recipiente 
Capacidade 4, 6, 8 e 12 quilogramas 
Alcance médio do jato: 6 metros 
 
Técnicas de utilização: 
- Identifique o extintor através de sua aparência externa 
eetiqueta presa ao mesmo, observando no manômetro se 
está carregado; 
- Retire o extintor do suporte preso a parede ou outro 
lugar em que esteja acondicionado; 
- Retire o lacre e o pino de segurança; 
- Transporte o extintor até próximo do local sinistrado (± 
6 metros); 
- Aperte o gatilho e direcione o jato para a base do fogo e 
movimente-o em forma de “ziguezague” horizontal. 
 
EXTINTOR DE HALOGENADO (HALON) 
Composto por elementos halogênios (flúor, cloro, bromo 
e iodo). 
Atua por abafamento, quebrando a reação em cadeia 
que alimenta o fogo. 
Ideal para o combate a princípios de incêndio em 
materiais da classe “C”. 
Procedimentos para uso: 
- retirar o pino de segurança; 
- empunhar o gatilho e o difusor; e 
- acionar o gatilho, dirigindo o jato para a base do fogo. 
 
EXTINTOR SOBRE RODAS (CARRETA) 
A diferença dos extintores em geral é a sua capacidade. 
Devido ao seu tamanho, sua operação requer duas pessoas. 
As carretas podem ser: 
- de água; 
- de espuma mecânica; 
- de espuma química; 
- de pó químico seco; e 
- de gás carbônico. 
 
SISTEMAS PREVENTIVOS 
1. MANGUEIRAS 
Tubos enroláveis de “nylon” revestidos internamente de 
borracha, possuindo nas extremidades juntas do tipo storz. 
Utilizado como duto para fluxo de água entre a caixa de 
incêndio e o esguicho. 
 
2. ESGUICHO 
Tubo metálico dotado de junta storz na extremidade de 
entrada e saída livre, podendo possuir um sistema para 
comando. 
Utilizado como terminal da linha de mangueira, tendo a 
função de regular o tipo de saída e direcionar o jato de água. 
Os esguichos mais encontrados são tronco-cônico e 
regulável. 
 
COMO UTILIZAR A CAIXA DE INCÊNDIO 
1 – Abra a caixa de incêndio. Se a mesma estiver 
trancada, quebre o vidro. 
2 – Conecte a junta da mangueira na saída do hidrante, 
desenrole-a e, em seguida, conecte o esguicho em sua outra 
extremidade. 
3 – Abra então o registro, segurando firmemente, com 
uma das mãos, o esguicho e, na outra, a mangueira. 
4 – Após esticar bem a mangueira, dirija o jato para a 
base do fogo. 
 
VIAS DE ESCAPE E CONTROLE DE PÂNICO 
Se um incêndio ocorrer em seu escritório ou 
apartamento, saia imediatamente. Muitas pessoas morrem 
por não acreditarem que um incêndio pode se alastrar com 
rapidez. 
Se você ficar preso em meio à fumaça, respire pelo 
nariz, em rápidas inalações. Se possível, molhe um lenço e 
utilize-o como máscara improvisada. Procure rastejar para a 
saída, pois o ar é sempre melhor junto ao chão. 
Use as escadas – NUNCA O ELEVADOR! Num incêndio 
pode ocorrer o corte de energia para os elevadores. Feche 
todas as portas que ficarem atrás de você, assim retardará a 
propagação do fogo. 
Se você ficar preso numa sala cheia de fumaça, fique 
junto ao piso, onde o ar é sempre melhor. Se possível, fique 
perto de uma janela, de onde poderá chamar por socorro. 
Toque a porta com o dorso (costas) da sua mão. Se 
estiver quente, não abra. Se estiver fria, faça este teste: abra 
vagarosamente e fique atrás da porta. Se sentir calor ou 
pressão vindo através da abertura, mantenha-a fechada. 
Se você não puder sair, mantenha-se atrás de uma porta 
fechada. Qualquer porta serve como escudo. 
Procure um lugar perto de janelas, e abra todas. Calor e 
fumaça devem sair por cima. Você poderá respirar pela 
abertura inferior. 
Procure conhecer o equipamento de combate a incêndio 
para utilizá-lo com eficiência em caso de emergência. Se 
necessário, “arme” uma linha de mangueira na saída do 
hidrante. Um prédio pode lhe dar várias opções de 
salvamento. Conheça-as previamente. NÃO salte do prédio. 
Muitas pessoas morrem sem imaginar que o socorro pode 
chegar em poucos minutos. 
Se houver pânico na saída principal, mantenha-se 
afastado da multidão. Procure outra saída. Uma vez que 
você tenha conseguido escapar, NÃO RETORNE. 
Chame o Corpo de Bombeiros imediatamente. As 
pessoas que estão fora do prédio devem afastar-se do local, 
deixando livres as vias públicas para que os carros dos 
bombeiros possam circular com a necessária rapidez. 
 
ESPAÇO RESERVADO PARA ANOTAÇÕES 
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